Você está na página 1de 11

Índice

1. Introdução ....................................................................................................................... 1
2. Papel da observação nas aulas ........................................................................................ 2
3. Tipos de observação de aulas .......................................................................................... 3
3.1. Observação informal ................................................................................................... 3
3.2. Observação formal ...................................................................................................... 4
4. Grelhas de observação .................................................................................................... 5
4.1. Grelha de observação de fim aberto ............................................................................ 5
4.2. Grelha de observação fim semi – aberto ..................................................................... 6
5. Escalas de graduação ou de classificação ....................................................................... 7
6. Conclusão........................................................................................................................ 9
7. Bibliografia ................................................................................................................... 10
1. Introdução

Neste trabalho académico foi nos incumbidos a tarefa de aprofundar as grelhas de


observação e escalas de graduação ou de classificação, uns dos instrumentos didácticos mais
importantes para o formador no processo de ensino – aprendizagem. Vimos que para
aprofundar os temas mencionados acima, foi preciso fundamentar a ciência didáctica da
observação, que constitui as partes nucleares do nosso tema de trabalho.

Durante a realização deste trabalho, tomamos conhecimento que durante o PEA (processo
de ensino – aprendizagem) é também avaliado as actividades do desempenho docente, e
também tocamos na importância da observação das aulas no desenvolvimento profissional dos
professores e as funções ou potencialidades das diferentes fases do ciclo supervisionário
centrado na prática de sala de aula.

É sabido por nós que a observação é um processo que apresenta um conjunto de sugestões
(abordagens, metodologias e instrumentos) que é destinado a estimular a reflexão sobre as
práticas de sala de aula. Ficamos também incumbidos de procurar responder as seguintes
questões: Qual é o papel da observação nas aulas? Que objectivos apresentam o tipo de
observação informal? Qual é a sequência de fases que se repetem ciclicamente na observação
formal?

a) Objectivo geral:
 Incrementar a grelha de observação e a escala da graduação

b) Objectivos específicos:
 Explicar o papel da observação das aulas
 Contextualizar os tipos de observação informal e formal
 Apresentar as grelhas de observação
 Apresentar a escala de classificação

1
2. Papel da observação nas aulas

A observação desempenha um papel na melhoria da qualidade do ensino – aprendizagem,


sendo este, no programa do EBC (Ensino Baseado em Competências), associado
exclusivamente a avaliação do desempenho e a actividade inspectiva do formador. É integrada
em processos colaborativos e diferenciados, são adequados as necessidades de
desenvolvimento de cada formador, os quais são desenvolvidos pela dinâmica das
comunidades constituídas pelos próprios docentes da escola.

Existem várias necessidades de observação de aulas:

 Avaliar o desempenho dos professores e da escola;


 Apresentar actividades práticas consideradas interessantes;
 Ter a possibilidade de selecionar tanto o foco da observação como a pessoa que
considera mais qualificada para o observar e apoiar o seu desenvolvimento pessoal;

A observação de aulas tem as seguintes finalidades:

 Diagnosticar os aspectos/as dimensões do conhecimento e da prática profissional a


trabalhar/melhorar
 Adequar o processo de supervisões as características e necessidades específicas de
cada formador
 Estabelecer as bases para uma tomada de decisão fundamentada sobre o processo
de ensino – aprendizagem
 Avaliar a adequação das decisões curriculares efectuadas pelos professores e,
eventualmente, suscitar abordagens ou percursos alternativos
 Proporcionar o contacto e a reflexão sobre as potencialidades e limitações de
diferentes abordagens, estratégias, metodologias e actividades
 Desenvolver diferentes dimensões do conhecimento profissional dos professores

2
3. Tipos de observação de aulas
No contexto internacional, existem dois tipos de observação de aulas: informal e formal.

3.1. Observação informal

O tipo de observação informal apresenta em destaque as visitas e curta duração do


supervisor ou Director as aulas do professor com os seguintes objectivos:

a) Dar motivações, valorizando os seus sucessos


b) Monitorizar as práticas de ensino
c) Proporcionar apoio, se for necessário

Durante estas visitas, que geralmente duram um período lectivo de quinze a vinte minutos,
o supervisor tem em foco os aspectos específicos (metodologias de ensino, gestão de tempo,
transição entre actividades educativas, interaccao com os alunos, tipo de questionamento ou
gestão do trabalho em grupo) e depois tem que fazer com o professor uma breve reunião de
discussão sobre os aspectos observados.

Outro método que existe é o método Downey walk-through, que envolve os supervisores
ou os administradores das escolas na observação, sem aviso prévio e sem recurso a grelhas,
durante dois a três minutos em cada aula, permitindo visitar entre dez a doze salas de aula num
período de trinta minutos (Downey, Steffy, English, Frase e Poston, 2004). Neste método cabe
ao observador decidir as situações que justificarão a realização de uma secção de discussão das
decisões tomadas pelo professor. Segundo os seus autores, o facto de este método permitir um
maior numero de frequência de observações traduz – se em:

 Reforço da validade das observações efectuadas


 Diminuição da ansiedade dos professores ao longo do tempo, tornando as observações
mais produtivas e menos intrusivas
 Reforço das aprendizagens do observador, nomeadamente do seu reportório de
estratégias e metodologias passiveis de serem partilhadas com outros colegas
 Melhor conhecimento das competências e das práticas de cada docente
 Detecção mais atempada de casos problemáticos

3
 Identificação de necessidades de formação comuns a determinados docentes
(departamento, áreas disciplinares, níveis de ensino, etc.)
 Avaliação mais eficaz do impacto dos processos de desenvolvimento profissional
implementados na escola

3.2. Observação formal

O tipo de observação formal inclui uma reunião de preparação e planeamento da


observação. A observação formal é fortemente influenciada pelo modelo de supervisão clinica
e envolve a repetição cíclica de uma sequência de fases:

 Sessão de pré-observação, para conhecimento dos objectivos e das estratégias de


ensino, aprendizagem e avaliação de requisitos previstos para a aula e para negociação
dos focos específicos e procedimentos da observação
 Observação da aula
 Analise dos dados recolhidos
 Sessão de pós-observação, para discussão e reflexão critica sobre os acontecimentos
observados e identificação de aspectos positivos e aspectos a melhorar
 Avaliação global do processo, tendo em vista o estabelecimento de acções e metas de
desenvolvimento da aprendizagem

O método envolvido neste tipo de observação é o percurso de aprendizagem (learning walk).


Envolve pequenos grupos de professores na observação de sete a dez minutos de várias aulas.
O objectivo destas visitas consiste na verificação de como os professores ensinam e como os
alunos aprendem (Marsh et al., 2005). Envolve também os professores na observação e inclui
discussões com os alunos, e é constituído por seis componentes:

a) Definição do aspecto da dimensão a dar


b) Informação dos professores
c) Visitas as salas de aula
d) Análise da visita
e) Análise global das observações
f) Discussão e reflexão com os professores

4
4. Grelhas de observação

4.1. Grelha de observação de fim aberto

 É adequado a uma fase inicial/exploratória em que não são conhecidas as competências


do professor
 Permite obter uma ideia do que acontece numa sala de aula de através do registo dos
principais acontecimentos observados
 O docente ou supervisor deve registar a maior quantidade de informação possível sobre
as actividades realizadas, os métodos de ensino utilizados, as interacções estabelecidas
e outros aspectos observados
 Deve ser efectuado de cinco em cinco minutos para permitir a obtenção de um retrato
pormenorizado da aula observada

Tabela 1: Grelha de Observação aberta

Nome do professor: ________________________________________________________


Data: __/__/______ Ano e turma: ________ Disciplina: ___________________________
Tempo Notas

7h00m

7h50m

8h40m

9h30m

10h20m
(…)
Assinatura do observador: Assinatura do professor:

5
4.2. Grelha de observação fim semi – aberto

 Destina – se a orientar a observação de aulas dos mentores ou supervisores pelos seus


professores em estágio ou em períodos probatório (de forma a facilitar a reflexão e
discussão posteriores sobre aspectos considerados particularmente relevantes pelo
mentor ou supervisor
 Mantem um âmbito bastante aberto em termos da informação recolhida

Tabela 2: Grelha de Observação semi - aberto

Nome do professor: ________________________________________________________


Data: __/__/______ Ano e turma: _________ Disciplina: __________________________
Dimensões Observações
Planeamento e
preparação

Métodos de
ensino

Interacções
professor –
alunos

Correção
cientifica

Gestão do tempo

Diferenciação
Pedagógica

Assinatura do observador: Assinatura do professor:

6
5. Escalas de graduação ou de classificação

Listam um conjunto de características ou qualidades relativamente as quais se pretende


atribuir uma avaliação através da utilização de uma escala (em que os níveis indicam o grau
de cada atributo).

Para facilitar o seu preenchimento na sala de aula, as escalas devem incidir sobre um
número limitado de aspectos. Estes instrumentos são especialmente indicados no registo da
qualidade ou extensão de um comportamento. Encerram um grau elevado de subjectividade
que só poderá ser satisfeito através da utilização de escalas descritivas (em que é explicado
ou definido cada um dos níveis).

Tabela 3: Escala de graduação

Nome do professor: _____________________________________________________


Data: __/__/______ Ano e turma: ________ Disciplina: _________________________
Aspectos da aula em observação Nível
1.Objectivos e seu cumprimento
Consegue formular um conjunto claro, valido e exequível de objectivos?
2.Preparação
Apresenta um plano de aula adequado aos objectivos definidos?
As metodologias e os materiais do ensino são diversificados e adequados aos
objectivos e aos planos definidos?
3.Conhecimento dos conteúdos
Demostra um bom conhecimento dos conteúdos da sua área disciplinar?
Este conhecimento parece alargar-se para além dos aspectos preparados
propositadamente para a aula?
4. Organização da sala
Evidencia flexibilidade na gestão das actividades?
As actividades estão articuladas de forma coerente?
Proporciona aos alunos oportunidade de participarem activamente na aula?
Efectua algum tipo de diferenciação pedagógica em respostas as diferentes
características dos alunos?
5.Comunicação

7
Comunica de forma clara, correcta e eficaz com os alunos?
Utiliza técnicas adequadas (nomeadamente de integração das tecnologias de
informação e comunicação, questionamento, utilização do quadro, etc.)?
6.Relação professor – alunos
Demostra conhecer cada um dos seus alunos?
Consegue gerir o comportamento dos alunos de forma eficaz?
7.Tipo de trabalho proposto aos alunos
O trabalho proposto é diversificado e adequado as diferentes características
dos seus alunos?
8.Avaliação/feedback
Avalia o trabalho dos alunos de forma regular?
Comunica os resultados dessa avaliação aos alunos de forma construtiva?
Mantem algum tipo de registo do desempenho dos alunos?
Avaliação global:
Níveis: 1 – Mau; 2 – Medíocre; 3 – Suficiente; 4 – Bom; 5 – Muito bom
Assinatura do observador: Assinatura do professor:

8
6. Conclusão

Conclui – se que a observação, tanto as grelhas de observação e a escala de observação,


constituem um elemento-chave de qualquer processo de avaliação do desempenho docente,
permitindo reconhecer o mérito, constituindo um desafio para o desenvolvimento dos
professores e apoiando a identificação e superação de fragilidades individuais e colectivas, isto
é, ajudam a identificar as lacunas no progresso do formador ou docente no PEA.

Os instrumentos, as metodologias e os quadros constados neste trabalho poderão apoiar a


comunidade pedagógica na preparação e realização dos processos de observação, reflexão e
avaliação adequados a contextos e aspectos especificados a necessidades particulares de cada
professor, grupo, ou instituição.

9
7. Bibliografia

 REIS, Pedro (2011), Observação de aulas e Avaliação do desempenho docente,


1ª Edição, Cadernos do CCAP – 2, Lisboa
 http://www.ccap.min-edu.pt

10