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FAUNA E A PROTEÇÃO LEGAL:

A Fauna é um conjunto de animais, de diversas espécies que vivem em


florestas, países, ecossistemas, etc., sendo de competência conjunta a sua
preservação, com fulcro na Constituição Federal, em que seu artigo consagra:
previsão Constitucional, com base no art. 23 que dispõe: “Art. 23. É
competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios: VII - preservar as florestas, a fauna e a flora”.

Além disso, é um direito da coletividade ter um meio ambiente


equilibrado, sendo bem de uso comum, conforme preceitua o Art. 225 da CF,
sendo dever do Poder Público e da coletividade “o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Sendo que a competência para processar e julgar ações relacionadas à


crimes ambientais é da Justiça Federal, com fulcro no art. 109, I, da CF.

Ainda conforme leciona o artigo 225, §1º, inciso III, da Constituição


Federal, incumbe ao Poder Público definir, em todas as unidades da
Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente
protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei,
vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que
justifiquem sua proteção.

CAÇA E PESCA:

Salienta-se que a proteção constitucional da fauna como forma de


ambiental saudável para as presentes e futuras gerações não impede a caça e
a pesca, devendo essas atividades estar em consonância com as diretrizes
legais, além da sua permissão, com fulcro no Art. 1º, §1º da Lei nº 5.197/1967
que prevê que:

Art. 1º. Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu


desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro,
constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e
criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua
utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha. § 1º Se
peculiaridades regionais comportarem o exercício da caça, a
permissão será estabelecida em ato regulamentador do Poder
Público Federal.
As caças podem ser dividas da seguinte forma:

Caça Predatória: Caça profissional, Caça sanguinária;

Caça não Predatória: Caça de controle, Caça esportiva ou amadorista,


Caça de subsistência, Caça científica.

Quando às proibições da caça, estas estão definidas no Art. 10 da


5.197/1967 que dispõe:

Art. 10. A utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha de


espécimes da fauna silvestre são proibidas. a) com visgos,
atiradeiras, fundas, bodoques, veneno, incêndio ou armadilhas que
maltratem a caça; b) com armas a bala, a menos de três quilômetros
de qualquer via térrea ou rodovia pública; c) com armas de calibre 22
para animais de porte superior ao tapiti (sylvilagus brasiliensis); d)
com armadilhas, constituídas de armas de fogo; e) nas zonas
urbanas, suburbanas, povoados e nas estâncias hidrominerais e
climáticas; f) nos estabelecimentos oficiais e açudes do domínio
público, bem como nos terrenos adjacentes, até a distância de cinco
quilômetros; g) na faixa de quinhentos metros de cada lado do eixo
das vias férreas e rodovias públicas; h) nas áreas destinadas à
proteção da fauna, da flora e das belezas naturais; i) nos jardins
zoológicos, nos parques e jardins públicos; j) fora do período de
permissão de caça, mesmo em propriedades privadas; l) à noite,
exceto em casos especiais e no caso de animais nocivos; m) do
interior de veículos de qualquer espécie.

Já a pesca encontra previsão legal na Lei nº 11.959/2009, que dispõe


acerca Politica Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Agricultura e da
Pesca.

Conforme dispõe o art. 4º da citada lei: “A atividade pesqueira


compreende todos os processos de pesca, explotação e exploração, cultivo,
conservação, processamento, transporte, comercialização e pesquisa dos
recursos pesqueiros”.

CRUELDADE CONTRA ANIMAIS

De acordo com o previsto no art. 82 do CC, os animais são tratados


como bens móveis, apesar disso, há previsão legal que protegem os mesmos,
a exemplo do Decreto 24.645 que proíbe maus tratos.

Conforme dispõe o artigo 32 do Decreto:

“Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres,


domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção,
de três meses a um ano, e multa §1º Incorre nas mesmas penas
quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que
para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos
alternativos. §2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se
ocorre morte do animal.

Apesar de a pena ser considerada relativamente baixa pelos


protetores dos animais, há um Projeto de Lei nº 236/2012 (Novo Código Penal)
que vai aumentar as penas para crimes contra os animais, passando a pena de
1 à 14 anos de prisão.

CAUSAS DE EXTINÇÃO E LISTA DE ANIMAIS EM EXTINÇÃO:

Vários são os motivos que trazem a extinção de algumas espécies,


tanto no Brasil como no mundo, a exemplo de queimadas, a caça predatória,
dentro outros fatores, conforme dados do IBAMA, no Brasil hoje mais de 600
espécies estão com possibilidade de extinção, dentre os animais com risco de
extinção, segundos dados do Ministério do Meio Ambiente 13% são anfíbios,
10% mamíferos, 17,8% borboletas, 19% plantas e 21% peixes.

Apesar desses dados alarmantes, hoje no Brasil há uma grande


preocupação com o tema, a exemplo do Código Florestal vigente, que trás
varias políticas de prevenção e proteção.