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MAESTRÍA ESTADO, GOBIERNO Y POLÍTICAS PÚBLICAS  

EMENTA DE DISCIPLINA  

DISCIPLINA 2: ESTADO BRASILEIRO E DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA 

Disciplina Obrigatória  

Oferecimento: 16 de Novembro a 16 de Março 

Link de acesso a bibliografia: 

https://drive.google.com/drive/folders/1cx6lKvenhBlsUHIpVj5IYfrxN5U415V7?usp=sharing

 
Unidade 1: Poder e Estado 

O objetivo geral da unidade é apresentar um panorama das principais questões modernas e contemporâneas
relacionadas ao processo de formação, desenvolvimento e consolidação do Estado moderno brasileiro, a fim de
se problematizar a natureza e as funções do poder estatal no capitalismo periférico. Para tanto a unidade se
divide em dois momentos: (i) Formação, desenvolvimento e consolidação dos Estados Nacionais; (ii) o processo
de construção do Estado nacional brasileiro.

i. Formação, desenvolvimento e consolidação dos Estados Nacionais 

Objetivo Específico: Apresentar os problemas relacionados à natureza do poder soberano,às funções e


contradições do Estado.Problematizar a formação e o desenvolvimento do Estado a partir da reconstrução da
história dos monopólios estatais do território, das armas, dos impostos, da moeda e da burocracia estatal.

Bibliografia Obrigatória:

FIORI, José Luis. O poder global. São Paulo, Boitempo, 2014. Prefácio. ALENCASTRO. Luiz Felipe. O fardo dos
bacharéis. São Paulo, Revista Novos Estudos Cebrap, n. 19, 1987.
ii. Processo de construção do Estado nacional brasileiro 

Objetivo Específico: Problematizar os traços constitutivos do Estado brasileiro buscando responder as


questões relacionadas à força do Estado, ao peso do Estado e sua relação com o mercado, a partir de uma
abordagem crítica sobre as ideias de patrimonialismo e liberalismo que orientam parte das formulações
brasileiras sobre essa temática.

Bibliografia Obrigatória: 

KLIASS, Paulo e CARDOSO JR. José Celso. Três mitos liberais sobre o Estado brasileiro. São Paulo, Brasil
Debate, 2016.

SANTOS, Wanderley Guilherme dos. Mitologias institucionais brasileiras: do Leviatã paralítico ao Estado de
natureza. São Paulo, Revista do IEA, n.7, 1993.

Bibliografia Complementar: 

FIORI, José Luis. Estado e desenvolvimento na América Latina: notas para um novo programa de pesquisa.
Santiago, Cepal, 2013.

Unidade 2: Poder e Estado II 

O objetivo geral da unidade é apresentar um panorama das principais questões modernas e contemporâneas
relacionadas ao processo de formação, desenvolvimento e consolidação do Estado moderno brasileiro, a fim
de se problematizar a natureza e as funções do poder estatal no capitalismo periférico. Para tanto o presente
conteúdo se divide em dois momentos: (i) Estado e capitalismo no Brasil; (ii) Estado e cidadania no Brasil.

i. Estado e capitalismo no Brasil 

Objetivos Específicos: Problematizar a consolidação e as instabilidades do Estado a partir da reconstrução da


história da ascensão e da crise do Estado desenvolvimentista e do Estado de bem-estar social, tratando
também dos pactos em torno do poder constituinte, do presidencialismo de coalizão e do federalismo.

Bibliografia Obrigatória: 

BASTOS, Pedro Paulo Zahluth. Razões econômicas não economicistas do golpe de 1964. Campinas, Textos
para Discussão IE/Unicamp.

CARDOSO DE MELLO, João Manuel. O Estado brasileiro e os limites da estatização. Ensaios de Opinião,
Rio de Janeiro, Paz e Terra, n.2-3, 1977.
DRAIBE, Sonia. Rumos e metamorfoses: um estudo sobre a constituição do Estado e as alternativas da
industrialização no Brasil, 1930-1960. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006. Capítulo 2 – Rumo à industrialização
e à nova forma do Estado.

Bibliografia Complementar: 

ABRANCHES, Sérgio. Presidencialismo de coalização: o dilema institucional brasileiro. Rio de Janeiro,


Revista Dados, vol. 31, n.1, 1988.

ABRUCIO, Fernando. Os barões da Federação. São Paulo, Revista Lua Nova, vol. 33, 1994.

ii. Estado e cidadania no Brasil 

Objetivos Específicos: Problematizar os obstáculos para a construção de reformas estruturais e para a


consolidação dos direitos da cidadania no Brasil, tratando dos obstáculos estruturais e conjunturais, políticos
e econômicos para o avanço dos direitos civis, sociais e políticos no país.

Bibliografia Obrigatória: 

POCHMANN, Marcio e NOZAKI, William. A sociedade brasileira entre valores modernos e mercantis.
Disponível em: ​https://fpabramo.org.br/2017/04/10/a-sociedade-
brasileira-entre-valores-modernos-e-valores-mercantis/​.

SANTOS, Wanderley Guilherme dos. Cidadania e justiça no Brasil. Rio de Janeiro, Editora Campus, 1979.
Capítulo 1.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil, o longo caminho. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira,
2008. Capítulo 4.

Bibliografia Complementar: 

DRAIBE, Sonia. Especificidades do WelfareState brasileiro. Brasília, Cepal, 1989.

Unidade 3: Estado e Desenvolvimento 

O objetivo geral da unidade é apresentar os marcos históricos do processo de desenvolvimento capitalista


brasileiro, destacando os desafios colocados por seu caráter tardio, as intensas transformações promovidas
na base produtiva nacional, os impasses e constrangimentos colocados pelas graves crises externas e a
dinâmica do processo de regressão econômica que se estende desde as duas últimas décadas do século
passado.

i. O processo de industrialização tardia do Brasil. 


Objetivo específico: Analisar as etapas do processo de industrialização brasileira entre 1930-1980
(Industrialização restringida,industrialização pesada, internacionalização dos mercados internos e
modernização conservadora)destacando seus nexos com os aparatos do Estado nacional, a constituição do
mercado interno e a estrutura social do país.

Bibliografia obrigatória: 

BASTOS, Pedro P. Z. (2012) Ascenção e crise do projeto nacional-desenvolvimentista de Getúlio Vargas. In:
BASTOS, P. P. Z.; FONSECA, P. C. D. (orgs.) A Era Vargas. São Paulo: Editora da Unesp.

DRAIBE, Sônia. (1985) Rumos e metamorfoses: um estudo sobre a constituição e as alternativas da


industrialização brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, pp. 11-55.

LESSA, Carlos. (1982) Quinze anos de política econômica. São Paulo: Ed. Brasiliense, pp. 27-91.

MATTOS, Fernando; BASTOS, Pedro P.; BARONE, Ricardo (2015). As reformas estruturais promovidas pelo
PAEG e seus efeitos distributivos. Texto para Discussão., n. 254,IE/Unicamp. Campinas, SP:
Unicamp.(disponível em: https://goo.gl/yWgnH3​)

TAVARES, Maria C.; BELLUZZO, Luiz G. (1998) Notas sobre o processo de industrialização recente no
Brasil. In BELLUZZO, L.; COUTINHO, R. (orgs). Desenvolvimento capitalista no Brasil, v.1. Campinas, SP:
IE/Unicamp, pp. 139-160

Bibliografia complementar: 

CARDOSO DE MELLO, João. Manuel. BELLUZZO, Luiz. G. (1998). Reflexões sobre a crise atual. In
BELLUZZO, L.; COUTINHO, R. (orgs). Desenvolvimento capitalista no Brasil, v.1, Campinas, SP: IE/Unicamp,
pp. 161-184.

KERSTENETZKY, Celia L.; KERSTENETZKY, Jaques (2015) O Estado (de Bem-Estar Social) como Ator do
Desenvolvimento: Uma História das Ideias. DADOS – Revista de Ciências Sociais. Rio de Janeiro, vol. 58, no
3, pp. 581 a 615.(Disponível em:http://ref.scielo.org/vxhk53​)

ii. Crises externas, constrangimentos internos e crise do desenvolvimento 

Objetivo específico: Analisar as causas e os efeitos dos choques externos que marcaram a economia
brasileira na passagem para a década de 1980 e que embotaram o processo de desenvolvimento, dando
lugar a uma longa crise inflacionária, à semi-estagnação produtiva e ao desmantelamento das bases
materiais que davam suporte à construção da soberania econômica nacional.

Bibliografia obrigatória 

CANO, Wilson (2017) Brasil: construção e desconstrução do desenvolvimento.Economia e Sociedade, v. 26,


n. 2 (60), p. 265-302, ago. 2017.Campinas, SP: Unicamp. (disponível em: https://goo.gl/ywkm7p​).

FONSECA, Pedro C. D.et al (2013) O Brasil na Era Lula: retorno ao desenvolvimentismo? Nova Economia,
Belo Horizonte, V. 23, No 2, p. 403-428, maio-agosto de 2013. Disponívelem: (http://ref.scielo.org/x34qvy​)

OLIVEIRA, Fabrício A. (2012). Política econômica, estagnação e crise mundial: Brasil, 1980-2010. Rio de
Janeiro: Beco do Azougue, pp. 25-62.

ROSSI, Pedro; MELLO, Guilherme. (2017) Do industrialismo à austeridade: a política dos governos Dilma.
Texto para Discussão, no 309, IE/Unicamp. Campinas, SP: Unicamp. (disponível em: https://goo.gl/rgJdBp​)

Bibliografia complementar: 

NASSIF, André (2015) As armadilhas do tripé da política macroeconômica brasileira. Revista de Economia
Política, vol. 35, no 3 (140), pp. 426-443. São Paulo: julho- setembro/2015. (disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/0101-31572015v35n03a03​)

SICSU, João. Governos Lula. A era do consumo? (2017). Texto para Discussão, no 021. IE/UFRJ. Rio de
Janeiro: UFRJ (Disponível em: https://goo.gl/GgjZhC​);

TAVARES, Maria. C. (2017). Restaurar o Estado é preciso. Revista Insight/Inteligência(disponível em:


https://goo.gl/kRiHGn​).

Unidade 4: Estrutura Social e Mobilidade no Brasil Contemporâneo

O objetivo geral da unidade é oferecer um panorama das mudanças da estrutura social no capitalismo
contemporâneo, tendo como eixo articulador o símbolo social do Capitalismo moderno “a nova classe média”
e as suas relações com a classeoperária e a classe dos proprietários, a partir de duas dimensões
elementares: a dinâmica das ocupações e a ampliação da desigualdade.

Bibliografia obrigatória: 

ANTUNES, Daví. (2011) Capitalismo e desigualdade. Campinas: (tese de doutorado) IE/UNICAMP. (Capítulo
2 - pp. 57-134)

ANTUNES, D.; QUADROS, W.; GIMENEZ, D. (2012). Afinal, somos um país de classe média? Mercado de
trabalho, renda e transformações sociais no Brasil dos anos 2000. Carta Social e do Trabalho, no 20.
Campinas, SP: Cesit/Unicamp (disponível em:https://goo.gl/xrJVbs​)

POCHMANN, Marcio. (2015) O mito da grande classe média: capitalismo eestrutura social. 1. ed. - São
Paulo: Boitempo, (Caps 1 e 2) (Disponível em: https://goo.gl/mH8an5​)

SOUZA, J. A classe média no espelho (2018). São Paulo: Ed. Sextante. (Cap: a construção da classe média
brasileira)

Bibliografia complementar: 

DREIFUSS, R. (2004) Transformações: matrizes do século XXI. Petrópolis: Vozes, pp. 81-126.
QUADROS, W. (2014) 2009 a 2012: heterodoxia impulsiona melhorias sociais. Texto para discussão no 230.
Instituto de Economia/Unicamp. Campinas, SP: Unicamp. (disponível em: https://goo.gl/wmzV3B​)

RIBEIRO, C. A. C. (2006) Classe, Raça e Mobilidade Social no Brasil. DADOS – Revista de Ciências Sociais,
Rio de Janeiro, Vol. 49, no 4, 2006, pp. 833 a 873. (disponível em:https://goo.gl/t94QrQ​)

STANDING, G. (2013) O precariado. Belo Horizonte: Autêntica, 15 - 48.

AVALIAÇÃO  

As atividades avaliativas da Disciplina estarão dispostas da seguinte maneira:

Atividade Parcial I: 


Abertura do Enunciado na Plataforma Moodle - 16 de Novembro de 2020
Data de Entrega: 2 de Dezembro de 2020;
Pontuação Máxima: 1,5 pontos

Atividade Parcial II:  


Abertura do Enunciado na Plataforma Moodle - 2 de Janeiro de 2021
Data de Entrega: 16 de Janeiro de 2020;
Pontuação Máxima: 1,5 pontos

Atividade Parcial III 


Abertura do Enunciado na Plataforma Moodle - 2 de Fevereiro de 2021
Data de Entrega: 16 de Fevereiro;
Pontuação Máxima: 1,5 pontos

Atividade Parcial IV 


Abertura do Enunciado na Plataforma Moodle - 2 de Março de 2021
Data de Entrega: 16 de Março de 2021;
Pontuação Máxima: 1,5 pontos

Avaliação da Disciplina 
Abertura do Enunciado na Plataforma Moodle - 2 de Janeiro de 2021;  
Data de Entrega: 10 de Março de 2021; 
Pontuação Máxima: 4,0 pontos 

A nota final da Disciplina será composta pela soma das atividades acima listadas, totalizando nota máxima igual
a 10. Procedimentos de recuperação ou demais solicitações quanto às atividades e prazos poderão ser tratados
junto ao professor responsável. ​Estarão aprovados estudantes com nota igual ou superior a 6,0. Apenas 
poderão realizar procedimento de recuperação estudantes que obtiverem nota mínima igual ou superior 
a 3,0. 

A participação nos fóruns de dúvidas e debates é de caráter ​opcional e tem por função o compartilhamento de
questões sobre os conteúdos de cada unidade disciplinar. Recomendamos o aproveitamento destes espaços
para diálogo com a turma e com o professor responsável pela disciplina sobre o conteúdo das aulas (vídeos e
textos). Os ​Fóruns são ambientes de participação ​assincrônica​, ou seja, não é necessário estar ​online ao
mesmo tempo que o professor responsável ou tutor para interagir, debater ou apresentar uma dúvida. Sendo
assim, a participação no fórum poderá se dar no período entre a abertura e o fechamento de cada Fórum que
corresponderá ao período de cada unidade disciplinar.