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Prefeitura de Goiânia/GO

Assistente Administrativo Educacional

1. Noções básicas de gestão escolar ................................................................................................... 1

2. Noções das funções administrativas: planejamento, organização, direção e controle ...................... 5

3. Tipos e redação de documentos oficiais: ofício, memorando, exposição de motivos, mensagem, ata,
parecer, atestado, acordo, alvará, circular, contrato, convênio, convite, declaração, despacho, edital,
convocação, portaria, petição, memorial, resolução, requerimento, procuração, entre outros. ............... 15

4. Tipos de Documentos Administrativos da Escola: Histórico, Boletim, Certificados, Diploma, Registros


e Atas. .................................................................................................................................................... 35

5. Métodos de arquivamento de documentos escolares..................................................................... 40

6. Ética profissional ............................................................................................................................ 44

7. Lei 9.394 de 20/12/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (do Art. 1º ao
Art. 34). .............................................................................................................................................. 57

8. Projeto Político Pedagógico Escolar. ............................................................................................. 65

9. Laboratórios, salas de ciências e ambientes informatizados .......................................................... 69

10. Sala de leitura ou bibliotecas. ...................................................................................................... 76

11. Tecnologia da informação ............................................................................................................ 78

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Candidatos ao Concurso Público,

O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas

relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom

desempenho na prova.

As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar

em contato, informe:

- Apostila (concurso e cargo);

- Disciplina (matéria);

- Número da página onde se encontra a dúvida; e

- Qual a dúvida.

Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O

professor terá até cinco dias úteis para respondê-la.

Bons estudos!

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1. Noções básicas de gestão escolar

Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas, enviar material complementar (caso tenha
tempo excedente para isso e sinta necessidade de aprofundamento no assunto) e receber suas
sugestões. Muito zelo e técnica foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer
erros de digitação ou dúvida conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso
serviço de atendimento ao cliente para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-
mail: professores @maxieduca.com.br

Gestão escolar para o sucesso do ensino e da aprendizagem1

Práticas de organização e gestão e escolas bem sucedidas

Pesquisas acerca dos elementos da organização escolar que interferem no sucesso escolar dos alunos
mostram que o modo como funciona uma escola faz diferença em relação aos resultados escolares dos
alunos. Embora as escolas não sejam iguais, essas pesquisas indicam características organizacionais
úteis para compreensão do funcionamento das escolas, considerados os contextos e as situações
escolares específicos. Os aspectos a seguir aparecem em várias dessas pesquisas:

a) Em relação aos professores: boa formação profissional, autonomia profissional, capacidade de


assumir responsabilidade pelo êxito ou fracasso de seus alunos, condições de estabilidade
profissional, formação profissional em serviço, disposição para aceitar inovações com base nos seus
conhecimentos e experiências; capacidade de análise crítico-reflexiva.
b) Quanto à estrutura organizacional: sistema de organização e gestão, plano de trabalho com
metas bem definidas e expectativas elevadas; competência específica e liderança efetiva e
reconhecida da direção e coordenação pedagógica; integração dos professores e articulação do
trabalho conjunto e participativo; clima de trabalho propício ao ensino e à aprendizagem; práticas de
gestão participativa; oportunidades de reflexão conjunta e trocas de experiências entre os professores;
c) Autonomia da escola, criação de identidade própria, com possibilidade de projeto próprio e
tomada de decisões sobre problemas específicos; planejamento compatível com as realidades locais;
decisão e controle sobre uso de recursos financeiros; planejamento participativo e gestão participativa,
bom relacionamento entre os professores, responsabilidades assumidas em conjunto;
d) Prédios adequados e disponibilidade de condições materiais, recursos didáticos, biblioteca e
outros, que propiciem aos alunos oportunidades concretas para aprender;
e) Quanto à estrutura curricular: adequada seleção e organização dos conteúdos; valorização das
aprendizagens acadêmicas e não apenas das dimensões sociais e relacionais; modalidades de
avaliação formativa; organização do tempo escolar de forma a garantir o máximo de tempo para as
aprendizagens e o clima para o estudo; acompanhamento de alunos com dificuldades de
aprendizagem.
f) Participação dos pais nas atividades da escola; investimento em formar uma imagem pública
positiva da escola.

Essas características reforçam a ideia de que a qualidade de ensino depende de mudanças no âmbito
da organização escolar, envolvendo a estrutura física e as condições de funcionamento, a estrutura
organizacional, a cultura organizacional, as relações entre alunos, professores, funcionários, as práticas
colaborativas e participativas. É a escola como um todo que deve responsabilizar-se pela aprendizagem
dos alunos, especialmente em face dos problemas sociais, culturais, econômicos, enfrentados
atualmente.

1
Texto adaptado de LIBÂNEO, José Carlos.

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Ampliando o conceito de organização e de gestão de escolas

Para a perspectiva que compreende a escola apenas como organização administrativa, também
conhecida como perspectiva técnico-racional, a organização e gestão da escola diz respeito, comumente,
à estrutura de funcionamento, às formas de coordenação e gestão do trabalho, ao estabelecimento de
normas administrativas, ao provimento e utilização dos recursos materiais e financeiros, aos
procedimentos administrativos, etc., que formam o conjunto de condições e meios de garantir o
funcionamento da escola. A concepção técnico-racional reduz as formas de organização apenas a esses
aspectos, prevalecendo uma visão burocrática de organização, decisões centralizadas, baixo grau de
participação, separação entre o administrativo e o pedagógico. Abdalla indica os inconvenientes dessa
concepção funcionalista e produtiva: “A organização se fecha, os professores se individualizam, as
interações se enfraquecem, regras são impostas, potencializa-se o campo do poder com vistas a controlar
as estruturas administrativas e pedagógicas”.
Na perspectiva da escola como organização social, para além da visão “administrativa”, as
organizações escolares são abordadas como unidades sociais formadas de pessoas que atuam em torno
de objetivos comuns, portanto, como lugares de relações interpessoais. A escola é uma organização em
sentido amplo, uma “unidade social que reúne pessoas que interagem entre si, intencionalmente, e que
opera através de estruturas e processos próprios, a fim de alcançar os objetivos da instituição”.
Destas duas perspectivas ampliou-se a compreensão da escola como lugar de aprendizagem, de
compartilhamento de saberes e experiências, ou seja, um espaço educativo que gera efeitos nas
aprendizagens de professores e alunos. As formas de organização e de gestão adquirem dois novos
sentidos: a) o ambiente escolar é considerado em sua dimensão educativa, ou seja, as formas de
organização e gestão, o estilo das relações interpessoais, as rotinas administrativas, a organização do
espaço físico, os processos de tomada de decisões, etc., são também práticas educativas; b) as escolas
são tidas como instituições aprendentes, portanto, espaço de formação e aprendizagem, em que as
pessoas mudam com as organizações e as organizações mudam com as pessoas.

A organização escolar como lugar de práticas educativas e de aprendizagem

A escola entendida como espaço de compartilhamento de ideias, práticas socioculturais e


institucionais, valores, atitudes de modos de agir, tem recebido várias denominações, com diferentes
justificativas: comunidade de aprendizagem, comunidade de práticas, comunidade aprendente,
organizações aprendentes, aprendizagem colaborativa, entre outras. Adotaremos aqui a noção de ensino
como “atividade situada em contextos”.
Conforme a teoria histórico-cultural da atividade a atividade humana mediatiza a relação entre o ser
humano e o meio físico e social. Esta relação é histórico-social, isto é, depende das práticas sociais
anteriores, de modo que a atividade conjunta acumulada historicamente influencia a atividade presente
das pessoas. Ao mesmo tempo, o ser humano, ao pôr-se em contato com o mundo dos objetos e
fenômenos, atua sobre essa realidade modificando-a e transformando-se a si mesmo. Este entendimento
decorre da lei genética do desenvolvimento cultural, segundo a qual “todas as funções no
desenvolvimento da criança aparecem duas vezes: primeiro, no nível social e, depois, no nível individual.
Primeiro, entre pessoas (interpsicológica) e, depois, no interior da criança (intrapsicológica)”. Esse
princípio acentua as origens sociais do desenvolvimento mental individual, especialmente o peso atribuído
às mediações culturais. Sendo assim, os contextos socioculturais e institucionais atuam na formação do
pensamento conceitual o que, em outras palavras, significa dizer que as práticas sociais em que uma
pessoa está envolvida influenciam o modo de pensar dessa pessoa.

A teoria da atividade, assim, possibilita compreender a influência das práticas socioculturais e


institucionais nas aprendizagens e o papel dos indivíduos em modificar essas práticas. De que práticas
se trata? Elas referem-se tanto ao contexto mais amplo da sociedade (o sistema econômico, as
contradições sociais, por exemplo), quanto ao contexto mais próximo, por exemplo, a comunidade em
que está inserida a escola, as práticas de organização e gestão, o tipo de relacionamento entre as
pessoas da escola, as atitudes dos professores, as rotinas cotidianas, o clima organizacional, o material
didático, o espaço físico, o edifício escolar, etc. Desse modo, as práticas sociais e culturais que ocorrem
nos vários espaços da escola são, também, mediações culturais, que atuam na aprendizagem das
pessoas (professores, especialistas, funcionários, alunos).
Tais práticas institucionais afetam significativamente o significado e o sentido, ou seja, atuam,
positivamente ou negativamente, na motivação e na aprendizagem dos alunos, já que, de alguma forma,
eles participam nessas práticas.

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O ensino é, portanto, uma atividade situada, ou seja, é uma prática social que se realiza num contexto
de cultura, de relações e de conhecimento, histórica e socialmente construídos. Isso significa que não é
apenas na sala de aula que os alunos aprendem, eles aprendem também com os contextos socioculturais,
com as interações sociais, com as formas de organização e de gestão, de modo que a escola pode ser
vista como uma organização aprendente, uma comunidade de democrática de aprendizagem. As pessoas
– alunos, professores, funcionários - respondem, com suas ações, a um contexto institucional e
pedagógico preparado para produzir mudanças qualitativas na sua personalidade e na sua aprendizagem.

A noção de cultura organizacional é útil para compreender melhor o papel educativo das práticas de
organização e gestão. Ela é constituída do conjunto dos significados, modos de pensar e agir, valores,
comportamentos, modos de funcionar que revelam a identidade, os traços característicos, de uma
instituição – escola, empresa, hospital, prisão, etc. - e das pessoas que nela trabalham. A cultura
organizacional sintetiza os sentidos que as pessoas dão às coisas e situações, gerando um modo
característico de pensar, de perceber coisas e de agir. Isso explica, por exemplo, a aceitação ou
resistência frente a inovações, certos modos de tratar os alunos, as formas de enfrentamento de
problemas de disciplina, a aceitação ou não de mudanças na rotina de trabalho, etc. Segundo o sociólogo
francês Forquin: “A escola é, também, um mundo social, que tem suas características de vida próprias,
seus ritmos e seus ritos, sua linguagem, seu imaginário, seus modos próprios de regulação e de
transgressão, seu regime próprio de produção e de gestão de símbolos.
Essa afirmação mostra que, nas escolas, para além daquelas diretrizes, normas, procedimentos
operacionais, rotinas administrativas, há aspectos de natureza sociocultural que as diferenciam umas das
outras, a maior parte deles pouco perceptíveis ou explícitos, traço que em estudos sobre currículo tem
sido denominado de “currículo oculto”. Essas diferenças aparecem nas formas de interação entre as
pessoas, nas crenças, valores, significados, modos de agir, configurando práticas que se projetam nas
normas disciplinares, na relação dos professores com os alunos na aula, na cantina, nos corredores, na
preparação de alimentos e distribuição da merenda, nas formas de tratamento com os pais, na
metodologia de aula etc.

As atividades compartilhadas entre direção, professores e alunos.

A cultura organizacional aparece sob duas formas: como cultura instituída e como cultura instituinte. A
cultura instituída refere-se a normas legais, estrutura organizacional definida pelos órgãos oficiais, rotinas,
grade curricular, horários, normas disciplinares etc. A cultura instituinte é aquela que os membros da
escola criam, recriam, nas suas relações e na vivência cotidiana, podendo modificar a cultura instituída.
Neste sentido, as escolas são espaços de aprendizagem, comunidades democráticas de aprendizagem
onde se compartilham significados, criam-se outros modos de agir, mudam-se práticas, recria-se a cultura
vigente, aprende-se com a participação real de seus membros (Cf. Perez Gomez, 1998). As ações
realizadas na escola nesta perspectiva implicam a adoção de formas de participação real das pessoas
nas decisões em relação ao projeto pedagógico-curricular, ao desenvolvimento do currículo, às formas
de avaliação e acompanhamento da aprendizagem escolar, às normas de funcionamento e convivência,
etc.

Para uma revisão das práticas de organização e gestão das escolas

Conclui-se que não é possível à escola atingir seus objetivos de melhoria da aprendizagem escolar
dos alunos sem formas de organização e gestão, tanto como provimento de condições e meios para o
funcionamento da escola, quanto como práticas socioculturais e institucionais com caráter formativo. Uma
revisão das práticas de organização e gestão precisa considerar cinco aspectos, que apresentamos a
seguir:

a) As práticas de organização e gestão devem estar voltadas à aprendizagem dos alunos.


As práticas de organização e gestão, a participação dos professores na gestão, o trabalho colaborativo,
estão a serviço da melhoria do ensino e da aprendizagem. Mencionamos no início deste artigo que o que
faz a diferença entre as escolas é o grau em que conseguem melhorar a qualidade da aprendizagem
escolar dos alunos. Desse modo, uma escola bem organizada e gerida é aquela que cria as condições
organizacionais, operacionais e pedagógico-didáticas que permitam o bom desempenho dos professores
em sala de aula, de modo que todos os seus alunos sejam bem sucedidos em suas aprendizagens.

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b) A qualidade do ensino depende do exercício eficaz da direção e da coordenação pedagógica
Há boas razões para crer que a instituição escolar não pode prescindir de ações básicas que garantem
o seu funcionamento: formular planos, estabelecer objetivos, metas e ações; estabelecer normas e rotinas
em relação a recursos físicos, materiais e financeiros; ter uma estrutura de funcionamento e definição
clara de responsabilidades dos integrantes da equipe escolar; exercer liderança; organizar e controlar as
atividades de apoio técnico-administrativo; cuidar das questões da legislação e das diretrizes pedagógicas
e curriculares; cobrar responsabilidades das pessoas; organizar horários, rotinas, procedimentos;
estabelecer formas de relacionamento entre a escola e a comunidade, especialmente com as famílias;
efetivar ações de avaliação do currículo e dos professores; cuidar das condições do edifício escolar e de
todo o espaço físico da escola; assegurar materiais didáticos e livros na biblioteca.

Tais ações representam, sem dúvida, o primeiro conjunto de competências de diretores e


coordenadores pedagógicos. Falamos da escola como espaço de compartilhamento, lugar de
aprendizagem, comunidade democrática de aprendizagem, gestão participativa, etc., mas as escolas
precisam ser organizadas e geridas como garantia de efetivação dos seus objetivos. Uma escola
democrática tem por tarefa propiciar a todos os alunos, sem distinção, educação e ensino de qualidade,
o que põe a exigência de justiça. Isto supõe estrutura organizacional, regras explícitas e sua aplicação
igual para todos sem privilégios ou discriminações, garantia de ambiente de estudo e aprendizagem,
tratamento das pessoas conforme critérios públicos e justificados. Por mais que tais exigências pareçam
como excesso de “racionalidade”, elas se justificam pelo fato de as escolas serem unidades sociais em
que pessoas trabalham juntas em agrupamentos humanos intencionalmente constituídos, visando
objetivos de aprendizagem. As escolas recebem hoje alunos de diferentes origens sociais, culturais,
familiares, portadores vivos das contradições da sociedade. É preciso que o grupo de dirigentes e
professores definam formas de gestão e de convivência que regulem a organização da vida escolar e as
práticas pedagógicas, precisamente para conter tendências de discriminação e desigualdade social e
assegurar a todos o usufruto da escolarização de qualidade.

c) A organização e a gestão implicam a gestão participativa e a gestão da participação


A organização da escola requer atender a duas necessidades: a participação na gestão, enquanto
requisito democrático, e a gestão da participação, como requisito técnico. Por um lado, as escolas
precisam cultivar os processos democráticos e colaborativos de trabalho, em função da convivência e da
tomada de decisões. Por outro, precisam funcionar bem tecnicamente, a fim de poder atingir eficazmente
seus objetivos, o que implica a gestão da participação. A gestão participativa significa alcançar de forma
colaborativa e democrática os objetivos da escola. A participação é o principal meio de tomar decisões,
de mobilizar as pessoas para decidir sobre os objetivos, os conteúdos, as formas de organização do
trabalho e o clima de trabalho desejado para si próprias e para os outros. A participação se viabiliza por
interação comunicativa, diálogo, discussão pública, busca de consensos e de superações de conflitos.
Nesse sentido, a melhor forma de gestão é aquela que criar um sistema de práticas interativas e
colaborativas para troca de ideias e experiências para chegar a ideias e ações comuns.

Já a gestão da participação implica repensar as práticas de gestão, seja para assegurar relações
interativas, democráticas e solidárias, seja para buscar meios mais eficazes de funcionamento da escola.
A gestão da participação refere-se à coordenação, acompanhamento e avaliação do trabalho das
pessoas, como garantia para assegurar o sistema de relações interativas e democráticas. Para isso, faz-
se necessária uma bem definida estrutura organizacional, responsabilidades claras e formas eficazes de
tomada de decisões grupais. As exigências de gestão e liderança por parte de diretores e coordenadores
se justificam cada vez mais em face de problemas que incidem no cotidiano escolar: problemas sociais e
econômicos das famílias, problemas de disciplina manifestos em agressão verbal, uso de armas, uso de
drogas, ameaças a professores, violência física e verbal. Os problemas se acentuam com a inexperiência
ou precária formação profissional de muitos professores que levam a dificuldades no manejo da sala de
aula, no exercício da autoridade, no diálogo com os alunos. Constatar esses problemas implica que não
pensemos apenas em mudanças curriculares ou metodológicas, mas em formas de organização do
trabalhado escolar que articulem, eficazmente, práticas participativas e colaborativas com uma sólida
estrutura organizacional.

d) Projeto pedagógico-curricular bem concebido e eficazmente executado


O projeto pedagógico-curricular é uma declaração de intenções do grupo de profissionais da escola, é
expressão da coletividade escolar. Em sua elaboração, é sumamente relevante levar-se em conta a
cultura da escola ou a cultura organizacional e, também, seu papel de instituidor de outra cultura

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organizacional. Para isso, uma recomendação inicial é de que a equipe de dirigentes e professores tenha
conhecimento e sensibilidade em relação às necessidades sociais e demandas da comunidade local e do
próprio funcionamento da escola, de modo a ter clareza sobre as mudanças a serem esperadas nos
alunos em relação ao seu desenvolvimento e aprendizagem. Com base nos dados da realidade, é preciso
que o projeto pedagógico-curricular dê respostas a esta pergunta: em que comportamentos cognitivos,
afetivos, físicos, morais, estéticos, etc., queremos intervir, de forma a produzir mudanças qualitativas no
desenvolvimento e aprendizagem dos alunos?
Além disso, é necessário ter clareza sobre os objetivos da escola que, em minha opinião, é o de
garantir a todos os alunos uma base cultural e científica comum e uma base comum de formação moral
e de práticas de cidadania, baseadas em critérios de solidariedade e justiça, na alteridade, na descoberta
e respeito pelo outro, no aprender a viver junto. Isto significa: uma escolarização igual, para sujeitos
diferentes, por meio de um currículo comum a todos, na formulação de Gimeno Sacristán (1999). A partir
de uma base comum de cultura geral para todos, o currículo para sujeitos diferentes significa acolher a
diversidade e a experiência particular dos diferentes grupos de alunos, propiciando na escola e nas salas
de aula, um espaço de diálogo e comunicação. Um dos mais relevantes objetivos democráticos no ensino
será fazer da escola um lugar em que todos os alunos e alunas possam experimentar sua própria forma
de realização e sucesso. Para tudo isso, são necessárias formas de execução, gestão e avaliação do
projeto pedagógico-curricular.

e) A atividade conjunta dos professores na elaboração e avaliação das atividades de ensino


A modalidade mais rica e eficaz de formação docente continuada ocorre pela atividade conjunta dos
professores na discussão e elaboração das atividades orientadoras de ensino. É assim porque a formação
continuada passa a ser entendida como um modo habitual de funcionamento do cotidiano da escola, um
modo de ser e de existir da escola. Para Moura, o projeto pedagógico se concretiza mediante a realização
de atividades pedagógicas. Para isso, os professores realizam ações compartilhadas que exigem troca
de significados, possibilitando ampliar o conhecimento da realidade. Desse modo, “a coletividade de
formação constitui-se ao desenvolver a ação pedagógica. É essa constituição da coletividade que
possibilita o movimento de formação do professor”.

2. Noções das funções administrativas: planejamento, organização,


direção e controle

Processo Administrativo

O processo organizacional ou também chamado de processo administrativo explica as funções


administrativas de uma organização, como é feito o planejamento para que consiga manter a eficiência e
a eficácia de seus negócios e manter a competitividade no mercado onde atua. Tal processo citado
constitui quatro funções administrativas que são primordiais para um excelente resultado
organizacional, são eles:

Planejar - Organizar - Dirigir - Controlar.

É válido ressaltar que segundo Chiavenato2, “quando essas funções são consideradas em um todo
integrado formam o processo administrativo, entretanto quando consideradas isoladamente constituem
apenas funções administrativas”.
Essas funções devem ser coordenadas para que possa haver uma sequência na execução de cada
uma delas, embora não haja uma regra e muitas vezes sejam executadas simultaneamente, pois
traduzem uma interação dinâmica.

2
Chiavenato, Idalberto. Administração Geral e Pública. Provas e Concursos. 3ª edição – Barueri, SP: Manole, 2012.

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Ciclo administrativo e as funções administrativas.

Fonte: Adaptado de Chiavenato, 2012.

Na figura acima, pode-se perceber que as funções administrativas são mais do que uma simples
interação cíclica, pois uma função interage com outra, demonstrando a interdependência que possuem
entre si.
Basicamente pela figura somos capazes de identificar os objetivos que cada função possui, fica
evidente que apenas uma função ser executada não trará o resultado esperado à gestão de uma
organização, é necessário que seja respeitado o ciclo e a constante verificação se cada função está sendo
executada de forma correta e se todos os recursos estão sendo aproveitados de forma sustentável.

Planejamento

O administrador é um profissional que necessita ter uma visão sistêmica para que consiga tomar
decisões estratégicas com maior segurança e previsibilidade. Para tanto, é preciso que haja um
planejamento de suas atividades no futuro, para que a empresa consiga enxergar quais ações serão
necessárias para conseguir alcançar os objetivos propostos. Sendo assim, o planejamento está
substancialmente ligado às prospecções futuras de uma organização, para o alcance de uma melhor
posição no mercado competitivo. Por isso, é necessário que uma organização planeje seus planos e
ações para que, dessa forma, consiga minimizar custos e desperdícios.
O planejamento aloca todos os recursos materiais, humanos, financeiros, tecnológicos, informacionais,
entre outros, para que a empresa possa esboçar seus objetivos, traçar novas estratégias e projetar planos
que possam trazer maior organização, responsabilidade, comprometimento de toda equipe que está
envolvida com essa função administrativa, bem como anteceder-se de situações de imprevistos.
Os planos servem como base para o planejamento e possuem um papel muito importante, pois por
meio dos planos as empresa podem:
- Planificar sugestões, ideias em conjuntos com demais colaboradores ou equipes;
- Avaliar o ambiente; - Delinear hipóteses;
- Definir atividades e quem serão os responsáveis;
- Preparar treinamentos para melhor desenvolver os talentos;
- Permite um sistemático controle dos objetivos: como, quando, quem, onde e para quê está sendo
executado;
Assim, como a escala hierárquica que coordena a autonomia e responsabilidades de uma organização,
o planejamento também possui uma divisão que ocorre entre as escalas de nível estratégico, tático e
operacional.

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Organização

Esse termo pode ter diversos significados dependendo da frase ou tema que é colocado, neste caso
o sentido de organização que trataremos será o ato de organizar propriamente dito, de estruturar e
integrar os recursos necessários à execução dos objetivos e metas traçados na função administrativa
planejamento.
Organização pode ser compreendida como o processo administrativo que visa à estruturação de uma
entidade (empresa), para Chiavenato3 “organizar consiste em determinar as atividades específicas e
necessárias ao alcance dos objetivos planejados, de forma a agrupar as atividades em uma estrutura
lógica (departamentalização); designar tais atividades às específicas posições e pessoas (cargos e
tarefas)”.
Ou seja, a organização é a função responsável por ordenar as atividades estipuladas nos planos
previamente elaborados, é o momento onde as tarefas serão fragmentadas por equipes ou
departamentos para serem preparadas para a próxima função a ser executada, a Direção.

Direção

A direção corresponde à terceira função administrativa que faz parte do processo organizacional ou
administrativo. A direção está relacionada com o direcionamento que os objetivos traçados anteriormente
terão para conseguir alcançar a execução e consequente sucesso. É a direção que proporcionará um
norte aos objetivos e planos, é responsável por interpretar o que foi definido na função do Planejamento
e instruir as equipes de como colocar em prática a fim de garantir que tudo seja executado conforme o
planejado sem perder o foco.
Segundo Chiavenato4 “como tempo é dinheiro, quando se trata de negócios, a má ou morosa
interpretação dos planos pode provocar elevados custos. O bom administrador é aquele que pode explicar
e comunicar as coisas às pessoas que precisam fazê-las bem e prontamente, orientando-as sanando
todas as dúvidas possíveis, além de impulsioná-las, liderá-las e motivá-las adequadamente”. O que
Chiavenato explica é que a função de Direção não tem mero papel operacional, em outras palavras, não
é simplesmente apontar a direção à uma equipe e dizer siga em frente. Mas ser capaz de executar o
papel de um verdadeiro líder, e esse papel não é único e exclusivo do gerente ou do executivo, do
coordenador, mas de toda equipe, todos dentro do seu cargo e função podem ser líderes, todos podem
contribuir para o direcionamento dos objetivos e atividades.

Podemos classificar alguns propósitos para essa função:

- Guiar as atividades e responsabilidades;


- Conduzir a equipe quando há dificuldades e dúvidas;
- Desenvolver o foco na equipe, para que todos estejam alinhados ao mesmo objetivo;
- Permitir uma comunicação transparente e eficaz;
- Aumentar o nível da qualidade do trabalho, por meio da motivação;
- Estimular a participação com sugestões, novas ideias e estratégias.
- Entre outros.

A função Direção é considerada como uma função interpessoal, pois é uma função que lida com a
Comunicação. A função comunicação embora não esteja em um quadrante específico apresentado na
figura do ciclo administrativo, está contido dentro da função Direção, o destaque do estudo para esse
subtópico surge, pois a comunicação é um dos elementos mais importantes para que haja sucesso o
processo organizacional. Por isso a Comunicação foi um elemento colocado separadamente mesmo
estando contido dentro da função Direção.
A Direção é uma função administrativa que se relaciona diretamente com os colaboradores, portanto
é uma função muito mais pessoal do que as outras funções.
Ao conceituar a Comunicação, podemos destacar que segundo Philip Kotler, o processo de
comunicação possui nove variáveis. O emissor e o receptor representam as partes envolvidas na
comunicação (quem emite e quem recebe a mensagem). A mensagem e o meio representam as principais
ferramentas de comunicação: o que se diz e de que forma o receptor tem acesso à informação. A
Codificação, a decodificação, a resposta e o feedback (retorno) são os elementos que dizem respeito ao
3
Chiavenato, Idalberto. Introdução à teoria da Administração, 6ª Ed. – Rio de Janeiro: Campus, 2000.
4
Chiavenato, Idalberto. Administração Geral e Pública. Provas e Concursos. 3ª edição – Barueri, SP: Manole, 2012.

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processo de comunicação em si. E o ruído corresponde a todos os fatores que possam interferir na
mensagem que se pretende transmitir.

Controle

O Controle em Administração pode assumir vários significados:


a) Controle como função restritiva e coercitiva: Utilizado no sentido de coibir ou limitar certos tipos de
desvios indesejáveis ou de comportamento não aceitos. Neste sentido, o controle apresenta um caráter
negativo, sendo muitas vezes interpretado como inibição, delimitação e manipulação. É o chamado
controle social aplicado nas organizações e na sociedade para inibir o individualismo e a liberdade das
pessoas.
b) Controle como um sistema automático de regulação: Utilizado no sentido de manter
automaticamente um grau constante de fluxo de funcionamento de um sistema.
O mecanismo de controle detecta desvios e proporciona automaticamente ação corretiva para voltar à
normalidade. Quando algo está sob controle significa que está dentro do normal.
c) Controle como função administrativa: É o controle por parte do processo administrativo, como o
planejamento, organização e direção. Trataremos do controle sob o terceiro ponto de vista, ou seja, o
controle como a quarta função administrativa e que depende do planejamento, da organização e da
direção para formar o processo administrativo. A finalidade do controle é assegurar que os resultados do
que foi planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente
estabelecidos. A essência do controle reside na verificação se a atividade controlada está ou não
alcançando os objetivos ou resultados desejados. O controle consiste fundamentalmente em um processo
que guia a atividade exercida para um fim previamente determinado.

Trataremos o controle sob o ponto de vista do terceiro significado, isto é, como parte do processo
administrativo. Assim, o controle é a função administrativa que monitora e avalia as atividades e
resultados alcançados para assegurar que o planejamento, a organização e a direção seja, bem-
sucedidas.
Tal como o planejamento, a organização e a direção, o controle é uma função administrativa que se
distribui entre todos os níveis organizacionais, como indica o quadro abaixo:

Controle nos três nível organizacionais

Nível Tipo de
Conteúdo Tempo Amplitude
Organizacional Planejamento
Genérico e Direcionado a
INSTITUCIONAL Estratégico Macroorientado
Sintético Longo Prazo
Menos Aborda cada
Direcionado a
INTERMEDIÁRIO Tático genérico e unidade
Médio Prazo
Mais detalhado organizacional
Microorientado
Detalhado e Direcionado a aborda cada
OPERACIONAL Operacional
Analítico Curto Prazo operação em
separado

Assim, quando falamos de controle, queremos dizer que o nível institucional efetua o controle
estratégico, o nível intermediário faz os controles táticos, e o nível operacional, os controles operacionais,
cada qual dentro de sua área de competência. Os três níveis se interligam e se entrelaçam intimamente.
Contudo, o processo é exatamente o mesmo para todos os níveis: monitorar e avaliar incessantemente
as atividades e operações da organização.

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Os três níveis de controle

O controle está presente, em maior ou menor grau, em quase todas as formas de ação organizacional.
Os administradores passam boa parte de seu tempo observado, revendo e avaliando o desempenho de
pessoas, unidades organizacionais, máquinas e equipamentos, produtos e serviços, em todos os três
níveis organizacionais.

Tipos De Controle

O processo de controle também pode ser classificado pela sua incidência no processo administrativo,
conforme a seguir:
Controle pré-ação: aborda à análise dos recursos (financeiros, humanos e materiais) disponíveis para
projetar se será possível implementar algo conforme o planejado.
Controle de direção: tal controle ocorre durante a execução prevista por um planejamento e auxilia
na execução, uma vez que pode detectar desvios e corrigi-los ainda dentro do processo.
Controle de sim/não: é um tipo de controle capaz de interromper uma ação a fim de definir aquilo que
será seguido, as condições para isso e os ajustes/procedimentos necessários.
Controle pós-ação: ocorre após uma ação já ter sido executada, com o objetivo de verificar se o
resultado foi alcançado e tem como objetivo gerar feedback (retroalimentação do sistema).

Os Controles Organizados

Em todos as organizações, a administração cria mecanismos para controlar todos os aspectos


possíveis da vida organizacional. Em geral, os controles organizados servem para:
- Padronizar o desempenho, por meio de inspeções, pesquisas, supervisão, procedimentos escritos
ou programas d produção.
- Padronizar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelo organização, mediante treinamento
de pessoal, inspeções, verificações, controle estatístico de qualidade e sistemas de recompensas e
incentivos.
- Proteger os bens organizados de abusos, desperdícios ou roubos, por meio de exigência de registros
inscritos, inspeções, levantamentos, procedimentos de auditoria e divisão de responsabilidades.
- Limitar a quantidade de autoridade que está sendo exercida pelas várias posições ou níveis
organizacionais, mediantes descrição de cargos, diretrizes e políticas, regras e regulamentos e sistemas
de auditoria.

. 9
- Avaliar e dirigir o desempenho das pessoas, por meio de sistemas de avaliação do desempenho do
pessoal, supervisão direta, vigilância e registro, incluindo informações sobre índices, como produção por
empregado ou perdas com refugo por empregado etc.
- Prevenir para garantir o alcance dos objetivos organizacionais, pela articulação de objetos em um
planejamento, uma vez que eles ajudam a definir o escopo apropriado e a direção do comportamento das
pessoas para o alcance dos resultados desejados.

O Processo de Controle:

A finalidade do controle é assegurar que os resultados do que foi planejado, organizado e dirigido se
ajustem tanto quanto possível aos objetos previamente estabelecidos. A essência do controle consiste
em verificar se a atividade controlada está ou não alcançando os objetivos ou resultados desejados.
Nesse sentido, o controle consiste basicamente de um processo que guia a atividade exercida para um
fim brevemente determinado.

O processo de controle apresenta quatro etapa ou fase:


- Estabelecimento de objetivos ou padrões de desempenho
- Avaliação ou mensuração do desempenho atual
- Comparação do desempenho atual com os objetos ou padrões estabelecidos
- Tomada de ação corretiva para corrigir possíveis desvios ou anormalidades

As Quatros Etapas do Processo de Controle

Estabelecimentos de Objetivos ou Padrões

O primeiro passo do processo de controle estabelecer previamente os objetivos ou padrões que se


deseja alcançar ou manter. Os objetivos como já vimos anteriormente servem de pontos de referência
para o desempenho ou resultados de uma organização, unidade organizacional ou atividade individual.
O padrão é um nível de atividade estabelecido para servir como um modelo para a avaliação do
desempenham organizacional. Um padrão significa um nível de realização ou de desempenho que se
pretende tomar como referência. Os padrões funcionam como marcos que determinam se a atividade
organizacional é adequada ou inadequada ou como normas que proporcionam a compreensão do que se
deverá fazer.

Existem vários tipos de padrões utilizados para avaliar e controlar os diferentes recursos da
organização.

. 10
- Padrões de quantidade: como números de empregados, volume de produção, total e vendas,
porcentagem de rotação de estoque, índice de acidentes etc.
- Padrões de qualidade: como padrões de qualidade de produção, índice de manutenção das maquinas
e equipamentos, qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela organização.
- Padrões de tempo: como permanecia media do empregado na organização, tempo padrão de
produção, tempo de processamento dos pedidos dos clientes etc.
- Padrões de custo: como custo de estocagem de matéria-prima, custo de um processamento de um
pedido, custo de uma requisição de um material, custo de uma ordem de serviço, custos diretos e indiretos
na produção etc.
Os padrões definem o que se deve ser medido em termos de quantidade, qualidade, tempo e custos
dentro de uma organização e quais os instrumentos de medidas adequados.

Os tipos de padrões

Avaliação

A avaliação como técnica administrativa ajuda a melhorar a gestão porque produz informações
necessárias para identificar e entender as causas dos acertos e fracassos, os problemas dos
desempenhos individual e coletivo, dentro de um contexto de planejamento.
Entretanto, se é necessário enxergar estes níveis como um sistema, necessariamente deve-se
identificar suas interconexões e, sobretudo a articulação entre os níveis, ou seja, a avaliação do
desempenho de um funcionário (nível micro) tem que está relacionado com a maneira com que suas
ações possibilitam o cumprimento da missão organizacional (nível médio). Estas por sua vez, devem se
relacionar com as ações de governo para implementar as políticas públicas (nível macro).
Desta maneira, os níveis mais desagregados da avaliação contribuem para o ajustamento das ações
definidas no nível macro do planejamento público. O uso adequado da informação, portanto, garante a
viabilidade do sistema para promover uma cultura orientada a resultados e para ajudar a fortalecer as
instituições públicas.

. 11
Questões

01. (DPE/MT - Assistente Administrativo - FGV/2015) Em relação aos processos administrativos nas
organizações, assinale a afirmativa incorreta.
(A) Prever é traçar um programa de ação.
(B) Organizar significa distribuir tarefas.
(C)Comandar é distribuir/orientar pessoas.
(D) Coordenar é harmonizar os esforços individuais.
(E) Controlar é estimular iniciativas autônomas.

02. (DPE/MT Assistente Administrativo – FGV – 2015) Em relação aos processos administrativos
nas organizações, assinale a afirmativa incorreta.
(A) Prever é traçar um programa de ação.
(B) Organizar significa distribuir tarefas.
(C) Comandar é distribuir/orientar pessoas.
(D) Coordenar é harmonizar os esforços individuais.
(E) Controlar é estimular iniciativas autônomas.

03. (IF/SC: Técnico Administrativo - IF-SC – 2014) Assinale a alternativa que CORRESPONDE às
principais Funções Administrativas que compõem a área da Administração.
(A) Gestão de Pessoas, Controle, Planejamento e Produção.
(B) Marketing, Planejamento, Controle e Produção.
(C) Financeira, Marketing, Direção e Organização.
(D) Planejamento, Gestão de Pessoas, Organização e Marketing.
(E) Planejamento, Organização, Direção e Controle.

04. (UFMT Analista Administrativo - INSTITUTO AOCP – 2014) O processo administrativo pode ser
visualizado como um sistema aberto, no qual as funções administrativas são elementos interdependentes
e interativos, com influências recíprocas acentuadas. Assinale a alternativa que mostra o papel da função
direção como processo no nível intermediário de atuação da organização.
(A) Determinação de objetivos e colocação de recursos.
(B) Políticas e diretrizes de direção e condução do pessoal.
(C) Desenho da estrutura organizacional com definição de rotinas e procedimentos.
(D) Chefia, supervisão, motivação do pessoal e avaliação de desempenho departamental.
(E) Gerência e aplicação de recursos com vistas à ação empresarial e à liderança.

05. (Petrobras - Enfermeiro(a) do Trabalho Júnior – CESGRANRIO/2014) No processo


administrativo, são funções do controle:
(A) o controle pré-ação, o controle concorrente e o controle por feedback
(B) o controle gráfico, o controle documental e o controle por relatórios
(C) o controle da qualidade, o controle da quantidade e o controle dos custos
(D) o controle formativo, o controle somativo e o controle avaliativo
(E) o autocontrole, a auditoria interna e a auditoria de resultados

06. (INSTITUTO AOC - Analista Administrativo - Adaptada UFGD/2014) Assinale a alternativa que
apresenta uma definição de processo administrativo.
(A) É o processo de planejar, implementar, controlar e avaliar estratégias.
(B) É o processo de prever os objetivos pretendidos.
(C) É o processo de tomar decisões sobre a utilização de recursos para realizar objetivos.
(D) É o processo que possibilita o uso racional dos recursos disponíveis.
(E) É o processo que integra o conjunto de funções-chave da administração.

07. (CEPERJ - Técnico de Nível Superior - FSC/2014) No processo administrativo, a atividade de


controle apresenta como primeira etapa:
(A) a avaliação do desempenho atual
(B) a elaboração de indicadores
(C) o estabelecimento de objetivos e padrões de desempenho
(D) a tomada de ações corretivas

. 12
(E) a comparação do desempenho atual com a execução

08. (Colégio Pedro II - Técnico de Nível Superior - INSTITUTO AOCP/2013) O processo


administrativo é formado por funções básicas da Administração. Quais são elas?
(A) Planejamento e direção
(B) Controle e direção.
(C) Planejamento, organização e trabalho.
(D) Planejamento, organização, controle e direção.
(E) Controle e direção do trabalho.

09. (DPE/PR - Técnico - Administração – PUC/PR/2012) O departamento fiscal da empresa Gama


tem apresentado constantemente situações como: pagamento de tributos em atraso por conta do não
lançamento de notas fiscais dentro dos prazos previstos pela legislação. Quando questionados,
funcionários apontam que não são os responsáveis pelos problemas. De maneira geral os funcionários
da área afirmam que “não são atribuições de seus cargos”. Como consequência várias atividades
importantes do departamento fiscal ficam sob responsabilidade indefinida.
Os problemas do departamento fiscal da Gama estão relacionados:
(A) O planejamento.
(B) À organização.
(C) O relacionamento interpessoal.
(D) A gestão da informação.
(E) O controle.

10. (IBGE - Analista - Recursos Materiais e Logística – CESGRANRIO/2013) A eficácia do processo


de administrar pode ser considerada uma questão de organização do raciocínio com o objetivo de se
tomarem decisões.

As decisões que buscam, de alguma maneira, influenciar o futuro, ou que serão colocadas em prática
no futuro, são as de
(A) controle
(B) execução
(C) liderança
(D) organização
(E) planejamento

Respostas

01. Resposta: E.
Controlar não é estimular iniciativas autônomas, e sim assegurar que os resultados do que foi
planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetos previamente estabelecidos.
A essência do controle consiste em verificar se a atividade controlada está ou não alcançando os objetivos
ou resultados desejados.

02. Resposta: E.
Retomar a teoria referente ao subcapítulo “controle” nas funções administrativas, itens a, b e c.

03. Resposta: E.
Conforme a teoria apresentada, as funções fundamentais da administração são: Planejamento,
Organização, Direção e Controle.

04. Resposta: E
No nível institucional, denomina-se direção, no nível intermediário é chamada de gerência e no nível
operacional recebe o nome de supervisão de primeira linha. Assim, quando falamos de direção, queremos
dizer que no nível institucional o presidente e os diretores dirigem pessoas, no nível intermediário os
gerentes dirigem pessoas e no nível operacional os supervisores dirigem pessoas. Cada qual dentro de
sua área de competência. Contudo, o processo é exatamente o mesmo para todos: lidar com as pessoas
subordinadas através da comunicação, liderança e motivação

. 13
05. Resposta: A.
O primeiro passo do processo de controle estabelecer previamente os objetivos ou padrões que se
deseja alcançar ou manter.
O controle é responsável por avaliar e dirigir o desempenho das pessoas, por meio de sistemas de
avaliação do desempenho do pessoal, supervisão direta, vigilância e registro, incluindo informações sobre
índices, como produção por empregado ou perdas com refugo por empregado etc. Prevenir para garantir
o alcance dos objetivos organizacionais, pela articulação de objetos em um planejamento, uma vez que
eles ajudam a definir o escopo apropriado e a direção do comportamento das pessoas para o alcance
dos resultados desejados.

06. Resposta: E.
Segundo Chiavenato, “quando essas funções são consideradas em um todo integrado formam o
processo administrativo, entretanto quando consideradas isoladamente constituem apenas funções
administrativas”.

07. Resposta: C.
O primeiro passo do processo de controle estabelecer previamente os objetivos ou padrões que se
deseja alcançar ou manter. Os objetivos como já vimos anteriormente servem de pontos de referência
para o desempenho ou resultados de uma organização, unidade organizacional ou atividade individual.
O padrão é um nível de atividade estabelecido para servir como um modelo para a avaliação do
desempenham organizacional. Um padrão significa um nível de realização ou de desempenho que se
pretende tomar como referência. Os padrões funcionam como marcos que determinam se a atividade
organizacional é adequada ou inadequada ou como normas que proporcionam a compreensão do que se
deverá fazer.

08. Resposta: D.
O Processo Administrativo é composto por quatro funções administrativas que são primordiais para
um excelente resultado organizacional, são eles:
- Planejar;
- Organizar;
- Dirigir;
- Controlar.

09. Resposta: B
“Para executar os planos, é necessário organizar os recursos. Organizar é o processo de dispor
qualquer conjunto de recursos em uma estrutura que facilite a realização de objetivos. O processo de
organizar tem como resultado o ordenamento das partes de um todo, ou a divisão de um todo em partes
ordenadas, segundo algum critério ou princípio de classificação.” (MAXIMIANO, 2010). A organização se
refere às decisões sobre divisão de autoridades, tarefas, responsabilidades, divisão de recursos, entre
outras. No problema apresentado na questão, o que estava faltando estava relacionado à divisão de
tarefas no setor.

10. Resposta: E
Para se pensar no futuro se faz necessário o planejamento: ações articuladas e cuidadosamente
pensadas para o alcance de determinados objetivos.

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3. Tipos e redação de documentos oficiais: ofício, memorando,
exposição de motivos, mensagem, ata, parecer, atestado, acordo,
alvará, circular, contrato, convênio, convite, declaração, despacho,
edital, convocação, portaria, petição, memorial, resolução,
requerimento, procuração, entre outros.

As Comunicações Oficiais

A redação das comunicações oficiais obedece a preceitos de objetividade, concisão, clareza,


impessoalidade, formalidade, padronização e correção gramatical.
Além dessas, há outras características comuns à comunicação oficial, como o emprego de pronomes
de tratamento, o tipo de fecho (encerramento) de uma correspondência e a forma de identificação do
signatário, conforme define o Manual de Redação da Presidência da República. Outros órgãos e
instituições do poder público também possuem manual de redação próprio, como a Câmara dos
Deputados, o Senado Federal, o Ministério das Relações Exteriores, diversos governos estaduais, órgãos
do Judiciário etc.

Pronomes de Tratamento

A regra diz que toda comunicação oficial deve ser formal e polida, isto é, ajustada não apenas às
normas gramaticais, como também às normas de educação e cortesia. Para isso, é fundamental o
emprego de pronomes de tratamento, que devem ser utilizados de forma correta, de acordo com o
destinatário e as regras gramaticais.
Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda pessoa (Vossa Excelência, Vossa Senhoria),
a concordância é feita em terceira pessoa.

Concordância verbal:
Vossa Senhoria falou muito bem.
Vossa Excelência vai esclarecer o tema.
Vossa Majestade sabe que respeitamos sua opinião.

Concordância pronominal:
Pronomes de tratamento concordam com pronomes possessivos na terceira pessoa.
Vossa Excelência escolheu seu candidato. (e não “vosso...”).

Concordância nominal:
Os adjetivos devem concordar com o sexo da pessoa a que se refere o pronome de tratamento.
Vossa Excelência ficou confuso. (para homem)
Vossa Excelência ficou confusa. (para mulher)
Vossa Senhoria está ocupado. (para homem)
Vossa Senhoria está ocupada. (para mulher)

Sua Excelência - de quem se fala (ele/ela).


Vossa Excelência - com quem se fala (você)

Emprego dos Pronomes de Tratamento

As normas a seguir fazem parte do Manual de Redação da Presidência da República.

Vossa Excelência: É o tratamento empregado para as seguintes autoridades:

- Do Poder Executivo - Presidente da República; Vice-presidenIe da República; Ministros de Estado;


Governadores e vice-governadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais generais das Forças

. 15
Armadas; Embaixadores; Secretários-executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de
natureza especial; Secretários de Estado dos Governos Estaduais; Prefeitos Municipais.
- Do Poder Legislativo - Deputados Federais e Senadores; Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Presidentes das
Câmaras Legislativas Municipais.
- Do Poder Judiciário - Ministros dos Tribunais Superiores; Membros de Tribunais; Juizes; Auditores
da Justiça Militar.

Vocativos

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor,
seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; Excelentíssimo Senhor
Presidente do Congresso Nacional; Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades devem ser tratadas com o vocativo Senhor ou Senhora, seguido do respectivo
cargo: Senhor Senador / Senhora Senadora; Senhor Juiz/ Senhora Juiza; Senhor Ministro / Senhora
Ministra; Senhor Governador / Senhora Governadora.

Endereçamento

De acordo com o Manual de Redação da Presidência, no envelope, o endereçamento das


comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, deve ter a seguinte forma:

A Sua Excelência o Senhor


Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70064-900 - Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor


Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70165-900 - Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor


Fulano de Tal
Juiz de Direito da l0ª Vara Cível
Rua ABC, nº 123
01010-000 - São Paulo. SP

Conforme o Manual de Redação da Presidência, “em comunicações oficiais, está abolido o uso do
tratamento digníssimo (DD) às autoridades na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe
qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação”.

Vossa Senhoria: É o pronome de tratamento empregado para as demais autoridades e para


particulares. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal / Senhora Fulana de Tal.

No envelope, deve constar do endereçamento:


Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, nº 123
70123-000 – Curitiba.PR

Conforme o Manual de Redação da Presidência, em comunicações oficiais “fica dispensado o emprego


do superlativo Ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para
particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. O Manual também esclarece que
“doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico”. Por isso, recomenda-se empregá-lo apenas
em comunicações dirigidas a pessoas que tenham concluído curso de doutorado. No entanto, ressalva-
se que “é costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em
Medicina”.

. 16
Vossa Magnificência: É o pronome de tratamento dirigido a reitores de universidade. Corresponde-lhe
o vocativo: Magnífico Reitor.

Vossa Santidade: É o pronome de tratamento empregado em comunicações dirigidas ao Papa. O


vocativo correspondente é: Santíssimo Padre.

Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: São os pronomes empregados em


comunicações dirigidas a cardeais. Os vocativos correspondentes são: Eminentíssimo Senhor Cardeal,
ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal.

Nas comunicações oficiais para as demais autoridades eclesiásticas são usados: Vossa Excelência
Reverendíssima (para arcebispos e bispos); Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima
(para monsenhores, cônegos e superiores religiosos); Vossa Reverência (para sacerdotes, clérigos e
demais religiosos).

Fechos para Comunicações

De acordo com o Manual da Presidência, o fecho das comunicações oficiais “possui, além da finalidade
óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário”, ou seja, o fecho é a maneira de quem expede a
comunicação despedir-se de seu destinatário.
Até 1991, quando foi publicada a primeira edição do atual Manual de Redação da Presidência da
República, havia 15 padrões de fechos para comunicações oficiais. O Manual simplificou a lista e reduziu-
os a apenas dois para todas as modalidades de comunicação oficial. São eles:

Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive o presidente da República.


Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior.

“Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atenderem
a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações
Exteriores”, diz o Manual de Redação da Presidência da República.
A utilização dos fechos “Respeitosamente” e “Atenciosamente” é recomendada para os mesmos casos
pelo Manual de Redação da Câmara dos Deputados e por outros manuais oficiais. Já os fechos para as
cartas particulares ou informais ficam a critério do remetente, com preferência para a expressão
“Cordialmente”, para encerrar a correspondência de forma polida e sucinta.

Identificação do Signatário

Conforme o Manual de Redação da Presidência do República, com exceção das comunicações


assinadas pelo presidente da República, em todas as comunicações oficiais devem constar o nome e o
cargo da autoridade que as expede, abaixo de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a
seguinte:

(espaço para assinatura)


Nome
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

(espaço para assinatura)


Nome
Ministro de Estado da Justiça

“Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente.
Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho”, alerta o Manual.

Padrões e exemplos

Prezado candidato(a), ressaltamos que a seguir trataremos dos documentos oficiais


solicitados no edital do concurso, sendo que estes serão tratados em uma ordem distinta da
solicitada em seu edital a fim de deixar de maneira mais didática.

. 17
O Padrão Ofício

O Manual de Redação da Presidência da República lista três tipos de expediente que, embora tenham
finalidades diferentes, possuem formas semelhantes: Ofício, Aviso e Memorando. A diagramação
proposta para esses expedientes é denominada padrão ofício.
O Ofício, o Aviso e o Memorando devem conter as seguintes partes:

- Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede. Exemplos:

Of. 123/2002-MME
Aviso 123/2002-SG
Mem. 123/2002-MF

- Local e data. Devem vir por extenso com alinhamento à direita. Exemplo:

Brasília, 20 de maio de 2011

- Assunto. Resumo do teor do documento. Exemplos:

Assunto: Produtividade do órgão em 2010.


Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.

- Destinatário. O nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício, deve
ser incluído também o endereço.

- Texto. Nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve
conter a seguinte estrutura:

Introdução: que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que
motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me
informar que”,empregue a forma direta;
Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o
assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
Conclusão: em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o
assunto.

Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados
em itens ou títulos e subtítulos.

Quando se tratar de mero encaminhamento de documentos, a estrutura deve ser a seguinte:


Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa
do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é
encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou
signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte
fórmula:

“Em resposta ao Aviso nº 112, de 10 de fevereiro de 2011, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34,
de 3 de abril de 2010, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor
Fulano de Tal.”

ou

“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama nº 112, de 11 de fevereiro de


2011, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de
técnicas agrícolas na região Nordeste.”

Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do


documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não
há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.

. 18
- Fecho.
- Assinatura.
- Identificação do Signatário

Forma de Diagramação

Os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação:

- deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e
10 nas notas de rodapé;
- para símbolos não existentes na fonte Times New Roman, poder-se-ão utilizar as fontes symbol e
Wíngdings;
- é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página;
- os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste
caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem espelho”);
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda;
- o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo 3,0 cm de largura;
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
- deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o
editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra,
relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do
documento;
- a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser
usada apenas para gráficos e ilustrações;
- todos os tipos de documento do padrão ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou
seja, 29,7 x 21,0 cm;
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto;
- dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para
consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do
documento + número do documento + palavras-chave do conteúdo. Exemplo:

“Of. 123 - relatório produtividade ano 2010”

Atestado
Atestado administrativo é o ato pelo qual a Administração comprova um fato ou uma situação de que
tenha conhecimento por seus órgãos competentes.
Estrutura
Título: atestado (em maiúsculas e centralizado, sobre o texto).
Texto: exposição do fato.
Local e data: por extenso.
Assinatura: titular da unidade organizacional correspondente ao assunto tratado. Dão
Documento oficial, com base em documento original, objetivando comprovar a existência de ato ou
assentamento de interesse de alguém.

Circular
Correspondência oficial, de caráter interno, enviada, simultaneamente, a diversos destinatários, com
texto idêntico, transmitindo informações, instruções, ordens, recomendações ou esclarecendo o conteúdo
de leis, normas e regulamentos.

Estrutura
Título: circular, número, ano e sigla da unidade organizacional.
Local e
Data: por extenso.
Destinatários: nomes dos cargos dos destinatários.
Texto: desenvolvimento do assunto tratado.
Assinatura: Titular da unidade organizacional.

. 19
Convite e Convocação

O convite é o instrumento pelo qual se faz uma solicitação, pede-se o comparecimento de alguém ou
solicita-se sua presença em alguma parte ou em ato.
A convocação corresponde ao convite, mas no sentido de intimação. Origina o comparecimento,
devendo o não comparecimento ser justificado. Já o convite é somente uma solicitação.
Nas relações oficiais ou particulares, há mensagens que não se alinham puramente entre aquelas
formais ou administrativas. São as mensagens sociais ou comemorativas: as primeiras, em razão de
acontecimentos de cunho social (instalação, festividades restritas a área da entidade, etc.), e as
segundas, por motivo de datas comemorativas (Dia das Mães, da Secretaria, do Professor, Páscoa, Natal,
etc.).
É preciso ter cuidado com as mensagens sociais, em que se combinam técnica redacional, bom tom
e arte:
a) Faça um texto que se preste a homem e a mulher, no singular e no plural;
b) Registre nome e endereço do destinatário corretamente;
c) Procure atualizar ou renovar sempre seu texto;
d) Mantenha conexão (imagem e texto) do trabalho tipográfico ou mecanográfico com a parte e) que
será digitada;
Os convites de maneira geral são realizados por cartas, enquanto as convocações ocorrem por meio
de edital

Edital
Instrumento de comunicação externa, que através de autoridade competente se publica pela imprensa
ou se afixa em locais de acesso dos interessados. Objetiva transmitir assuntos de interesse público,
visando com isso o cumprimento de determinações legais.

Estrutura
Cabeçalho designação do órgão/unidade.
Título: edital (em maiúsculas, seguido do número de ordem, da data e, quando for o caso, do número
do processo).
Ementa: facultativo, mas oferece a vantagem de propiciar o conhecimento prévio e sucinto do que
é exposto em seguida. Aparece, principalmente, em editais de concorrência pública e tomada de preço.
Texto: deve conter todas as condições exigidas para preenchimento das formalidades
Legais.
Assinatura: nome da autoridade competente, indicando-se cargo e função.
OBSERVAÇÃO: Em virtude das diversas possibilidades de Edital, não será apresentado um modelo.

Memorando ou Comunicação Interna

O Memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão,


que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma
forma de comunicação eminentemente interna.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, ideias,
diretrizes etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar--
se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento
do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e,
no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de
processo simplificado, assegurando maior transparência a tomada de decisões, e permitindo que se
historie o andamento da matéria tratada no memorando.
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que seu
destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos:

Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração


Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos.

Obs: Modelo no final da matéria.

. 20
Exposição de Motivos

É o expediente dirigido ao presidente da República ou ao vice-presidente para:


- informá-lo de determinado assunto;
- propor alguma medida; ou
- submeter a sua consideração projeto de ato normativo.

Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado.


Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser
assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
Formalmente a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício. De acordo com sua
finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter
exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projeto de ato
normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento
do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício.
Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da República a sugestão de
alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo, embora sigam também a
estrutura do padrão ofício, além de outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem,
obrigatoriamente, apontar:
- na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato normativo proposto;
- no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o ideal para se
solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;
- na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser editado
para solucionar o problema.

Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos, devidamente preenchido,
de acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto nº 4.1760, de 28 de março de 2010.
Anexo à exposição de motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão equivalente) nº ______, de
____ de ______________ de 201_.

- Síntese do problema ou da situação que reclama providências;


- Soluções e providências contidas no ato normativo ou na medida proposta;
- Alternativas existentes às medidas propostas. Mencionar:
- se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
- se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
- outras possibilidades de resolução do problema.
- Custos. Mencionar:
- se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, quais as
alternativas para custeá-la;
- se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, quais as
alternativas para custeá-la;
- valor a ser despendido em moeda corrente;
- Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente se o ato proposto for medida provisória
ou projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência). Mencionar:
- se o problema configura calamidade pública;
- por que é indispensável a vigência imediata;
- se se trata de problema cuja causa ou agravamento não tenham sido previstos;
- se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação já prevista.
- Impacto sobre o meio ambiente (somente que o ato ou medida proposta possa vir a tê-lo)
- Alterações propostas. Texto atual, Texto proposto;
- Síntese do parecer do órgão jurídico.

Com base em avaliação do ato normativo ou da medida proposa à luz das questões levantadas no
ítem 10.4.3.
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode acarretar, a critério da Subchefia para
Assuntos Jurídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que se complete o exame
ou se reformule a proposta.

. 21
O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições de motivos que proponham a adoção de
alguma medida ou a edição de ato normativo tem como finalidade:
- permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver;
- ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do problema e dos defeitos que pode ter a
adoção da medida ou a edição do ato, em consonância com as questões que devem ser analisadas na
elaboração de proposições normativas no âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.)
- conferir perfeita transparência aos atos propostos.

Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas na elaboração de atos normativos no
âmbito do Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e seu anexo complementam-se e formam
um todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação profunda e direta de toda a situação que está a
reclamar a adoção de certa providência ou a edição de um ato normativo; o problema a ser enfrentado e
suas causas; a solução que se propõe, seus efeitos e seus custos; e as alternativas existentes. O texto
da exposição de motivos fica, assim, reservado à demonstração da necessidade da providência proposta:
por que deve ser adotada e como resolverá o problema.
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal (nomeação, promoção, ascenção,
transferência, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, remoção, exoneração,
demissão, dispensa, disponibilidade, aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do formulário
de anexo à exposição de motivos. Ressalte-se que:
- a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico não dispensa o encaminhamento do
parecer completo;
- o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos pode ser alterado de acordo com a maior
ou menor extensão dos comentários a serem alí incluídos.

Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que a atenção aos requisitos básicos da
Redação Oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do padrão culto de
linguagem) deve ser redobrada. A exposição de motivos é a principal modalidade de comunicação
dirigida ao Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada
cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial da União,
no todo ou em parte.

Mensagem

É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as


mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da
Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter
ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim,
fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a cujas
assessorias caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:

- Encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira: Os projetos de lei


ordinária ou complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de urgência
(Constituição, art. 64, §§ 1º a 4º). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime normal
e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congresso Nacional, mas é encaminhada
com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Secretário da Câmara dos
Deputados, para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias,
orçamentos anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos membros
do Congresso Nacional, e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado
Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis
financeiras em sessão conjunta, mais precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da Mesa
do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5º), que comanda
as sessões conjuntas.
As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que
abrange minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das proposições
por elas encaminhadas.

. 22
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos interessados no assunto das
proposições, entre eles o da Advocacia Geral da União. Mas, na origem das propostas, as análises
necessárias constam da exposição de motivos do órgão onde se geraram, exposição que acompanhará,
por cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso.

- Encaminhamento de medida provisória: Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da


Constituição, o Presidente da República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a seus membros,
com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando cópia da medida provisória,
autenticada pela Coordenação de Documentação da Presidência da República.

- Indicação de autoridades: As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de


pessoas para ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU,
Presidentes e diretores do Banco Central, Procurador-Geral da República, Chefes de Missão Diplomática
etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III e IV, atribui àquela Casa do Congresso
Nacional competência privativa para aprovar a indicação. O currículum vitae do indicado, devidamente
assinado, acompanha a mensagem.

- Pedido de autorização para o presidente ou o vice-presidente da República se ausentarem do


País por mais de 15 dias: Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a
autorização é da competência privativa do Congresso Nacional.
O presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15
dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas.

- Encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e


TV: A obrigação de submeter tais atos à apreciagão do Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo
49 da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou renovação da concessão após
deliberação do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3º). Descabe pedir na mensagem a urgência
prevista no art. 64 da Constituição, porquanto o § 1º do art. 223 já define o prazo da tramitação.
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente processo
administrativo.

- Encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior: O Presidente da República tem o


prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as
contas referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão
Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1º), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada
de contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno.

- Mensagem de abertura da sessão legislativa: Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre
a situação do País e solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI).
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Esta mensagem difere
das demais porque vai encadernada e é distribuída a todos os congressistas em forma de livro.

- Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos): Esta mensagem é dirigida aos


membros do Congresso Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se
originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem dois exemplares dos
três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de sanção.

- Comunicação de veto: Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a
mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as
razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário das demais
mensagens, cuja publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo.

- Outras mensagens: Também são remetidas ao Legislativo com regular frequência mensagens com:
- encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos
(Constituição, art. 49, I);
- pedido de estabelecimento de alíquolas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de
exportação (Constituição, art. 155, § 2º, IV);
- proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida consolidada (Constituição, art. 52,
VI);

. 23
- pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art. 52, V); e outros.

Entre as mensagens menos comuns estão as de:


- convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, art. 57, § 6º);
- pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2º);
- pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84,
XIX);
- pedido de autorização ou referendo para celebrara paz (Constituição, art. 84, XX);
- justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4º);
- pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constituição, art. 137);
- relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141,
parágrafo único);
- proposta de modificação de projetas de leis financeiras (Constituição, art. 166, § 5º);
- pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas correspondentes, em
decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166, §
8º);
- pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área superior a 2.500 ha
(Constituição, art. 188, § 1º); etc.

As mensagens contêm:
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem esquerda:

Mensagem nº

- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no


início da margem esquerda:

Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,

- o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;


- o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final
com a margem direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não
traz identificação de seu signatário.

Obs: Modelo no final da matéria.

ATA

É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos fatos e deliberações ocorridos em uma reunião,
sessão ou assembleia. Estrutura:
- Título - ATA. Em se tratando de atas elaboradas sequencialmente, indicar o respectivo número da
reunião ou sessão, em caixa-alta.
- Texto, incluindo: Preâmbulo - registro da situação espacial e temporal e participantes; Registro dos
assuntos abordados e de suas decisões, com indicação das personalidades envolvidas, se for o caso;
Fecho - termo de encerramento com indicação, se necessário, do redator, do horário de encerramento,
de convocação de nova reunião etc.

A ATA será assinada e/ou rubricada portodos os presentes à reunião ou apenas pelo presidente e
relator, dependendo das exigências regimentais do órgão.
A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-se, em caso de erro, utilizar o termo “digo”,
seguido da informação correta a ser registrada. No caso de omissão de informações ou de erros
constatados após a redação, usa-se a expressão “Em tempo” ao final da ATA, com o registro das
informações corretas.

Obs: Modelo no final da matéria.

. 24
Declaração

É o documento em que se informa, sob responsabilidade, algo sobre pessoa ou acontecimento.


Estrutura:
- Título: DECLARAÇÃO, centralizado.
- Texto: exposição do fato ou situação declarada, com finalidade, nome do interessado em destaque
(em maiúsculas) e sua relação com a Câmara nos casos mais formais.
- Local e data.
- Assinatura: nome da pessoa que declara e, no caso de autoridade, função ou cargo.

A declaração documenta uma informação prestada por autoridade ou particular. No caso de


autoridade, a comprovação do fato ou o conhecimento da situação declarada deve serem razão do cargo
que ocupa ou da função que exerce.
Declarações que possuam características específicas podem receber uma qualificação, a exemplo da
“declaração funcional”.

Obs: Modelo no final da matéria.

Despacho

É o pronunciamento de autoridade administrativa em petição que lhe é dirigida, ou ato relativo ao


andamento do processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expediente. Estrutura:
- Nome do órgão principal e secundário.
- Número do processo.
- Data.
- Texto.
- Assinatura e função ou cargo da autoridade.

O despacho pode constituir-se de uma palavra, de uma expressão ou de um texto mais longo.

Obs: Modelo no final da matéria.

Parecer

É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal ou de órgão administrativo, sobre tema que lhe
haja sido submetido para análise e competente pronunciamento. Visa fornecer subsídios para tomada de
decisão. Estrutura:
- Número de ordem (quando necessário).
- Número do processo de origem.
- Ementa (resumo do assunto).
- Texto, compreendendo: Histórico ou relatório (introdução); Parecer (desenvolvimento com razões e
justificativas); Fecho opinativo (conclusão).
- Local e data.
- Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista.

Além do Parecer Administrativo, acima conceituado, existe o Parecer Legislativo, que é uma
proposição, e, como tal, definido no art. 126 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos itens (e estes intitulados) quantos bastem
ao parecerista para o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e didatismo.

Obs: Modelo no final da matéria.

Portaria

É o ato administrativo pelo qual a autoridade estabelece regras, baixa instruções para aplicação de
leis ou trata da organização e do funcionamento de serviços dentro de sua esfera de competência.
Estrutura:
- Título: PORTARIA, numeração e data.
- Ementa: síntese do assunto.

. 25
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da autoridade que expede o ato e citação da legislação
pertinente, seguida da palavra “resolve”.
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser dividido em artigos, parágrafos, incisos, alíneas e
itens.
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação do cargo.

Certas portarias contêm considerandos, com as razões que justificam o ato. Neste caso, a palavra
“resolve” vem depois deles.

A ementa justifica-se em portarias de natureza normativa.


Em portarias de matéria rotineira, como nos casos de nomeação e exoneração, por exemplo, suprime-
se a ementa.

Obs: Modelo no final da matéria.

Requerimento (Petição)

É o instrumento por meio do qual o interessado requer a uma autoridade administrativa um direito do
qual se julga detentor. Estrutura:
- Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), ou seja, da autoridade competente.
- Texto incluindo: Preâmbulo, contendo nome do requerente (grafado em letras maiúsculas) e
respectiva qualificação: nacionalidade, estado civil, profissão, documento de identidade, idade (se maior
de 60 anos, para fins de preferência na tramitação do processo, segundo a Lei 10.741/03), e domicílio
(caso o requerente seja servidor da Câmara dos Deputados, precedendo à qualificação civil deve ser
colocado o número do registro funcional e a lotação); Exposição do pedido, de preferência indicando os
fundamentos legais do requerimento e os elementos probatórios de natureza fática.
- Fecho: “Nestes termos, Pede deferimento”.
- Local e data.
- Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou cargo.

Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação, reivindicação ou manifestação, o documento
utilizado será um abaixo-assinado, com estrutura semelhante à do requerimento, devendo haver
identificação das assinaturas.
A Constituição Federal assegura a todos, independentemente do pagamento de taxas, o direito de
petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder (art. 51,
XXXIV, “a”), sendo que o exercício desse direito se instrumentaliza por meio de requerimento. No que
concerne especificamente aos servidores públicos, a lei que institui o Regime único estabelece que o
requerimento deve ser dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio
daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente (Lei nº 8.112/90, art. 105).

Obs: Modelo no final da matéria.

Parecer

É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal ou de órgão administrativo, sobre tema que lhe
haja sido submetido para análise e competente pronunciamento. Visa fornecer subsídios para tomada de
decisão. Estrutura:
- Número de ordem (quando necessário).
- Número do processo de origem.
- Ementa (resumo do assunto).
- Texto, compreendendo: Histórico ou relatório (introdução); Parecer (desenvolvimento com razões e
justificativas); Fecho opinativo (conclusão).
- Local e data.
- Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista.

Além do Parecer Administrativo, acima conceituado, existe o Parecer Legislativo, que é uma
proposição, e, como tal, definido no art. 126 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

. 26
O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos itens (e estes intitulados) quantos bastem
ao parecerista para o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e didatismo.

Obs: Modelo no final da matéria.

ALVARÁ

Alvará é o documento firmado por autoridade competente, certificando, autorizando ou aprovando atos
ou direitos.

EXEMPLO
DISTRITO FEDERAL ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO No RA
1- APRESENTAÇÃO
2- IDENTIFICAÇÃO 1. Razão Social 2. Endereço 3. Atividades
3 - FECHAMENTO 4. Horário Normal 5. Horário Especial 6. Inscrição no GDF
4 - OBSERVAÇÕES
5 - AUTENTICAÇÃO 8. Data 7. Local 9. Carimbos e Assinaturas.
CONTRATO

É o acordo de vontades firmado pelas partes objetivando criar direitos e obrigações recíprocas.
Tratando-se de negócio jurídico bilateral ou plurilateral, pressupõe o consenso, capacidade das partes
(contratantes), objetivo lícito e vontade sem vício. A Administração Pública pode celebrar contratos de
direito privado da administração e contratos administrativos. Os primeiros regem-se pelo direito privado
quanto ao conteúdo e efeitos e os segundos, regem-se pelo direito administrativo.

EXEMPLO

1 - Contrato da administração (de direito privado) - contrato de locação de imóveis quando a locatária
for órgão da Administração Pública; compra de um imóvel pela Administração Pública.
2 - Contratos ADMINISTRATIVOS (de direito administrativo) - contrato de obra pública; de concessão
de serviço público; de concessão de uso de bem público. Observação: Reproduziremos a minuta-padrão
n.º 32, aprovada pela Resolução Normativa n.º 71, de 11 de março de 1980, da Procuradoria Geral do
Estado do Rio de Janeiro. Suas partes componentes são:
1. Ementa do assunto contratado, em letras maiúsculas, colocada no alto da página, à direita.
2. Introdução, constando dos nomes e qualificação dos contratantes.
3. Cláusulas (explanadas em parágrafos e alíneas), contendo a matéria específica do Contrato.
4. Fecho, com a fórmula de praxe.
5. Local e data da assinatura do Contrato (por extenso).
6. Assinaturas na seguinte ordem: contratante(s), contratado(s) e testemunhas, alinhadas à esquerda.

EXEMPLO

Contrato de direito privado da administração. Contrato de locação de imóvel entre:


1) Estado do Rio de Janeiro e 2) _________________ ________________.
Aos ___ dias do mês de ____________ de 20__, na Secretaria de Estado de ____________, entre o
ESTADO DO RIO DE JANEIRO, representado pelo Secretário de Estado de _____ ___________, Senhor
_________________, neste contrato doravante designado como: 1) ESTADO, e 2) _____________
(nome, nacionalidade, estado civil, profissão, residência, C.P.F.), proprietário do imóvel situado na Rua
_________ n.º ______, Município de à seguir designado como LOCADOR, perante as testemunhas
abaixo assinadas, é ajustada e contratada a locação do mencionado imóvel, contratação em que a
licitação foi considerada inexigível por ato de / / , ratificado pelo de / / , como consta no processo
administrativo n.º ________________. O presente contrato se regerá no que diz respeito a formalidades
administrativas e de administração financeira, pelas normas da Lei n.º 287, de 04.12.79 e de seu
Regulamento, aprovado pelo Decreto n.º 3149, de 28.04.80, bem como pelas Normas Gerais constantes
do Decreto-Lei n.º 2300, de 21.11.86, que se consideram integrantes do presente, observando-se, no
mais, o que a seguir se dispõe: Nota - A referência à inexigibilidade de licitação só é aplicável aos casos
em que presentes os requisitos que a configuram (Lei2300/86, art. 23, IV). Quando as necessidades de
instalação ou localização não condicionarem a escolha do imóvel, a licitação será exigível, embora possa

. 27
ser dispensada, desde que, mediante a devida justificação, a hipótese possa ser enquadrada entre as
previstas no art. 22 do Dec. Lei 2300/86.

CLÁUSULA PRIMEIRA (Legislação aplicável) - A presente locação se regerá pela lei Federal n.º 8245,
de 18.10.91.
CLÁUSULA SEGUNDA (Objeto da locação) - O imóvel objeto da locação fica situado na Rua
____________, n.º ___, Município de ____________ (quando necessário, fazer uma descrição sumária,
com menção a circunstâncias essenciais, como a existência de anexos, vagas de garagem etc).
CLÁUSULA TERCEIRA (Prazo e datas de início e término) - O prazo da locação será de ____ (meses
ou anos), a contar de ___ de ___________ de 19___ e a terminar em ___ de ___________ de 19___.
Parágrafo 1º - O ESTADO poderá, independentemente do pagamento a qualquer multa ou indenização,
denunciar a locação antes do término do prazo acima, desde que notifique o LOCADOR com a
antecedência mínima de ___ dias. 15 Nota - Em princípio, a disposição constante deste parágrafo
somente deverá ser pleiteada nas locações por prazo maior que o anual, ou naquelas em que se possa
desde logo prever a conveniência de sua adoção. Parágrafo 2º - Se, findo o prazo fixado nesta cláusula,
convier ao Estado a manutenção da locação, as partes diligenciarão no sentido no sentido da assinatura
de novo contrato, continuando a locação, até que isso ocorra, em vigência por prazo indeterminado, nos
termos previstos no § único do art. 56 da Lei n.º 8245, de 18.10.91. Nota - A autoridade competente
deverá manifestar-se no processo antes do encerramento do prazo contratual, de modo a permitir, se for
o caso, mesmo que por estimativa, o empenho da quantia suficiente ao atendimento dos aluguéis no
período das tratativas. No caso de recusa do locador à outorga de novo contrato por prazo determinado,
não há impedimento a que o aluguel continue sendo pago regularmente, enquanto a ocupação persistir,
desde que feito o empenho, previamente. Deve a Administração, entretanto, considerar a precariedade e
excepcionalidade da locação a prazo indeterminado.
CLÁUSULA QUARTA - (Aluguel) - O aluguel mensal será de Cr$ ___________ (extenso). Parágrafo
único (Encargos locativos) - Além do aluguel, o locatário reembolsará o LOCADOR, pelo respectivo valor,
sem quaisquer acréscimos ou multas, mediante a apresentação prévia dos respectivos comprovantes de
pagamento: Nota - indicar os encargos locativos expressamente transferidos à responsabilidade do
ESTADO, tais como impostos, taxas e prêmio de seguro complementar contra fogo, que incidem sobre o
imóvel, e despesas ordinárias de condomínio, quando se tratar de unidade autônoma em prédio em
condomínio ou em prédio de um único dono.
CLÁUSULA QUINTA - (Reajustamento do aluguel) - O aluguel ajustado na cláusula anterior será
reajustado a cada ____, de acordo com o índice ____. Nota - A convenção de reajustamento é livre, tanto
quanto à periodicidade quanto ao índice a adotar, vedada apenas sua vinculação à variação cambial ou
ao salário mínimo. Aconselha-se periodicidade não inferior à semestral e a adoção, entre os índices
disponíveis, do mais favorável à Administração. Parágrafo único - No caso de vir a ser suprimido o índice
escolhido pelas partes, será adotado, em substituição, o que no mês do último reajustamento dele mais
se houver aproximado, sem excedê-lo.
CLÁUSULA SEXTA - (Forma de pagamento do aluguel) - O aluguel e os encargos locativos
(ressalvado, quanto a estes, o procedimento previsto no § único da cláusula 4º) serão pagos
mensalmente, mediante crédito em conta bancária, do LOCADOR, n.º ______, na Agência __________
do BANERJ, até o __ dia útil do mês seguinte vencido. Nota: 1) Quando o LOCADOR não concordar com
o esquema acima, o texto poderá ser substituído pelo seguinte: "Os pagamentos devidos ao LOCADOR
em decorrência do presente contrato serão efetuados, uma vez obedecidas às formalidades legais e
contratuais pertinentes, mediante ordem de pagamento contra agência do BANERJ (n.º e nome), sendo
no ato da emissão da ordem deduzidas as despesas bancárias correspondentes, conforme autorizadas
pelo Banco Central do Brasil"; 2) A Administração deverá pleitear do LOCADOR a fixação de prazo
suficiente à efetivação do pagamento, consideradas todas as providências administrativas
indispensáveis.
CLÁUSULA SÉTIMA (Utilização do imóvel) - O imóvel locado poderá ser utilizado por quaisquer dos
órgãos da Administração Direta ou Indireta do Estado do Rio de Janeiro.
CLÁUSULA OITAVA (Vigência em caso de alienação do imóvel) - O presente contrato obriga os
contratantes e todos os seus sucessores a título singular ou universal, continuando em vigor ainda que o
imóvel seja transferido a terceiros. Com vistas ao exercício, pelo LOCATÁRIO, desse seu direito, obrigase
o LOCADOR a fazer constar a existência do presente contrato em qualquer instrumento que venha a
firmar, tendo por objeto o imóvel locado, com expressa manifestação do conhecimento e concordância
com suas cláusulas, pela outra parte.
CLÁUSULA NONA (Conservação e reparos. Obras) –

. 28
O ESTADO obriga-se: a) a bem conservar o imóvel locado e a realizar nele, por sua conta, às obras
de reparação dos estragos a que der causa, desde que não provenientes de seu uso normal; b) a restituí-
lo, quando finda a locação, no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes de seu uso
normal. Parágrafo 1º - Obriga-se o LOCADOR a executar no imóvel locado as repartições de que venha
o mesmo a necessitar, que não constituam encargo do LOCATÁRIO, nos termos da alínea "a" do caput
desta cláusula. Parágrafo 2º - O LOCATÁRIO poderá realizar benfeitorias no imóvel locado, com vistas à
sua melhor utilização, sendo-lhe facultado levantar, a qualquer tempo, aquelas cuja retirada se possa
fazer sem detrimento do imóvel. 16 Parágrafo 3º - O LOCATÁRIO poderá exercer o direito de retenção
do imóvel locado até que seja devidamente indenizado pela execução, nele: a) de benfeitorias
necessárias quando o LOCADOR, previamente notificado, houver se recusado a realizá-las ele próprio;
b) de benfeitorias úteis que, por não poderem ser levantadas, a ele se incorporaram.
CLÁUSULA DÉCIMA (Seguros) - Caberá ao LOCADOR manter segurado o imóvel pelo valor que
entender adequado, correndo por sua conta o pagamento dos prêmios correspondentes, excetuados os
relativos aos seguros contra fogo (cláusula 4º, parágrafo único).
CLÁUSULA DÉCIMA-PRIMEIRA (Impedimento à utilização do imóvel) - No caso de incêndio ou de
ocorrência de qualquer outro motivo de força maior que impeça a utilização parcial ou total do imóvel ora
locado, por parte do ESTADO, poderá este, alternativamente: a) considerar suspensas, no todo ou em
parte, as obrigações deste contrato, obrigando-se o LOCADOR a prorrogar o prazo de locação pelo tempo
equivalente à realização das obras de restauração ou pelo tempo equivalente à realização das obras de
restauração ou pelo tempo correspondente ao impedimento de uso; b) considerar rescindido o presente
contrato, sem que ao LOCADOR assista o direito a qualquer indenização.
CLÁUSULA DÉCIMA-SEGUNDA (Mora e sua purgação) - O LOCADOR reconhece ao ESTADO,
expressamente, o direito de purgar a mora em Juízo, em quaisquer circunstâncias e sem as limitações
estabelecidas no artigo 62, § único, da Lei 8245, de 18.10.91.
CLÁUSULA DÉCIMA-TERCEIRA (Valor e empenho) - O valor global deste contrato é estimado em
CR$ ______ (extenso). As despesas referentes ao corrente exercício, no valor de CR$ ______ (extenso)
correrão à conta da dotação orçamentária ____________ Elemento de Despesa ________________,
tendo sido empenhadas as importâncias de CR$ ______ (extenso), por estimativa, com referência aos
encargos locativos conforme Empenhos n.ºs _____ e ______, de ____________. As despesas relativas
aos exercícios subsequentes correrão por conta das dotações orçamentárias respectivas, devendo ser
empenhadas no início de cada exercício.
CLÁUSULA DÉCIMA-QUARTA (Registro, publicação e remessa de cópias) - Para os fins previstos
nos artigos1197, do Código Civil; 167, I, 3, da Lei 6015, de 31.12.73 e 8º da Lei 8245, de 18.10.91, o
ESTADO promoverá, no prazo de 30 dias, a partir da assinatura do presente, o registro deste contrato no
competente Cartório do Registro Geral de Imóveis. Parágrafo 1º - Serão providenciados, nos prazos
abaixo: a) pelo LOCADOR, em 20 dias, contados da assinatura, a publicação do presente, em extrato, no
Diário Oficial do Estado, como condição indispensável à sua validade e, portanto, ao início do pagamento
dos aluguéis; b) pelo ESTADO, até o 5º dia útil o seguinte ao de sua assinatura, o envio de cópias
autenticadas deste contrato ao seu Tribunal de Contas e à Contadoria Seccional na Secretaria de Estado
de _____________. Nota: Da efetivação do registro previsto no caput desta cláusula dependerá a garantia
de vigência do contrato no caso de alienação do imóvel (cláusula 8º). Trata-se, assim, de providência
inafastável, cuja omissão poderá acarretar a responsabilização dos servidores incumbidos do registro.
CLÁUSULA DÉCIMA-QUINTA (Documentação apresentada) - O LOCADOR já apresentou, e consta
do processo, a documentação relativa ao imóvel locado e apresenta, neste ato, os documentos
comprobatórios das condições jurídico-pessoais indispensáveis à lavratura do presente contrato.
CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA (Fôro) - Fica eleito o fôro da Cidade do Rio de Janeiro para dirimir
quaisquer dúvidas ou litígios decorrentes do presente contrato, renunciando as partes contratantes a
qualquer outro que tenham ou venham a ter, por mais especial ou privilegiado que seja. E por estarem
assim justos e contratados, assinam o presente instrumento em ___ (extenso) vias, na presença das
testemunhas abaixo assinadas. Rio de Janeiro, ------------------de-----------------de 20
_________________________________
__________________________________
TESTEMUNHAS: 1. __________________________________ (qualificar as testemunhas) 2.
__________________________________

. 29
CONVÊNIO

Acordo firmado por entidades públicas de qualquer espécie, ou entre estas e entidades particulares,
para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes. Convênio é acordo, mas não é contrato.
No convênio, a posição jurídica dos signatários é uma só, idêntica para todos, podendo haver apenas
diversidade na forma de cooperação de cada um, segundo suas possibilidades, para a consecução do
objetivo comum. Observação: No Convênio os signatários são chamados de partícipes, pois manifestam
pretensões comuns (união de esforços e recursos). Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra CONVÊNIO), em letras maiúsculas. 2. Ementa, em letras maiúsculas, no alto da
página, à direita.
3. Introdução, constando dos nomes e qualificação dos convenentes.
4. Cláusulas, sequenciadas em ordinal, por extenso e em letras maiúsculas, tratando de tópicos
específicos: objeto, obrigações, prazos de vigência etc.
5. Termo (ou fecho).
6. Assinaturas das partes convenentes e das testemunhas.

EXEMPLO

CONVÊNIO QUE ENTRE SI CELEBRAM O ESTADO DO RIO DE JANEIRO E A UNIVERSIDADE


FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO, OBJETIVANDO ESTABELECER UM PROGRAMA DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.

O Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de , com CGC de n.º , situada à Rua da
Ajuda n.º 5, 10º andar e neste ato representada pelo seu respectivo Secretário, brasileiro, identidade n.º
- IFP, e CPF n.º , doravante denominada SECT, e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com
CGC de n.º 29.427.465/0001-05, situada no Km 47, da antiga Estrada Rio/São Paulo, doravante
denominada UFRRJ, representada neste ato pelo seu Reitor, , identidade n.º - IFP, e CPF n.º , resolvem
celebrar o presente convênio para estabelecer um programa de cooperação e intercâmbio científico e
tecnológico, de interesse dos Convenentes, com dispensa de licitação, nos termos do art. 24, XIII Lei n.º
8666/93, conforme decidido no processo administrativo n.º E , obedecidas a mesma Lei n.º 3149 e
16661/91, e as cláusulas abaixo:

CLÁUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO O presente Convênio tem por objeto promover a cooperação
técnica entre o Estado do Rio de Janeiro, através da SECT e a UFRRJ, para o desenvolvimento de
atividades, programas e projetos na área de Ciência e Tecnologia.
CLÁUSULA SEGUNDA - DAS ATRIBUIÇÕES CABE À SECT Manter contatos permanentes com a
UFRRJ, através dos profissionais envolvidos nos projetos, e a ela disponibilizar os resultados dos
trabalhos desenvolvidos em conjunto. Alocar, dentro das suas disponibilidades orçamentárias e
financeiras, de pessoal, recursos materiais ou humanos para a execução das ações conjuntas de acordo
com o objetivo do presente convênio. Apoiar, dentro de suas disponibilidades, as ações da UFRRJ no
âmbito das atividades de Ciência e Tecnologia. CABE À UFRRJ Garantir a participação e a cooperação
de seus profissionais em projetos nas áreas indicadas na cláusula anterior, no âmbito da SECT,
assegurando-lhes seus direitos e vantagens, e a continuidade de suas atividades na Universidade.
Assessorar, dentro de suas possibilidades, a SECT, no âmbito do objeto do presente Convênio.
PARÁGRAFO ÚNICO Fica estabelecido que, para a referida cooperação, bastará a solicitação do
Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia e a autorização do Magnífico Reitor da UFRRJ, ou vice-
versa.
CLÁUSULA TERCEIRA - VIGÊNCIA E DENÚNCIA Este Convênio terá vigência de 31 de dezembro
de 2002, podendo cada Convenente, a qualquer tempo denunciá-lo, sem qualquer tipo de indenização,
devendo ser comunicada tal decisão ao outro Convenente, por escrito, com antecedência mínima de 90
(noventa) dias. A denúncia do presente Convênio não prejudicará as atividades então em vigor. 18
CLÁUSULA QUARTA - PUBLICAÇÃO A SECT compromete-se a, no prazo de 20 (vinte) dias, a contar
da data da assinatura do presente Convênio, providenciar a publicação do mesmo, por extrato, no Diário
Oficial do Rio de Janeiro, e a UFRRJ no Diário Oficial da União.
CLÁUSULA QUINTA - FORO Fica eleito o foro da Justiça Federal, seção Judiciária do Rio de Janeiro
para dirimir as questões oriundas do presente Convênio e dos termos aditivos que dele seja, originários,
renunciando a qualquer outro, por mais privilegiado que seja. E, assim, justos e acordados, firmam o
presente em 03 (três) vias de igual teor e forma na presença das testemunhas abaixo. Rio de Janeiro,

. 30
REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO SECRETÁRIO DA
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Testemunha
Testemunha

PROCURAÇÃO
Procuração é o instrumento pelo qual uma pessoa recebe de outra poderes para, em nome dela,
praticar atos ou administrar haveres.
Estrutura
1. Denominação do ato - PROCURAÇÃO;
2. Texto: 2.1. Qualificação do outorgante e do outorgado; 2.2. Objeto da procuração e
substabelecimento quando for o caso;
3. Local e data;
4. Assinatura;
5. Nome.
Observações
1. A procuração pode ser por instrumento particular, se passada de próprio punho ou digitada, e por
instrumento público, se lavrada em cartório.
2. Deixa de haver exemplificação de procuração por instrumento público por ser específica de cartório.
3. A assinatura deve ser reconhecida em cartório.

EXEMPLO PROCURAÇÃO
1 Por este instrumento particular de procuração, eu, ....................................................., portador da
Carteira de Identidade no ................................, CPF no .........................................,
residente............................................................., na cidade ......................................., nomeio e constituo
meu bastante procurador o Sr. ......................................................................, portador da Carteira de
Identidade no .................................., CPF no .......................................e
residente....................................................., na....................................................para o fim específico de
................................................................, estando, para tal fim, autorizado a assinar recibos e documentos
e a praticar todos os atos necessários ao fiel desempenho deste mandato.

São José do Rio Preto, ........ de ...................... de .......... . | 3 Assinatura Nome por extenso.

RESOLUÇÃO

Ato assinado por Secretários de Estado e / ou titulares de Órgãos diretamente subordinados ao


Governador do Estado, visando a instruir normas a serem observadas no âmbito da respectiva área de
atuação.
Denominar-se-á Resolução Conjunta quando o assunto abranger área de competência de mais de um
órgão.
Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra RESOLUÇÃO à esquerda), seguido de sigla do órgão, e numeração; data (por
extenso) e em letras maiúsculas, na mesma linha, à direita.
2. Ementa, em letras maiúsculas, à direita da página.
3. Preâmbulo: denominação completa da autoridade, em maiúsculas, e negrita; fundamento legal do
ato, seguido da palavra RESOLVE (em maiúsculas), à esquerda da página, duas linhas abaixo.
4. Texto, dividido ou não em artigos, parágrafos e alíneas.
5. Local e data, por extenso.
6. Assinatura, nome e cargo da autoridade que subscreve a Resolução.

EXEMPLO

RESOLUÇÃO SARE N.º 2745 DE 1º DE FEVEREIRO DE 2009 CRIA GRUPO DE TRABALHO PARA
DESENVOLVER ESTUDOS E ELABORAR O MANUAL DE REDAÇÃO OFICIAL DO GOVERNO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
O SECRETÁRIO DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO E REESTRUTURAÇÃO, no uso de suas
atribuições legais, considerando o artigo 1º do Decreto n.º 25166, de 1º de janeiro de 1999, RESOLVE:

. 31
Art. 1º - Constituir Grupo de Trabalho para desenvolver estudos e elaborar o Manual de Redação
Oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro, com vistas a padronizar e uniformizar a redação das
comunicações oficiais.
Art. 2º - O Grupo de Trabalho citado no artigo anterior será composto dos seguintes servidores do
Estado, sob a coordenação do primeiro:
ELIANA REZENDE FURTADO DE MENDONÇA, matrícula 811.213-8;
SHEYLA LOBO, matrícula 249.786-5;
HELENICE VALIAS DE MORAES, matrícula 1.154.947-4;
JOHN WESLEY FREIRE, matrícula 239.409-6.
Art. 3º - A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 2009.

HUGO LEAL MELO DA SILVA Secretário de Estado de Administração e Reestruturação.

Questões

01. Analise:

1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima referido, vimos encaminhar a V. Sª. as


informações referentes ao andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor.
2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas necessárias para o cumprimento dos
prazos estipulados e o atingimento das metas estabelecidas.

A redação do documento acima indica tratar-se


(A) do encaminhamento de uma ata.
(B) do início de um requerimento.
(C) de trecho do corpo de um ofício.
(D) da introdução de um relatório.
(E) do fecho de um memorando.

02. A redação inteiramente apropriada e correta de um documento oficial é:


(A) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas reivindicações, e esperamos poder estar sendo
recebidos em vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais.
(B) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a redistribuição de pessoal especializado em
serviços gerais para os departamentos que foram recentemente criados.
(C) Estou encaminhando a presença de V. Sª. este jovem, muito inteligente e esperto, que lhe vai
resolver os problemas do sistema de informatização de seu gabinete.
(D) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal aqui neste departamento, faltaram um
número grande de servidores para os andamentos do serviço.
(E) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos informar de quais providências vão ser tomadas
para resolver essa confusão que foi criado pelos manifestantes.

03. A frase cuja redação está inteiramente correta e apropriada para uma correspondência oficial é:
(A) É com muito prazer que encaminho à V. Exª. Os convites para a reunião de gala deste Conselho,
em que se fará homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria, importantíssima na execução
dos nossos serviços.
(B) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe do Setor, nos dirigimos a todos os de vosso
gabinete, para informar de que as medidas de austeridade recomendadas por V. Sa. já estão sendo
tomadas, para evitar-se os atrasos dos prazos.
(C) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que chegaram nossos analistas sobre as
condições de funcionamento deste setor, bem como as providências a serem tomadas para a consecução
dos serviços e o cumprimento dos prazos estipulados.
(D) As ordens expressas a todos os funcionários é de que se possa estar tomando as medidas mais
do que importantes para tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização dos trâmites legais dos
documentos que passam por aqui.

. 32
(E) Peço com todo o respeito a V. Exª., que tomeis providências cabíveis para vir novos funcionários
para esse nosso setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar todos os documentos que
precisamos enviar.

04. A respeito dos padrões de redação de um ofício, é INCORRETO afirmar que:


(A) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede.
(B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o local de onde é expedido e a data em que foi
assinado.
(C) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do documento.
(D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta, respeitando-se a formalidade que deve
haver nos expedientes oficiais.
(E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por exemplo: Agradeço a V. Sª. a atenção
dispensada.

05. (TJ-PA - Médico psiquiatra - VUNESP - 2014) Leia o seguinte fragmento de um ofício, citado do
Manual de Redação da Presidência da República, no qual expressões foram substituídas por lacunas.

Senhor Deputado
Em complemento às informações transmitidas pelo telegrama n.º 154, de 24 de abril último, informo
______de que as medidas mencionadas em ______ carta n.º 6708, dirigida ao Senhor Presidente da
República, estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas
instituído pelo Decreto n.º 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa).
(http://www.planalto.gov.br. Adaptado)

A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa e atendendo às orientações oficiais a respeito do uso de formas de
tratamento em correspondências públicas, é:
(A) Vossa Senhoria … tua.
(B) Vossa Magnificência … sua.
(C) Vossa Eminência … vossa.
(D) Vossa Excelência … sua.
(E) Sua Senhoria … vossa.

06. (CEFET/RJ - Revisor de Textos – CESGRANRIO/2014). A norma para uso de pronomes de


tratamento em redação de documento oficial exige que os pronomes possessivos e a concordância de
gênero e número (considerando-se as especificidades do receptor que se encontram entre parênteses)
se deem da forma como se exemplifica em:
(A) Vossa senhoria terá vossas reuniões marcadas, conforme tua vontade. (Referindo-se a chefe de
seção, nível superior, masculino singular)
(B) Sua senhoria está convidado a comparecer à reunião. (Referindo-se a diretora de unidade, nível
superior, feminino, singular)
(C) Vossa senhoria está sendo esperada para a assembleia de seus funcionários. (Referindo-se a
diretora geral de unidade, feminino, singular)
(D) O Senhor Doutor precisa comparecer ao ato oficial. (Referindo-se a assessor jurídico da
presidência de órgão público, sem pós-graduação, masculino, singular).
(E) Vossas Excelências são esperadas para a reunião das suas áreas. (Referindo-se a gerentes de
projeto, com doutorado, masculino, plural).

07. (polícia civil/mg – investigador – fumarc/2014). Sobre o uso de Correios Eletrônicos em


Redação Oficial, é INCORRETO afirmar:
(A) Deve-se solicitar confirmação de recebimento.
(B) Não há formato estrutural rígido, mas deve conter linguagem compatível.
(C) Não possui valor documental.
(D) Trata-se da principal forma para transmissão de documentos.

08. (polícia civil/mg – investigador – fumarc/2014) O Pronome de Tratamento adequado às


comunicações encaminhadas a Juiz de Direito é
(A) Ilustríssimo Senhor.
(B) Meritíssimo Juiz.

. 33
(C) Vossa Excelência.
(D) Vossa Senhoria.

09. (Ministério do desenvolvimento, indústria e comércio exterior – analista técnico


administrativo – cespe/2014). Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita com os resultados das
negociações”, o adjetivo estará corretamente empregado se dirigido a ministro de Estado do sexo
masculino, pois o termo “satisfeita” deve concordar com a locução pronominal de tratamento “Vossa
Excelência”.
( ) Certo ( ) Errado

10. (advocacia-geral da união – técnico em comunicação social – idecan/2014). “Os atos oficiais,
aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos,
ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for
empregada a linguagem adequada.”
(Manual de Redação da Presidência da República.)

Acerca da linguagem utilizada nos atos e comunicações oficiais, é correto afirmar que se trata do uso
de
(A) uma linguagem erudita.
(B) riqueza de figuras de linguagem.
(C) norma padrão com presença de vocabulário técnico.
(D) uma linguagem específica, restrita a determinado grupo.
(E) expressões pessoais características de tal gênero textual.

Respostas

01. (C) / 02. (B) / 03. (C) / 04. (E)

05. (D)
Podemos começar pelo pronome demonstrativo. Mesmo utilizando pronomes de tratamento “Vossa”
(muitas vezes confundido com “vós” e seu respectivo “vosso”), os pronomes que os acompanham deverão
ficar sempre na terceira pessoa (do plural ou do singular, de acordo com o número do pronome de
tratamento). Então, em quaisquer dos pronomes de tratamento apresentados nas alternativas, o pronome
demonstrativo será “sua”. Descartamos, então, os itens A, C e E. Agora recorramos ao pronome
adequado a ser utilizado para deputados. Segundo o Manual de Redação Oficial, temos:

Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:


b) do Poder Legislativo: Presidente, Vice–Presidente e Membros da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal (...).

6. (C)
Vamos às eliminações: ao utilizarmos pronomes de tratamento, os pronomes possessivos devem ficar
na terceira pessoa do plural ou do singular, dependendo do número apresentado no pronome de
tratamento (Vossas Senhorias – seus, Vossa Senhoria – seu, por exemplo). Portanto, descartemos a
alternativa A, já que ela utiliza o pronome “vossas”. Em B, a referência é a uma diretora e o adjetivo
empregado foi “convidado” (deveria ser “convidada”). Em D, o pronome de tratamento está errado, já que
não se admite a forma “Doutor” como forma de tratamento (Segundo o Manual de Redação Oficial: Fica
ainda dito que doutor não é forma de tratamento, mas titulação acadêmica de quem defende tese de
doutorado. Portanto, é aconselhável que não se use discriminadamente tal termo.). No item E, o equívoco
está claro no gênero empregado: deveria ser “esperados”. Quanto ao pronome de tratamento: Os
Senhores.

7. (C)
Segundo o Manual de Redação Oficial: Valor documental - Nos termos da legislação em vigor, para
que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, e para que possa ser aceito como
documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma
estabelecida em lei.

. 34
Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_oficial_publicacoes_ver.php?id=2

Ou seja, os Correios Eletrônicos não têm valor documental.

8. (C)
Manual de Redação Oficial: Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
c) do Poder Judiciário: Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal, Presidente e Membros
do Superior Tribunal de Justiça, Presidente e Membros do Superior Tribunal Militar, Presidente e
Membros do Tribunal Superior Eleitoral, Presidente e Membros do Tribunal Superior do Trabalho,
Presidente e Membros dos Tribunais de Justiça, Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Federais,
Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Eleitorais, Presidente e Membros dos Tribunais Regionais
do Trabalho, Juízes e Desembargadores, Auditores da Justiça Militar.
Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_oficial_publicacoes_ver.php?id=2

9. Errado
Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo feminino (ministra), o adjetivo está correto; mas, se for do
sexo masculino, o adjetivo sofrerá flexão de gênero: satisfeito. O pronome de tratamento é apenas a
maneira de como tratar a autoridade, não concordando com o gênero (o pronome de tratamento, apenas).

10. (C)
Segundo o Manual de Redação Oficial: “ Os textos oficiais, devido ao seu caráter impessoal e sua
finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, requerem o uso do padrão culto da língua”.

4. Tipos de Documentos Administrativos da Escola: Histórico, Boletim,


Certificados, Diploma, Registros e Atas.

Ofício, ata, exposição de motivos, minuta.

Ofício

Correspondência pela qual se mantém intercâmbio de informações a respeito de assunto técnico ou


administrativo, cujo teor tenha caráter exclusivamente institucional. São objetos de ofícios as
comunicações realizadas entre dirigentes de entidades públicas, podendo ser também dirigidos a
entidade particular. Suas partes componentes são: 1. Título abreviado - Of.-, acompanhado da sigla do
órgão expedidor, sua esfera administrativa e numeração, à esquerda da página. 2. Local e data, por
extenso, à direita da página, na mesma linha do título. 3. Endereçamento (alinhado à esquerda): nome
do destinatário, precedido da forma de tratamento, e o endereço. 4. Vocativo: a palavra Senhor(a),
seguida do cargo do destinatário e de vírgula. 5. Texto paragrafado, com a exposição do(s) assunto(s) e
o objetivo do Ofício. 6. Fecho de cortesia, expresso por advérbios: Atenciosamente, Cordialmente ou
Respeitosamente. 7. Assinatura, nome e cargo do emitente do Ofício.

. 35
Ata

É o documento de valor jurídico, que consiste no resumo fiel dos fatos, ocorrências e decisões de
sessões, reuniões ou assembleias, realizadas por comissões, conselhos, congregações, ou outras
entidades semelhantes, de acordo com uma pauta, ou ordem-do-dia, previamente divulgada. É
geralmente lavrada em livro próprio, autenticada, com as páginas rubricadas pela mesma autoridade que
redige os termos de abertura e de encerramento. O texto apresenta-se seguidamente, sem parágrafos,
ocupando cada linha inteira, sem espaços em branco ou rasuras, para evitar fraudes. A fim de ressalvar
os erros, durante a redação, usar-se-á a palavra digo; se for constatado erro ou omissão, depois de escrito
o texto, usar-se-á a expressão em tempo. Quem redige a ata é o secretário (efetivo do órgão, ou
designado ad hoc para a reunião). A ata vai assinada por todos os presentes, ou somente pelo presidente
e pelo secretário, quando houver registro específico de frequência.
Observações: Com o advento do computador, as atas têm sido elaboradas e digitadas, para posterior
encadernação em livros de ata. Se isto ocorrer, deve ser indicado nos termos de abertura e fechamento,
rubricando-se as páginas e mantendo-se os mesmos cuidados referentes às atas manuscritas.
Dispensam-se as correções do texto, como indicado anteriormente. No caso de se identificar,
posteriormente, algum erro ou imprecisão numa ata, faz-se a ressalva, apresentando nova redação para
o trecho. Assim, submetida novamente à aprovação do plenário, ficará consagrada. O novo texto será
exarado na ata do dia em que foi aprovado, mencionando-se a ata e o trecho original. Suas partes
componentes são: 1. Cabeçalho, onde aparece o número (ordinal) da ata e o nome do órgão que a
subscreve. 2. Texto sem delimitação de parágrafos, que se inicia pela enunciação da data, horário e local
de realização da reunião, por extenso, objeto da lavratura da Ata. 3. Fecho, seguido da assinatura de
presidente e secretário, e dos presentes, se for o caso.

. 36
Exposição de Motivos

É integrante da estrutura da correspondência oficial endereçada ao Governador por titular de


Secretaria de Estado ou órgão equivalente, propondo e justificando a necessidade da explicação de
algum ato. Comporta as considerações preliminares e doutrinárias que justificam a medida solicitada. Os
parágrafos devem ser numerados, com exceção do 1º e do fecho.
Observação: A Exposição de Motivos que submeta à consideração do Governador do Estado a
sugestão de medidas a serem adotadas ou que apresente, projeto de ato normativo devem
obrigatoriamente, apontar o problema, o porquê da medida e o ato normativo que deve ser editado para
a solução do problema. Deve ainda, trazer apensos os anexos necessários ao esclarecimento das
questões. Suas partes componentes são: 1. Título abreviado - EM - seguido da sigla do órgão expedidor
e sua esfera administrativa, à esquerda da página. 2. Local e data por extenso, à direita da página, na
mesma linha do Título. 3. Vocativo: a palavra Senhor (a) seguida de vírgula, e o cargo da autoridade a
quem se destina o documento. 4. Texto, composto de: 4.1. Introdução, onde se esclarece o problema
que está exigindo a adoção da medida ou ato normativo proposto; 4.2. Desenvolvimento, onde se
esclarecem as razões de ser da medida ou ato normativo oportuno para o problema exposto; 4.3.
Conclusão: repetição, para efeito de ênfase da validade da medida para solucionar o problema exposto.
5. Fecho de cortesia, com o advérbio Respeitosamente. 6. Assinatura e identificação do signatário.

Minuta

A minuta é um tipo de pré-contrato. Ou seja, é um “rascunho” de como ficará o documento finalizado.


Ela pode ser direcionada a vários fins além de contratos, como por exemplo:
- Acordo;
- Portaria;
- Ofícios;

. 37
- Atestados;
- Entre outros.
Por se tratar de uma cópia feita apenas para análise das partes, ela deve ser carimbada em todas as
páginas com a palavra “minuta”. Isso determina que o documento em questão não possui nenhum valor
legal e pode ser alterado por ambas as partes envolvidas.
Vamos tomar como exemplo um contrato de locação de imóvel: Em seu conteúdo, a minuta trará todas
as informações que ficaram acertadas entre o locatário e locador, para que os dois analisem com cuidado
todas as cláusulas, verificando se não está faltando nada e se não existe nenhuma que vá contra a lei.
Após esta avaliação, ambas as partes podem propor modificações, como por exemplo, excluir ou
adicionar uma nova cláusula. Caso isso aconteça, outra minuta deverá ser emitida obedecendo os
mesmos procedimentos citados anteriormente.
Na minuta, é possível fazer rascunhos e observações que você ache relevante e que deva estar
presente no documento final. Depois de ter sido tudo avaliado, é emitido o documento final, o qual terá
valor legal.
Contudo, a minuta é uma prévia de um contrato ou documento. Ela é feita para que as partes
envolvidas analisem tudo minuciosamente, evitando que seja assinado um papel sem entender tudo que
está escrito.

Noções de registro e escrituração escolar

A escrituração escolar é o registro sistemático dos fatos e dados relativos à vida escolar do aluno e da
unidade escolar, com a finalidade de assegurar, em qualquer época, a certificação:
- da identidade de cada aluno;
- da regularidade de seus estudos;
- da autenticidade de sua vida escolar;
- do funcionamento da escola.
À unidade escolar compete organizar a escrituração escolar para atender, prontamente, às solicitações
de informações e esclarecimentos. A organização da vida escolar faz-se através de um conjunto de
normas que visam garantir o acesso, a permanência e a progressão nos estudos, bem como a
regularidade da vida escolar do aluno, abrangendo os seguintes documentos:
- matrícula;
- diário de classe;
- mapa colecionador de canhotos;
- atas de resultados finais;
- histórico escolar;
- transferência;
- certificados e/ou diplomas;
- declaração.
A escrituração escolar e o arquivamento de documentos são de responsabilidade do secretário geral
da unidade escolar, cabendo a supervisão à direção.
Alguns princípios como objetividade, simplicidade, autenticidade e racionalidade devem ser
observados no ato da efetivação do registro.
Todo registro escolar efetuado pela unidade escolar deve conter a data e assinatura(s) do(s)
responsável(s) pelo registro.
Os documentos expedidos pela unidade escolar serão, obrigatoriamente, assinados pelo diretor e pelo
secretário geral, corresponsáveis pela verdade do registro, atribuição indelegável a outrem. Suas
assinaturas acompanharão os respectivos nomes, por extenso, um sob o outro, bem como do número da
portaria de designação.
Para expedição dos documentos escolares, especialmente a declaração, a transferência e o
certificação de conclusão do ano escolar ou etapa da educação básica, a unidade escolar, deve estar
autorizada ou reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação.

Sendo assim, conforme mencionado anteriormente o Setor de Escrituração Escolar é importantíssimo


na dinâmica de uma escola. É através do correto lançamento e da efetivação dos chamados registros
escolares que são verificados:

- os direitos de um candidato à matrícula;


- a regularidade da vida escolar;
- o desenvolvimento da aprendizagem de um aluno;

. 38
- o acompanhamento do trabalho pedagógico
- os resultados finais de cada aluno para promoção ou expedição de certificados de conclusão;
- as deficiências ocorridas no campo cognitivo e as medidas tomadas para eliminá-las.
Com a liberdade introduzida pela Lei 9394/96, cabe aos colégios a organização de seus próprios
modelos de registro. Há, entretanto, alguns registros que são exigidos pelos Conselhos Estaduais de
Educação e outros que não podem faltar em uma secretaria de escola:

Livros (ou arquivos) de


- matrícula;
- resultados finais;
- resultados de recuperação;
- resultados de adaptação;
- atas de reuniões;
- dependências (quando houver);
- atas de exames (quando houver).

Em relação ao aluno, individualmente, seus registros devem demonstrar a regularidade de sua vida
escolar e o direito que tem a matricular-se em determinada série/disciplina. A vida escolar, em
determinado estabelecimento de ensino, tem início pelo ato de matrícula e encerra-se por conclusão de
curso, transferência ou evasão.

Características dos Livros de Registros Escolares

Matrícula: em ordem alfabética por série, turno e ano letivo.


Resultados Finais: por série, turno, turma, grau e ano letivo.
Resultados de Recuperação: por série, turno, turma, grau e ano letivo.
Atas de Resultados de Adaptação: por aluno, com indicação das disciplinas em que fez adaptação, os
resultados obtidos e indicação do período letivo.
Atas de Reuniões assinadas por quem as secretariou e por todos aqueles que estiveram presentes.
Obedecem, em estilo, à forma de redação oficial.
Dependências por série, turno, grau, componente curricular ou disciplina, obedecidas as normas
legais.
Exames procedimentos idênticos aos de resultados finais.

Organização dos Registros Escolares

Atualmente, a inspeção escolar perdeu sua função predominantemente fiscalizadora. Entende-se hoje
a inspeção como função supervisora e de consultoria sobre aspectos legais. Entretanto, assiste à
inspeção a competência para, a qualquer momento, proceder ao exame de registros escolares de acordo
com normas baixadas pelos órgãos próprios da Secretarias de Educação. São de responsabilidade da
Secretaria: receber, manter e expedir registros corretos, organizados racionalmente, passíveis de
consulta rápida.

De acordo com sua finalidade, os registros podem ser manuseados ou consultados constantemente,
periodicamente ou eventualmente. Devem, portanto, ser organizados racionalmente.

Quadro de Organização dos Registros Escolares

Durante o ano letivo Ao término do ano


letivo
Por séries, turmas, Incluídas no dossiê de
Fichas de Controle de graus, turnos e ordem cada aluno.
Aproveitamento Escolar alfabética.

Fazem parte do arquivo


corrente.
Arrumados por séries, Podem permanecer no
turmas, graus, turnos e arquivo corrente até a
ordem alfabética.

. 39
constituição das turmas no
ano seguinte.

Dossiês dos alunos Podem fazer parte do


arquivo corrente, também, Em casos de
Segundo as técnicas de transferência ou conclusões
arquivamento. de curso e depois de
expedida a documentação,
passar para o arquivo
permanente.
Podem permanecer no Obs: Encerrado um livro,
Livros arquivo corrente ou este deve passar para o
semipermanente arquivo permanente.

Formulários de Fazem parte do arquivo Incorporam-se à ficha


recuperação, dependência, corrente e obedecem às individual de controle de
adaptação normas de arquivamento. resultados escolares.

São incorporados ao
arquivo permanente por um
período, em geral, de cinco
Fazem parte do arquivo anos.
corrente e podem ser
Diários de Classe dispostos por professor ou
por série. Alguns Conselhos
recomendam a sua
incineração após esse
período, com registro do fato
em livro próprio.

5. Métodos de arquivamento de documentos escolares.

Noções básicas de arquivos

Para que você possa entender como organizar e como escolher o melhor método ou sistema de
organização que atenda a instituição que você trabalha, é necessário que se entenda o que são arquivos.
O que é Arquivo? Você já sabe mas, vamos tentar dar mais valor a essa palavra? A Associação de
Arquivistas Brasileiros adota a seguinte definição: “Arquivo é o conjunto de documentos que,
independentemente da natureza ou do suporte, são reunidos por acumulação ao longo das atividades de
pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas”. Os conjuntos de atas de reuniões da Diretoria, de
projetos de pesquisa e de relatórios de atividades, mais os conjuntos de prontuários médicos, de boletins
de notas, de fotografias etc., constituem-se o Arquivo de uma Unidade por exemplo, e devem
naturalmente refletir as suas atividades.
Arquivo também pode ser definido como a entidade ou órgão administrativo responsável pela custódia,
pelo tratamento documental e pela utilização dos arquivos sob sua jurisdição.

Tipos de Arquivos

Baseados nas primeiras definições podemos dizer que existem vários tipos de Arquivos, tudo depende
dos objetivos e competências das entidades que os produzem. Segundo as Entidades
criadoras/mantenedoras os Arquivos podem ser classificados em: Públicos (federal, estadual, municipal);
Institucionais (escolas, igrejas sociedades, clubes, associações); Comerciais (empresas, corporações,
companhias); e Pessoais (fotos de família, cartas, originais de trabalhos etc)
Temos também os Arquivos que guardam e organizam documentos cujas informações são registradas
em suportes diferentes do papel: discos, filmes, fitas e são chamados de Especiais. Estes podem fazer
parte de um Arquivo mais completo. Existem aqueles que guardam documentos gerados por atividades

. 40
muito especializadas como os Arquivos Médicos, de Imprensa, de Engenharia, Literários e que muitas
vezes precisam ser organizados com técnicas e com materiais específicos. São conhecidos como
Arquivos Especializados.

Sistema de Arquivos

Sistema é um conjunto de arquivos de uma mesma esfera governamental ou de uma mesma entidade,
pública ou privada, que independentemente da posição que ocupam nas respectivas estruturas
administrativas, funcionam de modo integrado e articulado na consecução de objetivos técnicos comuns.

Documento

É a unidade constituída pela informação (elemento referencial ou dado) e seu suporte (material, base),
produzida em decorrência do cumprimento de uma atividade. O documento pode ser Simples (ofício,
relatório, ficha de atendimento) ou Composto (Processo)

Natureza dos Documentos

Sabemos que as organizações desenvolvem diversas atividades de acordo com as suas atribuições e
os documentos refletem essas atividades, porque fazem parte do conjunto de seus produtos. Portanto,
são variados os tipos de documentos produzidos e acumulados, bem como são diferentes os formatos,
as espécies, e os gêneros em que se apresentam dentro de um Arquivo. Vamos conhecê-los:
1. Formato: é a configuração física de um suporte de acordo com a sua natureza e o modo como foi
confeccionado:
Exemplos: formulários, ficha, livro, caderno, planta, folha, cartaz, microficha, rolo, tira de microfilme,
mapa
2. Espécie: é a configuração que assume um documento de acordo com a disposição e a natureza das
informações nesse contidas.
Exemplos: ata, relatório, carta, ofício, proposta, diploma, atestado, requerimento, organograma)
3. Gênero: configuração que assume um documento de acordo com o sistema de signos utilizado na
comunicação de seu conteúdo.
Exemplos: audiovisual (filmes); fonográfico (discos, fitas); iconográfico (obras de arte, fotografias,
negativos, slides, microformas; textual (documentos escritos de uma forma geral); tridimensionais
(esculturas, objetos, roupas); magnéticos/informáticos (disquetes, CD-ROM,)
4.Tipo de documento: é a configuração que assume um documento de acordo com a atividade que a
gerou.
Exemplos: Ata de Posse; Boletim de Notas e Frequência de Alunos, Regimento de Departamento,
Processo de Vida Funcional, Boletim de Atendimento de Urgência, Prontuário Médico, Tabela Salarial.

Idade dos Arquivos

Você sabia que os Arquivos também tem ciclo de vida?


É, e este é contado a partir da produção do documento e do encerramento do ato, ação ou fato que
motivou a sua produção e da sua frequência de uso. Essa fase se diz na Arquivística que tem relação
com a vigência do documento (a razão de ser do documento). Depois de destituído dessa vigência o
documento pode ser guardado em função da importância das informações nele contidas, para a história
da administração ou mesmo para tomadas de decisões pautadas nas ações do passado.
Então o ciclo pode ser categorizado em três fases ou arquivos:
- Arquivo Corrente ou de Gestão – também conhecido como de Primeira Idade ou Ativo. São conjuntos
de documentos estreitamente vinculados aos objetivos imediatos para os quais foram produzidos e que
se conservam junto aos órgãos produtores em razão de sua vigência e frequência de uso. São muito
usados pela administração.
- Arquivo Intermediário – também conhecido como de Segunda Idade ou Semi- Ativo. São Arquivos
que aguardam em depósito de armazenamento temporário, sua destinação final. Apresenta pequena
frequência de uso pela administração.
- Arquivo Permanente – também conhecido como de Terceira Idade ou Histórico. São os conjuntos
documentais custodiados em caráter definitivo, em função do seu valor. O acesso é público.

. 41
Atenção: Por descuido e desinformação, muitas vezes o Arquivo é considerado “morto” ou “inativo”.
Lembre-se “É importante saber estes conceitos porque os métodos de organização em cada fase do ciclo
poderá sofrer algumas diferenças, devido a frequência de uso e mesmo pelo perfil do usuário.”
Fichário

Podemos identificar como os métodos mais comumente utilizados para se organizar fichários os
seguintes: 1. Método alfabético (ordenação a partir de nomes existentes nos documentos); 2. Método
numérico, que se divide em numérico simples (ordenação de acordo com um número relativo ao
documento), cronológico (ordenação de acordo com a data do documento) ou dígito-terminal (ordenação
principal de acordo com os dois últimos dígitos de um número de documento); 3. Método geográfico
(ordenação de acordo com o local de produção do documento); 4. Método ideográfico (ordenação de
acordo com o assunto do documento);

Método Alfabético

Nesse método de arquivamento, as fichas ou pastas de documentos são dispostas rigorosamente na


ordem alfabética, por meio de guias divisórias com as respectivas letras, devendo também ser respeitadas
as normas gerais para a alfabetação.

Método Geográfico

Este método consiste em organizar a documentação de acordo com lugares e regiões geográficas, ou
seja, os documentos são arquivados conforme seu local de produção ou sua procedência. É
recomendável que, em caso de organização de nomes de cidades, esta seja realizada iniciando-se pela
capital e, em seguida, por ordem alfabética das demais cidades.

Método Ideográfico (por Assunto)

No método ideográfico, a organização é feita pelo assunto dos documentos. O método divide-se em
duas categorias, isto é, pode ser alfabético ou numérico. Tais categorias podem ser subdivididas, por sua
vez, em ou enciclopédico – no caso da divisão alfabética – ou decimal ou dúplex, no caso da divisão

. 42
numérica. Para ser eficientemente aplicado, o método de arquivamento por assunto exige a interpretação
dos documentos e grande conhecimento das atividades administrativas.

Método Numérico

Quando o principal elemento a ser considerado em um documento é o seu número, a escolha deve
recair sobre o método numérico.
- Método Numérico Simples
Neste método, para cada documento é atribuído um número, a partir do qual serão organizados os
documentos. Como no momento da busca a procura acontecerá a partir de um nome, este método exige
a adoção de um índice alfabético, também chamado de onomástico, que permitirá identificar o número de
cada documento e, assim, possibilitar sua localização.
- Método Numérico Cronológico
Este método lembra cronologia. Cronologia se refere a tempo, nesse caso relativa a uma data ou a um
período relacionado aos documentos. Com esse método, os documentos são organizados a partir de uma
data, que, na maioria das vezes, é a data de produção do documento. É o caso de notas fiscais, por
exemplo, quando são arquivados pelo dia, mês e ano de sua emissão. Como outro exemplo de aplicação
desse método, pode-se citar a organização de prontuários de alunos, que geralmente são organizados a
partir da data de nascimento do aluno ou data da matrícula na instituição.
- Método Numérico Dígito-Terminal
Este método geralmente é aplicado para o arquivamento de grandes volumes de documentos, nas
situações em que tais documentos contenham grandes números. Os documentos são numerados
sequencialmente, porém sua leitura apresenta uma peculiaridade que caracteriza o método, isto é, os
números, dispostos em três grupos de dois dígitos cada um, são lidos da direita para a esquerda,
formando pares. Dessa forma, por exemplo, o número 352650 seria, aplicando-se tal método,
decomposto em três grupos: 35, 26, 50 Este documento será arquivado na pasta relativa àqueles
terminados em 50. Nesta pasta, como todos terminarão em 50, os arquivos serão organizados a partir
dos dois dígitos imediatamente anteriores, isto é, 26.
Desse modo, para se localizar o documento, deve-se verificar primeiramente onde se encontram as
pastas terminadas em 50; em seguida, localizar as pastas cujo grupo secundário é o número 26 e,
finalmente, a pasta desejada, de número 35. Esses grupos são chamados de primário, secundário e
terciário, lendo-se sempre da esquerda para a direita. Assim chama-se o grupo 50 de primário, o grupo
26 de secundário e o grupo 35 de terciário.

Cadastro

Uma coletânea de dados, um arquivo, um banco de dados que reúne todas as informações possíveis,
das instituições e alunos.

Qual a Importância do Cadastro?

Cadastrar as instituições/ou alunos, além da exigência organizacional, é também uma necessidade,


tendo em vista que o objetivo é sempre otimizar buscas e pesquisas, validar informações de forma rápida
e eficiente. Os cadastros são tão importantes que atualmente há departamentos especializados neste tipo
de função.

Cadastro Escolar

É o conjunto de atividades que compõem o processo de encaminhamento de um candidato a uma


vaga na rede pública de ensino.
Objetivos:
- Democratizar o acesso à rede pública de ensino, alocando os candidatos em escolas mais próximas
de suas residências.
- Possibilitar, ao poder público, condições para proceder ao planejamento de obras escolares, de
modo a melhor atender à demanda.
O sistema de cadastramento foi criado para oferecer facilidades para quem estuda em escolas
públicas. Dessa forma, o aluno garante uma vaga na instituição de ensino municipal ou estadual mais
próxima do seu endereço.

. 43
O cadastro garante acesso a uma educação de qualidade nas escolas da rede pública, além de montar
as turmas de alunos para o ano letivo de acordo com o endereço de cada criança. Quando a instituição
de ensino não fica tão distante de casa, fica mais fácil frequentar as aulas e os estudantes se mostram
mais dispostos a aprender.
O sistema de cadastramento escolar simplifica o trabalho das escolas da rede pública e também dos
responsáveis pela matricula, por isso é totalmente vantajoso e já serve de modelo para vários estados
brasileiros.

6. Ética profissional

Ética:

Ética é uma palavra de origem grega – ethos – que significa caráter.

Diferentes filósofos tentaram conceituar o termo ética:

. Sócrates ligava-o à felicidade de tal sorte que afirmava que a ética conduzia à felicidade, uma vez
que o seu objetivo era preparar o homem para o autoconhecimento, conhecimento esse que constitui a
base do agir ético.
A ética socrática prevê a submissão do homem e da sua ética individual à ética coletiva que pode ser
traduzida como a obediência às leis.

. Para Platão a ética está intimamente ligada ao conhecimento dado que somente se pode agir com
ética quando se conhece todos os elementos que caracterizam determinada situação posto que somente
assim, poderá o homem alcançar a justiça.

Para José Renato Nalini5 “ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade.6 É
uma ciência, pois tem objeto próprio, leis próprias e método próprio, na singela identificação do caráter
científico de um determinado ramo do conhecimento.7 O objeto da Ética é a moral. A moral é um dos
aspectos do comportamento humano. A expressão moral deriva da palavra romana mores, com o sentido
de costumes, conjunto de normas adquiridas pelo hábito reiterado de sua prática.

Com exatidão maior, o objeto da ética é a moralidade positiva, ou seja, "o conjunto de regras de
comportamento e formas de vida através das quais tende o homem a realizar o valor do bem".8 A distinção
conceitual não elimina o uso corrente das duas expressões como intercambiáveis. A origem etimológica
de Ética é o vocábulo grego "ethos", a significar "morada", "lugar onde se habita". Mas também quer dizer
"modo de ser" ou "caráter". Esse "modo de ser" é a aquisição de características resultantes da nossa
forma de vida. A reiteração de certos hábitos nos faz virtuosos ou viciados. Dessa forma, "o ethos é o
caráter impresso na alma por hábito".9”
Perla Müller10 explica vários aspectos da ética, quais sejam: ética especulativa que é aquela que busca
responder, de forma não definitiva, indagações acerca da moral e de seus princípios de sorte que,
utilizando-se de investigação teórica é possível à ética explicar algumas realidades sociais.
Para a mesma, a ética é ainda pedagogia do espírito, posto que é o estudo dos ideais da educação
moral. A ética pode ser vista também como a medida que o indivíduo toma de si, portanto, é pessoal e
voluntária.

Em suma: “ser ético significa conhecer e cumprir o dever; a ética é a condição que possibilita o
conhecimento do dever. O ‘dever’ repousa, antes de qualquer coisa, no reconhecimento da necessidade
de respeitar a todos como fins em si mesmos e não como meios para qualquer outro objetivo”.

5
NALINI, José Renato. Conceito de Ética. Disponível em: www.aureliano.com.br/downloads/conceito_etica_nalini.doc.
6
ADOLFO SÁNCHEZ V ÁZQUEZ, Ética, p. 12. Para o autor, Ética seria a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em
sociedade.
7
Ciência, recorda MIGUEL REALE, é termo que "pode ser tomado em duas acepções fundamentais distintas: a) como 'todo conjunto de
conhecimentos ordenados coerentemente segundo princípios'; b) como 'todo conjunto de conhecimentos dotados de certeza por se fundar em
relações objetivas, confirmadas por métodos de verificação definida, suscetível de levar quantos os cultivam a conclusões ou resultados
concordantes'" (Fílosofia do direito, p. 73, ao citar o Vocabulaire de Ia phílosophie, de LALANDE).
8
EDUARDO GARCÍA MÁYNEZ, Ética - Ética empírica. Ética de bens. Ética formal. Ética valorativa, p. 12.
9
ADELA CORTINA, Ética aplicada y democracia radical, p. 162.
10
MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Jus Podivm, 2014.

. 44
A ética guarda estreita relação com a moral e os princípios, porém com esses não se confunde.
A ética é a ciência que busca estudar a melhor forma de convívio humano. No convívio social se faz
necessário a obediência de certas normas que visam impedir conflitos e promover a paz social, essas
são as normas éticas.
Toda sociedade possui preceitos éticos e esses baseiam-se nos valores e princípios dessa mesma
sociedade e influenciam a formação do caráter individual do ser humano que nessa convive.
Os valores de uma sociedade são baseados no chamado senso comum, ou seja, nos conceitos aceitos
e sentidos por um número indeterminado de pessoas.
Quando se fala em valores, necessariamente deve-se tratar de juízo de aprovação ou reprovação, ou
seja, para determinada sociedade um comportamento pode ser tido como bom e, portanto, aprovado,
enquanto outro é reprovado por ser considerado ruim.
O ser humano é influenciado por esses valores estabelecidos no meio social em que convive de sorte
que passa a adotá-los ainda que inconscientemente. Contudo, para agir com ética é preciso que o homem
reflita sobre seus passos, de forma a adotar determinado comportamento porque, após a devida reflexão,
considerou-o justo. Não existe ética onde há ausência de pensamento.
Tem-se como valores éticos aqueles sobre os quais o homem exerceu atividade intelectual. Ao
estabelecer juízo de valores sobre determinadas situações ou coisas o homem está atribuindo a esses
conceitos morais.
A moral, portanto, é o fator que determina se algo é bom ou ruim. Pertence à ética, mas, com essa
não se confunde, haja vista que a ética tem como objeto de estudo o comportamento humano em sua
forma mais abrangente e a moral é uma expressão dos valores humanos, ou seja, quando o homem
classifica algo como bom ou como ruim, está expressando seus valores. São esses valores que vão
pautar seu comportamento.
Os atos morais possuem dois aspectos, quais sejam: o aspecto normativo que se traduz nas normas
e imperativos que revelam o dever ser e o aspecto factual que é a aplicação dessas normas no convívio
social.
Os princípios são as regras de boa conduta, ou seja, são os conceitos estabelecidos que regem o
comportamento humano por serem aceitos como bons, portanto, refletem a moral social.

Características da Ética:

. Imutabilidade: a mesma ética de séculos atrás está vigente hoje;

. Validade universal: no sentido de delimitar a diretriz do agir humano para todos os que vivem no
mundo. Não há uma ética conforme cada época, cultura ou civilização. A ética é uma só, válida para todos
eternamente, de forma imutável e definitiva, por mais que possam surgir novas perspectivas a respeito
de sua aplicação prática.

Para melhor compreensão, elencamos demais definições de Ética:

- Ciência do comportamento adequado dos homens em sociedade, em consonância com a virtude.


- Disciplina normativa, não por criar normas, mas por descobri-las e elucidá-las. Seu conteúdo mostra
às pessoas os valores e princípios que devem nortear sua existência.
- Doutrina do valor do bem e da conduta humana que tem por objetivo realizar este valor.
- Saber discernir entre o devido e o indevido, o bom e o mau, o bem e o mal, o correto e o incorreto, o
certo e o errado.
- Fornece as regras fundamentais da conduta humana. Delimita o exercício da atividade livre. Fixa os
usos e abusos da liberdade.
- Doutrina do valor do bem e da conduta humana que o visa realizar.

“Em seu sentido de maior amplitude, a Ética tem sido entendida como a ciência da conduta humana
perante o ser e seus semelhantes. Envolve, pois, os estudos de aprovação ou desaprovação da ação dos
homens e a consideração de valor como equivalente de uma medição do que é real e voluntarioso no
campo das ações virtuosas”11.
Podemos dizer, de um modo geral, que ética é o conhecimento que oferta ao homem critérios para
a eleição da melhor conduta, tendo em conta o interesse de toda a comunidade humana.12
11
SÁ, Antônio Lopes de. Ética profissional. 9ª. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
12
ALMEIDA, Guilherme de Assis; CHRISTMANN, Martha Ochsenhofer. Ética e direito: uma perspectiva integrada. 3ª edição, São Paulo:
Atlas, 2009, p.4.

. 45
Perla Müller disponibilizou um quadro – resumo sobre Ética:13

ÉTICA
Ethos (grego): caráter, morada do ser;
Disciplina filosófica (parte da filosofia);
Os fundamentos da moralidade e princípios ideais da ação humana;
Ponderação da ação, intenção e circunstâncias sob o manto da liberdade;
Teórica, universal (geral), especulativa, investigativa;
Fornece os critérios para eleição da melhor conduta.

Para entender a diferença entre Ética e Moral

Podemos responder à pergunta: “Qual é a diferença entre ética e moral? ”, utilizando de uma parábola
árabe, de Gustavo Bernardo14.

“Certa vez, um homem fugia de uma quadrilha de bandidos violentos quando encontrou, sentado na
beira do caminho, o profeta Maomé. Ajoelhando-se à frente do profeta, o homem pediu ajuda: essa
quadrilha quer o meu sangue, por favor, proteja-me!
O profeta manteve a calma e respondeu: continue a fugir bem à minha frente, eu me encarrego dos
que o estão perseguindo.
Assim que o homem se afastou correndo, o profeta levantou-se e mudou de lugar, sentando-se na
direção de outro ponto cardeal. Os sujeitos violentos chegaram e, sabendo que o profeta só podia dizer
a verdade, descreveram o homem que perseguiam, perguntando-lhe se o tinha visto passar.
O profeta pensou por um momento e respondeu: falo em nome daquele que detém em sua mão a
minha alma de carne: desde que estou sentado aqui, não vi passar ninguém.
Os perseguidores se conformaram e se lançaram por um outro caminho. O fugitivo teve a sua vida
salva”.

Enquanto a Ética está contida na reflexão, a Moral está contida na ação.


A Moral, verificada na ação reiterada no tempo e espaço (costume, hábito), é tida como particular. A
Ética, de cunho filosófico, é tida como universal.

Se o profeta fosse apenas um moralista, seguindo as regras sem pensar sobre elas, sem avaliar as
consequências da sua aplicação irrefletida, ele não poderia ajudar o homem que fugia dos bandidos, a
menos que arriscasse a própria vida. Ele teria de dizer a verdade, mesmo que a verdade tivesse como
consequência a morte de uma pessoa inocente.
Se avaliarmos a ação e as palavras do profeta com absoluto rigor moral, temos de condená-lo como
imoral, porque em termos absolutos ele mentiu. Os bandidos não podiam saber que ele havia mudado de
lugar e, na verdade, só queriam saber se ele tinha visto alguém, e não se ele tinha visto alguém “desde
que estava sentado ali”.
Se avaliarmos a ação e as palavras do profeta, no entanto, nos termos da ética filosófica, precisamos
reconhecer que ele teve um comportamento ético, encontrando uma alternativa esperta para cumprir a
regra moral de dizer sempre a verdade e, ao mesmo tempo, ajudar o fugitivo. Ele não respondeu
exatamente ao que os bandidos perguntavam, mas ainda assim disse rigorosamente a verdade. Os
bandidos é que não foram inteligentes o suficiente, como de resto homens violentos normalmente não o
são, para atinarem com a malandragem da frase do profeta e então elaborarem uma pergunta mais
específica, do tipo: na última meia hora, sua santidade viu este homem passar, e para onde ele foi?

Logo, embora seja possível ser ético e moral ao mesmo tempo, como de certo modo o profeta o foi,
ética e moral não são sinônimas. Também é perfeitamente possível ser ético e imoral ao mesmo tempo,
quando desobedeço uma determinada regra moral porque, refletindo eticamente sobre ela, considero-a
equivocada, ultrapassada ou simplesmente errada.

Um exemplo famoso é o de Rosa Parks, a costureira negra que, em 1955, na cidade de Montgomery,
no Alabama, nos Estados Unidos, desobedeceu à regra existente de que a maioria dos lugares dos ônibus

13
BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 15.
14
BERNARDO, Gustavo. Colunas: “Qual é a diferença entre ética e moral? ” Disponível em:
http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/coluna.php?seq_coluna=68.

. 46
era reservada para pessoas brancas. Já com certa idade, farta daquela humilhação moralmente oficial,
Rosa se recusou a levantar para um branco sentar. O motorista chamou a polícia, que prendeu a mulher
e a multou em dez dólares. O acontecimento provocou um movimento nacional de boicote aos ônibus e
foi a gota d’água de que precisava o jovem pastor Martin Luther King para liderar a luta pela igualdade
dos direitos civis.
No ponto de vista dos brancos racistas, Rosa foi imoral, e eles estavam certos quanto a isso. Na
verdade, a regra moral vigente é que estava errada, a moral é que era estúpida. A partir da sua reflexão
ética a respeito, Rosa pôde deliberada e publicamente desobedecer àquela regra moral.

Entretanto, é comum confundir os termos ética e moral, como se fossem a mesma coisa. Muitas vezes
se confunde ética com espírito de corpo, que tem tudo a ver com moral mas nada com ética. Um médico
seguiria a “ética” da sua profissão se, por exemplo, não “dedurasse” um colega que cometesse um erro
grave e assim matasse um paciente. Um soldado seguiria a “ética” da sua profissão se, por exemplo, não
“dedurasse” um colega que torturasse o inimigo. Nesses casos, o tal do espírito de corpo tem nada a ver
com ética e tudo a ver com cumplicidade no erro ou no crime.

Há que proceder eticamente, como o fez o profeta Maomé: não seguir as regras morais sem pensar,
só porque são regras, e sim pensar sobre elas para encontrar a atitude e a palavra mais decentes,
segundo o seu próprio julgamento.

A Moral, portanto, é influenciada por fatores sociais e históricos (espaço – temporais), havendo
diferenças entre os conceitos morais de um grupo para outro (relativismo), diferentemente da Ética que,
pauta-se pela universalidade (absolutismo), valendo seus princípios e valores para todo e qualquer local,
em todo e qualquer tempo.

Comportamento Ético:15

Comportamento Ético é uma consciência moral, atribuída a boa conduta e procedimentos individuais,
é agir com autodeterminação, autocontrole e de forma ordenada em qualquer situação e fundamental em
todos os momentos da vida.
O comportamento ético é pessoal, não coletivo.
O comportamento ético, não se divulga, mas seus efeitos refletem em todos.
O comportamento ético é nato, mas é também uma escolha.
Agir eticamente é uma escolha sempre foi e será uma decisão pessoal de consciência para
consciência, porém nossas escolhas determinam quem somos, ter valores morais é fundamental para
vida pessoal e profissional.
Platão acredita que exista o agente acrítico (Fraqueza na vontade),
Sócrates acredita que os atos são sempre pensados sempre vindos da razão, sempre são explicados
por um pensamento.

A ética define padrões sobre o que julgamos ser certo ou errado, bom ou mau, justo ou injusto, legal
ou ilegal na conduta humana e na tomada de decisões em todas as etapas e relacionamentos da nossa
vida.
Não é difícil imaginar o que leva uma pessoa a desviar sua conduta e manifestar um comportamento
condenável ante o padrão estabelecido pela sociedade em geral. Naturalmente, ser ou não ser ético
depende muito dos valores envolvidos em cada situação, da sua formação educacional e religiosa, da
sua experiência de vida e também do ambiente onde as pessoas estão inseridas. O fato é que não se
pode desprezar o conceito, pois onde quer que você vá, as pessoas estão promovendo julgamentos de
toda ordem sobre aquilo que você pensa, diz, realiza e escreve.

Ética Profissional

A Ética profissional nada mais é do que proceder bem, correto, justo, agir direito, sem prejudicar os
outros, é estar tranquilo com a consciência pessoal. É também agir de acordo com os valores morais de
uma determinada sociedade.

15
ALVES, Clecia. Ética e Comportamento Ético. Disponível em: http://equipeetica.blogspot.com.br/p/teste-de-etica.html. Acesso em:
Março/2016.

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A maioria das profissões possuem seu próprio Código de Ética, Todos os códigos de ética
profissionais, trazem em seu texto a maioria dos seguintes princípios: honestidade no trabalho, lealdade
na empresa, alto nível de rendimento, respeito à dignidade humana, segredo profissional, observação
das normas administrativas da empresa e muitos outros.
Agir corretamente hoje não é só uma questão de consciência. É um dos quesitos fundamentais para
quem quer ter uma carreira longa e respeitada. Em escolhas aparentemente simples, muitas carreiras
brilhantes podem ser jogadas fora. Atualmente, mais do que nunca, a atitude dos profissionais em relação
às questões éticas pode ser a diferença entre o seu sucesso e o seu fracasso.
Ter um comportamento ético profissional é uma característica fundamental, valorize a ética na sua vida
e no ambiente de trabalho.

Ser Ético:

Você se considera uma pessoa ética?

Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é
estar tranquilo com a consciência pessoal. É, também, agir de acordo com os valores morais de uma
determinada sociedade. Essas regras morais são resultado da própria cultura de uma comunidade. Elas
variam de acordo com o tempo e sua localização no mapa. A regra ética é uma questão de atitude, de
escolha.
Além de ser individual, qualquer decisão ética tem por trás um conjunto de valores fundamentais.
Muitas dessas virtudes nasceram no mundo antigo e continuam válidas até hoje. Eis algumas das
principais:

a). Ser honesto em qualquer situação: a honestidade é a primeira virtude da vida nos negócios, afinal,
a credibilidade é resultado de uma relação franca;
b). Ter coragem para assumir as decisões: mesmo que seja preciso ir contra a opinião da maioria;
c). Ser tolerante e flexível: muitas ideias aparentemente absurdas podem ser a solução para um
problema. Mas para descobrir isso é preciso ouvir as pessoas ou avaliar a situação sem julgá-las antes;
d). Ser íntegro: significa agir de acordo com os seus princípios, mesmo nos momentos mais críticos;
e). Ser humilde: só assim se consegue ouvir o que os outros têm a dizer e reconhecer que o sucesso
individual é resultado do trabalho da equipe.

A ética define padrões sobre o que julgamos ser certo ou errado, bom ou mau, justo ou injusto, legal
ou ilegal na conduta humana e na tomada de decisões em todas as etapas e relacionamentos da nossa
vida. O fato, porém, é que cada vez mais essa é uma qualidade fundamental para quem se preocupa em
ter uma carreira longa, respeitada e sólida.

Ética – Uma questão de sobrevivência

Na atualidade, falar sobre Ética é um grande desafio. O Brasil vive um momento onde os valores éticos,
de forma geral, têm sido discutidos pelos diversos meios de comunicação e pela comunidade. São
escândalos constantes, envolvendo personalidades públicas onde se tem colocado à prova os valores de
nossa sociedade.
Isto reflete diretamente nas empresas e nos consumidores de todo o mundo que estão mais atentos à
Ética do que nunca. Nos últimos anos, as empresas têm dado uma atenção especial à ética corporativa
promovendo debates com os funcionários e chegando, inclusive, a criar um instrumento que esclarece as
diretrizes e as normas da organização: o código de ética.
Enquanto a ética profissional está voltada para as profissões, os trabalhadores, as associações e as
entidades de classe do setor correspondente, a ética empresarial atinge as empresas e as organizações
em geral.
A empresa necessita desenvolver-se de tal forma que a ética, a conduta ética de seus integrantes,
bem como os valores e as convicções primárias da organização tornem-se parte de sua cultura. É
importante destacar que a ética empresarial não consiste somente no conhecimento de ética, mas na sua
prática. É fundamental praticá-la diariamente e não apenas em ocasiões especiais ou geradoras de
opinião.
O código de ética tornou-se um instrumento para a valorização dos princípios, da visão e da missão
da empresa. Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa
face aos diferentes públicos com os quais interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja

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refletido nas atitudes das pessoas e que encontre respaldo na alta administração da empresa, pois até
mesmo o último empregado contratado terá a responsabilidade de vivenciá-la.
A definição de diretrizes e padrões de integridade e transparência obriga e deve ser observada por
todos e em todos os níveis da organização. Seu contexto, por sua vez, estabelece as diretrizes e os
padrões de integridade e transparência aos quais todos devem aderir e que passarão a incorporar no
Contrato de Trabalho de cada colaborador. Desta forma, costuma trazer para ética empresarial a
harmonia, a ordem, a transparência e a tranquilidade, em razão dos referenciais que cria, deixando um
lastro decorrente do cumprimento de sua missão e de seus compromissos.
Assim como as empresas, as pessoas também passam por uma profunda crise de identidade ética.
Há muito tempo que a criatividade, característica de nosso povo, deu espaço ao "jeitinho" ou à famosa
"lei de Gerson", onde levar vantagem é fundamental. O mercado profissional, os meios de ensino e a
sociedade capitalista vêm formando nas pessoas um comportamento de competição acirrada e de busca
pelo sucesso profissional a qualquer preço. Com isto, muitos se esquecem ou desaprendem um dos
valores básicos da convivência em sociedade que é o respeito à individualidade do outro.
Algumas pessoas e empresas perceberam que competir com ética é a saída para o crescimento
pessoal, profissional e de mercado, bem como de nossa sociedade. Portanto, cada vez mais reaprender
as "boas maneiras" do comportamento profissional é fundamental.

Como ter atitudes éticas no ambiente de trabalho16

Hoje, os profissionais requisitados pelos recrutadores devem ter inúmeras qualidades para obter
sucesso na carreira profissional. Porém, apesar dos diversos conhecimentos que as pessoas possuem,
existe algo que é um pré-requisito para alcançar qualquer posição: a ética. Este termo deve ser conhecido
e praticado dentro e fora das empresas.
Muitos estudiosos, como Platão, Aristóteles e Sócrates, aprofundaram suas pesquisas sobre este
assunto. Apesar das divergências das linhas teóricas e de como o comportamento é regido, existe um
significado para ética que é imutável: ela corresponde aos valores morais que guiam o comportamento
de um indivíduo.
Ser ético está relacionado a seguir os padrões da sociedade e as regras e políticas das organizações.
Para que você não fique confuso ao tomar uma decisão em sua carreira, veja algumas dicas para garantir
a ética profissional:
Humildade: Esteja pronto para ouvir sugestões, elogios e críticas. Você pode aprender muito com
seus colegas de trabalho. Portanto, seja flexível às opiniões.
Honestidade: Ninguém perde por ser honesto. Aliás, a honestidade traz dignidade. Esta é a hora de
mostrar seu caráter e ser um profissional ético.
Privacidade: Dentro das organizações, existem assuntos sigilosos e que devem ser tratados de forma
discreta. Seja algo de clientes ou colegas de trabalho, o seu dever é manter segredo e não expor
informações que são exclusividades da empresa.
Respeito: Seja com o chefe ou com o subordinado, você deve ser respeitoso com os colegas de
trabalho. Evite falar mal daqueles que te incomodam, isso não irá te acrescentar nada e poderá prejudicar
sua imagem dentro da empresa.
Portanto, siga essas dicas para que você continue com atitudes e comportamentos éticos diante da
empresa e da sociedade. A ética revela seu caráter, sendo assim, seja ético e isso poderá te proporcionar
inúmeras conquistas profissionais.

Comportamento Profissional: é o conjunto de atitudes esperadas do servidor no exercício da


função pública, consolidando a ética no cotidiano das atividades prestadas, mas indo além desta
ética, abrangendo atitudes profissionais como um todo que favorecem o ambiente organizacional
do trabalho. Quando se fala num comportamento profissional conforme à ética busca-se que a atitude
em serviço por parte daquele que desempenha o interesse do Estado atenda aos ditames éticos.
“Hoje em dia, cada vez mais as empresas procuram “verdadeiros” profissionais para trabalharem nelas.
Com isso, é evidente que não há mais espaço no mercado de trabalho para profissionais medíocres,
desqualificados e despreparados para a função a ser exercida, mas sim para profissionais habilidosos,
com pré-disposição para o trabalho em equipe, com visão ampliada, conhecimento de mercado, iniciativa,
espírito empreendedor, persistente, otimista, responsável, criativo, disciplinado e outras habilidades e
qualificações.

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MARQUES, José Roberto. Como ter atitudes éticas no ambiente de trabalho. Disponível em: http://economia.terra.com.br/blog-
carreiras/blog/2014/05/29/como-ter-atitudes-eticas-no-ambiente-de-trabalho/. Acesso em: Março/2016.

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É importante que você profissional, procure estar preparado para o mercado de trabalho, a qualquer
momento da sua vida, independentemente do fato de estar ou não empregado. A história do mercado de
trabalho atual tem mostrado que independentemente do cargo que você exerça, você deve estar sempre
preparado para mudanças que poderão surgir e mudarão todo o rumo da sua carreira. As empresas não
são eternas e nem os seus empregos. Não se engane, não existem mais quaisquer garantias de emprego
por parte das empresas, trazendo aos profissionais empregados um ônus constante para manter o seu
emprego. Se para aqueles que estão empregados manter a sua empregabilidade não é uma tarefa fácil,
para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho atual, as dificuldades serão ainda maiores.
Portanto, a seguir vou discorrer sobre algumas das características dos bons profissionais:

Preparado para mudanças

As empresas buscam por profissionais adaptáveis porque tudo no mundo moderno muda. As
tecnologias, as relações de emprego, o mercado, os valores e o modo encontrar soluções para os
problemas mudaram, enfim tudo mudou significativamente nos últimos anos e continuarão mudando.
Portanto temos de acompanhar o ritmo das coisas. Muitos profissionais pensam que podem fazer as
mesmas coisas e do mesmo modo durante toda a vida e depois reclamam porque não são bem sucedidos.

Competência

Competência é uma palavra de senso comum, utilizada para designar uma pessoa capaz de realizar
alguma coisa. O antônimo disso, ou seja, incompetência, implica não só na negação dessa capacidade
como também na depreciação do indivíduo diante do circuito do seu trabalho ou do convívio social.
Para ser contratado em uma empresa ou para a sua manutenção de emprego não basta ter diplomas
e mais diplomas se não existir competência. Por exemplo, um profissional que se formou em direito, até
mesmo na melhor universidade, mas que não sabe preparar uma peça processual não terá valor
competitivo quer como profissional empregado, quer como prestador de serviços.
Diplomas servirão para dar referencial ao profissional ou até mesmo para enfeitar a parede da sua
sala, mas a competência é o fator chave que atrelada à diplomação lhe dará subsídios profissionais para
ser bem sucedido. Por isso podemos afirmar categoricamente que a competência não é composta pelo
diploma por si só, apesar de que ele contribui para a composição da competência.

Espírito empreendedor

Os dias do funcionário que se comporta como funcionário pode estar com os dias contados. A visão
tradicionalista de empregador e empregado, chefe e subordinado estão caminhando para o desuso.
As empresas com visão moderna estão encarando seus funcionários como colaboradores ou parceiros
e implementando a visão empreendedora. Isso significa que os empresários perceberam que dar aos
funcionários a possibilidade de ganhar mais do que simplesmente o salário mensal fixo, tem sido um bom
negócio, pois faz com que o profissional dê maiores contribuições à organização, garantindo assim o
comprometimento da equipe na busca de resultados positivos.

Equilíbrio emocional

O que quero dizer com o equilíbrio emocional? Bem, dito de modo simples, é o preparo psicológico
para superar adequadamente as adversidades que surgirão na empresa e fora dela.
Vamos chamar o conjunto de problemas que todos nós possuímos de saco de problemas. As
empresas querem que deixemos o nosso saco de problemas em casa. Por outro lado, os nossos
familiares querem que deixemos nosso saco de problemas no trabalho. Diante disso, a pergunta que
surge é: onde colocar nosso saco de problemas? Realmente é uma boa pergunta. E é justamente por
isso que para tornar-se um profissional de sucesso é necessário que tenhamos equilíbrio emocional, pois
não importa quais problemas tenhamos de caráter pessoal, nossos colegas de trabalho, subordinados,
diretores e gerentes, enfim, as pessoas como um todo não tem culpa deles e não podemos descarregar
esses problemas neles.
Quando falamos em equilíbrio, emocional, é importante avaliar também as situações adversas pelas
quais todos os profissionais passam. É justamente aí que surge o momento da verdade que o profissional
mostrará se tem o equilíbrio emocional.

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Marketing Pessoal

O marketing pessoal pode ser definido como o conjunto de fatores e atitudes que transmitem uma
imagem da pessoa. Os fatores a que me refiro incluem vestimenta como um todo, os modos pessoais, o
modo de falar e a postura do profissional diante dos demais.
Referindo-se à vestimenta, cabe salientar que o profissional deve vestir-se adequadamente ao
ambiente em que está inserido. Se a sua empresa adota um padrão formal, obviamente a sua vestimenta
deve estar em conformidade com ela e o mesmo se refere a uma entrevista de emprego. Da mesma
forma, seria um contrassenso usar terno e gravata para trabalhar em uma linha de produção. Portanto, a
regra básica é vestir-se em conformidade com o ambiente de trabalho.

Comportamentos que o profissional deve evitar

Vou destacar alguns dos defeitos que além de prejudicar a ambientalização dentro da empresa,
caracterizam tais pessoas como maus profissionais:
Aquele que fala demais:
Já viu aqueles profissionais que são os primeiros a propagar as notícias ou as “fofocas” dentro da
empresa? Costumo chamar tais profissionais de locutores da “rádio peão”. Recebem uma informação,
sequer sabem se são confiáveis, mas passam adiante e o que é pior, incluindo informações que sequer
existiam inicialmente, alterando totalmente a informação recebida. Cuidado para não ser um destes.

Aquele que fala mal dos outros:

São aqueles profissionais, se é que existe algum profissionalismo nisso, que insistem em falar sobre
seus colegas de trabalho, longe destes é claro, aquilo que com certeza não seriam capazes de falar na
frente deles. Por isso, a regra é: Se você não tem coragem de falar algo na frente do seu colega, nunca
fale pelas suas costas.

Aquele que vive mal-humorado:

Esses são, sem dúvida, uns dos mais evitados pelos outros colaboradores. Existe algo pior do que
conviver com quem vive reclamando da vida ou que vive de mau humor? Pessoas de “mal com a vida”,
repelem as outras pessoas de perto delas. Ninguém tem a obrigação de estar sorrindo todos os dias, mas
isso não significa que temos o direito de estar sempre de mau humor. A propósito, como está seu humor
hoje?

Aquele que não tem higiene pessoal:

Somente o próprio profissional é capaz de conseguir conviver com ele mesmo. Isso porque o corpo
dele está condicionado a suportar isso. Conheço pessoas, que tem um odor tão acentuado (falando de
forma educada), que não consigo permanecer mais do que cinco minutos conversando com elas. Um
bom banho faria bem não só a ele, mas como todos a sua volta.

Aquele que não respeita os demais:

O respeito aos outros é fundamental para o convívio em grupo. Já presenciei casos extremos de falta
de respeito, pois existem profissionais que não sabem respeitar seus colegas. Infelizmente, parte dessas
pessoas estão em cargos de direção. Tive um chefe no meu primeiro emprego que tinha uma campainha
para chamar as pessoas. Quando ele tocava uma vez, secretária atendia, quando ele tocava duas vezes,
era eu, o office-boy. Bem, além de ser uma falta de respeito usar uma campainha para chamar “seres
humanos” muitas vezes fui chamado lá e ele nem sabia porque tinha me chamado. A maior lição que tirei
disso é que eu não devia nunca mais ter chefe. Por isso me tornei empreendedor.

Aquele que é egoísta:

O egoísmo é algo difundido nas empresas até mesmo porque a competitividade interna é muito grande.
Pensar somente em si mesmo o tempo todo não é a melhor alternativa para o profissional. Por isso
cuidado, pois um dia a vítima pode ser o próprio egoísta.

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Aquele que brinca demais:

Brincar é bom, desde que as brincadeiras sejam saudáveis, num clima de respeito e equilíbrio. Aqueles
que brincam a todo o momento são pessoas extremamente inconvenientes e irritam quem está a sua
volta. Isso tira a credibilidade do profissional e pode lhe trazer problemas com a ambientalização.

Aqueles que são inflexíveis:

Já observou aqueles profissionais que são os únicos que se acham certos? Pois bem, isso é um grande
problema para a convivência em grupo. É importante que todos nós tenhamos em mente que não estamos
certos o tempo todo e nem tampouco precisamos fazer valer perante os outros as nossas próprias ideias
a todo o momento.
As qualificações, comportamentos e atitudes dos bons profissionais são muitas e estão em constante
mudança. Mas com certeza aqueles que procuram o auto aprimoramento estarão mais bem preparados
para tornarem-se excelentes profissionais”17.

Atitudes em serviço: ações que o servidor toma quando no desempenho de suas funções,
acarretando benefícios quando cumpridoras da ética e prejuízos quando não. Na verdade, trata-
se de exteriorização do comportamento profissional.

Os pilares do comportamento profissional adequado são:


“Integridade – agir de maneira honesta e confiável.
Modos – nunca ser egoísta, rude ou indisciplinado.
Personalidade – expressar os próprios valores, atitudes e opiniões.
Aparência – apresentar-se sempre da melhor maneira possível.
Consideração – ver-se do ponto de vista da outra pessoa.
Tato – refletir antes de fala”18.

Abaixo, listam-se 10 atitudes em serviço que devem ser evitadas:

“1) Assuntos profissionais x pessoais - É muito comum que o colaborador realize atividades como falar
com a família, acessar redes sociais e pagar contas durante o expediente. Para não prejudicar as
obrigações na empresa, o indicado é resolver essas questões após a jornada de trabalho. Caso o assunto
só possa ser resolvido no horário comercial, é de bom senso reservar o horário de almoço.

2) Roupa – Pode até parecer fútil para alguns, mas muitos profissionais ainda pecam no vestuário. Há
situações, como o abuso de decotes e transparências, e o uso de jeans em dias não permitidos, que
podem criar problemas. Por esse motivo, é importante que o contratado adote o traje de acordo com a
cultura da empresa e tenha a preocupação de adequar suas roupas ao ambiente de trabalho.

3) Postura – Cuidado com palavrões, gírias e falar alto no trabalho. Comportamentos como esses
podem prejudicá-lo no ambiente corporativo. Por isso, é fundamental ser educado e manter a compostura
mesmo em situações críticas.

4) Críticas em público – O feedback negativo nunca deve ser em público, pois tal atitude pode
constranger o colaborador. Porém, caso o assunto for um elogio ou reconhecimento é indicado fazer
diante de outras pessoas como forma de incentivo. Os especialistas afirmam que acima de tudo é preciso
ter bom senso e respeito.

5) Falta de Pontualidade – A atenção ao horário não é apenas na entrada ao trabalho, mas inclui ser
pontual nas reuniões e outros compromissos da empresa. Além disso, o profissional deve respeitar o
tempo estipulado para o almoço e cumprir suas tarefas no prazo.

6) Falar mal da empresa – Criticar a organização por causa do salário, benefícios e discordar das
novas políticas da organização no ambiente de trabalho, não pega bem. Para os especialistas, existem

17
Disponível em: <http://www.vocevencedor.com.br/artigos/recursos-humanos/principais-atitudes-e-comportamentos-dos-bons-
profissionais>. Acesso em: 06 out. 2014.
18
Disponível em: <http://imagempessoal.band.uol.com.br/seis-principais-habilidades-pessoais-para-aprimorar-seu-comportamento-
profissional/>. Acesso em: 06 out. 2014.

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os canais e os momentos certos para relatar a insatisfação. O indicado é expor as ideias ao mesmo tempo
em que propõe soluções.

7) Desrespeitar a hierarquia – Não acatar as regras da empresa é considerada insubordinação e pode


levar a demissão. Além disso, passar por cima da posição pré-estabelecidas na instituição não é visto
como pró-atividade. Em termos de postura, é essencial respeitar a hierarquia para evitar problemas na
vida profissional.

8) Impor pensamentos ideais – É comum o líder ditar regras como crenças religiosas e política, entre
outras determinações que ele acredite. Segundo especialistas, o chefe deve agir como responsável e não
como ditador. Antes de tudo, é fundamental respeitar as diferenças e buscar o melhor de cada um para
agregar valor à política da empresa.

9) Ausência de feedback – A falta de esclarecimento dos funcionários perante seus colegas e ao


público externo compromete a imagem da organização. Deixar de dar um retorno quanto a uma
solicitação, por exemplo, pode passar uma impressão negativa. As empresas são feitas de pessoas, que
podem achar ruim a falta de informações.

10) Atmosfera negativa – Conviver com colega que reclama de tudo e ainda é mal-humorado não é
nada agradável. Antes de expor um comentário, avalie se ele vai causar um desconforto no local de
trabalho. O aconselhável é agir para sempre manter um ambiente positivo”19.

Questões

01. (CISLIPA – Assistente Administrativo – FAFIPA/2015) A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia


e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja
no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder
estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da
tradição dos serviços públicos. Desta forma, a respeito da ética na Administração Pública, assinale a
alternativa CORRETA:
(A) A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser
acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum.
(B) Não é vedado ao servidor público ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com
erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão.
(C) Apenas e exclusivamente nos órgãos da Administração Pública Federal Direita é que deverá ser
criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do
servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer
concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura.
(D) É vedado ao servidor público comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou
fato contrário ao interesse público, devendo primeiro o servidor público efetuar diligências, a fim de
arrecadar provas sobre o ato ou fato que sobre seu entendimento é contrário ao interesse público.

02. (TJ/DFT – Todos os cargos – CESPE/2013) Julgue o item subsequente, relativo à ética no serviço
público.
A qualidade dos serviços públicos depende fortemente da moralidade administrativa e do
profissionalismo de servidores públicos.
(....) Certo (....) Errado

03. (Colégio Pedro II – Auxiliar de Biblioteca – Acesso Público/2015) Rodrigo tem em mente que
o elemento ético no exercício do cargo público é fundamental para o bom andamento do serviço. Seu
atos, comportamentos e atitudes deverão ser sempre direcionados para a preservação da honra e
tradição dos serviços públicos. Diante dos fatos assinale a alternativa errada:
(A) Não é vedado ao servidor público usar informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu
serviço, em benefício próprio.
(B) Rodrigo tem o dever de tratar cuidadosamente os usuários dos serviços públicos.

19
Disponível em: <http://revista.penseempregos.com.br/noticia/2013/04/saiba-10-comportamentos-inadequados-para-o-ambiente-de-
trabalho-4110313.html>. Acesso em: 06 out. 2014.

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(C) É dever do servidor público o cumprimento de ordens superiores, desde que a ordem não seja
manifestamente ilegal.
(D) É vedado ao Rodrigo o uso do cargo para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem.
(E) A assiduidade e frequência do servidor público em seu ambiente de trabalho, além de ser um dever,
reflete positivamente em todo o sistema.

04. (MPOG – Atividade Técnica – FUNCAB/2015) A ética pode ser definida como:
(A) um conjunto de valores genéticos que são passados de geração em geração.
(B) um princípio fundamental para que o ser humano possa viver em família.
(C) a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, responsável pela investigação dos princípios que
motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano em sociedade.
(D) um comportamento profissional a ser observado apenas no ambiente de trabalho.
(E) a boa vontade no comportamento do servidor público em quaisquer situações e em qualquer tempo
de seu cotidiano.

05. (MPE/SC – Motorista – FEPESE/2014) Assinale a alternativa correta em relação à ética no serviço
público.
(A) Em razão do interesse público indireto, os atos administrativos não precisam ser publicados.
(B) O conceito de moralidade da Administração Pública é restrito aos procedimentos internos
praticados pelos servidores.
(C) O servidor poderá omitir ou falsear a verdade, quando necessário aos interesses da Administração
Pública.
(D) O desempenho da função pública não demanda profissionalismo, uma vez que tal princípio é
inerente à iniciativa privada que busca lucros e resultados
(E) A moralidade administrativa se integra ao Direito como elemento indissociável dos atos praticados
pela administração pública, e, como consequência, atua como fator de legalidade.

06. (ANATEL – Analista Administrativo – CESPE/2014) Com relação ao comportamento profissional


do servidor previsto no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal,
julgue o item subsequente.
É vedado ao servidor público manter-se habitualmente embriagado, ainda que fora do serviço.
(....) Certo (....) Errado

07. (Prefeitura de Canavieira/PI – Auxiliar em Serviços Gerais – IMA/2015) Conjunto de atitudes e


valores positivos aplicados no ambiente de trabalho, sendo de fundamental importância para o bom
funcionamento das atividades da empresa e das relações de trabalho entre os funcionários. São normas
que formam a consciência do profissional e representam imperativos de sua conduta. O conceito refere-
se à definição de:
(A) Comportamento no local de trabalho.
(B) Relações Humanas.
(C) Relações Interpessoais.
(D) Ética Profissional.

08. (FMSFI – Assistente Administrativo – FAUEL/2015) A ética é indispensável ao profissional e é


o primeiro passo para aproximar-se do comportamento correto. Assinale a alternativa que contém atitudes
que NÃO devem ser cultivadas pelo funcionário em um ambiente de trabalho:
(A) ser capaz de cultivar valores como: justiça, tolerância, solidariedade e atitudes positivas.
(B) ser intolerante, manter-se isolado do grupo, não cumprimentar as pessoas que não conhece.
(C) saber ouvir e conversar educadamente.
(D) respeitar e tratar bem a todos.

09. (Prefeitura de São José do Rio Preto/SP – Agente Administrativo – VUNESP/2015) Qualquer
das formas de atendimento, presencial ou telefônico, requer conhecimento, atitudes e comportamento.
Inerentes às atitudes e comportamentos, estão implícitos três importantes aspectos:
(A) expressão corporal, determinação e indiferença.
(B) aparência, voz autoritária e apatia.
(C) voz, simpatia e roupas de atendimento ao público.
(D) aparência formal, voz melodiosa e expressão de seriedade profissional.
(E) aparência, expressão corporal e voz.

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10. (Câmara Municipal de Sorocaba – Telefonista – VUNESP/2014) A habilidade com o manuseio
dos equipamentos telefônicos especializados pode permitir que a telefonista ouça qualquer ligação sem
querer e sem que alguém perceba. Assim sendo, é imprescindível que ela tenha, como princípio, atitudes
essencialmente
(A) neutras.
(B) cordiais.
(C) dissimuladas.
(D) éticas.
(E) displicentes.

Respostas

01. Resposta: A.
A) MAZZA (2014) —
Conteúdo jurídico da moralidade administrativa
O Texto Constitucional de 1988, em pelo menos três oportunidades, impõe aos agentes públicos o
dever de observância da moralidade administrativa.
Primeiro no art. 5º, LXXIII, autorizando a propositura de ação popular contra ato lesivo à moralidade
administrativa: “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo
ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má--fé, isento de custas
judiciais e do ônus da sucumbência”.
Além disso, o art. 37, caput, elenca a moralidade como princípio fundamental aplicável à Administração
Pública: “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência”.
E ainda o art. 85, V, que define como crime de responsabilidade do Presidente da República os atos
que atentarem contra a “probidade na administração”.
Com isso, pode--se constatar que a moralidade administrativa constitui requisito de validade do ato
administrativo.
É importante ressaltar que, quando a Constituição de 1988 definiu a moralidade como padrão de
comportamento a ser observado pelos agentes públicos, não houve juridicização de todas as regras
morais vigentes na sociedade. Fosse assim, bastaria a legalidade. Cumprindo a lei automaticamente, a
moralidade seria atendida.
A moralidade administrativa difere da moral comum. O princípio jurídico da moralidade administrativa
não impõe o dever de atendimento à moral comum vigente na sociedade, mas exige respeito a padrões
éticos, de boa--fé, decoro, lealdade, honestidade e probidade incorporados pela prática diária ao conceito
de boa administração. Certas formas de ação e modos de tratar com a coisa pública, ainda que não
impostos diretamente pela lei, passam a fazer parte dos comportamentos socialmente esperados de um
bom administrador público, incorporando--se gradativamente ao conjunto de condutas que o Direito torna
exigíveis.

02. Resposta: Certo.


A presente questão é extremamente intuitiva, de modo que não apresenta maiores dúvidas, a meu
sentir. De fato, parece bastante difícil imaginar que um serviço público possa ser prestado com qualidade,
mas de forma imoral. São ideias que não têm como ser conciliadas. Ora, é evidente que todo e qualquer
serviço público que não observe a moralidade administrativa não terá como ser, ao mesmo tempo, um
serviço de qualidade. Haverá, em suma, espaço para desonestidades, condutas antiéticas, corrupção,
privilégios odiosos, perseguições indevidas, etc. Neste cenário desalentador, há condições de, ainda
assim, ser prestado um serviço público de qualidade? É óbvio que não.
O mesmo pode se dizer em relação ao requisito do profissionalismo, exigido dos servidores públicos,
o que, aliás, consta de forma expressa do Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal, aprovado pelo Decreto 1.171/94, verbis:
" VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular
de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional." Inteiramente correta, portanto,
apresente assertiva.20

20
Autor: Rafael Pereira, Juiz Federal - TRF da 2ª Região.

. 55
03. Resposta: A.
DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
Seção III
Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros.

04. Resposta: C.
A ética é a parte da filosofia que estuda a moral, (filosofia moral ou de costumes), reflete sobre os
valores em sociedade na busca da moralidade e consciência para alcançar esses valores morais, porém
a ética inicialmente não estabelece regras.
A ética, portanto, é um termo grego “ETHIKÓS” que significa “modo de ser”, que em aspectos
filosóficos traduz-se o estudo dos juízos na conduta do ser, que é passível do bem e o mal, presente
neste único ser ou em grupo e/ ou sociedade. Está presente em todas as ordens vigentes no mundo, na
escola, na política, no esporte, nas empresas e é de vital importância nas profissões, principalmente nos
dias atuais.
Fonte: http://www.acervosaber.com.br/trabalhos/chs1/etica_2.php.

05. Resposta: E.
e) A moralidade administrativa se integra ao Direito como elemento indissociável dos atos praticados
pela administração pública, e, como consequência, atua como fator de legalidade.

06. Resposta: Certo.


DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
Seção III
Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.

07. Resposta: D.
Ética profissional é o conjunto de normas éticas que formam a consciência do profissional e
representam imperativos de sua conduta.
Ética é uma palavra de origem grega (éthos), que significa “propriedade do caráter”.
Ser ético é agir dentro dos padrões convencionais, é proceder bem, é não prejudicar o próximo. Ser
ético é cumprir os valores estabelecidos pela sociedade em que se vive.
O indivíduo que tem ética profissional cumpre com todas as atividades de sua profissão, seguindo os
princípios determinados pela sociedade e pelo seu grupo de trabalho.
Cada profissão tem o seu próprio código de ética, que pode variar ligeiramente, graças a diferentes
áreas de atuação.
No entanto, há elementos da ética profissional que são universais e por isso aplicáveis a qualquer
atividade profissional, como a honestidade, responsabilidade, competência e etc.

08. Resposta: B.
Atitudes que devem ser cultivadas pelo funcionário em um ambiente de trabalho:
Humildade: Esteja pronto para ouvir sugestões, elogios e críticas. Você pode aprender muito com
seus colegas de trabalho. Portanto, seja flexível às opiniões.
Honestidade: Ninguém perde por ser honesto. Aliás, a honestidade traz dignidade. Esta é a hora de
mostrar seu caráter e ser um profissional ético.
Privacidade: Dentro das organizações, existem assuntos sigilosos e que devem ser tratados de forma
discreta. Seja algo de clientes ou colegas de trabalho, o seu dever é manter segredo e não expor
informações que são exclusividades da empresa.
Respeito: Seja com o chefe ou com o subordinado, você deve ser respeitoso com os colegas de
trabalho. Evite falar mal daqueles que te incomodam, isso não irá te acrescentar nada e poderá prejudicar
sua imagem dentro da empresa.

09. Resposta: E.
Inerentes às atitudes e comportamentos, estão implícitos os seguintes aspectos:
● Aparência

. 56
● Expressão corporal
● Voz
●. No atendimento direto, a aparência é o primeiro impacto visual e a primeira impressão do cliente
sobre o vendedor, sendo fundamental na revelação de uma atitude e comportamentos positivos. A
aparência engloba a roupa que se veste, o calçado que se traz, o penteado do cabelo, os adornos que
se colocam, a higiene que se apresenta (unhas, pele, dentes, farda).
● A expressão corporal representa mais de metade do conjunto do momento de comunicação. É a
forma como o cliente percebe disponibilidade, paciência, segurança, energia e agilidade. A expressão
corporal engloba o modo como se inclina o corpo ou a face, a posição das mãos e dos pés, o sorriso na
face, o modo como se mexe e se anda podendo ou não mostrar vitalidade, etc.
● O som e o tom de voz, e a forma como se dizem as coisas são muito mais importantes do que as
palavras que se empregam, sendo um instrumento fundamental na transmissão de atitudes e
comportamentos positivos em qualquer das formas de atendimento (direto ou telefônico).
Fonte: Sociedade Comercial Vasconcelos Lopes LDA.
https://www.forma-te.com/mediateca/finish/31-restauracao-e-hotelaria/26408-atendimento-ao-publico.

10. Resposta: D.
Hoje, os profissionais requisitados pelos recrutadores devem ter inúmeras qualidades para obter
sucesso na carreira profissional. Porém, apesar dos diversos conhecimentos que as pessoas possuem,
existe algo que é um pré-requisito para alcançar qualquer posição: a ética.

7. Lei 9.394 de 20/12/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional (do Art. 1º ao Art. 34).

LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996

Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a


seguinte Lei:
TÍTULO I
Da Educação

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na


convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e
organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do
ensino, em instituições próprias.
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

Comentário: A educação escolar de que se trata essa lei, considera a educação em instituições
próprias à esse fim de modo porém que essa educação tome sentido não só na vida escolar da criança
mas, também, no meio profissional e na prática social.

TÍTULO II
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:


I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

. 57
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extraescolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial.

TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar

Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada
da seguinte forma:
a) pré-escola;
b) ensino fundamental;
c) ensino médio;
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade;
III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e
modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram
na idade própria;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades
adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as
condições de acesso e permanência na escola;
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por
aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua
residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade.

Art. 5° O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão,
grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente
constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo.
§ 1o O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá:
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e adultos
que não concluíram a educação básica;
II - fazer-lhes a chamada pública;
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola.
§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao
ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais níveis e modalidades
de ensino, conforme as prioridades constitucionais e legais.
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar no Poder
Judiciário, na hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação
judicial correspondente.
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino
obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade.
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público criará formas
alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independentemente da escolarização anterior.

Art. 6° É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir
dos 4 (quatro) anos de idade.

Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:

. 58
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino;
II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público;
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no art. 213 da Constituição Federal.

Comentário: É dever do Estado garantir escola pública na educação básica obrigatória e gratuita dos
4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade de modo que o acesso à essa educação é direito público
subjetivo, ou seja, todo e qualquer cidadão tem direito à ela e caso não consiga tem, também, o direito
de acionar o poder público para exigi-la. Por outro lado, a matrícula nas escolas é dever dos pais ou
responsáveis a partir dos 4 anos.

TÍTULO IV
Da Organização da Educação Nacional

Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração,


os respectivos sistemas de ensino.
§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis
e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias
educacionais.
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta Lei.

Art. 9º A União incumbir-se-á de: (Regulamento)


I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios;
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o
dos Territórios;
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o
desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória,
exercendo sua função redistributiva e supletiva;
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e
diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e
seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum;
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação;
VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e
superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria
da qualidade do ensino;
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação;
VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, com a
cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino;
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das
instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino.
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de Educação, com funções normativas
e de supervisão e atividade permanente, criado por lei.
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá acesso a todos os dados e
informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais.
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal,
desde que mantenham instituições de educação superior.

Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de:


I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino;
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem
assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida
e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público;
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos
nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios;
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das
instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino;
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino;
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o
demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei;

. 59
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual.
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos
Municípios.

Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de:


I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino,
integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados;
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas;
III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino;
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino;
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental,
permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as
necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados
pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal.
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual de ensino
ou compor com ele um sistema único de educação básica.

Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino,
terão a incumbência de:
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica;
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas;
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento;
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com
a escola;
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais,
sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da
escola;
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo
representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de
cinquenta por cento do percentual permitido em lei.

Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:


I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de
ensino;
III - zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos
dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.

Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na
educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.

Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que
os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira,
observadas as normas gerais de direito financeiro público.

Art. 16. O sistema federal de ensino compreende:(Regulamento)


I - as instituições de ensino mantidas pela União;
II - as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada;
III - os órgãos federais de educação.

Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal compreendem:

. 60
I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder Público estadual e pelo Distrito
Federal;
II - as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal;
III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciativa privada;
IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, respectivamente.
Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de educação infantil, criadas e mantidas pela
iniciativa privada, integram seu sistema de ensino.

Art. 18. Os sistemas municipais de ensino compreendem:


I - as instituições do ensino fundamental, médio e de educação infantil mantidas pelo Poder Público
municipal;
II - as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada;
III – os órgãos municipais de educação.

Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-se nas seguintes categorias
administrativas: (Regulamento)
I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder
Público;
II - privadas, assim entendidas as mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito
privado.

Art. 20. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas seguintes categorias: (Regulamento)
I - particulares em sentido estrito, assim entendidas as que são instituídas e mantidas por uma ou mais
pessoas físicas ou jurídicas de direito privado que não apresentem as características dos incisos abaixo;
II - comunitárias, assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma
ou mais pessoas jurídicas, inclusive cooperativas educacionais, sem fins lucrativos, que incluam na sua
entidade mantenedora representantes da comunidade;
III - confessionais, assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma
ou mais pessoas jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia específicas e ao disposto
no inciso anterior;
IV - filantrópicas, na forma da lei.

TÍTULO V
Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino
CAPÍTULO I
Da Composição dos Níveis Escolares

Art. 21. A educação escolar compõe-se de:


I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio;
II - educação superior.

Comentário: A educação básica vai dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos e é dividida em três etapas
a educação infantil (creche e pré-escola), a educação fundamental (até a oitava série, 9° ano) e o ensino
médio.
Outra etapa da educação é o ensino superior, em que o estudante opta pela “área” em que quer estudar
e que só é possível após a conclusão da educação básica.

CAPÍTULO II
DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Seção I
Das Disposições Gerais

Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação
comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em
estudos posteriores.

Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos,
alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e

. 61
em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de
aprendizagem assim o recomendar.
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre
estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais.
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e
econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas
previsto nesta Lei.

Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as
seguintes regras comuns:
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos
dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver;
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fundamental, pode ser feita:
a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria
escola;
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas;
c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o
grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada,
conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino;
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o regimento escolar pode admitir
formas de progressão parcial, desde que preservada a sequência do currículo, observadas as normas do
respectivo sistema de ensino;
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries distintas, com níveis equivalentes
de adiantamento na matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou outros componentes
curriculares;
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos
qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas
finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os
casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus
regimentos;
VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas
normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do
total de horas letivas para aprovação;
VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares, declarações de conclusão de série
e diplomas ou certificados de conclusão de cursos, com as especificações cabíveis.

Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o
número de alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais do estabelecimento.
Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à vista das condições disponíveis e das
características regionais e locais, estabelecer parâmetro para atendimento do disposto neste artigo.

Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base
nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar,
por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da
economia e dos educandos.
§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua
portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente do Brasil.
§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular
obrigatório nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos
alunos
§ 3o A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório
da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno:
I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas;

. 62
II – maior de trinta anos de idade;
III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática
da educação física;
IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 1969;
V – (Vetado)
VI – que tenha prole.
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias
para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia.
§ 5º Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino
de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar,
dentro das possibilidades da instituição.
§ 6o A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que
trata o § 2o deste artigo.
§ 7o Os currículos do ensino fundamental e médio devem incluir os princípios da proteção e defesa
civil e a educação ambiental de forma integrada aos conteúdos obrigatórios.
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar
integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas)
horas mensais. (Incluído pela Lei nº 13.006, de 2014)
§ 9o Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra
a criança e ao adolescente serão incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares de que
trata o caput deste artigo, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança
e do Adolescente), observada a produção e distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei
nº 13.010, de 2014)

Art. 26.A- Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-
se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da
cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais
como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a
cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as
suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão
ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de
literatura e história brasileiras.

Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as seguintes diretrizes:
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de
respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento;
III - orientação para o trabalho;
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais.

Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as
adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região,
especialmente:
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos
da zona rural;
II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola
e às condições climáticas;
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas será precedido de
manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que considerará a justificativa
apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação
da comunidade escolar. (Incluído pela Lei nº 12.960, de 2014)

Comentário: Quando se fala em educação, mais especificamente em educação básica deve-se


considerar não apenas os conteúdos administrados em sala de aula, mas também, o desenvolvimento
integral do aluno de modo a possibilitar seu desenvolvimento enquanto cidadão inserido em um contexto

. 63
social favorecendo seu desenvolvimento para o trabalho e também para seus estudos posteriores
servindo, assim, como base para o seu desenvolvimento enquanto sujeito e autor do seu futuro.

Seção II
Da Educação Infantil

Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico,
intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Art. 30. A educação infantil será oferecida em:


I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade.

Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo
de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental;
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos)
dias de trabalho educacional;
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno parcial e de 7 (sete)
horas para a jornada integral;
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de
60% (sessenta por cento) do total de horas;
V - expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e
aprendizagem da criança.

Seção III
Do Ensino Fundamental

Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública,
iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da
leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos
valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos
e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância
recíproca em que se assenta a vida social.
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino
fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-
aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino.
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades
indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação
da aprendizagem ou em situações emergenciais.
§ 5o O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das
crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o
Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático
adequado.
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal nos currículos do
ensino fundamental.

Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão
e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o
respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.
§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do
ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores.

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§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações
religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso.

Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo
em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola.
§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas
nesta Lei.
§ 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas
de ensino.

8. Projeto Político Pedagógico Escolar.

Projeto Político Pedagógico.

Até muito recentemente a questão da escola limitava-se a uma escolha entre ser tradicional e ser
moderna, Essa tipologia não desapareceu, mas não responde a todas as questões atuais da escola. Muito
menos à questão do seu projeto21.
A crise paradigmática também atinge a escola e ela se pergunta sobre si mesma, sobre seu papel
como instituição numa sociedade pós-moderna e pós-industrial, caracterizada pela globalização da
economia, das comunicações, da educação e da cultura, pelo pluralismo político, pela emergência do
poder local. Nessa sociedade cresce a reivindicação pela participação e autonomia contra toda forma de
uniformização e o desejo de afirmação da singularidade de cada região, de cada língua etc. A
multiculturalidade é a marca mais significativa do nosso tempo.

Como isso se traduz na escola?


Nunca o discurso da autonomia, cidadania e participação no espaço Escolar ganhou tanta força. Estes
têm sido temas marcantes do debate educacional brasileiro de hoje. Essa preocupação tem-se traduzido,
sobretudo pela reivindicação de um projeto políticopedagógico próprio de cada escola. Neste texto,
gostaríamos de tratar deste assunto, sublinhando a sua importância, seu significado, bem como as
dificuldades, obstáculos e elementos facilitadores da elaboração do projeto políticopedagógico.
Começaremos esclarecendo o próprio título: “projeto políticopedagógico”. Entendemos que todo
projeto pedagógico é necessariamente político. Poderíamos denominá-lo, portanto, apenas “projeto
pedagógico”. Mas, a fim de dar destaque ao político dentro do pedagógico, resolvemos desdobrar o nome
em “políticopedagógico”.

Frequentemente se confunde projeto com plano. Certamente o plano diretor da escola — como
conjunto de objetivos, metas e procedimentos — faz parte do seu projeto, mas não é todo o seu projeto.
Isso não significa que objetivos metas e procedimentos não sejam Necessários. Mas eles são
insuficientes, pois, em geral, o plano fica no campo do instituído, ou melhor, no cumprimento mais eficaz
do instituído, como defende hoje todo o discurso oficial em torno da “qualidade” e, em particular, da
“qualidade total”. Um projeto necessita sempre rever o instituído para, a partir dele, instituir outra coisa.
Tornar-se instituinte. Um projeto político-pedagógico não nega o instituído da escola que é a sua história,
que é o conjunto dos seus currículos, dos seus métodos, o conjunto dos seus atores internos e externos
e o seu modo de vida. Um projeto Sempre confronta esse instituído com o instituinte.
Não se constrói um projeto sem uma direção política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto
pedagógico da escola é também político. O projeto pedagógico da escola é por isso mesmo, sempre um
processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola.
- De quem é a responsabilidade da constituição do projeto da escola?

O projeto da escola não é responsabilidade apenas de sua direção. Ao contrário, numa gestão
democrática, a direção é escolhida a partir do reconhecimento da competência e da liderança de
alguém capaz de executar um projeto coletivo. A escola, nesse caso, escolhe primeiro um projeto
e depois essa pessoa que pode executá-lo. Assim realizada, a eleição de um diretor ou de uma
diretora se dá a partir da escolha de um projeto políticopedagógico para a escola. Portanto, ao se
eleger um diretor de escola, o que se está elegendo é um projeto para a escola.

21 Texto extraído de GADOTTI, Moacir. “Projeto político pedagógico da escola: fundamentos para sua realização”.

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Como vimos, o projeto pedagógico da escola está hoje inserido num cenário marcado pela diversidade.
Cada escola é resultado de um processo de desenvolvimento de suas próprias contradições. Não existem
duas escolas iguais. Diante disso, desaparece aquela arrogante pretensão de saber de antemão quais
serão os resultados do projeto para todas as escolas de um sistema educacional. A arrogância do dono
da verdade dá lugar à criatividade e ao diálogo. A pluralidade de projetos pedagógicos faz parte da história
da educação da nossa época.
Por isso, não deve existir um padrão único que oriente a escolha do projeto de nossas escolas. Não
se entende, portanto, uma escola sem autonomia, autonomia para estabelecer o seu projeto e autonomia
para executá-lo e avaliá-lo.
A autonomia e a gestão democrática da escola fazem parte da própria natureza do ato pedagógico. A
gestão democrática da escola é, portanto, uma exigência de seu projeto políticopedagógico.
Ela exige, em primeiro lugar, uma mudança de mentalidade de todos os membros da comunidade
escolar. Mudança que implica deixar de lado o velho preconceito de que a escola pública é apenas um
aparelho burocrático do Estado e não uma conquista da comunidade. A gestão democrática da escola
implica que a comunidade, os usuários da escola, sejam os seus dirigentes e gestores e não apenas os
seus fiscalizadores ou, menos ainda, os meros receptores dos serviços educacionais. Na gestão
democrática pais, mães, alunas, alunos, professores e funcionários assumem sua parte de
responsabilidade pelo projeto da escola.

Há pelo menos duas razões que justificam a implantação de um processo de gestão democrática na
escola pública:

1) A escola deve formar para a cidadania e, para isso, ela deve dar o exemplo. A gestão democrática
da escola é um passo importante no aprendizado da democracia. A escola não tem um fim em si mesma.
Ela está a serviço da comunidade. Nisso, a gestão democrática da escola está prestando um serviço
também à comunidade que a mantém.
2) A gestão democrática pode melhorar o que é específico da escola, isto é, o seu ensino. A
participação na gestão da escola proporcionará um melhor conhecimento do funcionamento da escola e
de todos os seus atores; propiciará um contato permanente entre professores e alunos, o que leva ao
conhecimento mútuo e, em consequência, aproximará também as necessidades dos alunos dos
conteúdos ensinados pelos professores.
A autonomia e a participação — pressupostos do projeto político- pedagógico da escola — não se
limitam à mera declaração de princípios consignados em algum documento. Sua presença precisa ser
sentida no Conselho de Escola ou Colegiado, mas também na escolha do livro didático, no planejamento
do ensino, na organização de eventos culturais, de atividades cívicas, esportivas, recreativas. Não basta
apenas assistir às reuniões.

A gestão democrática deve estar impregnada por certa atmosfera que se respira na escola, na
circulação das informações, na divisão do trabalho, no estabelecimento do calendário escolar, na
distribuição das aulas, no processo de elaboração ou de criação de novos cursos ou de novas
disciplinas, na formação de grupos de trabalho, na capacitação dos recursos humanos etc. A
gestão democrática é, portanto, atitude e método. A atitude democrática é necessária, mas não é
suficiente. Precisamos de métodos democráticos de efetivo exercício da democracia. Ela também
é um aprendizado, demanda tempo, atenção e trabalho.

Existem, certamente, algumas limitações e obstáculos à instauração de um processo democrático


como parte do projeto políticopedagógico da escola. Entre eles, podemos citar:

a) a nossa pouca experiência democrática;


b) a mentalidade que atribui aos técnicos e apenas a eles a capacidade de planejar e governar e que
considera o povo incapaz de exercer o governo ou de participar de um planejamento coletivo em todas
as suas fases;
c) a própria estrutura de nosso sistema educacional que é vertical;
d) o autoritarismo que impregnou nossa prática educacional;
e) o tipo de liderança que tradicionalmente domina nossa atividade política no campo educacional.
Enfim, um projeto políticopedagógico da escola apoia-se:
a) no desenvolvimento de uma consciência crítica;
b) no envolvimento das pessoas: comunidade interna e externa à escola;
c) na participação e na cooperação das várias esferas de governo;

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d) na autonomia, responsabilidade e criatividade como processo e como produto do projeto.

O projeto da escola depende, sobretudo, da ousadia dos seus agentes, da ousadia de cada escola em
assumir-se como tal, partindo da "cara" que tem, com o seu cotidiano e o seu tempo-espaço, isto é, o
contexto histórico em que ela se insere.
Um projeto políticopedagógico constrói-se de forma interdisciplinar. Não basta trocar de teoria como
se ela pudesse salvar a escola.
Pelo que foi dito até agora, o projeto pedagógico da escola pode ser considerado como um momento
importante de renovação da escola. Projetar significa “lançar-se para frente”, antever um futuro diferente
do presente. Projeto pressupõe uma ação intencionada com um sentido definido, explícito, sobre o que
se quer inovar. Nesse processo podem-se distinguir dois momentos:

a) o momento da concepção do projeto;


b) o momento da institucionalização e implementação do projeto.

Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar
quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma
nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente.
Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas
tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores.

A noção de projeto implica, sobretudo tempo:

a) Tempo político — define a oportunidade política de um determinado projeto.


b) Tempo institucional — Cada escola encontra-se num determinado tempo de sua história. O projeto
que pode ser inovador para uma escola pode não ser para outra.
c) Tempo escolar — O calendário da escola, o período no qual o projeto é elaborado é também decisivo
para o seu sucesso.
d) Tempo para amadurecer as ideias — Só os projetos burocráticos são impostos e, por isso, revelam-
se ineficientes em médio prazo. Há um tempo para sedimentar ideias. Um projeto precisa ser discutido e
isso leva tempo.

Como elementos facilitadores de êxito de um projeto, podemos destacar:

1) Comunicação eficiente. Um projeto deve ser factível e seu enunciado facilmente compreendido.
2) Adesão voluntária e consciente ao projeto. Todos precisam estar envolvidos. A corresponsabilidade
é um fator decisivo no êxito de um projeto;
3) Suporte institucional e financeiro, que significa: vontade política, pleno conhecimento de todos —
principalmente dos dirigentes — e recursos financeiros claramente definidos.
4) Controle, acompanhamento e avaliação do projeto. Um projeto que não pressupõe constante
avaliação não consegue saber se seus objetivos estão sendo atingidos.
5) Uma atmosfera, um ambiente favorável. Não se deve desprezar certo componente mágico-simbólico
para o êxito de um projeto, certa mística que cimenta a todos os que se envolvem no design de um projeto.
6) Credibilidade. As ideias podem ser boas, mas, se os que as defendem não têm prestígio,
comprovada competência e legitimidade, o projeto pode ficar limitado.
7) Referencial teórico que facilite encontrar os principais conceitos estrutura ao projeto.

A falta desses elementos obstaculiza a elaboração e a implantação de um projeto novo para a escola.
A implantação de um novo projeto político pedagógico da escola enfrentará sempre a descrença
generalizada dos que pensam que de nada adianta projetar uma boa escola enquanto não houver vontade
política dos “de cima”. Contudo, o pensamento e a prática dos “de cima” não se modificarão enquanto
não existir pressão dos “de baixo”. Um projeto políticopedagógico da escola deve constituir-se num
verdadeiro processo de conscientização e de formação cívica; deve ser um processo de recuperação da
importância e da necessidade do planejamento na educação.
Tudo isso exige certamente uma educação para a cidadania.
- O que é "educar para a cidadania"?

A resposta a essa pergunta depende da resposta à outra pergunta: — “O que é cidadania?”.

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Pode-se dizer que cidadania é essencialmente consciência de direitos e deveres e exercício da
democracia. Não há cidadania sem democracia.
A democracia fundamenta-se em três direitos:

- direitos civis, como segurança e locomoção;


- direitos sociais, como trabalho, salário justo, saúde, educação, habitação etc.
- direitos políticos, como liberdade de expressão, de voto, de participação em partidos políticos e
sindicatos etc.

O conceito de cidadania, contudo, é um conceito ambíguo. Em 1789 a Declaração dos Direitos do


Homem e do Cidadão estabelecia as primeiras normas para assegurar a liberdade individual e a
propriedade. Existem diversas concepções de cidadania: a liberal, a neoliberal, a progressista ou
socialista democrática (o socialismo autoritário e burocrático não admite a democracia como valor
universal e despreza a cidadania como valor progressista).
Existe hoje uma concepção consumista de cidadania (não ser enganado na compra de um bem de
consumo) e uma concepção oposta que é uma concepção plena de cidadania, que consiste na
mobilização da sociedade para a conquista dos direitos acima mencionados e que devem ser garantidos
pelo Estado. A concepção liberal e neoliberal de cidadania — que defende o “Estado mínimo”, a
privatização da educação e que estimula a concentração de renda — entende que a cidadania é apenas
um produto da solidariedade individual (da “gente de bem”) entre as pessoas e não uma conquista no
interior do próprio Estado. A cidadania implica em instituições e regras justas. O Estado, numa visão
socialista democrática, precisa exercer uma ação — para evitar, por exemplo, os abusos econômicos dos
oligopólios — fazendo valer as regras definidas socialmente.

Cidadania e autonomia são hoje duas categorias estratégicas de construção de uma sociedade
melhor em torno das quais há frequentemente consenso. Essas categorias se constituem na base
da nossa identidade nacional tão desejada e ainda tão longínqua, em função do arraigado
individualismo tanto das nossas elites, quanto das fortes corporações emergentes, ambas
dependentes do Estado paternalista.

O movimento atual da chamada “escola cidadã” está inserido nesse novo contexto histórico de busca
de identidade nacional. A “escola cidadã” surge como resposta à burocratização do sistema de ensino e
à sua ineficiência.
É nesse contexto histórico que vem se desenhando o projeto e a realização prática da escola cidadã
em diversas partes do país, como uma alternativa nova e emergente. Ela vem surgindo em numerosos
municípios e já se mostra nas preocupações dos dirigentes educacionais em diversos Estados brasileiros.
Movimentos semelhantes já ocorreram em outros países. Vejam-se as “Citizenship Schools” que
surgiram nos Estados Unidos nos anos 50, dentro das quais se originou o importante movimento pelos
Direitos Civis naquele país, colocando dentro das escolas americanas a educação para a cidadania e o
respeito aos direitos sociais e humanos.

Do movimento histórico-cultural a que nos referimos, estão surgindo alguns eixos norteadores da
escola cidadã: a integração entre educação e cultura, escola e comunidade (educação multicultural e
comunitária), a democratização das relações de poder dentro da escola, o enfrentamento da questão da
repetência e da avaliação, a visão interdisciplinar e transdisciplinar e a formação permanente dos
educadores. A interdisciplinaridade refere-se à estreita relação que as disciplinas mantêm entre si e a
Transdisciplinaridade, à superação das fronteiras existentes entre as disciplinas, indo, portanto, além da
interação e reciprocidade existentes entre as ciências.
Da nossa experiência vivida nesses últimos anos, tentando entender esse movimento, algumas lições
podemos tirar que nos levam a acreditar nessa concepção/realização da educação. Por isso, baseado
nessa crença, apresentamos um “decálogo” no livro Escola cidadã, em 1992. Para nós, a escola cidadã
surge como uma realização concreta dos ideais da escola pública popular, cujos princípios vimos
defendendo, ao lado de Paulo Freire, nas últimas duas décadas. Concretamente, dessa experiência
vivida, pudemos tirar algumas lições. Para finalizar, gostaríamos de mencionar pelo menos quatro:

1) A escola não é o único local de aquisição do saber elaborado. Aprendemos também nos fins de
semana, como costuma dizer Emília Ferreiro.
2) Não existe um único modelo capaz de tornar exitosa a ação educativa da escola. Cada escola é
fruto de suas próprias contradições. Existem muitos caminhos, inclusive para a aquisição do saber

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elaborado. E o caminho que pode ser válido numa determinada conjuntura, num determinado local ou
contexto, pode não o ser em outra conjuntura ou contexto. Por isso, é preciso incentivar a experimentação
pedagógica e, sobretudo, ter uma mentalidade aberta ao novo e não atirar pedras no caminho daqueles
que buscam melhorar a educação.
3) Todos não terão acesso à educação enquanto todos — trabalhadores e não trabalhadores em
educação, estado e sociedade civil — não se interessarem por ela. A educação para todos supõe todos
pela educação.
4) Houve uma época em que pensávamos que as pequenas mudanças impediam a realização de uma
grande" mudança. Por isso, no nosso entender, elas deveriam ser evitadas e todo o investimento deveria
ser feito numa transformação radical e ampla. Hoje, minha certeza é outra: a grande mudança exige
também o esforço contínuo, solidário e paciente das pequenas ações. Estas, no dia-a-dia, construídas
passo a passo, numa certa direção, também são essenciais à grande mudança. E o mais importante:
devem ser feitas hoje. Como dizia Paulo Freire, “a melhor maneira que a gente tem de fazer possível
amanhã alguma coisa que não é possível ser feita hoje, é fazer hoje aquilo que hoje pode ser feito. Mas
se eu não fizer hoje o que hoje pode ser feito e tentar fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente
eu faço amanhã o que hoje também não pude fazer.

Isso, de forma alguma, significa renunciar ao sonho da construção de uma sociedade justa e humana,
nem jogar no lixo da História nossa utopia revolucionária. Precisamos, sobretudo da utopia neossocialista
contra a ideologia neoliberal que prega o fim da utopia e da história. Estamos convencidos, acima de
tudo, que a educação, mais do que passar por uma melhoria da qualidade do ensino que está aí, como
sustenta o Banco Mundial, ela precisa de uma transformação radical, exigência premente e concreta de
uma mudança estrutural provocada pela inevitável globalização da economia e das comunicações, pela
revolução da informática a ela associada e pelos novos valores que estão refundando instituições e
convivência social na emergente sociedade pós-moderna. Por isso, como afirmamos no início do texto,
não se constrói um projeto políticopedagógico sem uma direção política, um norte, um rumo.

9. Laboratórios, salas de ciências e ambientes informatizados

Para organizar e montar um laboratório, você precisa de vários itens que farão das aulas experimentais
momentos de aprendizado prazeroso para todos os envolvidos.
Todo o preparo do laboratório de ciências, o tempo destinado à preparação do ambiente para as aulas
experimentais e o custo para providenciar espaço para laboratórios especializados, equipamentos e
materiais de consumo são totalmente justificados quando observamos a importância desse espaço para
a educação escolar.
Devemos ter uma interpretação mais ampla das atividades práticas, que não podem estar limitadas ao
estudo no laboratório. O trabalho realizado na bancada de um laboratório é apenas um subconjunto da
categoria mais ampla que é o trabalho prático, como, por exemplo, os filmes/vídeos, os trabalhos de
pesquisa em bibliotecas ou em sites, a construção de hortas, as visitas a fazendas, aos zoológicos, ao
jardim botânico, o estudo de caso com tarefas escritas, entre outros.
Os estudos no laboratório podem ser desenvolvidos visando a vários objetivos: demonstrar um
fenômeno, ilustrar um princípio teórico, coletar dados, testar hipóteses, desenvolver habilidades
básicas de observação ou medida, propiciar a familiarização com determinados instrumentos,
propiciar experiências com a luz e o som, conhecer os hábitos alimentares e o modo de vida de
determinadas espécies.
Há uma infinidade de ações e procedimentos a serem desenvolvidos em um laboratório, não apenas
a observação em microscópios ou a mistura de reagentes químicos. Quando é feito um trabalho
pedagógico coerente, em que o desenvolvimento do aluno é apreciado, as atividades didáticas passam
a ter um perfil totalmente diferenciado.
A experiência, como recurso didático, deve estar intimamente relacionada aos conhecimentos teóricos.
Para associá-los, devem-se indicar os objetivos a serem alcançados e as relações entre eles e os
conteúdos curriculares; a prática experimental deve levar o aluno à descoberta de maneira cada vez mais
autônoma e por meios diversificados.
Dessa forma, desenvolve-se um aprendizado crítico e consciente, em que o aluno cria suas próprias
soluções para os problemas de sala de aula e da vida. Já podemos perceber que uma atenta observação
dos fenômenos da natureza pode nos ensinar muito. O desenvolvimento adequado das práticas de

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laboratório certamente proporcionará uma frutífera investigação, bem como importantes questões
didáticas, para uma aprendizagem a partir da experiência.
Geralmente, numa sala de aula convencional, os alunos ficam sentados em carteiras e cadeiras fixas,
voltados para frente da sala, mais especificamente para o lado onde ficam o quadro e o(a) professor(a).
Esse trabalho facilita a transmissão de informações no sentido professor–aluno.
Ao contrário do modelo tradicional, nos laboratórios, o centro das atenções não é o professor, mas o
experimento, a experimentação, a atividade do aluno na construção do conhecimento. Por isso, as mesas
e as cadeiras devem ser combinadas com o trabalho a ser realizado, podendo ser em grupo ou individual.
Dessa maneira, trabalha-se com uma proposta didática diferente, em que a interação dos alunos é sempre
estimulada, obtendo um resultado significativo na aprendizagem.
Caberá aos técnicos em multimeios didáticos entender que os processos e os resultados da
experimentação são mais importantes do que quem coordena o processo; cada experimento não pode
partir do improviso, mas de algo planejado e preparado previamente e daí a importância da união teoria
e prática.
Os experimentos podem ser registrados em fichas, elaboradas pelo professor, preenchidas pelos
alunos durante as aulas e corrigidas por você, técnico em multimeios didáticos. Veja, a seguir, um modelo.

Um laboratório exige instalações adequadas e materiais próprios para que os usuários desenvolvam
as atividades a contento. Devemos observar vários aspectos para que esse ambiente possa funcionar de
modo seguro. Primeiramente, um fator relevante a ser observado diz respeito à iluminação e à ventilação.

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É importante que haja iluminação natural com janelas amplas que permitam uma boa circulação
de ar, principalmente se, no ambiente, forem mantidos seres vivos.
Vale pensar, também, em uma sala de preparação junto ao laboratório. Esta sala fica destinada a
guardar substâncias e a manter experimentos que estão em andamento. Dessa forma, o laboratório
poderá ser utilizado por qualquer turma, sem que haja interferência de outros alunos nos trabalhos em
andamento, uma vez que muitos experimentos demandam alguns dias de espera.
Quando há recurso financeiro, é interessante ter, nas bancadas, gás butano (gás de cozinha)
canalizado para a realização de experimentos que utilizam fogo, além de tomadas de energia comum e
estabilizadas.
Pontos de rede para ligar computadores são muito importantes, pois ajudarão muito no
desenvolvimento das aulas.
Ainda é preciso ter pias dentro do laboratório e, quando possível, nas bancadas. A pia é útil para a
captação de água, assepsia das mãos, na lavagem das vidrarias e no descarte de determinadas
substâncias.
A limpeza das vidrarias é de fundamental importância para evitar a contaminação dos reagentes e das
soluções, pois um bastão de vidro pode contaminar uma solução ou um tubo de ensaio mal lavado pode
determinar alteração na reação, prejudicando os resultados e inutilizando os reagentes químicos, que são
caros e de difícil obtenção.
Uma vez utilizado determinado material, deve ser feita a limpeza logo em seguida. Se não for possível,
é necessário que se coloque todo o material dentro de um recipiente contendo água e sabão neutro. Para
a perfeita limpeza de recipientes de vidro, tais como: tubos de ensaio, buretas etc., é muito útil a utilização
de escovas.
Eles devem ser enxaguados com água em abundância e um pouco de água destilada. Nos laboratórios
que não possuem estufas, os materiais devem ser colocados para escorrer em posição invertida.
Outro fator importante relaciona-se à segurança. Os técnicos em educação, responsáveis pelos
laboratórios, deverão manter, com os alunos, uma boa relação para que os cuidados necessários
sejam cumpridos para primar pela integridade de todos.
Nesse caso, a construção coletiva de combinados ou normas de convivências e de uso do
espaço pode alcançar ótimos resultados.
O laboratório é um local de muito trabalho e muita concentração, no entanto, pode-se tornar um local
muito perigoso se for usado de forma inadequada por causa dos materiais e dos equipamentos existentes
nele. A maioria dos acidentes ocorre por desconhecimento das regras básicas de segurança ou por falhas
no preparo prévio dos alunos.
Vamos apresentar aqui os principais cuidados a serem observados para que as atividades ocorram
tranquilamente:
- O laboratório deve ser bem iluminado e arejado, de preferência munido de exaustores.
- Instalações, como tubulações de gás, parte elétrica e hidráulica devem estar em boas condições e a
manutenção deve ser feita periodicamente.
- É imprescindível a presença de extintores de incêndio, observando-se e sempre suas condições de
uso.
- O piso não pode ser escorregadio.
- O local deve estar sempre limpo e organizado.
- Devem-se utilizar cestos de lixo, de material não combustível, evitando-se que materiais fiquem
espalhados pelo chão.
- Não usar aparelhos de vidro rachados ou quebrados.
- Cacos de vidro devem ser embrulhados antes de serem colocados no cesto de lixo e o pacote,
etiquetado com a inscrição “cacos de vidro”.
- O laboratório deve ser sinalizado e os acessos desimpedidos de forma a permitirem uma evacuação
rápida em caso de acidentes. Preferencialmente, devem estar situados em andar térreo, facultando o
acesso de todos, inclusive de pessoas com deficiência.
- Os móveis devem ser de fácil limpeza e baixa combustão.
- Não colocar livros, sacolas, ferramentas etc. sobre bancadas ou bancos. O local deve dispor de um
escaninho para que os alunos deixem seus materiais antes de entrarem. Cada aluno terá um espaço para
evitar problemas com objetos pessoais misturados.
- Deve ser mantida, dentro do laboratório, uma caixa de primeiros socorros.
- Não trocar tampas ou rolhas dos frascos, evitando assim perdas de reagentes ou soluções,
decorrentes de contaminação. Uma vez retirado um frasco, retorne-o imediatamente ao seu lugar após o
uso.

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- Utilizar sempre uma espátula limpa para retirar produtos químicos sólidos dos frascos; imediatamente
após o uso lave a espátula e guarde-a.
- Materiais perigosos devem ficar em armários fechados.
- Gavetas e armários devem ser etiquetados com o nome dos materiais que estão ali guardados, pois
facilita o preparo do laboratório para as aulas e, na ausência do técnico, os materiais podem ser facilmente
encontrados.
- Os frascos com reagentes devem ser devidamente etiquetados e identificados. O rótulo deve conter
a data de validade do produto e as informações sobre periculosidade.
- Ler com atenção o rótulo de qualquer frasco de reagente antes de usá-lo. Durante a utilização,
segurar o frasco sempre com o rótulo voltado para a palma da mão.
- Os estudantes devem ser orientados sobre os cuidados a serem tomados no manuseio de materiais,
reagentes e seres vivos.
- Todas as pessoas no laboratório devem usar jalecos, feitos de algodão, pois fibras sintéticas são
altamente inflamáveis, óculos de proteção e sapatos fechados. No caso de manuseio de produtos
corrosivos, devem-se usar luvas de borracha para proteção.
- Não apontar o tubo de ensaio em que esteja ocorrendo uma reação para si mesmo ou na direção de
outra pessoa. Pode ocorrer uma violenta formação de vapor que fará o conteúdo do tubo de ensaio
projetar-se, causando acidente.
- Ter cuidado com reagentes inflamáveis, não os manipulando na presença de fogo. Não aquecer
líquidos inflamáveis diretamente em uma chama (mais adiante, indicaremos a melhor maneira de aquecê-
los).
- Não pegar, diretamente com as mãos, equipamentos que foram submetidos a um aquecimento e que
ainda podem estar quentes.
Lembre-se: vidro quente tem a mesma aparência de vidro frio.
- Não aquecer um recipiente completamente fechado. Com a elevação da pressão interna, pode haver
uma explosão. São imprevisíveis as consequências.
- Alimentos e bebidas não devem ser ingeridos dentro do laboratório.
- Todos os experimentos que envolvem a liberação de gases e vapores tóxicos devem ser realizados
na câmara de exaustão (capela).
- Não cheirar qualquer tipo de reagente ao ser aberto.
- Nunca se deve pipetar soluções com a boca.
- Não provar o “sabor” de nenhum produto químico, a não ser que haja orientação para isso.
- Animais e plantas só podem ser mantidos em laboratórios se for possível realizar a manutenção
adequada.
- Não se deve realizar extração de sangue humano e utilizar organismos patogênicos em aula.
- Cuidados devem ser tomados para não se utilizarem excessivamente substâncias, como éter e
clorofórmio.
- Para manusear espécimes conservados em formol, devem ser utilizadas luvas de borracha.
- No caso de uma pessoa apresentar qualquer sintoma, como dificuldade de respirar, sangramento,
irritação (pele, nariz, olhos, garganta) ou outro tipo de reação, ela deve ser retirada do laboratório.
Não se deve medicar sem a orientação de um profissional especializado. Em casos graves, é
necessário procurar socorro médico.
- Ao se retirar do laboratório, verifique se não há torneiras de água ou gás abertas. Desligue todos os
aparelhos e lave bem as mãos.
É muito perigoso o manuseio de alguns produtos químicos inflamáveis (éter, álcool), cancerígenos
(benzeno), tóxicos (amônia) e venenosos (cianeto de potássio, sulfato cúprico). Normalmente, o uso
desses materiais deve ser evitado ou, pelo menos, controlado.
Os laboratórios que utilizam reagentes e produtos químicos devem dispor, obrigatoriamente,
de um chuveiro e um lavatório, pois acidentes podem ocorrer em que são atingidos o rosto ou o
corpo, exigindo retirada rápida do produto em contato com a pele.
Veja algumas placas de segurança que você, técnico em multimeios didáticos, pode confeccionar –
inclusive com a ajuda dos alunos. Elas têm a finalidade de informar e alertar para existência de perigo.
Todas as regras, cuidados e placas aqui descritos devem ser bem trabalhados com os alunos e, se
possível, entregues como manual. É interessante a escola puder dispor de um manual sobre cuidados no
uso do laboratório, construído junto com os alunos.
Depois de conhecer, investigar e planejar um laboratório para o ensino de ciências e ter ideia da
importância de um laboratório de ensino de línguas, chegou a vez de entender como um laboratório de
informática deve ser montado, quais equipamentos e sistemas devem compô-lo e como deve ser a
manutenção dos componentes deste laboratório, que é muito importante nas escolas, pois é utilizado por

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várias disciplinas, para desenvolver pesquisas, criar e construir trabalhos escolares, além de possibilitar
experimentações virtuais, quando a escola não tem as melhores condições para fazê-lo materialmente.
O conhecimento da humanidade só evoluiu em virtude da incessante busca que homens e mulheres
empreenderam com vistas a superar dificuldades, ou mesmo a trazer maior conforto à sua vida, como
você viu na primeira unidade. A informática é um grande passo nesse sentido e seu vertiginoso
desenvolvimento, no século XX, proporcionou um enorme avanço em várias áreas do conhecimento.
Você deve lembrar que primeiro computador desenvolvido foi o Eniac, que, aos nossos olhos, parece
apenas um dinossauro. A palavra “computador” inicialmente designou os computadores de grande porte
(mainframes), uma tecnologia pouco acessível a homens e mulheres comuns. Como tempo, apareceram
os computadores de pequeno porte, chamados de microcomputadores ou PCs (Personal Computer) –
computador pessoal. Atualmente, qualquer um dos nomes refere-se ao computador pessoal.
Você se lembra ou tem conhecimento sobre como os bancos trabalhavam antes do surgimento dos
computadores? Para muitos, que já nasceram na era da informática, é difícil regredir no tempo para tentar
entender, pois, hoje, não conseguimos fazer movimentações bancárias sem utilizar a informática.
E o que seria dos avanços na medicina? Os exames computadorizados permitem alta precisão nos
resultados e as cirurgias têm conseguido resultados surpreendentes com a utilização de técnicas
avançadas em meios computacionais. É possível a um aluno de um curso superior de medicina brasileira
assistir, via internet, a uma cirurgia que está sendo feita em um paciente no Japão e sendo comentada
por outro cirurgião que se encontra na Inglaterra. Alguns carros possuem computador de bordo; as
pessoas vão trabalhar com seus notebooks, netbooks ou tablets, que são os atuais computadores
pessoais. Os ícones e os jogos presentes nos smartphones só são possíveis graças às linguagens de
programação.
A internet faz parte do nosso cotidiano e abrange todo tipo de mídia eletrônica, além de facilitar todo
tipo de comunicação. As crianças, desde muito pequenas, sabem usar a informática e esse acelerado
crescimento chegou até nossas escolas como um grande atrativo para os alunos. Trata-se de um
maravilhoso recurso didático para ensinar e aprender.
Há um mundo de possibilidades, basta saber explorá-lo. Cabe a você, técnico em multimeios, conhecer
essa ferramenta de trabalho e ter controle sobre ela, não só para enriquecer o aprendizado dos alunos,
mas também para evitar que a informática seja usada de forma negativa ou até criminosa. A escola
precisa exercer seu papel de educar o jovem para a responsabilidade no uso dos recursos tecnológicos.
Há uma diversidade de softwares educativos que podem ser utilizados no laboratório, tais como:
programas de edição de texto, planilhas eletrônicas e editor de apresentações, que você verá com mais
detalhes.
A proficiência nesses programas é útil não só no aprendizado em sala de aula, mas na capacitação
para o mercado de trabalho.
Lembre-se, contudo, que os cuidados com o ambiente educacional devem começar pela autenticidade
dos programas utilizados, ou seja, um espaço verdadeiramente educativo não faz uso de materiais
“piratas”.
Se a escola não dispõe de recursos financeiros para obtê-los, softwares livres podem ser instalados e
usados de forma legal. Trata-se de programas de computador gratuitos, sem direito autoral, que podem
ser instalados a partir de sites da internet, como por exemplo: Linux e o Mozilla Firefox.

Conceitos e materiais básicos de informática

A visão de futuro levou as pessoas a estudarem e a desvendarem os mistérios do PC (computador


pessoal). Para ser utilizado como meio confiável na obtenção e no armazenamento de informações, o
computador precisa estar em perfeitas condições de funcionamento. Então, é necessário analisar e
resolver problemas simples com o hardware e o software.
Um computador é composto de periféricos de entrada e saída e uma unidade central de
processamento, conhecida como CPU.
Não confundir CPU, que é o processador do computador, com gabinete, que é tão somente a
“caixa metálica” no qual são instalados os componentes do computador, tais como a placa-mãe,
a fonte de energia, o HD e o cooler.
Hoje, os computadores são bem fáceis de manusear e podemos trocar uma memória ou um HD sem
dificuldade. Os periféricos de entrada e saída são também chamados de dispositivos I/O – Input/Output
– e permitem a conexão de outros aparelhos ao computador, como caixas de som, teclado, impressora,
entre outros. Existem periféricos internos, que são placas de expansão, discos rígidos, drives de CD e
DVD.

. 73
Antes de estudarmos os componentes de um computador, vamos entender como acontece a
manipulação de dados feita por ele?
O computador manipula dados por meio de sinais digitais (pulsos elétricos). Dígito binário é a
representação simbólica que utiliza apenas dois números do sistema de numeração: 0 e 1. Esses sinais
digitais trabalham por meio de dois estados: ligado (1) ou desligado (0). No computador, eles são
chamados de dígitos binários ou somente bit (conjunção de duas palavras inglesas binary digit). O bit é a
menor unidade de informação dos computadores, porém um bit sozinho não faz nada, é apenas um sinal
qualquer. Para que os bits possam realmente formar uma informação, é necessário que sejam agrupados
em grupos de 8, 16, 32 ou 64 bits. O conjunto de 8 bits forma um caractere.
Agora já conseguimos ter uma informação, pois o caractere é qualquer letra, número ou símbolo. Um
byte (conjunção de duas palavras inglesas: binary term) surge quando criamos um caractere qualquer,
por exemplo a letra A. O bit é representado pela letra “b” (minúscula) e o byte pela letra “B” (maiúscula).

Conceitos básicos sobre redes

O advento dos computadores fez surgir alguns problemas relacionados ao compartilhamento de


informações e recursos.
Imagine, por exemplo, a secretaria de uma escola com cinco computadores, cada um em uma mesa
isolada. Seria bastante incômodo, por um lado, se existisse apenas uma impressora ligada a um
computador, pois todos os outros quatro usuários teriam de salvar seus documentos em um pen drive e
levá-los ao computador que tem a única impressora conectada para imprimi-los. Por outro lado, se
optássemos por colocar uma impressora conectada a cada um dos cinco computadores, teríamos um
custo muito alto e desnecessário com a aquisição e a manutenção de mais quatro equipamentos.
Contudo, como tais problemas começaram a afetar diretamente a qualidade e a produção diária, foi
necessária a criação de soluções que viabilizassem o aumento da produtividade aliado à otimização do
trabalho, mantendo, porém, a redução de custos.
Se o diretor da escola acima mencionada perguntasse a você como proceder para solucionar o
problema, qual seria sua resposta?
As tecnologias de rede, criadas no início dos anos de 1980, usavam diferentes implementações de
hardware e software. Cada empresa que criava hardware e software para redes usava seus próprios
padrões. Estes padrões individuais eram desenvolvidos por causa da competição com outras
companhias. Consequentemente, muitas das novas tecnologias de rede eram incompatíveis umas com
as outras.
Tornou-se cada vez mais difícil para as redes que usavam especificações diferentes se comunicarem
entre si. Era necessário, por isso, que o equipamento antigo de rede fosse removido frequentemente para
que fosse implementado o novo equipamento. Dessa forma, os custos continuavam altos com a compra
desnecessária de equipamentos.
Uma das primeiras soluções foi a criação de padrões para redes locais. Foi um passo importante, já
que tais padrões ofereciam um conjunto aberto de diretrizes para a criação de hardware e software de
rede. Equipamentos de diferentes companhias puderam, então, se tornar compatíveis. Isso permitiu a
estabilidade na implementação de redes locais.

Dimensão das redes

A dimensão de uma rede refere-se ao seu tamanho geográfico. O tamanho de uma rede pode variar
de apenas alguns computadores em uma sala, a milhares de computadores conectados através de redes
de longas distâncias.
O tamanho da rede é determinado pela distância entre os usuários, pelo modo como a rede é projetada
e pelos componentes físicos usados em sua construção. A isso, na informática, damos o nome de
“escopo”.
Existem diversos tipos de escopo de rede, mas estudaremos aqui apenas dois, que são os mais usuais
e aplicáveis em redes existentes em unidades escolares:
- Redes locais (LAN) – conectam computadores localizados próximos uns aos outros, geralmente na
mesma sala ou prédio. É considerada uma rede de alta velocidade. Como exemplo, podemos citar a rede
de uma escola.
- Redes de longas distâncias (WAN) – conectam vários computadores separados por distâncias
maiores e também podem ser constituídas de várias redes locais interconectadas. É uma estrutura de
maior custo e complexidade. Exemplo: a internet.

. 74
Componentes básicos de conectividade

Os componentes básicos de conectividade de uma rede são os cabos, os adaptadores de rede e os


dispositivos sem fio que conectam os computadores à rede.
Esses componentes permitem que os dados sejam enviados para cada computador da rede,
possibilitando a comunicação entre eles.
Os componentes comuns de conectividade de uma rede são:
- Adaptadores de rede – fazem a conexão física entre o computador e o cabo de rede. Também
conhecidos como placas de rede, eles são conectados em um slot de expansão em cada computador da
rede. Depois que a placa de rede é instalada, o cabo de rede é conectado à porta da placa (orifício que
permite que o cabo seja encaixado na placa). Só depois desse procedimento é que o computador passa
a estar ligado fisicamente à rede. Cada placa de rede tem um endereço físico, ou seja, um número
exclusivo que é incorporado ao chip da placa. A placa de rede tem a função de receber os dados do
sistema operacional do computador que está enviando os dados, convertendo-os em sinais elétricos que
serão transmitidos pelo cabo. A placa de rede do computador de destino, por sua vez, confere se os
dados pertencem a ele por meio do endereço físico na placa, que recebe os sinais elétricos do cabo e os
converte em dados para que o sistema operacional do computador seja capaz de entender.
- Cabos de rede – os computadores são conectados em uma rede, usando-se cabos para transportar
os sinais entre eles. Os cabos diferem quanto aos seus recursos e são categorizados de acordo com sua
capacidade de transmitir dados em diferentes velocidades e com diferentes taxas de erro. As três
principais categorias de cabos que conectam a maioria das redes são:
- Cabo par trançado – é o tipo de cabo mais usado atualmente. O cabo par trançado (10 base T)
consiste em dois fios isolados de cobre, entrelaçados um em torno do outro. Existem dois tipos de cabo
de par trançado: blindado (UTP) e não blindado (STP). São eles os cabos mais comuns usados em redes
e podem transportar sinais a uma distância de 100 metros. O UTP é o tipo mais popular de cabo par
trançado e de rede local. Este tipo de cabo utiliza conector RJ45, semelhante aos conectores RJ11
utilizados em telefones.
- Cabo coaxial – o cabo coaxial consiste em um fio de cobre central revestido por uma camada
isolante, uma blindagem de metal de fio trançado e uma capa mais externa. O núcleo de um cabo coaxial
transporta os sinais eletrônicos que constituem os dados.
Existem dois tipos: ThinNet (10Base2) que transporta um sinal por até 185 metros e ThickNet
(10Base5) que pode fazê-lo por até 500 metros. Tanto o cabo ThinNet como o ThickNetusam um
componente de conexão conhecido como conector BNC.
- Cabo de fibra óptica – este cabo usa fibras ópticas para transportar sinais de dados digitais na forma
de pulsos de luz. Como não transporta impulsos elétricos, o sinal não pode ser interceptado e seus dados
não podem ser violados. Há duas grandes vantagens em utilizar fibras ópticas:
1) interferências eletromagnéticas não ocorrem no tráfego da luz, logo, a fibra óptica é totalmente
imune a ruídos; 2) conseguimos ter um cabo de fibra óptica muito mais longo sem a necessidade do uso
de repetidores. A distância máxima de um segmento do tipo de fibra óptica mais usado é de
2 km, comparando-se à distância de 185 metros do cabo coaxial fino e o limite de 100 metros do par
trançado, podemos perceber a grande vantagem da fibra óptica. O cabo de fibra óptica é uma boa opção
para a transmissão de dados de alta capacidade e alta velocidade. Porém, há uma relevante
desvantagem, além do custo elevado, ele poderá se quebrar facilmente se não houver o devido cuidado
durante sua instalação. O conector mais usado é o ST, mas lembramos que existem outros também muito
eficientes, de acordo com o modelo de rede escolhido.
- Dispositivos de comunicação sem fio – componentes sem fio são utilizados para conectar redes
onde a distância torna o uso de adaptadores de rede e opções de cabeamento-padrão inviáveis técnica
ou economicamente. Há três técnicas mais comuns na transmissão sem fio em uma rede local:
- Transmissão infravermelha – é usado um feixe de luz infravermelha para transportar os dados sem
a utilização de cabos. É técnica muito utilizada em redes locais, mas apresenta como principal
desvantagem a característica de não atravessar objetos sólidos e não “fazer curvas”.
O alcance também é muito menor, praticamente restrito a transmissões dentro de um mesmo
ambiente.
- Transmissão de dados via ondas de rádio – é um sistema eficiente e muito mais barato do que
conectar através de cabos. Como desvantagem, podemos citar que os dados não são transmitidos de
forma segura e, sendo assim é muito mais utilizado em sistemas em que os dados são públicos. Nesse
sistema, o usuário ajusta um transmissor e um receptor em determinada frequência por onde os dados
serão transmitidos.

. 75
- Transmissão a laser – tecnologia similar à infravermelha, só que usando outro tipo de luz (ondas)
nas transmissões. A transmissão a laser é altamente direcional, isto é, os dispositivos de transmissão e
recepção necessitam estar altamente alinhados. Na transmissão utilizando-se luz infravermelha, existe
um ângulo de abertura e, com isso, os dispositivos não precisam estar perfeitamente alinhados. A
transmissão a laser é muito maior do que a infravermelha, porém fumaça e até pingos de chuva podem
impedir a transmissão.
- Hubs – é responsável por replicar os dados para todas as portas (máquinas) conectadas a ele,
independentemente do endereço físico.
- Switches – são pontes contendo várias portas. Eles enviam os dados para o endereço físico correto,
diminuindo o tráfego de dados na rede de computadores.
- Modem – é um componente opcional que permite a conexão de um computador a outro através da
linha telefônica. Serve para modular e demodular dados.

Topologia de rede

Uma topologia de rede descreve a disposição dos computadores, dos cabos e de outros componentes
em uma rede. Trata-se de um mapa da rede física. O tipo de topologia usado afeta o tipo e os recursos
do hardware da rede, o seu gerenciamento e as possibilidades de expansão futura. Existem cinco
topologias básicas de rede: barramento, estrela, anel, malha e híbrida.
Dentre as várias topologias citadas, veja a que é denominada “em estrela”, visto que é a mais utilizada
e difundida, por apresentar os melhores índices na relação custo-benefício.
Na topologia em estrela, os segmentos de cabo de cada computador da rede estão conectados a um
componente central ou concentrador.
Um concentrador é um dispositivo que conecta vários computadores (hub). Nessa topologia, os sinais
são transmitidos do computador através do concentrador para todos os computadores da rede. Em uma
escala maior, várias redes locais podem estar interconectadas em uma topologia estrela.
A vantagem desta topologia é que, se um computador falhar, somente este computador não poderá
enviar ou receber dados, o restante da rede funcionará normalmente. A principal desvantagem no uso
dessa topologia é que, como cada computador está conectado a um concentrador, se o concentrador
falhar, a rede inteira deixará de funcionar.
Vejamos agora alguns modelos de laboratórios aplicáveis a uma sala de aula. Lembramos que não
existem medidas-padrões e você deve verificar a melhor disposição de acordo com sua escola.
Layout 1 – a disposição das máquinas encostadas na parede torna mais fácil a passagem dos cabos
e da fiação elétrica, pois as canaletas e as tomadas elétricas podem ser feitas na parede. O professor e
o técnico conseguem visualizar bem as telas controlando melhor as atividades desenvolvidas pelos
alunos, porém a desvantagem é que os alunos que estão nos computadores no fundo da sala ficam de
costas para o quadro, o que dificulta a visualização do mesmo e a quantidade de máquinas fica muito
limitada.
Layout 2 – com os computadores dispostos desta forma, a sala pode suportar mais máquinas. A
circulação dos alunos e dos professores será feita pelas laterais. A fiação poderá passar pelo chão e, se
a sala já estiver construída, deverá ser feito um piso falso. Os alunos ficam todos virados para a frente da
sala, visualizando melhor o quadro.

10. Sala de leitura ou bibliotecas.

Quando falamos em biblioteca22, qual é a primeira ideia que vem à sua cabeça? Ferreira (1986, p. 253)
define biblioteca como:
1. Coleção pública ou privada de livros e documentos congêneres, organizada para estudo, leitura e
consulta.
2. Edifício ou recinto onde se instala essa coleção.
3. Estante ou outro móvel onde se guardam e/ou ordenam os livros. É interessante você saber que
não é à toa que a palavra biblioteca tem sua origem nos termos gregos biblíon (livro) e theka (caixa),
significando o móvel ou lugar onde se guardam livros. Foi no Egito que existiu, desde o século IV a.C., a
mais célebre e grandiosa biblioteca da Antiguidade, a de Alexandria, que tinha como ambição reunir em
um só lugar todo o conhecimento humano. Seu acervo era constituído de rolos de papiro manuscritos -

22 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=33661-06-disciplinas-ft-md-caderno-12-biblioteca-escolar-
pdf&category_slug=fevereiro-2016-pdf&Itemid=30192

. 76
aproximadamente 60 mil, contendo literatura grega, egípcia, assíria e babilônica. No entanto, o conceito
e as explicações para a biblioteca vêm se transformando e se ajustando por meio da própria história das
bibliotecas. Isso quer dizer que as bibliotecas não devem ser vistas como simples depósitos de livros e
que devem ter seu foco voltado para as pessoas e para o uso que elas fazem da informação.

Tipos de bibliotecas

Para muitos autores, a tipologia de cada biblioteca depende das funções desempenhadas por ela. De
acordo com este entendimento, ela pode ser:
a) Escolar - organizada para integrar-se com a sala de aula e no desenvolvimento do currículo escolar.
Funciona como um centro de recursos educativos, integrado ao processo de ensino e aprendizagem,
tendo como objetivo primordial desenvolver e fomentar a leitura.
b) Especializada - sua finalidade é promover informação em determinada área, como exemplo,
assuntos exclusivos da agricultura, direito, indústria etc.
c) Infantil - destinada ao atendimento de crianças, deve possuir diversos materiais para enriquecer as
horas de lazer e despertar no leitor o encantamento pelos livros e pela leitura.
d) Pública - tem como proposta suprir as necessidades de leitura e informação da sua comunidade,
sem distinção de sexo, idade, raça, religião e opinião política.
e) Nacional - é a depositária do patrimônio cultural de uma nação. Encarrega-se de editar a bibliografia
nacional e fazer cumprir o depósito legal.
f) Universitária - integrada a uma instituição de ensino superior, tem por finalidade oferecer apoio ao
desenvolvimento de programas de ensino e à realização de pesquisas. A tipologia de cada biblioteca
ajuda-nos a perceber a função social que cada uma tem.
O conhecimento das necessidades da comunidade é que propiciará o estabelecimento de diretrizes e
ações que permitirão alcançar os resultados almejados com o fazer cultural e educacional.

Biblioteca escolar

Você viu que existem vários tipos de bibliotecas. Neste texto, priorizaremos a Biblioteca Escolar, que
no decorrer do texto, nomearemos apenas de biblioteca. É comum as escolas destinarem um espaço
para a biblioteca. Muitas vezes ela ocupa uma pequena sala e é chamada de cantinho ou sala de leitura.
Na sua escola com certeza deve ter um espaço como esse.
No entanto, observa-se na prática que muitas bibliotecas vêm sendo utilizadas inadequadamente, ou
seja, são simples depósitos de livros. Com relação à questão administrativa, também é comum
encontrarmos à frente das bibliotecas pessoas que, apesar de extrema boa vontade, não estão
devidamente capacitadas para organizar e dinamizar esse espaço. A escola que não proporciona aos
alunos o contato com a leitura, não ensina a ler de fato, pois leitura não é apenas a decifração das letras,
mas a interpretação do texto. A responsabilidade de ensinar os alunos a ler não pode ser delegada
somente ao professor, esse deve ser um compromisso de todos que trabalham na escola. Uma grande
força-tarefa deve ser formada para transformar a biblioteca em um espaço ativo para melhorar os índices
de leitura. Este é um bom motivo para envolver todos os profissionais de educação em atividades como:
hora do conto, contação de histórias, representação teatral, jornada pedagógica, concursos literários,
recitais poéticos etc. Você, por exemplo, pode ser um excelente contador de histórias. Imagine-se
construindo uma poesia e apresentando seu talento para os alunos, professores e seus colegas. Imagine
você criando textos, uma peça de teatro, compondo uma música. Sendo a escola um espaço de
aprendizagem permanente, é preciso usufruir das coisas boas que lá existem e desenvolver suas
potencialidades ajudando, assim, a escola a crescer. É dessa interação que estamos falando. Nesse
sentido, a biblioteca escolar não deve ser só um espaço de ação pedagógica, servindo como apoio à
construção do conhecimento e de suporte a pesquisas. Deve ser um espaço perfeito para que todos
possam utilizá-la como uma fonte de experiência, de apropriação e de difusão da cultura. Está escrito no
Manifesto da UNESCO (1976) sobre biblioteca escolar: Biblioteca é a porta de entrada para o
conhecimento, fornece as condições básicas para o aprendizado permanente, autonomia das decisões e
para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais. Sob esse aspecto, a escola deve
favorecer o conhecimento mútuo. Todos os que nela atuam têm um papel importante na mediação do
conhecimento.

. 77
11. Tecnologia da informação

Inserir a informática na educação não é apenas adquirir equipamentos e programas de computador


para a escola. O sucesso e a eficácia de um projeto educacional que utiliza a informática como mais um
recurso no processo pedagógico exigem capacitação e novas atitudes dos profissionais da educação
diante da realidade e do contexto educacional. Conhecimento, visão crítica e consciência do educador
em relação ao seu papel são fundamentais. Os profissionais deverão estar capacitados para fazer a
integração da informática com sua proposta de ensino e da escola, devendo estar abertos a mudanças e
dispostos a assumir um novo papel: o de facilitador e coordenador dos processos de ensino e
aprendizagem. Os profissionais da educação devem assessorar o aluno diante de uma situação-problema
para que, juntos, possam encontrar a melhor solução, podendo testar e utilizar diferentes recursos. Esse
novo papel exige maior empenho do professor, algo que não é adquirido em treinamentos técnicos ou em
cursos em que os conceitos educacionais e o domínio do computador são trabalhados separadamente,
esperando-se que os participantes façam a integração entre ambos. É preciso um processo de formação
continuada do professor, que se realiza na articulação entre a exploração da tecnologia computacional, a
ação pedagógica com o uso do computador e as teorias educacionais.
O professor deve ter a oportunidade de discutir o como se aprende e o como se ensina. Deve também
ter a chance de poder compreender a própria prática e de transformá-la. Com a visão atual de trabalho
em equipe, é importante que todos os profissionais envolvidos na ação pedagógica, e não só o professor,
passem por um processo de formação continuada. Com a capacitação adequada, o técnico em
multimeios didáticos, por exemplo, terá mais condição de contribuir com os professores no uso da
tecnologia voltada à educação. Para que os educadores tenham condições de criar ambientes de
aprendizagem que possam garantir um movimento contínuo de construção e reconstrução do
conhecimento, é preciso reestruturar seu processo de formação para assumir a característica de
continuidade. Nesse sentido, professores e técnicos em educação devem preparar- -se para desenvolver
competências, tais como as listadas por Almeida (1998):
- Estar aberto a aprender como aprender.
- Atuar a partir de temas emergentes no contexto de interesse dos alunos.
- Promover o desenvolvimento de projetos cooperativos.
- Assumir atitude de investigador do conhecimento e da aprendizagem do aluno.
- Propiciar a reflexão, a depuração e o pensar sobre o pensar. Rede e-Tec Brasil 74 Informática
Aplicada à Educação
- Dominar recursos computacionais.
- Identificar as potencialidades de aplicação desses recursos na prática pedagógica.
- Desenvolver um processo de reflexão na prática e sobre a prática, reelaborando continuamente
teorias que orientem sua atitude de mediação. É preciso aprender a lidar com as rápidas mudanças, ser
dinâmico e flexível, o que exige estar em constante sintonia com a realidade e atento aos impactos das
inovações na educação. Nesse novo contexto educacional, influenciado pelas novas tecnologias de
informação e comunicação, o educador deve estar preparado para a possibilidade de encontrar alunos
que saibam até mais que ele sobre determinado assunto. Com a rapidez e a diversificação dos meios de
informação no mundo moderno, o professor deixou de ser o único detentor do conhecimento. Assim, o
processo de capacitação dos profissionais de educação deve englobar conhecimentos básicos de
informática, conhecimentos pedagógicos, integração das tecnologias com as propostas pedagógicas,
formas de gerenciamento da sala de aula com os novos recursos tecnológicos, revisão das teorias de
aprendizagem, didática, projetos multi, inter e transdisciplinares. Com isso, será obtida uma maior
segurança para atuar com a informática na educação. A partir do momento em que a escola disponibiliza
computadores e softwares como auxílio para as aulas, torna-se imprescindível saber avaliar os recursos
para utilizá-los de forma adequada. É indispensável que os professores e técnicos de educação sejam
capacitados para utilizar e avaliar o computador e os softwares disponíveis como instrumentos
pedagógicos.
O professor precisa conhecer e aprender a lidar com os recursos dos programas de computador que
serão utilizados em suas aulas, e os técnicos, além disso, devem ter condições de deixar os equipamentos
plenamente prontos para a utilização proposta pelo professor. Com a capacitação, o educador será capaz
de incorporar a informática como recurso pedagógico, planejando com segurança aulas mais criativas e
dinâmicas, em que haja integração da tecnologia com a proposta de ensino. Além disso, poderá utilizar
os recursos do computador como apoio na elaboração de provas, no controle das notas dos alunos, na
elaboração de relatórios e em outras atividades que fazem parte do cotidiano escolar. É natural que

. 78
professores e demais profissionais da escola que trabalhem ou estejam envolvidos nas atividades em
ambientes tecnológicos encontrem problemas e dificuldades. Por isso, o gerenciamento de situações
comuns a ambientes de informática é um aspecto que não pode faltar na capacitação dos educadores.
Com a prática cotidiana, o profissional da educação, seja professor ou técnico, saberá lidar melhor com
imprevistos e problemas como os seguintes:
- O computador está travando com frequência.
- O programa necessário para a aula não está funcionando em todos os computadores.
- A tinta da impressora acabou antes da finalização da impressão dos trabalhos.
- Não há computador suficiente para toda a turma.
- Algumas máquinas estão com vírus que prejudicam seu funcionamento.
- O arquivo onde foram gravados os trabalhos dos alunos foi perdido.
- Nem todos os computadores possuem recursos de multimídia.
- A escola não possui um sistema de monitoramento adequado de acesso à internet.
- A memória dos computadores é insuficiente para a instalação de novos programas. Esses são apenas
alguns exemplos de problemas que podem ser encontrados no ambiente de informática da escola. As
dificuldades devem ser descritas em relatório e levadas à direção da escola para que sejam solucionadas.
Alguns problemas podem ser resolvidos pelos próprios técnicos em multimeios ou professores, a partir
da elaboração de normas de utilização dos ambientes de informática, como por exemplo:
- A escola deverá designar um profissional para ser o responsável pela instalação dos programas e
configuração dos computadores, função que pode ser desempenhada pelo técnico em multimeios
didáticos.
- Manter uma empresa ou profissional capacitado para manutenção periódica dos computadores.
- Numerar os computadores, monitores e teclados para facilitar a identificação dos problemas nas
máquinas.
- Evitar o uso de dispositivos, como o pen drive, sem a verificação prévia com antivírus. Diante disso,
fica clara a necessidade de capacitação do profissional para trabalhar a informática como recurso
pedagógico. É preciso haver uma construção gradativa das competências específicas para o uso de
recursos tecnológicos, lembrando, porém, que a construção dessas competências não deve ser isolada
do processo mais amplo de construção das competências profissionais. Escolha algum curso que você
já tenha realizado e faça um resumo relatando as contribuições que a capacitação trouxe para sua
atuação profissional, com o objetivo de avaliar a importância de renovar seus conhecimentos visando
superar desafios e desempenhar cada vez melhor seu papel como técnico em multimeios didáticos. No
processo de implantação e utilização da informática na escola, é importante que os administradores
escolares também tenham uma visão dos benefícios da incorporação da tecnologia no dia a dia da escola
e atuem, efetivamente, na construção da nova prática pedagógica proporcionada pelo uso do computador
e dos seus objetivos, uma vez que o apoio da direção da escola é um dos fatores fundamentais para que
os projetos da escola possam ser executados com êxito. A falta de apoio da direção pode tornar
impossível a execução de qualquer projeto pedagógico. Por isso, é tão importante que o administrador
escolar também seja capacitado e tenha uma visão educativa condizente com a incorporação da
informática como recurso pedagógico na escola, a fim de adequar suas atitudes com consciência do seu
papel, que deve ser o de colaborador, incentivador e facilitador do processo.
Todos os profissionais que trabalham no ambiente escolar têm um papel importante no processo
educacional como um todo e devem contribuir para a construção da escola como um espaço estimulador
da aprendizagem. Dessa forma, também os funcionários da educação, como você, técnico em multimeios
didáticos, precisam estar capacitados para auxiliar e contribuir no processo de implantação e utilização
da informática na escola. Cada um, no âmbito de sua formação e atuação, tem muito a colaborar. Dentro
de suas competências, professores, administradores e funcionários de escola podem, juntos, contribuir
para a construção de um espaço escolar no qual a informática seja utilizada como um recurso pedagógico
motivador e construtivo. Inserir, de alguma forma, os profissionais de todas as áreas no processo de
implantação e utilização da informática na escola faz com que todos se sintam importantes e responsáveis
pelos resultados. A troca de experiências e de informações entre os profissionais de educação envolvidos
no processo é importante na busca de melhorias e de soluções para os problemas enfrentados no
ambiente de informática da escola, bem como no planejamento das atividades a serem desenvolvidas e
na definição dos objetivos a serem alcançados. Para isso, são recomendáveis a realização de reuniões
periódicas e a utilização de outros canais diários de comunicação, como as mensagens por correio
eletrônico (e-mail), por exemplo. A incorporação das novas tecnologias de comunicação e informação na
escola resulta em um processo contínuo de mudança, uma vez que as atualizações tecnológicas são
constantes e rápidas. Veja como exemplo os computadores que usamos em casa, no trabalho ou em uma
lan house, os quais, de tempos em tempos, precisam ser atualizados para que continuem nos atendendo.

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Em função dessa rapidez evolutiva, todos os profissionais precisam se atualizar frequentemente para
continuarem aptos a utilizar as ferramentas, os programas e os equipamentos de informática.
O aprendizado, além de ser um processo em contínua mudança, é coletivo. Negar o contexto no qual
vivemos é nos transformar numa “caixa-preta”; é não querer perceber o que está ao nosso redor; é
desprezar uma característica típica do ser humano: a capacidade de aprender. Aprender é mudar.
Aprender significa romper constantemente para que possamos nos posicionar como seres autônomos e
transformadores diante do ecossistema no qual estamos inseridos.

Questões

01. (SEAP/DF- Professor- IBFC/2013) De acordo com o que disserta a Lei 9.394/96, Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Brasileira (LDB), julgue os itens a seguir:
I. A LDB reconhece que a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida
familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino, nos movimentos sociais e nas
manifestações culturais. Por isso, a lei disserta, expressamente, que a educação escolar deverá vincular-
se ao mundo do trabalho e à prática social.
II. A educação básica é obrigatória e gratuita dos 6 anos aos 17 anos de idade, organizada da seguinte
forma: pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. Sendo a educação infantil gratuita às crianças de
até 6 anos de idade. III. O atendimento ao educando é previsto, em todas as etapas da educação básica,
por meio de programas suplementares de material didático-escolar e alimentação. Transporte e
assistência à saúde não estão expressamente previstos na LDB 9394/96, sendo deixados à lei ordinária.
III. O atendimento ao educando é previsto, em todas as etapas da educação básica, por meio de
programas suplementares de material didático-escolar e alimentação. Transporte e assistência à saúde
não estão expressamente previstos na LDB 9394/96, sendo deixados à lei ordinária.
IV. É garantida a vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima
da residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 anos de idade.
V. É garantido acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os
concluíram na idade própria, porém vedado acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e
da criação artística, segundo a capacidade de cada um.

É correto o que afirma em:


(A) I, II e III, apenas.
(B) I e IV, apenas.
(C) II, III e V, apenas.
(D) I, IV e V, apenas.

02. É correto afirmar, conforme artigo 24, inciso V da LDB, que a verificação do rendimento escolar
expressa uma ênfase na
(A) classificação dos estudantes de acordo com suas notas.
(B) reprovação e aprovação nos diferentes níveis de ensino.
(C) evasão e retenção dos estudantes nos diferentes anos de escolaridade.
(D) promoção dos estudantes ao longo dos níveis de ensino.

03. (TJ/GO- Analista Judiciário- Pedagogia- FGV/2014) A educação escolar, de acordo com a Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, é dever da família e do Estado.
Cabe ao Estado garantir, a partir da nova redação do Art. 4º da LDB instituída pela Lei nº 12.796, de
2013:

(A) educação básica obrigatória e gratuita dos seis aos quatorze anos de idade;
(B) educação infantil e ensino fundamental obrigatórios e gratuitos;
(C) ensino fundamental e ensino médio obrigatórios e gratuitos;
(D) educação básica obrigatória e gratuita a todos que desejarem cursá-la;
(E) educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete anos de idade.

04. (Prefeitura de Campo Verde/MT- Professor- Ciências- Consulplan/2010) Com base na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB nº. 9394/96, em relação às escolas que oferecem a
Educação Básica, analise:

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I. O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas,
a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto em
lei.
II. A carga horária mínima anual será de oitocentas horas distribuídas por um mínimo de duzentos dias
de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.
III. A classificação em qualquer série ou etapa pode ser feita por promoção, para alunos que cursaram,
com aproveitamento, a série ou a fase anterior, na própria escola: por transferência, para candidatos
procedentes de outras escolas.
IV. O controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas
normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do
total de horas letivas para aprovação.

Estão corretas apenas as afirmativas:

(A) I, II, III


(B) I, III, IV
(C) II, III, IV
(D) I, II, IV
(E) I, II, III, IV

05. (TSE- Analista Judiciário- Pedagogia- Consulplan/2012) Segundo o art. 9º inciso IV da LDB
9394/96, a incumbência de traçar um conjunto de diretrizes capaz de nortear os currículos e os seus
conteúdos mínimos, reforçando a necessidade de se propiciar a todos a formação básica comum é

(A) dos Municípios em colaboração com o Conselho Municipal de Educação.


(B) da União em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
(C) dos Estados em colaboração com os Municípios.
(D) dos Conselhos de Educação em regime de colaboração com os Estados e a União.

06. (SEDUC –AM- Pedagogo- FGV/2014) As opções a seguir apresentam destaques da Lei nº
9394/96, à exceção de uma. Assinale-a.
(A) Flexibilidade do currículo – permite a incorporação de disciplinas considerando o contexto e a
clientela.
(B) Educação Artística e Ensino Religioso – disciplinas obrigatórias no Ensino Básico.
(C) Jornada escolar no Ensino Fundamental – pelo menos quatro horas em sala de aula.
(D) Educação Profissional – constitui um curso independente do Ensino Médio.
(E) Educação organizada em dois níveis – Educação Básica e Educação Superior.

07. (IF-SP- Professor- Biologia- IF-SP/2015) Segundo a Lei nº 9394, de 1996, a respeito do tema
“diplomas", é incorreto afirmar que:
(A) Os diplomas de cursos de educação profissional técnica de nível médio, quando registrados, terão
validade nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação superior.
(B) Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como
prova da formação recebida por seu titular.
(C) Os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por
universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os
acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação.
(D) Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão
ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na
mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior.
(E) Os diplomas expedidos pelas universidades e aqueles conferidos por instituições não-universitárias
serão registrados pelo Conselho Nacional de Educação.

08. (INSS- Analista Pedagogia- FUNRIO/2014) Segundo o artigo 24 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional 9394 de 1996, em seu inciso VI, o controle de frequência dos alunos ficará a cargo
da
(A) secretaria de ensino municipal, conforme o disposto no seu regimento, e exigida a frequência
mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação.

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(B) secretaria de ensino estadual, conforme o disposto no seu regulamento, e exigida a frequência
mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação.
(C) escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino,
exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação.
(D) escola, conforme o disposto no seu regimento, e exigida a frequência mínima de oitenta e cinco
por cento do total de horas letivas para aprovação.
(E) secretaria de educação básica do MEC, conforme o disposto em regimento federal, e exigida a
frequência mínima de oitenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação.

09. (SEDUC-RO - Professor – História – FUNCAB/2013) Quanto ao Projeto Político-Pedagógico, é


INCORRETO afirmar que ele:
(A) deve ser democrático.
(B) precisa ser construído coletivamente.
(C) confere identidade à escola.
(D) explicita a intencionalidade da escola.
(E) mostra-se abrangente e imutável.

10. (ABIN - Oficial Técnico de Inteligência – Área de Pedagogia CESPE/2010) Julgue os itens a
seguir, relativos a projeto político-pedagógico, que, nas instituições, pode ser considerado processo de
permanente reflexão e discussão a respeito dos problemas da organização, com o propósito de propor
soluções que viabilizem a efetivação dos objetivos almejados.
Os pressupostos que norteiam o projeto político-pedagógico estão desvinculados da proposta de
gestão democrática.

11. (Prefeitura de Palmas - TO - Professor - Língua Espanhola – FDC/2010) “O projeto político-


pedagógico antecipa um futuro diferente do presente. Não é algo que é construído e arquivado como
prova do cumprimento de tarefas burocráticas.”
(Ilma Passos)

Segundo a autora, o projeto político-pedagógico, comprometido com uma educação democrática e de


qualidade, caracteriza- se fundamentalmente como:
(A) atividades articuladas, com temas selecionados semestralmente
(B) planejamento global, com conteúdos selecionados por série
(C) ação intencional, com compromisso definido coletivamente
(D) plano anual, com objetivos definidos pelos professores
(E) instrumento técnico, com definição metodológica

Respostas

01. Resposta: B
Comentário: Errada: II. A educação básica é obrigatória e gratuita dos 4 anos (e não dos 6 anos como
escrito na afirmativa) aos 17 anos de idade, organizada da seguinte forma: pré-escola, ensino
fundamental e ensino médio. Sendo a educação infantil gratuita às crianças de até 5 anos de idade (e
não 6 como afirmado).
Errada: III. O atendimento ao educando é previsto, em todas as etapas da educação básica, por meio
de programas suplementares de material didático-escolar e alimentação, transporte e assistência à
saúde (estão, sim, expressos na referida lei)

Errada: V. É garantido acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que
não os concluíram na idade própria, e também o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa
e da criação artística, segundo a capacidade de cada um.

02. Resposta: D
A ênfase é na promoção dos alunos ao longo dos níveis de ensino de acordo com a verificação da
aprendizagem, possibilitando o avanço nos cursos e nas series mediante a verificação do aprendizado
adquirido.

03. Resposta: E
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:

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I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade.

04. Resposta: D
Errada: III. A classificação em qualquer série ou etapa (exceto a primeira do ensino fundamental)
pode ser feita por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou a fase anterior,
na própria escola: por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas.

05. Resposta: B
De acordo com a referida Lei, a União com a colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios devem traçar um conjunto de diretrizes capaz de nortear os currículos e os seus conteúdos
mínimos, reforçando a necessidade de se propiciar a todos a formação básica comum, ou seja, para
elaboração das diretrizes que devem nortear os currículos a União junto com os Estados, Distrito Federal
e Municípios devem elabora-las.

06. Resposta B
De acordo com o Art.33 da LDB, ela diz, que o ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte
integrante da formação básica do cidadão.... Cabe aos pais decidir se os filhos vão ou não frequentar as
aulas.

07. Resposta E
Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional
como prova da formação recebida por seu titular.
§ 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas próprias registrados, e aqueles
conferidos por instituições não-universitárias serão registrados em universidades indicadas pelo Conselho
Nacional de Educação.
§ 2º Os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por
universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os
acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação.
§ 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão
ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na
mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior.

08. Resposta C
VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas
normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do
total de horas letivas para aprovação;
Fonte: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf

09. Resposta: E
O currículo formal é mais estático - por ser um conjunto de proposições educacionais legais a serem
atingidas -, o PPP deve ser dinâmico, mutável, vivo e, portanto, contraditório."

10. Resposta: E
A construção do PPP é responsabilidade de toda a comunidade escolar. Portanto, a afirmativa é
errada.

11. Resposta: C
Gadotti (2001), relata que a palavra projeto vem do verbo projetar, lançar-se para frente, dando sempre
a ideia de movimento, de mudança. A sua origem etimológica, como explica Veiga (2001), vem confirmar
essa forma de entender o termo projeto que "vem do latim projectu, particípio passado do verbo projecere,
que significa lançar a diante". Na definição de Alvaréz (1998) o projeto representa o laço entre presente
e futuro, sendo ele a marca da passagem do presente para o futuro. Para Fagundes (1999), o projeto é
uma atividade natural e intencional que o ser humano utiliza para procurar solucionar problemas e
construir conhecimentos. Alvaréz, por sua vez, afirma que, no mundo contemporâneo, o projeto é a mola
do dinamismo, se tomando em instrumento indispensável de ação e transformação.
Boutinet (2002), explica que o termo projeto teve seu reconhecimento no final XVII e a primeira tentativa
de formalização de um projeto foi através da criação arquitetônica, com o sentido semelhante ao que nele
se reconhece atualmente, apesar da marca do pensamento medieval "no qual o presente pretende ser a
reatualização de um passado considerado como jamais decorrido".

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Na tentativa de uma síntese, pode-se dizer que a palavra projeto faz referência a ideia de frentes de
um projetar, lançar para, a ação intencional e sistemática, onde estejam presentes: a utopia
concreta/confiança, a ruptura/continuidade e o instituinte/instituído. Segundo Gadotti, todo projeto supõe
ruptura com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável
para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de
promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser
tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação
possível, comprometendo seus atores e autores.

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