Você está na página 1de 18

A VIDA ANTES E

DEPOIS DA PNL
Um Workshop Isa Minatel

E-Book 3
ÍNDICE

E-BOOK:
COMO EMAGRECI 17KG COM PNL E O QUE ISSO TEM A
VER COM EDUCAR CRIANÇAS?

E-BOOK:
COMO PASSEI A ACORDAR 5H DA MANHÃ COM A PNL E
O QUE ISSO TEM A VER COM EDUCAR AS CRIANÇAS?

E-BOOK:
COMO RESGATEI RELACIONAMENTOS COM PNL E O
QUE ISSO TEM A VER COM EDUCAR CRIANÇAS?

E-BOOK:
COMO CONSEGUIR FAZER MUDANÇAS NA SUA VIDA
COM AS CRIANÇAS E O QUE ISSO TEM A VER COM PNL?
E-BOOK 3

FRASES de DESTAQUE

Como eu usava o meu modelo de mundo para julgar o outro!


Como eu usava meu modelo de mundo para julgar meu pai!
Como eu usava meu modelo de mundo para julgar minha sogra!
Cada um vê o mundo através dos seus... METAPROGRAMAS
E essas diferenças você começa a perceber na infância...

Você já reparou como as crianças reagem de modo diferente diante da mesma coisa?
Você conta uma historinha e uma criança fica sensibilizada, enquanto a outra acha
mimimi e nem para pra ouvir.
Você faz uma brincadeira ou uma piada e uma criança gargalha, entra na sua enquanto
outra não move um músculo.

A questão é: por que as crianças reagem tão diferente mesmo em contato com
mensagens idênticas?
Por que uma criança vê o copo como meio cheio e a outra vê só o meio vazio?
Por que uma criança ouve a gente e fica motivada enquanto a outra ouve a mesma
mensagem e não reage de modo algum?
Por que conseguimos acalmar a uma criança de uma forma e com a outra esta forma não
funciona?

Por que conseguimos a obediência de uma criança no comando e, com a outra,


comandar dá o efeito oposto?
Se você fala com a criança usando a chave certa, pode conseguir qualquer coisa. Se falar
na chave errada, não conseguirá nada. A melhor historinha, a musiquinha mais divertida,
a crítica mais inteligente, são absolutamente sem sentido, a menos que sejam entendidas
tanto intelectual como emocionalmente pela criança.

Que história é essa de chave certa?


Estou falando dos Metaprogramas ou filtros de percepção.
Metaprogramas são as chaves para a maneira como uma criança (e adulto também)
processam informações. Metaprogramas são poderosos padrões interiores que ajudam a
determinar como a criança forma suas representações interiores e dirige seu
comportamento. Metaprogramas são os programas, os softwares interiores que usamos
para decidir a que devemos prestar atenção.
E-BOOK 3

A todo instante estamos sendo bombardeados por incontáveis estímulos que entram no
nosso cérebro através dos nossos 5 sentidos.
Como nossa mente consciente só pode prestar atenção a um certo número destes
estímulos, o cérebro encontrou uma forma de filtrar através de metaprogramas. Assim,
nós:

- distorcemos,
- omitimos,
- generalizamos as informações, para dar conta de lidar com elas.

Nosso cérebro processa as informações da mesma forma que um computador.


Capta uma quantidade fantástica de dados e os organiza numa configuração que faz
sentido para aquela pessoa.

Um computador não pode fazer nada sem software, que fornece a estrutura para realizar
tarefas específicas.

Metaprogramas operam da mesma maneira em nossos cérebros.


Eles fornecem a estrutura que governa o que devemos prestar atenção, como damos
sentido a nossas experiências e às direções em que elas nos levam. Eles fornecem a base
com a qual decidimos que alguma coisa é interessante ou chata, uma maravilha ou uma
ameaça em potencial.

Para se comunicar com um computador, para conseguir fazer alguma coisa nele ou
mesmo para imprimir qualquer coisa, você tem que compreender seu software, precisa ter
as noções mínimas de conhecimento sobre o que deve fazer para obter as respostas que
deseja. Para se comunicar efetivamente com uma pessoa – mesmo quando criança, você
tem que compreender seu cérebro e seus metaprogramas.

As crianças têm padrões de comportamento, e têm padrões pelos quais organizam


suas experiências para criar aqueles comportamentos.
Somente através do conhecimento daqueles padrões mentais você pode esperar que sua
mensagem seja absorvida, seja para tentar fazer a criança comer, tomar banho, ficar na
escola ou até para compreender que você realmente a ama. Ainda que as situações
possam variar, existe uma estrutura consistente de como cada criança compreende as
coisas e organiza seus pensamentos.
E-BOOK 3

Muitos metaprogramas já vem com os temperamentos e outros são instalados no


processo de educação do indivíduo.

Por isso, para Pais e Professores, é duplamente importante aprender sobre isso:

- tanto para saber como lidar com cada crianças segundo o seus metaprogramas para
cada situação
- como para ter consciência dos metaprogramas que a nossa forma de educar está
instalando ou reforçando na criança.

Existe metaprograma para tudo! Vamos conhecer alguns?

⦁ Motivação por: buscar o prazer ou fugir da dor


Mover-se em direção a alguma coisa ou afastar-se. Todo comportamento humano gira em
torno da ânsia de obter prazer ou evitar dor. Você se afasta de um fósforo aceso a fim de
evitar a dor de queimar sua mão. Você se senta e olha um lindo pôr-do-sol porque sente
prazer no show de ver o dia transformar-se em noite.

Este processo não é absoluto, fechado, estático, exato. Não.


Todos se movem em direção a alguma coisa e se afastam de outras. Ninguém reage da
mesma maneira a todo e qualquer estímulo, apesar de todos terem um modo dominante,
uma forte tendência para um ou outro programa. Algumas crianças tendem a ser mais
cheias de energia, são curiosas e correm mais riscos. Podem se sentir mais confortáveis
indo na direção do que as estimula – buscando o prazer.

Outras tendem a ser cautelosas, atentas e protetoras; veem o mundo como um lugar
perigoso.
Preferem fazer coisas que não sejam ameaçadoras mesmo que estas coisas não sejam
muito estimulantes – fugindo da dor (risco).

Então, se você é um adulto convencendo a uma criança de alguma coisa, precisa adequar
a estratégia que você vai usar de acordo com os metaprogramas da pessoa com quem
está negociando ou da criança com a qual está se comunicando.
E-BOOK 3

- Eu tentando fazer o Petrus, aos 3 anos, calçar os chinelos porque ia pegar friagem, ficar
dodói (fugir da dor)... e nada.

Quando falei que era para proteger os pés (buscar o prazer), ele calçou na hora!
- Podemos ir passear para encontrar amigos pra brincar (buscar o prazer) ou pra tomar
um ar e assim cuidar da saúde e do corpinho para não ficar doente (fugir da dor)...

- Podemos ir pra escola pra aprender um monte de coisas novas e nos divertirmos (buscar
o prazer) ou porque lá estaremos seguros e teremos pessoas para cuidar da gente(fugir
da dor)...

Percebe as diferenças?

Use o metaprograma errado com uma criança, e era melhor que tivesse ficado quieto.
Você tenta movê-la em direção a alguma coisa e tudo que ela quer é o contrário. Se a
criança for motivada por coisas que estimulam e se o metaprograma de motivação dela
for do tipo que vai em busca do prazer será muito difícil mudar o comportamento dessa
criança falando sobre alguma coisa da qual ela deva se afastar. Você pode insistir até
ficar roxo, mas está falando na chave errada. Está falando em latim, e a criança entende
grego. Está gastando o seu tempo – e o dela.

É muito comum, inclusive, que crianças que são motivadas por ir em busca do que dá
prazer fiquem bravas, chateadas e não tenham afinidade com adultos e até mesmo outras
crianças que sempre falam das coisas com o foco no que devem fugir para evitar a dor.

E a sua criança? (Se tiver mais de uma, faça para cada criança, ok?)
Em relação a motivação, você acredita que ela seja mais voltada a buscar o prazer ou a
fugir da dor?
Observe sua criança e faça alguns testes e, depois, escreva aqui sua conclusão e
justificativa:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
E-BOOK 3

⦁ Fonte de avaliação: externa ou interna


Pergunte a qualquer pessoa como ela sabe que fez um bom trabalho. Para algumas, a
prova vem de fora. Quando conseguem a aprovação exterior, sabem que seu trabalho é
bom. Isso é uma fonte de avaliação externa.

Para outros, a prova vem do interior.


Eles "simplesmente sabem dentro de si", quando trabalham bem. Se você tem uma fonte
de avaliação interna pode projetar um edifício que ganhe todas os prêmios de arquitetura,
mas, se você não sente que o projeto é especial, nenhuma aprovação de fora o
convencerá.

Isso também acontece com as crianças. Algumas tem necessidade da avaliação externa e
outras nem tanto. É muito importante que pais e professores atuem no sentido de buscar
trazer um equilíbrio para as crianças em relação a isso.

Digamos que você esteja tentando convencer uma criança a assistir a um filme.
Você pode dizer: "Você tem que assistir esse filme. É muito legal! Eu já vi e todas as
crianças que foram adoraram! Falaram que foi o melhor filme que já viram" (fonte de
avaliação externa). Se a criança tiver o metaprorgrama de fonte de avaliação externa, é
provável que se convença. Se todas as outras crianças disseram que é legal, ela tende a
acreditar que deve ser legal mesmo.

Mas, se ela tiver o metaprograma de fonte de avaliação interna, pode ser que você
tenha muito trabalho para convencê-la, contando o que outras crianças acharam...
Não significa muito para ela. Na verdade, nem conta... Uma das possibilidades que você
tem de convencer a uma criança assim é apelando para coisas que ela já saiba. Você pode
dizer, por exemplo: "Lembra daquele filme que você assistiu no ano passado e adorou?
Lembra como você riu e se divertiu e disse que foi muito legal? Então... Soube que esse
filme que está passando hoje no cinema é tipo aquele... Acho que, se você for assistir, você
vai se divertir como daquela vez. O que você acha?" (fonte de avaliação interna). Fazendo
assim você aumenta significativamente a chance de dar certo e de convencer a criança
porque você está falando com ela na linguagem dela.
E-BOOK 3

É importante saber que todos esses metaprogramas são variáveis em relação a contextos
e situações. Mesmo que seja destro, você usa sua mão esquerda em várias situações,
certo? O mesmo acontece com metaprogramas. Você não é só de um jeito. Você pode
variar. Você pode mudar. É por isso que você pode ir testando as opções com sua criança.
A ideia é que alguma chave abre aquela porta e agora você está expandindo a sua
consciência sobre isso que é como aumentar o molho de chaves que tem nas mãos para
abrir as portas com mais facilidade.

E a sua criança? (Se tiver mais de uma, faça para cada criança, ok?)
Em relação a fonte de avaliação, você acredita que ela seja mais voltada a fonte de
avaliação externa ou a fonte de avaliação interna?
Observe sua criança e faça alguns testes e, depois, escreva aqui sua conclusão e
justificativa:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

O conhecimento sobre metaprogramas pode me ajudar a colocar a criança certa no


lugar certo.
Sempre abrindo possibilidades para expandir os limites, quebrar paradigmas, e romper
barreiras, claro, mas alinhando expectativas dentro de uma noção da realidade interna da
criança.

Até mesmo entre os adultos, existem muitas pessoas bastante ativas que acabam com
suas carreiras totalmente frustradas porque estão desempenhando funções em que não
fazem o melhor uso de suas capacidades específicas. Uma deficiência num contexto pode
ser um valioso recurso em outro.

Você já passou por uma situação em que ficou confuso sobre uma pessoa já que ela fez
um bom trabalho intelectualmente mas foi muito pobre de emoções?

Pôr a pessoa certa no trabalho certo continua sendo um dos maiores problemas nas
empresas. Mas é um problema que poderia ser resolvido, se as pessoas soubessem como
avaliar os metaprogramas, ou seja, os meios que os candidatos ao emprego usam para
processar informações.
E-BOOK 3

E nas escolas?

Quanto ganharíamos ao levar em consideração os metaprogramas das crianças?

A gente tem que lidar com a criança como ela é, e não da maneira que gostaríamos que
fosse. Você pode querer metaprogramas para seu filho ou aluno mas, se quiser
comunicar-se efetivamente com ele, tem que fazer isso de forma que funcione, e não da
maneira que você acha que o mundo deve ser ou, pior, da maneira que você acha que a
criança deve ser.
A chave para fazer isso funcionar da melhor maneira é observar a criança, o mais
cuidadosamente possível, ouvir o que ela diz, que tipo de palavras usa, o que seu corpo
revela quando ela está atenta ou desinteressada. Ouso dizer que, sob o viés dos
metaprogramas, você ainda não conhece bem a sua criança.
As crianças revelam seus metaprogramas numa base consistente e progressiva. Para
identificar se a criança se preocupa mais consigo mesma ou com os outros, veja se
prestam atenção às outras pessoas.

Ela se inclina em direção às pessoas?


___________________________________________________

Têm expressões faciais que refletem interesse pelo que os outros estão dizendo? Ou se
recostam? Ficam desinteressadas? Não dizem nada?
____________________________________________________

E lembra, claro, que todas estas reações vão mudando de acordo com a faixa etária da
criança, ok?
E-BOOK 3

⦁ Ação: pela necessidade ou pela possibilidade


Algumas pessoas são principalmente movidas pela necessidade, mais do que pelo
que querem ou tem possibilidade de alcançar. Com as crianças também é assim...
Algumas fazem alguma coisa porque devem fazer. Não são levadas a agir pelo
que é possível. Não estão procurando por infinitas variedades de experiências.
Elas seguem pela vida utilizando o que aparece e o que está disponível. Quando
ficam adultas e precisam de um novo trabalho ou uma nova casa ou um novo
carro ou mesmo um novo parceiro, elas saem e encontram uma opção que estiver
disponível.

Outras são motivadas pela procura de possibilidades.


São menos motivadas pelo que já têm e já fazem do que pelo que querem ainda
ter e fazer. Elas procuram opções, experiências, atividades, escolhas, caminhos.
Podem parecer pessoas que nunca ficam satisfeitas... insaciáveis!

A criança que é motivada pela necessidade está interessada no que é conhecido e


seguro.

A criança que é motivada pela possibilidade está interessada no que não é


conhecido.
Quando adulta ela quer saber no que pode evoluir, que oportunidades pode
desenvolver.

Há espaço para os 2 tipos de pessoas nessa vida, não se preocupe! Embora


muitas empresas busquem o profissional criativo e de cabeça sempre aberta a
novas possibilidades, existem serviços que requerem atenção para detalhes,
firmeza e persistência que uma pessoa motivada por necessidade atende melhor
que uma pessoa com metaprograma de possibilidade. Pessoas motivadas pela
necessidade também têm outras vantagens. Alguns empregos dão particular valor
à permanência. Elas aceitam o emprego quando precisam de um salário e
permanecem nele porque trabalhar é uma necessidade da vida.
E-BOOK 3

Voltemos às crianças... Se você está trabalhando para motivar seus filhos a


participarem nas atividades domésticas, e tem uma criança que age pela necessidade,
você precisa mostrar a ela por que ela PRECISA ajudar nos afazeres domésticos. Você
pode falar sobre a importância de aprender a fazer as atividades para quando morar
sozinha e precisar fazer as coisas, já saber como fazer.

Se seu filho é motivado pela possibilidade, você deve fazer uma abordagem diferente.
Ele se aborrece com o que tem que fazer, então você enfatiza as INFINITAS
POSSIBILIDADES DIFERENTES de fazer as mesmas coisas... Vincule novas
descobertas possíveis ao realizar os afazeres, novas receitas, novas formas de levar o
lixo, formas divertidas de arrumar a cama...

Com cada uma das crianças o resultado poderá ser o mesmo (assim desejamos),
apesar dos caminhos que as levam até lá serem muito diferentes.

E a sua criança? (Se tiver mais de uma, faça para cada criança, ok?) Em
relação a ação, você acredita que ela seja guiada mais pela necessidade ou pela
possibilidade?

Observe sua criança e faça alguns testes e, depois, escreva aqui sua conclusão e
justificativa:
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
_____________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
E-BOOK 3

⦁ Estilo de trabalho: independência ou cooperação


ou proximidade
Cada criança tem sua própria estratégia para trabalhar.
As crianças que têm o metaprograma de estilo de trabalho na independência só ficam
felizes se forem independentes. Têm grande dificuldade em trabalhar junto de outras
pessoas e não gostam de trabalhar sob muita supervisão, ou seja, funcionam melhor
sozinhas. Elas têm uma enorme necessidade de dirigir suas próprias vidas, de sentir que
estão no controle. Mesmo quando elas não têm ainda 2 anos de idade!!
As crianças que têm o metaprograma de estilo de trabalho na cooperação trabalham
melhor como parte de um grupo. Querem repartir a responsabilidade de qualquer tarefa
que façam.

As crianças que têm o metaprograma de estilo de trabalho na proximidade têm uma


estratégia que fica entre as outras duas, ou seja, preferem trabalhar com outras pessoas,
mas mantendo para si a responsabilidade da tarefa. Elas até assumem a
responsabilidade por algo, mas não sozinhas.

Se quiser conseguir o máximo de seus filhos ou alunos, você precisa descobrir suas
estratégias de trabalho, o jeito em que eles são mais eficientes.
Às vezes encontrará uma criança que é brilhante, mas que é difícil de lidar: sempre quer
tudo do jeito dela. Talvez tenha o perfil de líder mesmo não sabendo nem falar ainda...
Pode ser do tipo de pessoa que nasceu para ter seu próprio negócio, e mais cedo ou mais
tarde, provavelmente terá. Tudo o que você precisa fazer, no papel de pai e professor, é
não obstaculizar o desenvolvimento deste líder e propiciar um meio desta criança se
expressar.

Se você convive com uma criança como essa, deve tentar um meio de potencializar ao
máximo seus talentos, dando a ela a maior autonomia possível. Se você quiser fazer com
que essa criança seja parte de uma equipe e se comporte como uma liderada como todas
as outras, isso poderá deixar todos loucos e trazer muitos problemas para a família ou
para a turma na escola. Mas, se der a independência sempre que for possível, ficará
encantado com os resultados que essa criança dará.

Há crianças que trabalham melhor num ambiente de cooperação.


Elas dão o melhor de si com grande quantidade de feedback e interação humana. E um
grande equívoco com essas crianças pode ser querer dar a elas a liderança justamente
por serem as que mais sabem alguma coisa. Você perde uma criança que estava sendo
excelente no seu metaprograma de cooperação querendo que ela funcione no
metaprograma de independência.
E-BOOK 3

As crianças com metaprograma de trabalho de proximidade querem ser parte de


uma equipe, mas precisam fazer suas coisas sozinhas. A chave é ter a sutileza de
perceber como a criança funciona melhor em relação ao trabalho e então encontrar
a chave que abra as portas do seu cérebro para produzir resultados satisfatórios.

E a sua criança? (Se tiver mais de uma, faça para cada criança, ok?)
Em relação ao trabalho (lembra que brincar é o trabalho da criança e as atividades
em geral também), você acredita que ela seja guiada mais pela independência, pela
cooperação ou pela proximidade?

Observe sua criança e faça alguns testes e, depois, escreva aqui sua conclusão e
justificativa:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

Pense em qualquer problema de comunicação que tenha e provavelmente


descobrirá que compreender os metaprogramas das crianças – e das pessoas em
geral também, é claro - te ajudará a ajustar as comunicações e assim resolver o
problema.

Faça aqui uma lista de problemas ou desafios que você tem com sua criança e
busque perceber se algum metaprograma que vimos até aqui pode ajudar:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
E-BOOK 3

Quando você fala na chave errada, a mensagem que sai é a errada.


Isso pode ser um grande problema tanto para pais lidando com filhos como para
líderes lidando com equipes. A maioria de nós não aprendeu sobre reconhecer e
calibrar os metaprogramas básicos que os outros usam. Você está tendo a
oportunidade de aprender isso agora e a chance de educar crianças que já cresçam
prestando atenção a tudo isso.

Quando você falha em transmitir sua mensagem para uma criança, não há
necessidade de mudar o significado.
Nem de achar que a criança é teimosa, desobediente, rebelde... Você precisa
desenvolver a flexibilidade de ser capaz de alterar sua forma para se ajustar ao
metaprograma da criança com quem está tentando se comunicar.

Pense em uma frustração de sua vida como pai, mãe ou professor – alguma
criança que você ame mas que ela pareça não se sentir amada por você, alguma
criança ou algo que a criança faça que consegue especialmente te irritar, ou
alguma criança que você tentou ajudar e que não correspondeu... Anote, se desejar:
____________________________________________________________________

O que você precisa fazer é identificar o metaprograma em que a criança está


operando:
_____________________________________________________________________

Planeje como ficaria sua interação com a criança sobre essa questão, falando a
mensagem neste metaprograma:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

A separação didática entre os metaprogramas é só para facilitar o aprendizado.


Na vida prática você pode se comunicar mais efetivamente usando diversos
metaprogramas juntos.
E-BOOK 3

Algumas vezes o que funciona com a criança é exatamente o oposto do que o que
funciona com a gente. E temos uma forte tendência a acreditar que o nosso jeito de
funcionar é o “jeito certo”. Talvez esse seja o maior obstáculo a ultrapassar quando
se vai colocar na prática esse conhecimento sobre Metaprogramas.
Às vezes o que você precisa dizer para fazer a sua criança funcionar, te deixaria
bravo se alguém dissesse a você, entende?

E isso também deve servir para saber que se a criança falar assim com você não é
por mal... É como ela funciona...

É muito comum pais e professores ficarem frustrados com as crianças quando


elas agem de formas opostas às deles...
Imagina então eles agirem com elas na forma delas, sendo essa forma oposta a
deles??? Um passo e tanto na flexibilidade, né... Um convite gigante à evolução. É
por isso que lá no meu TED “O mundo sob a perspectiva da criança” eu falo que
empatia NÃO é fazer para o outro o que gostaríamos que fizessem para nós... Não!
Isso é egocentrismo! Empatia de verdade é fazer para o outro o que o outro gostaria
ou necessitaria que fizesse para ele. Se formos traduzir para os metaprogramas,
não fale com o outro no metaprograma que você gostaria que usassem com você;
fale com o outro no metaprograma que o outro gostaria que usassem com ele. Isso
é empatia. Isso é amor. Isso é PNL.

Demorei mas aprendi que as diferentes pessoas têm diferentes metaprogramas e


padrões.
Os princípios de classificação de metaprogramas que aprendemos até agora são
importantes e poderosos. E tem uma coisa que eu quero deixar claro aqui pra você:
o número de metaprogramas que a gente trabalhou aqui neste workshop é limitado
porque eu selecionei aqueles que mais tinham conexão com a relação adulto –
criança, e também porque a gente não acabaria nunca se fôssemos estudar todos
porque existe metaprograma para tudo!!! É infinito!!! Então, use sua sensibilidade,
atenção e imaginação e desenvolva a capacidade de encontrar novos
metaprogramas nas crianças através da observação de como funcionam e de como
fazem as coisas, observe como se relacionam consigo mesmas, com as coisas e com
as pessoas – use até um local para anotar mesmo, crie esse hábito – e essa
observação somada às ferramentas desse curso te darão a possibilidade de obter o
mapa da mina para acessar o melhor, o tesouro que há em cada criança. Ainda
teremos um curso mais robusto onde trabalharemos mais metaprogramas ainda.
Lembre-se que você não está limitado aos metaprogramas discutidos aqui.
E-BOOK 3

Metaprogramas sem limites para sua vida!


Torne-se um estudante de possibilidades. Constantemente observe e ajuste sua
forma de tratar a cada criança à sua volta. Anote os padrões específicos que elas
usam para perceber o mundo e comece a analisar se outras crianças têm padrões
semelhantes. Fazendo isso de maneira constante, isso vai ficando no seu
comportamento automático e você vai desenvolvendo um conjunto completo de
informações sobre as crianças – pode fazer dos adultos também – e isso vai te
capacitar a saber como se comunicar efetivamente com todos os tipos de pessoas.
Isso é um super poder!!! Consegue perceber a grandeza dessa ferramenta? Você
vai poder se mapear e mapear as pessoas com as quais deseja ou precisa se
relacionar bem.

Outros tipos de metaprogramas existentes...

⦁ Filosófico: causa (por quê?) ou solução (como?)


⦁ Comunicação: verbal ou não-verbal
⦁ Tipo de Informação: quantitativo ou qualitativo
⦁ Posição do filme: associado ou dissociado
⦁ Lidar com stresse: passivo ou assertivo ou agressivo
⦁ Adaptação a mudanças: fechado ou aberto
⦁ Persistência: paciente ou impaciente
⦁ Atitude: sério ou lúdico
⦁ Diante do risco: medo ou expectativa
⦁ Autoconfiança: alta ou baixa
⦁ Autoestima: condicional ou incondicional
⦁ Moralidade: super-ego muito forte ou super-ego forte ou super-ego fraco
⦁ Zonas de tempo: passado ou presente ou futuro
⦁ Experiência do tempo: dentro do tempo ou fora do tempo
⦁ Valores
⦁ Temperamentos: colérico ou sanguíneo ou melancólico ou fleumático

Uma outra consideração importante sobre metaprogramas é que, assim como os


temperamentos, ele segue um modelo de balança, ou seja, nós seguimos uma ou
outra estratégia interna e podemos pender ligeiramente mais para um lado do que
para outro em determinado metaprograma e podemos balançar fortemente para
uma estratégia em vez de outra para outro metaprograma, entende?
E-BOOK 3

Pra terminar quero te dizer que não há nada que não possa ser mudado!
Você pode escolher adotar um metaprograma que mais o ajude. E também pode
ajudar a sua criança com esse processo, cheio de amor, paciência e cuidado.

E como eu poderia mudar um metaprograma, Isa?


O que o metaprograma faz é dizer a seu cérebro o que omitir. Assim se, por
exemplo, você estiver no metaprograma que tem o foco em buscar o prazer, você
estará omitindo as coisas que o levariam a fugir da dor. Se você estiver com o foco
em fugir da dor, estará omitindo as coisas que o levariam a buscar o prazer. Para
mudar seus metaprogramas, o que você precisa fazer é tornar-se consciente das
coisas que você normalmente omite. E começar a concentrar sua atenção nelas. É
um ajuste de foco.

Não cometa o engano de confundir você com seus comportamentos, ou fazer o


mesmo com a criança.
Você diz: "Eu conheço o João. Ele faz isso, isso e isso". Bem, você não conhece o
João. Você conhece o comportamento do João naquela situação. Mas o João não
é o comportamento dele, assim como você não é o seu. SOMOS MUITO MAIS DO
QUE OS NOSSOS COMPORTAMENTOS.

Então, se até aqui você foi alguém que tende a fugir da dor no momento de
fazer qualquer coisa, talvez esse seja seu padrão de comportamento e não
você...
E, se você não gosta dele, pode mudá-lo. Não há desculpa para não mudar. Você
agora tem o conhecimento que precisa. A única questão é se você tem bastante
motivo para fazer uso do que sabe. Então veja e reveja essa aula sobre
metaprogramas pois este é um assunto extenso e, se você for como eu, não vai
conseguir tirar todo o proveito dele numa olhada só... ok?

A gente precisaria de muito mais tempo para aprofundar e eu vou apresentar a


você uma oportunidade de aprofundamento em PNL, uma verdadeira formação,
robusta, do começo ao fim. Com mais de 20 aulas... Mas vamos primeiro concluir
esse workshop que começamos e depois eu volto a falar sobre essa possibilidade,
tá... Prometo que no final da próxima aula eu dedico um tempinho pra te
apresentar os detalhes desse curso incrível que vem por aí.
E-BOOK 3

E um aviso final desta aula sobre metaprogramas:


Se sua forma atual de se relacionar com a sua criança não combinam com os
metaprogramas dela, faça alguma mudança agora!

Sua saúde, sua paz de espírito e sua criança agradecem!


Você já tinha pensando sobre isso?

Já tinha pensado que as dificuldades de relacionamento com sua criança talvez


ainda existam por você não estar alinhado ao metaprograma dela?

...Continua no E-Book 4

@Isa.Minatel

A VIDA ANTES E
DEPOIS DA PNL
Um Workshop Isa Minatel