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FICTUM – ADVOGACIA ACADÊMICA COM

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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA


VARA DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E DE DEFESA DO CONSUMIDOR
DA COMARCA DE ITABUNA – BAHIA

Processo nº 111.111.111.20-20

A TYM CELULAR, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ:


04.206.050/0044-10, com sede na Av. Branca de Neves, S/N, CEP: 45200005,
Salvadorinho - BA, por seus advogados, constituídos nos precisos termos da
procuração anexa, com endereço físico e virtual constantes no rodapé da presente,
nos autos da Ação de cobrança indevida movida por _________________________,
no processo em epígrafe, vem a Vossa Excelência apresentar sua CONTESTAÇÃO,
pelos seguintes fatos e fundamentos de direito que ora passa a expor:

I - SINTESE DA INICIAL

Alega a parte que existe relação de consumo com esta empresa, fato que não
refutamos. Em seguida aduz o reclamante na inicial aqui atacada, que houve cobrança
indevida de no seu Plano “TYM Controle ligações ilimitadas”. Traz à baila o fato de
que no dia 24/08/2020 teria recebido e-mails da requerida contendo dois códigos de
barras e a mensagem de que esta se referia ao pagamento da sua Fatura mensal
TYM (postado em anexo). Diz ainda que somente após o pagamento teria percebido
que o valor pago foi de R$ 418,54 (quatrocentos e dezoito reais e cinquenta e quatro
centavos) ”e que este divergia do plano contratado”, que era de R$ 30,65 (trinta reais
e sessenta e cinco reais). Declara ainda que ao entrara em contato com o SAC da
empresa no mesmo dia teria sido orientado a pagar o segundo boleto no valor normal
supracitado (R$ 30,65), o que fez de forma mansa e pacífica. Relata ainda a
demandante que à ela o atendente da empresa teria prometido a devolução do
primeiro pago, no prazo de 5 dias, o que não ocorreu mesmo passado mais de 60

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(sessenta dias), o que a motivou a procurar a via judicial para reparação.

Vistos, etc, é o necessário para a apresentação da contestação.

II – DO MÉRITO

III - A VERDADE DOS FATOS

A - DO DANO MATERIAL

A ação está fundamentada em eventual responsabilidade civil, à luz do código


de defesa do consumidor, extraindo-se da inicial uma suposta cobrança indevida e
pedido de reparação por danos materiais e morais.

Entretanto, demonstrar-se-á, pelos fatos a seguir narrados, que não houve


cobrança indevida. Em primeiro plano informamos que o Sr. XXXXXXXXXXXXXXX,
no dia 02 de outubro de 2020 foi contatado pelo call center da TYM Celulares que,
levando em consideração seu bom histórico de pagamento, que pacote de dados de
internet expiravam em menos de sete dias após a carga, lhe ofereceu um plano de
serviços de internet de 50 gigabits com uma bonificação de mais 50 quando este
expirasse no ciclo inferior a 30 dias, não cumulativo, assim como os serviços de
transmissão de streaming de áudio (com assinatura reduzida por um ano do
“Deazium”) e de streaming de vídeo (“Telexnet free”) também com assinatura reduzida
em 50%, somando no primeiro mês o valor de R$ 209,27 (duzentos e nove reais e
vinte e sete centavos/mês, referente às assinaturas), em parcela única. O valor do
plano de dados mensal seria de R$ 178,62 (cento e setenta e oito reais e sessenta e
dois centavos), o que foi prontamente aceitou. Toda a transação foi gravada, estando
a prova acostada ao anexo 01. O serviço contrato foi estendido para 03 usuários (ver
relação de IMEIS no anexo 02), estando as linhas cadastradas em nome da Sra. Maria
José dos Santos (esposa) e João Silvério dos Reis (filho).

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No termo de adesão constava de forma cristalina que a excedência do uso do


serviço implicaria em nova carga de valor idêntico, o que também foi aceito sem
contestação. A este respeito, uma busca no extrato do plano (que pode ser visualizado
na própria fatura apresentada nos autos pela reclamante) demostra que os celulares
ligados ao plano consumiram 148 gigabits de internet, tendo passado mais de 58,5
horas utilizando o streaming de música da operadora, assim como fez uso do
aplicativo de streaming de vídeos durante cerca de 65 horas. Resta comprovado
também que lhe foi estendido uma franquia bis de valor igual de gigabytes no curso
do exercício mensal, sem a cobrança de custo excedente.

Logo, de longe, já fica demonstrado que os valores cobrados são equivalentes


a serviços contratos e efetivamente prestados, não devendo que prosperar a tese do
demandante de que a cobrança teria sido indevida. Pelo contrário, lhe foi oferecido
muito mais que o contratado.

Ocorre que, no dia 24 de outubro de 2020, o Sr fez contato


com a operadora informando da chegada dos dois boletos, tendo-lhe sido explicado
que um dele era referente ao plano de dados e o outro ao plano de voz, no valor usual,
os quais foram pagos sem protestos. Na oportunidade o cliente alegou a perda de
recurso financeiro por conta dos efeitos da pandemia, solicitando inclusive
cancelamento da linha telefônica. Considerando seu histórico de bom pagador junto à
empresa, foi celebrado acordo, através de ligação gravada (ver anexo 03), no sentido
de que lhe seria concedido estornado como cortesia referente ao valor cobrado pelo
plano de dados, mediante sua permanência com o plano de voz, o que foi prontamente
aceito. Lhe foi claramente explicado que o estorno se daria em até 3 faturas a partir
do lançamento do crédito, que só poderia ser realizado no momento do fechamento
da próxima fatura, data esta que poderia alcançara até 85 dias. Da observação do
curso dos eventos se percebe que a TYM não ainda encontra-se no prazo acordado
para concessão do estorno, o que fulmina por completo o princípio da ação.

Ressalva-se que a relação obrigacional assumida, além de amparada pelo

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Código Civil Brasileiro, nasceu da vontade entre as partes, agindo esta empresa, a
todo tempo, movida pelos princípios de eticidade, solidariedade e Boa-Fé, motivo pelo
qual nos causou estranheza a instalação do litígio aqui telado. Mesmo porque, como
visto a ação é centrada em pretensão completamente desarrazoada, malformada na
questão principiológica básica que é inexistência de razão de pedir, fulminando no
todo o Princípio da Ação, o que lhe imprime ares de coisa natimorta, com a máxima
vênia. Noutras palavras:

a) Não houve negativa desta empresa em agir com solidariedade e devolver


os valores pagos por serviço contratado, mesmo não tendo a priori tal
obrigação. Tratou-se pura e simplesmente de ato de solidariedade
interesse social em amenizar os efeitos da pandemia com seu cliente que
de forma mais gravosa teria sido tocado pelos efeitos econômicos da
emergência sanitária Internacional;
b) O ressarcimento prometido encontra-se tempestivo, ou seja, os prazos
estão correndo conforme o acordado com o cliente, estando a empresa
ainda adimplente ante a relação obrigacional;

Como dito, estas duas condições prejudicam completamente a razão de pedir do


querelante que, de forma abusiva, movimenta a máquina judiciária por meio de
demandas inúteis ou espúrios para lograrem verdadeiros tesouros de grandes
empresas que, diante dos clientes são sempre vistas como presumidamente
hipersuficientes, linde perigosa que pode estimular litigâncias que podem não
corresponder com a Boa Fé objetiva e subjetiva.

Assim, os serviços e solução por parte da ré foram ofertados à autora como


responsabilidade social com seu cliente, não se mostrando razoável que a autora
procure respaldo no Poder Judiciário para aduzir a falta de solução, ou alegando que
que não houve interesse da ré para a devolução do valor pago devidamente. O que
vislumbramos é uma nítida tentativa da autora em induzir este juízo para angariar
indenização indevida, através da chamada indústria do dano material, situação na

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qual poderia incidir as hipóteses trazidas pelo Art. Art. 884 CC, utilizando-se para tal
o controle jurisdicional. Por estes e outros motivos Vossa Excelência, os pedidos da
reclamante, para o bem da pacificação social e da justiça não deve prosperar,
devendo a ação ser extinta sem julgamento de mérito.

B - DA IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA

o ponto pacificado pela boa doutrina e jurisprudência que o valor da


causa deve corresponder ao benefício pecuniário auferido com o deferimento da ação,
conforme clara redação do CPC/15:

Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da


reconvenção e será:
I - na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente
corrigida do principal, dos juros de mora vencidos e de outras
penalidades, se houver, até a data de propositura da ação;
II - na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o
cumprimento, a modificação, a resolução, a resilição ou a
rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte
controvertida;
III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações
mensais pedidas pelo autor;
IV - na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o
valor de avaliação da área ou do bem objeto do pedido;
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o
valor pretendido;
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia
correspondente à soma dos valores de todos eles;
VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior

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valor;
VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do
pedido principal.

Ou seja, considerando que o objeto da ação envolve conta telefônica de


R$ 418,54, evidentemente que, se arrazoada, o que não é, o benefício pecuniário
corresponderá a todo o valor declarado abusivo na inicial, sendo este 49 vezes maior
que o valor pago inicialmente. Ocorre que os dados contidos na exordial sequer
são verossímeis, o que só reforça a tese de tentativa de utilização da máquina
do Poder Judiciário para promoção de enriquecimento sem causa, abuso de
direito e perpetração de cultura de litígio que em nada contribui para a pacificação
social e firmação de uma jurisdição mais eficiente e efetiva.

De toda sorte, caso o processo não seja extinto sem o julgamento do


mérito, requer que o valor a ser ressarcido seja recalculado conforme multas e juros
constitucionais e que sejam afastadas desde logo toda e qualquer cobrança abusiva
por parte da querelante.

C - DO DIREITO – O ÔNUS DA PROVA

Segundo o Código de Processo Civil Brasileiro é do Autor o ônus de provar


fato constitutivo do seu direito, ipse literis:

Art.373 - O ônus da prova incumbe:

I - ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito

Vejamos o conceito de ônus da prova:

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O ônus da prova é “regra de juízo”, isto é, de julgamento,


cabendo ao juiz, quando da prolação da sentença, proferir
julgamento contrário àquele que tinha o ônus da prova e dele
não se desincumbiu. O sistema não determina quem deve fazer
a prova, mas sim quem assume o risco caso não se produza
(Echandia, Teoria general de laprueba judicial, v. I, n.º 126, p.
441). No mesmo sentido: TJSP – RT 706/67; Micheli, L’onere,
32, 216. A sentença, portanto, é o momento adequado para o
juiz aplicar as regras sobre o ônus da prova. Não antes. (in
Código de Processo Civil Comentado, 6ª edição, Editora Revista
dos Tribunais, Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade
Nery).

No caso presente, a Reclamante limitou-se a apresentar alegações


infundadas e contrárias aos documentos mencionados e descrições feitas. Da mesma
sorte todas a transações foram gravadas, tendo o reclamante aceitado todos os
termos do contrato a través de ligação realizada do próprio número e aparelho que
consta no seu poder.

Da mesma forma, esse tem sido o entendimento de nossos tribunais,


vejamos:

RECURSO INOMINADO. FALHA NA PRESTAÇÃO DE


SERVIÇO DE CONSERTO DE ELETRODOMÉSTICO.
RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO PELO CONSERTO C/C
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. AUTORA NÃO
COMPROVA SEU DIREITO. TESTEMUNHAS UNICAMENTE
DAS RÉS.
1-Narra a parte autora que mandou sua máquina de lavar para
conserto. Foi realizado o conserto, porém um mês depois a
máquina voltou a apresentar problema. Requer a devolução do
valor pago pelo conserto, bem como uma indenização por danos
morais.

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2-A ré alega que o problema que surgiu da segunda vez não tem
nenhuma relação com o primeiro vício, motivo porque não há de
se falar em restituição de valores, e muitos menos em
indenização por danos morais.
3-Não há nos autos nenhuma comprovação de que a ré tenha
agido de maneira equívoca, ademais a autora poderia ter trazido
aos autos algum orçamento para conserto de alguma outra
empresa, que pudesse mostrar que o problema era diverso
daquele que o réu alega, porém nada fez, utilizando-se
unicamente de alegações. Sendo assim, não há danos morais a
serem indenizados.
4-Sentença que merece ser confirmada por seus próprios e
jurídicos fundamentos, consoante o disposto no art. 46 da
Lei 9099/95.
RECURSO DESPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.
(TJ-RS - Recurso Cível Nº 71004541124, Terceira Turma
Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Silvia Muradas Fiori,
Julgado em 21/11/2013)

No que diz respeito a hipossuficiência, esta guarda em si conceito amplo, que


não apenas diz respeito às condições econômicas do consumidor, mas que alcança,
também, o critério técnico de capacidade de opor contra o fornecedor as suas razões
e indicar as violações por este perpetradas na relação estabelecida.

Vale dizer, a hipossuficiência não é presumida ao consumidor, antes terá que


ser demonstrada e analisada caso a caso.

Dessa forma, não estão presentes os pressupostos que autorizariam a


inversão do ônus da prova.

Neste sentido, vejamos a jurisprudência:

Ementa: RECURSO INOMINADO. AÇÃO INDENIZATÓRIA.


ESVAZIAMENTO DE CÂMARA DE AR DE PNEU DE

VEÍCULO. VÍCIO DO PRODUTO NÃO DEMONSTRADO.

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AUSÊNCIA DE PROVA DOS FATOS CONSTITUTIVOS DO


DIREITO DO AUTOR. EM QUE PESE SEJA ADMITIDA A

INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA, UMA VEZ QUE


RECONHECIDA A RELAÇÃO DE CONSUMO ENTRE AS
PARTES, O AUTOR DEVE DEMONSTRAR, AINDA QUE
MINIMAMENTE, SUAS ALEGAÇÕES, E PRODUZIR AS
PROVAS QUE ESTÃO A SEU ALCANCE, O QUE NÃO
RESTOU DEMONSTRADO NOS AUTOS. AUSENTE O DEVER
DE INDENIZAR, UMA VEZ QUE O EVENTO PODE TER SIDO
CAUSADO POR FATORES EXTERNOS. DANOS MORAIS

INOCORRENTES, DIANTE DA AUSÊNCIA DE PROVA DA


VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DE PERSONALIDADE DO
AUTOR. RECURSO PROVIDO. (Recurso Cível Nº
71004686697, Terceira Turma Recursal Cível, Turmas
Recursais, Relator: Silvia Muradas Fiori, Julgado em
08/05/2014)

Ementa: CONSUMIDOR. VÍCIO DO PRODUTO.


TELEVISOR. DESRESPEITO AO ART. 333, I, DO CPC.
IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. Embora com a inversão do

ônus da prova, aplicável às relações de consumo, e a


decretação de revelia, incumbe ao requerente comprovar,
ainda que minimamente, os fatos constitutivos do seu
direito, conforme preceitua o artigo 333, I, do Código de
Processo Civil, ônus do qual não se desincumbiu,tendo em
vista que não acostou aos autos provas suficientes para
comprovar que o televisor estava danificado. RECURSO
DESPROVIDO. (Recurso Cível Nº 71004308995, Terceira
Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Cleber
Augusto Tonial, Julgado em 24/04/2014)

CARLOS ALBERTO BITTAR foi preciso, ao se pronunciar sobre o tema,


elencando os requisitos para a caracterização do direito à reparação:

Tem-se, portanto, fatos geradores de danos morais podem ser


quaisquer ações humanas, algumas descritas em leis, que

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venham a provocar danos morais injustos na órbita de outrem,


desde que acompanhados dos demais fatores determinantes da
responsabilização: o nexo causal e o dano. Avulta, nesse passo,
a idéia de injustiça do dano, exatamente para que se afastem
situações, já mencionadas, em que a produção de prejuízos
tenha sido legítima.
(...)
A caracterização do direito à reparação depende, no plano fático,
da concorrência dos seguintes elementos: o impulso do agente,
o resultado lesivo e o nexo causal entre ambos, que são, aliás,
os pressupostos de responsabilidade civil" (in "Reparação Civil
por Danos Morais", 2ª edição, 1.994, págs. 125 e 127).
(destacamos)

A demandada não pode ser responsabilizada por supostos vícios na cobrança


por serviços legitimamente contratados, posto que ausentes os requisitos
caracterizadores da responsabilidade civil, previstos nos artigos 186 c/c 927 do CC,
quais sejam conduta ilícita, nexo causal entre o dano e o fato gerador, e o próprio
dano.

Logo não há que se imputar responsabilidade à TYM por conduta e decisão


tomada de pela consciência pela reclamante. Lembremos que a parte autora usou e
gozou de todos os benefícios relacionados ao plano contratado. Caracterizada ainda,
a licitude dos procedimentos, não há que se falar em indenização por danos materiais
ou morais.
Neste sentido não houve ação alguma que configura a responsabilidade civil
da reclamada, no mesmo sentido, lecionam Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona:

“Nesse contexto, fica fácil entender que a ação (ou omissão)


humana voluntária é pressuposto necessário para a
configuração da responsabilidade civil.”

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(Gagliano, Pablo Stolze. Pamplona Filho, Rodolfo. Novo curso


de direito civil, volume 3: responsabilidade civil. 11 ed. rev. E
ampl. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 73)

Portanto, relativamente a tais fatos, pode-se, desde logo, constatar que não
há qualquer conduta da RÉ que possa ser enquadrada como ato ilícito; melhor,
sequer houve conduta que possa ser imputada a ela.

Logo, não estando presente um dos elementos configuradores da


responsabilidade civil, qual seja, ato ilícito, na medida em que sequer há qualquer tipo
de conduta da RÉ, impossível se faz imputar qualquer tipo de responsabilidade em
razão dos fatos em questão.

Relativamente à alegação da AUTORA de que sofrera danos em decorrência


de cobrança indevida, mais uma vez a alegação não procede, como restou
plenamente demonstrado.

Cristalino é que a RÉ, diferentemente da AUTORA, atuou durante todas


as fases da contratação com lealdade, vendo-se obrigada agora a ter que se
defender um juízo por falsas alegações e por fato fantasioso mesmo tendo
concedido a esta segunda o benefício de estorno de valores como forma de
compensação das perdas financeiras afeitas à Pandemia pela COVID-19.

Destarte, resta devidamente comprovado que não há que se falar em dever


de reparação civil no caso sub examine, na medida em que, sobre os fatos ocorridos,
não decorreram de ações ou omissões da RÉ.

D – DA INEXISTÊNCIA DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR POR DANO MORAL:

Inicialmente cumpre esclarecer que por não haver falha na prestação do serviço,

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cobrança indevida, ilícito, e muito menos qualquer dano, não há que se falar em dano
moral. Todavia, por amor ao debate, cumpre esclarecer e nos demorarmos um pouco
mais.

Em primeiro plano a Responsabilização Civil por danos morais e materiais,


atualmente invocada de forma ampla, quiçá beirando a banalização, sempre esteve
presente no ordenamento jurídico pátrio, no Código Civil Brasileiro, donde extraem-se
seus pressupostos:

Art. 159. Todo aquele que, por ação ou omissão voluntária,


negligência ou imprudência, violar direito ou causar prejuízo a
outrem, fica obrigado a reparar o dano.

a) ação ou omissão voluntária, dolosa ou culposa, do agente


causador do dano;
b) dano ou prejuízo causado ao patrimônio material / moral da
vítima; e nexo de causalidade entre o comportamento do agente
e o dano sofrido pela vítima.

Não é diferente o posicionamento da doutrina. O ilustre Professor Silvio


Rodrigues afirma que para a efetiva configuração da Responsabilidade Civil é
necessária a composição dos seguintes pressupostos:

(i) ação ou omissão do agente;

(ii) culpa do agente;

(iii) relação de causalidade;

(iv) dano experimentado pela vítima. ... Ordinariamente, para


que a vítima obtenha a indenização, deverá provar entre outras
coisas que o agente causador do dano agiu culposamente. (in
Direito Civil - Responsabilidade Civil, Editora Saraiva, 14ª
edição, páginas 14 e 17)

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Verifica-se, pois, que para imputar-se a Responsabilidade Civil a Ré, pelos


danos supostamente causados à Autora, deveriam estar comprovados,
concomitantemente, todos os requisitos ensejadores da obrigação de indenizar,
demonstrando-se ter este agido "contra legem", tendo o conceituado Professor Rui
Stocco pronunciando-se a respeito:

"... Deve haver um comportamento do agente, positivo (ação) ou


negativo (omissão) que, desrespeitando a ordem jurídica, cause
prejuízo a outrem, pela ofensa a bem ou a direito deste". (in
Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial,
Revista dos Tribunais, página 41)

In casu, verifica-se que não se encontram presentes NENHUM dos acima


mencionados pressupostos ensejadores da responsabilização por danos, conforme
passamos a demonstrar.

O primeiro pressuposto ensejador da responsabilização por danos é o que diz


respeito à ação ou omissão voluntária, dolosa ou culposa, do agente causador
do dano, simplesmente não se encontra presente em relação à empresa. Não há
como atribuir ato ilícito e culpa à Ré em face do ocorrido. O que existe na verdade foi
uma expectativa não atendida, o que não configura ato ilícito.

Pois ao contrário do alegado, o serviço foi contratado pelo reclamante e ele


usou plenamente todas as benesses por ele propiciado, citando-se a exemplo o fato
da família ter passado diversas horas assistindo filmes e ouvindo músicas em
aplicativos privativos com conforto e qualidade premium.

Em seguida, constata-se que o segundo pressuposto ensejador da


responsabilização por danos, e que diz respeito ao nexo de causalidade, também não
se encontra presente, pelo mesmo fato acima citado.

Ademais, para a configuração do dano moral, tal como ocorre com o dano

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material, é preciso que haja prova de fato(s) do(s) qual(is) se possa depreender a
ocorrência destes, uma vez que, sem qualquer prova, não se há falar em indenização,
pela simples razão de não restar comprovado este pressuposto da Responsabilidade
Civil. Pelo contrário, as gravações e perícia podem comprovar perfeitamente que o
reclamante contratou os serviços de plena ciência e vontade.

O ordenamento jurídico pátrio não prevê o chamado Dano Moral Puro,


que prescinde de prova.

Ademais, o fundamento lançado pela Demanadante, é inverídico, já que


baseia-se em fatos fantasiosos.

Ressalte-se, ainda, que, nos termos do inciso I do art. 373 do Código de


Processo Civil, incumbe ao Autor o ônus da prova quanto aos fatos constitutivos do
seu direito. Sendo esta a regra geral, se houvesse exceção (existência de dano moral
ou material sem a sua comprovação, por meio de presunção), estaria expressamente
prescrita em lei. Todavia, tal dispositivo legal inexiste.

Nota-se que no caso em comento, a Autor se limitou a fazer alegações


abstratas sobre os “supostos” danos morais, não tendo, entretanto, provado de
nenhuma forma que estes se concretizaram.

Verifica-se que a prova do dano é, portanto, um dos pressupostos da


Responsabilidade Civil, e imprescindível, determinante, para a configuração da
obrigação de indenizar.

O ordenamento jurídico não ampara pretensões indenizatórias sem que


tenham sido pautadas em fatos, devidamente provados, dos quais se possa
depreender a ocorrência do dano moral.

Acrescente-se que para que determinada situação de fato seja enquadrada


como passível de indenização por danos morais, há que ser aferido se o homem
médio seria assim atingido, isto é, se considerado um grau de normalidade médio,
poderia se caracterizar como reparável.

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O dano moral só se configura com a ocorrência de fato capaz de causar


desequilíbrio na normalidade psíquica da respectiva vítima, sempre se considerando,
como já dito, o grau de normalidade do homem médio.

Nesse sentido, já há precedentes que sustentam que o dano moral não se


confunde com um mero dissabor, sendo que, a prevalecer dita tese, qualquer
problema daria ensejo a dano moral conjugado ao material, como demonstrado no
brilhante voto do Desembargador DÉCIO ANTÔNIO ERPEN, ao relatar Apelação no
C. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Apelação nº 596.185-181):

"A prevalecer a tese de sempre que houver mora, ou qualquer


contratempo num Contrato, haveria o dano moral respectivo,
estaríamos gerando uma verdadeira indústria dessas ações. Em
breve, teríamos um Tribunal especializado, talvez Tribunal do
Dano Moral. A vida vai ser insuportável.

Como se nota do exposto, não há que configurar dano moral apenas como
um contratempo sofrido pela Autora, existindo, sim, a necessidade de haver um grave
dano à moral a honra, interferindo de modo significativo na personalidade daquele que
o sofre. Caso contrário, estaríamos dando ensejo a uma verdadeira banalização no
sentido jurídico e social, intrínsecos ao dano moral efetivamente sofrido.

Não bastam meras alegações de dano moral para que se configure o ilícito
e se proceda ao ressarcimento. A garantia constitucional de ressarcimento não pode
ser desvirtuada, como no caso em tela.

Ao pleitear o recebimento de indenização por danos morais, deveria a


Autora ter narrado e comprovado fatos, através dos quais, efetivamente, pudesse se
aferir a ocorrência e a dimensão do suposto dano. Isto se as alegações da autora
fossem verdadeiras, o que não são.

Por tudo quanto exposto, não se sustenta a tese de dano moral, lançada
pela autora, devendo de logo ser desconsiderada.

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V– DA CONCLUSÃO:

Por todo o exposto, requer que sejam acolhidas as preliminares suscitadas


DEVENDO O PROCESSO SER JULGADO EXTINTO SEM JULGAMENTO DO
MÉRITO EM RELAÇÃO a ré TYM CELULARES - SA, com fulcro nos artigos 3º e 51,
inciso II da lei 9099/95;

Caso não seja este o entendimento de Vossa Excelência, requer sejam


JULGADOS IMPROCEDENTES OS PEDIDOS DA AUTORA, por se tratar de caso de
excludente de responsabilidade, por culpa exclusiva desta, pois os danos, caso
tenham ocorrido, foram de responsabilidade exclusiva do demandante posto que,
como comprovado, adquiriu os produtos da Ré e a mora em relação ao ressarcimento
não está relacionado a devolução de valores cobrados indevidamente, mas sim a ato
de solidariedade em decorrência da Pandemia pela COVID-19 e seus efeitos
econômicos.

Para provar o alegado, protesta por todos os meios de prova em direito


admitidos, especialmente perícia técnica nos dados gravados, depoimento pessoal da
parte AUTORA, sob pena de confissão, juntada de documentos e oitiva das
testemunhas.

Pede deferimento.

Itabuna-Ba, 27 de novembro de 2020.

Advogados

Dra. Kaivia Silva Araújo

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Dr. Yann Cardoso

Dra. Rosanni Almeida dos Santos

Dr. Reginaldo Mendes, dos Santos

Dr. Kauê Ribeiro

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