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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDONÓPOLIS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA
PROJETO DE MÁQUINAS

RELATÓRIO TÉCNICO
DIMENSIONAMENTO DE REDUTOR

Monielly Gomes Monteiro

Rondonópolis
2020
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Fator de forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13


Figura 2 – Módulos padronizados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Figura 3 – Fator de serviço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Figura 4 – Tensão admissivel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Figura 5 – Número de dentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Figura 6 – Dureza Brinell . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Geometria do pinhão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10


Tabela 2 – Geometria da coroa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Tabela 3 – Esforços do pinhão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Tabela 4 – Esforços da coroa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
SUMÁRIO

1 ESPECIFICAÇÕES DE PROJETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.1 Transmissão por correias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.1.1 Principais tipos de correias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.2 Transmissão por correntes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.2.1 Tipos de correntes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.3 Transmissão por engrenagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3.1 Tipos de engrenagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.4 Escolha da solução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

2 MEMORIAL DE CALCULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.1 Máquina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.2 Motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.3 Dimensionamento das engrenagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.3.1 Relação de trasmissão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.3.2 Ângulo de pressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.3.3 Numero de dentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.3.4 Módulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.3.5 Diâmetro primitivo e diâmetro da coroa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.3.6 Diâmetro interno e externo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.3.7 Diâmetro de base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.3.8 Adendo (a) e dedendo (b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3.9 Distância entre centros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3.10 Folga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3.11 Torques de entrada e de saida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.4 Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.4.1 Força tangêncial e radial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.4.2 Tensão de flexão no pé do dente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

3 ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4

1 ESPECIFICAÇÕES DE PROJETO

No presente capítulo será apresentado três soluções viáveis para a acionar a máquina
dada e a solução escolhida.

1.1 Transmissão por correias


Correias são elementos de máquinas que transmitem movimento de rotação entre
dois eixos (motor e movido) por intermédio de polias. Elas são empregadas quando
se pretende transmitir potência, movimento ou velocidade de um veio para o outro a
uma distância em que o uso de engrenagens é inviável. Muito utilizada para transportar
mercadorias e acionar mecanismos síncronos.

1.1.1 Principais tipos de correias


1. Planas "flat"; 2. Redondas; 3. Dentada; 4. Trapezoidal ou "V"simples; 5. Trape-
zoidal ou "V"múltipla.
As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. A correia em V ou trapezoidal
é inteiriça, fabricada com seção transversal em forma de trapézio. É feita de borracha
revestida de lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para suportar as
forças de tração.

1.2 Transmissão por correntes


Correntes são elementos de máquinas flexíveis utilizadas para a transmissão de
potência ou transporte/movimentação de carga. Normalmente são utilizadas em situações
em que transmissões por meio de engrenagens ou correias não sejam possíveis. São muito
utilizadas em sistemas que necessitam de acionamento de vários eixos por um único eixo
motor. Nesse caso, torna-se fundamental importância que todas as rodas pertençam a um
mesmo plano

1.2.1 Tipos de correntes


1. Correntes de rolos; 2. Correntes de buchas; 3. Correntes de dentes; 4. Correntes
com elos fundidos
Capítulo 1. Especificações de projeto 5

As correntes de rolos são as mais utilizadas, tanto para transmissão de potência


como para esteira transportadora. São fabricadas com diversos elos sendo cada um deles
composto de placas, roletes, grampos ou anéis e pinos.

1.3 Transmissão por engrenagens


Um par de engrenagens é essencialmente um dispositivo de troca de torque por
velocidade e vice-versa. Uma aplicação comum das engrenagens reduz a velocidade e
aumenta o torque para mover cargas mais pesadas, como na transmissão de um automóvel
(NORTON, 2013).
Outras aplicações requerem um aumento na velocidade, para o qual uma redução
no torque deve ser aceita. Em qualquer caso, em geral é desejável manter constante a razão
entre as engrenagens à medida que elas rodam. Qualquer variação na razão se mostrará
como oscilação na velocidade de saída e torque, mesmo se a entrada for constante com o
tempo.

1.3.1 Tipos de engrenagem


1. Cilíndricas com dentes retos; 2. Cilíndricas com dentes helicoidais; 3. Cônicas
com dentes retos; 4. Cônicas com dentes helicoidais; 5. Cônicas com dentes hipoides; 6.
Cônicas com dentes espirais; 7. Rosca sem fim; 8. Planetária; 9. Cremalheira.
As engrenagens comumente mais utilizadas são as cilíndricas com dentes helicoidais
pois os dentes se engatam pouco a pouco, ao invés de toda a face ao mesmo tempo. Isso gera
um impacto menor, que está estritamente relacionado à quantidade de ruído produzido,
além disso podem sustentar mais cargas proporcionando assim maior segurança.

1.4 Escolha da solução


Escolheremos as engrenagens como forma de transmissão do motor para a máquina,
pois é umas das relações mais eficientes e seguras mesmo para as técnicas de usinagem
convencionais.
6

2 MEMORIAL DE CALCULO

2.1 Máquina
• Fator de serviço: moderado
• Temperatura de operação: ambiente
• n2 = 600rpm
• P = 3cv = 2205 W

2.2 Motor
• Motor WEG 3 HP 2P G56HC 1F 220 V 50 Hz IC01
• P = 3cv
• n1 = 3000rpm

2.3 Dimensionamento das engrenagens


2.3.1 Relação de trasmissão
A relação de transmissão i é entendida como a magnitude da razão de velocidades
ou de torques, qualquer deles que seja > 1.
n1 Nc 3000
i= = = =5 (2.1)
n2 Np 600

2.3.2 Ângulo de pressão


O ângulo de pressão φ de um par de engrenagens é definido como o ângulo entre a
linha de ação (normal comum) e a direção da velocidade no ponto de referência (primitivo)
tal que a linha de ação seja rodada de um ângulo em graus na direção de rotação da
engrenagem movida (NORTON, 2013). Portanto consideremos φ = 20o

2.3.3 Numero de dentes


Supondo o número de dentes do pinhão (Np ) = 16 de acordo a tabela 12-5 do Norton
para evitar interferência entre um pinhão de 20, profundidade completa e engrenagens de
profundidade completa e vários tamanhos conseguimos encontrar o número de dentes da
coroa (Nc ) a partir da relação:
Capítulo 2. Memorial de calculo 7

Nc = Np (i) = 16(5) = 80 dentes (2.2)

2.3.4 Módulo
Uma maneira mais conveniente de definir o tamanho de dente é relacioná-lo
diretamente ao diâmetro d do círculo de referência em vez de usar o comprimento do arco,
(NORTON, 2013) porém como ainda não possuimos o diâmetro primitivo, iremos supor a
partir da tabela de modulos padronizados DIN 780 do livro Melconian:

m = 6mm (2.3)

2.3.5 Diâmetro primitivo e diâmetro da coroa

dp = m(Np ) = 6(16) = 96mm (2.4)

dc = m(Nc) = 6(80) = 480mm (2.5)

2.3.6 Diâmetro interno e externo


Para o pinhão:
Di = dp − 2(b) = 96 − 2(7, 2) = 81, 6mm (2.6)

De = dp + 2(a) = 96 + 2(6) = 108mm (2.7)

Repetindo o cálculo para coroa:


Di = 465, 6mm (2.8)

De = 492mm (2.9)

2.3.7 Diâmetro de base


Para o pinhão:
dbp = dp cosφ = 96(cos20) = 90, 2mm (2.10)

Repetindo o cálculo para a cora:


dbc = 451mm (2.11)
Capítulo 2. Memorial de calculo 8

2.3.8 Adendo (a) e dedendo (b)


A altura do dente é definida pelo adendo (adicionar a), saliência ou altura de cabeça
e o dedendo (subtrair de), reentrância ou altura de pé, que são referidos ao círculo nominal
de referência (primitivo) (NORTON, 2013). Serão iguais para o pinhão e para a coroa.

a = m = 6mm (2.12)

b = 1, 2(m) = 1, 2(6) = 7, 2mm (2.13)


Altura total:
ht = 2, 2(m) = 2, 2(6) = 13, 2mm (2.14)

2.3.9 Distância entre centros


A distância nominal entre os centros, C, é a soma dos raios de referência:
dp + dc
C= = 288mm (2.15)
2

2.3.10 Folga

c = b − a = 7, 2 − 6 = 1, 2mm (2.16)

2.3.11 Torques de entrada e de saida

3000(2π)
ω= = 314, 16 rads/s (2.17)
60
Torque no pinhão (torque de entrada)
P 2205
Tp = = = 7, 02 N m (2.18)
ω 314, 16

Torque na coroa (torque de saída)

Tc = i(Tp ) = 5(7, 02) = 35 N m (2.19)

2.4 Passo
Passo:
t0 = m(π) = 18, 85 (2.20)

A espessura de dentes e o vão entre dentes será o mesmo valor, pois obtém a mesma
fórmula de passo dividido por 2:
t0
l0 = S0 = (2.21)
2
Capítulo 2. Memorial de calculo 9

2.4.1 Força tangêncial e radial


No ponto de referência, a única força que pode ser transmitida de um dente a
outro, negligenciando o atrito, é a força F que atua ao longo da linha de ação no ângulo
de pressão. Essa força pode ser resolvida em duas componentes, Fr atuando na direção
radial e Ft na direção tangencial (NORTON, 2013).
A carga tangêncial Ft é responsável pelo movimento das engrenagens, sendo tam-
bém a carga que origina momento fletor tendendo a romper por flexão ao pé do dente
(MELCONIAN, 2009).

2(Tp ) 2(7, 02)


Ft = = = 146, 25 N (2.22)
dp 0, 096

Portanto para as forças para o pinhão será:

Fr = Ft tanφ = 146, 25(tan20) = 53, 23 N (2.23)

A força resultante é dada por:


Ft 146, 25
F = = = 155, 63 N (2.24)
cosφ cos20

E para a coroa:
Ft = 145, 83 N (2.25)

Fr = 53, 08 N (2.26)

F = 155, 19 N (2.27)

2.4.2 Tensão de flexão no pé do dente

Ft (q)(ψ)
σmáx = ≤ σM aterial (2.28)
(b)(m)

O valor de b é dado pela seguinte fórmula:

T i+1
b · d2p = 5, 72 · 105 · 2
· ·ψ (2.29)
Padm i + 0, 14

Obtemos a pressão admissivel a partir da fórmula:


0, 487 · HB
Padm = 1 (N/mm2 ) (2.30)
W 6

Em que o fator de durabilidade é:


60(np )(h) 60(3000)(10 · 60)
W = 6
= = 108 (2.31)
10 106
Capítulo 2. Memorial de calculo 10

Considerando- se um fator de serviço de 10h para serviço moderado e aço SAE 1040 para
o material.
A pressão admissivel será de:
0, 487 · HB 0, 487 · 2300
Padm = 1 = 1 = 513, 28 M P a (2.32)
W 6 108 6

Portanto o valor de b será igual a 1,93 mm e fator de forma q = 3,7 (adotado a


partir da tabela) a tensão de flexão no pé do dente para o pinhão será:

Ft (q)(ψ) 146, 25(3, 7)(1)


σmáx = = = 46, 73 M P a (2.33)
(b)(m) 0, 00193(6)
A partir da tensão máxima obtida e a do material (σmaterialSAE1040 = 120M P a) verificamos
que é possível a construção das engrenagens. Seguiremos o mesmo racícinio para encontrar
os valores de tensão da coroa na qual será apresentado na tabela de esforços da coroa.
Para melhor visualização segue abaixo as tabelas com os respectivos valores de
cada componete.

Módulo (mm) 6
Número de dentes 16
Passo (mm) 18,85
Espessura de dente (mm) 9,42
Altura total do dente (mm) 13,2
Adendo (mm) 6
Dedendo (mm) 7,2
Vão entre dentes (mm) 9,42
Âgulo de pressão (o ) 20
Folga (mm) 1,2
Distância entre centros (mm) 288
Diâmetro de base (mm) 90,2
Diâmetro interno (mm) 81,6
Diâmetro externo (mm) 108
Largura do dente (mm) 1,93

Tabela 1 – Geometria do pinhão


Capítulo 2. Memorial de calculo 11

Módulo (mm) 10
Número de dentes 80
Passo (mm) 18,85
Espessura de dente (mm) 9,42
Altura total do dente (mm) 13,2
Adendo (mm) 6
Dedendo (mm) 7,2
Vão entre dentes (mm) 9,42
Âgulo de pressão (o ) 20
Folga (mm) 1,2
Distância entre centros (mm) 288
Diâmetro de base (mm) 451
Diâmetro interno (mm) 465,6
Diâmetro externo (mm) 492
Largura do dente (mm) 1,93

Tabela 2 – Geometria da coroa

Força resultante (N) 155,63


Fator de serviço (ψ) 1
Torque (Nm) 7,02
Horas de operação 10
Fator de durabilidade 108
Dureza Brinell 2300
Pressão admissível (MPa) 513,28
Fator de forma 3,7
b (mm) 1,93
Tensão máxima (MPa) 46,73

Tabela 3 – Esforços do pinhão

Força resultante (N) 155,19


Torque (Nm) 35
Horas de operação 10
Fator de durabilidade 21,6
Dureza Brinell 2300
Pressão admissível (MPa) 525,28
Fator de forma 2,6
b (mm) 0,38
Tensão máxima (MPa) 100,46

Tabela 4 – Esforços da coroa


12

REFERÊNCIAS

MELCONIAN, S. Elementos de Máquinas. 9. ed. Brasil: Editora Érica, 2009. Citado na


página 9.

NORTON, R. L. Projeto de máquinas uma abordagem integrada. 4. ed. Porto Alegre:


Bookman, 2013. Citado 5 vezes nas páginas 5, 6, 7, 8 e 9.
13

3 ANEXOS

Figura 1 – Fator de forma

Figura 2 – Módulos padronizados

Figura 3 – Fator de serviço


Capítulo 3. Anexos 14

Figura 4 – Tensão admissivel

Figura 5 – Número de dentes

Figura 6 – Dureza Brinell