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Prof. MSc.

Fábio Vasconcelos
Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo GastroEsofágico
(DRGE)
Doença do Refluxo Gastroesofágico

1. DEFINIÇÃO

“Uma afecção crônica decorrente do fluxo retrógrado de


parte do conteúdo gastroduodenal para o esôfago e/ou
órgãos adjacentes a ele, acarretando um espectro variável
de sintomas e/ou sinais esofagianos e/ou extra-esofagianos,
associados ou não a lesões teciduais”.

Consenso Brasileiro da DRGE

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Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo Gastroesofágico

PARA LEMBRAR!

Prof. Fábio Vasconcelos Fraga, et al., 2012


Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo Gastroesofágico

MECANISMOS QUE
IMPEDEM O REFLUXO
FATORES
DE RISCO
FALHAM

DRGE

(BICCAS et al., 2009).


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Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo Gastroesofágico

3. FATORES DE RISCO

Prof. Fábio Vasconcelos KIM et al., 2008


Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo Gastroesofágico

3. FATORES DE RISCO

KIM et al., 2008


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Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo Gastroesofágico

3. FATORES DE RISCO

COMER MUITO RÁPIDO E EM GRANDE QUANTIDADE


Doença do Refluxo Gastroesofágico

3. FATORES DE RISCO

DEITAR APÓS A ALIMENTAÇÃO


Doença do Refluxo Gastroesofágico

3. FATORES DE RISCO

OBESIDADE
▪ Abuso da quantidade e qualidade dos alimentos;
▪ Refeição rica em gorduras leva à diminuição da pressão basal
do esfíncter esofagiano inferior;
▪ Aumento na freqüência dos relaxamentos transitórios;
▪ Retardo do esvaziamento do estômago;
▪ Ingestão for volumosa ou feita de forma muito rápida,
ocorrerá distensão do fundo gástrico, aumentando o refluxo
pós-prandial.

KIM et al., 2008


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Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo Gastroesofágico

5. SINTOMAS:TÍPICOS

▪ Pirose
▪ Sensação de queimação retrosternal que se
irradia do osso esterno à base do pescoço.

▪ Regurgitação
▪ Retorno do conteúdo ácido ou alimentos para a
cavidade oral.

RAPÔSO et al., 2010

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Doença do Refluxo Gastroesofágico

5. SINTOMAS: ATÍPICOS

▪ Dor torácica, sintomas respiratórios e


otorrinolaringológicos
▪ Rinite, sinusite, faringite;
▪ Dor de ouvido, otite;
▪ Erosão do esmalte dental;
▪ Laringite;
▪ Bronquite;
▪ Tosse crônica;
▪ Rouquidão;
▪ Asma;
▪ Pneumonia por aspiração.
RAPÔSO et al., 2010
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Nutricionista (CRN: 0748)
Doença do Refluxo Gastroesofágico
8. COMPLICAÇÕES

• Esofagite

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Nutricionista (CRN: 0748)
ESOFAGITE

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
1. DEFINIÇÃO

▪ Inflamação da mucosa do esôfago

▪ Complicação: 60-70% dos casos de estenose péptica


decorrem de complicação da Doença do Refluxo
Gastroesofágico (DRGE)

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite

Esofagite Erosiva: sangramento


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Esofagite

I grau II grau III grau

Esofagite por Refluxo


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Esofagite

Estenose: fechamento luz do órgão

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
2. CAUSAS

 Refluxo;
 Redução do tônus do EEI;
 Hérnia Hiatal por deslizamento;
 Eliminação lenta do bolo alimentar;
 Reparo lento da mucosa;
 Infecção;
 Cáusticos;
 Agentes físicos;
 Causas diversas.
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Esofagite
3. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

 Disfagia e Pirose;
 Dor Retroesternal;
 Regurgitação;
 Aspiração pulmonar do
conteúdo gástrico;
 Sangramento;
 Ulceras de Esôfago;
 Esôfago de Barret
(metaplasia)
Epitélio escamoso normal

Prof. Fábio Vasconcelos Epitélio colunar (típico do estômago e do intestino)


Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
5.TRATAMENTO

• Dietoterápico;

• Medicamentoso;

• Cirurgia:
• É indicada para casos mais graves de esofagite, quando o indivíduo possui
complicações como o Esôfago de Barrett ou Hérnia de Hiato.

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Esofagite
6. DIETOTERAPIA: ESOFAGITE -
OBJETIVOS

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
6. DIETOTERAPIA: ESOFAGITE – Fase
Inflamatória Aguda ou Fase Erosiva

perfuração

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
6. DIETOTERAPIA: Controle da
Capacidade Gástrica

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
6. DIETOTERAPIA: Diminuição
da Ação Gástrica no Esôfago

É um composto químico de fórmula


C8H10N4O2 — classificado como REDUZ A PRESSÃO NA
ALCALÓIDE do grupo das XANTINAS e PARTE INFERIOR DO
designado quimicamente como 1,3,7- ESÔFAGO
trimetilxantina
Esofagite
6. DIETOTERAPIA: Diminuição da
Ação Gástrica no Esôfago

A teobromina é um alcaloide da classe das


metilxantinas. O nome teobromina
(theobromine, em inglês) é derivado do
nome científico do cacaueiro (Theobroma
cacao L.)

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
6. DIETOTERAPIA: Diminuição da
Ação Gástrica no Esôfago

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Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

1ml para cada 1 caloria

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Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

Limitar a ingestão de carne vermelha e de aves ricas


em PURINA, cerveja, embutidos e defumados
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Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

Desconforto e aumento da
pressão intra-abdominal

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Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

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Nutricionista (CRN: 0748)
Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

EVITAR
Distensão e Desconforto

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Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta
EVITAR

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Esofagite
6. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta
EVITAR

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Nutricionista (CRN: 0748)
GASTRITE
Gastrite
1. DEFINIÇÃO

Gastrite é a inflamação da mucosa gástrica podendo


ser crônica ou aguda

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
2. CLASSIFICAÇÃO

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Gastrite
2. ETIOLOGIA

Gastrite Aguda

• Idiopática possivelmente há defeitos nos


mecanismos protetores gástricos.

• Muito pouco compreendida.

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
2. ETIOLOGIA

Gastrite Aguda

Fumo
Gastrectomia
AINE Distal
REDUZEM A
Álcool CAMADA
Estresse
Intenso PROTETORA DO
Infecções ESTÔMAGO
Sistêmicas
Trauma
Mecânico
Quimioterapia (sonda)

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Gastrite
2. ETIOLOGIA

Gastrite Crônica

Fumo
Pós-cirúrgicas
H. pylori abdominal

Álcool ALTERAÇÕES
Estresse
Crônico FUNCIONAIS
Motoras e
Mecânicas
Irradiação
Doenças
Granulomatosas

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Gastrite
4. MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS

 Pirose;
 Eructações;
 Náuseas;
 Vômitos;
 Dor abdominal;
 Plenitude gástrica;
 Diarréia;
 Perda de peso;
 Anorexia;
 Anemia.

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Gastrite
6. COMPLICAÇÃO

• Úlcera Gástrica

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Gastrite
7.TRATAMENTO

• FARMACOLÓGICO
• Utilização de um anti-secretor, usualmente um inibidor
de bomba protônica ou citrato de ranitidina bismuto
(RBC), associado a dois antibacterianos por um período
de 7 a 10 dias

• DIETOTERÁPICO

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
8. OBJETIVOS DA
DIETOTERAPIA

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
8. DIETOTERAPIA:
Características da Dieta

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite

8. DIETOTERAPIA: Evitar

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite

8. DIETOTERAPIA: Evitar

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite

8. DIETOTERAPIA: Evitar

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite

8. DIETOTERAPIA: Evitar

• Feijão (bago) e outras leguminosas


• O feijão causa gases porque ele possui carboidratos como oligossacarídeos e
fitatos

As proteínas do feijão e de outras


leguminosas
REDUZIDA DIGESTIBILIDADE:

• Inibidores de proteases
• Casca = taninos
• Cotilédones
•(proteínas, taninos e fitatos)
Gastrite

8. DIETOTERAPIA: Evitar

• Ácido fítico (também conhecido como fitato)


❑ Pode formar complexos com proteínas e diminuir, assim, a
digestibilidade

• O ácido fítico é um forte QUELANTE de minerais essenciais como o:


CÁLCIO, MAGNÉSIO, FERRO, ZINCO

• Contribui para deficiência destes minerais em pessoas cuja dieta depende


de alimentos ricos em ÁCIDO FÍTICO como fonte nutricional , como:
VEGETARIANOS

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
8. DIETOTERAPIA: Evitar
Gastrite
8. DIETOTERAPIA:
Permitidos

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
8. DIETOTERAPIA:
Permitidos

ATENÇÃO

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
8. DIETOTERAPIA:
Orientações

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
8. DIETOTERAPIA:
Orientações

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Nutricionista (CRN: 0748)
Gastrite
8. DIETOTERAPIA:
Orientações

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Nutricionista (CRN: 0748)
ÚLCERA
Úlcera
1. DEFINIÇÃO

Lesão ulcerada que


ultrapassa os limites da
muscular da mucosa
localizada nos segmentos
do tubo digestivo

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Nutricionista (CRN: 0748)
Úlcera
2. FATORES
ETIOLÓGICOS

▪ Excesso de Ácido Clorídrico


▪ Isquemia da Mucosa
▪ Fatores Psicossomáticos
▪ Fatores Hereditários
▪ Tabagismo
▪ Etilismo
▪ AINE
▪ H. Pylori

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Nutricionista (CRN: 0748)
Úlcera
3. MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS

▪ Dor epigástrica tipo queimação ou fome,


usualmente melhorando com a alimentação

▪ Apresenta periodicidade – períodos dolorosos


longos (2 a 8 semanas), intercalados com períodos
de acalmia (meses a anos);

▪ Outros sintomas incluem náuseas e vômitos,


sialorréia e despertar noturno com dor,
característico da doença.
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Nutricionista (CRN: 0748)
Úlcera
4. COMPLICAÇÕES

▪ Hemorragia e Perfuração

DIETA ZERO VIA ORAL/SONDA


Úlcera
5. DIETOTERAPIA:
Objetivos

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Nutricionista (CRN: 0748)
Úlcera
5. DIETOTERAPIA:
Objetivos

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Nutricionista (CRN: 0748)
5. DIETOTERAPIA:
Objetivos Úlcera
ZINCO: é essencial para manter a função do sistema
imunitário, como resposta ao estresse oxidativo, e para curar
feridas
5. DIETOTERAPIA:
Objetivos Úlcera
SELÊNIO pode reduzir complicações infecciosas e melhorar a
cicatrização
5. DIETOTERAPIA:
Objetivos
Úlcera

Caranguejo
5. DIETOTERAPIA: Úlcera
Objetivos

FIBRAS

As fibras solúveis, encontradas na maçã, farinha de aveia e


pêra são responsáveis, por exemplo, para aumento da
viscosidade do conteúdo intestinal

As fibras insolúveis (grãos integrais, granola, linhaça)


aumentam o volume das fezes - reduzindo o tempo de
trânsito no intestino grosso - e fazendo a eliminação fecal
mais fácil e rápida.

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Nutricionista (CRN: 0748)
5. DIETOTERAPIA:
Úlcera
Objetivos

FIBRAS

É aconselhável dieta rica em fibras para indivíduos com


úlcera péptica (20-30 g /dia, de acordo com a OMS -
Organização Mundial de Saúde), porque as fibras atuam
como:
Tampões, reduzem a concentração de ácidos biliares no
estômago e o tempo de trânsito intestinal com menor
distensão abdominal, diminuindo assim o desconforto e dor

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Nutricionista (CRN: 0748)
DISFAGIA
DIFERENTES VISCOSIDADES MEDIDAS
CATEGORIA VISCOSIDADE (cP-centipoise)
RALO 1-50
NÉCTAR 51-350
MEL 351-1750
PUDIM >1750

0,891 centipoise a 25ºC


➢ COMPLEMENTO OU SUPLEMENTO NUTRICIONAL
DEVEM SER UTILIZADOS
➢ TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL OU PARENTERAL
DEVEM SER UTILIZADOS