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CURSO SUPERIOR DE TÉCNICO DE

POLÍCIA OSTENSIVA E PRESERVAÇÃO DA


ORDEM PUBLICA

Tecnologia Da Informação
e Comunicações

DEZEMBRO- 2019
essdmaterialdidatico@policiamilitar.sp.gov.br

1º CICLO DE ENSINO
Sumário

1. Telecomunicações - Conceito e História ..................................................................................... 3

2. Codificações e siglas na PMESP ................................................................................................. 4

3. Código “Q” utilizado pela PMESP .............................................................................................. 5

4. A Importância da Radiocomunicação na PM .............................................................................. 6

5. Sistema de Comunicação ............................................................................................................. 7

6. Classificação de um sistema de comunicação ........................................................................... 10

7. Transceptores ............................................................................................................................. 10

8. Tipos de transceptores ............................................................................................................... 11


9. Sistemas de Radiocomunicação................................................................................................ 12

10. Criptografia e a Segurança na Rede-Rádio ............................................................................. 18

11. Status de Viatura ...................................................................................................................... 18

12. Codificação de Ocorrências.....................................................................................................20

13. Técnicas de utilização e exploração da rede rádio .................................................................. 23

14. Telefonia. ................................................................................................................................ 24

15. Regras de atendimento telefônico .......................................................................................... 28


16. Copom .................................................................................................................................... 30

17. Computação Embarcada .......................................................................................................... 36

18. Geolocalização ........................................................................................................................ 37

19. Funcionalidades do TMD Tela Inicial do Login. ....................................................................38

20. Intranet PM ..............................................................................................................................44

21. Referências Bibliográficas.......................................................................................................48

RESPONSÁVEL PELA ATUALIZAÇÃO:


Cap PM Mauricio Tamanaha, da DTIC.
Aula 1 e 2 - Telecomunicações (conceito e breve histórico); Codificações e siglas na PMESP.

1. TELECOMUNICAÇÕES - CONCEITO E HISTÓRIA


A comunicação é inata ao homem e é graças a esta virtude, ao seu raciocínio e ao seu
dinamismo que ele atinge o progresso.
Telecomunicação é definida pela Lei geral de Telecomunicações como sendo a
“transmissão, emissão ou recepção, por fios, radioeletricidade, meios ópticos ou
qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais escritos, sons
ou informações de qualquer natureza”.
Em suma, é o processo que envolve a transmissão e a recepção de mensagens entre
uma fonte emissora e um destinatário (receptor), no qual as informações, transmitidas
por intermédio de recursos físicos (fala, audição, visão etc.) ou de aparelhos e
dispositivos técnicos, são codificadas na fonte e decodificadas no destino com o uso de
sistemas convencionados de signos ou símbolos sonoros, escritos, iconográficos,
gestuais etc.
Telecomunicação, do grego tele, significa "ar", comunicação deriva do latim
communicare, que significa "tornar comum", "partilhar", "conferenciar". É uma forma
de estender o alcance normal da comunicação entre a fonte e o destino, ou seja, entre o
emissor e o receptor.
Conclusão:
Comunicação: Transmissão de uma mensagem entre o emissor e o receptor, utilizando
uma linguagem comum.
Emissor: de onde origina a mensagem.
Receptor: aquele que recebe a mensagem inteira e a entende.

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2. CODIFICAÇÕES E SIGLAS NA PMESP
Siglas utilizadas na PMESP relacionadas a telecomunicações.

CAD Centro de Atendimento e Despacho


COPOM Centro de Operações da Policia Militar
DTIC Diretoria de Tecnologia da informação e Comunicação (antiga DTel)
DCI Departamento de Comunicação e Infraestrutura (antigo CTel)
DAS Departamento de Aplicativos e Sistemas (antigo CPD)
SIOPM Sistema de Informações Operacionais da Polícia Militar (software)
] DVC Divisão de Vigilância e Captura (Polícia Civil)
TMD Terminal Móvel de Dados
TPD Terminal Portátil de Dados
GPS Global Positioning System
US Unidade de Serviço
BOe Boletim de Ocorrência Eletrônico
PRODESP Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo
DCI: Divisão de Infraestrutura, Divisão de Radiocomunicação e Embarcados, Divisão de
Telefonia, mobilidade e Redes.
DAS: Divisão de Desenvolvimento de Software, Divisão de Arquitetura da Informação,
Divisão de suporte de Serviços e Processamento de Imagens e Sinais.

Código Q e Alfabeto Fonético Internacional


O Código “Q” é utilizado nas comunicações via rádio, civil e militar, tendo como
objetivo a redução do tempo de emissão prolongando a vida útil do equipamento,
economia do canal de voz em cada mensagem dando maior fluidez e confiabilidade nas
comunicações, proporcionando melhor entendimento entre operadores de
radiocomunicação em qualquer idioma.
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O Código “Q” é formado pela substituição de informações por um conjunto de três letras,
sempre iniciadas pela letra “Q”, que dá nome ao código, e que é a letra inicial da palavra
question, em português: “pergunta”. Pode ser utilizado tanto para pergunta, resposta ou
inserido em uma frase.
Exemplo: Qual é o seu QTH? ou seja: Qual é o seu endereço? (Pergunta). Meu QTH
é .... ou seja: Meu endereço é .... (Resposta).
O código Q foi criado por volta 1909, originalmente pelo governo britânico, como uma
lista de abreviações preparadas para o uso dos navios britânicos e estações costeiras

licenciadas pela Agência Postal Geral.


Foi aprovado, em 21 de dezembro de 1959, na Convenção Internacional de
Telecomunicações, em Genebra (Suíça), da qual o Brasil é um dos países signatários,
entrando em vigor em 1º de maio de 1961.

Compreendem-se os grupos de QAA à QZZ distribuídos em quatro séries:


QAA - QNZ - Serviço Aeronáutico.
QOA - QQZ - Serviço Marítimo.
QRA - QUZ - Serviço Geral: Exército, PM, PC, Radioamadores e etc.
QVA - QZZ - Não distribuídos.

Aula 3 e 4 - Código “Q” utilizado pela PMESP (código Q, alfabeto fonético, gírias utilizadas); A
Importância da Radiocomunicação na PM.

3. CÓDIGO “Q” E O ALFABETO FONÉTICO


INTERNACIONAL UTILIZADO NA PM:

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Casos especiais:
NIHIL – nada do latim).
RPT - RePeaTer.
TKS - ThanKS (obrigado).
O alfabeto fonético internacional é um sistema de notação fonética baseado no alfabeto
latino, criado pela Organização de Aviação Civil Internacional e também adotado pela
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como uma forma de representação
padronizada dos sons do idioma falado.
É o método de soletração mais utilizado no mundo. Ele define palavras-chave para letras
do alfabeto inglês por meio de um princípio acrofônico (Alfa para A, Bravo para B, etc.)
para que palavras e números possam ser pronunciadas e entendidas por aqueles que
transmitem e recebem mensagens de voz por rádio o u telefone, independentemente de
seu idioma nativo, especialmente quando a segurança de navegação ou de indivíduos é
essencial.
Da mesma maneira os números têm uma forma padronizada de comunicação.
Anteriormente se utilizava a forma ordinal, ou seja: primeiro, segundo, terceiro e assim
por diante, e negativo para 0 (ZERO).
Entretanto, desde 2005 a PMESP adotou a forma de numeração cardinal, ou seja, um,
dois, três, etc.

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Existem ainda algumas gírias usadas com frequência por policiais militares, entretanto
estas não têm caráter oficial:
Termo usado Significado
Baixa frequência, via Falcão Contato por telefone
36 Pausa para comer
Fox (PF) Policial feminina
Mike (PM) Policial masculino
Copiar Escutar
Ca Ge (caráter geral) Veículo produto de roubo/furto
Com uma certa Ocorrência de gravidade/prioridade
Comando CFP
Subárea Cmt Cia
QSA Estado de saúde

4. A IMPORTÂNCIA DA RADIOCOMUNICAÇÃO NA PM

As atividades de segurança pública exigem, no contexto contemporâneo, um adequado


suporte técnico da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para obtenção de êxito, a
fim de atender aos requisitos de eficiência, eficácia e efetividade. Assim, a TIC passa a fazer
parte essencial da estratégia do negócio.
A Tecnologia da Informação e Comunicação tem exercido papel fundamental para os
tomadores de decisão, pois, ao se atingirem as metas da organização, quanto mais só lidas e
completas, melhores serão os resultados alcançados; caso contrário, poderão gerar prejuízos
incalculáveis à Instituição.
A TIC é de vital importância para que a Polícia Militar desempenhe as suas atividades
operacionais e também administrativas, co m efetiva participação na gestão dos processos e
nos programas de Gestão da Qualidade, tendo em vista ser uma ferramenta valiosa para
melhoria dos serviços prestados à comunidade.
Dessa forma, para que a Polícia Militar possa obter êxito nas suas atividades de segurança
pública e de atendimento ao cidadão, são empregadas tecnologias voltadas ao atendimento
telefônico emergência (190 e 193), processamento eletrônico da informação e a
radiocomunicação, os quais fazem parte de um conjunto essencial para o bom atendimento da
sociedade.

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Sem sombra de dúvidas, a tecnologia da informação e comunicação está cada vez mais
presente em nosso cotidiano, fato perceptível nas redes sociais, transações bancárias,
comércio eletrônico, internet, convergência de mídias na telefonia celular, entre outros.
A tecnologia é fator essencial ao desempenho das atividades de segurança pública, desde o
atendimento do telefone de emergência policial até o encerramento da ocorrência no Distrito
Policial.
A informação rápida e correta ajuda os comandantes, gerentes ou tomadores de decisões a
atingirem suas metas.
Concluindo, a importância da comunicação no serviço policial tem como objetivos:
Apoio;
Preservação da VIDA;
Inteligência, rapidez e clareza das informações;
Sucesso das operações.

Aula 5 e 6 - Sistema de Comunicação; Classificação de um sistema de comunicação; Transceptores


(conceito); Tipos de transceptores (Funcionalidades e Padrão de utilização dos equipamentos de rádio
e da rede de rádio na PMESP)

5. SISTEMA DE COMUNICAÇÃO
Muitas vezes obstáculos, existentes no ambiente, dificultam ou impedem a comunicação.
Outras vezes, como em um restaurante, temos que elevar o volume da voz, apesar de estarmos
bem próximos da pessoa com quem conversamos, devido ao “barulho” do ambiente. E as
outras pessoas também sentem que tem que fazer a mesma coisa, elevar o volume de voz.
Comparando com as conversas entre pessoas, temos a potência é a energia, a atenuação é o
enfraquecimento da voz e o ruído ou interferência é o barulho.
Quando nos afastamos de uma pessoa, com quem estamos conversando, temos, muitas vezes,
que elevar o volume da voz para sermos entendidos, ou seja, colocar mais energia ou usar
outros recursos, como levar as mãos à boca, na forma de uma corneta, para concentrar a
energia sonora em uma direção e, com isso, ampliar o alcance. Ou seja, com a distância
aumentando a voz chega mais fraca ao receptor.
Quaisquer que sejam os métodos de envio utilizados necessitamos além da informação que
queremos enviar, de um sistema de comunicação, que se utilizam basicamente um
transmissor, um meio de comunicação (canal) e um receptor.

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Um sistema de radiocomunicação simples é chamado de enlace de rádio. Os componentes
básicos de um enlace de rádio são: Antena; Ambiente; Transmissor, Receptor; e Cabos de
conexão.

Transmissor - composto por um microfone que converte a informação a ser transmitida em


impulsos elétricos; um modulador, que controla as variações da frequência; um oscilador, que
gera uma determinada frequência de rádio chamada de onda portadora; e uma antena para
emitir as ondas eletromagnéticas.
Receptor - Tem como componentes principais: a antena para captar as ondas eletromagnéticas
e convertê- las em sinais elétricos; amplificadores que aumentam a intensidade desses sinais;
misturador que faz a demodulação do sinal separando a portadora do áudio; e um alto-falante
para converter os sinais em ondas sonoras.
Um transceptor é um equipamento dotado de ambos os estágios (transmissor e receptor) em
um único equipamento.
Dentre esses elementos a antena é o elemento mais importante, pois é ela que influencia no
desempenho do enlace e interage diretamente com o ambiente onde de ve operar o
equipamento. Uma condição importante é a de se ter visado entre as antenas, ou seja, as
antenas não apenas se “enxergam” mutuamente, mas precisam de uma área livre de obstáculos
ao redor da reta que as une.

Frequentemente estão presentes, na região entre as antenas, obstáculos que podem interromper
parcial ou totalmente a passagem do sinal.

A posição e/ou a natureza desses obstáculos podem interferir de formas diversas no


desempenho desejado do enlace. Os obstáculos mais comuns são: paredes de alvenaria, de
metais, de madeira, de plástico, árvores, água, etc.
Podem produzir efeitos diretos de reduzir ou impedir a passagem da radiação, como provocar
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reflexões do sinal, que podem atingir a antena receptora em intensidade e condições diferentes,
o que pode diminuir ou, até mesmo, anular o sinal recebido. Algumas vezes pode ser
necessário efetuar testes para se ter certeza da viabilidade do enlace.

Meio de comunicação - É o ambiente utilizado na a comunicação entre o transmis sor e o


receptor. Podem ser classificados em:
a. Confinados ou meios físicos: caracterizam-se pelo fato de que a propagação da energia
do sinal se dá nos limites físicos do meio, ou seja, o sinal é guiado ao longo de um caminho
determinado pelo meio, exemplo: par trançado, cabo coaxial, fibra óptica, etc.
b. Não confinados ou meios rádio: o espaço livre é o meio utilizado para a transmissão
dos sinais. É caracterizado pelo equipamento de rádio transmissor e um equipamento rádio
receptor nos extremos.
Um sistema de comunicação normalmente sofre perdas, atenuações e a influência de ruído
no sinal modulado. Além disso, podem ocorrer distorções e interferências que provocam
mudanças na forma do sinal transmitido.
Ruídos são sinais aleatórios, produzido por fontes naturais, enquanto as interferências são
sinais indesejáveis gerados por processos criados pelo homem.
Já as distorções são mudanças na forma de onda devido à resposta imperfeita do sistema em
relação ao sinal, podem ocorrer em qualquer ponto do sistema de comunicação. Outros fatores
com grande influência no desempenho dos sistemas de comunicação são: à distância, a
energia necessária e as condições do ambiente em que o sistema vai operar.

6. Classificação de um sistema de comunicação


Um sistema de comunicação é classificado de acordo com o sentido de trans missão,
podendo ser:
Simplex - sistema em que a comunicação se processa em um
único sentido (unidirecional), isto é, a um dos terminais cabe a
função de transmissão enquanto ao outro cabe a função de
recepção. Exemplo: Um sistema de rádio difusão comercial e
um receptor AM/FM.

Half-duplex - Sistema em que a informação se


processa alternadamente em cada um dos
sentidos. Cada um dos terminais do canal
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funciona, portanto, ora como transmissor, ora
como receptor, como é o caso dos transceptores
que trabalham em uma mesma frequência para
transmissão e recepção. Exemplo: Rádios
comunicadores utilizados pela Polícia Militar.

Full-duplex - sistema em que a comunicação se


processa simultaneamente nos dois sentidos
(bidirecional), isto é, ambos os terminais do canal
de comunicação funcionam como transmissores e
receptores ao mesmo tempo. Exemplo: Sistema
de telefonia (fixa ou móvel).

7. TRANSCEPTORES
Basicamente um transceptor (equipamento que trans mite e recebe ao mesmo tempo ) é
composto de:
Microfone : Elemento eletromecânico, que quando sofre diferenças de pressão provocadas
pela voz humana, converte-as em ondas eletromagnéticas com uma frequência possível de ser
ouvida pelo ser humano (sinal de frequência de áudio).
Transmissor: Ou emissor de sinal, processa o sinal de entrada a fim de adaptá-lo ao canal de
comunicação desejado ou disponível. Normalmente envolve um processo de modulação e
eventualmente codificação (principalmente nos casos de comunicação digital).
Antena: Dispositivo condutor que emite para o espaço as ondas eletromagnéticas geradas no
emissor ou que recebe do espaço essas ondas destinadas ao receptor. A forma geométrica que
uma antena pode apresentar depende, essencialmente, do comprimento de onda das ondas que
ela emite ou recebe.
Receptor - Processa o sinal recebido para entrega ao transdutor de saída tendo como funções
básicas: a ampliação do sinal (para compensar as perdas no canal), a demodulação e a
decodificação (processos que revertem os de modulação e codificação no transmissor) e a
filtragem (para reduzir efeitos de ruído e interferência – em frequências diferentes da do sinal
eventualmente, de distorções - através de filtros equalizadores - na faixa de frequências do
sinal).
Alto falante - É um dispositivo que transforma as ondas eletromagnéticas em vibrações que
provocam diferentes pressões no ar que se encontra à sua volta, reproduzindo assim o sinal
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original contendo a informação. Essas diferenças de pressão são interpretadas pelos nossos
ouvidos como sendo o som que ouvimos.
Basicamente os transceptores fixos e móveis utilizados pela PMESP possuem os seguintes
controles: Botão Liga-desliga; Botão de Volume (em alguns modelos liga-desliga/volume);
Chave seletora de canais; Tecla de Emergência.
Muito parecidos são os controles dos transceptores portáteis (HT) utilizados pela PMESP:
Botão Liga-desliga- volume; Chave seletora de canais; Tecla de Emergência.

8. TIPOS DE TRANSCEPTORES

Fixo - É um equipamento de comunicação que permite centralizar


as comunicações e pode abranger uma área de cobertura muito
maior sem a necessidade da instalação de estações repetidoras
(dependendo da topografia do local). São aquelas instalados em
imóveis ocupados pela Policia Militar (Batalhão, Cia PM,
Destacamento, GP, etc), ou seja, locais que possibilitem a fixação
da antena na área externa.
É composta por transceptor móvel ligado a uma fonte de alimentação, cuja antena é
diferente daquela de um rádio móvel, possibilitando maior ganho em irradiação e
consequentemente maior alcance.
Móvel - É o transceptor instalado em qualquer veículo (terrestres, aquáticos, marítimos ou
aéreos) podendo operar quando o mesmo estiver em movimento ou estacionado em lugar não
especificado, dentro da área de cobertura de uma rede de rádio específica.

Portátil - É um transceptor de uso pessoal que, devido ao porte e peso pode ser transportado
e usado em qualquer lugar, não dependendo de um lugar específico para ser usado.

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Estação Rádio Base (ERB) ou Repetidora - Utilizada para ampliar a cobertura do sistema
irradiante, recebendo os sinais e retransmitindo automaticamente, mantendo uma
comunicação clara e eficaz. Deve ser instalada preferencialmente no ponto mais alto da região,
dependendo da topografia, para um melhor rendimento de equipamento. É composta
basicamente por um rádio transmissor e outro receptor, acoplados a um gabinete com fonte de
alimentação e ligados a um duplexador e a uma antena fixa instalada em uma torre.

Aula 7 e 8 - Sistemas de Radiocomunicação (conceito, analógico e digital, digital convencional e


digital troncalizado); Criptografia (conceito e padrão utilizado no sistema de rádio da PMESP).

9. Sistemas de Radiocomunicação

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ERB = Estação Rádio Base (Site) 14
Sistema de Radiocomunicação Analógico (SRA)
No Sistema de Radiocomunicação Analógico (SRA) é mais comum à presença de
interferência, intermodulação, falta de redundância, dificuldade de expansão, diminuição da
sensibilidade do receptor entre outras falhas que não são encontradas nos sistemas digitais.
O que caracteriza a transmissão analógica é que a forma de onda possui a informação que
deve ser reproduzida no destino, ou seja, não há o emprego de técnicas de codificação para a
mensagem. Sendo uma comunicação susceptível a ruído, distorções e interferências.
A relação sinal/ruído é responsável pela inteligibilidade na recepção, determinando a
qualidade do sistema de telecomunicação.
A DTIC, por meio do DCI, atua para que não exista mais esse tipo de sistema na PM.
Sistema de Radiocomunicação Digital (SRD)
No Sistema de Radiocomunicação Digital (SRD) a transmissão digital apresenta melhor
desempenho frente ao ruído devido ao uso de repetidores regeneradores na transmissão de
sinais pulsados permitindo a recuperação de pulsos de formato perfeito, totalmente isento de
ruído. Pode, entretanto, ocorrer um erro na interpretação do pulso, mas isto só ocorre
eventualmente, e é possível durante a fase de projeto reduzir a níveis considerados
satisfatórios. De um modo geral, o desempenho global do sistema digital é bem superior ao
analógico.
As principais características do sistema digital são: correção de erro, repetidoras de alto
tráfego, computação embarcada, geolocalização, uso mais eficiente do espectro, etc.
A principal desvantagem desse sistema é que se torna mais sensíveis ao desvanecimento
seletivo, que são as alterações de amplitude e de percurso sofridas pelo sinal ao atravessar o
meio de transmissão, as quais são percebidas por atenuações, reforços e distorções ocorridas
no espectro.
SRD Convencional e Troncalizado
O sistema de radiocomunicação convencional caracteriza-se pela fixação de um canal de
radiofrequência por estação repetidora para um determinado número de terminais de rádios,
fixos, móveis e portáteis. Assim, os terminais de rádio sempre estarão atrelados a um
determinado canal de RF ou estação repetidora.
Dessa forma, podem-se construir diversas redes de radiocomunicação, porém uma
determinada quantidade de rádios transceptores sempre estará atrelado a um determinado
canal de RF, correspondendo a uma estação repetidora em particular. São simples quanto à
montagem e configuração da rede e de custos relativamente baixos quanto à implantação, ao
funcionamento, à operação e à manutenção, mas não são robustas do ponto de vista de
interferências nem adequadas a elevados tráfego de comunicações. 15
O tráfego gerado em um sistema convencional de radiocomunicação móvel é um fator
limitante para a quantidade de redes em função do número de terminais de rádio. Por exemplo:
suponha-se um sistema convencional hipotético, composto de 05 (cinco) canais de RF, com
uma distribuição média de 30 terminais de rádio por canal. Em um dado momento, o sistema
poderá ter todos os seus canais ociosos; em outro momento, canais ociosos e desocupados ao
mesmo tempo. O segundo momento é o mais crítico, pois gerará fila de espera e poderá
comprometer a eficiência operacional, podendo trazer graves prejuízos à operação e à imagem
da instituição.
A solução para esse tipo de problema foi o emprego da técnica de troncalização de canais, de
forma que os terminais de rádios podem utilizar qualquer um dos canais de RF do sistema,
mediante controle eletrônico de distribuição dos canais.
Essa distribuição é realizada mediante o “canal de controle”, que tem por função gerenciar o
tráfego e distribuir, de forma equilibrada, o canal a um determinado usuário da rede rád io.
Dessa forma, diferentemente do sistema convencional, que fixa rádios por canal, o sistema
troncalizado atrela rádios por grupo de conversação, independente do canal de RF.
As principais técnicas empregadas para o acesso à radiocomunicação móvel, serviço móvel
privado (SMP), são o FDMA e o TDMA. O Acesso Múltiplo por Divisão de Frequência
(FDMA) permite que vários usuários ocupem o sistema ao mesmo tempo, em função do
número e da largura de cada canal disponível, mas cada um em uma determinada faixa de
frequência. Já o Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo (TDMA) permite que múltiplas
conversações sejam transmitidas em uma mesma frequência portadora do sinal, sem
interferências entre si, em intervalos de tempo diferentes.
Rede Convencional
Na rede convencional os diferentes grupos de
usuários operam em diferentes frequências, ou
seja, em uma rede com frequências dedicadas.
Normalmente o número de grupos de usuários que
utilizam o sistema é maior que o número de canais
que o sistema proporciona. Em consequência
vários grupos de usuários compartilham um
canal individual.
Nesse tipo de rede o operador deve aguardar que o
canal seja liberado para só então comunicar. Há
ainda a possibilidade de ser bloqueado por outros
usuários com um sinal mais forte. Mesmo que haja
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canais disponíveis no sistema o usuário fica restrito aquele destinado a ele.
Uma rede convencional pode ser analógica ou digital, mantendo sempre as características de
uma rede dedicada.

Rede Troncalizada
A técnica da troncalização (trunking) teve início com a
telefonia baseada em centrais de comutação. Num
sistema telefônico diversos usuários (assinantes) estão
conectados às centrais de comutação, havendo uma
conexão física de cada estação de usuário a uma central
de comutação. Entre as centrais existe uma quantidade
limitada de linhas tronco, que permitem que os usuários
de centrais diferentes se comuniquem.
O dimensionamento da troncalização se baseia no
comportamento estatístico das conexões, a partir da
duração média de uma conexão e da demanda de
conexões. De forma que, um número determinado de canais pode acomodar uma grande
quantidade de usuários.
Ao considerarmos a frota de viaturas da Polícia Militar que necessite se comunicar com o
COPOM via rádio, uma solução possível seria subdividir o tráfego de comunicação em
diversos canais, utilizando diversas frequências de rádio, alocadas a grupos de viaturas,
Companhias, Batalhões, porém, dependendo da quantidade de tráfego e da localização das
viaturas e outros fatores, alguns canais poderiam estar mais congestionados do que outros,
Nesse caso, alguns canais estariam muito ocupados, dificultando a comunicação, enquanto
outros estariam ociosos.
Visando aumentar a capacidade de tráfego de comunicação em uma rede de rádio foi criado o
sistema de radio trunking, no qual todas as frequências estão disponíveis e vão sendo alocadas
de acordo com demanda, à medida que cada usuário requer acesso ao sistema.
Os usuários são alocados em grupos lógicos de conversação para compartilhar seus dados, de
maneira mais eficiente que num canal em radiofrequência dedicada, são os chamados talk
group.
Quando um usuário quer falar com um grupo, o transceptor envia um pacote de dados a uma
central controladora, que emite um sinal digital a todos os rádios que monitoram esse grupo,
instruindo os rádios para mudar automaticamente para a frequência indicada pelo sistema a
fim de que possam monitorar essa transmissão.
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Depois que o usuário terminou de se comunicar, os rádios dos usuários retornam a monitorar
os canais de controle para transmissões adicionais. Este arranjo permite que os vários grupos
de usuários compartilhem de um conjunto restrito de frequências (canais) reais sem ouvir
outras conversações.
Os sistemas de Rádio Trunking diferem dos sistemas de rádio convencionais, que utilizam um
canal exclusivo (frequência) para cada grupo de usuários, enquanto que os sistemas de rádio
do trunking usa uma associação de canais que estão disponíveis para um determinado grupo
de usuários.
Um sistema de rádio troncalizado utiliza-se de protocolos de comunicação tanto para garantir
a segurança quanto para interagir com outros sistemas.

Características e vantagens do Sistema Troncalizado


A rede troncalizada tem como principais características: canal de controle, chamadas em
grupo, chamada de multigrupo, chamadas privativas, chamada de alerta/emergência, fila de
espera, prioridades de acesso. Todos os usuários compartilham todos os canais, e em segundo
lugar nenhum canal permanece livre enquanto existir necessidade de comunicação.

Quando um usuário regressa à área de cobertura, liga o seu rádio depois de um período de
inatividade ou finaliza uma chamada privativa, a unidade de rádio se incorpora
automaticamente ao grupo ao qual pertence.
Privacidade, os usuários ouvem apenas a conversa destinada ao seu grupo, pois naquele
momento possuem uso exclusivo do canal alocado. Em qualquer outro momento seus rádios
estão silenciados. Levando em consideração que a comunicação em um sistema troncalizado
é realizada em um canal, selecionado pelo controlador, torna-se muito difícil escutar a
comunicação de um grupo especifico de usuários. Esta privacidade é ainda maior quando
temos criptografia no sistema.
Quando uma repetidora convencional apresenta falha ou sofre interferência, os usuários
alocados neste canal determinado perdem a capacidade de comunicação. Com o sistema
trunking caso uma repetidora falhe o controlador detecta o problema e não aloca está
repetidora como canal de conversação, até que a mesma seja recuperada ou que a possível
interferência desapareça.
É possível realizar o gerenciamento de todas as comunicações efetuadas, permitindo a
identificação do rádio, grupo de conversação, canal utilizado e tempo de duração de todas as
chamadas.
Em uma comunicação caso não haja canal de voz disponível neste momento, o Controlador
avisa o usuário por meio de um tom audível de ocupado e o coloca em uma fila de espera
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organizada do tipo FIFO (First in, First out), obedecendo aos níveis de prioridade. As
chamadas de emergência possuem o maior nível de prioridade.
Este processo ocorre através do canal de controle sem haver necessidade de ocupar um canal
de voz. Desta forma o sistema otimiza a utilização dos canais de voz durante períodos de alto
tráfego. No instante em que um canal de voz se torna livre, o sistema, através do canal de
controle, designará automaticamente o próximo canal disponível ao primeiro usuário na fila
de espera.
O Controlador do Sistema identifica quais usuários estão envolvidos em uma conversação, a
hora em que a conversação se realizou, a duração da chamada, que canal foi utilizado, etc.
Estes dados permitem levantar estatísticas de utilização e permitem um controle preciso sobre
a utilização e a eficiência do sistema.

10. CRIPTOGRAFIA E A SEGURANÇA NA REDE-RÁDIO


A PMESP adotou o recurso KMF (Key Management. Facility) que é a Facilidade de
Gerenciamento de Chaves, que gerencia e distribui as chaves de segurança que utiliza
servidor de gerenciamento e um KMF Crypto Card.
Por meio de KVLs (Carregadores de Chaves Variáveis) são carregadas chaves de criptografia
para segurança dos equipamentos de rádio, permitindo o gerenciamento das chaves por meio
de um dispositivo portátil.
Além desses recursos utiliza o sistema OTAR (OVER-THE-AIR REKEYING), que possibilita
a distribuição e o gerenciamento de chaves por meio do sistema de rádio, por onde são
transmitidas e auditadas as chaves. A operação não gera prejuízo à comunicação da rede.
Reduz o trabalho de inserção e mudança das chaves de criptografia proporcionando maior
confiabilidade e segurança.
A programação e a criptografia são responsáveis pela segurança e privacidade da
comunicação operacional na PM, garantindo que ninguém consiga ouvir as mensagens sem
estar devidamente autorizado.

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Aula 9 e 10 - Status de viatura e códigos de ocorrências; Técnicas de utilização e exploração da rede
rádio (Informações essenciais a serem transmitidas via rede de rádio e sequência de ações).

11. STATUS DE VIATURA


Denomina-se status de viatura o conjunto, formado por um código e sua correspondente
denominação, que serve para designar a condição de operabilidade de uma viatura,
abrangendo a situação patrimonial e a operacional propriamente dita.
A tabela SV (Status Viatura) controla a condição operacional de uma viatura.
Sua função, além do controle dinâmico e imediato da frota operacional, é permitir a
elaboração de estatísticas tais como: quantidade de horas de operação da viatura ou da frota
de uma OPM, tempo de atendimento de ocorrência, viaturas baixadas entre outras.
Toda viatura operacional deve sempre estar enquadrada em um STATUS.
Tipos de Status
ATIVOS - aqueles em que a viatura está efetivamente empenhada na atividade operacional,
composto pelos STATUS: 01, 03, 05, e 11;
PASSIVOS - aqueles em que a viatura não está efetivamente operando temporária ou
definitivamente, composta pelos STATUS: 02, 04, 07, 08, 09, 10 e 12.
A guarnição de uma viatura ao iniciar as atividades realiza a Composição de Unidade de
Serviço (US), via SIOPM Web, ou fornece ao COPOM o STATUS em que irá operar de
acordo com a tabela constante do Anexo C do M-16-PM, seguido do lançamento do status
nos relatórios pertinentes, como por exemplo, o Relatório de Serviço Operacional (RSO).
Tabela de Status de Viatura
Status 01 - Disponível: é a condição da viatura, operando em um ou vários subsetores de
uma subárea, pronta para o atendimento de ocorrência.
Status 02 - Manutenção Rápida: é a viatura que sai de qualquer status operacional para
pequenos reparos ou lavagens dentro da própria área de atuação.
Status 03 - Operação Especial: condição operacional da viatura empregada em determinada
subárea e sua atividade principal é o patrulhamento. Atenderá as ocorrências com as quais
sua guarnição deparar e, extraordinariamente, as irradiadas pelo COPO M ou CAD.
Enquadram -se neste Status: Força Tática, Ronda Escolar, Rota, Radiopatrulhamento
Comunitário, viaturas empenhadas em operações de polícia ostensiva.
Status 04 - Abastecimento (combustível): condição da viatura que, em prejuízo
momentâneo de outro status que ocupe (exceto 05), desloca-se com ciência do COPOM ou
20
CAD, para abastecimento.
Status 05 - Atendimento de Ocorrência: condição da viatura que se encontra atendendo a
ocorrência de qualquer natureza, com numeração fornecida pelo COPOM ou CAD.
Status 06 - Assunção Manual: diz respeito somente ao COPOM quando o SIOPM deixa
de operar por qualquer circunstância.
Status 07 - Baixa por Equipamento Rádio: condição da viatura que permanece inoperante
por falta ou defeito no equipamento de rádio.
Status 08 - Baixa por Acidente de Viatura: condição da viatura que permanece inoperante
por ter sofrido acidente de qualquer natureza.
Status 09 - Reserva: viatura em condições de operação, que permanece inoperante,
estacionada em sua respectiva base de operação.

Status 10 - Rendição: é a condição da viatura durante o período de troca da guarnição nas


sedes respectivas.
Status 11 - Supervisão: condição da viatura destinada a atividade de gerenciamento de uma
determinada área de OPM. Enquadram-se neste caso: Supervisor Regional, Comandante da
Subárea, Rota Comando, Comando de Força Tática, CFP e CGP.
Status 12 - Baixa por Defeito Mecânico ou Elétrico: condição da viatura que permanece
inoperante em virtude de defeito na parte mecânica ou elétrica.
Status 13 - Viatura e m processo de descarga: é a condição da viatura em processo de
descarga.
Status 14 - Viatura em processo de troca de prefixo.
Status 15 - Refeição: condição da viatura que, em prejuízo momentâneo de outro status que
ocupe (exceto 05), com ciência do COPOM ou CAD, encontra-se com sua equipe realizando
a refeição.

12. CODIFICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS


De acordo com o M-16-PM:
Artigo 1º - A Codificação de Ocorrências constitui processo por meio do qual são registrados
os fatos e circunstâncias relevantes das atividades operacionais realizadas pela Polícia
Militar, mediante a utilização de tabelas nas quais se encontram predefinidos os aspectos
dessas atividades que devem ser registrados, e seus respectivos códigos.
Artigo 2º - O Manual de Codificação de Ocorrências da Polícia Militar (M-16-PM) tem por
finalidade estruturar e dispor sobre o funcionamento do sistema de codificação de ocorrências
da Polícia Militar, o que implica:
21
I - Estabelecer quais os aspectos das intervenções operacionais da Polícia Militar
devem ser objeto de registro, atribuindo- lhes denominação específica e códigos próprios;
II - Organizar as informações a serem registradas e seus respectivos códigos em tabelas,
conforme suas natureza e espécie;
III - Explicitar as regras de articulação das tabelas entre si, permitindo a construção de
registros precisos e detalhados. Seus objetivos são:
Artigo 3º - A codificação de ocorrências da Polícia Militar tem por objetivos:
I - Padronizar as fórmulas de registro de fatos e circunstâncias relacionados às
intervenções operacionais da Polícia Militar, em especial as provenientes do serviço de
atendimento de chamadas de emergência;
II - Gerar informações úteis aos atendentes, despachadores e supervisores dos Centros
de Operações, seja na utilização do SIOPM (Sistema de Informações Operacionais da Polícia
Militar), seja no atendimento e despacho manual de ocorrências;
III - Permitir o correto preenchimento dos documentos oficiais destinados à obtenção de
Informações Quantitativas, naquilo que couber.
IV - Permitir a obtenção de estatísticas setoriais e globais a partir de dados reais, co m
confiabilidade e flexibilidade, gerando informações para o planejamento e controle adequado
das atividades da Polícia Militar.
A tabela de naturezas contempla, basicamente, os conceitos extraídos da legislação penal, até
o ponto em que isso se mostre adequado para os objetivos da codificação de ocorrências;
Nesta tabela encontram-se os fatos em suas formas mais simples e fundamentais.
As variações, quando existirem, estarão descritas na Tabela de natureza/
complemento/detalhamento;
A denominação dos grupos também procura acompanhar a denominação que recebem as
divisões do Código Penal. Entretanto, a estrutura do Código Penal serve apenas como
referência, razão pela qual não será todo e qualquer capítulo ou seção daquele código que
dará origem a um grupo de naturezas, nem mesmo um determinado grupo de naturezas
representará, sob a forma de ocorrência, de todos os crimes que o capítulo ou seção que serviu
de base para o grupo contém.

22
TABELA DE CODIFICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS
CONTRA A PESSOA E A VIDA D06 CORRUPÇÃO DE MENORES DE AUXÍLIO AO PÚBLICO
A01 HOMICÍDIO CULPOSO D07 RAPTO M01 OCORRÊNCIA COM PESSOA
A02 HOMICÍDIO DOLOSO D08 EXPLORAÇÃO DO LENOCÍNIO M02 CHOQUE ELÉTRICO
A03 HOMICÍDIO TENTATIVA D09 JOGO DE AZAR M03 MERGULHO/SALTO NA ÁGUA CAUS TRAUMA
A04 ABORTO D10 VADIAGEM M04 INSETO AGRESSIVO
A05 AGRESSÃO D11 MENDICÂNCIA M05 OVERDOSE
A06 INFANTICÍDIO D13 IMPORTUNAÇÃO OFENSIVA AO PUDOR M06 INGESTÃO/INJEÇÃO/INALAÇÃO DE SUBST.
A07 PERICLITAÇÃO DE VIDA CONTRA A ADMNISTRAÇÃO PÚBLICA M07 INTOXICAÇÃO POR EXPOSIÇÃO A GAZES
LESÃO POR EXPOS A PP (EXC EXPL/FOGO)
A08
A09
ABANDONO
OMISSÃO DE SOCORRO
E01
E02
PECULATO
CONCUSSÃO
M08
M09 QUEIMADURA
22
A10 AMEAÇA E03 CORRUPÇÃO M10 DESMORONAMENTO
A11 SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO E04 PREVARICAÇÃO M11 AUXÍLIO À GESTANTE
A12 VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO E05 VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA M12 DESAPARECIMENTO DE PESSOA
A13 MAUS TRATOS E06 USURPAÇÃO DE FUNÇÃO PÚBLICA M14 MAL SÚBITO
A14 RIXA E07 APOIO M15 QUEDA DE PESSOA
A15 CALÚNIA E08 DESOBEDIÊNCIA M16 QUEIMADURA
A16 DIFAMAÇÃO E09 DESACATO M17 OUTRAS OCORRÊNCIAS COM PESSOA
A17 INJÚRIA E10 CONTRABANDO/DESCAMINHO M18 OUTRA OCORRÊENCIA CONTRA PATRIMÔNIO
A18 CONSTRANGIMENTO ILEGAL E11 ABUSO DE AUTORIDADE M19 PESSOA EM LOCAL DE RISCO
A19 RACISMO E13 RESISTÊNCIA M21 EMERGÊNCIA CARDÍACA
A20 PEDIDO DE SOCORRO COM ENTORPECENTES M22 EMERGÊNCIA CLÍNICA
A21 ENCONTRO DE CADÁVER F01 OCORRÊNCIAS COM ENTORPECENTE
A22 SUICÍDIO COM PRESO/CONTRA A ADM DA JUSTIÇA DE INCÊNDIO E SALVAMENTO
A23 TENTATIVA DE SUICÍDIO G01 OCORRÊNCIA COM PRESO N01 INCÊNDIO
A24 AFOGAMENTO EM CURSO G02 COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME/TROTE N02 EXPLOSÃO
CONTRA A ORG. TRAB. / MANIFENTAÇÃO
A25 TORTURA PÚBLICA N03 SUPERAQUECIMENTO DE EQUIPAMENTO
A26 ABANDONO MATERIAL H01 GREVE N04 VAZAMENTO
A27 ABANDONO INTELECTUAL H02 PIQUETE N06 OCORRÊNCIA COM ÁRVORE
A28 ENTREGA FILHO MENOR A PES INIDÔNIA H03 TUMULTO N08 ACIDENTE COM MEIO DE TRÂNSPORTE
A29 SUBTRAÇÃO DE INCAPAZ H04 PASSEATA N10 DESABAMENTO/DESMORONAMENTO
A30 LESÃO CORPORAL / AGRESSÃO CULPOSA H05 SAQUE/ARRASTÃO
A31 MORTE DE PESSOA OU TENTATIVA H06 MANIFESTAÇÃO PÚBLICA N12 ANIMAL AGRESSIVO
CONTRA O PATRIMÔNIO CONTRA O MEIO AMBIENTE N13 OCORRÊNCIA COM OBJETO
B01 FURTO I01 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL N14 INUNDAÇÃO/ENCHENTE
B02 FURTO TENTATIVA I02 OCR AMBIENTAL GCM N16 EMBARCAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RISCO
B03 ROUBO TENTATIVA I03 OUTRAS OCORRÊNCIAS AMBIENTAIS N17 ODOR DE PRODUTO QUÍMICO
B04 ROUBO I04 OUTRAS ATIVIDADES AMBIENTAIS N21 QUEDA DE ÁRVORE
B05 EXTORSÃO I05 VISTORIA AMBIENTAL N22 RISCO IMINENTE DE EXPLOSÃO
B06 POSSE / INVASÃO DE PROPRIEDADE I99 OUTRA OCR AMBIENTAIS GCM N23 SITUAÇÃO DE RISCO
CONTRA A INCOLUMIDADE, A PAZ E A FÉ
B07 DANO MATERIAL PÚBLICA N24 VAZAMENTO DE GLP
B08 APROPRIAÇÃO INDÉBITA J01 EXERCÍCIO ILEGAL DE PROFISSÃO/ATIV N25 VISTORIA TÉCNICA OPERACIONAL
B09 ESTELIONATO / FRAUDE J02 ENVENENAMENTO DE ÁGUA POTÁVEL N26 ANIMAL EM SITUAÇÃO DE RISCO
B10 RECEPTAÇÃO J03 DETENÇÃO DE SUSPEITO N28 ANIMAL
B11 LATROCÍNIO J04 SUBVERSÃO/TERRORISMO N29 TRINCA/RACHADURA
B12 ALARME DISPARADO J05 CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR N30 ATIVIDADE EDUCATIVA DE BOMBEIRO
CONTRA A TRANQUILIDADE E OS MORTOS J06 FALSA IDENTIDADE
C01 PERTURBAÇÃO DE SOSSEGO PÚBLICO J07 USO DE DOCUMENTO FALSO
C02 CONDUTA INCONVENIENTE J08 FALSIDADE IDEOLÓGICA OUTRAS OCORRÊNCIAS / NÃO CADASTRADA
C03 EMBRIAGUEZ J09 ARMA DE FOGO Z01 EM VIA PÚBLICA, CALÇADA OU PRAÇA
C04 DESINTELIGÊNCIA J10 OCORRÊNCIA DE FALSIFICAÇÃO Z02 EM IMÓVEL PRIVADO
C05 AVERIGUAÇÃO DE ATITUDE SUSPEITA J11 FORMAÇÃO DE BANDO/QUADRILHA Z03 EM IMÓVEL PÚBLICO
C06 PERTURBAÇÃO DE CERIMÔNIA FUNERÁRIA J12 SOLTURA DE BALÕES/FOGOS Z04 EM EQUIP. CONCESS. DE SERV. PÚBLICO
C07 VIOLAÇÃO DE SEPULTURA DE TRÂNSITO Z05 NO MEIO AMBIENTE
C08 DESTRUIÇ/SUBTRAÇÃO/OCULT DE CADÁVER L01 VEÍCULO Z06 EM ESCOLA (PÚBLICA OU PRIVADA)
C09 VILIPÊNDIO A CADÁVER L03 DIREÇÃO DE VEÍCULO Z07 RELACIONADO A PROSTITUIÇÃO
C99 PANCADÃO / FUNK / ESQUENTA L04 CONGESTIONAMENTO Z08 RELACIONADO A POPULAÇÃO DE RUA
CONTRA OS COSTUMES L05 INFRAÇÃO DE TRÂNSITO Z09 RELACIONADO A EVENTOS NÃO AUTORIZADOS
D01 ESTUPRO L06 INTERDIÇÃO DE VIA PÚBLICA Z10 RELACIONADO A ATIVIDADES IRREGULARES
D02 ESTUPRO TENTATIVA L07 ATROPELAMENTO Z11 RELAC. FALTA DE AUT. FUNCIONAMENTO
D03 ATO OBSCENO L08 ACIDENTE DE TRÂNSITO COM VÍTIMA Z99 OCORRÊNCIA NÃO CADASTRADA
D04 ESCRITO OU OBJETO OBSCENO L09 ACIDENTE DE TRÂNSITO SEM VÍTIMA TTT OCORRÊNCIA DE TESTE
D05 ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR L12 ACIDENTE DE TRÂNSITO COM MOTO

23
TABELA DE CÓDIGOS DE ENCERRAMENTO DE OCORRÊNCIAS:

13. TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO E EXPLORAÇÃO DA REDE


RÁDIO
O microfone utilizado nos equipamentos da Policia Militar, é do tipo “PUSH TO TALK” (aperte para
falar), quando acionado, desliga a parte de recepção do equipamento e liga a transmissão.
Para que se possa obter uma comunicação eficaz e precisa são necessárias algumas técnicas de
utilização e exploração da rede de rádio.

 Entre o acionar da tecla PTT e o desligar do circuito de recepção/ ligar circuito de transmissão há
um pequeno lapso de tempo (quase um segundo), por isso o operador não deve apertar a tecla PTT e
falar imediatamente, para que o início da frase não seja suprimida;
 A fim de evitar interferência na transmissão de outras estações, o operador deve ouvir a rede de
rádio por algum tempo, antes de iniciar uma transmissão, isto é, certificar-se de que a frequência ou
canal está livre e desocupado;
 Deve-se tomar todo o cuidado para não manter pressionada, acidentalmente, a tecla PTT (pela
colocação de objetos sobre o microfone), pois caso ocorra, o transmissor ficará acionado,
transmitindo para a rede tudo o que for falado no interior da viatura, além de interromper toda
24
operação da rede. Lembrando que pode haver apenas uma comunicação de cada vez;
 Fazer as transmissões tão breve quanto possíveis, com o máximo de abreviações, fazendo uso das
codificações (código Q, alfabeto fonético, etc.), de forma a ocupar a frequência ou canal pelo menor
tempo possível;
 Manter o microfone distante cerca de 5 centímetros da boca durante as comunicações para que o
áudio seja inteligível;
 Transmitir em cadência tal que, mesmo o operador menos experiente da rede, possa compreender
a mensagem;
 Somente usar a rede de rádio para assuntos de serviço;
Responder sempre prontamente a qualquer chamado que exija resposta imediata;
 Não manusear o rádio portátil pela antena, a fim de se evitar o desgaste prematuro do
componente;
 Sempre verifique no display (visor do rádio) se o canal que está selecionado no rádio é o seu
canal de comunicação correto;
 Mantenha o volume do rádio de modo que seja possível ouvir claramente, evitando que este
permaneça muito alto, para o abordado não ouvir a informação, além da discrição e para não gerar
incomodar;
 Evite quedas, exposição excessiva ao calor e umidade.

DISCIPLINA NA REDE DE RÁDIO


Algumas regras básicas disciplinam o bom aproveitamento das redes de rádio, tais como:
 Em ocorrências de gravidade ou prioridade, somente transmite quem está diretamente ligado à
ocorrência, informando QTH e QRU, sendo o CFP responsável pelo gerenciamento da rede rádio
com auxílio do despachador da cabine do COPOM para a rede não virar um caos;
 Não se deve usar gírias ou palavras estrangeiras, sendo a comunicação estritamente sobre serviço;
 Aproveitar-se do anonimato para atrapalhar a rede de rádio, além de ir contra o regulamento, é
atitude antiprofissional (popular “chá de caneco”);
 Embora os equipamentos possuam mais de um canal, só devemos operar na frequência a nós
destinada, a mudança de canal somente poderá ser efetuada mediante prévia autorização do
controlador da rede de rádio, CGP ou CFP;
Falar pausadamente para facilitar o entendimento.

25
Aula 11 e 12 - Exibição de áudios de ocorrências.

Aula 13 e 14 - Demonstração prática do funcionamento do equipamento de rádio.

Aula 15 e 16 - Exercícios práticos de comunicação via rádio, com simulação de atendimento de ocorrências.

Aula 17 e 18 - Utilizando a codificação ministrada em sala de aula, adequada à respectiva modalidade de


policiamento.

Aula 19 e 20 - Com a exploração das funcionalidades do equipamento, adequada à respectiva modalidade de


policiamento.

Aula 21 e 22 - Estudo de caso de ocorrências de vulto e corriqueiras, Abertura e encerramento de ocorrências.

Aula 23 e 24 – Telefonia; Regras de atendimento telefônico (Padrão de atendimento telefônico na PMESP).


.

14. TELEFONIA
O princípio da telefonia é a transformação da energia acústica (especialmente a voz humana) em
elétrica e vice-versa.
Atualmente é o meio de comunicação mais comum, podendo ser por meio discado (fixo) ou Linha

26
discada (linha comum), na qual se pode trafegar sinalização por pulso ou decádica (analógica) e por
tom ou multifrequencial (digital).
O Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) é o serviço de telecomunicações que, por meio de
transmissão de voz e de outros sinais, destina-se à comunicação entre pontos fixos determinados,
utilizando processos de telefonia. São modalidades do Serviço Telefônico Fixo Comutado destinado
ao uso do público em geral o serviço local, o serviço de longa distância nacional e o serviço de longa
distância internacional. De interesse coletivo, o STFC é prestado em regime público e em regime
privado e admite as seguintes modalidades:

destinada à comunicação entre pontos fixos


Local
determinados, situados em uma mesma área Local.

Longa destinada à comunicação entre pontos fixos


Distância determinados, situados em áreas locais distintas no
Nacional território nacional.

Longa
destinada à comunicação entre um ponto fixo situado
Distância
no território nacional e outro ponto no exterior.
Internacional

Dois tipos específicos de STFC merecem ser objeto de destaque:

 Telefone de Uso Público (TUP) – é aquele que permite o acesso de qualquer pessoa, dentro de
condições normais de utilização, independentemente de assinatura de inscrição junto à prestadora de
serviço, e;

 0800 - que corresponde a uma chamada franqueada do Serviço Telefônico Público, completada
sem interceptação, destinada ao assinante do Serviço Telefônico Público responsável pelo seu
pagamento, conforme contrato específico.

Contudo, no âmbito da PMESP temos dois tipos de Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC, a
saber:
O Operacional, que dá suporte ao atendimento emergencial 190 e 193 (COPOMs e COBOMs).
Os serviços de emergência 190 para acionamento à Polícia Militar e 193 para acionamento ao Corpo
de Bombeiros são classificados como Serviços de Utilidade Pública, modalidade Serviço Público de
Emergência.
O Novo Plano Geral de Metas para a Universalização 2011 a 2015 estabelece a obrigação das concessionárias
e direito dos usuários, entre as metas mantidas no Novo PGMU está o acesso gratuito aos serviços públicos de
emergência, a saber:

27
Serviços Públicos de Emergência
100 Se cre taria dos Direitos Humanos
128 Se rviços de Emergência no âmbito do Mercosul
180 De le gacias Especializadas de Atendimento à Mulher
181 Disque Denúncia
190 Polícia Militar
191 Polícia Rodoviária Federal
192 Se rviço Público de Remoção de Doentes (ambulância)
193 C orpo de Bombeiros
194 Polícia Federal
197 Polícia Civil
198 Polícia Rodoviária Estadual
199 De fe sa C ivil

O Administrativo, que utiliza serviços de comunicação telefônica, com a finalidade de produzir a


integração entre as Unidades Policiais no exercício de sua missão, entre as Unidades Policiais com
os demais órgãos da Administração Pública e com a Comunidade, através do Serviço Telefônico
Fixo Comutado, nas modalidades: Local, Longa Distância Nacional (LDN) e Longa Distância
Internacional (LDI), para prover o tráfego de voz e dados.
REDE INTERNA DE TELEFONIA ADMINISTRATIVA
A Polícia Militar tem um elevado custo de contas telefônicas. Para reduzir os custos com telefonia foi
instalada uma Rede Interna que permite a discagem direta gratuita aos ramais das OPMs da Capital
e Região Metropolitana de São Paulo.
O uso da Rede Interna é muito simples, basta seguir os passos descritos abaixo:
retirar o telefone do gancho;
 teclar o código de 3 (três) dígitos da Rede Interna da OPM a ser chamada, conforme a Relação de
Códigos de Área da Rede Interna abaixo, e mais o sufixo (quatro últimos números do telefone) da
OPM;
Exemplo:
Telefone (11) 3327-7555
Código de Área da Rede Interna é “540”
Tecle “540-7555”Nas ligações entre o Complexo Administrativo “Cel PM Helio Guaycuru de
Carvalho” (CAdm) e o Quartel do Comando Geral (QCG), o usuário só precisa teclar os quatro últimos
números, não sendo necessário discar o prefixo do código de área.
As OPM que não integram o sistema de Rede Interna continuam utilizando os prefixos e sufixos
cadastrados pela Rede de Telefonia Pública (Indicador Telefônico), listado nas páginas das OPMs na
Intranet PM.
RELAÇÃO DE CÓDIGOS DE ÁREA DA REDE INTERNA
28
OPM / CÓDIGO DE ÁREA
CPA/M-1 / 501 MUSEU PM /536
CPA/M-2 / 502 COdont / 536
CPA/M-3 / 503 14º BPM/M / 537
CPA/M-4 / 504 CMed / 551
CPA/M-5 / 505 CPChq / 560
CPA/M-6 / 506 1º BPChq / 560
CPA/M-7 / 507 2º BPChq / 560
CPA/M-8 / 508 RPMon / 560
CPA/M-9 / 509 Centro de Material
Bélico (AM)/ 560
CPA/M-10 / 510 Correg PM / 560
CPA/M-11 / 511 CMus / 560
CPA/M-12 / 512 APMBB / 565
CSM/MInt / 565 DCI / 565
CAdm e QCG / 540 CIAP / 565
ESSd / 531 CAvPM (GRPAe) /
534
ESSgt / 532 DL(CSM/MSubs) /
536
PMRG / 533 CAES / 536

TIPOS DE LINHAS TELEFÔNICAS


As linhas Telefônicas ou Troncos Telefônicos são o meio de transporte do sinal de voz e podem ser
analógicas ou digitais, e compõem a malha da Rede Pública de Telefonia Comutada.
Troncos analógicos
Os troncos analógicos, também conhecidos como linhas analógicas, são os dois fios de cobre (par
metálico) que são entregues pelas operadoras de telefonia convencional aos usuários residenciais ou
comerciais. Esta linha telefônica quando entregue ao usuário residencial normalmente é ligada a um
aparelho de telefone e quando entregue a um usuário comercial pode ser conectada a um PABX e
neste caso o PABX deve conter uma placa de tronco analógico para receber esta linha.
Troncos digitais E1

29
Os troncos digitais E1 mais utilizados no Brasil são os que possuem a sinalização R2 MFC seguidos
pelos troncos ISDN 1, estes troncos tem como características principais:
- Fornecem até 30 linhas;
- Encaminham a identificação do assinante chamador por padrão;
- Encaminham um DID2 (Direct Inward Dialing) utilizado normalmente para uso como DDR
(Discagem Direta a Ramal).

TELEFONIA MÓVEL (SMC E SMP)

Serviço Móvel Celular (SMC) é o serviço de telecomunicações móvel terrestre, aberto à


correspondência pública, que utiliza sistema de radiocomunicações com técnica celular,
interconectado à rede pública de telecomunicações, e acessado por meio de terminais portáteis,
transportáveis ou veiculares, de uso individual. Excepcionalmente, por motivos históricos, o SMC,
que é prestado em regime privado, foi objeto de contrato de concessão e não de autorização.
Atualmente, a Anatel já não emite outorgas para SMC e incentiva as operadoras detentoras das
licenças a substituí- las por novas licenças de SMP.

O novo serviço, Serviço Móvel Pessoal (SMP) é definido como o serviço de telecomunicações móvel
terrestre de interesse coletivo que possibilita a comunicação entre Estações Móveis e de Estações
Móveis para outras estações. O SMP é caracterizado por limitar a sua comunicação entre estações de
uma mesma Área de Registro do SMP. Caso as estações se encontrem em diferentes Áreas de Registro,
a comunicação far-se-á mediante acesso a redes de telecomunicações de interesse coletivo.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo mantém contrato com a empresa Telefônica/VIVO visando
a prestação de serviços de SMP para 1200 linhas para Oficiais que atuam primordialmente na área
operacional.
Uso de aparelho celular pessoal:
Apesar de utilização frequente por policiais militares durante o serviço, existem a seguintes
regulamentações vigentes:
Sobre proibição de divulgação de imagens de ocorrências policiais:
Sobre uso de celular durante o serviço:
Boletim Geral PM Nº 163 de 22/08/96
DETERMINAÇÕES E ORDENS
17 - APARELHOS INTERCOMUNICADORES - USO - REGULAMENTAÇÃO
Considerando que:
O uso de serviços de telefonia celular está consubstanciado no Decreto nº. 39.994/95:
O RDPM não prevê o porte de equipamento intercomunicador em nenhum uniforme;

1 IntegratedServices Digital Network – ISDN, é a Rede Digital de Serviços Integrada.


2 DirectInward Dialing – DID ou a sigla em português Discagem Direta a Ramal – DDR, trata-se da discagem automática
(sem intervenção da operadora/telefonista) a um ramal de um PABX
30
Tais equipamentos cada vez mais se encontram ao alcance das pessoas, face às
facilidades de aquisição; e,
O uso dos aparelhos pode trazer embaraços ao serviço em determinadas situações
operacionais, especialmente quando em atividade de policiamento ostensivo, podendo
desviar a atenção do policial militar no patrulhamento, bem como interromper o
atendimento às partes de uma ocorrência, dentre outras.
Determino:
Os aparelhos intercomunicadores ("bips", telefone celular, "pager", etc) somente
poderão ser portados quando sobrepostos aos uniformes B-3, B-4 e equivalentes ou aos
uniformes operacionais em geral, na seguinte conformidade:
Com cinturão, deverão ser presos do lado oposto ao porta-revólver, ou peça
equivalente;
Sem cinturão, deverão ser presos ao cinto de lona, em posição à direita do usuário;
Será proibido o porte:
Durante a realização de quaisquer reuniões (de serviço, de atos sociais, de instrução,
em salas de aula, formaturas de tropa, etc.);
Durante a execução de serviço operacional, salvo motivo de força maior, plenamente
comprovado e justificado, e em situações excepcionais, expressamente autorizadas pelo
respectivo Grande Comando.
(NOTA Nº PM4-007/2.1/96). (NOTA Nº DSIST-002/340/96).

15. REGRAS DE ATENDIMENTO TELEFÔNICO


A padronização de atendimento telefônico na Policia Militar 190 visa o melhor aproveitamento da
utilização das centrais telefônicas e bem servir o público externo e a corporação.
Para tal devem ser constantemente observadas as seguintes regras:
 No serviço de emergência, atender a chamada telefônica utilizando a verbalização padrão:
“POLÍCIA MILITAR, EMERGÊNCIA”;
 Ser cordial, atencioso e educado;
 Demonstrar interesse na solução do problema, sem se envolver;
 Mostrar empatia, repetindo expressões: ‘certo”, “entendo”; “compreendo senhor”
 Falar de maneira clara e objetiva, com tom de voz adequado e velocidade média, zelando
pela compreensão e mantendo atitude comunicativa positiva;
 Não utilizar termos técnicos, informando ao usuário o procedimento que será realizado;
 Registrar todos os dados possíveis, interpretando e compreendendo a importância de cada
detalhe, a fim de garantir a segurança do policial que irá atender a ocorrência e do usuário;
 Durante o cadastro da ocorrência, dizer sempre: “Aguarde, por favor”;
 Após atendimento, encerrar a ligação dizendo: “SENHOR, A SUA SOLICITAÇÃO JÁ
FOI REGISTRADA. (GRADUAÇÃO E NOME) AO SEU DISPOR” ou “SENHOR, A
SUA SOLICITAÇÃO JÁ FOI REGISTRADA. ASSIM QUE POSSÍVEL UMA
VIATURA IRÁ ATENDÊ-LO. (GRADUAÇÃO E NOME) AO SEU DISPOR”.

31
No serviço administrativo: “Policia Militar, Posto/Gradu PM Fulano às suas ordens”.

Aula 25 e 26 – COPOM (estrutura e regionalização): tecnologias e operacionalidade. Atendimento 190 e


despacho de viaturas. SIOPM Corp, SIOPM Web e COPOM Online.

16. COPOM

COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) é o órgão administrativo de atendimento ao


público, por meio do telefone de emergência 190 e de despacho de ocorrências de uma determinada
região, planejado e organizado de acordo com as normas, critérios técnicos e de demandas da
localidade abrangida.

32
Inaugurado em dezembro de 1971, sendo instalado no prédio do QCG, dotado de um sistema
telefônico com 20 troncos sequenciais e com registro das solicitações todo feito manualmente
pelos atendentes, em 1982 já contava com mais de 500 policias militares de ambos os sexos e
atendimento diário de mais de 12 mil solicitações, através do recém-criado serviço 190.
Em março de 1986 migrou para 2° andar do Comando de Policiamento Metropolitano e, em 2014,
teve inaugurado seu novo prédio (foto abaixo), construído para aumentar a capacidade de
recebimento das ligações ao 190. A mudança permitiu à PM quase quadruplicar as posições de
atendimento do setor, que antes contava com 56 pontos e agora passa a ter 208. O novo espaço
tem 10.645 m² e possui seis pavimentos.

A Polícia Militar vem trabalhando na reestruturação administrativa dos COPOMs, de forma a


racionalizar os meios humanos e materiais empregados nesta atividade. Assim a regionalização
dos Centros de Atendimento e Despacho (CAD), em torno de estruturas centralizadas
denominadas Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), localizadas em OPM de maior
escalão e que possam atender toda a área geográfica de suas unidades subordinadas.
A centralização do atendimento do serviço telefônico de emergência foi viabilizada pela ANATEL

por meio da Resolução nº 357/04 (referência “1.5.”), que obrigou as empresas concessionárias de
serviços de telefonia a realizarem o roteamento intermunicipal das ligações ao telefone 190, sem
ônus para o Estado e o solicitante, enquanto o despacho depende de outras providências estruturais
da Polícia Militar para a cobertura perfeita das áreas abrangidas na centralização.
Assim o COPOM, quando regionalizado, deve seguir determinados padrões de organização e
33
funcionamento, de forma a poder oferecer serviços de qualidade para o atendimento das chamadas
de emergência pelo telefone 190, bem como para o despacho das viaturas do policiamento
ostensivo.
Em 2008 teve início à regionalização dos Centros de Atendimento e Despacho (CAD), os quais
eram situados nas cidades sede de Cia e Pel PM, onde havia um efetivo designado para o
atendimento e despacho das ocorrências.
Já as cidades em nível de Gp PM são utilizados equipamentos chamados Auto Patch, que são
dispositivos de telefone móvel para o atendimento do 190, acoplado em viatura e com instalação
na sede de OPM localizada em municípios com faixa populacional mínima, onde não há cobertura
de rádio adequada.

O princípio de funcionamento é bem simples, quando um solicitante liga para o telefone 190 o
dispositivo de telefone móvel instalado na sede da OPM, localizada em municípios de faixa
populacional mínima, que redireciona essa chamada para o rádio da viatura onde o policial atende
a ligação. O único inconveniente é que o telefone é um sistema full-duplex e o rádio é half-duplex,
ou seja, o solicitante deve aguardar a o policial soltar o PTT, para só então, poder falar.
Atualmente o interior é atendido pelos COPOM-Regionais, os quais atendem as chamadas 190 e
despacham as ocorrências para todas as cidades de abrangência do Grande Comando.
Basicamente um COPOM, tanto da Capital como regional, em sua Divisão Operacional, é estruturado
da seguinte maneira:
Setor de Atendimento ao Público que compreende: Atendimento ao Público
“190 – Emergência” (AP), Posição de Atendimento (PA), Supervisor de Atendimento ao Público,
Atendente 190 e Inclusor;
Setor de Despacho de Oocorrências que compreende: Setor de Controle e Despacho (SCD),
Posição de Despacho (PD), Supervisor de Controle e Despacho e Despachador.
Toda a infraestrutura operacional está interligada ao SIOPM Web que proporciona a composição
de Unidade de Serviço (US), geração de relatórios operacionais e gerenciais, confecção de Boletim
de Ocorrência, encerramento de ocorrência via web.

34
35
Em 2016, o DCI reestruturou todos os COPOMs da Região Metropolitana (CPA/M-6, CPA/M-7,
CPA/M-8 e CPA/M-12) para o COPOM SP.

Total de COPOM: 11
COPOM SÃO PAULO = CPC/CPM
COPOM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS = CPI-1
COPOM CAMPINAS = CPI-2
COPOM RIBEIRÃO PRETO = CPI-3
COPOM BAURU = CPI-4
COPOM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO = CPI-5
COPOM SANTOS = CPI-6
COPOM SOROCABA = CPI-7
COPOM PRESIDENTE PRUDENTE = CPI-8
COPOM PIRACICABA = CPI-9
COPOM ARAÇATUBA = CPI-10

SIOPM Corp
O SIOPM (Sistema de Informações Operacionais da Polícia Militar) teve início em 1988, com a
primeira versão em COBOL, passando pela Linguagem C em 1997, abrangendo COPOM e
COBOM/CPC, COPOM/CPI-2 e COBOM Campinas, CPA/M-6 (ABC).
O SIOPM é utilizado no registro de informações sobre as ocorrências atendidas pela Polícia
Militar, contendo a base de dados de logradouros, cuja referência é o mapa oficial do Município.
Permite a supervisão, em tempo real, de ocorrências geradas e dispõe de recursos de acesso aos
bancos de dados de armas, veículos e pessoas. (PRODESP, INFOSEG, etc).

36
É importante saber que as informações obtidas por meio de consultas às bases de dados da
PRODESP, INFOSEG, SIOPM-Corp e outras, são de uso exclusivo para o serviço Policial Militar
e de caráter RESERVADO.
O SIOPM Corp apresenta algumas vantagens sobre as versões anteriores, dentre elas: minimiza as
dificuldades de suporte técnico aos diversos CAD existentes, evitando-se a instalação de vários
servidores com alto custo de manutenção e suporte;
permite aos COPOM / CAD (Capital e Interior) compartilhar entre si as informações de pessoas,
armas e veículos;arquitetura Metaframe da Citrix, instalado em d iversos servidores centralizados
no DAS (antigo CPD) permitindo balanceamento de carga entre eles, o que possibilita que os
usuários remotos processem suas informações centralizadas no DAS.

Os principais objetivos do SIOPM são:


Agilizar, otimizar e gerenciar os serviços de Segurança Pública prestados pela PMESP.
Proporcionar o controle do atendimento de uma ocorrência desde o recebimento da chamada
telefônica até sua finalização.
Controlar as patrulhas em serviço, inclusive a necessidade de viaturas.
Está subdividido em 03 (três) módulos:
Módulo Atendimento onde são classificadas as chamadas ou geradas as ocorrências oriundas do
telefone 190. Módulo Despacho que gerencia as ocorrências proporcionando o despacho das
viaturas, controla os horários das Unidades de Serviço (US), cadastra envolvidos, armas, veículos,
ações PM, resultados, etc. Além de subsidiar ao bancos de dados para consultas.
Módulo Supervisão, proporciona o gerenciamento e suporte aos atendentes e despachadores,
além de consultar e controlar ocorrências pendentes e complexas e dar suporte ao serviço
operacional, etc.

SIOPM Web
Toda a infraestrutura operacional está interligada ao SIOPM Web que proporciona a composição
de Unidade de Serviço (US) conhecido como Composição de Mapa Força, adequa também a
geração de relatórios operacionais e gerenciais, incluindo a confecção de Boletim de Ocorrência,
bem como o encerramento de ocorrências via web.
Essencial a composição de patrulhas (US) para que sejam utilizadas as funcionalidades do terminal
móvel de dados.
COPOM ON LINE
O COPOM ON LINE é o sistema desenvolvido para apoiar os comandantes na tomada de decisão,
pois permite em tempo real monitorar as ocorrências em atendimento e pendentes e supervisionar
37
as unidades de serviços, possibilitando a visualização do local em que a mesa se encontra, bem
como seus integrantes.
Além desta função, a aplicação possui diversos relatórios
como replay da US (Unidade de Serviço) e mapa de calor, o
grande diferencial do COPOM On Line é a utilização do
georreferenciamento em todas as informações produzidas,
logo é uma ferramenta que possibilita um nível de análise
que vai muito além das informações tabulares ou
disponibilizadas através de gráficos, possibilitando a exibição destas sobre o Mapa, possibilitando
a analise espacial dos dados, sejam eles de ocorrências ou dados de produtividades, como a
quantidade ou região onde estão ocorrendo mais abordagens etc.
É um programa de computador, desenvolvido pela própria Polícia
Militar do Estado de São Paulo que, integrado com os demais
sistemas utilizados pelo Centro de Operações da PM, o COPOM,
possibilita aos gestores da PM - os Comandantes de Companhias e de
Batalhões, desenvolverem estratégias eficientes de policiamento, ou
seja, colocar os recursos humanos e logísticos, de forma inteligente no terreno propiciado ao
cidadão aumento da sensação de segurança, através da preservação mais eficaz.
Possibilita uma visualização dos gestores, em tempo real, de onde estão as viaturas (ícones no
mapa), quais são os seus integrantes, quais as características da área, quais as ocorrências mais
comuns e em que ponto da área estão localizadas (mapa de calor, temático de ocorrências), tudo
de forma georeferenciada e com acesso instantâneo tanto aos Comandantes, quanto ao próprio
Centro de Operações.

Aula 27 e 28 - Computação Embarcada; Geolocalização; Funcionalidades do TMD Tela Inicial do Login.

17. COMPUTAÇÃO EMBARCADA


Consiste na instalação de terminais de dados em viaturas policiais, utilizando tecnologias de ponta
capazes de dar suporte aos protocolos utilizados, tais como o uso de serviços de dados permitindo
a verificação de placas de veículos, RG, entre outros recursos como a localização da viatura em
tempo real.
A computação embarcada teve início com os equipamentos da Motorola ML-910 (laptop) e o HC-
700 (palm top).
Foi substituído por equipamentos mais sofisticados à época, o i-MXT (tablet). O tablet i-MXT
fabricado pela empresa mineira Maxtrack, foi projetado para o segmento industrial e automotivo,
38
o aparelho é robusto e leve, utiliza o Android, sistema operacional que funciona sobre a plataforma
Linux.
Esta ferramenta de combate ao crime fica dentro da viatura, presa no vidro dianteiro, sobre o
painel. É ligado diretamente à bateria da viatura e proporciona a gestão do policiamento.
Terminal Móvel de dados
Consiste num tipo de computação embarcada, atualmente utilizado pelas viaturas operacionais,
para que se possa agilizar a consulta de dados, como pesquisas veicular, criminal e IMEI.
Seu funcionamento está vinculado à composição da patrulha através do SIOPM Web, para que
todas as funcionalidades possam ser disponibilizadas.
Em uma tela de sete polegadas, os policiais militares podem acessar os bancos de dados com
informações policiais, fazer uma análise preventiva do local, usar o Sistema de Posicionamento
Global (GPS, do inglês Global Positioning System), e confeccionar o Relatório de Averiguação de
Incidentes Administrativos (RAIA).
A principal finalidade do tablet é a de reduzir o uso da rede de rádio e proporcionar um
gerenciamento mais efetivo do policiamento da área por meio de informações como, quanto tempo
à viatura levou para chegar à ocorrência e quais policiais estão dentro da viatura. Tudo monitorado
pela intranet.

Hoje os tablets da Maxtrack foram substituídos pelos equipamentos Nastek, os quais


possibilitaram diversas melhorias, dentre as quais:
-Versão mais moderna de Android;
-Melhor performance de hardware;
-Tecnologia 3G;
-Maior precisão no rastro de viaturas;
-Tela capacitiva ao toque dos dedos.

Com tais avanços tecnológicos, hoje o policial tem à sua


disposição, durante a atividade operacional, muito mais
funcionalidades, como consultas diversas (pessoa, veículo, IMEI), relatório de caráter geral,
relatório de ocorrências operacional, conferência de escala (DEJEM e Operação Delegada), CPP
e Painel do Supervisor, ferramentas estas que agregam inteligência e
maior celeridade à atividade policial.

Em razão da praticidade, menor custo e portabilidade, os TMD


serão gradativamente substituídos por Terminais Portáteis de
Dados (TPD).
39
18. GEOLOCALIZAÇÃO
A geolocalização permite identificar a origem geográfica de uma pessoa a partir de um
computador ou celular conectado à internet por meio do rastreamento do IP e de outros métodos
de identificação utilizando sistemas de satélites e servidores.
A geolocalização também se baseia em dados gerados por endereço MAC, RFID (identificação de
radiofrequência), conexão wi- fi (sem fio) e GPS. Celulares e smartphones utilizam o GPS
integrado para envio de informações de localização física geográfica. As maiorias dos
equipamentos pedem a autorização prévia do usuário.
O GPS (Global Positioning System - Sistema de Posicionamento Global) é um sistema de
navegação por satélite a partir de um dis positivo móvel, que envia informações sobre a posição
de algo em qualquer horário e em qualquer condição climática.
Originalmente, o GPS foi criado em 1973 para facilitar os sistemas de navegação. Atualmente,
existem dois tipos de sistemas de navegação por satélite: o GPS americano, que inicialmente era
apenas de uso militar (e hoje os cidadãos já tem acesso) e o GLONASS russo.

O sistema de GPS funciona graças a um conjunto de 24


satélites que circundam a Te rra, numa altitude de
aproximadamente 20,200 km e a uma velocidade de
quase 11,500 Km/h. Em qualquer lugar do mundo, o
aparelho receptor (o dispositivo GPS) capta as
informações de um grupo de quatro destes satélites e,
através da troca de alguns dados e algoritmos, consegue
determinar para o utilizador a sua exata localização no
mapa.
Hoje em dia, o GPS é usado nos mais diversos aspectos da vida cotidiana das pessoas, seja como
um direcionamento de navegação (na aviação, marítima ou de automóveis) ou para encontrar uma
localização específica no mapa.

O celular foi o primeiro equipamento pessoal a permitir o


rastreamento e localização de seus usuários. Porém, essa
primeira etapa de localização só era permitida quando o
usuário atendia o celular. Por meio da geolocalização, que
utiliza tecnologia mais rápida e avançada, mesmo sem

40
atender uma ligação, a pessoa é localizada por meio do equipamento que usa uma tecnologia
similar a emissão de um radar.

Os sistemas de posicionamento global usam a trilateração para determinar a localização de um


receptor em terra.

19. FUNCIONALIDADES DO TMD TELA INICIAL DO LOGIN

41
Aula 29 e 30 - Funcionalidades dos TMD: mapas e locais; ocorrência de caráter geral; RAIA;
consulta de escalas; consulta de veículos, pessoas, celulares e CPP; sistema radar/detecta.

FUNCIONALIDADE MAPA - GPS

CARÁTER GERAL

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RAIA

CONSULTA E INSCRIÇÃO – DELEGADA/DEJEM

43
44
CONSULTA DE PESSOAS-VEÍCULO-CELULAR- BICICLETA

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MOVIMENTAÇÕES DO PROJETO RADAR

Aula 31 e 32 - Demonstração prática do funcionamento do TMD com exercícios práticos e


treinamentos do TMD. Intranet PM e Correio eletrônico.

20. INTRANET PM

As instruções para utilização da INTRANET da Polícia Militar, I-30-PM observa quanto


46
às regras de utilização:

CAPÍTULO II
DOS ACESSOS À REDE INTERNET E INTRANET
Seção I - Das permissões de acesso às páginas eletrônicas na
internet
Artigo 3º - A liberação de acesso à internet permite que o
usuário, por meio de autenticação, navegue fora dos domínios Governamentais,
respeitando as politicas de acesso institucionais.
§ 1º - O acesso à Internet aos Policiais M ilitares, em regra, será
med iante “login” e “senha”, ambos fornecidos nos órgãos de ensino da Polícia Militar,
quando do ingresso na Instituição.
§ 2º - Os demais usuários deverão solicitar o acesso ao Cmt da
OPM a qual estiverem servindo.
Artigo 10 - A fim de controlar a utilização do sistema
informat izado da PM ESP, todos os usuários devem possuir senha de acesso individual
corporativa.
Artigo 11 - Compete ao usuário:
I - observar rigorosamente os procedimentos de segurança
estabelecidos quanto à confidencialidade da sua senha, a qual é pessoal e intransferível,
através da qual pode efetuar operações a ele designadas nos recursos computacionais que
acesse;
II - não divulgar a sua senha a outras pessoas, mantendo-a em
segurança;
III - de maneira alguma ou sobre qualquer pretexto, procurar
descobrir as senhas de outros usuários;
I V - somente utilizar o seu acesso para os fins relacionados com
o serviço policial militar e para os quais estiver devidamente autorizado, em razão de suas
funções;
V - responder em todas as instâncias, pelas consequências
das ações ou omissões de sua parte que possam pôr em risco ou comprometer a
exclusividade de conhecimento de sua senha ou das transações que tenha acesso;
V I - utilizar as informações as quais tenha acesso somente em
razão do serviço;
V II - reportar imediatamente à sua Chefia ou ao Oficial de
Telemática, em caso de violação, acidental ou não, da sua senha, e providenciar a sua
substituição;
V II I - solicitar o cancelamento de sua senha quando cessar a
necessidade de sua utilização.

Para acesso à INTRANET é necessário o preenchimento de um termo de compromisso


de acesso, para conhecimento das obrigações sobre sua utilização:

47
Correio eletrônico na PM

Lotus Notes é um sistema cliente-servidor de trabalho colaborativo e e- mail, concebido pela


Lotus Software, do grupo IBM Software Group. É um do software de colaboração mais
utilizado no mundo sendo traduzido para vários idiomas e podendo ser instalado em diversas
plataformas e diversos sistemas operacionais.

O Lotus Notes é usado principalmente como um cliente de e-mail, mas também age como
cliente de comunicador instantâneo (no caso para o Lotus Sametime), Navegador, Caderno
eletrônico, calendários e outros recursos, bem como uma plataforma para interagir com as
aplicações colaborativas.

48
O Notes foi o primeiro aplicativo (software) a adotar usar a Criptografia de chave
pública para a autenticação do usuário e para a criptografia dos dados, e permaneceu sendo
o produto com a maior base instalada de usuários CCP (Criptografia de chave pública),

Ele pode ser acessado por meio do endereço eletrônico


https://correio.policiamilitar.sp.gov.br, inserindo número do CPF e senha pessoal:

As instruções para utilização das ferramentas eletrônicas de comunicação da Polícia


Militar, I-31-PM observa quanto às regras de utilização:

CAPÍTULO IV
DA SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO DOS CORREIOS
ELETRÔNI COS
Seção I
Da Criptografia
Artigo 9º - Para a transmissão de documentos por meio do correio
eletrônico e, conforme o grau de sigilo, o Centro de Processamento de Dados (CPD)
proverá forma de criptografia específica e homo logada para toda PM ESP, garantido a
segurança das mensagens.
Seção II
Da Assinatura digital
Artigo 10 - O CPD proverá a assinatura digital nas ferramentas de
correio eletrônico da Instituição, garantido a integridade das mensagens.
Seção III
Da Conta do usuário, senha e segurança
Artigo 11 - Será conferido ao usuário somente uma conta com
49
senha, pessoal e intransferível, para acesso aos serviços de correio eletrônico.
Artigo 12 - O usuário, ao receber sua conta de correio, deverá
imediata e obrigatoriamente alterar sua senha padrão, obedecendo aos critérios
alfanuméricos de cada Sistema, em relação à quantidade mínima de caracteres.
Artigo 13 - O usuário é inteiramente responsável pela
confidencialidade de sua conta e senha, bem co mo de qualquer atividade que ocorra na
utilização da sua conta.
Artigo 14 - O usuário deverá notificar imediatamente o Oficial de
Telemática de sua OPM, para que este adote as providências necessárias junto ao CPD
referente a qualquer uso não autorizado de sua conta ou qualquer violação de segurança
que seja ou não de seu conhecimento.
§ 1º - As contas de correio eletrônico da PM ESP são para uso
exclusivo e em função do trabalho realizado.
§ 2º - Caso seja recebida alguma mensagem de caráter
pornográfico, ofensiva ou discriminatória o usuário deverá in formar de imediato seu
Cmt/ Ch/Dir para que sejam adotadas as devidas providências, sendo terminantemente
proibida a sua propagação.

O policial militar deverá ainda cumprir as seguintes obrigações:

Seção IV
Da Obrigação do usuário
Artigo 29 - São obrigações do usuário:
I - não utilizar tais serviços para fins ilegais, imorais ou que
maculem a Instituição;
II - não transmitir e/ou divulgar material ilegal, difamatório,
abusivo, ameaçador, prejudicial, vulgar, obsceno, injurioso, que viole a privacidade ou
quaisquer direitos de terceiros ou que de qualquer outra forma seja censurável;
III - não transmitir e/ou divulgar qualquer material que viole
direitos de terceiro, incluindo os de propriedade intelectual;
I V - não transmitir e/ou divulgar qualquer material que tenha
natureza ou caráter comercial e/ou político;
V - não enviar mensagens não solicitadas, reconhecidas como
“spam”, correntes de correspondência e outras do gênero;
V I - não abusar de sua condição para obter acesso não autorizado
aos serviços de tecnologia da PMESP;
V II - ser responsável pelo conteúdo de correio eletrônico que vier
a transmitir;
V II I - não interferir ou interromper os serviços ou os servidores
ou redes conectadas ao serviço;
I X - cump rir todos os requerimentos, procedimentos, políticas e
regulamentos de redes conectadas ao serviço;
Parágrafo único - As obrigações descritas no presente artigo são
de caráter exemplificat ivo, não esgotando o rol a ser observado dentro dos critérios de
conveniência e oportunidade.

50
21. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL. Lei nº 4.117, de 27 de agosto de 1962. Institui o Código Brasileiro de
Telecomunicações. Diário Oficial da União, de 5 out. 1962. Disponível
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4117.htm> . Acesso em 9 maio 2017.

Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997. Dispõe sobre a organização dos serviços de


telecomunicações, a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos
institucionais, nos termos da Emenda Constitucional nº 8. Diário Oficial da União, Brasília ,DF,
17 jul. 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9472.htm>. Acesso em:
9 maio 2017.

FERRARI, Antonio Martins. Telecomunicações: evolução e revolução. São Paulo: Érica, 1998.

MIYOSHI, Edson Mitsugo; SANCHES, Carlos Alberto. Projeto de sistemas de rádio. São
Paulo: Érica, 2002.

NETO, Vicente S.; LUCILIO, Petrucci A.; TEIXEIRA, Paulo S., de A. Sistemas de propagação
e rádio enlace. São Paulo: Érica, 2002

RIBEIRO, M. P. Básico de comunicações digitais. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985.

SÃO PAULO (Estado). Decreto Estadual nº 33.395, de 18 de junho de 1991. Dispõe sobre o
Sistema Integrado de Telecomunicações Oficiais do Estado, define a estrutura e a organização do
Conselho Estadual de Telecomunicações (Coetel) e dá outras providências. Diário Oficial do
Estado. São Paulo, SP, de 20 jun. 1991. Disponível
em:<http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1991/decreto-33395-
18.06.1991.html>. Acesso em: 9 maio 2017.

Decreto nº 39.994, de 10 de março de 1995. Disciplina o uso de serviços de telefonia móvel


celular. Diário Oficial do Estado. São Paulo, SP, de 11 mar. 1995. Disponível em:
<http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1995/decreto-39994-10.03.1995.html>.
Acesso em: 9 maio 2017.
Decreto nº 40.006, de 17 de março de 1995. Dispõe sobre a otimização do uso dos equipamentos
que compõem o Sistema Integrado de Telecomunicações Oficiais do Estado e dá providências
correlatas. Diário Oficial do Estado. São Paulo, SP, de 18 mar. 1995. Disponível em:
<http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1995/decreto-40006-17.03.1995.html> .
Acesso em: 9 maio 2017.

SÃO PAULO (Estado). Decreto Estadual nº 40.007, de 17 de março de 1995. Disciplina a


utilização de linhas telefônicas no âmbito do Estado de São Paulo e dá providências correlatas.
Diário Oficial do Estado. São Paulo, SP, 18 mar. 1995. Disponível em:
<http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1995/decreto-40007-17.03.1995.html>.
Acesso em: 9 maio 2017.

Polícia Militar do Estado de São Paulo. Manual Básico de Policiamento Ostensivo da Polícia
Militar (M-14 PM). 2. ed. Disponível em:
<http://www.intranet.polmil.sp.gov.br/organizacao/unidades/1empm/1empm_v3/Publicacoes/Ma
nuais/Manuais%201%C2%AAE/M-14-PM.pdf>. Acesso em: 26 abr. 2017.
Manual de Codificação de Ocorrências da Polícia Militar (M-16-PM). 2. ed. Disponível em:
<http://www.intranet.polmil.sp.gov.br/organizacao/unidades/1empm/1empm_v3/Publicacoes/Ma
51
nuais/Manuais%201%C2%AAEM/M-16-PM.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2017

Nota de Instrução nº PM3-006/02/04, de 17 de dezembro de 2004. Disciplina a composição,


forma de emprego e outras particularidades das Equipes de Telecomunicações e do Serviço de
Telecomunicações das Organizações Policial-Militares. São Paulo, 2004.

Polícia Militar do Estado de São Paulo. Manual Básico de Policiamento Ostensivo da Polícia
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Nota de Instrução nº PM3-006/02/04, de 17 de dezembro de 2004. Disciplina a composição,


forma de emprego e outras particularidades das Equipes de Telecomunicações e do Serviço de
Telecomunicações das Organizações Policial-Militares. São Paulo, 2004.

SANTOS, Eduardo Carlos Farias dos. Telefonia Corporativa: Solução De Telefonia Administrativa
Para A Polícia Militar Do Estado De São Paulo. Monografia do Mestrado Profissional em Ciências
Policiais de Segurança e Ordem Pública Centro de Altos Estudos de Segurança “Cel PM Nelson Freire
Terra”. Polícia Militar do Estado de São Paulo, 2015.

SANTOS, Ari Bezerra dos. Diretrizes da tecnologia para radiocomunicação digital para missões
críticas da PMESP. Monografia do Curso Superior de Polícia — Centro de Altos Estudos de Segurança
“Cel PM Nelson Freire Terra”, Polícia Militar do Estado de São Paulo, 2010.

MEDEIROS, Dário Garcia. Regulame ntação do Uso de Radiofreqüências no Brasil: Situação da


Polícia Militar do Estado de São Paulo. Monografia do Mestrado Profissional em Ciências Policiais de
Segurança e Ordem Pública. — Centro de Altos Estudos de Segurança “Cel PM Nelson Freire Terra”,
Polícia Militar do Estado de São Paulo, 2004.

. Diretriz nº PM3-008/02/06. “NORSOP” - Normas para o Sistema Operacional de


Policiamento PM. São Paulo: 3ª EM/PM, 2002.

. Portaria n°PM1-005/04/14. “I-31-PM” – Instruções para utilização das ferramentas


eletrônicas de comunicação na Polícia Militar. 2ª edição, 2014. São Paulo: 1ª EM/PM, 2014.

52
. Portaria n°PM1-002/04/14. “I-30-PM” – Instruções para utilização da rede mundial de
computadores (Internet) e rede interna (intranet) pela PMESP. 4ª edição, 2014. São Paulo: 1ª EM/PM,
2014.

Telefonia fixa, 2018. Disponível em <http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialleg/pagina_4.asp>.


Acesso em 15 de out. de 2018.

Telefones de Utilidade pública. Serviços Públicos de emergência.,2018. Disponível em


<http://www.anatel.gov.br/consumidor/cartilhas/40-numeros-de-unidade-publica/37-telefones-de-
utilidade-publica>. Acesso em 12 de nov. de 2018.

53

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