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O PROCESSO FALIMENTAR

O processo falimentar tem seu início quando há uma sentença de procedência e


quando não é realizado o depósito elisivo, assim a falência do devedor será decretada. E
tem como principal objetivo “promover o afastamento de devedor de suas atividades”,
devendo processo falimentar atender a dois princípios constitucionais, quais sejam: da
celeridade e economia processual.

A responsabilidade pelo bom andamento do processo falimentar se dá pelo


administrador judicial, ao qual deverá se encarregar de:

a) Proceder a arrecadação de bens do devedor falido e que dará início à massa


falida obejtiva;

b) Proceder a verificação e habilitação dos créditos, o que dará surgimento à


massa falida subjetiva.

1. Procedimento de Arrecadação dos Bens do Devedor

Importante ressaltar que na arrecadação de bens do devedor, o bens em


princípios que sofrem instauração de execução concursal são os bens da sociedade e
não dos sócios que fazem parte desta sociedade.

2. Fundamentos do pedido de restituição

São dois casos que fundamentam o pedido de restituição, quais sejam: O 1º está
consagrado no art. 85 da LRE, ao qual afirma “o proprietário do bem arrecadado no
processo de falência ou que se encontre em poder do devedor na data da decretação da
falência poderá pedir sua restituição”.

Já o segundo está previsto no art. 85, parágrafo único da LRE: “também pode ser
pedida a restituição de coisa vendida a crédito e entegue ao devedor nos 15 dias
anteriores ao requerimento de sua falência se ainda não alienada”.

3. As Hipóteses de restituição em dinheiro


A restituição, via de regra acontecerá por meio de dinheiro, contudo a lei trás
hipóteses em que a restituição em dinheiro é obrigatória, que acontecerá em três
situações: I - “Quando a coisa não mais existir ao tempo do pedido de restituição,
hipótese em que o requerente receberá o valor de avaliação do bem, ou, no caso de ter
ocorrido sua venda, o respectivo preço, em ambos os casos do valor atualizado”; II –
Quando tratar-se de restituição de valores adiantados em decorrência do adiantamento a
contrato de câmbio para exporação; III – Quando se tratar de restituição dos valores
entegues ao devedor pelo contratante de boa-fé, na hipótese de ineficácia ou revogação
do contrato.

4. A Investigação do Período Suspeito

O juiz falimentar ao proferir a sentença que decreta a falência, o juiz irá fixar um
termo legal de falência, que abrange o período suspeito. O período suspeito trata-se de
um lapso temporal prévio à decretação de falência que será investigado pelos credores,
pois os devedores já prevendo a decretação de quebra podem eventualmente praticar
algum ato que prejudique os interesses dos credores.

5. Ação Revocatória

Ao contrário do que ocorre com os atos de ineficácia objetiva, os de ineficácia


subjetiva não podem ser reconhecidos de ofício pelo juiz, necessitanto de uma ação
própria, ou seja, a “ação revocatória” que segundo o art. 132 da LRE: “deverá ser
proposta pelo administrador judicial, por qualquer credor ou pelo Ministério Público no
prazo de 03 (três) anos contado da decretação da falência”

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