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Índice

Introdução..........................................................................................................................2
OBJECTIVOS...................................................................................................................3
OBJECTIVO GERAL...................................................................................................3
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS......................................................................................3
Rádio Digital.....................................................................................................................4
Conceito de rádio digital e princípios de funcionamento da transmissão......................4
Vantagens da rádio digital.............................................................................................4
Desvantagem da rádio digital........................................................................................5
A implantação actual do rádio digital no mundo...........................................................5
DAB (Digital Áudio Broadcasting):..............................................................................5
DSR (Digital Satélite Radio):........................................................................................6
ISDB (Integrated Services Digital Brosdcast)...............................................................6
IBOC (In Band – On Channel)......................................................................................6
DRM (Digital Radio Mondiale):....................................................................................7
Televisão digital (TV Digital)...........................................................................................7
Sistema multimídia........................................................................................................7
Vantagens e desvantagens da TV digital.......................................................................8
Implementação de Migração Digital em Moçambique...................................................10
Análise situacional dos operadores privados da televisão...........................................10
Equipamento básico para modernização......................................................................11
STV..........................................................................................................................11
Miramar....................................................................................................................12
Contexto actual da televisão digital.............................................................................13
ACESSO AO SET TOP BOX.....................................................................................13
MECANISMO DE INTERAÇÃO GOVERNO/OPERADORES PRIVADOS DA
TELEVISÃO...............................................................................................................14
Desafios dos operadores privados da televisão............................................................14
RISCOS.......................................................................................................................15
Percepção da sociedade em relação à televisão digital................................................15
Conclusão.....................................................................................................................17
Referências bibliográficas............................................................................................18
Introdução
O presente trabalho visa abordar sobre a Rádio e Tv digital, mais concretamente da sua
implementação a nível mundial e nacional

No decorrer do trabalho verificar-se-á que benefícios trarão para sociedade o uso da


Rádio e TV digital e de que maneira essa emigração para a era digital poderá criar um
impacto na sociedade moçambicana.

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OBJECTIVOS
OBJECTIVO GERAL
 O objectivo geral desse trabalho é aprofundar e melhorar os conhecimentos
sobre a Rádio e TV digital e a sua implementação a nível mundial como
nacional.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
 Definir os conceitos;
 Identificar as vantagens e desvantagens;
 Diferenciar a TV analógica da TV digital;
 Identificar o impacto da TV digital na sociedade Moçambicana.

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Rádio Digital
Melhorar a qualidade do sinal é apenas uma das possibilidades da rádio digital,
novidade que deve ser adotada em breve no Brasil, com a promessa de revolucionar o
velho hábito de ouvir rádio.

A tecnologia está em teste desde a metade dos anos 2000; em 2010 foi instituído o
Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD) pelo Ministério das Comunicações, com o
objetivo de definir os requisitos para o início das operações do modelo.

Conceito de rádio digital e princípios de funcionamento da transmissão


Rádio digital é uma tecnologia que realiza a compressão dos sinais de voz para permitir
a transmissão simultânea de outros dados pelo espectro eletromagnético, por meio da
digitalização do áudio e da modulação de sua sequência binária em padrões
diferenciados.

A partir daí, o sinal digital de rádio fica pronto para ser transmitido pelo ar, de forma
parecida à das rádios analógicas convencionais, utilizando elementos como torres e
antenas.

Vantagens da rádio digital


Além da melhoria na qualidade do áudio, que começou com a migração do AM para a
FM, a digitalização possibilita transmitir informações em formato de texto, como nome
da música, do cantor ou do entrevistado, por exemplo, que podem ser visualizadas na
tela do aparelho que sintoniza rádio digital.

Outras vantagens do sistema digital são:

 Permite ao transmissor enviar mais de um programa na mesma frequência


(multiprogramação);
 Transmissão de dados digitais de qualquer natureza, incluindo fotos e até vídeos
de baixa resolução;
 Uso mais eficiente do espectro eletromagnético;
 Sintoniza emissoras AM e FM nas frequências já conhecidas;
 Elimina as interferências, tão comuns no rádio analógico;
 Cobertura de uma mesma área com menor potência;

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 Utilização da faixa de canais VHF, após o desligamento da TV analógica, para o
surgimento de novos tipos de radiodifusão;
 Menor consumo de energia para as emissoras.

Desvantagem da rádio digital


A principal desvantagem do sistema digital está nos gastos para trocar os atuais rádios
de pilha e aparelhos de som por modernos dispositivos para sintonizar rádios digitais,
ou seja, o ouvinte precisará investir quantias consideráveis para ter acesso à nova
tecnologia.

A implantação actual do rádio digital no mundo


 O rádio digital está implantado hoje em 35 países.
 Atinge um número superior a 284 milhões de pessoas.
 Recebe programações emitidas por mais de 400 emissoras de rádio.
 Tem receptores de rádio digital sendo fabricados por 22 marcas.
 Existem diversos padrões de rádio digital no mundo: DAB-EUREKA, DSR,
DRM, ISDB e IBOC.
 Na Europa, o preço dos receptores digitais variam conforme o modelo, a faixa
de operação e a tecnologia oferecida: há portáteis simples de até E 50,00 a
sofisticados de E 700,00; os de veículos variam de E 100,00 a E 1.500,00.
 No Brasil, o Governo Federal deverá decidir a questão do padrão a ser
implementado durante o ano de 2007.

DAB (Digital Áudio Broadcasting):


 Foi o primeiro padrão a surgir (1980). Projeto Eureka-147, padronizado pelo
European Telecommunications Standars Institute.
 A instituição pioneira a utilizar este padrão foi a BBC de Londres, em rede
nacional (1995).
 É utilizado para transmissões na banda FM. É essencialmente um sistema
terrestre.
 Oferece multi-serviços de transmissão de dados, veiculados através de um
display de cristal líquido no receptor do rádio.
 O DAB é utilizado na Grã-Bretanha, no Canadá, na Austrália e na Índia, em
frequências diferenciadas.

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 O modelo original é pouco flexível. A Coréia está tentando desenvolver um
novo modelo, o DMB, para superar esta questão.
 O modelo de negócios é baseado na figura de um ‘operador de rede’.

DSR (Digital Satélite Radio):


 É uma vertente satelital do DAB. Opera em frequências regulamentadas pela
World Administrative Radio Conference (WAR-92).
 Na Europa, duas empresas já estão operando pelo DSR: a Global Radio e a
Alcatel World Space.
 A Global Radio utiliza 03 satélites de órbita inclinada, com capacidade de
transmissão de 2,1 Mbps, permitindo 60 a 70 canais com música, notícias,
entrevistas e esportes.

ISDB (Integrated Services Digital Brosdcast)


 É utilizado pelo Japão. Trafega nas faixas 189-192 Mhz e 2,535 a 2,655 Ghz.
 É flexível, permite recepção móvel para áudio e dados, é considerado o sistema
mais robusto.
 Destina-se mais à transmissão terrestre de TV Digital. É muito mais que rádio.

IBOC (In Band – On Channel)


 Desenvolvido pelo consórcio norte-americano I-Biquity Digital.
 Implantado nos EUA. Das quase 14 mil emissoras norte-americanas, apenas 300
estão digitalizadas. A conversão custa cerca de US$ 30 mil para cada emissora.
 É um sistema híbrido, pois permite o funcionamento junto com o padrão
analógico. A transição do analógico para o digital pode ser mais suave e não
compulsória.
 Pode usar canal adjacente de FM e AM. Apresenta sérios problemas na recepção
do sinal de AM. Também apresenta um menor alcance.
 É um sistema proprietário (I-Biquity): cerca de US$ 5 mil por licença.
 Não necessita de nova concessão. Não altera frequência e chamada.
 Está sendo testado no Brasil, por um pool de 12 emissoras comerciais, a partir
de S.Paulo. Tem apoio da ABERT.

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 Recebeu críticas da Nacional Public Radio (NPR), da Consumer Eletronics
Manufacturing Association (CEMA), da Eletronic Frontier Foundation (EFF) e
da Benton Foundation.
 “Ao ocupar os canais adjacentes e efetivamente aumentar a largura do canal
ocupado por uma estação, está diminuindo a disponibilidade de espectro para
eventuais novos atores”.

DRM (Digital Radio Mondiale):


 É o sistema mais recente, surgiu em 1996.
 Opera em AM, OC e OT. Ainda não funciona em FM (está em pesquisa).
 É um sistema não-proprietário.
 É um consórcio formado por rádios públicas européias: Deutsche Welle, RAI,
Radio France, BBC, além de governos como China e Equador.
 Será testado no Brasil, em junho ou agosto, a partir de parceria com a UNB e a
Radiobrás.

Televisão digital (TV Digital)


A TV digital permite, além de uma qualidade de imagem e som muito superior à
televisão convencional, a possibilidade de interatividade e a oferta de novos serviços.
Apesar dessa diferença fundamental com relação a TV analógica, a TV digital continua,
da mesma maneira, a lidar com informações de áudio e vídeo. A diferença básica é que
agora os dados passam a ser manipulados na forma digital. Um sistema digital que
manipula fluxos de áudio e vídeo costuma ser chamado de sistema multimídia.

Sistema multimídia
É um sistema capaz de lidar co mais de um tipo de mídia. Contudo, segundo essa
definição, um computador que manipulasse texto alfanumérico e gráfico poderia ser
enquadrado nessa definição. Por consequência, costuma-se adoptar uma definição mais
estrita: multimídia e todo sistema capaz de lidar com pelo menos um tipo de mídia
contínua na forma digital, além de outras mídias estáticas (Lu,1996).

A TV convencional, ao contrário da TV digital, não pode ser considerada como um


sistema multimídia, pois não trabalha com mídias digitais. Pela própria definição do
meio, todas as informações transmitidas são analógicas.

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Segundo a definição acima, existem mídias estáticas ou discretas que são aquelas que
não mudam com o tempo (imagens, gráficos, etc.) e as mídias contínuas ou dinâmicas
que possuem dimensão temporal, por exemplo, animação, áudio e vídeo, como também
possuem uma taxa de apresentação.

Além da classificação pela natureza temporal da mídia, outra forma de classificação


leva em conta se a mídia e sintetizada pelo ser humano, ou capturada por algum
dispositivo.

A Televisão digital de alta resolução – HDTV representa muito mais do que a simples
questão da resolução mais alta das imagens.

Nos dois sistemas de HDTV, o sinal de vídeo analógico contem frequência de ate 20
MHz, o que torna impossível a sua transmissão através dos canais tradicionais de TV,
com banda de 6 MHz.

A digitalização de vídeo e áudio usa o mesmo principio da digitalização de sinais


analógicos do áudio, mas o que é digitalizado é o conteúdo visual, cada quadro de vídeo
é uma imagem estática que e pixalisada, ou seja, a informação de cor de cada ponto de
imagem e armazenada em um pixel.

Vantagens e desvantagens da TV digital


 Conservação da qualidade do sinal, pois o número de linhas horizontais de
recepção, mesmo em modo SDTV (Standard Definition Television), é superior a
quatrocentos, sendo idêntico àquele proveniente do canal de transmissão.
 Digitalmente a imagem é muito mais imune a interferências e ruídos, ficando
livres dos “chuviscos” e “fantasmas” tão comuns na TV analógica
 Na transmissão digital, os sinais de som e imagem são representados por uma
sequência de bits e não mais por onda eletromagnética analógica ao sinal
televisivo.
 Otimização do espectro de frequência, que pode ocorrer de umas maneiras:
o Compactação do sinal
o Ausência de interferência do sinal.

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 Compatibilidade de meios de transmissão.

Figura 1.

 Compatibilidade de serviços.

Figura 2.

 Melhor aproveitamento de espectro.

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Figura 3.

 Melhor aproveitamento geográfico

Figura 4.

Implementação de Migração Digital em Moçambique


Análise situacional dos operadores privados da televisão
Até Junho de 2015, Moçambique deveria ter transitado do sistema analógico para o
digital de transmissão da televisão. O objectivo mundial é mudar a forma como os
cidadãos deverão aceder aos serviços de radiodifusão. Este processo apresenta muitas
vantagens e oportunidades, mas também tem muitos desafios.

A implementação da migração digital da televisão visa imprimir um novo paradigma de


radiodifusão, que permite um conjunto de vantagens, nomeadamente:

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 Utilização mais eficiente do espectro radioeléctrico (recurso escasso) pela
possibilidade de se poder alocar mais programas dentro do mesmo canal
(emissor), numa relação de 1 para 12 a 15 programas (em DVB-T2, com
codificação MPEG4/10/H.264/AVC). Parte das frequências actualmente
utilizadas para a radiodifusão analógica podem ser libertadas para outras
utilizações que o possam explorar comercialmente, fora do âmbito das operações
de radiodifusão;
 Maior qualidade de recepção dos conteúdos produzidos pelos operadores de
televisão, através da distribuição de um sinal de maior qualidade (vídeo e áudio,
com possibilidade de som multicanal);
 Possibilidade de transmissão e recepção universal de serviços em modo portátil
e móvel;
 Maior robustez contra interferências na transmissão do sinal, decorrente da
aplicação de novas tecnologias;
 Potencial de desenvolvimento de outros serviços de elevado valor acrescentado,
para o sector da televisão e da rádio (serviços interactivos) vocacionados para as
pessoas e empresas;
 Promoção da inclusão social através de livre acesso à informação e conteúdos
relevantes para os cidadãos.

Um dos desafios das televisões na era da televisão digital é a modernização de


equipamentos de produção e difusão de informação, proporcionando uma melhor
qualidade de imagem e mais canais de conteúdos.

Nas emissoras de televisão, existem os sistemas de edição, com eles os profissionais


realizam as actividades operações que determinam o material a ser exibido ao
telespectador. Para operacionalizar o trabalho de edição digital, foram introduzidos
computadores com software de tratamento de imagem, designado de sistemas não-
lineares de edição.

Com os conceitos de redes de computadores pode-se projectar um sistema integrado e


automatizado composto pelas ilhas de edição não-linear, além de diversos equipamentos
de informática que objectivam oferecer qualidade, segurança, agilidade e alta
confiabilidade ao sistema de edição e exibição das emissoras de televisão.

Equipamento básico para modernização

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Para adaptarem-se ao sistema de transmissão digital, os Operadores Privados das
Televisões precisam modernizar seus equipamentos como:

 câmeras de captação de imagens;


 software de tratamento de imagens, textos e som e aparelhos de transmissão
digital.

STV
A STV, pertencente à Sociedade Independente de Comunicação (SOICO), de
empresários moçambicanos e fundada em 2002. Esta televisão cobre as capitais
provincias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Nampula,
Cabo Delgado e Niassa.

Figura 5.

A STV já modernizou as câmeras de captação de imagem para HD, detém uma série de
computadores com capacidade para edição/edições não linear, software de compressão
de vídeo digital, software de transmissão em streaming para diversas plataformas
digitais (youtube, tablet e mobile) constituem as principais áreas de modernizção da
STV. Ela está presente em canais fechados da Startimes, Tvcabo, Zap e GoTV

Miramar
A TV Miramar, propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus. Ela foi criada em
1998, é um canal de programação generalista com cobertura em todo o Moçambique via
satélite em sinal aberto e também através de canais à cabo e satélite. Opera 24h de
programação diária.

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Figura 6.

A Miramar, além de modernizar os seus equipamentos de produção, (a emissora pode


sair é acessorio) já transmite os seus conteúdos através de DSTV (canal 709) , Gotv
(canal 94) Startimes (canal 4) , Tvcabo (canal 16) e UHF (canal 4), bem como a
transmissão em streaming. Todos os conteúdos são transmitidos em HDTV.

Contexto actual da televisão digital


Transporte, Multiplexação e Transmissão (TMT) é a empresa pública responsável pela
transmissão do sinal digital de televisão. Ela garante que até finais de Novembro de
2018 estará em funcionamento a Televisão digital terrestre em Moçambique.

Apesar do atraso no processo de implementação da Televisão Digital, já foram


concluídos 42 centros emissores e decorre desde Setembro de 2018 a fase de testes de
aceitação dos emissores de Maputo (Ponta do Ouro, Ressano Garcia, Namaacha e
Magude); Gaza (Xai-Xai, Bilene, Chokwe e Chicualacuala); Inhambane (Maxixe,
Massinga, Quisico, Vilanculo e, Govuro).

Os principais factores responsáveis pelo atraso da implementação da migração digital


devem-se, essencialmente, ao Início tardio da fiscalização das obras de instalação de
equipamento emissores e o atraso no desembolso dos fundos de financiamento por parte
dos financiadores da companhia chinesa que ganhou o concurso de implementação da
televisão digital em Moçambique.

Quanto ao custo de transporte e transmissão do sinal da televisão até ao consumidor


final, a TMT não avança nenhum, porém, Sabe-se que os operadores privados da

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televisão vão pagar a TMT pelo serviço de transporte do seu sinal, excepto a Televisão
de Moçambique por ser accionista da TMT.

ACESSO AO SET TOP BOX


Basicamente o set-top box é o aparelho que, conectado ao televisor, permite que o sinal
digital recebido seja visualizado no aparelho de televisão analógico convencional ou
digital, proporcionando uma qualidade de imagem e som superiores aos recebidos
actualmente.

Em Moçambique, mais de 90% dos televisores, incluindo os plasmas, estão nesta


situação. Portanto, precisarão de STBs para receber as emissões de TDT. No âmbito do
projecto de TDT objecto de concurso público internacional, serão adquiridos, numa
primeira fase, 400 mil STBs, para serem vendidos à população. Mesmo com as
garantias da TMT de que os STBs serão vendidos ao preço do custo do fabricante, cerca
de 1.200 Meticais.

Os primeiros STBs serão vendidos na região Sul de Moçambique, onde irá iniciar a
primeira emissão da televisão digital, até aos finais de Novembro de 2018. Tomando em
conta a volatilidade cambial e as famílias de baixo rendimento, esta medida terá um
impacto negativo sobre as populações de baixa renda e, consequentemente, no acesso à
informação transmitida pela televisão digital.

Mecanismo de interação governo/operadores privados da televisão


O Conselho de Ministros, na sua 44ª Sessão Ordinária, realizada a 7 de Dezembro de
2010, decidiu adoptar o DVB-T2, como o padrão tecnológico para Moçambique. Na
sequência desta deliberação, criou, através da Resolução Interna nº. 1/2011, de 8 de
Fevereiro, a Comissão Técnica para a Implementação da Migração da Radiodifusão
Analógica Terrestre para a Digital – COMID.

À COMID, foi acometida, entre outras, a responsabilidade de assessorar o governo na


elaboração da estratégia de migração da radiodifusão analógica para a digital, bem
como de estudar e propor medidas com vista à uma transição sem sobressaltos, ou seja,
medidas que evitem uma migração tecnológica sem a correspondente migração das
populações

A COMID terminou o seu mandato em Dezembro de 2015. Na mesa redonda do dia 24


de Outubro de 2018, fórum instituído pelo Misa Moçambique para o diálogo com o

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governo sobre a Migração Digital, o Gabinete de Informação anunciou a reactivação da
COMID, mas ainda não tem nenhuma actividade visível quer junto à sociedade quer no
diálogo com os operadores privados das televisões, facto que cria um vazio em termos
de articulação e participação dos diversos intervenientes no processo e o circuito da
comunicação e divulgação do processo da televisão digital.

Desafios dos operadores privados da televisão


Algumas emissoras de televisão privada já contam com todos os equipamentos de
captação e transmissão do sinal da televisão digital e outras ainda não completaram a
modernização dos seus equipamentos. Para uma televisão funcionar em sistema digital,
os seus equipamentos devem apresentar-se compatíveis com a tecnologia da TDT. Desta
forma, ainda há alguns desafios a enfrentar, designadamente:

 Formação de recursos humanos à altura do sistema digital;


 Aplicação de taxas económicas no transporte e transmissão do sinal digital;
 Isenção fiscal na importação do equipamento de produção da televisão, no
âmbito da política do governo de poio ao desenvolvimento da informação
sustentada pela Resolução nº 3/97, de 18 de Fevereiro.

As operadoras privadas das televisões têm outros dois desafios. O primeiro é superar a
sua grande dificuldade de distribuição: ela só chega à alguns grandes centros urbanos,
por meio da TV a cabo. Além desse desafio da distribuição que ainda não foi resolvido,
há o problema de solução mais complexa, que é o da audiência. As televisões ainda não
conseguiram conquistar a atenção dos moçambicanos, quanto à qualidade de
programação.

RISCOS
 Fraca aderência dos operadores privados aos serviços de transmissão da TMT,
devido à reduzida cobertura geográfica do sinal da televisão digital, tendo em
conta a oferta competitiva das companhias privadas de transmissão do sinal da
televisão;
 Fraca aderência dos operadores de televisão aos serviços da TMT, devido aos
prováveis preços de transporte e transmissão do sinal da televisão até ao
consumidor final;
 Baixa qualidade de produtos televisivos, devido à falta de recursos humanos
com preparação técnica para produzir no ambiente digital competitivo;

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 Fraca aderência da população rural aos canais nacionais dos operadores privados
das televisões, devido à mobilidade para plataformas pagas dos provedores
privados de transporte do sinal como a Gotv, Start times e TV cabo.
 Aumento de zonas de penumbra e de má qualidade do sinal, devido à ausência
de um sistema de monitoria de qualidade do sinal na TMT.

Percepção da sociedade em relação à televisão digital


Depois da apresentação do relatório sobre o Estágio actual da implementação da
televisão digital em Moçambique, pode-se afirmar que existe um grande
desconhecimento por parte da sociedade, em relação à televisão digital terrestre e a
grande parte dos aspectos da mesma. Por outro lado, mesmo as pessoas que afirmam
conhecer ou já ter ouvido falar da televisão digital mostram grande confusão em relação
às suas potencialidades e aos seus serviços associados.

Estudo do Centro de Estudo Interdisciplinar de Comunicação, CEC, revelou que desde


que Moçambique assumiu o padrão da televisão digital, em 2010, a sociedade civil tem
tido pouca informação sobre a televisão digital.

Os cidadãos moçambicanos, representados pela Sociedade Civil, enquanto destinatários


e utilizadores finais da informação e entretenimento veiculados por estes meios e
plataforma de comunicação, são os principais destinatários desta migração, e eles
precisam de compreender o funcionamento do novo modelo de televisão e os custos dos
STBs para a recepção do sinal.

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Conclusão
Com o presente trabalho foi possível concluir que a digitalização do sinal vai mudar o
jeito de fazer e ouvir a rádio, trazendo diversos benefícios, porém essa tecnologia deve
demorar a ser adoptada em alguns países. Mesmo assim, as emissoras precisam de estar
preparadas para o futuro.

Com a implementação das TVs digitais será possível revolucionar os sistemas


televisivos, com um grande potencial transformador nas relações de indústria, comércio,
serviços para países e para toda sociedade mundial.

E por fim foi também possível verificar que muitas televisões moçambicanas já estão a
emigrar para a era digital, porem se a emigração for totalmente realizada haverão sérios
riscos.

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Referências bibliográficas
 Relatorio-Migracao%20Digital%20-%20Final.pdf
 https://teletronix-com.br.cdn.ampproject.org/v/s/tletronix.com.br/blog/voce-
sabe-o-que-e-uma-radio-digital
 Ministério da Ciência e Tecnologia (2014). Estratégia Nacional da Migração da
Radiodifusão Analógica para a Digital, Moçambique.
 Orlando%20Guilhon.pdf

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