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UFES CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E ECONÔMICAS


COLEGIADO DE SERVIÇO SOCIAL
UNIVERSIDA
Av. Fernando Ferrari, S/N - Campus Universitário
DE
Bairro Goiabeiras - Vitória – ES
FEDERAL
CEP: 29060-900 – Tele/Fax: (27) 3335 2596
DO
E-mail: socialufes@yahoo.com.br
ESPÍRITO
SANTO
2

Sistematizado por:
Márcia Siqueira Smarzaro
Gabriela Sperandio Cott
2005/01

Introdução

Roteiro para elaboração do Plano de Estágio

Roteiro para elaboração do Projeto de Intervenção


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Diário de Campo

Roteiros de Relatórios
Relatórios – Reuniões, entrevistas e visitas domiciliares
Relatório Semestral da Prática

Lei de regulamentação da profissão

Projeto Ético Político

Análise de Conjuntura

Programas das Disciplinas de Estágio I, II e III

Bibliografia
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No Curso de Serviço Social da UFES a disciplina Estágio Supervisionado é


uma das atividades integralizadoras do currículo, pois se
s constitui em uma
atividade curricular obrigatória que se configura a partir da inserção do aluno no
espaço sócio-institucional objetivando capacitá-lo para o exercício do trabalho
profissional, além de pressupor uma supervisão sistemática. Esta supervisão é
feita pelo professor supervisor e pelo profissional de campo, através da reflexão,
acompanhamento e sistematização com base em planos de estágio, elaborados
em conjunto entre unidade de ensino e unidade campo de estágio, tendo como
referência a lei 8.662/93 – Lei de Regulamentação da Profissão e o Código de
Ética do Profissional/1993.
O Estágio é concebido pela totalidade dos sujeitos da formação profissional,
como momento privilegiado desse processo. Espaço fundamental para vivenciar o
processo de trabalho do Serviço Social, a partir da relação teoria/prática e da
mobilização de meios e instrumentos, vivenciar as contradições institucionais,
refletir sobre sua prática e desenvolver a postura investigativa. Logo, o Estágio
deve ser entendido como uma disciplina teórico/prática que abre possibilidade
para o aluno relacionar-se com o “mundo do trabalho”.
O Estágio tem como principal objetivo capacitar o aluno para o exercício
profissional na medida que possibilita o enfrentamento de desafios com
intervenção direta na realidade social. Enquanto momento privilegiado desse
aprendizado, deve contribuir também para o desenvolvimento da consciência
social e do compromisso ético–político no estudante universitário.
O Estágio envolve prática acadêmica discente junto a entidades e organizações
(públicas, privadas e social não governamental) conveniadas com a UFES, por
meio da Pró-Reitoria de Extensão, acompanhada pelo assistente social de campo
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e supervisão acadêmica realizada pelo professor responsável da disciplina de


Estágio Supervisionado.
A política de estágio requer um conjunto de elementos de gestão
acadêmico-administrativa, de acompanhamento didático-pedagógico do aluno, de
relação com os profissionais supervisores, que configuram essa dimensão do
ensino e, ao mesmo tempo permitem integrá-la à pesquisa e à extensão.
A política de estágio no contexto do novo currículo de 1999 se dá com
base em três diretrizes que o fundamentam: Processo de Trabalho do Serviço
Social; Questão Social; Articulação Ensino/ Pesquisa/ Extensão.
O reconhecimento do Serviço Social como trabalho e sua inserção em
processos de trabalho está hipotecado no entendimento da gênese de várias
profissões que em dado momento da produção capitalista, tornaram-se quase
igualmente necessários para a sua continuidade, como o próprio trabalho do
operário. O Serviço Social como profissão inserida na divisão social e técnica do
trabalho, compreende o assistente social como parte de um trabalho coletivo e os
vários elementos tais como: meios, contratos, recursos, qualificação, implicações
na compra e venda de seu trabalho. O processo de trabalho do assistente social
se assenta: sobre a força de trabalho assalariada e contratada no mercado; dispõe
de certos meios de produção (objetos e meios de trabalho); gera produtos,
resultados de seu trabalho.
Esta breve discussão do entendimento do Serviço Social enquanto trabalho,
nos permite compreendê-lo a partir de sua inserção na sociedade capitalista, seja
através das requisições que a ele são feitas enquanto profissão, as demandas que
lhe são colocadas, seja através de suas condições de trabalho, assim como as
requisições, que historicamente são modificadas. Nesse sentido o estagiário, na
condição de aprendiz, passa a conhecer e vivenciar, em parte, o processo de
trabalho de um profissional.
Um outro aspecto a que o Estágio se remete é o de conhecer, pela prática,
que a matéria prima do trabalho do assistente social encontra-se no âmbito da
questão social em suas múltiplas manifestações – saúde, trabalho, assistência,
educação, relação de gênero, pobreza, habitação popular, urbanização de favelas,
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etc. – tal como vivenciadas pelos indivíduos sociais em suas relações sociais
quotidianas, às quais respondem com ações, pensamentos e sentimentos
(IAMAMOTO, 1998). São essas expressões que provocam a necessidade de ação
profissional.
A questão social é única, mas possui vários aspectos que têm uma raiz
comum: levar ao processo de produção e reprodução social. Para conhecer e
analisá-la, para indagar e apropriá-la, a pesquisa é fundamental.
Torna-se imprescindível a articulação do tripé Ensino/Pesquisa/Extensão
para o desenvolvimento do Estágio Curricular, seja no desenvolvimento de uma
atitude investigativa e competência para formulação e realização de projetos de
pesquisa, seja na mediação da Universidade com a sociedade através da
Extensão. Uma das formas de criar um fluxo permanente com essas três
dimensões são os Núcleos Temáticos, unindo pesquisadores, estagiários e
profissionais.
O estágio do Curso de Serviço Social tem a duração de 03 (três) semestres,
com carga horária de 180 (cento e oitenta) horas semestrais, sendo 60 (sessenta)
horas atribuídas ao professor para supervisão acadêmica, e 120 (cento e vinte)
horas para o desenvolvimento da prática. Compõe-se de 03 (três) disciplinas aqui
denominadas Estágio Supervisionado em Serviço Social I, Estágio Supervisionado
em Serviço Social II e Estágio Supervisionado em Serviço Social III. Estas
disciplinas colocam-se em seqüência, sendo a primeira, pré-requisito da segunda,
e esta da terceira
Os campos de estágio devem ter obrigatoriamente um supervisor de área
(assistente social) engajado ou diretamente envolvido no trabalho a ser realizado
pelo aluno. Envolvem, necessariamente, o desenvolvimento de ações profissionais
junto aos usuários dos serviços prestados pelas organizações conveniadas.
Devem constituir-se de um projeto de interesse social que possibilite ao aluno o
desenvolvimento e execução da prática profissional do Serviço Social.
Objetivos do Estágio Supervisionado: as
a disciplinas de estágio
supervisionado tem como objetivo precípuo desenvolver um processo de ação-
reflexão-ação que contribua para aprendizagem das competências do assistente
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social, definidas na lei de regulamentação da profissão. (Lei 8.662, de 7 de junho


de 1993), proposto nos artigos 4° e 5º da mesma, transcritos na íntegra a seguir:
Art. 4° - Constituem competências do Assistente Social :
I – elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da
administração pública direta ou indireta, empresas, entidades e organizações
populares;
II – elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que
sejam do âmbito de atuação do Serviço Social com a participação da sociedade
civil;
III – encaminhar providências, e prestar orientação social a indivíduos, grupos e a
população;
IV – (vetado);
V – orientar indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais no sentido de
identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimento e na defesa de
seus direitos;
VI – planejar, organizar e administrar benefícios e Serviços Sociais;
VII – planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise
da realidade social e para subsidiar ações profissionais;
VIII – prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e
indireta, empresas privadas e outras entidades, com relação às matérias
relacionadas no inciso II deste artigo;
IX – prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às
políticas sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da
coletividade;
X – planejamento, organização e administração de Serviços sociais e de Unidade
de Serviço Social;
XI – realizar estudos sócio-econômicos com os usuários para fins de benefícios e
serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta,
empresas privadas e outras entidades.
Art. 5º - Constituem atribuições privativas do Assistente Social:
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I – coordenar, elaborar, executar, supervisionar e avaliar estudos, pesquisas,


planos, programas e projetos na área de Serviço Social;
II – planejar, organizar e administrar programas e projetos em Unidade de Serviço
Social;
III – assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e indireta,
empresas privadas e outras entidades, em matéria de Serviço Social;
IV – realizar vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e pareceres
sobre a matéria de Serviço Social;
V – assumir, no magistério de Serviço Social tanto a nível de graduação como de
pós-graduação, disciplinas e funções que exijam conhecimentos próprios e
adquiridos em curso de formação regular;
VI – treinamento, avaliação e supervisão direta de estagiários de Serviço Social;
VII – dirigir e coordenar Unidades de Ensino e Cursos de Serviço Social, de
graduação e pós-graduação;
VIII – dirigir e coordenar associações, núcleos, centros de estudo e de pesquisa
em Serviço Social;
IX – elaborar provas, presidir e compor bancas de exames e comissões julgadoras
de concurso ou outras formas de seleção para assistentes sociais, ou onde sejam
aferidos conhecimentos inerentes ao Serviço Social;
X – coordenar seminários, encontros, congressos, e eventos assemelhados sobre
assuntos do Serviço Social;
XI – fiscalizar o exercício profissional através dos conselhos Federal e Regionais;
XII – dirigir serviços técnicos de Serviço Social em entidades públicas ou privadas;
XIII – ocupar cargos e funções de direção e fiscalização da gestão financeira em
órgãos e entidades representativas da categoria profissional.
Nesse sentido, a disciplina Estágio Supervisionado I tem como objetivo o
conhecimento e a análise do contexto conjuntural e sócio-institucional da área de
intervenção em que o aluno está vinculado e a delimitação da problemática que o
objeto da intervenção profissional. O estágio I deve possibilitar vivências que
aproximem o aluno, das competências e habilidades da profissão. O aluno não
pode, nessa fase, responsabilizar-se por atendimentos ou realizá-los sem
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acompanhamento, este momento mescla-se entre observar, compreender,


analisar e participar ativamente dos projetos no âmbito do seu estágio, de forma
graduada e supervisionada.
O Estágio Supervisionado II tem como objetivo a identificação dos
programas de atuação do serviço social e a delimitação do referencial teórico-
metodológico que informa o trabalho profissional . No estágio II o aluno deve
vivenciar o desenvolvimento de uma proposta de intervenção. A investigação tem
destaque nesta etapa na medida em que a postura investigativa tem um papel
preponderante no exercício profissional.
A supervisão estágio III tem como objetivo realizar a síntese das vivências
que o estágio lhe proporcionou, possibilitando ao aluno a realização do exercício
das competências e habilidades profissionais e o desenvolvimento de um análise
dessa vivência, de forma aprofundada. Assim, deve propiciar condições para a
sistematização reflexiva da atuação do serviço social, da realidade social e
institucional experienciada, das implicações políticas da atuação do Serviço Social
e da intervenção profissional nas suas diversas dimensões.
Características de Estágio Supervisionado I, II e III:
a) Carga horária total das disciplinas: 540 horas
b) Carga horária por disciplina: 180 horas
c) Número de créditos por disciplina: 08 créditos sendo 04 teóricos e 04 práticos
d) Pré-requisito: Fundamentos I, II e III, Processo de Trabalho e Fundam.Éticos e
Ética Profissional
e) Período sugerido para matrícula: a partir do 5º período
f) Resultado esperado: o Relatório Final
g) Caráter da disciplina: obrigatória
h) Carga horária atribuída ao professor por disciplina: 04 horas semanais
i) Número de alunos por turma: máximo de 25 alunos.
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE ESTÁGIO

1 – IDENTIFICAÇÃO
- Instituição
- Projeto
- Estagiário (a)
- Supervisor de Campo
- Supervisor Pedagógico
- Duração do Estágio
- Dias e Horários do Estágio
- Dias e horários da Supervisão Pedagógica
- Dias e Horários da Supervisão de Campo

2 – CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

- Caracterização geral da Instituição (Breve Histórico; Projetos que a


Instituição desenvolve)
- Caracterização geral do Projeto (quando for o caso)
- Caracterização da Política Social a qual o campo se refere
- Perfil dos usuários
- Histórico do Serviço Social; Descrição da atuação do Serviço social;
Dificuldades percebidas para o desenvolvimento do trabalho.

3 – PERFIL DO ALUNO

- Trajetória acadêmica no estágio


- Limitações pessoais e pedagógicas sentidas pelo estagiário
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4 – OBJETIVOS

1. Pedagógicos
2. Ação Profissional (qual (is) o (s) objetivo (s) do estagiário no campo; o que
se quer alcançar com a atuação do estagiário de serviço social junto à
população usuária e instituição)

5 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

1. Pedagógico
2. Ação Profissional (as atividades que o estagiário irá desenvolver para
atingir os objetivos)

6 – AVALIAÇÃO

1. Pedagógica
2. campo

7 – CRONOGRAMA

8 - REFERÊNCIAS

OBS:
Para a operacionalização do estágio supervisionado há que considerar a
participação do aluno, do assistente social do campo e do supervisor pedagógico,
com seus respectivos papéis e funções. Portanto, o planejamento do estágio, do
ponto de vista pedagógico e da ação profissional é um ato primordial neste
processo. Nesse sentido, o Plano de Estágio deve ser feito logo no início do
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estágio pelo aluno com orientação do supervisor de campo. Deverá estar assinado
pelo aluno e supervisor de campo.

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

1 – IDENTIFICAÇÃO
- Nome da empresa que executará o projeto e identificação do programa
responsável pelo seu desenvolvimento.
- Título do projeto e sua vinculação com o problema objeto de
intervenção.
- Nome do técnico ou equipe técnica responsável pela elaboração do
projeto, especificando qualificação e função de cada um no projeto.
- Data da elaboração do projeto e previsão máxima de sua execução.

2 – JUSTIFICATIVA
Característica por uma redação breve:
a) Contendo a finalidade da empresa, sua responsabilidade diante do problema
identificado como objeto de intervenção, os recursos disponíveis para sua
solução e o órgão ou programa da empresa responsável pela sua execução.
Identifica, também, suporte legal e administrativo para a realização do projeto,
e a sua relação com os planos globais, regionais da instituição e dos diversos
órgãos e diferentes níveis do governo.
b) Contendo dados e condições que antecederam ao projeto, indicando a
metodologia que foi utilizada para estabelecer a relação entre o Plano e o
Programa, a vinculação destes com os objetivos da empresa, com as
necessidades e demandas dos usuários e o posicionamento da equipe técnica.
Apontam-se os critérios adotados para escolha de prioridades frente aos
diferentes interesse e demandas, e a seleção das alternativas de soluções
frente às propostas da empresa, a avaliação técnica e as necessidades do
usuário. Além disso estabelece a delimitação do problema objeto de
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intervenção de forma clara e objetiva, enfatizando: aspectos qualitativos e


quantitativos da problemática social, as medidas que já foram adotados ou
sugeridas, e suas implicações, no curto, médio e longo prazos para a sua
solução total ou mesmo parcial (La pratica del trabajador Social, p.99-107).

3- OBJETIVOS E METAS
Neste item do Projeto, são definidos os objetivos gerais, específicos e
operacionais que se desejam obter com a execução de atividades definidas e sua
relação com a política da empresas e com seus efeitos sociais, econômicos e
institucionais sobre a problemática em relação ao problema identificando como
objetivo de intervenção.
Define-se também, as metas de eficiência e de eficácia em termos de
qualidade e quantidade do que se propõe obter, explicitando abrangência
territorial, setor, volume e tempo para a obtenção de diferentes resultados.

4 – DETALHAMENTO DO PROJETO:
O projeto deve detalhar o que será realizado e a forma como será
executado. Devendo portanto, especificar e identificar e identificar a alternativa de
solução que foi escolhida e o modelo adotado para tal escolha. Que serviços
previstos para serem realizados e qual a capacidade de atendimento.
A descrição do projeto é um item que deve conter os procedimentos que
serão adotados, com a seqüência lógica das ações e das atividades,
dimensionado no tempo, com sua dinâmica e suas conexões.
As rotinas de trabalho e de responsabilidades, as formas e modelos de
coordenação das ações, as redes de relacionamentos com os demais órgãos da
instituição, com outras instituições. Em relação aos requisitos técnicos, deve-se
definir e indicar a disponibilidade dos elementos que se colocam como
indispensáveis para a execução do projeto, especificando o que se reporta aos
recursos humanos, a indicação de quantitativo, tempo e vinculação dos mesmos
no projeto, a indicação de prazos e horas de trabalho, e a previsão de seus custos
para o projeto.
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Quanto aos recursos materiais, há necessidade de definir e descrever as


instalações e equipamentos necessários à execução de cada tarefa; descrever e
especificar os padrões de instalação e dos equipamentos, bem como a definição
de prazos para a utilização das instalações e equipamentos definidos.
Quanto aos recursos administrativos, deve-se enumerar os atos normativos,
as ordens de serviços e outras normas necessárias à execução das tarefas,
destacando suas especificações (Lei, Decreto, Portaria, Regulamento, etc.) e seus
elementos essenciais. Além disso, deve explicitar quais os órgãos ou entidades
estão envolvidas na elaboração e/ou sanção dessas normas administrativas.
O orçamento é peça imprescindível de qualquer projeto, e para os órgãos
ou instituições que desenvolvem recursos públicos, sua estrutura está prevista
pela Secretaria da presidência da República desde 20/06/78.
As empresas do setor privado também têm sua estrutura orçamentária
definida pela regulamentação contábil empresarial. De qualquer forma, as
despesas e desembolsos dos recursos financeiros devem ser criteriosamente
posicionados. Daí, a orçamentação pelo projeto deve dimensionar custos e
despesas de implementação, implantação e manutenção de cada atividade indicar
por elemento de despesa com indicação de recursos.
Além do orçamento, é importante destacar no projeto quais são as fontes
de recursos, tanto no que se refere a de investimentos, quanto a de operações.
Assim, cabe indicar as entidades financiadoras do projeto, destacando-se sua
responsabilidade.

5- MEDIDAS DE IMPLEMENTAÇÃO
A implementação do projeto merece destaque na execução de um projeto
social, porque dela, também, depende o sucesso do projeto, vez que a
implementação está vinculada às medidas que são necessárias adotar para a
execução das alternativas que foram definidas para solucionar os problemas
identificados.
Dentre as medidas técnicas, destacam-se os estudos, a investigação e as
pesquisas especiais necessárias ao conhecimento da realidade, ao
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acompanhamento e avaliação dos projetos. Destaca-se também como primordial o


treinamento de pessoal quando indicado na proposta do projeto.
Os recursos legais são caracterizados pela necessidade de se acionar
mecanismos legais ou legislação especial para execução do projeto, devendo-se,
para tanto, anexar ao projeto minutas de redação do documento legal necessário.
Quanto aos recursos administrativos, muitas vezes, tornam-se necessários
a criação e/ou transformação de órgãos, cargos, funções no âmbito da empresa o
que requer o preparo de propostas destacando-se a natureza, o padrão, o prazo
de vigência e outras tantas informações que deverão ser encaminhadas para que
essas ,medidas sejam providenciadas em tempo hábil para a execução do projeto.

DIÁRIO DE CAMPO – INSTRUMENTO DE INVESTIGAÇÃO

É um instrumento de anotações, comentários e reflexão para uso individual


do estagiário. O Diário de Campo facilita criar o hábito de observar com atenção,
descrever com precisão e refletir sobre os acontecimentos de um dia de trabalho. É
importante que seja usado diariamente para haver um acompanhamento
cronológico dos acontecimentos.
1 – EM QUE CONSISTE?
- Um caderno, geralmente de capa dura, mais resistente do que os
cadernos comuns. Não deve ser demasiado grande para permitir ser
levado com facilidade.
- Deve ser usado como fonte de informação para o trabalho da equipe.

2 – PARA QUE O DIÁRIO DE CAMPO?


- Registrar as observações de fatos concretos, acontecimentos relações
verificadas, experiências pessoais do investigador, suas reflexões e comentários.
- Diário de campo criar o hábito de observar com atenção, descrever com precisão
e refletir sobre acontecimentos de um dia de trabalho.
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3- O QUE REGISTRA?
1º - Anote no início da página: a data completa; o lugar em que se dá observação;
a hora do acontecimento.
2º - Faça uma descrição, se possível pormenorizada, do que se observou.
Descreva o meio ambiente tanto físico como social do acontecimento.
3º - Detalhe os atores que entram no fenômeno descrito, o comportamento das
pessoas, a linguagem tanto verbal, como de gestos.
4º - Busque se possível fazer uma interpretação do fato, o porque do acontecido,
as possível conseqüências do que viu.
5º - Anote suas dúvidas, perguntas e questões.

4 – POR QUE DO DIÁRIO DE CAMPO?


1º ) - É um dos primeiros elementos da observação científica; o registro completo
e preciso do observação.
2º) Fatos devem ser registrados no Diário o quanto antes após o observado.
3º) Quanto mais fiel for enfoque sobre o que se observa, maior será a qualidade
para a equipe com a qual trabalha.

RELATÓRIO DE REUNIÕES, ENTREVISTAS E VISITAS DOMICILIARES.

A dinâmica da prática não se completa antes da apresentação escrita dos


relatórios. O relato por escrito é por vezes considerado como algo desagradável e,
em função do ativismo, esta atividade tem para o estagiário, e mesmo para os
profissionais, um lugar secundário. Apesar disso, a comunicação por escrito dos
resultados - enquanto produção de conhecimento - é uma parte essencial da
responsabilidade do aprendiz e do profissional de Serviço Social.
O relato é, sem dúvida, uma oportunidade para ordenar os fatos apreendidos
por meio da observação de forma detalhada. Constitui-se em analisar a qualidade
da ação: pensar nas falhas, em novas questões e alternativas possíveis de
respondê-las; fornecer material para pesquisa e, de modo especial, fornecer
informações necessárias ao desenvolvimento da supervisão.
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Esta etapa da prática exige um conjunto de habilidades um pouco diferente


das exigidas na prática direta sobre a realidade objeto de intervenção. Dentre estas
habilidades pode-se acentuara comunicação com um público específico
(assistentes sociais e dirigentes) sobre sua prática, bem como, à formação de uma
opinião a respeito da seriedade da intervenção e dos resultados obtidos. Para isso
o estagiário deve situar o relato num contexto científico, relacionando-o com
referências teóricas, métodos e técnicas adotadas.
Este entendimento será o mesmo tento para o relato de uma entrevista, de
uma reunião, quanto de uma visita domiciliar.

RELATÓRIO SEMESTRAL DA PRÁTICA

Um relatório da prática desenvolvido pelo aluno ao final de cada semestre letivo


deve conter o objeto pelo qual se interessou, o processo pelo qual atuou nesta área
problemática e os resultados a que chegou.
- Delimitação do campo ou objeto de atuação
- O processo da prática: o estudo, o planejamento e a execução.
- Os resultados obtidos
- Conclusões e propostas de ação

a) Delimitação do campo ou objeto de atuação


Este é o momento do relatório em que o aluno comunicará de forma clara
qual será a realidade objeto de estudo e de intervenção. Isto justifica a importância
e necessidade de sua atuação, bem como define o foco desta situação, etc.
Deve ainda incluir uma análise do contexto no qual se insere o objeto de
prática analisando a conjuntura e a instituição campo de estágio.

b) O processo da prática
É fundamental que o aluno informe minuciosamente como se deu a sua
prática, seja em nível de estudos, análises e pesquisas, como o enfrentamento de
problemas concretos. Se a prática for predominantemente de conhecimento,
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assinalar qual foi o seu procedimento básico. Se for uma prática de caráter mais
interventivo em nível de indivíduos, grupos ou comunidades, relatar como se
realizou a experiência, a reação dos diferentes agentes em questão: o cliente, os
dirigentes, e o próprio estagiário. Enfim, descrever os limites encontrados; o que
realizou dentro do plano de trabalho proposto.

c) Resultados obtidos
No contexto das ciências sociais torna-se bastante difícil a apreensão de
resultados ou até mesmo a delimitação da um produto da prática. Mesmo assim,
isto se tornaria possível à medida que for comprovando resultados significativos
face ao problema objeto de intervenção definido, por exemplo: a mudança de
percepção da realidade por parte da população, mudança comportamental,
fortalecimento de um processo de organização e aquisição de bens e serviços, etc.
Neste momento a observância do planejamento é fundamental, mas com certa
flexibilidade, pois durante o processo de prática podem surgir relações não
previstas.

d) Conclusões e propostas de ação


Este item consiste ou pode consistir numa apresentação de inferências feitas
a partir de resultados alcançados. Com isso o aluno poderá perceber possibilidades
de continuidade ou não do seu trabalho, a sua extensão ou ampliação. Poderá
incluir novas questões, novas propostas, descrever suscintamente as contribuições
do projeto, a sua utilidade social imediata.
Depois de avaliar o relatório, o professor-supervisor deve entregar uma
cópia ao Acervo do Departamento.
]
e) Estilo do relatório
Convém assinalar que na montagem de um relatório duas questões devem
estar presentes, ou seja: o que deve ser informado a respeito de uma determinada
prática, e a outra é qual a melhor forma de apresentar esta informação.
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Esta preocupação com a forma do texto de relatório tem sua devida


importância, embora não seja esta a condição ‘sine qua non’. É preciso dar atenção
ao estilo, acentuar as qualidades básicas da redação científica como clareza,
precisão, simplicidade e correção gramatical (ter como referência as normas da
ABNT).

f) Sugestões para estrutura e apresentação do relatório da Prática


Formato: deve ser digitado no computador, obedecendo às exigências mínimas de
formatação de um texto, e devidamente encadernado (as capas deverão ser
obtidas no Departamento de Serviço Social). Deverá conter uma numeração de
páginas a começar pela primeira folha do desenvolvimento do Relatório (folha de
rosto e sumário não devem ser numeradas).
Composição do relatório: o trabalho deverá compor-se dos elementos relacionados
em seguida e na ordem que os mesmos ocorrem.
Capa deve conter :
 autor;
 Departamento, Centro e Universidade;
 Local de realização do estágio
 Titulo do relatório;
 Binômio constituído pelo local e data
 Nome da disciplina que o aluno está concluindo.
Sumário: enumeração das primeiras divisões e partes do relatório incluindo notas
bibliográficas e anexos.
Textos (desenvolvimento do relatório): é a parte que contém a exposição da
matéria, ou seja, o relato de toda a prática desenvolvida pelo aluno
Anexos
Referências Bibliográficas
Bibliografia consultada
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LEI DE REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO – nº 8.662


(de 07 de junho de 1993)
LEI N.º 8.662/93

Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art.1º - É livre o exercício da profissão de Assistente Social em todo o território


nacional, observadas as condições estabelecidas nesta Lei.

Art. 2º - Somente poderão exercer a profissão de Assistente Social:

I - Os possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social,


oficialmente reconhecido, expedido por estabelecimento de ensino superior
existente no País, devidamente registrado no órgão competente;

II - os possuidores de diploma de curso superior em Serviço Social, em nível de


graduação ou equivalente, expedido por estabelecimento de ensino sediado em
países estrangeiros, conveniado ou não com o governo brasileiro, desde que
devidamente revalidado e registrado em órgão competente no Brasil;

III - os agentes sociais, qualquer que seja sua denominação com funções nos
vários órgãos públicos, segundo o disposto no art. 14 e seu parágrafo único da Lei
nº 1.889, de 13 de junho de 1953.

Parágrafo único - O exercício da profissão de Assistente Social requer prévio


registro nos Conselhos Regionais que tenham jurisdição sobre a área de atuação
do interessado nos termos desta Lei.
21

Art. 3º - A designação profissional de Assistente Social é privativa dos habilitados


na forma da legislação vigente.

Art. 4º - Constituem competência do Assistente Social:

I - elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da


administração pública direta ou indireta, empresas, entidades e organizações
populares;

II - elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que sejam


do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil;

III - encaminhar providências, e prestar orientação social a indivíduos, grupos e à


população;

IV- (VETADO);

V - orientar indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais no sentido de


identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimento e na defesa de
seus direitos;

VI - planejar, organizar e administrar benefícios e Serviços Sociais;

VII - planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise
da realidade social e para subsidiar ações profissionais;

VIII - prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e


indireta, empresas privadas e outras entidades, com relação às matérias
relacionadas no inciso II deste artigo;

IX - prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às


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políticas sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da


coletividade;

X - planejamento, organização e administração de Serviços Sociais e de Unidade


de Serviço Social;

XI - realizar estudos sócio-econômicos com os usuários para fins de benefícios e


serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta,
empresas privadas e outras entidades.

Art. 5º - Constituem atribuições privativas do Assistente Social:

I - coordenar, elaborar, executar, supervisionar e avaliar estudos, pesquisas,


planos, programas e projetos na área de Serviço Social;

II - planejar, organizar e administrar programas e projetos em Unidade de Serviço


Social;

III - assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e indireta,


empresas privadas e outras entidades, em matéria de Serviço Social;

IV - realizar vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e pareceres


sobre a matéria de Serviço Social;

V - assumir, no magistério de Serviço Social tanto a nível de graduação como pós-


graduação, disciplinas e funções que exijam conhecimentos próprios e adquiridos
em curso de formação regular;

VI - treinamento, avaliação e supervisão direta de estagiários de Serviço Social;

VII - dirigir e coordenar Unidades de Ensino e Cursos de Serviço Social, de


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graduação e pós-graduação;

VIII - dirigir e coordenar associações, núcleos, centros de estudo e de pesquisa


em Serviço Social;

IX - elaborar provas, presidir e compor bancas de exames e comissões julgadoras


de concursos ou outras formas de seleção para Assistentes Sociais, ou onde
sejam aferidos conhecimentos inerentes ao Serviço Social.

X - coordenar seminários, encontros, congressos e eventos assemelhados sobre


assuntos de Serviço Social;

XI - fiscalizar o exercício profissional através dos Conselhos Federal e Regionais;

XII - dirigir serviços técnicos de Serviço Social em entidades públicas ou privadas;

XIII - ocupar cargos e funções de direção e fiscalização da gestão financeira em


órgãos e entidades representativas da categoria profissional.

Art. 6º - São alteradas as denominações do atual Conselho Federal de Assistentes


Sociais - CFAS e dos Conselhos Regionais de Assistentes Sociais - CRAS, para,
respectivamente, Conselho Federal de Serviço Social - CFESS e Conselhos
Regionais de Serviço Social - CRESS.

Art. 7º - O Conselho Federal de Serviço Social - CFESS e os Conselhos Regionais


de Serviço Social - CRESS constituem, em seu conjunto, uma entidade com
personalidade jurídica e forma federativa, com o objetivo básico de disciplinar e
defender o exercício da profissão de Assistente Social em todo o território
nacional.

§ 1º - OS Conselhos Regionais de Serviço Social - CRESS são dotados de


24

autonomia administrativa e financeira, sem prejuízo de sua vinculação ao


Conselho Federal, nos termos da legislação em vigor.

§ 2º - Cabe ao Conselho Federal de Serviço Social - CFESS e aos Conselhos


Regionais de Serviço Social - CRESS, representar, em juízo e fora dele, os
interesses gerais e individuais dos Assistentes Sociais, no cumprimento desta Lei.

Art. 8º - Compete ao Conselho Federal de Serviço Social - CFESS, na qualidade


de órgão normativo de grau superior, o exercício das seguintes atribuições:

I - orientar, disciplinar, normatizar, fiscalizar e defender o exercício da profissão de


Assistente Social, em conjunto com o CRESS;

II - assessorar os CRESS sempre que se fizer necessário;

III - aprovar os Regimentos Internos dos CRESS no forum máximo de deliberação


do conjunto CFESS/CRESS;

IV - aprovar o Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais juntamente


com os CRESS, no fórum máximo de deliberação do conjunto CFESS/CRESS;

V - funcionar como Tribunal Superior de Ética Profissional;

VI - julgar, em última instância, os recursos contra as sanções impostas pelos


CRESS;

VII - estabelecer os sistemas de registro dos profissionais habilitados;

VIII - prestar assessoria técnico-consultiva aos organismos públicos ou privados,


em matéria de Serviço Social;
25

IX - (VETADO).

Art. 9º - O fórum máximo de deliberação da profissão para os fins desta Lei dar-
se-á nas reuniões conjuntas dos Conselhos Federal e Regionais, que inclusive
fixarão os limites de sua competência e sua forma de convocação.

Art. 10 - Compete aos CRESS, em suas respectivas áreas de jurisdição, na


qualidade de órgão executivo e de primeira instância, o exercício das seguintes
atribuições:

I - organizar e manter o registro profissional dos Assistentes Sociais e o cadastro


das instituições e obras sociais públicas e privadas, ou de fins filantrópicos;

II - fiscalizar e disciplinar o exercício da profissão de Assistente Social na


respectiva região;

III - expedir carteiras profissionais de Assistentes Sociais, fixando a respectiva


taxa;

IV - zelar pela observância do Código de Ética Profissional, funcionando como


Tribunais Regionais de Ética Profissional;

V - aplicar as sanções previstas no Código de Ética Profissional;

VI - fixar, em assembléia da categoria, as anuidades que devem ser pagas pelos


Assistentes Sociais;

VII - elaborar o respectivo Regimento Interno e submetê-lo a exame e aprovação


do fórum máximo de deliberação do conjunto CFESS/CRESS.

Art. 11 - O Conselho Federal de Serviço Social - CFESS terá sede e foro no


26

Distrito Federal.

Art. 12 - Em cada capital de Estado, de Território e no Distrito Federal, haverá um


Conselho Regional de Serviço Social - CRESS denominado segundo a sua
jurisdição, a qual alcançará, respectivamente, a do Estado, a do Território e a do
Distrito Federal.

§ 1º - Nos Estados ou Territórios em que os profissionais que neles atuam não


tenham possibilidade de instalar um Conselho Regional, deverá ser constituída
uma delegacia subordinada ao Conselho Regional que oferecer melhores
condições de comunicação, fiscalização e orientação, ouvido o órgão regional e
com homologação do Conselho Federal.

§ 2º - Os Conselhos Regionais poderão constituir, dentro de sua própria área de


jurisdição, delegacias seccionais para desempenho de suas atribuições executivas
e de primeira instância nas regiões em que forem instalados, desde que a
arrecadação proveniente dos profissionais nelas atuantes seja suficiente para sua
própria manutenção.

Art. 13 - A inscrição nos Conselhos Regionais sujeita os Assistentes Sociais ao


pagamento das atribuições compulsórias (anuidades), taxas e demais
emolumentos que forem estabelecidos em regulamentação baixada pelo Conselho
Federal, em deliberação conjunta com os Conselhos Regionais.

Art. 14 - Cabe às Unidades de Ensino credenciar e comunicar aos Conselhos


Regionais de sua jurisdição os campos de estágio de seus alunos e designar os
Assistentes Sociais responsáveis por sua supervisão.

Parágrafo único - Somente os estudantes de Serviço Social, sob supervisão direta


de Assistente Social em pleno gozo de seus direitos profissionais, poderão realizar
estágio de Serviço Social.
27

Art. 15 - É vedado o uso da expressão "Serviço Social" por quaisquer pessoas de


direito público ou privado que não desenvolvam atividades previstas nos arts. 4º e
5º desta Lei.

Parágrafo único - As pessoas de direito público ou privado que se encontrem na


situação mencionada neste artigo terão o prazo de noventa dias, a contar da data
da vigência desta Lei, para processarem as modificações que se fizerem
necessárias a seu integral cumprimento, sob pena das medidas judiciais cabíveis.

Art. 16 - Os CRESS aplicarão as seguintes penalidades aos infratores dos


dispositivos desta Lei:

I - multa no valor de uma a cinco vezes a anuidade vigente;

II - suspensão de um a dois anos de exercício da profissão ao Assistente Social


que, no âmbito de sua atuação, deixar de cumprir disposições do Código de Ética,
tendo em vista a gravidade da falta;

III - cancelamento definitivo do registro, nos casos de extrema gravidade ou de


reincidência contumaz.

§ 1º - Provada a participação ativa ou conivência de empresas, entidades,


instituições ou firmas individuais nas infrações a dispositivos desta Lei pelos
profissionais delas dependentes, serão estas também passíveis das multas aqui
estabelecidas, na proporção de sua responsabilidade, sob pena das medidas
judiciais cabíveis.

§ 2º - No caso de reincidência na mesma infração no prazo de dois anos, a multa


cabível será elevada ao dobro.
28

Art. 17 - A Carteira de Identificação Profissional expedida pelos Conselhos


Regionais de Serviço Social - CRESS, servirá de prova para fins de exercício
profissional e de Carteira de Identidade Pessoal, e terá fé pública em todo o
território nacional.

Art. 18 - As organizações que se registrarem nos CRESS receberão um certificado


que as habilitará a atuar na área de Serviço Social.

Art. 19 - O Conselho Federal de Serviço Social - CFESS será mantido:

I - por contribuições,taxas e emolumentos arrecadados pelos CRESS, em


percentual a ser definido pelo fórum máximo instituído pelo art. 9º desta Lei;

II - por doações e legados;

III - por outras rendas.

Art. 20 - O Conselho Federal de Serviço Social - CFESS e os Conselhos


Regionais de Serviço Social - CRESS contarão cada um com nove membros
efetivos: Presidente, Vice-Presidente, dois Secretários, dois Tesoureiros e três
membros do Conselho Fiscal, e nove suplentes, eleitos dentre os Assistentes
Sociais, por via direta, para um mandato de três anos, de acordo com as normas
estabelecidas em Código Eleitoral aprovado pelo fórum instituído pelo art. 9º desta
Lei.

Parágrafo único - As delegacias seccionais contarão com três membros efetivos:


um Delegado, um Secretário e um Tesoureiro, e três suplentes, eleitos dentre os
Assistentes Sociais da área de sua jurisdição, nas condições previstas neste
artigo.

Art. 21 - (VETADO).
29

Art.22 - O Conselho Federal e os Conselhos Regionais terão legitimidade para agir


contra qualquer pessoa que infringir as disposições que digam respeito às
prerrogativas, à dignidade e ao prestígio da profissão de Assistente Social.

Art.23 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art.24 - Revogam-se as disposições em contrário e, em especial, a Lei nº 3.252,


de 27 de agosto de 1957.

Brasília, 7 de junho de 1993, 172º da Independência e 105º da República.

ITAMAR FRANCO

Walter Barelli

Publicada no Diário Oficial da União de 08 de junho de 1993.

O Projeto Ético-Político do Serviço Social


(Marcelo Braz Moraes dos Reis)

Desde a década passada, mais precisamente a partir do IX CBAS


(Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais) em 1998 1, cujo temário trazia o
termo Projeto ético-político, vem aumentando entre nós a necessidade de
conhecer tal projeto.
O relativo desconhecimento do Projeto ético-político pela categoria pode ser
justificado pela precoce inserção do tema no debate do Serviço Social e, ainda (e
em conseqüência disso), pela parca produção de conhecimentos acerca do tema
30

-elemento fundamental para a socialização das idéias criadas no seio de uma


2
determinada vanguarda, no caso profissional.
Pode-se dizer que este relativo desconhecimento não eliminou a
incorporação do projeto entre a categoria dos assistentes sociais. Ao contrário, é
inegável que traços dele estão presentes no cotidiano dos assistentes sociais que
o operam nas diversas situações profissionais.3
Mas, afinal, o que é o Projeto ético-político profissional do Serviço Social?
Este brevíssimo texto apresenta os seus traços mais gerais sem a pretensão de
esgotá-los. Trata-se de texto mais informativo que dissertativo, ainda que eivado
de considerações crítico-valorativas. Nele apresentaremos as origens históricas, o
processo de consolidação e o momento atual do projeto, quando verificaremos as
peculiaridades que objetivam na realidade sócio-profissional.
À guisa de introdução, vale a tentativa de destrinchar o termo Projeto
ético-político profissional. Trata-se de uma projeção coletiva que envolve
4
sujeitos individuais e coletivos em torno de uma determinada valoração ética 5
que está intimamente vinculada a determinados projetos societários 6 presentes na
sociedade que se relacionam com os diversos projetos coletivos (profissionais ou
não) em disputa na mesma sociedade. 7

Como surgiu este projeto, quem o criou e quando foi criado?

Antes de qualquer coisa é preciso ter clareza da noção de projeto coletivo


na medida em que o referido projeto ético-político existe como tal. Os projetos
coletivos se relacionam com diversas particularidades que envolvem os vários
interesses sociais presentes numa determinada sociedade. Remetem-se ao
gênero humano uma vez que, como projeções sócio-históricas particulares,
vinculam-se aos interesses universais presentes no movimento da sociedade. Em
outras palavras, os interesses particulares de determinados grupos sociais, como
o dos assistentes sociais, não existem independentemente dos interesses mais
gerais que movem a sociedade. Questões culturais, políticas e,
31

fundamentalmente, econômicas articulam e constituem os projetos coletivos. Eles


são impensáveis sem estes pressupostos, são infundados se não os remetermos
aos projetos coletivos de maior abrangência: os projetos societários (ou projetos
de sociedade). Quer dizer: os projetos societários estão presentes na dinâmica de
qualquer projeto coletivo, inclusive em nossos projeto ético-político.
Os projetos societários podem ser, em linhas gerais, transformadores ou
conservadores. Entre os transformadores há várias posições que têm a ver com
formas (as táticas e as estratégias) de transformação social. Assim, temos um
pressupostos fundantes do projeto ético-politico: a sua relação ineliminável com
projetos de transformação ou de conservação da ordem social. Dessa forma,
nosso projeto filia-se a um ou outro projeto de sociedade não se confundindo com
ele.
Mas, afinal, qual nosso Projeto ético-político? Como ele é? Qual sua
posição diante da ordem social?
Não há dúvidas que o Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro
está vinculado a um projeto de transformação da sociedade. Esta vinculação se dá
pela própria exigência que a dimensão política da intervenção profissional 8 impõe.
Ao atuarmos no movimento contraditório das classes, acabamos por imprimir uma
direção social às nossas ações profissionais que favorecem a um ou a outro
projeto societário. Nas diversas e variadas ações que efetuamos como plantões
de atendimento, salas de espera, processos de supervisão e/ou planejamento de
serviços sociais, das ações mais simples às intervenções mais complexas do
cotidiano profissional, nelas mesmas, embutimos determinada direção social
9
entrelaçada por uma valoração ética específica.
As demandas (de classes, mescladas por várias outras mediações
presentes nas relações sociais) que se apresentam a nós, encobrem seus reais
determinantes e as necessidades sociais que portam. Tendo consciência ou não,
interpretados ou não as demandas de classe e suas necessidades sociais que
chegam até nós em nosso cotidiano profissional, dirigimos nossas ações
favorecendo interesses sociais distintos e contraditórios.
32

Nosso Projeto ético-político é bem claro e explícito quanto aos seus


compromissos. Ele “tem em seu núcleo o reconhecimento da liberdade como valor
ético central – a liberdade concebida historicamente, como possibilidade de
escolher entre alternativas concretas; daí um compromisso com a autonomia, a
emancipação e a plena expansão dos indivíduos sociais. Conseqüentemente, o
projeto profissional vincula-se a um projeto societário que propõe a construção de
uma nova ordem social, sem dominação e/ou exploração de classe, etnia e
gênero.” (Netto, 1999: 104-5; grifos originais). Estes valores foram construídos
historicamente, como veremos a seguir.

Brevíssimo Histórico

Desde os anos 70, mais precisamente no final daquela década, o serviço


social brasileiro vem construindo um projeto profissional comprometido com os
interesses das classes trabalhadoras. A chegada entre nós dos princípios e idéias
do Movimento de Reconstituição deflagrado nos diversos paises latino-americanos
somada à voga do processo de redemocratização da sociedade brasileira
formaram o chão histórico para a transição um Serviço Social renovado, através de
um processo de ruptura teórica, política (inicialmente mais político-ideológica do
que teórico-filosófica) com os quadrantes do tradicionalismo que imperavam entre
nós. É sabido que, politicamente, este processo teve seu marco no III CBAS, em
1979, na cidade de São Paulo, quando, então, de forma organizada, uma
vanguarda profissional virou uma página na história do Serviço Social brasileiro ao
destituir a mesa de abertura composta por nomes oficiais da ditadura, trocando-a
por nomes advindos do movimento dos trabalhadores. Este congresso ficou
conhecido como “Congresso da Virada”.
Pode-se localizar aí a gênese do projeto ético político, na segunda metade
da década de 70. Este mesmo projeto avançou nos anos 80, consolidou-se nos
anos 90 e está em construção, fortemente tencionado pelos rumos neoliberais da
sociedade e por uma nova reação conservadora no seio da profissão na década
que transcorre.
33

O avanço do projeto nos anos 80 deveu-se à construção de elementos que o


matizaram entre nós, dentre eles, o Código de Ética de 1986. Nele tivemos o
coroamento da virada histórica promovida pelas vanguardas profissionais. Tratou-
se da primeira tentativa de tradução não só legitima como legal (através do órgão
de fiscalização do exercício profissional, o CFAS-Conselho Federal de Assistentes
Sociais, hoje CFESS) da inversão ético-política do Serviço Social brasileiro,
amarrando seus compromissos aos das classes trabalhadoras. É bem verdade que
soava mais como uma carta de princípios e de compromissos ídeo-políticos do que
10
um código de ética que, por si só, exige certo teor prático normativo . Mas, por
outro lado, ao demarcar seus compromissos, mais que explicitamente, não deixava
dúvidas de “qual lado” estávamos. Nesta mesma década, aferem-se também
avanços em torno do projeto no que tange à produção teórica que dá saltos
significativos tanto quantitativamente quanto qualitativamente, trazendo temas
fundamentais ao processo de renovação tais como a questão da metodologia, as
políticas sociais e os movimentos sociais.
O processo de consolidação do projeto pode ser circunscrito à década de 90
que explicita a nossa maturidade profissional através de um escopo significativo de
centros de formação (referimo-nos às pós-graduações) que amplificou a produção
de conhecimentos entre nós. Nesta época também se pode atestar a maturidade
político-organizativa da categoria através de suas entidades e de seus fóruns
deliberativos. Pense-se nos CBAS’s dos anos 90 que expressaram um crescimento
incontestável da produção de conhecimentos e da participação numérica dos
assistentes sociais.
A década que se inicia nos mostra dois processos inter-relacionados: a
continuidade do processo de consolidação do projeto ético-político e as ameaças
que sofre diante das políticas neoliberais que repercutem no seio da categoria sob
11
forma de um neoconservadorismo profissional
A partir destas problematizações históricas poderíamos chegar a algumas
conclusões acerca do nosso projeto ético-político profissional. Com Netto, o
definiríamos da seguinte maneira: “ Os projetos profissionais [inclusive o projeto
ético-político do Serviço Social] apresentam a auto-imagem de uma profissão,
34

elegem os valores que o legitimam socialmente, delimitam e priorizam os seus


objetivos e funções, formulam os requisitos (teóricos, institucionais e práticos) para
o seu exercício, prescrevem normas para o comportamento dos profissionais e
estabelecem as balizas da sua relação com os usuários de seus serviços, com as
outras profissões e com as organizações e instituições sociais, privadas e públicas
(...)” (1999:95)
Em suma, o projeto articula em si mesmo os seguintes elementos
constitutivos: “uma imagem ideal da profissão, os valores que a legitimam, sua
função social e seus objetivos, conhecimentos teóricos, saberes interventivos,
normas, práticas, etc.” (Netto, 1999:98)

Componentes que materializam o projeto ético-político

Mas o que dá materialidade ao projeto? Vimos que os profissionais


individualmente podem operá-lo através das várias modalidades interventivas da
profissão, ou seja, o projeto pode concretizar em nossas próprias ações
profissionais cotidianas. No entanto, o que sistematiza essas diversas
modalidades interventivas, essas variadas ações profissionais, aparentemente
isoladas, como projeto coletivo? Em outras palavras, que mecanismos políticos,
instrumentos/documentos legais e referenciais teóricos emprestam não só
legitimidade como também operacionalidade prático-político e prático-normativo
ao projeto? Vejamos.
O entendimento dos elementos constitutivos que emprestam
materialidade ao projeto pode se dar a partir de três dimensões articuladas entre
si, quais sejam: a) dimensão da produção de conhecimentos no interior do Serviço
Social; b) a dimensão político-organizativa da categoria; c) dimensão jurídico-
política da profissão.
a) dimensão da produção de conhecimentos no interior do Serviço
Social: é a esfera de sistematização das modalidades práticas da profissão, onde
se apresentam os processos reflexivos do fazer profissional e especulativos e
prospectivos em relação a ele. Esta dimensão investigativa da profissão tem como
35

parâmetro a afinidade com as tendências teórico-críticas do pensamento social.


Dessa forma, não cabem no projeto ético-político contemporâneo, posturas
teóricas conservadoras, presas que estão aos pressupostos filosóficos cujo
horizonte é a manutenção da ordem.
b) dimensão político-organizativa da profissão: aqui assentam-se tanto
os fóruns de deliberação quanto as entidades representativas da profissão.
Fundamentalmente, o conjunto CFESS/CRESS (Conselho Federal e Regionais de
Serviço Social), a ABEPSS (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em
Serviço Social) e as demais associações político –profissionais, além do
movimento estudantil representado pelo conjunto de CA’s e DA’s (Centros e
Diretórios Acadêmicos das escolas de Serviço Social) e pela ENESSO (Executiva
Nacional dos Estudantes de Serviço Social). É através dos fóruns consultivos e
deliberativos destas entidades representativas que são tecidos os traços gerais do
projeto, quando são reafirmados (ou não) determinados compromissos e
princípios. Assim, subentende-se que o projeto ético-político (como projeção)
12
pressupõe, em si mesmo, um espaço democrático, aberto , em construção e em
permanente tensão e conflito. Esta constatação indica a coexistência de diferentes
concepções do pensamento crítico, ou seja, o pluralismo de idéias no seu interior.
c)dimensão jurídico-política da profissão: temos aqui o aparato jurídico-
politico e institucional da profissão que envolve um conjunto de leis e resoluções,
documentos e textos políticos consagrados no seio profissional. Há nessa
dimensão duas esferas diferenciadas, porém articuladas, são elas: um aparato
político-jurídico de caráter estritamente profissional; e um aparato jurídico-político
de caráter mais abrangente. No primeiro caso, temos determinados componentes
construídos e legitimados pela categoria tais como: o atual Código de Ética
Profissional, a Lei de Regulamentação da Profissão (Lei 8662/93) e as novas
Diretrizes Curriculares recentemente aprovadas pelo MEC. No segundo, temos o
conjunto de leis advindas do capítulo da Ordem Social da Constituição Federal
de 1988 que, embora não exclusivo da categoria, foi fruto de lutas que envolveram
13
os assistentes sociais e, por outro lado, faz parte do cotidiano profissional de tal
36

forma que pode funcionar como instrumento viabilizador de direitos através das
políticas sociais que executamos e/ou planejamos.
Vale ressaltar que neste conjunto de leis e resoluções atinentes à profissão
e ao seu projeto ético-político encontram-se realizados, direta ou indiretamente,
valores que contornam o projeto.
Essas dimensões articuladas entre elas compõem o corpo material do
projeto ético político profissional que, como foi dito, deve ser compreendido como
uma construção coletiva que, como tal, tem uma determinada direção social que
envolve, valores, compromissos sociais, e princípios que estão em permanente
discussão exatamente porque participante que é do movimento vivo e contraditório
das classes na sociedade. O sucesso do projeto depende de análises precisas
das condições subjetivas e objetivas da realidade para sua realização bem como
de ações políticas coerentes com seus compromissos e iluminadas pelas mesmas
análises.

NOTAS
1 – O IX CBAS aconteceu entre os dias 20 a 24 de julho na cidade de Goiânia e
teve como temário “Trabalho e Projeto Ético-Político Profissional.”
2 – Parte da bibliografia existente está presente nas referências consultadas para
a realização deste breve texto.
3 – Já há estudos no Serviço Social que procuram problematizar a incorporação
histórica do projeto no coletivo profissional. Dentre eles destacamos: as teses de
doutorado de Barroco (2000), da PUC-SP e de Vasconcelos (2000) da ESS/UFRJ
e a dissertação de mestrado de Cardoso (2000), da PUC-SP. As datas das
produções demonstram o caráter recente das pesquisas sobre o projeto
profissional. Vale destacar também a pesquisa coordenada por Silva e Silva
(1995).
4 – Daí a idéia do projeto. Aliás, o termo “projeto” pode dar idéia, extremamente
legítima, de que haveria uma sistematização mais objetiva do mesmo, onde se
suporia a existência de um documento único que o expressasse. Esta certa
“confusão” se explica pela precocidade do debate e pela pouca produção teórica
37

afeita ao tema, como foi dito antes. Veremos mais adiante que a questão é mais
complexa e envolve outros elementos, inclusive variados documentos políticos e
legais afins à profissão.
5 – Daí o termo ético.
6 – Daí o termo político, no seu sentido mais amplo.
7 – Daí o termo profissional expressando a particularidade de uma categoria, no
caso a dos assistentes sociais.
8 – A dimensão política da prática profissional foi discutida por Iamamoto em
Renovação e Conservadorismo no Serviço Social (Cortez, 1992).
9 – Para a compreensão da Ética no processo sócio-histórico ver o texto de
Barroco (2000).
10 – Ver Bonetti et alli (1996).
11 – Os desafios ao projeto ético-político contemporâneos são problematizados
em vários estudos, dentre eles destacamos o de Netto (1996 e 1999, op. Cit.) e o
de Iamamoto (1998). Vale consultar o estudo de Soares Santos (2000) intitulado
Neoconservadorismo pós-moderno e Serviço Social Brasileiro, ESS/UFRJ, Rio de
Janeiro.
12 – Essa abertura política não significa, em hipótese alguma, que não hajam
elementos de ordem imperativa na consecução do projeto. Segundo Netto, há
“componentes que, no projeto, são imperativos e aqueles que são indicativos.” A
pactualidade existente em torno do projeto profissional e do pluralismo subjacente
a ele é que indica esses componentes. “Imperativos são os componentes
compulsórios, obrigatórios para todos os que exercem a profissão (estes
componentes, em geral, são objetos de regulação estatal); indicativos são aqueles
em torno dos quais não há um consenso mínimo que garanta o seu cumprimento
rigoroso e idêntico por todos os membros da categoria profissional.” (Netto,
1999:98). São imperativos, por exemplo, os componentes da formação acadêmica
regulamentados pelo MEC e a exigência de inscrição nos conselhos para o
exercício legal da profissão. Vale dizer que, ainda segundo Netto, que estes
imperativos também são passiveis de divergências.
38

13 – Referimo-nos, especialmente, à construção da LOAS (Lei Orgânica da


Assistência Social).

Marcelo é Assistente Social, professor da ESS/UFRJ e foi diretor do CRESS-


7ª Região.

ANÁLISE DE CONJUNTURA

INTRODUÇÃO
No momento em que toda a sociedade brasileira acompanha ativamente o
desenrolar dos acontecimentos políticos, fica evidente que não basta apenas estar
com a leitura dos jornais em dia para entender o que está ocorrendo. No volume
de informações que é veiculado todos os dias é necessário identificar os
ingredientes, os atores, os interesses em jogo. Fazer isso é fazer análise de
conjuntura.
Na verdade a todo momento e em relação às mais variadas situações
fazermos “análises” de conjuntura sabendo ou não, querendo ou não: quando
decidimos sair de casa, sair do emprego, entrar num partido, participar de uma
luta política, casar, colocar o filho num colégio, evitar ou buscar uma briga,
descansar ou ficar atento, em todas essas situações vista sob a ótica de nosso
interesse ou necessidade. Nessas decisões levamos em conta as informações
que temos, buscamos nos informar, avaliamos as possibilidades, fazemos
hipóteses de desenvolvimento dos fatos, das reações possíveis das pessoas ou
dos fatos, das reações possíveis das pessoas ou dos grupos, medimos a “força”
ou o perigo de nossos eventuais “inimigos” ou dos “perigos” e, a partir desse
conjunto de conhecimentos, informações e avaliações, tomamos nossas decisões.
A análise de conjuntura é uma mistura de conhecimento e descoberta, é
uma leitura especial da realidade e que se faz sempre em função de uma
necessidade ou interesse. Nesse sentido não há análise de conjuntura neutra,
39

desinteressada: ela pode ser objetiva mas estará sempre relacionada a uma
determinada visão do sentido e do rumo dos acontecimentos.
A análise da conjuntura é não somente parte da arte da política como é em
si mesma um ato político. Faz análise política quem faz política, mesmo sem
saber.
Mas a análise da conjuntura é uma tarefa complexa, difícil e que exige não
somente um conhecimento detalhado de todos os elementos julgados importantes
e disponíveis de uma situação determinada, como exige também um tipo de
capacidade de perceber, compreender, descobrir sentidos, relações, tendências a
partir dos dados e das informações.
Não deixa de ser surpreendente que para uma atividade tão importante
como é a de analisar e acompanhar o desenvolvimento da situação política e
econômica de um país falte a elaboração de teorias e métodos específicos. O
texto que segue visa oferecer alguns elementos metodológicos para se analisar a
realidade política e perceber mais claramente a conjuntura.

ALGUMAS CATEGORIAS PARA A ANÁLISE DA CONJUNTURA

Para se fazer análise de conjuntura são necessárias algumas ferramentas


próprias para isso. São as categorias com que se trabalha:
 Acontecimentos
 Cenários
 Atores
 Relação de forças
 Articulação (relação) entre “estrutura” e “conjuntura”
Cada uma destas categorias merece um tratamento à parte, mas no
conjunto elas poderiam ser estudadas como elementos da “representação da vida”
ou uma peça de teatro. Essas categorias, por exemplo, foram utilizadas por Marx
em seu estudo da revolução francesa, no “18 Brumário”, que constitui um dos
mais brilhantes estudos de uma situação política (uma conjuntura) já realizados.
Tentemos ver um pouco mais o sentido de cada uma.
40

a) Acontecimentos
Devemos distinguir fato de acontecimento. Na vida real ocorrem milhares
de fatos todos os dias em todas as partes mas somente alguns desses fatos são
“considerados” como acontecimentos: aqueles que adquirem um sentido especial
ou uma pessoa.
Alguém pode cair de um cavalo e isso se constituir somente num fato banal,
mas se esta é a queda de um presidente, provavelmente será um acontecimento.
O nascimento do filho de um rei é um acontecimento para o país, o nascimento do
filho de um operário é um acontecimento para a família. O beijo pode ser um fato
comum mas o beijo de Judas foi um acontecimento.
Existem ocorrências que se constituem em “acontecimentos” tais como
greves gerais, eleições presidenciais (principalmente se são diretas ...) golpes
militares, catástrofes, descobertas científicas de grande alcance. Estas
ocorrências por sua dimensão e seus efeitos afetam o destino e a vida de milhões
de pessoas, da sociedade em seu conjunto.
Na análise de conjuntura o importante é analisar os acontecimentos
segundo sua importância. Essa importância e peso são sempre relativos e
dependem da ótica de quem analisa a conjuntura, porque uma conjuntura pode
ser boa para alguém e péssima para outros: um ladrão que chega num lugar vai
verificar que a conjuntura está ruim para ele naquele dia, a mãe que chega na
praça com seu filho vai pensar o contrário
A importância da análise a partir dos acontecimentos é que eles indicam
sempre certos “sentidos” e revelam também a percepção que uma sociedade ou
grupo social, ou classe tem da realidade e de si mesmos.
Identificar os principais acontecimentos num determinado momento, ou
período de tempo, é um passo fundamental para se caracterizar e analisar uma
conjuntura.

b) Cenários
As ações da trama social e política se desenvolvem em determinados
espaços que podem ser considerados como cenários. Ouvimos sempre falar nos
41

cenários da guerra, cenários da luta. O cenário de um conflito pode se deslocar de


acordo com o desenvolvimento da luta: passar das ruas e praças para o
parlamento, daí para os gabinetes ministeriais e daí para os bastidores ... Cada
cenário apresentam particularidades que influenciam o desenvolvimento da luta e
muitas vezes o simples fato de mudar de cenário já é uma indicação importante de
uma mudança no processo. A capacidade de definir os cenários aonde as lutas
vão se dar é um fator de vantagem importante. Quando o governo consegue
deslocar a luta das praças para os gabinetes já está de alguma forma deslocando
as forças em conflito para um campo onde seu poder é maior onde seu poder é
maior. Daí a importância de identificar os cenários onde as lutas se desenvolvem e
as particularidades dos diferentes cenários.
Numa ditadura militar os cenários do poder e da luta contra esse poder
serão necessariamente diferentes dos cenários de uma sociedade democrática.
Numa, talvez o quartel; noutra, o parlamento, as ruas e as praças.

c) Atores
Outra categoria que podemos usar na análise da conjuntura é a de atores.
O autor é alguém que representa, que encarna um papel dentro de um
enredo, de uma trama de relações. Um determinado indivíduo é um ator social
quando ele representa algo para a sociedade (para o grupo, a classe, o país),
encarna uma idéia, uma reivindicação, um projeto, uma promessa, uma denúncia.
Uma classe social, uma categoria social, um grupo podem ser atores
sociais.
Mas a idéia de “ator” não se limita somente a pessoas ou grupos sociais.
Instituições também ser atores sociais: um sindicato, partidos políticos, jornais,
rádios, emissoras de televisão, igrejas.

d) Relações de forças
As classes sociais, os grupos, os diferentes atores sociais estão em relação
uns com os outros. Essas relações podem ser de confronto, de coexistência, de
42

cooperação e estarão sempre revelando uma relação de força, de domínio,


igualdade ou de subordinação. Encontrar formas de verificar a relação de forças,
ter uma idéia mais clara dessa relação é decisivo se quiser tirar conseqüências
práticas da análise de conjuntura. Algumas vezes essa relação de forças se revela
através de indicadores até quantitativos, como é o caso de uma eleição: o número
de votos indicará a relação de forças entre partidos, grupos e classes sociais.
Outras vezes devemos buscar formas de verificação menos “visíveis”: qual
é a força de um movimento social ou político emergente? Como medir o novo,
aquilo que não tem registros quantitativos?
Outra idéia importante é a de que a relação de forças não é uns dados
imutáveis, colocados de uma vez por todas: a relação de forças sofre mudanças
permanentemente e é por isso que a política é tão cheia de surpresas: um
candidato, um empresário, um partido político podem achar que mantém uma
relação de superioridade e quando são chamados a demonstrar sua “força”
percebem que a relação mudou e que a derrota ou vitória devem ser explicadas
depois ...

e) Análise de fatos, eventos tendo como pano de fundo as “estruturas”, ou


articulação entre estrutura e conjuntura.
A questão aqui é que os acontecimentos, a ação desenvolvida pelos atores
sociais, gerando uma situação, definindo uma conjuntura, não se dão no vazio:
eles têm relação com a história, com o passado, com relações sociais,
econômicas e políticas estabelecidas ao longo de um processo mais longo. Uma
greve geral que marca uma conjuntura é um acontecimento novo que pode
provocar mudanças mais profundas, mas ela não cai do céu, ela é o resultado de
um processo mais longo e está situado numa determinada estrutura industrial que
define suas características básicas, seu alcance e limites. Um quadro de seca no
Nordeste pode marcar uma conjuntura social grave, mas ela deve ser relacionada
à estrutura fundiária que, de alguma maneira, interfere na forma como a seca
atinge as populações, a quem atinge e como.
43

A isso chamamos relacionar a conjuntura (os dados, os acontecimentos, os


atores) à estrutura.
Além de considerar essas categorias, existem outras indicações que devem
ser levadas em conta para se fazer uma análise de conjuntura.
É fundamental perceber o conjunto de forças e problemas que estão por
detrás dos acontecimentos. Tão importante quanto apreender o sentido de um
acontecimento é perceber quais as forças, os movimentos, as contradições, as
condições que o geraram. Se o acontecimento aparece diretamente à nossa
percepção este pano de fundo que o produz nem sempre está claro. Um esforço e
um cuidado maior devem então ser feitos para situar os acontecimentos e extrair
deles os seus possíveis sentidos.
Procurar ver também os sinais e saída para o “novo”, o não-acontecido, o
inédito. Tão importante quanto entender o que já esta acontecendo é estar atento
aos sinais dos fenômenos novos que começam a se manifestar.
Buscar ver o fio condutor dos acontecimentos. Não se pode afirmar a priori
que todos os acontecimentos “acontecem” dentro de uma ordem determinada,
seguindo um enredo predeterminado. Na realidade, os processos são cheios de
sentidos e dinâmicas que escapam ou não estão subordinados a determinações
lógicas. Isto, no entanto, não nos impede de procurar, de pesquisar o
encadeamento, a lógica interna de uma determinada política econômica ficará
mais fácil entender o sentido dos decretos, das ações e até mesmo das visitas dos
ministros do Planejamento ...
Existem duas leituras possíveis dos acontecimentos ou dois modos de ler a
conjuntura: -a partir da situação ou do ponto de vista do poder dominante (a lógica
do poder); - a partir da situação ou do ponto de vista dos movimentos populares,
das classes subordinadas, da oposição ao poder dominante.
De modo geral as análises de conjuntura são conservadoras: sua finalidade
é reordenar os elementos da realidade, da situação dominante, para manter o
funcionamento do sistema, do regime. Uma análise feita tendo como pressuposto
uma correção de rota, mas não de direção fundamental. Esse tipo de análise parte
do ponto de vista do poder dominante e, de certa forma, determinará não somente
44

a seleção dos acontecimentos e atores a serem analisados, como atribuirá a estes


acontecimentos um sentido afinado com os interesses das classes dominantes.
Todo acontecimento é uma realidade com um sentido atribuído, não é um puro
fato, mas um fato lido e visto por interesses específicos.
Partir do ponto de vista dos movimentos populares não é, obviamente,
inventar situações, acontecimentos, correlação de forças que beneficiem o campo
popular ao nível da fantasia e da imaginação dos analistas interessados. É partir
dos acontecimentos sociais e historicamente determinados, existentes, concretos,
mas percebê-los, analisá-los sob a ótica dos interesses das classes subordinadas,
dado que toda análise de conjuntura só adquire sentido quando é usada como
elemento de transformação da realidade.
A análise de conjuntura deve levar em conta as articulações e dimensões
locais, regionais, nacionais e internacionais dos fenômenos, dos acontecimentos,
dos atores, das forças sociais.
A importância dos elementos na análise de conjuntura depende de cada
situação, de relação ou posição num contexto mais amplo e mais permanente.
A análise de conjuntura de modo geral é uma análise interessada em
produzir um tipo de intervenção na política; é um elemento fundamental na
organização da política, na definição das estratégias e táticas das diversas forças
sociais em luta.
Uma questão chave na análise de conjuntura é a percepção da
complexidade e da dificuldade em determinar relações de causalidade de tipo
unilinear, simples. Existe um elemento constante de imprevisibilidade em relação à
ação política: sua existência, seus efeitos, suas causas. A ação política é em si
mesmo um elemento da realidade política: é a base da possibilidade de
transformações, de mudanças, do surgimento do novo. Falar de uma lógica da
ação é falar também de sua imprevisibilidade.
As categorias “estratégia” e “tática” são também instrumentos úteis para a
análise da ação dos diferentes atores sociais. É possível buscar identificar as
linhas gerais de ação, as estratégias empregadas por estes atores sociais para
conseguir realizar seus objetivos. Poderíamos definir estratégia como articulação,
45

a definição de um conjunto de meios, de forças, de elementos tendo em vista


realizar objetivos gerais ou “projetos” mais globais que respondem a interesses e
objetivos sociais, econômicos e políticos de determinadas forças ou classes
sociais.
Se na estratégia observamos os objetivos e linhas de ação mais gerais, na
tática observamos os meios e formas particulares, concretas de ação, tendo em
vista a realização de estratégias determinadas. Nem sempre, porém, um
acontecimento, ou um conjunto de ações aparentemente articuladas entre si
constitui uma tática ou uma parte de uma estratégia. Na sociedade, no processo
social, o que acontece não tem que ver necessariamente com uma lógica ou um
plano estabelecido. Só as teorias conspirativas ou “estruturalistas” da história
acreditam nisso. Por isso as análises de conjuntura deveriam estar sempre
abertas à descoberta de várias possibilidades e alternativas.
46

PROGRAMA - Estágio Supervisionado I

I - EMENTA

Desenvolvimento de atividades teórico-práticas de observação e aproximação do


aluno com a Instituição onde vivencia o estágio curricular; Conhecimento e análise
teórica do contexto conjuntural e sócio-institucional; Delimitação da problemática
do objeto de intervenção e identificação das demandas sociais que são postas à
Instituição; Conhecimento do processo de trabalho em que se insere o Assistente
Social e identificação dos programas de atuação do Serviço Social.

II - OBJETIVOS

 Possibilitar aos alunos uma acumulação gradual de conhecimentos acerca da


temática relativa ao programa e/ ou projeto onde realiza o estágio, assim como
uma progressiva visão crítica da Instituição/ Entidade campo de estágio;
 Orientar e acompanhar os alunos no processo de inserção nos espaços de
atuação profissional do Assistente Social e na participação em atividades relativas
ao projeto ou programa a que estão vinculados, tendo como referência a
elaboração de um Plano de Estágio;
 Estabelecer uma relação sistemática dos conteúdos do estágio com as demais
disciplinas já cursadas e com as atividades desenvolvidas nos núcleos temáticos;
 Desenvolver e exercitar a capacidade relativa aos instrumentos e técnicas
necessários à atuação no campo de estágio.

III - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


47

UNIDADE I – Conhecendo a disciplina de estágio supervisionado


1.1 – O que é a disciplina de estágio supervisionado?
1.2 – A importância do estágio supervisionado na formação profissional;
1.3 – Como construir o Plano de Estágio.

UNIDADE II– Conhecendo as técnicas de registro e documentação


2.1 – A importância do registro e da documentação;
2.2 – O diário de campo e o relatório quinzenal;
2.3 – Relatórios de reunião, entrevistas e visitas domiciliares;
2.4 – Relatório semestral da prática;

UNIDADE III – Articulação de conteúdos para a análise da experiência no estágio


3.1 – Conhecimento do movimento institucional;
3.2 – Observação do cotidiano e da dinâmica institucional (recursos, serviços,
rotinas, parcerias, relações institucionais, etc.);
3.3 – Leitura de documentação (política social específica, projetos, levantamentos,
pesquisas, estatísticas, históricos, programas e projetos do Serviço Social);
3.4 – Levantamento e estudos sobre a população usuária (perfil e demandas);
3.5 – Treinamento para início do atendimento aos usuários (seminários,
dinâmicas, observação, discussão das situações de trabalho, etc.)

IV - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O Estágio Supervisionado enquanto disciplina, será realizado numa perspectiva


metodológica que contemple o diálogo e a participação do professor (Supervisor
Pedagógico), do Assistente Social (Supervisor de Campo) e do aluno (Estagiário),
enquanto agentes construtores do processo de Estágio. Nesse sentido,
utilizaremos os seguintes procedimentos didáticos:
48

1- Supervisão Semanal, com todos os alunos, visando trocar experiências e


informações acerca da prática do Serviço Social, bem como debater e refletir as
questões teórico-práticas do trabalho desenvolvido pelo Serviço Social;
2 – Supervisão integrada por área temática, onde serão discutidas as questões
teórico-práticas pertinentes à área específica de estágio do aluno. Envolverá os
três níveis de estágio por grande área de atuação do Serviço Social e será aberta
a participação do supervisor de campo;
3 – Orientação para a elaboração do Plano de Estágio;
4 – Orientação para o registro/ documentação das atividades;
5 – Indicação de bibliografias afins à área de atuação do estagiário para leitura,
análise, discussão e produção de textos;
6 – Orientação para a produção do Relatório Semestral do Estágio;
7 – Realização de cursos de capacitação para os supervisores de campo;
8 – Visitas aos campos de estágio

V - AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada por meio dos seguintes instrumentos:


1 – Avaliação do processo de supervisão (produção acadêmica: Plano de Estágio,
relatórios quinzenais, produção de textos; participação nas aulas, etc.);
2 – Avaliação do Supervisor de Campo (formulário a ser encaminhado pela
Instituição de Ensino);
3 – Relatório Semestral de Estágio com o visto do Supervisor de Campo.

* A nota final da disciplina Estágio Supervisionado será a soma das três


avaliações dividida por três.

VI - BIBLIOGRAFIA

COSTA, Selma Frossard. O planejamento do estágio em Serviço Social. In:


Serviço Social em Revista, Londrina, v. 1, n. 1, p.59-69, jul./dez. 1998.
49

HERKENHOFF, Maria Beatriz L. et all.Estágio Supervisionado. UFES,


Departamento de Serviço Social, Coordenação de Estágio Supervisionado, 2004.

OLIVEIRA, Cirlene Aparecida H. da. O estágio supervisionado na formação


profissional do assistente social: desvendando significados. Serviço Social e
Sociedade. São Paulo: Cortez, (80), novembro/2004, p. 50-81.

VASCONCELOS, Ana Maria. Prática do serviço Social: cotidiano, formação e alternativas na área
da saúde. São Paulo: Cortez, [20 - -].

IAMAMOTO, Marilda Villela. A questão social no capitalismo. In: Revista Temporalis, Santa
Catarina, n. 3, [19 --].
50

PROGRAMA - Estágio Supervisionado II

I – EMENTA

Desenvolvimento de um projeto de intervenção, articulando-o com o referencial


teórico-metodológico apreendido nas disciplinas de fundamentos e
instrumentalizaçao teórico operativo do Serviço Social.

II – OBJETIVOS

Propiciar ao aluno condições de:


- Construir o projeto de intervenção a partir da análise do trabalho realizado na
disciplina de Estágio Supervisionado I;
- Utilizar o instrumental teórico-metodológico e instrumentalização teórico
operativo do Serviço Social;
51

- Capacitar o aluno para o estabelecimento de uma relação pedagógica e ética


com o usuário, instituição e profissional;
- Despertar no aluno um olhar investigativo sobre a realidade do campo de
estágio como um futuro elemento para realização do TCC;
- Estabelecer uma relação sistemática dos conteúdos do estágio com as demais
disciplinas já cursadas e as atividades desenvolvidas pelos núcleos temáticos.

III- CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE 1:
- Sistematização e análise do trabalho realizado: Diário de campo, relatórios
quinzenais, relatórios semestral, plano de estágio;
- Ampliação da problematização/análise institucional e do serviço social.

UNIDADE 2:
- As relações cotidianas entre usuário, instituição e demais profissionais dentro
da dimensão ética;
- Análise e enfrentamento dos problemas concretos;
- Utilização do instrumental técnico;
- Sistematização da atividade profissional.

UNIDADE 3:
- Elaboração do projeto intervenção;
- Análise crítica do trabalho desenvolvido com indicações de alternativas
(relações entre trabalho do Serviço social, a política setorial e as condições de
vida e de trabalho dos usuários e do profissional de serviço social).

IV – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O estágio Supervisionado enquanto disciplina, será realizado numa perspectiva


metodológica que contemple o diálogo e a participação do professor ( Supervisor
52

pedagógico), do Assistente Social ( Supervisor de campo) e do aluno (Estagiário),


enquanto agentes construtores do processo de estágio. Neste sentido,
utilizaremos os seguintes procedimentos didáticos:

1- Supervisão semanal, com todos os alunos, visando trocar


experiências e informações acerca da prática do Serviço Social, bem
como debater e refletir as questões teórico-práticas do trabalho
desenvolvido pelo serviço social;
2- Supervisão integrada por área temática, onde serão discutidas as
questões teórico-praticas pertinentes a área específica de estágio do
aluno;
3- Orientação para elaboração do plano de estágio;
4- Orientação para o registro/documentação das atividades;
5- Indicação de bibliografias afins à área de atuação do estagiário para
leitura, análise, discussão e produção de textos;
6- Orientação para a produção do Relatório Semestral do Estágio;
7- Realização de cursos de capacitação para supervisores de campo;
8- Visitas aos campos de estágio.

V – AVALIAÇÃO

A avaliação será por meio dos seguintes instrumentos:


1 - Avaliação do processo de supervisão (produção acadêmica: Plano de estágio,
relatórios quinzenais, produção de texto, participação nas aulas, etc);
2 - Avaliação do Supervisor de Campo (formulário a ser encaminhado pela
instituição de ensino);
3 - Relatório semestral de Estágio com o visto do Supervisor de campo.

*O projeto de intervenção será avaliado junto ao relatório semestral.


*A nota final da disciplina Estágio Supervisionado será a soma das três avaliações
dividida por três.
53

VI – BIBLIOGRAFIA

BRASIL. CODIGO DE ÉTICA DO ASSISTENTE SOCIAL de 13 de março de 1993.


Brasília: diário Oficial da União de 11/02/94.
BRASIL. Lei Federal nº 8.662, de 7 de junho de 1993. Lei de regulamentação da
profissão. Brasília: Senado Federal, 1993.
BONETTI, et al. Serviço Social e ética.
BRITES, M. C.; BARROCO, L. A centralidade da ética na formação profissional.
Temporalis, nº 02/2000
SANTANA, N de M. O processo de supervisão na formação profissional do
Assistente Social.

PROGRAMA - Estágio Supervisionado III

I- EMENTA

Aperfeiçoar o exercício teórico-prático do estágio, aprimorando as habilidades com


relação à formulação de estratégias de ação, definindo instrumentos de trabalho,
técnicas, referencial teórico e ético-político. Reconstrução de objetos de
intervenção, controle e avaliação de programas e projetos sociais. A supervisão de
estágio em Serviço Social.

II- OBJETIVOS

Propiciar a (o) aluna (o) condições para:


54

- Executar e avaliar o projeto de intervenção, observados o campo temático, as


especificidades e características da instituição e do programa e / ou projeto a que
se vincula.
- Utilizar o instrumental teórico-metodológico apreendido através das disciplinas já
cursadas ou em curso.
- Observar e respeitar princípios éticos e pedagógicos na relação com os usuários,
a instituição e seus profissionais.
- Analisar e propiciar o desenvolvimento de habilidades que a (o) permita
internalizar atitudes positivas como pré-profissional.
- Aprofundar a capacidade investigativa despertando para a possibilidade de
pesquisa a partir da realidade campo de estágio.
- Sistematizar sua prática, controle e avaliação dos resultados da intervenção.
- Atuar com competência técnica e política diante das demandas que são
suscitadas no cotidiano do estágio.

III- CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE 1: Orientações sobre sistematização do Estágio


1.1- Plano de Estágio
1.2- Relatórios processuais e descritivos
1.3- Relatório Semestral
1.4- Outras documentações
1.5- A retomada do projeto de intervenção: apresentação do projeto elaborado no
Estágio II ou elaboração de outro projeto (alunos que mudaram de campo).

UNIDADE 2: Avaliação de programas e projetos e os impactos da atuação junto


aos usuários
2.1- Estabelecimento de estratégias para a implementação e avaliação do projeto
de intervenção.
2.2- Resgate do instrumental teórico-metodológico já cursado ou em curso.
2.3- A execução do projeto de intervenção e o impacto junto aos usuários.
55

UNIDADE 3: A supervisão de Estágio


3.1- O Estágio Supervisionado na Formação Profissional e sua particularidade no
Curso de Serviço Social da UFES
3.2- O processo de Supervisão de Estágio:

a) o que é a supervisão e qual o papel dos supervisores acadêmicos e de


campo?
b) o planejamento do estágio (a construção do Plano de Estágio pelos sujeitos
envolvidos: a instituição (assistente social), estagiário e a unidade de
ensino (professor supervisor); programa da disciplina
c) instrumentos na atividade de supervisão (diário de campo, relatórios,
sessões de estudo, discussão de textos, relatório semestral de estágio,
visitas aos campos de estágio, seminários, etc)
d) instrumentos de avaliação e acompanhamento do estágio supervisionado
curricular.

IV- METODOLOGIA

O Estágio Supervisionado enquanto disciplina, será realizado numa perspectiva


metodológica que contemple o diálogo e a participação do professor (Supervisor
Pedagógico), do Assistente Social (Supervisor de Campo) e do aluno (Estagiário),
enquanto agentes construtores do processo de Estágio. Nesse sentido,
utilizaremos os seguintes procedimentos didáticos:

1- Supervisão Semanal, com todos os alunos, visando trocar experiências e


informações acerca da prática do Serviço Social, bem como debater e refletir as
questões teórico-práticas do trabalho desenvolvido pelo Serviço Social;
2 – Supervisão integrada por área temática, onde serão discutidas as questões
teórico-práticas pertinentes à área específica de estágio do aluno. Envolverá os
56

três níveis de estágio por grande área de atuação do Serviço Social e será aberta
a participação do supervisor de campo;
3 – Orientação para a elaboração do Plano de Estágio;
4 – Orientação para o registro/ documentação das atividades;
5 – Indicação de bibliografias afins à área de atuação do estagiário para leitura,
análise, discussão e produção de textos;
6 – Orientação para a produção do Relatório Semestral do Estágio;
7 – Realização de curso de capacitação para os supervisores de campo;
8 – Visitas aos campos de estágio.

V- AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada por meio dos seguintes instrumentos:


1 – Avaliação do processo de supervisão (produção acadêmica: Plano de Estágio,
relatórios quinzenais, produção de textos; participação nas aulas, etc.);
2 – Avaliação do Supervisor de Campo (formulário a ser encaminhado pela
Instituição de Ensino);
3 – Relatório Semestral de Estágio com o visto do Supervisor de Campo.

* A nota final da disciplina Estágio Supervisionado será a soma das três


avaliações dividida por três.

VI - BIBLIOGRAFIA

UNIDADE 1:
HERKENHOFF, Maria Beatriz L. et all. Estágio Supervisionado. UFES,
Departamento de Serviço Social, Coordenação de Estágio Supervisionado, 2004.
SILVA, Maria Lúcia L. da. Um novo fazer profissional. In: Capacitação em Serviço
Social e Política Social. Módulo 4. Brasília: CEAD, 2000, p. 111-124.
57

VASCONCELOS, Ana Maria. O Trabalho do assistente social e o projeto


hegemônico no debate profissional. In: Capacitação em Serviço Social e Política
Social. Módulo 4. Brasília: CEAD, 2000, p. 125-137.
PORZECANSKI, Teresa. El relato. In: Lógica y relato em trabajo social. Buenos
Aires, Humanitas, 1972, cap. 3, 2ª parte, p.57-117.

UNIDADE 2:
CARDOSO, Lúcio A. Indicadores Sociais e Políticas Públicas: algumas notas
críticas. In: Proposta. (77), junho/agosto, 1998, p. 42-53.
KISIL, Rosana. O andamento do projeto: como avaliar, tirar conclusões e
disseminar resultados. In: KISIL, R. Elaboração de projetos e propostas para
organizações da sociedade civil. São Paulo: Global, 2001, p. 39-47.
RIBEIRO, Maria de Fátima Q. & RIBEIRO, Carla Andréa. Modelo de
monitoramento & avaliação do projeto de inserção produtiva das famílias inscritas
no PETI. In: Inclusão Produtiva. (16), julho, 2003, p. 16-20.
SILVA, Maria Ozanira da S. Execução e Avaliação de Políticas e Programas
Sociais. In: Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo 4. Brasília:
CEAD, 2000, p. 65-78.

UNIDADE 3:
OLIVEIRA, Cirlene Aparecida H. da. O estágio supervisionado na formação
profissional do assistente social: desvendando significados. Serviço Social e
Sociedade. São Paulo: Cortez, (80), novembro/2004, p. 50-81.
SANTANA, Necilda de M. O processo de supervisão na formação profissional do
assistente social. S/d (mimeo).

Bibliografia Complementar:
GERAL:

BARREIRA, Maria Cecília Roxo N. Avaliação participativa em programas


sociais.São Paulo: Veras Editora, Lisboa: CPIHTS, 2000 (série livros texto 2).
58

____________& CARVALHO, Maria do Carmo B. de. Tendências e perspectivas


na avaliação de políticas e programas sociais. São Paulo: IEE/PUC-SP, 2001.
CFESS(org.). O estudo social em perícias, laudos e pareceres técnicos:
contribuição ao ebate no judiciário, no penitenciário e na previdência social. 3 ed.
São Paulo: Cortez, 2004.
JANUZZI, Paulo de Martino. Indicadores Sociais no Brasil. 3 ed. Campinas/São
Paulo: Ed. Alínea, 2004.
RICO, Elizabeth M. (org.). Avaliação de políticas sociais: uma questão em debate.
3 ed. São Paulo: IEE/PUC-SP, Cortez, 2001.
SILVA, Maria Ozanira da S. e (org.). Avaliação de programas sociais: teoria e
prática. São Paulo: Veras Editora, 2001.
TENORIO, Fernando G. (coord.). Avaliação de projetos comunitários: abordagem
prática. São Paulo: Loyola, 1995.
ESPECÍFICA DOS CAMPOS DE ESTÁGIO:

1- Criança/Adolescente

CARVALHO, Denise Bomtempo B. de. Criança e adolescente. In: Capacitação em


Serviço Social e Política Social. Módulo 3 Brasília: CEAD, 2000,183-202.

2- Pessoa com Necessidades Especiais

ROY, Lise. Pessoas portadoras de deficiência. In: Capacitação em Serviço Social


e Política Social. Módulo 3 Brasília: CEAD, 2000, 215- 227.

3- Idoso

HADDAD, Eneida Gonçalves de M. Idoso. In: Capacitação em Serviço Social e


Política Social. Módulo 3 Brasília: CEAD, 2000, 203- 213.
___________. Idosos. Do assistencialismo ao direito. Revista Inscrita. (6), julho,
2000, p. 25-30.
59

SERVIÇO SOCIAL E SOCIEDADE. Velhice e envelhecimento. São Paulo: Cortez,


75, especial, 2003.

4-Saúde

COSTA, Maria Dalva H. da. O trabalho nos serviços de saúde e a inserção dos
(as) assistentes sociais. Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 62, mar.
2000, p. 35-72.
BRAVO, Maria Inês S. Saúde. In: Capacitação em Serviço Social e Política Social.
Módulo 3 Brasília: CEAD, 2000,103-115.
_________ et al (orgs.). Saúde e Serviço Social. São Paulo: Cortez, Rio de
Janeiro: Eduerj, 2004.
CRESS-7ª REGIÃO. O Serviço Social em hospitais:orientações básicas. Rio de
Janeiro, maio, 2003.
HYGINO, Ângela & GARCIA, Joana. Drogas: a permanente (re) encarnação do
mal. Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 74, jul., 2003, p. 31-41.
KERN, Francisco Arseli. Estratégias de fortalecimento no contexto da Aids.
Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 74, jul., 2003, p. 42-67.
MATOS, Maurílio Castro de. O debate do Serviço Social na saúde nos anos 90.
Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 74, jul., 2003, p. 85-117.
QUIRINO F. & LEITE, Ângela L. S. S. Aspectos socioculturais de um modo de
adoecer: a somatização. Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 74, jul.,
2003, p. 5-30.
RINALDI, Doris. A finitude humama: algumas reflexões sobre o tema da morte.
Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 51, agosto, 1996, p. 92-115.
SANTOS, Regina Maria dos. O Serviço Social e a exclusão/inclusão social dos
portadores de HIV/AIDS. Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, 85, mar.,
2006, p. 7-28.

5-Serviço Social e Relações de Trabalho


60

ANDRADE, Denise B. M. O processo de reestruturação produtiva e as novas


demandas organizacionais do Serviço Social. In: Capacitação em Serviço Social e
Política Social. Módulo 4 Brasília: CEAD, 2000, p. 173-186.
CESAR, Mônica de J. A experiência do Serviço Social nas empresas. In:
Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo 2. Brasília: CEAD, 1999,
p. 167-180.
CESAR, Mônica de J. Serviço Social e reestruturação industrial: requisições,
competências e condições de trabalho profissional. In: MOTTA. Ana E. (org.). A
nova fábrica de consensos. São Paulo: Cortez, 1998, p. 115-148.

6 Trabalho em ONG’s

PAZ, As organizações não-governamentais e o trabalho do assistente social. In:


Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo 2. Brasília: CEAD, 1999,
p. 193-202.
GOIS, João Bosco H. A construção das ONGs/AIDS brasileiras:história, idéias e
auto-representações. Ser Social. Programa de Pós-Graduação em Política
Social/Universidade de Brasília, Departamento de Serviço Social, nº 7, jul/dez.,
2000.
MONTAÑO, Carlos. Terceiro setor e questão social: crítica ao padrão emergente
de intervenção social. São Paulo: Cortez, 2002.
PAZ, Rosangela Dias O da. O que é ONG? São Paulo: Cortez, 54, jul., 1997, p.
176-178.

7-Segurança Alimentar
MDS. Programa Fome Zero. 2003.

8- Desenvolvimento Urbano/Meio Ambiente


61

BIDARRA, Zelimar S. Invasão de solos urbanos e a estratégia da juridicização


coletiva: lutas por direitos e cidadania. Serviço Social e Sociedade. São Paulo:
Cortez, 64, novembro, 2000, p. 57-77.
GONÇALVES, Maria da Conceição V. Habitação. In: Capacitação em Serviço
Social e Política Social. Módulo 3 Brasília: CEAD, 2000, p. 247.
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DOCUMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

ASSISTENTE SOCIAL: ÉTICA E DIREITOS – CRESS 7ª REGIÃO – RJ, 4ª


edição.

COORDENAÇAO DE ESTÁGIO – O PROCESSO DE SISTEMATIZAÇÃO DA


PRÁTICA – MÍMEO.

COMO SE FAZ ANÁLISE DE CONJUNTURA – HERBERT JOSÉ DE SOUZA,


CAP. 1- pág. 07-18. editora VOZES, 10ª edição.