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Central de material e esterilização

-Cme-
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CME
É a área responsável pela
limpeza e processamento de
artigos e instrumentais médico-
hospitalares. É no CME que se
re a l i z a o c o n t ro l e , p re p a ro ,
esterilização , acondicionamento
e distribuição dos materiais
utilizados dentro da instituição
hospitalar.
CME
Unidade de apoio técnico a todas as áreas
assistenciais, sendo responsável pela:
• Recepção
• Limpeza;
• Preparo;
• Esterilização;
• Acondicionamento;
• Distribuição de materiais para as unidades do
estabelecimento de saúde.

RDC 50/2002
• Revestimento que permita limpeza e desinfecção (ex:
piso resistente ao calor, à umidade; parede lisa e
plana)
• Janela: ampla, alta e telada
• Porta de material lavável
• Bem iluminada (geral e direta nas bancadas)
PODE SER DIVIDIDA EM TRÊS
TIPOS:
De s c e n tral i z ada : c ada u n i d a d e é
responsável por preparar e esterilizar
os materiais que utiliza.

Semi-ce n tral i z ada : c ada u n i dade


prepara o seu material , mas o
encaminha à central de material para
ser esterilizado.

Centralizada : os materiais de uso nas


unidades são totalmente processados
VANTAGENS DA CENTRALIZAÇÃO
DE MATERIAIS.
Manter reserva de material a fim de
atender prontamente a necessidade de
todo o hospital.
Desenvolver treinamentos específicos
permitindo maior produtividade.
Facilitar o controle do consumo e da
qualidade do material esterilizado.
Padronizar as técnicas de limpeza,
preparo e empacotamento, a fim de
assegurar economia de pessoal,
material e tempo.
Área Física
(RDC n0 50 de 2002)
DEVE SER SEPARADA EM:
• Área contaminada: destinada a receber os artigos sujos
e realizar o processo de limpeza dos mesmos.

*recepção de artigos limpeza lavagem


separação

• Área limpa: destinada ao preparo dos artigos.


*Área de preparo: análise e separação dos instrumentais,
montagem de caixas, pacotes, materiais especiais, etc.
*Área de esterilização: método de esterilização, montagem
da carga, acompanhamento do processo e desempenho do
equipamento.
*Área de armazenamento: identificação dos artigos, data de
preparo e validade;
*Área de distribuição: define os horas para distribuição dos
artigos para as unidades do hospital, com exceção do CC.
* Á re a d e re c e p ç ã o d e ro u p a s l i m p a s : s e p a r a ç ã o e
dobradura.
ÁREA FÍSICA DO CME
DEVE CONTER:
Pisos e paredes com revestimentos resistentes
que impeçam aderência de sujidade, não
tenham frestas e reentrâncias;
Iluminação geral adequada, acompanhada de
iluminação direta nas mesas e balcões de
preparo de materiais (para que a inspeção seja
eficiente);
Deve ser suprida de infra-estrutura hidráulica,
elétrica, dispositivos de ar comprimido, entre
outros;
Ve n t i l a ç ã o d e v e s e r p o r s i s t e m a d e a r
condicionado central, com a temperatura e a
unidade do ar controlado;
 Quando não possível colocar exaustores ou
optar por ventilação natural através de janelas
amplas e teladas
Localização
•D e v e e s t a r p r ó x i m o d o s c e n t r o s
fornecedores, como almoxarifado e
lavanderia, e de fácil acesso às
unidades consumidoras como CC, UTI,
CO, dentre outras (MOURA, 1996);
Recursos Humanos
• Enfermeiro
• Técnicos e auxiliares de enfermagem
• Auxiliares administrativos.
Objetivos da enfermagem no CME

O serviço de enfermagem em CME acredita na segurança da


esterilização como garantia de bom atendimento aos
pacientes. O enfermeiro possui papel fundamental no
gerenciamento do setor e coordenação das atividades, pois é
o profissional que detém o conhecimento de todas as
técnicas e princípios de enfermagem.
 Atuar na conscientização da equipe;
 No desenvolvimento das normas e rotinas, das técnicas
corretas em todas as atividades, à assistência prestada ao
cliente;
 Fornecer o material esterilizado a todo hospital;
 Promover a interação entre as áreas;
 Adequar as condições ambientais às necessidades do
trabalho na área;
 Planejar e implementar programas de treinamento e
reciclagem que atendem às necessidades da área junto à
educação continuada;
 Favorecer o bom relacionamento interpessoal;
 Pro v e r m a t e r i a i s e e q u i p a m e n t o s q u e a t e n d a m à s
ARTIGOS HOSPITALARES
DEFINIÇÃO – São materiais empregados na
assistência à saúde;

PODEM SER:

– ARTIGOS DESCARTÁVEIS : seringas, abocath,


agulhas, eletrodos, etc.

–ARTIGOS PERMANENTES: aparelho de pressão,


termômetro, endoscópio, etc.
CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS

• CRÍTICOS
• SEMI-CRÍTICOS
• NÃO CRÍTICOS
ARTIGOS CRÍTICOS
São aqueles que penetram através da pele,
mucosas, atingindo os tecidos sub-epiteliais,
sistema vascular, bem como todos os que estejam
diretamente conectados com este sistema e que
possuem alto risco para aquisição de infecção;
Ex:

agulhas
instrumentais cirúrgicos
cateteres urinários
bisturi.
ARTIGOS SEMI-CRÍTICOS
São artigos que entram em contato com a pele não-
integra ou com mucosas íntegras.
Ex:

endoscópios gastrointestinais;
equipamento de terapia respiratória;
espéculo vaginal;
ARTIGOS NÃO CRÍTICOS
São aqueles que entram em contato
apenas com pele íntegra ou não entram
em contato com pacientes e
apresentam baixo risco de transmissão
de infecção;
Ex:
comadres
papagaios
aparelho de pressão
termômetro
cubas
Indicação
CRÍTICOS– Indicação de esterilização

SEMI-CRÍTICOS– Esterilização não


obrigatória; no mínimo desinfecção.

NÃO-CRÍTICOS– Dependendo do grau


de contaminação, podem ser
submetidos à limpeza ou desinfecção de
baixo ou médio nível.
DESINFECÇÃO

Consiste na inativação ou redução dos


micro - organismos presentes num
material inanimado ou em superfícies
com exceção de esporos bacterianos, por meios
físicos ou químicos.
.
A desinfecção não implica na eliminação
de todos os micro-organismos viáveis,
porém elimina a potencialidade
infecciosa do objeto, superfície ou local
tratado.
CLASSIFICAÇÃO DA
DESINFECÇÃO

Desinfecção de baixo nível: elimina


bactérias, vírus e fungos; não tem ação
contra esporos, mas não elimina
micobactérias e o bacilo da tuberculose;
O composto mais comumente utilizado é
álcool etílico, hipoclorito de sódio
0,025% - 30 minutos. EPI
D e s i n f e c ç ã o d e n í v e l m é d i o : e l i m i n a
bactérias, a maioria dos vírus, fungos e
micobactérias; não destrói esporos.
Hipoclorito de sódio 1% - 30 minutos. EPI

Desinfecção de alto nível: destrói todas as


bactérias, micobactérias, fungos, vírus e parte
dos esporos. O enxágue deve ser feito com água
estéril e a manipulação deve seguir o uso de
técnicas assépticas.
Glutaraldeído 2% (20 – 30 minutos).
Portaria n 0 3/2006. EPI ( Máscara de filtro
químico, avental impermeável, óculos, luva de
borracha cano longo, botas) – vapores: irritação
nos olhos, nariz e garganta/ corrosivo para
alguns artigos de metal. Validade 14 ou 28 dias.

Ácido Peracético 0,2% - 10 minutos. (Atóxico


e s e m e f e i t o re s i d u a l ) N ã o c o rro s i v o / E P I .
Validade 30 dias.
LIMPEZA
Remoção de sujidade visível orgânica e inorgânica e por
conseguinte de
sua carga microbiana.

A limpeza concorrente desta área deve ser realizada


diariamente, no piso,
nas pias, nas mesas e nos balcões e, pelo menos uma vez
por semana, a
Limpeza terminal deve ser feita incluindo os itens limpos
diariamente e
mais as paredes, os armários, os vidros e as janelas.

OBJETIVOS
-Remover sujidades;
-Remover ou reduzir a quantidade de micro-organismos;
-Remover resíduos (químicos, orgânicos, endotoxinas –
lipopolissacarídeos
Da parede celular de bactérias gram-negativas - biofilmes –
cj. de células
Limpeza manual
Fricção com escovas e dos uso de soluções de
limpeza;
Restringir aos artigos delicados, desmontáveis;
Preferencial solução enzimática - constituem
combinações de detergentes e enzimas utilizados
comumente em instrumentos de difícil acesso e
lumens estreitos;
Utilizar EPI apropriado: luva grossa de borracha
antiderrapante de cano longo, avental, bota,
gorro, protetor facial, máscara e óculos de
proteção;
: ua para evitar
Fr i c c i o n a r a r t i g o s s o b a á g
aerossóis.
É imprescindível o uso correto dos EPIs para o
desenvolvimento das técnicas de limpeza e desinfecção. São
eles: aventais impermeáveis, luvas
anti-derrapantes de cano longo, óculos de proteção, máscaras.
Limpeza mecânica
Lavadora Ultra-Sônica: convertem
ondas sonoras de ultra-alta frequência em
vibrações mecânicas que se movem na
água, criando bolhas microscópicas. Ideal
para artigos de conformação complexa
Lavadora Pasteurizadora: inativação
de bactérias patogênicas por meio de
calor, relativamente a baixas
temperaturas (660C)
L a v a d o r a Te r m o d e s i n f e t a d o r a :
limpam e desinfetam, por meio térmico
ou químico (detergente é aplicado sob
pressão por meio de bicos ou braços
rotativos)
Produtos utilizados
Limpadores enzimáticos
são compostos basicamente por enzimas,
surfactantes e solubilizantes. A combinação
balanceada desses elementos faz com produto possa
remover a matéria orgânica do material em curto
período de tempo.

Soluções enzimáticas apresentam excelente ação de


limpeza, mas não possuem atividade bactericida e
bacteriostática.

Enzimas
São substâncias produzidas que degradam a matéria
orgânica presente no material. Uma vez produzidas
pelas células, uma enzima pode ser isolada e irá
manter suas propriedades. As enzimas são
classificadas em três maiores grupos funcionais
dependendo do tipo de substrato que irão afetar:
Tipos de embalagens
TECIDO DE ALGODÃO
• Estrutura produzida pelo entrelaçamento de um conjunto
de fios dispostos no sentido longitudinal, com outro no
sentido transversal forma um ângulo de 900
• Indicado: vapor saturado sob pressão ( validade 10 dias)
• Pro b l e m a : b a i x a b a rre i r a m i c ro b i a n a , a u s ê n c i a d e
resistência à umidade, padrão de alinhamento das fibras,
baixa vida útil

PAPEL CREPADO
- Composto de 100% de celulose

- Eficiência diante da esterilização por vapor e óxido


de etileno
- Validade: 60 dias no vapor e 12 meses no ETO
Embalagens
Permitir o transporte e o armazenamento do artigo
odonto-médico-hospitalar e mantê-lo estéril até o seu
uso.

Saída do Ar
Entrada do Agente
esterilizante
Produto
Microrganismos

Embalagem
•contêineres rígidos
(válvula e filtro)
• tecido de •papel grau
algodão cirúrgico

Penetrância
•filmes Dificuldades variadas •Tyvek

•manta de SMS •papel crepado

Validação a cada inserção ou troca de


embalagem
Qualificação de desempenho: a cada nova
configuração introduzida
Papel grau cirúrgico
•Perm eável a o a g e n t e e s t e r i l i z a n t e e
impermeável aos microrganismos;
• Pode se apresentar com duas faces de papel
ou uma de papel e a outra de filme
transparente;
• Esterilização à vapor (30 dias) e Óxido de
Etileno (01 ano)
TyveK
• Constituída de poliolefinas expandidas e mylar
(polietileno em tripla camada)
• Não contém celulose ( não absorve o peróxido
de hidrogênio)
• Recomendado para o plasma de peróxido de
hidrogênio (01 ano)
abertura asséptica

•visibilidade do conteúdo
•indicador químico
•selagem segura
•indicação para abertura
•lote de fabricação
tamanhos variados
memória
Tecido de
algodão
Papel manilha
Papel toalha
Papel Kraft
Esterilização 18

Esterilização é o processo pelo qual os micro-


organismos são mortos a tal ponto que não seja
mais possível detectá-los no meio de cultura
padrão no qual previamente haviam proliferado.
Um artigo é considerado estéril quando a
probabilidade de
sobrevivência dos micro - organismos que
contaminam é menor do que 1:1.000.000
(GRAZIANO; SILVA; BIANCHI, 2000)
Fatores que afetam a eficácia da
esterilização
A atividade dos agentes esterilizantes depende de
inúmeros fatores, alguns inerentes às qualidades
intrínsecas do organismos e outros dependentes
das qualidades físico-químicas do agente ou fatores
externos do ambiente.
- Número e localização de microrganismos
- Resistência inata dos microrganismos
- Concentração e potência do agente germicida
- Fatores físicos e químicos
- Matéria orgânica
- Duração da exposição
ESTERILIZAÇÃO
PODE SER REALIZADA POR:

 Processos físicos:
–Vapor saturado sob pressão (autoclave)
–Calor seco (estufa)
–Radiação (raios gama - cobalto 60)

 Processos químicos:
–Grupo dos aldeídos (glutaraldeído e formaldeído)
–Ácido peracético

 Processos físico-químicos:
–Óxido de etileno (ETO)
–Plasma de peróxido de hidrogênio
–Paraformoldeído (pastilhas)
Esterilização

Processos físicos - Esterilização por vapor
saturado sob pressão

# Vapor: (esporos
necessitam de
calor e umidade),
temperatura e
pressão (121ºC a
134ºC e o tempo
(15 a 30 minutos)
PROCESSO FÍSICO

Calor seco (estufa) – Não


recomendável
Cai u e m de s u s o , p o i s a s p e s q u i s a s
colocam em dúvida a sua efetividade. O
processo de esterilização ocorre com o
aquecimento dos artigos por irradiação
do calor das paredes laterais e base da
estufa, com conseqüente destruição dos
MO por desidratação das células. O calor
seco tem baixo poder de penetração,
pois se faz de forma irregular e vagarosa,
necessitando de longos ciclos de
Materiais: termo resistente, como: instrumentais,
materiais inoxidáveis, óleos e pós.

Embalagem: caixa de aço inoxidável de paredes


finas ou de alumínio. Lacrar as caixas com fita de
indicador químico.

Temperatura e tempo de exposição: varia de


acordo com o tipo de material e com a validação
especifica. Para instrumentais recomenda-se 205°
C por 120 min. e para óleos e pós 160° C por 120
min.

Cuidados recomendados: evitar o centro da


estufa (pontos frios), deixar espaço entre as
caixas e não encostá-las na parede.
PROCESSO FÍSICO-AUTOCLAVE
É altamente eficiente pelo seu poder de penetração
realizado por autoclaves. O vapor saturado, ou seja,
de temperatura equivalente ao ponto de ebulição
da água, na pressão atmosférica de 1 a 1.8, é o
meio de esterilização mais econômico para
materiais termo resistentes.
Mecanismo de ação: O processo baseia-se na
transformação de água em vapor, sob a mesma
temperatura. A atividade de esterilização tem
como princípio de morte celular a termo
coagulação das proteínas bacterianas, através
do calor, de modo que o MO perde suas funções
vitais e morre.

Embalagens: algodão cru, papel grau cirúrgico,


n ã o t e c i d o , p a p e l c re p a d o c a i x a m e t á l i c a
perfurada e Kraft. Dispor os pacotes de modo
vertical, para facilitar a entrada, circulação do
vapor, bem como a eliminação do ar.
Temperatura indicada: 121 a 132° C

Te m p o d e e x p o s i ç ã o : d e a c o r d o c o m a
natureza do material (15 a 30 min.); 15 min.
para materiais mais sensíveis ao calor como
luvas, extensões de borracha, entre outros e 30
min. para materiais mais resistentes ao calor
como instrumentais, vidros, roupas, entre outros.
Tipos de autoclave
Gravitacional: A injeção do vapor na câmara força
a saída do ar frio por meio de uma válvula
localizada na parte inferior.

Desvantagens: formação de bolhas de ar no


interior do pacote e tempo mais longo para
penetração do vapor

Pré-vácuo: por meio de uma bomba de vácuo


contida no equipamento, o ar é removido do
artigo e da câmara. Pode ser um pulso ou em três
ciclos pulsáteis – favorece a penetração mais
rápida do vapor. Após a esterilização, a bomba de
vácuo faz a sucção do vapor e da umidade interna
da água – para secagem mais rápida
Controle do processo

Parâmetros Físicos
Tempo, temperatura e pressão – impressora ou manual

Controle Químico

Indicadores químicos – norma: ISO, 2005;


Indicadores Químicos
Classe I: Indicadores de processo: Tiras impregnadas com
tinta termo-química que muda de coloração quando
exposto a temperatura. (fita zebrada) amarelo p/
marrom geralmente
Informa que passou pela esterilização
 usados externamente em todos os pacotes

 evidenciam a passagem do material pelo


processo
Indicadores Químicos
Classe II: Teste de BOWIE & DICK – Indicadores para uso em
testes específicos - testa a eficácia do sistema de
vácuo da autoclave pré-vácuo.
 verifica a eficiência da bomba de vácuo
 espera-se mudança uniforme da cor do papel, em toda
sua extensão
 recomenda-se que seja feito no primeiro ciclo do dia,
com equipamento pré-aquecido e com a câmara vazia.
 caso não haja homogeneidade na revelação, efetuar
revisão imediata do equipamento

Teste OK Falha no
teste
Indicadores Químicos
Classe III: Indicador de parâmetro único

 controla um único parâmetro: a temperatura pré-estabelecida

Classe IV: Indicador multiparamétrico – dois ou mais


parâmetros críticos
 controla a temperatura e o tempo necessários para o processo
Indicadores Químicos
Classe V:
Integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do vapor.
Reagem com todos os parâmetros

Classe VI: Indicadores de simulação: Integrador mais


preciso por oferecer margem de segurança maior.
Reage quando 95% do ciclo é concluído.
Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de
coloração quando exposto a temperatura.

Teste de Bowie & Dick testa a eficácia do sistema de vácuo


da autoclave pré-vácuo. Uso diário no 1° ciclo, sem carga, a
134°C por 3,5 a 4 minutos sem secagem.

Controla um único
parâmetro: a temperatura
pré-estabelecida.
:
Indicador multiparamétrico:
controla a temperatura e o
tempo necessário para o
processo.
Integrador: controla temperatura, tempo e
qualidade do vapor.
Intervalo de confiança maior que classe 5.
Indicadores Biológicos
Preparação padronizada de esporos bacterianos
autocontidos, com suspensões de 106 esporos por
unidade de papel filtro.

Indicam se a esterilização foi efetiva

Esporos Geobacillus stearothermophilus


Primeira geração: tiras de papel com esporos
microbianos, incubados em laboratório de microbiologia
com leitura em 7 dias.
Indicadores Biológicos
Segunda geração: autocontidos com leitura em
24 a 48 horas pela mudança de cor decorrente
d a m u d a n ç a d e p H d o m e i o. I n c u b a ç ã o n a
própria CME

Terceira geração: autocontidos com leitura em 1


a 3 horas a 56 0 C. Interação de uma enzima
associada ao esporo bacteriano com um
substrato no meio de cultura. Ausência de
fluorescência: esporo destruído
Esterilização físico-química
Esterilização por óxido de
etileno (ETO)
Gás incolor, explosivo e
inflamável
Termossensíveis
Portaria Interministerial
n0482/1999

Parâmetros: temperatura (50 0 C a


65 0 C), concentração do gás (450 a
1200mg/L) umidade (45 a 85%), tempo
de exposição e aeração (2 a 5 horas
ETO
Alta penetração, difusibilidade – esteriliza
artigos estreitos, longos (até 2 metros).

Objetivo: saída do ETO residual


• Etilenocloridrina - produto derivado da reação
do óxido de etileno com o cloro.
• Etilenoglicol - produto derivado da reação do
óxido de etileno com água.
Esterilização por plasma de peróxido
de hidrogênio
• Termossensíveis

Autoclave de
peróxido de
hidrogênio -
STERRAD®
Gera plasma por meio do substrato de peróxido de
hidrogênio bombardeado por ondas de radiofreqüência
( cada ampola 1,8 ml H2O2)

Curto de 51 min/ Longo de 72 min (lúmens longos > 1m até


2 metros – cateteres, extensor de micronubulizador, circuitos
respiratórios – Inter V)
Diâmetro interno ≥ 1mm
No caso > 1m ciclo longo com Difusor/Adaptador (cateteres,
endoscópios, colonoscópios) – se metal: comprimento 40-50
cm
Esterilização Química
Imersão dos artigos em germicida químico
Utilizar produtos autorizados e registrados na ANVISA

Ácido Peracético
Mistura entre ácido acético, peróxido de
hidrogênio e água;
Rápida ação contra todas as formas de
m i c ro o rg a n i s m o s , i n c l u i n d o e s p o ro s
microbianos, mesmo em baixas
concentrações (0,001% a 0,2%) - 60
minutos;
Pode ser aplicado em artigos
termossensíveis;
DESI NFECÇÃO POR ÁCI DO
PERACÉTI CO A 0,2%

VANTAGENS DESVANTAGENS

• rápido: 10 minutos • processo manual


• monitoração da [ ] • incompatível com aço
• enxágüe fácil bronze, latão e ferro
• baixa toxicidade galvanizado
• remove sujidade • custo ?
residual • odor avinagrado
Glutaraldeído
Tempo de 10 a 12 horas de imersão do
artigo na
solução
Para esterilização a frio de artigos críticos termossensíveis,
como cateteres, drenos, tubos. E para artigos
termoresistentes como pinças, instrumentos metálicos
endoscópios, laparoscópicos.
Não é recomendado:
- Monitoramento da concentração,
- Manipulação incorreta (contaminação bacteriana –
infecções pós cirúrgicas),
- Limpeza incorreta,
- Tempo de imersão por período inferior ao recomendado,
resistência microbiana ao produto,
- Diluição do produto durante a sua utilização ao longo do
tempo
DESI NFECÇÃO POR GLUTARALDEÍ DO

VANTAGENS DESVANTAGENS

• rápido: 20 - 30 min • processo manual

• monitoração da [ ] e ph • enxágüe difícil

• compatibilidade com • toxicidade (inalação)


uma grande gama de
materiais • fixa sujidade residual

• custo aceitával •odor pungente


Armazenamento
ARMAZENAGEM
“Todo material processado deve possuir local
adequado para armazenagem de forma que não
haja risco de recontaminação e que facilite a
distribuição.”

“O prazo de validade de esterilização está


diretamente relacionado à qualidade da
embalagem e condições de armazenagem.”

O local adjacente à área de esterilização,


distantes de fonte de água, janelas abertas,
portas, tubulações expostas e drenos
Trânsito limitado de pessoas, manipulação
mínima e cuidadosa
Cuidados com os Artigos Esterilizados
Condições de estocagem do artigos esterilizados

• Quanto ao ambiente: deve ser limpo; arejado e seco; deve ser


restrito à equipe do setor.

• Quanto ao artigo: após o processo de esterilização, não colocá-lo


em superfície fria (pedra ou aço inoxidável ), utilizar cestos ou
recipientes vazados até que esfriem;

• invólucro (tecido de algodão cru, tecido não tecido, papel grau


cirúrgico, papel crepado, papel com filme, tyvec ou caixas
metálicas perfuradas) deve permanecer íntegro e ser pouco
manuseado para evitar que os pacotes rasguem ou solte o lacre;

• ser estocado em armários fechados com prateleiras;

• prateleiras identificadas de modo a facilitar a retirada do material;

• material deve ser estocado de acordo com a data de vencimento


da esterilização para facilitar a distribuição e não ficar material
vencido no estoque;

• estocar separadamente dos não estéreis para reduzir o nível de


Tempo de validade de esterilização de
artigos
• A validade de esterilização vincula-se ao risco de
recontaminação, tipo e configuração do material de
embalagem, número de vezes que é manipulado antes do
uso.

• Estocagem em prateleira aberta ou fechada, condições


ambientais na área de estocagem (limpeza, temperatura e
umidade).

• Atu almen te é u m c o n t r a - s e n s o e s t a b e l e c e r p r a z o s
genéricos por que os fatores contaminantes do ambiente
variam entre um serviço e outro.

• Devido às diferenças tanto em tipos de invólucros quanto


em características de estocagem é impossível recomendar
tempos de estocagem para itens estéreis que possam ser
Validação das embalagens-Vida de prateleira
depende dos eventos relacionados

Houve algum evento que agrediu a embalagem? Caiu no


chão?
Foi “apalpado”?
Foi aberto e fechado novamente?
Foi carregado debaixo dos braços?
Foi colocado elásticos, barbante?
Foi “amassado” colocando pesos ou
 guardados em gavetas apertadas?
Indefinido tempo de esterilização ?
Aspectos a serem observados:
 Manual de rotina e procedimentos;
 Padronização dos processos adotados,
limpeza,desinfecção e esterilização;
 Registro diário do processamento de artigos;
 Programa de manutenção preventiva dos equipamentos;
 Manual de funcionamento do equipamento;
 Utilização de indicadores adequados ao processo
empregado;
 Barreira fixa até o teto da área suja e limpa.(Consultórios
e Clinicas);
 Bancada adequadas para o preparo do material;
 Local de guarda dos material esterilizado (limpo e
fechado);
 Fluxo racional de operacionalização, sem cruzamento de
artigo
contaminado e artigo limpo.
 Baldes plásticos para desinfecção, enxágue.
 Re c i p i e n t e s c o m a s s o l u ç õ e s a t i v a d a s
rotulados.
 Pias específicas para o material e lavagens
das mãos com sabão liquido e papel toalha.
 Local separado para o material de limpeza.
 Pisos, paredes laváveis.
 Equipamentos (autoclave e estufa)em
perfeitas condições de funcionamento
(registro de manutenção e testes químicos e
biológicos) – (para artigos não pode autoclave
vertical).
 Cronograma de limpeza dos equipamentos
(água e sabão)
 Verificar a existência dos EPIs.
•Fim!!
“Existem dois jeitos de viver:
a c o m o d a r - s e o u o u s a r. Q u a n d o
lutamos por ideias nas quais
acreditamos nasce daí um
sentimento de dignidade de ser
Roberto Shinyashiki
alguém que faz a diferença”.
Referências Bibliográficas
1-SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERGEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO,
R E C U P E R A Ç Ã O A N E S T É S I C A E C E N T R O D E M AT E R I A L E
ESTERILIZAÇÃO (SOBBEC).Práticas Recomendadas.4ed. São Paulo,
2007.

2- POSSARI,J.F. Centro de material e esterilização: planejamento e


gestão.3ed.São Paulo, 2007.165p.

3-KAVANAGH,CMG. Elaboração do Manual de Procedimentos em


Central de Materiais e Esterilização.São Paulo: Atheneu, 2007.

4-OLIVEIRA, AC.Infecções Hospitalares: epidemiologia, prevenção e


controle.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

5- FERNANDES, AT.Infecção Hospitalar e suas interfaces na área da


saúde. São Paulo: Atheneu, 2002.