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Tutorial de

Atividade Prática

Máquinas de
Fluxo
TUTORIAL DE ATIVIDADE PRÁTICA
NOME DA DISCIPLINA: Máquinas de Fluxo
Atividade Prática

OBJETIVOS
Definição dos objetivos da atividade prática:
• Promover o desenvolvimento de competências e conteúdos relacionados à disciplina
de Máquinas de Fluxo

PROCEDIMENTOS

Atividade proposta:
Compreensão sobre o processo de obtenção das curvas características de uma bomba centrifuga e com
associações de bomba. Determinação no NPSH disponível na sucção da bomba e a obtenção da curva
característica da instalação e definição do ponto de operação do sistema

Procedimentos para a realização da atividade:


Prezado aluno, a sua atividade será dividida em quatro etapas, a primeira será a determinação da curva
característica de uma bomba centrífuga por meio do Teste de Desempenho que é padronizado pelas
normas ANSI/HI 3.6-2016, API RP 11S2 e ASME PTC 8.2-1990. Nesta atividade o você irá assistir a vídeo
aula desta atividade prática, acompanhando com o tutorial. Em seguida, você deverá acessar o laboratório
virtual da Algetec e utilizar a bancada de Mecânica dos fluidos para identificar e discutir as etapas
realizadas na primeira atividade.

Na segunda etapa será realizada a associação de bombas em série e em paralelo para que possa ser
determinada as curvas características das associações de bombas por meio do Teste de Desempenho.
Desta forma, o aluno deverá assistir a vídeo aula desta atividade prática, acompanhando com o tutorial.
Após assistir a aula, você deverá acessar o laboratório virtual da Algetec e utilizar a bancada de Mecânica
dos fluidos para identificar e discutir as etapas realizadas na nesta etapa, assim como discutir sobre as
características de cada associação.

Na terceira atividade ocorrerá a verificação da ocorrência de cavitação na vazão de melhor eficiência da


bomba, a qual foi definida no primeiro experimento. A metodologia empregada é a mesma utilizada nas
empresas para que possam traçar as curvas características de NPSH x Vazão das bombas. Para esta etapa,
o você deve assistir a vídeo aula desta atividade prática, acompanhando com o tutorial. Em seguida, você

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deverá acessar o laboratório virtual da Algetec e utilizar a bancada de Mecânica dos fluidos para identificar
e discutir as etapas realizadas na terceira atividade.

Por fim, a quarta etapa será a determinação curva característica da instalação e definição do ponto de
operação do sistema. Novamente, o você deve assistir a vídeo aula desta atividade prática, acompanhando
com o tutorial. Em seguida, você deve acessar a plataforma da Algetec e utilizar a bancada de Mecânica
dos fluidos para identificar e discutir as etapas realizadas no quarto experimento.

ETAPA 1: CURVAS CARACTERÍSTICAS DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA


Existem diferentes normas para padronizar o procedimento de teste de desempenho de bombas
dinâmicas, tais como: ANSI/HI 3.6- 2016, API RP 11S2 e ASME PTC 8.2-1990. Em geral, essas normas são
específicas para cada tipo de aplicação da bomba. Normalmente, os testes de desempenho são realizados
pelos fabricantes dos equipamentos em bancadas de prova próprias para tal finalidade, sendo o padrão a
utilização de água como fluido de trabalho e a operação na rotação nominal do motor elétrico. A Figura 1
ilustra o esquema de uma bancada para o teste de desempenho.

Figura 1 - Esquema simplificado de uma bancada de testes

Fonte: Verde (2018, p.45)

Na bancada de testes são medidas: pressões de sucção e descarga, vazão mássica ou volumétrica e
temperatura do fluido.

Quando são utilizados os parâmetros mecânicos para o cálculo da potência mecânica, é necessária, ainda,
a medição do torque no eixo da bomba e da rotação. Em casos em que são utilizados os parâmetros
elétricos, são medidas também a corrente e a tensão de alimentação do motor.

O procedimento de teste consiste basicamente em variar a vazão e medir o aumento de pressão entre a
sucção e a descarga da bomba. O teste pode ser iniciado com a válvula totalmente fechada, condição de
vazão nula, que também é chamada de shut-off. Então, a válvula é aberta gradativamente, enquanto são
registradas, ponto a ponto, todas as variáveis medidas, até sua abertura total. Os dados do teste de
desempenho são processados e expressos na forma gráfica, resultando nas curvas características de
desempenho da bomba.

As curvas características da bomba são:

• H × Q: altura de elevação em função da vazão.

• Pm× Q: potência mecânica de acionamento em função da vazão.

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• ηB × Q: eficiência em função da vazão.

Procedimento de teste utilizado na Etapa 1:


- Iniciar o teste na condição de vazão nula.
- Esperar que a condição operacional se estabilize.
- Realizar a leitura dos instrumentos.
- Fornecer à válvula um pequeno incremento de abertura, aumentando a vazão do sistema.
- Esperar que a condição operacional se estabilize.
- Realizar a leitura dos instrumentos.
- Repetir o procedimento até que a válvula seja totalmente aberta.
- Finalizar o experimento.
ETAPA 2: CURVAS CARACTERÍSTICAS DE ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS CENTRÍFUGAS
Em inúmeras aplicações industriais bem como em sistemas elevatórios de água ou esgoto, o campo de
variação da descarga e da altura manométrica pode ser excessivamente amplo, para ser abrangido pelas
possibilidades de uma única bomba, portanto utiliza-se das associações de bombas que pode ser realizada
em série ou em paralelo.
As associações em série são utilizadas em aplicações que exigem grandes alturas de elevação. Esse tipo de
arranjo é mostrado esquematicamente na Figura 2.
Figura 2 - Esquema associação em série

Fonte: Verde (2018, p.99)

Portanto, para uma associação em série de duas bombas, temos:

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Na qual os subíndices 2s, A e B representam a associação em série de duas bombas, a bomba A e a bomba
B, respectivamente.

As associações em paralelo são utilizadas em aplicações que exigem grandes vazões. Duas ou mais bombas
operam associadas em paralelo quando recalcam fluido para uma tubulação em comum, conforme
mostrado esquematicamente na Figura 3.

Figura 3 - Esquema de uma associação de bombas em paralelo.

Fonte: Verde (2018, p.101)

Desse modo, para duas bombas associadas em paralelo, a vazão total do arranjo Q é a soma das vazões
bombeadas individualmente por cada máquina QA e QB. Já as alturas de elevação fornecidas por cada
bomba são iguais.

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Na qual os subíndices 2s, A e B representam a associação em paralelo de duas bombas, a bomba A e a
bomba B, respectivamente.
Procedimento utilizado na Etapa 2:
- Configurar as válvulas de forma a associar as bombas em série.
- Iniciar o teste na condição de vazão nula.
- Esperar que a condição operacional se estabilize.
- Realizar a leitura de todos os instrumentos e registrar esses valores.
- Fornecer à válvula um pequeno incremento de abertura, aumentando a vazão do sistema.
- Esperar que a condição operacional se estabilize.
- Realizar a leitura dos instrumentos e registrar esses valores.
- Repetir o procedimento até que a válvula seja totalmente aberta.
- Repetir o procedimento, agora com as válvulas configuradas de forma a associar as bombas em
paralelo.

ETAPA 3: CAVITAÇÃO E NPSH.


O fenômeno da cavitação em máquinas de fluxo, seja em bombas ou turbinas, está diretamente
relacionado com a pressão de saturação (ou pressão de vapor). Devido a própria natureza do escoamento
ou em função da interação entre as pás e o fluido, a pressão absoluta pode diminuir localmente em pontos
específicos da máquina. Se a pressão absoluta for menor que a pressão de saturação, o fluido irá evaporar
e formar pequenas bolhas de vapor.
Devido à força de arrasto, essas bolhas de vapor são carregadas pelo líquido e escoam até regiões de maior
pressão. Sendo que, quando a pressão absoluta excede a pressão de saturação, o equilíbrio entre as fases
é alterado e o vapor condensa instantaneamente, causando o colapso das bolhas. O volume antes ocupado
pelas bolhas de vapor passa a ser ocupado pelo líquido, criando micro jatos, conforme mostrado na Figura
4.

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Figura 4 - Representação esquemática do fenômeno de cavitação

Fonte: Verde (2018, p.119)

Quando o colapso das bolhas ocorre próximo às superfícies da máquina, o choque dos jatos a alta
velocidade com as paredes provoca acentuados picos de pressão, causando danos estruturais que
desgastam as superfícies, principalmente, do rotor. A repetição contínua desse processo de desgaste por
erosão pode levar a falha dos componentes da máquina.
Sendo que a cavitação pode ocorrer também na região chamada bulk de líquido, distante da parede, que
não provoca erosão do material. De qualquer maneira, esse processo também é considerado cavitação.
Sintetizando os conceitos, a cavitação é o processo de formação de “cavidades” de vapor devido à redução
local de pressão.
A ocorrência da cavitação pode ser evitada se a pressão for mantida acima da pressão de saturação em
todos os pontos da máquina. Para garantir uma operação segura, quanto a cavitação, é necessário
quantificar a disponibilidade de energia que o fluido possui na sucção da bomba. Para isto, utilizamos o
parâmetro chamado NPSH, do inglês Net Positive Suction Head (NPSH), ou altura líquida de sucção positiva.
O NPSH disponível é considerado a energia disponível que o fluido possui na sucção da bomba para que a
operação seja realizada. Já o NPSH requerido, ou NPSHR, é uma característica da bomba que é obtida
experimentalmente pelo fabricante do equipamento.
Segundo a norma API 610, a obtenção do NPSHR consiste em fixar a rotação e a vazão e reduzir
gradativamente o NPSHD até que a altura de elevação seja reduzida 3% em relação a operação livre de
cavitação. Esse procedimento é repetido para diferentes valores de vazão e, assim, é obtida a curva de
NPSHR em função da vazão, que é fornecida nos catálogos dos fabricantes.
Portanto, o NPSHR expressa o valor mínimo de disponibilidade de energia na sucção da bomba para que
não ocorra cavitação.
Assim, definida uma vazão, a bomba deve operar respeitando o seguinte critério:
NPSHDR ≥ NPSHD

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Procedimento utilizado na Etapa 3:
- Defina a vazão e a elevação do ponto de melhor eficiência;
- Ligue o aparato experimental conforme procedimento recomendado anteriormente;
- Abra totalmente a válvula de sucção;
- Feche gradativamente a válvula de descarga até que seja estabelecida a vazão do ponto de melhor
eficiência;
- Feche um pequeno decremento a válvula de sucção, diminuindo o NPSH disponível na sucção da bomba;
- Abra a válvula de descarga para manter constante a vazão determinada para o teste;
- Meça as pressões de sucção e descarga e calcule a altura de elevação;
- Repita esse procedimento até que a altura de elevação seja de 97% da altura do ponto de melhor
eficiência;
- Nesta condição operacional, definida como início da cavitação, o NPSH disponível é igual ao NPSH
requerido, verifique o catálogo do fabricante.
- Finalizar o experimento.

ETAPA 4: CURVA CARACTERÍSTICA DA INSTALAÇÃO E PONTO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA.

Um sistema de transferência de fluido consiste em o conjunto completo de componentes que são


necessários para que se possa transferir um determinado fluido, como por exemplo, óleo ou combustível,
a partir de uma zona produtiva para outra seja ela de armazenamento ou não. Estes sistemas são
amplamente utilizados em transporte, fabricação e nas indústrias automotivas e aeroespaciais, e eles
podem variar muito, dependendo da configuração e do tipo de fluido que deverá ser transferido. Eles
podem ser incorporados em máquinas ou utilizados de forma independente. Os componentes comuns
destes sistemas podem incluir mangueiras, tubos, válvulas e acessórios como equipamentos de
carregamento, entre outros.
Um exemplo simples de um sistema de transferência de fluido é uma bomba de gasolina de postos de
combustível. Este conjunto de componentes transfere um fluido, no caso a gasolina, a partir de um tanque
estacionário para um tanque localizado dentro de um carro ou outro veículo. O bombeamento, o elemento
mangueiro, o tanque, juntamente com quaisquer dispositivos de ligação, tais como acopladores, seriam
todos considerados parte do sistema.
A transferência de fluido também ocorre dentro do automóvel. Os sistemas para injeção de combustível,
o arrefecimento do motor e os sistemas de ar condicionado são concebidos para mover os líquidos, tais
como líquido de arrefecimento ou de combustível, no interior do automóvel em si. As mangueiras e
válvulas são utilizadas para dirigir e controlar o fluxo, de acordo com o requisitado.
Fonte: Mecânica industrial. Disponível em <
https://www.mecanicaindustrial.com.br/412-o-que-e-um-sistema-de-
transferencia-de-fluidos/> Acesso em 20 de maio de 2020.

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Nos sistemas de fluidos, a bomba fornece energia e a instalação consome essa energia. Temos que ambos
os sistemas são dinâmicos, pois o fornecimento e o consumo de energia variam em função da vazão de
fluido. O ponto de operação de um sistema de fluido é obtido pela superposição das curvas características
da bomba e da instalação.
Durante o funcionamento dos sistemas de fluidos são comuns as situações em que é necessário ajustar o
ponto de operação. Esse ajuste pode ser realizado alterando as curvas características da instalação, da
bomba ou de ambas. Uma destas técnicas é o Controle do sistema pela modificação da rotação da bomba
Esse método de controle de sistemas exige a utilização de variadores de frequência, possibilitando o ajuste da
rotação da bomba. Dessa forma, o controle do ponto de operação ocorre pela modificação da curva característica
da bomba.
Procedimento utilizado na Etapa 4:
- Abrir totalmente a válvula de descarga.
- Ligar a bomba na rotação mínima permitido pelo inversor de frequência.
- Medir a vazão, a pressão de sucção e a pressão de descarga.
- Fornecer um incremento de rotação.
- Medir, novamente, a vazão, a pressão de sucção e a pressão de descarga.
- Repetir esse procedimento, fornecendo incrementos de rotação até a rotação nominal da bomba
- Obtenção da curva da instalação.
- Compreender que a curva característica da bomba junto com a curva da instalação determina o ponto
de operação.
- Finalizar o experimento

RESULTADOS
Resultados da atividade prática:
Como resultados dessa atividade, espera-se que os objetivos propostos tenham sido alcançados
por meio da compreensão dos métodos experimentais para a determinação das curvas
características de uma única bomba e uma associação de bombas. Também se espera que o aluno
compreenda a metodologia empregada pelos fabricantes para determinar a curva de NPSH das
bombas. Além disso, almeja-se que compreendam o método de controle do ponto de operação
pela modificação da rotação da bomba utilizando um inversor de frequência.