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A HEGEMONIA ECONOMICA BRITANICA

Segunda metade do seculo XVIII:


- período de intensa prosperidade económica;
- a agricultura, industria, comercio e banca registaram um desenvolvimento notável;
-estes progressos aliados as vitorias militares impuseram a hegemonia britânica sobre o velho continente e
mundo colonial.

Condições do sucesso Inglês:

- inovações agrícolas
- surto demográfico
- urbanização
- criação de um mercado nacional e melhoramento do mercado interno
-desenvolvimento industrial
- sucesso na luta contra França e Holanda
- estabilidade financeira
- sistema politico liberal
- arranque industrial

Os progressos agrícolas :
Em 1700 a agricultura ocupava pelo menos quatro quintos da mão de obra disponível.
Constituía o sector chave ao qual o mercantilismo dera muito pouca atenção
No séc. XVIII uma nova teoria económica, Fisiocratismo, pôs em relevo a importância da agricultura.
Considerava-a a base económica das nações.
(…)

A criação de um mercado nacional:

Pelo efeito conjugado do aumento demográfico e da urbanização, o mercado interno britânico não se privou de
expandir
Ao crescente numero de consumidores juntava-se a inexistência de alfandegas (encareciam e dificultavam o
transporte de mercadorias).
Criou-se assim um mercado nacional, unificado, onde os produtos e a mão de obra podiam circular livremente
(livre iniciativa)
Com o objetivo de diminuir os custos de circulação Inglaterra empenhou-se no melhoramento dos transportes:
- construíram um complexo sistema de canais
- Ampliaram as redes de estradas (melhoramento do piso)
Este desenvolvimento favoreceu a criação de um mercado nacional e proporcionou a necessária ligação entre as
regiões do interior e as cidades portuárias, articulando consumos e produções internas com o extenso mercado
colonial inglês.

O Crescimento Demográfico e a Urbanização :

O crescimento demográfico atingiu especialmente a Inglaterra, relacionado com a prosperidade deste pais, este
fenómeno foi, ao mesmo tempo um resultado e fator do desenvolvimento económico
Os progressos tecnológicos da agricultura permitiram ao pais a abundancia e a criação de postos de trabalho que
fazem aumentar a nupcialidade e o numero de nascimentos , o retrocesso da morte e por sua vez o crescimento
populacional, estimulando assim o consumo e fornecendo assim mão de obra a vários sectores.
A economia e a população partilhavam o mesmo dinamismo e influenciavam-se mutuamente.
Para alem do crescimento demográfico, registou-se uma migração elevada para os centros urbanos que
absorveram toda a mão excedentária dos campos. O numero de habitantes nas cidades triplicou.
Enquanto no resto da europa a urbanização progride lentamente, em Inglaterra configura-se já uma nova
geografia humana que marca a era industrial.
Nas palavras do Historiador Fernand Braudel ‘’tudo lá vai dar; tudo de lá sai de novo, quer para o mercado
interno, quer para fora ‘’

O alargamento do mercado interno ( ainda não fiz)


O sistema financeiro ( ainda não fiz )

O ARRANQUE INDUSTRIAL
O processo da industrialização iniciou-se em Inglaterra, na 2ª metade do seculo XVIII, sob o efeito conjugado :

- dos avanços agrícolas


- da dinâmica demográfica
- do alargamento dos mercados
- da capacidade empreendedora dos ingleses
- e dos avanços tecnológicos

Uma cadeia de inovações revolucionou a industria. Os desequilíbrios na produção só podiam ser corrigidos
através de novos inventos e adaptações.
O mundo em que vivemos hoje mostra-nos bem que uma vez desencadeada ‘’ a inovação tecnológica e um
processo que tende a acelerar-se ‘’.

O sector Algodoeiro ( Industria Têxtil ) :


O sector algodoeiro foi impulsionado por:

- o aumento da procura (interna e externa);


- a abundancia de matéria-prima.
Mecanismo simples que
O ciclo terá começado com a invenção da lançadeira volante por John Kay. Permitia aumentar a largura
Uma vez difundida não tardou que escasseasse o fio. Dos tecidos e multiplicava
Uma nova maquina de fiar veio solucionar o problema, a Jenny. Por 10 a produtividade
Permitia a uma só fiadeira trabalhar sete ou oito fios ao mesmo tempo .
Mais tarde esse numero elevou-se para 80 fios, o que provocou um novo Inventada por J. Hargreaves (1765)
desequilíbrio entre as duas fases produtivas , desta vez inverso.
A dinâmica adquirida refletiu-se em novos melhoramentos :

- na tecelagem ( teares mecânicos ); Originando um inédito aumento da


- na fiação; produtividade e produção
- na estampagem.

Em 1780, a industria algodoeira britânica transformava 5 milhões de libras de algodão bruto; dez anos mais tarde
esta cifra elevava-se para 15 milhões; duplicando assim sucessivamente.
‘’ Se houve take off (arranque industrial) a seguir a 1787, o algodão foi efetivamente o responsável.’’ Fernand Braudel
A simplicidade das primeiras maquinas têxteis e o seu reduzido custo permitiram o estabelecimento inicial de
pequena empresas, transformando os pequenos artesão mais expeditos em industriais bem sucedidos.
A Metalurgia :

O desenvolvimento do sector têxtil foi acompanhado pelo da metalurgia


Que se tornava indispensável aos progressos da industrialização pois:

- fornecia maquinas e outros instrumentos;

Abraham Darby , ferreiro de Birmigham, resolveu o problema do combustível necessário a este sector
utilizando coque em vez de carvão vegetal.
O uso de coque não exigia o uso de madeira que levava ao abate maciço de arvores e por sua vez colocava
uma entrave à expansão da industria.
Melhoramentos introduzidos na fundição :
- melhor capacidade calorífica ; (coque)
- aplicação de foles para a ventilação dos altos-fornos;
- (…)
permitiram

- Melhorar a Qualidade ; Ferro mais barato


-Aumentar a Produção; e resistente

O ferro começou a substituir outros materiais.


No seculo XIX o crescimento deste sector intensificou-se, ultrapassando o têxtil e tornando-se assim no
principal sector industrial
1ª construção em ferro : Século XVIII, Inglaterra – Ponte de CoalBrookdal

A Força a Vapor:

Em todo este processo de modernização coube ao escocês James Watt um papel central.
Procurava-se aproveitar a força expansiva do vapor como força motriz.
No entanto, permaneciam por resolver os diversos problemas técnicos, as poucas maquinas existentes pouca
aplicação tinham.
Em Glasgow, watt foi chamado para reparar uma maquina de Newcomen, engenho a vapor utilizado para
bombear a agua das minas.
A partir de então este escocês aplicou-se a conceber uma ‘’ bomba de fogo ‘’ sem os defeitos das anteriores.
A maquina a vapor de James Watt constituiu o 1ºmotor artificial da Historia. Com ela foi possível:

- Mover teares , martelos, locomotivas.. todo o tipo de maquinismo que anteriormente dependiam do
trabalho humano ou da força da Natureza.

A manufatura cederá lugar à maquinofatura


Um tempo de mudança:

Conhecidas como Revolução Industrial, as transformações tecnológicas, estenderam-se muito para alem do
sector económico, criaram um mundo novo, profundamente diferente das sociedades que estudamos
anteriormente.
Consequências da Revolução Industrial:

- As cidades cresceram, devido à migração de camponeses para as cidades;


- A burguesia industrial ( nova classe ) elevou-se ao topo das sociedades e do poder politico, impondo os seus
valores, cultura, e forma de viver;
- Os transportes aceleraram-se e encurtaram a distancia;

Pioneiros de todas estas transformações a Grã-Bretanha guiou a Europa em direção a uma nova época, a do
capitalismo industrial.

PORTUGAL – DIFICULDADES E CRESCIMENTO ECONOMICO

Século XVII:
Passa-o o nosso país sob o signo das dificuldades económicas, que procura resolver implementando medidas
protecionistas.

Século XVIII:
Desafogo financeiro breve, mas intenso, devido à descoberta do ouro no Brasil.
No fim do seculo é a politica económica do Marques de Pombal que dá os seus frutos.

Vive-se um período de acentuada prosperidade

Da Crise Comercial Dos Finais Do Século XVII à Apropriação do Ouro Brasileiro pelo Mercado Britanico:

No século XVII Portugal vivia sobretudo da reexportação dos produtos coloniais (açucar,tabaco,especiarias)
Em meados do seculo os Holandeses, expulsos do Brasil, transportaram para as Pequenas Antilhas as técnicas
de produção de açúcar e tabaco