Você está na página 1de 14

1

OS DEZ MANDAMENTOS DOS FILHOS DE SANTOS OU YAWÔS

1- Seja abian o maior tempo possível. Isto aumentará suas certezas e diminuirão riscos e erros.

2- Não escolha a casa pela aparência ou pelo status que ela tenha ou pode lhe dar. Às vezes, a
embalagem impressiona, mas o conteúdo é frustrante.

3- Não faça Santo porque acha bonito, porque seus amigos fizeram ou porque você acha que
sua vida vai melhorar. Faça porque seu coração e sua consciência mandaram.

4- Não apresse o tempo. No Candomblé tudo tem sua hora e o momento certo pra acontecer.

5- Respeite a hierarquia. O Candomblé chegou até aqui graças a ela.

6- Respeite, honre e seja fiel ao seu axé.

7- Não fale mal de pessoas e nem de outras casas. Nada e nem ninguém é perfeito, inclusive
você.

8- Seja sempre humilde e educado e trate a todos da mesma forma que gostaria de ser
tratado.

9- O Candomblé é uma religião que exige presença, dedicação e sacrifícios. Se você não pode
dar os três ao mesmo tempo, não entre para a religião.

10- Cuide e zele pelo patrimônio do seu axé como se fosse a sua casa.

(Elegun” feito de Orixá)

Abian (sem obrigação, cabeça virgem)

Egbome (7 anos ou mais de Santo, maioridade pessoas com certas regalias e obrigações).

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
2

MANUAL DO YAWÔ - DO BOM FILHO DE SANTO.

Tudo aquilo que nosso Orixá rejeita por qualquer motivo peculiar, que por vezes
desconhecemos. Existem quizilas da própria Nação e as de Cada Orixá.

As Quizilas De Santo

Quizilas – Preceitos Rituais e Alimentos

No que diz respeito à relação entre tabus alimentares dos orixás e proibições impostas a seus
filhos a partir dos mitos africanos, é compreensível que, devido à proibição de “comer do
mesmo material de que a cabeça é feita”, não se deva usar alimento algum que constitui
oferenda votiva do orixá dono da cabeça.
O que mais chama a atenção é a universal proibição do sangue. O sangue, escreve Lépine
(1982, p. 33), “é um poderoso veículo do axé, que deverá restituir aos orixás a força que
despendem neste mundo e à qual devemos a existência”. Na matança, sangra-se o animal até
a última gota. É através do sangue que, na cerimônia de assentamento, se estabelece a ligação
entre a cabeça do iniciado, partes do seu corpo, e a pedra na qual o orixá se faz presente. Do
mesmo modo que a água, fonte e origem da vida, é repetidamente vertida em todas as
cerimônias propiciatórias e iniciática, por representar a fluida substancia de toda criação, o
derramamento do sangue dos animais de dois ou quatro pés expressa a própria essência do
sacrifício, pois junto com o sangue corre a vida. A água é origem, o sangue, circulação. As
trocas reparadoras de axé incluem forçosamente, portanto, a realização do sacrifício. Nessa
perspectiva, fica obvia a necessidade de proibir-se a ingestão de sangue (sob qualquer forma
que seja, e nisso podemos incluir os miúdos, a fressura, sangue “compactado” por assim dizer)
aos filhos de tudo quanto é orixá. É substancia por demais poderosa para ser ingerida em
situações profanas.
Filho de santo jamais pode comer o que o santo dele come? Ou pode? Em que circunstâncias?
Tudo o que o orixá come faz bem ao filho, tanto que quando ele oferece a comida tem que
comer junto, para que ele não se ofenda. Mas às vezes, fora do ilê orixá, é tabu “. Ou seja, o
filho deve e não deve comer. Nessa informação, fica claro que a interdição está ligada à
situação, ou melhor, dizendo, parece que o próprio da proibição é delimitar dois espaços,
rigorosamente separados, que o momento do ritual permite juntar, e até mesmo, tornar
permeáveis. É pela mediação do ritual, repetido inúmeras vezes no decorrer do tempo, que se
abre o espaço sagrado. Na vida cotidiana do filho de santo, é proibido desfrutar as mesmas
comidas que alimentam o orixá. Se desobedecer, “faz mal”.
Na casa do orixá, a ingestão de comidas votivas é não apenas permitida, mas sim obrigatória. É
imprescindível participar do banquete sagrado. Se, naquele momento, o filho não comer do
mesmo material de que sua cabeça é feita, o orixá oferecer-se-á. Ou, como já ouvi dizer, na
hora da oferenda, “a gente precisa comer, que é para ele ver que não tem veneno”. Esse
comentário aparentemente jocoso é bastante elucidativo. Não é somente o ilê orixá, espaço
sagrado e, portanto preservado, que garante a não nocividade da comida de santo para o
iniciado, é também o adepto que, por sua vez, se torna fiador, junto ao orixá, da excelência da
comida que lhe é oferecida.

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
3

Comer alimentos sagrados como bem sabiam os sacerdotes hebreus, é assegurar a


sacralização do próprio corpo. No ilê orixá, o iniciado participa do banquete dos deuses, nutre-
se do mesmo material de que é feita a sua cabeça, reforça a sua identidade como parente de
determinada divindade. Fora do espaço sagrado, lhe é proibido ingerir essas mesmas
substâncias. Mas o seu corpo também é um espaço, que pelo cumprimento dos preceitos é
constantemente mantido em condições de se tornar receptáculo da divindade. Por isso tem de
abster-se de ingerir comidas rejeitadas pelo seu orixá, e até mesmo aproximar-se delas.
Quebrar quizila, nessa perspectiva, é praticamente uma autodestruição. Faz mal. A pessoa
adoece. Mas, ao mesmo tempo, pode-se aplicar à construção do corpo a mesma visão dialética
que se foi afirmado com tanta nitidez em relação à construção do mundo. Aqui também a
transgressão destrói e reforça limites, de modo realmente tangível, porque passam pelo corpo,
e simbólico também, pois redundam na afirmação de identidade mítica.

O QUE SÃO "QUIZILAS" DOS ORIXÁS?

Kizila ou Èèwò

Tudo aquilo que provoca uma reação contrária ao axé, dá-se o nome de quizila ou èèwò, ou
seja, são as energias contrárias a energia positiva do orixá. Estas energias negativas podem
estar em alimentos, cores, situações, animais e até mesmo na própria natureza.
Como algumas kizilas ou èèwò dos orixás, tem-se:
*Exu - água e mel em excesso
*Ogum - quiabo
*Oxóssi - mel de abelha
*Oyá - abóbora
*Oxalá - dendê, carvão e vinho da palma

A quizila é uma forma de reação negativa que atinge as pessoas, quer seja fisicamente,
causando algum mal estar ou gerando algum transtorno na vida pessoal. Acontece quando
comemos ou fazemos algo que não devemos; todos os orixás têm suas quizilas e seus filhos
devem respeitá-las.
A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma alergia natural, a qual se manifestará
imediatamente. No entanto, a mais perigosa é aquela reação alérgica que não é imediata.

Os iniciados sabem o que devem respeitar, embora existam casos de desconhecimento


decorrente de uma iniciação mal feita. As proibições mais comuns são determinadas comidas,
temperos, folhas, bebidas, cores, etc. Todo iniciado (feito no santo) convive com as quizilas
(èèwò), que são certas proibições determinadas pelo orixá, "dono da cabeça" do filho ou filha
de santo.

Exemplo: Quizilas de Iansã - Abóbora


Na verdade o que Iansã tem pela abóbora não é bem quizila, a quizila é para os filhos desta.
Iansã tem pela abóbora GRATIDÃO.
Conforme uma determinada lenda, normalmente contada nos candomblés, Iansã quase foi
morta por um carneiro que a traiu chamando inimigos de Oyá para que a matassem, e para
fugir destes Iansã precisou se esconder no meio de uma plantação de abóboras por toda uma
noite disfarçada como tal, e por gratidão de ter escapado da morte jurou nunca mais comer
abóbora, carneiro, lagartixa.

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
4

MAIS QUIZILAS:

É tudo aquilo que o nosso anjo da guarda rejeita, por qualquer motivo peculiar, que por vezes
desconhecemos. Existem as quizilas da própria Nação de Ketú e as de cada Orixá. As principais
delas são:

- Não passar atrás de corda de animal


- Não deixar passar com fogo nas nossas costas
- Não pagar nem receber dinheiro em jejum
- Não passar embaixo de escadas
- Não comer abóbora
- Não comer peixe de pele (só comer peixe de escamas)
- Não comer caranguejos
- Não comer siri
- Não comer muçum ou arraia (quizila de Oxum)
- Não comer cajá
- Não comer carambola (pertence à Egun)
- Não comer fruta-do-conde ou sapoti
- Não comer abacaxi (quizila de Omolu)
- Evitar comer carne de porco (quizila de Omolu)
- Evitar manga-espada (quizila de Ogum)
- Evitar manga-rosa (quizila de Iansã)
- Evitar tangerina (quizila de Oxóssi)
- Não comer caça (quizila de Oxóssi)
- Não comer carne nas segundas e sexta-feira
- Usar roupa branca nas segundas e sextas-feiras
- Evitar carne de pato (quizila de Iemanjá)
- Evitar carne de ganso (quizila de Oxumarê)
- Não comer carne de pombo ou galinha D'angola
- Não ter em casa penas de pavão (tiram a sorte)
- Não varrer casa à noite
- Evitar coco (quizila de Oxóssi)
- Evitar melancia (quizila de Oxum)
- Evitar fubá de milho (quizila de Oxóssi)
- Não pregar botão em roupa no corpo
- Não usar roupas pretas ou vermelhas
- Evitar cemitérios
- Não comer a comida queimada do fundo das panelas
- Evitar aipim ou mandioca (pertencente à Egun)
- Não comer bertalha
- Não comer taioba (quizila de Nanã Buruquê)
- Não comer pepino
- Não comer amora
- Não comer das folhas do jambo
- Não comer jaca
- Evitar ovos (quizila de Oxum)
- Não comer as pontas: cabeças, pés e asas de aves
- Não jurar pelo santo, nem pedir mal aos outros

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
5

- Nunca se fala cuscuzeiro nem cuscuz, para não revoltar Obaluayiê e Omolu fala-se agerê e
bolo branco. Filho de Oxóssi não come milho vermelho, nem milho verde.

Seguindo este preceito, só dependerá de você ter uma vida melhor consigo mesmo e com os
demais que lhe rodeia.

As principais são:

O Filho de Santo ou Yao ao chegar ao Templo, o procedimento correto é:

a) Amarrar um pano no peito (mulheres);

b) Ir direto para a cozinha beber um copo de água para esfriar o corpo da rua, sem fazer
paradas, não falar com ninguém para bater - papo e colocar a fofoca em dia;

c) Ter tomado o seu banho de defesa e ir trocar sua roupa;

d) Saudar Exú e o Orixá chefe da casa, bater cabeça no Peji, e pro pai(s) ou zelador(es) da casa;

e) Tomar a benção a TODOS os seus irmãos, sendo mais velhos e mais novos, de acordo com a
ordem iniciática. Agora sim, caso não haja nada em que se possa ajudar (muito embora seja
impossível, pois em uma casa de santo sempre tem algo a ser feito), depois pode ir colocar seu
tricô em dia.

O Filho de Santo ou Yaô se vai dormir no Terreiro deve levantar antes do sol nascer ou junto
com o nascer do sol.

O Filho de Santo ou Yaô ao se levantar não deve falar com ninguém, deve antes lavar seu rosto
e boca, isso é para apagar os vestígios ou traços espirituais que eventualmente tivesse vindo
rondá-lo durante a noite a fim de colher nos seus lábios o mingau das almas numa possível
alimentação.

O Filho de Santo ou Yaô não deve falar mal e nem dar ouvidos aos que ensaie uma conversa
contra a casa de santo ou seus sacerdotes e sim enaltecer para agradar as forças de sua fonte.

O Filho de Santo ou Yaô não deve ocultar coisas que venha trazer prejuízo para a casa de
Santo, deve expor o fato em tom normal sem demonstração de disse-me-disse.

O Filho de Santo ou Yao não deve ouvir maldade e sim enaltecer sua casa.

O Filho de Santo ou Yao não deve fumar na frente de Seu Zelador, e dos mais velhos que visite
sua casa.

O Filho de Santo ou Yao nunca fica de pé em frente ao Pai de Santo e sim agachado, com a
cabeça baixa.

O Filho de Santo ou Yao nunca interrompe o Zelador quando estiver conversando com alguém.

Quando tiver visita no Templo ou Barracão (egbomis, ekedes, ogãs, zeladores), seja em dia de
festa ou em dia corriqueiro, é de bom-tom que os filhos se abaixem próximo a ele para dirigir a
palavra. Ai então disser AGÔ (Licença) e esperar ele dizer AGÔ YA. E de cabeça baixa, falar com
ele em tom de voz baixa.

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
6

O Filho de Santo ou Yao não deve se portar de maneira desairosa no terreiro, por que do seu
comportamento decorre a divulgação e o bom nome da casa.

O Filho de Santo ou Yao não deve falar mal da casa de santo (nem sua nem dos outros) e nem
de seus componentes, isso provocaria a ira do ORIXA e traz a certeza de um pagamento futuro,
a EXU a EGUN e as forças da natureza.

O Filho de Santo ou Yao não deve passar pelo seu pai de santo com a cabeça erguida, e sim um
pouco curvado para frente.

O Filho de Santo ou Yao só pode sentar em Apoti (Banquinho) mediante a autorização do seu
Zelador. (Somente filhos que cumpriram suas etapas espirituais podem sentar em Apoti)

O Filho de Santo ou Yaô não deve deixar dormir roupa em varal (pois Eguns a noite faz dela sua
morada)

O Filho de Santo ou Yao não deve sentar em soleira de porta.

O Filho de Santo ou Yao não deve passar embaixo de varal que tenha roupa intima, roupa de
baixo, mesmo que estas sejam suas.

Filho de Santo ou Yao não passa embaixo de escada.

O Filho de Santo ou Yao não deve pegar sol de Meio-dia, mesmo com cabeça coberta.

O Filho de Santo ou Yao não deve varrer a casa dos fundos para frente e sim da frente para os
fundos.

O Filho de Santo ou Yao não deve verter (Urinar) ou defecar, em rios, lagos, dentro de água,
poço ou cachoeira (locais Sagrados).

O Filho de Santo ou Yao não deve defecar em mato, em cima de plantas votivas.

O Filho de Santo ou Yao não deve cuspir em água de espécie alguma.

O Filho de Santo ou Yao deve sempre estar com o Ojá ou Alá (pano de cabeça) em sua cabeça.

O Filho de Santo ou Yao não deve entrar em cemitério, só em casos muito especiais, assim
mesmo com a cabeça coberta. E somente com a permissão de seu Zelador.

O Filho de Santo ou Yao não deve entrar em Igreja, hospital, matadouro, etc., só em casos
especiais, assim mesmo com a cabeça coberta. Somente com a permissão de seu Zelador.

O Filho de Santo ou Yao não deve ir à praia (Banho de Mar, areia, calçada, beira de praia, beira
de mar, casa de praia), sem ter suas obrigações em dia. E somente com a permissão de seu
Zelador.

O Filho de Santo ou Yao não carrega embrulho na cabeça.

O Filho de Santo ou Yao não deve ser descortês, nem mesmo entre os irmãos do terreiro e
com visitantes, e sim bastante paciente e educado.

O Filho de Santo ou Yaô não deve impor seus desejos, nem mesmo entre os irmãos de barco,
seus desejos ou vontades serão discutidos.

O Filho de Santo ou Yao não deve faltar com educação e cortesia para com todos aqueles que
nos batem à porta, seja ele conhecido ou não.

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
7

O Filho de Santo ou Yaô não deve tornar público as coisas que delas participarem em caráter
de segredo na casa de santo.

O Filho de Santo ou Yao não deve menosprezar os outros e nem se colocar em falso pedestal
de auto suficiente, e sim ser humilde.

O Filho de Santo ou Yao nunca, jamais, em tempo ou hipótese alguma, seja no seu Templo ou
barracão ou no barracão do alheio, deve-se sentar na mesma altura que o seu Zelador.

Ele já passou por vários sacrifícios para estar sentado confortavelmente ali.

Você ainda está no meio do caminho. Portanto, pra que querer sentar aonde você não
alcança? Mesmo que o dono da casa chame, cabe a você recusar

Filho de Santo ou Yao e abian não bebem nenhum líquido em copo de vidro dentro de seu
Templo ou no barracão do alheio. Deve-se esperar o bom e velho copinho de plástico ou então
a conhecida DILONGA, BAN ou CANEQUINHA DE ÁGHATA, como você preferir chamar. Copo de
vidro só quem tem direito é egbomi, ekedes, ogãs e zelador…

Terminou seu ajeum? Pegar seu pratinho e sua canequinha, não cai a mão e nem coça, sabia?
Infelizmente ainda não possuímos uma empregada que possa cuidar da limpeza geral
enquanto nós descansamos.

Como dissemos no item anterior, não temos uma empregada para limpar tudo.

Portanto, cada um deve se conscientizar e fazer a sua parte. Ficar protelando, esperando que
algum irmão de santo se encha da bagunça e vá arrumar por você não tem cabimento. Cada
um fazendo um pouco fica mais fácil e rápido.

Você trabalhou feito a escrava Isaura e se cansou? Acabou de fazer todo o serviço? Bem, agora
você pode pegar o seu maravilhoso APOTÍ e confortavelmente sentar-se nele. Como dissemos
no item 5, cadeiras, sendo com ou sem braço, só egbomis, ekedes, ogãs ou zeladores que
podem sentar. Existe uma variável do APOTI, que é a famosa ESTEIRA. Nela você pode se
sentar, se espichar e até relaxar seus ossos.

Em sua casa, quando você faz uma comemoração qualquer e é servida uma refeição, você sai
atacando o ajeum na frente de seus convidados? Acreditamos que não, né? Portanto, na casa
de santo é igual. Antes os mais velhos devem se servir, pra só depois os abians e yaos se
servirem. Isso é mais que uma regra é etiqueta. E você não vai querer ser um deselegante, não
é? Lembre-se: Estão sempre observando você...

As roupas emprestadas? Pois é, o pai de santo também não gosta. Portanto, que tal comprar
um belíssimo tecido de lençol e fazer uma baiana de ração básica pro dia-a-dia? Não sai caro e
fica uma gracinha. E você finalmente para de pegar a roupa do alheio emprestado. Não é
maravilhoso? Todos na casa contentes e felizes com suas devidas roupas.

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
8

E vai rolar a festa! O povo do Ketu, do Jeje, da Angola e até da Umbanda já mandou avisar e
convidar. Mas, e o dinheiro para comprar o ajeum e o otí do povo? Com certeza o Carrefour
não irá mandar as coisas de graça para o Templo ou o Barracão, nem o Mercadão Municipal
tão pouco irá dar os bichos e todo o material restante. Portanto, que tal se todos coçassem o
bolso um pouco e ajudassem?

Você acha que só por este local ser uma casa de santo, a CPFL, SAE ou ULTRAGÁZ irão fornecer
água, luz e gás de graça? É claro que não. Portanto, contribua sempre com a sua módica
mensalidade. Economizar um pouco na Skol e no cigarro no final de semana já irá ajudar muito
no Templo ou Barracão.

O mundo está em guerra, existe muita gente por aí passando fome. Portanto, por que
desperdiçar comida? Fazer a quantidade exata só para quem trabalhou dignamente e
contribuiu com este maravilhoso ajeum é o coerente, pois você não está no programa da Ana
Maria Braga para comer de graça. Por falar em Ana Maria Braga, lembre-se que você não é o
Louro José para dar palpites no Templo ou barracão. Se você tem alguma sugestão, leve-a
antes ao seu Zelador. Espalhar a corrupção sobre a Terra era coisa da novela.

Ficou cansado depois da festa? Nada de ir pegando sua bolsa e ir saindo de fininho. Lembre-se
da limpeza do Templo.

Roda de terreiro ou de candomblé, seja em sua casa ou na casa alheia, não é lugar de ficar de
cochicho e risinhos irônicos e não tão pouco paquerando. Se você quer fuxicar, vá para um
botequim.

Anágua encardida, só se for depois da festa. Antes, NUNCA, JAMAIS, NEM PENSAR! Devem ser
brancas como a neve, salve anágua de ráfia ou entretela.

Você, irmãozinho, que vê o mundo cor de rosa-choque com bolinhas amarelas, deve deixar
esta sua visão progressiva e moderna do lado de fora do Templo ou barracão.

Ali dentro você tem que ver tudo branco. O mesmo vale para as coleguinhas que veem tudo
azulzinho. Casa de orixá é para louvar e cuidar do Orixá, e não para arrumar casório.

Vai rolar um churrasquinho de gato na casa do seu coleguinha no meio da semana, no mesmo
dia de função do Templo ou barracão? Então, peça para ele guardar uma garrinha de carne
para você e venha cumprir suas obrigações junto a seus irmãos.

Se sua irmã de santo tem uma baiana mais humilde do que a sua, nada de ficar xoxando.
Lembre-se, o mundo dá muitas voltas e o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

Amanhã pode ser você com uma baiana de chita e ela com uma belíssima saia de rechilieu.

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
9

Caso assista fora do seu Templo ou barracão algo diferente do que ocorre em sua casa, nada
de ficar xoxando e chamando de marmoteiro. Você não é o dono da verdade e nem ninguém o
é. O que pode parecer maluquice pra você, pode não ser pro próximo. Não é errado, é
diferente de sua casa. Além do mais, comentários sempre são feitos depois. Vai que tem
alguém conhecido escutando?

Ninguém tem mais ou menos santo que ninguém. Isso é regra. Sempre.

Respeito é bom e conserva os dentes. Portanto, deve-se pensar duas vezes antes de envolver
os Zeladores e irmãos mais velhos em determinadas brincadeiras de mau-gosto. Apelidos e
avacalhações são da porta do Templo ou barracão pra fora. Além do mais, a próxima vítima
pode ser você.

Roupas de trabalhos são: saia comprida, camisú e pano da costa. Shortinhos e tops devem ser
usados somente pra ir ao baile funk.

Sempre que for servir alguém mais velho de santo, deve-se levar o pedido numa bandeja ou
prato e abaixar-se para servir.

Benção foi feita para ser trocada. Sempre que você pede a benção, você está na realidade
pedindo a bênção ao Orixá da pessoa, e não a ela própria. Portanto, todos devem trocar a
benção, mais velhos com mais novos e vice-versa.

Quando você estiver em uma roda de pessoas dentro da sua casa de santo ou de outro Templo
ou barracão qualquer, abaixe o seu ori e peça a benção até o periquito que estiver chegando,
você não sabe quem é ele e ele pode ser bem mais velho que você, um tio de santo ou
qualquer outro egbomi, é preferível você pedir a benção a alguém mais novo do que errar
passando por cima dos mais velhos.

Lembre-se -se que para seu Zelador, seremos sempre Filho de Santo ou YAOS. (Como para
nossa Mãe carnal, seremos sempre crianças).

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
10

AKÀSÀ, ACAÇÁ OU EKÓ: 

As definições mais elementares do acaçá, dizem que se trata de uma pasta de milho
branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de bananeiras. A definição
é correta, mas extremamente superficial, já que o acaçá é de longe a comida mais
importante do candomblé. Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas
envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.

Todos os Orixás, de Exú à Oxalá, recebem acaçá. Todas as cerimonias, do ebó mais
simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagem,
em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé, só acontece com a presença do
acaçá. A pasta branca à base de milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida
na folha de bananeira, aí sim, será acaçá. O acaçá, é um corpo, símbolo de um ser. A
única oferenda que restitui e redistribui o axé. O acaçá remete ao maior significado
que a vida pode ter: a própria vida; e por ser o grande elemento apaziguador, que
arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a
comida e predileção de todos os Orixás. 

Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um acaçá.
Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos
julgaram insignificantes, a comida mais importante do candomblé, banalizando o
sagrado e privilegiando a intuição ao fundamento. Fato é que quem não faz um bom
acaçá, não pode ser considerado um bom conhecedor de candomblé; pois, as regras e
diretrizes da religião dos Orixás nunca foram ditadas pela intuição. 

Constituem grandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos de tradição.


Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas, fundamento sim, e
fundamento se aprende. Fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado,
o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orixá. Aqui o
grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os irás sem a
presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz. Quando ofertado e
retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Oxalá que agrada a todos os
orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento,
juntamente com o boi e a água, antes de qualquer sacrifício.

O acaçá deve permanecer fechado, imaculado até o momento de ser entregue ao


Orixá, só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a
hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. E
o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha de bananeira, é o que mantém um terreiro
de candomblé, de pé.

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
11

"NÃO EXISTE ACAÇÁ QUE NÃO SEJA ENROLADO NA FOLHA DE BANANEIRA!"

AMALÁ
12 - são os caminhos de xangô
12 - são os caminhos de Ayrá
9 - são os ayrás
12 - maneiras de realizar
Um amalá no Ketu e literalmente diferente de demais nações
Há nações e cultos que o quiabo, pertence a Egúgún por Xangô na forma
De Igbarú, ter sido um ótimo Ojé kourikore.
E o mesmo aboli o uso ritualístico de amalá em seu culto, ofertando o benjirí unjé.
O ritual votivo de amalá começou ser regra e obrigatório em uma casa de axé a partir
do momento que os negros de Oyó que aqui chegaram e se mesclaram a outras
nações impuseram a importância de Xangô e seu ritual, então para tal ritual e
necessário ter todas a deidades do fogo assentadas e encantadas
Como a família de xangô (idilê inã).
Pois um amalá rodado equivocado pode trazer malefícios e desespero, além de travar
o caminho das pessoas que vão ao ritual
Observação amalá a Ayrá todos são diferentes
Amalá a Xangô também e diferente e só recorre a 11 caminhos
Sendo assim vale lembrar e ressaltar que Igbarú não come da iguaria, fazendo mal a
ele.
Lembrando todo ritual dentro da nação Alaketú.
Sendo assim ojó orú (quarta - feira e dia de culto a xangô e sua corte)
Obá, Oyá, Ayrá.
Obá nisé kawô kabiesile Sango Mobonã .

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
12

Berê
(Ogun)
Berê, Berê erun abaça rezin
Berê, Berê abaça erezin neuãn
Ozin Berê Berê Oxumarê
Berê, Berê abaca erezin neuãn

(Oxóssi)
Nadô. Nadô Igô
Igô lazan andô
Nadô. Nadô Igô
Igô lazan andô
Nada ê nadô igô dungé mazuelo
Nada ê nadô igo dungé mazuezan

(Omulú)
Xapade, Xapade
Mafaô, mafaô
Arobô conge, conge
Injé nadô

(Xangô)
Oba laô tuzue boi Oxun
Oba laô tuzue boi Osun
Alaô eyn
Otun kobá, bia runkó
Tata kavi, lovi ô inaco
Ora elê, suanlê suan
O Ora elê, suanlê suan
Otuzuê obiosun
tuzuê obiosun

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
13

(Oyá)
Taxuê Nadô
Taxuê nadô Oyá
Taxuê Nadô
Taxue nado”Oyá
Bessen era de ajáfó orudé
Erun quere befan
Erun quere befan
Erun queran Iyá
Erun queran Iyá

(Iemanjá)
Oninjáfó, Oninjá
Oninjáfó, Oninjá
Arabô Labô meje
Goro, goro sarum
Axelebele bele corooo
Goro, goro sarum
Axelebele bele corooo

(Nanã)
Nanã che nun che
Unque ronkó
Hum, hum, hum
Nanã che nun che
Unque ronkó
Hum, hum, hum
Nanã che nun che
Unque ronkó
Hum, hum, hum

(Oxalá)

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]
14

Babalaxé ninléum uim


Babalaxé ninléum á
Oju mamã Babalaxé
Eu yin

Fala Vodunce

[Digite aqui] Ilê Asè Ajagunan & Terreiro de Umbanda Zé do Coco. [Digite aqui]

Você também pode gostar