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Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS 2018


JORGE SILVA – REVISOR OFICIAL DE CONTAS
FÁBIO PINHO – REVISOR OFICIAL DE CONTAS
DAVIDE RIBEIRO – REVISOR OFICIAL DE CONTAS

JANEIRO DE 2019

PROGRAMA Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

1. PRESTAÇÃO DE CONTAS CONTABILÍSTICA E FISCAL


1.1 ASPETOS DA LEGISLAÇÃO COMERCIAL
1.2 NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA EM VIGOR
1.3 DOSSIER FISCAL
1.4 DECLARAÇÃO MODELO 22
1.5 IES – INFORMAÇÃO EMPRESARIAL SIMPLIFICADA, SAF-T (PT) E
TAXONOMIAS
1.6 CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS

FECHO DE CONTAS 2018 2


PROGRAMA Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

2. BENEFÍCIOS FISCAIS
2.1 REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL SOCIAL
2.2 CRIAÇÃO DE EMPREGO
2.3 MEDIDAS DE APOIO AO TRANSPORTE
2.4 MECENATO
2.5 QUOTIZAÇÕES
2.6 RFAI – REGIME FISCAL DE APOIO AO INVESTIMENTO
2.7 DLRR
2.8 SIFIDE II
2.9 LIMITAÇÕES À UTILIZAÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS

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PROGRAMA Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.2 CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.3 INVENTÁRIOS
3.4 INVESTIMENTOS
3.5 CAPITAL
3.6 GASTOS
3.7 RENDIMENTOS

4. ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2019 (ALGUMAS ALTERAÇÕES)

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Introdução Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.0 INTRODUÇÃO
3.01 CONTA A CONTA

PR GRA A
ASPECTOS CONTABILÍSTICOS E
FISCAIS NO FECHO DE CONTAS:
MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
CONTAS A RECEBER E A PAGAR
CAPITAL
GASTOS
RENDIMENTOS

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Introdução Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.0 INTRODUÇÃO
3.01 CONTA A CONTA

S
A
F
T

T

Fisco “vai ter uma dose brutal de informação


sobre empresas” – Helena Borges – Diretora
Geral da AT - in jornal de negócios
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MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.1 Meios financeiros líquidos

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Meios Financeiros Líquidos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS

Notas de Enquadramento do SNC:


“Esta classe destina-se a registar os meios financeiros líquidos, que incluem quer o
dinheiro e depósitos bancários quer todos os activos ou passivos financeiros
mensurados ao justo valor, cujas alterações sejam reconhecidas na demonstração de
resultados”.
Contas :
1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
11 Caixa
12 Depósitos à ordem
13 Outros depósitos bancários
14 Outros instrumentos financeiros

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FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.1 Meios financeiros líquidos

3.11 CAIXA

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.11 CAIXA
O que deve conter?
“Compreende o dinheiro em caixa, tais como notas de banco e
moedas metálicas de curso legal, nacionais ou estrangeiros”.
Operações de Fecho de Exercício
Retirar do Caixa – não enquadrável na definição:
Notas e moedas sem curso legal (Conta de Gastos).
Selos de correio (Conta 281-Gastos a reconhecer).
Vales de Caixa (Conta 23-Pessoal).
Cheques pré-datados (Contas de Clientes).
Cheques sem provisão (Contas de Clientes / Perdas por imparidade).
Outros que não se enquadrem na definição.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.11 CAIXA
Operações de Fecho de Exercício
Contagem Física do Caixa.
Comparação com saldo da contabilidade e Folha de Caixa.

Diferença Negativa
Débito da conta 6888
Crédito da conta 11
Diferença Positiva
Débito conta 11
Crédito da conta 78.8.8
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.11 CAIXA

Operações de Fecho de Exercício


Moeda Estrangeira - Actualizar para a taxa de câmbio de fecho
Saldo em Moeda Estrangeira existente
Cotação à data de balanço
Reconhecimento das diferenças de câmbio
Favoráveis – Registar na conta 7887 - Fiscalmente considerada
(alínea c) n.º 1 do artº 20º do CIRC)
Desfavoráveis – Registar na Conta 6887 - Fiscalmente
considerada (alínea c) do n.º 2 do artº 23 do CIRC)

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.11 CAIXA
Saldos elevados de caixa:
Comprovar e demonstrar a razão dos excedentes.
No caso de não comprovação, exemplos do que a AT tem feito:
Despesas não documentadas;
Adiantamento por conta de lucros;
Aplicação de métodos indiretos
Períodos de tributação a que respeitam.
SAFT – T da contabilidade
Saldos de caixa credores:
Obrigatoriamente o saldo tem natureza sempre devedora.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.11 CAIXA

Saldos elevados de caixa:


Processo: 7/2011-T de 20.09.2012 – CAAD
Movimento de caixa de 550.000 transferido para conta de terceiros.
AT considerou este montante como despesa não documentada.
Processo: 54/2013-T de 6.09.2013 – CAAD
Movimento de caixa de 380.000 transferido para conta de terceiros.
A AT considerou este montante como despesa não documentada.
Processo: 182/2017-T de 14.11.2017 – CAAD
Saldo Caixa CTB = 492.030,85 €, Contagem Física = 1.230 €.
A AT considerou a diferença como adiantamento por conta de lucros.

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.11 CAIXA

O Caixa e a sua evolução


6
5
Mais possível perto de 0
4 Constante
3 Com reduzido movimento

2
1
0
-1 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
-2
Fundo Fixo de Caixa
-3
Pequenos pagamentos
Saldo de caixa Fundo definido em função das pequenas despesas
Período razoável para a sua reposição
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.11 CAIXA
Exemplo:
- O Contabilista Certificado (CC) da empresa Regulariza, Lda solicitou à
gerência da empresa o inventário físico do caixa a 31.12.2018. Tendo
recebido a informação que o caixa ascendia a 2.000 euros. Segundo os
registos contabilísticos o Caixa ascendia a 2.500 euros, não tendo sido
possível identificar o motivo da diferença. Posto isto, o CC elaborou
uma nota de lançamento com a descrição “regularização do caixa”,
assinado pela gerência, registando em gastos a diferença.
- A contagem física do Caixa da empresa Retira, Lda era inferior em
2.000 euros ao registos contabilísticos. Foi possível constatar que a
diferença resultou de levantamentos de caixa sem qualquer documento
de suporte e sem que se tenha conseguido identificar a pessoa que
procedeu a tais retiradas de caixa. O valor em falta foi registado em
gastos.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.1 Meios financeiros líquidos

3.12 DEPÓSITOS À ORDEM

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM
Operações de Fecho de Exercício
Conferência das contas de depósitos à Ordem
Criação de subcontas em função das contas à ordem e instituições
onde a entidade tem os seus depósitos
12.1 Banco X; 12.2 Banco Y; 12.3 Banco Z

Cruzar o balancete e as subcontas da 12 com o extracto bancário


Obter mapa da base de dados das contas no Banco de Portugal
Reconciliações Bancárias
Analisar os movimentos pendentes na Reconciliação Bancária nos
extractos do ano seguinte.
Cruzar os saldos das reconciliações bancárias de Dezembro
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM
Depósitos em Moeda Estrangeira - Actualizar para a taxa de câmbio
de fecho
Saldo em Moeda Estrangeira existente
Cotação à data de balanço
Reconhecimento das diferenças de câmbio
Favoráveis – Registar na conta 7887 - Fiscalmente considerada
(alínea c) n.º 1 do artº 20º do CIRC)
Desfavoráveis – Registar na Conta 6887 - Fiscalmente
considerada (alínea c) do n.º 2 do artº 23 do CIRC)
Juros das Contas de Depósitos
Contabilização/Especialização (D – 27 ; C- 791)
São rendimentos fiscais
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM

Não Compensação de Saldos


Balancete de 31/12/2018

Conta Descrição Saldo D/C


12 Depósitos à Ordem 1.500,00 D
1201 Novo Banco, S.A. 2.000,00 D
1202 Banco Santander Totta 500,00 C

No exemplo:
2.000 euros devem ser considerados no activo e
500 euros no passivo.
Saldos credores de Depósitos à Ordem devem ser transferidos para
2512 – Descobertos Bancários.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM

Artigo 63.º-C
Contas bancárias exclusivamente afectas à actividade empresarial
“1 - Os sujeitos passivos de IRC, bem como os sujeitos passivos de IRS que disponham ou
devam dispor de contabilidade organizada, estão obrigados a possuir, pelo menos, uma
conta bancária através da qual devem ser, exclusivamente, movimentados os pagamentos
e recebimentos respeitantes à actividade empresarial desenvolvida.

2 - Devem, ainda, ser efectuados através da conta ou contas referidas no n.º 1 todos os
movimentos relativos a suprimentos, outras formas de empréstimos e
adiantamentos de sócios, bem como quaisquer outros movimentos de ou a favor
dos sujeitos passivos.”

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM

Artigo 63.º-C
Contas bancárias exclusivamente afectas à actividade empresarial
Suprimentos/empréstimos/recebimentos feitos pelos sócios em dinheiro
Conta a débito Conta a crédito Valor (€)

2532 - Outros participantes -


11 - Caixa XXXXXX
Suprimentos e outros mútuos

Pagamentos feitos aos sócios em dinheiro

Conta a débito Conta a crédito Valor (€)

2532 - Outros participantes -


11 - Caixa XXXXXX
Suprimentos e outros mútuos

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM
Artigo 63.º-E - Proibição de pagamento
em numerário (LGT)
Lei n.º 92/2017 de 23 de Agosto
Veio definir novos limites para os
pagamentos em numerário.
Trata-se de uma medida de combate ao
branqueamento de capitais, restringindo as
transações com movimentos financeiros
em numerário onde algum dos
intervenientes não é identificado.
A lei produz efeitos relativamente aos
pagamentos realizados após a sua entrada
em vigor, ainda que as transações que lhe
deram origem sejam anteriores.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM
Artigo 63.º-E - Proibição de pagamento em numerário
Lei n.º 92/2017 de 23 de Agosto
Os montantes proibidos em “dinheiro vivo” são os seguintes:

>=
>=
>
>=
Para efeitos do cômputo dos limites referidos nos números anteriores, são
considerados de forma agregada todos os pagamentos associados à
venda de bens ou prestação de serviços, ainda que não excedam aquele
limite se considerados de forma fracionada. (n.º 4 do Art.º 63.º-E LGT)
Movimentos contabilísticos (pró-ativos)
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM

Artigo 63.º-E - Proibição de pagamento em numerário


Lei n.º 92/2017 de 23 de Agosto

Uma pessoa singular que deseja adquirir produtos Mobiliários e formaliza


uma nota de encomenda no valor 3100 euros, estará impedida de pagar o
adiantamento (750 euros) em numerário?
Um turista francês deslocou-se à avenida da liberdade para comprar umas
jóias por 4.000 euros, estará impedido de pagar em numerário?
Uma pessoa singular deseja vender o seu carro por 5.000 euros, no
entanto o comprador quer pagar em dinheiro. Está impedido?

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM

Proibição de pagamento em numerário - Punições

Artigo 63º- C e E da LGT Artigo 129º do RGIT

Infracção Punição
n.º 1: n.º 1* (270 a 27.000€)IRS
não possuir conta bancária 540 a 54.000 IRC
n.º 2: n.º 2 (€ 180 a € 4500)-IRS
movimento de suprimentos 360 a 9000-IRC
n.º 3
n.º 3:
(180 a 4.500€)-IRS
Transações em numerário > limites
360 a 9000 IRC

* Origina ainda suspensão de reembolso de IRC, conforme Despacho


normativo n.º 7-A/2015, de 30/4.

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.12 DEPÓSITOS À ORDEM
Proibição de pagamento em numerário
Estatuto Benefícios Fiscais (EBF) – Artigo 66.º N.º 3

“3 - Os donativos em dinheiro de valor superior a € 200 devem ser efectuados


através de meio de pagamento que permita a identificação do mecenas,
designadamente transferência bancária, cheque nominativo ou débito directo.”

Punição

Desconsideração do gasto para efeitos fiscais, e

Penalidade prevista no n.º 3 do art.º 129.º do RGIT. (ver quadro slide


anterior)
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FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.1 Meios financeiros líquidos

3.13 OUTROS DEPÓSITOS BANCÁRIOS

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.13 OUTROS DEPÓSITOS BANCÁRIOS
Reconhecimento/Apresentação:
Com base no índice de carácter de permanência
Classe 1 – 13 – Outros depósitos Bancários
Depósitos com vencimento a curto prazo.
Classe 4 – 41.5.1 – Outros investimentos financeiros-Detidos até á
maturidade
Depósitos que tiverem vencimento de médio e longo prazo.
Recomendação:
Criação de subcontas por cada conta bancária a prazo que a entidade
dispõe.
Cruzar a contabilidade com os extractos bancários.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.13 OUTROS DEPÓSITOS BANCÁRIOS

Depósitos em Moeda Estrangeira - Actualizar para a taxa de câmbio


de fecho
Reconhecimento das diferenças de câmbio
Favoráveis – Registar na conta 7887 - Fiscalmente considerada
(alínea c) n.º 1 do artº 20º do CIRC)
Desfavoráveis – Registar na Conta 6887 - Fiscalmente considerada
(alínea c) do n.º 2 do artº 23 do CIRC)
Juros Obtidos
São reconhecidos em resultados (conta 7911),
numa base de acréscimo (especialização temporal)
São rendimentos fiscais (Contabilidade = Fiscalidade)
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.13 OUTROS DEPÓSITOS BANCÁRIOS
Retenções na fonte (IRC - 25%)
Debitadas na conta 24.1
Deduzidas no campo 359 do Q 10 da Mod. 22 de IRC
Este campo é preenchido automaticamente pelo sistema.
No Q 12 constam os valores retidos e a de identificação das
entidades retentoras dos rendimentos, preenchidos
automaticamente pelo sistema.
No caso de diferenças para o comunicado dá origem a suspensão
de reembolso de IRC, cf - Desp. normativo n.º 7-A/2015, de 30/4.
As declarações, enviadas pelos bancos, integram o dossier fiscal.
Cruzar a conta 24.1 / 7911
Com as declarações dos bancos e
Multiplicar a 7911 (antes de especializações) x taxa de imposto.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.13 OUTROS DEPÓSITOS BANCÁRIOS

Recomendação

“Não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta” – ditado

O cliente bancário tem garantido o reembolso do(s) depósito(s) que


efetuou numa dada instituição até ao montante de 100.000 euros.
Este valor é, assim, definido por instituição e por depositante.

Para saber mais:


http://clientebancario.bportugal.pt/ptPT/DireitosdosClientes/Garantiad
eDepositos/Paginas/default.aspx

FECHO DE CONTAS 2018 32


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FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.1 Meios financeiros líquidos

3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

FECHO DE CONTAS 2018 33

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Conta 14 - Outros Instrumentos Financeiros

“Esta conta visa reconhecer todos os instrumentos financeiros que não


sejam caixa (conta 11) ou depósitos bancários que não incluam derivados
(contas 12 e 13) que:
sejam mensurados ao JUSTO VALOR, cujas alterações sejam
reconhecidas na demonstração de resultados.

Exemplos:
Ações e títulos de participação cotados publicamente
Obrigações perpétuas e convertíveis

FECHO DE CONTAS 2018 34


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Excluem-se os Instrumentos Financeiros, mensurados ao custo, custo


amortizado ou pelo MEP:
Participações Financeiras mensuradas ao Custo (Conta 41)
Participações Financeiras mensuradas ao MEP (Conta 41)
Empréstimos concedidos (conta 41)
Contas a receber (classe 2)

FECHO DE CONTAS 2018 35

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Situação usual nas empresas – Participações

Conta 14 ou Conta 41 - Passos:


1) Fazer a distinção entre:
Instrumentos financeiros adquiridos com a finalidade de venda
Instrumentos Financeiros que se destinam a ser mantidos em
continuidade (Conta 41)
2) Fiável a determinação do Justo Valor
Sim
Não (Conta 41)

FECHO DE CONTAS 2018 36


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Situação usual nas empresas – Participações Financeiras
Ações / Quotas Finalidade Classificação
Cotadas Especulativa Conta 14
Não Cotadas Especulativa Conta 41
Cotadas Manutenção Conta 41
Não Cotadas Manutenção Conta 41

Exemplos:
Participação Registo
Norgarante Conta 41
Lisgarante Conta 41
Outras não cotadas Conta 41
FECHO DE CONTAS 2018 37

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Mensuração inicial:
Justo valor inicial (preço da transacção)
Não incluir os custos de transacção.
Comissão de intermediação – 6225 – Comissões
Impostos – 6812 – Impostos Indirectos.

FECHO DE CONTAS 2018 38


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Mensuração Subsequente:
Justo valor
Variações de Justo Valor, registada em Resultados
77 Ganhos por aumentos de justo valor
771 Em instrumentos financeiros
66 Perdas por reduções de justo valor
661 Em instrumentos financeiros

Actualização data de balanço.


Analisar cotação na data em que as contas são aprovadas para
emissão.
FECHO DE CONTAS 2018 39

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Na NC- ME, o Justo Valor não é permitido.

Mas as Microentidades podem optar, assinalando o campo


423 do Q11 da M22:

FECHO DE CONTAS 2018 40


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Aspectos fiscais:

As variações de justo valor afectam os resultados do


exercício, mas nem sempre o resultado fiscal.

Só afecta os resultados fiscais, no caso previsto no artº 18º


nº 9 do CIRC.

FECHO DE CONTAS 2018 41

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Aspectos fiscais:
Os ajustamentos decorrentes da aplicação do justo valor não
concorrem para a formação do lucro tributável,
Excepto quando:
a) Respeitem a instrumentos financeiros reconhecidos pelo
justo valor através de resultados, desde que,
tratando-se de instrumentos do capital próprio,
tenham um preço formado num mercado regulamentado
e
o sujeito passivo não detenha, directa ou indirectamente,
uma participação no capital igual ou superior a 5% do
respectivo capital social;
b)Tal se encontre expressamente previsto neste Código.
FECHO DE CONTAS 2018 42
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Instrumentos de capital próprio reconhecidos pelo justo valor em resultados

Preço formado
em mercado
regulamentado Não

Sim Variações de JV sem


Relevância Fiscal

SP detém
participação
Não
< 5%

Variações de JV com
Sim Relevância Fiscal (100%)
FECHO DE CONTAS 2018 43

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Aspectos fiscais – Associação à M22

Com relevância Fiscal

Nada a fazer. Mesmo quando há perda.

Sem relevância Fiscal


Conta
661

771

FECHO DE CONTAS 2018 44


Meios Financeiros Líquidos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Exemplo:
A sociedade TOU PEIRA SGPS, S.A. adquiriu em 1/1/2018, 300.000 de acções a 2 euros
cada, do capital social da REN, cotada em bolsa. O capital social da REN é de
534.000.000 €, com valor nominal de 1 euro. A TOU PEIRA, aplica o SNC – RG.

Dia Cotação Ganho/ Registo Fiscalmente


Perda
31/12/2018 2,10 + 30.000 D – 14 ;C – 771 Releva
31/12/2019 2,05 - 15.000 D – 661 ;C – 14 Releva

30/06/2020 2,07 + 6.000 D – 14 ;C – 771 Releva


(venda)

FECHO DE CONTAS 2018 45

Meios Financeiros Líquidos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS
E se a sociedade aplicasse a NCRF – ME, como seria fiscalmente?
E aos valores recebidos na data da venda posso aplicar o regime do reinvestimento ?
Aplico os coeficientes de desvalorização da moeda?
Tenho de preencher o mapa oficial?

Artigo 46.º - Conceito de mais-valias e de menos-valias


1 — Consideram-se mais-valias ou menos-valias realizadas os ganhos obtidos ou as
perdas sofridas mediante transmissão onerosa, qualquer que seja o título por que se
opere e, bem assim, os decorrentes de sinistros ou os resultantes da afectação
permanente a fins alheios à actividade exercida, respeitantes a:
b) Instrumentos financeiros, com excepção dos reconhecidos pelo justo
valor nos termos das alíneas a) e b) do n.º 9 do artigo 18.º

I.F reconhecidos ao JV Excluídos da disciplina


+/- Valias Fiscais

FECHO DE CONTAS 2018 46


Meios Financeiros Líquidos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

EVOLUÇÃO DA COTAÇÃO

C.A.

• Cotada 31/12 31/12 31/12 Venda


• < 5%
• Não NCRF - ME

FECHO DE CONTAS 2018 47

Meios Financeiros Líquidos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Atenção ao princípio da periodização do lucro tributável


No exemplo anterior:
Imaginemos que a Administração da sociedade em 31.12.2019 decide não registar
a perda por variação do JV e só faz o registo em 2020:
Lançamento D – 661 ;C – 14, por 9.000 euros

O que é que o fisco pode fazer em relação a 2020?

FECHO DE CONTAS 2018 48


Meios Financeiros Líquidos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.1 MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS
3.14 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Aspectos a considerar no Fecho das Contas:


Actualizar Justos Valores para cotação de Balanço
Acompanhar Justos Valores á data em que foi autorizada a emissão das
demonstrações financeiras.
Conferência dos saldos com extractos bancários, conferindo as quantidades
e valores.

FECHO DE CONTAS 2018 49

CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 CONTAS A RECEBER E A PAGAR

FECHO DE CONTAS 2018 50


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

CLASSE 2- CONTAS A RECEBER E A PAGAR


21 Clientes
22 Fornecedores
23 Pessoal
24 Estado e outros entes públicos
25 Financiamentos obtidos
26 Accionistas/sócios
27 Outras contas a receber e a pagar
28 Diferimentos
29 Provisões

FECHO DE CONTAS 2018 51

CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.21 CLIENTES

FECHO DE CONTAS 2018 52


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

21 Clientes
211 Clientes c/c
212 Clientes - títulos a receber
(…)
217 Clientes de cobrança duvidosa
218 Adiantamentos de clientes (sem preço fixado)
219 Perdas por imparidade acumuladas

FECHO DE CONTAS 2018 53

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

Aspectos a considerar no Fecho das Contas:


Conferência das Contas (Circularização de Saldos)
Conferência da Gestão Vs Contabilidade
Mensuração
Custo ou Custo Amortizado
Moeda Estrangeira
Não Compensação de Saldos / Análise de saldos credores
Especialização: Rappel e descontos a conceder
Imparidades: Mapa de antiguidade de saldos / Carta a advogado / Esforços de
cobrança
Classificação e Apresentação: Letras descontadas e não vencidas / Cheques
pré-datados / Factoring
FECHO DE CONTAS 2018 54
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
Mensuração do saldo de Clientes
Mensuração inicial
Valor constante do documento de débito deduzido os descontos comerciais.
Custo ou Custo amortizado (ex: vendas sem juros por prazo dilatado e PER)
Fiscalmente
Custo – n.º 5 artigo 18 do CIRC
Art. 18.º do CIRC “5 -Os réditos relativos a vendas e a prestações de serviços, bem
como os gastos referentes a inventários e a fornecimentos e serviços externos, são
imputáveis ao período de tributação a que respeitam pela quantia nominal da
contraprestação.”
Custo Amortizado – Associação à Modelo 22
Ano Mensuração Inicial – Acresce diferença no campo 711
Rendimento com juros – Deduz diferença no campo 757

FECHO DE CONTAS 2018 55

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

Mensuração do saldo de Clientes


Mensuração subsequente: - Moeda Estrangeira
Actualizar para a taxa de câmbio de fecho
Saldo em Moeda Estrangeira existente
Cotação à data de balanço
Reconhecimento das diferenças de câmbio
Favoráveis – Registar na conta 7887 - Fiscalmente considerada
(alínea c) n.º 1 do artº 20º do CIRC)
Desfavoráveis – Registar na Conta 6887 - Fiscalmente
considerada (alínea c) do n.º 2 do artº 23 do CIRC)

FECHO DE CONTAS 2018 56


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

LETRAS DESCONTADAS E NÃO VENCIDAS


Os lançamentos serão os seguintes:
3) Pelo desconto:
1) Pela recepção da letra:
12 – Depósitos à Ordem
212 – Clientes - Títulos a receber 691 – Juros suportados
a 211 – Clientes c/c 6981 – Outros de financiamento
a 2514 – Financiamentos obtidos – letras
2) Pelo envio para o banco para descontadas
desconto:
4) Pelo pagamento da letra:
213 – Clientes com letras descontadas
2514 – Financiamentos obtidos
a 212 – Clientes – Títulos a receber a 213 – Clientes com letras descontadas

Desconto das letras aparece no passivo


Cruzar com o livro de letras e com a posição bancária.
FECHO DE CONTAS 2018 57

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

CHEQUES PRÉ – DATADOS DESCONTADOS


Os lançamentos serão os seguintes:

Desconto dos cheques pré-datados aparece no passivo.


Cruzar a contabilidade com a posição bancária.

FECHO DE CONTAS 2018 58


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

FACTORING
Vendedor Factura Comprador
(cedente) (devedor)
Adiantamento de fundos
Cópia da Factura Pagamento à empresa
Empresa de de factoring
Factoring

Contabilização do Factoring:
Tipo de contrato: Com ou Sem Recurso?
Direito de regresso / Risco de Crédito
Com direito de regresso – Com Recurso
Sem direito de Regresso – Sem Recurso
FECHO DE CONTAS 2018 59

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
FACTORING SEM RECURSO

FACTORING COM RECURSO

FECHO DE CONTAS 2018 60


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

RESUMO:

• O aderente cede os direitos e


os riscos de crédito
SEM RECURSO
• Recebe adiantamento
• Desreconhece os clientes
FACTORING

• O aderente cede os direitos,


mas mantém o risco de crédito
COM RECURSO
• Recebe adiantamento
• Reconhece financiamento

FECHO DE CONTAS 2018 61

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - CONTABILIZAÇÃO
Reconhecidas em resultados quando existe risco incobrabilidade - quando
existe a possibilidade do valor recuperável ser inferior á quantia registada.
Aferição, pelo menos perto do final do exercício. Obter mapa de antiguidade
de saldos, reunir com a gerência, circularizar advogado e esforços de
cobrança.

Pela
transferência
para cobrança
duvidosa

Registo da
perda por
imparidade

FECHO DE CONTAS 2018 62


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE - CONTABILIZAÇÃO

Reversão da
Perda por
imparidade

Desreconheci
mento do
activo

FECHO DE CONTAS 2018 63

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE
Aceites como gastos nos termos dos artigo 28 - A e 28 – B do CIRC
Artigo 28.º A do CIRC
1 - Podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes perdas por imparidade,
quando contabilizadas no mesmo período de tributação ou em períodos de
tributação anteriores:
a) As relacionadas com créditos resultantes da atividade normal, incluindo os juros
pelo atraso no cumprimento de obrigação, que, no fim do período de tributação,
possam ser considerados de cobrança duvidosa e sejam evidenciados como
tal na contabilidade;
b) As relativas a recibos por cobrar reconhecidas pelas empresas de seguros.
São dedutíveis se cumprirem os seguintes requisitos:
Sejam emergentes da atividade normal da empresa,
A sua cobrança seja duvidosa; e
Estejam evidenciados na contabilidade como créditos de cobrança duvidosa.
FECHO DE CONTAS 2018 64
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE
Atividade Normal
Tem sido entendido pela AT como créditos comerciais que resultem das vendas e
prestações de serviços respeitantes á atividade da empresa (operações que
envolvam transações correntes).
Juros moratórios (novidade da reforma de IRC de 2014)
Processo n.º 90/2017-T,19-01-2018 – Imparidade dívidas de fornecedores
Correção de 131.250 € - adiantamento para pagamento de máquina para AFT.
A Requerente adquiriu uma máquina para o regular funcionamento do seu
objeto social. A aquisição de um ativo necessário à realização do objeto, é uma
aquisição relacionada com a atividade normal da empresa.
As dívidas de fornecedores devem, dessa forma, ser igualmente consideradas
como resultando da atividade normal dos sujeitos passivos.
FECHO DE CONTAS 2018 65

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE


Evidenciados como tal na contabilidade
Contabilização em contas específicas com a denominação “clientes de
cobrança duvidosa”, ou
Menção no Anexo ás Contas, ou
Evidência no mapa Mod 30 e respectiva nota de lançamento
Considerados de cobrança duvidosa
Estes aspectos são determinados especificamente pelo Artigo 28 – B
do CIRC.

FECHO DE CONTAS 2018 66


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE
Considerados de cobrança duvidosa (Artigo 28 - B)
Aqueles em que o risco de incobrabilidade esteja devidamente
justificado, o que se verifica nos seguintes casos:

Casos de Cobrança Duvidosa Dedutivel IRC


O devedor tenha pendente processo de execução, 100%
processo de insolvência, processo especial de
revitalização ou SIREVE.
Os créditos tenham sido reclamados judicialmente ou em 100%
tribunal arbitral
Os créditos estejam em mora há mais de seis meses Em função da Mora
desde a data do respetivo vencimento e existam provas (ver slide seguinte)
objetivas de imparidade e de terem sido
efetuadas diligências para o seu recebimento.
FECHO DE CONTAS 2018 67

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE
Em função Mora % Aceite
Créditos em mora, até 6 meses 0%
Créditos em mora há mais de 6 meses e até 1 ano 25 %
Créditos em mora há mais de 1 ano e até 1,5 ano 50 %
Créditos em mora há mais de 1,5 ano e até 2 anos 75 %
Créditos em mora há mais de 2 anos 100 %

Nota: Elaborar mapa de antiguidade de saldos

Os créditos estejam em mora há mais de seis meses desde a data do


respetivo vencimento e existam provas objetivas de imparidade e de
terem sido efetuadas diligências para o seu recebimento.
FECHO DE CONTAS 2018 68
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PROVAS DE TEREM SIDO EFECTUADAS DILIGÊNCIAS PARA O
SEU RECEBIMENTO:
Recomendação: Prova Documental
Pedidos e avisos de cobrança, com avisos de recepção, assinados pelos
serviços das entidades ou de seus advogados.
Correspondência enviada via fax e e-mail, desde que exista comprovativo da
receção das mensagens.
Prova Testemunhal?
Saída Geral n.º 040645, relativa ao Processo n.º 1333/95, de 23/10/95, da
DSIRC - “A prova das diligências necessárias para o reconhecimento de um crédito,
(…) pode ser efetuada por qualquer documento que evidencie a realização das
mesmas ou por qualquer outro meio legalmente admitido, nomeadamente o
testemunhal.”.
FECHO DE CONTAS 2018 69

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PROVAS DE TEREM SIDO EFECTUADAS DILIGÊNCIAS PARA O
SEU RECEBIMENTO:
Prova Testemunhal?
O Acórdão do TCAS, de 23/02/ 2010, relativo ao Processo n.º 03751/10 que cita
o Acórdão do mesmo tribunal, de 19/07/2006, referente ao Processo n.º 1095/06:
“ (...) o contribuinte se poderá socorrer de todas as provas que, (…) lhe sejam
facultadas pelo ordenamento jurídico, o que vale por dizer não ser questionável «(...)
que a prova da factualidade atinente ao momento em que se verificou o risco de
incobrabilidade possa ser feita (...)» ,designadamente , (...) por via testemunhal.”.
O Acórdão do TCAS, de 1 de abril de 2003 relativo ao Processo n.º 7160/2002
refere: “ (…) Sendo certo que a lei admite a prova testemunhal e documental, entre
outras, existe matéria para a qual só determinado tipo de prova é relevante. Assim, em
casos como o dos autos em que a lei dá relevância à contabilidade, é óbvio que não
pode a prova testemunhal servir para infirmar factos que constam da mesma
contabilidade. É o caso, por exemplo, das diligências efetuadas para cobrança
dos créditos. A prova, em nosso entender, só poderia ser feita por via
documental e não por via de testemunhas.(…) ”.
FECHO DE CONTAS 2018 70
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE
Alguns esclarecimentos importantes:
Contagem da mora: data de vencimento; Caso das Letras.
Ultrapassado período mora (6 meses), não é obrigatória a constituição. Avaliação da gestão:
ex: Acórdão do STA de 30/04/2003, Proc n.º0101/03 - “Para que a provisão seja recusada
como custo fiscal não basta, pois, invocar que os créditos já estavam em mora há mais
de seis meses aquando da constituição da provisão, importando (…), que a incobrabilidade
dos créditos foi verificada em exercícios anteriores àquele em que ocorreu essa
constituição, (…), pois só neste caso há ofensa do princípio da especialização dos exercícios(…)”
Créditos em mora há mais de 24 meses - “A provisão para créditos em mora deve ser registada
no exercício, no fim do qual, o crédito seja considerado de cobrança duvidosa e esteja evidenciado
como tal na contabilidade … se a empresa com base em elementos concretos, considera o crédito
como duvidoso apenas ao fim de 24 meses em mora, deverá registar na contabilidade como tal e
constituir provisão em 100%, sendo a mesma aceite”. Despacho SEAF, de 95-10-10
Acordos nos Planos Especiais de Revitalização – Parte objecto de plano de pagamento.
Perdas por imparidade por mora não aceites fiscalmente no período-sua aceitação fiscal em
períodos seguintes.
Manutenção de relações comerciais com cliente objecto de imparidade.
FECHO DE CONTAS 2018 71

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE


Não são considerados créditos de cobrança duvidosa:
Os créditos sobre o Estado, regiões autónomas e autarquias locais ou
aqueles em que estas entidades tenham prestado aval;
Os créditos cobertos por seguro, com exceção da importância
correspondente à percentagem de descoberto obrigatório, ou por
qualquer espécie de garantia real;
Os créditos sobre pessoas singulares ou coletivas que detenham, direta
ou indiretamente, nos termos do n.º 6 do artigo 69.º, mais de 10% do
capital da empresa (participantes no Capital) ou sobre membros
dos seus órgãos sociais, salvo nos casos previstos nas alíneas a) e b)
do n.º 1 Artigo 28.º-B.
Os créditos sobre empresas participadas, direta ou indiretamente, nos
termos do n.º 6 do artigo 69.º, em mais de 10% do capital, salvo nos
casos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 1 Artigo 28.º-B.

FECHO DE CONTAS 2018 72


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE
O princípio da periodização do lucro tributável – Cuidado.
Acordão do TCAN de 23.11.2010,TCAN 00123/03
Decisão de não aceitação de gasto fiscal de perda por imparidade, dado que em anos
anteriores tinha sido instaurado ao devedor processo especial de recuperação de empresas.
Acórdão do TCAS, de 17/12/2003, Processo n.º 162/03
Decisão de não aceitação de gasto fiscal de perda por imparidade, dado que em anos
anteriores o devedor se encontrava em processo de insolvência.
Acórdão do TCAN, de 14/06/2006, Processo n.º258/04
Decisão de não aceitação de gasto fiscal de perda por imparidade, dado que em anos
anteriores o crédito tinha sido reclamado judicialmente pelo contribuinte.
Acórdão do TCAN, de 26/10/2006, Processo n.º309/04
Decisão de não aceitação de gasto fiscal de perda por imparidade, dado que em anos
anteriores o contribuinte encarregou uma sociedade de advogados de diligenciar pela sua
cobrança.
FECHO DE CONTAS 2018 73

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE
O princípio da periodização do lucro tributável – Cuidado.
Resumo:
Reconhecimento da Perda no período em que o risco de
incobrabilidade é verificado:
“Assim, se um crédito preenche algum dos requisitos previstos no
n.º1 do art.º 28º B do CIRC, em alguma das suas várias alíneas, num
dado exercício, não pode o contribuinte retardar a constituição da
pertinente imparidade nesse mesmo exercício, ainda que mais tarde, em
outro exercício, tal crédito pudesse ser subsumível a uma outra
alínea do mesmo artigo.”
Acordão do TCAN N.º 03869/10 de 23-11-2010
Importância de efectuar procedimentos, como circularizar o
advogado para analisar o risco de incobrabilidade no encerramento
das contas.
FECHO DE CONTAS 2018 74
Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE


ASSOCIAÇÃO A M22
Acrescer no campo 718 do Q07 da M22, as perdas por imparidade:

Em princípio, o acréscimo de valores neste campo dão origem a impostos


diferidos. Lançamento:
D: 2741 – Activo por imposto diferido
C: 8122 – Imposto diferido
Deduzir saldo da conta 8122 no campo 766 do Q07 da M22

FECHO DE CONTAS 2018 75

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE - Exemplo prático:


A empresa “Dívidas à solta, S.A” registou como perda por imparidade, em 31.12.2018,
o montante de 70.000 €, discriminado da seguinte maneira:
10.000 € - Crédito a receber de ex-funcionário relativo a uma viatura alienada em
2014. Apesar de diversas tentativas a empresa não conseguiu receber o crédito não
conseguindo das últimas vezes qualquer contacto com o ex-funcionário.
5.000 € - Crédito a receber de cliente de faturas de outubro de 2017 que entrou
em processo de insolvência em 2017.
14.000 € - Crédito a receber de cliente, relativo a faturas com vencimento em abril
de 2018 tendo a empresa intentado contra este cliente processo judicial no final de
2018.
10.000 € - Crédito a receber de cliente, relativo a fatura com vencimento em julho
de 2018, tendo este cliente sido considerado insolvente no início do ano de 2019.
FECHO DE CONTAS 2018 76
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE - Exemplo prático


(continuação):
A empresa “Dívidas à solta, S.A”, registou como perda por imparidade, em 31.12.2018,
o montante de 70.000 €, discriminado da seguinte maneira:
10.000 € - Crédito a receber de cliente, relativo a fatura com vencimento em julho
de 2018, apresentando a empresa provas inequívocas (carta registada com aviso de
receção) da tentativa de recebimento do crédito.
5.000 € - Crédito a receber de cliente, relativo a fatura com vencimento em Março
de 2018, não existindo na empresa evidências da tentativa de recebimento do
crédito.
16.000 € - Crédito a receber de cliente, relativo a fatura com vencimento em maio
de 2017. A empresa participa 15% no capital social deste cliente.
Qual o montante de perdas por imparidade aceites fiscalmente?
FECHO DE CONTAS 2018 77

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE


ASSOCIAÇÃO A M22
Acrescer no campo 718 da Modelo 22:
70.000 – 14.000 = 56.000 euros
Em princípio, a empresa, (SNC – RG) reconhece um ativo por imposto
diferido.
Deduzir saldo da conta 8122 no campo 766 do Q07 da M22

FECHO DE CONTAS 2018 78


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

REVERSÃO DAS PERDAS POR IMPARIDADE - FISCALIDADE


Quando deixarem de se verificar as condições objetivas que determinaram
a constituição das perdas por imparidades deve ser as mesmas revertidas.
(Conta 7621):
Foram aceites como gasto – São rendimento fiscal agora:
Não faz nada na Modelo 22
Não foram aceites como gasto fiscal – deduzir campo 762 Q 07 da M22

Quando estarmos perante reversão de perdas por imparidade não é de


usar a dedução do campo 781 do Q07 da M22

FECHO DE CONTAS 2018 79

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE- SUPORTE DOCUMENTAL:

FECHO DE CONTAS 2018 80


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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE


SUPORTE DOCUMENTAL:
Créditos em mora há mais de 6 meses
Listagem com indicação de:
Devedor
Valor do crédito
Data de vencimento da fatura
Valor da perda por imparidade de acordo com os escalões da mora
Prova das diligências para o seu recebimento.

FECHO DE CONTAS 2018 81

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE:


SUPORTE DOCUMENTAL:
Créditos Pendentes de processo de insolvência e de recuperação de
empresas ou processo de execução:
Listagem com indicação de:
Devedor
Valor do crédito
Identificação do processo
Data do processo

FECHO DE CONTAS 2018 82


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PERDAS POR IMPARIDADE – FISCALIDADE:


SUPORTE DOCUMENTAL:
Créditos reclamados judicialmente ou em tribunal arbitral:
Listagem com indicação de:
Devedor
Valor do crédito em contencioso
Identificação do tribunal
Numero do processo
Data do processo

FECHO DE CONTAS 2018 83

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

CRÉDITOS INCOBRÁVEIS – SNC


683 - Dívidas incobráveis - Apenas regista, por contrapartida da
correspondente conta da classe 2, as dívidas cuja incobrabilidade se
verifique no período e que não tivessem sido consideradas anteriormente
em situação de imparidade.
Se existir perda por imparidade totalmente registada:
D – 219; C - 217
Se existir perda por imparidade parcialmente registada:
D – 219 D - 683; C – 217
Se não existir perda por imparidade registada:
D - 683; C – 211
FECHO DE CONTAS 2018 84
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

CRÉDITOS INCOBRÁVEIS – ARTIGO 41 CIRC


1 - Os créditos incobráveis podem ser diretamente considerados gastos
ou perdas do período de tributação nas seguintes situações, desde que não
tenha sido admitida perda por imparidade ou esta se mostre insuficiente:
a) Em processo de execução, após o registo a que se refere a alínea b) do n.º 2
do artigo 717.º do Código de Processo Civil;
b) Em processo de insolvência, quando a mesma for decretada de caráter
limitado ou quando for determinado o encerramento do processo por
insuficiência de bens, ao abrigo da alínea d) do n.º 1 do artigo 230.º e do
artigo 232.º, ambos do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas,
ou após a realização do rateio final, do qual resulte o não pagamento
definitivo do crédito;
c) Em processo de insolvência ou em processo especial de revitalização, quando
seja proferida sentença de homologação do plano de insolvência ou do plano
de recuperação que preveja o não pagamento definitivo do crédito.
FECHO DE CONTAS 2018 85

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

CRÉDITOS INCOBRÁVEIS – ARTIGO 41 CIRC


1 - Os créditos incobráveis podem ser diretamente considerados gastos
ou perdas do período de tributação nas seguintes situações, desde que não
tenha sido admitida perda por imparidade ou esta se mostre
insuficiente:
d) Revogado
e) No âmbito de litígios emergentes da prestação de serviços públicos
essenciais, após decisão arbitral;
f) Nos termos do regime jurídico da prestação de serviços públicos essenciais,
os créditos se encontrem prescritos e o seu valor não ultrapasse o montante
de € 750.
g) Quando for celebrado e depositado na Conservatória do Registo Comercial
acordo sujeito ao Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas (RERE)
que cumpra com o disposto no n.º 3 do artigo 27.º do RERE e do qual resulte
o não pagamento definitivo do crédito.
FECHO DE CONTAS 2018 86
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

CRÉDITOS INCOBRÁVEIS – ARTIGO 41 CIRC


ASSOCIAÇÃO A M22
Os créditos incobráveis que não se enquadrem no artigo 41 do CIRC, são
acrescidos no campo 722 do Q 07 da Modelo 22:

SUPORTE DOCUMENTAL: – Certidão do processo comprovativa do


momento.
Nota: Desde 2014 (Reforma de IRC) não é necessário que o credor
comunique ao devedor a anulação do crédito, para efeitos de
dedutibilidade do gasto em IRC.
FECHO DE CONTAS 2018 87

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

DESRECONHECIMENTO DE DIVIDAS DE COBRANÇA DUVIDOSA


COM PERDA DE IMPARIDADE TOTALMENTE RECONHECIDA
Contabilidade: Método directo (Só movimento de contas de clientes)

Fiscalidade:
Gasto associado ao crédito desreconhecido e
Rendimento associado á anulação da perda por imparidade
Artigo 41.º do CIRC – Ligadas à existência de processos
FECHO DE CONTAS 2018 88
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

DESPACHO DO SEAF XXI n.º 97/2016, de 2016-05-12


Permite-se para efeitos fiscais, o desreconhecimento, se o crédito estiver
num:
Cenário de imparidade total e
O crédito esteja em mora há mais de 2 anos e
Ter sido já reconhecida (e aceite fiscalmente) perda por imparidade
total.
Cenário de imparidade total : “quando uma entidade, depois de ter efetuado as
diligências de cobrança consideradas adequadas e reunir as provas disponíveis,
concluir que já não existem expetativas razoáveis de recuperação de crédito”.
FECHO DE CONTAS 2018 89

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

Integrar no Dossier Fiscal - DESPACHO DO SEAF XXI n.º 97/2016,


de 2016-05-12

Comprovativos das diligências efectuadas e dos respectivos resultados, e


de outros elementos que demonstrem que já não existem expetativas
razoáveis de recuperação dos créditos

FECHO DE CONTAS 2018 90


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
Integrar no Dossier Fiscal - Despacho do SEAF XXI n.º 97/2016,
Informação individualizadas relativa aos créditos desreconhecidos,:
a) Identificação do cliente (nome, local da sede e NIF);
b) Identificação da fatura relativa a cada crédito de cobrança duvidosa (número,
data e respetivo montante em dívida)
c) Montante das perdas por imparidade contabilizadas, e aceites fiscalmente .
d) Indicação dos seguintes factos, quando e se ocorrerem:
I. Liquidação
II. Perdão de dívida
III. Sentença judicial
IV. Cessão a título definitivo de créditos vencidos
V. Outros.
FECHO DE CONTAS 2018 91

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

EXEMPLO: DÍVIDAS INCOBRÁVEIS


Um Cliente devia 100.000 euros à empresa e no início de 2018 este cliente
viu homologado um PER que se encontrava pendente já no ano anterior.
Da homologação do PER resultou um perdão de 60% do valor da dívida,
sendo o restante montante da dívida paga no final de 2020. Quais as
consequências a nível de IRC para a empresa:
Caso - Não tivesse reconhecido perda por imparidade em 2017
O perdão dos 60.000 €, é registado em dívida incobrável, mas não seria aceite
fiscalmente, dado que o gasto deveria ter sido registado em 2017, via perda por
imparidade.

Caso – Tivesse reconhecido perda por imparidade em 2017


A dívida relativa ao perdão é desreconhecida (60.000 euros). E é registado um
rendimento tributável de 40.000 euros pela reversão da perda por imparidade da dívida
que será paga em 2020.
FECHO DE CONTAS 2018 92
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PERDÃO PARTICULAR DE DÍVIDA:
EXEMPLO:
Uma empresa tem um cliente com uma dívida antiga, e pretende perdoar 50%
do valor dessa dívida. O encargo relativo ao perdão de dívida é encargo
dedutível em IRC?
A situação não se encontra englobada no artigo 41.º CIRC
Saída geral 023484 de 22.04.1998 processo n.º 361/98 “a redução de créditos
resultantes de “acordo de regularização de dívida” celebrado, particularmente, entre
credor e o devedor não pode beneficiar dos incentivos de natureza fiscal (…)
Acórdão do TCAS Processo n.º 01576/07 de 13/03 “(…) As pessoas coletivas
em geral e as sociedades em particular, têm a capacidade de exercício de direitos
limitados aos fins que visam prosseguir, não podendo perdoar dívidas e daí
retirar efeitos fiscais, como seja o de constituir um custo fora do âmbito em que
a lei permite a constituição de provisões para créditos de cobrança duvidosa ou do
regime dos custos por créditos incobráveis.”.
FECHO DE CONTAS 2018 93

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA (ARTIGO 63.º CIRC)
Operações com entidades em situação de relação especial.
Devem ser contratados, aceites e praticados termos ou condições
substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e
praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.
Art.º 138º CIRC:Aprova Acordos Prévios de Preços de Transferência
O conceito de relações especiais encontra-se definido no n.º 4 do artigo 63 do
CIRC.
Campo 744 do Q07 da Modelo 22 – Acrescer caso não se cumpra o n.º 1 do
artigo 63.º do CIRC relativamente a operações com entidades não
residentes. (correcções positivas).

FECHO DE CONTAS 2018 94


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA (ARTIGO 63.º CIRC)
Quando os termos e condições diferirem dos que seriam,
normalmente acordados entre entidades independentes:

Ajustamentos

Operações com não Operações com


residentes residentes

obrigatórias e A AT é que pode


cargo do actuar
contribuinte

Correcção no Mas tem de fazer


campo 744 da M22 ajustamento correlativo

FECHO DE CONTAS 2018 95

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

Obrigações declarativas
(declaração anual: IES, Quadro 10 – Anexo A – Operações com Residentes)

FECHO DE CONTAS 2018 96


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES

Obrigações declarativas
(declaração anual: IES, anexo H – Operações com Não Residentes)

1. Identificar as operações com entidades relacionadas


2. Declarar os montantes das operações realizadas
3. Indicar os métodos utilizados para determinação dos PT
4. Declarar o valor das operações em que não foram utilizadas condições
substancialmente idênticas às que seriam praticadas entre operadores
independentes
5. Relativamente a estas operações, realizadas com não residentes, declarar as
correções efetuadas na declaração modelo 22.
6. Declarar se organizou e mantém documentação relativa a preços de transferência

FECHO DE CONTAS 2018 97

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
DOCUMENTAÇÃO DOS PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA

DOSSIER - Portaria nº 1446 – C/2001

Dispensados os SP que, no exercício anterior, tenham atingido um valor de


Rendimentos < 3 000 000 €

E- Balcão AT:“se atingiu ou ultrapassou apenas em 2018 os 3.000.000 de


rendimentos, só fica obrigado à elaboração do dossier de PT para o período de 2019.”

PENALIDADE - FALTA DE DOSSIER PT


ARTº 117º - RGIT
6 - A falta de apresentação no prazo que a administração tributária fixar da documentação
respeitante à política adotada em matéria de preços de transferência (…) é punível com
coima de € 500 a € 10.000. [Pessoas colectivas coima de €1.000 a € 20.000]
FECHO DE CONTAS 2018 98
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.21 CLIENTES
PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA - IVA

Os preços de transferência têm aplicabilidade no IVA nos termos do artigo 10.º


do Código do IVA.

Transmissões de bens ou prestações de serviços efectuadas por sujeitos passivos


que tenham relações especiais, nos termos do n.º 4 do artigo 63.º do
Código do IRC.

Nos termos do n.º 12 do artigo 16.º do CIVA consideram-se ainda relações


especiais as relações estabelecidas entre um empregador e um empregado, a
família deste ou qualquer pessoa com ele estreitamente relacionada.

FECHO DE CONTAS 2018 99

CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.22 FORNECEDORES

FECHO DE CONTAS 2018 100


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

22 Fornecedores
221 Fornecedores c/c
222 Fornecedores - títulos a pagar
225 Facturas em recepção e conferência
228 Adiantamentos a fornecedores (Sem preço fixado)
229 Perdas por imparidade acumuladas

FECHO DE CONTAS 2018 101

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

22 - Fornecedores

Regista os movimentos com os vendedores de bens e de serviços, com


excepção dos destinados aos investimentos da entidade.

Estes são contabilizados na conta 27.1-Fornecedores de Investimentos e


25.1.3-Financiamentos obtidos-locações financeiras.

FECHO DE CONTAS 2018 102


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES
Aspectos a considerar no Fecho de Contas:
Conferência das Contas (Circularização de Saldos)
Conferência da Gestão Vs Contabilidade
Mensuração
Custo ou Custo Amortizado
Moeda Estrangeira
Não Compensação de Saldos
Análise de saldos devedores
Imparidades
Especialização: Rappel e descontos a obter
Letras a pagar – sua conferência
Suporte documental
FECHO DE CONTAS 2018 103

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES
Mensuração do saldo de fornecedores
Mensuração inicial
Valor constante do documento deduzido de descontos comerciais
Custo ou custo amortizado (ex: compra sem juros por prazo dilatado)
Fiscalmente
Custo – n.º 5 artigo 18 do CIRC
Art. 18.º do CIRC “5 -Os réditos relativos a vendas e a prestações de serviços, bem
como os gastos referentes a inventários e a fornecimentos e serviços externos,
são imputáveis ao período de tributação a que respeitam pela quantia nominal da
contraprestação.”
Custo Amortizado – Associação à Modelo 22
Ano Mensuração Inicial – Deduz diferença no campo 791
Gastos com juros – Acresce diferença no campo 782
FECHO DE CONTAS 2018 104
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

Mensuração do saldo de fornecedores


Mensuração subsequente: - Moeda Estrageira
Actualizar para a taxa de câmbio de fecho
Saldo em Moeda Estrangeira existente
Cotação à data de balanço
Reconhecimento das diferenças de câmbio
Favoráveis – Registar na conta 7887 - Fiscalmente considerada
(alínea c) n.º 1 do artº 20º do CIRC)
Desfavoráveis – Registar na Conta 6887 - Fiscalmente considerada
(alínea c) do n.º 2 do artº 23 do CIRC)

FECHO DE CONTAS 2018 105

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

Imparidades:
Contabilisticamente:

Constituição –D – 6512; C – 229

Reversão D – 229; C - 7612

Não são aceites fiscalmente (conceito de actividade normal).

Perda por imparidade – Acrescer campo 718 Q07 da M22

Reversão de perda por imparidade – Deduzir campo 762 Q07 da


M22

Como se recupera o gasto destes saldos devedores?


FECHO DE CONTAS 2018 106
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

Análise de Documentos – Aspetos Importantes:

Está correctamente documentado, conforme artigo 23 do CIRC e


Código do IVA?
Fornecedor tem NIF válido?
Necessidade ?
Natureza da despesa com a actividade?
Retenção de IR?
Aplicação de IVA?

FECHO DE CONTAS 2018 107

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

Suporte Documental:
A prova documental é indispensável à comprovação dos gastos em
sede de IRC e de IVA.
IRC – N.º 3 do Artigo 23 do CIRC
“3 - Os gastos dedutíveis nos termos dos números anteriores devem estar
comprovados documentalmente, independentemente da natureza ou
suporte dos documentos utilizados para esse efeito.” -
Aquisição de bens ou serviços – Requisitos formais:
N.º 4 e N.º 6 do Artigo 23.º do CIRC.

FECHO DE CONTAS 2018 108


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES
Suporte Documental: - Aquisição de Bens ou Serviços
Fornecedor obrigado a emitir factura ou documento equiparado nos termos
do CIVA?
Não Sim

Documento tem de conter pelo menos os seguintes


elementos: (n.º 4 do art.º 23 do CIRC)
o Nome do fornecedor dos bens ou prestador dos Documento emitido
serviços e do adquirente ou destinatário; em conformidade
o NIF do fornecedor e do adquirente, sempre que se com as exigências
tratem de entidades com residência ou do código do IVA.
estabelecimento estável no TN; o Artigo 36 do
o Quantidade e denominação usual dos bens adquiridos CIVA
ou dos serviços prestados o Artigo 40 do
o Valor da contraprestação, designadamente o preço CIVA
o Data em que os bens foram adquiridos ou em que os
serviços foram realizados.
FECHO DE CONTAS 2018 109

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

Suporte Documental:
Se não estiverem devidamente documentados, acrescer no Q07

Não confundir encargos não devidamente documentados com


despesas não documentadas.

FECHO DE CONTAS 2018 110


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

DOCUMENTAÇÃO DE SUPORTE AOS GASTOS

DESPESAS NÃO DESPESAS NÃO DEVIDAMENTE


DOCUMENTADAS VS DOCUMENTADAS

São aquelas cujo suporte


São aquelas que não têm qualquer
documental não obedece aos
suporte documental que permita
requisitos legalmente exigidos,
identificar o prestador, o
embora permita identificar os
beneficiário e a natureza da
beneficiários e a natureza da
operação.
operação

FECHO DE CONTAS 2018 111

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES
DOCUMENTAÇÃO DE SUPORTE AOS GASTOS
Não aceites como gasto fiscal
Acrescer campo 716 do Q07 M22
DESPESAS NÃO Sujeitos a Tributação Autónoma:
DOCUMENTADAS Taxa de 50% (70% para sujeitos
passivos total ou parcialmente isentos
ou que não exerçam a título principal
actividades de natureza comercial,
industrial ou agrícola e ainda por
VS sujeitos passivos que aufiram
rendimentos do jogo).
Com PF + 10 p.p.

DESPESAS NÃO DEVIDAMENTE Não aceites como gasto fiscal


DOCUMENTADAS Acrescer campo 721 do Q07 da M22

FECHO DE CONTAS 2018 112


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES

NIF Inválido ou atividade cessada:


Não são aceites fiscalmente – acrescer campo 726
Socorrer-se do Portal das Finanças para validação do NIF e da
situação da actividade:
Consultar / Identificação Clientes / Fornecedores

FECHO DE CONTAS 2018 113

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES
Exemplo: Na empresa “Sem suporte documental, S.A.” tinham sido reconhecidas
como gastos do período, as seguintes despesas:
- 4.000 € com serviço de advogado apenas tituladas com notas de honorários;
- 3.000 € de aquisições de serviços realizadas a um fornecedor, que tinha a
atividade cessada oficiosamente em 2014;
- 1.000 € de comissões bancárias, suportadas por cópia de extrato bancário;
- 1.500 €, suportado apenas com cópia de um cheque, sem indicação de
beneficiário, com inscrição na cópia “para canalizador”.
- 500 € relativos a serviços de lançador de búzios. A administração da empresa
acreditava que precisava de ajuda nos negócios, e resolveu contratar o Sr. Almeida
(reputado lançador da aldeia). O documento suporte, era uma folha A4 escrita à
mão onde era descrito em pormenor o serviço e os valores, identificando o
prestador e apenas com o nome da empresa.
Quais as implicações na M22?
FECHO DE CONTAS 2018 114
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.22 FORNECEDORES
Parecer Técnico OCC - 21282 - IVA - Regras de faturação 01-10-2018
Determinado fornecedor de uma empresa apresenta faturas manuais impressas em
tipografias autorizadas com o descritivo "referente a proposta n.º x/ano" e anexa a
proposta que foi adjudicada As faturas em questão incluem sempre os orçamentos
discriminados com o serviço, a mão-de-obra e o material usado que o espaço reduzido da
fatura manual não é possível para detalhar na própria fatura. A fatura cumpre ou não os
requisitos legais previstos no artigo 36.º do CIVA?
(…) para efeitos de faturação, nos termos da alínea b) do n.º 5 do artigo 36.º do CIVA, a quantidade e
denominação usual dos bens transmitidos ou serviços prestados, com especificação dos elementos
necessários à determinação da taxa aplicável é um dos elementos a constar na referida fatura sob
pena de não conferir o direito à dedução do imposto nela contido.
A nosso ver, no caso em análise, deverão ser descritas as prestações de serviços realizadas, de
modo a que o enquadramento em termos fiscais por parte da Autoridade Tributária seja possível de
forma clara, não devendo indicar-se designações generalistas, sem prejuízo da menção à
proposta a que se refere a operação como informação suplementar (…).
“Serviços Prestados”, “Mão de Obra”, “Prestação de Serviços”, “Conforme n/ Orçamento n.º
xxxx”, “Conforme auto de medição n.º xxxx”, “Serviços de construção civil”, “Bens conforme
listagem em anexo”,“Bens constantes da guia de remessa n.º xxxx”.
FECHO DE CONTAS 2018 115

CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.23 PESSOAL

FECHO DE CONTAS 2018 116


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

23 Pessoal

231 Remunerações a pagar


232 Adiantamentos
237 Cauções
238 Outras operações
239 Perdas por imparidade acumuladas

FECHO DE CONTAS 2018 117

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

63 Gastos com o pessoal

631 Remunerações dos órgãos sociais


632 Remunerações do pessoal
633 Benefícios pós-emprego
6331 Prémios para pensões
6332 Outros benefícios
634 Indemnizações
635 Encargos sobre remunerações
636 Seguros de acidentes no trabalho e doenças profissionais
637 Gastos de acção social
638 Outros gastos com o pessoal

FECHO DE CONTAS 2018 118


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Ter em atenção no fecho de Contas:


Verificar se estão contabilizados 12 meses de salários mais os subsídios.
Decomposição dos saldos no final de 31.12
Análise de saldos devedores e credores
Não compensação de saldos
Imparidades

FECHO DE CONTAS 2018 119

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Pessoal

Benefícios de empregados são todas as remunerações dos empregados em


troca do serviço prestado pelos empregados.

Tipos de benefícios

Os benefícios dos empregados podem ser:

Benefícios de curto prazo.


Benefícios de cessação de emprego.
Benefícios de remuneração em capital próprio.
Benefícios de pós-emprego.
Outros benefícios de longo prazo.
FECHO DE CONTAS 2018 120
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Benefícios a curto prazo

São os benefícios a pagar dentro de 12 meses da data do balanço após os


empregados prestarem o serviço (que não sejam benefícios de cessação de
emprego e benefícios de compensação em capital próprio) e podem ser:

Ordenados e salários e contribuições para a segurança social.


Licença anual paga e baixa por doença paga.
Participação nos lucros.
Benefícios não monetários (cuidados médicos, habitação, automóveis e bens ou
serviços gratuitos ou subsidiados).

FECHO DE CONTAS 2018 121

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Benefícios a curto prazo

o Regime Contabilístico

A base de reconhecimento é o acréscimo.

Reconhecer quando o serviço é prestado, como um gasto e passivo


não descontado.
Contudo no caso das participações do lucros…

Final do Exercício Fecho de contas Assembleia Geral

FECHO DE CONTAS 2018 122


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS / GRATIFICAÇÕES DE
BALANÇO
1) SNC

Momento de reconhecimento
A participação nos lucros dos empregados deve ser reconhecida no
período em que os empregados prestam o serviço como um gasto e um
passivo se:
Existir uma obrigação presente legal ou construtiva (prática reiterada)
de fazer tais pagamentos em consequência de eventos passados.
E o passivo possa ser estimado com fiabilidade. (RG e Anexo)

(Se não for possível reconhecer neste período a participação nos lucros, é
reconhecida no ano seguinte na conta 56 - Resultados Transitados).
FECHO DE CONTAS 2018 123

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Obrigação Presente Legal
Substância contratual (existência de um contrato), não tendo a entidade outra opção,
senão efetuar tais pagamentos.

Obrigação Construtiva

Prática enraizada de remunerar os trabalhadores através de gratificações por


participação nos lucros. Divulgação:
Estimativa fiável: (NCRF 28, § 21) Anexo e Relatório
de Gestão
a) Plano formal contendo fórmula para determinar quantia do benefício;

b) Quantias a pagar determinadas antes das DFs serem aprovadas para emissão; ou

c) Prática passada com evidência clara da quantia da obrigação construtiva.

FECHO DE CONTAS 2018 124


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

FOCO: ANTES DA DELIBERAÇÃO EM ASSEMBLEIA GERAL

Existindo, antes da deliberação em assembleia geral, qualquer obrigação presente legal ou


construtiva de fazer tais pagamentos e sendo possível proceder a uma estimativa fiável da
obrigação, o gasto é reconhecido no período de tributação em que os
empregados prestaram o serviço à entidade patronal.

Não existindo, antes da deliberação em assembleia geral, qualquer obrigação presente


legal ou construtiva de fazer tais pagamentos ou não sendo possível proceder a uma
estimativa fiável da obrigação, o gasto não é reconhecido no período de tributação
em que os empregados prestaram o serviço à entidade patronal. É considerada
variação patrimonial negativa (conta 56 – Resultados Transitados) no ano da
deliberação em assembleia geral.
FECHO DE CONTAS 2018 125

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

LANÇAMENTOS:
COM OBRIGAÇÃO PRESENTE LEGAL OU CONSTRUTIVA E ESTIMATIVA
FIÁVEL DA OBRIGAÇÃO EM 2018

Ano 2018 – Ano a que se refere o resultado / trabalhadores prestaram o serviço:

Débito: Conta 63 - gastos com o pessoal, (631 ou 632)

Crédito: Conta 2722 - credores por acréscimos de gastos


SEM OBRIGAÇÃO PRESENTE LEGAL OU CONSTRUTIVA OU SEM
ESTIMATIVA FIÁVEL DA OBRIGAÇÃO EM 2018

Ano de 2019 - Ano da atribuição em assembleia geral

Débito: Conta 56 – Resultados transitados,

Crédito: Conta 23 – Pesssoal


FECHO DE CONTAS 2018 126
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS / GRATIFICAÇÕES DE BALANÇO


2) IRC
Segue o Regime Contabilístico

No entanto, para ser considerado fiscalmente (gasto ou variação


patrimonial negativa) é ainda necessário atentar:

o As respectivas importâncias têm de ser colocadas à disposição até


ao final do período de tributação em que a deliberação ocorreu.

o Se foram atribuídas a membros dos orgãos sociais, com


determinadas características, o valor aceite está sujeito a limite.

FECHO DE CONTAS 2018 127

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
As respectivas importâncias têm de ser colocadas à disposição até ao final do
período de tributação em que a deliberação ocorreu.
Resultado Líquido do Período: 2018.
Deliberação em Assembleia Geral: 2019.
As importâncias têm de ser colocadas á disposição até final de: 2019
(sempre).
E se não colocar á disposição o que acontece? (Se foi a gasto em 2018)
Correcção na Modelo 22 do exercício de 2019
Campo 363 – IRC de períodos anteriores
Campo 366 – Juros Compensatórios (4%)
Campo 366- B – Discriminação dos Juros Compensatórios
FECHO DE CONTAS 2018 128
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Se forem atribuídas a Membros dos Orgãos Sociais:
Que possuam uma participação, directa ou indirectamente (*), de,
pelo menos, 1% no capital social,
as importâncias que excedam o dobro da remuneração
mensal (**) auferida no período de tributação a que respeita o
resultado em que participam, não são dedutíveis fiscalmente. (2
x Retribuição anual/12)
ASSOCIAÇÃO Á M22 – VALOR QUE EXCEDE O LIMITE
Acrescer Q 07 da Modelo 22 campo 735

FECHO DE CONTAS 2018 129

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Se forem atribuídas a Membros dos Orgãos Sociais:
(*) Indirectamente - quando as mesmas sejam da titularidade do cônjuge,
respetivos ascendentes ou descendentes até ao 2.º grau, sendo igualmente
aplicáveis, com as necessárias adaptações, as regras sobre a equiparação da
titularidade estabelecidas no Código das Sociedades Comerciais.
(**)Circular n.º 8/2000 de 11/5 da DSIRC - “remuneração mensal” - o
valor das retribuições totais anuais dividido por 12. No conceito de
remuneração devem ser incluídas todas as importâncias a que, nos
termos do contrato, das normas que o regem ou dos usos, o membro do
órgão tem direito como contrapartida do seu trabalho, sendo esse o caso
das remunerações variáveis que preencham aqueles requisitos.
FECHO DE CONTAS 2018 130
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Caso a gratificação seja relevante fiscalmente:
ASSOCIAÇÃO À M22

Se foi considerada na gasto do exercício nada temos a fazer na M22.

Se foi considerada na conta 56 – Resultados transitados, é considerada


variação patrimonial negativa no ano da atribuição em Assembleia Geral

Assim, as gratificações de balanço de 2018, que sejam contabilizadas na


conta 56 - Resultados Transitados em 2019, são só deduzidas na M22 em
2019.
FECHO DE CONTAS 2018 131

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Exemplo:
1) O órgão de Gestão propõe gratificações aos empregados no montante de
100.000,00 €. Historicamente, a Assembleia Geral da entidade sempre aprovou a
distribuição proposta pela Gestão.
Lançamento Ano N:
D - 632 – Gastos Pessoal – 100.000,00 €
C – 2722 - Credores por acréscimos de Gastos - 100.000,00 €
Fiscalmente: Gasto Aceite

2) Mesmo não proposto pelo Órgão de Gestão, a Assembleia Geral, decide pela
primeira vez atribuir aos empregados uma gratificação de 100.000,00 €:
Lançamento Ano N+1 (No ano N, não faz nada)
D - 56 – Resultados Transitados – 100.000,00 €
C – 23- Pessoal - 100.000,00 €:
Fiscalmente: Considerar como variação Patrimonial Negativa em N+1
Tanto no caso 1 e 2, as gratificações têm de ser pagas até 31/12/N+1
FECHO DE CONTAS 2018 132
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Contabilização em N quando existe uma obrigação presente

FECHO DE CONTAS 2018 133

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Contabilização em N quando existe uma obrigação presente

FECHO DE CONTAS 2018 134


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Contabilização em N quando existe uma obrigação presente

FECHO DE CONTAS 2018 135

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Contabilização N+1 não existindo obrigação presente

FECHO DE CONTAS 2018 136


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Contabilização N+1 não existindo obrigação presente

FECHO DE CONTAS 2018 137

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Contabilização N+1 não existindo obrigação presente

FECHO DE CONTAS 2018 138


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Exemplo

Uma dada empresa atribuiu ao gerente e aos seus funcionários gratificações de


balanço relativos ao período de 2018. Como reuniam as condições necessárias,
o gasto foi reconhecido no exercício em que os funcionários e o gerente
prestaram o serviço.

Efectuados os cálculos do valor a atribuir a cada empregado, constatou-se que


o valor da gratificação a receber pelo gerente é 11.000,00 €.

Este beneficiário é titular de 2% do capital social da empresa e a sua


remuneração mensal é 4.200,00 €.

Quais as correcções fiscais a efectuar?

FECHO DE CONTAS 2016 139

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

RESOLUÇÃO
Valor da gratificação a atribuir ao gerente: 11.000
(a ser pago ou colocado à disposição até ao fim de 2019)
Remuneração mensal média do gerente: 4.200 x 14 : 12 = 4.900

Contabilisticamente:
Reconhece como gasto do período: 11.000

Fiscalmente:
11.000 – 9.800 (2x4.900) =1.200
Acresce no Quadro 07 da modelo 22: 1.200 Campo 735 do Q07.

FECHO DE CONTAS 2016 140


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Exemplo

Em Assembleia Geral da sociedade GRATIFICA JÁ, LDA, os sócios deliberaram a


distribuição de gratificações por conta de lucros, no montante total de 32.000
euros, distribuídos da seguinte forma:
- Sócio-gerente – 10.000 euros (detém 25% do capital e não é remunerado)
- Gerente – 8.000 euros (não participa no capital)
- Diretor de produção – 7.500 euros (não participa no capital)
- Diretor Comercial – 6.500 euros (A esposa detém 5% do capital)
O valor total das gratificações foi reconhecido, na contabilidade, como gasto de
2018.
Quais as correções que a sociedade deve efetuar no quadro 07 da declaração
modelo 22 de 2018?

FECHO DE CONTAS 2018 141

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS / GRATIFICAÇÕES DE BALANÇO
3) IES

Só os que forem variações patrimoniais negativas (56 – Resultados Transitados)


FECHO DE CONTAS 2018 142
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS / GRATIFICAÇÕES DE BALANÇO
4) SEGURANÇA SOCIAL

Alínea r, n.º 2 do art 46 CC - Os montantes atribuídos aos trabalhadores a


título de participação nos lucros da empresa, integram a base contributiva.

Artigo 6.º e 4.º da Lei 110/2009 de 16 de Setembro


Art 6.º – O disposto nas alíneas r), n.º 2 do art 46.º, só entram em vigor quando forem
regulamentados.

Art 4.º – Regulamentação é precedida de avaliação efectuada em reunião da Comissão


Permanente de Concertação Social e não ocorre antes de 1/1/2014.

O mesmo se aplica as prestações relacionadas com o desempenho obtido pela


empresa (alínea aa) do artigo 46 do CC).
FECHO DE CONTAS 2018 143

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS / GRATIFICAÇÕES DE BALANÇO


5) IRS

Rendimento da Categoria A

Sujeitas a retenção na Fonte


Adicionadas aos restantes elementos do trabalho pagos no mesmo mês para
determinação da taxa de retenção.

Podem ser pagas faseadamente ao longo do ano.

Declaradas na DMR.

FECHO DE CONTAS 2018 144


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS / GRATIFICAÇÕES DE BALANÇO
6) TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA (alínea b) n.º 13 do art. 88 CIRC)
Taxa = 35% (45% se o SP apresentar prejuízo fiscal no exercício)
Os gastos ou encargos relativos a bónus e outras remunerações variáveis
pagas a:
Gestores, Administradores ou Gerentes quando estas representem:
uma parcela superior a 25% da remuneração anual e
possuam valor superior a € 27.500.
Salvo se o seu pagamento estiver subordinado ao diferimento de uma parte
não inferior a 50% por um período mínimo de três anos e
condicionado ao desempenho positivo da sociedade ao longo desse
período.
FECHO DE CONTAS 2018 145

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA – Bónus e outras remunerações
variáveis
APLICÁVEL A GESTORES,ADMINISTRADORES E GERENTES
Exemplo:
A empresa TODA A NOITE, S.A. atribuiu, em 2018, as seguintes
gratificações por participação nos lucros;
a) O administrador Toy Colante recebeu € 28.500, que corresponde a
30% da sua remuneração anual;
b) O administrador Toy Carreira recebeu € 26.500, que corresponde a
30% da sua remuneração anual;
c) O funcionário Toy Calado recebeu € 29.000, que corresponde a 30%
da sua remuneração anual.
Existe sujeição a T.A. ? Qual o montante?
FECHO DE CONTAS 2018 146
Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA
APLICÁVEL A GESTORES,ADMINISTRADORES E GERENTES

ASSOCIAÇÃO À MODELO 22
Valor da Tributação Autónoma – campo 365 Q 10

Valor da Base da Tributação Autónoma – campo 424 Q 13

FECHO DE CONTAS 2018 147

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS / GRATIFICAÇÕES DE BALANÇO
7) DÚVIDAS FREQUENTES / EXEMPLOS

• Um sócio gerente não remunerado pode receber gratificações de balanço?

• Gratificação de balanço a filho de gerente, sendo que o gerente detêm uma


participação social > 1% é gasto fiscal sujeito ao limite?

• Um sócio (não funcionário) pode receber gratificações de balanço?

• Gratificação a gerente não participante no capital, mas o seu filho detêm uma
participação social > 1% é gasto fiscal sujeito ao limite?

• Não tenho lucros, posso atribuir gratificações de balanço?

• As gratificações de balanço estão sujeitas a Segurança Social?


FECHO DE CONTAS 2018 148
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Benefícios pela cessação de emprego

o Regime contabilístico

Os benefícios de cessação de emprego são reconhecidos como um


gasto imediatamente, quando a entidade esteja comprometida de uma
forma demonstrável a cessar o vínculo, por contrapartida do
reconhecimento de um passivo.

D - Conta 634 – Indemnizações / C – 23 - Pessoal

FECHO DE CONTAS 2018 149

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

INDEMNIZAÇÕES POR DESPEDIMENTO - IRC


Gasto dedutível nos termos do art.º 23.º do Código do IRC.
No entanto, se pago em prestações ou em período diferente do despedimento é
necessário ter em atenção o disposto no n.º 12 do art.º 18.º do Código do IRC.
benefícios de cessação de emprego - são imputáveis ao período de
tributação em que as importâncias sejam pagas ou colocadas à disposição dos
respectivos beneficiários.

ASSOCIAÇÃO À MODELO 22:


PERIODO DE TRIBUTAÇÃO em que é registada A INDEMNIZAÇÃO: Origina AID
Acrescer no Campo 715 do Q07 da m22
PERIODO DE TRIBUTAÇÃO em que é PAGO OU COLOCADO À DISPOSIÇÃO
Deduzir no Campo 761 do Q07 da m22
FECHO DE CONTAS 2018 150
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
INDEMNIZAÇÕES POR DESPEDIMENTO - IRC
Exemplo:
Em Novembro de 2018, a Administração da SIMPSON, S.A. despede um trabalhador,
que irá receber uma indemnização no valor de 16.000 euros, não sujeita a
rendimento de trabalho dependente, que lhe será colocada à disposição em Março
de 2019?
Modelo 22:
2018: acresce 16.000 no campo 715 do Q07 da M22
2019: deduz os 16.000 no campo 761 do Q07 da M22
Se tiver registado impostos diferidos, fazer as correções na M22.

FECHO DE CONTAS 2018 151

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
INDEMNIZAÇÕES POR DESPEDIMENTO - IRS
Tratando-se da parte que corresponda ao exercício de funções de
gestor público, administrador ou gerente de pessoa colectiva,
bem como de representante de estabelecimento estável de
entidade não residente:
tributação em IRS pela sua totalidade. a), nº 4º, artº 2º CIRS.

Restantes trabalhadores:
O valor excluído de tributação tem como limite o valor médio mensal das
remunerações regulares com carácter de retribuição sujeitas a imposto, auferidas nos
últimos 12 meses, multiplicado pelo nº de anos ou fracção de antiguidade ou de
exercício de funções. b), nº 4º, artº 2º CIRS.
FECHO DE CONTAS 2018 152
Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
INDEMNIZAÇÕES - TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA,
APLICÁVEL A GESTORES,ADMINISTRADORES E GERENTES
Taxa = 35% (45% se o SP apresentar prejuízo fiscal no exercício)
Os gastos ou encargos relativos a indemnizações ou quaisquer compensações
devidas não relacionadas com a concretização de objectivos de produtividade
previamente definidos na relação contratual, quando se verifique a cessação
de funções de gestor, administrador ou gerente, bem como…
Os gastos relativos à parte que exceda o valor das remunerações que seriam
auferidas pelo exercício daqueles cargos até ao final do contrato, quando se
trate de rescisão de um contrato antes do termo, qualquer que seja a
modalidade de pagamento, quer este seja efectuado directamente pelo sujeito
passivo quer haja transferência das responsabilidades inerentes para uma outra
entidade;
FECHO DE CONTAS 2018 153

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA
APLICÁVEL A GESTORES,ADMINISTRADORES E GERENTES

ASSOCIAÇÃO À MODELO 22
Valor da Tributação Autónoma – campo 365 Q 10

Valor da Base da Tributação Autónoma – campo 422 Q 13

FECHO DE CONTAS 2018 154


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

REALIZAÇÕES DE UTILIDADE SOCIAL – ARTIGO 43 DO CIRC

A Questão essencial são rendimentos de trabalho dependente?

BENEFÍCIOS NÃO INDIVIDUALIZADOS


N.º 1 ARTIGO 43 DO CIRC

BENEFÍCIOS INDIVIDUALIZADOS
N.º 2 ARTIGO 43 DO CIRC Sujeitos a Limite

FECHO DE CONTAS 2018 155

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
REALIZAÇÕES DE UTILIDADE SOCIAL – ARTIGO 43 DO CIRC

BENEFÍCIO - N.º 1 ARTIGO 43 DO CIRC


Os relativos á manutenção facultativa de creches, latários, jardins-de-infância,
cantinas, bibliotecas e escolas, bem como outras realizações de utilidade social
como tal reconhecidas pela AT,
feitas em benefício do pessoal ou dos reformados da empresa e respetivos
familiares,
desde que:
tenham caráter geral e
não revistam a natureza de rendimentos do trabalho
dependente ou, revestindo-o, sejam de difícil ou complexa
individualização relativamente a cada um dos beneficiários.
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

REALIZAÇÕES DE UTILIDADE SOCIAL – ARTIGO 43 DO CIRC

BENEFÍCIO - N.º 1 ARTIGO 43 DO CIRC


Gasto Fiscal para empresa.
Quando respeitem a creches, latários e jardins-de-infância em benefício do
pessoal da empresa, seus familiares ou outros, são:
Majorados em 40%
Majoração: campo 774 – Q07 da M22 – Benefícios Fiscais
Majoração: campo 412 do Anexo D – Benefícios Fiscais
Os gastos suportados com a aquisição de passes sociais (por exemplo despesas
referentes ao passe em transporte público) em benefício do pessoal do sujeito
passivo, usufruem do benefício desde verificados os requisitos exigidos.
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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REALIZAÇÕES DE UTILIDADE SOCIAL – ARTIGO 43 DO CIRC

BENEFÍCIO - N.º 2 ARTIGO 43 DO CIRC


Os relativos a:
a) contratos de seguros de acidentes pessoais, bem como com contratos de seguros
de vida, de doença ou saúde, contribuições para fundos de pensões e equiparáveis
ou para quaisquer regimes complementares de segurança social, que garantam,
exclusivamente, o benefício de reforma, pré-reforma, complemento de reforma,
benefícios de saúde pós-emprego, invalidez ou sobrevivência a favor dos
trabalhadores da empresa;
b) contratos de seguros de doença ou saúde em benefício dos trabalhadores,
reformados ou respetivos familiares.

FECHO DE CONTAS 2018 158


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REALIZAÇÕES DE UTILIDADE SOCIAL – ARTIGO 43 DO CIRC

BENEFÍCIO - N.º 2 ARTIGO 43 DO CIRC


A aplicação do benefício depende da verificação cumulativa das condições presentes
no n.º 4 do artigo 43.º do CIRC, nomeadamente as questões de:
Generalidade - devem ser estabelecidos para a generalidade dos
trabalhadores permanentes da empresa ou no âmbito dos acordos colectivos
de trabalho.
Objectividade - estabelecidos segundo um critério objetivo e idêntico para
todos os trabalhadores ainda que não pertencentes à mesma classe profissional,
salvo em cumprimento de acordos colectivos de trabalho.
Não serem considerados rendimento do trabalho dependente
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
BENEFÍCIO - N.º 2 ARTIGO 43 DO CIRC
Benefício - Gasto Fiscal para empresa, mas com limite:
15% das despesas com o pessoal* (25%, se os trabalhadores não tiverem
direito a pensões da segurança social) contabilizadas a título de remunerações,
ordenados ou salários respeitantes ao período de tributação.
(*) Despesas com o pessoal – IV 695/96 - são de considerar todas as despesas que, tendo a
natureza genérica de remunerações, sejam objecto de descontos obrigatórios para a Segurança
Social ou para qualquer regime substitutivo;
No mesmo sentido temos o acordão do TCAS 07526/14 de 18-06-2015
Noutro sentido, temos o acordão do TCAS 08248/14 de 19-03-2015, “são as despesas
com o pessoal que, em termos contabilísticos, devam ser escrituradas como
remunerações, ordenados ou salários (…) Assim, a interpretação admissível, porque a
única que resulta de forma directa e aceitável da norma legal em causa é a de que as
despesas aí referidas são as que assim devam ser registadas na contabilidade da empresa,
independentemente do seu tratamento em sede de Segurança Social.”
FECHO DE CONTAS 2018 160
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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ASSOCIAÇÃO À MODELO 22:

As realizações de Utilidade Social que não previstos ou fora dos limites


previstos no artigo 43 do CIRC são acrescidos no campo 723 do Q07 da
M22

As majorações das realizações de Utilidade Social são deduzidas no campo


774 do Q07 M22, e discriminadas no campo 412 do Anexo D da M22

FECHO DE CONTAS 2018 161

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

SEGURO DE SAÚDE SUPORTADA PELA ENTIDADE PATRONAL


Em benefício dos seus trabalhadores ou respectivos familiares
IRS – RENDIMENTO DE TRABALHO DEPENDENTE?
TÊM CARACTER DE GENERALIDADE? (Artigo 2.º-A do Código do IRS)
Não – Sujeitos a IRS (Retenção na Fonte?)
Sim – Não sujeitos a IRS
GENERALIDADE – Todos os trabalhadores tenham a possibilidade de aceder ao
produto. (Caso da recusa dos trabalhadores).
IRC – GASTO FISCAL?
Rendimento de Trabalho dependente – Sim - Gasto Fiscal
Rendimento de Trabalho dependente – Não - Gasto Fiscal nos termos do n,º 2 e 3
(limites) e 4 (condições) do artigo 43 do CIRC – Realizações de utilidade social.
FECHO DE CONTAS 2018 162
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

SEGURO DE VIDA COMO GARANTIA BANCÁRIA


Processo: 418/96 de 07.05 da DSIRC
“Os prémios pagos por uma empresa em consequência da constituição de um
seguro de vida, em caso de morte, relativamente ao seu sócio gerente como
observância de condição imposta por instituição financeira para utilização de uma
linha de crédito, sendo esta a única entidade beneficiária do seguro, devem
ser enquadrados no âmbito do artigo 23.º do Código do IRC, por serem um custo
comprovadamente necessário para a obtenção de proveitos.”
Conclusão - Consta na Apólice que a empresa é a única beneficiária?
SIM – Não considerado rendimento do trabalho dependente e gasto fiscal em IRC.
NÃO – Rendimento do trabalho dependente e gasto fiscal em IRC

FECHO DE CONTAS 2018 163

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Realizações de Utilidade Social

As despesas relativas a um almoço de confraternização entre empregados e


à festa anual dos empregados, revestem a natureza de outras realizações de
utilidade social previstas no n.º 1 do artigo 43.º do CIRC (ofício n.º 9287,
de 1996-02-21 da DSIRC).
Os gastos incorridos pela empresa com almoços convívio entre os
trabalhadores, incluindo o jantar de Natal, e com a colocação à disposição
dos mesmos de água, café, snacks, sumos e fruta podem ser considerados
realizações de utilidade social e, como tal, ser dedutíveis fiscalmente, nos
termos do n.º 1 do artigo 43.º do CIRC (…) Se nos almoços ou jantares
convívio participarem clientes, fornecedores, ou quaisquer outras pessoas
ou entidades, as despesas inerentes àquelas pessoas não se enquadram no
artigo 43.º do CIRC. (IV – Proc. n.º 2321/2017, de 28/07/2017).
FECHO DE CONTAS 2018 164
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

SUBSÍDIO DE ALIMENTAÇÃO
IRS - LIMITES PARA NÃO SUJEIÇÃO
Dinheiro: 4,77 €
Vales ou cartões de refeição: 7,63 €
Caso de sócio-gerente que recebe subsídio de alimentação em mais de 1 empresa?
IRC – Gasto Fiscal
Cumprir o n.º 4 artigo 126 do CIRS no caso dos vales de Refeição:
Possuir registo atualizado dos vales (controlo e inventariação).
O montante da diferença, entre os (N.º 5 do 126 do CIRS) Vales de refeição
adquiridos - atribuídos (constam registo anterior) - os que ainda não foram atribuídos
(na sua posse), ficam sujeitos ao regime das despesas não documentadas.

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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SUBSÍDIO DE ALIMENTAÇÃO
IES
Não esquecer de preencher no subsídio por Vales ou Cartões de refeição.

FECHO DE CONTAS 2018 166


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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Ajudas de Custo e KM´s:


Condições para aceitação como gasto fiscal.
Sujeição a tributações autónimas.

Aspectos que influenciam os pontos anteriores:


São rendimentos do trabalho dependente?
Existe Mapa, conforme as exigências da alínea h) nº1 art.º
23-A CIRC?
São facturados ao cliente?

FECHO DE CONTAS 2018 167

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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AJUDAS DE CUSTO E KM´S (caráter compensatório/remuneratório)
São rendimentos do trabalho dependente, se não forem observados os
pressupostos da sua atribuição aos servidores do estado ou se ultrapassar os limites:
Transporte em automóvel próprio: 0,36 € / Km
Ajudas de custo: Deslocações no país: 50,20 € (69,19 € – directores)
: Deslocações ao estrangeiro: 89,35 € (100,24 € - directores)
(Nota: Vão sempre na DMR, independentemente de onde estejam contabilizadas ou de serem
rendimentos de trabalho dependente).

Existência de Mapa, conforme as exigências da alínea h) nº1 art.º 23-A CIRC:


Ajudas de Custo - Mapa deve, designadamente, identificar
o nome do beneficiário, o local ou locais para onde se deslocou, o motivo e a data da
deslocação, o tempo de permanência e o montante diário atribuído.
Deslocação em viatura própria do trabalhador, o mapa deve nomeadamente
Conter os elementos anteriores e identificar a viatura, o proprietário e o n.º de
quilómetros percorridos.
FECHO DE CONTAS 2018 168
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Se são facturados ao cliente
Expressamente Mencionadas na Facturação (Exigência Fisco) - Menção
explícita na factura (evidenciadas autonomamente), e o mapa deve fazer referência ao
valor facturado, a obra/serviço a que respeita e a autonomizar os montantes
imputados.
Associados da ANTRAM - (Inf. n.º 22144 de 06.07.2004) podem apresentar o
preço do serviço prestado sem que seja necessário evidenciar o valor das ajudas de
custo pagas no âmbito dos serviços de transporte efectuados, devendo, porém,
possuir os elementos constantes da alínea h) do n.º 1 do art.º 23.º-A do CIRC para
comprovação da ajuda de custo, bem como dispor de elementos na sua
contabilidade que identifiquem o gasto suportado com a deslocação efectuada e
imputação ao serviço que as originou.
O acordão do Processo 85/2012-T do CAAD – impõe a comprovação
completa relativa à identificação das despesas por cada pagamento efectuado, mas
não implica que a indicação dessas despesas tenha de constar das facturas, embora
se mostre necessário que a contabilidade permita determinar a que factura se
reporta cada uma das quantias relacionadas com as ajudas de custo e Km´s.
FECHO DE CONTAS 2018 169

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AJUDAS DE CUSTO E KM´S

1)Não consideradas Rendimento do Trabalho dependente


Facturação emitida ao Cliente
ACEITES FISCALMENTE E SEM TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA
Não facturados a clientes, com mapa de controlo das deslocações
ACEITES FISCALMENTE E COM TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA
Não facturados a clientes, sem mapa de controlo das deslocações
NÃO ACEITES FISCALMENTE E COM TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA

2) Consideradas Rendimento do Trabalho dependente


ACEITES FISCALMENTE E SEM TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA

FECHO DE CONTAS 2018 170


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AJUDAS DE CUSTO E KM´S – ASSOCIAÇÃO À MODELO 22
Não Aceites fiscalmente – Acrescer no campo 730 Q07 da Modelo 22

Tributações Autónomas
Descrição PF*
Ajudas de custo e deslocações em viatura própria (dedutíveis) 5% 15%
Ajudas de custo e deslocações em viatura própria (não dedutíveis) 5% 15%
* Com Prejuízo fiscal no exercício

Na Declaração Modelo 22:


Valor da T.A. Encargos efetuados ou efetuados
Campo 365 Q 10 Campo 415 Q 13
FECHO DE CONTAS 2018 171

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AJUDAS DE CUSTO E KM´S – ASSOCIAÇÃO À MODELO 22
Exemplo
Caso 1 – Empresa com lucro tributável
Caso 2 – Empresa com prejuízo fiscal

Funcionários Valor das Ajudas Rendimento Facturadas a Mapa


de Custo Categoria A clientes justificativo
Funcionário A 2.000,00 Não Sim Sim
Funcionário B 1.000,00 Não Não Não
Funcionário C 1.200,00 Não Não Sim

Impacto na modelo 22?

FECHO DE CONTAS 2018 172


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AJUDAS DE CUSTO E KM´S – ASSOCIAÇÃO À MODELO 22
Resolução Caso 1
Q07 da Modelo 22
Acrescer 1.000 euros (funcionário B)

Tributações Autónomas (TA)


110 euros (2.200 euros * 5%)

Modelo 22
Campo 730 Q07 Campo 365 Q10 Campo 415 Q13
1.000 € 110 € 2.200 €
Não aceites T.A Base da TA

FECHO DE CONTAS 2018 173

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AJUDAS DE CUSTO E KM´S – ASSOCIAÇÃO À MODELO 22
Resolução Caso 2
Q07 da Modelo 22
Acrescer 1.000 euros (funcionário B)

Tributações Autónomas (TA)


330 euros (2.200 euros * 15%)

Modelo 22
Campo 730 Q07 Campo 365 Q10 Campo 415 Q13
1.000 € 330 € 2.200 €
Não aceites T.A Base da TA

FECHO DE CONTAS 2018 174


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3.23 PESSOAL

AJUDAS DE CUSTO E KM´S – PRESSUPOSTOS E NOTAS FINAIS


As ajudas de custo visam compensar o trabalhador das despesas por si
efectuadas:
Refeições e Alojamento (Respeitar percentagens de atribuição)
Apenas há direito a ajudas de custo nas deslocações que se realizem para além
de:
20 Kms do domicílio necessário nas deslocações diárias.
50 Kms do mesmo domicílio para deslocações por dias sucessivos,
Nas deslocações por dias sucessivos – o respectivo abono não pode ter
lugar para além de 90 dias seguidos, salvo em casos excepcionais e devidamente
fundamentados em que poderá haver prorrogação por mais 90 dias.
Atenção à duplicação de documentos / gastos

FECHO DE CONTAS 2018 175

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


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AJUDAS DE CUSTO E KM´S – PRESSUPOSTOS E NOTAS FINAIS


Duplicação de documentos / gastos

Ajudas de Subsídio de
custo alimentação

Faturas de
alimentação/do
rmida em nome
da sociedade

FECHO DE CONTAS 2018 176


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
AJUDAS DE CUSTO E KM´S – PRESSUPOSTOS E NOTAS FINAIS
Duplicação de documentos / gastos
EXEMPLO:
O Sr. Manuel gerente da empresa KERTUDO, LDA deslocou-se para fazer
um serviço de manutenção a um cliente. Como a deslocação foi demorada
teve de almoçar pelo caminho e pagou com o cartão de débito da
empresa. Quando chegou deixou factura do almoço na contabilidade que
se encontrava emitida em nome da sociedade. O Sr Manuel no fim do mês
quer receber: subsidio de alimentação e ajudas de custo (25% *69,19)
relativos a este dia de trabalho. Pode?

FECHO DE CONTAS 2018 177

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
AJUDAS DE CUSTO E KM´S – PRESSUPOSTOS E NOTAS FINAIS
DOMICÍLIO NECESSÁRIO
O acórdão do TCAN de 08-11-2007, processo 01006/04. segundo o
qual, só são devidas ajudas de custo quando o trabalhador é deslocado
do seu local habitual de trabalho. Se for contratado
especificamente para trabalhar num local fora da sede da entidade
patronal, já não serão devidas ajudas de custo. Ou seja, só serão devidas
ajudas de custo quando houve mudança do local de trabalho
contratualmente previsto ou deslocações por força da prestação
ocasional do trabalho fora do local habitual ou por força da
transferência das instalações da sua entidade patronal.
Exemplo: Trabalhador da empresa que se desloca a Espanha para fazer
obra e trabalhador da empresa que foi contratado para ir trabalhar
para obra em Espanha.
FECHO DE CONTAS 2018 178
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL
Fundos de Compensação e de Garantia:
Por cada contrato de trabalho celebrado após 01/10/2013, as entidades
empregadoras, pagam mensalmente 1% sobre:
Contabilização FAQ 28
Entregas Mensais
415 – Outros Inv. Financeiros
a 2487 – FCT
0,925% Pelas variações de JV Positivas
FCT 415 – Outros Inv. Financeiros
a 772 – Ganhos por aumento JV
Retribuição Base e reconhecer passivo por imposto
diferido D – 8122 por C - 2742 Só
e diuturnidades Regime
devidas a cada Pelas variações de JV negativas
662 – Perdas por redução do JV Geral
trabalhador a 415 – Outros Inv. Financeiros, e
reconhecer ativo por imposto diferido
D – 2741 por C - 8122
Entregas Mensais
0,075%
635 – Gastos com o Pessoal
FECHO DE CONTAS 2018
FGCT a 2487 – FGCT 179

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Fiscalidade - Associação Modelo 22


FGCT – Custo Fiscalmente relevante
FCT – Só relevante na data do reembolso:
Se JV do FCT é negativo (Conta 66), acrescer:

Se JV do FCT é positivo (Conta 77), deduzir:

FECHO DE CONTAS 2018 180


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.23 PESSOAL

Empréstimos /Adiantamentos ao pessoal e aos órgãos sociais


Registo Conta: D – 232, C - 12
Artigo 397 do CSC “1 -É proibido à sociedade conceder empréstimos ou
crédito a administradores, efectuar pagamentos por conta deles, prestar
garantias a obrigações por eles contraídas e facultar-lhes adiantamentos de
remunerações superiores a um mês.”

Perdas por Imparidade


D - 6512-Perdas por imparidade; C - 239 -
D- 239; C - 76212-Reversão de perdas por imparidade-Outros devedores
Estas perdas por imparidade não são aceites fiscalmente (não resultam da
actividade normal). Acrescer no Q07 da M22. Como recupero estas perdas?

FECHO DE CONTAS 2018 181

CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

FECHO DE CONTAS 2018 182


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

24 Estado e outros entes públicos


241 Imposto sobre o rendimento
242 Retenção de impostos sobre rendimentos
243 Imposto sobre o valor acrescentado (IVA)
244 Outros impostos
245 Contribuições para a Segurança Social
246 Tributos das autarquias locais
248 Outras tributações

FECHO DE CONTAS 2018 183

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Ter em atenção no Fecho de Contas:
Conciliação dos saldos de impostos com os pagamentos/recebimentos efetuados no
período subsequente, e consulta de elementos disponíveis no portal das finanças.
Conferir saldos de PEC e P.C. com o portal das finanças.
Verificar se foram submetidas e pagas todas as declarações fiscais (movimentos
financeiros), incluindo as da segurança social.
Conferir o saldo dos impostos retidos por terceiros com as declarações deles.
Conferir saldo da conta IVA a Pagar/ Recuperar/Reembolsos pedidos
Conferir saldo da conta da retenções de IRS e de imposto de selo
Conferir saldo da conta da segurança social, de FCT e FGCT
Conferir as retenções que estão no portal com a contabilidade
Consulta do património predial e cruzamento com a contabilidade.
Consulta das viaturas e cruzamento com contabilidade.
Obtenção de certidão da inexistência de dívidas á AT e á SS.
Verificação do cadastro fiscal da empresa.
FECHO DE CONTAS 2018 184
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTOS POR CONTA – Artigo 104 e 106 do CIRC
Os pagamentos por Conta são deduzidos no campo 360 do Q10 da M22:

Consultar no Portal em: Os Seus Serviços/Consultar/Informação Financeira/Movimentos


Financeiros.

FECHO DE CONTAS 2018 185

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTOS POR CONTA – Artigo 104 e 106 do CIRC
Cálculo:
Volume de Negócios Fórmula de Cálculo Fonte dos elementos
ano anterior Cada prestação (Modelo 22 Ano anterior)
≤ 500.000,00 € 80 % X (colecta - Campo 351 (Colecta); campo 359 (retenções na
retenções na fonte) / 3 fonte); campo 411(volume de negócios)

> 500.000,00 € 95 % X (colecta - Campo 351 (Colecta); campo 359 (retenções na


retenções na fonte) / 3 fonte); campo 411(volume de negócios)

Dispensa de PPC:
Se (Colecta – retenção na fonte) do ano anterior < a 200 € não há lugar a PPC
Pagamentos em:
Julho (1.º PPC), Setembro (2.º PPC), até 15 de Dezembro (3.º PPC)
O primeiro e o segundo pagamento por conta têm caráter obrigatório.
Suspensão ou limitação – UNICAMENTE possível relativamente à TERCEIRA
ENTREGA do PPC. – Com condições (aconselhar só com completa segurança).
FECHO DE CONTAS 2018 186
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
LIMITAÇÕES DOS PAGAMENTOS POR CONTA – Art. 107 - CIRC
Suspensão ou limitação – UNICAMENTE possível relativamente à TERCEIRA
ENTREGA. – Mas com condições:

Pelos elementos de que disponha:

que o montante do pagamento por conta já efectuado é igual ao superior ao


imposto que será devido. - Suspensão, ou

que o montante do pagamento por conta já efectuado acrescido da terceira


entrega é superior ao imposto que será devido, pode limitar o pagamento a
essa diferença. - Limitação

Rigor na previsão dos resultados - Aconselha-se muita cautela, aconselhar só


com completa segurança.
FECHO DE CONTAS 2018 187

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

LIMITAÇÕES DOS PAGAMENTOS POR CONTA


Consequências da indevida suspensão ou limitação do 3.º pagamento por conta?
Verificando-se, face à declaração periódica de rendimentos do exercício a que
respeita o imposto, que, deixou de ser paga uma importância superior a
20% da que, em condições normais, teria sido entregue.

há lugar a juros compensatórios.


Exemplo: Sociedade tinha que fazer 3 Pagamento por conta de 1.000 €. No entanto o último limitou
o valor a 650 euros. Qual o valor máximo de imposto devido a final para não dar lugar a juros
compensatórios?
Pagamentos devidos = 3.000 ; Pagamentos efectuados = 2.650; Diferença = 350
Desvio = 350 * 20 % = 70
Se o imposto devido a final não for superior a 2720 (2650 + 70), não há juros compensatórios.
FECHO DE CONTAS 2018 188
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

LIMITAÇÕES DOS PAGAMENTOS POR CONTA


Consequências da indevida suspensão ou limitação do 3.º pagamento por conta e falta
da entrega devida de qualquer uma dos outros 2 pagamentos?
Coima

prática de infracção punível nos termos da alínea f) do n.º 5 do art.º 114.º


do RGIT.
“f) A falta de pagamento, total ou parcial, da prestação tributária devida a título de
pagamento por conta do imposto devido a final, incluindo as situações de pagamento
especial por conta.”

valor conjugação do n.º 2 do art.º 114.º e do n.º 4 do art.º 26.º, ambos do


RGIT. (coima mínima de 30% do imposto em falta).
FECHO DE CONTAS 2018 189

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA (PEC) – Art. 106 do CIRC
Os PEC são deduzidos no campo 356 do Q10 da M22:

Consultar no Portal em: Os Seus Serviços/Consultar/Informação Financeira/Movimentos


Financeiros.

FECHO DE CONTAS 2018 190


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA - ART 106.º CIRC

Quem está sujeito:


-Todos os sujeito passivos residentes que exerçam a titulo principal actividade de
natureza comercial , industrial ou agrícola;
-Os Sujeito Passivos não residentes com estabelecimento estável.

Prazos de Pagamento de Pagamento:


- Março , ou duas prestações em Março e Outubro.
- Período trib. Diferente ano civil:
-3º mês e 10 mês do período de tributação
FECHO DE CONTAS 2018 191

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA - ART 106.º CIRC
O montante do pagamento especial por conta é igual a 1% do volume de negócios relativo
ao período de tributação anterior, com o limite mínimo de € 850, e, quando superior, será
igual a este limite acrescido de 20% da parte excedente, com o limite máximo de € 70.000,
abatido dos pagamentos por conta efectuados no ano anterior (calculados de
acordo com as regras do CIRC).
1% VN2018

1% VN2018 < 850 1% VN2018 > 850

PEC = 850 – PC2018 X = [850 + 20% (1% VN2018 - 850)]

X <70.000 X >= 70.000

PEC = X – PC2018 PEC = 70.000 – PC2018

FECHO DE CONTAS 2018 192


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA
SITUAÇÕES IMPORTANTES:
Não há pagamento especial por conta nos períodos de tributação de:
Início de actividade e
No seguinte.

Dispensados de efectuar o pagamento especial por conta, os


sujeitos passivos:
Totalmente isentos de IRC, ainda que a isenção não inclua
rendimentos que sejam sujeitos a tributação por retenção na fonte
com carácter definitivo, bem como bem como os sujeitos passivos que
apenas aufiram rendimentos não sujeitos ou isentos
Que se encontrem com processos no âmbito do CIRE, a partir
da data de instauração desse processo;
A que seja aplicado o regime simplificado de IRC.
FECHO DE CONTAS 2018 193

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA
SITUAÇÕES IMPORTANTES:
Dispensados de efectuar o pagamento especial por conta, os
sujeitos passivos:
Que tenham deixado de efectuar vendas ou prestações de serviços e
tenham entregue a correspondente declaração de cessação de
actividade a que se refere o artigo 33.º do Código do IVA
Cumprimento das condições do artigo 34 do CIVA, para cessar.
Ano da entrega da declaração da cessação em IVA
Caso de empresa que cessa antes do pagamento da 2ª
prestação.
Importante - Nascimento da Obrigação
Cessação de actividade em IRC - Of.circ. 82/98 de 18/3
Se cessar em IRC até ao termo do prazo de pagamento da 2ª
prestação. Se não cessar efectua a totalidade do PEC até essa data.
FECHO DE CONTAS 2018 194
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PT21120 - PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA – PARECER OCC 01-09-2018
Determinada empresa cessou a atividade em IVA em outubro de 2016. Em agosto de 2018,
a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), invocando o artigo 106.º, n.º 1, do CIRC, instaura
à empresa a aplicação de uma coima por não ter sido paga prestação do pagamento
especial por conta (PEC) referente a outubro de 2016. Dada a data da cessação em IVA
está correto exigir o PEC?
Parecer técnico
O PEC é um imposto de obrigação única que deverá ser feito durante o mês de março, ou em duas
prestações, durante os meses de março e outubro do ano a que respeita ou, no caso de adotarem um
período de tributação não coincidente com o ano civil, no terceiro mês e no décimo mês do período de
tributação respetivo. Tal significa que a obrigação de efetuar o PEC se vence em março e os prazos de
pagamento podem vencer-se em março, ou em março e outubro se for pago em duas prestações.
Perante este facto a dispensa de pagamento elencada na alínea c) do n.º 11 do artigo 106.º
do Código do IRC só poderá ser aplicada se a declaração de cessação de atividade for
entregue até ao termo da obrigação de efetuar PEC, ou seja, março. No caso exposto a
cessação de atividade ocorreu outubro de 2016 e, em face do disposto no artigo 106.º do CIRC, não
ficou afastada a obrigatoriedade de entregar o PEC, neste caso a segunda prestação referente ao
exercício de 2016. Como a obrigação de entregar o PEC se venceu em março desse ano, o facto de ter
cessado em IVA não afasta a obrigatoriedade de entregar o valor remanescente (segundo pagamento).
FECHO DE CONTAS 2018 195

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA (PEC)
Dispensados de efectuar o PEC, os sujeitos passivos:
Que não efetuem o pagamento até ao final do terceiro mês do respetivo período
de tributação, desde que as obrigações declarativas previstas nos artigos 120.º
(Modelo 22) e 121.º (IES), relativas aos dois períodos de tributação
anteriores, tenham sido cumpridas nos termos neles previstos.
Dispensa válida por cada período de tributação, verificando os requisitos,
cabendo à AT a verificação da situação tributária do sujeito passivo.
Exemplos:
Expresso - 20.11.2018 – “A Promovalor, detida pelo presidente do Benfica, está há
dois anos sem contas publicadas. A empresa, com um buraco de 162 milhões de euros,
tem agora um mês para evitar a liquidação.”
Jornal de notícias – 10.12.2018 – “Um pequeno casebre, sem água nem
eletricidade, situado num terreno junto a um bairro, no concelho de Mira, era a sede de
uma empresa de comércio de ouro que, em apenas um ano, faturou 16 milhões de
euros a uma outra firma. (…) Chama-se "Pérolas em Movimento", foi criada em 2010
e nunca entregou qualquer declaração de IVA ou de IRC à Autoridade Tributária (AT).“
FECHO DE CONTAS 2018 196
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA
CASOS ESPECIAIS:
RETGS
É devido um PEC por cada uma das sociedades.
A formula é igual à do regime geral, efectuada empresa a empresa.
Pagamento por conta que se deduz na fórmula? É o que seria obtido a
partir dos dados resultantes da declaração periódica de rendimentos
de cada uma das sociedades do grupo.
Pagamento por conta Fictício – Obrigatório constar no campo
360 da M22 individual de cada sociedade.
PEC de cada sociedade = 1% volume negócios período de tributação anterior (1) - Pag.
por conta fictícios do período de tributação anterior
(1) Limites: Mínimo 850 €; Máximo 850 € + 20% do excedente, com o limite de € 70.000

A sociedade dominante deverá somar os PEC individuais de cada


sociedade e proceder à entrega de uma única guia de pagamento.
FECHO DE CONTAS 2018 197

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA
CASOS ESPECIAIS:

REGIME SIMPLIFICADO

Os sujeitos passivos que tenham deixado de se qualificar para a


utilização do regime simplificado de IRC, ao falharem os requisitos do
montante anual ilíquido de rendimentos (200.000 €) ou o critério do
Balanço (500.000 €) devem efetuar o pagamento especial por conta até
ao fim do 3.º mês do período de tributação seguinte.

Exemplo:
No final de 2018, chegou-se à conclusão que não se enquadra no
Regime Simplificado de IRC:
Faz o PEC de 2018, até 31.3.2019.
FECHO DE CONTAS 2018 198
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PEC - DEDUÇÃO À COLECTA – ART 93.º CIRC


Os Pagamentos Especiais por Conta efectuados são dedutíveis à colecta de
IRC, mas têm limite temporal de dedução: - Campo 356 da Modelo 22:

PEC relativos a períodos de tributação:

de 2014 e seguintes - dedução á colecta do próprio exercício do


pagamento e dos seis exercícios seguintes.

Ano + 6 exercícios seguintes

FECHO DE CONTAS 2018 199

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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PEC - DEDUÇÃO À COLECTA – ART 93.º CIRC


Poderão ser abatidos à colecta de 2018:
PEC dedutíveis à colecta Período de utilização Período de tributação limite
de 2018 (nº de anos) para a dedução do PEC
PEC 2014 Ano + 6 2020
PEC 2015 Ano + 6 2021
PEC 2016 Ano + 6 2022
PEC 2017 Ano + 6 2023
PEC 2018 Ano + 6 2024

Nenhum PEC – Termina este ano.


Se tivermos na contabilidade PEC´s anteriores a 2014: - Abatê-los
Fiscalidade: Não são aceites como gastos - Acrescer no
Q07 da Mod. 22.
FECHO DE CONTAS 2018 200
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PEC - DEDUÇÃO À COLECTA – ART 93.º CIRC


Reembolso do PEC é possível:
Em caso de cessação da atividade, o PEC não deduzido pode ser
reembolsado, mediante requerimento dirigido ao chefe do serviço de finanças
da área da sede a apresentar no prazo de 90 dias a contar da data da cessação.
O PEC não deduzido ate ao final do periodo de reporte (6.º ano)
pode ser reembolsada, mediante requerimento dirigido ao chefe do serviço de
finanças da área da sede a apresentar no prazo de 90 dias a contar do termo
daquele período.
Só vai ter aplicação ao IRC de 2020.

FECHO DE CONTAS 2018 201

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA

Não cumprimento do artº 106º

O não cumprimento atempado dos PEC´s implica a posterior liquidação de:

Juros compensatórios, à taxa de 4% (artigos 102º CIRC e 35.º, LGT).

Coima nos termos do n.º 2 do art.º 114.º e do n.º 4 do art.º 26.º,


ambos do RGIT. (coima mínima de 30% do imposto em falta).

FECHO DE CONTAS 2018 202


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PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA

Conjugação de PEC, Prejuízos Fiscais com Benefícios Fiscais

Ordem de Dedução na Modelo 22:


1. Prejuízos Fiscais
2. Benefícios Fiscais
3. Pagamento Especial por Conta

FECHO DE CONTAS 2018 203

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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DERRAMA MUNICIPAL – LEI N.º 73/2013 –ARTº 18º

Matéria Coletável da derrama X taxa = Valor a indicar no campo 364 da M22.


Matéria Colectável (incide sobre)
Lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das
pessoas colectivas (IRC).

Taxa de imposto – fixadas anualmente (ofício circulado)


(0 a 1,5 por cento), independentemente do volume de negócios.
Possibilidade de ser fixada uma taxa reduzida para os sujeitos passivos com
um volume de negócios no ano anterior que não ultrapasse 150 mil euros.

FECHO DE CONTAS 2018 204


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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DERRAMA MUNICIPAL – LEI N.º 73/2013 –ARTº 18º


Incidência Tributária depende:

Do número de municípios onde o sujeito passivo possua estabelecimentos


estáveis

Do valor da matéria colectável (para efeitos de derrama) - Lucro Tributável

FECHO DE CONTAS 2018 205

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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DERRAMA MUNICIPAL – LEI N.º 73/2013 –ARTº 18º


Número de municípios = 1 , ou

Número de municípios > 1 e Matéria colectável da derrama inferior ou


igual a 50 mil euros

Sujeitos à taxa fixada pelo município em que se situa a sede ou a direcção


efectiva do sujeito passivo ou, tratando-se de sujeitos passivos não residentes,
no município em que se situa o estabelecimento estável onde, nos termos do
artigo 125º' do Código do IRC, esteja centralizada a contabilidade.
Matéria Coletável da derrama X taxa = Valor a indicar no campo 364 da M22.

FECHO DE CONTAS 2018 206


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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DERRAMA MUNICIPAL – LEI N.º 73/2013 –ARTº 18º

Número de municípios > 1 e Matéria colectável da derrama > 50 mil


euros

Obrigatoriedade de apresentação do Anexo A.


A derrama é apurada no Anexo A e o valor encontrado transferido para o
campo 364.
Taxa média calculada com base na massa salarial de cada município, a aplicar
ao lucro tributável.

FECHO DE CONTAS 2018 207

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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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DERRAMA MUNICIPAL – LEI N.º 73/2013 –ARTº 18º - RETGS


No RETGS, o cálculo da derrama é efectuado com base no LT de cada
sociedade e não com base no LT do Grupo.

Cálculo da derrama do grupo:


Para as sociedades que integram o perímetro do grupo abrangido pelo RETGS,
a derrama municipal é calculada e indicada individualmente por cada uma das
sociedades na sua MODELO 22 individual, sendo preenchido também o anexo
A.
O somatório das derramas municipais devidas por todas as entidades do grupo
é indicado no Campo 364 do Q 10 da declaração do grupo.
O pagamento é feito pela sociedade dominante.

FECHO DE CONTAS 2018 208


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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DERRAMA ESTADUAL - ARTIGO 87.ºA CIRC


Sobre a parte do lucro tributável superior a 1.500.000 € sujeito e
não isento de IRC, apurado por sujeitos passivos residentes em território
português que exerçam, a título principal, uma actividade de natureza
comercial, industrial ou agrícola e por não residentes com estabelecimento
estável em território português, incidem as taxas adicionais:

Lucro Tributável (euros) Taxa DE Valor da Derrama Estadual


> 1.500.000 até 7.500.000 3% (LT – € 1.500.000) x 3%
> 7.500.000 até 35.000.000 5% € 6.000.000 x 3% + (LT – €
7.500.000) x 5%
> 35.000.000 9% € 6.000.000 x 3% + € 27.500.000 x
5% + (LT – € 35.000.000) x 9%

FECHO DE CONTAS 2018 209

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DERRAMA ESTADUAL - ARTIGO 87.ºA CIRC


Pagamento da derrama estadual (artigo 104.°-A CIRC)

Em três pagamentos adicionais por conta (PAC), de acordo com as


regras estabelecidas no alínea a) do n.° 1 do artigo 104.° (pagamentos por
conta)
Até ao último dia do prazo fixado para o envio da declaração
modelo 22, pela diferença que existir entre o valor total da derrama
estadual aí calculado e as importâncias entregues por conta.
Há lugar a reembolso , pela respectiva diferença, quando o valor do derrama
estadual apurado na declaração for inferior ao valor dos PAC.

FECHO DE CONTAS 2018 210


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PAGAMENTO ADICIONAL POR CONTA - ARTIGO 105ºA CIRC


O valor dos pagamentos adicionais por conta devidos nos termos da alínea a) do n.º 1 do
artigo 104.º-A é igual ao montante resultante da aplicação das taxas previstas na tabela
seguinte relativo ao período de tributação anterior:

Lucro Tributável (euros) Taxa PAC Taxa DE Valor total do PAC


> 1.500.000 até 7.500.000 2,5 % 3% (LT – € 1.500.000) x 2,5%
> 7.500.000 até 35.000.000 4,5% 5% € 6.000.000 x 2,5% + (LT – €
7.500.000) x 4,5%
> 35.000.000 8,5% 9% € 6.000.000 x 2,5% + € 27.500.000
x 4,5% + (LT – € 35.000.000)x8,5%
Também é por escalões, conforme derrama estadual.
À semelhança dos pagamentos por conta, os sujeitos passivos podem efectuar a
suspensão do pagamento, em relação ao terceiro pagamento adicionais por
conta, nos termos e condições previstos no artigo 107.º do CIRC
FECHO DE CONTAS 2018 211

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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DERRAMA ESTADUAL - ARTIGO 87.ºA CIRC - RETGS

Quando seja aplicável o regime especial de tributação dos grupos de


sociedades, a derrama estadual incide sobre o lucro tributável apurado
na declaração periódica individual de cada uma das sociedades do
grupo, incluindo a do sociedade dominante.

A sociedade dominante efectua o somatório das derramas estaduais


individualmente calculadas, indicando-a na declaração do grupo, no campo 373
do quadro 10 da declaração modelo 22, incumbindo-lhe o respectivo pagamento.

Quando seja aplicável o regime especial de tributação dos grupos de sociedades,


é devido pagamento adicional por conta por cada uma das sociedades
do grupo, incluindo a sociedade dominante

FECHO DE CONTAS 2018 212


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


Estimar o gasto com IRC no fecho de contas
Lançamento da Estimativa de IRC
D: 8121 – Imposto Sobre o Rendimento
C: 2413 – Estimativa de Imposto sobre o Rendimento
Estimativa de IRC VS IRC Final
Estimativa de IRC < IRC Final – Insuficiência de Estimativa
6885 – Insuficiência de Estimativa para impostos
Estimativa de IRC > IRC Final – Excesso de Estimativa
7882 – Excesso de Estimativa para impostos

FECHO DE CONTAS 2018 213

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO - FISCALIDADE
O IRC, incluindo as tributações autónomas, e quaisquer outros impostos
que direta ou indiretamente incidam sobre os lucros; não relevam
fiscalmente.
O texto “incluindo as tributações autónomas” foi adicionado pela Reforma do
IRC em 2014. Acordãos do CAAD proc n.º 209/2013, “ainda que a TA possa
ser um imposto distinto do IRC, é exigido no âmbito do IRC”.
ASSOCIAÇÃO À M22

D - 8121 – Imposto Sobre o Rendimento Acrescer Campo 724


D - 6885 – Insuficiência de Estimativa para impostos Acrescer Campo 724
C- 7882 – Excesso de Estimativa para impostos Deduzir Campo 765
FECHO DE CONTAS 2018 214
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO
TAXAS APLICÁVEIS NO PERÍODO DE TRIBUTAÇÃO - 2018
Pequenas e médias empresas (PME) Grandes empresas
Matéria Coletável Taxas Taxas
Até 15.000 euros 17% (*)
Superior a 15.000 euros 21% 21% (**)

(*) Art 41.º B- EBF – A taxa pode ser reduzida para 12,5% para PME a exercer actividade, e com direção
efectiva, no interior (cfr. Portaria n.º 208/2017).
(**) Taxa também aplicável a entidades residentes que não exerçam, a título principal, atividade
comercial, industrial ou agrícola

PME – Definição no DL N.º 372/2007, de 6 de Novembro


PME - empresas que empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de
negócios anual não excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total
anual não excede 43 milhões de euros.
FECHO DE CONTAS 2018 215

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
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IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO - REGRAS DE PAGAMENTO


O valor a pagar ou a reembolsar é APURADO na Modelo 22, que tem de ser
entregue até ao último dia do 5º mês posterior á data do termo do período de
tributação.
Se valor apurado < 25 €, não há lugar a pagamento nem ao reembolso.
Pagamento - efectuado até à data de entrega da Modelo 22.
Reembolso, o mesmo deve ser efectuado até ao fim do 3.º mês seguinte
ao do seu envio.
Os contabilistas certificados são subsidiariamente e solidariamente
responsáveis pelas coimas, quando não comuniquem, até 30 dias após o
termo do prazo de entrega da declaração, à administração tributária as
razões que impediram o cumprimento atempado da obrigação e o atraso ou a
falta de entrega não lhes seja imputável a qualquer título. - Portal das Finanças.
ENTREGAR > COMUNICAÇÃO NOS TERMOS DO Nº 3 DO ARTº 8º RGIT
FECHO DE CONTAS 2018 216
Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PREJUÍZOS FISCAIS - Artigo 52.º do CIRC

Período de reporte atual


Os prejuízos fiscais apurados no período de tributação de 2018, são
deduzidos aos lucros tributáveis seguintes:
PME (DL n.º 372/2007) – 12 anos
Grandes empresas – 5 anos

A categoria das micro, pequenas e médias empresas (PME) é constituída


por empresas que empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de
negócios anual não excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total anual
não excede 43 milhões de euros.

FECHO DE CONTAS 2018 217

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PREJUÍZOS FISCAIS
Período de reporte
Prejuízos fiscais dedutíveis e prazo limite de dedução:
Período de tributação em Período de dedução Período de tributação limite
que o prejuízo é apurado (nº de anos) para a dedução do prejuízo

2013 5 2018

2014 12 2026

2015 12 2027

2016 12 2028

2017 5 ou 12 2022* ou 2029**

2018 5 ou 12 2023* ou 2030**

* Se não PME
** Se PME
Ordem cronológica de dedução - Revogado pela Lei n.º 42/2016, de 28/12
FECHO DE CONTAS 2018 218
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PREJUÍZOS FISCAIS
Limite à dedução de reporte – 70% do LT
A dedução a efetuar em cada um dos períodos de tributação não pode exceder
o montante correspondente a 70% do respetivo lucro tributável.
Não ficando, porém, prejudicada a dedução da parte desses prejuízos que não
tenham sido deduzidos, nas mesmas condições e até ao final do respetivo
período de dedução.
Aplicação a todos os prejuízos fiscais dedutíveis.
Exemplo: Prejuízos fiscais em 2016: 30.000 € e 2017: 30.000

Descritivo Campo Valor Limite


1. LUCRO TRIBUTÁVEL 302 80.000,00 €
2. Prejuízos fiscais dedutíveis 303 60.000,00 €
4.000 a
3. Prejuízos fiscais deduzidos 309 56.000,00 € (70% * 80.000) reportar
4. MATÉRIA COLECTÁVEL ( 1-3 ) 311 24.000,00 €

FECHO DE CONTAS 2018 219

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PREJUÍZOS FISCAIS
Modelo 22

Controlo Dossier Fiscal


(Port. 51/2018)

FECHO DE CONTAS 2018 220


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PREJUÍZOS FISCAIS – N.º 8 do ARTIGO 52.º CIRC
Norma Anti Abuso
Objectivo: Evitar a “comercialização dos prejuízos fiscais”
Prejuízos Fiscais Não Dedutíveis
“O previsto no n.º 1 (dedução dos prejuízos) deixa de ser aplicável quando
se verificar, à data do termo do período de tributação em que é
efectuada a dedução, que, em relação àquele a que respeitam os prejuízos:
se verificou a alteração da titularidade de mais de 50% do capital
social ou da maioria dos direitos de voto.”

Termo do Período Termo do Período


em que é gerado em que é deduzido

Verificação da alteração da titularidade de > 50%


FECHO DE CONTAS 2018 221

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PREJUÍZOS FISCAIS – N.º 8 do ARTIGO 52.º CIRC


Para efeitos do n.º 8 do artigo 52.º do CIRC não são consideradas as
alterações:
a) Das quais resulte a passagem da titularidade do capital social ou dos direitos
de voto de direta para indireta, de indireta para direta, bem como das
quais resulte a transmissão daquela titularidade entre sociedades cuja maioria
do capital social ou dos direitos de voto seja detida direta ou indiretamente,
nos termos do n.º 6 do artigo 69.º, por uma mesma entidade.

b) Decorrentes de operações efetuadas ao abrigo do regime especial previsto


nos artigos 73.º e seguintes; (Fusões e Cisões)

c) Decorrentes de sucessões por morte;


FECHO DE CONTAS 2018 222
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PREJUÍZOS FISCAIS – N.º 8 do ARTIGO 52.º CIRC
Para efeitos do n.º 8 do artigo 52.º do CIRC não são consideradas as
alterações:
d) Quando o adquirente detenha ininterruptamente, direta ou indiretamente,
mais de 20% do capital social ou da maioria dos direitos de voto da
sociedade desde o início do período de tributação a que respeitam os
prejuízos; (*) ou

e) Quando o adquirente seja trabalhador ou membro dos órgãos


sociais da sociedade, pelo menos desde o início do período de tributação a
que respeitam os prejuízos. (*)
(*) Necessita de autorização de membro do Governo responsável pela área das
finanças, nos termos do n.º 12 do artigo 52 do CIRC, para os prejuízos fiscais do período e dos
períodos anteriores, aos factos mencionados nas alíneas d) e e).
FECHO DE CONTAS 2018 223

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PREJUÍZOS FISCAIS – N.º 8 DO ARTIGO 52.º CIRC


O membro do Governo responsável pela área das finanças pode autorizar, em casos
de reconhecido interesse económico e mediante requerimento a apresentar à
Autoridade Tributária e Aduaneira, que não seja aplicada a limitação prevista no n.º 8.
do Artigo 52.º - Cfr n.º 12 do Artigo 52.º do CIRC.
O requerimento em causa deve ser efectuado em conformidade com a portaria n.º
273/2014, de 24 de Dezembro.
PERDA DOS PREJUÍZOS – N.º 8 DO ARTIGO 52.º CIRC
Associação á Modelo 22

FECHO DE CONTAS 2018 224


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

PREJUÍZOS FISCAIS
Conjugação de prejuízos fiscais com Benefícios Fiscais
Ordem de Dedução na Modelo 22:
1. Prejuízos Fiscais
2. Benefícios Fiscais
3. Pagamento Especial por Conta

• Ordem de dedução obrigatória – independentemente do tempo.

• Os contribuintes não podem escolher o exercício de dedução dos prejuízos,


por forma a não inviabilizarem a dedução dos benefícios fiscais.

FECHO DE CONTAS 2018 225

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PREJUÍZOS FISCAIS – IMPOSTOS DIFERIDOS
Podem originar activos por impostos diferidos, se…..
for provável que exista um lucro tributável
relativamente ao qual a diferença temporária dedutível
possa ser usada.
Reconhecimento
Débito: 2741 – Ativo por imposto Diferido Não aplicável:
Crédito: 8122 – Imposto Diferido • NC – ME
Reversão / Utilização do prejuízo • NC – PE,
excepto se
Crédito: 8122 – Imposto Diferido reavaliar.
Débito: 2741 – Ativo por imposto Diferido
Não são aceites fiscalmente:
Débito: 8122 – acrescer no campo 725
Crédito: 8122 – deduzir no campo 766
FECHO DE CONTAS 2018 226
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.24 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
PREJUÍZOS FISCAIS – IMPOSTOS DIFERIDOS - EXEMPLO
A sociedade XPTO, Lda., apurou no exercício de N:
Prejuízo Fiscal no ano montante de 10.000 €. A empresa espera recuperar este
prejuízo fiscal nos próximos 2 anos,
A taxa de derrama é de 1,5%.
A taxa de IRC é de 17%.
A empresa tem de tributações autónomas 500 euros.
Pedido: Contabilize o imposto sobre o rendimento do exercício no ano N
Conta a débito Conta a crédito Valor (€) Valor
Conta a débito Conta a crédito
(€)
8121 – Imposto estimado 241 - Imposto sobre o 2721 –Ativo por imposto
500 8122 – Imposto diferido* 1.700 €
para o período* rendimento diferido

* Acrescer Q07 da M22 Não aplicável no NC – ME e em princípio no NC – PE


FECHO DE CONTAS 2018 227

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FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

FECHO DE CONTAS 2018 228


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

25 Financiamentos obtidos

251 Instituições de crédito e sociedades financeiras


252 Mercado de valores mobiliários
253 Participantes de capital
254 Subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
258 Outros financiadores

FECHO DE CONTAS 2018 229

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

Ter em atenção no fecho de contas!!!

Conferência – Obtenção mapa de responsabilidade do BP.


Garantias (notas no Anexo) – mapa de responsabilidade do B.P.
Conferência de suprimentos e outros mútuos dos sócios - declaração
Classificação Temporal (Correntes/Não correntes)
Juros a Especializar
Empréstimos em moeda estrangeira (diferenças de câmbio)
Rácio Enc. Financeiros/V. Médio dos Empréstimos
Rácio Dívida (Bancária) Líquida / EBITDA
Mensuração custo ou custo amortizado
Verificar os subsídios reembolsáveis e a sua conversão em fundo perdido
Divulgar incumprimentos de financiamentos obtidos
FECHO DE CONTAS 2018 230
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
Classificação Temporal – Separação Corrente / Não corrente
Financiamentos obtidos - Corrente:
Espera-se que seja liquidado num período até 12 meses após a data do balanço.
Mesmo que originalmente tenha tido maturidade superior ou que tenha tido roll-over
após a data.
A entidade não tem um direito incondicional de, à data de referência das DF’s, diferir
a liquidação do passivo durante pelo menos 12 meses após a data do balanço.
Ex: Financiamento de longo prazo cuja liquidação, total ou parcial, esteja prevista para
período inferior a 12 meses da data do balanço; Descobertos bancários; Caucionadas
Financiamentos obtidos - Não Corrente:
Todos os outros financiamentos devem ser classificados como não correntes.
Ex: Financiamento de longo prazo cuja liquidação, total ou parcial, esteja prevista para
período superior a doze meses da data do balanço; Financiamento de curto prazo
cujo roll-over ou acordo de refinanciamento ficou decidido até à data do balanço,
vencendo-se a mais de doze meses após a data do balanço;
FECHO DE CONTAS 2018 231

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
Classificação Temporal – Situações usuais
Separação Corrente / Não corrente

Financiamento PME a 5 anos, no valor de 500.000 € com amortizações trimestrais de


25.000 €. Valor que deve constar em corrente?
Determinar valor a liquidar nos 12 meses após a data de balanço

Financiamento de 500.000 euros com vencimento integral em 20/01/2019, mas em


15/01/2019 (período subsequente) a empresa acorda com o banco o vencimento para
20/01/2020.
Valor que deve constar no Não Corrente em 2018?

Conta corrente caucionada no valor de 150.000 € com renovação anual em Junho de


2019, sendo que é intenção da administração proceder á renovação, assim como tem
acontecido nos anos anteriores.
Valor que deve constar em corrente?

Empréstimos de partes relacionadas / Accionistas


Conferência
Registar na Conta 25
FECHO DE CONTAS 2018 232
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

Mensuração subsequente: - Moeda Estrageira


Actualizar para a taxa de câmbio de fecho
Saldo em Moeda Estrangeira existente
Cotação à data de balanço
Reconhecimento das diferenças de câmbio
Favoráveis – Registar na conta 793 - Fiscalmente considerada
(alínea c) n.º 1 do artº 20º do CIRC)
Desfavoráveis – Registar na Conta 6921 - Fiscalmente considerada
(alínea c) do n.º 2 do artº 23 do CIRC)

FECHO DE CONTAS 2018 233

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

SUPRIMENTOS
Suprimentos
classificação, contrato, objeto, juros e restituição
Suprimentos - Classificação
Suprimentos – Sempre passivo
Passivo corrente ou não corrente
Suprimentos - Contrato
Não é obrigatório que exista contrato reduzido a escrito.
No entanto recomenda-se a sua elaboração a escrito com referência
ao montante, forma de reembolso e remuneração.
Suprimentos - Objecto
Pode ser em espécie ou em dinheiro.
FECHO DE CONTAS 2018 234
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3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

SUPRIMENTOS
MANIFESTAÇÃO DE FORTUNA – ARTIGO 89-º A LGT
Atenção que os suprimentos e empréstimos feitos no ano de valor igual ou
superior a 50.000 €, são considerados manifestações de fortuna. (São
considerados todos os efectuados pelo sócio ou qualquer elemento do seu
agregado)
Rendimento Padrão de 50%. (desproporção superior a 30% para menos)
As empresas fornecem esta informação à AT, através da IES, no quadro 063
do anexo A.

FECHO DE CONTAS 2018 235

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
SUPRIMENTOS
MANIFESTAÇÃO DE FORTUNA – ARTIGO 89-º A LGT
Exemplo: O Sr. Manuel sócio da empresa realizou 80.000 euros de
suprimentos em Fevereiro de 2018, tendo a empresa procedido ao
reembolso dos suprimentos em Agosto de 2018. O saldo de suprimentos
é nulo no final de 2018.

Campo A 0672 – 0
Campo A 0674 – NIF do Sr. Manuel e 80.000 euros no valor
FECHO DE CONTAS 2018 236
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
SUPRIMENTOS
MANIFESTAÇÃO DE FORTUNA – ARTIGO 89-º A LGT
E as Prestações Suplementares?
Acórdão do STA , processo n.º 0579/09, de 08/07/2009
“Não se confundindo “prestações suplementares” com “suprimentos e
empréstimos”, e aludindo-se no n.º 4 do artigo 89.º-A da Lei
Geral Tributária apenas a estes, que não àquelas, não pode a
Administração tributária incluir no valor daqueles, para efeitos de
aplicação do artigo 89.º-A, os montantes registados na contabilidade
da empresa como prestações suplementares, correspondentes a
deliberações previamente suportadas em actas da sociedade.”
Assim, e tendo por base este acórdão, as prestações suplementares
não têm a mesma natureza de suprimentos e empréstimos e por
isso não devem ser indicadas no quadro 063 IES .

FECHO DE CONTAS 2018 237

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

SUPRIMENTOS

JUROS
Podem vencer juros ou não, consoante o que for convencionado.
A que taxa?
É necessário cuidados.

FECHO DE CONTAS 2018 238


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
JUROS DE SUPRIMENTOS (alínea m) do n.º 1 do artigo 23.º A).
Não são aceites como gastos fiscais, os juros e outras formas de remuneração
de suprimentos e empréstimos feitos pelos sócios à sociedade, na parte em
que excedam a taxa definida por portaria do membro do Governo
responsável pela área das finanças, salvo no caso de se aplicar o regime
estabelecido no artigo 63.º; (alínea m) do n.º 1 do artigo 23.º A).
As taxas foram reguladas pela Portaria nº 279/2014 de 30/12:
Euribor a 12 meses na data da constituição da dívida acrescida de spread:
de 6% no caso de PME.
de 2% no caso de Grandes Empresas
Salvo regime estabelecido no artigo 63.º do CIRC - regime dos PT
prevalecendo nestes casos os termos e condições que seriam
normalmente contratados, aceites e praticados entre entidades
independentes em operações comparáveis, determinados nos termos
deste regime. (Normalmente estas operações enquadram-se aqui).
FECHO DE CONTAS 2018 239

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
JUROS DE SUPRIMENTOS (alínea m) do n.º 1 do artigo 23.º A).
Exemplo:
“4 - (art.ª 63ª CIRC) Considera-se que existem relações especiais entre duas entidades
nas situações em que uma tem o poder de exercer, directa ou indirectamente, uma
influência significativa nas decisões de gestão da outra, o que se considera verificado,
designadamente, entre:
a) Uma entidade e os titulares do respetivo capital, ou os cônjuges, ascendentes ou
descendentes destes, que detenham, direta ou indiretamente, uma participação não
inferior a 20% do capital ou dos direitos de voto”

Sócio – detentor de 25% de capital de sociedade, (não existindo mais nenhuma


situação de enquadramento no n.º 4 do artigo 63.º do CIRC)
Sócio - detentor de 15% de capital de sociedade, (não existindo mais nenhuma
situação de enquadramento no n.º 4 do artigo 63.º do CIRC)

FECHO DE CONTAS 2018 240


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

JUROS DE SUPRIMENTOS
Associação à Modelo 22 – campo 734 Q07 da M22

Retenção na Fonte
Os pagamentos de juros a sócios (pessoas singulares e colectivas)
estão sujeitos a retenção na fonte:
Taxa de retenção IRS - 28%.
Taxa de retenção IRC - 25%.

FECHO DE CONTAS 2018 241

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
JUROS DE SUPRIMENTOS
Retenção na Fonte
Dispensa de Retenção Residentes (alínea h) n.º1 do art. 97 CIRC) - Juros e
outros rendimentos resultantes de contratos de suprimento, de papel
comercial ou obrigações, quando beneficiário detem:
mais de 10%, diretamente, ou indiretamente através de outras
sociedades em que seja dominante, e
desde que a participação no capital social tenha permanecido na sua
titularidade, de modo ininterrupto, durante o ano anterior à data da
sua colocação à disposição.
Retenção Não Residentes:
Possibilidade de isenção de IRC prevista nos n.ºs 12 a 16 do art.º 14.º
do CIRC. (Beneficiário da UE ou Suíça)
Possibilidade de redução se existir convenção e a mesma for accionada.
Não esquecer envio da Modelo 30.
FECHO DE CONTAS 2018 242
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

JUROS DE SUPRIMENTOS
Imposto de Selo
Os juros de suprimentos estão sempre isentos de imposto de selo.
Os suprimentos também estavam, no entanto com a alteração da i) do n.º 1
do art.º 7.º do Código do Imposto do Selo, que apenas entrou em vigor
no dia 1 de abril de 2016, só estão isentos os suprimentos em:
a) Que o credor é detentor de capital social da sociedade utilizadora, na
qual detém diretamente uma participação não inferior a 10% e que
b) Essa participação tenha permanecido na sua titularidade durante um ano
consecutivo ou desde a constituição da entidade participada, contando
que, neste caso, a participação seja mantida durante aquele período.
Esta isenção não se aplica quando qualquer das sociedades intervenientes ou o
sócio, seja entidade domiciliada em território sujeito a regime fiscal privilegiado.

FECHO DE CONTAS 2018 243

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

SUPRIMENTOS
RESTITUIÇÃO
Conforme contrato, se o mesmo o estipular.
Na ausência de prazo de reembolso, o credor tem o direito de exigir
a todo o tempo, assim como o devedor o direito de exonerar-se dela.
Não havendo entendimento cabe ao Tribunal a fixação do mesmo, que
terá em conta as consequências que o reembolso acarretará para a
sociedade, podendo determinar que o pagamento seja efectuado em
várias prestações.

FECHO DE CONTAS 2018 244


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

SUPRIMENTOS E A INSOLVÊNCIA (Art 245 CSC)


Restituição em Caso de Insolvência
Decretada a falência ou dissolvida por qualquer causa a sociedade:
Os suprimentos só podem ser reembolsados aos seus credores depois de
inteiramente satisfeitas as dívidas daquela para com terceiros;
Não é admissível compensação de créditos da sociedade com créditos de
suprimentos.
O reembolso de suprimentos efectuado no ano anterior à sentença
declaratória da falência é resolúvel nos termos dos artigos 1200.º, 1203.º e
1204.º do Código de Processo Civil.
Os credores por suprimentos não podem requerer, por esses créditos, a
falência da sociedade.

FECHO DE CONTAS 2018 245

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
SUPRIMENTOS PARA PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES
D – 25; C – 53
Cuidado! As prestações suplementares tem sempre o dinheiro por objecto.

Pela Inf. n.º 916/09, de 15.05, da DSIRC.


O Fisco entende que a transferência de Suprimentos para prestações
suplementares, ainda que válidamente deliberadas, só é possível se:
A empresa tiver as suas contas certificadas por obrigação ou por opção,
Se consiga provar que os suprimentos tiveram o dinheiro como origem,
e
Em acta de deliberação das prestações suplementares os sócios
expressamente renunciem aos suprimentos.

Fora disso corre-se o risco de serem considerada variações patrimoniais


positivas.
FECHO DE CONTAS 2018 246
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
LIMITAÇÕES A GASTOS DE FINANCIAMENTO – ART 67 CIRC

Gastos de Financiamento Líquidos


Importâncias derivadas ou associadas à
remuneração do capital alheio, deduzidos
dos rendimentos de igual natureza.

Dedutíveis até à concorrência do MAIOR dos seguintes limites

1.000.000 Euros 30% do EBITDA Fiscal

FECHO DE CONTAS 2018 247

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
Gastos de Financiamento líquidos (art.67 CIRC e Circular 7/2013)

Gastos Relevantes Rendimentos Relevantes


- os juros de descobertos bancários; + os juros de depósitos;
- os juros de emprést, obtidos a curto e longo prazo; + os juros de outas aplicações de meios de
- os juros de obrigações e outros títulos assimilados; financeiros líquidos;
- as amortizações de descontos ou de prémios + os juros de financiamentos concedidos;
relacionados com emprést. obtidos; + os ganhos cambiais obtidos;
- as amortizações de custos acessórios incorridos em +Outros rendimentos similares a juros
ligação com a obtenção de empréstimos (ex: auferidos de financiamentos concedidos ou
comissões bancárias e imposto de selo) obtidos
- os encargos financeiros relativos a locações
financeiras;
- Perdas cambiais provenientes de empréstimos em
moeda estrangeira;
- os juros associados a operações de factoring com
recurso

GFL =Gastos Relevantes –Rendimento Relevantes


FECHO DE CONTAS 2018 248
Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
EBITDA FISCAL

Linha da DR - Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos


Corrigido:
Mencionado nas alíneas a) a g) do n.º 13 do artigo 67 do CIRC:
a) Ganhos e perdas resultantes de alterações de JV que não aceites fiscalmente;
b) Imparidades e reversões de investimentos não depreciáveis ou amortizáveis
c) Ganhos e perdas resultantes da aplicação do MEP e do método de consolidação
proporcional;
d) Rendimentos ou gastos relativos a partes de capital às quais seja aplicável o regime
previsto nos artigos 51.º e 51.º-C
e) Rendimentos ou gastos imputáveis a estabelecimento estável situado fora do território
português relativamente ao qual seja exercida a opção prevista no n.º 1 do artigo 54.º-A;
f) A contribuição extraordinária sobre o setor energético.
g) A contribuição extraordinária sobre a indústria farmacêutica.
FECHO DE CONTAS 2018 249

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

GASTOS DE FINANCIAMENTO LÍQUIDOS


Associação à Modelo 22
O valor de GFL superior ao maior dos limites, é acrescido no:

3 aspetos importantes:
Reporte – Os GFL não deduzidos podem ser reportáveis para
exercícios seguintes, existindo limites temporais.
Folga – Sempre que os GFL sejam inferiores a 30% do EBITDA fiscal,
a diferença acresce aos 30% do EBITDA Fiscal do período em causa,
existindo limites temporais.
Critério FIFO - Considera-se sempre o critério FIFO quer para o
“consumo” do reporte quer para o “consumo” da folga.
FECHO DE CONTAS 2018 250
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

GASTOS DE FINANCIAMENTO LÍQUIDOS


Associação à Modelo 22
O valor de GFL superior ao maior dos limites, é acrescido no:

Excesso de GFL “a reportar”


Os GFL que forem acrescidos, podem vir a ser custo fiscal:
de 1 ou mais dos 5 períodos de tributação posteriores, após
os gastos de financiamento líquidos desse mesmo período, desde
que não ultrapassem o maior dos limites indicados.
Impostos
Utilização de FIFO. Diferidos

FECHO DE CONTAS 2018 251

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

GASTOS DE FINANCIAMENTO LÍQUIDOS


Excesso de GFL a reportar

2018 2019
GFL 1.200.000 850.000
EBITDA FISCAL 1.000.000 1.000.000
Limite EBITDA 300.000 300.000
Acrescer(+)/Deduzir (-) 200.000 -150.000
Campo Q07 da M22 748 795

FECHO DE CONTAS 2018 252


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS
GASTOS DE FINANCIAMENTO LÍQUIDOS
Constituição de Crédito (“Folga”) e respectivo reporte
Sempre que os GFL deduzidos < 30% EBITDA FISCAL,
temos:

“FOLGA” pela diferença

A “Folga” anterior é adicionada ao montante máximo


dedutível, nos termos da alínea b) do n.º 1 do art 67.º do
CIRC (limite do EBITDA Fiscal), em cada um dos cinco
períodos de tributação posteriores, até à sua integral
utilização (reporte da "folga").
Utilização do FIFO

FECHO DE CONTAS 2018 253

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

GASTOS DE FINANCIAMENTO LÍQUIDOS


Constituição de Crédito (“Folga”) e respectivo reporte
Exemplo:
Um dado sujeito passivo de IRC apresenta no período de 2018:
EBITDA FISCAL = € 3.000.000,00 e GFL de € 500.000,00.
Cálculo do reporte:
30% do EBITDA = €900.000,00
Valor a reportar = € 900.000,00 - € 500.000,00 = € 400.000,00
Os 400.000 euros serão acrescidos aos 30% (2019) do EBITDA FISCAL.

FECHO DE CONTAS 2018 254


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

GASTOS DE FINANCIAMENTO LÍQUIDOS


Alteração da Titularidade do capital em mais de 50%
Aplica-se regime idêntico à perda dos prejuízos fiscais,
incluindo as excepções previstas.
Perde-se o “Reporte da Folga” e o excesso dos GFL a reportar.
Cfr n.º 8 do Artigo 67 do CIRC

FECHO DE CONTAS 2018 255

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.25 FINANCIAMENTOS OBTIDOS

GASTOS DE FINANCIAMENTO LÍQUIDOS


Legislação relevante:
Artigo 67.º do CIRC
Circular 7/2013
No cômputo dos "gastos de financiamento líquidos" não se
incluem os juros e outros gastos de financiamento sejam
capitalizados no custo de aquisição de um ativo em
conformidade com a normalização contabilística aplicável.
Inclui aspectos relativos ao RETGS

FECHO DE CONTAS 2018 256


CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.26 ACIONISTAS / SÓCIOS

FECHO DE CONTAS 2018 257

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.26 ACCIONISTAS / SÓCIOS

26 Accionistas/sócios

261 Accionistas c/ subscrição


262 Quotas não liberadas
263 Adiantamentos por conta de lucros
264 Resultados atribuídos
265 Lucros disponíveis
266 Empréstimos concedidos - empresa-mãe
… ...
268 Outras operações
269 Perdas por imparidade acumuladas

FECHO DE CONTAS 2018 258


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.26 ACCIONISTAS

Ter em atenção no fecho de contas!!!

A existência de capital não realizado


A apresentação no Balanço
Não compensação de Saldos
Classificação Temporal (Correntes/Não correntes)
Juros a Especializar
Conferência das transações e saldos com partes relacionadas
Saldos de accionistas individuais – obter declaração de confirmação

FECHO DE CONTAS 2018 259

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.26 ACCIONISTAS / SÓCIOS
ACCIONISTAS C/ SUBSCRIÇÃO / QUOTAS NÃO LIBERADAS

APRESENTAÇÃO NO BALANÇO

O CAPITAL SUBSCRITO, mas não realizado, passa a constar do Balanço, sendo


reconhecido um activo no mesmo montante denominado “CAPITAL SUBSCRITO
NÃO REALIZADO”, e composto pelo saldo da:

D - 261 Acionistas c/ subscrição ou


D - 262 Quotas não liberadas

FECHO DE CONTAS 2018 260


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.26 ACCIONISTAS / SÓCIOS
263 - ADIANTAMENTO POR CONTA DE LUCROS
Retenção na fonte – Segue as regras da distribuição dos lucros.

Artigo 6.º Presunções relativas a rendimentos da categoria E


4- Os lançamentos a seu favor, em quaisquer contas correntes dos sócios,
escrituradas nas sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, quando
não resultem de mútuos, da prestação de trabalho ou do exercício de
cargos sociais, presumem-se feitos a título de lucros ou adiantamento dos
lucros.

Para evitar tributação como adiantamento por conta de lucros: Devida


formalização e lançamento correcto dos mútuos é fundamental (ex: Acordão
do CAAD -Processo n.º 165/2013-T)
Tributação pode ascender a 28%.
FECHO DE CONTAS 2018 261

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.26 ACCIONISTAS / SÓCIOS

26- EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS


Lançamento: 26/12 - subconta “empréstimos – nome do accionista”
Tem sempre natureza devedora (empréstimos nossos)
Apresentação no Balanço (Separação corrente /não corrente)
Questão dos preços de transferência:
Fazer Contrato / Escritura pública ou documento particular autenticado
Debitar juros de mercado
Pagar imposto de selo
Se não houver uma adequada formalização e registo, o Fisco pode:
Considerar adiantamento por conta de lucros
Se não existirem juros debitados à taxa de mercado, o Fisco pode:
Imputar rendimentos pela falta de juros ou não aceitar como gasto fiscal os
juros que foram suportados com o capital emprestado.
FECHO DE CONTAS 2018 262
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.26 ACCIONISTAS / SÓCIOS

EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS - EMPRESA MÃE – IMP. SELO


Crédito concedido:
Imposto de selo- Capital - sujeição-verba 17.1 da TGIS
Liquidação: Empresa que concede o empréstimo
Encargo do imposto: Utilizador do crédito.
Isenções: crédito concedido prazo não superior a 1 ano para carência de
tesouraria (artº 7º nº 1, g) do CIS):
- Prazo não superior a 1 ano.
- Para carência de tesouraria.
- Efetuadas em benefício de sociedade com a qual se encontre em
relação de domínio ou de grupo.
- Os restantes requisitos é quando participamos na empresa.
FECHO DE CONTAS 2018 263

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.26 ACCIONISTAS / SÓCIOS
IMPARIDADES
Contabilisticamente:

Constituição –D – 6512; C – 269

Reversão D – 269; C - 7612

Não são aceites fiscalmente

Perda por imparidade – Acrescer campo 718 Q07 da M22

Reversão de perda por imparidade – Deduzir campo 762 Q07 da M22

Como se recupera o gasto destes saldos devedores?


FECHO DE CONTAS 2018 264
CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR

FECHO DE CONTAS 2018 265

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR

27 Outras contas a receber e a pagar

271 Fornecedores de investimentos


272 Devedores e credores por acréscimos
273 Benefícios pós-emprego
274 Impostos diferidos
275 Credores por subscrições não liberadas
276 Adiantamentos por conta de vendas
278 Outros devedores e credores
279 Perdas por imparidade acumuladas

FECHO DE CONTAS 2018 266


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR

Ter em atenção no fecho de contas!!!

Divisão Temporal (Correntes/Não correntes).


Conferência de contas correntes / Circularização de saldos
Saldos em moeda estrangeira (diferenças de câmbio).
Periodização económica dos exercícios – Acréscimos
Regularização dos saldos de abertura
Actualização e análise dos impostos diferidos.

FECHO DE CONTAS 2018 267

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR
274 IMPOSTOS DIFERIDOS
O que fazer?
Actualizar os existentes.
Verificar a manutenção dos existentes.
Registar novos
Impostos Diferenças Conta
Diferidos Temporárias
Activos Dedutíveis* 2741 – Ativo por impostos Diferidos
Passivos Tributáveis 2742 – Passivos por impostos Diferidos
* Mas, para ser reconhecido tem existir expectativas de resultados tributáveis no futuro
Exemplos mais comuns:
AID: Prejuízos Fiscais, benefícios fiscais, perdas por imparidade,…
PID: Excedentes de revalorização, Subsídios ao investimento…
FECHO DE CONTAS 2018 268
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR
274 IMPOSTOS DIFERIDOS

Acontecimento ou Imposto Diferido


transação afecta - registado
Resultados Resultados (8122)
Capitais Próprios Em Capitais Próprios

Taxa de Imposto para impostos diferidos 2018:


21% (PME 17% aos primeiros 15.000 de MC) + tx Derrama

Mensuração:
AID - Diferença temporária dedutível X Taxa de Imposto
PID – Diferença temporária tributável X Taxa de Imposto

FECHO DE CONTAS 2018 269

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR

274 IMPOSTOS DIFERIDOS

Neutro fiscalmente.
Os movimentos na conta 81.2.2 - Impostos Diferidos não relevam para
efeitos fiscais.
Saldo devedor – acrescer campo 725 do Q07 da M22

Saldo credor – deduzir campo 766 do Q07 da M22

FECHO DE CONTAS 2018 270


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR
272 DEVEDORES E CREDORES POR ACRÉSCIMO
2721 – Devedores por acréscimos de rendimentos
2722 – Credores por acréscimo de gastos

FT em Jun N+1,relativo a serviços


Jun N Dez N entre 1/6/N e 31/5/ N+1 Dez N+1

Rendimentos / Gastos Rendimentos / Gastos


N N+1

Gastos (2722) ou rendimentos (2721) que devam ser reconhecidos no


período de 2018, ainda que não tenham documentação vinculativa, cuja
despesa ou receita só venha a ocorrer em 2019 ou anos seguintes.

Não esquecer: Regularizar os saldos de abertura


Importante: Comparar os saldos e movimentos do ano 2018 com os
de 2017.
FECHO DE CONTAS 2018 271

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR
272 DEVEDORES E CREDORES POR ACRÉSCIMO

2721 – Devedores por acréscimos de rendimentos

Acréscimos de rendimentos

ex.: Juros a receber, Bónus, Rappel obtido, % de acabamento,


etc…)

Débito: 2721-Devedores por acréscimos de rendimento

Crédito: contas de rendimentos , ou no caso de Rapel - Descontos e


abatimentos em compras.
FECHO DE CONTAS 2018 272
Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR
272 DEVEDORES E CREDORES POR ACRÉSCIMO

2722 – Credores por acréscimos de gastos

Acréscimos de gastos
Seguros
Remunerações a liquidar
Juros
IMI
Transportes, comissões
Bónus rapel concedidos
Água, Electricidade, comunicações, etc…
Débito: Gastos, ou descontos e abatimentos em vendas
Crédito: 2722 - credores por acréscimos de gastos.
FECHO DE CONTAS 2018 273

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR
272 DEVEDORES E CREDORES POR ACRÉSCIMO

Estimativa de Férias e Subsídio de Férias

Regularizar o saldo da estimativa com férias, subsídio de férias e respectivos


encargos de 2017 pagos em 2018:
Se o saldo existente for devedor - 63 a 2722.
Se o saldo existente for credor-2722 a 63

Reconhecer o direito ás férias, subsídio de férias e respectivos encargos de


2018 a pagar em 2019.

Base: Salários de Dezembro de 2018 (ou algum mês de 2019, mas cuidado)

Comparar o valor de 2018 com o de 2017, cruzando com o número de


funcionários.
FECHO DE CONTAS 2018 274
Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.27 OUTRAS CONTAS A RECEBER E A PAGAR
279 PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS
Contabilisticamente:

Constituição –D – 6512; C – 279

Reversão D – 279; C - 7612

Não são aceites fiscalmente

Perda por imparidade – Acrescer campo 718 Q07 da M22

Reversão de perda por imparidade – Deduzir campo 762 Q07 da M22

Como se recupera o gasto destes saldos devedores?


FECHO DE CONTAS 2018 275

CONTAS A RECEBER E A PAGAR Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.28 DIFERIMENTOS

FECHO DE CONTAS 2018 276


Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS
28 DIFERIMENTOS
281 – Gastos a reconhecer
282 – Rendimentos a reconhecer
FT em Jun N,relativo a serviços
entre 1/6/N e 31/5/ N+1 Dez N Jun N +1 Dez N+1

Rendimentos / Gastos Rendimentos / Gastos


N N+1

Compreende os gastos e os rendimentos que devam ser reconhecidos nos


períodos seguintes, para os quais já existem documentos emitidos e
eventualmente já recebidos/pagos.
Não esquecer: Regularizar os saldos de abertura
Importante: Comparar os saldos e movimentos do ano 2018 com os de
2017.
FECHO DE CONTAS 2018 277

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

28 DIFERIMENTOS

281 – Gastos a reconhecer

Custos Diferidos
Seguros,
Rendas pagas antecipadamente

Débito: 281- Gastos a reconhecer


Crédito: Contas de Gastos

FECHO DE CONTAS 2018 278


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

28 DIFERIMENTOS

282 – Rendimentos a reconhecer

Proveitos Diferidos
Rendas recebidas antecipadamente

Débito: Contas de Rendimento


Crédito: 282 - Rendimentos a reconhecer

FECHO DE CONTAS 2018 279

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

28 DIFERIMENTOS
272 DEVEDORES E CREDORES POR ACRÉSCIMOS

Contabilidade
Aplicação do princípio da especialização dos exercícios

Fiscalidade
Aplicação do princípio da periodização do lucro tributável

FECHO DE CONTAS 2018 280


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

CORRECÇÕES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES:


ARTIGO 18 CIRC
Regra geral: os rendimentos e os gastos, assim como as outras componentes
positivas ou negativas do lucro tributável, são imputáveis ao período de tributação
em que sejam obtidos ou suportados, independentemente do seu recebimento ou
pagamento, de acordo com o regime de periodização económica.
Exceção: as componentes positivas ou negativas consideradas como respeitando
a períodos anteriores:
só são imputáveis ao período de tributação quando na data de
encerramento das contas daquele a que deviam ser imputadas eram
imprevisíveis ou manifestamente desconhecidas.
FECHO DE CONTAS 2018 281

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS
CORRECÇÕES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES:
ERROS - NCRF 4
§ 37 - “uma entidade deve corrigir os erros materiais de períodos
anteriores retrospectivamente”.
NCRF PE (§ 6.9) e NCM (§ 6.8): “A correcção de um erro material
de um período anterior é excluída dos resultados do período em
que o erro é detectado, sendo efectuada directamente em resultados
transitados.

Os erros (em gastos e rendimentos) de períodos anteriores são materiais?


Não Sim

Gastos: Conta 6881 Gastos: Débito da conta 56


Rendimentos: Conta 7881 Rendimentos: Crédito da conta 56

FECHO DE CONTAS 2018 282


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS
CORRECÇÕES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES:
Correção de gasto/rendimento de 2018, que respeitava a 2017,
detetado posteriormente ao fecho de contas.

SNC – Correcções
A Débito - 56 - Resultados Transitados
Fiscalmente:
A Crédito - 56 - Resultados Transitados São imprevisíveis ou
Conta 6881 manifestamente
Conta 7881 desconhecidos?

FECHO DE CONTAS 2018 283

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

PERIODIZAÇÃO DO LUCRO TRIBUTÁVEL


ARTIGO 18 CIRC

Posição da AT em fiscalização - Não cumprimento do princípio da


periodização do lucro tributável previsto no artigo 18.º

Deveria ser sempre a mencionada no Ofício Circulado n.º 14/93 de


23/10, mas…

FECHO DE CONTAS 2018 284


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS
Oficio circulado nº 14/93 de 23/10:

1. Nos termos do artigo 18º do CIRC os proveitos e custos, assim como as outras componentes
positivas ou negativas do lucro tributável são imputadas ao exercício a que digam respeito, de
acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

2. Assim, e competindo aos Serviços de Fiscalização no âmbito da análise interna ou externa o


controlo da matéria colectável, determinada com base em declaração do contribuinte, devem os
mesmos, sem prejuízo da penalidade ao caso aplicável, fazer as correcções adequadas ao
resultado líquido do exercício a que os custos ou proveitos digam respeito, quando,
nos termos do artigo 18º do CIRC, não sejam consideradas componentes do exercício da sua
contabilização.

3. Exceptuam-se deste procedimento as provisões, reintegrações e amortizações quando não


contabilizadas como custos ou perdas do exercício a que respeitam.
FECHO DE CONTAS 2018 285

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

PERIODIZAÇÃO DO LUCRO TRIBUTÁVEL


Exemplo:
Empresa não procedeu à especialização dos gastos com férias e subsídio de férias
do exercício de 2017, tendo considerado o gasto no ano do pagamento em 2018. A
AT detectou esta situação em inspecção tributária.
Posição que deveria ser assumida pela AT:
Desconsiderar o gasto em 2018.
Considerar o gasto em 2017.
Contribuinte é que tem de agir.
Fundamento de já ter transcorrido o prazo de caducidade do direito à liquidação –
se inspeção fosse feita em 2022.

FECHO DE CONTAS 2018 286


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

Processo n.º: 367/2014-T - CAAD:Arbitragem Tributária


Inspecção da AT em 2013.
A empresa objeto de inspecção tinha registado na sua contabilidade (na conta
de correcção de exercícios anteriores), no exercício de 2009, uma
importância de € 317.215,00 de custos relativa a devoluções de
mercadorias ocorridas em 2008.
A AT entendeu que, por força do princípio da especialização dos exercícios,
e ao abrigo do artigo 18.º do CIRC esta quantia não podia ser considerada
como custo de 2009, mas sim de exercícios anteriores, pelo que efectuou
uma correcção, não imputando os custos referidos a exercícios anteriores
com fundamento em ter já transcorrido o prazo de caducidade do direito
de liquidação.
FECHO DE CONTAS 2018 287

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS
Processo n.º: 367/2014-T - CAAD:Arbitragem Tributária
Decisão: “O Supremo Tribunal Administrativo tem adoptado o entendimento que
a Requerente defende, tendo decidido, relativamente ao princípio da
especialização dos exercícios, que «esse princípio deve tendencialmente
conformar-se e ser interpretado de acordo com o princípio da justiça, com
conformação constitucional e legal (artigos 266.º, n.º 2 da CRP e 55.º da LGT),
por forma a permitir a imputação a um exercício de custos referentes a exercícios
anteriores, desde que não resulte de omissões voluntárias e intencionais,
com vista a operar a transferência de resultados entre exercícios». (4)
É uma situação deste tipo que ocorre no caso em apreço, pelo que, em
sintonia com esta jurisprudência, é de declarar a ilegalidade da correcção de
€ 317.215,00 €.
(4)Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 2-4-2008, processo n.º 0807/07. Na mesma linha,
podem ver-se os acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo o acórdão do STA de 5-2-2003,
processo n.º 01648/02, de 25-6-2008, processo n.º 0291/08 e de 21-11-2012, processo n.º 0809/12.
FECHO DE CONTAS 2018 288
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.28 DIFERIMENTOS

Resumo –Acórdãos - Princípio da especialização dos exercícios:

Não havendo qualquer prejuízo para o Estado,

e tal não resultar de omissões voluntárias ou intencionais, com vista a


manipular resultados.

o princípio da especialização de exercícios deve tendencialmente


conformar-se e ser interpretado de acordo com o princípio da justiça.

FECHO DE CONTAS 2018 289

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FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.2 Contas a receber e a pagar

3.29 PROVISÕES

FECHO DE CONTAS 2018 290


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

29 Provisões

291 Impostos
292 Garantias a clientes
293 Processos judiciais em curso
294 Acidentes de trabalho e doenças profissionais
295 Matérias ambientais
296 Contratos onerosos
297 Reestruturação
298 Outras provisões

FECHO DE CONTAS 2018 291

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

Constituição de Provisões Reversão de Provisões

67 Provisões do período 763 Reversões De provisões


671 Impostos 7631 Impostos
672 Garantias a clientes 7632 Garantias a clientes
673 Processos judiciais em curso 7633 Processos judiciais em curso
674 Acidentes no trabalho e 7634 Acidentes no trabalho e doenças
doenças profissionais profissionais
675 Matérias ambientais 7635 Matérias ambientais
676 Contratos onerosos 7636 Contratos onerosos
677 Reestruturação 7637 Reestruturação
678 Outras provisões 7638 Outras provisões

FECHO DE CONTAS 2018 292


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

Ter em atenção no fecho de contas!!!

Indagações á Administração
Circularização ao advogado (listagem de processos, valores envolvidos e
a sua opinião e expetativa para o desfecho dos processos).
Mapa de responsabilidades do banco de Portugal
Analisar a manutenção e actualização das provisões do ano anterior
Analisar as situações de registo de novas provisões e divulgações
Declaração de responsabilidade assinada pela administração, inserir
ponto sobre está temática: (Ex: a empresa não tem nenhum litígio ou conflito esperado
com qualquer entidade para além dos divulgados nas DF´s e foram transmitidos todos os
compromissos e todas as responsabilidades, reais ou contingentes que afectam a situação da
empresa).

FECHO DE CONTAS 2018 293

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

Provisões

Impostos
Garantias a clientes
Processos judiciais em curso
Acidentes de trabalho e doenças profissionais
Matérias ambientais
Contratos onerosos
Reestruturação Relevância Fiscal:
Fiscalmente não
Outras provisões dedutíveis
Podem ser Fiscalmente
dedutíveis

FECHO DE CONTAS 2018 294


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

Associação à Modelo 22
Impostos
Provisões não aceites fiscalmente – acrescer campo 721 diferidos

Reversão de Provisões não aceites fiscalmente – deduzir campo 764

FECHO DE CONTAS 2018 295

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

Provisões
Passivo de tempestividade ou de quantia incerta

PROVISÃO RECONHECIDA 3 Critérios

1. Existe uma OBRIGAÇÃO PRESENTE (legal ou construtiva*)


como resultado de um acontecimento passado;
2. É PROVÁVEL uma saída de recursos para liquidar a obrigação; e
3. Pode efectuar-se uma estimativa fiável da quantia da obrigação.

* É uma obrigação que a empresa impôs a si mesma, através de práticas e comportamentos


anteriores ou de anúncio de uma determinada intenção. Estes factos criam a expectativa de
que a entidade honre os seus compromissos.
FECHO DE CONTAS 2018 296
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES JUDICIAIS EM CURSO


O tratamento contabilístico a dar a uma eventual perda vai depender da
julgamento/classificação quanto à PROBABILIDADE DA
MATERIALIZAÇÃO DA PERDA

PROVÁVEL POSSÍVEL

REMOTA

FECHO DE CONTAS 2018 297

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES
PROVISÕES JUDICIAIS EM CURSO
Classificados quanto à probabilidade de materialização da perda:
Provisão

Elevada probabilidade da
PROVÁVEL
perda se materializar

POSSÍVEL Desfecho imprevisível


Divulgação

Não deverá ter qualquer


REMOTA perda (*)

FECHO DE CONTAS 2018 298


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

O raciocínio:
Carta para os consultores jurídicos/advogados com que a empresa trabalha,
solicitando:
Lista de todas as reclamações, acções e litígios que envolvem a
empresa, valores envolvidos, parecer com a estimativa final de
responsabilidades.
Discutir com a Gerência cada processo.
Solicitar a opinião do ROC, caso exista.
Decidir em conformidade (provável, possível ou remota)

FECHO DE CONTAS 2018 299

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES JUDICIAIS EM CURSO – ARTIGO 39 CIRC


São fiscalmente aceites nos termos do n.º 1 do art. 39 do CIRC:
Só são dedutíveis as que correspondem a factos que originem um gasto
fiscalmente dedutível.
Atenção à periodização do lucro tributável (“Acordão STA 164/12 de 04-
09-2013 - Sob pena de violação do princípio da especialização dos exercícios, a
justificar a desconsideração da provisão, impõe-se que esta seja constituída no
(primeiro) exercício em que se verificou o risco determinante da sua constituição.”)
Valor da provisão a constituir - Parecer n.º 115/95 do C.E.F,
Para cálculo dos custos estimados deverá levar-se em consideração as
indemnizações e outros encargos, nomeadamente honorários a advogados, a
pagar pela empresa a terceiros.
FECHO DE CONTAS 2018 300
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES JUDICIAIS EM CURSO – ARTIGO 39 CIRC

Documentos suporte à constituição e anulação das provisões:


Documento do tribunal comprovativo da existência do processo.
Demonstração da decisão do desfecho (incluindo os pareceres)
Cálculos da provisão.

FECHO DE CONTAS 2018 301

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES
PROVISÕES JUDICIAIS EM CURSO – ARTIGO 39 CIRC
Exemplo: Segundo a resposta do advogado á nossa circularização existe
uma acção em tribunal colocada por um ex administrador solicitando
indemnização de 100.000 por ter sido despedido antes do fim do mandato e
sem justa causa. Segundo o advogado é provável que a empresa tenha de
pagar e estima que o valor total a suportar será os 100.000 euros. Qual o
tratamento contabilístico e fiscal?
Contabilidade: D – 673, C- 293 – 100.000
Fiscalidade: Não faz nada, porque:
Encontra-se prevista no art. 39 do CIRC.
Os montantes são razoáveis
Esta devidamente documentada (parecer de advogado)
Foi constituída no exercício em que se verificou o risco
FECHO DE CONTAS 2018 302
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES JUDICIAIS EM CURSO – ARTIGO 39 CIRC


Exemplo: Segundo a resposta do advogado, a CMVM aplicou uma multa à
empresa de 100.000 euros por falta de comunicação obrigatória, tendo a
empresa contestado a mesma. Segundo o advogado é provável que a empresa
tenha de pagar e estima que o valor total a suportar será os 100.000 euros.
Qual o tratamento contabilístico e fiscal?
Contabilidade: D – 673, C- 293 – 100.000
Fiscalidade: Acresce os 100.000 no campo 721.
Imaginemos que no ano seguinte a provisão é utilizada:
Contabilidade: D – 293, C- 12 – 100.000
Fiscalidade: Nada.

FECHO DE CONTAS 2018 303

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES JUDICIAIS EM CURSO – ARTIGO 39 CIRC


Imaginemos que no ano seguinte em vez de ter dado lugar a pagamento da
multa, a empresa ganhava o processo em tribunal.
Contabilidade: D – 293, C- 763 – 100.000
Fiscalidade: Dedução de 100.000 euros no campo 764 da M22.

FECHO DE CONTAS 2018 304


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

O ciclo da provisão:

Reconhecimento inicial Extinção

• Custo inicial • Subsequentemente • Uso


• Aumento ou • Desreconhecimento
diminuição da
estimativa

FECHO DE CONTAS 2018 305

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES PARA GARANTIAS A CLIENTES – ARTIGO 39 CIRC


São fiscalmente aceites nos termos do n.º 1 e n.º 5 do art. 39 do
CIRC e Circular 10/2011:
As que se destinem a fazer face a encargos com garantias a clientes
previstas em contratos de venda e de prestação de serviços:
A obrigação de garantia constante de contrato escrito celebrado entre as partes.
Obrigação legal de prestação de garantia.
As situações em que o vendedor e ou prestador de serviços emite uma factura de
venda / prestação de serviços acompanhada de um certificado de garantia do
produto comercializado e ou do serviço prestado.

O montante anual de reconhecimento de provisões está sujeito a limite,


determinado com base numa percentagem sobre as vendas e prestações de
serviços.

FECHO DE CONTAS 2018 306


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES
PROVISÕES PARA GARANTIAS A CLIENTES – ARTIGO 39 CIRC
CIRCULAR N.º 10/2011 E N.º 5 ARTIGO 39 do CIRC
• O montante anual da provisão é determinado pela aplicação às vendas e prestações
de serviços sujeitas a garantia efectuadas no período de tributação, de uma percentagem
que não pode ser superior à que resulta da proporção entre a soma dos encargos
derivados de garantias a clientes efectivamente suportados nos últimos três períodos de
tributação e a soma das vendas e prestações de serviços sujeitas a garantia efectuadas
nos mesmos períodos.
Fórmula

Soma dos Encargos Suportados com


Vendas e P.S. do
Garantias nos últimos 3 Períodos
Exercício sujeitas a
garantias a Clientes Soma das Vendas e P.S. sujeitas a
Garantias nos últimos 3 Períodos
Nota: O montante anterior corresponde à dotação anual (dotação da provisão reconhecida como gasto) e
não ao montante acumulado da provisão no fim de cada período de tributação.
FECHO DE CONTAS 2018 307

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES PARA GARANTIAS A CLIENTES – ARTIGO 39 CIRC


CIRCULAR N.º 10/2011 E N.º 5 ARTIGO 39 do CIRC
Últimos 3 Períodos de Tributação– Considerar os dados do período em que
se está a constituir ou a reforçar a provisão (ano N) e dos dois períodos
anteriores (anos N-1 e N-2).
No período de tributação em que se inicia a actividade de venda ou P.S.
sujeitas a garantias – A provisão aceite fiscalmente é a que corresponde
aos encargos efectivamente suportados nesse período com as garantias a
clientes.
No período de tributação seguinte ao inicial – A provisão é calculada da
mesma forma que a fórmula referida anteriormente, mas apenas com os
dados deste período e do período anterior

FECHO DE CONTAS 2018 308


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES
PROVISÕES PARA GARANTIAS A CLIENTES – ARTIGO 39 CIRC
EXEMPLO:
Uma empresa que comercializa electrodomésticos apurou em 2016, 2017 e
2018 os seguintes montantes em termos de vendas e de custos de garantia:

Vendas Custos de garantia


2016 110.000 € € 5.000
2017 170.000 € € 8.500
2018 120.000 € € 12.000

Sabendo que em 2018 as vendas ascenderam a €120.000 e que efectuou uma


provisão para garantias de clientes de € 12.000, existe alguma correcção para
efeitos de determinação do lucro tributável?
FECHO DE CONTAS 2018 309

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES PARA GARANTIAS A CLIENTES – ARTIGO 39 CIRC


RESOLUÇÃO
Somatório das Vendas = 400.000 €
Soma dos Custos com Garantias = 25.500 €
% Aceite = 25.500 € / 400.000 € = 6,375 %

Provisão fiscalmente aceite em n


Provisão constituída = 12.000
Provisão fiscalmente aceite em 2018 - 120.000 * 6,375% =7.650
Acresce 4.350 (12.000-7.650), no campo 728 do Q. 07 da M 22

FECHO DE CONTAS 2018 310


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES PARA GARANTIAS A CLIENTES – ARTIGO 39 CIRC

REVERSÃO DA PROVISÃO
A parte da provisão que não deva subsistir por não ter sido accionada a garantia
deve ser revertida conforme normativos contabilísticos e fiscais, sendo
considerada rendimento do respectivo período de tributação.
Quando a reversão da provisão incluir uma parte que foi tributada (por ter sido
acrescida no Q07 em anos anteriores), deve, em primeiro lugar, ser considerada a
provisão que anteriormente foi tributada, dando lugar à dedução deste montante
no campo 764 do Q 07 da declaração modelo 22.

FECHO DE CONTAS 2018 311

Contas a receber e a pagar Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3. 2CONTAS A RECEBER E A PAGAR
3.29 PROVISÕES

PROVISÕES PARA GARANTIAS A CLIENTES – ARTIGO 39 CIRC

DOCUMENTAÇÃO SUPORTE`:

Histórico das vendas e prestações de serviço sujeitas a garantia.


Histórico dos encargos com garantias.

FECHO DE CONTAS 2018 312


CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

FECHO DE CONTAS 2018 313

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

CLASSE 5
51 Capital
52 Acções (quotas) próprias
53 Outros instrumentos de capital próprio
54 Prémios de emissão
55 Reservas
56 Resultados transitados
57 Ajustamentos em activos financeiros
58 Excedentes de revalorização
59 Outras variações no capital próprio

FECHO DE CONTAS 2018 314


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS

Alguns aspetos a ter em atenção no fecho das contas:


Análise da certidão de registo comercial, no sentido de verificar:
Confirmação do capital contabilizado
Mandato dos órgãos sociais
Depósitos das Contas (IES)
Comparar capital próprio com capital social – Perda de Metade de Capital
Comparar capital próprio do ano anterior com o capital próprio do ano antes
do resultado do período.
Analisar o capital próprio, cruzando com outras informações e sinais, para avaliar
questão da continuidade da empresa.
Declaração de Responsabilidade - Não temos projectos ou acções em curso que
possam afectar a continuidade das operações e da empresa.
Analisar documentação suporte de todos os movimentos em capitais próprios
(actas, escrituras, contratos)
Verificar se a imputação do R. L. Período está em conformidade com a acta de
deliberação.
FECHO DE CONTAS 2018 315

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.50 – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
Variações patrimoniais não reflectidas no RL:
Comparação de Capitais Próprios 2018 Vs 2017

FECHO DE CONTAS 2018 316


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.50 – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
Variações patrimoniais não reflectidas no RL:

Podem concorrer para a Formação do Lucro Tributável:


Artigo 21.º - Variações patrimoniais positivas
Artigo 24.º - Variações patrimoniais negativas

As que concorrem para a Formação do Lucro Tributável:

FECHO DE CONTAS 2018 317

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.50 – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

Variações patrimoniais positivas art.º 21º CIRC


REGRA: Concorrem ainda para a formação do lucro tributável as
variações patrimoniais positivas não refletidas no resultado líquido do
período de tributação.

EXCEPÇÕES À REGRA:
a) As entradas de capital, incluindo os prémios de emissão de ações ou
quotas, as coberturas de prejuízos, a qualquer título, feitas pelos titulares
do capital, bem como outras variações patrimoniais positivas que
decorram de operações sobre ações, quotas e outros instrumentos
de capital próprio da entidade emitente, incluindo as que resultem da
atribuição de instrumentos financeiros derivados que devam ser
reconhecidos como instrumentos de capital próprio;
b) As mais-valias potenciais ou latentes, ainda que expressas na contabilidade,
incluindo as reservas de reavaliação ao abrigo de legislação de carácter fiscal;

FECHO DE CONTAS 2018 318


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.50 – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

Variações patrimoniais positivas art.º 21º CIRC


REGRA: Concorrem ainda para a formação do lucro tributável as
variações patrimoniais positivas não refletidas no resultado líquido do
período de tributação.

EXCEPÇÕES À REGRA:
c) As contribuições, incluindo a participação nas perdas do associado ao
associante, no âmbito da associação em participação e da associação à quota;
d) As relativas a impostos sobre o rendimento.
e) O aumento do capital próprio da sociedade beneficiária decorrente de
operações de fusão, cisão, entrada de ativos ou permuta de partes sociais,
com exclusão da componente que corresponder à anulação das partes de
capital detidas por esta nas sociedades fundidas ou cindidas.;

FECHO DE CONTAS 2018 319

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.50 – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

Variações patrimoniais negativas art.º 24º CIRC


REGRA: Concorrem ainda para a formação do lucro tributável as
variações patrimoniais negativas não refletidas no resultado líquido do
período de tributação.

EXCEPÇÕES À REGRA:
a) As que consistam em liberalidades ou não estejam relacionadas com a
actividade do contribuinte sujeita a IRC;
b) As menos-valias potenciais ou latentes, ainda que expressas na contabilidade;
c) As saídas, em dinheiro ou em espécie, em favor dos titulares do
capital, a título de remuneração ou de redução do mesmo, ou de partilha
do património, bem como outras variações patrimoniais negativas
que decorram de operações sobre ações, quotas e outros
instrumentos de capital próprio da entidade emitente ou da sua
reclassificação;
FECHO DE CONTAS 2018 320
Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.50 – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

Variações patrimoniais negativas art.º 24º CIRC


REGRA: Concorrem ainda para a formação do lucro tributável as
variações patrimoniais negativas não refletidas no resultado líquido do
período de tributação.

EXCEPÇÕES À REGRA:
d) As prestações do associante ao associado, no âmbito da associação em
participação;
e) As relativas a impostos sobre o rendimento.
f) A diminuição do capital próprio da sociedade beneficiária decorrente de
operações de fusão, cisão ou entrada de ativos, com exclusão da
componente que corresponder à anulação das partes de capital detidas por
esta nas sociedades fundidas ou cindidas

FECHO DE CONTAS 2018 321

CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.51 CAPITAL

FECHO DE CONTAS 2018 322


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL

FECHO DE CONTAS 2018 323

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL


ONDE SE SITUA O CAPITAL PRÓPRIO? -ARTIGO 35 CSC

Capital Social

PERDAS

½ Capital
Social

PERDAS
GRAVES

FECHO DE CONTAS 2018 324


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL

“Considera-se estar perdida metade do capital social quando o


capital próprio da sociedade for igual ou inferior a metade do
capital social.” Artigo 35 CSC

CAPITAL PRÓPRIO VS CAPITAL SOCIAL


Se
CAPITAL PRÓPRIO < ½ CAPITAL SOCIAL
Temos uma PERDA considerada GRAVE, nos termos
do art 35 CSC

FECHO DE CONTAS 2018 325

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC

PERDA GRAVE:
“Resultando das contas de exercício ou de contas intercalares, tal como
elaboradas pelo órgão de administração, que metade do capital social
se encontra perdido, ou havendo em qualquer momento fundadas razões para
admitir que essa perda se verifica, devem os gerentes convocar de
imediato a assembleia geral ou os administradores requerer
prontamente a convocação da mesma, a fim de nela se informar os
sócios da situação e de estes tomarem as medidas julgadas convenientes.” -
Artigo 35 CSC n.º 1

FECHO DE CONTAS 2018 326


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC


Momento de verificação da perda:
1. Contas do exercício relativas a cada exercício
anual, tal como previstas no n.º 1 do artigo 65.º do
CSC.
2. Contas intercalares, reportadas a períodos entre os
dois exercícios anuais, requeridas por lei, pelos estatutos
ou da prática da sociedade comercial em questão
3. Fundadas razões para admitir que se verifica a perda
de metade de capital.
FECHO DE CONTAS 2018 327

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC


QUANDO SE VERIFICA O QUE FAZER?

Administradores / Gerentes
Duplo dever de informação:
Sócios – Promover uma Assembleia Geral – Artigo 35 CSC.
Terceiros – Publicidade - Artigo 171 CSC.

FECHO DE CONTAS 2018 328


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC


QUANDO SE VERIFICA O QUE FAZER?
Administradores / Gerentes

Promover Assembleia Geral para Informar os Sócios:


Gerentes - convocar de imediato a assembleia geral
Administradores – requerer prontamente a convocação da
mesma

A fim de nela se informar os sócios da situação e de estes


tomarem as medidas julgadas convenientes.” (Art 35 CSC)
FECHO DE CONTAS 2018 329

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL
PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC
QUANDO SE VERIFICA O QUE FAZER:
Administradores / Gerentes
Do aviso convocatório da assembleia geral constarão, pelo
menos, os seguintes assuntos para deliberação pelos sócios:
a) A dissolução da sociedade;
b) A redução do capital social para montante não inferior ao capital
próprio da sociedade, com respeito, se for o caso, do disposto no
n.º 1 do artigo 96.º;
c) A realização pelos sócios de entradas para reforço da cobertura
do capital.
Assembleia Universal, com dispensa das formalidades prévias de
convocação nos termos do artigo 54 do CSC. – Cumpre?
Assembleia da Aprovação das Contas. – Cumpre?
FECHO DE CONTAS 2018 330
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC


QUANDO SE VERIFICA O QUE FAZER?
Administradores / Gerentes
Publicidade da Perda
Artigo 171 n.º 2 – Divulgar em actos externos o montante
do capital próprio segundo o último balanço aprovado.
Actos Externos - em todos os contratos, correspondência,
publicações, anúncios, sítios na Internet e de um modo geral
em toda a actividade externa.
Relatório de Gestão (recomendação) – “Os capitais próprios da
FC Porto – Futebol, SAD atingem, a nível individual, os 19.352m€
negativos, pelo que a Sociedade continua no âmbito do artigo 35º do
Código das Sociedades Comerciais.” Contas da FC Porto SAD
FECHO DE CONTAS 2018 331

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL
QUANDO SE VERIFICA O QUE FAZER:
Contabilistas Certificados
Dever de Alertar: “Relativamente à responsabilidade do TOC, é nossa opinião que
a fiscalização da legalidade dos actos da sociedade e cumprimento das disposições do
Código das Sociedades ultrapassa claramente o seu âmbito na intervenção. Assim, no
caso concreto do art.º 35.º, deverá o TOC alertar o órgão de administração para a
perda de metade do capital social e as suas consequências.” - parecer jurídico
assinado pelo jurista da OCC Amândio Silva, datado de 5/9/2002.
Divulgar no anexo (recomendação): “As demonstrações financeiras
apresentavam em 30 de Junho de 2014 um capital próprio inferior a metade do
capital social, sendo por isso aplicáveis as disposições dos artigos 35º e 171º do
Código das Sociedades Comerciais (“CSC”). Contas da FC Porto SAD.
Menção na Declaração de Responsabilidade (recomendação): “Foi nos
informado pelo CC da situação de perda de metade do capital do artigo 35 do
CSC, em que se encontra a sociedade”
FECHO DE CONTAS 2018 332
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC


QUANDO SE VERIFICA O QUE FAZER:
Sócios/Accionistas
Não têm qualquer obrigação de tomar medidas.
“É esperado um desempenho positivo da sociedade no futuro que reverta a situação
do art.º 35 do CSC”. – exemplo acta.

Se quiserem resolver o problema, não precisam de tomar alguma


daquelas medidas que constam na convocatória.
FECHO DE CONTAS 2018 333

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL
PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC
ALGUNS “REMÉDIOS”:
Aumentos de capital em Dinheiro ou Espécie
Realização de Prestações Suplementares
Redução de capital para cobertura de prejuízos
Cobertura de prejuízos
“Operação Harmónio”
Revalorização de activos
Conversão de créditos de sócios em capital próprio
Dissolução/Cessação
Apresentação à insolvência
FECHO DE CONTAS 2018 334
Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL
PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC

SANÇÕES POR INCUMPRIMENTO:


Artigo 528 CSC – N.º 2
“A sociedade que omitir em actos externos, no todo ou em parte, as
indicações referidas no artigo 171.º deste Código será punida com coima de €
250 a € 1500.”
Artigo 523 CSC
“O gerente ou administrador de sociedade que, verificando pelas contas de
exercício estar perdida metade do capital, não der cumprimento ao disposto nos
n.ºs 1 e 2 do artigo 35.º é punido com prisão até 3 meses e multa até 90 dias.”

FECHO DE CONTAS 2018 335

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

PERDA DE METADE DO CAPITAL – ART 35 CSC

SANÇÕES POR INCUMPRIMENTO:


Impossibilidade de utilização de benefícios fiscais
O incumprimento do disposto no artigo 35.º do CSC impede também a utilização
de benefícios fiscais, como por exemplo o RFAI e a DLRR, por força do disposto no
Código Fiscal do Investimento e nas orientações comunitárias relativas aos auxílios
estatais de emergência e à restruturação de empresas em dificuldade.

FECHO DE CONTAS 2018 336


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

FISCALIDADE – CAPITAL
As entradas de capital e as saídas de capital, não relevam para
efeitos de IRC.
Exemplos:
Entradas de capital
Por incorporação de reservas
Por conversão de créditos de sócios - (Proc. N.º3330/04 com
despacho do Subdiretor Geral dos Impostos de 13.10.2005)
Entrada de Imóvel para a realização de capital
Reduções de capital

FECHO DE CONTAS 2018 337

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL

FISCALIDADE – CAPITAL
Transmissões de capital: Lembranças importantes
Questão da possibilidade de perda de reporte de prejuízos.
Liquidação de IMT (transmissões a título oneroso) quando:
1) A sociedade (em nome colectivo, em comandita simples ou por
quotas) possua imóveis no seu ativo, e
2) Algum dos sócios fique a dispor de, pelo menos, 75% do capital
social, ou
3) O número de sócios se reduza a dois casados ou unidos de
facto.
Benefício Fiscal - Lembrança importante
Remuneração convencional do capital social
FECHO DE CONTAS 2018 338
Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.51 – CAPITAL
CAPITAL: Lembranças importantes
Registo Central do Beneficiário Efetivo (RCBE)
Registo no site: https://rcbe.justica.gov.pt/
Entidades constituídas depois de 1/10/2018:
Comunicação efetuada no ato da constituição
Entidades já constituídas a1/10/2018:
Até 30.04.2019, as entidades sujeitas a registo comercial
Até 30.06.2019, as demais entidades.
Alterações na informação constante do RCBE, comunicadas no prazo
máximo de 30 dias.
Confirmação anual da informação constante do RCBE, sendo efetuada até
15 de Julho. Para as entidades obrigadas à entrega da IES, a declaração anual
de confirmação será efetuada conjuntamente com esta. Este procedimento
só se aplicará, pela primeira vez, em 2020.
FECHO DE CONTAS 2018 339

CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.52 AÇÕES E QUOTAS PRÓPRIAS

FECHO DE CONTAS 2018 340


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.52 – ACÇÕES (QUOTAS) PRÓPRIAS
52 - Ações (quotas) próprias - Aquisição
Apresentação - Representam uma diminuição do capital Próprio

A conta 521 - Valor nominal é debitada pelo valor nominal das ações ou quotas
próprias adquiridas.

A conta 522 - Descontos e prémios é movimentada pela diferença entre o custo


de aquisição e o valor nominal.

Aquisição de (quotas ou acções próprias):


D-521 – Valor Nominal
C/D-522 – Diferença entre o Valor Pago e o Valor Nominal
C-12 – Valor Pago
Constituição de reserva indisponível:
D-552 – Reservas livres – Valor total da 521 + 522
C -551 – Reserva Indisponível – Valor total da 521 + 522
FECHO DE CONTAS 2018 341

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.52 – ACÇÕES (QUOTAS) PRÓPRIAS

52 - Ações (quotas) próprias – Aquisição

Alguns aspectos legais importantes:


Compra de acções/Quotas só possível se dispuser de reservas livres em
montante não inferior ao dobro do contravalor a prestar. Art 220 e 317 CSC
Máximo de 10% de capital no caso de acções. – Art 317 CSC
Criar reserva indisponível de montante igual àquele por que elas estejam
contabilizadas – Art 314 e 220 CSC - D – 552 ou 56 / C – 551 – Pelo Valor
Pago

Fiscalidade:
Variação patrimonial que não concorre para a formação do lucro tributável.

FECHO DE CONTAS 2018 342


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.52 – ACÇÕES (QUOTAS) PRÓPRIAS

52 - Ações (quotas) próprias - Aquisição

Valores Débito Crédito


Aquisição = Nominal 521 - Valor nominal 12 – Depósitos à Ordem
Aquisição < Nominal 521 - Valor nominal 12 – Depósitos à Ordem
522 – Descontos e Prémios (1)
Aquisição > Nominal 521 - Valor nominal 12 – Depósitos à Ordem
522 – Descontos e Prémios (1)
Reserva indisponível 552 – Reservas Livres (2) 551 – Reserva indisponível

(1) Pela diferença entre valor de aquisição e valor nominal.


(2) Pelo valor total da 521 + 522.

FECHO DE CONTAS 2018 343

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.52 – ACÇÕES (QUOTAS) PRÓPRIAS

52 - Alienação de acções/quotas próprias


Quando se proceder à venda das ações ou quotas próprias:
D 12 – Pelo preço de venda
C 521 – Pelo Valor Nominal
D/C 522- Pela diferença entre o preço de venda e o valor nominal.
Simultaneamente, a conta 522 deverá ser regularizada por
contrapartida da conta 599 - Outras variações no capital próprio -
Outras, de forma a manter os descontos e prémios correspondentes
às ações (quotas) próprias em carteira.
Depois, deve eliminar-se a reserva que se encontrava indisponível.

FECHO DE CONTAS 2018 344


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.52 – ACÇÕES (QUOTAS) PRÓPRIAS
52 - Alienação de acções/quotas próprias
Quando se proceder à venda das ações ou quotas próprias:

Descrição Débito Crédito


Venda 12 – Depósitos à Ordem 521 – V. Nominal
522 – Prémios e Descontos (I) 522 – Prémios e Descontos (I)
Ganho na alienação 522 – Prémios e Descontos (2) 599 – Outras variações dos
capitais próprios (2)
Perda na alienação 599 – Outras variações dos 522 – Prémios e Descontos
capitais próprios (2) (2)
Anulação da reserva 551 – Reserva indisponível 552 - reservas livres (3)
indisponível
(1) Pelo diferença entre valor de venda e valor nominal.
(2) Pela diferença entre o valor de venda e o seu custo.
(3) Pelo valor de custo.
FECHO DE CONTAS 2018 345

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.52 – ACÇÕES (QUOTAS) PRÓPRIAS
FISCALIDADE
IRC - O ganho ou perda com a venda de ações/quotas próprias
constitui variação patrimonial positiva ou negativa, não tributada
(art.º 21º do CIRC e artigo 24.º do CIRC). Não se faz nada na
Modelo 22.
Modelo 4 – Artigo 129 CIRC (remissão para o IRS)
Os alienantes e adquirentes de acções e outros valores
mobiliários, são obrigados a entregar declaração de modelo
oficial à Direcção-Geral dos Impostos , sempre que a transacção
tenha sido realizada sem intervenção das entidades referidas nos
artigos 123.º (Notários, conservadores, secretários judiciais e
entidades e profissionais com competência para autenticar
documentos particulares) e 124.º (As instituições de crédito e
sociedades financeiras), nos 30 dias subsequentes à realização
das operações.
FECHO DE CONTAS 2018 346
CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.53 OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO

FECHO DE CONTAS 2018 347

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.53 OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO
PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES
Classificação
Prestações suplementares – Passivo ou Capital Próprio
Faq 15 SNC: “As prestações suplementares serão reconhecidas como capital próprio
desde que não prefigurem uma obrigação presente da entidade quanto à sua
restituição”
Como capital Próprio:
Acesso a incentivos em projectos investº.
Melhor imagem para obtenção de crédito.
Melhoria de rácios:
Autonomia financeira-Cap. Próprios/Act. Liq.
Cobertura do imobilizado por capitais permanentes
Capitais permanentes/Imobilizado liquido
Resolve problemas de artigo 35. C.S.C. (perda de metade de capital)
FECHO DE CONTAS 2018 348
Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.53 OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO
PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES
Contrato
Os sócios só podem deliberar que lhes sejam exigidas prestações
suplementares se o Contrato de Sociedade expressamente o
permitir.
O Contrato de sociedade fixará: o montante global das prestações
suplementares, os sócios que ficam obrigados a efectuá-las e o
critério de repartição das prestações suplementares.
Juros
Não vencem juros.
Objecto
Têm sempre dinheiro por objecto

FECHO DE CONTAS 2018 349

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.53 OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO

PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES

Restituição (art .213 CSC) - regras


Depende de deliberação dos sócios
Só restituídas se o CP não ficar < ao CS + Reserva Legal e o sócio já
tenha liberado a sua quota.
Não podem ser restituídas depois de decretada a falência da
sociedade.

FECHO DE CONTAS 2018 350


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.53 OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO

PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES - FISCALIDADE

Apesar de serem variações patrimoniais positivas, não concorrem


para a formação do lucro tributável, face ao referido no artigo 21.º
do CIRC. No entanto a Inf. n.º 916/09, de 15.05, da DSIRC, veio
complicar esta interpretação.

FECHO DE CONTAS 2018 351

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.53 OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO
PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES - FISCALIDADE
Cuidado! As prestações suplementares tem sempre o dinheiro por objecto.

Pela Inf. n.º 916/09, de 15.05, da DSIRC.


O Fisco entende que a transferência de Suprimentos para prestações
suplementares, ainda que validamente deliberadas, só é possível se:
A empresa tiver as suas contas certificadas por obrigação ou por opção,
Se consiga provar que os suprimentos tiveram o dinheiro como origem,
e
Em acta de deliberação das prestações suplementares os sócios
expressamente renunciem aos suprimentos.

Fora disso corre-se o risco de serem considerada variações patrimoniais


positivas.

FECHO DE CONTAS 2018 352


CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.54 PRÉMIOS DE EMISSÃO

FECHO DE CONTAS 2018 353

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.54 PRÉMIOS DE EMISSÃO

PRÉMIOS DE EMISSÃO
Existe prémio de emissão quando a emissão é acima do par.
Para evitar desigualdades entre novos sócios e os antigos
Prémio de emissão é a diferença entre valor da subscrição e o valor
nominal das acções e quotas.
Reconhecida no capital próprio: 54 – Prémio de emissão
Não é possível diferir a sua realização de capital no caso das sociedades
anónimas
Ficam sujeitos ao regime da reserva legal.

FISCALIDADE
Não concorre para a formação do lucro tributável (artigo 21 do CIRC)

FECHO DE CONTAS 2018 354


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.54 PRÉMIOS DE EMISSÃO

PRÉMIOS DE EMISSÃO
EXEMPLO:
Uma sociedade por quotas constituída por 6 sócios com uma quota de
10000 €, cada, total do capital 60.000€. Vão entrar dois novos sócios,
pagando estes 30000€ cada, sendo cada quota de 10.000€.

Aumento de capital de 60.000 €, sendo capital social de 20.000 € e


prémio de emissão de 40.000 €.
Registo: D - 12 – 60.000; C – 51 – 20.000 € e C – 54 – 40.000
Na M22 não faz nada, porque não concorre para a formação do Lucro
tributável.

FECHO DE CONTAS 2018 355

CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.55 RESERVAS

FECHO DE CONTAS 2018 356


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS
RESERVAS
Podem ser classificadas em:
Obrigatórias – Resultam da Lei ou dos estatutos
Livres – Criadas por deliberação da Assembleia Geral

CONTAS SNC
55 Reservas
551 Reservas legais
552 Outras reservas
Normalmente Reservas Livres

Não concorrem para a formação do lucro tributável - são variações


patrimoniais qualitativas (não quantitativas)
FECHO DE CONTAS 2018 357

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS
RESERVAS LEGAIS
Não esquecer que é obrigatório a constituição da reserva legal, por
aplicação de 5% dos lucros de cada exercício, até atingir os
seguintes montantes mínimos:

Sociedades por Quotas (1/5 cap. Social, no mínimo de 2.500 euros)


Sociedades Anónimas (20% do capital social)

Sociedade Forma de Valor para deixar Mínimo Suporte


constituição de constituir Legal
(mínimo)
Quotas 5% do RLP 20% do Capital Social 2500 € 218 CSC
Anónimas 5% do RLP 20% do Capital Social - 295 CSC
FECHO DE CONTAS 2018 358
Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS

RESERVAS LEGAIS (ART 296 CSC) – Utilização

A reserva legal não pode ser distribuída aos sócios/accionistas e


apenas pode ser utilizada para:
Cobertura de prejuízos, quando tal não possa fazer-se com
recurso a outras reservas.
Incorporação no capital.

FECHO DE CONTAS 2018 359

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS

RESERVAS LIVRES

Ao contrário das Reservas Legais, não é obrigatória a sua constituição


É um bem social e como tal, a sua constituição deve ser previamente
objecto de deliberação social tomada por maioria dos votos.
Podem ser distribuídas aos sócios, desde que sejam cumpridas as regras
de distribuição exigidas no CSC e a distribuição resulte de uma decisão
tomada em Assembleia Geral.

FECHO DE CONTAS 2018 360


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS

RESERVAS / LUCROS NÃO DISTRIBUÍVEIS


DIREITO AOS LUCROS
Dispõe CSC (cf. art.º 217º para as sociedades por quotas e art.º 294º
para as sociedades anónimas) que salvo diferente cláusula
contratual ou deliberação tomada por maioria de 3/4
correspondentes ao capital social em assembleia geral para o efeito
convocada, não pode deixar de ser distribuído aos sócios metade
do lucro do exercício que, nos termos desta lei, seja distribuível.

FECHO DE CONTAS 2018 361

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS
RESERVAS / LUCROS NÃO DISTRIBUÍVEIS
Se C.P. < Capital Social + Reservas não distribuíveis
Não tenham a sua situação tributária regularizada (Art. 177.º B CPPT)
Lucros necessários para Cobrir Prejuízos Transitados
Reservas Legais ou Contratuais
Despesas de Desenvolvimento ainda não estiverem amortizadas, excepto
se o montante de reservas livres e resultados transitados for pelo menos igual
às despesas não amortizadas.
Resultados não Realizados:
Aplicação do Justo Valor não realizados – CP e RLE
Aplicação do MEP, não realizados – CP e RLE Controlar
Reservas de reavaliação
Resultados retidos para efeitos de DLRR.
FECHO DE CONTAS 2018 362
Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS
RESULTADOS NÃO REALIZADOS
Rubrica Valores
Capital subscrito 100.000,00
Reservas Legais 20.000,00
Resultados Transitados 80.000,00
Resultado Líquido do Período 40.000,00
Total 240.00,00
Mais informações:
• No RLP estão incluídos 15.000 € de aplicação do MEP e 35.000 € de aplicação
do J.V. em propriedades de investimento (PI).
• No R.T. são respeitantes a aplicação do JV em PI.
Importante controlar no balancete (Na conta 56 – separar entre realizado e não
realizado) e divulgar no Anexo.
FECHO DE CONTAS 2018 363

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS
RESULTADOS ATRIBUÍDOS / RESULTADOS DISPONÍVEIS
CONTABILIZAÇÃO:
Pela atribuição em A.G. (data da ARTIGO 217.º e 294.º do CSC:
AG): O crédito do sócio à sua parte
D 55/56 – Res Livres/R.T dos lucros vence-se decorridos 30
dias sobre a deliberação de
C 264 - Resultados atribuídos atribuição de lucros, salvo
Pela disponibilização dos lucros: diferimento consentido pelo sócio;
os sócios podem, contudo,
D-26.4-Resultados atribuídos deliberar, com fundamento em
C-26.5- Resultados Disponíveis situação excepcional da sociedade,
a extensão daquele prazo até mais
C- 242-Retenção de IR. 60 dias.
Pelo pagamento dos lucros: A retenção na fonte ocorre
D-26.5 -Resultados disponíveis aquando do pagamento ou da
colocação à disposição e não
C 12-Depósitos á ordem quando são atribuídos.

FECHO DE CONTAS 2018 364


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.55 RESERVAS
RESULTADOS ATRIBUÍDOS / RESULTADOS DISPONÍVEIS
Retenção na Fonte:
Taxas de retenção 2018:
IRC –25% (35% se residente em paraíso fiscal)
IRS - 28% (35% se residente em paraíso fiscal)
1) Mas, pode existir dispensa:
Se aplicar o estabelecido no n.º1 do artigo 51 do CIRC, desde que a
participação no capital tenha permanecido na titularidade da mesma entidade, de
modo ininterrupto, durante o ano anterior à data da sua colocação à disposição.
Se beneficiário fizer parte do mesmo grupo de RETGS que a empresa e os
resultados forem de período em que se aplicou o RETGS.
Empresa participante sediada na EU e Suiça- nº 3 do artº 14 CIRC.
2) Mas, pode beneficiar de taxa mais reduzida:
Se existir e se for accionada Convenção para evitar dupla tributação.
FECHO DE CONTAS 2018 365

CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.56 RESULTADOS TRANSITADOS

FECHO DE CONTAS 2018 366


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.56 RESULTADOS TRANSITADOS
COBERTURA DE PREJUÍZOS:

Não concorre para a formação do lucro tributável, a cobertura


de prejuízos feito a qualquer título

Ex: Por conversão de créditos de sócios para cobertura de prejuízos


acumulados- (Proc. N.º3330/04 com despacho do Subdiretor Geral dos
Impostos de 13.10.2005)

Importante: A cobertura de prejuízos deve ser levada a efeito por


todos os sócios e na proporção da respectiva participação no
capital social – por forma a evitar o enriquecimento de uns sócios á
custo dos outros e consequentemente a sujeição a imposto do selo na
parte correspondente.

Prejuízos fiscais Vs Prejuízos contabilísiticos.


FECHO DE CONTAS 2018 367

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.56 RESULTADOS TRANSITADOS
CORRECÇÕES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES:

SNC – Correcções
A Débito - 56 - Resultados Transitados Fiscalmente:
A Crédito - 56 - Resultados Transitados São imprevisíveis ou
Conta 6881 manifestamente
desconhecidos?
Conta 7881

Ver conta 28 - Diferimentos

FECHO DE CONTAS 2018 368


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.56 RESULTADOS TRANSITADOS

IMPUTAÇÃO DE RESULTADOS

NA APLICAÇÃO DOS RESULTADOS DO ANO


– NÃO ESQUECER:

Saneamento ou Cobertura de Prejuízos


Afectação a Reserva legal.
Dotação de Reservas Estatutárias.
Os resultados não realizados. (nomeadamente, os
relacionados com o método da equivalência patrimonial).

FECHO DE CONTAS 2018 369

CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.57 AJUSTAMENTOS EM ACTIVOS FINANCEIROS

FECHO DE CONTAS 2018 370


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.57 AJUSTAMENTOS EM ACTIVOS FINANCEIROS
AJUSTAMENTOS EM ACTIVOS FINANCEIROS
Respeitam a movimentos relativos à aplicação do Método da
Equivalência Patrimonial, na valorização das participações em
subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos.

Regime Legal (N.º 3 Artigo 32.º CSC) - DL 98/2015


Os rendimentos e outras variações patrimoniais positivas reconhecidos
em consequência da utilização do método da equivalência patrimonial,
nos termos das normas contabilísticas e de relato financeiro,
apenas relevam para poderem ser distribuídos aos sócios, quando
sejam realizados.

Regime Fiscal
Não concorre para a formação do lucro tributável, face ao
previsto no n.º 8 do artigo 18 do CIRC.
FECHO DE CONTAS 2018 371

CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.58 EXCEDENTES DE REVALORIZAÇÃO

FECHO DE CONTAS 2018 372


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.58 EXCEDENTES DE REVALORIZAÇÃO
EXCEDENTES DE REVALORIZAÇÃO

Conta utilizada para as Reavaliações dos Activos Fixos Tangíveis e


Intangíveis.
Regime Fiscal
Seja qual for a natureza da revalorização, o excedente daí resultante, não
concorre para a formação do lucro tributável (mais valias potenciais ou
latentes). O mesmo se aplica às reduções dos excedentes (menos valias
potenciais ou latentes).
Reavaliações Livres - O valor reavaliado não releva, quer para a
determinação das depreciações, quer para o apuramento de uma
eventual mais ou menos valia. Acrescer as depreciações e amortizações
no campo 719 do Q07 da M22.
Reavaliações Legais - O valor reavaliado não releva para o
apuramento de uma eventual mais ou menos valia. Já relativamente às
depreciações são aceites cerca de 60% da depreciação do exercício (são
acrescidos 40% no campo 720 do Q07 da M22.)
FECHO DE CONTAS 2018 373

CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.5 Capital, reservas e resultados transitados

3.59 OUTRAS VARIAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

FECHO DE CONTAS 2018 374


Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.59 OUTRAS VARIAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
594 - DOAÇÕES
Resulta do recebimento de activos a título gratuíto.
Valorizado ao Justo Valor
D – Contas da Classe 1, 2, 3 ou 4; C – 594 – Doações
Regime Fiscal:
Concorrem para a formação do Lucro Tributável
Acrescer no campo 702 do Q07 da M22
Consideradas pelo respectivo Valor de mercado, que não
pode ser inferior ao que resultar da aplicação das regras de
determinação do valor tributável previstas no imposto de selo.
Exemplo:
Doação de dinheiro à empresa
Tudo tributado
Doação de imóvel à empresa
em IRC
Doação de suprimentos à empresa
FECHO DE CONTAS 2018 375

Capital, Reservas e Resultados Transitados Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.5 CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS
3.50 – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

Concorre para a Formação do Lucro tributável? Sim Não


Aumento de capital em dinheiro
Aumento de capital por entrega de imóvel
Cobertura de prejuízos em dinheiro
Ganho com a alienação de quotas próprias
Doação de imovel à empresa
Doação de dinheiro à empresa
Reavaliação de bens imóveis
Transferência de crédito para cobertura de prejuízos
Transferência de crédito para aumento de capital
Transferência de crédito para prestações suplementares
Transferência de crédito por perdão de sócio
FECHO DE CONTAS 2018 376
GASTOS E PERDAS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.6 Gastos e perdas

FECHO DE CONTAS 2018 377

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.60 ASPECTOS GERAIS

Aspectos fiscais:
Gastos, incorridos ou suportados pelo SP, em principio são
aceites fiscalmente (Art.º 23º CIRC) desde que sejam
cumpridas as seguintes condições:
Obter ou garantir os rendimentos sujeitos a IRC e,
Comprovados documentalmente

Excepções (encargos não dedutíveis para efeitos fiscais): Art.º


23º-A CIRC.

FECHO DE CONTAS 2018 378


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.60 ASPECTOS GERAIS

Aspectos fiscais:
Em suma, em termos sistemáticos, um gasto será fiscalmente
dedutível se for:
Efetivo (existente, real)
Devidamente contabilizado como tal
Em obediência aos critérios de imputação temporal
Comprovado documentalmente
Incorrido para obter ou garantir rendimentos sujeitos a IRC
Contando que não exista qualquer preceito que negue direta ou
indiretamente a respetiva dedutibilidade

FECHO DE CONTAS 2018 379

GASTOS E PERDAS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.6 Gastos e perdas

3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

FECHO DE CONTAS 2018 380


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
62 Fornecimentos e Serviços Externos
Os réditos relativos a vendas e a prestações de serviços, bem como os
gastos referentes a inventários e a fornecimentos e serviços
externos, são imputáveis ao período de tributação a que respeitam
pela quantia nominal da contraprestação.
Custo Amortizado – Associação à Modelo 22
Ano Mensuração Inicial – Deduz diferença no campo 791
Gastos com juros – Acresce diferença no campo 782
622 Serviços especializados
6221 Trabalhos especializados
6222 Publicidade e propaganda
6224 Honorários
6225 Comissões
Em principio são dedutíveis para efeitos de IRC.
Muita atenção aos pagamentos a não residentes (ex: paraísos fiscais)
FECHO DE CONTAS 2018 381

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
622 Serviços especializados
Pagamentos a residentes em paraísos fiscais:
Não são dedutíveis em IRC nos termos da alínea r) do n.º 1 artigo 23.º
A do CIRC.
Em que situações não é gasto:
País da entidade beneficiária refere-se ao n.ºs 1 (lista da portaria
150/2004) ou 5 (taxa de IRC < 12,6%, os códigos/leis o refiram
expressamente e existam relações especiais) do art. 63.º-D da LGT
ou cujo pagamento seja efetuado em contas abertas em instituições
financeiras aí residentes ou domiciliadas.
O sujeito passivo não puder provar que:
Os encargos correspondem a operações efectivamente realizadas
e
Não têm um carácter anormal ou um montante exagerado.
FECHO DE CONTAS 2018 382
Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

622 Serviços especializados


Pagamentos a residentes em paraísos fiscais:
As despesas que não reúnam as condições:
1) O Gasto é acrescido no Q07 da Modelo 22 – campo 746
+
2) Sujeito a tributação autónoma, à taxa de 35% ou 55% (no caso de
sujeitos passivos isentos, ou que não exerçam a titulo principal…,
ou que aufiram rendimentos de jogo). Com PF + 10 p.p. á taxa.

FECHO DE CONTAS 2018 383

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
Pagamentos a residentes em paraísos fiscais: EXEMPLO:
Uma entidade sujeito passivo de IRC com sede no território nacional, pagou
serviços a uma empresa com domicílio num país ou território constante da lista
dos locais considerados com um regime de tributação claramente mais favorável,
no montante de 10.000 €.
Independentemente do preenchimento e envio da declaração modelo 30 e da
retenção na fonte que ao caso couber, foi notificada pela A.T. nos termos do nº 8
do art.º 23º-A do CIRC, para, num prazo não inferior a 30 dias, demonstrar:
1 - Que tais encargos correspondem a operações efetivamente realizadas;
2 - Que essas operações não têm caráter anormal;
3 - O montante do encargo não é exagerado face à contrapartida obtida ou a
obter.
O que pode acontecer?
1) Resposta integral e capaz, ou
2) Acresce os 10.000 € no campo 746 e tem T.A de 3500 € ou 4500 €
FECHO DE CONTAS 2018 384
Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

622 Serviços especializados


Pagamentos a não residentes: (não esquecer)
Quer sejam pessoas singulares ou colectivas.
Ex: prestação de serviço de empresa da africa do sul.
Podem estar sujeitas a tributação em Portugal (retenção na fonte)
Regras de localização dos rendimentos (Art 4 do CIRC)
Retenção na fonte à taxa:
IRC: 25% - alínea e) do n.º 4 do artigo 87.º do CIRC
IRS: 25% - n.º 4 do artigo 71.º do CIRS
Todavia podem beneficiar de dispensa de tributação em
Portugal no caso de existir convenção para evitar a dupla
tributação e a mesma seja accionada.
Enviar modelo 30.

FECHO DE CONTAS 2018 385

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

622 Serviços especializados


Pagamentos a não residentes – accionar a convenção (98 CIRC):
Assim, as entidades não residentes, beneficiárias do rendimento,
devem apresentar em alternativa:
Formulário 21-RFI devidamente preenchido e certificado
pelas autoridades tributárias do país de residência do
beneficiário dos rendimentos;
Ou
Certificado de residência fiscal emitido pelas autoridades
fiscais do país de residência que ateste:
Residência fiscal nesse território no período em causa e,
A sujeição a imposto sobre o rendimento nesse Estado.
Acompanhado do formulário 21- RFI preenchido e assinado
pelo beneficiário dos rendimentos
Atenção à validade dos formulários: 1 ano nestes casos.
FECHO DE CONTAS 2018 386
Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

622 Serviços especializados


Publicidade e Propaganda:
Gasto – apenas num exercício, não pode existir plurianualidade.
Circular 20/2009 - “aquisição de direitos de utilização de
camarotes nos estádios de futebol” (Pacotes Corporate):
Não havendo discriminação dos serviços, nomeadamente os
serviços de publicidade e promoção de imagem, pode ser aceite:
80% - Serviços principais – Serviços de publicidade
Aceite como gasto e
IVA dedutível
20% - Serviços acessórios – Despesas de representação
Aceite como gasto,
Sujeito a TA á taxa de 10% (20% com PF) e
IVA não dedutível,
FECHO DE CONTAS 2018 387

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

622 Serviços especializados


Comissões:
Correlação gastos com rendimentos

Retenção na fonte:
IRS - Residentes: 25%
Retenção na Fonte - No caso do beneficiário ser tributado
em IRS, não beneficia da dispensa de retenção na fonte relativa
ao montante anual inferior ao fixado no n.º 1 do artigo 53.º do
Código do IVA (10.000 euros) prevista no artigo 101.º B do
Código do IRS.
IRC e IRS – Não Residentes: 25%
Pode haver dispensa se for accionada convenção

FECHO DE CONTAS 2018 388


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
622 Serviços especializados
6226 Conservação e reparação
Importante a análise desta rúbrica (bem como das ferramentas e
utensílios) no sentido de verificar a existência de gastos suscetíveis de
capitalização como AFT.
Para efeitos fiscais, consideram-se grandes reparações as que
aumentem o valor ou a duração provável dos elementos a que
respeitem a) nº 5 do artº 5º DR 25/09
Ter em atenção no IVA nos serviços de construção civil.
Consequências:
Devendo ser aplicada a inversão do sujeito passivo (obrigação de
liquidação e pagamento compete ao adquirente), o imposto
indevidamente liquidado pelo transmitente não será dedutível por
parte do adquirente. (n.º 8 do art.º 19.º do CIVA).
FECHO DE CONTAS 2018 389

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

623 Materiais
6234 Artigos para oferta
Para efeitos de aceitação como gasto fiscalmente dedutível, é
necessário:
Identificar o beneficiário, e
comprovar que são necessárias para obter ou garantir os
rendimentos sujeitos a IRC. (ex: contrapartidas pecuniárias ou
comerciais).

FECHO DE CONTAS 2018 390


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
624 Energia e fluidos
6242 Combustíveis
Em principio são dedutíveis para efeitos de IRC:
EXCEÇÃO: Não são dedutíveis:
Acréscimo campo 733 Q07: Os encargos com combustíveis na
parte em que o sujeito passivo não faça prova:
de que os mesmos respeitam a bens pertencentes ao seu
activo ou por ele utilizados em regime de locação e
de que não são ultrapassados os consumos normais; - Art.º
23-Aº, nº 1 j) CIRC.

Essencial: a prova por parte do sujeito passivo de que não são


ultrapassados os consumos normais (mapa de controlo dos
consumos por viatura).
Ex: Matricula e Km´s percorridos à data de abastecimento.
FECHO DE CONTAS 2018 391

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
624 Energia e fluidos
6242 Combustíveis
A questão dos documentos suporte de combustíveis IVA:
O direito à dedução referido no número anterior só pode ser
exercido com base em faturas passadas na forma legal, (artigo 36 do
CIVA ou Artigo 40 do CIVA):
podendo, porém, os elementos relativos à identificação do
adquirente, com exceção do número de identificação fiscal (NIF),
ser substituídos pela simples indicação da matrícula do veículo
abastecido. (nº 2 do Artigo 72.º do CIVA)
Ou seja, as faturas podem conter todos os dados do aquirente,
exigidos pela alínea a) do n.º 5 do art.º 36.º, ou, em alternativa,
podem conter apenas o seu número de identificação fiscal e a
matrícula do veículo abastecido."

FECHO DE CONTAS 2018 392


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

624 Energia e fluidos


6242 Combustíveis
No caso de existir contrato com alguma gasolineira:
Verificação se estão registados 12 meses de gastos.

6241 Electricidade
Verificação se estão registados 12 meses de gastos.

FECHO DE CONTAS 2018 393

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
625 Deslocações, estadas e transportes
6251 Deslocações e estadas
Importância da distinção entre:

Deslocações e estadas e Despesas de representação

Deslocações e Estadas – Não sujeitas a Tributação autónoma


Despesas de Representação – Sujeitas a Tributação autónoma
Despesas de representação – considerando-se como tal, nomeadamente,
as despesas suportadas com recepções, refeições, viagens, passeios e
espectáculos oferecidos no País ou no estrangeiro a clientes ou fornecedores ou
ainda a quaisquer outras pessoas ou entidades. (n.º 7 do artigo 88.º do
CIRC).
Deslocações e estadas - as despesas de transportes, refeições e
alojamento suportadas com o pessoal ao serviço da empresa.
FECHO DE CONTAS 2018 394
Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

625 Deslocações, estadas e transportes


6251 Deslocações e estadas
Em principio tanto as despesas com representação, como as
despesas com deslocações e estadas são dedutíveis para efeitos de
IRC, mas tem de cumprir o disposto no n.º 1 artigo 23.º do CIRC.
Correctamente documentada e
Incorridas para obter ou garantir os rendimentos sujeitos a IRC.
Por isso é fundamental que neste tipo de documentos, existam
elementos que demonstram o destino dado a tais despesas. Exemplo,
colocar no verso:
Nome de quem efectuou as despesas
Justificativo da despesa
FECHO DE CONTAS 2018 395

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
625 Deslocações, estadas e transportes
6251 Deslocações e estadas
Despesas de representação – Encargos Totais (quer sejam
dedutíveis ou não) - Taxas

Descrição Taxa Taxa Com PF


Despesas de Representação 10% 20%

Tributação Autónoma
Base – Campo 414 Q13
Valor – Campo 365 Q10

FECHO DE CONTAS 2018 396


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
6251 Deslocações e estadas
Deslocações e Estadas Vs Despesas de representação - Resumo
Descrição Documento Comprovação no documento Gasto Tributação DMR
suporte Fiscal Autónoma
Fatura dos No verso do documento deve Sim Não Não
prestadores ser indentificado os
Deslocações e
de serviço funcionários que efeturam as
estadas
- art. 23 circ despesas bem como o
justificativo das deslocações.
Faturas dos No verso do documento deve Sim Sim Não
prestadores ser indentificado os
do serviço funcionário/os, bem como os
Despesas de
– art. 23 circ clientes ou outros terceiros
Representação
que também integrem a despesa
efetuada bem como o
justificativo da mesma.

FECHO DE CONTAS 2018 397

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

625 Deslocações, estadas e transportes


6253 Transportes de mercadorias
Correlação dos gastos com rendimentos.
Os transportes relacionados com compras devem ser registados na conta de
compras.

FECHO DE CONTAS 2018 398


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
626 Serviços diversos
6261 Rendas e alugueres
Alugueres operacionais de viaturas ligeiras de passageiros ou
mistas (art.º 23-Aº n.º1, al. i)
Limitação à aceitação destes gastos, com a pretensão de atribuir igual
tratamento, qualquer que seja a forma de aquisição deste tipo de viaturas.
São gastos nos mesmos termos de aquisição directa ou locação financeira.
Não são aceites como gastos fiscais:
Os encargos com o aluguer sem condutor de viaturas ligeiras de passageiros
ou mistas, na parte correspondente ao valor das depreciações dessas
viaturas que, nos termos das alíneas c) e e) do n.º 1 do artigo 34.º, não
sejam aceites como gastos - acréscimo no campo 732 Q07:
Aluguer de longa Duração (ALD)- Ver circular nº 24/91 DGCI
Contratos até 3 meses renováveis
Contrato de Duração Superior a 3 meses
Os contratos de Renting enquadram-se na definição de Contratos de ALD.
FECHO DE CONTAS 2018 399

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
6261 Rendas e alugueres
Alugueres operacionais de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas
(art.º 23-Aº n.º1, al. i)

Amortização Financeira Vs Depreciação que seria aceite


fiscalmente

Quando a amortização Financeira é > à depreciação que seria


aceite fiscalmente,
a diferença de valores é acrescido do campo 732 do Q07 da M22.

Quando a amortização Financeira é = ou < à depreciação que seria


aceite fiscalmente, não é efectuada qualquer correcção na modelo 22.

FECHO DE CONTAS 2018 400


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

6261 Rendas e alugueres


Alugueres operacionais de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas
(art.º 23-Aº n.º1, al. i)
Amortização Financeira Vs Depreciação que seria aceite
fiscalmente
Determinação da Depreciação que seria aceite Fiscalmente
Obter o “custo de aquisição” - que neste caso deve ser o preço que o
locador considerou para o cálculo da renda (aluguer) mensal antes de
deduzir o valor residual, adicionando o IVA no caso de não dedutível.
No entanto, fiscalmente, a depreciação aceite deste tipo de viaturas
encontra-se limitada à parte correspondente ao custo de aquisição
definido na portaria n.º 467/2010 de 7/7.

FECHO DE CONTAS 2018 401

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
6261 Rendas e alugueres
Alugueres operacionais de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas
Determinação da Depreciação que seria aceite Fiscalmente
Valor Máximo anual – Limites definidos na portaria 467/2010 de 7/7 x
taxa de depreciação máxima
Ex: Contrato de 2018 de viatura convencional cujo “custo de aquisição” é
de 45.000 €.
Depreciação sobre o custo de aquisição = 45.000 x 25% = 11.250,
Limite anual- Viaturas convencionais: 25.000 x 25% = 6.250
Conclusão: Sempre que o “custo de aquisição” é > aos limites definidos
na portaria 467/2010 de 7/7, são os limites da portaria que relevam.
Nota importante: O limite anual deverá ser convertido para mensal ou
diário sempre o contrato de locação não apanha o ano todo.
FECHO DE CONTAS 2018 402
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
6261 Rendas e alugueres
Alugueres operacionais de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas
(art.º 23-Aº n.º1, al. i)
Amortização Financeira Vs Depreciação que seria aceite
fiscalmente
Determinação da Amortização Financeira
Decomposição da Renda Suportada – A renda encontra-se decomposta
de maneira que permite determinar entre amortizações financeiras e
demais encargos.
Sim – É apenas o valor da “amortização financeira” que servirá para
comparar com o valor da depreciação que seria aceite fiscalmente. A
parte da renda correspondente a juros e outros encargos é gasto do
exercício.
Não – TODA A RENDA é utilizada para a comparação com a
FECHO DE CONTAS 2018
depreciação que seria fiscalmente dedutível. 403

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

FECHO DE CONTAS 2018 404


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
6261 Rendas e alugueres
Alugueres operacionais de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas

Exemplo: Uma sociedade celebrou, em 1 de janeiro de 2018, um contrato de aluguer


sem condutor, de longa duração, relativo a uma viatura ligeira de passageiros
“convencional” . Sabe-se que: Valor da viatura é € 45.000,00 e Amortização financeira
em 2018 € 12.000,00.
Limite das depreciações que seriam aceites em 2018 se fosse aquisição direta:
€ 25.000,00 x 25% = € 6.250,00
Correções no Quadro 07:
Campo 732 – Acréscimo de € 5.750,00 (12.000,00 – 6.250,00)
Aluguer de curta duração (rent-a-car)
Os encargos provenientes de contratos de curta duração (iguais ou inferiores a
três meses, não renováveis) são totalmente dedutíveis para efeitos fiscais, nas
condições gerais do artigo 23º do CIRC.
FECHO DE CONTAS 2018 405

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
6261 Rendas e alugueres
Alugueres operacionais de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas
Tributação Autónoma:
A totalidade da renda está sujeita a tributação autónoma (mesmo a
parte que é acrescida).
No exemplo anterior a base eram os 12.000 €
E a que taxa?
Ao aluguer de curta duração (rent-a-car) será a mais baixa prevista
para cada tipo de viatura no artigo 88 do CIRC.
Ao aluguer de longa duração - Depende do “custo de aquisição”
(neste caso deve ser o preço que o locador considerou para o cálculo
da renda mensal, adicionando o IVA não dedutível) e do tipo de viatura.
Com prejuízo fiscal as taxas de tributação autónomas referidas acrescem
10 pontos percentuais.
FECHO DE CONTAS 2018 406
Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
6261 Rendas e alugueres
Tributação Autónoma:
Taxa Aplicável aos alugueres de longa Duração
TIPO DE VIATURAS

CUSTO DA VIATURA ENERGIA HIBRIDA PLUG IN GPL OU GNV OUTRAS


ELECTRICA

Inferior a 25.000 € 0% 5% 7,5 % 10 %

Entre 25.000 € e 0% 10 % 15 % 27,5 %


35.000 €
Igual ou Superior a 0% 17,5 % 27,5 % 35 %
35.000 €

Com PF as taxas aumentam 10 pontos percentuais.

No exemplo anterior o valor a inscrever no campo 365 relativo a tributação


autónoma: 4.200,00 (12.000,00 x 35%) – caso não tivesse dado prejuízo fiscal.
FECHO DE CONTAS 2018 407

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.62 FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

626 Serviços Diversos


6262 Comunicação
Em principio são dedutíveis para efeitos de IRC.
Verificar se estão contabilizados 12 meses.
Analisar a sua razoabilidade.

6263 Seguros
Em principio são dedutíveis para efeitos de IRC.
Verificar se os seguros existentes são suficientes, bem como a sua
cobertura.

FECHO DE CONTAS 2018 408


GASTOS E PERDAS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.6 Gastos e perdas

3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS

FECHO DE CONTAS 2018 409

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS
681 IMPOSTOS
Não são dedutíveis os impostos e quaisquer outros encargos
que incidam sobre terceiros que o sujeito passivo não esteja
legalmente autorizado a suportar:
Acrescidos no campo 727 do Q 07 da M22
Exemplos:
Imposto de selo de letras de cliente.
IVA que tenha de ser repercurtido nos clientes
Retenção na Fonte de IR (ex: não residentes)
IMT suportado pelo vendedor

FECHO DE CONTAS 2018 410


Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS
681 IMPOSTOS
IVA SUPORTADO NO ESTRANGEIRO, com direito a
reembolso.
Não concorre para a formação do Lucro Tributável - Circular n.º
14/2008, de 11.07 da DSIRC.
Acrescer campo 752 (Linha em Branco da M22)

Pagamento Especial por Conta


O pagamento Especial por Conta, não deduzido por insuficiência de
colecta e não objecto de reembolso.
Não aceite fiscalmente e acrescido no Q07 da M22.

FECHO DE CONTAS 2018 411

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS
681 IMPOSTOS - ADICIONAL AO IMI (AIMI)
Regra: gasto fiscalmente aceite. No entanto temos o Artigo 135.º-J do CIMI:
Quando se trate de rendimentos gerados por imóveis, tão só, no âmbito de
atividades de arrendamento e hospedagem, os sujeitos passivos podem
optar por deduzir à coleta do IRC, na parte correspondente aos
rendimentos gerados por esses imóveis, e até à concorrência desta, o
montante de AIMI pago durante o exercício a que respeita o imposto.
Q10
Se exercer opção, este AIMI deixa de ser gasto fiscalmente aceite.
Q07
A dedução é feita nos mesmos termos da dedução prevista os Benefícios
Fiscais, não lhe sendo aplicável o limite previsto no n.º 1 do art.º 92.º do
mesmo Código (Resultado da Liquidação).
Não aplicável a imóveis detidos por “Paraísos Fiscais”.
FECHO DE CONTAS 2018 412
Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS

688 Outros
6885 Insuficiência de estimativa para impostos
Não dedutível fiscalmente – art.º 23-Aº nº 1 a)
Acrescer campo 724 Q07 da M22

FECHO DE CONTAS 2018 413

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS
688 Outros
6888.. Multas, coimas, juros compensatórios
As multas, coimas e demais encargos, incluindo os juros compensatórios e
moratórios, pela prática de infrações de qualquer natureza que não tenham
origem contratual, bem como por comportamentos contrários a qualquer
regulamentação sobre o exercício da atividade - art.º 23-Aº nº 1 e)
Não dedutíveis fiscalmente –acrescer campo 728 Q07.
Exemplos de gastos não dedutíveis:
Juros compensatórios
Juros de mora pelo atraso no pagamento de impostos
Custas dos processos
Infracções fiscais, do código da estrada, laborais, económicas e ambientais
Coimas pelo atraso da entrega de declarações fiscais
Coimas da AC e entidades reguladoras (CMVM,ANACOM, ERSE, etc)
Penalizações pela prática de infracções desportivas (circular 13/2011 DSIRC)
FECHO DE CONTAS 2018 414
Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS

688 Outros
6888.. Indemnizações por eventos cujo risco seja
segurável
As indemnizações, pagas a terceiros, pela verificação de
eventos cujo risco seja segurável.
Não dedutíveis fiscalmente – art.º 23-Aº nº 1 e) acrescer campo
728 Q07
As indemnizações pagas a terceiros de natureza contratual são
gasto fiscal.
Exemplo não aceite:
Indemnização paga a terceiro por acidentes de trânsito,
causados por viaturas da empresa.
Indeminização a trabalhador, na sequência de acidente de
trabalho.
FECHO DE CONTAS 2018 415

Gastos e Perdas Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.6 GASTOS E PERDAS
3.68 OUTROS GASTOS E PERDAS
688 Outros
6888.. Indemnizações por eventos cujo risco seja
segurável
Informação Vinculativa n.º 609/96 com despacho de 30/04/1996
a) Tratando-se custos obrigatoriamente suportados pela
empresa pelo facto do valor da franquia estabelecida no
contrato de seguro ser superior ao da indemnização. O valor
da indemnização seria aceite neste caso.
b) No caso de custos suportados voluntariamente pela
empresa, como forma de evitar acréscimos em custos
futuros, desde que o aumento de custos esta registaria pelo
agravamento dos prémios de seguro seja, efectivamente
superior ao valor das indemnizações por si pagas
directamente. O valor da indemnização seria aceite neste
caso.
FECHO DE CONTAS 2018 416
RENDIMENTOS E GANHOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.7 Rendimentos e ganhos

FECHO DE CONTAS 2018 417

Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.70 ASPECTOS GERAIS

Classe 7 - Rendimentos
Inclui os rendimentos e os ganhos respeitantes ao período.
71 Vendas
72 Prestações de serviços
73 Variações nos inventários da produção
74 Trabalhos para a própria entidade
75 Subsídios à exploração
76 Reversões
77 Ganhos por aumentos de justo valor
78 Outros rendimentos e ganhos
79 Juros, dividendos e outros rendimentos similares

FECHO DE CONTAS 2018 418


Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.7 Rendimentos e ganhos

3.71 VENDAS

FECHO DE CONTAS 2018 419

Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.71 VENDAS
Alguns aspetos a ter em atenção no fecho das contas
Corte de operações
Faturas emitidas em N cujos bens só foram expedidos em n+1 (incluídos no inventário?)
Faturas em N+1 cujos bens foram expedidos em N (incluídos no inventário?)
Verificar a aplicação do Regime do acréscimo. Há faturação emitida sem os
fornecimentos respetivos?
Calcular margens brutas do exercício e exercício anteriores. Obter explicações
para variações significativas e não esperadas.
Verificar, no período subsequente, a emissão de notas de crédito relacionadas com
descontos, abatimentos e devoluções de vendas do exercício em análise
Verificar se nas transmissões intracomunitárias o NIF é válido e se a operação
satisfaz os requisitos dispostos no Art.º 14.º do RITI.
Atestar no que diz respeito às Exportações se se cumpre os requisitos
mencionados no Art.º 14.º do CIVA. Vendas para um exportador (art. º 6 do DL
198/90), liquidar iva se não tiver na posse de CCE 90 dias a contar da fatura.
Verificar se existem vendas à consignação.
Aferir se existem correções ao valor de transmissão de direitos reais sobre bens
imóveis (Art.º 64.º, CIRC)
Cruzamento ficheiro SAFT com a Contabilidade.
FECHO DE CONTAS 2018 420
Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.71 VENDAS

Reconhecimento contabilístico do Rédito


NCRF nº 20, § 14
O rédito proveniente da venda de bens deve ser reconhecido quando
tiverem sido satisfeitas todas as condições seguintes:
(a) A entidade tenha transferido para o comprador os riscos e vantagens
significativos da propriedade dos bens;
(b) A entidade não mantenha envolvimento continuado de gestão com grau
geralmente associado com a posse, nem o controlo efectivo dos bens vendidos;
(c) A quantia do rédito possa ser fiavelmente mensurada;
(d) Seja provável que os benefícios económicos associados com a transação fluam
para a entidade; e
(e) Os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transação possam
ser fiavelmente mensurados.
Reconhecimento fiscal do Rédito
Art.º 18º nº 3 a) CIRC
Os réditos relativos a vendas consideram-se em geral realizados, e os
correspondentes gastos suportados, na data da entrega ou expedição dos bens
correspondentes ou, se anterior, na data em que se opera a transferência de
propriedade;
FECHO DE CONTAS 2018 421

Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.71 VENDAS
Mensuração contabilística do Rédito
NCRF nº 20
Mensuração contabilística:
O rédito deve ser mensurado pelo justo valor da retribuição recebida ou a receber.
Quando o influxo de dinheiro ou equivalentes de dinheiro for diferido, o justo valor da
retribuição pode ser menor do que a quantia nominal de dinheiro recebido ou a receber.
Por exemplo, uma entidade pode conceder crédito isento de juros ao comprador ou
aceitar do comprador uma livrança com taxa de juro inferior à do mercado como
retribuição pela venda dos bens.

Mensuração fiscal do Rédito


Art.º 18º nº 5 CIRC
Os réditos relativos a vendas e a prestações de serviços, bem como os gastos referentes a
inventários e fornecimentos e serviço externos, são imputáveis ao período de tributação a que
respeitam pela quantia nominal da contraprestação.

Afastamento entre a contabilidade e a fiscalidade


A contabilização pelo valor presente dos réditos implica uma correção fiscal:
Ano Mensuração Inicial – Acresce diferença no campo 711
Rendimento com juros – Deduz diferença no campo 757
FECHO DE CONTAS 2018 422
Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.71 VENDAS
VENDAS DE IMÓVEIS – ARTIGO 64 CIRC
Os alienantes e adquirentes de direitos reais sobre bens imóveis devem
adoptar para efeitos da determinação do lucro tributável nos termos do
presente Código, valores normais de mercado que não podem ser
inferiores aos valores patrimoniais tributários definitivos que serviram
de base à liquidação do imposto municipal sobre as transmissões
onerosas de imóveis (IMT) ou que serviriam no caso de não haver lugar
à liquidação deste imposto.

VPT vs Valor do Contrato Valor Fiscal Utilizar (a)


Se VPT > Valor do Contrato VPT
Se VPT < Valor do Contrato Valor do Contrato

(a) Tanto para o adquirente como para o alienante.


FECHO DE CONTAS 2018 423

Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.71 VENDAS
VENDAS DE IMÓVEIS – ARTIGO 64 CIRC
Exemplo 1:
A empresa A vendeu à empresa B em Março de 2018 por 800.000 euros
um imóvel. Em abril de 2019, foi notificado do valor do VPT que era de
850.000 euros.
VPT superior ao Valor do Contrato em 50.000 euros
Empresa A:
Acrescer o valor de 50.000 € no campo 745 do Q 07da M22 de 2018.
Se o VPT viesse depois de Maio de 2019, teria de entregar declaração
de substituição em Janeiro de 2020 (nº 4 do artigo 64.º CIRC)
Empresa B:
Deve guardar o documento no Dossier Fiscal.
Porque pode ser muito importante no momento da venda do imóvel.
(n.º 5 do artigo 64 do CIRC)
FECHO DE CONTAS 2018 424
Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.71 VENDAS
VENDAS DE IMÓVEIS – ARTIGO 64 CIRC
Exemplo 2:
A empresa B vendeu à empresa C em Dezembro de 2019 o imóvel
que tinha adquirido à empresa A, por 875.000 euros. Em abril de
2020, foi notificado do valor do VPT que era de 850.000 euros.
VPT inferior ao Valor do Contrato em 25.000 euros
Empresa B:
Não há lugar a qualquer acréscimo na M22 de 2019.
Todavia, pode aproveitar agora o facto de ter adquirido este imóvel
em que o VPT tinha superior ao Valor do Contrato em 50.000 euros.
Deduz agora 50.000 euros no campo 772 do Q07 da M22.
Demonstrar as contas e guardar no Dossier Fiscal (n.º 5 do
artigo 64 CIRC).
FECHO DE CONTAS 2018 425

RENDIMENTOS E GANHOS Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.7 Rendimentos e ganhos

3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

FECHO DE CONTAS 2018 426


Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

Alguns aspetos a ter em atenção no fecho das contas


Calcular margens brutas do exercício e exercícios anteriores. Obter explicações
para variações significativas.
Verificar, no período subsequente, a emissão de notas de crédito relacionadas
com descontos, abatimentos e devoluções de prestações de serviços do
exercício em análise (bónus, comissões, devoluções, etc…).
Cruzamento ficheiro SAFT com a Contabilidade.
Reonhecimento do rédito: Percentagem de acabamento vs lucro nulo
Atestar se existem operações onde se aplique a inversão do sujeito passivo
(Art.º 2.º, n.º 1 do CIVA). Caso existam, verificar se a respetiva fatura cumpre os
requisitos mencionados no Art.º 36.º, n.º 13 do CIVA.
Faturas devem conter a expressão 'IVA - autoliquidação'.

FECHO DE CONTAS 2018 427

Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

Data
Início do Fim
Balanço

FECHO DE CONTAS 2018 428


Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
Reconhecimento contabilístico do Rédito
NCRF nº 20 e NCRF n.º 19

O Desfecho (Resultado) da Transacção pode ser fiavelmente


estimado?

SIM NÃO

Fase de Acabamento à Critério do Lucro Nulo


data de Balanço - Fim da Transacção

FECHO DE CONTAS 2018 429

Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

Reconhecimento contabilístico do Rédito


NCRF nº 20, § 20 a 28
O desfecho de uma transacção pode ser fiavelmente estimado quando todas as
condições seguintes forem satisfeitas:
(a) A quantia de rédito possa ser fiavelmente mensurada;
(b) Seja provável que os benefícios económicos associados à transação fluam
para a entidade;
(c) A fase de acabamento da transação à data do balanço possa ser
fiavelmente mensurada;
(d) Os custos incorridos com a transação e os custos para concluir a
transação possam ser fiavelmente mensurados.

FECHO DE CONTAS 2018 430


Rendimentos e Ganhos Jorge Silva, Neto, Ribeiro & Pinho SROC

3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
Contratos de Construção
Reconhecimento do rédito:
Contabilidade = à fiscalidade NCRF 20 = Art.º 18º CIRC
Contabilidade = à fiscalidade NCRF 19 = Art.º 19º CIRC

Se o Desfecho (Resultado) do Contrato é fiavelmente estimado


Método da percentagem de acabamento
Rédito e os gastos são reconhecidos, à data do balanço, com base na
percentagem de acabamento

Se o Desfecho (Resultado) do Contrato não é fiavelmente estimado


Método do Lucro Nulo – Resultado Fim da Transacção
Rédito reconhecido até ao ponto em que os gastos serão recuperáveis.

FECHO DE CONTAS 2018 431

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

Rédito a imputar de acordo com a % de acabamento:


1º Passo cálculo da % de acabamento
a percentagem de acabamento no final de cada período de tributação corresponde à
proporção entre os gastos suportados até essa data e a soma desses gastos
com os estimados para a conclusão do contrato

Gastos suportados (acumulado) no fim do período


% acabamento = Gastos do numerador +gastos estimados para a conclusão do contrato

2º passo: total do rédito do contrato x % acabamento = rédito a considerar


3º Passo Comparação com o total da faturação emitida e contabilizada com o
rédito a considerar resultante da % de acabamento
Se faturação > grau acabamento da PS = Diferimentos (Rendimentos a reconhecer)
Se faturação < grau acabamento da PS = Devedores por acréscimos de rendimentos

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
Prestações de serviços (resumo da contabilização)
Iniciada e terminada no mesmo período económico
Clientes c/c
a Prestações de serviços
(Prestação de serviços a crédito)

Iniciada num período económico e terminada em períodos subsequentes


 À data do balanço (faturação > grau acabamento da PS)
Prestações de serviços
a Diferimentos - Rendimentos a reconhecer
(Regularização do rédito)

 À data do balanço (faturação < grau acabamento da PS)


Devedores por acréscimos de rendimentos
a Prestações de serviços
(Regularização do rédito)

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

Contratos de Construção
NCRF nº 19 §30
Determinação da fase de acabamento (3 hipóteses)
a) Relação dos custos incorridos com os custos totais;
b) levantamentos do trabalho executado; e
c) conclusão de uma proporção física do trabalho efectuado.

Para efeitos fiscais (artigo 19.º do CIRC só é aceite o critério da alínea a)

FECHO DE CONTAS 2018 434


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

Contratos de construção
Exemplo de aplicação
A Sociedade Constroibarato, Lda, cujo objeto social é a construção civil,
formalizou um contrato de empreitada, tendo iniciado no ano N a
construção de um edifício pelo preço de 1.080.000 u.m.. Considerando a
seguinte informação em (u.m.):
N
Gastos acumulados até à data 360.000
Gastos estimados para conclusão 540.000
Faturação acumulada 480.000

Qual o resultado bruto a reconhecer no período N pela Sociedade Constroibarato,


Lda, se considerar o método da percentagem de acabamento

FECHO DE CONTAS 2018 435

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
Contratos de construção
Exemplo de aplicação
Calculo da % de acabamento
Gastos incorridos / (gastos incorridos + gastos estimados para conclusão)
360.000 / (540.000+360.000) = 40%
Aplicação da % de acabamento ao rédito total do contrato
40% x 1.080.000 = 432.000€
Comparação com o total da faturação acumulada
480.000 – 432.000 = 48.000€ (a diferir)
Resultado do ano = 432.000 – 360.000 = 72.000
Lançamentos:
À data do balanço (faturação > grau acabamento da PS)
Prestações de serviços
a Diferimentos - Rendimentos a reconhecer 48.000€
(Regularização do rédito)

FECHO DE CONTAS 2018 436


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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

Contratos de construção
Exemplo de aplicação
Lucro Nulo:
Caso não fosse possível determinar o desfecho do contrato
Os gastos são de 360.000, logo rendimento tem de ser 360.000.

Resultado do ano = 360.000 – 360.000 = 0


Lançamentos:
À data do balanço (faturação > Lucro nulo da PS)
Prestações de serviços
a Diferimentos - Rendimentos a reconhecer 120.000€
(Regularização do rédito)

FECHO DE CONTAS 2018 437

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.72 PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
Mensuração contabilística do Rédito
NCRF nº 20
Mensuração contabilística:
O rédito deve ser mensurado pelo justo valor da retribuição recebida ou a receber.
Quando o influxo de dinheiro ou equivalentes de dinheiro for diferido, o justo valor
da retribuição pode ser menor do que a quantia nominal de dinheiro recebido ou a
receber. Por exemplo, uma entidade pode conceder crédito isento de juros ao
comprador ou aceitar do comprador uma livrança com taxa de juro inferior à do
mercado como retribuição pela prestação de serviços.

Mensuração fiscal do Rédito


Art.º 18º nº 5 CIRC
Os réditos relativos a vendas e a prestações de serviços, bem como os gastos
referentes a inventários e fornecimentos e serviço externos, são imputáveis ao
período de tributação a que respeitam pela quantia nominal da
contraprestação.

Afastamento entre a contabilidade e a fiscalidade


A contabilização pelo valor presente dos réditos implica uma correção fiscal:
Ano Mensuração Inicial – Acresce diferença no campo 711
Rendimento com juros – Deduz diferença no campo 757
FECHO DE CONTAS 2018 438
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FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.7 Rendimentos e ganhos

3.75 SUBSÍDIOS À EXPLORAÇÃO

FECHO DE CONTAS 2018 439

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.75 SUBSÍDIOS À EXPLORAÇÃO

75 Subsídios à exploração
751 Subsídios do Estado e outros entes públicos
752 Subsídios de outras entidades

Devem ser reconhecidos após existir segurança de que: a) a empresa cumprirá


as condições a eles associados e b) os subsídios serão recebidos.

Nesta conta são contabilizados os subsídios recebidos que se destinem a


compensar gastos realizados (ex: gastos com formação) ou complementar os
seus rendimentos (ex: entidades com preços fixados com o Estado).

Os demais subsídios são contabilizados:


Subsídios reembolsáveis – Conta 258 – Financiamentos Obtidos
Subsídios ao Investimento são contabilizados na Conta 593 - Subsídios
FECHO DE CONTAS 2018 440
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.75 SUBSÍDIOS À EXPLORAÇÃO
Subsídios Recebidos - NCRF 22
Subsídios relacionados com resultados (3 situações distintas)
Relativamente aos subsídios relacionados com resultados, poderão verificar-se
três situações:
Os gastos já estão incorridos ou não existem gastos futuros
relacionados;
Caso os gastos já estejam incorridos ou não existam gastos futuros relacionados, o
subsídio recebido deve ser levado aos resultados do período.
Os gastos estão parcialmente incorridos; e
Se os gastos estão parcialmente incorridos, a parcela relativa ao montante incorrido
deve ser levada aos resultados do período e a parcela relativa aos gastos a incorrer
deve ser contabilizada como “rendimentos a reconhecer”, para ser transferida para
resultados na mesma medida em que os gastos sejam incorridos. (% Acabamento)
Os gastos ainda não estão incorridos.
Caso os gastos não estejam ainda incorridos, o subsídio é registado como
“rendimentos a reconhecer” pela totalidade, sendo transferidos para resultados na
mesma medida em que os gastos sejam incorridos.
FECHO DE CONTAS 2018 441

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.75 SUBSÍDIOS À EXPLORAÇÃO
Subsídios Recebidos - NCRF 22
EXEMPLOS DE CONTABILIZAÇÃO. (SEGUNDO O PLANO DE
CONTAS DO SNC E A NCRF 22)
Subsídios relacionados com rendimentos (subsídios à
exploração):
Os gastos já estão incorridos ou não existem gastos futuros
relacionados:
Débito: conta 11/12- Caixa/Depósitos à Ordem
Crédito: conta 751- Subsídios do Estado e outros entes públicos.

Os gastos estão parcialmente incorridos :


Débito: conta 11/12- Caixa/Depósitos à Ordem
Crédito: conta 751- Subsídios do Estado e outros entes públicos.
Crédito: conta 282 – Rendimentos a reconhecer

Os gastos ainda não estão incorridos :


Débito: conta 11/12- Caixa/Depósitos à Ordem
Crédito: conta 282 – Rendimentos a reconhecer
FECHO DE CONTAS 2018 442
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FECHO DE CONTAS DE 2018


3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS
3.7 Rendimentos e ganhos

3.78 OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS

FECHO DE CONTAS 2018 443

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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.78 OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
78 - OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
Análise contabilística e fiscal de algumas rúbricas
78.1 Rendimentos suplementares
Aluguer de Equipamento
É rendimento para efeitos de IRC. Sujeito a retenção na fonte artº 94,
nº 1 b) do CIRC, porem beneficia da dispensa de retenção prevista d)
do n.º 1 do art.º 97.º do CIRC.
Desempenho de cargos sociais noutras empresas
É rendimento para efeitos de IRC. Sujeito a retenção na fonte artº
94, nº 1 d) do CIRC à taxa de 21,5% - Só SROC beneficiam de
dispensa de retenção.
Cedência de Pessoal
É rendimento para efeito de IRC. Não sujeição a IVA se o débito for
o montante exacto dos custos salariais (cfr Ofício-Circulado n.º 30
019, de 2000.05.04)
FECHO DE CONTAS 2018 444
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3. ASPETOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS


3.7 RENDIMENTOS E GANHOS
3.78 OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS

78 - OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS


Análise contabilística e fiscal de algumas rúbricas
788 Outros
7881 Correcções relativas a períodos anteriores
Tributável em IRC.
7882 Excesso da estimativa para impostos
Não tributável em IRC – deduzir no Q07 da M22
7883 Imputação de subsídios para investimentos
Tributável em IRC.
7885 Restituição de impostos
Em princípio não tributável, pelo que será de deduzir no Q07 da
M22. No entanto, dependerá do tratamento dado ao imposto
inicialmente (se foi aceite como gasto ou não)
FECHO DE CONTAS 2018 445

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OBRIGADO PELA VOSSA PRESENÇA!

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