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FORTIFICAÇÕES E TERRITÓRIO NA PENÍNSULA IBÉRICA E NO MAGREB


(SÉCULOS VI A XVI) Fundação para a Ciência e a Tecnologia MINISTÉRIO DA
CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR UNIÃO EURO...

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1 author:

Alberto Leon
University of Cordoba (Spain)
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(1899-1975). (REFERENCIA: HAR2015-66753-R). View project

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FORTIFICAÇÕES

FORTIFICAÇÕES E TERRITÓRIO NA PENÍNSULA IBÉRICA E NO MAGREB


E TERRITÓRIO
A obra colectiva Fortificações e
Território na Península Ibérica e no

NA PENÍNSULA
Magreb (séculos VI a XVI) oferece aos
investigadores e ao leitor comum inte-
ressado nestas matérias, distintas leitu-

IBÉRICA E NO MAGREB ras do castelo, algumas com claro cariz


monográfico, algumas tocando as trans-
formações dos períodos de transição, a
(SÉCULOS VI A XVI) Vol. I montante e a jusante, outras preferindo
trabalhá-lo na dimensão do território,
valorizando os contributos das fontes
Coordenação de escritas ou os da arqueologia, outras
Isabel Cristina F. Fernandes ainda conduzindo o enfoque para ques-
tões de restauro, gestão e valorização
patrimoniais.
Isabel Cristina F. Fernandes
Coordenadora científica da edição
APOIOS

Fundação para a Ciência e a Tecnologia


MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR

Direcção Regional de Cultura do Alentejo

PROGRAMA OPERACIONAL FACTORES DE COMPETITIVIDADE


UNIÃO EUROPEIA
Fundo Europeu
de Desenvolvimento Regional
I
ISBN 978-989-689-374-3

FORTIFICACOES VOL.1(6-10-2014).indd 1 23-10-2014 15:55:07


Biblioteca Nacional de Portugal
– Catalogação na Publicação

FORTIFICAÇÕES E TERRITÓRIO NA PENÍNSULA IBÉRICA E NO MAGREB


(SÉCULOS VI A XVI)

Fortificações e território na Península Ibérica e no Magreb


(séculos VI a XVI) / coord.
Isabel Cristina Ferreira Fernandes. – (Extra-colecção)
1º v. – 472 p. – ISBN 978-989-689-374-3
I – FERNANDES, Isabel Cristina F., 1957-

CDU 904

Título: Fortificações e Território na Península Ibérica e no Magreb


(Séculos VI a XVI) – Volume I
Coordenação: Isabel Cristina Ferreira Fernandes
Edição: Edições Colibri/Campo Arqueológico de Mértola
Capa e separadores: DCCT – Câmara Municipal de Palmela
Revisão dos textos: I. C. Fernandes; J. F. Duarte Silva; Patrice Cressier
Depósito legal: 368 239/13

Lisboa, Dezembro de 2013


ÍNDICE

1. Em torno das primeiras fortalezas medievais


Adriaan De Man
Muralhas urbanas entre a Antiguidade Tardia e a Idade Média ........................................................................ 13

Ramon Martí
Las redes de faros en Cataluña oriental, un programa edilicio del primer Estado andalusí .............................. 19
António Manuel S. P. Silva e Manuela C. S. Ribeiro
Castelos roqueiros da região de Arouca (Aveiro, Portugal) – contexto histórico e elementos
arqueológicos ...................................................................................................................................................... 29

Catarina Tente
Soluções defensivas das comunidades rurais no Alto Mondego entre os séculos IX e X .................................... 43

Fernando Villada Paredes e Pedro Gurriarán Daza


Recientes investigaciones sobre las fortificaciones del Califato Omeya en el estrecho de Gibraltar
(Tarifa, Algeciras, Tânger e Ceuta) ..................................................................................................................... 51

Antonio Malpica Cuello e Ángel González Escudero


Las defensas de la ciudad de Ilbira (Granada) ................................................................................................... 63
Fernando Branco Correia
Fortificações de iniciativa omíada no Garb al-Andalus nos séculos IX e X –
– hipóteses em torno da chegada dos Majus (entre Tejo e Mondego) ................................................................. 73

2. Entre muçulmanos e cristãos


• A fortificação medieval através dos textos
Rafael Azuar
Arqueología de los hûsûn en la formación y consolidación del Sharq Al-Andalus
(siglos VIII-X dC) ................................................................................................................................................ 89

Manuela Santos Silva


Memórias escritas do castelo e das muralhas de Óbidos ................................................................................... 101

J. Santiago Palacios Ontalva


Las fortificaciones en la «Crónica del rey Don Pedro»: percepciones contemporáneas de los escenarios
del poder a mediados del siglo XIV .................................................................................................................... 109
María Cruz Villalón
Castillos y cercas medievales a traves de fuentes de la Edad Moderna. Extremadura y Alentejo ..................... 123

• Castelos islâmicos em contexto rural

José Mª Martín Civantos


Del distrito castral a la alquería: las fortificaciones andalusíes en el Sureste de la Península Ibérica
(Granada-Almería) ............................................................................................................................................. 133
4 Índice

Mário Varela Gomes e Rosa Varela Gomes


Castelo Belinho – Uma residência fortificada almoada ...................................................................................... 141

Rosa Varela Gomes e Mário Varela Gomes


Torre de Odeceixe – Um novo tipo de arquitectura militar (Sécs. XII-XIII)? .................................................... 153

• Fortificações e gestão do território

Christophe Picard
L’origine du ribat en Méditerranée : un héritage “Abbasside” ......................................................................... 163

Ricardo Izquierdo Benito e Miguel Ángel Bru Castro


La fortificación de Vascos y la explotación de su territorio. Obtención de recursos alimenticios ..................... 175

António Manuel de Carvalho Lima


Fortificações e vias de comunicação no curso terminal do Douro (Séculos IX-XI) ........................................... 183

Eva María Alcázar Hernández


Las fortificaciones del concejo fronterizo de Jaén. Siglos XIII-XV .................................................................... 199

José Luis Menéndez Fueyo, Roberto Ferrer Carrión e Joaquín Pina Mira
El recinto amurallado de la pobla de Ifach (Calp, Alicante): fortificación y poder feudal en el Reino
de Valencia (siglos XIII-XIV) ............................................................................................................................. 209

Maria Victoria Gutiérrez Calderón e Juan Carlos Castillo Armenteros


El control del territorio en la comunidad de villa y tierras de Baeza (Jaén):
apuntes desde la arqueología espacial ............................................................................................................... 227

Edward Cooper
Castles and mineral resources in later medieval Spain ..................................................................................... 243

• Fortificações do Magreb

Pierre Guichard
Quelques remarques sur la typologie et l’histoire des sites fortifiés du Maghreb (principalement oriental) .... 247

Patrice Cressier
La forteresse d’Āgwīdīr d’Asrir (Guelmim, Maroc) et la question de Nūl Lama .............................................. 255

Mohamed Hassen
Les fortifications au sud-est de l’Ifrīqiya au bas Moyen Âge ............................................................................. 269

Mourad Araar
De kal‛at Shbanāriya à la qaba d’al Kāf: histoire d’une ville tellienne fortifiée ............................................. 289

Mohamed Ali Hbaieb


Les fortifications de l’île de Djerba : enjeux doctrinaux et stratégies méditerranéennes (X e-XVI e siècles) ...... 301

• A fortificação em contexto urbano

J. Avelino Gutiérrez González, Fernando Miguel Hernández, Emilio Campomanes Alvaredo,


Fernando Muñoz Villarejo e Victorino García Marcos
Revisión arqueológica de las murallas de León (España) .................................................................................. 313

Christine Mazzoli-Guintard
Madrid et ses territoires (IX e-XI e siècles) : de relais de la capitale à petite ville .............................................. 329
Índice 5

Alberto León Muñoz


Las fortificaciones de la Córdoba Almohade ..................................................................................................... 337

Sophie Gilotte, Fabienne Landou e Fabien Callède


Al-Balā, une ville de gué fluvial (Romangordo, Cáceres) : étude préliminaire de son enceinte ....................... 355

Hortensia Larrén Izquierdo, Luis Alberto Villanueva Martín e Miguel Ángel Martín Carbajo
Novedades arqueológicas en el castillo de Zamora: la fortaleza desconocida .................................................. 369

Manuel Retuerce Velasco e Luis Alejandro García García


Intervención arqueológica en el sector de la Puerta de Daroca, en la muralla urbana de Huete (Cuenca).
Un ejemplo hispano de murallas adosadas ........................................................................................................ 379

Ana Gomes e Alexandra Gaspar


O castelo de S. Jorge na transição do mundo islâmico para o cristão ............................................................... 393

Maria de Fátima Palma e Susana Goméz Martínez


O castelo de Mértola em época islâmica ............................................................................................................ 405

Maria José Gonçalves


O sistema defensivo islâmico de Silves: novos dados sobre a muralha da Almedina e algumas
problemáticas em torno da muralha do Arrabalde ............................................................................................. 413

Sandra Cavaco e Jaquelina Covaneiro


O castelo e o povoado de Tavira. Traços evolutivos do islâmico ao cristão ...................................................... 427

Vítor Pereira e Alcina Cameijo


Os sistemas defensivos da Guarda Medieval. Contributos para o seu conhecimento ........................................ 435

Sónia Filipe e Ricardo Teixeira


A intervenção arqueológica no Largo do Castelo de Coimbra: vestígios da Torre de Menagem.
Abordagem preliminar dos resultados ................................................................................................................ 445

Isabel Luna e Guilherme Cardoso


A urbe de Torres Vedras e a sua cerca medieva ................................................................................................. 457

• Castelos da Reconquista

Joan Fuguet Sans e Carme Plaza Arqué


Castillos del temple portugués y catalano-aragonés: estudio comparativo ....................................................... 473

Stéphane Boisselier
Les châteaux de l’ Ordre de Santiago en Alentejo, de la guerre à l’administration, XIIe-XIVe siècles .............. 487

Juan Carlos Castillo Armenteros, José Luis Castillo Armenteros, Miguel Ruiz Calvente e
José Luís Pantoja Vallejo
Sabiote y Lopera, dos fortificaciones calatravas en la frontera del Alto Guadalquivir:
nuevas aportaciones desde la investigación arqueológica ................................................................................. 495

Carlos Filipe Afonso


Técnicas e tácticas de assédio e defesa dos castelos em Portugal no contexto da Reconquista –
– O caso de Alcácer do Sal, 1217 ....................................................................................................................... 517

• Aspectos técnicos e metodológicos

J. Avelino Gutiérrez González, Patricia Suárez Manjón e J. Ignacio Jiménez Chaparro


Inventario de fortificaciones medievales a través de los SIG. El proyecto “CASTELLA-SIG” ......................... 541
6 Índice

Juan Zozaya
Los spoliæ en las murallas: significación, utilidad y problemas que plantean .................................................. 555

3. Transições e afirmações nos séculos XV e XVI


• Muralhas urbanas nos reinos cristãos

Francisco García Fitz


El sistema castral sevillano en la Baja Edad Media .......................................................................................... 569

Carlos Caetano
A casa da câmara sobre a porta das muralhas da cidade .................................................................................. 589

• Artilharia e fortificações

Francisco Javier López Martín


La evolución de la artillería entre los siglos XIV y XVI, con especial atención a los manuscritos de Walter
de Milemete y los primeros usos de la artillería en Europa ............................................................................... 601

• Fortificações do litoral Atlântico (séculos XV-XVI)

Jorge Correia
Três castelos portugueses em Tânger: entre tardo-medievalidade e modernidade ............................................ 619

André Teixeira, Ana Lopes, Jorge Correia e Azzeddine Karra


As fortificações portuguesas de Azamor: contributo para a actualização do seu conhecimento ....................... 627

Margarida de Magalhães Ramalho


A defesa de Cascais. Do castelo medieval à construção da Cidadela ................................................................ 639

4. Investigação e valorização de fortificações medievais


Francisco Sousa Lobo
O papel dos Amigos dos Castelos na divulgação e valorização dos castelos portugueses ................................ 647

Amador Ruibal
Defensa del patrimonio castral español: la A.E.A.C. (Asociación Española de Amigos de los Castillos) y
su labor como entidad sin ánimo de lucro .......................................................................................................... 653

Clara Moura Soares e Maria João Neto


O restauro do Castelo de Óbidos (1934-1950): da reintegração da vila medieval ao reconhecimento
internacional ....................................................................................................................................................... 661

Samuel Márquez Bueno e Pedro Gurriarán Daza


La restauración de las construcciones almohades. Un recorrido desde su origen hasta la actualidad ............. 673

Ángela Suárez Márquez


Investigación y gestión de un conjunto arqueológico-monumental: la Alcazaba de Almería ............................ 683

Carlos Villar, Míchel Muñoz e Santiago David Domínguez-Solera


La muralla de Cuenca: restauración material y restauración histórica ............................................................ 693

Joaquim Rodrigues dos Santos


Construção da imagem, forma e (re)funcionalização na reabilitação de castelos medievais em Portugal ....... 705

António Luís Pereira, Isabel Alexandra Resende Justo Lopes e Orlando de Sousa
O projecto de investigação e valorização do castelo de Ansiães (Trás-os-Montes) ........................................... 717
Índice 7

5. Temas Diversos
Sara Almeida, Alexandre Valinho e João Nuno Marques
Novos dados para o estudo das estruturas defensivas de Cacela Velha ............................................................ 733

Catarina Coelho
Castelo de Sintra: evidências arqueológicas do quotidiano entre os séculos IX-XII ......................................... 739

Lucca Mattei
Fortificaciones en los montes occidentales de Granada: en busca de los antecedentes de los castillos
de frontera nazaríes ............................................................................................................................................ 745

António Carlos Marques


O castelo de Celorico da Beira ........................................................................................................................... 753

Maria do Céu Ferreira e João Carlos Lobão


Arqueologia no castelo de Trancoso: novos dados para o estudo da fortificação ............................................. 761

Enrique Daza Pardo, Gonzalo López-Muñiz Moragas e Fernando Vela Cossío


Nuevas aportaciones al estúdio del castillo de Cogolludo (Guadalajara) ......................................................... 773

Enrique Daza Pardo


La Cárcel de Alcolea de las Pẽnas (Guadalajara): un ejemplo de fortificación semirrupestre ......................... 781

Guillermo García-Contreras Ruiz e Carlos González Martín


La villa fortificada de Zagra (Granada). Aportaciones del análisis arqueológico
de una fortaleza bajomedieval ............................................................................................................................ 787

Gonzalo Viñuales Ferreiro e Irene M. Palomero Ilardia


La fortificación del Cerro Castrejón (Valdezate-Burgos) .................................................................................. 799

Rafael Caballero García e Elena I. Sánchez Peláez


El alcázar viejo del Infante D. Juan Manuel - Belmonte – Cuenca/España ....................................................... 803

Miguel Ángel Bru Castro e Ricardo Izquierdo Benito


Procesos de estudio de la edilicia defensiva que configura la fortificación de la Madīna de Vascos ................ 809

Maria João de Sousa


“À conquista do Castelo”. Campo de investigação arqueológica do Castelo dos Mouros/Sintra –
– primeiros resultados ........................................................................................................................................ 813

Francisco García Riesco


Los sistemas de aguada en fortificación. Una aproximación metodológica a su estudio .................................. 821

Catarina Bolila, João Romão, Sara Matos, Sara Pereira, Sara Prata, Tiago Pereira e Catarina Tente
Castro do Jarmelo (Guarda). Estudo dos materiais arqueológicos recolhidos na intervenção
de emergência de 1998 ....................................................................................................................................... 829

José María Tomassetti, Rafael Jiménez-Camino e Beatriz Perles


Epígrafes góticos en la muralla de al-Yazirat al-Hadra (Algeciras, España) .................................................... 837

Ana Carina Dias


O som da guerra ................................................................................................................................................. 845
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade

ALBERTO LEÓN MUÑOZ


Área de Arqueología
Universidad de Córdoba

T RAS los siglos de esplendor como sede del


estado Omeya andalusí, la ciudad de Córdoba
experimentó un proceso de repliegue urbano que
este sentido, son numerosos los factores que coadyu-
van a este renovado interés: su carácter de secular
encrucijada de caminos en la que confluyen las vías
implicaba el abandono de los arrabales que habían que ponen en comunicación el centro y norte peninsu-
sido arrasados durante la fitna de principios del siglo lar con el sur de al-Andalus, donde probablemente se
XI. En consecuencia, esto supuso una reclusión en el desplazó buena parte de la población que había estado
interior de sus dos recintos amurallados principales: asentada en aquellas zonas sumamente inestables
la Medina, heredera de la ciudad clásica y tardoanti- desde la conquista de Toledo (cfr. LEÓN, BLANCO,
gua, y la Axerquía, delimitada por un nuevo recinto 2010); la presencia del río Guadalquivir, arteria
defensivo desde, al menos, mediados del siglo XI. La principal del valle, que había servido desde la anti-
relevancia de Córdoba se mantuvo más en el ámbito güedad como vía de comunicación y de comercio
de lo simbólico e ideológico que de lo político, (VAQUERIZO, 2008, LEÓN, 2009-2010). En directa
económico y demográfico. Su prestigio como antigua relación con lo anterior, el puente mayor, ya mencio-
hadira de al-Andalus quedó limitado desde entonces nado, se convierte en uno de los más relevantes
a ser un recurrente motivo de nostálgica alusión a su elementos en la defensa del territorio bético. Si bien
esplendoroso pasado cultural; de ahí que se mantu- se cuenta con varios puentes que salvan el obstáculo
viese como sede de personajes ilustres en el ámbito topográfico del río aguas arriba (por ejemplo, los de
de la jurisprudencia, la medicina, las artes y las letras. Villa del Río y Andújar), desde Córdoba hasta la
No obstante, con la llegada y consolidación de los desembocadura del Guadalquivir, en la provincia de
califas Almohades en al-Andalus, la ciudad vio Cádiz, no existió ninguna estructura similar de fábrica
recuperar su importancia pretérita al socaire del estable hasta la construcción del puente de Isabel II
ambicioso programa de creación de un paisaje fortifi- en Sevilla (LEÓN, LEÓN, MURILLO, 2008). En
cado en los accesos al Valle del Guadalquivir (cfr.
1169 se acomete la instalación de un puente de barcas
LEÓN, 2003) y de ampliación de los grandes y
en la capital almohade de al-Andalus (IBN SHIB
medianos enclaves urbanos al sur de Sierra Morena
AL-SALT, 1969), pero sin alcanzar la estabilidad
(cfr. VALOR, 2007, LEÓN, BLANCO, 2010).
del puente cordobés.
Los fundamentos sobre los que se basaba este re-
Una renovada atención a estos aspectos desde una
novado interés por repoblar y revitalizar la lánguida
lectura de la información arqueológica más reciente
medina cordobesa son varios:
permite revisar la tradicional imagen de “ruina”,
– El peso de la tradición y el prestigio de la anti-
“abandono” y decadencia urbana de Córdoba1. Pero,
gua sede omeya; argumento utilizado inicialmente al
además, la proliferación de intervenciones arqueoló-
elegir Córdoba como eventual capital para legitimar
gicas en ámbito urbano en cumplimiento de la norma-
el poder de la nueva dinastía. Este aspecto resultará,
tiva urbanística municipal y, en particular, las actua-
como veremos, especialmente elocuente en la intensa
ciones llevadas a cabo en el marco del extinto Con-
reforma del alcázar.
venio GMU-UCO2 y de sucesivas Escuelas-Taller3,
– La existencia de una vasta, sólida y completa
han aportado interesantes y novedosos datos acerca
infraestructura urbana, conformada durante siglos de
de las estructuras defensivas erigidas en la ciudad
presencia islámica y, en especial, durante las primeras
durante toda la Edad Media y, más concretamente,
décadas del siglo IX, como resultado de la política de
durante los años de dominio de la dinastía norteafri-
islamización promovida por los primeros emires
cana.
independientes (cfr. MURILLO et alii, 2010). De
Los resultados de estas excavaciones nos permiten
entre estas construcciones destacan numerosas
exponer, al menos sucintamente, un rico repertorio de
mezquitas de barrio (cfr. GONZÁLEZ, 2012), ce-
construcciones de cronología almohade, ya no sólo
menterios (LEÓN, CASAL, 2010), baños, el propio
sobre la habitual y, a menudo, endeble base de
alcázar (MONTEJO, GARRIGUET, 1998, LEÓN,
argumentos tipológicos o analogías formales, sino
MURILLO, 2009) y, en especial, el puente mayor,
que, en la inmensa mayoría de los casos, las cronolo-
objeto de sucesivas reparaciones dirigidas personal-
gías propuestas vienen abaladas por criterios estrati-
mente por emires y califas (cfr. LEÓN, 2002-2003).
gráficos y ceramológicos. Los datos muestran una
– Y, probablemente con más peso que las anterio-
ciudad que experimenta un intenso proceso de remo-
res en este momento, la privilegiada posición estraté-
delación urbanística y refuerzo de sus defensas
gica en el centro del Valle del Guadalquivir. En urbanas. En este sentido, resulta una muestra más de

Fortificações e Território na Península Ibérica e no Magreb (Séculos VI a XVI), Lisboa, Edições Colibri & Campo Arqueológico
de Mértola, 2013, p. 337-354.
338 Alberto León Muñoz

la intensa actividad edilicia acometida por los gober- las del recinto oriental o Axerquía), como a nuevos
nantes Almohades en las principales ciudades del sur recintos amurallados que se levantan ex novo. Esta
peninsular. A la sombra de la nueva capital almohade actividad es especialmente significativa en el ángulo
andalusí se inicia un programa integral de construc- Suroccidental de la medina y en el entorno del río
ción que afecta tanto a las estructuras preexistentes Guadalquivir, por su vinculación con los elementos
(el propio alcázar omeya, las murallas de la medina y vitales antes comentados (Fig. 1).

Fig. 1 – La ciudad de Córdoba en época almohade con la indicación de los diferentes recintos amurallados
(© Convenio GMU-UCO).

1. La medina MURILLO, 2008). En época califal se acomete un


El recinto amurallado heredado de la ciudad clási- programa de reconstrucción y acondicionamiento de
ca y tardoantigua mantiene su trazado prácticamente los lienzos meridionales, tanto en el flanco oriental
inalterado. Tan sólo se acometen algunas reformas (C/ San Fernando) como, sobre todo, en el occidental
aisladas en puntos de especial interés o en tramos en (C/ Cairuán), en las inmediaciones de la sede del
los que era preciso reparar el deterioro de las estructu- poder civil (LEÓN, LEÓN, MURILLO, 2008: 273).
ras antiguas (cfr. LEÓN, LEÓN, MURILLO, 2008: Dejando al margen este sector meridional, que tra-
268-269). taremos específicamente más adelante, la evidencia
Durante la etapa Omeya se establece definitiva- arquitectónica en otras áreas de la ciudad es realmente
mente la sede del poder andalusí en el sector surocci- muy precaria5. No obstante, en la documentación
dental de la medina, en el enclave donde se ubicaban cartográfica de principios del siglo XIX6, elaborada
los antiguos espacios de la autoridad civil y religiosa antes de la profunda remodelación urbanística acome-
(LEÓN, MURILLO, 2009). En la etapa emiral se tida en el sector norte de la ciudad, se pueden apreciar
definen arquitectónicamente los límites del alcázar: ciertos elementos, no conservados en la actualidad,
en parte se establecen sobre las estructuras áulicas susceptibles de ser interpretados como recursos defen-
preexistentes4, pero, a su vez, engloban y refuerzan sivos incorporados en época almohade. En concreto, se
un sector urbano más amplio, con la construcción de trata de una serie de torres albarranas dispuestas junto a
un potente malecón que protege la ciudad de las puertas o en quiebros del trazado de la muralla, que
acometidas del Guadalquivir, generando un monu- flanquean los lienzos septentrional y occidental. Hay
mental escenario arquitectónico (MURILLO, CA- constancia de la existencia de, al menos, tres de estas
SAL, CASTRO, 2004; LEÓN, 2006; LEÓN, LEÓN, torres albarranas: la más meridional en las inmediacio-
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 339

nes de la Puerta de Almodóvar; la central junto a la tizón. En una fase posterior, la torre es forrada al
Puerta de Gallegos7, ambas junto al paleocauce del exterior por una estructura algo más estrecha, realiza-
Arroyo del Moro; y la más septentrional flanqueando da mediante un paramento de una hilera de sillares
la Puerta de Osario (ESCOBAR, 1987: 136). trabados con mortero de cal y un relleno interior de
Esta hipótesis de trabajo cuenta con argumentos cantos y otros elementos constructivos (MURILLO,
como los aportados en la intervención llevada a cabo CARRILLO, RUIZ, 1999: 71). Si bien no ha sido
en la Avda. de la Victoria, en 1993 (Fig. 2). En dicha posible aquilatar con total precisión la cronología de
excavación se documentó la segunda de estas torres la torre original, sus características edilicias y la
albarranas mencionadas: una torre octogonal, cimen- existencia de forros similares sobre estructuras
tada sobre niveles con materiales adscribibles a época Almohades en otro punto de la ciudad (la denominada
omeya, compuesta por un doble paramento de sillares Torre de Guadacabrillas, vid. infra), permiten plante-
de calcarenita y un relleno interno de mampuesto ar, con visos de verosimilitud, la adscripción de estas
trabado con barro y ripios, con algún sillar colocado a torres a época almohade8.

Fig. 2 – Detalle del lienzo occidental de la muralla de la medina en el Plano de los Franceses (1811) con indicación de las torres albarranas
conservadas. Planta de la torre albarrana excavada en la Avda. de la Victoria en 1993 (© Convenio GMU-UCO).

2. La axerquía ta’tib, destinado a construir o reconstruir las murallas


A diferencia de lo que sucede con los arrabales de varias ciudades, entre las que se encontraba
extendidos a occidente de la medina durante las fases Córdoba9. En este sentido apuntaban los resultados de
de esplendor omeya, el sector oriental se mantendrá la intervención arqueológica acometida en 1994 en el
ocupado ininterrumpidamente tras las luchas civiles sector nororiental de al-yiha al-Šarquiyya o Axer-
que supusieron el colapso del califato andalusí. Esta quía, en la Ronda del Marrubial, donde se documen-
perduración se debe precisamente a la primera obra taron las cimentaciones de sillería de la muralla
de fortificación que se acomete en este sector urbano islámica y de sillarejo del antemuro que la precedía
durante las primeras décadas del siglo XI, hasta (CÓRDOBA, MARFIL, 1995). Si bien estas estructu-
convertirlo en una ampliación del perímetro amura- ras fueron totalmente desmontadas, se mantuvo
llado preexistente. parcialmente su trazado en la erección de la muralla
Tradicionalmente, a partir de la propuesta de To- de época bajomedieval; sin embargo, esta última
rres Balbás (1985), se ha venido considerando que la efectúa un quiebro en un punto de su recorrido para
erección de este nuevo recinto se debía al proyecto cambiar ligeramente su orientación con respecto a la
acometido por el emir almorávide ‘Alī Ibn Yūsuf, obra precedente. Una secuencia similar, con estructu-
quien implantó en el año 1125 un impuesto llamado ras del siglo XII10, también con un quiebro en su
trazado, se ha detectado en el sector septentrional, en
340 Alberto León Muñoz

la Avda. de las Ollerías (BAENA, MARFIL, 1991). (GONZÁLEZ, RODERO Y MURILLO, 2003; RO-
Sea como fuere, el debate sobre la cronología ini- DERO et alii, 2003). Las características constructivas
cial de este recinto oriental se ha mantenido abierto de los distintos lienzos islámicos no son homogéneas14.
hasta fechas muy recientes11, al no coincidir las No obstante, por lo documentado hasta el momento,
referencias textuales, que mencionan un recinto suelen estar elaborados en sillarejo de calcarenita a
amurallado desde principios del siglo XI (ZANÓN, soga trabajos con cal, asentados sobre cimiento o
1989: 55), y la información arqueológica. A este basamento de sillarejos atizonados.
respecto, han resultado esclarecedores los resultados La información más reciente viene dada por los
de dos intervenciones arqueológicas efectuadas en el resultados de la intervención acometida sobre el
ángulo suroriental del recinto de la Axerquía, en el tramo de muralla de la Ronda del Marrubial, en el
entorno de la antigua Puerta de Baeza, donde se han marco de la Escuela Taller Murallas del Marrubial
documentado sendas estructuras fechadas a principios (2008-2010). El registro arqueológico muestra la
del siglo XI, vinculadas con el amurallamiento de extrema complejidad de la secuencia estratigráfica y
este sector urbano. de los procedimientos constructivos, tanto en cimen-
La nueva muralla se apoya parcialmente en las tación como en alzados, que no hacen sino confirmar
estructuras domésticas de los arrabales califales la continuidad en el uso y las intensas transformacio-
orientales y, al mismo tiempo, está cimentada en una nes del recinto desde el siglo XI-XII15.
zanja excavada paralelamente a su paramento exte-
rior; el espacio intermedio se rellena con tierra 3. El nuevo complejo áulico y militar: el Alcázar
apisonada, quedando la superficie nivelada a modo de Andalusí
zapata corrida. Dicha cimentación está compuesta por
varias hileras de sillares atizonados, todos ellos Como hemos avanzado, durante este periodo se
reutilizados de construcciones preexistentes (BER- lleva a cabo en Córdoba un amplio programa de
MÚDEZ, 2005: 340). Con las mismas características transformaciones topográficas y urbanísticas, entre
constructivas y similar alineación, se ha documentado las que destacan las reparaciones, ampliaciones e
al norte de esta puerta, en el nº 63 de la C/ Agustín innovaciones en sus recintos defensivos. En este
Moreno, la base de sillería atizonada de un lienzo de sentido destaca el nuevo proyecto arquitectónico
muralla y una torre construida íntegramente en documentado en todo el sector suroccidental de la
sillería de acarreo dispuesta a soga y tizón (MORE- antigua medina que afecta, en primer lugar, al propio
NA, 2002: 163), fechada igualmente a principios del conjunto palatino, del que forman parte los vestigios
siglo XI. Sobre estas estructuras se documentan documentados en la excavación del “Patio de Muje-
intensas reestructuraciones adscritas a época almorá- res” del Alcázar cordobés16. Esta remodelación
vide y, probablemente, almohade (BERMÚDEZ, también afecta a su entorno inmediato, con las repa-
2005: 343). Estas ampliaciones, que se corresponden raciones del muro de contención de malecón sobre el
con los lienzos documentados al norte de la Axerquía que se disponía el arrecife emiral (MURILLO et alii,
antes mencionados, plantean la duda a la hora de 2009-1010; LEÓN, MURILLO, 2009) y la construc-
determinar la extensión de este primer recinto amu- ción de los recintos amurallados del Castillo Viejo de
rallado del siglo XI, probablemente más reducido, la Judería (LEÓN et alii, 2004; CÓRDOBA, 2004) y
acaso limitado al cierre y defensa de los barrios del entorno de la Calahorra (LEÓN et alii, 2004;
orientales más populosos y antiguos, como el de LEÓN, LEÓN, MURILLO, 2008; LEÓN, BLANCO,
Šabular, extendidos junto al Guadalquivir. 2010). Todas estas construcciones acaban definiendo
Sea como fuere, los resultados de las intervencio- una amplia alcazaba almohade que casi duplica la
nes realizadas en los distintos sectores de este amplio superficie del alcázar omeya andalusí (Fig. 3).
recinto fortificado oriental inciden en la idea de la
complejidad del proceso evolutivo de este sector A. El área palatina
urbano, que superan los planteamientos más simplistas
que vinculan su adscripción a un único impulso cons- La tradicional atribución de la fortaleza visible en
tructivo. Aunque intensamente reconstruida a lo largo la actualidad a las obras acometidas durante el reina-
del siglo XIV12, durante la segunda mitad del siglo XII, do de Alfonso XI en 1328 debe ser matizado, cuando
ya en época almohade, la muralla de la Axerquía es no corregido por completo, a tenor de la secuencia
objeto de reformas en distintos puntos de su trazado, estratigráfica y las características arquitectónicas de
como se ha encargado de demostrar la información las estructuras Almohades registradas en el Patio de
arqueológica. Así se ha documentado, entre otros, en el Mujeres del Alcázar de los Reyes Cristianos.
lienzo occidental, en la C/ Adarve (CARMONA, Las únicas informaciones de la etapa tardoislámi-
MORENO, BERMÚDEZ, 2001; BAENA, 1999: 158); ca referidas al alcázar cordobés proceden del cronista
en el sector septentrional, como en la Avenida de Ibn Shib al-Salt, quien menciona en su obra Al-
Ollerías (nº 2 y 14) (BAENA, 1999; BAENA, MAR- -Mann bi-l-Imama la construcción de ciertas estancias
FIL, 1991), en la Plaza de las Lagunillas (RODERO, en el palacio en época del califa almohade Abū
2005 y 2009)13 y en la Puerta del Colodro; en el lienzo Y‘qūb Yūsuf (1163-1184) durante los años 1171 y
oriental, en Ronda del Marrubial y en la Puerta de 1172. Al-Salt habla además de un Maylis al-Yumn
Baeza (BERMÚDEZ, 2005; MORENA, 2002), y en la (salón de la felicidad), no mencionado hasta entonces
Ronda de Andújar; y, al sur, en el Paseo de la Ribera por ningún otro texto (ZANÓN, 1989: 76-77).
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 341

Fig. 3 – Recintos fortificados en el entorno del Puente: la alcazaba al norte, el recinto de la torre de la Calahorra al sur y el campamento
militar al oeste (© Convenio GMU-UCO).

Pese a esta lacónica información documental, el Esta elevación de las cotas tras el arrasamiento de
registro arqueológico recuperado en el alcázar pone los edificios y palacios previos es una actuación que
en evidencia un ambicioso y agresivo programa de se repite también en el proceso constructivo del
remodelación del antiguo centro del poder político alcázar almohade de Sevilla. En dicho complejo
califal y su sustitución por un nuevo edificio, con un “resulta sorprendente constatar al excavar puntos tan
diseño arquitectónico que cambia por completo la distantes como el Patio de Banderas o el de la Mon-
fisonomía y distribución de las construcciones de tería cómo los Almohades cambian la orientación de
época omeya, y que ahora se emplaza en el centro del sus edificios y suben por sistema las cotas tras
amplio complejo militar (Fig. 3). La apropiación del derribar y explanar los palacios previos” (VALOR,
espacio, aunque sustituyendo o reutilizando los ele- TABALES, 2006: 201).
mentos arquitectónicos preexistentes, es un recurso Los muros se levantan directamente sobre la cota
ideológico empleado a menudo por las autoridades de pavimento del alcázar omeya. Estas estructuras, de
Almohades en al-Andalus. considerable potencia, parecen funcionar a modo de
La construcción de este nuevo complejo arquitec- cajones, destinados a contener los paquetes de relleno
tónico implica, en primer lugar, el arrasamiento hasta del nuevo proyecto arquitectónico (Fig. 4). Sus hila-
una cierta altura de los muros que definían los distin- das superiores, sin solución de continuidad con res-
tos espacios del antiguo alcázar omeya y la conside- pecto a las que quedan cubiertas por los pavimentos,
rable elevación de los niveles de pavimento, desde los formarían ya parte de los alzados. Un último grupo de
existentes a finales del siglo X17. Este recrecimiento estructuras se apoya directamente sobre los estratos
de la cota de suelo se ha detectado tanto al interior de colmatación, en un proceso constructivo sincróni-
como al exterior del alcázar actual18. El objetivo co y paralelo al de la deposición de dichos paquetes
básico de esta actuación era conformar una superficie de relleno. Estos últimos muros parecen estar desti-
más o menos explanada, eliminando las considerables nados a compartimentar espacios y marcar los ejes de
diferencias de cotas existentes entre el antiguo espa- circulación, pues los umbrales de sus vanos marcan el
cio intramuros y las construcciones extendidas al sur nivel de uso del nuevo edificio y están asociados a los
de la primigenia línea de muralla romana, para erigir pavimentos descritos.
sobre ella los muros de compartimentación y distri- El conjunto de estructuras resultantes será el que
bución del nuevo edificio. No obstante, resulta marque el desarrollo ulterior del edificio (Fig. 5).
especialmente significativo que el muro de cierre Todos ellos están realizados íntegramente en sillería,
oriental del recinto amurallado existente desde época algo poco común en la arquitectura almohade en al-
tardoantigua, el denominado “castellum” (LEÓN, -Andalus. Se trata de material de acarreo procedente
MURILLO, 2009), se mantenga como uno de los del desmonte de las construcciones previas. Salvo en
elementos rectores del nuevo proyecto. la portada exterior, como veremos, la disposición
342 Alberto León Muñoz

alcázar sería levantada en época almohade, ya que se


apoya sobre los paquetes de relleno que recrecen las
cotas desde los niveles de época omeya. Además de
estos argumentos directos, es posible rastrear eviden-
cias de obras tardoislámicas en el resto de los lienzos
que delimitan el castillo cristiano a partir de las
analogías arquitectónicas existentes con los muros de
clara filiación almohade excavados en el patio de
Mujeres20.
– En las dependencias visibles bajo el Salón de
Mosaicos (esto es, en el paramento interno del lienzo
septentrional del alcázar) se distingue con claridad la
misma técnica constructiva empleada en los muros
Almohades: es decir, sillería irregular de calcarenita
reutilizada, con enripiado de ladrillos y cantos.
– En el paramento interno del límite occidental
del alcázar se ha documentado el mismo tipo de
construcción. Precisamente en este punto, a media
altura, se aprecia un pequeño vano cerrado con un
arco de herradura apuntado que ya fue descrito por V.
Escribano (ESCRIBANO, 1955: 12), quien le asigna-
ba una cronología tardoislámica (¿1130?) (ESCRI-
BANO, 1972: 52). Otros investigadores han fechado
igualmente este elemento en el siglo XII –época
Fig. 4 – Derrumbes del arrasamiento de las estructuras omeyas y almohade– (PAVÓN, 1990: 117 y Fig. 121). Dicho
rellenos para la colmatación y recrecido de las cotas de pavimentos arco está construido sin solución de continuidad
en el alcázar almohade (© Convenio GMU-UCO). aparente sobre una estructura levantada con el mismo
tipo de aparejo descrito.
del aparejo es bastante irregular y se regulariza la En conclusión, consideramos que los límites del
altura de las hiladas mediante el uso de enripiados de castillo cristiano estarían previamente definidos por la
cantos y ladrillos. El aspecto poco cuidado de los existencia de un recinto erigido ex novo ya en época
paramentos debió corregirse con una capa de mortero almohade (en torno al último cuarto del siglo XII), el
o enlucido exterior. cual marcó considerablemente la posterior evolución
El elemento central y vertebrador del nuevo del edificio. A tenor de las características ya comen-
proyecto, y en torno al cual se acomete la distribución tadas (empleo de sillería, emplazamiento, etc.) y del
de las nuevas estructuras, es la gran cloaca que uso para el que se reservó tras la conquista cristiana,
recorre el patio en sentido NO-SE (Fig. 5). Su trazado este monumento debió de constituir un espacio con
coincide con el de la portada actual que, como vere- carácter áulico, un palacio en el centro de un amplio
mos, está fosilizando el lugar ocupado por el vano de conjunto amurallado en el sector suroccidental de la
ingreso original. Las paredes de la conducción están ciudad.
compuestas por grandes sillares de módulo irregular, En este mismo sentido, parece lógico pensar que
dispuestos a soga, calzados con guijarros y el patio conocido como “Patio Mudéjar” o “Morisco”
ripios, que dejan un canal de entre 0,65 – 0,70 m de –cuya orientación y disposición es idéntica a las
anchura. La cubierta está compuesta por grandes estructuras descritas en el patio oriental– no es fruto
sillares rectangulares de calcarenita, reutilizados de de una obra de época cristiana, sino que mantendría la
las estructuras omeyas, dispuestos a tizón o a tabla, traza de un patio de crucero previo, reproduciendo un
calzados en algunos puntos con guijarros, ladrillos y modelo arquitectónico de raigambre almohade. Hasta
ripios19. La construcción de dicha cloaca principal se ahora se ha venido sosteniendo reiteradamente la
está realizando al mismo tiempo que la colmatación atribución mudéjar para este patio, a partir de las
de los espacios definidos por las estructuras emirales referencias textuales que mencionan el proyecto
y califales. En definitiva, la erección de un nuevo constructivo de Alfonso XI en 1328 (TORRES
complejo arquitectónico implica el diseño y puesta en BALBÁS, 1958: 183-186). Además, existen varios
funcionamiento de una completa y bien cuidada red ejemplos de este tipo de patios en la arquitectura
de saneamiento hidráulico. mudéjar hispana, como los existentes en el alcázar
Los sondeos abiertos al pie de los límites meri- sevillano (TABALES, 2002 y 2010).
dional y oriental del castillo bajomedieval cristiano No obstante, los mejores y más directos referentes
confirman la antigüedad de los muros que definen el arquitectónicos se encuentran en la tradición islámica
nuevo edificio. Así, el origen del muro oriental habría del Magreb y de al-Andalus. Así, uno de los patios de
que remontarlo a época tardoantigua, cuyo trazado se crucero mejor conocidos es el construido en el Casti-
mantiene, con reparaciones y recrecidos de época llejo de Monteagudo, en Murcia, fechado en el tercer
islámica, hasta la definitiva configuración del edificio cuarto del siglo XII y atribuido a Ibn Mardanis
con su fisonomía bajomedieval. La fachada sur del (NAVARRO, JIMÉNEZ, 1995: 63). Otro patio de
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 343

Fig. 5 – Estructuras pertenecientes al área palatina almohade documentadas en el Patio de Mujeres del Alcázar de Córdoba
(© Convenio GMU-UCO).

crucero coevo se ha registrado en Murcia, como la recuperada del sondeo abierto junto a la denominada
Dar as-Sugra (NAVARRO PALAZÓN, 1998). Pero “Portada Barroca”, al pie del lienzo meridional del
los mejores ejemplos de este tipo de espacios abiertos alcázar, ha sido posible identificar los restos de la
los encontramos en el alcázar almohade de Sevilla, portada original, realizada con unos materiales y una
como los Patios de la Montería (TABALES, 2001: pericia técnica que denotan su carácter monumental y
234-235), del Yeso y, sobre todo, el Patio del Crucero propagandístico. A ambos lados de la portada barroca
(TABALES, 2002). se documentan sendos pilares cuadrados de unos 2,30-
De confirmarse la cronología islámica del patio -2,50 m de anchura, realizados con una labor de sillería
occidental del alcázar cordobés, éste funcionaría almohadillada en la que alternan los bloques dispuestos
como el sector áulico por excelencia, mientras que las a soga y tizón. La anchura marcada por el trasdós de
estructuras documentadas en la excavación del Patio estos pilares alcanza los 7,70 m, mientras que el vano
de Mujeres estarían destinadas probablemente a interior debió de tener una anchura original muy
actividades de servicio del núcleo principal. similar a la de la puerta barroca, esto es, unos 2,80 m.
El estado de conservación de este posible palacio Dicho almohadillado se ha perdido en gran medi-
almohade es mucho mejor del que cabría esperar da, fruto de la erosión y del repiqueteado para regula-
inicialmente. Al haber sido reutilizado en su mayor rizar su superficie. No obstante, aún se aprecian
parte, el edificio conserva prácticamente íntegra su varias hiladas en las que se distingue con claridad el
estructura, si bien ha quedado enmascarado por cons- despiece con la labra original. Además, este almoha-
trucciones posteriores. Gracias a la información dillado se conserva intacto en las primeras hiladas
344 Alberto León Muñoz

documentadas en la excavación del corte menciona- construido en época emiral. Así lo confirman las
do, al no haber estado expuesto a agresiones externas. reformas detectadas en dicho muro documentadas en
En este punto se aprecia una estereotomía excepcio- las diferentes intervenciones arqueológicas acometi-
nal con juntas mínimas entre los sillares de aristas das sobre las murallas de la Huerta del Alcázar (vid.
bien labradas (Fig. 6). infra). A este respecto, contamos con un documento
Todo parece indicar que se trataba de una puerta gráfico de excepcional interés, como es el dibujo
de acceso directo, sin que, en principio, contase con realizado por Anton van den Wyngaerde en 1567, en
torres de flanqueo a ambos lados. Esta circunstancia el que se aprecia el detalle de este sencillo ingreso
permite pensar que se trata de una puerta situada al antes de su completa conversión en portada barroca
interior de un recinto más amplio, que probablemente (Fig. 6 -detalle).
en estos momentos llegaría hasta el antiguo malecón

Fig. 6 – Portada de ingreso al área palatina de la alcazaba almohade, con detalle de los restos de sillería almohadillada (© Convenio GMU-
-UCO). En el dibujo de 1567 de Anton van den Wyngaerde se aprecia la estructura original.

A esta puerta se refieren las descripciones realiza- antiquísima, de la linda cantería que parece ser
das por Hernán Ruiz III, Maestro mayor de obras de gentílica y ya que no lo fuesse fue contra hecho tan
la ciudad y su Obispado, en 1578, en su informe (fol. 33 r) bien que cualquier artífice la juzgaría por
sobre el estado de las reformas que eran necesarias antigua porque en la grandeza de las piedras y
acometer en el Alcázar y el estado en que se hallaba asiento dellas y modo del labrado que es almohadado
el edificio: pareçe la perfiçión dellas ser de Gentiles, así que
“En el primer patio a la mano derecha junto a esta pieça antes quitó de la Autoridad de la entrada
esta torre del Relox está la puerta principal por que añadió en ella speçial no siruiendo de más como
donde se entra a la Audiencia y Cárçeles, y en oy sirue que es de meter madera, y el patio quedó
entrando esta puerta hizieron vna pieça que demás de desproporçionado que con ayer quitado vnas tapias
no tener proporción de lugar que autorizase la que atajauan la mitad deste patio y impedían el passo
entrada, doblaron esta pieça y con las maderas della se ha enmendado en mucha cantidad el dicho patio y
rompieron los bolsones del arco de la entrada princi- queda alegre y de manera que se puedan seruir dél y
pal, cosa no conuiniente por que la dicha puerta es fue tan açertado el quitarse las dichas tapas que se
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 345

ganó esta entrada porque de antes que se quitasen no considerable superficie del sector suroccidental de la
era entrada ni conuenía estar en semejante parte medina cordobesa. Su diseño implica la construcción
porque estas tapias eran tomadas dentro del quarto o remodelación de nuevos recintos fortificados, hasta
del patio hazían vn arrimadizo al corral y gallinero conformar una extensa alcazaba que reproduce el
de la cassa en que al presente viue Camacho, notario mismo modelo de la capital almohade andalusí.
del Secreto” (GRACIA BOIX, 1981: 111 y ss.). En la zona meridional, junto a la orilla del Gua-
Como ya hemos indicado, el emplazamiento sobre dalquivir, se ha documentado arqueológicamente la
parte del solar ocupado por el alcázar omeya y la construcción de un recinto amurallado que se extien-
reutilización sistemática de la sillería del edificio de en su extremo occidental hasta una torre octogonal
precedente, todo ello unido a la excepcional utilización de sillería, la denominada “Torre de Guadacabrillas”
de la sillería almohadillada en la propia portada, (Fig. 7). Este recinto, conocido como muralla de la
demostraría, a nuestro juicio, un marcado carácter Huerta del Alcázar, fue ampliado en época bajome-
propagandístico. En este sentido apunta la interpreta- dieval cristiana –entre 1369 y 1385– (LEÓN, LEÓN,
ción de Márquez y Gurriarán sobre el diseño de algu- MURILLO, 2008: 283; MURILLO et alii, 2009-
nas portadas de fortificaciones Almohades, quienes -2010: 227). Las intervenciones arqueológicas lleva-
consideran que “la estética tradicional de estos ele- das a cabo con motivo de la restauración de este
mentos debió obedecer a una clara intención, que no tramo de muralla han aportado una novedosa y
es otra que la de establecer un vínculo entre las dinas- sugerente información acerca de las actuaciones
tías almohade y omeya a través de sus obras monu- constructivas llevadas a cabo en este recinto en época
mentales, como sucede, por ejemplo, con las puertas” almohade23.
(MÁRQUEZ, GURRIARÁN, 2008: 125). – Por un lado, sobre el trazado del antiguo male-
En el sector septentrional del antiguo alcázar cón emiral erigido por Abd al-Rahman II en 828 (cfr.
omeya la escasa información arqueológica disponible LEÓN, 2006; MURILLO et alii, 2009-2010), se
permite, no obstante, plantear que el complejo, o al
aprecia una intensa remodelación de las estructuras en
menos una parte, se mantuvo en funcionamiento,
época tardoislámica, consistente en la reparación y
como denotan las reformas Almohades documentadas
regularización del zócalo con sillares de calcoarenita
en los denominados “baños califales”, que implicaron
y, sobre todo, en el alzado de tapial de hormigón de
la intensa remodelación de las estancias del edificio
cal sobre el nivel de arrasamiento de las estructuras
omeya (MARFIL, 2004: 62 ss.). Esta información
omeyas precedentes (MURILLO et alii, 2009-2010:
coincide con la interpretación planteada por M.
Ocaña a partir del análisis de la decoración de yesería 199-200, figs. 18-19) (Fig. 7). En el tramo oriental de
recuperada en las excavaciones realizadas en los años esta muralla se ha documentado la remodelación de
sesenta del siglo XX en estos baños (OCAÑA, 1984 y las potentes estructuras omeyas que definían el
1990). Según este sucinto estudio, se podrían distin- malecón. Sobre las interfacies de arrasamiento de las
guir paneles de época taifa, almorávide y almohade; estructuras emirales se levanta un potente muro de
lo que confirmaría el mantenimiento en uso de parte sillarejo de acarreo, cuya cimentación aporta un
de este complejo palatino después de la extinción del significativo conjunto de materiales adscribibles a
califato omeya. No obstante, en la intervención época almohade.
arqueológica acometida en un solar que coincide con – Por otro lado, en la cámara interior de la men-
el cierre septentrional del antiguo alcázar omeya21, se cionada torre octogonal bajomedieval se realizó un
ha detectado una secuencia similar a la antes descrita; sondeo en el que se pudo apreciar la existencia de una
es decir, uno de los tramos en zig-zag de la muralla fase previa, formada por una estructura cuadrangular
norte del recinto omeya es desmontado en el último (de 4,10 m x 3,60 m) delimitada por grandes sillares
tercio del siglo XII y sustituido por estructuras de atizonados de calcarenita trabados con mortero de cal
menor entidad que se adaptan a la orientación de la y arena y con núcleo de tapial (MURILLO et alii,
muralla occidental de la ciudad (VARGAS, PIZA- 2009-2010: 197). Las características edilicias de las
RRO, SALINAS, 2010: 384). cimentaciones exteriores de la torre, muy similares a
A pesar de la ausencia de descripciones explícitas los documentados en el interior del alcázar, además
referidas a las obras emprendidas en el alcázar cordo- de los argumentos estratigráficos y cerámicos, permi-
bés22, la entidad y el marcado carácter áulico de las ten plantear su adscripción cronológica a época
estructuras descritas reflejan la carga propagandística almohade (MURILLO et alii, 2009-2010: 197-198,
que implicaba la construcción de este nuevo edificio, Fig. 16 y 17). Esta homogeneidad constructiva abun-
con un planteamiento clara e intencionalmente distin- daría en la idea de que el sector meridional de la alca-
to del anterior, si bien emplazado sobre el mismo zaba formó parte de un amplio proyecto unitario.
enclave, en la misma sede del antiguo Califato omeya El otro gran recinto construido en este momento
de Córdoba. Con esta obra se pretendía dejar patente se extiende al oeste del antiguo alcázar, adosado al
la huella de los gobernantes Almohades (ZANÓN, lienzo occidental de la medina. Este recinto, conocido
1989, 80-81). en la historiografía como “Castillo Viejo de la Jude-
ría”, ha sido objeto de desiguales aproximaciones en
la bibliografía sobre la Córdoba medieval, sin que se
B. El área militar: La alcazaba Almohade
haya dado una única y consensuada interpretación
Este edificio central y áulico se inserta en un sobre su datación. Algunos investigadores lo han
complejo arquitectónico más amplio que abarca una adscrito a época almorávide (GARCÍA BOIX, 1970,
346 Alberto León Muñoz

Fig. 7 – Estructuras pertenecientes al lienzo meridional de la alcazaba almohade: alzado de la muralla de la Huerta del Alcázar
con elementos adscribibles a esta fase; planta de las estructuras islámicas de la Torre de Guadacabrillas; y tramo oriental
construido sobre el nivel de arrasamiento de las estructuras omeyas (© Convenio GMU-UCO).

11; PAVÓN, 1988), o a la etapa bajomedieval cristia- consideradas como de autoría almohade, los paralelos
na (CASTEJÓN, 1964: 375, nota 18); no obstante, las más inmediatos se encuentram en las Puertas del Buey
interpretaciones más recientes lo consideran como y del Socorro del recinto amurallado de Niebla (CAM-
una construcción almohade (NIETO, 1984, 57; POS, GÓMEZ, PÉREZ, 2006: 366-370; MÁRQUEZ,
PAVÓN, 1999, 407; CÓRDOBA, 2004, 128, LEÓN GURRIARÁN, 2008: 126, Fig. 14).
et alii, 2004; LEÓN, LEÓN, MURILLO, 2008). La Dicho recinto se conserva prácticamente íntegro
cronología de este recinto no ha sido resuelta de en su trazado septentrional28. Pero hacia el sur, a
manera concluyente con la intervención arqueológica partir de la mencionada Torre de Belén, y más con-
realizada en 2001 a raíz de obras de restauración de cretamente en la confluencia con las Caballerizas
este recinto fortificado. Los resultados de dicha Reales, su trazado queda enmascarado y oculto en
excavación han llevado a sus autores a proponer, no edificios que se le adosan. No obstante, contamos con
sin reservas, una cronología bajomedieval cristiana un documento gráfico de excepcional interés que
para el recinto y la puerta de ingreso24. Sin embargo, permite reconstruir parte de su trazado (cfr. GON-
en la mayoría de los casos, su adscripción se basa en ZÁLEZ, MURILLO, 2010: 296, Fig. 2). Se trata de
la simple valoración como término post quem de los un plano del edificio de Caballerizas Reales, elabora-
materiales cerámicos, adscribibles al siglo XII, do en 1867 (Vid. Fig. 8), en el que se aprecian dos de
recuperados de las zanjas de cimentación25. Por las torres cuadradas del recinto almohade, que fueron
nuestra parte, consideramos que la información destruidas como consecuencia de la remodelación del
arqueológica y documental que veremos con posterio- edificio y la construcción del picadero cubierto. De
ridad permite proponer con la suficiente certeza su este modo se comprueba cómo el edificio de Caballe-
adscripción a época almohade. rizas Reales se construye aprovechando las estructu-
Las estructuras conservadas definen un recinto ras defensivas medievales de la ciudad: la fachada
amurallado de tendencia rectangular, realizado con la oriental coincide con el trazado de la muralla urbana
técnica de encofrado de tapial desde la cimentación de la medina (GONZÁLEZ, MURILLO, 2010: 285);
hasta los últimos cajones del alzado, flanqueado a mientras que su extremo occidental reutiliza y sigue
intervalos regulares por torres cuadradas con cimenta- los linzos de este recinto almohade de tapial.
ción y esquinas reforzadas con sillares de calcarenita26. Queda, no obstante, por reconstruir el trazado me-
El elemento arquitectónico más singular y sobresalien- ridional de esta amplia alcazaba y su cierre y relación
te es la puerta de ingreso en recodo, conocida actual- con los tramos antes mencionados. Planteamos un
mente como “Torre de Belén”27. Se trata de una torre recorrido que coincide, en buena medida, con los
levantada íntegramente en sillería muy regular, dispu- límites mantenidos en el siglo XV en las denomina-
esta a soga y tizón, cuyo ingreso se realiza a través de das “Casas del Rey”. En su planta, este recinto
un arco ultrasemicircular, ligeramente apuntado y realizaría un quiebro hacia el este, hasta alcanzar la
levemente rehundido respecto al sencillo alfiz que lo denominada Torre de las Vírgenes y de allí seguiría
enmarca, sin elementos decorativos (Fig. 8), que sigue una orientación norte-sur hasta conectar con la
un modelo similar al de otras puertas Almohades muralla meridional de la ciudad que discurría a lo
andalusíes (MARQUEZ, GURRIARÁN, 2008: 124- largo del río, en concreto, en la torre octogonal de
-125). Del amplio elenco de puertas susceptibles de ser Guadacabrillas, antes descrita29 (vid. Fig. 3).
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 347

Fig. 8 – Recinto noroccidental de la alcazaba almohade (© Convenio GMU-UCO). Detalles del Plano de 1867 y de la Torre de Belén y de la
puerta de ingreso en recodo.

De confirmarse esta hipótesis, en época almohade así, su identificación con algunas referencias aporta-
se llevaría a cabo la ampliación del antiguo Alcázar das por la información documental escrita.
omeya, con la construcción de una extensa alcazaba De manera similar a lo sucedido con el trazado del
formada por dos o tres recintos fortificados, de los que recinto occidental de la alcazaba, oculta en las Caba-
solo conservamos sus límites meridional y norocciden- llerizas Reales (vid. supra), esta muralla había pasado
tal. Para el primero de ellos se reaprovecharían las prácticamente inédita en la historiografía cordobesa30,
estructuras del al-rasif preexistente, de ahí su elabora- pues quedó enmascarada por construcciones adosa-
ción, al menos en sus zócalos, con sillería de acarreo, das. Después del desmonte de estas estructuras para-
material que, por otra parte, soporta mejor las violentas sitarias, hoy en día es posible apreciar buena parte de
acometidas del río, mientras que la zona septentrional los lienzos sur y oriental, respectivamente. Varios
se levantaría ex novo con encofrado de tapial. tramos de este recinto fueron objeto de excavación en
2001, en el marco del Convenio de Colaboración
4. El entorno del puente: el recinto de la entre la Gerencia Municipal de Urbanismo (GMU) y
Calahorra el Área de Arqueología de la Universidad de Córdoba
(UCO) (LEÓN et alii 2004; CASAL et alii 2004).
La importancia y el destacado papel del río y del
Fruto de dichas intervenciones ha sido posible la
puente en la revitalización de Córdoba como enclave
reconstrucción de su trazado, al menos, en los flancos
estratégico en la defensa del Valle del Guadalquivir
sur, este y norte; mientras que queda aún ignoto el
quedan de manifiesto con la construcción de la
cierre oeste del recinto, al encontrarse muy condicio-
alcazaba descrita, situada en el ángulo suroccidental
nado y alterado por el cauce del río. A partir de los
de la medina. Pero, además, en la orilla sur del río, en
tramos documentados, la fortificación define una
torno a la cabecera del puente mayor, se levanta un
planta de tendencia rectangular de unos 109 m en
nuevo recinto amurallado que rodea a la torre de la
sentido N-S por unos 83 m en sentido E-O, con lien-
Calahorra, a la sazón, una puerta de ingreso directo al
zos realizados íntegramente mediante encofrado de
puente, existente desde época amirí (cfr. LEÓN,
tapial desde la base de la cimentación, con una técnica
2002-2003), pero que debió de experimentar algunas
idéntica a la descrita para el recinto septentrional de
reformas en este momento. En este caso, las eviden-
la alcazaba; esto es, con una capa de limpieza o regu-
cias arqueológicas permiten aquilatar incontestable-
larización de la base sobre la cual se levantan los
mente su cronología en época almohade y apuntar,
cajones del encofrado. Se conservan dos torres de
348 Alberto León Muñoz

Fig. 9 – Recinto del entorno de la Calahorra: planta general y detalle de los lienzos y torres documentados (© Convenio GMU-UCO).

flanqueo, en la esquina sureste y en la mitad del piezas con decoración de verde y manganeso, engo-
lienzo meridional, respectivamente. Se trata de torres badas y pintadas, un fragmento de revestimiento
macizas, con unas dimensiones de unos 5,10 m de parietal y un mortero o braserillo de piedra caliza
frente por 2,40 m de saliente, realizadas en tapial, con decorado con incisiones, cuya cronología post quem
refuerzos de sillarejos y mampuestos en la cimenta- nos remite a época almohade (cfr. LEÓN et alii,
ción en zarpa de las esquinas (LEÓN et alii, 2004) 2004). Del segundo conjunto, un basurero compuesto
(Fig. 9). por un potente nivel de cenizas, los materiales repro-
Afortunadamente, gracias a los resultados aporta- ducen modelos claramente tardoalmohades, con
dos por la excavación, podemos apuntar con bastante formas y decoraciones características de finales del
precisión la fecha de construcción de este recinto siglo XII o inicios del XIII (cfr. SALINAS, 2012).
amurallado de la cabecera del puente. Facilita esta La disposición y características edilicias de esta
aproximación el propio material cerámico recupera- fortificación en la cabecera del puente, controlando el
do: por un lado, el conjunto más escaso, procedente ingreso a este elemento vital para la ciudad, se repiten
de las zanjas de cimentación de lienzos y torres de la de forma casi idéntica en Sevilla, con la construcción
muralla; y, por otro, el más cuantioso y significativo del denominado Castillo de San Jorge o de Triana, en
recuperado en un basurero entregado al paramento la orilla occidental del Guadalquivir, en el punto
interno del lienzo septentrional y que, por tanto, donde se emplazó el puente de barcas, encargado por
aporta un término ante quem (SALINAS, MARTÍN, el califa almohade en 1169. No obstante, la fecha
LEÓN, 2009). Del primer conjunto destacan varios aportada por las excavaciones del recinto sevillano
fragmentos de tinajas estampilladas, bacines decora- remite a un momento algo más tardío, a principios del
dos con la técnica de cuerda seca parcial y total, siglo XIII, en el marco de un refortalecimiento inte-
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 349

gral de la capital almohade en al-Andalus (HUNT, mampostería y sillarejo de 1,50 m de altura (RUIZ et
2001, 817). alii 2008: 196). En la zanja de cimentación de este
Como antes apuntábamos, las analogías construc- lienzo se recuperaron algunos fragmentos de cerámica,
tivas con el recinto del Castillo Viejo de la Judería entre los que destaca una cazuela de costillas que se
nos llevan a pensar en su carácter coevo. La posibili- fecha en época tardoislámica, entre finales del siglo
dad de relacionar ambas construcciones se basa XII o inicios del S. XIII (cfr. SALINAS, 2012).
igualmente en las lacónicas pero sugerentes referen- El elenco de fortificaciones andalusíes con carac-
cias textuales. En concreto, la noticia aportada por terísticas arquitectónicas similares es amplio, en
Ibn Shib al-Salt, relativa al año 1171, en el contexto particular a lo largo de las principales rutas que
de la preparación de una expedición militar por parte acceso al Valle del Guadalquivir (cfr. LEÓN, 2003:
del califa almohade contra los cristianos de Toledo. 192-203), como parte de un intenso programa cons-
En dichos preparativos, Abū Y‘qūb Yūsuf antes de tructivo unitario que tiene como consecuencia la
regresar desde Córdoba a Sevilla en el mes de sep- fortificación del paisaje del sur de al-Andalus.
tiembre de aquel año, dejó en la ciudad “una guarni- La erección de este último recinto amurallado en
ción instalada en su interior y en su exterior, a las tan estratégico emplazamiento cumplía varias funcio-
dos orillas del Guadalquivir” (HUICI, 1956: 250). Es nes básicas: la protección y control del río y de los
muy probable, por tanto, que el recinto en el que se recintos situados a ambas orillas del Guadalquivir –la
concentró la mencionada guarnición fuera de la nueva alcazaba y la fortaleza de la cabecera del
ciudad, en la margen izquierda del río (cfr. VIGUE- puente– y la concentración de tropas aisladas de la
RA, 1992: 273), fuese precisamente el delimitado por ciudad (LEÓN, BLANCO, 2010: 712-713). Su
las estructuras de tapial que acabamos de describir. cronología algo más tardía debió estar en directa
Por su parte, para albergar a la guarnición situada en relación con la acuciante necesidad de aumentar las
el interior de la ciudad, creemos que junto al ángulo defensas de los principales enclaves urbanos, ante la
suroccidental de la Madina, se debió construir por las inminente amenaza castellana. Algo similar sucede en
mismas fechas la mencionada ampliación occidental la propia capital Sevillana, como hemos comentado,
de la alcazaba, conocida hoy como Castillo de la donde a principios del siglo XIII se construye el
Judería (LEÓN et alii, 2004: 254). denominado Castillo de Triana y se refuerzan las
A tenor de la información disponible, resulta defensas del entorno de la capital. En este sentido
plausible plantear que la mayor parte de este proyecto apunta uno de los paralelos propuestos para el recinto
de refortificación de la ciudad de Córdoba se llevó a cordobés del Parque Cruz Conde; en concreto, el
cabo en torno al último cuarto del siglo XII; y más Hisn al-Faraŷ (San Juan de Aznalfarache), en las
concretamente, a partir de la fecha señalada de 1171, inmediaciones de Sevilla, construido en 1193
una vez sometido el principal obstáculo para la (BLANCO, 2012: 8).
consolidación del poder almohade en al-Andalus,
personificado en el rebelde Ibn Mardanis.
6. Conclusiones. La función militar de Córdoba
como factor de dinamización urbana
5. Los últimos refuerzos. El campamento del
Desde que en 1162 Córdoba fuese designada co-
parque Cruz Conde
mo eventual capital de los territorios andalusíes, la
No obstante, en un momento algo más tardío, aún ciudad inició un proceso de revitalización urbana
se acomete la construcción de un nuevo recinto alentado por los propios califas Almohades (LEÓN,
amurallado, en este caso no como una ampliación de BLANCO, 2010: 724-725). Esta actividad se vio
las cercas ya existentes, sino que se encuentra separa- fomentada con un ambicioso proyecto arquitectónico,
do de las mismas, a unos 500 m al oeste de la alcaza- centrado prioritariamente en el refuerzo de las mura-
ba, en un enclave elevado, sobre una colina situada llas existentes y, sobre todo, en la ampliación de sus
junto al río, en el actual Parque Cruz Conde31. Desde fortificaciones en el entorno del río, dado el estratégi-
este emplazamiento era posible un control directo del co emplazamiento de la ciudad en una secular encru-
cauce fluvial y de su entorno más inmediato. cijada de caminos, al pie de Sierra Morena y a la
La ubicación en ladera, conteniendo las presiones orilla del Guadalquivir, dotado de un puente de
del terreno, en una zona apenas urbanizada, ha provo- fábrica que permitía salvar el obstáculo fluvial.
cado un acusado deterioro de las estructuras32, de las Este proceso no fue en absoluto exclusivo de la
que tan sólo se conservan visibles en pie una torre y un capital cordobesa, pues la mayoría de las ciudades del
tramo de unos cien metros de longitud, al pie del cual Valle del Guadalquivir se vieron favorecidas por
se aprecian varios derrumbes de cajones de tapial (Fig. programas urbanísticos similares (cfr. VALOR,
10). La construcción sobre un terreno irregular le 2007). En el caso cordobés, el significativo creci-
confiere ciertas características edilicias que lo diferen- miento demográfico acaecido durante las primeras
cian de las murallas descritas hasta ahora. Como décadas de dominio almohade se tradujo en una
sucede en muchos husun Almohades ubicados en reocupación de los espacios suburbanos, abandonados
altura, para un adecuado apoyo de los cajones de tapial desde principios del siglo XI (LEÓN, BLANCO,
sobre una superficie nivelada y para aislar de la hume- 2010; BLANCO, 2012).
dad la base de la muralla, se levantó un zócalo de
350 Alberto León Muñoz

Fig. 10 – Planta del campamento militar en el parque Cruz Conde. Detalle del alzado de la torre y de la zanja de cimentación del lienzo (©
Convenio GMU-UCO).

Además, la apropiación de la antigua sede del po- diversos recintos integrados en esta alcazaba se
der califal omeya suponía un acto de marcado carác- concentraron las cuantiosas tropas Almohades (cfr.
ter propagandístico, al legitimar la autoridad de los MOLÉNAT, 2005) destinadas a hacer la guerra santa,
nuevos gobernantes. De ahí que uno de los espacios ejerciendo de ariete frente a las razias y avances
priorizados en este programa fuese el ocupado por el cristianos.
antiguo alcázar omeya, donde se hace un considerable Este papel como enclave de fuerte componente
esfuerzo por sustituir las antiguas estructuras palati- militar se mantuvo durante las primeras décadas del
nas por edificios de nueva planta que reflejen y siglo XIII, hasta la definitiva conquista castellana en
protejan convenientemente el orden político emergen- 1236, como se deduce de la construcción del recinto
te. Para ello se sigue el modelo de la nueva capital, defensivo en altura en la Colina de los Quemados. Sin
Sevilla, donde se construyen y compartimentan varios embargo, el auge urbanístico debió ser mucho más
recintos en el interior del alcázar. efímero, pues según los indicios arqueológicos a
A tenor de los datos expuestos hasta ahora cabe nuestra disposición, la ocupación de los arrabales no
plantearse una relectura del texto de Ibn Baskuwal: perduró más allá de finales del siglo XII (LEÓN,
“En medio de estos arrabales está la alcazaba de BLANCO, 2010: 726).
Córdoba (=qasaba Qurtuba) que está protegida por
un muro especial…” (ZANÓN, 1989: 53). En los
Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 351

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Las fortificaciones de la Córdoba Almohade 353

NOTAS
1
Esta revisión se está realizando desde diferentes perspectivas: siglo XI, entre la fitna y la época de las Taifas, y estaría
global (LEÓN, BLANCO, 2010), producciones cerámicas relacionada con las amenazas a las que se veía sometida la taifa
(SALINAS, 2012), arquitectura doméstica (BLANCO, 2008 y cordobesa y con su posterior conquista por el reino sevillano de
2012), decoración arquitectónica (VILLÉN, 2012), fortifica- al-Mutamid (ZANÓN, 1989: 55).
ciones (LEÓN, LEÓN, MURILLO, 2008), etc… 12
Así, por ejemplo, en la C/ Muro de la Misericordia se ha
2
Para una aproximación a los fundamentos, objetivos y funcio- documentado un tramo de muralla fechada en el siglo XIV,
namiento de dicho Convenio remitimos a LEÓN, 2008 y pero construida con materiales y aparejos muy similares a los
LEÓN, VAQUERIZO, 2012. islámicos, con cimiento de sillería de estrechos tizones y alzado
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Entre los años 1998 y 2010 se han sucedido cuatro Escuelas en el que alternan de forma bastante regular sillares dispuestos
Taller promovidas por la Gerencia Municipal de Urbanismo a soga y tizón (PENCO, LÓPEZ, ASENCIO, 2010: 890).
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con la colaboración del INEM y del Fondo Social Europeo, con Al interior de esta muralla se disponen varios hornos
cuyo concurso se han realizado intervenciones arqueológicas y cerámicos de cronología almohade (RODERO, 2005: 289 ss. y
de restauración en varios tramos amurallados de la ciudad. 302). Los argumentos estratigráficos esgrimidos por su
Dichas actuaciones estuvieron enmarcadas en los Proyectos de excavador llevan a proponer una fecha “de fines del siglo XII-
Escuela Taller “Murallas de Córdoba” (1998-2000), “Murallas -primer tercio del XIII” como término “ante quam [sic.] para
de Córdoba II” (2001-2003) y “Murallas de Córdoba III” la cerca muraria” (RODERO, 2005: 302).
(2003-2005) y “Murallas del Marrubial” (2008-2010). 14
Se documenta algún caso en el que incluso los distintos
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En concreto, reaprovechan el muro de cierre oriental del paramentos de las mismas estructuras presentan diferentes
denominado “castellum” tardoantiguo (LEÓN, MURILLO, aparejos, pues se detectan zócalos de sillarejos dispuestos a
2009). tizón en el paramento exterior y a soga en la cara interior
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En los tramos septentrionales la muralla y sus puertas (Plaza de las Lagunillas). Esta significativa diferencia es
sufrieron un progresivo e inexorable proceso de destrucción, explicada por su excavador como consecuencia de “diferencias
similar al acometido en otras ciudades hispanas. En el caso de topográficas y funcionales” (RODERO, 2005: 285).
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Córdoba este desmonte vino motivado, en buena medida, Los resultados, aún inéditos, muestran un altísimo potencial
además de por las ideas progresistas y revolucionarias de la de cara a la corrección de las afirmaciones genéricas basadas
segunda mitad del siglo XIX, por la llegada del ferrocarril (cfr. exclusivamente en la lectura de las lacónicas fuentes escritas,
MARTÍN, 1999). No obstante, su trazado ha quedado fosiliza- en la limitada información arqueológica derivada de sondeos
do en las fachadas de las construcciones adosadas que abren a puntuales a pie de muro, o en los estrictos análisis analógico-
las principales avenidas actuales. comparativos.
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En concreto, el denominado “plano de los Franceses”, Se trata del patio oriental del alcázar y recibe su denomi-
realizado por el ingeniero francés Barón de Karwinsky en nación por la ubicación en esta zona del espacio destinado a las
1811. mujeres durante su uso como Cárcel Provincial.
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T. Ramírez de Arellano menciona la existencia hasta 1821 de La cota media de los pavimentos omeyas, situada a unos
“un magnífico torreón”, situado “a la derecha, saliendo” de la 95,40 m.s.n.m., se eleva hasta alcanzar de media los 98
Puerta de Gallegos; “se asemeja algo a la Malmuerta, aunque m.s.n.m. en los niveles de uso Almohades.
de menos espesor y mas esbelto, estando, como él, unido a la 18
Estos mismos paquetes sedimentarios de relleno fueron
muralla por un arco que le servía de paso a la parte alta; es documentados en la intervención de apoyo a la restauración de
uno de los muchos monumentos que se han derribado en 1993, en concreto, en la excavación del Corte 3, situado al
Córdoba en años de las artes y de la historia” (RAMÍREZ DE exterior del muro meridional del alcázar cristiano (MONTEJO,
ARELLANO, 1976: 316). GARRIGUET, 1997; GARRIGUET, MONTEJO, 1998).
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Aunque no existen argumentos suficientes para ello, a tenor 19
La existencia de estas dos soluciones distintas no implica
de lo comentado, resulta sugerente pensar que la torre albarrana ninguna variación cronológica, ya que se realizan de forma
de la Malmuerta, levantada a principios del siglo XV en el coetánea. La explicación de estas particularidades hay que
quiebro noroccidental del recinto de la Axerquía, fuese el buscarla sencillamente en el empleo de materiales de acarreo
resultado de un proceso similar; es decir, el forro de una torre de diferente módulo y características, en función de su disponi-
poligonal previa (cfr. ESCOBAR, 1987: 138). bilidad y proximidad al trazado de la nueva construcción.
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En realidad, la hipótesis de Torres Balbás consideraba 20
Todas las estructuras incluidas en esta fase están realizadas
almorávides las estructuras visibles en la actualidad. No con una técnica constructiva muy similar. Se emplea sillería de
obstante, los datos aportados por esta excavación han confir- calcarenita, reutilizada de las estructuras omeyas y romanas
mado la adscripción de la mayor parte de los alzados a época desmontadas, muy toscamente desbastada, con un módulo y
bajomedieval cristiana. disposición irregulares, lo que provoca que en muchos casos no
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A diferencia de lo que sucede en la Ronda del Marrubial, se mantenga adecuadamente la altura de las hiladas. Para
donde no se explicitan los argumentos estratigráficos y solventar este problema se utilizan recursos como el engatilla-
materiales que confirmen con seguridad la cronología almorá- do entre hiladas y, sobre todo, el enripiado con ladrillos y
vide propuesta para dichas cimentaciones, en la Avda. de las cantos rodados. Estos materiales se traban con un mortero
Ollerías se contrastan los datos materiales con las fuentes pardo, poco compacto, muy terrizo y de escaso contenido en
documentales, para proponer una datación entre 1125 y 1148- cal.
-1150 (BAENA, MARFIL, 1991: 174). 21
En concreto, en el nº 1 de la C/ Cairuán, solar actualmente
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Las opiniones sobre la fecha de construcción del recinto ocupado por el denominado Garaje Alcázar (VARGAS,
amurallado de la Ajerquía son dispares, en función de la fuente PIZARRO, SALINAS, 2010).
documental priorizada. E. Levi-Provençal considera que la 22
El otro palacio citado por las fuentes, en este caso por al-
cerca fue construida a inicios del siglo XI, en concreto, en -Maqqari, es el construido por Abu Yahyà, hijo de Yusuf I, a
1009, a tenor de lo expuesto por Ibn ‘Idari en relación con las finales del siglo XII, consistente en un edificio de bastante
primeras revueltas en la ciudad (LEVI-PROVENÇAL, 1957: entidad situado sobre el Guadalquivir y sostenido por unos
241). Para Zanón, la muralla debió levantarse a mediados del arcos de piedra (ZANÓN, 1989: 80-81).
354 Alberto León Muñoz

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Con motivo de las sucesivas Escuelas Taller “Murallas de una técnica similar entre ellas con el empleo de una hilada de
Córdoba” se realizaron varios sondeos al pie de los muros y sillares irregulares que conforman una plataforma de forma
torres (cfr. MARTÍN, 2010: 397) y se llevó a cabo una lectura cuadrangular o rectangular, dependiendo de la disposición de
paramental de los alzados meridionales (MURILLO et alii, la torre dentro del trazado de la muralla. Esos sillares están
2009-2010). unidos con tapial y sirven de asiento a otra hilada de sillares
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Esta torre ha sido considerada por varios investigadores perfectamente escuadrados y dispuestos a soga y tizón sin
como obra de época de Enrique II (cfr. ESCOBAR, 1987: 136, seguir un esquema concreto, por lo que como sus excavadores
nota 21). indican no puede constituir un indicador cronológico” (MU-
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RILLO et alii, 209-2010: 224).
“Si bien los materiales cerámicos recuperados en la fosa son 27
todos islámicos, no pueden ser utilizados como referente para Recibe esta denominación por albergar en su interior la
la datación de la torre pues evidentemente ésta será posterior ermita homónima de época moderna.
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a la fecha que aporten las cerámicas más antiguas, amortiza- Sólo roto para la apertura de la C/ Doctor Fleming.
das como material constructivo de tapial” (LÓPEZ, RODRÍ- 29
No obstante, la confirmación de esta hipótesis sobre el
GUEZ, 2001: 27). Del mismo modo, al tratar el momento de trazado y cronología de este recinto sólo podrá hacerse
construcción de la torre – puerta de acceso al recinto, indican mediante la realización de unas deseables excavaciones
que “la cronología de esta fase es un tanto ambigua y no arqueológicas.
permite afirmar categóricamente una fecha para su fundación 30
debido a que la excavación de la zanja de cimentación ha Tan sólo es mencionada por R. Castejón (1964: 381), quien,
mostrado los restos constructivos que una vez terminado se no obstante, la considera como obra de época de Almanzor, de
utilizan para colmatar la zanja de modo que los materiales finales del siglo X.
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arqueológicos utilizados en la construcción del tapial cuya Conocido en la bibliografía arqueológica como “Colina de
cronología es de finales del siglo XII-XII [sic] sólo permite los Quemados”.
obtener una fecha post quem tal como hemos indicado” 32
Al igual que sucedía con el recinto del entorno de la Cala-
(LÓPEZ, RODRÍGUEZ 2001: 28). Para una completa revisión horra, esta muralla había pasado prácticamente inédita en la
crítica de estos argumentos remitimos a MURILLO et alii, historiografía local, con la única excepción de las referencias
2009-2010: 224). de R. Castejón quien en sus primeras publicaciones (1924) la
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Los “lienzos se levantan íntegramente con la técnica de consideraba erróneamente como perteneciente a Madinat al-
encofrado de tapial sin zócalo de piedra, tan sólo con una -Zahira (cfr. RUIZ et alii, 2008: 194).
pequeña plataforma o capa de limpieza realizada con el mismo
tipo de mortero que los alzados, de unos 5-10 cm de grosor,
sobre la que se montan directamente los cajones del encofrado,
cuyo módulo medio oscila entre 80 y 82 cm de altura (LÓPEZ-
-RODRÍGUEZ, 2001: 20). Las torres por su parte presentan

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