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capilares pulmonares, aumento da permeabilidade e

insuficiência respirató ria. Também ocorre obstruçã o


aumentando ainda mais a lesã o.

DEFINIÇÃO: presença de gotículas de gordura na microcirculaçã o


SINAIS E SINTOMAS:
periférica e/ou no pulmã o, com ou sem sinais clínicos ≠ síndrome da
embolia gordurosa - apresenta sintomas. CLASSIFICAÇÃ O

1- AGUDA FULMINANTE: ‘cor-pulmonale’ que geralmente evolui


a ó bito.

EPIDEMIOLOGIA: variaçã o na literatura. Homens (4:1), fraturas de 2- SUB-AGUDA: é a mais comum e caracteriza-se pela tríade de
ossos longos, apó s a realizaçã o de pró teses bilaterais no mesmo sintomas (mas nã o sã o patognomô nicos) e seu início clá ssico
procedimento, hastes intramedulares fresadas (mas as nã o fresadas ocorre de 12 a 24h apó s o trauma, ou até 36 a 72h.
nã o protegem os pacientes), demora na estabilizaçã o de fraturas, a. Insuficiência respirató ria. Inundaçã o alveolar e
reduçã o fechada. Raramente em queimaduras, trauma do tecido atelectasia- hipó xia- taquipnéia- dispneia- cianose-
gorduroso e instrumentaçã o da coluna. morte.
b. Alteraçõ es neuroló gicas (10 a 20h apó s). Alteraçõ es
capilares difusas- edema cerebral- irritabilidade,
ETIOLOGIA: Existem duas teorias: ansiedade, agitaçã o, confusã o, delírio, convulsõ es,
coma, hipertonia, descerebraçã o, anisocoria, afasia...
1- MECÂ NICA: o aumento da pressã o intramedular empurra a c. Petéquias cutâ neas (até 24h apó s e some em uma
medula e a gordura para canais venosos do osso (dú vida: como semana). Distensã o dos capilares da pele pelos
chega ao cérebro?). êmbolos- lesã o capilar devido aos ácidos graxos
liberados- pequena hemorragia- regiã o anterior do
2- BIOMECÂ NICA: êmbolos de gordura sofrem alteraçõ es físico- tó rax, pescoço, axila, mucosa oral e conjuntiva.
químicas devido à açã o da lipoproteína lipase, com
consequente liberaçã o de substâ ncias tó xicas, lesionando os
3- SUB-CLÍNICA: 12 a 72h apó s o trauma, alta benignidade e *Gurd e Wilson estabeleceram que para diagnó stico serã o necessá rios
despercebida. Notam-se poucas alteraçõ es laboratoriais e leve dois sinais maiores ou quatro sinais menores associados a um sinal
sonolência, confusã o ou irritabilidade. maior. Receberam críticas por nã o incluírem a gasometria arterial.

DIAGNÓSTICO: sinais e sintomas + exames laboratoriais + exames TRATAMENTO: prevençã o, principalmente no que diz respeito à
de imagem+ exclusã o de outras infecçõ es e de outros acometimentos. estabilizaçã o precoce das fraturas dos ossos longos, além de lavagem e
Gasometria arterial (hipoxemia); gló bulos de gordura no sangue, urina curetagem do canal medular, e instalaçã o de “respiro” durante a
ou escarro; radiografia de tó rax (infiltraçã o alveolar e perihilar e sinais fresagem. O tratamento em geral busca corrigir ou amenizar as
de congestã o cardíaca); ressonâ ncia do cérebro (edema cerebral). alteraçõ es provocadas pela síndrome.

Sinais maiores:

 Insuficiência respirató ria;


 Confusã o mental;
 Petéquias cutâ neas.

Sinais menores:
 Pirexia;
 Taquicardia;
 Alteraçõ es na retina;
 Icterícia;
 Oligú ria ou anú ria;
 Presença de gordura na urina ou escarro;
 Queda inexplicada do hemató crito ou nú mero de plaquetas;

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