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MINIST~RIO DO EX!!

:RCITO

SECRETARIA-GERAL DO EXÉRCITO

Instruções Gerais do Sistema de Prestação de Assistência


Médi(o-Hospitalar aos Militares da Ativa, Inativos,
Pensionistas e seus Dependentes (16-1 0-22)
(Aprova)

PORTARIA N9 1 276, DE 16 DE MAIO DE 1979

Instruções Gerais do Fundo de Saúde do Exército


(IG-10-24)
(Aprova)

-
PORTARIA N9 1277, DE 16 DE MAIO DE 19'79

SEPARATA AO BE NQ 22, DE 1 DE JUNHO DE 1979

1 9 7 9
INSTRUÇõES GERAIS DO SISTEMA DE PRESTAÇAO DE ASSIS-
TI:NCIA MÉDICO-HOSPITALAR AOS MD.ITARES D0 EXI!:RCITO,
DA ATIVA, INATIVO, PENSIONISTAS E SEUS DEPENDENTES
(IG-10-22)
(Aprova)

Portaria Ministerial nQ 1 276, de 16 de maio de 1979


O Ministro de Estado do Ex;ército, usando da atribuição. que lhe
confel'e o Art 65 do DecFeto n9 73 787, de 11 cl!e março de 1!974, e àe
a:cord0 com o qiUe pFopõe o Departamento-Geral de Serviços, resoive:
1 . Apr0var as Instruções Gerais do Sistema de Prestaçãe de
Assistência Mérlico-Hospitalar aos Mhl.itares do Exército, da Ativa,
Inativos, Pensio:nistas e seu::> Dependentes (IG-10-22) que cem esta
baixa.
2. Determinar que e Departamento-Geral de Serviços teme ais
providências decorrentes desta Portaria em seu setor de competência.
3 . Fixar, em 1Q de junhe de 1979, a data para entrada em
vigor da presente Portaria.
INSTRUÇõES GERAIS DO SISTEMA DE PRESTAÇAO DE ASSIS-
T.mCIA MÉDICO-UOSPITALAR AOS MD.ITARES DO EXÉRCITO,
DA ATIVA, J.iNATIVOS, PENSIONSTAS E SEUS DEPENDENTES
(IG-10-22)
TíTULO I
Da Legislação Básica
1 - Estatuto dos Militares (E1) - Lei n9 5 774, de 23 Dez 71.
2 - Lei de Remuneraçãe dos Militares - (LRM) - Lei n9 5 787,
de 27 Jun 72.
3 -Regulamento do Departamento-Geral de Serviços - (R-154)
- Decreto n9 'i13 110, de 7 Nov 73.
4 - Normas, Condições de Atendimento e Indenizações para a As-
sistência Médico-Hospitalar ao Militar e seus Dependentes
Decreto n9 73 787, de 11 Mar 74, modificado pelos Decretes n9
71 il76, de 13 Fev 76 e 7.9 440, de 29 Mar 77.
5 - Tabela de Inden•zações - Port n9 1-CELRM-210, de 1 Abr '7,4,
de EMFA (DO de 15 Abr 74).
6 - Regulamento da Direteria àe Saáde - Decreto nQ 75 251, àe
· 21 Jan 75.
7 - Sistema de Assistência Médico-Hosoitalar aos MUltares do Exér-
cito e seus Dependentes (SAMME:Õ) - Portaria Ministerial n9
2 510, de 27 Out 78.
8 - Fundo de Saúde do Exército ~FUSEx) - Portaria Mlnlsterlal
nQ 3 055, de 'i1 Dez 78.
-3-
TtTULo nI

Da Finalidade
Art. 19 - As presentes Instruções têm como finalidade estabe-
lecer procedimentos e normas, visando à prestação de Assistêncta
Médico-Hospitalar aos Mil!tares do Exército da Ativa, Inativos, Pen-
sionistas e seus Dependentes.
Art. 29 - A Ass!stência Médico-Hospitalar será prestada em
princípio nas Organizações Militares de Saúàe do Exército, podendo
ser Jilrestada, também, nas organizações congêneres de outra Força
Armada, entidades pública, pessoas jurídicas de d!reito privado ou
particulares, para os casos previstos nestas instruções, conforme a
legislação em vigor e mediante convênios ou contratos.

TíTULo m
Das Conceituações

Art. 39 - Para efeito destas Instru.ções, os termos abaixo eau-


merados têm as seguintes conceituações:
H ALTA HOSPITALAR: é o ato pelo qual um paciente, in-
·' terno ou externo, é levado a deixar o hospital ou clinica, em função
de ordem médica, conveniência da administração ou por interesse
próprio.
2) AMBULATóRIO: é a organização de saúde, de funcionamento
autônomo ou constituindo unidade integrante de outra organização,
destinada a prestar assistência médica a pacientes externos.
3) ASSIST1l:NCIA MÉDICO-HOSPITALAR: é o conjunto de ati-
vidades relacionadas com a conservação ou recuperação da saúde,
abrangende serviços profissio:nais médicos, farmacêuticos e edonto-
lógicos, bem como, o fornecimento. a apH.cação de meios, cuidados
e demais atos médicos e paramédioos necessários, prestados em er-
ganizações de saúde ou na residência do paciente.
4) ATENDIMENTO: é o contato do paciente ou seu responsável
com organizações de saúde, para fins de tratamento, encaminha-
mento ou notificação de ocorrência médica.
5) BAIXA: é o ato de afastamento temporário do militar do
serviço por motivo de saúde, com ne•...cssidade de tratamento no leito.
A baixa compreende, também, a internação ou admissão.
6) CLíNICA ESPECIALIZADA: é a instalação ou órgão de fun-
cionamento autônomo ou constituindo unidade integrante de um
hospital, destinado ao atendimento específico a certos grupos de
doenças Ci!U doentes, em regime de inter:nação ou de ambula:tário.
7) ' CON~ULTA: é o serviço prestado ao paciente externo, ca-
racterizado pelo atendimento do mesmo, efetuado por médico.
8) COTA-PARTE: é a parte da pensão que cabe a cada um dos
beneficiários de militares falecidos, quando de mesma procedência.
-4-
9) DEPENDENTES DE MILITAR: são os definidos como tal nos
Art 154 e 155, da Lei de Remuneração dos Militares.
10) DIARIA DE ACOMPANHANTE: é o valor em cruzeiros esti-
pulado para ser pago pelo m.illtar ou seus dependentes, destinado
a 'cobrir as despesas de alojamento e alimentaçao do acompanhante.
11) DIARIA DE HOSPITALIZAÇAO TIPO I: é o valor em cru-
zeiros estipulado para ser indenizado pelo milltar da ativa, que não
tenha direito a assistência hospitalar gratuita, destinaC!lo a cobrir
determinadas despesas, por dia de sua internação ou admissão em
organização de saúde das Forças Armadas. ·
A dlãrta de hosplta~lização abrange:
a)· Alojamento para o paciente;
b) Assistência médica e de enfermagem dia e noite;
c) Exames complementares, quando realizados com recurso~
próprios dos Ministérios Militares;
d) Curativos e material neles dispendldos;
e) Medicamentos de prescriçãCil especifica ao paciente quando
produzidos pelos laboratórios militares;
f) Aplicações fisioterãpicas, inclusive radioterapia e bomba de
cobalto.
A dlãrla de hospitalização é devida do d1a imediato ao da inter-
nação ou admissão, ao dia da alta, inclusive.
12) DIARIA DE HOSPITALIZAÇAO TIPO II : é a correspondente
à diãrla de hospitalização tipo I, a ser indenizada pelo mllitar na
inatividade e pelos dependentes de militar, abrangendo, além dos
Itens referid()S no número anterior, a alimentação.
13) EMERG:mNCIA: estado de manifestação de uma enfer-
midade, em situação crítica, perigosa ou fortuita.
14) ENTIDADE NOSOLóGICA: tipo de enfermidade distinta e
independente, devidamente estudada.

15) EVACUAÇAO: é a transferência do paciente, por razões de


ordem médlca, para uma organização de saúde ou desta para outra,
localizada em outro município, estado ou pais.

16) EXAMES COMPLEMENTARES: são todos aqueles que forem


necessãrios ao es~larPcimento do diagnAstico e ao tr::ttl'lmento. tais
como exames radiológicos, de laboratórios, ohlstopatológlcos. ele-
trocard1ogrâf1cos, aletroencefalogrãficos, endoscóplcos, e provas fun-
cionais.
17) HOSPITALIZAÇAO: é a; internação do paciente em orga-
nizacão hospitalar ou para-hosp•talat'. Abrange o alofamento. a ali-
mentação, o tratamento, o fornecimento; a aplicação de meios, cuida-
dos e demais atos médicos necessários.
-5-
18) HOSPITAL E#3PECIALIZADO: é o hospital destiBado ao tra-
tamento de determinados eloentes, doenças ou grupos de doenças.
19) INTERNAÇAO OU ADMISSAO: é a aceitação e o recebi-
mento, em hospital ou clinica, de um paciente que ocupará um leít0
0u berço e para quem é organizado um prontuário médico, durante
um periodo de hospitallza9ão.
20) ORGANIZAÇAO DE SAúDE: é a cl.enom.il'lação genérica
dada aos órgãos de direção e de execução dos Serviços de Saúde, in-
clusive d' visões e seções de saúde. ambulatórios. enfermarias e for-
mações sanitãrias de corpo de tropa, de estabelecimento, de Bavio,
de base, cl.e arsenal ou de qualquer mutra U$1•i dade administrativa,
tática ou opel'ativa das Forças Armadas.
21) ORGANIZAÇAO HOSPITALAR: é a 0rganização de saúde
aparelhada em pessoal e material, que, sab 'l"egime de intern.ação,
se de!':t.inq. a rer.eber pacientes p a ra djagnósticos e tratamento ou
para idênticas finalidades, em l'egime de ambulatórios, sempre que
presente esta unidaele.
22) ORGANIZAÇAO PARA-HOSPITALAR: é a instalação ou
órgão com função paralela ou correlata às cl.esempen hadas pelo hos-
pital, não cb.egando a totalizar a finalidade hc:>spitalar, t ais como
policlinica, ambulatório, dispensãrio, posto de saúde ou clí:nica.
23 ~ PENSIONISTA: a viúva do militar, enquanto permanecer
neste estado, de acordo com o parágrafo único do Art 154, da Lei
n 9 5 787, de 27 de junho de 1972 (LRM).
24) PERlCIA M:tl>ICO LEGAL: exame médico de caráter técnico
e especializado por meio do qual são prestados esclarecimentos à
justiça ou à aelministração.
25) PRONTUARIO-MÉDICO: é o conjunto de documentos que
identificam o paciente, consignam o diagE.óstico, re,gistram a eva-
lução da doença, os tratamentos ordenados e executadas e o motivo
da alta.
26) PROVENTOS: quantitativos em dinheiro que o m Nitar per-
cebe na inatividade, quer na reserva remunerada, quer na situação
de reformado, constitu.íelo ele soldo ou cotas de sold0 mais as gra-
tificações e imde:n1zaÇões inc0rp0ráveis.
27) REG~TRO OU MATRíCULA : Inscrição do usuário em O,r-
ganização Milltar de Saúde (OMS), dentro das B0rmas adotaG!as
pelo Ministério do Exército, que lhe confere habilitação para utili-
zação dos serviços de ambulatório ou internação. A esta i:nscrtção
eorrespcmde um número de identificação qu e passa a ser priva:tiv:o
da pessoa inscrita.
28) REMOÇAO: ~ a transferência do paciente, por razões de
ordem médica, para uma organ•Lzação de saúde C!>Y desta para awtra,
dentro do perímetro urbano e suburbano.
29) SOLDO: é a parte bãsica elos vencimentos 1:nerentes ao
posto ou à gradua~ão do militar da ati:va, no país ou no exterior.
30) TAXA DE CIRURGIA: é o vml.or em cruzeiros estipulado
para ser indenizado pelo usuário, compreendendo:
-6-
a) o uso da sala de operações;
b) serviço e material de anestesia; e
, c) medicamentos, transfusões de sangue, oxigênio e materiais
utilizados no decorrer do at(!) cirúrgico.
31) TAXA DE REMOÇAO: é o valor em cruzeiros estipulado
para ser indenizado pelo usuário, quando removido para orgamzaçãe
de saúde ou desta para outra, utilizanda ambulância dessas argani-
zações.
32) TRATAMENTO: é o c0njunto de mei0s terapêuticos, chrúr-
glcos ou higiênicos, de que lançam mã.o os profiss·onais habilitados,
para cura ou ali:v:io do paciente, podendo ser i(l)restado em organiza-
çãa de Slllúàe ou n.a residência desoo.
33~ URG:mENCIA: assistência médica indispensãvel, que eleve
ser prestada de imediato, por envolver risco de vida ou sofrimento
intenso do paciente, com posslbllidacle de conseqüências graves.
34) USUARIO: Depen.c;lente do Ministério do Exército que est~
amparado pela legislação para utilizar os serviços do SAMMED.

TlTULO IV

Dos Recursos Financeiros


.Art. 4• - O Sistema de Assistência Médico-Hospitalar cantarã
cem as segubltes recursos:
1) Recursos Orçamentá.lilos
2) Recursos Extra-Orçamentários.

CAPITULO I
Recursos Orçamentãrios
Art. 59 -Os Recursos Orçamentãrios do Sistema de Assistência
Médico-Hespitalar serã0 os seguintes:
1) Recursos clestlnados a despesas de capital e admlnolstraçã0
das OMS.
2~ Recurses destinados à assistência médlca-hospl·t alar, em
!função do Fator de CustiDs, de ll}ue tratam os Art 24 e 26 do Decreto
n• 73 787, de 1!1 de março de 1974.
3~ Outros.
Art. 6• - Os recursos Orçamentãrlos de que trata o artigo an-
terior, constam do Orçamento dà União para o Ministério do Exér-
cito e têm por finalidade atender às despesas de capl·t al e custeio
das Organizações !Milltares de Saúde e, ainda, àquelas realizadas
através de convênios e contratos.
-7.-
Art. 7• - Os recursos oriundos do Fator de Custos são destinados
ao Sistema de Assistência Médico-Hospitalar e estão relaci0nados
com a conservação ou recuperação da saúde, abrangendo serviços
proflssi0nais médicos, farmacêuticos e odont0lógicos, bem como for-
Becimento de materiaL de saúde, cuidados e ciemais atos médicos e
paramédicos necessãrlos.
Parágrafo único - A: aplicação dos recursos proveruentes do
fator de custos será regulada pelo DGS, que os destinará às Regiões
Militares <RM) e à Diretoria de Saúde (D Sau), a fim de apoiar o
Sistema de Assistência Médico-Haspitala:r.

CAPíTULO l i
Recursos Extra-Orçamentãrtas
Art. 89 - O Sistema de Assistência Médico-Hospitalar contará
cem es seguintes Recursos Extra-Orçamentários:
1) Fundo de ,Saúde do Exército (F·USEx);
2) Indenizações Hospitalares;
3) Outros.
Art. 9• - O FUSEx será constituide pela contribuição mensal
dos militares, dos pensionistas e de oatras fontes.
Parágrafo único - A aplicação do FUSEx serã detaLhada em
Instruções Gerais para o referido ~'u.ndo.
Art. 10 - O Título Indenizações Hospitalares está incluído no
plano de Centas de Recursos Extra-Orçamentários - Conta 66, e des-
tina-se ao registro das operações financeiras correspondentes às re-
ceitas e despesas de que trata o Dec 73 787, de 11 Mar 74, e só poderá
existir nas Organizações !I.Ulltares de Saúde e nas Organizaçães Mi-
litares (OM) que possuam Formação Sanitária.
Parágrafo único - São despesas autorizadas:
1) aquisição de medicamentos e material de consumo médico-
hosplitalar e odontológico;
2) reposição de equipamento médico-hospitalal" ou odontoló-
gico, bem como a instalação e mlllnutenção de tais equipamentos;
3) aquisição de roupas de cama, tealhas, pijamas, aventais, gor-
ros campos operatórios, máscaras para cirurgia ou material destinado
à confecção destes artigos;
4) pagamento, mediante recibo, por serviços prestados a espe-
cialistas autôlil.omos, como colaboradores evemtU!ais, sem vínculo em-
pregatício;
5) contratação de serviços de limpeza e ~avanderia;
6) pagamento de serviço médico-especializados ou exames com-
plementares através de organizações de sail.de não perteE.centes ao
Ministério do Exército;
7) aquisição de impressos relacionados, especificamente, com
o SAMMED;
8) eventualmente, C{)nservação das instalaçées da OMS.
-8-
CAPíTULO m
Da Aplicação dos Recursos Orçamentários
, Art. 11 - Caberá à D Sau, em ligação com as RM, realizar o pla-
nejamento das necessidades em recursos orçamentários destinados
às seguintes finalidades:
1) produção de medicamentos;
2) aquisição de material de consumo hospitalar;
3) prestação de serviçes;
4) manutenção e funcionamento das Organizações de Saúde;
5) indenização de contratos e convênios.
Art. 12 - As RM realizarão o planejamento das necessidades
em recursos !financeiros, para atender os contratos e convênios cele-
brados dentro dos limites esta;belecidos pelo DGS.
§ 19 - O planejamento de que trata o presente artigo deverá
ser remetido à D Sau de acordo com o seguinte calendário:

PLANEJAMENTO PARA E>ATA DE ENTRADA NA D Sau

1Q trimestre 10 de dezembro
29 trimestre 10 de março
39 trimestre 10 de junho
49 trimestre 10 de setembro

§ 29- As RM deverão informar em anexo a seus planejamentos,


o valor do sa;ldo até o último dia do mês que antecede à data de en-
trada na D Sau.
TtTUiL(i) v
Do Processamento dos Pagamentos
Art. 13 - As lndenizaçiiies previstas nestas instruções, poderão
ser pagas à vista ou em parcelas mensais, caso o responsável assim
o deseje, sendo consideradas dívidas para com a Fazenda Nacional
e sujeitas a desconto obrigatório, de acordo com a legislação em
vigar.
Parágrafo único - As indenizações que couberem ao usuário
ou seu respo:nsável serão pagas à vista quando inferiores a 10% (dez
por cento> do soldo, proventos ou pensão, deste.
-9-
Art. 14 - As parcelas mensais a que se refere o artigo anterior,
não poderão exceder a porcentagem prevista :nas bases para descento
na legislação em vigor.
Art. 15 - Os débitos para com as OMS, quando não forem pagos
à vista, serão encaminhados à OM a qu"e pertencer o responsáivel,
a fim de serem averbados ];)ara descanto obrigatória. ·
Art. 16 - Os .débitos para com as Organizações de Saúde estra-
nhas ao Ministério do Exército, quando nãm forem pagos à vista, se-
rão liqüidados observando-se os vaiares e formas previstos nos een-
vênios ou contratos firmados com a Organização de Saúde cansl-
derada.
Art. 17 - A divida de Militar da Ativa, Inativo e Pensionista,
decorrente de Assistência Médico-Hospitalar que lhe for prestada
ou a seus dependentes, será considerada extinta com o falecimento
do Militar ou da Pensionista e será integralmente saldada à custa
dos recursos provenientes do Sistema.
Art. 18 - A Tabela de Indenizaç0es a ser utilizada pelas OMS,
será a fixada pelo Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA).
Art. 19 - O valor da Unidade de Serviços Méc:Mcas (USM) é o
fixado pelo Decreto n• 77 176, de 13 Fev 76.
Art. 20 - Todos os atos médicos e paramédicos ou de outra na-
tureza, co:nstantes da Tabela de I:ndenizaçées fixada pelo EMFA em
termos c:l!e USM, serão ressarcidas de acordo cem a mesma.
Art. 21 - Os preços das inde:nizações de atos médicos e para-
médicos ou de outra natureza, não fixados :na Tabela de Indeniza-
ções, serãa calculados pelo justo valor do material consumido, apli-
cado, fornecido ou avariado, e do serviço prestado.
Parágrafo único - Quando o atendimento for feito por Organi-
zação de Saúde estrallha aos Ministéri0s Mi'li:tal!'es as indenizações
s·erão de acordo com os valores consta:ntes dos respectivos convênies
ou cantrates.
Art. 22 - O Hospital das Forças Armadas será indenizado pele
Ministério do Exército, através da RM a qae estiver vinculaCil0 o
usuári0 0u seu responsável, à conta dos recursos previst(j)s ne Sis-
tema, das despesas correspondentes ao atendimento e internação de
Militares, Pensionistas e seus Dependen.tes.
Art. 23 - O documento de comprovação de despesa emitido pela
OMS será de acordo com o Modelo a ser expedido pelo DGS.

TtTULO VI
Das Responsabilidades e das Atribuições
CAPíTULO IV
Do Departamento Geral de Serviços
Art. 24 - Administrar os recursos financeiros destinados a
custear as despesas com o Sistema de Assistência Médico-Hospitalar.
-1!0-
Art. 25 - Planejar, coordena.r, orientar e contt:ólar o Sistema
de Assistênda Mêdlco-Hespitalar.
Art. 26 - Solucionar es casos omissos à estas Instrllções.
Art. 27 - Baixar Normas Compl!ementares às presentes llns-
Lrl:lções.

CAPíTULO V

Da Diretaria de SalÍlde

Art. 28 - Propercionar o assessoramento técnico e ético a tod0


o Sistema, e planejar a aplicação dos recllrsos de aco11do cem o
prescrito no Capt.tulo In d0 Título IV destas Instrllções.

CAPíTULO VI

Da DiL"etoria de Assistência Social


Art. 29 Complementa,r o assessora.:rnento assisteBcial, ~arti-
cwlarmente quanta à gestão do FUSEx.

CAPíTULO VII

Das Regiões Militares

Art. 30 - Proporci~nar a0s Militares da Ativa, Inativos, Pensio-


nistas e seus Dependentes a Assistência Médico-Hospita~ar nas OMS,
dentro de suas p0ssibilidades, oontroland0 Slla execllção.
Art. 31 - Realizar Convênios e Contrail:.os c0m entidades offcia.is
ou partic1:1Iares estranhas ao Ministério do Exérciw, para com:l)le-
mentar Oll ampliar a Assistência Médico-Hospitruar.
AL't. 32 - Planejar, coordenar e controlar o ernprege dos recur-
sos oL"iund0s do Sistema. de :Assistência Méd·i co-H0spitala,r.
Al.'t. 33 - Autorizar 0s C0ma,ndantes de GuarBlçées Mllliiitares,
a toma•v em medidas visando à Assistência Médico-Hospitalar e.m suas
á11eas àe responsabilidade.

CAPtTUI.O vm
Das Guarnições Militares

Art. 34 - Receber das RM o encarg0 de Assistência Mé<Uce-Hos-


pita[a.l' em suas áreas de PesponsaibH!idade, toma·n do as mecMdas que
asse~!liem e cumprimente àa legis'lação em vig0r.

-11-
TITULO VD
Dos Usuários e dos Benefícios
CAPITULO IX
Dos Usuários
Art. 35 - São considerados usuários do Sistema de Assistência
Médico-Hospitalar do Exército o pessoal dele dependente conforme
prescreve o Art 59 do Decreto n 9 73 787, de 11 de março de 1974.
Parágrafo único - Para efeito do presente artigo compreende-se
como pessoal dependente do Ministério do Exército:
1) o Militar da Ativa e da Reserva quando convocado;
2) o Militar da Reserva Remunerada e o Reformado;
3) o Dependente do Militar da Ativa, da Reserva Remunerada,
Reformado e da Reserva, quando convocado;
4) a Pensionista de Militar e seus Dependentes nos termos do
Parágrafo único do Art 154, da Lei de Remuneração dos Mlli tares.
Art. 36 - São considerados Dependentes de Militares para fins
de prestação de Assistência Médico-Hospitalar os definidos como
tal nos Art 154 e 155, da Lei de Remuneração dos Militares e abaixo
especificados:
1) esposa;
2) filhos menores de 21 anos ou inválidos ou interditos ;
3) filha solteira, desde que não receba remuneração;
4) filha, enteada e tutelada, viúva, desquitadas 0'11 separadas,
desde que não recebam remuneração;
5) filho estudante, menor de 24 anos, desde que não receba
remun·e ração;
6) mãe viúva ou solteira, madrasta viúva, sogra viúva ou sol·
teira, bem como, separadas ou desquitadas, desde que, em qualquer
dessas situações, não recebam remuneração;
7) enteados, adotivos ou tutelados, nas mesmas condições dos
números 2, 3, 4 e 5;
8) os demais dependentes ainda mencionados no Art 155 da
LRM.

Art. 37 - :a;: ainda co:nsiderada Depende:nte do Militar a pessoa


que viva sob o mesmo teto e sob a sua exclusiva dependência eco-
nômica no mínimo há 5 (cinco) anos, comprovados mediante jus-.
tlficação judicial, e quando expressamente declarado na OM com-
petente.
-12-
CAPíTULO X
Dos Benefícios
SEÇAG I
Normas Gerais
Art. 38 - A Assistência Médico-Hospitalar será prestada aos Mi-
litares, Pensionistas e seus Dependentes, em prineípia, nas Organi-
zações Militares de Saúde do Exército, através delas ou obser:vando
o disposto nestas Instruções.
§ 19 - Cabe primeiro às OMS do Exército, dentro de suas pos-
sibilidades, proporcionar aos Militares, Pensionistas e seus Depen-
dentes a Assistência Médico-Hospitalar.
§ 29 - A prestação da referida assistência ocorrerá na OMS
mais próxima da residência do Militar, Pensionista ou do seu Depen-
dente.
Art. 39 - Nas localidades onde não houver OMS do Exército, os
usuários do Sistema poderão ser assistidos por outras Organizações
de Saúde, de acordo com a seguinte prioridade:
1) Organização de Saúde dos demais Ministérios M11Ltares;
2) Organizações Civis de Saúde, especializadas ou não, oficiais
ou particulares, mediante convênio ou contrato;
3) Especialistas, mediantes contrato;
4) Organizações estrangeiras de Saúde, especializadas ou não,
desdê que haja indicação da D Sau.
Art. 40 - Mesmo existindo OMS do Exército na localidade, os
usuários, poderão ser assistidas por outras Organizações de Saúde
quando houver impossibilidade ou limitação ao atendimento Mé-
dico-Hospitalar dos usuários do Sistema nas OMS do Exército,
devendo a referida OMS responsável pela execução da assistência,
providenciar a imediata transferência do atendimento, dentrG das
pdorldades constantes do artigo anterier, nos seguitnes casas:
1) Carência de especialistas na OMS do Exército;
2) Quando outra Organização de Saúde dispuser de recursos
mais aperfeiçoados, a critério do Diretor da OMS, para atender os
casos graves;
3) Nas urgências comprovadas;
4) Saturação operaclona~ das OMS do Exél'clta.
Art. 41 - Nos casos de éme·r gência e comprovada urgência
se o usuário do Sistema for atendido em uma Organização de Saúde
estranha ao Ministério do Exército, deverão ser adotadas as se-
guintes providências:
-13-
1} O responsável pelo usuário deverá comunicar o fato à OMS
ou OM do Exército mais próxima da atendente, se possível, dentro
das primeiras 48 (quarenta e oito) horas, fornecendo todos os ele-
mentos necessários;
2) Diretor da OMS (Cmt ou Ch de OM) do Exército designará
um Oficial Médico para examinar o paciente e emitirá parecer so-
bre a necessidade ou nãó de sua permanência na Organização
a tendente;
3) A OMS <OM) deverá promover a remoção ou evacuação do
paciente, quando julgada viável, informando ao Comando Regional
ou da Guarnição as providências tomadas.
Art. 42 - As despesas decorrentes dos atendimentos de mrgên-
cia comprovada serão pagas integralmente pelos recursos do Sistema.
§ 19 - Caberá ao responsável, indenizar à OM que finaDciou, a
parte das despesas que lhe couber, de acordo com as normas esta-
belecidas nestas Instruções.
§ 29 - O responsável indenizará totalmente, caso não cumpra
o estabelecido no artigo anterior.
Art. 43 - O encaminhamento do usuário do Sistema a uma
Organização de Saúde estranha ao Exército será feita pelo Diretor
da OMS do Exército, ou pelo médico militar de uma Organização
Militar, através do seu Comandante, Chefe ou Diretor, quando não
houver OMS na Guarnição.
Art. 44 - Em Brasília, o ateE.dimento inicial pode ocorrer,
também, no Hospital das Forças ArmaCilas (HFA), ebservadas as
normas peculiares da referida Organização de Saúde.
Art. 45- O usuário do SAMMED apresentará à OMS, para fins
de atendimento médico-hospitalar seu documento de identidade mi-
litar. Sendo portador do cartão de beneficiário do FUSEx, apresen-
tá-lo-á também, para fins de cobrança, somente da parte indeni-
zável devida.
Art. 46 - O atendimento do usuário, sem identificação e re-
gistro, somente será admitido nos casos de comprovada urgência.
Nestes casos a Organização atendente deverá comunicar o fato à
Organização Militar a que estiver vinculado o responsável pelo pa-
ciente, para regularizar a situação.
Art. 47 - A Assistência Médico-Hospita:lar será realizada nas
modalidades ambulatorial, hospitaEar ou domiciliar.
Parágrafo único - A Assistência Médica domiciliar será pres-
tada somente em caráter excepcional e quando o estado de saúde
do paciente contra-indicar sua remoção.
Art. 48 - A hos"Oitalização dos casos especificas de geriatria,
excepcionais e reabilitação fisica. para os dependentes e pensionis-
tas dos militares, será incluída como benefíc:o do S1stema no futuro
e será objeto de Normas que serão baixadas pelo DGS, em funçãO
das disponibilidades em recursos.
-14-
Art. 49 - O usuário, quando internado em qualquer Organiza-
ção de Saúde, desde que as instalações o permitam e não liaja
prejuízo para o tratamento do paciente ou para o funcionamento
da Organização, a critério do respectivo Diretor, poderá ter acom-
panhante.
Parágrafo único - o acompanhante ficará sujeito às normas
que regem as atividades da Organização de Saúde considerada.
SEÇAO ll
Militar da Ativa
Art. 50 - O Militar da Ativa terá direito à Assistência Médico-
Hospitalar custeada integralmente, através de Recursos Orçamen-
tários, quando a necessitar, em qualquer épo'c a, pelos seguintes
motivos:
1) Ferimento em Campanha ou na manutenção da ordem pú-
blica ou por enfermidade contraída nessas condições ou que nel~JS
tenham sua causa eficiente;
2) Acidente em serviço;
3) Doença, moléstia ou enfermidade, adquirida em tempo de
paz, tendo relação de causa e efeito com o serviço.
Art. 51 - O Militar da Ativa aue necessitar de Assistência
Médico-Hospitalar, )>or motivos que não os previstos no artigo an-
tenor, estará S'Ujeito às indenizações ou gozará de insenções, con-
forme o caso, previstas na legislação e de acordo com o seguinte:

1). Os preças das indenizações de atos médicos, paramédicos ou


de outra natureza, não fixados em Tabelas de Inden!zações, serão
calculados pelo justo valor do material consumido, aplicado, ferne-
cido ou avariado, e de serviço prestada;
2) Quando hospitalizado ou em tratamento ambulatorial, res-
salvadas as isenções de que trata o número "5)" do presente arti-
go, estará sujeito às seguintes indenizações:
a) Diária de hospitalização tipo I;
b) Atos médicos e paramédicos, relacionados na Tabela· de
Indenizações em vigor, não incluídos na diária de hospitalização;
c) Medicamentes de prescrição especifica ao paciente, produ-
zidos em Laboratórios estranhos ao Exercito, ressa1vade o dispesto
·no númer0 "3)'' do presente artigG;
d) Aparelhos ortopédicos, óculos e artigos correlatos;
e) Serviço solicitados à Organizações ou especialistas estra-
nhos ao Exército;
f) Diária de acompanhante.
-16-
3) Indenizará somente 70% (setenta por cento~ do valor dos
medicamentos que, tendo sido prescritos pelo médico reS]!lonsável
por seu tratamento, não sejam fornecidos gratuitamente (quando
internado);
4) As importâncias devidas ao HFA e à Organizações de Saúde
estranhas ao Ministério do. Exército, pelo atendimento de militar
da ativa, serão indenizadas pela RM sob cuja jurisdição o mesmo
estiver servinde, observado o seguimte:
a) Indemizações devidas ao HFA: de acordo com as narmas
estabelecidas pelo EMFA;

b) Inde:nlzações às demais Organizações de Saúde: de acordo


com o que constar dos respectivos convênios ou contratos.
5) E~tará isento do pagamento:
a) De qualquer indenização, se amparado pelo artigo anterior;
b) De diária de hospitalização, se praça especial ou pl!'aça de
qualquer graduação;
c) Da diária de hospitalização, até o praJzo de 60 (sessenta>
dias consecutivos ou não, por ama dvil, se e:ficial;
d) De medicamentos e de exames complementares de qualquer
origem, de prescrição específica ao paciente hospitalizado, até o
prazo de 60 (sessenta) dias, consecutivos eu não, por ano civil;

e) De medicamentos produzidos pelos laboratórloo militares,


de prescrição específica ao paciente, quando em tratamento am-
bulatorial ou de medicamentos de qualquer origem, se Soldado, Cabo
ou Praça Especial, exceto Aspirante-a-Oficial;
f) Da taxa de cirurgia;
g) Da taxa de remoção.
6~ !Estará isento, quando baixado previsériamente em enfer-
maria ou formaçãa sanitária de o:rganizaçãa onde servir, desde q,ue
atendido com recursos desta.

7) A alimentação de militar baixado em OMS, será indenizada


pela etapa de alimentação e respectivo complemento hospitalar, nos
valores em vigor, sacados pela organização atendente.
8) disposto no número "7)" an.terior é aplicável ao HFA.
9) Estará isento de qualquer Indenlzaçã0, qua:nlilo se tratar de
pericia · médl:co-legal, medidas profiláticas, LRspeção de saúde ou
evacuação, determinadas por autoridade compete!l!lte.
10) A Assistência Médico-Hospitalar prestada ao Militar d,a
Ativa., por meio de consultas e curativas, em ambulatórios de e:n-
ferma.rla. da OMS, ou formação sanitária d.e OM, será gratuita..
-16-
Art. 52 - A internação ou o tratamento do M111tar da Ativa
em Orc:ranizações de Saúde, especializadas. no exterior, nos casos
de urgência ou quando as Organizações de ~aúde do Brasil não dis-
puserem de recursos especial:zados, será autorizada pelo Presiden-
~e da República, por proposta do Ministro do Exército.

Art. 53 - Ao Mllitar da Ativa, em serviço no exterior, em


tempo de paz, serão assegurados os mesmos direitos relativos à As-
sistência Médico-Hospitalar de que tratam os artigos das presentes
Instruções, no que for aplicável.
Art . 54 - A tnternação ou o t11atamento ambulatorial de Mili-
tar da Ativa em serviço DO exterior, em erganização de saúde es-
tranha às Forças Armadas, será autorizada pelo seu Comandante,
Chefe ou Diretor, ou pela maior autoridade bras!leira, com juris-
dição na área, quando verificada a inconveniência ou a impossibi-
lidade de sua evacuação para o Brasil.
Art. 55 - As despesas, quando possivel, serão pagas às Orga-
nizações de Saúde pelas autoridades referidas no artigo anterior,
sendo estas ressarcidas integralmente, pelo Exército.
§ 19 - No caso previsto neste artigo, caberá à OM a que estiver
vinculado, pr0ceder ao desconto nos vencimentos do militar, da
parcela indenizável, quando for o caso.
§ 2P -Na impossibilidade do pagamento ser efetuado na forma
deste artigo, a ser realizado pelo mUltar, será este indenizado, nos ·
limites de seus direitos, em moeda nacional, após a devida com-
provação das despesas.
SEÇAO m
Militar Inativo
Art. 56 - O Mllitar Inativo estará sujeito às seguintes Indeni-
zações e Isenções:
1 > Os preços das Indenizações de atos médicos, paramédlcos ou
de outra natureza, não fixados em Tabela de Indenizações, serão
calculados pelo valor do material consumido, aplicado, fornecido
ou avariado, e do serviço prestado;
2) Quando hospitalizado ou em tratamento ambulatorial, res-
salvadas as Isenções de que trata o número "6)" do presente artigo,
estará suje i to às seguintes Indenizações:
a) Diária de hospitalização tipo II;
b) Atos médicos e paramédicos relacionados na Tabela de In-
denizações em vigor e não incluídos na diária de hospitallzaç.ã o;
c) Medicamentos, de prescrição específica ao paciente, pro-
duzidos em laboratórios estranhos ao Exército, ressalvando o dis-
posto no número "3)" do presente artigo;
d) Aparelhos ortopédicos, óculos e correlatos;
-17-
e) Serviços solicitados à organizações ou especialistas estra-
nhos ao Exercito;

f) Diária de acompanhante.

3) Indenizará somente 70% (setenta por cento) do vaiar dos


medicamentos, que tendo · s'do prescritos pelo médico responsável
por seu tratamento, não sejam fornecidos gratuitamente( quando
internado);

4) As importâncias devidas às Organizações de Saúde estranhas


ao Ministério do Exército, pelo atendimento do Militar Inativo, se-
rão inden'zadas pela RM a que esteja vincl!llado para e:lle:tto de re-
cebimento de proventos, observado o seguinte:

a) Indenização devida ao HF.:A: de acordo com as normas es-


tabelecidas pelo EMFA;

b) Indenização devida às demais Orga.n1za.ções de Sailde: de


acordo com o que constar do respectivo convênio ou contrato.
5) Estará isento de pagamento:

a) De qualquer indenização, pelos seguintes motivos:


- fer•m.entos orginados em campanha ou na manutenção c:la
ordem pública ou por enfermidade contraida nessas condições ou
que nelas tenham sua causa eficfente;
- acidente originado quando em serviço ativo;
- doença, moléstia ou enfermidade, adquirida em tempo de
paz, tendo relação de causa e efeito com o serviço.

b) De mPdicament0s Ji)rodu~dos pelo Labaratório Químico e


Farmacêutico do Exército (LQFEx), de prescrição especifica ao pa-
ciente, quando em tratamento ambulatorial;

e) Taxa de cirurgia;

d) Taxa de remoção.

6) Estará isento de qualquer indenização, quando se tratar de


pericia ~médico-legal, medid~ profiláticas, inspeção de saúde ou
evacuaçao determ:nadas por autoridade competente.
7) . Ã AssistêRcla Médico-Hospitalar prestada ao Militar Inati-
vo, por meio de consulta e curativos será gratuita em ambulatório
de OMS, em enfermaria ou Formação Sanitãria de OM.
Art. 57 - As Indenizações devidas pelo Ml:lltar Inativo serão
calcUladas de acordo com o que prescrevem as presentes Instruções.
-18-
SEÇAO IV
Dependente ou Pensionista
Art. 58 - Ao Dependente e à Pensionista será proporcionada a
Assistência Médico-Hospitalar de acordo com as presentes Instru-
ções e com o que se segue:
1) Os preços das indenizações de atos médicos, paramédicos
ou de outra natureza, não fixados em Tabelas de Indenizações, serão
calculados pelo justo valor do material consumido, aplicado, for-
necido ou avariado, e do servlçe prestado;
2) Quando hospitalizados ou em tratamento ambulatorial, res-
salvadas as 1sençoes a que tém direito, estarão sujeitos as seguintes
indenizações:
a> Dlãria de hospitalização tipo n;
b) Atos médicos e paramédicos relacionados na Tabela de In-
denizações em vigor e não lncluidos na diária de hospitalizaçãó;
c) Medicamentos de prescrição especifica ao paciente, produ-
zidos em laboratórios estranhos ao Exército;
d) Aparelhos ortopédicos, óculos e correlatos;
e) Serviços solicitados à organizações ou especialistas estra-
nhos ao Exército;
f) Diária de acompanhante;
g) Taxa. de cirurgia;
h) Taxa de rem~ão.

3) As importâncias devidas ao HFA e às Organizações de Saúde


estranhas ao Ministério do Exército, pelo atendimento de depen-
dentes de militares ou pensionistas, serão indenizadas pela RM a
que estiver vinculado o responsável pelo dependente, ou a pensio-
nista, observado o seguinte:
a) Indenizações devidas ao HFA: de acordo com as normas
estabelecidas pelo EMFA;
b) Indenizações devidas às demais Organl.z ações de Saúde: de
acordo com o que constar dos respectivos convênios ou contratos.
4) Não será devida pela Pensionista ou pelo Dependente outra
Indenização de taxa de cirurgia, quando, em decorrência de com-
.pllcação pós-operatória, tiver o paciente de voltar à sala de ope-
rações.
5) Os medicamentos produzidos pelo LQFEx, de prescrição es-
pecífica ao paciente em tratamento ambulaterial, serão gratuitos.
6) O aluno gratuito órfão, de Colégio Mltitar, estará Isento do
pagamento de medicamentos de prescrição especifica ao paciente,
quando em tratamento ambulatorial.
-19-
7) O Dependente e a Pensionista estarão isentos de qualliJ.uer
Inden'zação quando se tratar de perícia médico-legal, medidas pre-
filáticas, inspeçã<> de saúde, ou evacuação determinadas por auto-
ridade competente.
8) A Assistência Médico-Hospitalar prestada ao Dependente e
à Pensionista, por meio de consul·t as e curativos, será gratuita em
ambu[atório de OMS, enfermaria ou formação sanitária de OM.
Art. 59 - As Indenizações devidas por Pemlonistas ou Respon-
sâvel pelo Dependente serão caicula:d.as de acordo com a:s presentes
Instruçêes.
Art. 60 - O encaminhamento de Dependente ou Penslamsta à
Organização de Saúde estranha ao Exército, far-se-á através de re-
quisição das OMS ou como for estabelecido em convênio ou coDtrato.
§ 19- No caso da inexlstênc'a de OMS na localidade onde servir
o Militar ou residir o DependeD.te, o encaminhamento de que trata
PStf! <>r.t.irro sará ::~t.l'<lV6« de requlsj~6o da OM 'lo~al ou mais próxima
ou como for est8ibelecido em co»vênio ou eontl!'ato.
§ 29 - Nos casos de emergência e comprovada urgência, deverá
ser obedecido o que prescrevem as Art 41 e 42 das presentes IE.stru-
ções.
Art. 61 - Ao Dependente que esteja autorizado a 8ieompanhar
a militar em serviço no exterior, apMca-se o contido nos Art 53, 54
e 55, destas Instruções.
TITULO vm
Dos Convênios e Contratos
CAPITULO XI
Normas Gerais
Art. 62 - O Ministério do Exérct.to, J')ara a prestação d.a As-
sistêneia Médico-Hospitalar, ou de Serviços Para-Hospitalares, visan-
do a complementar os serviços especializados existentes nas OMS,
poderá celebrar Convênios ou CoD.tratas, com eD.tidades públicas,
privadas ou pessoas físicas, sob a forma de Prestação de Serviças.
Art. 63 - Os Convênios e Contratos firmados pelo M!nistérlo do
Exército deverão seguir as cláusulas a serem expedidas pelo DOS.
Art. 64- Os Convênios ou Contratos, de nível regional, podel!'ão
ser assinados, também, pelos Comandantes de Regiões Mlllta~es e de
Guarnição, por proposta do DGS.
Art. 65 -A contratação de Serviços de Assistência Médico-Hos-
pitalar. eretuar-se-á com estrita observância do principio de licita-
cão. ·a.t<>ndlda a lerrJsla«<>o e>m vigor. pa..ticulR~mente e R 6. Regu-
lamento, de .Administração Financeira, ContabWdade e Auditoria do
EÃtaC•W e a Portana nY 9-lJGti, de :.:0 de outubro de 1977 - mstru-
ções para a Realização de Campras e Serviç0s no DGS e OrgãGs
v:nculados- bem como, Normas e Instruções Complementares que
venha;m a ser expedidas.
-20-
Art . 66 -A licitação será dispensada quando a operação envol-
ver, além do Exército, outra pessoa de direito público.
Art. 67 -A licitação poderá ser real·i zada em uma das seguintes
modalidades:
1) Concorrência;
2) Tomada de Preços;
3) Convite.
Art. 68- A concorrência deverá, sempre que possível, ser a moda-
lidade de licitação a ser adotada, pois sua amplitude permitirá a
participação de um maior número de licitantes.
Art. 69 - A Carta-Convi,t e deverá. ser a modalidade de licitação
a ser adotada quando o contrato for aU:tônomo.
Parágrafo único - A RM deverá, na elaboração das Cartas-Con-
vite levar em considel'ação a idoneidade e a capacidade dos con-
vidados.
Art. 70 - Não será admitida a realização de licitação sem o
atendimento prévio dos seguintes requisitos:
1) Definição precisa do seu objeto, caracterizado per especifi-
cações e indicação deta).hada das condições .de atendimento e de Ta-
bela de Indenizações que melhor o definam;

2) Existência de recarses oa créditas suficientes para cober-


tura dos compromisses a serem assumidos.
CA.PlTULO XII
Dos Convênios e Contrates
Art. 71 - As RM poderão reaUzar Contratos de acovdo com a
Legislação em vigor, observando as disposições do R/6, nos seguintes
casos:
1) Quando não houver OMS no local;
2) Qua:ndo a OMS local não tiver condições para rea.lizar o
atendimento necessário;
3) Quando houver saturação no atendimento pela OMS .
. Art. 72 - Os Contratos constantes das presentes Instruções obje-
tivam a lndemização por Serviços Prestados.
Parágra1!o único - Excepcitmalmente, consu[tada prevl8imente o
DGS; as RM poderão tiirmal' cantrato de cobertura prevem.tlva (Se-
guro Saúde).
Art. 73 -Quando o Contrato for reaUzado entre as RM e qual-
quer pessoa de clli'eito público tomará o nome particular de Convênio.
-21-
Art. 74 - As RM deverão desenvolver medidas de acompanha-
mento da execução dos serviços, a fim de verificar o cumprimento
ou não das especificações e demais requisitos previstos nos Con-
tratos.
Art. 75 - A inexecução total ou parcial do Contrato enseja a
sua rescisão, com as conseqüências contratuais e as previstas em Lei.
Art. 76 - Constituem motivo para rescisão de Contrato:
1) O não eumprimento de cláusula ou condição contratual e
espeeificações de atendimento;
2) O cumprimento irregular de cláusula ou condição contratual
e especificações de atendimento;
3) A subcontratação total ou parcial de serviços J>Or parte cfQ
contratado;
4) O cometimento reiterado de faltas, na sua execução;
5) A decretação de falência ou pedido de concordata;
6) A dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado;
7) A alteração social ou a modificação da finalidade ou da
estrutura da empresa, que, a juízo da RM; prejudique a execução
do Contrato;
8) A insolvência do contratado, caracterizada pelo protesto de
titulos ou pela emissão de cheques sem suflcient"e provisão;
9) A ocorrência de caso fortuito ou de força maior, regular-
mente comprovada, impeditiva do pagamento ou de execução do
Contrato.
Art. 77 - A rescisão do Contrato poderá ser:
1) Administrativa - por ato unilateral e escrito da RM, nos
casos enumerados nos números "1)" a "8)" do artigo anterior;
2) Judicial - nos termos de legislação processual;
3) Amigável - por acordo entre as partes.
Art. 78 - Pela inexecução total ou parcial do Contrato, indepen-
dentemente da rescisão, poderão ser apM.cadas ao contratado, dentre
outras, as seguintes penalidades:
1) ~dvertência;

2) · Multa contratual;
3) Suspensão ou impedimento do direito de contratar com a
União, por prazos a serem fixados em cláusulas contratuais.
("Diário Oficial'' de 23 Mal 79)
-22-
INSTRUÇõES GERAIS DO FUNDO DE SAúDE
DO EXÉRCITO (IG-10-24)
(Aprova)
Portaria Ministerial n9 1 277, de 16 Mal 79
O Ministro de Estado do Exército, usando da atribuição que lhe
confere a Portaria Ministerial n • 1 335, de 4 de setembre de 1975,
e de acorçl.o com o que propõe o Departamento Geral de Serviços,
resolve:
1. Aprovar as Instruções Gerais do Fundo de Saúde do Exér-
cito CIG-10-24) que com esta baixa.
2. Determinar que o Departamento Geral de Serviços e a Dire-
toria-Geral de Economia e Finanças tomem as providências neces-
sárias d"ecorrentes desta Portaria em seus setores de competência.
3. Flxar, em 19 de junho de 1979, a data para entrada em vigoL'
da presente Portaria.
CAPíTULO I
Da Finalidade
Art. 1• - Estas Instruções Gerais têm por finalidade estabele-
cer os procedimentos para a utilização dos recursos do Fundo de Saú-
de do Exército (FUSEx>.
Art. 29 - O FUSEx, constituído no Ministério do Exército pela
Portaria Ministerial n o 3 055, de 7 de dezembro de 1978, é uma das
fontes provedoras de recursos financeiros destinada a custear a pres-
tação de assistência médico-hospitalar aos dependentes de militar
e pensionista do Exército.
CAP!TULO U
Das Conceituações
Art. 39 - Para efeito destas Instruções, os termos abaixo têm
a seguinte conceituação:
1) Contribuinte: militar da ativa ou inativo e pensionista que
contribui para o FUSEx;
2) Pensionista: a viúva do militar, enquanto permanecer neste
estado de acordo com o Parágrafo único do Art 154 da Lei n9 5 787,
de 27 de junho de 1972- Lei de Remuneração des Militares (LRM);
3) Beneficiário do FUSEx: o dependente de contrl!buinte de
acordo com o Art 154 e 155 da LRM;
4) Cartão de Beneficiário do FU!':F.x: cartão a ser forne~ldo
aos ben"eficiãrios, pela Organização Mflltar COM) a que o contri-
buinte estiver vinculado, cuja apresentacão é indispensável para que
o usuário desfrute dos beneficios do FUSEx.
-23-
CAPITULO m
Dos Recursos Financeiros
Art. 49- Os recursos financeiros do FUSEx são provenientes de:
1) contribuição mensal J)ara o FUSEx, na forma estabelecida
nestas Instruções Gerais; e
2) outras fontes.
Art. 5° - A contribuição mensal para o FUSEx será de até 3%
(três por cento) do valor correspondente ao soldo dos militares ou
do soldo que serve de base para o cálculo dos proventos ou pensões
dos inativos e pensionistas.
§ 19 -A contribuição devida pela pensionista começa com o pri-
meiro pagamento da respectiva pensão militar, de maneira a não
causar solução de continuidade aos descontos iniciados pelo militar.
§ 2• - A partir de 1 de setembro de 1979, a contribuição men-
sal dos inativos será reduzida para 2,5% (dois e meio por cento) e
das pensionistas para 2% (dois por cente).
Art. 69 - A contribuição mensal de que trata o artigo anterior
será obrigatória para os seguintes militares da ativa:
1) Oficiais, Aspirantes-a-Oficial, Subtenentes e Sargentos de
carreira;
2} Oficiais e Sargentos Temporários;
3) Cabos e Soldados contribuintes da Pensão MUltar.
Art. 79 - Aos Militares da Reserva Remunerada, aos Reforma-
dos e às PensioDistas contribuintes do FUSEx, será facultado solici-
tar, por escrito ao Comandante, Diretor ou Chefe de OM a que esti-
ver vinculad0 para recebimento de p:r;oventos 0u peDsões, a qualquer
época, o cance:J.amento de sua contribuição.
§ 1° - O cancelamento da contribuição deverá ser comunicado
pela OM pagadora à Região Militar (RM) para as medidas neces-
sárias.
§ 29 - O contribuinte do FUSEx que solicitar cancelamento de
sua contribuição, somente poderá voltar a contribuir após decorrido
o prazo de 1 (um) ano de seu afastamento e terá uma carência de
3 (três) meses a partir do rein1cio de suas contribuições para usu-
fruir dos benefícios do FUSEx.
Art. s• . .,. . A contribuição mensal para o FUSEx e os recursos de
outras fontes, serão recolhidos ao Fundo do Exército no Subt1tul0
"2 .16. 2 - Contribuição para o Fundo de Saúde do Exército".
Art. 99 - Caberá à Diretoria-Geral de Economia e Finanças
(DGEF) zelar para que sejam incorporados ao FUSEx os recursos
que, para esse fim, são recolhidos ao Fundo do Exército.
-24-
Art. 10 - Os re~ursos do FUSF.x serão aPlicados única e exclu-
sivamente em proveito dos benefíciãrios, sendo expressamente ve-
dado o emprego de ta1s recut ::.os eill ou~ros encargo;;, inclusive para
pagamento das isenções previstas nas Instruções Gerais do Sistema
de Prestação de Assistência Médico-Hospitalar aos Militares do Exér-
cito, da Ativa, Inativos, Pensionistas e seus Dependentes (SAMMED).
CAPíTULO IV
Da Aplicação dos Recursos Financeiros
Art. 11 - Comp'e te ao DGS, por intermédio da Diretoria de As-
sistência Social (DAS), o planejamento e a aplicação dos recursos
do FUSEx.
Art. 12 - Caberá à DAS, em ligação com as RM, o levantamento
das necessidades em recursos financeiros para atender às despesas
co171 convênios e contratos.
§ I• - Com base nas necessidades em recursos financeiros, o
DGS. dentro das disponibilidades do FUSEx, fixarã o teto para o tri-
mestre seguinte, e autorizará à DGEF a remeter às RM o crédito
correspondente para atender as despesas com os beneficiârios do
FUSEx.
§ 2• - O numerãrlo do FUSEx serã aplicado pelas RM, de ac0rdo
com as despesas efetivamente realizadas. -
§ 3• - A remessao do numerário, para atender as despesas efeti-
vamente realizadas, serã efetuada mensalmente pela DGEF, de acordo
com as solicitacões do DGS, que se baseará nos pedidos das RM
remetidos à DAS, via rãdio, até o dia 5 do mês subseqüente.
§ 4' - O planejamento das necessidades de que trata o presente
artigo deverá ser remetido à DAS, de acordo com o seguinte calen-
dário:

PLANEJAMENTO PARA DATA DE ENTRADA NA DAS

I• TRIMESTRE IO DEZEMBRO

2• TRIMESTRE 10 MARÇO
3° TRIMESTRE 10 JUNHO
4• TRIMESTRE 10 SETEMBRO

§ 5• - O saldo do crédito distribuído e não utilizado pelas RM


em cada trimestre, não passarã paTa o trimestTe seguinte. ·
Art. 13 - Se ao FUSEx forem atribuídos recursos Orçamentários,
esses recursos somente serã aplicado mediante propostas plurianuais,
devidamente aprovadas pelo Presidente da República, na forma da
legislação que viger.
- 21- ·-·
CAP:f:TULO V
Dos Pa,!'amentos
Art. 14 - O processamento dos pagamentos obedecerá à siste-
mática prescrita nas "Instruções Gerais do SAMMED - (IG-10-22)".
Art. 15 - o pagamento 'das despesas indenizáveis com a assis-
tência médico-hospitalar prestada a beneficiãrlos do FUSEx, será
efetuado em função do número de dependentes do contribuinte, ob-
servados os seguintes percentuais:
1) contribuinte com 5 (clnco) ou menos dependentes, lndenlzarâ
20% (vinte por cento) do total da despesa;
2) contribuinte com 5 (seis) a 9 <nove) d.ependen:tes, lnde:nlzarâ
15% (quinze por cento) do total da despesa;
3) contribuinte com 10 (dez) ou mais dependentes, lndenizarâ
10% (dez por cento) do total da despesa.
§ 1• - A parte da despesa que exceder dos percentuais de Inde-
nização previstos neste artigo será coberta com recursos do FUSEx,
pela RM.
§ 2• - Caberá à. RM a que estiver vinculado o contribuinte, o pa-
gamente da parcela da indenizacão correspondente ao FUSEx, mesmo
quando o beneficlãrto for atendido por Organização de Saúde (08)
do SAMMED localizada fora de seu terrltórie.
Art. 16 - A liquidação das indenizações relativas às despesas
com a assistência médico-hospitalar prestada a beneficiãrlos do
FUSEx, em QS estranhas às Forças Al'madas, quando autorizada, será
inicialmente, efetuada pela RM, nas condições estabelecidas pelos
cenvênios e contratos.
Parágrafo único - Caberá à. RM discriminar os valores a serem
indenizados pelo contribuinte nas condições do Art 15 destas Ins-
truções.
Art. 17 -Os documentos de comprovação de despesas emitidos
pela OS, deverão conter todos os dados constantes dos modelos que
serão expedidos pelo DGS.
CAPíTULO VI
Dos Beneficiários
Art. 18- São beneficiários do FUSEx, para :f!ins de prestação de
assistência médico-hospitalar, os dependentes dos contribuintes, de-
finidos nos Art 154 e 155 da Lei n• 5 787, de 27 de junho de 1972 -
LRM.
Art. ·19 - Os beneficiários do FUSEx serão registrados e rece-
berão nas OM a que o contribuinte estiver vinculado um Cartão de
Benef1clâr1o, a fim de permitir que desfrutem dos benefícios do
FUSEx, sem óbices burocráticos, e de facilitar a cobrança da part(!
indenizável pelos atendimentos prestados. O DGS expedirá o modelo
do Cartão de Beneficiário.
-26-
CAPiTULO VU
Dos Beneficios
, Art. 20 - A assistência médico-hospitalar aos beneficlãrtos dr
FUSEx será feita de acordo com o prescrito nas .. Instruções Geral&
l.o SAMMED (!G-10-22)".
'rt. 21 - O atendimento do beneficiário sem o respectivo cartão
J>mente será prestado nos casos de comprovada urgência. Nester
easos, deverá ser cumprido o prescrito nas "Instruções Gerais dv
I!AMMED (lG-l!0-22)".
Art. 22 - Correrão integralmente por conta dos contribuintes:
11 cirurgia plástica estética. de embelezamento;
'" "check-ap" médico;
~' Aessões, entrevistas ou ~-msultas pstcoterãplcas e slmlla.re.J
quando realizadas fora de Organt··.ação Militar de Saúde:
4' despesas extraordinàrias, n~ o ligadas ao tratamento;
5} aparelhos ortopédicos, óculor e artigos correlatos;
6) prótese dentária e ortodontta; '!

7) despesas com acompanhant('


Parágrafo único - l!: facultada a utntzaçâo de acomodações su·
1Jerlores aos padrões estabelecidos nos co'llven1os ou contratos, cor·
rendo por conta ao contribuinte a d1ferenç.\ de custos.
Art. 23 - Deverão ser incluidos como r'eneficlos do FUSEx, no
tuturo, em função de d1sponibllidade ae re• ursos, os casos de tra-
4amento:
1) psiquiátrico;
2) odontolégtco;
3) de rea.bllitação física;
4) oncológlco;
5) de excepcional; e
6) geriátrico.
Art. 24 - o contribuinte ao preferir que o be~flclãrio seja
atendido :tora do SA·MMED, não gozará dos beneficios do FUSEx.
CAPíTULO vm
Da Contabllldade e da Prestação de Contas
Art. 25 - A contabilidade do FUSEx obedece às normas !ie con-
tabilldade e de auditoria estabelecidas na legtslaçao em v1gar.
-27-
Art. ~ - A prestação de contas do FUSEx serã feito, normal-
mente, no Processo de Prestação de Contas Mensal CPPCM) das RM
e estarã sujeita às mesmas exigências legais estabelecidas para a
comprovação da aplicação dos recursos orçamentãrlos.
Parãf;rafo único __: Caberã à DGEF fornecer à DAS um relatório
mensal para o competente acompanhamento financeiro.
Art. 27 - Os saldos não aplicados do FUSEx no final do exer-
cício financeiro serão transferidas para o exercício seguinte a créd1tc.
do mesm0 fundo.
Art. 28 - Os beneficios do FUSEx passam a vigorar a partir de
1 de junho de 1979.
Art. 29 - As faturas e os recibos relativos a despesas decorrentes
de atendimento reallzad0s devem:
1) obedecer ao estabelecido na legislação própria, quando orl-
glnãrias de Organização de Saúde das Forças Armadas;
2) conter a certificação do atendimento, firmada pelo respon-
sãvel pelo paciente, e da prestação dos serviços, pelo oficial médico
que encaminhou ou atendeu anteriorm~mte o paciente, quando emi-
tidos por outras Organizações de Saúde.
Art. 30 - A liquidação das faturas serã feita pela RM, após
parecer do Chefe do ~SR, sobre a lisura das mesmas.
Art. 31 -o DGS baixarã normas complementando estas Instru-
ções Gerais.
Art.32 - Os casos omissos referentes às presentes Instruções
s-erão resolvidos pelo Chefe do Departamento Geral de Serviços.
("DO" de 23 Mal 79)

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