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Coração bombeando... pernas correndo...

Um uivo de alegria explodiu de


sua garganta, um som estranho ecoado por seu irmão que corria ao seu lado através
dos bosques que era sua segunda casa. As outras criaturas da noite se espalharam
antes de sua fuga precipitada. Ninguém desejava entrar no caminho dos dois que
governavam a floresta.

Muito cedo, correu até a borda das árvores e depois parou, com a língua para
fora enquanto ofegava pelo esforço. Ele ladrou uma última vez, sentando-se em
suas patas, de frente para a brilhante e lua cheia. Quando o último som gutural
desapareceu, Derrick e seu irmão voltaram para a forma humana, a corrida anual
de Halloween deixava-os suados e excitados. Suas roupas ainda estavam no chão,
onde eles as jogaram antes de sua mudança, e as vestiram em um silêncio
companheiro antes de atravessar o pátio aberto para sua casa.

Na varanda, a vela em sua lanterna de abóbora tinha queimado, e o doce


cheiro de abóbora cozida fez seu nariz contrair. A tigela de doces que tinham
deixado na varanda estava vazia. Derrick sorriu. Ele amava o Halloween, e só
porque seu lobo interior adorava sair e brincar não significava que as crianças não
deveriam receber seus doces. Eles sempre se certificaram de comprar as melhores
guloseimas, barras de chocolate de extragrande, e nunca tiveram que se preocupar
que sua casa fosse alvo de ovos ou suja com papel higiênico.

O corpo de seu irmão se contraiu.


— Há alguém aqui. — disse Mark, com a mão na maçaneta da porta da
frente.

O sorriso de Derrick desapareceu com suas palavras. Ele cheirou o ar e sobre


o cheiro de abóbora queimada e cheiros de outono ao ar livre, ele sentia um
perfume enjoativo e familiar.

Com um rosnado, ele empurrou o irmão para o lado e abriu à porta da frente,
a porta nunca ficava trancada. O cheiro enchia a casa, pesadamente. Ela ousou entrar
em nossa casa sem um convite? A confusão o surpreendeu e o chateou completamente.

Subindo as escadas correndo, ele seguiu o cheiro da puta diretamente para o


seu quarto. Ela se contorceu debaixo de seus lençóis e sorriu para ele
desavergonhadamente. O mau cheiro de sua excitação chegou até ele enquanto
ela se dava prazer.

Derrick rosnou novamente e fechou as mãos firmemente em seus lados para


não usá-los para estrangulá-la.

— Eu estive esperando por você. — disse Clarissa com sedução, ainda não
reconhecendo a tempestade que crescia dentro dele.

— Saia da minha cama. — disse com os dentes cerrados.

Ela levantou com o lençol apertado em seu peito.

— Junte-se a mim. Eu me preparei para você e... seu irmão. — Derrick ouviu
a respiração forte de Mark atrás dele.

— Foda-se. — Derrick não gostava de medir as palavras. Esse era o forte de


seu irmão.
— Você não quis dizer isso. — Disse Clarissa, o lençol quase não escondia
seu corpo bem torneado, mesmo assim o deixava frio.

— O que ele quer dizer, — disse Mark, sempre diplomata — mesmo você
sendo bastante atraente, infelizmente não estamos interessados. Obrigado pela sua
oferta, no entanto.

Derrick bufou. A vadia tinha acabado de entrar em sua casa e se atirou neles
nua. E isso depois de repetidamente rejeitarem as suas abertas tentativas. Ela
simplesmente não entendeu. Ela não é a certa da cabeça.

— Apenas volte a vestir suas roupas e saia pelo caminho que você veio. —
Ou ele alegremente jogaria longe seu traseiro, de preferência pela janela mais
próxima e então ele queimaria os lençóis.

Clarissa deixou cair o lençol que escondia seu corpo e apresentou


orgulhosamente seus seios rosados, uma cintura fina e uma fenda
depilada. Derrick olhou-a desapaixonadamente. Ela não agitava nada nele, ele
preferia sua mulher mais redonda, assim como seu irmão. Seu descontentamento
deve ter demonstrado por que ela franziu a testa para eles. Ela tocou seu mamilo
e passou uma mão entre suas coxas para brincar com ela mesma. Eles não
responderam. Com passos lentos e sensuais, Clarissa caminhou em direção a
Derrick e ao irmão, um meio sorriso curvando seus lábios, um que não combinava
com a fúria gelada em seus olhos.

— Eu realmente queria que vocês tivessem escolhido outro caminho. —


disse ela, balançando a cabeça para eles como crianças impertinentes.

— Ou o que? — perguntou Derrick, cansado de seus jogos.


Um vento gelado surgiu do nada pela casa. No entanto, o halloween estava
sobre eles, e mesmo nestes tempos modernos, forças estranhas trabalhavam nestas
noites mais misteriosas, enquanto a magia espiritual alcançava seu pico.

Clarissa levantou as mãos, as palmas para cima. Seus lábios se moviam em


uma oração quase inaudível. As palavras escorriam graciosamente, sons
discordantes que os fizeram estremecerem. Um forte cheiro de ozônio permeava
o ar, arrepiando e entorpecendo seus sentidos.

O rosto de Mark rugiu com alarme.

— Ela está lançando um feitiço.

— Eu diria que isso é óbvio. — Derrick revirou os olhos e decidiu parar esse
absurdo de uma vez por todas. Ele alcançou a bruxa que tinha feito um excelente
trabalho de esconder seu verdadeiro eu até agora. Hora de fazer seu traseiro sair
aqui.

— Não! — gritou seu irmão o alcançando.

Assim que Mark agarrou seu braço, a mão de Derrick se conectou a Clarissa
e um raio de dor passou por seu corpo, alargando seus olhos. O ímpeto do poder
correndo através de seu corpo era insuportável e incômodo, ele desmaiou.

Quando Derrick recuperou a consciência em uma pilha ignóbil no chão, a


bruxa estava sobre ele com um sorriso malicioso.

— Ah, eu machuquei o grande lobo mau? — Seu tom lisonjeiro o irritou.


— Cadela. — Ele se pôs de pé e alcançou-a novamente. Sua mão passou por
ela, uma estranha sensação que o fez estremecer, e ela se vangloriou no olhar em
seu rosto.

Derrick colocou as mãos no rosto e olhou para elas e através delas.

— O que diabos você fez comigo?

— Conosco? — disse Mark, que apareceu ao seu lado, parecendo tão


fantasmagórico quanto ele. Derrick não sabia o que mais o surpreendeu, o fato de
a puta os ter transformado em espíritos ou o fato de seu irmão realmente parecer
ter ficado louco.

Clarissa sorriu e girou com uma risadinha, agora totalmente vestida.

— Eu os prendi no limbo. — Anunciou.

— O que? Então estamos mortos?

— Não exatamente. Pense nisso como suspenso no tempo, seus corpos


continuarão assim até o momento em que vocês voltem a si e me dêem o que eu
preciso.

— E o que você precisa? — perguntou em voz baixa, seu tom apertado, o


único sinal que indicava sua raiva aumentando.

— O que? Vocês dois, é claro. Ligados a mim. — Ela apertou as mãos na


sua frente quando disse isso, seus olhos azuis calculistas e frios.

— Nunca. — Grunhiu Derrick, se lançando para ela novamente, apenas para


convulsionar quando ele voou através de seu corpo para pousar em uma pilha do
outro lado. Ainda mais louco, a ponta dos dedos penetrou no chão. Derrick
sentou-se, uma emoção desconhecida o tocando, uma que ele não gostava. Medo.

Mark virou e fez perguntas.

— Por que você quer se ligar a nós? Você sabe que não te amamos, nem
nunca vamos.

— Quem falou sobre amor? Isso é sobre o poder. Eu sou uma bruxa, e
mesmo que eu tenha magia, preciso de mais. Ao me ligar a um par de alfas... —
Seus olhos brilhavam e ela umedeceu os lábios. — A energia a que teria acesso me
tornaria a bruxa mais forte do meu covil e me permitiria desafiar o velho morcego
que pensa em me dar ordens.

Derrick viu vermelho. Como essa feiticeira se atrevia a pensar em usar o vínculo de
acasalamento para promover seus esquemas?

— Muito ruim, cadela. Nós nunca nos relacionaremos com você. — Mark
concordou com a cabeça.

— Seu plano não funcionará, Clarissa. Agora nos liberte e vamos esquecer
que isso aconteceu. — Derrick revirou os olhos. Não era provável. Mulher ou não, ele
a rasgaria assim que saíssem desta bagunça.

Ela parecia ler sua mente.

— Oh, por favor. Você são alfas, jamais me deixariam sair dessa. Não, eu
tenho um plano melhor. Vocês ficarão no limbo como fantasmas, presos nesta
casa até decidirem fazer o que eu digo. Eu acho que pode levar alguns anos de
flutuação por aí, sozinhos e invisíveis para todos, antes que vocês percebam que
sua melhor chance é concordar com meu plano. Está tudo bem. — disse ela com
um sorriso desagradável. — Eu posso esperar.

Então ela saiu. Eles a seguiram, Derrick amaldiçoando-a a cada passo,


mergulhando nela, esperando que cada vez que eles se lançassem conseguiriam
atingi-la.

No entanto, não dando atenção a ele, ela saiu da casa sem hesitação. Mas mal
atingiram a porta aberta, caíram de volta. Derrick bateu os punhos ineficazmente
contra a barreira invisível, uma que ele não podia quebrar e que os aprisionou em
sua casa.

Clarissa virou-se e lançou um beijo.

— Os vejo em um ano, meninos.

Depois de alguns dias de raiva e descrença, eles procuraram uma fuga. Eles
passaram todo o primeiro ano buscando uma saída da casa, sem sucesso. Tentaram
se comunicar com os amigos e a família que tropeçavam pela casa neles, do chefe
de polícia de sua cidade até a sua tia-avó que cheirava o ar como se os percebesse,
mas não conseguia ouvi-los, não importava o que eles gritassem. Pior do que a
incapacidade de escapar foi à perda de seus animais. Eles não podiam mudar, nem
sentir a presença reconfortante de seus lobos, em vez disso, existia um vazio
dentro deles.

Mas não importa o quão triste a sua existência era, ano após ano, quando
Clarissa aparecia no halloween, eles se recusaram a se tornar seus companheiros.
Meu irmão e eu encontraremos uma maneira de escapar dessa maldição, e quando fizermos
isso, a bruxa irá se arrepender do dia em que ela nasceu. E uma cadela amarga ou não, ele
provaria seu sangue.
Anos depois…

Jenna dirigia desgastada com seu carro cada vez mais longe da civilização, as
cidades ficando menores, as estradas ficando mais estreitas, até que ela finalmente
vislumbrou o sinal que esperava.

TwinDales. Seu novo lar e uma fuga da vida de merda que a cansou. Ela
atravessou a parte principal da pequena cidade, aqui tinha tudo o que ela precisava
para sua nova vida, o que não era muito. Me dê uma m}ercearia e loja de ferragens, e eu
estou bem.

Ela nunca tinha visitado TwinDales, a população de nove mil e oitocentos e


sessenta e sete, mude isso para sessenta e oito, quando decidiu comprar sua nova
casa. Pequena, longe da estupidez que veio com a vida urbana, e o melhor de tudo,
meio continente longe do idiota que queria matar.

Enganando-me com não apenas uma, mas duas das minhas melhores amigas. Desgraçado!

Tinha brincado com o pensamento de dormir com seus dois melhores


amigos, ao mesmo tempo para vingar-se, mas, infelizmente, não podia suportá-
los.

Além disso, a vingança mais doce havia chegado quando ela jogou toda as
tralhas dele no corredor e disse-lhe para cair fora. Ele não poderia fazer nada sobre
isso, uma vez que o aluguel estava em seu nome. Graças a Deus, não me casei com o
idiota.

Agora ela queria um tempo para si e escrever seus livros. Ela procurou na
internet por um novo lugar para morar e se decidiu pela casa em TwinDales depois
de ver algumas fotos e um vídeo. Ela não conseguiu decidir o que havia selado o
acordo. Era o alpendre que implorava por uma cadeira de balanço? A torre que
gritava biblioteca? Ou seus cinco acres arborizados à beira da cidade? Ela não
conseguia explicar exatamente como ou por que, mas se apaixonou pelo lugar. E
então, ao contrário de sua habitual realidade, ela agiu como uma das heroínas em
seus livros e comprou a casa por capricho, graças à herança da vovó Bea.

Sendo o tipo responsável, ela não tinha tocado no dinheiro durante toda a
vida adulta, ela preferiu guarda-lo para uma emergência. E esta era definitivamente
uma emergência. Além disso, o preço da casa era imbatível e tinha mais do que
suficiente para reformar. Entre isso e sua escrita, ela viveria confortavelmente
sozinha.

Os homens não eram nada além de problemas, e ela já tinha tido o


suficiente. De agora em diante, teria relações com os homens em seus livros e na
cabeça dela. Pelo menos eles sabiam como satisfazê-la, e quando o impulso de ter
algo para preenchê-la tornarem-se muito forte... Bem para isso tinha os vibradores.

Seguindo o mapa desenhado à mão que o corretor de imóveis lhe enviou


pelo celular, ela atravessou as ruas silenciosas da cidade, oito horas e nada se
agitou. Ela atravessou a escuridão sinuosa até que finalmente viu o sinal para sua
rua, Changeling Drive, que acabava em sua casa.
A emoção a agarrou, especialmente quando percebeu o primeiro vislumbre
real de seu novo lar. Mesmo que apenas com a luz dos faróis de seu carro, a casa
de mais de uma centena de anos tinha uma solidez e uma beleza antiquada que a
fizeram sorrir com prazer.

Estou em casa.

A primeira coisa que notou quando entrou na casa vazia era a falta de
poeira. O agente imobiliário tinha limpado? Ele disse que estava vazia há quase
seis anos, mas tudo desde os pratos até os móveis pareciam perfeitos. Na verdade,
parecia que a casa esperava que seus proprietários anteriores retornassem. Esse
pensamento lhe deu um pouco de arrepio, especialmente quando ela lembrou a
piada do corretor de imóveis por ser assombrada. Pelo menos ela tinha assumido
que era uma piada, mas, de qualquer forma, os proprietários tinham desaparecido
e pararam de pagar seus impostos, que foi como o lugar tinha terminado em um
leilão.

Ela balançou a cabeça. Nada disso importava porque este tesouro agora era
seu. O piso principal apresentava uma grande entrada com um teto alto para
acomodar a escada. De um lado, ela descobriu uma espaçosa sala de estar com
lareira e dois sofás xadrez marrom. Ela atravessou a sala e entrou no próximo
ambiente. Obviamente projetada como uma área de estar, tinha móveis de vime,
o que parecia incongruente dado que os proprietários anteriores eram homens.

Na parte de trás da sala de estar, ela atravessou um arco e encontrou-se numa


imensa cozinha. Armários alinhados na metade da área em forma de L. Mais
espaço do que jamais precisaria na vida. Havia um fogão a gás e uma enorme
geladeira, que ela abriu e encontrou, para sua surpresa, funcionando. Aninhado
dentro havia uma cesta de frascos e frutas com uma etiqueta que se lia: 'Bem vinda'.

Quão pitoresco. Jenna riu. Ela se perguntou se os vizinhos apareceriam com


caçarolas e tortas exatamente como faziam nos filmes.

Jenna mordeu o lábio. Ela não deveria se divertir com a noção de


hospitalidade de cidade pequena. Se ela quisesse se encaixar, e queria,
provavelmente teria que aprender a fazer biscoitos ou outros assados para que
pudesse retornar a gentileza.

Uma porta levava da cozinha para o corredor, e um segundo arco abria-se


na sala de jantar. Ela atravessou a sala de jantar, que também tinha uma porta de
acesso para o corredor, ela gostava da forma como todos os quartos fluíam um
para o outro. Agora, para o segundo andar.

A escada de madeira curvava-se para dentro da casa com um corrimão


esculpido lindo. Ela passou a mão ao longo da madeira enquanto subia para
verificar os quartos, a primeira porta conduzia a uma pequena sala com um sofá-
cama e uma mesa de cabeceira. Ela foi para a porta ao lado e encontrou o banheiro
com azulejos brancos e uma grande banheira com pé de garra. Jenna imaginou-se
imersa em bolhas até a borda, lendo um romance quente.

Ela continuou explorando e encontrou um quarto bastante grande com uma


cama queen-size e móveis de madeira pesados espalhados, um par de mesas de
cabeceira, bem como duas cômodas, uma longa e a outra alta. O tamanho e a
decoração a fizeram pensar que era o quarto principal, até que ela descobriu o
último quarto, que estava acima da sala de estar e entrava na torre.
Ela soltou um grito de felicidade, a maior suíte da casa tinha uma linda cama
com dossel orgulhosamente no centro. A seção da torre redonda continha um par
de cadeiras de asa que estavam direcionadas para as janelas que dava para a floresta
que cercava três lados da propriedade. Jenna se atirou no colchão nu, com os
braços jogados para os lados, e estremeceu porque sentiu como se tivesse
mergulhado em uma nuvem gelada.

Esfregando os braços, sentou-se. Correntes de ar frio ou não, este era o


quarto dela e ela não podia esperar para redecorá-lo.

Lar Doce Lar.

Mark olhou para a mulher que entrou em sua casa e queria uivar com a
injustiça, já seu irmão Derrick não se conteve e soltou um grito de raiva.

— Porra! Porra! Porra! — Mark seguiu seu irmão enquanto ele atravessava
a casa, sua presença fantasmagórica mal chocalhava os itens soltos que o
decoravam. Ele rapidamente se cansou da atitude grosseira de seu irmão e voltou
para assistir a recém-chegada.

Quando Derrick finalmente se acalmou, ele se juntou a Mark para examinar


a mulher, a companheira deles há muito tempo esperada.
Ele sabia disso desde o momento em que ela entrou na casa, mesmo sem
perfume ou toque, a própria presença dela os chamava.

Ela era destinada a ser deles. Aquela que os aceitaria e os amaria, levando os
filhos que continuariam a linhagem deles, isso se eles pudessem recuperar seus
corpos sólidos.

Só de pensar nisso fez Mark quase ter um ataque de cólera, mas ele se
orgulhava de ter um melhor controle. Ele sentou-se ao lado de seu irmão na escada
e observou a mulher, cujo nome eles não tinham como saber, enquanto fazia várias
viagens dentro e fora, trazendo caixas e malas.

Ela era perfeita, sua figura pequena e arredondada com uma bunda cheia,
um bom par de seios e escuros cabelos que chegavam quase a cintura. Tinha um
rosto feito para sorrir com lábios rosados, lindos olhos castanhos e maçãs do rosto
coradas. Apenas o tipo de mulher que ele e seu irmão preferiam, e tudo o que
podiam fazer era assistir impotentes enquanto se mudava para sua casa, intocável.

Ela deixou a maioria dos pertences na sala da frente, mas carregou uma
grande mala para o andar de cima. Como esperado, ela não reagiu enquanto
passava por eles. Mas eles com certeza sentiram.

Mark olhou com interesse para os itens que ela deixara, enquanto Derrick
lamentava seu dilema.

— Isso é tão injusto. Eu vou matar aquela bruxa.

— Uh-huh. — Mark respondeu distraidamente enquanto vagava olhando


suas coisas procurando o nome dela. Ele encontrou uma etiqueta desbotada em
uma bolsa de mão. — Jenna. Jenna Fairbanks.
— O que?

— O nome dela é Jenna.

— Ótimo. Isso faz eu sentir muito melhor. — murmurou Derrick.

Independentemente do que Derrick dissesse ou pensasse, Mark realmente se


sentia melhor. Por enquanto, sua situação não mudou, mas com o Halloween
chegando rapidamente e sua verdadeira companheira na residência, talvez tivesse
chegado o momento.

E quando ela se acomodou para dormir pela primeira vez em sua casa, Mark
fez o possível para apressar as coisas.

Jenna acordou com a mais estranha sensação de não estar sozinha, deitada
na cama ela prendeu a respiração, ouvindo. Ela não ouvia um som, no entanto, a
sensação de alguém a observando não desaparecia. Golpeando-se mentalmente
por ser tão imaginativa, ela se levantou e esticou seu corpo. Estou em casa.

Ela começou a desempacotar, contente por ter deixado a maior parte de sua
velha vida para trás.
A venda de todos os seus móveis e vários outros itens tinha sido
libertadora. Ela trouxe apenas as coisas das quais não conseguiu se desapegar,
álbuns de fotos, livros e, claro, seu laptop.

Por volta do meio-dia, ela terminou de arrumar tudo, e estava mais


apaixonada pela casa do que nunca. Ela tinha assumido que teria que limpar, mas
a falta de poeira era surpreendente.

E agora ela estava morrendo de fome, já tinha comido uma parte das frutas
da cesta no café da manhã, mas precisava ir à mercearia. Depois de tomar um
banho rápido na banheira com pé de garra, tremendo com a corrente de ar fria
ocasional, pegou as chaves e a bolsa e dirigiu-se para a cidade.

À luz do dia, as lojas pareciam bastante antiquadas com grandes vitrines e


letreiros pintados à mão nas longas calçadas à sua frente. Jenna estacionou
rapidamente, adorando que não tivesse que circular o quarteirão procurando uma
vaga.

A padaria foi seu primeiro destino, entrando ela sentiu o cheiro de pão
fresco, o que fez sua boca se encher de água.

Uma matrona de bochechas vermelhas sorriu para ela por trás do balcão.

— Olá querida, o que você está procurando hoje? — Jenna sorriu de volta.

— Um pedaço de pão e alguns bolos, por favor. Ah, e você tem muffins de
banana?

— Nós temos, você está aqui de visita?


— Não. Comprei uma casa na cidade. — A matrona a olhou com olhos
redondos e uma boca aberta.

— Você comprou a casa?

— Se você quer dizer a da rua Changeling drive, então sim. — A comerciante


entregou as compras de Jenna e sacudiu a cabeça.

— Boa sorte. — Jenna não levou muito em conta sua reação até que isso
ecoasse em todas as lojas que visitava.

Somente quando ela estava de volta para a casa, ela deu risada. Oh, isso é muito
engraçado. Todos realmente pensam que a casa é assombrada. Que absurdo o povo dessa
cidade acreditar em fantasmas, embora, ela precisava agradecer a forma como a
cidade pensava, as correntes de ar frio e barulhos estranhos, ou ela não teria
conseguido a casa tão barato. Ela repetiu isso durante o resto do dia cada vez que
uma corrente de ar frio a fazia tremer e sempre que ela olhava por cima do ombro
esperando ver olhos olhando para ela.

Eu não acredito em fantasmas, ela disse a si mesma com firmeza antes de ir para
a cama.

No entanto, mesmo não acreditando em tudo que ouviu deve ter sido
contagiada pelas peculiaridades da casa, pois contribuiu para seus sonhos
estranhos.
Derrick a observava enquanto ela dormia, a curva doce de sua bochecha
corando com uma luz rosa, seus espessos cílios flutuando ligeiramente, seus
cabelos escuros se espalhavam como um véu sobre o travesseiro. Ele passou os
dedos sobre a pele lisa e ela estremeceu em seu sono, correndo a mão sobre a
camisola de seda pálida que ela usava, seu toque fantasmagórico deixou seus
mamilos franzidos. Ela se moveu e rolou sobre suas costas, estendendo as pernas
de um lado para o outro, percorrendo seus dedos insubstanciais na curva da barriga
até o ápice de suas coxas, sua calcinha escureceu com umidade, ele abaixou o rosto,
desejando que pudesse sentir o cheiro dela.

— O que diabos você está fazendo? — O comentário aborrecido de seu


irmão fez com que Derrick girasse.

— Me divertindo. Você deve tentar em algum momento. Além disso, não é


como se ela estivesse aqui. — Mark balançou a cabeça para ele.

—Essa não é a questão. Está errado, e você sabe disso. — Derrick zombou.

— Oh, por favor. Eu vi a maneira como você a observa também.

— Olhar, não tocar. — Mark suspirou. — Não vou negar que ela me atrai
mesmo nesta forma insubstancial. Mas, pelo menos, tenho bastante decência para
não agir sobre isso.
— O que mais existe para nós? — Derrick perguntou. — Somos
fantasmas. Ninguém nos ouve ou nos vê, e pior ainda, nossa companheira
finalmente chegou e, ao invés de reivindicá-la, eu estou reduzido a me masturbar
em vez de estar nela como deveria. — Ele caiu na cama, os ombros caídos. —
Estou cansado disso.

Mark sentou-se ao seu lado dele.

— Eu também estou irmão, mas a alternativa não é muito melhor.

— Não, não é. Eu simplesmente não posso acreditar que não há nada que
possamos fazer. Certamente deve haver outra maneira de quebrar esse feitiço.

— Bem…

— Bem o que? — Derrick olhou para ele com suspeita. — Você está
escondendo algo de mim?

— Não exatamente, mas você e eu sabemos que Jenna é nossa companheira,


certo?

Derrick olhou para a mulher que dormia no quarto que ele costumava
chamar de seu. Quando ela chegou pouco menos de uma semana atrás, ele
esbravejou por dias, tanto ele quanto seu irmão reconhecendo-a pelo que ela era,
sua verdadeira companheira. Não que pudessem fazer algo sobre isso.

— Sim, confie em mim, eu sei quem ela é, não que isso nos faça algum bem.

— Ah, mas enquanto você tem sofrido, eu estive à observado.

— E? — Derrick impediu o desejo de atacar o irmão e sacudir-lhe. Apesar


que isto nunca funcionou com Mark.
— Ela nos sente, acho que sonha conosco.

— Você está de brincadeira comigo. — Derrick olhou de volta para Jenna,


ela ainda estava profundamente adormecida, mas um vinco arruinava sua testa e
suas pálpebras vibravam.

— Não, eu não estou de brincadeira com você. Pense, não temos mais
ninguém para testar a minha teoria, mas ela sabe que estamos aqui.

— Ok, digamos por um segundo que ela nos sente. Como isso nos ajudaria?

— Você não vê? Se sabe que estamos aqui e podermos nos comunicar com
ela, talvez possa encontrar um feitiço para reverter o que foi feito.

— Perigoso demais. — Derrick balançou a cabeça. — Clarissa ainda está lá


fora, não irei colocar a nossa companheira em perigo assim.

— Mesmo? Ocorreu-lhe que Jenna pode estar em perigo de qualquer


maneira, e se ela estiver, estamos presos aqui incapazes de ajudar.

— Porra. — Derrick olhou para Jenna e sentiu uma fúria indefinida com o
pensamento de que ela poderia se machucar. Era seu dever protegê-la.

— Exatamente. Nós precisamos tentar.

— Tudo bem então. O que nós devemos fazer? — Mark suspirou alto.

— Eu provavelmente vou me arrepender de dizer isso, mas precisamos


chamar sua atenção. Levá-la a procurar sobre nosso desaparecimento. — Derrick
sorriu.

— Por todos os meios possíveis?


— Sim. — disse Mark com os dentes cerrados.

Derrick esfregou as mãos alegremente.

— Bem, a menos que você planeje se juntar a mim, tenho algum trabalho
agradável para fazer.

Para a surpresa de Derrick, Mark permaneceu, lembrando-o dos dias antes


do seu cativeiro. O chamado de sua companheira era muito forte para ele mesmo
negar.

Jenna acordou novamente de outro sonho estranho e erótico, um que a


deixou dolorida pelo toque de um homem. Era ainda mais embaraçoso, o fato de
que tinha sonhado com dois homens, fazendo coisas para ela que, à luz do dia,
parecia decadente e imoral, em outras palavras, excitante.

O que há de errado comigo? Desde quando um homem não é o suficiente? Perguntas


perturbadoras que ela não conseguia responder.

Jenna baixou as pernas da cama e examinou seu novo quarto, mesmo que
fosse extremamente masculino. Ela planejava reformar lentamente ao longo do
tempo, fazendo a maior parte do trabalho sozinha, gostava de sujar as mãos e,
depois da bagunça que deixou para trás, também era uma forma de terapia.

Falando sobre isso, talvez uma camada de tinta ajudasse a melhorar seu
humor e a sensação de não estar sozinha na casa. Talvez se eu refizer o quarto, vou me
sentir mais como sendo meu e deixarei de ter esses sentimentos estranhos. Mas isso manteria
longe as estranhas sensações?

Como, por exemplo, quando ela subiu a escada para descascar um papel de
parede e a coisa estúpida inclinou-se, caindo sobre ela. Ela deveria ter atingido o
chão com força, mas um travesseiro de ar frio suavizou sua queda. Ou a maneira
como as portas às vezes rangiam abertas com sua aproximação. A primeira vez
que isso aconteceu ela gritou, mas o ar frio que precedeu o evento fez com que ela
decidisse que era simplesmente uma de corrente de ar.

Quando ela tomava banho, não importa quão quente a água estivesse, sua
pele orvalhada se arrepiava como se o frio de dedos fantasmagóricos a
acariciassem. Depois, houve os sonhos eróticos com dois homens de cabelos
escuros, olhos escuros e com uns corpos muito quentes. Ninguém que ela já
conheceu infelizmente.

Mas, de longe, a coisa mais estranha, ela jurou que às vezes ouvia vozes,
vozes discutindo. E a parte mais fodida? As vozes pareciam estar lutando por
ela. Ultimamente, as vozes pareciam ter somente um propósito em mente, seduzi-
la.

Louco, sim, mas até que ela se mudou para sua nova casa, nunca sofreu
alucinações. Então, se assumisse que não perdeu a cabeça de repente, o que isso
significava? Mesmo quando ela tentou achar explicações lógicas, sua mente
continuava vagando nos filmes como Poltergeist1 e Os outros 2. Ficção, 100% irreal,

1
Acontecimentos estranhos e assustadores cercam uma família da Califórnia, quando fantasmas começam a se comunicar com
eles através de um aparelho de TV. Os espíritos parecem amigáveis no começo, mas tornam-se ameaçadores inesperadamente
quando a filha do casal desaparece. Data de lançamento: 28 de outubro de 1982
2 Durante a Segunda Guerra, a devota Grace aguarda com os filhos o retorno do marido dos campos de batalha. Isolados em uma

mansão numa ilha deserta, passam a observar estranhos acontecimentos ao seu redor.
Data de lançamento: 28 de setembro de 2001
mas não podia deixar de pensar que talvez ela devesse convidar um padre para um
café.

Antes de descer as escadas para o café da manhã, viu a corrente pendurada


no teto na extremidade do corredor do segundo andar.

Talvez ela encontrasse as respostas escondidas no sótão. Talvez algum tesouro.


Ou um cadáver. Balançando a cabeça por sua tolice, ela foi até a portinha e puxou a
corrente. Abaixando a escada dobrada, subiu e botou a cabeça na abertura do
sótão, uma janela de vigia trazia um pouco de luz do dia, então subiu todo o
caminho.

O espaço era enorme, grande o suficiente para ela ficar de pé. Descobrindo
uma lâmpada, a acendeu, mas logo em seguida a lâmpada queimou, com a
curiosidade aumentada, se apressou a descer para pegar outra lâmpada para fazer
a troca.

Uma vez que o sótão tinha luz novamente, ela foi cercada por um verdadeiro
tesouro, se você gostasse de história, e ela gostava. Várias caixas empoeiradas
estavam espalhadas. Havia disparidades no final do mobiliário como duas cadeiras
de cozinha de vinil e uma velha cômoda de madeira. Mas as caixas sem pó,
obviamente adições mais recentes, chamaram sua atenção.

Ela se sentou e mergulhou na primeira caixa, tinha um monte de quadros,


aparentemente de uma família. Havia uma mulher com cabelos longos e soltos,
ladeada por dois homens cuja semelhança os fazia irmãos, se não gêmeos. Em
frente a eles, havia um par de meninos idênticos, um com um sorriso que soletrava
travessura, o outro mais sério. Foto após foto exibia os meninos em diferentes
estágios de crescimento, em alguns, os meninos posaram com dois lobos como
cães muito grandes. Provavelmente um cruzamento, uma vez que os lobos eram
muito selvagens para serem domesticados. Certo?

O que a irritava era como os garotos pareciam familiares. Eu os conheci


antes? Jenna colocou todas as fotos de volta na caixa e estava prestes a verificar a
próxima quando a campainha tocou, limpando as mãos sujas no jeans, desceu as
escadas para ver quem finalmente a visitava.

Quando ela abriu a porta para encontrar sua primeira caçarola, Jenna sorriu
e conseguiu se conter para não cair na risada.

O pelotão de boas-vindas chegou.

O pelotão de boas-vindas não ficou muito tempo, eles entraram para o café
e olharam com curiosidade, mas quando uma das correntes de ar frio familiar havia
entrado pela sala e se espalhado, eles colocaram suas xícaras com rapidez e deram
suas desculpas como se tivessem visto um fantasma. Aposto que eles queriam
acreditar. Jenna tentou, sem sucesso, conversar para obter mais informações, mas,
enquanto muitas pessoas faziam alusão ao mistério ao redor da casa, ninguém
queria falar sobre isso.

Pensar sobre a casa fez com que ela decidisse ir à cidade, parou na loja de
ferragens primeiro para pegar alguma tinta para o quarto, deixando a tinta em seu
carro, caminhou pela calçada até a mercearia. Uma decoração de Halloween que
vibrava com a brisa chamou sua atenção e ela parou.

Fantasmas. Será que os cidadãos estavam certos?

Ela queria zombar. Sério, espíritos? Jenna era uma mulher prática, não uma
garota impressionável. No entanto, as evidências continuavam aparecendo e
apenas a deixavam mais curiosa. Quem possuía a casa antes dela? Assassinos do
Machado? Satanistas? Quem foi o construtor? Eles seguiram o código? Talvez
tivesse problemas de encanamento. Ela sabia que tinha correntes de ar
frio. Quanto aos sonhos vívidos e alucinações, talvez devesse chamar um
especialista em mofo para verificar se o lugar estava tóxico. Mas fantasmas? Eu não
sou um aldeão supersticioso, ainda.

Jenna empurrou os pensamentos de fantasmas para a parte de trás da mente


e comprou um pouco de comida. Enquanto guardava seus mantimentos no porta-
malas, decidiu obter algumas respostas. Dirigindo-se ao grande edifício de pedra
que abrigava os escritórios municipais, o tribunal e a biblioteca da cidade.

Ela saiu da luz do sol brilhante para a biblioteca sombria e piscou. Então
espirrou, o cheiro de mofo e pó de livros antigos fazia cócegas no seu nariz.

Jenna olhou em volta. Por onde começar?

— Posso ajudá-la, querida? — Jenna saltou e se virou até encontrar a fonte


da voz.

Em pé atrás de uma enorme mesa de madeira, a bibliotecária poderia ter se


aposentado há cinquenta anos. Fraca e encurvada com o cabelo branco amarrado
em um coque, seus olhos brilhantes eram a única coisa viva sobre ela.
No entanto, quando Jenna mencionou que estava procurando a história da
casa 132 em Changeling Crescent, o corpo inteiro da bibliotecária tremeu de
entusiasmo.

— Você está falando sobre o lugar dos meninos Wolfgang. Qualquer um na


cidade poderia ter contado a história, mas venha comigo. Eu vou deixar você ler
sobre isso por você mesma.

Jenna não respondeu que as pessoas simplesmente se desviavam quando


sabiam onde morava. Aparentemente, encontrou uma pessoa que não tinha medo
da casa. Ela seguiu a bibliotecária para um computador que parecia fora do lugar
em seu ambiente decrépito. Com velocidade surpreendente, a velha abriu várias
janelas, cada uma com artigos de jornal.

— Obrigada. — disse Jenna mortificada por assumir que a idade e a


aparência da bibliotecária idosa a colocavam na categoria de ignorante e senil.

Ela sentou na cadeira de madeira e rolou para ler o primeiro artigo.

Dois homens locais desaparecidos: os gêmeos Derrick e Mark Wolfgang foram declarados
desaparecidos pela polícia. É desconhecido exatamente quando os irmãos desapareceram, pois eles
frequentemente faziam viagens para acampar por uma semana ou mais. Um amigo dos dois
homens disse que não viu nem ouviu falar deles em pelo menos um mês, o que é um comportamento
incomum para a dupla. A casa aparece sem perturbações. O equipamento de acampamento
permanece no porão, enquanto a geladeira está totalmente abastecida. Neste momento, a polícia
não suspeita de crime, mas pergunta se você viu ou ouviu os irmãos Wolfgang ligue....
Mais alguns artigos relacionavam a mesma história, mas a última, datada de
um ano atrás, tinha algo de novo a dizer.

Os irmãos Wolfgang foram declarados mortos: mesmo que os corpos nunca tenham sido
encontrados, o juiz local declarou que os gêmeos Mark e Derrick Wolfgang morreram. Ninguém
viu ou ouviu do par desde o seu desaparecimento incomum cinco anos atrás em torno do
Halloween. A sua casa, que permaneceu vaga desde então, foi apreendida pelo município para
pagar os impostos atrasados devidos da propriedade e será colocada a leilão ....

Jenna ficou pensativa. Os meninos poderiam ter fugidos por muitas


razões. Esses homens. pensou ela, olhando para a foto de dois homens robustos e
cheios de músculos. Ela se recusou a examinar o fato de que eles pareciam
familiares e que lembravam seus amantes dos sonhos. Em vez disso, argumentou
que eles provavelmente eram os mesmos garotos que aqueles nas fotos no
sótão. Que pena que eles estavam desaparecidos, porque eles eram malditamente gostosos!

Uma batida na mesa surpreendeu Jenna e ela olhou para ver a bibliotecária
lançando vários livros em uma pilha.

— Aqui estão todos os livros que temos da casa dos Wolfgang. Os meninos
não são realmente mencionados neles, mas essa casa era propriedade de seus
antepassados desde quando a cidade foi construída.

— Obrigada. — Depois de imprimir cópias dos artigos de jornal, Jenna


verificou os livros. Dirigindo-se ao seu carro, pensou no que tinha
lido. Desaparecimento dos irmãos? Eles poderiam ter morrido na casa? Jenna queria bater-
se por considerar a estúpida teoria de fantasmas. Além disso, os policiais não
encontraram nenhum sinal de crime e, a julgar pelas fotos, os irmãos tinham sido
grandes e fortes. A evidência de violência ou crime teria sido óbvia.

Apenas parcialmente prestando atenção ao mundo ao seu redor, Jenna


esbarrou com uma mulher na calçada e seus livros saíram voando.

— Droga. Desculpe-me — disse Jenna, corando por sua torpeza,


especialmente na frente da mulher dourada que ela tinha esmagado. Escultural e
mais linda do que uma modelo de capa de revista, Jenna apostava que nunca teve
um momento estranho na vida.

Olhos de gelo a olharam de cima e abaixo, e com um sorriso frio inclinou a


cabeça.

— Talvez você devesse prestar atenção por onde está caminhando.

— Sim. Você está certa — Jenna balbuciou como uma estudante sob o olhar
reprovador. E isso a irritou. A calçada era grande o suficiente para a rainha de gelo
ter a mesma facilidade e passar em torno dela. Foda-se as desculpas. Em vez disso,
Jenna caiu de joelhos para recolher os livros, esperando que a queda não os tivesse
danificado.

Os dedos esbeltos pegaram um e uma sobrancelha perfeitamente arqueada


estava interessada.

— A casa dos Wolfgang? Que interesse você tem nesse antigo local? —
Jenna pegou o livro e adicionou-o à sua pilha.

— Eu o comprei.
— Mesmo. — A loira disse a única palavra e a olhou especulativamente. —
Então aconteceu alguma coisa estranha na casa?

Jenna não estava prestes a confiar na vadia que de repente queria fazer
amizade.

— Não. Nada de estranho. Apenas interessada na história do lugar. Pode ser


bom restaurar algumas das suas características do período quando eu a
reformar. Se você me der licença. — Jenna evitou a mulher e continuou para seu
carro.

Em casa, ela estacionou e entrou na casa, mal tremendo quando o frio


habitual a atravessou quando entrou.

Ela soltou os livros na mesa da sala de estar e foi fazer o jantar. Os livros
pareciam uma leitura aborrecida e ela não queria dormir até mais tarde. Além disso,
não era como se uma pilha de livros antigos iria ajudar com o problema de mofo
e correntes de ar frio.

Mark perambulou para olhar os livros que Jenna trouxe para casa e quase
fez uma comemoração. Contendo-se, em vez disso, ele foi procurar seu irmão e
encontrou-o deitado na cama de Jenna, ou poderia ainda ser considerado como a
cama de Derrick?

— Acho que está funcionando! — ele exclamou.

— O que? — Perguntou Derrick abrindo os olhos.


— Nossa assombração. Ela tem uma pilha de livros da família no andar de
baixo.

— Ela está nos pesquisando. — Derrick não parecia achar a notícia


excitante. — E como exatamente isso nos ajuda? Não é como se qualquer um
desses livros vai dizer que uma bruxa nos amaldiçoou e precisamos de um feitiço
reverso para nos trazer de volta. — Mark franziu a testa.

— Que diabos está errado com você? Desde quando você é tão
pessimista? Achei que esse era o meu trabalho. — Derrick esfregou o rosto.

— Estou cansado dessa existência. Eu quero tocá-la de verdade, quero sentir


o seu cheiro e enterrar meu rosto em seus cabelos. E não vejo como isso vai
acontecer. Nem podemos falar com ela.

Mark deitou-se na cama ao lado de seu irmão e esticou-se.

— Eu sei que tem sido difícil. Não estou dizendo que vamos sair daqui
amanhã, mas vamos escapar dessa prisão. Teremos nossa vingança e
reivindicaremos a nossa companheira. Como mais velho, eu prometo. — Derrick
bufou.

— Mais velho por cinco segundos. — Mark sorriu.

— Ainda conta, o que significa que eu a reivindico primeiro.

— Lute por isso.

— Não é provável. — Mark pretendia ser o primeiro a possuí-la. Ele queria


olhar nos olhos dela, corada de paixão enquanto ele penetrasse em seu sexo
aveludado. Além disso, ele sabia que Derrick não se importava. Ele a levaria por
trás em seu buraco ainda mais apertado e que provavelmente era virgem.

Quando eles recuperassem seus corpos sólidos, compensariam o tempo


perdido.
Os livros não eram tão aborrecidos quanto Jenna esperava. Depois de jantar,
lavou os pratos e apagou as luzes, exceto a próxima da cadeira que ela se acomodou
para ler.

Os Wolfgang tinham uma longa história com a cidade, começando em 1700


quando o primeiro Wolfgang se instalou na área e construiu sua casa, uma estrutura
de quarto único que cresceu ao longo dos anos. Em 1871, um incêndio queimou
a casa original e a substituíram pela casa em que ela morava.

No entanto, a casa, embora historicamente imbuída, não era nada comparada


aos rumores em torno da família Wolfgang, de acordo com uma biografia não
autorizada publicada há cerca de vinte anos. Eles eram uma linha completamente
masculina com nenhuma filha nascida, e praticamente todas as gerações, tinham
gêmeos. Não era tão estranho até você considerar o fato de que apenas os gêmeos
herdavam a casa, e que o par sempre morou nele, mesmo quando um deles se
casava.

Rumores entre os habitantes da cidade, que o autor incluiu, alegaram que os


irmãos compartilhavam uma única esposa. Jenna achou a idéia de pertencer a dois
homens ao mesmo tempo, excitante, mas tinha que ter sido absolutamente
chocante, especialmente uma centena de anos atrás, quando os valores puritanos
dominavam.
Como se essas alegações não fossem surpreendentes o suficiente, havia
insinuações sobre os irmãos que eram diferentes. O autor afirmou que eram
lobisomens nascidos de forma natural.

— Lobisomens! — Jenna riu, mas o som estrangulou em sua garganta


quando dedos gelados lhe fizeram cócegas pelo pescoço. Ela virou a cabeça e,
claro, não viu ninguém. — Estúpida casa fria.

Com um olhar suspeito ao redor, ela continuou a ler. O autor desconhecido


continuou a reivindicar que eles mudavam durante a lua cheia. Os irmãos gêmeos,
que teriam sido o bisavô dos irmãos desaparecidos e o tio-avô, supostamente
mudavam para grandes lobos que uivavam e corriam pelos bosques.

Jenna não podia acreditar no absurdo que o livro continha. Era, obviamente,
um trabalho de ficção e ficou surpresa que a bibliotecária lhe tivesse dado. No
entanto, e essa imagem no sótão dos meninos com aqueles lobos? Jenna bufou. Ela tinha que
ter perdido a cabeça por contemplar a ideia de que os lobos eram o pai e o tio dos
meninos.

Ela tirou o artigo do jornal com a foto dos irmãos, um sorridente, um


não. Eles certamente não pareciam animais.

Embora eu aposto que eles ficavam selvagens na cama. A ideia a deixou molhada,
algo que acontecia muito ultimamente.

Ela falou em voz alta.

— Então, é verdade que vocês compartilhavam mulheres como seus


antepassados supostamente fizeram?

Um leve som de risada ecoou em torno dela e ela saltou de sua cadeira.
—Tem alguém aí? — Mais uma vez, um brilho frio a tocou, como a leve
carícia da mão de um homem escorregando pelo pescoço dela. Poderia ter jurado
que sentiu um breve abraço.

— Isso é uma maldita loucura. Primeira coisa amanhã, vou comprar um


pouco de silicone e preencher todas as fendas nesta casa. Porque não existem
fantasmas! — Eram palavras corajosas nas quais ela desejava acreditar.

As páginas de um livro que ela ainda não tinha tocado começaram a


virar. Jenna olhou fixamente com os olhos arregalados. O que diabos? O medo
apertou a barriga e, de repente, desejou ter uma cruz e talvez alguma água benta.

As páginas do livro se estabeleceram e ela se inclinou para olhar a página.

Ela leu o título.

— Bruxas? — Ela bufou. — É isso aí. Hora de dormir para mim. — Por
que falar em voz alta, não sabia. Assim como não entendeu por que escolheu usar
pijamas grossos de flanela na cama. E ignorou a risada que podia jurar lhe fizeram
cócegas no ouvido.

— Não existem fantasmas.

— Puta merda. E agora? — perguntou Derrick, um pouco frustrado com a


espessa camada de roupa em que Jenna tinha se armado. Mesmo uma carícia
insubstancial de sua carne lisa era melhor do que nada.
— Agora, nós tiramos uma página do livro do tio avô George e caminhamos
para o sonho.

— Fazemos o que? — Derrick dirigiu-se para olhar para o irmão que havia
se encostado de um lado de Jenna na cama. Seu corpo insubstancial nem sequer
abaixava o colchão.

— Nossa companheira é muito propensa a sonhar. Então, eu digo que nos


juntemos com ela. — Derrick olhou para o irmão com uma sobrancelha franzida.

— Como é que diabos nós fazemos isso?

— Ele me explicou uma vez quando você estava caçando rãs. Ele disse que
a proximidade do sonhador ajudava, mas, basicamente, precisamos adormecer
pensando nela, e quando começarmos nosso próprio sonho, precisamos levá-la.

— Oh, isso parece ser fácil. — disse Derrick sarcasticamente, mas ele mesmo
assim se deitou no outro lado de Jenna. — O primeiro a entrar no sonho vai beijá-
la.
Jenna encontrou-se na floresta, nua e correndo freneticamente. Ela parou a
correria louca e ficou deitada com seu corpo nu.

— O que diabos está acontecendo? — Um crepitar de folhas fez sua cabeça


chicotear. Ela entrecerrou os olhos para a floresta escura e sombria, mas não
conseguiu ver nada. Retornando, soltou um grito à vista de um par de olhos verdes
brilhando em torno da altura da sua cintura. Eles flutuavam na escuridão como se
estivessem desencarnados e olhavam fixamente para ela.

Jenna deu um passo para trás, o chão grosso desgastando a sola de seu pé
nu. O ar quente soprou contra suas costas e ela girou. Um gemido aterrorizado
ficou preso na garganta quando viu o quão perto um segundo par de olhos verdes
prendeu seu olhar. E ela podia ver o corpo ao qual pertenciam. Um lobo gigante.

Porra! Sabendo que era estúpido, mas incapaz de parar a si mesma,


correu. Um barulho alto surgiu atrás dela, junto com o estrondo de mato enquanto
os predadores a perseguiram. A respiração de Jenna agarrou em sua garganta, e
sibilou enquanto impulsionava as pernas. Os ramos batendo em seu corpo.

Finalmente, ela emergiu da floresta para um vale a luz da lua. Fontes


ondulantes de grama alta não forneciam esconderijo. O ruído das feras se
aproximava. Ela se virou e deu dois passos quando algo a atingiu por trás e a
derrubou na grama. Ela gritou.
Ela lutou, esperando que os dentes afiados a rasgasse. Sua mente aturdida
percebeu de repente que não eram pelos e garras que a abraçavam, mas carne e
mãos. As mãos poderosas que agarravam seus pulsos e os puxavam acima de sua
cabeça, esticando seu corpo sob um corpo muito masculino e muito excitado.

Jenna se acalmou e abriu os olhos. A noite ainda reinava, mas aqui na clareira,
a lua iluminava o rosto do homem que a abordara. Olhos verdes familiares
olharam para ela.

— Você é um dos irmãos. — Sussurrou ela. A impossibilidade de conhecê-


lo a fez relaxar. Ela tinha que estar sonhando, embora esse sonho fosse bem
realista. Dentes brancos perfeitos com caninos pronunciados brilharam em um
amplo sorriso.

— Bem, olá. Prazer em finalmente conhecê-la. Meu nome é Derrick. — Ele


seguiu sua introdução com um impulso de seus quadris, e o calor rolou através de
Jenna com a sensação de seu pênis cutucando suas coxas apertadas.

Seus mamilos se apertaram quando ele se moveu sobre ela, o cabelo de seu
peito fazendo cócegas. Ela corou, não visível no escuro, esperava.

De repente, o peso em seu corpo que a fez pensar coisas impertinentes


desapareceu, e ela ouviu xingamentos e socos. Ela levantou para ver Derrick e
outro homem nu, rolando no chão, brigando.

— Parem com isso. — ela gritou, mas o par continuou lutando na


grama. Colocando dois dedos em sua boca, ela assobiou. O som estridente parou
os combatentes e, desenrolando-se, eles ficaram de pé para encará-la.
Santa merda. Aparentemente, a história dos irmãos Wolfgang tinha deixado
uma impressão sobre ela, por estarem em carne, embora carne de sonho, eram
Derrick e Mark. Dois imensos exemplos de masculinidade com abdomens
esculpidos, cintura cônica, músculos de coxas e braços potentes, e para sua
imaginação embaraçosamente excitada, dois paus muito bem duros.

Eles olharam de volta para ela, o que pensava ser Derrick com um sorriso
arrogante cheio de promessas, e o outro com uma fome em seus olhos que a
deixou molhada, embora ele não a tivesse tocado.

Derrick fungou o ar.

— Eu cheiro algo bom, Mark. — Jenna corou. Certamente eles não podiam
sentir o cheiro de sua excitação. Aparentemente, seu sonho tinha outras ideias,
porque seu pênis alongou e engrossou de maneira que fazia sua buceta tremer em
luxúria.

— Ouça. Eu sei que isso é um sonho e tudo, mas você se importa de não
me olhar assim?

— Como o quê? — Perguntou Derrick enquanto caminhava para ela com


graça masculina que a fazia querer pular sobre ele e devorá-lo. Ele é como um anúncio
de sexo ambulante.

— Como se você fosse me comer. — Ela balbuciou dando um passo para


trás. Sonho ou não, isso era uma coisa bastante pesada, mesmo para ela.

— Mas eu vou. Eu quero provar cada centímetro de você. — disse Derrick


com olhos brilhantes.

Mark agarrou seu irmão e o impediu de avançar.


— Peço desculpas pela falta de maneiras de meu irmão e por interromper
seu sonho. Não queríamos assustá-la. É a nossa primeira tentativa de caminhar
pelos sonhos e, aparentemente, temos muito a aprender.

Jenna franziu a testa, esquecendo sua decepção.

— Caminhar pelos sonhos? Não entendo.

— É complicado... — Derrick interrompeu seu irmão.

— Nós precisamos da sua ajuda.

Jenna sorriu. Ela certamente esperava que se lembrasse desse sonho. Isso
faria uma cena interessante em seu próximo livro.

— Ajudar vocês como?

— Obter nossos corpos de volta.

— Mas vocês estão mortos. — E desenterrar cadáveres não parecia


divertido. Ela realmente tinha uma mente doente, mesmo no sono aparentemente.

— Não exatamente. Nós fomos colocados no limbo por uma bruxa. — disse
Mark com uma cara séria.

— Isso está ficando cada vez melhor. — Jenna riu. — Deixe-me adivinhar
precisamos fazer sexo selvagem, e poof, vocês serão homens de novo. Porra, isso
vai ser um ótimo livro.

Mais rápido do que ela pudesse acompanhar Derrick a agarrou. Ele a


pressionou contra seu pênis duro e ela se esqueceu de respirar.
— Isso não é uma piada, Jenna. Nós tentamos chamar sua atenção desde
que você se mudou. Você precisa encontrar o feitiço que fez isso e revertê-lo.

Jenna ficou sóbria.

— Digamos que eu até acredite em vocês, mas onde eu encontraria esse


feitiço? — Derrick a manteve presa contra ele e falou sobre o ombro dela.

— Não sei se gosto desse plano, Mark. Ela é apenas uma coisa pequena,
poderia se machucar.

Antes que ela tivesse a chance de explicar que ninguém nunca a chamou de
pequena, não com os quadris de sua parte materna, um corpo masculino
igualmente nu e excitado pressionou contra suas costas. Era o suficiente para fazer
uma menina desmaiar e Jenna quase fez, seus joelhos quase não a sustentaram ante
o calor que a atravessava. Dois conjuntos de mãos e corpos a abraçaram. Ela
fechou os olhos, chafurdando na decadência das atenções de dois homens. Sua
excitação encheu sua buceta.

— Porra. Eu não posso... — Derrick reclamou seus lábios em um beijo


abrasador. Sua boca acariciou a dela enquanto seu irmão lambeu o pescoço
explorando. Ela gemeu na boca de Derrick.

Jenna caiu em uma espiral de prazer. As sensações de seus lábios e línguas a


deixaram sem sentido. Quando os gêmeos tentaram se afastar com gemidos
estrangulados, ela apertou o rosto de Derrick e balançou a bunda de volta contra
Mark.
Eles não conseguiram resistir. Eles voltaram para mais, seus abraços
frenéticos com necessidade. Ela se encontrou no chão, suas bocas quentes se
encaixaram em cada um de seus seios.

Ela ofegou, contorcendo-se quando suas línguas perversas giraram em torno


de seus mamilos. Quem se importa se isso é um sonho? Isso é tão bom. Ela apertou as duas
cabeças e curvou os quadris em necessidade. Sonho ou não, ela queria que eles a
tocassem. Foda-se.

Embora fosse apenas uma fantasia, se perguntou como seria fazer amor com
dois homens ao mesmo tempo.

— Não. — ofegou um dos amantes dos sonhos. — Derrick pare. Temos


que contar mais antes que seja tarde demais.

Muito tarde para o quê? Ela estava consumida com uma necessidade dolorida
e insatisfeita enquanto eles se afastavam dela e a ajudaram a ficar de pé trêmula.

Jenna piscou para eles aturdida, sem entender por que seu subconsciente os
fez parar. É o meu sonho. Por que diabos eles não estão fazendo amor comigo? Eu posso dizer
que eles querem. Suas ereções estavam orgulhosamente erguidas em suas virilhas e
ela estendeu a mão para tocar uma, apenas para que ele pulasse fora do
alcance. Um som angustiado saiu de seus lábios. Ela estava tão excitada. Por que
eles não a deixavam brincar?

— Jenna, querida. Por favor, você tem que ouvir. Eu prometo que quando
recuperarmos nossos corpos vamos fazer amor com você até que não possa andar,
mas agora você tem que ouvir.

Jenna cruzou os braços sobre o peito.


— E se eu não quiser ouvir? Esse é meu sonho. Talvez eu acorde e termine
o que vocês começaram.

Isso chamou a atenção deles. Suas mandíbulas literalmente caíram.

— Ela é tão fodidamente perfeita para nós. — disse Derrick com uma voz
grossa.

— Sim, sim. — Concordou Mark. — Agora escute, Jenna. Você vai ter que
procurar feitiços de bruxa e encontrar um que possa colocar alguém no limbo.

— E onde eu deveria encontrar um feitiço? Eu não tenho exatamente um


pequeno livro preto de magias, sabe.

— Google. — disse Mark, secamente. — Então, procure na internet. —


Jenna revirou os olhos.

— Ok. Tanto faz. — Mark foi o único a agarrá-la desta vez.

— Estou falando sério, querida. Isso não é um sonho. Bem, é, mas meu
irmão e eu somos bastante reais. Mais ou menos. Droga, basta fazer isso.

— Ótimo, meu sonho está sendo assombrado por irmãos excitados.

— Não somos fantasmas reais. Poderia um verdadeiro fantasma fazer


isso? — Derrick inclinou-se e beliscou o pescoço dela com força.

A dor despertou Jenna e, ao contrário de seus sonhos anteriores, este


permaneceu bastante vivo, da conversa com os irmãos Wolfgang até a sensação
de seus pênis eretos pressionando contra ela.
— Então vão me deixar excitada, certo? — Murmurou tirando fora o
edredom, ela sacudiu fora o pijama e a roupa interior e afastou as pernas.

— Espero que estejam assistindo. — disse ela. Então ela se tocou.

Derrick caiu de joelhos ao pé da cama e viu Jenna se masturbar. Ele não era
o único aturdido. Mark também não conseguiu resistir ao show e ajoelhou-se a seu
lado.

Ele não tinha certeza quando começou a acariciar seu pênis no mesmo
compasso que ela esfregava seu clitóris. Ele estava hipnotizado pela maneira como
ela se deleitava com seus dedos ágeis tocando sua carne lisa, sua umidade apenas
suplicando por uma língua quente. Derrick bombeou o eixo e se moveu para
sentar-se entre suas pernas.

— O que você está fazendo? — perguntou Mark com voz rouca.

— Me aliviando. Você deveria fazer o mesmo. — Ele continuou a trabalhar


o pau diretamente sobre os movimentos acelerados de sua mão. Seu rosto era
lindo, seus olhos fechados e sua boca aberta, ofegante.

— Goze para mim, querida. — ele cantou, não se importando se ela pudesse
ouvi-lo.

Ele sabia que ela estava perto, podia ver em seu rosto e na tensão de seu
corpo. Pela primeira vez, um trabalho manual não era suficiente. Ele queria fingir
por um momento que estava enterrado dentro dela.

Quando ela empurrou sua pélvis para a margem de seu orgasmo, ele
bombeou seu pau fantasma para frente e penetrou-a com sua carne espiritual.
Com um suspiro, ela abriu os olhos, e por um momento, Derrick poderia
jurar que o viu. Então ela gozou com um grito agudo, e mesmo insubstancial como
ele era a visão de seu orgasmo em torno de seu pau fantasmagórico foi suficiente
para fazê-lo gozar também.

— Oh, foda. Se ela pode me afetar assim, mesmo no limbo, ficarei louco
quando finalmente a tocar pessoalmente.
Na manhã seguinte, acompanhada pelo frio enquanto se vestia, tomava
banho e café da manhã, Jenna não conseguia parar de pensar no sonho, e nas
conseqüências.

Minha imaginação. Tem que ser. Não acredito em fantasmas e magia. Mas tentar
negar estava se tornando difícil porque, mesmo se alguém ignorasse as carícias
fantasmagóricas em sua pele, não podia mais ignorar as portas que se abriam com
sua aproximação, os quadros que tremiam, as cortinas que vibravam e os vários
outros atos do tipo poltergeist.

E quanto ao fato de que pareceu que um deles me fodeu na noite passada enquanto eu me
masturbava? Ela ainda devia estar dormindo quando imaginou isso.

Ela decidiu continuar como se não tivesse tido os sonhos e a noite mais
estranha de todos os tempos, mas os fantasmas em que não acreditava não
parariam de incomodá-la.

Na terceira vez que sentiu um golpe frio na virilha, ela levantou as mãos.

— Está bem. Eu vou ao Google pesquisar. Você está feliz agora? —


Ninguém respondeu, mas um sopro de um beijo atingiu seu pescoço fazendo sua
espinha arrepiar e seus mamilos marcarem através de sua camiseta.

Ela colocou o laptop na mesa da sala de jantar e digitou


— Feitiço de bruxa. — Foda-se. 3,010,000 resultados. Isso era cerca de três
milhões e nove mil novecentos e noventa e nove mais do que queria. Ela precisava
ajustar sua pesquisa, então acrescentou a palavra limbo e só recebeu noventa mil
e quatrocentas entradas. Ela girou com os termos de busca e ficou absorvida em
sua pesquisa, espantada com a quantidade de sites dedicados à feitiçaria.

Por um capricho, ela digitou ‘bruxa TwinDales’. Para sua surpresa, a lista
trouxe uma loja na própria cidade. Ela clicou no site e encontrou uma loja on-line
para todos os tipos de artigos de feitiçarias e encantos para poções e muito
mais. Ela procurou pela informação de contato e viu a foto da rainha de gelo loira
que encontrou. Clarissa Mayweather.

Porcaria. Imaginou que a cadela em que esbarrou era a única pessoa na


cidade que realmente precisava conversar. Sua curiosidade estava completamente
despertada, porém, com ela ou não, essa era a bruxa mais próxima. Jenna desligou
o laptop e pegou uma jaqueta. Ela abriu a porta, mas um vento frio tirou-o de suas
mãos e fechou-a.

— O que diabos! — Ela olhou em volta a procura de culpados


fantasmagóricos em que ela não acreditava. Não acreditando que isso não a
impedisse de ficar com raiva.

— Vocês me pediram para encontrar uma solução para o seu problema, por
que diabos não estão me deixando seguir? — Ninguém respondeu claro. Ela
pegou a maçaneta da porta e puxou. No início, ela encontrou alguma resistência,
mas a carne e o sangue não combinavam com uma imaginação hiperativa, e ela
conseguiu abri-la e seguir para fora, onde o calor do final da tarde dissipou o frio
do interior.
— Homens. — Ela bufou. Mesmo mortos, eles simplesmente não podem
decidir-se.

Derrick e Mark assistiram pela janela com seus rostos consternados


enquanto ela se dirigia para cidade para encontrar a bruxa que os tinha banido.

— Foda, isso é ruim. — disse Derrick. Em um ataque de raiva e impotência,


ele esmurrou a parede, ineficazmente, já que sua mão atravessava o gesso.

— Nós esquecemos de avisá-la. — disse Mark, nojo em seu tom. — Eu me


distraí e agora ela está caminhando diretamente para o perigo.

— Somos ambos culpados por isso. Se ela voltar, devemos visitar seu sonho
novamente esta noite e contar-lhe sobre o perigo que está se metendo.

A espera poderia tê-los matado se eles tivessem corpos reais. A sua


companheira estava prestes a entrar na cova do dragão, e ambos temiam por sua
segurança.

Jenna estacionou na frente da loja de bruxaria. Como os outros


estabelecimentos na rua principal, tinha um certo charme nostálgico com a sua
grande janela de vidro, decorada com bruxas de Halloween em vassouras.

Ela abriu a ornamentada porta de madeira com um sino que tocou quando
ela entrou. Dentro, uma mistura de cheiros de incenso pesado a ervas a
dominou. Pedras de todos os tamanhos e cores brilhavam em caixas ou
penduradas em correntes, enquanto os frascos rotulados de diferentes líquidos
coloridos alinhavam as prateleiras.

Uma cortina na parte de trás separava o cômodo e a proprietária pisou fora.


Clarissa pareceu chocada ao ver Jenna, uma reação que rapidamente escondeu
atrás de um sorriso de saudação que nunca chegou aos olhos dela.

— Bem, se não é a mais nova residente da nossa cidade. Como posso ajudá-
lo hoje?

— Oi. Desculpe por esbarrar em você no outro dia. Meu nome é Jenna, a
propósito.

— Você pode me chamar de Clarissa.

Você pode me chamar de Clarissa? Ela torceu o que deveria ter sido uma
saudação amigável em pura condescendência. Mas Jenna não estava aqui para fazer
um amigo, ela precisava de informações, ou possivelmente um exorcismo.

— Acho que estou sendo assombrada. — Jenna disse sustentada pela


evidência do mistério ao redor dela

As sobrancelhas perfeitas arquearam-se alto.

— Mesmo? E o que faz você pensar isso?

Jenna corou. Ela não queria dizer isso. Afinal, ela não acreditava em
fantasmas. Mas ficou sem desculpas pelo que continuava acontecendo com
ela. Em um momento em que o impossível era o único que restava...

— Eu sei que isso parece louco, mas desde que entrei naquela casa, coisas
estranhas estão acontecendo.
— Me diga mais. — Os olhos de Clarissa brilharam e Jenna hesitou. — Está
tudo bem, Jenna. Eu tive um sentimento sobre essa casa por anos. Quero dizer,
os meninos nunca foram encontrados, por isso só é correto que seus espíritos
assombrassem o lugar.

— Eu nunca disse que eram eles. — E ela definitivamente não iria mencionar
as coisas impertinentes que eles fizeram com ela em seus sonhos.

— Isso faz mais sentido. — disse Clarissa encolhendo os ombros. —


Ninguém mais em sua família morreu em uma morte violenta ou desapareceu. Por
que você não me diz o que esses fantasmas estão fazendo?

Talvez fosse porque ela estava contente de contar a história para alguém que
não achava que estava louca, ou o fato de que Clarissa não ligaria para o hospício,
mas Jenna desabafou sobre todas as coisas inexplicáveis que ocorreram desde os
rastros frios para as portas se abrindo e para os objetos se movimentando.

No entanto, ela não conseguiu falar sobre os sonhos e os toques


eróticos. Isso era um pouco demais mesmo para ela, e mesmo interessada e
amigável, como Clarissa parecia agora, Jenna não confiava nela. Algo sobre ela
simplesmente não parecia certo.

— Então, você acha que pode ser fantasmas? — perguntou Jenna.

— Eu diria que definitivamente há alguma presença espiritual.

— O que posso fazer sobre isso? Devo chamar um padre? Ou... — Jenna
hesitou e disse isso com pressa. — Existe um feitiço que pode ajudá-los, talvez?

O olhar de Clarissa se estreitou sobre ela.


— Não se preocupe mais com o seu pequeno problema assustador. Amanhã
é halloween e há lua cheia, então a magia será especialmente potente. Eu irei e me
livrarei desses fantasmas incômodos para você.

— Isso não vai prejudicá-los, vai? Eu só quero ajudá-los.

Clarissa riu um som que não era totalmente agradável.

— Oh, não se preocupe, não vai doer nem um pouco.

Jenna estremeceu. Por que tenho a impressão de que acabei de aceitar a coisa errada?
Os dois irmãos sorriram aliviados quando Jenna entrou pela porta
sozinha. Eles voaram para ela, brigando com perguntas que ela não podia
ouvir. Ela golpeou seus corpos espirituais como se fossem apenas moscas
irritantes.

— Vocês podem parar com isso? — Ela finalmente respondeu. — Eu tenho


ajuda para vocês amanhã. Apenas dê mais um dia e vocês vão onde quer que seja
que os espíritos devem ir.

Mark fez uma careta e puxou o irmão longe de Jenna.

— Droga.

— Não temos muito tempo. Tem que haver algo que possamos fazer.

— Eu sei o que estou fazendo hoje a noite.

— O que? Você tem alguma ideia? — Mark olhou para ele com esperança.

— Se morreremos de verdade amanhã, planejo fazer amor com a nossa


companheira, sonhando ou não. Eu me recuso a morrer sem tê-la experimentado.

Mark queria castigá-lo por pensar em sexo em um momento como esse, mas
Derrick tinha plantado uma semente em sua mente. De repente, tudo o que Mark
podia pensar e ver eram os dois fazendo amor apaixonado com a mulher que
nunca teriam. Esta poderia ser sua última chance de provar o êxtase antes do fim,
pois ele não tinha dúvida de que Clarissa acabaria com isso.
E Mark ficou sem ideias.

Jenna encontrou-se no campo, novamente nua. No entanto, desta vez ela


não correu, mesmo quando os olhos verdes se aproximaram dela na escuridão. Os
lobos da noite anterior não apareceram, apenas dois fantasmas extremamente
quentes cuja carne de sonho a tentou e a deixou molhada com desejo.

Ela lambeu os lábios enquanto eles se aproximavam, seus corpos úmidos se


moviam com uma graça e fluidez que faziam seus músculos ondularem. Olhando
para ela atentamente. Ela estremeceu e seus mamilos se apertaram.

Derrick sorriu de repente para ela.

— Acho que está pronta para nós, irmão. — Mark deu-lhe um olhar ardente
e Jenna deixou cair o olhar para encarar, hipnotizada, como seus pênis cresceram
e empinavam a sua frente.

— Gosta do que está vendo? — Derrick perguntou com um tom rouco.

Jenna corou e engoliu em seco.

— Eu..hum.. falei com uma bruxa hoje. Ela disse que pode ajudá-los a sair
daqui. — Mark rosnou.

— Não confie nela. Foi ela quem nos colocou aqui. Você não deve falar com
ela novamente.

Assustada, Jenna ficou pálida.


— Mas... ela disse... — Ah, porra. Jenna sentiu-se como uma idiota.

Braços fortes a envolveram.

— Está tudo bem. Apenas prometa sair antes que ela apareça.

Jenna queria protestar e pedir desculpas, mas os lábios de Mark pegaram os


dela em um beijo quente e todo o pensamento coerente deixou sua mente. A pele
quente e abrasadora de Derrick apertou suas costas. Como um sanduíche entre os
caras, ela se abandonou ao prazer. Pensamentos de certo e errado vergonhosos
por seu desejo despreocupado por dois homens, tudo desapareceu e o único que
restava era pura paixão.

Mark devorou seus lábios como se fossem a refeição mais saborosa, seus
lábios deslizando e acariciando, enquanto sua língua insinuava-se entre seus lábios
para duelar com a dela. Derrick beliscou e chupou a pele sensível na parte de trás
do pescoço e, quando seus joelhos cederam, suas mãos grandes atravessaram sua
cintura e a abraçaram. Ele apertou seu pênis contra seu traseiro, um movimento
imitado por Mark na frente. Os seus comprimentos latejantes pareciam tão
incrivelmente grandes.

Eles a deitaram na grama sedosa e a sensação contra sua pele fizeram-na se


contorcer. Os meninos se posicionaram de cada lado dela. Era a vez de Derrick
beijá-la, sua boca feroz reivindicando a dela, enquanto Mark a marcava com uma
trilha de carícias até seu mamilo duro.

Jenna beliscou acidentalmente o lábio de Derrick quando a boca quente de


Mark pegou seu nó tenso em sua boca, mas sua pequena mordida só parecia
inflamar Derrick que deixou seus lábios para torturar o outro seio. Suas bocas
sugando e puxando seus mamilos e Jenna agarrou seus cabelos, enquanto a parte
inferior do corpo cedeu.

Um último aspirar quente, e Mark deixou seu seio tremendo e molhado. Ele
deslizou por seu corpo, seus lábios percorrendo a redondeza de sua barriga até
seus curtos cachos que marcavam o ápice de suas coxas.

Jenna observou Mark, suas pálpebras pesadas de desejo, enquanto Derrick


brincava com seus mamilos, torcendo e apertando-os. Mark olhou para ela com
olhos verdes ardentes e, com um pequeno sorriso, curvou-se entre suas coxas e
lambeu.

Jenna gritou. A sensação feliz de sua língua batendo contra seu clitóris fez
com que ela se apertasse, e quando ele passou a língua nela, teve um mini orgasmo,
seus sucos jorrando.

Meu Deus.

Mark quase gozou com o gosto dela, sonho ou não. Ele anunciou que
Derrick assumiria o controle para que ele pudesse se acalmar. Derrick obedeceu
ansiosamente, sua cabeça escura movendo-se entre suas coxas e continuando o
prazer oral.

Jenna tinha os olhos fechados, o rosto corado. O pau de Mark pulsou.

Ele estava tão perto da borda, um estado que Derrick compartilhava


aparentemente, pois ele deixou sua festa o suficiente para engasgar.

— Não aguento mais. Boca ou buceta?


Mark fechou os olhos. O que eu quero? Jenna abriu os olhos, seus olhos
lânguidos com paixão e quando ela lambeu os lábios, tomou a decisão por
ele. Mark deitou-se de costas, o pau dele saltando com orgulho.

Derrick pegou Jenna e a virou. Com um grito assustado, ela colocou as mãos
em ambos os lados dos quadris de Mark. Uma gota formada na ponta de seu eixo
enquanto olhava para ele.

Ele soube quando seu irmão a penetrou assim que seus olhos se
arregalaram. Mark aproximou seu rosto e guiou-a sobre seu pênis. Ele esfregou a
cabeça inchada sobre seus lábios. Tomando a dica, ela abriu a boca e o levou para
dentro.

Oh, foda-se. A sensação úmida de sua boca era o paraíso. Mark tentou segurar,
cavando os dedos no chão. Ele abriu os olhos para assistir, mas era demais. A visão
de sua cabeça balançando ansiosamente, sua boca molhada deslizando... Mark
disparou seu gozo com um grito alto.

Derrick ouviu seu irmão gritar e lutou para segurar mais alguns segundos. A
buceta agarrou-o com força quando ele entrou e saiu. Ele segurou seus quadris,
conduzindo-se a sua suavidade acolhedora.

Perto da beira, sonho ou não, ele precisava reivindicá-la como sua


companheira. Ele se inclinou para frente e puxou seu corpo. O cheiro doce de sua
pele encheu seus sentidos e, enquanto seu pau penetrava dentro de seu canal, ele
mordeu na sua carne macia.
No momento em que o sabor metálico de seu sangue encheu sua boca, ele
sentiu-se escorregar, o corpo do sonho desaparecendo até acordar sozinho no
chão duro.

— Porra! — Derrick levantou-se e olhou para Jenna ainda adormecida na


cama. Ele provava seu sangue na língua e, apesar de ter sido um sonho, sentiu o
vínculo entre eles. Metade de tudo surgido com energia, faltando apenas a marca
correspondente de seu irmão.

Derrick sentou-se na cama e esperou que Mark emergisse de seus sonhos. O


colchão caiu sob seu peso e com um grito de surpresa, Derrick saltou.

— Eu senti isso!

O ruído, o movimento ou ambos despertaram Jenna. Ela abriu os olhos


pesados e sorriu preguiçosamente. Então ela gritou e sentou-se.

— Eu posso ver você!

— Bem a tempo! — disse Derrick, um sorriso brilhante surgindo em seu


rosto. — Olá, Jenna.

— Mas, como posso finalmente te ver? — Derrick arqueou as sobrancelhas


e riu quando ela corou.

— Mas, e o seu irmão? — ela finalmente balbuciou.

— Você precisa voltar. Diga-lhe para reivindicá-la como eu fiz. — A testa


de Jenna enrugou.

— O que você quer dizer com reivindicar?


— Você é nossa companheira, Jenna. Quando mordi você no auge do meu
orgasmo, marquei você como minha, agora Mark deve fazer o mesmo.

— Mas eu nunca concordei com isso! — ela disse com indignação.

— Estamos destinados a estarmos juntos, você, eu e Mark. Confie em mim,


nunca te faltará nada. — Ele riscou um dedo por sua bochecha e deu-lhe um
sorriso perverso, cheio de promessas.

— Mas o que as pessoas vão pensar? — ela explodiu. — Não tenho uma
palavra a dizer?

— A cidade está acostumada com as tradições da nossa família. Quanto à


sua opinião, você pode tentar me dizer que não nos quer? Eu poderia provar que
você está errada se quiser. — Derrick segurou seu olhar enquanto tirava as roupas
que usara nos últimos seis anos. Pelo menos no limbo, eles nunca ficaram sujos.

Seus olhos se arregalaram com cada peça de roupa que ele tirou e quando ele
ficou nu e ereto, engoliu em seco.

— O que você está fazendo?'

— Vou provar que pode ser ainda melhor em pessoa do que em um


sonho. — Ou pelo menos ele quis dizer isso, até que uma brisa fria percorreu seu
corpo. Seu irmão aparentemente havia acordado e percebeu que Derrick escapou
da maldição. — Você precisa voltar a dormir e salvar Mark.

Ela cruzou os braços teimosamente.

— E se eu não quiser? — Derrick sorriu perigosamente para ela.


— Então, vou fazer amor com você até você desmaiar com exaustão. — Ela
olhou para ele, e mais uma vez suas bochechas coraram. O nariz de Derrick se
contraiu quando o doce cheiro de sua excitação se aproximou dele.

Com um rosnado, ele se deitou na cama ao lado dela. Quando ela tentou se
afastar, ele se virou para o lado e fechou um braço grosso em torno de sua cintura.

Com um puxão rápido, ele a segurou perto de seu corpo e deitou de


conchinha, feliz que ela estava com pijama. Ele temia que a sensação de sua pele
macia fosse tentadora demais para resistir, e seu irmão merecia sua
liberdade. Agora.

Uma vez que eles estavam juntos novamente em carne, eles levariam sua
nova companheira até que seu único protesto fosse.

Foda-me, porque eu não aguento mais.


Jenna fechou os olhos e só sabia que não poderia adormecer. Quem poderia,
com um estranho nu deitado de conchinha? Ok, talvez não seja um estranho
completo. Afinal, Derrick a assombrou desde que se mudou. Ainda assim, um
fantasma e amante dos sonhos estava muito longe do real. E agora ele queria que
ela adormecesse e resgatasse seu irmão, deixando-o mordê-la. Ao fazer amor
comigo. Ela se contorceu quando pensou em ter que se inclinar para Mark e deixá-
lo enfiar-lhe o pau.

Derrick rosnou.

— Querida, se você continuar fazendo isso, vou ter que atrasar o resgate do
meu irmão para fazer amor com você. — Jenna ficou imóvel enquanto sua libido
gritava, ela nunca adormeceria desse jeito, então foi com surpresa que de repente
ela se encontrou novamente no campo com Mark esperando por ela.

— Obrigado por voltar. — ele disse suavemente.

— Sim, bem, seu irmão realmente não me deu muita escolha.

— Eu sei que isso é um grande choque, e asseguro-lhe que não sabia que
para sermos livres teríamos que reivindicá-la.

— Você está me dizendo que você não teria me reclamado de outra forma?
— Mark riu.
— Oh, não tema. Eu teria te reivindicado. Só nunca me ocorreu fazê-lo
nesta forma.

— O que significa toda essa reivindicação de qualquer maneira? Não


entendi.

— Meu irmão e eu somos especiais. Você leu sobre nossos antepassados,


você sabe que para cada conjunto de gêmeos existe apenas uma mulher. Depois
de reivindicá-la, nós três estaremos juntos para sempre.

Jenna queria protestar. Eles mal a conheciam. Como eles poderiam fazer
esse tipo de promessa? Ele sentiu sua dúvida.

— Não somos como outros homens, Jenna. Quando amamos, fazemos isso
de uma maneira ou outra. Nunca haverá outra mulher para nós. Nós seremos uma
família.

Jenna mordeu o lábio. Parecia tão perfeito. Ela queria acreditar nele, porque
foi atraída para os irmãos. E por mais do que luxúria. Mas era impossível se
apaixonar por fantasmas.

Ele não será um fantasma por muito tempo se eu o deixar me morder.

— Foda-se. Esta é provavelmente a coisa mais louca que farei na vida, mas
me reivindique, morda-me. Faça o que for necessário. — Jenna fechou os olhos e
esperou para sentir seus dentes.

Em vez disso, ela se viu envolvida em um abraço. Mark riu suavemente


contra a orelha dela.
— Oh, querida, obrigado, mas se você não se importar, vamos nos divertir
um pouco primeiro. Isso tornará nosso acasalamento ainda mais prazeroso.

Ele reivindicou seus lábios em um abraço doce que a deixou desfalecida.

Gentilmente, ele a deitou, seu corpo pesado cobrindo parcialmente o


dela. Seu pênis rígido pulsou contra sua coxa enquanto ele beijava suavemente
todo o seu corpo.

Ele tomou seu tempo com ela, despertando-a lentamente, acalmando suas
preocupações.

Quando seus dedos finalmente deslizaram entre suas pernas, ela estava
molhada e latejando.

Ainda assim ele a provocou, torcendo seu clitóris com os dedos, depois os
deslizando para o canal dela, fazendo-a apertar.

— Por favor, Mark. — implorou.

Só então ele finalmente se acomodou entre suas pernas, a cabeça grossa de


seu pênis sondando sua buceta. Jenna agarrou impacientemente suas nádegas e
empurrou. Seu pau a penetrou, enchendo-a. Ela apertou seus músculos pélvicos
em torno de seu pau e ele gemeu.

O homem tinha um controle incrível. A penetrando devagar e firme, tirando


seu prazer, como um fio tenso puxado muito apertado, ela estalou. Seu orgasmo a
atingiu forte e ela gritou com prazer. Mark bombeou mais algumas estocadas e
continuou dentro dela, mesmo quando sua boca encontrou a cavidade de seu
pescoço. Ele murmurou bruscamente, a dor súbita nada em comparação com a
sensação estranha dele sugando seu sangue.
Surpreendentemente, ela teve outro orgasmo. Ela agarrou-se a ele apenas
para sentir seu corpo se tornar insubstancial. Quando ela abriu os olhos, ele se foi.

Completamente assustada, ela acordou e encontrou-se sozinha na


cama. Talvez fosse um sonho. Um movimento chamou sua atenção, e ela olhou para
ver os irmãos se abraçando e bateram na parte de trás das mãos. Ok, talvez não seja
um sonho. Parece que eles não são mais fantasmas.

Um problema ainda permanecia. Ela estava sozinha com dois irmãos muito
grandes e musculosos. Não ajudou que, quando se viraram para ela, pareciam
famintos, o que alimentava seu desejo. Um rubor se espalhou por seu corpo,
umedecendo seu sexo. Sentindo-se vulnerável e autoconsciente, Jenna afastou-se
da cama.

O que faço agora?

— Bem, eu acho que vou ter que arrumar minhas coisas para que vocês
possam ter sua casa de volta. — Jenna mordeu o lábio para segurar as lágrimas. Ela
gostava bastante da casa, mas não podia, em boa consciência, mantê-la.

Ela não os manteria em suas promessas de sonho. Alguém em sua mente


certa teria dito qualquer coisa para sair daquela prisão.

— Você não vai a lugar algum. — disse Derrick perseguindo-a com


propósito.

— Mas esta é a sua casa. — Calor enrolou em seu estômago enquanto


Derrick parou na frente dela. Ele agarrou sua cintura e aproximou-a.

Estranho ou não, ela não conseguiu resistir.


— Esta é a nossa casa. — disse Mark por trás dela, seu corpo roçando contra
suas costas.

Antes que ela pudesse abrir a boca para dizer outra palavra, eles a encaixaram
com seus corpos e Derrick a beijou. Se ela pensasse que seu sonho era erótico, não
era nada comparado à realidade. Jenna mergulhou em seu abraço, as inúmeras
sensações demais para lidar.

Ela não sabia de quem eram os braços que a seguravam, mas a próxima coisa
que soube, era que estava deitada de costas na enorme cama com dossel. Derrick
se ajoelhou entre suas pernas e, com olhos verdes apaixonados, puxou a calça do
seu pijama, enquanto Mark, ao seu lado, puxava a parte de cima.

— Esperem. Não devemos conversar sobre isso? — Jenna protestou por


uma sensação de propriedade. Certamente isso está errado.

— Não. — disse Mark. — Você é nossa, Jenna. Nós a reconhecemos desde


o momento em que a vimos.

— Nós vamos tomá-la. — prometeu Derrick.

— Vocês dois? — ela gritou. Ter dito isso em voz alta fez seu coração bater
mais rápido.

Sorrisos de lobo responderam a ela e, mesmo em meio a sua preocupação,


seu corpo tremia de desejo.

Suas bocas quentes viajaram por todo seu corpo com beijos abrasadores que
a fizeram se contorcer. Um corpo pesado desceu sobre o seu e colocou suas mãos
acima da cabeça. Desamparada, abriu os olhos e olhou para Derrick.
— Me chupe. — ele disse com uma voz grossa. Ele puxou os quadris para a
frente e Jenna abriu a boca para recebê-lo. Assim que ela começou a chupar, uma
boca molhada se agarrou à sua buceta e ela quase puxou o pau de Derrick enquanto
se curvava com prazer.

Mark manteve sua parte inferior do corpo para baixo e torturou sua buceta,
lambendo e sugando seu clitóris, enquanto Derrick empurrou em sua boca, quase
fazendo-a engasgar.

O prazer aumentou e levou-a à beira do orgasmo. Para distrair-se, ela sugou


Derrick com mais força, balançando a cabeça tão bem quanto conseguia em sua
posição. Mas quando Mark deslizou seus dedos dentro dela e encontrou seu ponto
‘G’, ela perdeu. Convulsionando, gritou ao redor do pau em sua boca.

As carícias não pararam. Os dedos em sua buceta continuaram a esfregar seu


ponto doce e antes que o tremor parasse, ele a levou de volta ao limite. Ela queria
gritar que não poderia aguentar mais, mas com a boca cheia só conseguia emitir
pequenos gemidos.

Quando ela finalmente sua boca ficou vazia junto com seu sexo, ela quase
chorou. A pressão em seu corpo implorou pela liberação. As mãos a
reposicionaram até ela se aproximar de Mark, seu pênis duro pressionando contra
sua buceta. Derrick apertou sua cintura e guiou-a no eixo de Mark até que seu
comprimento duro a empalou.

Jenna quase desmaiou. Felizmente, dois conjuntos de mãos estavam lá para


segurá-la e movê-la. As mãos de Mark agarraram seus seios, espremendo-os e
beliscando seus mamilos. As mãos de Derrick se moveram para seus quadris e ele
a balançou de um lado para o outro em cima do pênis de seu irmão.
Jenna gritou com prazer. O clitóris sendo friccionado contra a pubes de
Mark e seu pênis martelando dentro dela, esticando-a e preenchendo-a com um
prazer entorpecedor.

Quando ela encontrou seu ritmo, Derrick deslizou uma de suas mãos da sua
cintura por seu traseiro. Ela não ficou tensa até que ele tocou seu ânus. Ela abriu
a boca para protestar, mas Mark de repente apertou seu mamilo forte e ela gritou
em vez disso. Derrick usou esse momento de distração para penetrar seu buraco
virgem com o dedo.

A inesperada sensação a empurrou para a borda. Seu orgasmo passou por


ela como uma onda poderosa, seus músculos pélvicos se contraiam e apertavam
com alegria enquanto o pênis e os dedos a empurraram, atraindo seu prazer.

As mãos segurando Jenna se moveram e ela se afundou no peito de Mark,


mais mole do que um macarrão cozido. Mas Mark não terminou, ele empurrou
nela, e com um grito de, “Minha!”. Ele gozou, jorrando profundamente dentro
dela. Então ele se aproximou do seu pescoço e mordeu. A dor aguda quando ele
sugou à ferida a fez se afastar com surpresa. Mas a dor desapareceu rapidamente e
foi substituída por uma energia vibrante e estranha.

Ela ofegou.

Ela não teve a chance de perguntar sobre essa estranha sensação pois ela se
encontrou de costas com as pernas apoiadas nos ombros de Derrick. Com um
forte impulso, ele entrou dentro de seu canal ainda tremendo.
Jenna gritou. Certamente, seu corpo não aguentava mais. Mas enquanto
Derrick a estocava, seu pau grosso mergulhando profundamente, ficou presa em
outro orgasmo tremendo.

Sobrecarregada, quase não registrou quando Derrick gritou sua própria


reivindicação, “Minha!” e derramou sua semente dentro dela. E não tinha força
para protestar quando ele mordeu o outro lado do seu pescoço. O que eles pensam
que são, vampiros?

Esse pensamento e outros se afastaram de sua mente e corpo cansados. Ela


adormeceu enquanto eles enrolavam ao redor dela protetoramente.
Jenna acordou com a sensação de dois corpos pressionados contra ela. Por
um momento, a mortificação tornou sua face vermelha. Oh meu Deus, o que eu fiz?

Mas o prazer lembrado fez seu corpo tremer, e a umidade brotou entre suas
coxas. Como se isso fosse um sinal, dedos distintamente masculinos acariciavam
seus cachos.

Ela abriu os olhos e viu duas cabeças escuras inclinadas sobre ela. E
enquanto o olhar em seus olhos a intrigava, o que realmente a fez dar uma pausa
foi que eles a consideravam sua. Sua companheira. Estou pronta para esse tipo de
compromisso não com um, mas com dois caras que mal conheço?

A confusão passou por sua mente, assim como uma estranha sensação de
voltar para casa, porque, independentemente de suas dúvidas, não podia negar um
sentimento de conexão. Isso deu a ela a coragem de ser travessa.

— Vocês sabem. — ela disse deslizando uma mão para baixo de cada um de
seus torsos musculosos. — Eu poderia ter jurado que vocês disseram que ter sexo
selvagem não era necessário para quebrar o feitiço.

Eles riram, um som masculino profundo que a fez estremecer.

— Estávamos errados. — disse Derrick. — Deliciosamente errados. Sabe o


que, a partir de agora, não importa o que nos aflija, prometemos experimentar
sexo selvagem antes de qualquer outra coisa.
— Hmm... — disse ela, sorrindo de volta. — Nesse caso, tenho uma dor
que poderia realmente precisar de alguns beijinhos.

Eles a deixaram limpa em um banho bem demorado, mesmo que as coisas


que fizeram com ela fossem sujas.

Após o banho, descobriu que os meninos também podiam preparar uma


refeição na cozinha muito bem. Jenna sentou-se na sala de estar enquanto eles
estavam sem camisa e com os pés descalços na frente dela.

Mark voltou a olhar sério.

— Foi divertida a noite passada e hoje precisamos cuidar de uma última coisa
para garantir que nada interfira com nosso futuro e sua felicidade. — Jenna franziu
a testa.

— Você quer dizer fazer com que os policiais e todos saibam que vocês estão
vivos?

— Não, isso virá amanhã ou no dia seguinte. Eu quero dizer Clarissa. Temos
que detê-la antes que ela possa fazer algo pior.

Jenna se perguntou o que poderia ser pior do que os banir para o limbo, e
não foi até que percebeu que estavam observando-a com um olhar preocupado
que ela pegou.

— Vocês acham que ela me machucaria?

— Não se pudermos impedi-la — grunhiu Derrick. E o corpo de Derrick


derreteu.
Essa foi à única palavra para isso. O jeans que ele usava rasgou e flutuou
para o chão, enquanto seu corpo distorcia e crescia cabelo. Quando o processo
terminou, um grande lobo preto estava em seu lugar.

Jenna soltou um grito e seus olhos arregalados. O que diabos acabou de


acontecer?

— Pensei que você soubesse lendo as histórias. Nós somos lobisomens,


Jenna.

— Mas, mas, lobisomens são um mito. — Mark apenas balançou a cabeça


com olhos tristes, e então ele também mudou.

O maxilar de Jenna caiu e ela engoliu em seco, sentiu medo dos dois homens
que não conhecia, não importa sua química sexual.

Juntos, os lobos se aproximaram dela, e Jenna recuou no sofá, seu coração


acelerado. Quando um deles a olhou, ela se encolheu. Lentamente, eles recuaram
e saíram da sala.

Jenna, no entanto, não conseguiu superar seu medo. Oh, meu deus, fui
reivindicada por lobisomens.

O coração de Mark doía pelo olhar de medo nos olhos de Jenna quando eles
mudaram. Ele se tranquilizou com o pensamento de que tudo aconteceu com
muita rapidez, e no momento certo, Jenna entenderia. Ela é nossa companheira. Ela
nos aceitará, ambos os lados de nós, eventualmente.

Enquanto isso, eles precisavam garantir sua segurança e ter sua vingança. A
bruxa tem que morrer.
A exaltação o encheu quando ele correu em forma de lobo pela primeira vez
em seis anos. Ele uivou, um som que seu irmão ecoou. Pernas poderosas
bombearam e seus corpos peludos aceleraram através da escuridão caindo
rapidamente.

Durante seis anos, eles perderam sua conexão com seus animais. Juntaram-
se novamente, como se a ausência os tornasse mais fortes, eles tropeçavam com
uma energia quase insuficiente. Uma energia aumentada pela reivindicação de sua
companheira.

Chegando a cidade, eles diminuíram o ritmo e passaram pelas sombras e


becos até chegarem à loja de Clarissa. Voltando à forma humana, Derrick
empurrou a porta dos fundos da loja aberta. Uma fenda de estilhaços soou quando
ele quebrou a porta de madeira e ganhou acesso. Eles encontraram rapidamente
as escadas que conduziam ao apartamento de Clarissa. O sigilo não era mais uma
opção. O barulho de sua entrada a advertira. Sua porta estava destrancada e eles
verificaram os cômodos.

Mas ficou evidente que não estava lá.

Uma bola de medo se instalou no estômago de Mark. Eles a perderam e ele


sabia exatamente onde ela tinha ido.

Derrick chegou à mesma conclusão.

— Porra. Temos de voltar, Jenna está em perigo.

Mark amaldiçoou sua estupidez ao deixar Jenna sozinha. Ambos estavam tão
ansiosos por vingança, nem sequer pensaram no fato de Jenna estar indefesa. Eles
saíram da loja, seus corpos derretidos em sua forma de lobo enquanto voavam
pela porta. Eles correram para sua casa como se sua vida dependesse disso, porque
isso acontecia. Sem a sua companheira, suas vidas seriam sombrias, e isso
significaria o fim de sua linhagem.

Arfando e empurrando-se mais forte do que já tinham corrido antes, eles


fizeram a viagem de volta em tempo recorde.

Ainda assim não foi rápido o suficiente.


Jenna andava pela sala de estar, sua mente agitada com tudo o que tinha
acontecido. Não posso acreditar que sejam lobisomens. O livro tinha dito a verdade,
apesar de ter visto isso com seus próprios olhos, ela ainda tinha dificuldade em
acreditar. A ideia de magia e bruxas, de homens que poderiam se transformar em
bestas, era demais para o seu cérebro lógico processar. Ela percebeu, no entanto,
que precisava tomar uma decisão.

Eu fico ou vou? Se ela fosse embora, começaria de novo. Sozinha. Não era
grande coisa, ela já havia feito isso antes. Mas se ela permanecesse, os caras
esperavam que vivesse com eles como sua companheira. Não um deles, mas
ambos. Em essência, ela se casaria com dois homens muito viris, homens que
mudavam para lobos gigantes. E apostava que eles uivavam para a lua.

Mesmo que ela pudesse aceitar o fato de que eles ficavam peludos de vez em
quando, a vida inteira em um trio aberto a fazia se contorcer. O que as
pessoas pensariam? Jenna nunca tinha pensado em si mesma como alguém que se
importasse, e se a situação fosse temporária, ela provavelmente não teria pensado
muito, mas para sempre? E se eles tivessem filhos? Será que as outras crianças os
excluiriam por causa de seus arranjos de vida? Embora, a história pareça indicar
que a cidade aceitava sua família no passado. Mas outro pensamento mais
assustador a atingiu. Oh, deus, se tivermos filhos, eles serão lobisomens também?
Jenna lembrou os dois grandes lobos aos quais os meninos tinham se
transformado. Vívidos olhos verdes, espessos cabelos escuros, grandes e fodidos
dentes. Mas se não contasse com o que viu em filmes, o que realmente sabia? Os
lobos não a tinham machucado. Não, em vez disso, eles pareciam feridos quando
se afastou deles. Então, se não temesse que eles a comessem, o que sobrava para
ter medo?

Nada além do próprio compromisso. Parecia muito cedo para tomar esse
tipo de decisão. Eu mal os conheço, e a maior parte do que aprendi foi em um
sonho. Mas não posso negar como eles me fazem sentir selvagem e viva, apreciada
e bonita. Nunca acreditei no amor à primeira vista, nem pensei que aconteceria
com dois homens em vez de um, mas se eu fosse honesta comigo mesma, tenho
que admitir que não quero ir embora. Eu quero estar com eles.

Eu quero experimentar o amor, tanto emocional quanto físico, e eles estão


oferecendo.

Assim que voltarem, ela conversaria com eles. Ela se acomodou em uma
cadeira para esperar, mas em poucos minutos, ela ouviu a campainha.

Seu coração acelerou. Eles entrariam sem tocar a campainha, não é? Poderia
ser Clarissa? Não, os caras estavam bastante determinados a cuidar dela, algo que
Jenna preferia não pensar. Então a lógica chutou. É Dia das Bruxas. Aposto que são
doces ou travessuras, e esqueci de comprar doces.
Ela pegou sua bolsa e procurou moedas para entregar enquanto caminhava
para a porta. No entanto, não era um ghoul3 ou goblin4 de tamanho anão, mas
uma bruxa loira assustadora que empurrou seu caminho.

— Eu não preciso mais da sua ajuda. — balbuciou Jenna, pavor formando


uma bola gelada no estômago. — Acontece que foi necessário apenas, hum,
canalizar. Sim, as corretes de ar. Não há fantasmas aqui.

Clarissa riu e o som foi como unhas no quadro-negro.

— Oh, por favor. Posso ver que estou muito atrasada. Você conseguiu
liberá-los de alguma forma. — Jenna recuou, com um suor frio.

— Você deve sair. Os caras estarão de volta a qualquer momento, e eles não
ficarão felizes em vê-la. — Clarissa revirou os olhos.

— Agora, há uma atenuação. Mas você vê, acho que tenho um plano
melhor. Você é sua companheira, não é?

— N-não. — Jenna balbuciou, não gostando do olhar calculista em seus


olhos.

— Mentirosa. Já se amarrou a eles?

— O que?

— Eles te morderam?

Os olhos de Jenna se arregalaram. Ela sabe o que são.

3
É um monstro folclórico associado com cemitérios e que consome carne humana,
4
Goblins são criaturas geralmente verdes que se assemelham a duendes.
— Seu rosto diz tudo. Perfeito. Você vê, eu pensei que colocá-los no limbo
os faria se curvar à minha vontade, mas isso falhou. Mas se eu colocasse sua
companheira no limbo ou ameaçasse com algo igualmente horrível, o que você
acha? Aposto que eles fariam qualquer coisa para mantê-la segura.

A mente de Jenna correu, procurando uma maneira de manter Mark e


Derrick fora da armadilha que Clarissa planejara, mas esperou um segundo e foi
muito tempo.

Clarissa começou a cantar em uma linguagem estranha. Um vento frio se


agitou. Jenna tentou correr, mas encontrou-se congelada no lugar. Pior ainda, seus
pés deixaram o chão e ela se afastou.

Clarissa riu bruscamente e se aproximou da sala até ficar de pé ao lado do


corpo flutuante de Jenna. Jenna perguntou por um momento se ela tinha virado
um fantasma, no entanto, Clarissa agarrou uma de suas pernas, puxando-a para
baixo do teto, onde ela balançou como um balão de hélio, e Jenna suspirou
interiormente com alívio. Não é que ficar pendurado no ar congelado é melhor, mas pelo
menos os caras podem me ver. Falando nisso... Uma cabeça peluda apareceu através da
arcada.

Com os dentes abertos e um grunhido ruidoso, o lobo grande entrou no


lugar seguido de perto por seu irmão. Eles eram verdadeiramente enormes e
intimidadores, mas ao mesmo tempo possuíam uma beleza selvagem. Ainda
melhor, eles queriam protegê-la.

— Parem onde vocês estão. — ordenou Clarissa. Ela pegou um punhado de


cabelo de Jenna e puxou. Jenna piscou lágrimas. — Parece que ambos temos algo
que o outro quer. O que vocês dizem de fazermos um negócio? A vida da menina
em troca do seu poder.

Com a cabeça inclinada para trás, Jenna não conseguiu ver, mas ela ouviu
Mark. Ele deve ter mudado de volta.

— Acabou, Clarissa. Teria sido mais inteligente sair da cidade do que


ameaçar a nossa companheira.

— No caso de você não ter notado, eu tenho a vantagem, não você. Agora,
me dê sua palavra e não vou machucá-la. — Clarissa pontuou sua ameaça com um
puxão vicioso. Jenna gritou e tentou mover uma mão, um braço, qualquer coisa,
mas a maldita cadela a deixou paralisada.

E isso realmente a irritou! O problema era que ela não podia fazer nada sobre
isso. Derrick observou enquanto Clarissa ameaçava sua companheira.

Cadela!

Ele estava com raiva do que Clarissa tinha feito com ele e seu irmão, mas
agora ele estava malditamente lívido. No entanto, sabia algo que Clarissa não
sabia. O vínculo de acasalamento fez mais do que marcar um relacionamento, deu-
lhes acesso a poderes extras, como a capacidade de proteger a si mesmo e a sua
companheira da magia que Clarissa pensava usar.

Com um grunhido, Derrick saltou para a garganta da bruxa, concentrando-


se em sua magia em torno de Jenna. Mark, em sintonia com os pensamentos, girou
um escudo diante dele enquanto ele pulava. A estúpida bruxa não percebeu seu
erro até muito tarde. Ela cantou o fim de seu feitiço, mas atingiu seu escudo e
voltou-se para ela. E, como a bruxa perversa no Mágico de Oz, Clarissa se derreteu
com um fluxo de gritos feios.

O grito final da bruxa mal se desvaneceu quando ele pegou uma Jenna de
rosto pálido. Com Mark em seus calcanhares, ele trotou escada acima. Para sua
surpresa, ela fechou os braços ao redor do seu pescoço e enterrou o rosto no
ombro.

— Desculpe, fiquei louca quando vi vocês mudarem. — ela sussurrou.

— Sem problemas.

— Prometo não ficar tão assustada na próxima vez.

— Alguém já lhe disse que fala demais? — Ele sorriu para o rosto assustado
e colocou-a na cama, suas mãos junto com as de Mark, tirando suas roupas. —
Querida, só um idiota não teria medo de um lobo, e muito menos de dois. E não
deveríamos ter feito a mudança assim para você. Agora, se você não se importa,
sinto uma necessidade urgente de verificar se há lesões e lamber cada centímetro
do seu corpo.

— Idem. — disse Mark, cuja língua molhada começou uma varredura úmida
imediata de seu pescoço. Ela estremeceu.

Derrick rolou e pegou a garrafa de óleo que tinha escondido na mesa de


cabeceira mais cedo. Hora de mostrar-lhe um verdadeiro ménage.

Jenna esqueceu seu medo e seu nome. A única coisa que restou foi o
arrebatamento construindo em seu corpo. Duas bocas e dois conjuntos de mãos
podem realmente realizar muito. Ela desistiu de tentar descobrir quem estava
fazendo o que e apenas fechou os olhos para saborear o prazer.
Uma boca quente sugava seus seios, beliscando e puxando seus mamilos até
endurecerem. Outra boca lambeu seu sexo molhado, uma língua quente
espalhando seus lábios para melhor degustá-la. Ela não conseguia se mexer porque
eles a tinham presa com seus corpos e mãos pesadas.

Parece tão decentemente bom.

Quando finalmente a sentaram sobre o pau de Mark. Ela sorriu. Ele parecia
tão deliciosamente deitado, com os olhos meio fechados. Ela se inclinou para
frente, empurrando-o enquanto mordia um de seus mamilos planos. Ele respirou
fundo. Ela girou uma língua em torno de sua protuberância antes de mudar sua
atenção para o outro.

Um líquido frio caiu sobre seu traseiro e ela se sentou com um suspiro. Se
virou para olhar por cima do ombro. — O que você está fazendo?

Ela perguntou a Derrick, cujos dedos espalhavam a substância oleosa contra


seu buraco franzido.

— Preparando para fodê-la.

Seus olhos se arregalaram quando entendeu seu significado.

— Mas… — Derrick beijou o protesto de seus lábios.

— Confie em mim. — sussurrou ele.

— Confie em nós. — disse Mark, tomando seus mamilos.

Ela voltou-se para Mark, e a mão de Derrick no meio de suas costas a


empurrou para baixo até que os braços de Mark se envolveram ao redor dela. Ele
pegou seus lábios e a beijou até deixá-la sem fôlego, mas Jenna estava muito
consciente dos dedos de Derrick entrando em seu anel apertado. Ele deslizou um
dedo e ela ficou imóvel, seu corpo parou.

Mark beliscou seus lábios e girou seus quadris, empurrando seu pau duro
dentro dela. Jenna ofegou e, por um momento, seus músculos relaxaram.

Derrick usou essa folga para bombeá-la levemente com o dedo, e Jenna
encontrou-se se movendo junto com seus impulsos, a sensação estranha, mas não
desagradável.

Retirou o dedo e Jenna continuou balançando no pau de Mark, esfregando


seu clitóris contra ele. Ela sentiu algo maior sondar seu ânus e ela gemeu na boca
de Mark. Derrick empurrou lentamente, a grossa cabeça de seu pênis sondando
seu traseiro apertado. Quando sua cabeça inchada deslizou em seu ânus, ela
congelou com o aperto desconfortável.

— Empurre para fora. — Grunhiu ele.

Incerta como isso ajudaria, ela, no entanto fez o que ele disse. A pressão
aliviou o suficiente para que ele deslizasse o resto do caminho.

A respiração de Jenna acelerou. Ela estava tão cheia, palpitante, dois pênis
era maravilhoso. Ela estava de repente à beira de um orgasmo, e balançou a bunda
procurando algo extra para empurrá-la.

Seus amantes ofegaram simultaneamente, mas começaram a se mover


dentro dela, como pistões sincronizados, empurrando para dentro e para
fora. Jenna não poderia ter explicado o sentimento. Era diferente de tudo o que já
experimentara. E, oh, gostou.

Ela gozou forte, gritando contra a boca de Mark. Mark ofegou.


— Olhe para mim.

Ela abriu os olhos apanhados de paixão, a agonia de seu orgasmo ainda a


atravessava. Ele a empurrou mais rápido.

— Para sempre seu. — ele gemeu um momento antes de explodir.

Derrick sabia que seu irmão atingiu seu prazer total, um bom resultado
porque ele manteve seu próprio orgasmo por um fio. Ele se inclinou para frente,
e quando ouviu a declaração de seu irmão, fez a sua própria.

— Felicidade todos os dias. — Então juntou-se a Mark para derramar sua


semente dentro de sua companheira. A beleza e a força de sua união o fizeram
tremer. Ele ainda não podia acreditar que encontraram sua companheira e
escaparam de sua prisão. Era difícil dizer o que o fazia mais feliz.

Mas o dia definitivamente foi cansativo e, como uma pilha de cachorros, eles
entraram em colapso em um emaranhado de braços e pernas.

Um pensamento percorreu as mentes dos três antes de adormecerem.

É bom estar em casa.


O Dia das Bruxas tinha voltado e, enquanto Jenna decorava o lado de fora
da casa, cantarolava para si mesma enquanto ouvia seus homens discutirem como
esculpir a abóbora.

O ano passado foi uma delícia e uma revelação. Os habitantes da cidade,


depois de superarem seu choque com o retorno dos irmãos, não haviam se
importado com seu acordo de vida. Mark confiou nela que não eram as únicas
pessoas especiais da cidade. Acontecimentos estranhos e situações familiares eram
comuns.

Suas preocupações em compartilhar dois homens pareciam risíveis agora. Os


irmãos nunca ficaram com ciúmes até onde ela sabia. Se eles fizeram amor com
ela em par ou separados, sua principal preocupação sempre foi seu prazer. Não
que os deixasse sofrer. Ela deu o melhor que conseguiu e mais um pouco. Era
bastante gratificante ver seus dois machos alfas saciados em sua cama, seu gosto
em sua boca.

Quanto a Clarissa, ninguém jamais perguntou o que aconteceu com


ela. Poucos meses depois que ela desapareceu, sua loja reabriu com uma nova
bruxa ocupando o balcão. Uma gordinha fofa com a qual Jenna se tornou uma
grande amiga. Tão próximas, de fato, que Jenna estava agora procurando o tipo
certo de homem ou dois, para apresentar a sua amiga para que ela pudesse
encontrar a mesma felicidade que Jenna amava.
Uma alegria que estava prestes a aumentar ainda mais.

Jenna escondeu a surpresa que planejara desde que descobriu, colocando as


figuras especiais de Halloween que havia comprado para esse momento.

Grandes mãos curvaram-se ao redor de seu corpo e a atraíram para um


corpo sólido.

Derrick mordiscou o lóbulo da sua orelha.

— O que está fazendo, querida?

— Criando uma família. — Ela colocou os dois grandes lobos negros na


ampla grade. Ali entre eles, ela colocou um mais colorido e menor, então em
ambos os lados daquele, filhotes.

— Que família, querida? — perguntou Mark enquanto deixava cair um beijo


na nuca.

— Bem, vamos ver, esses dois grandes são você e Derrick, é claro. O menor
é como eu me vejo se fosse um lobo. E os dois pequeninos... — Jenna sorriu e
colocou as mãos sobre a barriga. Os olhos de Mark se abaixaram e Derrick ficou
ainda atrás dela.

— Você está... Está dizendo que está grávida? — Derrick sussurrou, seus
dedos cavando na carne em sua cintura. Jenna revirou os olhos.

— Duh... Preciso tirar uma foto para você? — Então eles arruinaram o
momento. Derrick a rodeou com cuidado, como um frágil pedaço de vidro.

—Você sabia que estava grávida quando subiu na escada ontem?


Para não ser superado, Mark também a censurou.

— E pintura? E quanto a fumaça?

Jenna revirou os olhos com suas atitudes de superproteção, mesmo


enquanto ela se deliciava com sua atenção. Droga, eu os amo. Engraçado, como o
que começou como um ménage fantasma se transformou em amor, não uma vez,
mas duas vezes. E eu não trocaria por qualquer outra coisa, pensou com um sorriso
quando eles a imprensaram entre seus corpos grandes a beijando e acariciando até
tirar seu fôlego.