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Coordenação Geral do Projeto | Fátima Pontes

Coordenação de Execução do Projeto | Hosani Gomes


Produção Executiva do Projeto | Alexandre Menezes

AUTORES DO GUIA

Acrobacia Aérea
Lira | Thiago Oliveira
Tecido | Hammai de Assis Vieira
Trapézio | Ítalo Feitosa
Acrobacia de Solo | Michael Francisco Torres
com colaboração de Maria Karolaine
Equilíbrio | Allison Santana
Malabares | Bruno Luna

ILUSTRAÇÕES/DESENHOS DOS MOVIMENTOS

Lira, Trapézio, Rola, Monociclo, Arame e Vocabulários | Thiago Oliveira


Tecido, Acrobacias de Solo e Exercícios dos Aéreos | Hammai de Assis Vieira
Malabares, Rola, Perna de Pau e Arame | Bruno Luna

REVISÃO DOS CONTEÚDOS DAS ARTES CIRCENSES

Acrobacias Aéreas e Malabares | Marco Antonio Coelho Bortoleto


Acrobacias de Solo e Equilíbrio | Sérgio Oliveira
Revisão dos Textos | Everton Lima e Patrícia Monteiro
Digitalização das Ilustrações | Maxcely Andrade
Fotografias dos Autores do Guia | Acervo Escola Pernambucana de Circo
Fotografias de Aberturas dos Capítulos | Tamy Nunes
Programação Visual/Designer | Cláudio Lira
- Maio de 2017 -
ESCOLA PERNAMBUCANA DE CIRCO - GUIA METODOLÓGICO DE
SUAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E TÉCNICAS CIRCENSES COM O
CIRCO SOCIAL
Copyright 2017 by Escola Pernabucana de Circo

Avenida José Américo de Almeida, n0 5


Macaxeira - Recife -PE
Fone: (81) 3266.0050

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Escola Pernambucana de Circo [livro eletrônico] : guia metodológico


de suas práticas pedagógicas e técnicas circenses com o Circo
Social��������������������������������������������������������
/ educadores da Escola
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Pernambucana de Circo�����������
; [ coorde-
nação geral do projeto Fátima Pontes; coordenação de execução
do projeto Hosani Gomes]. –– Recife, PE : A Escola, 2017.
1 KB ; PDF

Vários colaboradores.
ISBN: 978–85–94079–00–8

1. Arte - Educação 2. Artistas circenses - Treinamento 3. Cidadania


4. Circos 5. Escola Pernambucana de Circo (Recife, PE) 6. Pedagogia
7. Projetos sociais I. Pontes, Fátima. II. Gomes, Hosani.

17–06243 CDD – 791.3



Índice para catálogo sistemático
1. Circo Social : Práticas pedagógicas : Guia metodológico :
Arates circenses 791.3
“Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita.
Penso depois: não só para corrigir,
mas para justificar o que escrevi”.
Mário de Andrade

“Para nós, o circo social permite aos jovens


não apenas adquirir competências na área do circo,
mas também desenvolver sua autoestima,
expressar sua personalidade, ser mais criativo,
mudar seus hábitos para do estado de vítima
ao de protagonista, do papel de espectador ao de artista.
Ele lhes dá a possibilidade de se tornar
os atores de suas próprias vidas.”
Michel Lafortune
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PREFÁCIO

Este livro, ESCOLA PERNAMBUCANA DE CIRCO - GUIA METODO- público um produto com nossa cara: com qualidade, alegria, muita
LÓGICO DE SUAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E TÉCNICAS CIR- garra e vida!
CENSES COM O CIRCO SOCIAL, é o resultado de um longo sonho
acalentado por muitos e muitos anos por todos nós que fazemos a E aqui está ele, nosso sonho feito realidade, o GUIA METODOLÓGI-
Escola Pernambucana de Circo. Instituição que, em 21 anos de histó- CO DE NOSSAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E TÉCNICAS CIRCEN-
ria, já construiu diversos processos pedagógicos, artísticos, estéticos SES COM O CIRCO SOCIAL. Esse Guia é o resultado de sonhos e da
e ainda não tinha sistematizado os resultados desses processos de labuta de seus autores, cada um a seu modo, com sua forma própria
forma tão contundente quanto em um livro, um guia que tem a sua de escrever e de colocar no papel suas experiências impregnadas de
forma de fazer e de praticar as técnicas circenses por meio da peda- vida, de suor e, por que não dizer, de lágrimas, sejam de dor ou de ale-
gogia do circo social. gria, pois assim como é no circo e na vida: um contínuo sonho cons-
truído com muito treino e técnica, mas também encantos e magias.
Foi assim, alimentando esse sonho, que apresentamos o projeto para
o edital 2013/2014 do Funcultura/Fundarpe/Governo do Estado de Cada autor buscou ser fiel ao que mais lhe inspira: suas práticas di-
Pernambuco, na linha de Publicações na categoria Circo. E, desde árias com a pedagogia do circo social que desenvolve com as crian-
que fomos aprovados, trabalhamos arduamente para escrever o Guia, ças, adolescentes e jovens que passaram e que estão na Escola per-
construindo nosso ideal com mais e mais desafios. Por isso, que ao nambucana de Circo, todos os dias aprendendo e reaprendendo a
longo desses dois anos após o projeto ser aprovado, fomos reestru- fazer circo. Assim, vocês irão encontrar todas as modalidades com as
turando o nosso sonho a partir do momento em que íamos reestru- quais mais trabalhamos: Acrobacias Aéreas (Lira, Trapézio e Tecido),
turando o formato do Guia, colocando novas modalidades, amplian- Acrobacias de Solo (Movimentos Individuais e em Duplas/Grupos),
do-o com as ilustrações, com mais escritos sobre cada modalidade, Equilíbrio (Rola, Arame, Perna de Pau e Monociclo) e os Malabares
fazendo experimentos práticos, buscando aprimorá-lo com uma vida (Bolinhas, Argolas, Claves, Diabolô, Pratinho e Cometa). Dessa forma,
que vem impregnada de sentimento postos em cada página, em cada em algumas delas, há mais escritos, mais descrições de como desen-
escrito, em cada ilustração. Sempre buscando levar mais uma vez ao volver um movimento. Em outras, uma descrição mais simples, mais
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direta, não porque não contém todo o conteúdo que achamos neces-
sário e sim porque foi a forma encontrada pelo autor de expor como
deve ser desenvolvida a modalidade e os movimentos, os truques, a
evolução da técnica, sem fugir da sua complexidade.

E é assim que, em toda a publicação, o público encontrará a essência


do que há de melhor para aplicar a técnica, seja por um praticante de
circo, um educador, um iniciante na arte, um curioso, mas nunca, sem
deixar de dar a devida atenção à segurança, condição básica para o
treinamento com as artes do circo por quem quer que seja que ve-
nha a praticá-las. Além disso, o público encontrará diversos exercícios
para condicionar o corpo adequadamente para a prática das técnicas,
condição tão imprescindível para tal. E temos, ainda, um vocabulário
e algumas descrições com orientações de movimentos, exercícios,
material, equipamentos, entre outras coisas necessárias para o enten-
dimento do que estamos falando no Guia: as práticas e técnicas das
artes do circo.

Assim, esperamos com esse Guia, mais uma vez, contribuir para o en-
grandecimento das artes circenses no país, não apenas no campo do
circo social, mas em todos os campos que pudermos chegar. Ir aonde
o conhecimento nos levar, aonde o Guia possa: estar nas mãos de
quem pratica, de quem ensina, de quem trabalha, de quem pesquisa,
de quem escreve, mas principalmente de quem ama o circo como nós
amamos.

O Guia chegou! Boa leitura, bom encantamento!

Fátima Pontes

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APRESENTAÇÃO
 
“Um passo à frente
E você não está mais no mesmo lugar”.
Hosani Gomes Chico Science
 
Eis aqui um sonho que parecia tão difícil de realizar e no qual ainda cularidade e característica do educador que a escreveu pois, com res-
custamos a acreditar que se concretizou, diante de tantas dificuldades, peito a cada um deles e suas competências e limitações, levamos em
resistência, prazos, medos, anseios e cobranças. Nada que não pudes- consideração valorizar o ser humano e sua contribuição coletiva, pois
se, entretanto, ser vencido com muito esforço e dedicação. Sim, muita já dizia Paulo Freire “Não há saber mais ou saber menos: Há saberes
dedicação. Afinal, não foi fácil colocar no papel uma prática que se tem diferentes”.
há anos. No fim das contas, apesar disso, o mais difícil mesmo foi ini-
ciar. Conseguimos, enfim, e está aqui, agora, um sonho realizado e um Depois de ter escolhido quais modalidades e qual formato inicialmen-
material que é prova disso. te iríamos seguir, pomos a “mão na massa”. Foram encontros e mais
encontros, discutíamos cada detalhe e o que impressionava era ver os
Quando o projeto foi aprovado, veio logo a emoção e alegria de mais integrantes da equipe se descobrindo autores e pegando gosto pela
uma conquista institucional, pois comemoramos cada passo dado, escrita. Após ter avançado nas descrições, fomos para os experimentos
principalmente por ter a certeza que, pela primeira vez, iríamos conse- para ter certeza se estávamos nos fazendo entender.
guir sistematizar, publicar e tornar acessível um pouco da nossa prática.
No total, realizamos quatro experimentos onde cada um tinha uma in-
Em nosso primeiro encontro, surgiam mais dúvidas do que resoluções. tenção. Fizemos como pesquisa com pessoas que passavam em fren-
E claro que isto iria acontecer, pois era a primeira vez que estávamos te à escola; convidados de diferentes áreas (professora de ensino fun-
reunidos não para fazer a prática em si, mas para discutirmos como damental, professora de dança, estudante de educação física); pessoas
organizar essa prática no papel, ou melhor, em um livro. Tínhamos mui- que são da área circense e com integrantes da instituição.  Essas expe-
tas diferenças individuais que não poderíamos deixar de levar em con- riências foram muito produtivas, pois, a partir das dúvidas e colocações
sideração, mas isso não nos desanimava, pelo contrário, era mais um apresentadas, avaliávamos o que estávamos fazendo. Estes encontros,
desafio a ser superado. Por isso, cada modalidade escrita tem a parti- afinal, só fizeram reforçar que o que estávamos construindo era um
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material para todo o público, desde educador da área circense a uma O que estes jovens da Escola Pernambucana de Circo produziram faz
pessoa que queira praticar essa técnica. O bom é que, com a variedade parte de um processo iniciado há anos pela EPC e, hoje, temos a hon-
da escrita, cada leitor pode identificar-se mais com uma abordagem do ra de compartilhar este material que vai servir de apoio e produção de
que com outra, facilitando, assim, o processo de entendimento. novos conhecimentos a partir desta reflexão feita pelos jovens educa-
dores da EPC.
A criação desse guia tem uma importância muito relevante para cada
um de nós envolvido nesse projeto, pois a partir da convivência, mu- Parabéns a Escola Pernambucana de Circo e a todos que se envolve-
danças, experimentos e construção da escrita, nos sentimos mais ca- ram nesta produção que certamente irá instigar ainda mais as pesso-
pazes, tendo a possibilidade de colaborar com um universo que não é as a conhecerem as diferentes modalidades que o circo oferece. Com
só da prática do circo, mas da sistematização desta técnica, tornando-a uma linguagem direta e simples, este material poderá ser muito útil a
ainda mais acessível para um público que não seja só de artistas e edu- diversas comunidades brasileiras.
cadores da área.

Enfim, nosso desejo é que vocês possam se encantar com esse ins- Marco Antonio Coelho Bortoleto
trumento pedagógico, assim como somos maravilhados e fascinados
pelo circo e pelo que conseguimos produzir.
Desenvolver sínteses de processos pedagógicos representa um esfor-
 
 “Nós precisamos uns dos outros.
ço que requer coragem e muita dedicação; e que requer reflexão crítica
Esse tipo de interdependência é o maior desafio e transformadora. Transformar práticas cotidianas em material didático
imposto à maturidade do indivíduo também ajuda a aguçar nossos olhares sobre práticas cuja relevância
e do funcionamento do grupo”. se renova a cada dia.
 Kurt Lewin
É por isso que os educadores e artistas da Escola Pernambucana de
Circo merecem ainda mais meu respeito, uma vez que aceitaram esse
desafio. Seus conhecimentos, construídos ao longo de muitos anos e
Sérgio Oliveira
em iteratividade com inúmeros especialistas (circenses, educadores, ...),
se materializam agora na forma de manuais, que certamente reverbe-
Nos últimos anos, temos acompanhado uma grande evolução das ar- rarão mais além do Recife, de Pernambuco e até mesmo do Brasil. Me
tes circenses, especialmente entre os jovens que descobrem este uni- sinto duplamente feliz por ter colaborado com esse projeto!
verso em projetos de circo social.
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AGRADECIMENTOS
 

Ao FUNCULTURA / Fundarpe / na discussão do conceito e termi- e superação de cada um dos en- faz parte do esforço de vocês em
Governo do Estado que, por meio nologia: Raquel Franco, Ednalva volvidos. nos estimular. Valeu.
da aprovação do projeto, contri- Clóvis, Elaine Barros, Felipe Bar-
buiu para a publicação desse ma- bosa, Deyvide Rocha, Maria Luiza Aos parceiros da Rede Circo do A todos e todas pesquisadores e
terial pedagógico tão importante Vieira, Monick de Menezes, Rafa- Mundo Brasil que sempre nos pesquisadoras das artes circen-
para o campo das artes circenses el Almeida, Vanise Souza, Bárba- apoiaram nesse caminhar e com ses do Brasil que tem contribuído
em Recife/PE/Brasil. ra Carrera e Vanessa Virães. os quais aprendemos muito para significativamente para que essa
nossas práticas com a pedagogia arte milenar tome novos cami-
À equipe administrativa da EPC A Marco Antonio Coelho Borto- do circo social. nhos, preservando sua memória
que colaborou na execução das leto e Sérgio Oliveira pelo apoio e suas tradições.
demandas de horários extras e na construção desse Guia com Ao Programa Cirque du Monde
aprimoramento do material des- um envolvimento super-humano do Cique du Soleil, especialmen- Aos nossos familiares que nos
se projeto. durante o processo, respeitando te aos educadores Mariano Lo- apoiam, acreditam e torcem pelo
e colaborando com a proposta da pez e Emmanuel Bochud, por to- sucesso e nossa felicidade no
Às pessoas da comunidade do trabalho do campo das artes cir-
escrita. das as formações desenvolvidas
Buriti/Macaxeira que se disponi- censes.
em parceria com a Rede Circo do
bilizaram a  colaborarem com o
A Tamy Nunes, parceira da EPC Mundo Brasil, nas quais aprende-
nosso primeiro experimento. Às forças divinas e a todas as
que vem contribuir com seu olhar mos cada vez mais a aprimorar
poético fotográfico sobre o equi- nosso fazer com o circo social. energias positivas que regem a
À equipe EPC (Trupe Circus e
pamento. arte circense, que nos fortalecem,
ADM) que participou do experi-
A Zezo Oliveira, Ermínia Silva e renovam e motivam para conti-
mento  participando e dando su-
A cada um da equipe que estava Cléia Silveira pelo estímulo de nuarmos fazendo arte: arte que
gestões de melhoria para o Guia.
no processo da elaboração pela sempre para que escrevêsse- transforma e nos ensina a viver
Aos artistas da área e amigos parceria, coletividade, colabora- mos nossas práticas. Valeu pelo em alegria no meio de tantas di-
convidados com a colaboração ção e respeito no tempo, limites incentivo. Este trabalho também ficuldades.
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SUMÁRIO
 

VOCABULÁRIO ...................................................................... 17 10. Grupar perna-02 ............................................... 26 1. LIRA

11. Grupar perna-03 .................................................. 26 1.1.   Recomendações para desenvolver


1. ACROBACIA AÉREA a prática ........................................................................................ 36
12.  Sustentação carpado .................................. 27
EXERCÍCIOS PARA TRAPÉZIO, LIRA 13. Tesourinha ............................................................... 28 1.2. Descrições das figuras:
E TECIDO
14. Esquadro com nó no tecido ................... 28 1. Posição sentada e subida grupado .... 37
DESCRIÇÕES DOS EXERCÍCIOS
15. Esquadro (inversão) ........................................ 29 2. Pássaro ......................................................................... 38
Exercício de Força Braçal: 16. Torção no grupado .......................................... 30 3. Sereia ............................................................................. 39
1. Enforca e desenforca ....................................... 20 Exercícios de Pernas: 4. Rim ................................................................................... 40
2. Sustentação de braço ...................................... 21 17. Para flexões de perna 5. Bandeira ...................................................................... 40
3. Sustentação de braço flexionado ....... 22 (quiques na barra) .................................................... 30 6. Cristo-01 ........................................................................ 41
4. Contração excêntrica ...................................... 22 18. Exercício com a enrolada 7. Cristo Lateral ........................................................... 42
5. Flexão de braço completo ......................... 23 da escala-01 ..................................................................... 31
8. Gota ................................................................................. 43
6. Sustentação com um braço ..................... 23 19. Agachamento no gancho de pé ........ 32
9. Equilíbrio de Ombro ......................................... 43
7. Elevação de peito ............................................... 24 20. Curva e suas variações ............................. 32
10. Vela ................................................................................ 44
8. Flexão no intervalo ........................................... 25 Exercícios de Balanço: 11. Variação de Vela (Vela Derretida) ....... 45
Exercício para o Tronco: 21. Balanço de tronco ............................................ 33 12. Morcegão ................................................................. 45
9. Grupar perna-01 .................................................... 25 22. Balanço de curva ............................................. 34 13. Envergada ................................................................ 46
12
14. Escorpião ................................................................... 47 13. Arco para trás com tecido aberto ...... 64 8. Gazela .......................... 82
15. Escala diagonal n° 01 .................................... 47 14. Casulo .......................................................................... 65 9. Escala de Rim na Barra ................................. 83
16. Gazela .......................................................................... 48 Figuras Livres: 10. Bandeira ................................................. 83
17. Queda de um joelho ...................................... 49 15. Chave de cintura ................................................ 66 11. Cristo na Barra .......................... 84
18. Lua .................................................................................. 50 16. Escala ............................................................................ 67 12. Um Pé na Barra .......................... 84
19. “V” do flex ................................................................ 50 17. Vela ................................................................................. 68 13. Escala na Corda .......................... 85
 2. TECIDO 18. Gota/ Sereia ........................................................... 69 14. Cristo .......................... 85
19. Cristo ............................................................................ 70 15. Meio Cristo .......................... 86
2.1 Orientações e verificações
do aparelho ................................................................................ 53 16. Mortalzinho .......................... 86
Quedas:
2.2 Descrições de subidas: 17. Queda de um joelho .......................... 87
20. Queda da Subida Tradicional ............... 71
1. Tradicional .................................................................... 54 18. Queda do monstrinho .......................... 87
21. Queda da Escala ............................................... 72
2. Russa (elevador ou pisando) ................... 55 19. Peito de Pombo .......................... 88
22. Queda da Secretária .................................... 73
3. Trocadinha ................................................................. 55 23. Queda da Calcinha ........................................ 74
4. Francesa ...................................................................... 56
2. ACROBACIA DE SOLO
24. Queda de um joelho .................................... 75
5. Na força ........................................................................ 57 2.1 Saudações e orientações para a prática
3. TRAPÉZIO
Descidas: da modalidade
3.1 Anatomia do trapézio .......................................... 77
6. Tradicional .................................................................. 57 2.2 Descrições de movimentos para
3.2 Descrições das figuras: realização de um praticante:
7. Na força ........................................................................ 58
8. Rapel ............................................................................... 59 1. Sentar no Trapézio ......................................... 78 1 . Saltitos ............................................................................ 91
9. Na cadeirinha ......................................................... 60 2. Sereia ............................................... 79 2. Salto Esticado ........................................................ 92
Figuras com Chave de pé: 3. Anjinho .......................... 79 3. Salto Grupado ........................................................ 92
10. Chave de pé ............................................................ 61 4. Vela na Barra .......................... 80 4. Salto Carpado ........................................................ 92
11. Secretária .................................. 62 5. Preguiça .......................... 80 5. Salto Afastado ....................................................... 93
12. Arco para frente com o 6. Lua .......................... 81 6. Salto com meio giro ......................................... 93
tecido aberto ........................................ 63 7. Bailarina .......................... 82 7. Salto com giro completo ............................. 93
13
8. Rolamento ................................................................. 94 31. Mortal para frente educativo ................. 107
3.  EQUILÍBRIO
9. Salto peixe ................................................................. 94 32. Mortal para Frente ........................................ 108
3.3. Orientação Inicial .................................................... 122
10. Rolamento para trás ...................................... 95 33. Mortal para trás educativo ......................108
3.4. Descrições dos Movimentos:
11. Estrela educativo ................................................. 95 34. Mortal para trás posição
12. Estrela .......................................................................... 96 Grupado ........................................................................... 109 1. ARAME
13. Estrela com uma mão ................................... 97 35. Mortal esticado para trás ......................... 109 1. Equilibrando em ponta do pé
14. Estrela sem mão .................................................. 97 36. Mortal Lealte para trás ............................... 110 (EDUCATIVO) ............................................................. 124
15. Rondada ..................................................................... 98 37. Rondada Flic ......................................................... 110 2. Equilibrando em cima da corda
38. Rondada Mortal .................................................. 111 (EDUCATIVO) ............................................................. 124
16. Parada de cabeça ou parada
39. Rondada Flic Mortal ...................................... 112 3. Equilibrando na elevação
em três apoios ............................................................. 98
(EDUCATIVO) ............................................................. 125
17. Parada de mão ..................................................... 99 Movimentos realizados por mais de
4. Caminhar sobre o arame ........................... 125
18. Parada de mão rolamento ...................... 100 um praticante:
5. Andar no arame levando a perna
19. Oitava ........................................................................ 100 40. Aranha ...................................................................... 112 para frente e para trás ........................................ 126
20. Ponte subindo pelas pernas .............. 101 41. Minhoca ..................................................................... 113 6. Caminhar arrastando o pé ....................... 126
21. Arco para trás ........................................................ 101 42. Parada de mão em dupla ........................ 114 7. Caminhar realizando o n° 04 ................ 127
22. Parada Cotovelo ............................................. 102 43. Rolamento duplo ............................................. 114 8. Caminhar realizando
23. Flic de cabeça ou kipe 44. Estrela em dupla .............................................. 115 agachamento .............................................................. 127
de cabeça ....................................................................... 103 45. Malabares humano ....................................... 116 9. Meio Giro no Arame ....................................... 128
24. Reversão à frente .......................................... 103 46. Arco para trás em dupla ........................... 116 10. Caminhar para trás ....................................... 128
25. Hiber ........................................................................... 104 47. Mortal em dupla afastado ....................... 117 11. Passando o bambolê pelo corpo ...... 129
26. Flic pra Frente ................................................... 104 48. Reversão em dupla ....................................... 118 12. Ajoelhar-se no Arame ................................ 129
27. Flic-Flac educativo -01 .............................. 105 49. Mortal para trás com apoio ................... 118 13. Correr em cima do Arame ...................... 130
28. Flic-Flac educativo-02 ............................. 105 50. Staff Mortal de costa ou 14. Pular corda no Arame ................................ 130
29. Flic-Flac ................................................................... 106 Mortal stafe ..................................................................... 119 15. Caminhar em cima de uma
30. Flic Alternada ................................................... 107 51. Primeira altura .................................................... 120 jante (aro) .......................................................................... 131
14
2. ROLA 3. Andar na perna de pau com auxílio 8. Pular Segurando no banco
de uma corda .............................................................. 143 (selim/ sela) .................................................................. 152
Subidas:
4. Andar fora da corda ........................................ 143 9. Saltar para Lateral ............................................. 153
1. Com um lado da Tábua no chão .......... 133
5. Elevação de Joelho .......................................... 143 10. Saltando/ pulando corda ........................ 153
2. Pulando com dois pés ................................. 134
6. Andar de lado ....................................................... 144 11. Subir Escada ........................................................... 153
3. Com um Pé no meio da Tábua ............ 134
7. Movimento de zig-zag ................................. 144 12. Saltos com giro .................................................. 154
Movimentos/truques:
8. Andar para trás .................................................... 145 13. Saltos segurando no banco
4. Equilibrar-se Parado ....................................... 135
9. Andar de lado com meio giro ................ 145 (selim/sela) .................................................................... 154
5. Agachamento ....................................................... 135
10. Saltitar ........................................................................ 145 14. Andar com obstáculos ............................... 155
6. Explorando toda a extensão
11. Pular com uma Perna .................................... 146 16. Andar sem Pedalar ........................................ 155
da Tábua .......................................................................... 136
7. Passar um objeto sobre o corpo ........ 136 12. Saltar com duas Pernas ............................ 146 4. MALABARES
8. Passar e equilibrar um bambolê entre 13. Tirar uma Perna .................................................. 147
4.1. Apresentação dos Malabares
o corpo ............................................................................... 137 Brincadeiras:
4.2. Descrição da prática
9. Passar o bambolê por trás 14. Pega pegou na perna de pau ............... 147
1. BOLINHA
das costas ...................................................................... 137 16. Futebol na perna de pau ........................... 148
Exercícios/ educativos com uma bola:
10. Ficar de Joelhos equilibrado ................ 138 4. MONOCICLO 1. Uma Bola ................................................................... 160
11. Ajoelhar-se com as duas pernas ...... 138
1. Subir e ficar Parado ............... 150 2. Variação 01 ............................................................. 160
12. Surfe ............................................................................ 139
2. Andar com auxílio de 3. Variação 02 ............................................................ 160
13. Saltos .......................................................................... 139 uma pessoa ................................................................. 150 4. Variação 03 ............................................................... 161
14. Agachamento com uma das pernas 3. Andar para trás ...................................................... 151 5. Variação 04 (Arco) .............................................. 161
estendidas .................................................................... 140
4. Subir no monociclo com o aparelho 6. Variação 05 .............................................................. 161
15. Saltar e realizar meio giro (180°) ....... 140 deitado no chão .......................................................... 151
7. Junção dos movimentos
3. PERNA DE PAU 5. Vai e Vem Alternado ........................................ 151 de variações ................................................................. 162
1. Educativo sem perna de pau ................. 142 6. Vai e Vem com uma perna ....................... 152 Exercício/ Educativo com duas bolas:
2. Como amarrar a perna de pau ............ 142 7. Pedalar chutando ............................................... 152 8. Duas Bolas .............................................................. 162
15
9. Variação Gangorra ............................................ 163 7. Cascatinha .................................................................. 171 4. PRATINHO
10. Variação Gangorra com Palmas ........ 163 3. CLAVES Exercícios/educativos pratinho .......................... 183
11. Variação com X ................................................... 163 1. Posicionamento ............................................................... 183
Exercícios/educativos claves ................................. 173
12. Variação com X com Três bolas 2. Executar o giro inicial ..................................... 183
Truques com claves:
na mão ............................................................................... 164
1. Passar pelas Pernas .......................................... 173 Truques com pratinho:
13. Orientação do domínio com
2. Passar pelas costas ......................................... 173 3. Passar pelas Pernas ....................................... 184
três bolas ......................................................................... 164
3. Caixa (passando por trás) ........................... 174 4. Lançar para cima e pegar .......................... 184
Truques com Três Bolinhas:
4. Domínio com dois Giros ............................. 174 5. Colocar no Dedo ................................................ 184
14. Dois em um .......................................................... 164
5. Chuveirinho de lateral .................................... 174 6. Fazer Rebote na Baqueta ......................... 184
15. Cascatinha .............................................................. 165
6. Lego 1 ............................................................................. 175 7. Baqueta Rápida ................................................... 185
16. Chuveirinho ........................................................... 165
8. Jogar para cima e girar sobre o
17. Caixa (boxe) ........................................................... 165 4. DIABOLÔ
próprio eixo ................................................................... 185
18. Espelho ..................................................................... 166 Exercícios/educativos diabolô ............................. 177 9. Jogada do X com dois Pratinhos ........ 185
19. Fábrica ........................................................................ 166 1. Posicionamento do diabolô ...................... 177
5. COMETA
20. Colocar na cabeça e rolar ...................... 167 2. Como iniciar ............................................................ 177
Exercícios/educativos cometa ............................. 187
2. ARGOLA 3. Ajustar o diabolô para trás/ frente/
direita/ esquerda ...................................................... 177 1. Posicionamento do cometa ...................... 187
Exercícios/educativos argolas ................ 169
Truques com diabolô: 2. Giro simples para frente e
Truques com argolas: para trás ........................................................................... 187
4. Reloginho .................................................................. 178
1. Caixa (por trás das costas) ......................... 169 3. Giro para frente e para trás
5. Truque X 1 .................................................................. 178
2. Argola no Pescoço .......................................... 170 alternado ......................................................................... 188
6. Truque X2 .................................................................. 179
3. Girar no dedo ......................................................... 170 4. Mudar de lado fazendo meio giro .... 188
7. Macarrão ..................................................................... 179
4. Flash batendo palmas .................................. 170 5. Giro com X ................................................................ 188
8. Pescocinho ............................................................. 180
5.  Cascatinha lançando argola 6. Oito deitado ........................................................... 189
por cima .............................................................................. 171 9. Lançar para cima ............................................... 180
7. Redemoinho ........................................................... 189
6. Chuveirinho .............................................................. 171 10. Girar pelo Braço ................................................... 181

16
VOCABULÁRIO

Bojo Cochão tipo Esquadro


Parte mais larga da chicletão Posição de cabeça
clave (Redondinha).
Colchão grande e es- para baixo, com
pesso, com cobertura para acrobacias de quadril flexionado;

Carpado de lona, apropriado grande impacto. posição sentada


com os joelhos es-
ticados e as pernas
Posição sentada abertas.
com as pernas es-
ticadas; flexão de
Curva do
quadril com os joe- Joelho Fluido
lhos esticados. Esta baixo, pendurado
posição pode ser pelos braços ou de Parte de trás do Quando um movimento está no ponto de
feita de cabeça para lado. joelho. boa execução.
17
Grupado Mãos Pé em ponta
Posição de feto; Com
semipronadas Pé e dedos para bai-
o quadril e joelhos xo; direcionar dedos e
Quando as palmas pé para longe da per-
dobrados. Esta
das mãos estão volta- na; “pé de bailarina”.
posição pode ser
pelos braços ou de das uma para a outra.
feita de cabeça para
(posição neutra)
baixo, pendurado lado.
Postura Inicial
Mãos
Mão de Apoio/Mão A supinadas
*Homens: Unir as
pernas e estender os
Homem

braços para cima. Mulher


Aquela que você não tem tantas habilidades
Palmas das mãos para *Mulheres: Colocar
motoras
trás; polegar para fora. uma das pernas a mãos serem viradas

Mão de Referência/Mão R. Perna de apoio


frente na ponta do pé,
estender os braços
para fora com os po-
legares para dentro
para cima, podendo as da palma da mão.
Aquela que você tem mais habilidades mo-
É sua perna de referência ou a perna que
toras.
você tem mais facilidade na impulsão dos
movimentos.
Praticante
Pessoa que estará executando o movimento.
Mãos Pé em flex
pronadas Regatom
Pé e dedos voltados Parte da clave que é
Palmas das mãos para cima; levar o pé uma borracha redondi-
para frente; polegar na direção da própria nha, que fica na parte
para dentro. perna; “Pé de palhaço”. final do cabo.
18
19
Sejam Todos Bem-vindos à Modalidade dos Aéreos!
Pular etapas não colabora com o crescimento técnico de utilizar todos os equipamentos de segurança descritos
ninguém, então, já que o assunto é circo (e circo é muito para que tudo ocorra bem na realização dos exercícios.
glamour, mas também muito suor!!!), iremos dar início a Os exercícios descritos são direcionados para determi-
uma série de exercícios primordiais para uma ótima re- nada região do corpo e é de extrema importância que
sistência e segurança nos aparelhos. se respeite a forma das pegadas em cada aparelho e a
duração dos tempos.
A segurança será a base do nosso aprendizado, então,
leia todas as descrições antes de executar e procure Seguindo as orientações, tenham um ótimo aprendizado!

Exercícios para Trapézio, Lira e Tecido

Exercícios de Força braçal


1. Enforca e Desenforca
Lira: Segurar na parte inferior da barra com las (omoplatas) para baixo, com isso elevan- desça levemente (figura b) para fortalecer
as mãos juntas, retirando os pés do chão. do levemente o corpo (figura a) e depois re- esta região.
Nesta posição, deve-se tencionar as escápu- laxar as escápulas, fazendo com que o corpo
20
Variações de pegadas:
SEGURANÇA
Trapézio: Segurar na barra com Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão” abaixo
a) b) c) as mãos pronadas, na largura si- do aparelho de aéreo (centralizado).
milar aos dos ombros (figura c).
Auxiliar posicionando-se por trás do praticante, se-
Tecido: Segurar no tecido aber- gurando-o pela cintura, se necessário, para ajudar no
to o mais alto que conseguir, em movimento.
d)
seguida, flexionar as pernas para
que não toquem mais o chão (fi- DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
gura d). Aproximadamente duas séries de 10 movimentações

2. Sustentação de braço a) b)

Tecido: Segurar no tecido aberto o mais alto Lira: Segurar na parte inferior da
que conseguir, flexionando em seguida as barra com as mãos juntas (figura c),
pernas, mantendo-as juntas, de modo que mantendo espaço entre ombros e c)
estas não toquem mais o chão, mantendo orelhas.
ponta de pé (figura a). Em seguida, pede-se
que permaneça nesta posição por determina- SEGURANÇA
do tempo.
Sempre posicionar um colchão tipo
Quando estiver mais seguro, pode-se observar e cor-
Variações de pegadas: “chicletão” abaixo do aparelho de aé-
rigir verbalmente.
reo (centralizado).
Trapézio: Segurar na barra com as mãos pro-
nadas, na largura similar a dos ombros (figura Posicionar-se na frente do praticante DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
b), mantendo espaço entre ombros e orelhas. para auxiliá-lo segurando suas mãos. Aproximadamente 30 segundos.
21
3. Sustentação de braço flexionado a) b)
Trapézio: Segurar na barra com as Lira: Segurar na parte inferior da barra com as 900
mãos pronadas, na largura similar mãos juntas (figura c) retirando os pés do chão.
a dos ombros, retirando os pés do
chão. Deve-se ajudá-lo a flexionar o
braço em 90º e pedir que permaneça SEGURANÇA c)
nesta posição, mantendo as pernas Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão”
juntas e com ponta de pé (figura a). abaixo do aparelho de aéreo (centralizado).
Variações de pegadas: Para ajudar a flexionar o braço, deve-se posi-
Tecido: Segurar no tecido aberto, o cionar por trás do praticante, segurando-o pela DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
mais alto que conseguir (figura b). cintura. Aproximadamente 30 segundos.

4. Contração excêntrica
b) c) d)
mãos na largura similar a dos a)
Lira: Segurar parte inferior da barra 900
com as mãos juntas, retirando os ombros. e)
pés do chão. Deve-se ajudá-lo a
Variações de pegadas:
flexionar o braço ao máximo (figu-
ra a) e pedir que permaneça nesta Trapézio: Segurar na barra com
posição por determinado tempo, as mãos pronadas, na largura
depois mais um tempo com o bra- similar aos dos ombros (figura
ço em 90º (figura b) e depois com d), retirando os pés do chão.
os braços estendidos (figura c). SEGURANÇA Para ajudar a flexionar o braço,
Tecido: Segurar no tecido aber- Sempre posicionar um colchão deve-se posicionar por trás do
Obs.: Este exercício também pode to o mais alto que conseguir tipo “chicletão” abaixo do apare- praticante, segurando-o pela
ser realizado posicionando as (figura e). lho de aéreo (centralizado). cintura.
22
DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
Segurar por aproximadamente 15 segundos em cada posição.

5. Flexão de braço completa a)


b)
c)

Tecido: Segurar no tecido aberto o mais com as mãos juntas (figura d), retirando os pés
alto que conseguir, flexionando em se- do chão ou posicionando as mãos pronadas na
guida as pernas, de modo que estas não largura dos ombos.
d)
toquem mais o chão (figura a). Dando
sequência, deve-se realizar a flexão com- SEGURANÇA
pleta do braço (figura b) e em seguida a
Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão”
extensão completa (retornando à posi-
abaixo do aparelho de aéreo (centralizado).
ção da figura a), realizando o movimento
repetidas vezes. Observar se o exercício está sendo realizado DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
corretamente. Aproximadamente duas séries de, no mínimo,
Variações de pegadas:
05 movimentações.
Trapézio: Segurar na barra com as mãos Quando apresentar dificuldade, deve-se posi-
pronadas, na largura similar a dos om- cionar por trás do praticante, segurando-o pela Obs.: Pode-se pedir que o praticante realize a
bros (figura c), retirando os pés do chão. cintura. Caso seja mais seguro, pode-se auxi- flexão normal e retorne lentamente numa con-
liar segurando por baixo das pernas, com um tagem de 20 segundos, até que os braços esti-
Lira: Segurar na parte inferior da barra braço posicionando o outro braço na lombar. quem completamente.

6. Sustentação com um braço


Trapézio: Segurar na barra com uma mão, ele e a cabeça, ficando assim suspenso (figu- Variações de pegadas:
tensionando a região da escápula do braço ra a). Permanecer nesta posição, depois repe- Lira: Segurar na parte inferior da barra com
em uso para baixo, mantendo espaço entre tir o exercício com o outro braço. uma mão (figura b).
23
Tecido: Segurar no tecido aberto ou fe- tão” abaixo do aparelho de aéreo (centralizado).
b) chado com uma das mãos o mais alto que
a) conseguir (figura c), flexionando as pernas, Observar se o exercício esta sendo realizado
de modo que estas não toquem mais o corretamente.
c) chão.
DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
SEGURANÇA Segurar por aproximadamente 15 segundos com
Sempre posicionar um colchão tipo “chicle- cada braço.

7. Elevação de peito a) b)

Lira: Segurar na parte inferior da barra Tecido: Segurar no tecido aberto o mais alto c)
com as mãos na largura dos ombros que conseguir (figura d), flexionando em se-
(figura a), em seguida, erguer o peito ao guida as pernas, de modo que não toquem d)
máximo curvando a cabeça para trás mais o chão.
(também ao máximo), realizando uma
extensão de tronco, pescoço e quadril e
uma flexão de joelhos, tensionando todo
SEGURANÇA
o corpo e mantendo os braços esticados Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
(figura b). tão” abaixo do aparelho de aéreo (centrali-
zado).
Variações de pegadas:
DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
Posiciona-se na lateral do praticante segu- Realizar a movimentação cinco vezes, mantendo
Trapézio: Segurar na barra com as mãos rando-o com uma mão na região abdominal por 03 segundos a posição inicial e a de máxima
na largura similar a dos ombros (figura c). e a outra no meio das costas. curvatura.
24
8. Flexão no intervalo
c)
a)
Trapézio: Segurar na barra com as mãos Tecido: Segurar no tecido aberto o mais
na largura similar a dos ombros e inverter alto que conseguir (figura d).
as pernas grupadas, até passar da linha da
barra, esticando-as (figura a). Em seguida, SEGURANÇA
nesta posição, deve-se flexionar os braços
Sempre posicionar um colchão tipo “chi- b) d)
ao máximo (figura b) e depois esticá-los (re-
cletão” abaixo do aparelho de aéreo (cen-
tornando à posição da figura a), realizando o
tralizado).
movimento repetidas vezes.
Posiciona-se na lateral do praticante se-
Variações de pegadas:
gurando com uma mão na base do pes-
Lira: Segurar na parte inferior da barra com coço e a outra nas costas, próximo ao DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
as mãos na largura do ombro (figura c). quadril. Realizar a movimentação 10 vezes.

9. Grupar perna-01
a) b)
d) Lira: Segurar na parte inferior da barra com alizado posicionando as mãos na largura
as mãos juntas (figura a), realizar flexão do similar a dos ombros.
e) quadril e dos joelhos, trazendo-os juntos
até o peito (figura b) e em seguida realizar Variações de pegadas:
extensão do quadril, mantendo os joelhos
flexionados sem tocar o solo com os pés Trapézio: Segurar na barra com as mãos na
(retornando à posição da figura a). Manter largura similar a dos ombros (figura c).
os ombros afastados da orelha.
Tecido: Segurar no tecido aberto o mais
Obs.: Este exercício também pode ser re- alto que conseguir (figura d).
25
SEGURANÇA Posiciona-se na lateral do praticante colo-
DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão” ca uma mão em suas costas e a outra no
seu joelho, auxiliando na movimentação e Aproximadamente, duas séries de 10 movimen-
abaixo do aparelho de aéreo (centralizado). tações.
aproximando o joelho do tronco.

10. Grupar perna-02 b)


a) c)
Tecido: Quando o praticante já realizar o Variações de pegadas:
exercício anterior com facilidade, deve-se
Trapézio: Segurar na barra com as mãos na
pedir que grupe a perna (figura a) e inverta
largura similar a dos ombros (figura c).
até que seu pé alinhe com o tecido acima do
corpo (figura b), pra então retornar (retornar à d)
Lira: Segurar na parte inferior da barra com
posição da figura a).
as mãos na largura dos ombros (figura d).
Variação: Realizar flexão do quadril e da per-
na, trazendo os joelhos juntos até o peito, SEGURANÇA cando uma mão em suas costas, próximo ao qua-
depois esticar os joelhos, mantendo o qua- dril, para ajudar a inverter e a outra na perna para
Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
dril flexionado à 90º (posição carpada) e re- mantê-lo na posição.
tão” abaixo do aparelho de aéreo (centrali-
tornar a posição inicial sem tocar o solo, ou zado).
inverter a ordem do exercício (sobe carpado DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
e depois grupa e desce). Posiciona-se na lateral do praticante, colo- Aproximadamente 05 vezes.

11. Grupar perna-03


Trapézio: Segurar na barra com as mãos na barra (figura b) até o máximo da ampli- ter os ombros afastados da orelha.
largura similar a dos ombros, em seguida, tude dos ombros (figura c), retornando
realizar flexão de quadril e joelhos (figura a), depois à posição inicial sem tocar o solo Obs.: Para retornar, o esticar as pernas ajuda bas-
trazendo-os juntos, passando por baixo da (retornando à posição da figura a). Man- tante.
26
Variações de pegadas: aéreo (centralizado). d)
Tecido: Segurar no tecido aberto o Posiciona-se na lateral do prati- c)
a) b)
mais alto que conseguir (figura d). cante colocando uma mão em seu
Lira: Segurar na parte inferior da bar- ombro e a outra no quadril até cru-
ra com as mãos na largura do ombro zar a linha da barra. Depois, a segu-
(figura e). rança é feita colocando uma mão
no ombro e a outra na ponta do pé.
e)

SEGURANÇA DURAÇÃO DO EXERCÍCIO


Sempre posicionar um colchão tipo Aproximadamente 04 vezes.
“chicletão” abaixo do aparelho de

12. Sustentação carpado b)


Lira: Segurar na parte inferior da barra na largura similar aos dos ombros (figura b). a)
com as mãos juntas. Elevar as pernas c)
esticadas em 90º, mantendo-as juntas Tecido: Segurar no tecido aberto o mais alto
e em ponta de pé (figura a). Pode-se que conseguir (figura c).
pedir que o praticante permaneça nes-
ta posição por determinado tempo ou SEGURANÇA
que suba e desça a perna (flexionando Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão”
e estendendo o quadril com os joelhos abaixo do aparelho de aéreo (centralizado).
estendidos).
Posiciona-se na lateral do praticante colocan- DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
Variações de pegadas:
do uma mão em suas costas, próximo ao qua- Segurar por aproximadamente 15 ou realizar apro-
Trapézio: Segurar na barra com as mãos dril, e a outra por baixo da perna. ximadamente duas séries de 05 movimentações.
27
13. Tesourinha
Trapézio: Segurar na barra com as mãos Tecido: Segurar no tecido aberto o mais a) b)
na largura similar a dos ombros e com as alto que conseguir (figura d) com as
pernas juntas e esticadas em 90º (na po- pernas juntas e esticadas em 90º.
sição carpada). Deve-se afastar as pernas
ao máximo (figura a) e depois fechá-las,
cruzando duas vezes (uma vez com a di-
SEGURANÇA d)
Sempre posicionar um colchão tipo c)
reita em cima e outra com a esquerda em
cima – Figura b) repetindo o movimento. “chicletão” abaixo do aparelho de aéreo
Manter os ombros afastados da orelha. (centralizado).

Variações de pegadas: Deve-se posicionar por trás do prati-


cante segurando-o pela cintura.
Lira: Segurar na parte inferior da barra
com as mãos juntas (figura c) e as pernas Quando estiver mais seguro pode-se DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
juntas e esticadas em 90º. observar e corrigir. Aproximadamente duas séries de 05 movimentações.

b)
a) 14. Esquadro com nó no tecido
e) Realização do nó: com o braço direito mão direita para baixo passando por den-
d)
direcionado para cima enrole-o no teci- tro da volta apertando bem o nó (figura c).
do, de fora para dentro, permanecendo
c) com a palma da mão para frente sobre Tecido: Realizar um nó no tecido, deixan-
o tecido (figura a); com a mão esquerda do-o com formato de gota.
passe o tecido pendente para a mão di-
reita formando uma alça (figura b); em Na sequência, posicionar-se de costas
seguida puxe a “alça” de tecido com a para o tecido e em seguida passar os bra-
28
ços por dentro dele até a altura das axilas, se- ajuda-lo a inverter, impulsionando sua perna
gurar firme com uma mão de cada lado (figu-
SEGURANÇA para cima ao passo que a outra mão procura
ra d) e puxar as pernas afastadas em direção Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão” posicionar o nó na região lombar.
aos ombros, passando-as pelas laterais do te- abaixo do aparelho de aéreo (centralizado).
cido até ficar de cabeça para baixo com o nó Posiciona-se lateralmente ao praticante com DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
na região lombar e pernas afastadas (figura e). uma mão no nó do tecido e a outra mão e 03 séries de 10 repetições.
A volta deve ser lenta e controlada. uma das pernas dele. Ao comando, deve-se

b)
15. Esquadro (Inversão no Afastado)
Lira: Segurar na barra inferior da lira com as a)
afastadas, posicionadas uma de cada
mãos juntas, e, em seguida, grupar a perna e lado do tecido. Alongue as costas ao final c)
inverter o corpo até ficar de cabeça para bai- (figura c).
xo, mantendo as pernas afastadas e posicio-
nando uma de cada lado dos braços. Após Obs. 1: A inversão pode ser iniciada gru-
chegar a posição, deve-se alongar as costas pando as pernas e, em seguida, esticando
(figura a). O retorno é de forma controlada e e abrindo, depois carpando as pernas e,
com as pernas esticadas. em seguida, afastando ou mantendo-as
esticadas e afastadas do início ao final. Posiciona-se na lateral do praticante, colocan-
Variações de pegadas: do uma mão em seu ombro e a outra no quadril,
Obs. 2: iniciando com os braços flexiona- podendo transferir ambas as mãos para o quadril
Trapézio: Mesma execução da Lira (figura b). dos é mais fácil que esticados. ajudando-o a alongar as costas.

Tecido: Segure o tecido fechado com as


SEGURANÇA DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
mãos na frente do peito, em seguida, vá
Tecido: Repetir o movimento, no mínimo duas ve-
para a lateral do tecido, deixando-o ao lado Sempre posicionar um colchão tipo “chi-
zes para cada lado.
do corpo. Deve-se inverter o corpo até ficar cletão” abaixo do aparelho de aéreo (cen-
de cabeça para baixo, mantendo as pernas tralizado). Trapézio e Lira: Aproximadamente 05 vezes.
29
16. Torção no Grupado b)

Trapézio: Segurar na barra com as mais alto que conseguir (figura b). a)
mãos na largura similar a dos ombros
e realizar flexão do quadril e da perna, Lira: Segurar na parte inferior da barra com as
trazendo os joelhos juntos até o peito e mãos juntas (figura c).
torcendo o corpo fazendo com que os
dois joelhos passem da linha do braço SEGURANÇA c)
em uma lateral (figura a), retornando a
Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão”
posição inicial, sem tocar o solo e repe-
abaixo do aparelho de aéreo (centralizado).
tindo o movimento para o outro lado. Ao realizar para o outro lado, deve-se trocar as
Manter os ombros afastados da orelha. mãos de lugar.
Posicionar-se por trás do praticante, colocan-
do uma mão nas costas, próximo ao quadril e
Variações de pegadas:
a outra no joelho do lado contrário do movi- DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
Tecido: Segurar no tecido separado, o mento ajudando-os a seguir para a posição. Aproximadamente 06 vezes (03 para cada lado).

Exercícios de Perna
17. Para flexores de Perna (Quiques na curva)
Trapézio: Segurar na barra com as mãos se- um carpado de cabeça para baixo e dobrar posterior do quadril (figura “a” e “b”).
paradas na largura similar a dos ombros e re- os joelhos, encaixando a curva dos joelhos
alizar a flexão de quadril até os joelhos e pés na barra. Com as pernas juntas, solte as mãos Variações de pegadas:
passarem completamente por baixo da barra. ficando de cabeça para baixo. Nesta posição,
Em seguida, estender as pernas formando realize batidas com os calcanhares na região Lira: Mesma descrição do trapézio (figura c).
30
Tecido: Faz-se um nó no tecido (des-
crito neste capítulo em “Esquadro
SEGURANÇA
a) b) c) com nó no tecido” – Exercício 14) Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão”
formando uma gota com ele, depois abaixo do aparelho de aéreo (centralizado).
segura-o como em um trapézio, in- Posicione-se na lateral do praticante, pousando
vertendo as pernas (grupar pernas uma das mãos sobre o peito dos pés para que o
até virar de cabeça para baixo), co- praticante realize o movimento.
locando a curva do joelho próximo
d) Obs.: durante a fase de montagem, realizar a forma
ao nó. Nesta posição, deve-se soltar
as mãos e relaxar o corpo e o braço de segurança do exercício: Grupar perna.
(figura d), realizando batidas com os
calcanhares na região posterior do DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
corpo. Em média 15 batidinhas (pode-se realizar 03 séries).

18. Exercícios com a enrolada da escala 01 a) b) c)

Tecido: Deve-se enrolar a per- A descida é a mesma da figura da


na (figura a) como na figura escala (descrita na parte de tecido
da escala (descrita na parte – exercício 16).
de tecido – exercício 16), de
preferência com a variação da SEGURANÇA
chave. Nesta posição, afastar
Sempre posicionar um colchão tipo
(figura b) e fechar (figura c) as
“chicletão” abaixo do aparelho de
pernas por algumas vezes e
aéreo (centralizado).
depois permanecer no máximo
do alongamento para ganho Posiciona-se por trás do praticante DURAÇÃO DO EXERCÍCIO permanecer na posição de alon-
de flexibilidade. Pode-se optar acompanhando-o com as mãos em Em média 05 movimentações gamento por 15 segundos (pode-
pela escala lateral e/ou frontal. sua cintura, caso seja necessário. com velocidade controlada e -se realizar 03 séries).
31
19. Agachamento no gancho de pé
Trapézio: Realizar a subida no 16), depois, segurando no teci-
trapézio até encaixar a curva do do com as mãos, deve-se fle-
joelho na barra (montagem des- xionar o quadril para a posição e)
crita na parte de trapézio – exer- carpada (figura d) e ir virando
cício 1) e encaixe o flex na corda de cabeça para baixo, posicio- a) b) c)
por fora. De forma segura, solte nando os pés em flex por fora
as mãos ficando dependurado dos tecidos (um de cada lado).
de cabeça para baixo (figura a), Após posicionar os pés de for-
realize os agachamentos com ma segura, deve-se soltar os d)
objetivo de encostar a região braços e mantendo o corpo
glútea nos calcanhares (figura b). dependurado (figura e), realizar
agachamento. Ao término, se- SEGURANÇA Pode-se utilizar também uma
Tecido: Deve-se subir (descrita gure no tecido acima dos pés,
Sempre posicionar um colchão lonja presa ao próprio aparelho
na parte de tecido em ”subidas”) se puxando para ficar na posi-
tipo “chicletão” abaixo do apare- quando utilizar a lira ou o tra-
no tecido, numa altura superior ção agachada, e depois, de pé,
lho de aéreo (centralizado). pézio.
a do praticante e enrolar as per- desenrole o tecido (descrita na
nas na direção oposta (figura parte de tecido – exercício 16) e Posicionar-se na lateral do prati-
c) da figura da escala (descrita realize uma descida (descrita na cante com uma mão no ombro e DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
na parte de tecido – exercício parte de tecido em “descidas”). a outra no final da lombar. 03 séries de 10 agachamentos.

20. Curva e suas variações


Lira: Segurar na parte inferior da barra, com as xo da barra. Em seguida, estender as pernas as mãos ficando de cabeça para baixo (figura
mãos separadas na largura similar a dos om- formando um carpado de cabeça para baixo a). Estique uma das pernas, direcionando o pé
bros e realizar a flexão de quadril até os joe- e dobrar os joelhos, encaixando a curva dos para cima, sem desencaixar o quadril (figura b).
lhos e pés passarem completamente por bai- joelhos na barra. Com as pernas juntas, solte Volte para a curva e realize com a outra perna.
32
Obs: Depois de realizar o movi- pézio (figura e).
mento com segurança, o mesmo
d) pode ser executado com variações. SEGURANÇA
-Na curva, estenda uma das per- Sempre posicionar um colchão
nas, direcionando o pé para cima, tipo “chicletão” abaixo do apa-
depois direcione a perna para a relho de aéreo (centralizado).
a) b) c) lateral (figura c) e depois para trás
Posicione-se na lateral do prati-
(figura d). Volte a executar com a
cante segurando seus pés.
outra perna.

Variações de pegadas: DURAÇÃO DO EXERCÍCIO


e)
Trapézio: Mesma execução do Tra- 03 vezes cada perna.

Exercícios de balanços

21. Balanço de tronco


Trapézio: Segure na barra com as mãos do-as novamente à frente, enquanto o a) b) c)
separadas na largura similar a dos om- trapézio também se desloca para frente
bros, mantendo o corpo estendido. (figura c).
Uma vez pendurado, o praticante deve-
rá erguer as pernas para a posição do Obs: este exercício também pode ser
carpado (figura a). Em seguida, lançar a executado estendendo completamen-
perna para trás, atingindo uma curvatu- te o corpo no momento em que o ba-
ra na coluna com velocidade, mantendo lanço à frente encontrar o ponto zero,
as pernas esticadas (figura b), lançan- formando assim uma prancha a frente.
33
Posiciona-se na lateral do praticante segu-
SEGURANÇA rando com uma mão em sua cintura e a outra
DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão” dando auxilio no balanço, dando leves em- Series de 05 movimentações completas.
abaixo do aparelho de aéreo (centralizado). purrões.

22. Balanço da Curva a) b) c) d)


Trapézio: Realizar a subida no trapézio até
encaixar a curva do joelho na barra (monta-
gem descrita na parte de trapézio – exercício
1), mantendo as pernas juntas. Sem retirar a
mão da barra, flexione os cotovelos (figura a),
para então soltar as mãos, mantendo os bra-
ços esticados ao lado das orelhas, curvando
a coluna para trás, olhando o máximo para
trás (figura b), e em seguida, curvando-se para
frente tentando tocar na corda do trapézio de SEGURANÇA das mãos nos seus pés, fazendo uma leve
forma contínua. Sempre posicionar um colchão tipo “chicle- pressão para não correr o risco de escorregar.
tão” abaixo do aparelho de aéreo (centrali-
Obs: a volta pode ser realizada tocando no pé
(figura c) ou o mais alto na corda (figura d), vol-
zado). DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
tando a realizar o balanço. Posiciona na lateral do praticante, com uma Realizar de 05 a 07 balanços por sequência.

34
Uma vez que você tenha experimentado
voar, você andará pela terra com seus
olhos voltados para o céu, pois lá você
esteve e para lá você desejará voltar.

Leonardo da Vinci
35
Guia Metodológico de Acrobacias Aéreas | Lira

Recomendações para desenvolver as práticas


das figuras da Modalidade de Aéreo, Aparelho Lira.

alização/ apreciação das figuras. Observe se o local está apto para


receber o equipamento e os materiais de segurança necessários.

03 - Antes de pendurar o aparelho é necessário que o praticante, jun-


tamente com o auxiliar da segurança, verifique se os equipamentos
estão em ordem. Observe os mosquetões, fitas, cordas e o próprio
aparelho, além dos materiais de segurança, observando se todos são
apropriados.

04 - Em todas as figuras que fiquem na posição de inversão (de ca-


01 - O aparelho estará sendo indicado e ilustrado em quatro partes: beça para baixo), deve-se manter o queixo no peito.
PARTE SUPERIOR, PARTE INFERIOR E LATERAIS (direita- esquerda).
05 - Todos os exercícios devem ser feitos com acompanhamento de
02 - A estrutura onde será pendurado o aparelho contribui bastante outra pessoa, para auxiliar na segurança e também no detalhamento
para o desenvolvimento e segurança, desde os exercícios até a re- do processo de aprendizagem.
36
06 - Deve ser usado um colchão apropriado sob a Lira, de modo a rio, para facilitar o entendimento e montagem das figuras.
diminuir o impacto, caso aconteça uma queda acidental durante os
treinamentos ou apresentações. **Agora você pode embarcar com segurança em uma das mais belas
práticas do Circo**.
07 - Iremos usar as indicações “Direita e Esquerda”, quando necessá-

a) b) c) Subida Afastada d)
1. POSIÇÃO SENTADO E SUBIDA GRUPADA Subida Grupada

Segure na parte inferior do aparelho com as


mãos pronadas e separadas na largura do
ombro. Realize a flexão de quadril e de perna Posição Sentada
até que os joelhos e os pés passem comple-
tamente por baixo da parte inferior da barra, PODE-SE REALIZAR A SUBIDA AFASTADA,
em seguida estenda as pernas, formando a ATÉ CHEGAR À POSIÇÃO SENTADA, SEN- as pernas e encaixe a curva dos joelhos na
figura do carpado de cabeça para baixo. Con- DO ESTA UMA DAS MAIS TRADIÇIONAIS barra inferior deixando os joelhos próximos
tinuando, dobre os joelhos encaixando a “cur- FORMAS DE ACESSAR (SUBIR) ESTE APA- das mãos. Flexione os braços aproximando
va” (parte posterior do joelho) na parte inferior RELHO CIRCENSE. o peito do joelho, em seguida solte as mãos,
da barra. Com os joelhos juntos, flexione os mantendo as pernas firmemente dobradas
braços aproximando o peito do joelho, em se- Segure na parte inferior da barra com as mãos (parte inferior da barra deve estar na posterior
guida solte as mãos mantendo as pernas fir- pronadas e juntas, mantendo a distância das do joelho), fazendo assim um grande balan-
memente dobradas, fazendo assim um gran- orelhas para os ombros. Em seguida, retire a ço. Dando sequência, mantenha uma força
de balanço mantendo uma força nas pernas planta dos pés do apoio, flexionando-se, re- nas pernas como se os calcanhares quises-
como se os calcanhares quisessem tocar no alize a flexão do quadril, mantendo as pernas sem tocar no bumbum, curvando ao máximo
bumbum, curvando ao máximo a coluna. Na esticadas e afastadas o máximo que puder a coluna. Na volta do balanço a pessoa deve
volta do balanço a pessoa deve segurar nas até a posição afastada de cabeça para bai- segurar nas partes laterais da barra, uma mão
partes laterais uma mão de cada lado, flexio- xo. O quadril deve ficar o mais próximo da em cada lado, assim se puxando até chegar à
nando até chegar à posição sentada. parte inferior da barra. Assim, poderá dobrar posição sentada.
37
suspensão (pendurado) ao final apoio das mãos, sendo uma na
DESMONTAR: flexione as per-
apenas com o agarre das mãos. perna e a outra nas costas, até
DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
nas, encaixando bem as curvas
que o praticante da figura realize Para esta figura, podemos contar
dos joelhos (parte posterior dos
joelhos) na barra (parte inferior SEGURANÇA a curva ou seja, trave a barra na o tempo que se leva para chegar
Para realizar o acompanhamen- parte posterior dos joelhos man- à posição sentada, lembrando
da lira). Incline-se para trás, fi-
to “manual” de segurança, é fun- tendo as pernas flexionadas. Em que é muito importante que o
cando na posição carpada de
damental que o auxiliar preste seguida, o auxiliar deverá apoiar praticante esteja seguro em toda
cabeça para baixo. Em seguida,
muita atenção em todo o pro- uma das mãos na parte anterior a movimentação. Força abdomi-
flexione os joelhos desenrolan-
cesso de execução. Deve posi- dos pés do praticante e com a nal e de presas das mãos são
do o movimento, deixando as
cionar-se na lateral do pratican- outra dar auxilio até que consiga fundamentais para garantir o êxi-
pernas passarem por baixo da
te, auxiliando-o na subida com o sentar na Lira. to e a segurança da ação.
parte inferior da barra, ficando na

2. PÁSSARO a) b) c)

Partindo da posição sentada. Ele- se inclinando para frente vagaro-


ve as mãos ainda pronadas para samente, deixando em contato
a parte superior da barra e posi- com a lira apenas as mãos e o
cione um dos pés na parte infe- dorso do pé escolhido. Os bra-
rior da barra. Depois, se puxando, ços vão esticando na medida em
posicione o outro pé, ficando, en- que o praticante vai se inclinan-
tão, de cócoras na lira. Partindo do para frente. Essa figura exige DESMONTAR: para retornar, o esteve a sua frente, apoiando o pé
da posição (cócoras), o praticante muita força braçal para que o pra- praticante deve realizar o trajeto na lira, retornando para a posição
deve escolher um dos pés para ticante estique completamente a de trás para frente, ou seja, usar de cócoras. Retire os pés da parte
apoiar o dorso (peito do pé). Se- perna do pé que está de apoio na a força do braço para elevar-se e, inferior da barra, sempre um pé
gurando firmemente na parte su- lira, chegando à curvatura máxi- imediatamente dobrar a perna do por vez, estendendo as pernas
perior da barra e com o dorso do ma da coluna, dobrando a perna pé que esteve de apoio. Dando para frente. Consequentemente,
pé apoiado, o praticante deverá ir que está para frente. continuidade, retorne a perna que as mãos deverão ir deslizando
38
pelo aparelho da parte superior tiver inclinando-se para frente, o apoio, a permanência poderá ser
até as laterais, possibilitando que auxiliar da segurança deve apoiar
DURAÇÃO DO EXERCÍCIO menor ou maior, visando evitar
O praticante deverá levar em con-
o praticante fique sentado na lira. uma das mãos na região do tórax dores ou lesões EX: quando o
sideração a sua resistência física
(barriga) e a outra deverá impedir apoio se deparar com um contato
SEGURANÇA que o praticante da figura retire o
e o tempo levado na montagem
direto em estruturas ósseas (ca-
do movimento. Dependendo do
Quando o praticante da figura es- pé que está de apoio na lira. nela), deve-se permanecer menos.

3. SEREIA
b) c) Visão Dorsal
Segure na parte inferior da barra os braços, curvando ao máximo a)
com as mãos pronadas e separa- a coluna, deixando em contato Visão Frontal
das na largura dos ombros. Reali- com o aparelho apenas as mãos
ze a flexão de quadril e de perna, e os pés.
até que os joelhos passem com-
pletamente por baixo da parte DESMONTAR:
inferior da barra, formando a po- A pessoa da segurança deverá
sição carpado de cabeça para orientar o praticante da figura para por baixo da parte inferior da bar- DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
baixo. Flexione os joelhos encai- realizar a sequência do movimen- ra, desenrolando o movimento e O praticante da figura poderá
xando as curvas (parte posterior to de trás para frente. Retorne o ficando na posição inicial. estipular um tempo, levando em
dos joelhos) na parte inferior da quadril por entre os braços, retire consideração o que usou para a
barra (as mãos devem permane- os pés um por vez das partes late- SEGURANÇA montagem da figura e a sua re-
cer na mesma posição de início rais da barra, encaixando a curva Nesta figura, o auxiliar da segu- sistência braçal. Obs: nos treinos
do movimento), prenda os pés (posterior dos joelhos) na parte in- rança deve posicionar-se lateral- é comum permanecer mais tem-
nas partes laterais da barra, um ferior da barra. Em seguida, retire a mente em relação ao praticante po do que nas apresentações, de
pé em cada lado e um pé por vez curva dos joelhos da parte inferior apoiando uma das mãos no modo a ampliar a resistência e
o mais alto possível. Para uma da barra ficando de cabeça para ombro do praticante da figura e a também ter mais tempo para ob-
maior segurança, deixe os pés baixo na posição carpado, flexio- outra mão acompanhado o traje- servar e corrigir possíveis falhas
em flex, passe o quadril por entre ne os joelhos e os deixe passar to do quadril do mesmo. na execução ou na estética final.
39
4. RIM a) b)

Partindo da posição sentada: o Praticante de- corregando o bumbum para trás, flexionando e
verá segurar nas partes laterais da barra, uma juntando as pernas, deixando que ambas desli- Visão Frontal
mão de cada lado, e, vagarosamente, ir des- zem sobre a parte inferior da barra até a região
lizando para baixo até que a parte inferior da da curva (parte posterior dos joelhos), assim, se
barra chegue a sua lombar. Assim chegando, o flexionando para voltar a posição sentada. Visão Dorsal
praticante tem que inclinar-se vagarosamente possa elevar as pernas até o ponto indicado.
para trás e subir as pernas afastando-as e fa-
zendo com que elas toquem as partes laterais
SEGURANÇA Quando o praticante estiver de cabeça para
O auxiliar da segurança deve se posicionar baixo, o auxiliar da segurança terá que segu-
da barra, ficando de cabeça para baixo. Para rar os ombros do mesmo evitando que ocorra
na lateral do praticante, acompanhando com
uma melhor segurança e conforto, as partes qualquer tipo de acidente.
uma de suas mãos na parte posterior da per-
laterais da barra devem estar antes dos joelhos.
na do praticante e a outra na parte inferior da
DESMONTAR: lembrando que sempre para barra, visando evitar que a movimentação do DURAÇÃO DO EXERCÍCIO
voltar do movimento, seguiremos a lógica “de mesmo atrapalhe a execução da figura e con- O praticante da figura poderá estipular um
trás para frente”. sequentemente que o praticante sofra algum tempo, levando em consideração que usou
tipo de queda. Quando o praticante estiver para a montagem da figura. A permanência
O Praticante da figura irá erguer o tronco e se- inclinando-se para trás, o auxiliar da seguran- poderá ser menor ou maior, dependendo do
gurar nas laterais, uma mão de cada lado, es- ça deverá dar um auxílio para que o mesmo apoio, visando evitar dores ou lesões.

5. BANDEIRA
Partindo da posição sentado: O praticante co fique de lateral em uma certa curvatura da contato com a lira apenas os pés em flex e a
colocará as pernas para o lado esquerdo da coluna. À medida que o praticante for girando mão direita, enquanto a mão esquerda pode
lira e passará o braço direito para fora da la- o tronco, ele vai deslizar um pouco, por isso ficar na posição que desejar, contanto que
teral direita. Vagarosamente, o praticante irá os pés devem ficar em flex para ajudar na se- não atrapalhe a montagem e/ou a estética
deitando para trás, fazendo com que o tron- gurança e na posição da figura. Deixando em (forma) da figura.

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DESMONTAR: lembrando que sempre usa- teja atento e prestando bem atenção na a) b)
mos a regra de: trás para frente. execução.
O praticante da figura deve elevar o tronco e O auxiliar da segurança deverá posicio-
estender o braço esquerdo para que consi- nar-se por trás do que está no aparelho
ga alcançar a lateral da barra, ficando com as realizando a figura, segurando a sua
duas mãos no mesmo lado. Depois, flexionará cintura e indicando o passo a passo da
as duas pernas, mantendo-as dobradas e em mesma. Quando o praticante da figura
contato maior com a parte inferior da barra, estiver deitando e inclinando o corpo
enquanto a sua mão esquerda poderá ir em para a lateral, o auxiliar da segurança
busca da outra lateral da barra. Depois, flexio- deve segurar a parte inferior da barra DURAÇÃO
na-se para voltar à posição de início (sentada). por baixo do corpo do praticante. Com a O praticante da figura juntamente com o auxiliar es-
outra mão, deverá segurar as pernas do tipulará um tempo, levando em consideração o que
SEGURANÇA que está executando a figura. Recomen- usou para a montagem da figura e a sua resistência
Para a segurança pedimos que o auxiliar es- da-se a ajuda na volta (Desmontagem). física. Isto é realizado para evitar dores ou lesões.

6. CRISTO n0: 01
Partindo da posição sentada: o praticante deverá todo rígido para ajudar na questão gravitacional.
segurar nas laterais e ir deslizando as mãos até
que a parte inferior da barra chegue à região de sua DESMONTAR: cuidadosamente, flexione os bra-
escápula. Em seguida, vagarosamente, irá soltando ços até que suas mãos segurem de forma firme
as mãos e esticando os braços, deixando-os no ali- nas laterais da barra. Depois, faça uma força em-
nhamento dos ombros. Faz-se necessário que se purrando a lira para frente e inclinando para trás a a) b)
mantenha uma força contrária nos braços (força de região da escápula, instantaneamente esticando
fechar os braços), já que os mesmos são os únicos os braços (os braços devem deslizar para cima).
a estarem em maior contato com o aparelho, assim Em seguida, utilizando-se da força dos braços,
como para se manter com mais segurança nessa deverá elevar o corpo flexionando os braços e
figura. Outro ponto importante é deixar o corpo chegando à posição inicial, (sentada).
41
que o praticante escorregue, já que estará
SEGURANÇA apenas com o contato das escápulas e dos
DURAÇÃO
O auxiliar que fará a segurança deve se po- braços. Quando o praticante estiver bem po- O praticante da figura, juntamente com o au-
sicionar na lateral do que está praticando a sicionado na figura, o auxiliar da segurança xiliar da segurança, estipulará um tempo le-
figura. Uma de suas mãos deve segurar de poderá ir soltando aos poucos. Na volta da vando em consideração o que se usou para
forma firme a perna do praticante e, com a figura, o auxiliar da segurança deverá ajudar o a montagem da figura e a sua resistência de
outra mão, segurar a parte inferior da barra praticante a subir mais depressa, ajudando-o, braço. Dependendo da resistência, a perma-
para evitar que o movimento do mesmo atra- se necessário, para subir. nência poderá ser menor ou maior.
palhe a execução da figura e também evitar

7. CRISTO LATERAL a) b)

Iremos usar direita e esquerda para facilitar a sição grupado, passando as pernas por cima
explicação da figura. da parte inferior da barra e apoiar as curvas
(posterior dos joelhos), depois colocando as
Sentado na lira, mantenha as pernas esticadas mãos nas laterais, uma por vez.
e levemente separadas. Com a mão direita, o
praticante da figura deverá segurar a parte su- SEGURANÇA
perior da barra e com a mão esquerda segurar,
O auxiliar da segurança deve posicionar-se por já que as pernas sobem juntas e grupadas, re-
por entre as pernas, a parte inferior da mesma.
trás do praticante, colocando uma das mãos na querendo um pouco mais de força.
Em seguida, flexionar os braços para ajudar a
parte inferior da barra para ajudar o praticante
elevar as pernas de forma grupada, fazendo
com que passem completamente por dentro
da figura a esticar os braços e empurrar esta DURAÇÃO
parte da barra. Posicionar a outra mão por trás
da lira, deixando-as esticadas e de lateral, esti- O praticante, juntamente com o auxiliar da se-
das pernas do praticante, para evitar algum tipo
cando os braços, ficando assim na suspensão gurança, poderá estipular um tempo levando
de queda, caso o mesmo perca as forças.
(pendurado), apenas com o agarre das mãos. em consideração o que usou para a montagem
Na volta, o auxiliar da segurança pode e deve da figura e a sua resistência de braço. Depen-
DESMONTAR: o praticante deve usar da força ajudar o praticante a subir para o aparelho no- dendo da resistência, a permanência poderá ser
de braço para elevar as duas pernas até a po- vamente, dando auxílio nas pernas do mesmo, menor ou maior, visando evitar dores ou lesões.
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8. GOTA
a) b)
Iremos usar direita e esquerda para facilitar a DESMONTAR: cuidadosamente, solte o pé
explicação da figura. esquerdo. O praticante deverá segurar nas la-
terais o mais alto que puder, simultaneamen-
Partindo da posição sentada: segurando nas te descendo a perna direita indo de encontro
partes laterais da barra, o praticante deverá com a esquerda, retornando para a posição
deslizar até que a sua lombar fique posicio- sentada.
nada na parte inferior da barra. Ao chegar, o
praticante terá que elevar a perna direita, esti- SEGURANÇA Lembrando que é para ajudar na volta da figura.
cando a mesma até que seu pé direito toque O auxiliar da segurança deverá ajudar o prati-
a parte superior da barra, deixando a perna cante da figura a posicionar a lombar na parte DURAÇÃO
esquerda apontando para baixo. Simultane- inferior da barra. Em seguida, o ajudará segu- O praticante da figura juntamente ao auxiliar
amente, o praticante deverá inclinar-se para rando com uma de suas mãos o ombro do da segurança poderá estipular um tempo le-
trás e ir soltando as mãos das laterais, para praticante, evitando que ele caia do aparelho. vando em consideração o que usou para a
que consiga alcançar o pé esquerdo que es- Também deverá ficar atento à perna esquerda, montagem da figura. Dependendo do apoio, a
tará apontando para o chão concluindo, as- já que a mesma está para baixo, podendo se- permanência poderá ser menor ou maior, vi-
sim, a figura. gurar a perna esquerda com a outra mão. sando evitar dores ou lesões.

a) b) 9. EQUILÍBRIO DE OMBRO
Partindo da posição sentada: o praticante de- com as curvas (posterior dos joelhos), na par-
verá segurar na parte superior da barra, com as te superior da barra, apoiando a nuca na parte
mãos pronadas e realizar o exercício de subida inferior da mesma colocando, assim, os braços
até que as curvas (parte posterior dos joelhos) por trás da lira, deixando-os levemente flexiona-
se posicionem na parte superior da barra. Em dos e segurando de forma firme as laterais (um
seguida, o praticante ficará suspenso apenas braço de cada lado), com os dedões apontando
43
para cima. Na sequência, esticar as pernas para pronada. Chegando nesta posição, o pratican- Na volta da figura, o auxiliar da segurança aju-
o alto, passando a perna esquerda para trás da te fará o processo de descida, voltando para dará o praticante a trazer a perna esquerda
parte superior da barra, deixando apenas a nuca a posição sentada na parte inferior da barra. para frente da parte superior da barra e posicio-
apoiada na parte inferior da barra. Nesta figura, nando as curvas (parte posterior dos joelhos),
o praticante pode variar as posições das pernas, SEGURANÇA na parte superior da barra. Em seguida, auxiliar
quando estiver seguro e bem equilibrado. Pedimos que o auxiliar da segurança esteja no processo de descida para a parte inferior, fi-
atento, ajudando no processo de subida para a nalizando a figura na posição sentada.
DESMONTAR: a perna direita deverá ser do-
brada, permanecendo na parte superior da barra superior. Em seguida, o mesmo ajudará o
barra, enquanto a esquerda deverá voltar para praticante a posicionar a nuca na parte inferior DURAÇÃO
frente da barra, ficando na mesma posição da barra. Segurando na cintura do praticante, o O praticante, juntamente com o auxiliar da se-
que a perna direita (dobrada). Em seguida, as auxiliar o ajudará a encontrar o ponto de equilí- gurança, terá que considerar o tempo em que
mãos deverão alcançar a parte superior da brio da figura, já que o mesmo vai estar na po- levou para a montagem da figura, visando evi-
barra, ficando na lateral dos joelhos de forma sição de cabeça para baixo. tar dores ou lesões.

10. VELA
Partindo da posição sentada: o praticante deverá se- ra. Dando continuidade, o mesmo deve segurar
gurar na parte superior da barra, com as mãos prona- com uma de suas mãos o ombro do praticante e
das na largura dos ombros. Dando sequência, reali- com a outra a mão auxiliar para que o praticante
zar o exercício de subida, passando a perna esquerda estenda o corpo, até formar a figura da vela.
para trás da parte superior da barra esticando, assim,
as duas pernas para o alto, deixando o corpo todo O mesmo ocorrerá caso o praticante escolha a
alinhado, ficando na posição de cabeça para baixo. variação da “vela derretida”.

SEGURANÇA DURAÇÃO gem da figura e a sua resistência.


O auxiliar da segurança precisa ter uma atenção O Praticante, juntamente com o auxiliar da se- Força abdominal e de presas das
maior nesta figura, ajudando o praticante a realizar gurança, estipulará um tempo levando em con- mãos são fundamentais para garan-
o processo de subida para a parte superior da bar- sideração o tempo em que usou para a monta- tir o êxito e a segurança do exercício.
44
11. VARIAÇÃO DA VELA (VELA DERRETIDA)
As duas pernas poderão inclinar- da), o mesmo terá que trazer as esquerda de trás para a frente e
-se juntas para o lado direito. O duas pernas esticadas para o apoiando a curva (parte posterior
praticante terá que curvar a colu- alto e, assim, realizar o processo do joelho) da mesma na parte
na, podendo dobrar. Caso prefira, de descida. superior da barra. Com as mãos
deixe a perna esticada. mantidas no mesmo lugar, rea-
Iniciar dobrando a perna direita lize o processo de descida vol-
DESMONTAR: caso o praticante que está na frente da parte su- tando para a posição sentada, na
esteja na variação (vela derreti- perior da barra, trazendo a perna parte inferior da barra.

12. MORCEGÃO a) b) c)

Usaremos direita e esquerda para praticante ficará no alinhamento


facilitar a explicação da figura. do aparelho (Lira). A perna direita
terá que passar por cima da parte
Partindo do processo de subi- inferior da barra, cruzando com a
da: o praticante deverá passar a perna esquerda, passando o pé
perna direita para trás da parte direito por baixo do pé esquerdo e
inferior, deixando-a esticada para deixando os dois pés em flex. Para
cima e, na sequência, prender a execução desta figura, é neces-
a perna esquerda na lateral es- sário que se faça uma força nas DESMONTAR: o praticante terá do a curva (parte posterior dos
querda, deixando o pé esquer- pernas (força de fechar as pernas). que segurar a parte inferior da joelhos). Assim, poderá dobrar a
do em flex, passando a mão Quando o praticante da figura ter- barra, descruzando a perna es- perna direita, trazendo-a de en-
esquerda para a parte lateral di- minar esses processos e se sentir querda, passando-a por baixo da contro a esquerda, ficando assim,
reita da barra. Assim, o corpo do seguro poderá soltar as mãos. parte inferior da barra e apoian- na mesma forma.
45
As mãos devem voltar para as laterais dos cante a realizar o processo de subida. O au-
joelhos (uma de cada lado), segurando de for- xiliar deve segurar com uma de suas mãos o
DURAÇÃO
ma pronada. Chegando nesta posição, o pra- ombro do praticante e com a outra mão dar o O praticante, juntamente com o auxiliar da
ticante poderá descer do aparelho ou realizar apoio para que o praticante se mantenha na segurança, estipulará um tempo. Deve con-
a subida para a posição sentada. posição de alinhamento com o aparelho, até siderar o tempo que levou para a montagem
que o mesmo coloque o pé direito no local da figura e a sua resistência física, conside-
indicado. Quando o praticante estiver segu- rando que as pernas devem estar bastante
SEGURANÇA ro e soltar as mãos, a pessoa da segurança fortalecidas.
O auxiliar da segurança precisa ter uma pode segurar um dos ombros do praticante,
atenção maior nesta figura, ajudando o prati- se necessário.

a) b)
13. ENVERGADA
Partindo da posição cócoras: o praticante de- SEGURANÇA
verá segurar na parte superior da barra, com
O auxiliar da segurança ajudará o pra-
as mãos pronadas, separadas a uma distân-
ticante a realizar o processo de subida
cia similar a larguras dos ombros. Em segui-
para a posição de “cócoras”. Em seguida,
da, ficará de pé e curvará a coluna para trás
irá segurar com uma de suas mãos a par-
o máximo que conseguir. As pernas devem
estar bem esticadas, assim como os braços.
te inferior da barra para que a movimen- DURAÇÃO
tação do aparelho não atrapalhe a execu-
O Praticante, juntamente ao auxiliar da seguran-
ção da figura.
DESMONTAR: o praticante terá que retornar ça, estipulará um tempo considerando o tempo
o tronco para a posição de pé. Assim, flexio- É necessário que o praticante esteja usan- em que levou para a montagem da figura e a sua
nará os joelhos até a posição de cócoras, do breu, para que não venha a escorregar resistência. Força abdominal e de presas das
podendo sentar na barra inferior para reali- do aparelho. mãos são fundamentais para garantir o êxito e
zar o processo de descida. a segurança do exercício.
46
14. ESCORPIÃO a) b)

Partindo da posição sentada: o praticante de- retornará os braços, soltando as mãos da par-
verá segurar na parte superior da barra com te inferior da barra e alcançando a parte supe-
as mãos pronadas em uma distância similar a rior, segurando nas laterais dos joelhos, com
largura dos ombros e realizar o exercício de su- as mãos pronadas de forma firme. Assim, rea-
bida, até que as curvas (parte posterior dos joe- lizará o processo de descida, até que chegue
lhos) se posicionem na parte superior da barra. à posição sentada na parte inferior da barra.

Em seguida, o praticante ficará suspenso ma balance e desequilibre o praticante, caso o


(pendurado) apenas pelas curvas dos joelhos,
SEGURANÇA mesmo solte o aparelho (lira) durante a mon-
na parte superior da barra. O auxiliar da segurança ajudará o praticante tagem do movimento.
no processo de subida para a parte superior
As mãos devem segurar na parte inferior da da barra. Em seguida, o ajudará a posicionar
barra, empurrando esta parte da barra para as mãos na parte inferior e a empurrá-las
DURAÇÃO
trás, esticando completamente os braços e para trás. O praticante, juntamente ao auxiliar da segu-
curvando ao máximo a coluna. rança, estipulará um tempo considerando o
O auxiliar deverá segurar com uma das mãos que usou para a montagem da figura e a sua
DESMONTAR: cuidadosamente, o praticante a parte inferior da barra, para evitar que a mes- resistência física.

15. ESCALA DIAGONAL n0: 01 a) b)

Partindo da posição Cócoras: o praticante esquerdo, deixando apoiado apenas o pé


deverá segurar com uma distância um pou- direito. Levando a perna esquerda esticada
co maior que a similar dos ombros na parte para trás, fazendo uma escala na forma dia-
superior da barra (mãos pronadas). Em se- gonal. As pernas e os braços devem estar
guida, esticará os braços, inclinando-se para bem esticados para a uma boa estética da
trás, retirando da parte inferior da barra o pé figura.
47
DESMONTAR: o praticante deverá flexionar na lateral do praticante, colocando uma das
os braços, se flexionando, trazendo a perna mãos na parte inferior da barra para ajudar
DURAÇÃO
esquerda flexionada até que o pé esquerdo o praticante a esticar as pernas e empurrar a O praticante, juntamente com o auxiliar
fique apoiado juntamente ao direito na barra parte inferior da barra com o pé direito. Com a da segurança, estipulará um tempo con-
inferior, voltando para a posição de (cócoras), outra mão, segurar a perna esquerda, apenas siderando o que usou para a montagem
Senta-se na parte inferior da barra e realiza o para manter e orientar o praticante no aparelho. da figura e a sua resistência. Força abdo-
processo de descida. minal e de presas das mãos são funda-
Na volta, o auxiliar pode e deve ajudar o prati- mentais para garantir o êxito e a segu-
cante da figura a trazer a perna esquerda para rança do exercício.
SEGURANÇA a posição de cócoras, de onde iniciou o movi-
O auxiliar da segurança deve se posicionar mento.

a) b)

16. GAZELA
Partindo da posição sentada: o praticante de- passe o máximo que puder da barra lateral,
verá girar seu corpo para o lado esquerdo, fa- para uma melhor segurança e estética da fi-
zendo com que as costas fiquem direcionadas gura.
para a parte direita da barra, mantendo as per-
nas juntas e esticadas para o lado esquerdo. DESMONTAR: para voltar, o praticante deve-
Em seguida, pede-se que passe o braço direito rá alcançar com as duas mãos a parte direi- SEGURANÇA
por trás da lateral direita e segure firme com as ta da barra (a que o joelho estiver apoiado) o O auxiliar da segurança deverá ficar por trás
duas mãos, mantendo os dedões apontados mais alto possível, ou seja, depois do joelho. do praticante, segurando a sua cintura e in-
para cima. O praticante começará a deitar-se Segurando firme, o praticante flexionará os dicando o passo a passo da figura. Quando
para trás, trazendo a perna direita flexionada braços elevando o tronco, retirando a perna o praticante estiver inclinando-se para trás,
pelo lado contrário do seu corpo, deixando a direita do apoio e a esticando novamente o auxiliar da segurança deve segurar a parte
barra entre a perna flexionada e seu corpo. de encontro com a perna esquerda. Assim, inferior da barra, por baixo do corpo do pra-
a pessoa retornará para a posição sentada, ticante. Com a outra mão, deverá segurar as
É necessário que o joelho da perna direita de onde se iniciou o movimento. pernas.
48
Quando o praticante da figura estiver posicio- da figura voltar para a posição sentada. que usou para a montagem da figura e a sua
nado, o auxiliar poderá soltar o aparelho e se- resistência física.
gurar apenas o ombro do Praticante da figura. DURAÇÃO
Para voltar, a o auxiliar da segurança também O Praticante, juntamente com o auxiliar da se- As pernas devem estar bem fortalecidas para
o ajudará e fará a segurança até o praticante gurança, estipulará um tempo considerando o um êxito na figura.

b) c)
17. QUEDA DE UM JOELHO a)

Partindo da posição sentada: Ao frente, mantendo a perna direita


chegar à posição sentada, o pra- sempre flexionada e segurando
ticante terá que passar a perna firme durante todo o tempo.
esquerda para trás da parte infe-
DESMONTAR: o praticante terá
rior da barra, deixando a mesma
que passar a perna esquerda por
apoiada em sua coxa, ainda com
baixo da parte inferior da barra
as mãos nas laterais da barra. Em
e posicionar a curva (parte pos-
seguida, posicione as mãos na
terior dos joelhos) da perna es- Posicionando-se na lateral do
parte inferior, próximo ao corpo. na parte inferior da barra, retor-
querda novamente na barra, po- aparelho, o auxiliar, com uma de nando para a posição sentada,
dendo escolher se retornará para suas mãos, irá segurar o joelho
OBS: as palmas das mãos de- de onde iniciou a montagem da
a posição sentada ou se realiza a direito do praticante e com a
vem estar voltadas para frente, figura.
descida do aparelho. outra mão o ombro do mesmo,
uma mão de cada lado, que ficará
quando ele estiver inclinando-
apoiada com a perna direita fle-
SEGURANÇA -se para frente. Em seguida, a
DURAÇÃO
xionada já o pé direito deve estar
mão que apoiou o ombro de- Força abdominal e de presas das
bem perto do joelho esquerdo. O auxiliar da segurança terá que
verá ir para as costas do prati- mãos são fundamentais para
prestar bastante atenção a todo
Chegando a esta posição, o pra- cante, para ajudá-lo a colocar garantir o êxito e a segurança do
o processo de montagem para
ticante fará uma rotação para a perna esquerda novamente exercício.
que nada dê errado.
49
18. LUA a) b) c)

Partindo da posição sentada: o apoiará na barra lateral esquer-


Ao chegar à posição sentada, o da. Apenas quando se sentir
praticante deverá girar seu corpo equilibrado poderá soltar os bra-
para o lado esquerdo, deixando a ços, deixando-os no alinhamen-
perna direita esticada, apontando to dos ombros.
para baixo e a perna esquerda
dobrada apoiada na parte inferior DESMONTAR: para voltar, o pra-
da barra enquanto as duas mãos ticante deverá segurar na lateral
devem segurar a lateral direita direita da barra: a que está em
(um pouco acima da nuca). suas costas, retirando o pé es- SEGURANÇA quadril do praticante, evitando que
querdo e em seguida retirando o mesmo caia para os lados.
O auxiliar da segurança terá
Em seguida, o pé direito deve ser o pé direito, e assim estender as que se posicionar na lateral
apoiado na lateral esquerda, ou pernas para baixo, como estava do praticante, até que o mes- DURAÇÃO
seja, a parte da barra que está a no início, voltando para a posi- mo realize todas as etapas de Dependendo do apoio, a perma-
sua frente. Dando continuidade, ção sentada de onde iniciou a montagem. Depois, o auxiliar nência poderá ser menor ou maior,
elevará o pé esquerdo e também figura. da segurança deverá segurar o visando evitar dores ou lesões.

19. “V” DO FLEX


Partindo do processo de subida: na esquerda na lateral esquerda, Na sequência, a perna direita mais alto que conseguir elevar e
o praticante deverá passar a per- deixando o pé esquerdo em flex, terá que passar por dentro da em flex. É necessário que se faça
na direita para trás da parte infe- colocando a mão esquerda entre lira, cruzando e prendendo na força nas pernas (força de abrir
rior da barra, deixando-a esticada as suas pernas. Assim, o corpo lateral direita da barra (nesta as pernas para criar uma pressão
apontada para cima. Em seguida, do praticante ficará no alinha- medida a barra estará em sua entre as pernas e a barra). Quan-
o praticante deve prender a per- mento do aparelho. frente), os pés devem estar o do o praticante terminar esses
50
tornará para a posição da curva, nha na posição de alinhamento
ficando igual a perna direita. De- com o aparelho, até que o mes-
pois deste processo, o pratican- mo coloque o pé direito no local
te terá que retirar as mãos que indicado.
estavam entre as pernas e se-
b) c) gurar a barra inferior, sendo nas Quando o praticante estiver se-
laterais de fora dos joelhos, uma guro e soltar as mãos, a pessoa
a)
mão de cada lado. Nesta etapa da segurança pode apoiar sua
fica a critério do praticante a es- mão em um dos ombros do pra-
colha de descer do aparelho ou ticante, se necessário.
ir para a posição sentada.

processos e se sentir seguro, mãos entre as pernas), poden-


DURAÇÃO
poderá soltar cuidadosamente do, assim, retirar a perna direita
SEGURANÇA O Praticante, juntamente com
as mãos, que permaneceram da lateral da barra, trazendo- O auxiliar da segurança ajudará o auxiliar da segurança, estipu-
entre as pernas durante a mon- -a por baixo da parte inferior, o praticante da figura a realizar lará um tempo considerando o
tagem. apoiando a curva (parte poste- o processo de subida. Em se- que levou para a montagem da
rior dos joelhos) na parte infe- guida, deve segurar com uma figura e a sua resistência física,
DESMONTAR: o praticante terá rior da barra. de suas mãos o ombro do prati- lembrando que as pernas devem
que segurar com as duas mãos cante e com a outra mão auxiliar estar bem fortalecidas para um
a parte inferior da barra (as duas A perna esquerda também re- para que o praticante se mante- êxito na figura.

51
Use a capacidade que tens. A
floresta ficaria silenciosa se só
o melhor pássaro cantasse.
Oscar Wilde
52
Guia Metodológico de Acrobacias Aéreas | Tecido

ORIENTAÇÕES E VERIFICAÇÃO DO APARELHO - TECIDO

As descrições a seguir devem ser lidas por in- tações na sua globalidade; Sempre que • Vestimenta: Roupa confortável; preferen-
teiro antes da prática no aparelho para facilitar estiver descrita uma altura ideal para subir, cialmente elástica e colada ao corpo; com
a compreensão e diminuir os riscos realizan- deve-se calcular esta altura do pé do prati- comprimento mínimo próximo ao joelho e
do, assim, uma prática mais segura. cante até a superfície do colchão; É preciso com blusa de manga para prevenir queima-
observar ainda a preparação física neces- duras nos braços e pernas. Obs: roupas até
• Descrições: Para facilitar a descrição, as sária para adquirir a força suficiente para o o tornozelo protegem de queimaduras, mas
movimentações serão indicadas com o lado desenvolvimento de uma prática segura; podem fazer com que a pessoa deslize (es-
direito como sendo o dominante. É importan- Antes de realizar uma subida, o praticante corregue) durante movimentações.
te, porém, iniciar primeiro com seu lado de do- deve primeiramente ler a descrição de su-
mínio. Se seu lado dominante for o esquerdo, bida e descida completa (para iniciantes, é • Calçados: A utilização de calçados pode di-
deve-se ler entendendo a descrição de direita sugerido, primeiramente, realizar a subida e ficultar por fazer com que a pessoa deslize. É
como o de esquerda. É muito importante tra- descida tradicional). preferível, portanto, praticar descalço.
balhar a lateralidade e, quando adquirir força e
confiança na execução das movimentações, • Altura indicada: Uma altura mínima ideal • Segurança: Deve-se sempre verificar se o
tentar executá-la para o lado contrário; para que seja possível a realização de todas tecido é adequado para o uso e se está em
as movimentações aqui descritas seria a fixa- bom estado de utilização (não oferecendo
• Leitura: antes de iniciar a prática recomen- ção do tecido a 06m do chão, deixando uma risco de rasuras ou risco ao praticante, por
damos ler todas as instruções e observar as borda de aproximadamente 01m caída sobre não oferecer amortecimento necessário em
ilustrações atentamente buscando enten- o colchão em uso, totalizando 07 metros de sua elasticidade ideal), verificar a amarração
der as indicações bem como as movimen- tecido. (ancoragem) do tecido, os materiais utilizados
53
(fitas de segurança, mosquetões, cordas...) e a vação) logo abaixo do tecido. Para maiores autores Diego Leandro Ferreira, Marco Antô-
estrutura em que está fixado para evitar pos- indicações sobre amarração e verificação do nio Coelho Bortoleto e Ermínia Silva, publica-
síveis acidentes, além de fazer uso de colchão material, sugerimos a leitura do livro “Segu- do pela Editora Fontoura.
do tipo chicletão (em bom estado de conser- rança no Circo: Questão de Prioridade”, dos

Subidas
a) b)
1. Tradicional
Posicionar-se de pé em frente ao tecido corpo segurando mais alto (figura 1.b) dando
(bem próximo). Com o tecido entre as per- sequência a esta movimentação.
nas, segurar com ambas as mãos o mais
alto que conseguir. Flexionar quadril e jo- SEGURANÇA
elho direito enrolando a perna de fora para Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão”
dentro o mais alto que conseguir. Em se- abaixo do tecido (centralizado).
guida, flexionar os braços para manter o
Sempre subir inicialmente o equivalente a
corpo suspenso, depois pisar com o pé es- No início do aprendizado, o auxiliar deve rea-
1 metro e, em seguida, descer avaliando se
querdo no peito do pé direito por cima do lizar a segurança posicionando uma mão por
possui força suficiente, principalmente nos
tecido para impedir que o praticante desli- baixo do antepé do pé que o praticante está
braços, para realizar a subida até maiores al-
ze (figura 1.a). Depois, reposicionar o braço de apoio (enrolado) e a outra mão no tecido
turas com uma descida segura.
mais alto (figura 1.b). A subida consiste em que sobra, abaixo desse pé (puxando-o para
se puxar para cima flexionando braços e baixo). No movimento de flexão do praticante,
pernas posicionando o pé enrolado mais deve-se impulsionar seu pé para cima ao pas- DURAÇÃO
acima (figura 1.a). O pé livre pisa no peito so em que puxa o tecido para baixo auxiliando A duração será equivalente ao tempo de su-
do outro pé e, em seguida, estende-se o na subida. bida e descida de forma segura.
54
2. Russa (elevador ou pisando)
Com o tecido entre as pernas, segurar com a) b)
Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
ambas as mãos o mais alto que conseguir. tão” abaixo do tecido (centralizado).
Flexionar quadril e joelho direito, posicio-
nando o pé por trás e do lado esquerdo do Ficar atento e orientar, principalmente na tran-
tecido. Flexionar braços e pernas para man- sição da descida, pois esta forma de subida
ter o corpo suspenso, enquanto o pé es- não possui uma descida muito confortável,
querdo passa por trás do tecido puxando-o sendo indicada a descida tradicional para ini-
por baixo do pé direito (figura 2.a) até pisar ciantes ou outra descida de sua preferência. para realizar a subida até maiores alturas com
no peito do pé sobre o tecido. A subida uma descida segura.
consiste em flexionar braços e pernas repo-
sicionando os pés mais a cima no tecido e
SEGURANÇA
em seguida segurando mais alto (figura 2.b) Sempre subir inicialmente o equivalente a 01 DURAÇÃO
para recomeçar. metro e, em seguida, descer avaliando se pos- A duração será equivalente ao tempo de su-
sui força suficiente, principalmente nos braços, bida e descida de forma segura.

3. Trocadinha
Com o tecido fechado do lado direito do cor- seguida, liberando o tecido da perna, estenda Obs.: se o tecido estiver do lado direito co-
po realize um esquadro (ver em exercícios) o corpo mantendo o tecido do lado esquerdo loca a curva da perna esquerda e vice-versa.
colocando a curva do joelho esquerdo (fi- (figura 3.b). Realize um esquadro colocando a
gura 3.a). Depois, suba os braços escalando curva do joelho direito (figura 3.c), escalando SEGURANÇA
o tecido e segurando firme com ambas as com as mãos até segurar firme mais alto que Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
mãos, mais alto que a curva do joelho. Em a curva do joelho. tão” abaixo do tecido (centralizado).
55
a) b) c) Inicialmente, será preciso se posicionar na la- sobre supervisão e orientação). Do contrário,
teral do praticante, segurando com as mãos deverá fazer dois ciclos de subida e, em se-
em sua cintura para ajudar a realizar a inver- guida, descer para recomeçar.
são orientando sobre o posicionamento da
perna, para com o antebraço auxiliá-lo na su- DURAÇÃO
bida do tronco.
A duração será equivalente ao tempo de subi-
O praticante só deverá subir mais alto quan- da e descida de forma segura.
do estiver seguro da movimentação (sempre

4. Francesa a) b) c)

Com o tecido fechado do lado direito do cor- alizar novamente o esquadro com o tecido do
po (figura 4.a) realize um esquadro (ver em lado direito (figura 4.b).
exercícios) colocando a curva do joelho direito
(figura 4.b). Depois, suba os braços escalan- Obs.: se o tecido estiver do lado direito, colo-
do o tecido e segurando firme com ambas as car a curva da perna do mesmo lado (direito),
mãos, mais alto que a curva do joelho e gire o e vice-versa.
corpo para o lado direito com as pernas carpa-
das. Segure no tecido, acima do corpo com a SEGURANÇA O praticante só deverá subir mais alto quando
estiver seguro da movimentação (sempre so-
mão esquerda, e passe a mão direita e o corpo Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão”
bre supervisão e orientação). Do contrário, de-
por baixo do tecido pendente (figura 4.c). Em abaixo do tecido (centralizado).
verá fazer dois ciclos de subida e, em seguida,
seguida, segure com a mão direita no tecido
descer para recomeçar.
acima do corpo, ainda mantendo o corpo de Inicialmente, será preciso se posicionar na late-
lateral, e também passe a mão esquerda por ral da pessoa, segurando com as mãos em sua
baixo do tecido pendente segurando perto da cintura para ajudar a realizar a inversão, orien- DURAÇÃO
mão direita. Agora, libere a perna de forma a tando sobre o posicionamento da perna, para A duração será equivalente ao tempo de subi-
estender o corpo (novamente figura 4.a) e re- com o antebraço auxiliá-lo da subida do tronco. da e descida de forma segura.
56
5. Subida na força
Com o tecido fechado, segure pre puxando o corpo para cima, cífico para o amortecimento do
com ambas as mãos e realize uma flexionando os braços. corpo em caso de uma queda.
escalada sem utilizar as pernas
que estarão estendidas e abertas SEGURANÇA O praticante só deverá subir
com os joelhos apontando para mais alto quando estiver segu-
Sempre posicionar um colchão
cima ou para trás (figura 5). ro da movimentação (sempre
tipo “chicletão” abaixo do tecido
sobre supervisão e orientação).
(centralizado).
A escalada é feita segurando com Do contrário, deverá subir até DURAÇÃO
a mão direita acima da esquerda. A segurança é feita inicialmente que sua lombar ainda seja al- A duração será equivalente ao
Em seguida, a esquerda acima da segurando na cintura do prati- cançada e então descer para tempo de subida e descida de
direita, dando continuidade sem- cante, utilizando colchão espe- recomeçar. forma segura.

Descidas
6. Tradicional
Com o tecido passando entre as pernas, se- a força da pisada do pé esquerdo deslizan- abrasão na perna ou nos pés.
gurando com ambas as mãos, flexionar qua- do de forma lenta e controlada (figura 6.b).
dril e joelho direito enrolando a perna de fora Durante a descida, os braços vão alternando, VARIAÇÃO:
para dentro. Em seguida, deve-se pisar com o apoiando-se ao tecido um após o outro. Só com os pés e com tecido aberto: Na po-
pé esquerdo no peito do pé direito por cima sição da descida tradicional deve-se, com as
do tecido para impedir que se deslize (figura Obs.: Se a descida for realizada de forma rá- mãos, separar o tecido e passar os braços e
6.a). Para realizar a descida, deve-se diminuir pida, o praticante pode ter queimaduras por o corpo por dentro da abertura, permanecen-
57
do depois com os braços abertos na posição da abaixo dos seus pés segurando no tecido
do cristo simples (figura 6.c). A descida será onde, com os dedos, deve-se estimular o pé a) b) c)
realizada diminuindo a força da pisada do pé de cima a liberar a pisada facilitando o enten-
esquerdo para que se deslize de forma lenta e dimento da descida.
controlada sem o auxílio do braço.
Quando o praticante adquirir confiança para
realizar a descida de um local mais alto, de-
SEGURANÇA ve-se permanecer atento para orientar e/ou
Sempre posicionar um colchão tipo “chicle- amortecer a descida.
tão” abaixo do tecido (centralizado).

O praticante deve subir inicialmente até a al- DURAÇÃO


tura de 1m. Sua segurança será feita posicio- Realizar primeiramente a posição da descida
nando-se na lateral do praticante e apoiando numa altura próxima ao chão, subindo mais A duração será equivalente ao tempo de subi-
a mão direita em sua lombar e a mão esquer- ao passo em que se adquire segurança. da e descida de forma segura.

b)
7. Na força a)

No momento da descida, deve-se segurar posicionando abaixo do braço esquerdo, que


firme com os dois braços, enquanto vai de- deve se manter firme. Depois de segurar fir-
senrolando completamente as pernas que se memente com o direito, será a vez do braço
manterão completamente estendidas, afas- esquerdo soltar o tecido e segurar abaixo do
tando-as de forma a manter os pés na altura direito dando continuidade à descida.
do quadril e os joelhos voltados para cima ou
para trás (figura 7.a). A descida será realizada VARIAÇÃO: rolando completamente as pernas, que em se-
mantendo a mesma posição das pernas, en- Na força com pernas cruzadas (travando com guida devem ser carpadas mantendo o tecido
quanto os braços farão a descida de forma pernas): No momento da descida, o praticante entre elas. Dando continuidade, deve-se fle-
alternada: o braço direito solta o tecido, se deve segurar firme com os dois braços desen- xionar uma das pernas, cruzando sobre a ou-
58
tra que permanecerá estendida com o pé acima Quando o praticante adquirir confiança
do nível do quadril, mantendo as pontas dos pés
SEGURANÇA para realizar a descida de um local mais
em tensão (figura 7.b). Para realizar a descida, de- Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão” alto, deve-se permanecer atento para
ve-se fazer força para manter as pernas fechadas abaixo do tecido (centralizado). orientar e/ou amortecer a descida que
pressionando assim o tecido que está entre elas, será realizada até que o praticante se
Primeiramente, deve-se aprender a descida tra-
enquanto os braços descerão de forma alternada. mantenha de pé no colchão.
dicional pois a qualquer momento durante esta
Esta descida também pode ser realizada de for- descida poderá enrolar a perna da posição da
ma rápida folgando momentaneamente as duas descida tradicional para descansar ou descer. DURAÇÃO
mãos, sem perder o contato com o tecido, segu- Realizar primeiramente a posição da
rando firme em seguida para parar a descida. Para realizar a segurança, o praticante precisa descida numa altura próxima ao chão,
estar ao alcance dos braços do auxiliar para subindo mais ao passo em que se ad-
Obs.: o praticante deverá se certificar de que sua corrigir a posição das pernas e segurar em sua quire segurança.
roupa tem comprimento suficiente para que o te- cintura durante a descida, que será realizada
cido não entre em contato com a pele da região primeiramente até que o praticante sente no A duração será equivalente ao tempo de
da coxa, para não haver queimaduras por abrasão. colchão. subida e descida de forma segura.

a) b)
8. Rapel
Para realizar esta descida, é necessário reali- trás para frente. Volta logo em seguida à po-
zar primeiro a chave de cintura (especificado sição lateral da chave de cintura. Para realizar
na parte de “figuras livres” – exercício 15). De- a descida, deve-se segurar com ambas as
pois de realizada a chave de cintura, o prati- mãos no tecido pendente (figura 8.b), próximo
cante deve se segurar com as duas mãos no ao corpo, mantendo a posição lateral e com
tecido acima dele (figura 8.a), se posicionando as pernas carpadas durante toda a descida, mais rápida será a descida. Ao final, deve-se,
na vertical, com tronco contraído e pernas fe- aliviando a pressão das mãos para fazer com passando uma mão de cada vez, segurar no
chadas para que o tecido desenrole de cima que o corpo deslize e segurando firme para tecido acima do corpo para que ele se desen-
de suas pernas, passando a ponta deste de parar a descida. Quanto mais soltar o tecido, role totalmente e volte ao chão.
59
Obs.: o praticante deverá se certificar de que que o praticante execute bem a chave de ve-se então permanecer atento para orientar
sua roupa tem comprimento suficiente para cintura (especificado na parte de “figuras li- e/ou amortecer a descida.
que o tecido não entre em contado com a pele vres” – exercício 15). Para realizar a seguran-
da região da coxa para não haver queimaduras. ça, deve-se orientar o praticante a realizar a DURAÇÃO
primeira descida a 1,5m do solo para auxiliá-
Realizar primeiramente a posição da descida
SEGURANÇA -lo na montagem da descida corrigindo cor-
numa altura próxima ao chão, subindo mais
po e posicionamento.
Sempre posicionar um colchão tipo “chicletão” ao passo em que se adquire segurança.
abaixo do tecido (centralizado).
Quando o praticante adquirir confiança para A duração será equivalente ao tempo de su-
Para realizar esta descida, se faz necessário realizar a descida de um local mais alto, de- bida, montagem e descida de forma segura.

9. Na cadeirinha a) b)

Para realizar esta descida, é necessário reali- do que se encontrava próximo ao corpo e
zar primeiro a chave de cintura (especificado cruzando as pernas, mantendo a perna que
na parte de “figuras livres” – exercício 15). De- estava superior sobre a outra, segurando
pois de realizada a chave de cintura, deve-se com ambas as mãos no tecido pendente
segurar no tecido acima dele, afastando as próximo ao corpo (figura 9.b). Para realizar
suas partes de modo a segurar com uma mão a descida, deve-se levar o tecido penden-
de cada lado. Em seguida, deve-se flexionar te em direção ao corpo para fazer com que
a perna que se encontra superior (a perna de deslize lentamente, alternando as mãos (a
cima na posição lateral da chave de cintura), mão direita segura o tecido pendente e leva bas as mãos no tecido no qual está com o
passando o joelho entre a abertura dos te- em direção ao corpo. Em seguida, a mão corpo encostado, retirando o corpo no apoio
cidos afastados e, em seguida, toda a perna esquerda segura mais longe e ao soltar a e retornando a perna por entre os tecidos,
(figura 9.a). Permanecendo no mesmo sentido direita também leva o tecido para perto do mantendo-a ereta segurando o peso do cor-
de pernas, o educando deve virar-se com a corpo, dando continuidade à descida). Para po com as mãos, enquanto desenrola todo
barriga para cima, sentando em cima do teci- finalizar, o praticante deve segurar com am- o tecido do corpo e retorna para o colchão.
60
Deve-se orientar o praticante a realizar a pri- ve-se permanecer atento para orientar e/ou
SEGURANÇA meira descida a 1,5m do chão para auxiliá-lo amortecer a descida.
Sempre posicionar um colchão tipo “chi- na montagem corrigindo o corpo e o posicio-
cletão” abaixo do tecido (centralizado). namento. DURAÇÃO
Obs.: o praticante deverá se certificar de que Nesta descida, deve se posicionar por trás do Realizar primeiramente a posição da descida
sua roupa tem comprimento suficiente para praticante, segurando-o pelas laterais do qua- numa altura próxima ao chão, subindo mais
que o tecido não entre em contato com a pele dril para equilibrá-lo na posição. ao passo em que se adquire segurança.
da região da coxa, para não haver queimadu-
ras por abrasão. Quando o praticante adquirir confiança para A duração será equivalente ao tempo de su-
realizar a descida de um local mais alto, de- bida, montagem e descida de forma segura.

Figuras com chave de pé


a) b) c)

10. Chave de pé
Na posição da subida tradicional para fora) no tecido, a meia dis-
(perna direita enrolada e perna tância do pé direito e das mãos.
esquerda pisando), mantenha as Em seguida, deve-se esticar a
mãos segurando o tecido acima perna esquerda empurrando o
da cabeça e realize a flexão do tecido para frente (figura 10.a) e sequência, libere a perna esquer- realizar a flexão do quadril fican-
quadril ficando na posição car- enrolar a perna direita realizando da para a lateral do tecido (que do na posição carpada. A perna
pada. A perna esquerda deve um movimento com o pé para permanecerá entre as pernas) esquerda deve ser retirada do
ser retirada do tecido e flexiona- dentro, depois para cima (flexio- deixando-a ereta e em ponta di- tecido e flexionada, apoiando o
da (mantendo a direita esticada) nando quadril e joelho) e para recionada para baixo (figura 10.c). pé no tecido acima do pé direito
apoiando a planta do pé de la- lateral, pisando no tecido que e esticando em seguida a perna
teral (com os dedos apontando servirá de apoio (figura 10.b). Na Para desfazer a chave, deve-se para empurrar o tecido para fren-
61
te realizando flex no pé direito (retornando à Para realizar pela primeira vez a chave de pé,
figura 10.b), que perderá o apoio da planta dos o praticante deve subir o equivalente a 1m. A
DURAÇÃO
pés desfazendo a chave. Em seguida, deve- segurança será realizada se posicionando na Realizar a movimentação até que se tenha
-se pisar com o pé esquerdo sobre o direito lateral do praticante passando o antebraço adquirido segurança e propriedade.
por cima do tecido, retornando à posição da direito pela sua lombar, utilizando o braço es- A duração será equivalente ao tempo de
subida tradicional. querdo para orientar a movimentação de pés. montagem e desmontagem de forma segura.

Obs: Este procedimento de segurança deve Orientamos que permaneça na fase final da
SEGURANÇA ser repetido (ou mantido), até que o praticante figura por 5 segundos (desde que não com-
Sempre posicionar um colchão tipo “chicle- possua domínio suficiente para realizar o mo- prometa a segurança do praticante, caso falte
tão” abaixo do tecido (centralizado). vimento sozinho e em segurança. força, por exemplo).

11. Secretária
Primeiramente, deve-se realizar a chave de pé segurar no tecido pendente (deve-se olhar
(exercício 10) no pé direito mantendo o tecido para o solo nesta figura).
entre as pernas. Depois, deve-se flexionar as
pernas ficando na posição agachada. Em se- Para retornar, deve-se levar o queixo ao pei-
guida, a perna esquerda deve cruzar sobre a to e flexionar o tronco, levando os braços ao
direita de forma a manter as pernas fechadas tecido a cima do corpo, segurando-o. Em se-
com o tecido entre as coxas, com o pé es- guida, deve-se descruzar a perna esquerda
direcionando o pé em ponta para baixo com tão” abaixo do tecido (centralizado).
querdo em ponta (ao cruzar a perna esquer-
da deve-se também manter o joelho o mais a perna ereta, retornando depois à posição de
Para realizar esta figura, o deve-se obser-
flexionado possível). O praticante deve deitar pé para desfazer a chave como descrito na
var a necessidade de realizar a segurança
o corpo para trás, descendo as mãos pelo parte de chave de pé.
descrita anteriormente sobre a chave de pé
tecido até que seja possível soltá-las e posi- (exercício 10).
cioná-las em direção ao solo com os braços SEGURANÇA
esticados (figura 11.a e 11.b), podendo também Sempre posicionar um colchão tipo “chicle- Depois de realizada a chave, deve-se auxi-
62
liar o praticante a sentar e cruzar as pernas, com a mão esquerda no tórax do praticante. Orientamos que permaneça na fase final da
fechando bem a abertura entre elas, seguran- figura por cinco segundos (desde que não
do com a mão direita no tornozelo do pé de DURAÇÃO comprometa a segurança do praticante, caso
cima apoiando o antebraço na perna de baixo, A duração será equivalente ao tempo de falte força, por exemplo).
impedindo assim que se afastem, auxiliando montagem e desmontagem de forma segura.

12. Arco para frente tecido aberto a) b)

Primeiramente, deve-se realizar a chave de VARIAÇÃO:


pé (exercício 10) no pé direito e, com as mãos, Arco para frente tecido fechado: Primeira-
separar o tecido em duas partes, segurando mente, deve-se realizar a chave de pé (exer-
com uma mão de cada lado na altura da ca- cício 10) no pé direito e, em pé, posicionar a
beça. Nesta posição, passe os cotovelos entre mão direita acima da cabeça com o dorso vol-
os tecidos para frente, passando em seguida tado para si e polegar direcionado para baixo.
o corpo. Deve-se então colocar o quadril à Em seguida, deve-se soltar o braço esquerdo,
frente olhando para cima, fazendo uma ex- passando-o juntamente com o corpo entre o corpo à posição ereta, soltar mão esquerda
tensão do tronco e esticando os braços. O braço direito e o tecido, segurando depois aci- passando o tecido para frente do corpo, segu-
quadril e joelho na perna esquerda devem ser ma da cabeça na mesma posição da mão di- rando depois com as mãos na posição nor-
flexionados ao máximo, ficando suspensa em reita, posicionando o tecido por trás do corpo. mal. Para desfazer a chave de pé, deve-se se-
ponta de pé, mantendo a perna direita estica- Deve-se então, fazer uma extensão do tron- guir as indicações descritas em “chave de pé”.
da (figura 12.a). co colocando o quadril à frente olhando para
cima, esticando os braços e flexionando ao
Para retornar, deve-se realizar o movimento máximo quadril e joelho na perna esquerda, SEGURANÇA
contrário: retornar perna esquerda, retornar que ficará suspensa em ponta de pé manten- Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
corpo à posição ereta flexionando os coto- do a perna direita esticada (figura 12.b). tão” abaixo do tecido (centralizado).
velos e retornando por entre os tecidos. Para
desfazer a chave de pé, deve-se seguir as in- Para retornar, deve-se realizar o movimento Para realizar pela primeira vez esta figura, o
dicações descritas em “chave de pé”. contrário: retornar perna esquerda, retornar praticante deve realizar a chave de pé (exer-
63
cício 10) a, aproximadamente, 1m de altura. Na tida até que o praticante possua segurança A duração será equivalente ao tempo de
posição da figura, a segurança deverá ser feita suficiente para realizar o movimento sozi- montagem e desmontagem de forma segura.
passando o antebraço direito pelo abdômen nho.
do praticante, utilizando o braço esquerdo Orientamos que permaneça na fase final da
para orientar a movimentação de pernas. DURAÇÃO figura por cinco segundos (desde que não
Realizar a movimentação até que se tenha comprometa a segurança do praticante, caso
Obs: Esta forma de segurança deve ser repe- adquirido segurança e propriedade. falte força, por exemplo).

13. Arco para trás tecido aberto a)


b)

Primeiramente, deve-se realizar a chave de VARIAÇÃO:


pé (exercício 10) do pé direito e, com as mãos, Esticadinha para trás: Primeiramente, deve-se
separar o tecido em duas partes, segurando realizar a chave de pé do pé direito e, com as
com uma mão de cada lado, inicialmente na mãos, separar o tecido em duas partes, se-
altura da cabeça (o ideal depois é segurar na gurando com uma mão de cada lado na al-
altura da cintura). Nesta posição, mantendo tura da cabeça. Nesta posição, passe a perna
o quadril alinhado entre os tecidos, deve-se esquerda para trás, mantendo-a ereta e com
-se seguir as indicações descritas em “chave
fazer uma extensão do tronco olhando por ponta de pé, ao passo em que faz o corpo
de pé”.
cima, esticando os braços e flexionando ao se deslocar para trás, esticando os braços e
máximo quadril e joelho na perna esquerda, mantendo a perna da chave de pé igualmen-
que ficará suspensa em ponta de pé, manten- te esticada. A figura é finalizada realizando o SEGURANÇA
do a perna direita esticada (figura 13.a). máximo de afastamento das pernas e olhan- Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
do para cima (figura 13.b). tão” abaixo do tecido (centralizado).
Para retornar, deve-se realizar o movimento
contrário: retornar perna esquerda e retornar Para retornar, deve-se realizar o movimento Para realizar pela primeira vez esta figura, o
corpo à posição ereta por entre os tecidos. contrário: retornar perna esquerda, retornar praticante deve realizar a chave de pé a 1m
Para desfazer a chave de pé, deve-se seguir corpo para perto dos tecidos flexionando os de altura. Na posição da figura, a segurança
as indicações descritas em “chave de pé”. cotovelos. Para desfazer a chave de pé, deve- deverá ser feita passando seu antebraço es-
64
querdo pela lombar do praticante, segurando tida até que o praticante possua segurança montagem e desmontagem de forma segura.
no tecido do lado esquerdo dele, utilizando o suficiente para realizar o movimento sozinho.
braço direito para orientar a movimentação de Orientamos que permaneça na fase final da
pernas, cabeça e braços. figura por cinco segundos (desde que não
DURAÇÃO comprometa a segurança do praticante, caso
Obs: Esta forma de segurança deve ser repe- A duração será equivalente ao tempo de falte força, por exemplo).

14. Casulo
Primeiramente, deve-se realizar a chave da frente até que esteja agachado com qua-
de pé (exercício 10) do pé direito e, com as dril e joelhos escondidos pelo tecido. A fi-
mãos, separar o tecido em duas partes, se- gura será finalizada utilizando as mãos para
gurando com uma mão de cada lado. Nesta fechar os espaços abertos entre os tecidos, a)
posição, passe a perna esquerda entre os escondendo todo o corpo (figura 14.c) ou b) c)
tecidos, ficando de frente para o tecido di- utilizando as mãos, colocando-as uma de
reito e (figura 14.a), apoiando o meio do qua- cada lado das aberturas dos tecidos, para
dril no tecido esquerdo (tecido de trás). Em segurar o tecido pendente balançando-o
seguida, posicione as duas mãos acima da levemente. SEGURANÇA
cabeça no tecido de trás com os polegares Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
apontando para baixo. Na sequência, abra o Para retornar, deve-se fechar o tecido da tão” abaixo do tecido (centralizado).
tecido como uma rede apoiando o quadril e frente, utilizando-o como apoio para passar
as costas no tecido aberto, flexionando um à posição de pé. Posicionando as mãos na Para realizar pela primeira vez esta figura, o
pouco o quadril com a perna direita estica- altura da cabeça, deve passar a mão esquer- praticante deve realizar a chave de pé (exercí-
da (figura 14.b). Continuando, utilize as mãos da para o tecido de trás. Segure-o com o po- cio 10) a 1m de altura.
para abrir o tecido da frente e, ao abrí-lo, po- legar para cima passando a perna esquerda
sicione o pé esquerdo na base deste tecido; para trás retornando à posição inicial. Para Durante toda a movimentação, a segurança
inicie o movimento de sentar apoiando os desfazer a chave de pé, deve-se seguir as in- será feita mantendo os braços voltados para
joelhos fechados no meio do tecido aberto dicações descritas em “chave de pé”. a cintura do praticante, orientando-o.
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Obs: Esta forma de segurança deve ser re- Orientamos que permaneça na fase final da
petida até que o praticante possua segu-
DURAÇÃO figura por cinco segundos (desde que não
rança suficiente para realizar o movimento A duração será equivalente ao tempo de comprometa a segurança do praticante, caso
sozinho. montagem e desmontagem de forma segura. falte força, por exemplo).

Figuras Livres
b)
a)
15. Chave de Cintura
Segurando o mais alto que conseguir com a perna direita estendida, permanecendo na
ambas as mãos no tecido fechado, posicio- posição deitada, com ombros e quadril na
ne-o do lado direito do seu corpo e flexione mesma altura (figura 15.b).
completamente os braços, puxando para
cima até que os pés não toquem mais o Para retornar da figura, deve-se segurar no
chão. Na sequência, estique a perna direita tecido acima do corpo com as duas mãos e
cintura partindo da posição em pé para, de-
(que está ao lado do tecido) para a frente e elevar o corpo para a posição ereta, apontan-
pois de entendida a movimentação, realizar
então posicione a perna esquerda por trás do as pernas para baixo, facilitando o desen-
uma subida no tecido e depois desenrolar as
do tecido pendente, que ficará entre suas rolar do tecido do corpo. Em seguida, enrolar
pernas, segurando firme com os braços, po-
pernas. Nesta posição, utilize o joelho da per- a perna na posição da descida.
sicionando o tecido na lateral do corpo para
na esquerda para puxar o tecido (figura 15.a). começar a movimentação.
Afaste, em seguida, as pernas esticadas com SEGURANÇA
os pés um pouco acima do nível do quadril, Sempre posicionar um colchão tipo “chicle- A segurança deve ser realizada se posicio-
para que o tecido deslize para a cintura, e tão” abaixo do tecido (centralizado). nando na lateral do praticante com a mão di-
gire todo o corpo para o lado direito flexio- reita em sua lombar e a esquerda orientando
nando a perna esquerda e braços mantendo Inicialmente, deve-se realizar a chave de a movimentação correta de perna. Ao final,
66
deve-se utilizar as duas mãos montagem de forma segura. gundos (desde que não compro-
no quadril da pessoa para ajudá-
DURAÇÃO meta a segurança do praticante,
A duração será equivalente ao Orientamos que permaneça na
-la a atingir a última posição. caso falte força, por exemplo).
tempo de montagem e des- fase final da figura por cinco se-

16. Escala a)
b) c) d)

Deve-se subir inicialmente o


equivalente a 1m e, em seguida,
abrir o tecido segurando com
uma mão de cada lado. Nesta
posição, deve-se desenrolar as
pernas posicionando-as afas-
tadas com os tecidos entre elas pernas esticadas (carpadas) até VARIAÇÃO: as pernas assumindo a posição
(figura 16.a). A partir daí, enrolar que o quadril esteja um pouco Escala (variação de chave): De- da escala (frontal ou laterais).
as duas pernas por duas vezes abaixo do nível dos pés, fazendo pois de realizar a enrolada da
de fora para dentro: passando as a enrolada da perna deslizar para perna, conforme descrito acima, Para retornar da figura, deve-se
pernas pela lateral do tecido e de- os tornozelos (figuras 16.b). A fi- deve-se, segurando alto e firme fechar as pernas e retornar à
pois por entre eles retornando-as gura é finalizada fazendo ponta posição ereta. Em seguida, fa-
com uma mão de cada lado,
para trás, e novamente pela late- de pés e afastando as pernas zer ponta de pé e, se puxando
flexionar os braços se puxando
ral do tecido e depois por entre para a posição da escala frontal para aliviar o peso dos pés no
para cima flexionando as pernas
eles retornando-as para trás. Em ou lateral (figura 16.c). tecido, deve-se deslizar a alça
seguida, fecham-se as pernas para posicionar o calcanhar em dos pés pelo calcanhar para
mantendo-as esticadas. Dando Para retornar, deve-se fechar as uma alça de tecido que se forma trás desfazendo as chaves de
continuidade, segure o tecido na pernas e retornar à posição ereta, por trás deles (figura 16.d). Após pé. Após isso, basta segurar fir-
altura do rosto, ainda com uma segurar firme nos tecidos desen- apoiar os pés na alça, a chave me nos tecidos desenrolando
mão de cada lado. Deve-se as- rolando as pernas e enrolando está feita e pode-se ainda, segu- as pernas e enrolando na posi-
sumir a posição sentada com as na posição de descida. rando firme nos tecidos, afastar ção de descida.
67
nhando-o com as mãos em sua cintura. Orientamos que permaneça na fase final da
SEGURANÇA figura por cinco segundos (desde que não
Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
tão” abaixo do tecido (centralizado).
DURAÇÃO comprometa a segurança do praticante, caso
A duração será equivalente ao tempo de falte força, por exemplo).
Posicione-se por trás do praticante, acompa- montagem e desmontagem de forma segura.

17. Vela
Deve-se, com os pés no chão, segurar no realizar essa variação: primeiramente, realize
a) b)
tecido aberto o mais alto que conseguir. Em a posição da vela e torça o corpo virando o
seguida, realizar a flexão do quadril e joelhos quadril, de modo a apoiar a parte posterior
juntos até o peito (grupando a perna) e in- dele em uma das mãos. Separando as per-
vertendo seu corpo para trás até que seu pé nas alguns centímetros, curve o corpo fa-
alinhe com o tecido e sua cabeça esteja na zendo as pernas descerem pelas laterais do
direção do solo. Nesta posição, o praticante tecido na mão em que está apoiado. A figura
deve esticar as pernas, mantendo-as juntas é finalizada com as pernas eretas assumin-
e alinhadas com o tecido, direcionadas para do uma posição horizontal, sendo com uma
cima com os pés em ponta, pescoço alinhado perna na posição horizontal e a outra dobra-
Pede-se inicialmente que realize a figura,
com o corpo e braços esticados segurando da direcionada à cabeça (figura 17.b) ou com
partindo da posição de pé no colchão, mas
firmemente (figura 17.a). ambas as pernas dobradas e direcionadas à
depois que adquirir segurança, deve-se pri-
cabeça.
Para retornar da figura, deve-se, primeiramen- meiramente subir até altura combinada e só
te, grupar novamente as pernas trazendo os Para retornar da figura, deve-se primeiramen- então abrir o tecido e executar.
pés alinhados com o tecido e depois retornar te retornar o corpo à posição da vela e então
o corpo a posição inicial. seguir a desmontagem desta figura. A segurança será realizada, posicionando-se
na lateral do praticante, passando o antebraço
VARIAÇÃO: SEGURANÇA esquerdo pela sua lombar (segurando com a
Vela Invertida (com torção lateral): Após ter Sempre posicionar um colchão tipo “chicle- mão esquerda na frente do quadril) e com a
segurança na realização da vela, pode-se tão” abaixo do tecido (centralizado). mão direita apoiada sobre seu ombro.
68
de forma segura.
DURAÇÃO
Realizar a movimentação até que se tenha adquirido segurança e pro- Orientamos que permaneça na fase final da figura por cinco segundos
priedade. (desde que não comprometa a segurança do praticante, caso falte for-
A duração será equivalente ao tempo de montagem e desmontagem ça, por exemplo).

18. Gota/sereia
Deve-se segurar no tecido aberto o mais alto SEGURANÇA
que conseguir e realizar a flexão do quadril e
Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
joelhos juntos até o peito, (grupando a perna)
tão” abaixo do tecido (centralizado).
e invertendo seu corpo para trás até que seus
pés alinhem com o tecido e sua cabeça es- Inicialmente deve-se realizar a figura partindo
teja na direção do solo. Nesta posição, o pra- da posição de pé no colchão. Depois que ad-
ticante deve separar os pés e na posição de quirir segurança, deve-se primeiramente subir
flex apoiar o dorso dos pés no tecido (um de até a altura combinada e, só então, abrir o te-
cada lado). Com os pés apoiados ainda segu- cido e executar.
DURAÇÃO
rando firmemente no tecido, deve-se passar o Realizar a movimentação até que se tenha
quadril entre os tecidos, curvando assim sua Posiciona-se na lateral do praticante, pas- adquirido segurança e propriedade.
coluna e fazendo uma extensão de pescoço sando o antebraço esquerdo pela lombar do
(figura 18). educando (segurando com a mão esquerda A duração será equivalente ao tempo de
na frente do quadril do mesmo) e com a mão montagem e desmontagem de forma segura.
Para retornar da figura, deve-se primeiramen- direita apoiada sobre seu ombro. Depois que
te retornar o quadril até assumir a posição o praticante posicionar corretamente os pé e Orientamos que permaneça na fase final da
grupado de cabeça para baixo com os pés começar a passar o quadril, deve-se posicio- figura por cinco segundos (desde que não
alinhados com o tecido e depois retornar o nar a mão esquerda no ombro e o antebraço comprometa a segurança do praticante, caso
corpo à posição inicial. direito na região abdominal. falte força, por exemplo).
69
19. Cristo
Deve-se subir inicialmente o equivalente a
respeitando seus limites de força mantendo
1m para, em seguida, abrir o tecido segu-
os ombros baixos e afastados das orelhas
rando com uma mão de cada lado e passar
(figura 19).
braços e corpo por dentro da abertura per-
manecendo depois com os braços abertos
Para retornar da figura, deve-se, primeira-
na posição do cristo simples. Na sequência,
mente, fechar os braços para baixo, alinhan-
flexione um pouco o quadril apoiando o
do-os com o corpo, enrolar as pernas na
tecido nas axilas, fazendo assim uma cur-
posição da descida tradicional, desenrolar
vatura do corpo à frente, porém, pesando
os braços retornando à posição do cristo
para trás abrindo um espaço entre o tecido
simples e depois à posição da descida tra-
e o abdômen. Os braços devem realizar um
dicional, segurando com ambas as mãos o Depois que o praticante compreender a movi-
movimento para trás e para baixo, passando
tecido fechado. mentação dos braços, a segurança poderá ser
primeiro pelas laterais dos tecidos, em se-
realizada segurando o praticante pela cintura
guida entre os tecidos e o abdômen e, de-
pois entre os dois tecidos. Continuando o SEGURANÇA enquanto realiza toda a movimentação.

exercício, segure o tecido com a mão direita Sempre posicionar um colchão tipo “chicle-
do lado direito e a esquerda do lado esquer- tão” abaixo do tecido (centralizado). DURAÇÃO
do, com os polegares para baixo. Seguran- A duração será equivalente ao tempo de
do de forma a manter os braços eretos e Para realizar a segurança será preciso posi- montagem e desmontagem de forma se-
enrolados no tecido, deve-se, com cuidado, cionar-se por trás do praticante e no momen- gura.
desenrolar as pernas mantendo-as eretas to em que ele desenrolar as pernas, segurar
e direcionadas ao solo. Realizar força no com uma mão em cada braço, orientando-os Orientamos que permaneça na fase final da
braço, no sentido de girar para fora direcio- a girar para fora e abrir, auxiliando em seguida figura por cinco segundos (desde que não
nando a palma da mão fechada para cima no fechamento do braço até que o praticante comprometa a segurança do praticante, caso
e abrir os braços até no máximo 90 graus, reposicione a perna. falte força, por exemplo).
70
Quedas a) b) c)

20. Queda da subida tradicional


Primeiramente, deve-se assumir mantendo o tecido esticado da
a posição da subida tradicional mão direita até os pés com os om-
descrita nos capítulos de subida bros a 90 graus (figura 20.b).
e subir o equivalente a 2m. Nesta SEGURANÇA No momento da montagem, a
posição, separe o tecido em duas A queda será feita segurando fir-
Sempre posicionar um colchão segurança será realizada se posi-
partes e passe braços, cabeça e memente no tecido enquanto a
tipo “chicletão” abaixo do tecido cionando da lateral do praticante,
corpo pela abertura. Apoie o tecido perna esquerda será levada para
(centralizado). segurando com uma mão nos pés
no quadril e, com as pernas esti- frente flexionando quadril e joe-
(mantendo-os fechados) e a outra
cadas, direcionando-as para bai- lho a noventa graus com os pés O praticante só deve passar a por trás das pernas, direcionando-
xo, flexione o quadril curvando o em ponta direcionando a perna fazer esta movimentação depois -as para baixo. No momento da
tronco para frente até que as mãos direita direcionada para trás en- de estar seguro na subida e des- realização da queda, ainda ao lado
alcancem o tecido pendente abai- quanto, gradativamente, os bra- cida tradicional. do praticante, o auxiliar deve segu-
xo dos pés (figura 20.a) passando- ços que estavam abertos serão
rar com uma mão em cada perna,
-o por baixo do pé esquerdo (que direcionados para baixo (figura Obs.1: nunca realize a queda à
conduzindo-as para baixo e para
estará pisando no tecido sobre o 20.c). Para chegar ao solo, deve- altura insuficiente (abaixo do indi-
a posição que deve assumir (uma
pé direito). Então, segurando o te- -se segurar no tecido pendente cado na descrição) ou caso desli-
para frente e a outra para trás).
cido, alterne as mãos para segurar com ambas as mãos alternando- ze durante a montagem.
mais embaixo liberando o tecido -as e puxando o tecido lentamen-
fazendo, assim, uma alça para que te na direção do corpo fazendo Obs.2: Para a realização desta DURAÇÃO
possa retornar o corpo ainda segu- com que o corpo deslize para bai- queda será necessário uso de A duração será equivalente ao
rando-o. Já na posição ereta, passe xo. Ao chegar no colchão, deve- vestimenta com mangas para tempo de montagem, realização
o tecido que está segurando para -se ficar em pé e soltar o tecido proteger braços e axilas de quei- da queda e desmontagem de for-
a mão esquerda e abra os braços que se desenrolará. maduras por abrasão. ma segura.
71
21. Queda da escala a) b) c)

Primeiramente, deve-se subir a deve afastar as pernas manten-


altura mínima de 1,5m e realizar a do-as esticadas olhando para
figura da escala; (descrita na par- frente (com a cabeça em exten-
te de figuras livres - exercício 16) são) até que vire de cabeça para
segurando no tecido, manter as baixo (figura 21.b), quando deve-
pernas fechadas para em segui- rá dobrar os joelhos passando
da passar braço direito, corpo e as pernas por fora do tecido de
braço esquerdo entre os tecidos cima. Finaliza a figura puxando
O praticante só deve passar a frente na montagem;
ficando com os braços abertos o tecido pendente contra o solo
fazer esta movimentação de-
ao final; Depois, deve-se, com para elevar tronco com o objeti-
pois de estar seguro nas subi- Durante o movimento da queda
as pernas fechadas e esticadas, vo de encostar os pés na cabeça
das, descidas e na realização da se posicione na lateral seguran-
curvar o corpo à frente, manten- (figura 21.c).
figura da escala. do com uma mão no ombro e
do os pés apontando para baixo
Para retornar deve-se levar o a outra na perna do praticante
apoiando o quadril no tecido. Obs.: nunca realize a queda à
queixo ao peito e flexionar o tron- orientando sobre a movimenta-
Segurar no tecido pendente da altura insuficiente (abaixo do
co levando os braços ao tecido ção correta (por fora do tecido).
perna direita com a mão direita, indicado na descrição) ou caso
acima das pernas se puxando até
passando o tecido por baixo do deslize durante a montagem. Na desmontagem, auxilia-se na
a posição de pé. Depois, seguran-
pé segurando-o na lateral deste subida para a posição em pé
do firmemente, desenrole as per- A segurança será feita se po-
(com uma distância de um pal- ajudando-o nas costas.
nas reposicionando na posição sicionando da lateral do pra-
mo da mão para o pé) repetindo
das descidas tradicionais. ticante que está no tecido se-
o movimento do lado esquerdo
(figura 21.a). gurando com uma mão nos DURAÇÃO
SEGURANÇA pés (mantendo-os fechados) A duração será equivalente ao
A queda será feita segurando Sempre posicionar um colchão e a outra por trás das pernas tempo de montagem, realização
firme com ambas as mãos na tipo “chicletão” abaixo do tecido direcionando-as para baixo da queda e desmontagem de
lateral dos pés. O praticante (centralizado). enquanto a pessoa se curva à forma segura.
72
22. Queda da secretária
Primeiramente deve-se realizar a figura segurando nele, se movimentar para cima
“secretária” (especificado na parte de “figu- até segurar no tecido acima do pé, ainda se a) b)
ras com chave de pé” – exercício 11) a, apro- puxando até que assuma a posição aga-
ximadamente, 3m de altura. Nesta posição, chado no tecido.
direcionando os braços para baixo, dobre
os cotovelos para trás segurando firme- Para desfazer a chave, deve-se ler a descri-
mente no tecido pendente com os polega- ção da chave de pé.
res para cima.

A queda será feita segurando firmemente


SEGURANÇA ciente (abaixo do indicado na descrição) ou caso
deslize durante a montagem.
enquanto mantém o pé direito (que está com Sempre posicionar um colchão tipo “chi-
a chave de pé) em flex também de forma fir- cletão” abaixo do tecido (centralizado).
A segurança será feita inicialmente segurando o
me, girando-o para dentro e descruzando praticante pelas mãos, orientando-o a permane-
a perna esquerda (figura 22.a) flexionando O praticante só deve passar a fazer esta
cer com o queixo no peito, sendo orientado du-
quadril e joelho desta perna ao final com a movimentação depois de estar seguro nas
rante toda a movimentação.
barriga para baixo (ao final o pé direito deverá subidas, descidas e na realização da figura
estar preso do lado esquerdo do tecido que da secretária. Além de realizar toda a mon-
passará por fora do pé) (figura 22.b). tagem da preparação da queda sem reali- DURAÇÃO
zar a queda à altura baixa. A duração será equivalente ao tempo de mon-
Para desmontar o final da queda deve-se po- tagem, realização da queda e desmontagem de
sicionar o tecido do lado direito do corpo e, Obs.: nunca realize a queda à altura insufi- forma segura.

73
b) c)
a)
23. Queda da Calcinha
Deve-se, primeiramente, subir o A queda será realizada soltando
equivalente a 3m de altura e fazer as mãos (ao mesmo tempo) do
a chave de cintura do lado direito tecido de cima segurando firme-
(descrito no capitulo de figuras mente no tecido abaixo do corpo
livres). Em seguida, segurando o (tecido pendente entre as pernas).
tecido com a mão esquerda no O corpo dará um giro para a fren-
tecido acima da cabeça e com a te finalizando segurando com a
direita segure no tecido penden- mão esquerda no tecido acima do SEGURANÇA A segurança será feita com a
te. Deve-se, então, flexionar qua- presença do colchão e orien-
corpo mantendo a mão direita no Sempre posicionar um colchão
dril e joelho da perna esquerda tando o praticante durante
tecido pendente (figura 23.c). tipo “chicletão” abaixo do tecido
passando a perna pelo espaço toda a movimentação. No mo-
(centralizado).
entre o tecido e seu corpo, ini- mento da queda, deve-se se-
Para sair da posição final, deve-se
ciando o movimento pelo joelho gurar firme no tecido pendente
posicionar o tecido pendente do O praticante só deve passar a fa-
(figura 23.a) até que passe toda a para que não se desloque faci-
lado direito e depois segurar no zer esta movimentação depois de
perna esticando-a ao final. litando ao praticante segurá-lo
tecido acima do corpo (passando estar seguro nas subidas, desci-
durante a movimentação da
uma mão de cada vez para que das e na realização do esquadro.
Segure no tecido o mais alto queda.
sempre tenha uma mão segu- Além de realizar toda a monta-
que conseguir posicionando as rando o tecido) se puxando até gem da preparação da queda sem
mãos com os polegares para assumir a posição em pé. Agora, realizar a queda à altura baixa. DURAÇÃO
baixo curvando o corpo para trás desenrole o tecido do seu corpo A duração será equivalente ao
mantendo as pernas esticadas e com movimentos de perna. Ao fi- Obs.: nunca realize a queda à al- tempo de montagem, realiza-
afastadas em forma de “V” com nal, assuma a posição da descida tura insuficiente (abaixo do indi- ção da queda e desmontagem
o tecido pendente passando por tradicional ou de outra descida do cado na descrição) ou caso desli- de forma segura.
entre as pernas (figura 23.b). seu agrado. ze durante a montagem.

74
24. Queda de 1 joelho
a) b) c)
Deve-se primeiramente subir, no firmemente o tecido pendente
mínimo 3m. Em seguida, desen- a palma da mão para a frente e
role as pernas segurando firme- depois segure também com a
mente no tecido posicionando- mão direita abaixo desta com a
-o do lado direito do seu corpo e palma da mão voltada para trás
realize o esquadro (ficando com (polegares para baixo).
o tecido acima do corpo entre
as pernas e o tecido pendente A queda será realizada seguran-
ra, desenrole suas pernas e, ao Obs.: nunca realize a queda
passando pelo lado direito do do firme no tecido esticando a
final, assuma a posição da des- numa altura insuficiente (abaixo
corpo). Nessa posição, dobre a perna de cima (direita) ao passo
cida tradicional ou de outra des- do indicado na descrição).
perna direita prendendo o joe- que dobra o joelho da perna de
cida do seu agrado.
lho no tecido acima das mãos baixo (esquerda). (figura 24.b)
Obs.2: nunca realize a queda,
fazendo uma força como se qui-
sesse tocar o calcanhar desta Na postura final, podem-se SEGURANÇA caso deslize durante a monta-
gem.
perna contra a parte posterior da manter os dois joelhos dobra- Sempre posicionar um colchão
mesma perna. Ainda segurando dos, realizando uma extensão tipo “chicletão” abaixo do tecido
A segurança será feita com a
firmemente com a mão direita, de tronco e pescoço, aproximan- (centralizado).
presença do colchão e orientan-
utilize a mão esquerda para pas- do o pé esquerdo da cabeça (fi-
do o praticante durante toda a
sar o tecido pendente por trás gura 24.c). O praticante só deve passar a
movimentação.
das costas, depois pela frente fazer esta movimentação de-
da perna esquerda, que se man- Para sair da posição final, deve- pois de estar seguro nas subi-
tém esticada (figura 24.a), dei- -se posicionar o tecido pen- das, descidas e na realização do DURAÇÃO
xando o tecido passar por entre dente do lado direito do corpo esquadro. Além de realizar toda A duração será equivalente ao
as pernas e por trás da perna segurando no tecido localizado a montagem da preparação da tempo de montagem, realização
esquerda pendendo para o solo. acima do corpo se puxando até queda sem realizar a queda à al- da queda e desmontagem de
Com a mão esquerda, segure assumir a posição em pé. Ago- tura baixa. forma segura.
75
O sucesso nasce do querer, da determi-
nação e persistência em se chegar a um
objetivo. Mesmo não atingindo o alvo,
quem busca e vence obstáculos, no mí-
nimo, fará coisas admiráveis.
José de Alencar
76
Guia Metodológico de Acrobacias Aéreas | Trapézio

Anatomia do Trapézio
Antes de embarcamos na execução dos movi- que o praticante, juntamente com seu au- fique na altura em que você (praticante) al-
mentos, é IMPORTANTE sabermos que: xiliar, verifique se o equipamento está em cance ao erguer os braços (essa seria a mar-
ordem. Faça uma revisão, observando pri- gem de altura do colchão de segurança até a
01 - É necessário conhecer a qualidade do meiro se as cordas são apropriadas e se não barra). Da barra para cima, por sua vez, é ne-
equipamento que será utilizado. estão desfeitas ou fissuradas. Observe os cessário que fiquem, no mínimo, 04 metros
mosquetões e fitas de segurança. Visto isso, de cordas, podendo ser acima disso.
02 - É de extrema IMPORTÂNCIA conhecer o pode embarcar na magia do circo.
local onde o equipamento será colocado.
-Independente da altura em que estará o
03 – É de extrema IMPORTÂNCIA saber a altu- 02-Onde será pendurado. trapézio, é primordial a utilização do col-
ra em que o aparelho será pendurado. - A estrutura onde será pendurado o trapézio chão de segurança embaixo, não esque-
contribui bastante para o desenvolvimento e cendo que o corpo está sendo nosso maior
04 – Deve-se saber a Corda e a barra “ideal” a segurança das figuras. Observe se o local instrumento de trabalho.
ser utilizada. Para isto, é necessário conhecer está apto a receber o equipamento e os ma-
bem o aparelho de trapézio e suas variações. teriais de segurança necessários. 04-Corda e barra
-Indicamos que, na verificação do equipa-
Então vamos começar? Calma, vamos conferir 03-Altura do trapézio. mento, é IMPORTANTE observar se as cor-
um pouco mais dos pontos levantados acima:
- O ideal para quem está começando a pra- das são de algodão, pois na hora de realizar
ticar o trapézio é de que a altura seja bai- algum movimento que enrole no corpo este
01-Qualidade do equipamento. xa, mas que não atrapalhe na execução de tipo de corda evita a sensação de estrangu-
- Antes de pendurar o trapézio, é necessário algumas figuras. O ideal é que o trapézio lamento.
77
É necessário também verificar se a corda con- que também diminui a sensação de estran- Pronto, essa etapa já está concluída. Lembre-
tém “Alma” (outra corda geralmente de cor gulamento, porém não contem alma. -se de aquecer seu corpo com uma prepara-
diferenciada que se encontra dentro da corda ção (alongamento) para evitar lesões durante
principal), pois através dela podemos acompa- É importante que o “empate” (trançado que o aprendizado. Agora seguindo cautelosa-
nhar a duração e validade da corda principal. une corda e barra) esteja coberto com um te- mente as normas de segurança, divirta-se e
cido resistente pois diminuirá a possibilidade tenha ótimas experiências!
Outra indicação é a corda naval de algodão, de queimaduras, arranhões etc.

1. Sentar no trapézio
Segure na barra com as mãos pronadas e
separadas na larguras dos ombros. Realize a
flexão de quadril e das pernas até que os jo-
b) c) d) e)
elhos passem completamente por baixo da a)
barra. Em seguida, estenda as pernas aproxi-
mando-as ao tronco, de modo a ficar na posi-
ção carpado de cabeça para baixo (invertido) SEGURANÇA
e flexione os joelhos, encaixando a curva na PARA VOLTAR: Escorregue o bumbum para Posicionar-se lateralmente ao lado do prati-
barra com os joelhos juntos. Retire as duas trás até a curva da perna chegar na barra, as- cante com uma das mãos nos seus pés, fa-
mãos, mantendo uma força contrária nas per- sim trazendo as mãos, escorregando para la- zendo uma leve pressão, para não correr o
nas, como se os calcanhares quisessem tocar teral das pernas, segurando na barra. Retire as risco de escorregar. A outra mão auxilia nas
no bumbum e realize o mesmo exercício de pernas formando um carpado de cabeça para costas ajudando, assim, o praticante a sentar.
“balanço da curva”. Suba tentando alcançar o baixo. Em seguida, dobre os joelhos e come-
mais alto as cordas, flexionando-se até chegar ce a descer até os pés passarem de volta por TEMPO
na posição sentado. baixo da barra. Tempo de realização do movimento.
78
2. SEREIA a) b) c)

Segure na barra com as mãos pronadas e contato com o aparelho apenas as mãos e
separadas na largura dos ombros. Realize a os pés.
flexão de quadril e das pernas até que os jo-
elhos passem completamente por baixo da PARA VOLTAR: Retorne o quadril entre os
barra. Em seguida, estenda as pernas aproxi- braços, retire os pés um por vez das cordas
mando-as ao tronco, de modo a ficar na po- laterais, encaixando a curva na barra. Em se-
sição carpado de cabeça para baixo (inverti- guida, retire a curva ficando de cabeça para
do) e flexione os joelhos encaixando a curva baixo (invertido) na posição carpado, dobre os vimentação com uma mão próxima ao abdô-
na barra com os joelhos juntos. Sem retirar joelhos e os deixe passar por baixo da barra, men e a outra ao ombro.
as mãos do lugar, prenda os pés nas cordas desenrolando até ficar na posição inicial.
laterais, um pé de cada vez, o mais alto pos- TEMPO
sível. Para sua melhor segurança, deixe os SEGURANÇA Ao chegar à posição final, o ideal é que o pra-
pés em flex, passe o quadril entre os braços, Segure-se ao auxiliar, posicione-se lateral- ticante fique o tempo de visualização da figu-
curvando ao máximo a coluna, deixando em mente ao praticante, acompanhando a mo- ra, aproximadamente 05 segundos.

a) b) c)
3. ANJINHO
Segure na barra com as mãos pronadas e barra com os joelhos juntos. Continuando,
separadas na largura dos ombros, realize encaixe um dos pés na corda na posição de
a flexão de quadril e de perna até que os flex e retire a mão do mesmo lado que en-
joelhos passem completamente por baixo caixou o pé na corda. Para finalizar e chegar
da barra. Em seguida, estenda as pernas até a figura, retire a perna que mantém na
formando um carpado de cabeça para baixo barra, passando ela por baixo da barra em
e dobre os joelhos encaixando a curva na forma de arco.
79
PARA VOLTAR: Retornar a perna que está li- ta por baixo da barra. modo a amortecer a queda (diminuir a velo-
vre para a barra, voltando a mão para o lado cidade da queda).
da perna, segurando novamente na barra. Em SEGURANÇA
seguida, retire as pernas formando um carpa- Posicionar-se lateralmente ao praticante TEMPO
do de cabeça para baixo, dobre os joelhos e quando o mesmo realizar o movimento. IDEM anterior.
comece a descer ate os pés passarem de vol- Caso ele se solte (escape) deve-se atuar de

4. VELA NA BARRA
Segure na barra com as mãos pronadas e se- a) b)
paradas na largura dos ombros, realize a fle- do trapézio, consequentemente, irá ficar entre
xão de quadril e de perna até que os joelhos as pernas.
passem completamente por baixo da barra.
Em seguida, estenda as pernas formando PARA VOLTAR: volte o corpo até que uma
um carpado de cabeça para baixo e dobre os das pernas chegue à curva; a outra perna vol-
joelhos encaixando a curva na barra com os ta por baixo da barra, juntando as pernas até dando/segurando na cintura/quadril para ali-
joelhos juntos. Sem soltar as mãos, retire uma retornar à posição inicial. nhar o corpo verticalmente.
das pernas e passe por baixo da barra, esten-
da as duas pernas para cima, alinhando todo SEGURANÇA TEMPO
seu corpo e mantendo os pés juntos. A barra Posicionar-se lateralmente ao praticante, aju- IDEM anterior.

5. PREGUIÇA
Segure na barra com as mãos pronadas e se- passem completamente por baixo da barra. joelhos, encaixando a curva na barra com os
paradas na largura dos ombros. Realize a fle- Em seguida, estenda as pernas, formando joelhos juntos. Sem retirar as mãos, escolha
xão de quadril e de perna até que os joelhos um carpado de cabeça para baixo e dobre os uma das pernas para retirar da barra, manten-
80
do a outra perna ainda na curva bem próxima
à corda. A perna que foi retirada deverá passar
SEGURANÇA
de volta por baixo da barra. Em seguida, de- Posicionar-se lateralmente ao praticante, dan-
verá prender o pé em flex o mais alto que pu- do auxilio na cintura/quadril, pedindo sempre
der na corda do mesmo lado da perna que se para manter o queixo no peito.
mantém na barra, retirando, assim, as mãos,
deixando-as soltas para baixo. TEMPO
IDEM anterior. a) b)

6. LUA
Ao chegar à posição “sentado”, o pratican- voltar para cima da cabeça, retirar a perna que
te deverá girar seu corpo de modo que as está em cima e, em seguida, a outra. Segure no-
a) b) c) costas fiquem encostadas (apoiadas) em vamente na corda da frente e volte corpo para
uma das cordas. Na sequência, leva as duas a posição inicial (sentado na barra do trapézio).
mãos para a corda que se encontra atrás
dele, segurando acima da cabeça. A perna de
fora deverá subir o máximo que conseguir e
SEGURANÇA
Dependendo da altura do aparelho, a pessoa
apoiar o pé na corda que está à frente. Deve-
que ficará no cargo da segurança deverá ficar
-se fazer o mesmo com a outra perna, porém,
atenta para que o praticante realize o movimen-
colocando o pé mais baixo. É importante fa-
to apenas quando estiver seguro, ou com auxi-
zer uma força com os pés, como se quisesse
lio de uma lonja (cinto de segurança).
empurrar a corda. Quando se sentir seguro,
retirar as duas mãos.
TEMPO
PARA VOLTAR: Caso tenha retirado as mãos, IDEM anterior.
81
7. BAILARINA
Ao chegar à posição: “sentado”, o praticante de- PARA VOLTAR: Retirar a perna esticada, se
verá girar seu corpo para que as costas fiquem flexionando até voltar para a posição: “sen-
encostadas em uma das cordas. Continuando, tado”.
leva as duas mãos para a corda que se encon-
a) b)
tra atrás dele, mantendo-as acima da cabeça. SEGURANÇA
Ao mesmo tempo, deve manter as duas pernas Posicionar-se por trás do praticante. Quando
esticadas para frente. Ao chegar nesta posição o mesmo realizar a movimentação, ajude-o
a perna de fora deverá passar dentre as cordas, segurando pela barriga.
girando o corpo do praticante até que ele fique
de barriga para baixo, com a perna que passou TEMPO
pela corda dobrada ou esticada.
IDEM anterior.

8. GAZELA
Ao chegar à posição “sentado”, a pessoa de- corda onde está segurando, sem deixar que o
verá girar seu corpo para que as costas fiquem quadril escorregue pela barra. Nesta posição,
encostadas em uma das cordas. A perna de retirar as duas mãos direcionando para baixo. a) b)
dentro deverá manter-se bastante esticada
PARA VOLTAR: Voltar a segurar na corda, se
durante a realização do movimento. Dando
puxando até levar o joelho para a posição ini-
continuidade, pede-se que passe o corpo jun-
cial. Ao sentar, girar o corpo para que ele volte que mantenha uma das mãos segurando no
tamente com o braço por trás da corda que
a ficar de frente, como iniciou o movimento. joelho, puxando para baixo.
está atrás de suas costas, segurando na cor-
da com as duas mãos, mantendo os dedões
girados para si. A perna de fora flexiona apro- SEGURANÇA TEMPO
ximando o joelho, até que o mesmo passe da Caso o praticante não esteja seguro, é melhor IDEM anterior.
82
9. ESCALA DE RIN NA BARRA
b)
Ao chegar à posição “sentado” deve-se segurar PARA VOLTAR: Segure novamente na corda, a)
nas cordas na altura da cabeça. Nesta posição, fecha as pernas para cima, deixando que o
deve-se escorregar com as pernas bastante es- bumbum, escorregue pela barra, até se puxar
ticadas, até que a barra passe pelo bumbum e para retornar a posição “sentado”.
chegue à região da lombar. Para este exercício,
o braço contribui bastante para que se controle SEGURANÇA
mais essa descida. Inclinar o corpo para trás, Realizar essa movimentação apenas quando
trazendo as pernas afastadas para que não o praticante estiver seguro no trapézio. Reco-
TEMPO
passe para o outro lado. Quando estiver seguro, menda-se o uso de lonja (cinto de segurança) IDEM anterior.
o praticante pode retirar as mãos. durante a aprendizagem e treinamento.

10. BANDEIRA
Ao chegar à posição “sentado”, segure na cor- mando um “L” com os braços.
a) b)
da na altura da cabeça, estendendo seus bra-
ços e suas pernas, deixando o corpo inclinar PARA VOLTAR: Retorne os pés para a barra,
para trás até a curva dos joelhos chegar à bar- assim desenrolando o braço voltando a segu-
ra. Em seguida, coloque um dos pés na barra, rar na corda na altura da cabeça, até retornar
se flexionando até ficar na posição de cócoras. para a posição sentado.
Enrole um dos braços entre as cordas - de fren-
te para trás -, direcionando para baixo e segu- SEGURANÇA auxílio de uma lonja (cinto de segurança).

rando na barra com a palma da mão para trás. Dependendo da altura do aparelho, a pessoa
Eleve o outro braço, segurando na outra corda. que ficará no cargo da segurança deverá ficar TEMPO
A mão que está enrolada e segurando na barra atenta para que o praticante realize o movi- Ao chegar à posição, o ideal é que o pratican-
deverá abrir, retirando as pernas da barra, for- mento apenas quando estiver seguro ou com te fique o tempo de visualização da figura.
83
11. CRISTO NA BARRA
Ao chegar à posição “sentado”, o praticante até os ombros passarem pela barra, permi-
deverá segurar as cordas na altura da cabeça tindo retornar para o chão (atentar para a al-
e, nesta posição, escorregar com as pernas tura do trapézio).
a) b) bastante esticadas até que a barra passe pelo
bumbum e chegue à região abaixo da escápu- SEGURANÇA
la. Em seguida, deve abrir os braços fazendo
IDEM anterior.
força para baixo, abrindo bastante o peito e
mantendo as pernas esticadas e juntas.
TEMPO
PARA VOLTAR: mantendo a posição do cristo, IDEM anterior.
segurar na corda e ir deixando o braço esticar

b)

12. UM PÉ NA BARRA c)
a)
Ao chegar à posição “de pé”, sem retirar as posição “sentado” e, desta posição, escorregar
mãos das cordas, estenda seus braços dei- o quadril para trás, até a curva da perna chegar
xando o corpo inclinar para trás. Em seguida, na barra. Retirar as pernas formando um car-
retire uma das pernas, afastando ao máximo pado de cabeça para baixo. Em seguida, do-
uma da outra. brar os joelhos e começar a descer, até os pés
passarem de volta por baixo da barra.
PARA VOLTAR: Para realizar a volta, retornar o
pé para a barra e, em seguida, voltar o corpo SEGURANÇA TEMPO
para a posição “de pé”. Agachar até chegar à IDEM anterior. IDEM anterior.
84
13. ESCALA NA CORDA a) b) c)

Ao chegar à posição “de pé”, enrole uma das da até que os braços estiquem por completo.
pernas na corda - de trás para frente -, retor-
nando o pé para a barra. Passe o braço da PARA VOLTAR: Retorne a mão para próximo
mesma perna que enrolou para frente, até da barra e retire a perna de cima com muito
segurar na outra corda bem próxima à barra, cuidado pois, ao tirar de qualquer jeito, corre-
mantendo a outra mão no mesmo lugar. Ele- -se o risco do trapézio balançar muito e que
ve a perna que está livre em direção à corda haja desequilíbrio. Volte o corpo para a posi-
que sua perna está enrolada, prendendo o pé ção inicial e, por fim, desenrole a perna.
em flex. Nesta posição, estenda a perna de
cima e suba seu corpo o máximo que puder, SEGURANÇA TEMPO
levando sua mão à frente, empurrando a cor- IDEM anterior. IDEM anterior.

14. CRISTO
Ao chegar à posição “de pé”, enrole um dos do corpo, até que seus pés voltem a se apoiar
braços entre as cordas - de frente para trás -, na barra. Desenrole uma mão por vez, até re-
direcionando para baixo e volte a segurar na tornar para a posição “de pé”.
corda. Repita o mesmo movimento com o

a) b)
outro braço. Nesta posição, comece a retirar SEGURANÇA
os pés da barra, fazendo força com os braços
IDEM anterior.
até alinhar com os ombros, girando as palmas
das mãos para cima.
TEMPO
PARA VOLTAR: Volte os braços para a lateral IDEM anterior.
85
15. MEIO CRISTO a) b) c)

Inicie na posição “de pé”. Enrole uma das per- abrir. Para finalizar, abra os dois braços man-
nas na corda - de trás para frente -, retornando tendo o peito aberto.
o pé para a barra. Realize o mesmo movimen-
to com a outra perna. Passe os dois braços PARA VOLTAR: Retorne as mãos para as cor-
para frente das cordas, voltando a segurar das, puxe a corda para aliviar a pressão até
acima da cabeça. Ao chegar nesta posição, desenrolar uma perna por vez ficando, assim,
retire os dois pés, deixando-os soltos por trás na posição inicial.
da barra, mantendo as pernas afastadas, en-
costadas na corda. É de extrema importância SEGURANÇA TEMPO
realizar a força, como se as pernas quisessem IDEM anterior. IDEM anterior.

a) b) c)
16. MORTALZINHO
Ao chegar à posição “de pé”, po até sentar na barra.
segure nas cordas, na altura
da cintura, abaixe seu corpo - SEGURANÇA
como se a testa quisesse tocar
IDEM anterior.
no pé -, mantendo os braços
e pernas esticados e o queixo
próximo ao peito. Em seguida, TEMPO
deixe seu corpo girar lentamen- IDEM anterior.
te mantendo o controle do cor-

86
17. QUEDA DE UM JOELHO
MONTAGEM: iniciar na posição “sentado”. frente. Ao chegar nesta posição, o praticante
Segure as cordas na altura da cabeça, es- inclina o corpo para frente, deixando-o girar
tendendo seus braços e pernas, deixando e mantendo o queixo no peito. Quanto mais
o corpo inclinar para trás, até a curva do jo- esticado o braço estiver, maior será o efeito
elho chegar na barra. Retire uma das pernas, da “queda”.
deixando-a esticada para baixo e se puxe, até a) b) c)
sentar novamente apenas com uma perna. A DESMONTAGEM: Para retornar, posicione as
perna que está fora da barra deve se manter mãos com as palmas para frente, voltando as- pessoa que está responsável por fazer a se-
bastante esticada, enquanto a outra deve do- sim a perna, encaixando na curva do joelho. gurança. Assim, a queda não terá muito im-
brar ao máximo possível, pois ela será a perna pacto, ajudando na rotação do movimento.
que irá segurar o peso do corpo. Em seguida, SEGURANÇA
transfira as mãos da corda para a lateral do Posicionar-se lateralmente ao praticante. TEMPO
corpo, segurando na barra - uma mão de cada Caso o mesmo esteja com medo, pede-se O tempo varia de acordo com a execução do
lado lembrando-se de manter os dedões para para que entregue os ombros nas mãos da movimento

b) c) d)
a)
18. QUEDA DO MONSTRINHO
MONTAGEM: Segure a barra com estenda as pernas, formando um
as mãos pronadas e separadas na carpado de cabeça para baixo e
largura do ombro. Realize a flexão deixe suas pernas descerem o
de quadril e de perna, até que os máximo que puder em sentido
joelhos passem completamente ao chão, tentando ao máximo
por baixo da barra. Em seguida, olhar para frente. Nesta posição,
87
solte uma das mãos da barra e abrace Ao realizar o giro, volte a pegar na barra. mesmo de tirar a mão, segure na cintura do prati-
os joelhos que vão em direção ao peito cante ajudando-o a realizar a movimentação.
no mesmo momento em que a mão sai SEGURANÇA
da barra. Ao soltar a mão, o corpo irá fa- Posicionar-se por trás do praticante, quando o TEMPO
zer um giro completo. mesmo chegar à posição do “monstrinho”. Antes IDEM anterior.

19. PEITO DE POMBO


Segure na barra com as mãos pronadas na
largura dos ombros. Realize a flexão de qua-
SEGURANÇA
dril e de pernas até que as mesmas passem Dependendo da altura do aparelho, a pes- a) b)
completamente por cima da barra, encaixan- soa que ficará no cargo da segurança deve-
do a barra no osso do quadril. Retire as mãos rá ficar atenta para que o praticante realize
da barra e segure nas cordas, se puxando o movimento apenas quando estiver seguro
até que seu peito e perna ergam. Mantenha- ou com auxílio de uma lonja (cinto de segu- TEMPO
-se em equilíbrio, finalizando com o soltar rança). Ao chegar à posição, o ideal é que o praticante
das duas mãos abrindo para a lateral. fique o tempo de visualização da figura.

88
A persistência é o caminho do êxito.
Charlie Chaplin
89
Senhoras e senhores, sejam bem-vindos às
piruetas e saltos das acrobacias de solo.

Por ser uma das modalidades mais completas, no sen- É importante e necessário utilizar sempre tatames
tido de preparação para o corpo, vale ressaltar algumas para realização dos saltos para segurança do prati-
orientações antes de iniciarmos a abordagem técnica cante.
da acrobacia de solo:
É necessário usar Colchões (Chicletão) para saltos que
É de extrema importância que o praticante realize uma exijam um maior impacto ao solo e também para os
preparação corporal (aquecimento ou alongamento), praticantes que precisem cair sobre o colchão de cos-
para a realização dos movimentos, prevenindo-se para tas, sentados ou deitados, seguindo as descrições.
não contrair lesões.
O praticante deverá ter consciência e domínio sobre
Por ser uma modalidade que trabalhe corpo e mente, os exercícios e não pular etapas, evitando acidentes na
é preciso que o praticante esteja apto para realizar os execução do movimento.
exercícios. Por isso, é preciso ser responsável com o
O praticante deve ter a colaboração de outra pessoa
seu corpo e suas limitações.
para realizar os exercícios de forma segura, se apro-
Observar os materiais utilizados, verificando se estão priando dos movimentos, a partir das observações do
em boas condições de uso e ter cuidado com quem auxiliar.
faz sua segurança (auxiliar), tomando cuidado para não
Pronto!!! Preparados para embarcar?! Então vamos nos
machucá-lo, assim prevenindo o acontecimento de um
desafiar...
possível acidente.

90
Guia Metodológico de Acrobacia de Solo

Postura Inicial:
*Homens: Unir as pernas e estender os braços para cima.

*Mulheres: Colocar uma das pernas à frente na ponta do pé, estender


os braços para cima, podendo as mãos serem viradas para fora com os
polegares para dentro da palma da mão.

Perna de apoio: é sua perna de referência ou a perna que você tem


mais facilidade na impulsão dos movimentos.

Movimentos realizados apenas por 01 praticante

1. Saltitos
Postura inicial, executar saltos rápidos e com boa Duração do exercício
altura, com os joelhos semiflexionados até o final
A quantidade de passadas será estipulada
do trajeto estipulado, buscando não tocar os cal-
pelo participante de acordo com a com-
canhares no chão.
preensão e apropriação apresentados no
exercício.
Segurança a) b) c) d)
Observar.
91
Variação de Frente
2. Salto Esticado 3. Salto Grupado
Postura inicial, execu- Postura inicial, executar
tar uma leve corrida até uma leve corrida até me-
a metade do percurso, tade do percurso, executar
executar um salto o mais um salto o mais alto pos-
alto possível mantendo sível. Durante a fase de b) c)
o corpo estendido. Na voo, buscar elevar os joe-
a) b) c) lhos próximos ao tronco. a) d)
aterrissagem, procurar
amortecer no solo com Na aterrissagem, procurar
os joelhos um pouco fle- amortecer no solo com os
xionados. Duração do exercício joelhos um pouco flexio- Duração do exercício
A quantidade de passadas será estipu- nados. A quantidade de passadas será es-
Segurança lada pelo participante de acordo com a tipulada pelo participante de acordo
Observando. compreensão e apropriação apresenta- Segurança com a compreensão e apropriação
dos no exercício. Observando. apresentados no exercício.

4. Salto Carpado
Postura inicial, executar uma leve corrida
b)
até metade do percurso, executar um sal-
Segurança
to o mais alto possível. Durante a fase de Observando.
voo, buscar elevar e estender as pernas
formando um ângulo de 90 graus com o Duração do exercício
tronco. Na aterrissagem, procurar amor- A quantidade de passadas será estipulada pelo
a) c) tecer no solo com os joelhos um pouco participante de acordo com a compreensão e
flexionados. apropriação apresentados no exercício.
92
Variação de Frente
5. Salto afastado 6. Salto com meio giro
Postura inicial, executar Postura inicial, executar uma
uma leve corrida até me- c) leve corrida até metade do a)
tade do percurso, execu- percurso, executar um salto o
tar um salto o mais alto mais alto possível. Durante a
possível. Durante a fase b) fase de voo, girar a cabeça e
de voo, procurar afastar ombros para o lado desejado,
as pernas na lateral do a) d) executando, assim, um giro b) c)
corpo. Na aterrissagem, vertical de 180 graus (meio
procurar amortecer no giro). Na aterrissagem, procu-
solo com os joelhos um rar amortecer no solo com os Duração do exercício
pouco flexionados. Duração do exercício joelhos um pouco flexionados. A quantidade de passadas será es-
A quantidade de passadas será estipu- tipulada pelo participante de acordo
Segurança lada pelo participante de acordo com a Segurança com a compreensão e apropriação
Observando. compreensão e apropriação apresenta- Observando. apresentados no exercício.
dos no exercício.

7. Giro completo
Postura inicial, executar uma leve corrida até
metade do percurso, executar um salto o mais Segurança
alto possível. Durante a fase de voo, girar a Observando.
cabeça e ombros para o lado desejado, exe-
cutando, assim, um giro vertical de 360 graus Duração do exercício c)
(um giro completo ou uma pirueta). Na ater- A quantidade de passadas será estipulada pelo b)
rissagem, procurar amortecer no solo com os participante de acordo com a compreensão e d)
a)
joelhos um pouco flexionados. apropriação apresentados no exercício.
93
8. Rolamento
Postura inicial: o praticante deve
ficar de cócoras, colocar as duas
Segurança
mãos à frente, apoiadas no solo, Auxiliando com uma das mãos na parte de trás da per-
a) na do praticante e a outra mão nas costas, próximo ao
com o queixo próximo do peito.
A partir daí, eleva o quadril para pescoço, ajudando o praticante a passar no rolamento.
cima, dobra os braços ao mesmo
tempo e posiciona a cabeça entre Duração do exercício
b) d) as pernas, fazendo uma bola com A quantidade de passadas será estipulada pelo parti-
c)
o corpo, chegando de pé nova- cipante de acordo com a compreensão e apropriação
mente com os braços para cima. apresentados no exercício.

9. Salto Peixe
Após uma curta corrida com boa veloci- em seguida (quase ao mesmo tempo) flexio-
nará os braços a fim de diminuir o impacto nas d)
dade o praticante vai flexionar os joelhos
para tomada de impulsão, com os braços costas. Depois, com o queixo no peito e fazen-
b)
esticados a frente. Para ganhar a altura do a bolinha com seu corpo, realiza o rolamen-
necessária para a acrobacia, deve empur- to, finalizando em pé com os braços para cima.
rar o solo com a força dos membros infe- a)
riores, alongando seu corpo para a frente, Segurança c)
finalizando com um rolamento para fren- O instrutor auxiliará com uma das mãos no
te tentando chegar o mais longe possível abdômen do praticante e a outra nas costas,
do ponto de partida. Na abordagem do possibilitando o acompanhamento de toda a Duração do exercício
solo, o praticante deve “passar” pela pa- sua fase de voo. Caso o praticante não consi- A quantidade de passadas será estipulada pelo
rada de mãos, com os braços estendidos ga a rotação necessária para o movimento, o participante de acordo com a compreensão e
e preparados para receber a carga. Logo instrutor auxilia na execução do mesmo. apropriação apresentados no exercício.
94
10. Rolamento para trás
Postura inicial (lembrar de iniciar o movi- no solo (importante aqui que a sola do pé a)
mento de costas para o tatame/pista de d)
seja a primeira a chegar no solo), enquanto c)
acrobacias): o praticante deve agachar, co- as mãos vão empurrando firmemente o solo b)
locar as mãos próximas das orelhas, com para ajudar na finalização do movimento, fi-
os dedos bem abertos a fim de proporcio- nalizando em pé com os braços para cima.
nar uma boa base de sustentação. Com as
palmas das mãos viradas para cima, inicia o Segurança
movimento deslocando-se para trás. Nesta O instrutor ficará ao lado do praticante, aga- outra mão sugere auxiliar pelo abdômen, a fim de
sequência, inicia a rotação primeiro tocan- chado, e irá auxiliar com uma das mãos em colaborar na execução do movimento.
do no solo o bumbum. Em seguida, pas- supinação na lombar do praticante. Em al-
sando pelas costas e lançando as pernas guns casos, a mão pode permanecer entre a Duração do exercício
para trás, impulsionando com os membros lombar e o solo na hora do rolamento, a fim A quantidade de passadas será estipulada pelo
inferiores (especialmente a força de exten- de diminuir a pressão que normalmente re- participante de acordo com a compreensão e
são dos joelhos) até chegar com os pés cai sobre o pescoço do praticante iniciante. A apropriação apresentados no exercício.

a) b) 11. Estrela (educativo)


01 – Postura Inicial: o praticante irá co- a perna de trás para frente das
locar o pé de apoio à frente, indo com mãos e a outra logo em seguida,
as mãos a frente da perna, ombros atrás da primeira perna, sem lançar
encaixados e braços bem estendidos. as pernas para cima, finalizando o
Em uma linha no tatame (pode ser uma movimento em pé com os braços
corda também), o praticante vai colocar para cima.
   95
02 - Variação da postura inicial: o praticante cima. Esses exercícios são para fazer a estre- final do exercício.
irá colocar o pé de apoio à frente, indo com la lançando as pernas por cima.
as mãos no solo, a frente da perna, na mes-
ma direção. Em seguida, o mesmo irá lançar Duração do exercício
a perna de trás mais acima, saindo do solo Segurança A quantidade de passadas será estipulada
para frente das mãos e automaticamente a A pessoa ficará no lado contrário da estrela pelo participante de acordo com a compre-
outra perna também, chegando atrás da pri- do praticante, segurando na cintura com as ensão e apropriação apresentados no exer-
meira e finalizando de pé com os braços em duas mãos, ajudando no movimento até o cício.

12. Estrela
Postura inicial: o praticante irá colocar o do por cima com os joelhos estendidos,
pé de apoio à frente, indo com as mãos chegando uma perna a frente e a outra
a frente da perna, ombros encaixados e atrás, subindo o tronco e finalizando o
braços bem estendidos, flexionando o jo- movimento para o lado que iniciou com
elho da mesma perna, a fim de dar uma os braços em cima estendidos.
impulsão ao movimento, a outra perna é a) b) c)
lançada com força para gerar uma rotação
e conseguir a execução do movimento.  
Segurança
O instrutor deve ficar no lado contrário supinação e a outra em pronação, auxiliando a passar
Observação: Se for a perna direita à fren- da estrela do praticante (para não atra- para o outro lado.
te, virar as mãos para o lado direito, da palhar a execução do movimento e nem
mesma forma com a perna esquerda, correr o risco de se machucar) e cola- Duração do exercício
lançando a perna de trás por cima indo borar na realização do movimento, au- A quantidade de passadas será estipulada pelo parti-
a frente. Automaticamente, a outra perna xiliando no quadril com as duas mãos, cipante de acordo com a compreensão e apropriação
que está à frente irá sair do chão passan- a que acompanha a perna da frente em apresentados no exercício.

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13. Estrela com uma mão
Postura inicial: Com o pé de apoio à nalizando o movimento para o lado que iniciou
frente, flexionando o joelho, levando com os braços para cima estendidos.
uma só mão ao solo do mesmo lado
da perna da frente, enquanto a outra Segurança
mão fica ao lado da perna ou esti-
O instrutor irá auxiliar da mesma forma que a es-
cada na lateral. Lançando sua perna
tre com as duas mãos, no entanto deve dar um a) b) c)
de trás para cima, indo à frente, au-
pouco mais de sustentação para o praticante.
tomaticamente a outra perna irá sair
do chão passando por cima esten-
didas, chegando uma perna a frente Duração do exercício participante de acordo com a compreensão e apro-
e a outra atrás, subindo o tronco e fi- A quantidade de passadas será estipulada pelo priação apresentados no exercício.

14. Estrela sem mão


Postura inicial: no começo do ta- sem colocar as mãos no solo, che- c)
tame/pista de acrobacias, o prati- gando uma perna após a outra.
cante correrá até a metade do per-
curso, colocando seu pé de apoio
à frente, descendo um pouco o
Segurança a) b) d)

corpo, como se fosse fazer uma O instrutor irá auxiliar da mesma suas mãos e este apoio é fun- estipulada pelo participante de
estrela.  O praticante vai lançar sua maneira do que com a estrela com damental. acordo com a compreensão e
perna de trás bem forte, seus bra- mãos. Deve, no entanto, dar toda apropriação apresentados no
ços lançando para trás no lado da a sustentação necessária ao pra- Duração do exercício exercício.
cintura, fazendo uma estrela no ar ticante pois este não contará com A quantidade de passadas será
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15. Rondada
Postura inicial: o praticante deverá tronco rápido, finalizando o movi-
realizar uma curta e rápida corrida mento de frente para o lado que ini-
na pista de acrobacias, com o seu ciou a corrida em pé com os braços
pé de apoio a frente flexionando o para cima estendidos.
joelho indo com as mãos ao solo e
virando as mãos ao ponto inicial. O Segurança
praticante lançado a perna de trás O instrutor vai ficar no lado contrá-
para cima e a outra perna irá sair do rio da realização do exercício, para a) b) c) d)
solo indo para cima, unindo ali os não atrapalhar o praticante. O au-
calcanhares e descendo os pés no xilio é realizado na cintura do pra- Duração do exercício pante de acordo com a com-
solo juntos, a fim de obter uma forte ticante, no momento da passagem A quantidade de passadas preensão e apropriação apre-
impulsão ao tocar o solo. Subirá o pela posição de paradas de mãos. será estipulada pelo partici- sentados no exercício.

16. Parada de cabeça ou parada em três apoios


O praticante deverá colocar a do, buscar o equilíbrio. Depois, es-
parte de cima da cabeça no solo tender os joelhos de forma que o
(procurar o local ideal da cabeça, corpo fique totalmente estendido
onde ofereça o menor desconfor- e equilibrado nos três apoios. Re-
to possível e também o equilíbrio tornar da mesma forma que subiu,
necessário), com as mãos um flexionando os joelhos, posição a) b) c) d)
pouco voltadas para trás, fazendo grupada e retorno ao solo.
um triângulo com a cabeça e suas tiver com a cabeça e as mãos posição carpada. As pernas
mãos (três apoios). Em seguida, vai Variação: (carpado) realizar todo o apoiadas no solo, o praticante devem realizar a subida uni-
subir as pernas na posição grupa- procedimento acima e quando es- deve estender até formar a das uma a outra usando a
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força abdominal para chegar até em cima. tadas até chegar em cima, fechando as per- Duração do exercício
Retornar da mesma forma que subiu, com a nas, e, em seguida, descer da mesma forma
03 vezes, fazendo a correção, tentando per-
posição carpada. que subiu.
manecer no mínimo 10 segundos na parada.
Variação: (Afastado) realizar todo o procedi-
mento acima e quando estiver com a cabe-
Segurança Neste exercício, deve se atentar para os gru-
O instrutor faz o auxilio e segurança atrás pos musculares da região do pescoço para
ça e as mãos apoiadas no solo, o praticante do praticante, podendo auxiliar pelo quadril que não haja nenhuma lesão.
deve afastar as pernas e subir com elas afas- e pernas.

17. Parada de mãos


O praticante vai iniciar o movi- as mãos, para buscar um melhor
mento com sua perna de apoio equilíbrio. Retornar para o solo
na frente, flexionando o joelho com as pernas alternadas (uma
no ângulo de noventa graus, de cada vez) e estando uma a
colocando suas mãos no solo frente da outra, recuperando ra-
(dedos bem abertos), lançando pidamente o tronco e finalizando
a perna de trás para cima (com com os braços em cima.
joelho estendido). Logo em se- a) b) c) d)
quência, a outra perna vai no Segurança
mesmo sentido, unindo as duas O instrutor deve colaborar pela
pernas em cima até o praticante lateral do praticante, auxiliando Duração do exercício Quando o praticante já tem do-
conseguir se equilibrar nos dois nas pernas e tronco, de acordo 03 vezes, fazendo a correção, mínio da parada de mãos sugere
apoios (duas mãos). Sugere ao com a necessidade de cada pra- tentando permanecer no mínimo ao mínimo um minuto na posi-
praticante olhar para o solo entre ticante. 10 segundos na parada. ção.

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18. Parada de mãos rolamento
O praticante irá com sua perna de em pé com os braços para cima
apoio na frente, dobrando o joelho estendidos.
no ângulo de noventa graus, colo-
cando suas mãos à frente do corpo
lançando a perna de trás para cima. Segurança
Logo após, a outra vai no mesmo O instrutor auxilia da mesma ma-
sentido unindo suas pernas em neira como descrito no exercício
cima olhando entre as mãos. Com anterior, no momento em que se a) b) c) d) e)
o queixo no peito, vai dobrando os inicia o rolamento o instrutor deve
braços chegando com a nuca e vai estar bem atento para que não te-
passando por toda a região das nha impacto nas costas e cabeça, Duração do exercício
costas até chegar a parte da lombar acompanhando até o final do mo- 03 vezes, fazendo a correção, tentando permanecer por volta de 05
grupando as pernas e finalizando vimento. segundos na parada, antes do rolamento.

19. Oitava
O praticante o executa, descendo ços, lançando suas pernas para cima
com as pernas flexionadas, as mãos até chegar a uma parada de mãos,
próximo das orelhas com palma das onde permanece por volta de cinco
mãos para cima e dedos bem aber- segundos. Faz a descida com as per-
tos, deslocando para trás. Chega de nas alternadas e uma a frente da ou-
bumbum, passando por suas costas tra perna, finalizando em pé com os
colocando suas mãos no solo e com braços para cima.
o queixo no peito, esticando os bra-
100
Segurança Duração do exercício
O instrutor deve acompanhar o praticante desde o início do exercício. A quantidade de passadas será estipulada pelo participante de acordo
Ao lançar as pernas para cima, o instrutor pode realizar o auxilio pelas com a compreensão e apropriação apresentados no exercício.
pernas auxiliando o praticante a subir na parada de mãos.

20. Ponte subindo pelas pernas


O praticante irá fazer um leve des- solo com suas mãos para subir apenas
locamento do quadril para frente, com a força das pernas aproveitando
colocando o peso para as pernas e o impulso dado pelas mãos assim fi-
curvando, assim, ao máximo a co- cando em pé. Os braços devem estar
luna até que suas mãos toquem ao estendidos durante toda subida.
solo. É preciso que o praticante este-
ja olhando para as mãos.
Segurança
Como voltar: transferindo o peso O instrutor aqui é fundamental para o
das mãos para os pés três vezes em auxílio e segurança. Tanto na descida Duração do exercício ticipante de acordo com a
uma espécie de balanço. Em segui- quanto na subida sugerimos o auxilio A quantidade de passadas compreensão e apropriação
da, o mesmo irá subir empurrando o na região lombar. será estipulada pelo par- apresentados no exercício.

21. Arco para Trás


O praticante vai fazer uma ponte no solo, mento por três vezes. Dando continui- chegando com uma perna após a outra,
deixando os braços esticados durante dade, o praticante vai lançar uma perna subindo o peito com as mãos em cima,
todo o movimento, lançando seu tronco flexionada na frente do tronco e automa- até ficar em pé com os braços para cima
para  frente e indo para trás nesse movi- ticamente trazer a outra perna esticada, esticados.
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Segurança praticante não bater a cabeça no solo.
A pessoa vai segurar na lombar e no
ombro para descer na ponte. Depois
que estiver na ponte, vai segurar na
Duração do exercício
coxa e no ombro, ajudando o prati- A quantidade de passadas será estipulada
cante passar no movimento. pelo participante de acordo com a com-
preensão e apropriação apresentados no
A pessoa deve tomar cuidado para o exercício.

22. Parada de cotovelo


O praticante deverá colocar os dois co- frente. No retorno, a perna flexionada
tovelos no solo (no ângulo de 90°graus), chegará primeiro ao solo em seguida da
com apoio do antebraço e as mãos à frente perna que estava estendida, finalizando
(dedos bem abertos). Olhando para a fren- o exercício.
te, lançará uma perna por cima da sua ca-
beça. A outra perna, ao sair do solo, deverá
ficar flexionada fazendo um contrapeso. Segurança
As mãos pressionarão o solo para evitar O instrutor deverá auxiliar na primeira per- Duração do exercício
que a perna esticada toque ao solo, equili- na que o praticante vai lançar, e em segui- 03 vezes, fazendo a correção, tentando permane-
brando para não ir nem para trás nem para da auxiliar para manter o equilíbrio. cer no mínimo 10 segundos na parada.

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23. Flic de cabeça ou Kipe de cabeça
O praticante inicia o movimento de cóco- braços estendidos para cima.
ras, apoia as duas mãos no solo e, logo
em seguida, sua cabeça entre as mãos Segurança
indo um pouco à frente, fazendo assim, O instrutor auxilia pelo ombro e lombar.
um triângulo com as mãos e cabeça.
Empurra com força o solo com as mãos Duração do exercício
projetando seu corpo a frente, lançando A quantidade de passadas será estipu-
as pernas com bastante impulso à frente lada pelo participante de acordo com a
estendidas, trazendo suas pernas próxi- compreensão e apropriação apresenta-
mos das mãos, chegando em pé com os dos no exercício.

24. Reversão à frente


Postura inicial: com o pé de apoio primeiro ao solo empurrando o solo
na frente e suas mãos para frente com suas mãos, chegando com uma
tocando ao solo, irá lançar estendida perna atrás e outra à frente, subindo
a perna de trás com uma velocidade com os braços estendidos e encai-
considerável. O praticante perma- xados (ombros e orelhas).
necerá olhando para frente facili-
tando, assim, a curvatura da coluna.
As pernas deverão passar por cima Segurança
de sua cabeça, sendo com as per- O instrutor auxilia com uma mão no
Duração do exercício ticipante de acordo com a
nas alternadas, a perna de trás que ombro e a outra na lombar, para auxi- A quantidade de passadas compreensão e apropriação
foi lançada primeiro deverá chegar liar na transferência de pesos. será estipulada pelo par- apresentados no exercício.

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25. Hiber
Postura inicial: O praticante cor- do com ombros e orelhas.
rerá até a metade do colchão/
pista de acrobacias, colocando Movimento indicado como elo
sua perna de apoio à frente e de ligação, sendo que, após o hi-
suas mãos no solo. Em seguida, ber, o praticante tem mais impul-
com o olhar para frente, lançan- são para acrobacias frontais.
do a perna de trás para cima e
para frente, passando por cima Segurança
do seu corpo formando um arco, O instrutor auxiliará com uma auxiliar na fase final para que não estipulada pelo participante de
empurra suas mãos e chega das mãos no ombro e a outra na aconteçam quedas. acordo com a compreensão e
com as duas pernas. O movi- lombar, auxiliando principalmen- apropriação apresentados no
mento é finalizando em pé, com te na primeira fase do exercício. Duração do exercício exercício.
os braços estendidos, encaixa- Quando atingir boa impulsão, A quantidade de passadas será

26. Flic para frente


O praticante correrá até a meta- as duas pernas unidas, como
de do colchão/ pista de acroba- na saída, finalizando em pé,
cias. Impulsiona as duas pernas com os braços estendidos para
no solo, com força, indo com cima e encaixados com ombros
suas mãos ao solo à sua fren- e orelhas. Movimento indicado
te, lançando as duas pernas por como elo de ligação. Após o flic
cima da cabeça, formando um para a frente, o praticante tem
arco, empurrando o solo com mais impulsão para acrobacias
as mãos (repulsão). Chega com frontais.
104
principalmente na primeira fase do exer-
Segurança cício. Quando atingir boa impulsão, auxi-
Duração do exercício
O instrutor auxiliará com uma das mãos liar na fase final para que não aconteçam A quantidade de passadas será estipulada
no ombro e a outra na lombar, auxiliando quedas. pelo participante de acordo com a compreen-
são e apropriação apresentados no exercício.

27. Flic-Flac (Educativo 01)


Variação: Utilizando um plano alto e macio didas e ponta dos pés. Procure cair com
(com colchões), o praticante inicia de costas toda as costas no colchão (plano alto)
para o plano alto, procurando sentar em uma evitando o impacto na “quina” do col-
cadeirinha imaginária com a coluna reta. chão com a lombar.
Desce os braços retos na frente flexionando
as pernas ao mesmo tempo. Desequilibran-
do para trás o praticante vai lançar seu corpo Segurança Duração do exercício
chegando no plano alto de colchões com o O instrutor acompanha todo o movimen- A quantidade de passadas será estipulada pelo
corpo estendido e abdômen bem contraído, to para que o praticante caia no colchão participante de acordo com a compreensão e
braços estendidos para cima pernas esten- de forma segura. apropriação apresentados no exercício.

28. Flic-Flac (Educativo 02)


Variação: O praticante deve imaginar que irá do com o apoio dos calcanhares, o praticante lizando deitado decúbito dorsal (deitado) em
sentar em uma cadeira (imaginária) quando deve impulsionar suas pernas com força, com um plano alto de colchões de amortecimento.
estiver no final do desequilíbrio. Ao sentir que auxílio dos braços estendidos. Seu corpo vai Não deve chegar na posição arqueada, de-
a ponta dos pés está saindo do solo e fican- formar um arco durante a fase de voo, fina- vendo chegar firme na posição de “canoinha”.

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Segurança tando auxílio até o final do movi-
mento.
Neste exercício, recomenda-se
que tenhamos duas pessoas que
irão fornecer a segurança para o Duração do exercício
praticante.  Recomenda-se que os A quantidade de passadas será es-
auxiliares estejam entre o pratican- tipulada pelo participante de acor-
te e o plano alto de colchões, com do com a compreensão e apropria-
uma das mãos na lombar e a outra ção apresentados no exercício.
na parte posterior da “coxa”, pres-

29. Flic-Flac
O praticante iniciará em pé com os braços Segurança
estendidos para cima, realizará o mesmo
Sugere ao instrutor prestar o auxílio com
exercício descrito anteriormente e após o
uma das mãos na lombar e a outra na parte
“arco” não cairá no plano alto de colchões,
posterior da “coxa”, prestando auxílio até o
e sim passará pela posição de paradas de
final do movimento.
mãos no solo. Com uma forte repulsão
dos braços e mãos, realizará o movimen-
to, chegando com os dois pés no solo, Duração do exercício
joelhos semiflexionados realizando um A quantidade de passadas será estipulada
amortecimento ou outra sequência acro- pelo participante de acordo com a compre-
bática tendo o flic flac como ele de ligação ensão e apropriação apresentados no exer-
entre as sequencias acrobáticas. cício.

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30. Flic Alternado
Realizar o mesmo exercício descrito ante- Segurança
riormente. Ao invés da chegada com os dois Sugere ao instrutor prestar o auxílio
pés unidos, no entanto, o praticante irá che- com uma das mãos na lombar e a outra
gar com maior amortecimento dos joelhos e na parte posterior da “coxa”, prestando
os pés deverão estar separados, um à frente auxilio até o final do movimento.
do outro. Recomenda-se iniciar a separação
das pernas no momento em que o praticante Duração do exercício lada pelo participante de acordo com a compreen-
“passa” pela parada de mãos. A quantidade de passadas será estipu- são e apropriação apresentados no exercício.

31. Mortal para frente (Educativo)


O praticante irá realizar uma corrida até grupada. A finalização poderá ser inicial-
metade da pista de acrobacias, obtendo mente sentado ou deitado, até o prati-
uma forte impulsão  (salto para cima). cante conseguir chegar em pé e com
Flexionando os dois joelhos, os bra- bom amortecimento dos joelhos, utilizar
ços no momento da saída para o salto um ou dois colchões grandes (chicletão)
mortal à frente devem estar estendidos de amortecimento.
para cima, encaixados com os ombros e
o tronco alto. Logo após esta impulsão Neste exercício, deve estar atento para
com os membros inferiores (perna), o não bater a boca nos joelhos durante a do o praticante a fazer o giro com segurança.
praticante deve fazer uma força que irá chegada.
gerar uma rotação à frente do seu corpo. Duração do exercício
Sugere impulsionar os calcanhares com Segurança A quantidade de passadas será estipulada pelo parti-
as pernas semiflexionadas e, com o au- O auxiliar irá colocar a mão direita na ab- cipante de acordo com a compreensão e apropriação
xílio do tronco, o praticante faz a posição dômen e a esquerda nas costas, ajudan- apresentados no exercício.
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32. Mortal à frente
Após uma rápida corrida, o praticante deve ob-
ter uma boa impulsão flexionando os joelhos
Segurança
com os braços estendidos para cima, fazendo O auxiliar irá fazer o auxílio com uma das mãos
um mecanismo em conjunto com os braços no abdômen e a outra nas costas ajudando o
e pernas, saltando para cima e para frente fa- praticante a fazer o giro do mortal.
zendo um giro, onde irá segurar nos joelhos,
escondendo sua cabeça próximo ao peito Duração do exercício
fazendo uma “bola” no ar. Abre o movimento A quantidade de passadas será estipulada
quando estiver chegando ao solo em pé fle- pelo participante de acordo com a compreen-
xionando, assim, os joelhos para amortecer no são e apropriação apresentados no exercício.
solo com os braços em cima estendidos.

33. Mortal para trás (Educativo)


Variação: O praticante, de costas para uma Segurança
pilha colchões (chicletão) vai flexionar os
O auxiliar irá ajudar o praticante do exercício
joelhos com os braços para cima. Em se-
a realizar de uma melhor forma facilitando
guida, vai descendo devagar junto com as
que o mesmo chegue no topo da pilha de
pernas, lançando-as para cima (saltando o
colchões.
mais alto possível) e um pouco para trás
(para que possa cair no colchão), grupan-
do antes de cair de costas  na pilha de col- Duração do exercício
chões (plano alto), com o queixo no peito, A quantidade de passadas será estipulada ensão e apropriação apresentados no exer-
finalizando o movimento. pelo participante de acordo com a compre- cício.
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34. Mortal para trás na posição grupado
O praticante irá flexionar os bola no ar, abrindo o corpo terior (parte de trás) da coxa e
joelhos com os braços para quando estiver chegando ao a outra na parte lombar do pra-
cima, realizando um salto com solo flexionando os joelhos e ticante, ajudando o praticante a
boa altura. Na saída para o amortecendo a chegada, fina- realizar o movimento.
mortal, recomenda-se olhar lizando em pé com os braços
para a frente, para um ponto Ficar atento até o final do mo-
para cima estendidos.
fixo. Para gerar a rotação para vimento que é quando o prati-
trás, o praticante deverá utili- cante chega em pé, finalizando
zar seus membros inferiores Segurança o exercício.
(pernas) em conjunto com o Sugere dois auxiliares que estipulada pelo participante de acor-
movimento de braços “puxan- irão fazer a segurança com Duração do exercício do com a compreensão e apropriação
do” os joelhos no formato de uma das mãos na parte pos- A quantidade de passadas será apresentados no exercício.

35. Mortal esticado para trás


O praticante irá flexionar os joelhos reali- no ar. Quando estiver chegando ao solo
zando um salto com boa altura. Na saída flexiona os joelhos e amortece a chega-
para o mortal, recomenda-se olhar para da, finalizando em pé com os braços para
frente, para um ponto fixo. Para gerar a cima estendidos.
rotação para trás, o praticante deverá uti-
lizar seus membros inferiores (pernas) em
conjunto com o movimento de braços. As Segurança
pernas irão manter-se estendidas com a Sugere dois auxiliares que irão fazer a
lombar à frente, mantendo-se esticadas segurança com uma das mãos na parte

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posterior (parte de trás) da coxa e a outra na parte lombar do praticante, Duração do exercício
ajudando o praticante realizar o movimento.
A quantidade de passadas será estipulada pelo participante de acordo
Ficar atento até o final do movimento que é quando o praticante com a compreensão e apropriação apresentados no exercício.
chega em pé, finalizando o exercício.

36. Mortal Lealte para trás


O praticante irá flexionar os joelhos com os Segurança
braços para cima, realizando um salto com Sugere dois auxiliares que irão fazer a
boa altura. Na saída para o mortal, reco- segurança com uma das mãos na parte
menda-se olhar para frente, para um ponto posterior (parte de trás da coxa) da coxa
fixo. Durante a execução do mortal (deven- e a outra na parte lombar do praticante,
do este ser na posição estendida), o prati- ajudando o praticante realizar o movi-
cante vai separar as pernas uma para frente mento.
e outra para trás permanecendo até chegar Duração do exercício
ao solo flexionando os joelhos ao chegar Ficar atento até o final do movimento A quantidade de passadas será estipulada pelo
ao solo para realizar o amortecimento, com que é quando o praticante chega em pé, participante de acordo com a compreensão e apro-
os braços para cima estendidos. finalizando o exercício. priação apresentados no exercício.

37. Rondada Flic


Postura inicial. O praticante correrá até a nando o joelho da frente, lançando a perna do os pés no ar chegando com os dois pés
metade do tatame/pista de acrobacias de trás por cima estendidas com a outra no solo logo. Em seguida, faz-se uma “ca-
onde colocará suas mãos a frente flexio- perna indo de encontro com a outra unin- deira imaginária” e, lançando o corpo para
110
trás usando pernas e braços, faz-se um arco
mais rápido, passando pela parada de mãos
e chegando em pé.

Segurança
O auxiliar irá esperar o praticante fazer a ron-
dada e auxiliará no flic, com uma das mãos
na lombar e a outra na posterior (parte de
trás da coxa) da coxa, ajudando o   término Duração do exercício pelo participante de acordo com a compreen-
do movimento. A quantidade de passadas será estipulada são e apropriação apresentados no exercício.

38. Rondada mortal


Postura inicial. O praticante correrá até a me-
tade do tatame/pista de acrobacias onde co-
locará suas mãos à frente flexionando o jo-
elho da frente lançando a perna de trás por
cima estendidas com a outra perna, indo de
encontro com a outra unindo os pés no ar e
chegando com os dois pés no solo. Logo em
seguida, saltará para cima “puxando” os joe-
lhos para trás fazendo uma “bola” no ar e abri-
rá o movimento para chegar em pé, com um
bom amortecimento dos joelhos.
realização do mortal para trás, segurando Duração do exercício
com uma das mãos na posterior da coxa e a A quantidade de passadas será estipulada
Segurança outra mão na lombar, acompanhando o mo- pelo participante de acordo com a compreen-
O auxiliar irá esperar a rondada e vai auxiliar na vimento até o término. são e apropriação apresentados no exercício.
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39. Rondada flic mortal
Postura inicial. O praticante vai
correr até a metade do tatame/
pista de acrobacias e fazer a ron-
dada com sua perna de apoio a
frente. Realizará, logo na sequ-
ência, o flic flac. Em seguida, irá
saltar o mais alto possível para
cima e realizará o mortal para trás
grupado, finalizando em pé com Segurança Duração do exercício
os braços para cima estendidos. O auxiliar vai esperar a ronda- na sequência auxilia no mortal A quantidade de passadas será
(Toda essa sequência pode ser da e irá auxiliar no flic flac com para trás, fazendo a segurança estipulada pelo participante de
realizada em partes - um movi- uma das mãos na posterior da pela lombar, acompanhando acordo com a compreensão e
mento para o outro - até realizar o coxa (parte de trás da coxa) e até a chegada no solo que de- apropriação apresentados no
movimento contínuo sem parar). a outra mão na lombar e logo verá ser em pé. exercício.

Acrobacias com mais de um praticante

40. Aranha
Para realização desse movimento serão ne- praticante, subindo na altura do tronco/peito. ponte entre as pernas do segundo praticante,
cessários dois praticantes: O primeiro pra- Cruza os pés atrás das costas do segundo pra- que vai segurar até ele chegar ao solo, onde o
ticante     vai subir de frente para o segundo ticante. O primeiro praticante vai descer numa mesmo vai descer para a frente com as pernas
112
estendidas. O outro praticante deverá segurar
nos tornozelos do segundo praticante com os
Segurança
braços esticados e o praticante que está com O auxiliar irá fornecer auxílio ao primeiro prati-
as mãos no solo vai começar a caminhar. Para cante que vai descer para que ele não venha
desmontar, o praticante que estiver em cima bater a cabeça no solo segurando na lombar.
irá colocar as mãos no solo e descruzar as per- Depois, ficará acompanhado até o final do mo-
nas e pés. Chegando de joelhos, o segundo vimento e, caso necessário, preste o auxílio.
praticante irá fazer um rolamento à frente, logo
em seguida em sentidos diferentes do outro Duração do exercício pelo participante de acordo com a compreen-
praticante. A quantidade de passadas será estipulada são e apropriação apresentados no exercício.

41. Minhoca
Para realização desse movimen- depois soltar as mãos, O primeiro
to serão necessários dois prati- praticante irá fazer um rolamento
cantes: O primeiro praticante irá para frente o outro praticante um
ficar em pé e o segundo irá fazer rolamento para trás.
a entrada da estrela. Os braços
irão para a lombar, abraçando Variação: Os praticantes po-
com as pernas afastadas. O pri- dem fazer uma troca, sendo que
que está embaixo vai descru- tomando cuidando para não bater
meiro praticante que está em quem estava em cima descer
zar os pés e soltar as mãos e o a cabeça no chão.
pé vai descer para a frente até rolando para o lado. O segundo
outro vai rolar pra frente e o de
chegar com as mãos no solo. praticante vai descruzar e colocar
O outro praticante vai cruzar os seus pés no solo e suas mãos
baixo vai rolar para trás. Duração do exercício
pés e segurar na lombar. O que também. O primeiro praticante A quantidade de passadas será es-
está em cima vai começar a ca- vai cruzar nas costas e segurar Segurança tipulada pelo participante de acor-
minhar, Para descer, o segundo na lombar e o primeiro vai cami- O auxiliar prestará auxílio ao do com a compreensão e apropria-
praticante vai descruzar os pés e nhar, para finalizar.  O praticante praticante que irá “desmontar” ção apresentados no exercício.
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42. Parada de mãos em Dupla
Para realização desse movimento serão do seus braços juntos das orelhas. Os dois
necessários dois praticantes: O primeiro finalizam em pé.
praticante vai fazer uma parada de mãos
nas costas do segundo praticante. O se-
gundo praticante irá segurar nos tornoze-
Segurança
los com os dedos para trás e os polegares O auxiliar irá prestar auxílio no praticante
para dentro, encaixando seu “bumbum” que está sendo puxado, podendo auxiliar
embaixo da lombar do primeiro praticante, com uma das mãos no ombro e a outra no
puxando as pernas para frente e para baixo abdômen de que em estar em cima.
até os pés do primeiro praticante chegar ao
solo. O praticante que está em cima deve Duração do exercício pelo participante de acordo com a compreensão e
estar bem firme, com a postura reta trazen- A quantidade de passadas será estipulada apropriação apresentados no exercício.

43. Rolamento duplo


Para realização desse movi- legares para frente e levantando
mento serão necessários dois as pernas para cima o praticante
praticantes: O primeiro pratican- de cima vai segurar da mesma
te vai deitar no solo enquanto o forma nos tornozelos o de cima
segundo praticante ficará em pé. vai deslocando para frente com
A cabeça do primeiro praticante o queixo no peito fazendo um
deve estar entre os pés do pra- rolamento entre as pernas do ve sem impactos). O praticante as pernas até ficar em pé. Para
ticante que se mantém de pé. que estar deitado (atenção para de baixo vai dobrando as pernas dar a sequência, é necessário a
Assim, segurando os tornozelos não bater a cabeça no solo, o próximo do bumbum, segurando realização de no mínimo três a
com os dedos para trás e os po- rolamento deve acontecer sua- os tornozelos fortes e dobrando quatro rolamentos em conjunto.
114
Segurança Duração do exercício
O auxiliar prestará auxílio sempre no praticante de cima com uma das A quantidade de passadas será estipulada pelo participante de
mãos no abdômen e a outra nas costas, ajudando na passagem do mo- acordo com a compreensão e apropriação apresentados no exer-
vimento e impedindo os impactos na cabeça e região lombar. cício.

44. Estrela em Dupla


Para realização desse movimento se- Variações: Todo esse movimento
rão necessários dois praticantes: O descrito em cima. Os dois praticantes
primeiro praticante  irá ficar de lateral vão dar continuidade ao movimento
com os joelhos flexionados. O segun- onde o primeiro praticante vai abraçar
do praticante irá colocar o pé de apoio a cintura do segundo praticante não
à frente colocando uma mão em cada soltando mais até o final do percurso.
coxa abraçando atrás e posicionando
sua cabeça entre as pernas do segun- Observação: Todas as vezes que che-
do praticante. gar a ficar em pé no movimento, os pra- ticante prestando um suporte caso o mesmo vire para
ticantes vão sempre levantar o tronco trás.
O segundo praticante deverá abraçar com as costas retas dando continuida-
a cintura do primeiro praticante,  lan- de até finalizar com o primeiro praticante
çando as pernas do primeiro pratican- desmontando para lateral e finalizando.
Duração do exercício
te pra cima e para a lateral chegando No primeiro movimento, 02 a 03 de cada.
um pé após o outro praticante, soltan-
do o primeiro praticante para lateral, Segurança A variação vai de 02 de cada, podendo fazer quantos fo-
finalizando o movimento. O auxiliar ficará atrás do primeiro pra- rem necessários.

115
45. Malabares Humano
Para a realização desse mo- pernas e quando chegar outro, tomando cuidado
vimento, serão necessários ao solo (no meio) fará um para não cair por cima
três praticantes: rolamento. Os que estão do praticante que está
nas extremidades irão rolando e nem bater com
Três praticantes vão se posi- sempre saltar, afastando as pernas na cabeça de
cionar em fila indiana, onde o as pernas dando conti- quem rola.
praticante da ponta da frente nuidade até os pratican-
deverá virar para o praticante
do meio.
tes chegarem ao ponto Duração do exercício
de início.
A quantidade de passa-
O praticante do meio sempre das será estipulada pelo
terá que fazer um rolamento Segurança participante de acordo
para frente. Os praticantes A segurança desse mo- com a compreensão e
das extremidades terão que vimento vai sempre apropriação apresenta-
pular por cima e para frente acompanhar a pessoa dos no exercício.
simultaneamente abrindo as que salta por cima do

46. Arco Para Trás em Dupla


Para realização desse movimento serão trela em dupla. O primeiro praticante que que está em cima chegar ao solo tomando
necessários dois praticantes: o primeiro está em pé vai segurar na lombar, descen- o seu lugar. Assim, o praticante 2 vai dar
praticante deverá ficar com uma boa base, do na ponte puxando o segundo pratican- continuidade fazendo o mesmo     movi-
com as pernas flexionadas. O segundo te e levando as pernas do segundo pra- mento,  desmontando como iniciou o mo-
praticante deverá iniciar na entrada da es- ticante  para trás até os pés do praticante vimento para descer.

116
Segurança
O auxiliar que fará a segurança irá segurar com
uma das mãos na lombar e a outra mão no om-
bro ajudando os praticantes a subirem e fina-
lizarem o movimento em pé e em segurança.

Duração do exercício
A quantidade de passadas será estipulada
pelo participante de acordo com a compreen-
são e apropriação apresentados no exercício.

47. Mortal em dupla afastado


Para realização desse movi- do primeiro praticante, com os
mento serão necessários dois braços esticados. O primeiro
praticantes: O primeiro prati- praticante vai saltar para cima
cante ficará à frente e afastará e para frente fazendo um giro
suas pernas, abaixando o tron- (salto mortal à frente) com as
co e passando seus braços pernas afastadas e irá uní-las
entre suas pernas, esticadas, no final com os braços em cima
com as palmas das mãos para e estendidos.
cima. O segundo praticante irá
(atenção para os pés do segundo estipulada pelo participante de
segurar nas mãos do primeiro
com as palmas das mãos para Segurança praticante não bater no auxiliar) acordo com a compreensão e
apropriação apresentados no
baixo (mãos devem estar entre- O auxiliar ficará em umas das la-
laçadas). O segundo praticante terais, observando se algo errado Duração do exercício exercício.
irá puxar para cima os braços acontecer para prestar o auxílio A quantidade de passadas será
117
48. Reversão em dupla
Para realização desse movimen- (as mãos devem estar entrelaça-
to serão necessários dois prati- das) os dois praticantes vão dar
cantes: O primeiro praticante vai três passos à frente até o segun-
ficar com o braço direito esticado do praticante que será lançado
para lateral com a palma da mão irá parar com o seu pé de apoio
para frente e a esquerda flexio- à frente e a outra perna de trás
nada a frente do corpo, abaixo do irá lançar por cima e para frente
tronco com  palma da mão para fazendo uma reversão. Chegam
frente. O segundo praticante vai com as duas pernas juntas e os
segurar com a mão direita na braços dos dois praticantes para
outra mão direita com palma da cima, sendo que o primeiro pra- Segurança Duração do exercício
mão para trás, e esquerda pas- ticante vai puxar os braços para O auxiliar ficará ao lado do pra- A quantidade de passadas será es-
sando o braço por cima do bra- cima do segundo praticante fi- ticante que será lançado segu- tipulada pelo participante de acor-
ço direito do primeiro praticante. nalizando em pé com os braços rando nas costas e no ombro do com a compreensão e apropria-
Com a palma da mão para trás, para cima. ajudando na passagem. ção apresentados no exercício.

49. Mortal para trás com apoio / Mortal queixada


Para realização desse movimento serão ne- salto mortal para trás. O segundo praticante estará executando o exercício. O primeiro
cessários dois praticantes: O primeiro prati- deverá estar posicionado na lateral do pri- praticante irá realizar o movimento do mortal,
cante que irá executar o movimento deverá meiro praticante,  segurando com uma mão vai tencionar a perna de apoio fazendo força
entregar sua perna de apoio para o segundo na posterior (parte de trás da coxa) da coxa e para baixo descendo os braços estendidos
praticante que lançará para a realização do a outra abaixo da panturrilha do primeiro que na frente saltando para cima, junto com o
118
segundo praticante que está lançando re- bar ajudando na rotação.
alizando o salto mortal. Finaliza em pé com
os braços para cima. Duração do exercício
A quantidade de passadas será estipula-
Segurança da pelo participante de acordo com a com-
O auxiliar ficará na lateral de quem será lan- preensão e apropriação apresentados no
çado com uma das mãos na posterior da exercício.
coxa (parte de trás da coxa) e a outra na lom-

50. Stafe: mortal de costas / Mortal estafa


Para realização desse movimento serão o corpo todo esticando, levantando seu
necessários dois praticantes: O primeiro joelho no tronco, buscando as mãos nos
praticante que lançará vai se posicionar joelhos fazendo uma rotação do mortal
buscando uma boa base com os pés. Com para trás.
uma mão sobre a outra pegando no dedão,
Chegam em pé com os braços para cima
as mãos devem estar na altura da cintura.
estendidos.
O segundo praticante, que irá ser lançado,
colocará o seu pé de apoio em cima das Observação: O lançador durante a execução
mãos do primeiro praticante e as mãos nos do movimento vai empurrar para cima o se- finalizar o movimento.
ombros do primeiro praticante. O segundo gundo praticante que vai realizar o mortal.
praticante deverá flexionar o joelho de base Duração do exercício
empurrando a perna do solo para auxiliar Segurança A quantidade de passadas será estipulada
na impulsão. Suas mãos irão empurrar os O auxiliar irá fazer a segurança com as mãos pelo participante de acordo com a compreen-
ombros para cima e para trás subindo com nas costas de quem vai fazer o mortal até são e apropriação apresentados no exercício.
119
51. Primeira altura
Iremos utilizar as indicações:   di- ticante (o pé deverá ficar mais
reita e esquerda para a realização próximo do quadril) o pé direito
desse movimento. no ombro direito. Ficando em pé
com as pernas estendidas e os
Serão necessários dois praticantes
calcanhares unidos, o primeiro
para a execução do movimento.
praticante vai colocar suas mãos
Um praticante vai ficar em uma nas panturrilhas (ou na curva,
base, com as duas pernas afas- atrás dos joelhos) do segundo
tadas uma da outra e flexionadas praticante puxando para baixo
com os joelhos para fora, a mão di- com os cotovelos abertos. baixo vai apenas amortecer sua gere no momento da descida
reita para a lateral do corpo com a chegada ao solo e poderá tam- estar a frente do praticante que
COMO VOLTAR/DESCER. bém fazer um agachamento irá descer. Deve tomar cuidado,
palma da mão virada para cima e a
O praticante que está em cima para que diminua a altura. no entanto, para não atrapalhar
esquerda em cima da cabeça com
vai dar as mãos para quem está
a palma da mão virada para frente. a descida.
embaixo, tirando do ombro uma
O outro praticante vai subir dando
perna após a outra, utilizando
Segurança
primeiro a mão direita com direita
apenas o apoio das mãos do pri- O auxiliar deverá se posicionar Duração do exercício
e esquerda com a esquerda. Em atrás do praticante que vai su- A dupla de praticantes e a pes-
meiro praticante com os braços
seguida, o segundo praticante co- bir na primeira altura e prestar soa da segurança irão determi-
esticados.
locará o pé esquerdo em cima da todo auxílio necessário e estar nar um tempo, a partir, do mo-
perna esquerda do primeiro pra- OBS: O praticante que está em- atento ao risco de quedas. Su- mento final da subida.

120
“O meu ponto de equilíbrio é bem no
meio da corda bamba da vida, entre a
sabedoria de viver e a loucura de amar”
Cláudio Leal
121
ORIENTAÇÕES!!!
Antes de começar a executar os movimentos, Utilize sempre Joelheiras para realizar as movi-
observe se os aparelhos utilizados estão em mentações na perna de pau.
condições para uso.
É indicado o uso de tatames (EVA) na realiza-
É IMPORTANTE a presença do auxiliar durante ção dos movimentos do rola.
a execução dos movimentos.
Para seguir bem as movimentações, tais
Ao utilizar o arame, é indicado colocar o col- como descritas, é necessário utilizar todas as
chão de segurança nas laterais e por baixo, medidas de segurança relacionadas para a re-
para o amortecimento de uma possível queda. alização das figuras.
É indicado a utilização de calçado durante as Não é recomendável realizar algumas movi-
execuções dos movimentos no arame, utili- mentações sem que o praticante esteja real-
zando sapatilha antiderrapante e sem salto. mente seguro. Pular etapas não contribui para
o crescimento técnico!.
Na realização dos movimentos do Monociclo,
recomenda-se o uso de caneleiras, sapatos,
capacetes e joelheiras. DIVIRTA-SE!

122
123
Guia Metodológico de Equilíbrio | Arame

1. Equilíbrio em ponta de pé
O praticante ficará de pé, buscando fazer uma
elevação dos calcanhares, ficando na meia
Segurança
ponta. Ainda na posição, irá desequilibrar para o praticante poderá iniciar o exercício tendo o
um dos lados, ficando com uma das pernas de apoio das mãos em uma parede, para depois
apoio no chão e os braços na lateral, elevando a poder fazer sem utilizar o apoio.
outra perna em um ângulo de 900.

Durante o exercício, o praticante deverá manter Duração do exercício


o equilíbrio, olhando sempre para um ponto fixo. 03 vezes de 20 segundos com cada perna.

2. Equilíbrio em cima da corda


Com uma corda no chão, o praticante Segurança
deverá realizar passos em cima da mesma. Observar.
Recomenda-se utilizar o dedão e o meio do
calcanhar como base, para ter maior apoio. O Duração do exercício
praticante deve realizar o percurso mantendo Realizar no mínimo 02 passadas no início de cada
o olhar fixo no final da corda, assim, ele treino, buscando realizar o exercício andando para
manterá um melhor equilíbrio. frente e para trás.
124
3. Equilibrando na elevação
O praticante poderá utilizar uma superfície
(como uma cadeira, banco ou qualquer objeto
Segurança
Recomenda-se o auxílio de um instrutor para
firme que suporte o peso do praticante e ofereça
a realização do exercício com o objetivo de
segurança ao mesmo) acima do nível do chão.
evitar quedas do objeto escolhido.
Em seguida, colocará um dos pés em cima da
borda do objeto escolhido e o outro pé suspen-
so, mantendo o equilíbrio com os braços abertos Duração do exercício
na lateral, para auxiliar no equilíbrio. 03 vezes de 20 segundos com cada perna.

4. Caminhar sobre o arame


O praticante irá caminhar em pé. Com isso, o equilíbrio será mãos na cintura e a outra na
cima do arame. Recomenda- ainda maior. mão do praticante, passando,
-se utilizar o dedão e o meio assim, mais estabilidade para o
Este método será praticado na
do calcanhar como base, olhar mesmo.
maioria das movimentações.
fixo para o final do percurso e
utilizar os braços na lateral para
proporcionar maior equilíbrio. Segurança Duração do exercício
Realizar a conclusão do percur-
Sempre que houver mudanças Dependendo do nível técnico
so até se sentir seguro para rea-
de passos, a perna que está fora do praticante, pede-se que a
lizar os próximos exercícios.
do arame deverá manter-se na pessoa responsável pela segu-
lateral esticada e em ponta de rança (auxiliar) segure uma das
125
5. Andar no arame levando uma perna para
frente e para trás
O praticante caminhará em cima do arame, sugere-se que o responsável pela seguran-
mantendo a mesma base do exercício anterior. ça (auxiliar) segure o praticante em uma das
A cada passo realizado, o praticante deverá to- mãos para dar maior estabilidade a ele.
car com a ponta do pé na perna que se man-
tém fora do arame, frente e trás, mantendo os Duração do exercício
braços na lateral para um maior equilíbrio. Duração de acordo com o desempenho do
praticante, até se sentir seguro.
Segurança
Dependendo do nível técnico do praticante,

6. Caminhar sobre o arame arrastando um dos pés


O praticante inicia o movimen- mesmo para frente, tendo o de- soa responsável pela seguran-
to colocando um dos pés so- dão como condutor realizando, ça (auxiliar) auxilie segurando
bre o arame. Quando começar assim, a caminhada. Repita o uma das mãos na cintura e a
a caminhar, pede-se para que movimento, trocando de pé, pas- outra na mão, passando mais
o mesmo deslize um dos pés so a passo, até chegar ao final do estabilidade para o mesmo.
da perna suspensa. Com um arame.
pé apoiado no arame, o pra- Duração do exercício
ticante deve conduzir o outro Segurança Duração de acordo com o de-
pé na vertical até a frente do pé Dependendo do nível técnico do sempenho do praticante, até se
que está no arame e deslizar o praticante, sugere-se que a pes- sentir seguro.
126
7. Caminhar sobre o arame realizando o número
4 (quatro) com as pernas
O praticante irá caminhar sobre o Segurança passando mais estabilidade para
arame. Durante o percurso, pede- o mesmo.
Dependendo do nível técnico do
-se para que o mesmo levante ​o
praticante, pede-se que a pes-
pé que está fora do arame na al-
soa responsável pela segurança Duração do exercício
tura do joelho formando a figura
(auxiliar) auxilie segurando uma Realizar no mínimo 02 passa-
do quatro. O percurso será finali-
mão na cintura e a outra na mão, das.
zado alternando a perna.

8. Caminhar sobre o arame, realizando agachamentos


O praticante caminhará em cima do arame. Du- Segurança
rante o percurso, ao trocar os passos, pede-se
Dependendo do nível técnico do praticante, pede-
para que o praticante realize agachamentos,
-se que a pessoa responsável pela segurança (au-
onde o seu joelho deverá passar da linha do cabo
xiliar) auxilie segurando uma das mãos, gerando
de aço, enquanto a perna - que ficará na frente -
mais estabilidade para o praticante.
mantem-se na base.

OBS: Permaneça com os braços abertos para Duração do exercício


manter o equilíbrio. De acordo com o nível técnico do praticante.
127
9. Meio giro no arame
O praticante irá caminhar em cima do arame. Segurança
Durante a troca de passos e quando o prati-
Dependendo do nível técnico do praticante,
cante se sentir equilibrado, pode-se realizar a
pede-se que a pessoa responsável pela segu-
meia volta (um giro de 180 graus). Durante a
rança (auxiliar) auxilie segurando pela cintura.
execução do giro, sugere-se que o praticante
gire com a parte da frente da parte de baixo
do pé (meia ponta). Se o praticante desequi- Duração do exercício
librar durante o exercício ele deve utilizar os Varia de acordo com o nível técnico do pra-
braços para recuperar o equilíbrio. ticante.

10. Caminhar para trás


O praticante deverá iniciar em cima da banquilha Segurança
(ponto de partida) já de costas para o arame. O
Dependendo do nível técnico do praticante, pede-
método será o mesmo que caminhar para fren-
-se que a pessoa responsável pela segurança (au-
te, mantendo dedão e meio do calcanhar como
xiliar) auxilie segurando uma das mãos proporcio-
base, olhar fixo para o final (que será o início) do
nando mais estabilidade para o praticante.
percurso e braços na lateral tentando buscar
seu equilíbrio. Sempre que houver mudanças de
passos, a perna que mantem fora do arame de- Duração do exercício
verá manter na lateral esticada e em ponta de pé, Realizar a conclusão do percurso até se sentir se-
com isso, o equilíbrio será ainda maior. guro para realizar os próximos exercícios.
128
11. Passando o bambolê pelo corpo
O praticante irá caminhar em cima do arame, segu- Segurança
rando o bambolê em uma das mãos. Em determinado
A pessoa responsável pela segurança (auxiliar)
ponto do percurso, pede-se para que o mesmo passe
deverá ficar atenta, pois ela será acionada ape-
o bambolê pela perna que se mantém em equilíbrio.
nas quando houver desequilíbrio do praticante.
Com a perna ainda dentro do bambolê, o praticante
deve dar mais um passo para que a outra perna fique
em equilíbrio, assim passando-a por dentro bambolê, Duração do exercício
para que seja retirado por cima do corpo. Duração de acordo com o desempenho do
mesmo, até se sentir seguro.

12. Se joelhar no Arame


O praticante caminhará em cima do arame. Segurança
Durante o percurso, ao trocar os passos, pe- Dependendo do nível técnico do praticante, pede-
de-se que o praticante realize agachamen- -se que a pessoa responsável pela segurança (au-
tos, onde o joelho da perna de trás deverá xiliar) auxilie segurando em uma das mãos, propor-
tocar no cabo de aço, enquanto a perna que cionando maior estabilidade para o praticante.
ficará na frente mantem-se na base e um
pouco afastada.
Duração do exercício
OBS: Permaneça sempre com os braços Duração de acordo com o desempenho do mes-
abertos para manter o equilíbrio. mo, até se sentir seguro.
129
13. Correr em cima do Arame
O praticante inicia já em ponto de corrida, com (auxiliar) auxilie segurando uma das mãos na cin-
isso os pés serão direcionados levemente para tura e a outra na mão.
fora, mantendo os braços abertos para buscar o
melhor equilíbrio. Todo o percurso será feito sem Este exercício é indicado apenas para praticantes
pausas. que tenham o domínio no aparelho.

Segurança Duração do exercício


Dependendo do nível técnico do praticante, pe- Duração de acordo com o desempenho do mes-
de-se que a pessoa responsável pela segurança mo, até se sentir seguro.

14. Pular corda no arame


O praticante irá caminhar em cima do ara- OBS: Neste exercício não teremos os bra-
me, segurando uma corda em suas mãos. ços abertos na lateral para melhorar o equi-
Durante o percurso, pede-se para que o pra- líbrio, então, o mesmo é indicado apenas
ticante mantenha os dois pés direcionados para praticantes que tenham o domínio no
para fora, com isso os dedões não estarão aparelho.
em contato com o cabo de aço. Nesta posi-
ção, realize pulos com a corda. A altura ne- Segurança
cessária será apenas confortável para que a A pessoa responsável pela segurança de-
corda passe com tranquilidade e seguran- verá estar atenta, pois a segurança será fei-
ça, tentando retornar para o arame como ta apenas quando houver desequilíbrio do Duração do exercício
iniciou. praticante. Entre 03 a 05 pulos.
130
15. Caminhar em cima de uma jante (aro)
O praticante colocará uma jante (aro) de bicicleta em que a pessoa responsável pela segurança
cima do arame, próximo à banquilha (ponto de saí- (auxiliar) auxilie segurando uma das mãos
da), pois, ao invés de caminhar em cima do arame, na cintura e a outra na mão, proporcionan-
os passos serão dentro da jante (aro) mantendo os do maior estabilidade ao praticante.
mesmo princípios de como caminhar pelo arame.
Duração do exercício
Segurança Duração de acordo com o desempenho do
Dependendo do nível técnico do praticante, pede-se mesmo, até se sentir seguro.

131
132
Guia Metodológico de Equilíbrio | Rola

1. subida com um dos lados da tábua no chão


O praticante deve posicionar a OBS: Durante a realização do ter uma pessoa na frente do a)
tábua em cima do cilindro, dei- movimento, não se deve retirar praticante para fazer o apoio do
xando uma parte da tábua en- o pé da tábua, pois isso contribui mesmo.
costada no chão. Em seguida, para uma possível queda. c)
Ao realizar o movimento, verifi-
o praticante deverá colocar um
É recomendado passar para um que que o tronco do praticante
dos pés em cima da tábua (no
próximo movimento, apenas esteja ereto, sem ficar inclinado
lado que está encostado no
quando estiver seguro no exer- para frente.
chão), para depois posicionar o
cício praticado.
outro pé, fazendo uma pressão
para que a tábua saia do chão, Duração do exercício
ficando na posição de equilíbrio. Segurança Duração de acordo com o de-
O mesmo deverá fazer o contra O praticante pode utilizar uma sempenho do mesmo, até se
peso, para que se mantenha em parede para a realização do mo- sentir seguro. b)
equilíbrio. vimento, como também, pode

133
2. Subida pulando com os dois pés
O praticante vai posicionar a tábua em cima Segurança
do cilindro, mantendo-a equilibrada sem ter
Dependendo do nível técnico do praticante,
contato com o chão. Para isso, o praticante
pede-se que a pessoa responsável pela se-
deve “segurar” o cilindro com as pontas dos
gurança (auxiliar) auxilie segurando pela cin-
pés, para que este não se mova. Em seguida,
realize um pulo, um salto direcionando para
tura, a fim de evitar a possibilidade de o prati- Duração do exercício
cante ter uma queda.
cima da tábua, ficando na posição de equilí- Duração de acordo com o desempenho do
brio, mantendo os braços abertos na lateral. mesmo, até se sentir seguro.

3. Subida com um pé no meio da tábua


O praticante deve posicionar em cima do rola, para que a outra praticante, pede-se que a pes-
a tábua em cima do cilindro, perna posicione no canto da tá- soa responsável pela segurança
mantendo-a equilibrada sem ter bua, assim direcionando a perna (auxiliar) auxilie segurando pela
contato com o chão. Para isso, o que estava no meio para a outra cintura.
mesmo deverá colocar o seu pé extremidade, até chegar à posi-
de apoio no meio da tábua, veri- ção de equilíbrio. Duração do exercício
ficando se o cilindro também se
Duração de acordo com o de-
encontra na mesma região. Em Segurança sempenho do mesmo, até se
seguida, transferir o seu peso
Dependendo do nível técnico do sentir seguro.
para esta perna que se mantém

134
4. Se equilibrar parado
O praticante deve posicionar a tá- de equilíbrio. Para manter-se em vimento, como também, pode ter uma
bua em cima do cilindro, deixando equilíbrio, o praticante deve fazer pessoa na frente do praticante para
uma parte dela encostada no chão. a transferência de peso contro- fazer o apoio do mesmo.
Em seguida, ele deve colocar o pé lando pelo quadril, deixando as
em cima da tábua (no lado em que pernas pouco flexionadas. Duração do exercício
está encostado no chão), para, na A duração pode ser variada. O prati-
sequência, posicionar o outro pé, Segurança cante deve criar uma meta de tempo,
fazendo uma pressão para que a tá- O praticante pode utilizar uma no qual se equilibre sem encostar a
bua saia do chão, ficando na posição parede para a realização do mo- tábua no chão.

5. Agachamento
O praticante deverá ficar na posição O praticante pode permanecer do praticante, pede-se que a
de equilíbrio em cima do rola. Em por alguns segundos nesta po- pessoa responsável pela segu-
seguida, deverá realizar um agacha- sição e, ao se levantar, fazer uso rança (auxiliar) auxilie seguran-
mento tentando abaixar por com- das forças dos membros inferio- do pela cintura.
pleto, flexionando bem os joelhos, res e com o auxílio dos braços na
fazendo com que o bumbum chegue busca pelo equilíbrio.
próximo à tábua.
Duração do exercício
Entre 05 a 08 agachamentos.
OBS: mantenha os braços para fren- Segurança
te, sem retirar o calcanhar da tábua. Dependendo do nível técnico

135
6. Explorando toda a extensão da tábua.
O praticante deverá ficar na posição de equilíbrio Segurança
em cima do rola. Em seguida, deverá retirar um
Dependendo do nível técnico do praticante,
pouco do peso de uma das pernas, tentando fazer
pede-se que a pessoa responsável pela segu-
com que o cilindro se desloque para a ponta da tá-
rança (auxiliar) auxilie segurando pela cintura.
bua, ficando embaixo do pé que está fazendo uma
menor pressão. Repita o mesmo exercício para o a)
outro lado, mantendo os braços abertos para bus- Duração do exercício
car um melhor equilíbrio. No mínimo 10 deslocamentos para cada lado. b)

7. Passar um objeto sobre o corpo


O praticante deverá ficar na posição de equilí- pela cabeça até retornar para o chão.
brio em cima do rola, em seguida, deverá rea-
lizar um agachamento para que pegue algum
objeto posicionado no chão a sua frente. Este
Segurança
objeto pode ser bem variado (bolinha, lenço, Dependendo do nível técnico do praticante, pede-se
sacolas, dentre outros...). Dando continuida- que a pessoa responsável pela segurança (auxiliar) au-
de, retorne seu corpo passando o objeto em xilie segurando pela cintura.
volta dele, começando pelas pernas, cintura,
peito e, por fim, cabeça. O exercício pode ser Duração do exercício
feito também de forma inversa, começando Entre 05 a 08 movimentos.

136
8. Passar e equilibrar um bambolê entre o corpo
O praticante deverá ficar na posição de equilíbrio
em cima do rola, segurando em uma das mãos um
Segurança
bambolê. Em seguida, deverá passar esse objeto Dependendo do nível técnico do praticante,
pelo pé, do mesmo lado da mão que está seguran- pede-se que a pessoa responsável pela segu-
do. Para realizar essa passagem o praticante fará um rança auxilie segurando pela cintura.
flex, para em seguida colocar o bambolê até o meio
O processo pode ser feito em cima da tábua
do pé, depois elevar o calcanhar fazendo o bambo-
(sem o cilindro) para uma maior segurança.
lê ficar no meio das pernas. Em seguida, realize um
agachamento para passar o bambolê para o outro
lado, retirando primeiro pelo calcanhar, em seguida o Duração do exercício
flex. Complete a movimentação equilibrado no rola. Entre 03 a 05 movimentações.

9. Passar o bambolê por trás das costas


O praticante deverá ficar na posição de equilíbrio Segurança
em cima do rola, segurando em uma das mãos
Dependendo do nível técnico do pratican-
um bambolê. Dando sequência, o mesmo vai
te, pede-se que a pessoa responsável pela
segurar o bambolê com as duas mãos por trás
segurança (auxiliar) auxilie segurando pela
do corpo. Em seguida, realizar um pequeno aga-
cintura.
chamento, deixando o bumbum razoavelmente
elevado, depois passar o bambolê pelo bumbum, O processo pode ser feito em cima da tá- Duração do exercício
costas e retirando pelos pés: primeiro o calca- bua (sem o cilindro) para uma maior segu- Duração de acordo com o desempenho do
nhar, depois a ponta dos pés. rança e facilitar o aprendizado. mesmo, até se sentir seguro.
137
10. Ficar de joelhos, equilibrando-se apenas em um dos pés
O praticante deve ficar na posição de equilíbrio em cima Segurança
do rola, em seguida, realizará um agachamento, ficando
Dependendo do nível técnico do prati-
em equilíbrio. Na sequência, o praticante deve colocar
cante, pede-se que a pessoa responsável
sua mão de apoio na tábua, do mesmo lado do pé que
pela segurança (auxiliar) auxilie seguran-
será retirado para apoiar o joelho. Em seguida, o pratican-
do pelas mãos.
te deve retirar a mão, erguendo ao mesmo tempo seu
corpo mantendo o equilíbrio.
Duração do exercício
OBS: A mão só pode ser retirada da tábua com a chega- Duração de acordo com o desempenho
da do joelho nela, fazendo assim, a transferência de peso. do mesmo, até se sentir seguro.

11. Ajoelhar-se com as duas pernas


O praticante deverá ficar na posição de
equilíbrio em cima do rola, em seguida, re-
Segurança
alizará um agachamento, ficando em equi- Dependendo do nível técnico do praticante, pe-
líbrio. Coloque suas mãos na extremidade de-se que a pessoa responsável pela segurança
da tábua, depois transfira os pés, colocando (auxiliar) auxilie segurando pelas mãos.
os joelhos um por vez. Em seguida, retire as
mãos e erga seu corpo para manter-se em Duração do exercício
equilíbrio, mantendo os braços esticados na Duração de acordo com o desempenho do mes-
lateral. mo, até se sentir seguro.
138
12. Surf
O praticante deverá ficar na posição de equi-
líbrio em cima do rola. Em seguida, deverá
Segurança
girar o corpo para um dos lados, deixando o Dependendo do nível técnico do praticante, pede-se
pé da frente completo no aparelho, enquanto que a pessoa responsável pela segurança auxilie (au-
o outro pé que se encontra atrás deve ficar xiliar) segurando pela cintura.
em meia ponta. Mantenha os braços abertos
durante o movimento, para buscar um maior Duração do exercício
equilíbrio. Duração de acordo com o desempenho do mesmo,
até se sentir seguro.

13. Saltos
O praticante, quando estiver em equilíbrio Segurança
no aparelho, deverá realizar pequenos sal-
Dependendo do nível técnico do praticante, pede-se
tos retornando para o mesmo lugar. Para
que a pessoa responsável pela segurança (auxiliar))
isto, o cilindro precisa estar o mais parado
auxilie segurando pela cintura.
possível.

OBS: Caso o praticante já esteja seguro, Duração do exercício


pode se pedir para que o mesmo realize os Duração de acordo com o desempenho do mesmo,
saltos pulando cordas. até se sentir seguro.

139
14. Agachamento com uma das pernas estendida
O praticante deverá ficar na posição de equilí-
brio em cima do rola, em seguida, realizará um
Segurança
agachamento, ficando em equilíbrio. Coloque Dependendo do nível técnico do praticante, pede-se
a mão de apoio na extremidade da tábua do que a pessoa responsável pela segurança (auxiliar)
lado do pé escolhido, em seguida, retire o pé auxilie segurando pelas mãos.
e estenda a perna para frente. A mão fará o
trabalho de contrapeso, mantendo o corpo em Duração do exercício
equilíbrio. Entre 03 a 05 agachamentos com cada perna.

15. Saltar e realizar meio giro (180 graus)


O praticante, quando estiver em equi- Segurança
líbrio no aparelho, deverá realizar um Dependendo do nível técnico do praticante, pede-se
salto com meio giro (180 graus), retor- que a pessoa responsável pela segurança (auxiliar)
nando para o mesmo lugar. Procure auxilie segurando pela cintura.
manter uma boa abertura das pernas
(base) para que não se corra o risco Duração do exercício
de cair.
Entre 04 a 05 movimentações.

140
141
Guia Metodológico de Equilíbrio | Perna de Pau

1. Educativo sem a perna de pau, no chão, para facilitar


o aprendizado na perna de pau
O praticante deverá caminhar normal, Segurança Duração do exercício
de calcanhar, ponta do pé e marcha Observar. Cerca de 2 a 5 min de prática do
militar. Andar levantando bem o joelho.
exercício.

2. Como amarrar a perna de pau


O praticante pegará a proteção Segurança Duração do exercício
da perna de pau, enrolará na Colocando bem apertado Duração apenas de colocar o
sua perna, depois deve encostar para que o praticante se aparelho na perna.
a perna de pau na sua perna e sinta seguro e confortável.
colocar o velcro para apertar a
perna de pau na sua perna.
142
3. Andar na perna de pau com auxílio de uma corda
Depois que estiver com a perna de pau relho, com o apoio das cordas. brio do praticante.
amarrada, a pessoa responsável pela se-
gurança (auxiliar) levará o praticante para Segurança Duração do exercício
andar entre as cordas, depois pede-se que A pessoa responsável pela se- Duração de acordo com o de-
o praticante marche levantando bem os gurança (auxiliar) deverá ficar sempenho do mesmo, até se
joelhos, tentando ficar equilibrado no apa- atenta para qualquer desiquilí- sentir seguro.

4. Andar fora da corda 5. Elevação de joelho variação


Depois que estiver com a
Depois que estiver com a perna de pau
perna de pau amarrada, a
amarrada e conseguindo andar com se-
pessoa responsável pela
gurança, o praticante deverá realizar ele-
segurança irá segurar nas Bater palma
vações de joelhos a cada dois passos,
mãos do praticante, pe-
alternando as pernas. O ideal será levar
dido para que o mesmo
o joelho ao peito.
marche levantando bem
os joelhos. Variação: o praticante pode variar o exer-
cício batendo palma por baixo da coxa.
Segurança Duração do exercício rança, caso ocorra algum desiquilíbrio.
A pessoa responsável pela Duração de acordo com o Segurança
segurança (auxiliar) deverá desempenho do mesmo, Praticar com uma pessoa (auxiliar) fazen- Duração do exercício
ficar atenta para qualquer até se sentir seguro. do apoio posicionado na frente do prati- Realizar duas séries de 5 passos
desiquilíbrio. cante, para que ele possa fazer a segu- para cada perna.
143
6. Andar de lado
O praticante deve iniciar o exercício prati- Segurança
cando pelo lado que tem mais dificuldade.
Praticar dentro da corda, com uma pessoa (au-
Dê um passo para lateral, mantendo o cor- xiliar) fazendo apoio posicionado na frente do
po virado para frente e leve a outra perna de praticante, para que ele possa fazer a segurança,
encontro a primeira, assim, deslocando-se caso ocorra algum desiquilíbrio.
a) b) c)
lateralmente, abrindo e fechando as pernas.
Repita o movimento invertendo a perna Duração do exercício
que inicia. Realizar três séries de 5 passos indo e voltando.

7. Movimento de zig-zag
O praticante inicia andado de lateral da direita Segurança
para a esquerda.
Fazer os movimentos inicialmente dentro da corda
e depois fora com uma pessoa (auxiliar) fazendo o
A cada passo, a perna direita vai fazendo o
apoio na lateral.
movimento de X pela frente e por trás da per-
na esquerda, enquanto a cada movimento da
perna direita, a perna esquerda se movimen- Duração do exercício
ta para lateral. Dando sequência, o praticante Aprox. 3 séries de 5
deve fazer o mesmo movimento da esquerda
para a direita. OBS: A contagem começa quando a perna vai à frente.

144
8. Andar para trás 10. Saltitar
O praticante deverá realizar O praticante deverá iniciar o movi-
basicamente o mesmo pro- mento marchando no mesmo lugar,
cesso que andar de frente, depois marcando em 03 tempos
levantando bastante os jo- com a perna. No terceiro tempo, o
elhos, porém, inclinando o praticante pegará impulso empurran-
corpo levemente para trás. do o chão, saltando e levantando a
certa altura, onde uma perna seguirá
Segurança a outra, resultando no saltito.
Uma pessoa (auxiliar) deve Duração do exercício O auxiliar deve estar observando e
ficar de apoio por trás do Duração de acordo com o
Segurança preparado para o auxílio.
praticante, com bastante desempenho do mesmo, Fazer uso de cordas que estarão amar-
atenção no mesmo. até se sentir seguro. radas na parede ou segurando direta- Duração do exercício
mente na parede com a palma da mão. Realizar duas séries de 5 vezes.

9. Andar de lado com meio giro


O praticante vai dar dois passos ção de meio giro (180 graus) para Praticar com uma pessoa (au-
para lateral, no terceiro passo, frente. xiliar) fazendo apoio posiciona-
e impulsionar seu corpo, tendo do na frente do praticante, para
Variação: depois de ter domínio que ele possa fazer a segurança,
como referência o ombro do lado
sobre esse exercício, o praticante caso ocorra algum desiquilíbrio.
oposto do qual você esta se con-
pode variar girando para trás.
duzindo. Em seguida, empurre
o chão com a perna do mesmo Duração do exercício
lado do ombro, pegando esse Segurança Realizar duas séries de 5 para
impulso para resultar numa rota- Praticar dentro da corda. cada lado.
145
11. Pular com uma perna
O praticante deve transferir o peso para a
perna de apoio. Em seguida, deve elevar
Segurança
a outra perna o máximo que conseguir Fazer uso de cordas que estarão
nesta posição, para em seguida, iniciar os amarradas na parede ou segurando
saltos contínuos. diretamente na parede com a palma
da mão.
Variação: neste exercício, o praticante
pode elevar a perna para trás da perna de O auxiliar deve estar observando e pre- Duração do exercício
apoio, segurando com a mão ao contrário. parado para o auxilio, caso necessário. Realizar duas séries de 5 vezes.

12. Saltar com as duas pernas


O praticante deve flexionar o joe- leve flexão nos joelhos. de com a palma da mão.
lho, em seguida, impulsionar para
cima, elevando os braços para Segurança O auxiliar deve estar observando
e preparado para o auxílio.
lateral das orelhas, para facilitar a Fazer uso de cordas que estarão
tomada de impulso. Na chegada amarradas na parede. Duração do exercício
ao solo, deve amortecer com uma Ou segurando diretamente na pare- Realizar duas séries de 5 vezes.

146
13. Tirar uma perna
O praticante fará um desequilíbrio para o lado realize esse movimento quando realmente es-
que se tem mais equilíbrio, mantendo pequenos tiver seguro, pois requer um alto nível de risco.
movimentos de frente e trás e simultaneamen-
te irá desamarrar a outra perna. Quando retirar a Utilize uma perna não muito alta, pois quanto
perna de pau da sua perna, realize os pulos do maior for a altura, mais amortecimento será
necessário, caso contrário o risco de acidente Perna de apoio
exercício 12, apenas com uma perna de pau.
também será maior.

Para descer, o praticante deverá parar de pular e


se deixar cair para frente, chegando com a perna Segurança
que está sem o aparelho, buscando o amorteci- A pessoa responsável pela segurança (auxiliar)
mento necessário. deverá ficar atenta. É recomendável utilizar um Duração do exercício
colchão para o amortecimento do mesmo e Tempo necessário para concluir o exer-
OBS: É de extrema importância que o praticante mais de uma pessoa para fazer a segurança. cício.

14. Pega pegou na perna de pau


Quando o praticante já estiver andando sozinho, é
recomendável que se utilize de jogos, para que o
Segurança
mesmo possa obter mais segurança e domínio no A pessoa responsável pela segurança (au-
aparelho. Desta forma, o jogo “Pega pegou” fará com xiliar) deverá ficar atenta para qualquer de-
que o praticante fique ainda mais seguro. A pessoa sequilíbrio cometido pelo praticante.
responsável para fazer a segurança deverá escolher
uma pessoa para ser o pega. Assim, esta pessoa de- Duração do exercício
verá “correr” atrás das outras que estão no jogo para Realize uma partida de no mínimo 5min.
se livrar desta função, tocando em outra pessoa.
147
15. Futebol na perna de pau
O praticante fará uma partida de futebol, com ficar atenta para qualquer desequilíbrio.
o intuito de buscar mais equilibro no aparelho.
Duração do exercício
Segurança Realize uma partida de no mínimo 5 minutos.
A pessoa responsável pela segurança deverá

Na modalidade Perna de Pau sugerimos, para aqueles que irão iniciar, ter o auxílio de um instrutor/
monitor especifico, ou seja um aluno para um instrutor, isto para dar mais segurança.

148
149
Guia Metodológico de Equilíbrio | Monociclo

1. Subir no monociclo e ficar parado


O praticante subirá no monociclo tendo como baixo fazendo com que a perna fique semi
apoio para a subida: parede, muro ou corda. flexionada, e a outra perna flexionada (meia
pedalada).
Após subir no monociclo, o mesmo deve ficar
parado e com o tronco reto, depois vai empur-
rando o pedal para frente e para trás, fazendo
Segurança
o movimento vai e vem. A pessoa responsável pela segurança (auxi-
liar) pode se posicionar na lateral do pratican-
Importante o praticante descobrir qual é seu te, segurando-o, enquanto segura também na
pé de apoio no pedal. Este geralmente é o sela do aparelho, para que se desloque com Duração do exercício
pé que dará o equilíbrio e ficará no pedal de mais controle. Varia de acordo com cada praticante.

2. Andar com auxílio de uma pessoa


O praticante ficará em cima do uma leve inclinada para frente. pelo braço ou pela cintura do pra-
monociclo, com o auxílio de uma O praticante pode também se- ticante, ou se preferir deixar que o
pessoa (auxiliar) segurando em gurar no ombro do instrutor. praticante use seu braço ou om-
suas mãos. Em seguida, o mes- bro quando desequilibrar.
mo irá fazer o movimento de pe- Segurança
dalada, se deslocando do lugar A pessoa responsável pela se- Duração do exercício
e andando pelo espaço, dando gurança (auxiliar) deverá segurar Tempo estimado para uma aula.
150
3. Andar para trás 4. Vai e vem alternado
O praticante deve realizar a mes- O praticante, quando estiver anda-
ma função do exercício 02, po- do sozinho, a cada duas pedaladas
rém, deverá fazer pedaladas para deverá dar uma pequena parada e
trás, deixando o corpo dar uma simultaneamente deverá realizar
leve inclinada para trás. movimentos de vai e vem com o
pedal, alternando as pernas.

Segurança
A pessoa responsável pela se-
Segurança Duração do exercício
gurança (auxiliar) deverá segurar A pessoa responsável pela segu- Tempo suficiente de se sentir
pelo braço ou pela cintura do pra-
Duração do exercício rança (auxiliar) deverá segurar pelo seguro para realizar os próxi-
ticante. Tempo estimado para uma aula. braço ou pela cintura do praticante. mos exercícios.

5. Subir no monociclo com o aparelho deitado no chão.


Com o monociclo no chão, o praticante co- Segurança
locará o pé em cima do pedal que está para A pessoa responsável pela segurança (auxiliar)
cima, enquanto o que se encontra por baixo deverá segurar pelo braço ou pela cintura do
da sela será utilizado para executar a subida. praticante.
Primeiro empurre o pé que está no pedal, em Este movimento não é indicado para iniciantes.
seguida, o pé que está na sela, fazendo com
que o assento chegue a bater na coxa, até Duração do exercício
sentar e sair pedalando. Varia de acordo com o praticante.
151
6. Vai e vem com uma perna
7. Pedalar chutando
O praticante, quando estiver anda-
do sozinho, a cada duas pedaladas O praticante, quando estiver
deverá dar uma pequena parada andando sozinho, deverá dar
e simultaneamente realizar movi- uma pequena parada a cada
mentos de vai e vem com o pedal, duas pedaladas e simultane-
retirando um pé, deixando estica- amente dar um chute para
do e assim, executar o movimento frente, retornando o pé para o
apenas com um dos pés. Realize o pedal, alternando as pernas.
mesmo movimento com o outro pé.
Segurança
Segurança Duração do exercício A pessoa responsável pela Duração do exercício
A pessoa responsável pela segu- Tempo suficiente de se sentir segurança (auxiliar) deverá Tempo suficiente de se sentir
rança (auxiliar) deverá segurar pelo seguro para realizar os próxi- segurar pelo braço ou pela seguro para realizar os próximos
braço ou pela cintura do praticante. mos exercícios. cintura do praticante. exercícios.

8. Pular segurando no banco / selim


O praticante, quando estiver an- Variações: este movimen- Segurança
dando sozinho, deverá realizar to pode ser feito sem se- A pessoa responsável pela segurança (au-
uma pequena parada tentan- gurar no banco. A perna xiliar) deverá segurar pelo braço ou pela
do manter o pedal paralelo. Em deverá fazer uma força cintura do praticante.
seguida, segurar com uma mão como se quisesse fechar
no banco e realizar pequenos para prender o monoci- Duração do exercício
saltos, deixando o outro braço clo. Em seguida, realize os Tempo suficiente de se sentir seguro para
aberto para buscar o equilíbrio. saltos. realizar os próximos exercícios.
152
9. Saltar para lateral
10. Saltando corda
O praticante, quando estiver
andando sozinho, deverá re- O praticante, quando estiver
alizar uma pequena parada andando sozinho, deverá
tentando manter o pedal para- realizar uma pequena para-
lelo. Em seguida, segurar com da tentando manter o pedal
as duas mãos no banco e co- paralelo. Em seguida, com
meçar a realizar saltos para a uma corda nas mãos, exe-
lateral, indo e vindo, tentando gurança (auxiliar) deverá segu- cutar a variação do exercício
pensar na longitude do movi- rar pelo braço ou pela cintura do de saltar cordas. segurar pelo braço ou pela cintura do
mento. praticante. praticante.
Segurança
Segurança Duração do exercício A pessoa responsável pela Duração do exercício
A pessoa responsável pela se- Entre 08 a 10 saltos. segurança (auxiliar) deverá Entre 08 a 10 saltos.

11. Subir escada


O praticante, quando estiver deslocamento para subir degrau pelo braço ou pela cintura do pra-
andando sozinho, deverá fazer por degrau. ticante e ficar atenta para o risco
uma junção dos movimentos 07 de quedas.
e 08. Ao subir as escadas, o pra- Segurança
ticante deverá impulsionar para A pessoa responsável pela se- Duração do exercício
cima e para o lado, fazendo certo gurança (auxiliar) deverá segurar Até a conclusão do percurso.

153
12. Saltos com giros
O praticante, quando estiver an- alizando giros horizontais, jogan- ta para qualquer desequilíbrio.
dando sozinho, deverá se des- do o ombro para o lado da mão
locar em direção a uma pessoa.
Chegando a ela, deverá bater sua
que o empurrou. Duração do exercício
mão com a mão da pessoa, fa- Segurança Tempo suficiente de se sentir
zendo forças contrárias para que seguro para realizar os próximos
A pessoa responsável (auxiliar)
o praticante pegue impulso e re- exercícios.
pela segurança deverá ficar aten-

13. Saltos segurando no banco/selim


O praticante quando estiver an- de puxar o giro pelo ombro. pela segurança deverá ficar aten-
dando sozinho, deverá realizar ta para qualquer desequilíbrio.
uma pequena parada tentando Ao retornar ao chão continue a
pedalar.
manter o pedal paralelo. Em segui- Duração do exercício
da, segurar com as duas mãos no Duração de acordo com o de-
banco e realizar um salto, puxando Segurança sempenho do mesmo, até se
para o giro horizontal, lembrando A pessoa responsável (auxiliar) sentir seguro.

154
14. Andar com Obstáculos
O praticante, quando estiver mais altura nos saltos, como: para qualquer desequilíbrio.
andando sozinho, pode colocar subir uma tábua, subir e descer
objetos no espaço físico a ser escadas, etc. Recomenda-se o uso de ca- Visão trazeira
utilizado para a execução do pacete e demais equipamen-
exercício, para que busque um Pede-se para que o praticante tos de segurança quando sal-
maior equilíbrio no aparelho. utilize objetos compridos para tar em obstáculos.
Podem ser obstáculos de que poder trabalhar saltos com lon-
eles possam desviar como co- gitude. Duração do exercício
nes, garrafas, pinos, claves, etc.
Tempo estimado para uma
Podem ser também algumas Segurança aula.
superfícies mais altas, para que A pessoa responsável pela segu-
o mesmo possa buscar ainda rança (auxiliar) deverá ficar atenta

Visão frontal
15. Andar sem pedalar
Visão O praticante, quando estiver andando sozinho,
lateral
deverá pedalar um pouco mais rápido para que
Segurança
o monociclo pegue determinada velocidade. A pessoa responsável pela segurança (auxiliar)
Em seguida, retirar os dois pés do pedal e di- deverá ficar atenta para qualquer desequilíbrio.
recionar para cima do “garfo/canote” e tentar
manter o equilíbrio, sem retornar o pé para o pe- Duração do exercício
dal. Volte a colocar o pé, apenas quando com- Duração de acordo com o desempenho do mes-
pletar o seu percurso. mo, até se sentir seguro.
155
156
“Comece por fazer o que é
necessário, depois o que é
possível. De repente, estará
a fazer o impossível”.
Francisco de Assis
157
APRESENTAÇÃO DOS MALABARES

Batatinha frita 1, 2...3...


Atenção!! Muita atenção, pois agora iremos tecer é preciso seguir as orientações descri-
aprender a “malabarear”. tas, sem pular etapas e ter consciência na re-
alização dos truques, aprimorando um a um,
Vamos juntos aprender um pouco das boli- para assim facilitar a execução da sequência.
nhas, das claves, das argolas, do diabolô, do
cometa e do pratinho. E, por meio da práti- Não se preocupem com a perfeição, pois ela
ca desses materiais, trabalharemos alguns se dará com tempo, persistência e prática.
pontos importantes para nossa vida, como:
paciência, concentração, coordenação moto- Sabemos que nem sempre é fácil, porque te-
ra e lateralidade. Tudo isso somado a muita mos um período de aprendizagem e isso pre-
diversão !!!!! cisa ser respeitado. Podemos usar também
este tempo como estímulo a continuar se di-
Não podemos esquecer que para isso acon- vertindo e brincando no jogo dos malabares.

158
159
Exercícios/Educativos com uma Bolinha

1. Uma bola
Altura da cabeça
2. Variação 1
Repetiremos o mesmo movi-
Com um dos braços flexionados
mento, só que agora, antes de
em 90°, palma da mão para cima
receber a bola, teremos que
e segurando uma bola, lance a
dar um toque na lateral da ca-
bola para cima até a altura da
beça com a mão que lançou a
cabeça e a receba com a mesma Palma da mão bola e recebê-la rapidamente.
mão. Repita o movimento com as pra cima
Repetir com as duas mãos.
duas mãos. podendo ser alterado para
mais ou menos, dependendo
Duração do exercício
podendo ser alterado para mais Duração do exercício da segurança, desenvoltura e
ou menos, dependendo da se-
Seguiremos como parâmetro fluidez na realização do exer-
Seguiremos como parâmetro gurança, desenvoltura e fluidez
20 repetições para cada mão, cício.
20 repetições para cada mão, na realização do exercício.

3. Variação 2
Ainda no mesmo movimento. Só que ago- Duração do exercício
ra, ao lançar a bola para cima, teremos que Seguiremos como parâmetro 20 repetições para
bater uma palma e receber a bola com a cada mão, podendo ser alterado para mais ou me-
mesma mão que lançou. Repetir com as nos, dependendo da segurança, desenvoltura e flui-
duas mãos. dez na realização do exercício. Bater Palma
160
4. Variação 3 5. Variação 4 (Arco)
No mesmo movimento, mas ao Agora, fazendo um movimento
lançar a bola para cima teremos parecido com os anteriores, só
que tocar na lateral da coxa e que deveremos lançar a bola
voltar rapidamente para receber para cima, fazendo um arco/
a bola com a mesma mão. Repe- ponte na altura da cabeça e
tir com as duas mãos. chegando à outra mão, indo e
voltando no arco.
Duração do exercício podendo ser alterado para mais
Seguiremos como parâmetro ou menos, dependendo da segu- Duração do exercício ou menos, dependendo da se-
20 repetições para cada mão, rança, desenvoltura e fluidez na Seguiremos como parâmetro gurança, desenvoltura e fluidez
podendo ser alterado para mais realização do exercício. 20 repetições para cada mão, na realização do exercício.

6. Variação 5
Repetiremos o mesmo movimento de antes,
porém, antes de a bola chegar à outra mão,
deveremos bater uma palma e receber a bola
na outra mão.
para cada mão, podendo ser alterado para mais
Duração do exercício ou menos, dependendo da segurança, desenvol-
Seguiremos como parâmetro 20 repetições tura e fluidez na realização do exercício.
161
50 Educativo (Arco) 10 Educativo (Palma)
30 Educativo (Palma)
7. Variação e junção dos movimentos
Palma
da mão
O praticante deverá executar os Duração do exercício pra cima
movimentos anteriores, fazendo Seguiremos como parâmetro Bater
uma junção em apenas um lança- 20 repetições para cada mão, Palma
mento, ou seja, lançar a bola para podendo ser alterado para 40 Educativo (Toque na coxa)
cima e antes da bola voltar, tocar 20 Educativo
mais ou menos, dependendo
na cabeça, tocar na coxa, bater pal- da segurança, desenvoltura e
ma e receber a bola com a mesma fluidez na realização do exer-
mão que lançou. Repetir esse mo- cício.
vimento com as duas mãos.

Exercícios/Educativos com duas Bolinhas


Paralelas

8. Duas bolas
Com uma bola em cada mão, altura da cabeça e uma paralela Duração do exercício
palmas das mãos voltadas para a outra. Teremos que receber as Seguiremos como parâmetro 20
cima e braços em 90°, o pratican- bolas com as respectivas mãos repetições para cada mão, poden-
te deverá lançar as duas bolas ao que lançamos. do ser alterado para mais ou me- desenvoltura e fluidez na realiza-
mesmo tempo para cima até a nos, dependendo da segurança, ção do exercício.
162
9. Variação Gangorra
Lançaremos uma bola e depois Seguiremos como parâmetro gurança, desenvoltura e fluidez
a outra, ainda paralelas e na altu- 20 repetições para cada mão, na realização do exercício.
ra da cabeça, fazendo um movi- podendo ser alterado para mais
mento próximo a uma gangorra. ou menos, dependendo da se-

10)

10. Variação Gangorra com palma 20) 20)


10)
Repetiremos o movimento an- Seguiremos como parâmetro 20 re-
terior, só que tentaremos lançar petições para cada mão, podendo ser
mais rápido para que o pratican- alterado para mais ou menos, depen-
te possa bater uma palma antes dendo da segurança, desenvoltura e
que as bolas comecem a cair. fluidez na realização do exercício.

10)
20)
11. Variação com “X”
Ainda com uma bola em cada mento em forma de X, lançando podendo ser alterado para mais
mão, lançaremos uma bola de uma e depois a outra. ou menos, dependendo da se-
cada vez, de uma mão para ou- gurança, desenvoltura e fluidez
tra, fazendo um arco na altura Seguiremos como parâmetro na realização do exercício.
da cabeça. Faremos esse movi- 20 repetições para cada mão,

163
12. Variação “X” com três bolas na mão 10)

Faremos o mesmo movimento se acostumar com três bolas na Seguiremos como parâmetro 20 20)
do X, só que colocaremos mais mão. repetições para cada mão, po-
uma bola na mão direita, sem dendo ser alterado para mais ou
soltar a terceira bola que está OBS: Sempre que lançar as bo- menos, dependendo da seguran-
também na mão direita. Este las, deverão contar cada bola em ça, desenvoltura e fluidez na rea-
exercício ajudará o praticante a um, dois. lização do exercício. Esta Bola se
30) mantém parada
10)
20)
13. Orientação do domínio com três bolas
OBS: A partir deste momento iniciamos o domínio com três
3)
0 bolas, dando continuidade ao movimento do X.

Truques com três Bolinhas


14. Dois em um
Começaremos praticando com duas bo- do atento à altura das bolas, poden- estará apenas com uma bola.
las na mão de referência. do chegar até a altura da sua cabeça. Esta bola será lançada para
cima, na hora que a bola da la-
Lançando uma bola e depois a outra la- Depois que o movimento na mão de teral - que está na mão domi-
teralmente, como o movimento de uma referência estiver fluido, começare- nante - for lançada, enquanto a
gangorra, mantendo-as paralelas, fican- mos a praticar com a outra mão, que bola do centro estará descendo.
164
15. Cascatinha
Começaremos esse truque com uma bola só. a mesma bola, executando de um lado para o outro. Após
Quando estiver dominando, escolha uma bola treinarmos esses movimentos, começaremos a lançar
para lançar por cima das outras no formato de um uma e depois a outra bola, fazendo o movimento do arco,
arco e chegando à outra mão, dando continuida- primeiro com uma e depois com a outra. Em seguida, co-
de ao domínio. Quando estiver fluido com uma locaremos a terceira, onde teremos que dominar com três
bola indo para um lado, tentaremos retornar com bolas, fazendo arcos de fora para dentro.

10)
16. Chuveirinho
Com duas bolas na mão direita e uma na mão es- direita (no tempo um) e receba as outras duas bolas
querda, lançaremos as duas da direita fazendo um na mão esquerda. Treine esse movimento até ficar 30)
arco (uma e depois a outra), quando a primeira co- fluido e contínuo, executando um círculo quando fizer
meçar a cair passe a bola da mão esquerda para a o truque.

20)

10) 20)
17. Caixa (boxe)
Dominando as três bolas, lançaremos uma da A terceira bola passará pela frente (no tempo um), da direita
mão direita para cima e logo após a da mão es- para a esquerda, antes da bola começar a cair e voltando
querda (lance as duas primeiras bolas, alterna- a dominar. Trabalhe esse movimento nesse sentido e de-
30) das e em um tempo curto de uma para a outra). pois, fazendo sem parar, com a bola de baixo indo e voltan-
do de um lado para o outro.
165
Essa sobe de desce
acompanhando a bola
de fora (sem soltar).
18. Espelho
Primeiro, trabalharemos com duas bolas na mão de Referência (R). Depois de treinar essa parte várias ve-
zes, começaremos a trabalhar a mão de
Memorize uma bola para ser a do meio e outra para ser a lateral. apoio, que ficará segurando uma bola e
Lançaremos para cima, alternado, como se fosse uma gangorra, sem soltá-la, irá subir e descer, tentando
sem girar (a do meio sempre no centro do seu corpo e a da lateral ficar espelhada com a bola da lateral que
sempre na lateral). está na mão de R.

A bola 1 sempre fica na mão a outra mão domina


as bolas 2 e 3 fazendo o movimento de gangorra.
10)
10) 20)
30)
19. Fábrica 10)
30)
Nesse truque, começaremos praticando só
com duas bolas na mão de referência. Lança-
remos para cima em forma de gangorra, ten- 20)
do o cuidado para não fazer círculos, treinan-
do até ficar fluido. 20) 30)
solta por enquanto, apenas suba e desça se- Chegando do outro lado, solte a bola e volte
Em seguida, trabalharemos a mão de apoio.
gurando-a. rápido para pegar a bola do meio, que será
Com uma bola na mão de apoio, sem soltar, lançada da mão de R. em direção à mão de A.
segure-a apontando da mão de R. Depois você tentará parar a bola da mão de
A. em cima e rapidamente desenhar uma li- Repita esse movimento até ficar fluido e de-
OBS: a bola da mão de A (Apoio) não será nha até o lado da outra mão. pois tente executar sem parar, contínuo.

166
10) A bola 2, colocada na
20) lateral da cabeça e
A bola 1, será lançada
20. Colocar a bolinha na cabeça e rolar primeiro e mais alta
empurrada para rolar até
o outro lado e cair na
outra mão
Dominando três bolas, tentare- que irá receber a bola lançando deverá voltar rápido para receber
mos lançar uma bola mais alta da a outra - que está parada nela - a primeira bola que foi lançada
mão de apoio. Logo após, com a para cima. da mão de apoio.
mão de referência, colocaremos 30)
uma bola em cima da cabeça e OBS: Quando a mão de referên- Tentaremos fazer esse movi- A bola 3, ficará na mão
faremos rolar para a outra mão, cia colocar a bola na cabeça, ela mento até voltar a dominar. e será dominada, a
bola 2 começar a cair

167
168
Guia Metodológico de Malabares | Argola

Exercícios/educativos Argolas
Os mesmos exercícios que usamos para tra- pé, com as mãos semi-pronadas, colocando
balhar na parte de bolinha serão usados no- uma força para lançá-la acima da cabeça, gi-
vamente, porém, com algumas diferenças no rando rápido (o giro rápido nos ajudará a re-
posicionamento dos braços e no lançamento cebê-la bem).
da argola.
Faça uso do movimento dos punhos para me-
Obs.: Na argola, temos que segurá-la em lhorar seu lançamento.

Os truques das bolinhas poderão ser feitos na argola também. Teremos que ficar atentos, porém,
Truques de Argolas às observações ditas antes da posição e forma de execução, que se diferencia das bolas.

1. Caixa (por trás das costas)


Dominando as três argolas, lançaremos uma tempo um/morto) da direita para a
da mão direita para cima, observando a altu- esquerda, antes das duas argolas
ra e o giro, e logo após outra na mão esquer- começarem a descer. Depois, ten-
da também para cima, com as observações taremos voltar a dominar. Posterior-
(lance as duas primeiras argolas alternadas e mente, vamos fazer esse movimento
em tempo curto de uma para a outra). direto, sempre lançando duas para
Plano dorsal
Plano Frontal cima e uma passando pelas costas.
A terceira argola passará pelas costas (no
169
2. Argola no pescoço
Ao dominar as três argolas, te- gola que estava mais alta com
remos que lançar a argola da a mão de referência, faremos o
mão de apoio mais alta, e nes- movimento do “X” com as duas
se momento com a mão de re- argolas. Durante o movimento
ferência, colocaremos a argola do X, lançaremos outra argola da
no pescoço. mão de apoio e retiraremos a do
pescoço, voltando a dominar as
Depois de receberemos a ar- três argolas.

4. Flash batendo palmas


Com três argolas dominando, co-
meçaremos lançando da casca-

3. Girar no dedo tinha, consecutivamente, rápido


e passando lançando pela mão
de R.
Com três argolas dominando,
teremos que ficar com duas Tentaremos lançar as três argo-
em uma das mãos, jogando las em sequência no formato da
para cima em forma de cír- cascatinha, consecutivamente
culos. rápido e passando da altura da
A terceira argola ficará no dedo, de fora para dentro por cabeça.
dedo indicador da outra mão, um tempo e depois voltar a seguida receberemos as argolas
onde teremos que girar no dominar. Enquanto as três argolas estive- em sequência iniciando com a
rem no ar, bateremos palma e em mão de A, voltando a dominar.
170
5. Cascatinha, lançando 6. Chuveirinho
argolas por cima Com duas argolas na mão
direita e uma na mão es-
Com três argolas fazendo o movimen-
querda, lançaremos as
to de cascatinha, você tentará lançar
duas da direita fazendo
uma argola da sua mão de referência
um arco (uma e depois a
(cada um respeitando o seu tempo), da
outra). Quando a primeira
seguinte forma:
começar a cair, passe a
-Faça uma elevação frontal do braço argola da mão esquerda
para a direita (no tempo Plano lateral
de referência e mantenha seu cotove-
lo dobrado em 90° -Depois repita o movimento com a um) e receba as outras contínuo. Depois, o mo-
outra mão de apoio. duas argolas na mão es- vimento deverá ser feito
-Lance a argola da mão de referência querda. Treine esse mo- executando-se um círculo
por cima da argola que estará no ar e -Para dar continuidade ao crescimen- vimento até ficar fluido e quando fizer o truque.
para sua frente, chegando à outra mão to, tente executar o movimento con-
e dando continuidade ao domínio. tínuo com as duas mãos sem parar.

7. Cascatinha
Começaremos esse truque fazendo tinuidade ao domínio. Quando estiver
o movimento com uma argola só. fluido com uma argola indo para um
lado, tentaremos retornar com a mes-
Quando estiver dominando, esco- ma argola, executando de um lado e
lha uma argola para lançar por cima do outro. Após treinarmos esses mo-
das outras (de fora para dentro do vimentos, começaremos a lançar uma depois com a outra. Depois colocaremos a terceira, onde
domínio) no formato de um arco e e depois a outra argola, fazendo o mo- teremos que dominar com três argolas fazendo arcos de
chegando à outra mão e dando con- vimento do arco, primeiro com uma e fora para dentro.
171
172
Guia Metodológico de Malabares | Claves

Exercícios/educativos Claves
OBS: O trabalho para aprender a Deve-se, porém, ter uma atenção Deveremos segurá-la na parte
executar três CLAVES também é na forma de lançar, pois teremos do meio, ou seja, em baixo do
parecido com as bolas, seguindo que girar as mesmas e receber bojo e na parte de cima do cabo
a mesma sequência de exercícios. depois de um giro completo. (lado contrário do regatom).

Truque de claves
10) Clave lança da mais alta
Clave lança da mais alta 10)

1. Passar pelas pernas 2. Passar pelas costas 30)

Repetiremos o movimento anterior,


No domínio com três claves, lance uma só que em vez de lançar por baixo
da mão esquerda com um giro normal das pernas, lançaremos pelas costas.
20)
e, no momento em que ela subir, lance Tentando lançar as claves passando
uma da mão direita só que por baixo 20) por cima do ombro e chegando à
da perna direita e recebendo as claves mão oposta da que lançou e dando Clave que vai
com a mão oposta a que lançou. Re- 30) continuidade ao domínio. Treine pri- ser lançada por
pita esse movimento até sua fluidez, meiro lançando uma, depois duas, trás das costas
tentando lançar por baixo da perna Clave lança por até conseguir lançar três, uma após a
com a mão direita e com a esquerda. baixo da perna outra, e voltar para o domínio.
173
3. Caixa (passando 10) 20) 4. Domínio com dois giros
por trás das costas) Essas claves
serão lançadas Começar com uma clave.
pra cima
Lançar a clave de uma mão
Nesse truque, repetiremos 30) simutâneamente
em sequência, para a outra, fazendo com
as mesmas coisas que estão que a mesma gire duas ve-
10 e 20, e
na parte das argolas, porém, deverão voltar zes sobre o seu eixo, o que
com atenção nas observa- Clave que para as mãos exigirá mais altura no lança-
ções feitas para a execução passará por que lançaram mento ou mais velocidade
das claves. trás das
costas e de na rotação.
uma mão
para outra Depois, com duas claves,
treinaremos o movimento
do “X” dando dois giros tam- Com três claves, faremos o domínio
bém nas claves. com dois giros em cada uma.

5. Chuveirinho de lateral
Primeiro treinaremos com uma outra mão. A clave deverá Quando o movimento estiver
clave na mão direita. ser lançada da lateral. fluido com as duas, passare-
mos para a terceira, que tem
Flexionaremos o cotovelo e fa- Depois tentaremos com
início no domínio, escolhendo
remos uma leve rotação lateral duas claves, uma em cada
uma clave para fazer o lança-
com o braço. mão, uma sendo lançada
mento lateral e dando continui-
por cima da cabeça e a ou-
Agora lançaremos essa clave dade com as outras. Fazendo
tra passando pela frente de
com dois giros, passando por desenho de um zero de claves,
uma mão para a outra.
cima da cabeça e recebendo na passando de lateral.
174
6. Lego 1
COM UMA MÃO, segure uma
clave deitada, com a palma da
mão para cima. Ainda na mes-
ma mão, segure outra clave pelo
regatom, de forma que ela fique
de pé e, com a outra mão, segure
outra clave em pé. Com as pon- Agora deixe a clave que está em gue a que soltou com a mesma mão. Quando chegar nessa etape
tas dos dedos, segure no rega- repita todo o movimento só que
pé cair para lateral de cima da Faremos o movimento agora do lado
para o lado contrário.
tom da clave que estará deitada clave que está deitada. Levante contrário. Repetiremos até conseguir-
na outra mão. a deitada com a outra mão e pe- mos fazer dos dois lados sem parar.

175
176
Guia Metodológico de Malabares | Diabolô

Exercícios/educativos Diabolô
1. Posicionamento do diabolô 2. Como iniciar
Segure uma baqueta em cada mão Com o diabolô no chão, arraste para o
e coloque o diabolô no chão com lado da mão de referência e depois retor-
um dos fundos de frente para você. ne até o meio e eleve o diabolô até seu
Escolha uma das mãos para a exe- braço flexionar em 90°. Segure bem firme
Mão de
cução, sendo: uma mão de referên- Mão de a mão de apoio e com a mão de referência
referência
cia e a outra para ser mão de apoio. apoio faça batidinhas curtas e rápidas, fazendo
com que o diabolô continue girando.

Frentre / trás Direita / Mão de apoio levantada

3. Ajustar o diabolô para Trás/ Frente/ Direita/ Esquerda esquerda até o diabolô ficar na
altura do umbigo

Quando o diabolô estiver caindo para frente, querda conseguir encostar-se ao diabo- Mão de
lô. Encoste lentamente sem empurrar, apoio
coloque a mão de referência para trás e con-
tinue batendo a baqueta, fazendo com que o basta apenas encostar e acompanhar
diabolô retorne ao meio (ponto de equilíbrio). o diabolô se direcionar para o lugar que
Mão de
foi desejado. Encostar quantas vezes for referência Se o diabolô estiver Baqueta que será
Se o diabolô estiver caindo para trás, basta fa- necessário, para chegar até seu objetivo. caindo pra trás, encostada no diabolô
zer o trabalho inverso ao anterior, ou seja, ba- bater com a mão de no seu respectivo lado
ter para o lado contrário do que estará caindo. Para ajustar o diabolô para a esquerda, referência pra trás e empurrará o diabôlo
basta executar o movimento anterior, só e assim ao contrário até se movimentar até
Levante a mão direita até sua baqueta es- que de forma contrária. se precisar o lado desejado
177
Começe fazendo
um balancinho
Truques Diabolô

4. Reloginho
Com o diabolô girando, faça um cando a baqueta no meio do bar-
balancinho com o material para o bante. O diabolô fará uma volta e
lado da sua mão de apoio e vol- deverá cair em cima do barbante Balanço 0
1)
tando para a de referência. do lado da mão de apoio. 20)

O diabolô deverá ser lançado Repetiremos apenas esse mo- da baqueta da sua mão de apoio pleto sobre a outra baqueta,
pela lateral da baqueta da mão vimento até ficar fluido. Em se- para baixo e depois soltar, dei- chegando na mesma mão que a
de referência, que estará colo- guida, você deverá virar a ponta xando cair e fazer um giro com- soltou.

5. Truque “X 1”
- Repetiremos a primeira parte te para o lado da mesma).
do truque reloginho sem soltar a
baqueta da mão de apoio. - Agora lance o diabolô para
cima e vire as pontas das ba-
- Teremos que passar a baqueta quetas para cima e estique o
no meio do barbante que fica na barbante para os lados (você
mão de referência e em cima do verá um X com o barbante enla- - O diabolô deve ser recebido no ência, aponte as baquetas para
diabolô (passando até a metade çado nas baquetas). meio do X. Depois, contaremos o chão, que automaticamente o
da baqueta e puxando o barban- até três, equilibrando. Na sequ- diabolô voltara à posição inicial.
178
6. Truque “X 2”
- Com o diabolô dominando, você com os barbantes para seus res-
terá que levantar as baquetas com pectivos lados, onde você verá
as pontas para cima. dois X lançando nas baquetas.
- Em seguida, com os dedos indi- - Nesse momento você terá que
cadores e polegares, pegue o bar- lançar o diabolô para cima e rece-
bante e passe as pontas das ba- ber no meio do primeiro X, man-
quetas no meio, entre a baqueta e tendo equilibrado e girando.
o barbante, e nos lados opostos.
- Para finalizar o movimento, chão e solte os barbantes len- meio do barbante, voltando para
- Agora puxe as baquetas junto aponte as duas baquetas para o tamente, que o diabolô cairá no a posição inicial.

7. Macarrão Penúltima parte do mivimento do


zero, giro completo por cima da
Primeira passada por Continuação: movimento baqueta e por baixo do diabolô.
- Com o diabolô girando com bas- baqueta da mão de apoio: do infinito
cima da baqueta de A.
tante velocidade, você terá que
- Cruze trocando de lado
ir para o lado dele e ficar voltado
para a sua direção. - Passe por baixo do diabolô

- Coloque as baquetas uma de - Cruze novamente, só que para o


frente para a outra e as mãos em outro lado
pronação. - Na sequência, cruze por cima da
baqueta fazendo um giro comple-
- A sua mão de apoio ficará para- to, passando também pelo diabolô,
da e com sua mão de referência até juntar as duas baquetas. - Para finalizar, é só você apon- zar para baixo e cair no meio do
você fará o seguinte caminho com tar as duas baquetas para o barbante, voltando assim a sua
a baqueta, passando por cima da - Retorne para o seu lugar de início. chão e deixar o diabolô desli- posição inicial.
179
8. Pescocinho
- Faremos a base inicial do macarrão, ficando na em pé como a outra. É muito importante
na lateral do diabolô e voltado para sua direção. esticar bem o barbante, levando as duas
baquetas para frente o máximo que puder.
- Faça um giro com a baqueta da mão de refe-
rência, indo do lado oposto até chegar ao res- - Agora lance o diabolô para cima e indo
pectivo lado da mão (nesse momento o diabolô para o lado, fazendo o mesmo quicar de um
estará girando e equilibrado no barbante, próxi- lado para o outro.
mo à baqueta da mão de apoio.) - Para finalizar o movimento, basta você refa-
OBS: repita os quiques o quanto puder. zer o caminho do início com a mão de refe-
- Nesse momento, a baqueta da mão de refe- - É importante tentar finalizar os quiques rência, passando pelo pescoço e retornando
rência passa por trás do pescoço e se posicio- com o diabolô no lado da mão de apoio. à posição inicial.

9. Lançar para cima


- Com o diabolô girando rápido e equilibrado, te esticado com as baquetas abertas e
posicione as baquetas lado a lado, na largura braços para cima, passando da altura
dos ombros. da cabeça.
- Para lançar para cima, teremos que abrir as - Receba-o procurando o “eixo” do dia-
baquetas para seus respectivos lados, rápido bolô, com o meio do barbante.
e forte.
-Quando o eixo do diabolô chegar per-
- Tenha cuidado para o diabolô não ir para to do barbante, comece a amortecê-
frente, para trás ou para os lados. O diabolô -lo descendo os braços, até o mesmo
deverá subir e descer em uma linha reta. chegar à posição inicial, girando e equi-
- Para receber o diabolô, mantenha o barban- librado.
180
10. Girar pelo braço
- Nesse truque, faremos no braço -Agora tente com a mão de apoio giro de cada vez até o movimento
de referência uma elevação frontal, lançar o diabolô no meio do bra- ficar fluido.
mantendo os cotovelos dobrados ço de referência e receber o mes-
em 90°. - Após muito treino, tentaremos
mo com o barbante que está pas-
fazer contínuo, vários zeros sobre
sando por trás, fazendo com que
- O barbante da mão de referência o braço de referência.
o diabolô dê um giro em forma
deverá passar por trás e por baixo
de zero e termine na posição que -Tente também realizar o movi-
do braço de referência, e estará se-
começou. mento com o outro braço.
gurando o diabolô no meio do bar-
bante, com auxílio da mão de apoio. - Faremos isso parando em um

181
182
Guia Metodológico de Malabares | Pratinho

Exercícios/Educativos Pratinho

1. Posicionamento 2. Executar o giro inicial


Segure a baqueta com a mão Posicione o pratinho como no exer-
de referência, colocando a cício anterior, mas agora começan-
ponta circular no centro da do a girá-lo devagar, no sentido de
mão, com os dedos indicado- A ponta da dentro para fora.
baqueta deve O giro do prato deve ser
res e polegar apontando para
estar no meio feito, de fora pra dentro
cima. Mantenha a baqueta na da mão. Comece fazendo giros devagar e em direção ao seu corpo
vertical sem inclinação e tam- acelere o ritmo, até o pratinho pegar
bém o pratinho apoiado na velocidade. Tente parar de girar, ten- OBS: Nesse momento você
ponta da baqueta pela borda tando colocar a ponta da baqueta estará aprendendo a girar e
do prato. no centro do pratinho. equilibrar o material.

183
Truque Pratinho
3. Passar pelas pernas 4. Lançar para cima e pegar
Com o pratinho girando e equili- Gire o prato e equilibre, tentando
brado, segure a baqueta com sua lançar para cima, (de uma forma
mão de referência um pouco pró- que ele suba e desça pelo mes-
ximo do pratinho, levante a perna mo lugar) recebendo o pratinho
direita e passe o prato de fora para com a baqueta, acertando a pon-
dentro, trocando de mão. Repi- ta da mesma no centro do pra-
ta esse movimento várias vezes tinho.
com as duas mãos.

5. Colocar no dedo
6. Fazer rebote na baqueta
Com o pratinho girando e equi-
librado, apontaremos o dedo - Com o pratinho girando e equi-
indicador da mão de apoio para librado, lançaremos o prato para
cima, colocando o mesmo no cima.
centro do pratinho e retirando a
baqueta, fazendo assim, o prati- - Com a mão de apoio, pegue a
nho girar no seu dedo. Depois, OBS: esse movimento pode ser outra ponta da baqueta, deixan- volta. Em seguida, solte a ponta
recolocaremos a baqueta de feito colocando o pratinho de vol- do-a na horizontal e em seguida que está na mão de apoio, rece-
volta, retornando o prato para o ta ou jogando para cima e rece- deixe o pratinho cair no meio da bendo o pratinho de volta giran-
início. bendo com a baqueta. baqueta e rebotar para cima de do e equilibrado.
184
7. Baqueta rápida
- Com o pratinho girando e - Depois de um tempo equilibrando,
equilibrado, lance para cima lance novamente para cima e retor-
e rapidamente mude o lado ne a baqueta a sua posição inicial.
da baqueta, recebendo o pra-
tinho com a baqueta do lado OBS: fazer um meio giro com o pu-
oposto (o lado de baixo da nho, para a ponta de baixo ficar para
baqueta). cima.

8. Jogar para cima e girar sobre o próprio eixo


- Com o pratinho girando e equi- ce a cair de volta, você tentará fazer um
librado, você tem que lançá-lo giro completo sobre seu próprio eixo e
para cima e antes que ele come- receber o pratinho equilibrado e girando. Amortecer
a chegada
do prato

9. Jogada do “X” com dois pratinhos (individual)


- Comece girando um pratinho e passe - Agora, tente lançar um pratinho e depois o
para a mão de apoio, depois pegue outro outro em forma de X, passando um por cima e
pratinho e gire-o, ficando na mão de refe- o outro por baixo, recebendo em mãos opos-
rência (ficando um pratinho em cada mão). tas das que foram lançados.
185
186
Exercícios/Educativos Cometa

1. Posicionamento do cometa
Cotovelos flexionados em 90°, braços aber- do suporte de dedo no cometa, para segurar
tos e apontando para a diagonal, cotovelos o material.
próximos ao abdômen lateral.
OBS: O giro do cometa deverá ser feito 80%
Segure o cometa pela ponta da corda, colo- pelo punho e 20% pelo antebraço.
cando os dedos, indicadores e médios, dentro

2. Giro simples para frente e para trás.


Comece a girar o cometa para frente, observan- Duração do exercício
do que o mesmo terá que girar em paralelo, na
Repita esse movimento, observando as
lateral do corpo e sem se encontrar na frente.
orientações dadas, até ficar fluido.
Após um tempo, repetiremos o mesmo movi-
mento, só que agora para trás.

187
3. Giro para frente e para trás alternado 5. Giros com X
Com os cometas girando
Repetiremos o movimento
para frente e em paralelo,
anterior do giro, só que agora
conte até três e lance os co-
faremos giros alternados, um
metas um pouco mais rápi-
e depois o outro.
do, dando um abraço em si
próprio, fazendo com que os
Faremos o movimento alter-
cometas girem nas laterais
nado para frente, até ficar flui-
opostas e retornem para sua
do e depois para trás até ficar
lateral de início, executando
fluido também.
assim o movimento do X.

4. Mudar de lado fazendo meio giro com o corpo


Com o cometa girando para fren-
te, lançaremos dois cometas em
paralelo, para frente e para lateral
esquerda do corpo, fazendo um
meio giro com o corpo quando
os cometas passarem na lateral
esquerda e ficando de frente ou
outro lado e com os cometas gi-
rando para trás neste momento.
girando para trás e lance para giro, lance os dois cometas para a outro meio giro e voltando à
Para voltar ao outro lado, continue cima. Depois, no contorno do a esquerda, dando continuidade posição inicial do movimento.
188
5. Oito deitado

Começando apenas com o bra- o movimento do infinito. Repeti- mo tempo, só que alternados,
ço direito, faremos um giro na la- remos também com o braço es- um braço atrás do outro em um
teral direita e outro na esquerda, querdo. Após várias repetições tempo muito curto.
depois tentaremos fazer um giro individuais dos braços, tentare-
de cada lado contínuo, fazendo mos executar os dois ao mes-

6. Redemoinho
Primeiro com o braço direito, rias repetições, faremos de uma
faremos giros deitados com o forma contínua, executando o
cometa na frente do corpo, na movimento dos oito deitados.
altura da cintura e depois de Agora tentaremos executar
várias repetições, faremos giros com os dois braços, em alter-
acima da cabeça. Repetiremos nados, um após o outro, tentan-
o movimento com o braço es- do deixar o movimento fluido e
querdo também. Depois de vá- contínuo.

189
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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(título original : “Le cirque au risque de l“art”).
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dócimo, Elaine; Pinheiro, Pedro Henrique aprendizagem em movimento e transforma-
G. G. - Jogando com o Circo. Jundiaí: Editora ções”, in Bortoleto, Antônio Coelho Bortoleto
Fountora, 2011. (org.) - Introdução à Pedagogia das Atividades
Circenses. Jundiaí: Editora Fontoura, 2008.
- CIRCO SOCIAL, - A Experiência da Esco-
la Pernambucana de Circo – Monografia de - ______________ Ermínia. O Circo, sua arte e
Especialização em Arte-Educação-UFPE – seus saberes: o circo no Brasil do final do sé-
Orientação: Professor João Dennys – Autor: culo XIX a meados do século XX. Campinas,
Rudimar Constâncio/SESC-PE-2010; UNICAMP. Dissertação de mestrado, 1996.
190
191
Este livro foi impresso em maio de 2017,
em papel polén soft 90g/m2 no miolo,
utilizando a famílias tipográfica Sasation Light para os textos
e DK Chocolatte para os títulos dos Capítulos.

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