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DIREITO PENAL anterioridade, não se aplica às medidas de

segurança, que não possuem natureza de pena,


PRINCÍPIOS GERAIS
pois a parte geral do Código Penal apenas se
1. O princípio da legalidade não impede que o refere aos crimes e contravenções penais.
juiz apene o acusado criminal com base nos
11. É possível a aplicação do princípio da
costumes e que o legislador vote norma penal
insignificância nos crimes contra a
sancionadora de coação direta, impondo desde
administração pública, desde que o prejuízo
logo a pena, sem julgamento.
seja em valor inferior a um salário mínimo.
2. O princípio da reserva legal aplica-se, de forma
absoluta, às normas penais incriminadoras,
excluindo-se de sua incidência as normas APLICAÇÃO DA LEI PENAL
penais não incriminadoras.
12. Aldo, um agente penalmente capaz, praticou,
3. A analogia, cuja utilização é vedada no direito em 21/4/2004, conduta que ficou configurada
penal, constitui método de integração do como criminosa por lei que entrou em vigor no
ordenamento jurídico. dia 22/4/2004.
4. É legítima a criação de tipos penais por meio Nessa situação, essa lei deve ser aplicada e
de decreto. motivará a punição de Aldo.
5. Na legislação pátria, adotou-se o critério 13. Segundo o direito penal, a fato praticado
bipartido na definição das infrações penais, ou durante a vigência de lei excepcional, quando
seja, estas se subdividem em contravenções findo o período de sua duração ou quando
penais e crimes ou delitos, inexistindo cessarem as circunstâncias que a
diferença conceitual entre as duas últimas determinaram, não mais se aplica a lei
espécies. excepcional.
6. Na resolução de desavenças e lides surgidas na 14. De acordo com o direito penal, a aplicação de
comunidade, o legislador deve basear-se, nova lei, no caso de esta estabelecer nova
primeiramente, na lei penal. causa de diminuição de pena e nova causa de
aumento para um tipo penal incriminador
7. A fixação de crimes, incluindo-se a criação de
existente, deve ser afastada a fato ocorrido
figuras típicas e a estipulação de sanções, pode
antes de sua vigência, ainda que em benefício
ser realizada por lei ou mediante a
do réu.
interpretação dos princípios gerais de direito.
15. A lei penal não retroagirá para abranger
8. O princípio da legalidade é parâmetro fixador
situações consolidadas sob a vigência de
do conteúdo das normas penais
legislação anterior, ainda que não haja
incriminadoras, ou seja, os tipos penais de tal
sentença condenatória a elas referente.
natureza somente podem ser criados por meio
de lei em sentido estrito. 16. Situação hipotética: Um crime foi praticado
durante a vigência de lei que cominava pena de
9. Em relação à aplicabilidade da norma penal
multa para essa conduta. Todavia, no decorrer
incriminadora, admite-se a interpretação
do processo criminal, entrou em vigor nova lei,
extensiva e a analogia, para assegurar que
que, revogando a anterior, passou a atribuir ao
determinados fatos, assemelhados aos
referido crime a pena privativa de liberdade.
descritos na norma criminal sancionadora,
Assertiva: Nessa situação, dever-se-á aplicar a
ainda que não previstos expressamente na
lei vigente ao tempo da prática do crime.
legislação penal, não fiquem sem punição.
17. Manoel praticou conduta tipificada como
10. O princípio da legalidade, que é desdobrado
crime. Com a entrada em vigor de nova lei,
nos princípios da reserva legal e da
esse tipo penal foi formalmente revogado, mas
a conduta de Manoel foi inserida em outro tipo CONCEITO DE CRIME
penal. Nessa situação, Manoel responderá pelo
25. A infração penal é gênero que abrange como
crime praticado, pois não ocorreu a abolitio
espécies as contravenções penais e os crimes,
criminis com a edição da nova lei.
sendo estes últimos também identificados
18. Por adotar a teoria da ubiquidade, o CP reputa como delitos.
praticado o crime tanto no momento da
26. Considera-se crime toda ação ou omissão
conduta quanto no da produção do resultado.
típica, antijurídica e culpável.
19. A revogação de um tipo penal pela
27. As contravenções são espécies de infrações
superveniência de lei descriminalizadora
penais que se distinguem dos crimes em razão
alcança também os efeitos extrapenais de
da gravidade dos fatos descritos e das
sentença condenatória penal.
penalidades previstas. Assim, para os crimes,
20. Com base na teoria da atividade, aos crimes o legislador comina as penas de reclusão,
permanentes e continuados pode ser aplicada detenção e multa, enquanto que para as
nova lei, ainda que mais severa. contravenções são cominadas as penas de
prisão simples e multa.
21. Sob a vigência da lei X, Lauro cometeu um
delito. Em seguida, passou a viger a lei Y, que, 28. Nos crimes materiais, conduta, resultado,
além de ser mais gravosa, revogou a lei X. tipicidade e nexo causal entre conduta e
Depois de tais fatos, Lauro foi levado a resultado constituem elementos do fato típico.
julgamento pelo cometimento do citado delito.
29. Um dos elementos do fato típico é o nexo
Nessa situação, o magistrado terá de se
causal entre a conduta e o evento, que inexiste
fundamentar no instituto da retroatividade em
nos crimes formais.
benefício do réu para aplicar a lei X, por ser
esta menos rigorosa que a lei Y. 30. Nos crimes omissivos próprios e impróprios,
não há nexo causal, visto que inexiste resultado
22. O princípio da ultratividade da lei penal refere-
naturalístico atribuído ao omissor, que
se à aplicação da lei mais benéfica para fatos
responde apenas por sua omissão se houver
ocorridos antes e depois de sua vigência.
crime previsto no caso concreto.
23. Suponha que Leôncio tenha praticado crime de
estelionato na vigência de lei penal na qual
fosse prevista, para esse crime, pena mínima
de dois anos. Suponha, ainda, que, no
transcorrer do processo, no momento da
prolação da sentença, tenha entrado em vigor
nova lei penal, mais gravosa, na qual fosse
estabelecida a duplicação da pena mínima
prevista para o referido crime. Nesse caso, é
correto afirmar que ocorrerá a ultratividade da
lei penal.
Gabaritos:
24. No que diz respeito ao tema lei penal no tempo,
a regra é a aplicação da lei apenas durante o 1-E; 2-C; 3-E; 4-E; 5-C; 6-E; 7-E; 8-C; 9-E; 10-E; 11-E;
seu período de vigência; a exceção é a extra 12-E; 13-E; 14-E; 15-E; 16-C; 17-C; 18-E; 19-A; 20-C; 21-
atividade da lei penal mais benéfica, que E; 22-E; 23-C; 24-C; 25-C; 26-C; 27-C; 28-C; 29-C; 30-E.
comporta duas espécies: a retroatividade e a
ultra-atividade.