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LV
IA
FE
RR
EI
RA
DO
PR
AD
O
-0
13
47
86
71
80
-S
IL
VI
A
FE
RR
EI
RA
DO
DO
SUMÁRIO

RA
EI
Teoria do Crime – Fató Típico – Parte II.........................................................3

RR
6. Resultado.............................................................................................. 3
6.1 Resultado Naturalístico.......................................................................... 3

FE
6.2 Resultado Normativo (Jurídico)............................................................... 4

A
6.3 Classificação dos Crimes quanto ao Resultado Produzido............................ 4

VI
7. Relação de Causalidade | Nexo Causal....................................................... 6

IL
7.1 Teoria da Equivalência dos Antecedentes (Causalidade Simples).................. 6

-S
7.2 Concausas........................................................................................... 8

80
7.2.1 Absolutamente Independentes............................................................. 9
71
7.2.2 Relativamente Independentes ............................................................. 10
Teoria da Causalidade Adequada (Teoria da Condição Qualificada ou
86

Teoria Individualizadora)............................................................................. 13
47

7.3. Teoria da Imputação Objetiva................................................................ 14


13

7.4 Causalidade Simples e Imputação Objetiva............................................... 17


-0

7.5 Nexo Causal nos Crimes Omissivos.......................................................... 19


O

8. Tipicidade Penal...................................................................................... 20
AD

8.1 Tipicidade Formal.................................................................................. 20


8.2 Tipicidade Material ............................................................................... 20
PR

8.3 Tipicidade Conglobante.......................................................................... 21


DO

Questões de Provas Anteriores – Lista I......................................................... 24


Gabarito – Lista I....................................................................................... 27
RA

Questões de Provas Anteriores Comentadas – Lista I....................................... 28


EI

Questões de Provas Anteriores – Lista II........................................................ 34


RR

Gabarito – Lista II...................................................................................... 41


Questões de Provas Anteriores – Lista III...................................................... 42
FE

Gabarito – Lista III..................................................................................... 49


IA
LV
SI
DIREITO PENAL
Teoria do Crime | Fato típico – Parte II
Professores Carlos Alfama e Paulo Igor

DO
TEORIA DO CRIME

RA
FATO TÍPICO – PARTE II

EI
RR
Direito Penal
Professores Carlos Alfama e Paulo Igor

FE
A
6. RESULTADO

VI
IL
Da conduta praticada pelo agente, dois resultados podem surgir: o resultado

-S
naturalístico e o resultado normativo.

80
71
6.1 Resultado Naturalístico
86
47

É a modificação do mundo exterior perceptível pelos sentidos.


13

Perceba que nem todo crime produz um resultado naturalístico, afinal não são
-0

todas as condutas criminosas que geram essa alteração no mundo exterior.


O

EXEMPLO
AD

No caso de um homicídio (art. 121 do Código Penal), podemos facilmente


PR

observar uma alteração no estado das coisas antes e após a prática delituosa. A
vítima que estava viva, depois da conduta criminosa, se encontra morta.
DO

O mesmo ocorre no caso de uma lesão corporal (art. 129 do CP), A vítima que
estava em perfeitas condições físicas, agora apresenta hematomas e escoriações
RA

pelo corpo, por exemplo.


EI

Entretanto, em determinados crimes, não percebemos nenhuma alteração


perceptível pelos sentidos, como ocorre no caso da violação de domicílio (art.
RR

150 do CP). Quando um agente permanece no interior de casa alheia contra a


FE

vontade de seu proprietário, temos o crime de violação de domicílio, mas nenhuma


alteração no mundo exterior é percebida.
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DO
6.2 Resultado Normativo (Jurídico)

RA
É a lesão ou perigo de lesão aos bens jurídicos tutelados pelo Direito Penal.

EI
Em relação ao resultado normativo, podemos afirmar que todo e qualquer

RR
crime praticado no nosso ordenamento o produzirá.

FE
E isso pode ser explicado pelo famoso princípio da “exclusiva proteção dos

bens jurídicos”, segundo o qual a única razão de existir do Direito Penal é a proteção

A
VI
de bens jurídicos que não são devidamente protegidos pelos outros ramos do Direito.

IL
Por essa razão, até mesmo aqueles crimes que não possuem um resultado

-S
naturalístico, produzem resultado normativo. Peguemos o exemplo acima narrado:

80
71
No caso do homicídio, o resultado normativo é a lesão ao bem
86

jurídico “vida”.
47

Na lesão corporal, o resultado normativo é a lesão ao bem jurídico


“integridade física”.
13

E, por fim, no caso da violação de domicílio (que não gera resultado


-0

naturalístico), o resultado normativo produzido é a lesão ao bem


jurídico “liberdade individual”.
O
AD

RESUMINDO: todo crime produz um resultado normativo,


mas nem todo crime produz resultado naturalístico.
PR

6.3 Classificação dos Crimes quanto ao Resultado Produzido


DO
RA

Quanto ao resultado naturalístico, os crimes podem ser classificados como:

crime material, crime formal e crime de mera conduta.


EI
RR
FE
IA
LV

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SI
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DO
CRIME FORMAL OU CRIME DE MERA
CRIME
DE CONSUMAÇÃO CONDUTA OU CRIME
MATERIAL

RA
ANTECIPADA DE ATIVIDADE

Apesar de possuir um resultado

EI
naturalístico, não exige a sua Não possui um resultado

RR
Exige a produção realização para que se alcance naturalístico. Se consuma
de um resultado sua consumação. com a simples prática da
naturalístico conduta.

FE
para a sua
consumação. Exemplo: art. 158 – Extorsão.

A
O agente pode conseguir a Exemplo: art. 150 –

VI
vantagem econômica indevida Violação de domicílio.
Exemplo: art. 121 que buscava (resultado Não há nenhum resultado

IL
– Homicídio. naturalístico), mas isso não é naturalístico previsto para
necessário para que o crime o crime.

-S
esteja consumado.

80
Quanto ao resultado normativo, os crimes podem ser: de lesão ou de perigo.
71
CRIME
86

DE CRIME DE PERIGO
LESÃO
47

O bem jurídico não é efetivamente atingido, mas tão somente


13

exposto a risco pelo agente delituoso.


-0

PERIGO CONCRETO PERIGO ABSTRATO


Ocorre uma
O

efetiva le- O perigo a que foi exposto o O perigo gerado pela con-
AD

são ao bem bem jurídico deve ser prova- duta do agente é presumido
jurídico do. pela lei, não sendo necessá-
Ex: art. 309 do CTB – diri- rio, portanto, demonstrá-lo.
PR

tutelado.
Exemplo: gir sem habilitação gerando Ex: art. 306 do CTB – dirigir
lesão cor- perigo de dano. sobre o efeito de álcool ou
DO

poral, em Nesse caso, o perigo a ter- substâncias psicoativas.


que a in- ceiros deve ser comprova- Nesse caso, ainda que o
do, por exemplo, deve-se condutor tenha respeitado
RA

tegridade
física é efe- demonstrar que o condutor todas as normas de trânsito
furou um sinal vermelho ou e não tenha gerado nenhum
EI

tivamente
atingida. circulou na contramão da perigo concreto a terceiros,
RR

via quase colidindo contra presume a lei que o simples


terceiros, subiu no passeio fato de conduzir veículo em-
FE

quase acertando pedestres briagado gera risco a coleti-


etc. vidade.
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DO
7. RELAÇÃO DE CAUSALIDADE | NEXO CAUSAL

RA
O nexo causal é o elemento do fato típico que faz a ligação entre a conduta

EI
praticada pelo agente e o resultado dela proveniente. É a ponte de ligação entre os

RR
dois elementos analisados anteriormente (conduta e resultado).

FE
O CP dispõe, em seu art. 13:

O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável

A
a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o

VI
resultado não teria ocorrido.

IL
-S
Prevalece na doutrina o entendimento de que o “resultado” a que se refere o

art. 13 acima transcrito é especificamente o resultado naturalístico.

80
71
ATENÇÃO
86

Partindo-se da premissa de que o Código Penal se refere apenas ao


47

resultado naturalístico no seu art. 13, caput, e tendo por base a expressão acima
13

grifada “resultado, de que depende a existência do crime”, podemos concluir que a


-0

relação de causalidade somente tem relevância nos crimes materiais (aqueles que
O

dependem da produção de um resultado naturalístico), não sendo aplicável aos


AD

delitos formais ou de mera conduta.


PR
DO

7.1 Teoria da Equivalência dos Antecedentes (Causalidade Simples)


RA

Em regra, o ordenamento jurídico brasileiro adota a teoria da causalidade


EI

simples para estabelecer o nexo causal entre a conduta e o resultado delituoso.


RR

Para a teoria da equivalência dos antecedentes causais (também conhecida


FE

como teoria da equivalência das condições, teoria da condição simples, teoria da


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DO
condição generalizadora, da causalidade simples ou conditio sine qua non), causa é

toda ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

RA
Exemplo: João e Maria concebem um filho, Pedro. Pedro compra

EI
um revólver vendido por José (de maneira regular e permitida) e
mata seu desafeto Tiago com três disparos.

RR
Vejamos as condutas abaixo:

FE
a) João e Maria concebem Pedro, o homicida;

A
VI
b) José vende a arma do crime para Pedro;

IL
c) Pedro dispara contra a vítima com a intenção de matá-la;

-S
80
QUAIS DESSAS CONDUTAS SÃO CONSIDERADAS 71
CAUSAS DA PRODUÇÃO DO RESULTADO?
86

Conforme a teoria da equivalência dos antecedentes, todas as condutas acima


47

são consideradas causas da produção do resultado.


13
-0

CUIDADO!
O
AD

Obviamente, para que fosse possível imputar responsabilidade penal aos

envolvidos, deveríamos levar em consideração uma causalidade psíquica (análise


PR

de dolo ou culpa em cada uma das condutas praticadas). Afinal, o Direito Penal
DO

brasileiro não permite responsabilização penal sem que tenha havido dolo ou culpa

por parte do agente.


RA
EI
RR

Percebemos, portanto, que a imputação de responsabilidade penal não de-

pende apenas da causalidade simples entre a conduta do agente e o resultado


FE

lesivo produzido.
IA
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DO
Retomemos, então, o nosso exemplo dos disparos de arma de fogo efetuados

por Pedro. Imaginemos, naquele caso, a conduta de José, aquele que vendeu a arma

RA
de fogo utilizada na prática do crime.

EI
Deveria essa conduta ser considerada causa do delito? A resposta deve ser

RR
afirmativa, afinal, ao retirarmos essa conduta do contexto, concluímos que a morte

FE
da vítima não teria ocorrido (causalidade simples).

A
Entretanto, devemos fazer outra pergunta:

VI
SERIA POSSÍVEL IMPUTAR RESPONSABILIDADE PENAL

IL
AO AGENTE QUE VENDEU A ARMA DE FOGO?

-S
Nesse caso a resposta deve ser negativa, pois não havia dolo e nem culpa

80
nessa conduta no que se refere ao resultado morte da vítima, o que impede imputação
71
de responsabilidade penal ao agente, apesar de sua conduta ser considerada causa

objetiva do resultado.
86
47

Concluímos, portanto, que a conduta do vendedor da arma não é causa


13

do resultado morte produzido, pois, apesar de haver causalidade simples,

não existia causalidade psíquica. O mesmo ocorre em relação aos pais do


-0

homicida.
O
AD

7.2 Concausas
PR

Dentro do estudo do nexo causal, um dos assuntos mais importantes para


DO

provas de concursos públicos, sem sombra de dúvidas, é o estudo das concausas.


RA

Concausa é a convergência de uma causa externa à vontade do autor de uma

conduta e que influencia na produção do resultado por ele pretendido. As concausas


EI

se dividem em duas espécies: as absolutamente independentes e as relativamente


RR

independentes.
FE
IA
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DO
7.2.1 Absolutamente Independentes

RA
São as causas externas que não possuem nenhuma relação com a conduta

praticada pelo agente e que acabam produzindo autonomamente o resultado por ele

EI
desejado.

RR
Por essa razão, impedem a responsabilização do agente.

FE
Podem ser preexistentes, concomitantes ou supervenientes. Essa subdivisão

A
é feita com base na relação entre o momento em que a conduta foi praticada pelo

VI
IL
agente e o momento em que a causa absolutamente independente ocorreu.

-S
80
a) Preexistente: a causa absolutamente independente (a qual produziu
71
efetivamente o resultado) ocorre antes da conduta praticada pelo agente.
86

Exemplo: o agente efetua disparos contra a vítima, que havia


ingerido veneno 10 minutos antes e veio a morrer envenenada.
47

Causa absolutamente independente: porque o veneno não tem


13

vínculo algum com os disparos de arma de fogo.


-0

Preexistente: porque o veneno foi ingerido antes de o agente


efetuar os disparos de arma de fogo.
O
AD

Conclusão: como a conduta praticada pelo agente não foi a causa


do resultado morte, não é possível responsabilizá-lo por esse
PR

resultado. O agente responderá apenas por tentativa de homicídio!


DO

b) Concomitante: a causa absolutamente independente (a qual produziu

efetivamente o resultado) ocorre ao mesmo tempo da conduta praticada pelo agente.


RA

Exemplo: o agente efetua disparos contra a vítima no mesmo


EI

momento em que o teto desaba sobre ela. A vítima morre em


RR

razão de traumatismo craniano em função do desabamento.

Causa absolutamente independente: porque o desabamento não


FE

tem vínculo algum com os disparos de arma de fogo.


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DO
Concomitante: porque o desabamento foi concomitante aos
disparos de arma de fogo.

RA
Conclusão: como a conduta praticada pelo agente não foi a causa
do resultado morte, não é possível responsabilizá-lo por esse

EI
resultado. O agente responderá apenas por tentativa de homicídio!

RR
FE
c) Superveniente: a causa absolutamente independente (a qual produziu

A
efetivamente o resultado) ocorre depois da conduta praticada pelo agente.

VI
Exemplo: o agente envenena a vítima, mas, antes que o veneno

IL
fizesse efeito, a vítima é assassinada em uma tentativa de assalto.

-S
Causa absolutamente independente: porque o assalto não tem

80
vínculo algum com o envenenamento.
71
Superveniente: porque o assalto foi posterior ao envenenamento.
86

Conclusão: como a conduta praticada pelo agente não foi a causa


do resultado morte, não é possível responsabilizá-lo por esse
47

resultado. O agente responderá apenas por tentativa de homicídio!


13
-0

7.2.2 Relativamente Independentes


O
AD

São as causas externas que se originam da conduta praticada pelo agente e

que, portanto, não produzem autonomamente o resultado por ele desejado.


PR

Por essa razão, em regra, não impedem a responsabilização do agente. Da


DO

mesma forma que as concausas anteriores, podem ser preexistentes, concomitantes

ou supervenientes.
RA

a) Preexistente: a causa relativamente independente (a qual não produz o


EI

resultado sozinha) ocorre antes da conduta praticada pelo agente (a qual também é
RR

considerada causa do resultado).


FE
IA
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DO
Exemplo: A vítima era hemofílica. O agente efetua um golpe de
faca que pega apenas de raspão em seu braço. O ferimento não

RA
seria capaz de matar uma pessoa saudável, mas como a vítima
era hemofílica, acaba falecendo em virtude da lesão.

EI
Causa relativamente independente: porque a hemofilia e o golpe

RR
de faca estão vinculados na produção do resultado.

FE
Preexistente: porque a vítima já possuía a doença antes do golpe
de faca.

A
Conclusão: o agente deve responder pelo homicídio consumado,

VI
já que seu comportamento foi essencial para a produção do

IL
resultado.

-S
80
b) Concomitante: a causa relativamente independente (a qual não produz o

resultado sozinha) ocorre ao mesmo tempo da conduta praticada pelo agente (a qual
71
também é considerada causa do resultado).
86

Exemplo: o agente atira contra a vítima com a intenção de matá-


47

la, mas erra o tiro; entretanto, no mesmo instante do disparo,


13

a vítima morre de infarto fulminante pelo susto em função do


disparo.
-0

Causa relativamente independente: porque o disparo e o infarto


O

estão vinculados na produção do resultado.


AD

Concomitante: porque o infarto ocorre no mesmo momento em


que o agente dispara.
PR

Conclusão: o agente deve responder pelo homicídio consumado,


DO

já que seu comportamento foi essencial para a produção do


resultado.
RA
EI

c) Superveniente (que não produz por si só o resultado): a causa


RR

relativamente independente (a qual não produz o resultado sozinha) ocorre depois


FE

da conduta praticada pelo agente (a qual também é considerada causa do resultado).


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Exemplo: o agente dispara contra a vítima que é socorrida e
levada ao hospital. No momento em que convalescia no hospital,

RA
após bem-sucedida intervenção médica, contrai uma infecção
hospitalar e morre em razão disso. O agente deve responder pelo

EI
homicídio consumado.

RR
Causa relativamente independente: porque a infecção hospitalar
e o disparo de arma de fogo estão vinculados na produção do

FE
resultado.

A
Superveniente: porque a infecção hospitalar ocorre após o agente

VI
ter disparado contra a vítima.

IL
Conclusão: o agente deve responder pelo homicídio consumado,

-S
já que seu comportamento foi essencial para a produção do
resultado.

80
71
d) Superveniente (que produz por si só o resultado)
86
47

CUIDADO!
13

Excepcionalmente, a concausa relativamente independente superveniente,


-0

quando produz por si só o resultado, pode impedir a responsabilização do agente.


O

É o que diz o art. 13, § 1º, do Código Penal:


AD

A superveniência de causa relativamente independente excluirá a


PR

responsabilização pelo resultado causado quando, por si só, causar o resultado.


DO

Adota-se, nesses casos, a teoria da Causalidade Adequada.


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EI
RR
FE
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DO
Teoria da Causalidade Adequada (Teoria da Condição Qualificada
ou Teoria Individualizadora)

RA
Causa é o antecedente não só necessário, mas adequado à produção do

EI
resultado. Conduta adequada à produção do resultado é aquela que é idônea ao

RR
gerar o efeito produzido, sendo essa idoneidade medida por regularidade estatística,

FE
aferida de acordo com o juízo do homem médio e com a experiência comum.

A
Nesses casos, não basta que o agente tenha praticado uma conduta que

VI
concorra de qualquer modo para a produção do resultado. É necessário que a conduta

IL
tenha sido idônea (adequada) para a produção do resultado da forma como ele

-S
ocorreu segundo um juízo estatístico (de acordo com as regras da convivência).

80
Veja um exemplo elucidativo: 71
O agente dispara contra a vítima que é socorrida e levada ao
hospital. No momento em que convalescia no hospital, após bem-
86

sucedida intervenção médica, o teto do hospital desaba sobre sua


cabeça, matando-a.
47
13

Perceba que a conduta do agente concorre de qualquer modo para a produção


-0

do resultado (não fosse o disparo, a vítima não estaria no hospital). Entretanto, não
O

é comum (normal) que uma vítima de disparo de arma de fogo morra em razão do
AD

desabamento do hospital onde recebia tratamento (não há causalidade adequada).


PR

Nesse caso, a queda do teto do hospital produziu por si só o resultado, pois


sai da linha de desdobramento normal da conduta do agente.
DO

Conclusão: o agente responderá apenas pela tentativa de homicídio, já que o


resultado morte não lhe pode ser imputado, tendo em vista que sua conduta não foi
RA

causa adequada para a produção do resultado morte da forma como ocorrido.


EI

Da mesma forma que o desabamento do hospital impede a responsabilização


RR

do agente, também a impedirá uma inundação do hospital, um incêndio do hospital


FE

ou um acidente fatal com a ambulância que transportava a vítima atingida.


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Afinal, todas essas causas são excepcionais e saem da linha normal de

desdobramento dos fatos de quem atira para matar uma vítima.

RA
EI
7.3. Teoria da Imputação Objetiva

RR
A teoria da imputação objetiva visa solucionar o problema apresentado pela

FE
teoria da causalidade simples, a qual permite considerar como causa do resultado

A
delituoso o comportamento do agente que não tinha dolo ou culpa na produção do

VI
resultado delituoso.

IL
-S
EXEMPLO

80
Sob o ponto de vista da causalidade simples, os pais de um homicida
71
deveriam ser considerados causadores do resultado morte praticado por seu filho,
86

tendo em vista que existe um nexo físico entre a ação deles (concepção do filho) e
47

a morte. Todavia, não haveria responsabilização penal dos genitores em razão da

ausência de dolo ou culpa (causalidade psíquica).


13
-0

Na causalidade simples, o nexo causal é meramente físico, mera relação de


O

causa e efeito, o que permite o regresso ao infinito, somente sendo corrigido com a
AD

análise da causalidade psíquica.


PR

Pois bem, a teoria da imputação objetiva é criada com a finalidade de limitar


DO

a responsabilidade penal do agente sem a necessidade de analisarmos o elemento

subjetivo do autor (causalidade psíquica).


RA

Essa finalidade é atingida com o acréscimo de um nexo normativo ao nexo


EI

físico já existente na causalidade simples. Logo, para que se possa considerar um


RR

comportamento como causa objetiva de um resultado, não basta um mero nexo


FE

físico entre eles.


IA
LV

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DO
É necessário que o agente tenha criado ou aumentado um risco proibido, que

esse risco criado seja realizado no resultado e esteja ao alcance do tipo penal.

RA
Sendo assim, a causalidade na imputação objetiva seria definida pela seguinte

EI
fórmula:

RR
CAUSALIDADE NA TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA

FE
CAUSALIDADE SIMPLES CAUSALIDADE PSÍQUICA

A
Nexo físico (mera relação de

VI
causa e efeito)

IL
+
Nexo normativo:

-S
 criação ou aumento de Análise do dolo e da culpa do
um risco proibido; agente.
 realização do risco no re-
80
71
sultado;
 resultado dentro do al-
86

cance do tipo penal.


47
13

Sobre os elementos que compõem o nexo normativo temos que:


-0

a) Criação ou aumento de um risco proibido


O

Para que o comportamento praticado pelo agente seja considerado causa do


AD

resultado lesivo para a teoria da imputação objetiva, deve ficar demonstrado que a
PR

sua conduta criou ou incrementou um risco proibido, socialmente não aceito.

Exemplo: João, observando que um veículo se aproxima em alta


DO

velocidade e, buscando evitar o atropelamento iminente de seu


amigo, empurra José, jogando-o ao chão e provocando uma lesão
em seu braço.
RA

Nessa hipótese, a conduta de João não pode ser considerada causa


EI

da lesão provocada em José porque, embora ele tenha criado um


RR

risco, esse risco era permitido, tendo em vista que buscava evitar
um mal maior ao seu colega.
FE
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DO
b) Realização do risco criado no resultado

RA
O resultado lesivo provocado deve ser uma consequência natural da conduta

praticada pelo agente. O resultado deve se encontrar dentro do nexo de desdobramento

EI
normal dos fatos de acordo com um juízo estatístico dos fatos normais da vida.

RR
Exemplo: João, com a intenção de matar, dispara arma de fogo

FE
contra José, atingindo-o. José não morre no local, é socorrido e
levado ao hospital. Após procedimento cirúrgico bem-sucedido e

A
já em recuperação, José morre queimado em razão de um incêndio

VI
que destrói o quarto do hospital em que estava.

IL
Nessa hipótese, o comportamento de João não pode ser considerado

-S
causa do resultado morte, tendo em vista que o risco proibido
criado por ele não se realizou no resultado, afinal não se encontra

80
no nexo de desdobramento normal dos fatos alguém morrer em
um incêndio no hospital após ter sido atingido por disparos de
71
arma de fogo.
86
47

c) Resultado dentro do alcance do tipo penal


13
-0

Além da criação ou incremento de um risco proibido e de sua realização

no resultado produzido, é importante observar se o resultado produzido deve ser


O

alcançado pelo tipo penal.


AD

Exemplo: Tício provoca culposamente um incêndio em seu


PR

apartamento. Mévio, bombeiro, morre queimado ao tentar resgatar


Maria, mãe de Tício, que ficou presa dentro do apartamento em
DO

chamas.
RA

Para a teoria da imputação objetiva, a conduta de Tício não pode ser considerada
EI

causa do resultado morte de Mévio, tendo em vista que o tipo penal de incêndio
RR

culposo qualificado pelo resultado morte não deve alcançar esse resultado já que o
FE

bombeiro, cumprindo seu dever, assumiu a responsabilidade de bem executar sua

função. Essa autorresponsabilidade alheia rompe o nexo causal.


IA
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DO
Note que houve a criação de um risco proibido, houve a realização do risco no

resultado (é natural que alguém morra queimado em um incêndio), mas o tipo penal

RA
previsto não pode alcançar o resultado que deriva de uma autorresponsabilidade

EI
alheia.

RR
Em relação a um possível resultado morte de sua própria mãe, caso isso

FE
viesse a ocorrer, a conduta de Tício seria considerada causa do resultado, pois haveria

criação de risco proibido, realização do risco no resultado e alcance desse risco pelo

A
VI
tipo penal.

IL
Existem três situações que afastam esse elemento do nexo normativo: a

-S
autocolocação em perigo dolosa, a heterocolocação em perigo livremente aceita e a

80
imputação a um âmbito de autorresponsabilidade alheia.
71
EXEMPLO
86

• Autocolocação em perigo dolosa: sujeito que decide participar de


47

racha e perde o controle do veículo, batendo contra um poste e morrendo.


13
-0

• Heterocolocação em perigo livremente aceita: sujeito que, mesmo

sabendo que sua parceira é portadora do vírus HIV, decide com ela manter relação
O

sexual.
AD

• Imputação a um âmbito de autorresponsabilidade alheia: exemplo


PR

do incêndio culposamente provocado em que um bombeiro morre nas chamas ao


DO

tentar o resgate de uma vítima.


RA
EI

7.4 Causalidade Simples e Imputação objetiva


RR

Vamos diferenciar a aplicação das duas teorias de forma bem simplificada


FE

utilizando um mesmo exemplo fático.


IA
LV

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DO
Exemplo: João trabalha em uma fábrica legalizada de armas

RA
de fogo, sendo responsável pela produção do revólver que José
utilizou para matar Pedro, seu desafeto.

EI
RR
Diante da situação hipotética acima narrada, vamos definir se a conduta de

João pode ser considerada causa da produção do resultado morte de Pedro, de acordo

FE
com cada uma das teorias estudadas acima:

A
a) Causalidade simples: sob o ponto de vista da teoria da causalidade

VI
IL
simples, a conduta do fabricante da arma é causa do resultado.

-S
Entretanto, por ausência de causalidade psíquica (ausência de dolo ou culpa),

80
a imputação de responsabilidade penal não pode ocorrer. Sendo assim, como está

ausente a causalidade psíquica, o fabricante da arma não será responsabilizado.


71
86

b) Teoria da imputação objetiva: sob o ponto de vista da teoria da imputação


47

objetiva, a conduta do fabricante sequer seria considerada causa do resultado. Veja

o porquê.
13
-0

Ao fabricar a arma em uma empresa regularizada, não houve a criação de um

risco proibido, inexistindo já em um primeiro momento a causalidade simples por


O

ausência de nexo normativo.


AD

Como não há que se falar em causalidade simples, não posso considerar a


PR

conduta do fabricante como causa do resultado.


DO

Dessa forma, não é necessário, sequer, analisar o dolo e a culpa desse agente
para que seja possível excluir a sua responsabilização penal, o que já é feito na
RA

análise da causalidade simples em razão do nexo normativo inserido pela teoria da


EI

imputação objetiva.
RR

Apesar de ser uma conduta criadora de risco, trata-se de um risco aceito pela
FE

sociedade, não por outra razão a empresa funcionava regularmente.


IA
LV

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7.5 Nexo Causal nos Crimes Omissivos

RA
A natureza jurídica da omissão é definida pela teoria normativa segundo a

EI
qual a omissão é um nada, e “do nada, nada surge”.

RR
Dessa forma, a omissão não pode ser punida de forma independente, ou seja,

FE
ninguém será punido pelo simples fato de ter se omitido diante de uma situação

qualquer.

A
VI
A omissão somente tem relevância ao Direito Penal quando se apresenta em

IL
conjunto com o dever de agir.

-S
Dessa forma, somente é possível punir o agente por uma omissão,

80
nos casos em que a lei exigia dele um comportamento ativo, uma ação, um
71
fazer.
86

Daí o nome “teoria normativa”, porque a relação de causalidade entre uma


47

omissão e um resultado somente existe em razão de uma norma que exige a ação
13

do agente.
-0

ATENÇÃO
O
AD

O ordenamento jurídico brasileiro não adota, em nenhuma hipótese, a

teoria naturalística da omissão, segundo a qual a omissão do agente deveria ser


PR

interpretada como uma ação de não fazer, sendo considerada, portanto, causadora
DO

do resultado ilícito produzido.


RA
EI
RR
FE
IA
LV

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DO
8. TIPICIDADE PENAL

RA
O conceito de tipicidade penal, atualmente, engloba outros dois conceitos:

EI
RR
TIPICIDADE FORMAL
TIPICIDADE PENAL +
TIPICIDADE MATERIAL

FE
A
8.1 Tipicidade Formal

VI
IL
É a operação de ajuste do fato praticado à norma penal.

-S
80
Exemplo:
71
Fato: João efetua disparo de arma de fogo contra José, levando-o
a óbito.
86

Norma: art. 121 do CP: Matar alguém.


47

Perceba que o fato praticado por João se amolda (se subsume) perfeitamente
13

ao art. 121 do CP, ou seja, ocorre tipicidade formal.


-0
O

8.2 Tipicidade Material


AD
PR

É a relevância da lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.

Exemplo:
DO

Fato: João subtrai a quantia de R$ 1,50 da carteira de José.


RA

Perceba que esse fato se amolda com perfeição a norma insculpida no art.

155 do CP (furto), logo temos tipicidade formal.


EI
RR

MAS ISSO SERIA SUFICIENTE PARA AFIRMAR QUE


FE

ESTAMOS DIANTE DE UM FATO QUE TEM TIPICIDADE PENAL?


IA
LV

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DO
Para isso, precisaríamos somar à tipicidade formal a tipicidade material (que

é a relevância da lesão provocada pela conduta do agente).

RA
Analisando o caso acima (subtração de R$ 1,50), concluímos que não houve

EI
tipicidade material por ausência de relevância da lesão provocada.

RR
FE
ATENÇÃO

É justamente a tipicidade material que será afastada pelo princípio da

A
VI
insignificância. Sempre que existe uma conduta sem relevante lesão ao bem

IL
jurídico, estamos diante da aplicação do princípio da insignificância, o qual afasta

-S
a tipicidade material.

80
71
86

8.3 Tipicidade Conglobante


47

Após essa ideia de tipicidade formal e material adotada pela teoria clássica,
13

Eugenio Raul Zaffaroni criou a tipicidade conglobante.


-0
O

CUIDADO!
AD

A teoria da tipicidade conglobante não é utilizada em nosso ordenamento


PR

jurídico!
DO
RA

TIPICIDADE FORMAL
TIPICIDADE PENAL +
EI

TIPICIDADE CONGLOBANTE
RR

TIPICIDADE MATERIAL
TIPICIDADE CONGLOBANTE +
FE

ATOS ANTINORMATIVOS
IA
LV

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DO
Os atos antinormativos são os atos não determinados ou não

incentivados por lei.

RA
Exemplo: um oficial de justiça, contra a vontade do proprietário,

EI
apreende uma televisão para garantir a execução da dívida.

RR
Esse fato seria típico para a doutrina clássica. O oficial de justiça somente não

FE
praticaria crime por não ser ilícita a sua atuação (graças à excludente da ilicitude do

estrito cumprimento do dever legal).

A
VI
Já para a teoria da tipicidade conglobante, o fato seria atípico, tendo em vista

IL
que esse ato seria determinado pela lei civil.

-S
Para Zaffaroni, não é possível que uma norma determine a execução de um

80
ato que outra norma proíbe; afinal, estamos diante de um ordenamento jurídico, e
71
não se pode aceitar uma desordem dessa envergadura.
86

Ao se adotar a tipicidade conglobante, o estrito cumprimento de um dever


47

legal e o exercício regular de um direito incentivado deixam de excluir a ilicitude,


13

passando a excluir a tipicidade penal.


-0
O

ATENÇÃO
AD

O estado de necessidade e a legítima defesa permanecem na ilicitude


PR

porque são atos tolerados (permitidos) pelo direito, mas não incentivados ou

determinados.
DO
RA
EI
RR
FE
IA
LV

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DO
ESTUDO DIRIGIDO

RA
1. Quais são as espécies de resultado produzido por um crime?

EI
2. Como se classificam os crimes quanto ao seu resultado naturalístico?

RR
3. Como se classificam os crimes quanto ao seu resultado jurídico?

FE
4. O que é nexo causal?

A
5. Qual teoria é adotada, como regra, para definição de causa em nosso

VI
IL
ordenamento jurídico?

-S
6. O que é concausa? Quais as espécies de concausa?

80
7. Qual a consequência que a ocorrência de uma concausa absolutamente
71
independente gera para a responsabilização do agente?
86

8. Qual a consequência que a ocorrência de uma concausa relativamente


47

independente gera para a responsabilização do agente?


13

9. Em que momento o CP trabalha com a teoria da causalidade adequada? Qual


-0

a consequência gerada para a responsabilização do agente nesses casos?


O

10. O que é tipicidade penal? Como é formada a tipicidade penal?


AD

11. O que é tipicidade formal? E tipicidade material?


PR

12. O princípio da insignificância é derivado de qual espécie de tipicidade?


DO

13. Conceitue tipicidade conglobante.


RA
EI
RR
FE
IA
LV

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DO
QUESTÕES DE PROVAS ANTERIORES – LISTA I

RA
1. (2019/CESPE/DPE-DF/DEFENSOR PÚBLICO) A superveniência de causa

EI
relativamente independente da conduta do agente excluirá a imputação do resultado

RR
nos casos em que, por si só, ela tiver produzido o resultado.

FE
2. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)

A teoria da imputação objetiva prevê que não haverá nexo de causalidade se o

A
VI
agente atuar dentro do risco permitido, mesmo que a sua conduta gere resultado

IL
previsto em lei como crime.

-S
3. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)

80
Considerando-se o estudo do dolo e da culpa na teoria do delito, é correto afirmar

que se está diante do dolo indireto alternativo objetivo, quando o agente prevê a
71
ocorrência do resultado, mas espera, realmente, que ele não aconteça.
86
47

4. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)

O crime preterdoloso ocorre quando o agente atua com culpa na conduta antecedente,
13

mas o resultado agrava a pena devido a uma conduta dolosa posterior.


-0

5. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)


O

A consumação do delito, em crimes formais, ocorre com o mero resultado jurídico,


AD

de forma que dispensa a mudança do mundo exterior para a obtenção do resultado


PR

típico.
DO

6. (2018/FGV/TJ-SC/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O agente que pretende

causar determinado resultado e tem conhecimento de que, com sua conduta, causará,
RA

necessariamente, um segundo resultado e, ainda assim, atua, responderá por dolo


EI

eventual em relação ao segundo resultado.


RR

7. (2018/FGV/TJ-SC/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O tipo culposo exige a


FE

previsibilidade objetiva, mas se houver efetiva previsão, haverá dolo, ainda que

eventual.
IA
LV

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DO
8. (2018/FGV/TJ-SC/TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR) Durante uma tragédia

causada pela natureza, Júlio, que caminhava pela rua, é arrastado pela força do

RA
vento e acaba se chocando com uma terceira pessoa, que, em razão do choque,

EI
cai de cabeça ao chão e vem a falecer. Sobre a consequência jurídica do ocorrido, é

RR
correto afirmar que:

FE
a) a tipicidade do fato restou afastada por ausência de tipicidade formal, apesar de

haver conduta por parte de Júlio;

A
VI
b) a tipicidade do fato restou afastada, tendo em vista que não houve conduta penal

IL
por parte de Júlio;

-S
c) o fato é típico, ilícito e culpável, mas Júlio será isento de pena em razão da

80
ausência de conduta; 71
d) a conduta praticada por Júlio, apesar de típica e ilícita, não é culpável, devendo
86

esse ser absolvido;


47

e) a conduta praticada por Júlio, apesar de típica, não é ilícita, devendo esse ser
13

absolvido.
-0

9. (2018/FGV/TJ-AL/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Julia,


O

primária e de bons antecedentes, verificando a facilidade de acesso a determinados


AD

bens de uma banca de jornal, subtrai duas revistas de moda, totalizando o valor inicial
PR

do prejuízo em R$15,00 (quinze reais). Após ser presa em flagrante, é denunciada

pela prática do crime de furto simples, vindo, porém, a ser absolvida sumariamente
DO

em razão do princípio da insignificância. De acordo com a situação narrada, o

magistrado, ao reconhecer o princípio da insignificância, optou por absolver Julia em


RA

razão da:
EI

a) atipicidade da conduta;
RR

b) causa legal de exclusão da ilicitude;


FE

c) causa de exclusão da culpabilidade;


IA
LV

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d) causa supralegal de exclusão da ilicitude;

e) extinção da punibilidade.

RA
10. (2016/FGV/MPE-RJ/FGV/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO –

EI
PROCESSUAL) Diz-se que o crime é doloso quando o agente quis o resultado ou

RR
assumiu o risco de produzi-lo, e que o crime é culposo, quando o agente deu causa

FE
a resultado previsível por imprudência, negligência ou imperícia. Sobre o tema, é

correto afirmar que:

A
VI
a) o dolo direto de segundo grau também é conhecido como dolo de consequências

IL
necessárias;

-S
b) para a teoria finalista da ação, o dolo e a culpa integram a culpabilidade;

80
c) no crime culposo, a imprudência se caracteriza por uma conduta negativa,
71
enquanto a negligência, por um comportamento positivo;
86
47

d) o crime culposo admite como regra a forma tentada;


13

e) na culpa consciente, o agente prevê o resultado como possível, mas com ele não
-0

se importa.
O
AD
PR
DO
RA
EI
RR
FE
IA
LV

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DO
GABARITO – LISTA I

RA
EI
1. C 5. C 9. a

RR
2. C 6. E 10. a
3. E 7. E

FE
4. E 8. b

A
VI
IL
-S
80
71
86
47
13
-0
O
AD
PR
DO
RA
EI
RR
FE
IA
LV

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QUESTÕES DE PROVAS ANTERIORES COMENTADAS – LISTA I

RA
1. (2019/CESPE/DPE-DF/DEFENSOR PÚBLICO) A superveniência de causa

EI
RR
relativamente independente da conduta do agente excluirá a imputação do resultado
nos casos em que, por si só, ela tiver produzido o resultado.

FE
Correto.

A
Nas causas relativamente independentes supervenientes, existem duas possibilidades

VI
em relação à imputação ao agente do resultado produzido. Se a causa superveniente

IL
produziu por si só o resultado, este não pode ser imputado ao agente; se a causa

-S
superveniente não produziu por si só o resultado, este será imputado ao agente

80
delituoso. 71
86

2. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)


47

A teoria da imputação objetiva prevê que não haverá nexo de causalidade se o


13

agente atuar dentro do risco permitido, mesmo que a sua conduta gere resultado
previsto em lei como crime.
-0

Correto.
O

Para a teoria da imputação objetiva, a imputação ao agente do resultado depende de


AD

três requisitos formadores do nexo causal normativo: criação de um risco proibido,


PR

realização do risco no resultado e existência de resultado dentro do alcance do tipo


DO

penal.
RA

3. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)


EI

Considerando-se o estudo do dolo e da culpa na teoria do delito, é correto afirmar


RR

que se está diante do dolo indireto alternativo objetivo, quando o agente prevê a
ocorrência do resultado, mas espera, realmente, que ele não aconteça.
FE
IA
LV

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DO
Errado.

No dolo alternativo, o agente prevê uma pluralidade de resultados, dirigindo sua

RA
conduta para realizar qualquer deles com a mesma intensidade de vontade de realizar

EI
os resultados previstos. Em relação à classificação, o dolo alternativo pode ser:

RR
• Objetivo – ocorre quando a vontade indeterminada estiver relacionada com o

resultado em face da mesma vítima.

FE
• Subjetivo – ocorre quando a vontade indeterminada envolver vítimas diferentes do

A
mesmo resultado.

VI
IL
-S
4. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS) O
crime preterdoloso ocorre quando o agente atua com culpa na conduta antecedente,

80
mas o resultado agrava a pena devido a uma conduta dolosa posterior.
71
Errado.
86

O crime preterdoloso se caracteriza quando o agente pratica uma conduta dolosa


47

que acaba por produzir um resultado lesivo qualificador de natureza culposa, ou


13

seja, não pretendida pelo agente. É o que se denomina de forma simplificada de dolo
-0

no antecedente e culpa no consequente.


O

5. (2019/CESPE/TJDFT/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE


AD

REGISTROS) A consumação do delito, em crimes formais, ocorre com o mero


PR

resultado jurídico, de forma que dispensa a mudança do mundo exterior para a

obtenção do resultado típico.


DO

Correto.
RA

Apesar de possuir um resultado naturalístico, não exige a sua realização para que se

alcance sua consumação.


EI

Exemplo: Art. 158 – Extorsão. O agente pode conseguir a vantagem econômica


RR

indevida que buscava (resultado naturalístico), mas isso não é necessário para que
FE

o crime esteja consumado.


IA
LV

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6. (2018/FGV/TJ-SC/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O agente que pretende
causar determinado resultado e tem conhecimento de que, com sua conduta, causará,

RA
necessariamente, um segundo resultado e, ainda assim, atua, responderá por dolo

EI
eventual em relação ao segundo resultado.

RR
Errado.

Se o segundo resultado, não pretendido pelo agente, necessariamente ocorrerá, não

FE
se trata de dolo eventual, mas sim de dolo direto de 2º grau. No dolo eventual, o

A
resultado paralelo é incerto, podendo acontecer ou não.

VI
IL
-S
7. (2018/FGV/TJ-SC/ANALISTA ADMINISTRATIVO) O tipo culposo exige
a previsibilidade objetiva, mas se houver efetiva previsão, haverá dolo, ainda que

80
eventual. 71
Errado.
86

Nem sempre em que há a previsão do resultado, haverá dolo, sendo possível – nessa
47

hipótese – que ocorra também a culpa consciente, situação na qual há a previsão do


13

resultado e a crença do agente de que poderia evitar a produção do resultado.


-0

8. (2018/FGV/TJ-SC/TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR) Durante uma


O
AD

tragédia causada pela natureza, Júlio, que caminhava pela rua, é arrastado pela
força do vento e acaba se chocando com uma terceira pessoa, que, em razão do
PR

choque, cai de cabeça ao chão e vem a falecer. Sobre a consequência jurídica do


ocorrido, é correto afirmar que:
DO

a) a tipicidade do fato restou afastada por ausência de tipicidade formal, apesar de


RA

haver conduta por parte de Júlio;


EI

b) a tipicidade do fato restou afastada, tendo em vista que não houve conduta penal
RR

por parte de Júlio;


FE
IA
LV

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DO
c) o fato é típico, ilícito e culpável, mas Júlio será isento de pena em razão da

ausência de conduta;

RA
d) a conduta praticada por Júlio, apesar de típica e ilícita, não é culpável, devendo

EI
esse ser absolvido;

RR
e) a conduta praticada por Júlio, apesar de típica, não é ilícita, devendo esse ser

FE
absolvido.

A
Letra b.

VI
Trata-se de hipótese de força maior como causa de exclusão da conduta penalmente

IL
-S
relevante em que eventos da natureza provocam a produção do resultado sem que

o agente pratique uma conduta voluntária.

80
71
9. (2018/FGV/TJ-AL /TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Julia,
86

primária e de bons antecedentes, verificando a facilidade de acesso a determinados


47

bens de uma banca de jornal, subtrai duas revistas de moda, totalizando o valor inicial
13

do prejuízo em R$15,00 (quinze reais). Após ser presa em flagrante, é denunciada


-0

pela prática do crime de furto simples, vindo, porém, a ser absolvida sumariamente

em razão do princípio da insignificância. De acordo com a situação narrada, o


O
AD

magistrado, ao reconhecer o princípio da insignificância, optou por absolver Julia em

razão da:
PR

a) atipicidade da conduta;
DO

b) causa legal de exclusão da ilicitude;


RA

c) causa de exclusão da culpabilidade;


EI

d) causa supralegal de exclusão da ilicitude;


RR

e) extinção da punibilidade.
FE

f)
IA
LV

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DO
Letra a.

O princípio da insignificância tem relação íntima com o aspecto da fragmentariedade

RA
do princípio da intervenção mínima, segundo o qual o direito penal somente deve

EI
atuar quando existir uma lesão relevante aos bens jurídicos tutelados. Dessa forma,

RR
o princípio da insignificância tem o condão de excluir o fato típico por ausência de

FE
tipicidade material do comportamento.

A
VI
10. (2016/FGV/MPE-RJ/FGV/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO –

IL
PROCESSUAL) Diz-se que o crime é doloso quando o agente quis o resultado ou

-S
assumiu o risco de produzi-lo, e que o crime é culposo, quando o agente deu causa

a resultado previsível por imprudência, negligência ou imperícia. Sobre o tema, é

correto afirmar que:


80
71
86

a) o dolo direto de segundo grau também é conhecido como dolo de consequências

necessárias;
47
13

b) para a teoria finalista da ação, o dolo e a culpa integram a culpabilidade;


-0

c) no crime culposo, a imprudência se caracteriza por uma conduta negativa,


O

enquanto a negligência, por um comportamento positivo;


AD

d) o crime culposo admite como regra a forma tentada;


PR

e) na culpa consciente, o agente prevê o resultado como possível, mas com ele não

se importa.
DO
RA

Letra a.
EI

a. Correto. São expressões sinônimas.


RR

b. Errado. Para a teoria finalista, dolo e culpa integram o fato típico.


FE

c. Errado. A imprudência se caracteriza por comportamento ativo; enquanto a

negligência, por comportamento passivo, omissivo.


IA
LV

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DO
d. Errado. Em regra, crime culposo não admite tentativa, salvo na hipótese de culpa

imprópria.

RA
e. Errado. Na culpa consciente, o agente prevê a ocorrência do resultado lesivo e

EI
acredita sinceramente poder evitá-lo.

RR
FE
A
VI
IL
-S
80
71
86
47
13
-0
O
AD
PR
DO
RA
EI
RR
FE
IA
LV

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DO
QUESTÕES DE PROVAS ANTERIORES – LISTA II

RA
1. (UFMT/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-MT/ 2016) Existe algum ponto de

EI
semelhança entre as condutas praticadas com culpa consciente e com dolo eventual?

RR
a) Sim, pois, tanto na culpa consciente quanto no dolo eventual, há aceitação do

resultado.

FE
b) Não, pois não há ponto de semelhança nas condutas em questão.

A
VI
c) Sim, pois em ambas o elemento subjetivo da conduta é o dolo.

IL
-S
d) Não, pois a aceitação do resultado na culpa consciente é elemento normativo da

conduta.

80
e) Sim, pois, tanto na culpa consciente quanto no dolo eventual, o agente prevê o
71
resultado.
86
47

2. (UFMT/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-MT/ 2016) NÃO é elemento constitutivo


13

do crime culposo:
-0

a) a inobservância de um dever objetivo de cuidado.


O

b) o resultado naturalístico involuntário.


AD

c) a conduta humana voluntária.


PR

d) a tipicidade.
DO

e) a imprevisibilidade.
RA
EI

3. (CESPE/ AUDITOR FISCAL – TCE-SC/ 2016) Caracteriza-se o dolo eventual


RR

no caso de um caçador que, confiando em sua habilidade de atirador, dispara contra

a caça, mas atinge um companheiro que se encontra próximo ao animal que ele
FE

desejava abater.
IA
LV

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DO
4. (CESPE/ AUDITOR FISCAL – TCE-SC/ 2016) A culpa imprópria ocorre nas

hipóteses de descriminantes putativas em que o agente, em virtude de erro evitável

RA
pelas circunstâncias, dá causa dolosamente a um resultado, mas responde como se

EI
tivesse praticado um delito culposo.

RR
FE
5. (FGV/ ANALISTA – MPE-RJ/ 2016) O dolo direto de segundo grau também é

conhecido como dolo de consequências necessárias.

A
VI
IL
6. (FGV/ ANALISTA – MPE-RJ/ 2016) Para a teoria finalista da ação, o dolo e a

-S
culpa integram a culpabilidade.

80
71
7. (FGV/ ANALISTA – MPE-RJ/ 2016) No crime culposo, a imprudência se
86

caracteriza por uma conduta negativa, enquanto a negligência, por um comportamento


47

positivo;
13
-0

8. (FGV/ ANALISTA – MPE-RJ/ 2016) O crime culposo admite como regra a

forma tentada.
O
AD

9. (FGV/ ANALISTA – MPE-RJ/ 2016) Na culpa consciente, o agente prevê o


PR

resultado como possível, mas com ele não se importa.


DO

10. (TRF 4ª REGIÃO/ JUIZ FEDERAL/ 2016) Das várias teorias que buscam
RA

justificar o dolo eventual, sobressai a teoria do consentimento (ou da assunção),


EI

consoante a qual o dolo exige que o agente consinta em causar o resultado, além
RR

de considerá-lo como possível. A questão central diz respeito à distinção entre dolo
FE

eventual e culpa consciente, que, como se  sabe, apresentam aspecto comum: a

previsão do resultado ilícito.


IA
LV

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DO
11. (FCC/ JUIZ SUBSTITUTO – TJAL/ 2015) O dolo e a culpa integram,

respectivamente, a tipicidade e a culpabilidade, segundo a teoria finalista da ação.

RA
EI
12. (CESPE/ DEFENSOR PÚBLICO – DPU/ 2015) No direito penal brasileiro,

RR
admite-se a compensação de culpas no caso de duas ou mais pessoas concorrerem
culposamente para a produção de um resultado naturalístico, respondendo cada um,

FE
nesse caso, na medida de suas culpabilidades.

A
VI
13. (FCC/ AUDITOR – TCM-GO/ 2015) A respeito do dolo e da culpa, é correto

IL
afirmar que

-S
a) na culpa consciente o agente prevê o resultado e admite a sua ocorrência como
consequência provável da sua conduta.

80
b) no dolo eventual o agente prevê a ocorrência do resultado, mas espera sinceramente
71
que ele não aconteça.
86

c) a imprudência é a ausência de precaução, a falta de adoção das cautelas exigíveis


47

por parte do agente.


13

d) a imperícia é a prática de conduta arriscada ou perigosa, aferida pelo comportamento


do homem médio.
-0

e) é previsível o fato cuja possível superveniência não escapa à perspicácia comum.


O
AD

14. (MPE-GO/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2015) João Cruel, com a finalidade


PR

de matar seu inimigo José Mala, ministra veneno em coquetel mesmo sabendo que
DO

a referida bebida seria servida a todos os convidados de uma festa, o que de fato
ocorreu, vindo, diante disso, a matar o seu inimigo e aos demais convidados que
RA

ingeriram tal bebida; entretanto, uma das convidadas estava grávida, de maneira
que da sua morte decorreu necessariamente o aborto. Conforme ensinamento
EI

do Promotor de Justiça Marcelo André de Azevedo, neste caso, tendo João Cruel
RR

consciência do estado de gravidez, estaria configurado também o dolo direto de


FE

terceiro grau.
IA
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15. (FGV/ ESTÁGIO FORENSE – MPE-RJ/ 2014) Jorge pretende matar seu

desafeto Marcos. Para tanto, coloca uma bomba no jato particular que o levará para

RA
a cidade de Brasília. Com 45 minutos de voo, a aeronave executiva explode no ar em

EI
decorrência da detonação do artefato, vindo a falecer, além de Marcos, seu assessor

RR
Paulo e os dois pilotos que conduziam a aeronave. Considerando que, ao eleger esse

FE
meio para realizar o seu intento, Jorge sabia perfeitamente que as demais pessoas

envolvidas também viriam a perder a vida, o elemento subjetivo de sua atuação em

A
relação à morte de Paulo e dos dois pilotos é o:

VI
a) dolo alternativo;

IL
-S
b) dolo eventual;

80
c) dolo geral ou erro sucessivo;
71
d) dolo normativo;
86

e) dolo direto de 2º grau ou de consequências necessárias.


47
13

16. (VUNESP/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-MS/ 2014) A compensação de culpa


-0

deve ser aplicada para efeito de responsabilização do resultado lesivo causado no


O

direito penal pátrio.


AD

17. (VUNESP/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-MS/ 2014) A culpa inconsciente


PR

ocorre quando o agente prevê o resultado, mas espera que ele não ocorra.
DO

18. (VUNESP/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-MS/ 2014) Para caracterização da


RA

conduta típica culposa basta a inobservância do dever de cuidado do agente.


EI
RR

19. (VUNESP/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-MS/ 2014) O dolo alternativo consiste

na vontade e consentimento do agente a produzir um ou outro resultado.


FE
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20. (FUNDATEC/ AUDITOR – SEFAZ-RS/ 2014) Dolo é a consciência e a vontade

na realização da conduta descrita em um tipo penal.

RA
EI
21. (FUNDATEC/ AUDITOR – SEFAZ-RS/ 2014) Haverá dolo eventual quando o

RR
agente não quiser diretamente a realização do tipo, mas aceitá-la como possível ou
até provável, assumindo o risco da produção do resultado.

FE
A
22. (TRF 4ª REGIÃO/ JUIZ FEDERAL/ 2014) No dolo eventual, une-se o

VI
assentimento à assunção do risco, a partir da posição do agente que tem consciência

IL
de que pode ocorrer o resultado e assim mesmo age. Na culpa consciente, assoma

-S
ao espírito do agente a possibilidade de causação do resultado, mas confia ele que
esse resultado não sucederá. A distinção é relevante, por exemplo, nos casos de

80
homicídio.  71
86

23. (ACAFE/ DELEGADO DE POLÍCIA – PCSC/ 2014) Pelo resultado que agrava
47

especialmente a pena, só responde o agente que não o houver causado ao menos


culposamente.
13
-0

24. (PUC-PR/ JUIZ SUBSTITUTO – TJPR/ 2015) Dentre as espécies de dolo,


O

pode-se distinguir o dolo direto e o dolo indireto. O dolo direto pode ser classificado
AD

como dolo direto de primeiro grau e dolo direto de segundo grau, sendo que o dolo
direto em relação ao fim proposto e aos meios escolhidos é classificado como de
PR

primeiro grau, e em relação aos efeitos colaterais, representados como necessários,


é classificado como de segundo grau.
DO

25. (FGV/ ADVOGADO – SUSAM/ 2014) São elementos do crime culposo:


RA

conduta voluntária, inobservância de um dever objetivo de cuidado; resultado


EI

lesivo não querido, tampouco assumido, pelo agente; nexo causal entre a
RR

conduta descuidada e o resultado; previsibilidade; tipicidade.


FE
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26. (FGV/ ADVOGADO – SUSAM/ 2014) Na culpa consciente, o agente prevê o

resultado e pratica a conduta acreditando que ele não irá ocorrer; na culpa

RA
inconsciente, embora previsível o resultado, o agente não o prevê.

EI
RR
27. (CESPE/ ANALISTA JUDICIÁRIO – TJCE/ 2014) O direito penal admite a

FE
compensação de culpas.

A
VI
28. (CESPE/ ANALISTA JUDICIÁRIO – TJCE/ 2014) Todo crime qualificado pelo

IL
resultado é um crime preterdoloso.

-S
80
29. (CESPE/ ANALISTA – CÂMARA DOS DEPUTADOS/ 2014) Ocorre crime
71
preterdoloso quando o agente pratica dolosamente um fato do qual decorre um
86

resultado posterior culposo. Para que o agente responda pelo resultado posterior, é
47

necessário que este seja previsível.


13
-0

30. (CESPE/ ANALISTA – CÂMARA DOS DEPUTADOS/ 2014) Age com dolo

eventual o agente que prevê possíveis resultados ilícitos decorrentes da sua conduta,
O

mas acredita que, com suas habilidades, será capaz de evitá-los.


AD
PR

31. (CESPE/ ANALISTA – CÂMARA DOS DEPUTADOS/ 2014) Ricardo, com o


DO

objetivo de matar Maurício, detonou, por mecanismo remoto, uma bomba por ele

instalada em um avião comercial a bordo do qual sabia que Maurício se encontrara,


RA

e, devido à explosão, todos os passageiros a bordo da aeronave morreram. Nessa


EI

situação hipotética, Ricardo agiu com dolo direto de primeiro grau no cometimento
RR

do delito contra Maurício e dolo direto de segundo grau no do delito contra todos os
FE

demais passageiros do avião.


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32. (IBFC/ TITULAR DE CARTÓRIO – TJPR/ 2014) Em relação ao dolo o Código

Penal adota as teorias da vontade e do assentimento.

RA
EI
33. (IBFC/ TITULAR DE CARTÓRIO – TJPR/ 2014) O resultado, de que depende

RR
a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se

FE
causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

A
VI
34. (IBFC/ TITULAR DE CARTÓRIO – TJPR/ 2014) A superveniência de causa

IL
relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o

-S
resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.

80
71
35. (IBFC/ TITULAR DE CARTÓRIO – TJPR/ 2014) A omissão é penalmente
86

relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.


47
13
-0
O
AD
PR
DO
RA
EI
RR
FE
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DO
GABARITO – LISTA II

RA
1. e 13. e 25. C

EI
2. e 14. C 26. C

RR
3. E 15. e 27. E

FE
4. C 16. E 28. E
5. C 17. E 29. C

A
VI
6. E 18. E 30. E

IL
7. E 19. C 31. C

-S
8. E 20. C 32. C
9. E 21. C 33. C
10. C 22. C
80 34. C
71
11. E 23. E 35. C
86

12. E 24. C
47
13
-0
O
AD
PR
DO
RA
EI
RR
FE
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QUESTÕES DE PROVAS ANTERIORES – LISTA III

RA
EI
1. (CESPE/ DELEGADO DE POLÍCIA – PCPE/ 2016) Para os crimes omissivos

RR
impróprios, o estudo do nexo causal é relevante, porquanto o CP adotou a teoria

naturalística da omissão, ao equiparar a inação do agente garantidor a uma ação.

FE
2. (CESPE/ DELEGADO DE POLÍCIA – PCPE/ 2016) A existência de concausa

A
superveniente relativamente independente, quando necessária à produção do

VI
resultado naturalístico, não tem o condão de retirar a responsabilização penal da

IL
-S
conduta do agente, uma vez que não exclui a imputação pela produção do resultado

posterior.

80
3. (CESPE/ DELEGADO DE POLÍCIA – PCPE/ 2016) O CP adota, como regra, a
71
teoria da causalidade adequada, dada a afirmação nele constante de que “o resultado,
86

de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa;
47

causa é a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido”.


13

4. (CESPE/ DELEGADO DE POLÍCIA – PCPE/ 2016) Segundo a teoria da


-0

imputação objetiva, cuja finalidade é limitar a responsabilidade penal, o resultado


O

não pode ser atribuído à conduta do agente quando o seu agir decorre da prática de
AD

um risco permitido ou de uma conduta que diminua o risco proibido.


PR

5. (CESPE/ DELEGADO DE POLÍCIA – PCPE/ 2016) O estudo do nexo causal nos

crimes de mera conduta é relevante, uma vez que se observa o elo entre a conduta
DO

humana propulsora do crime e o resultado naturalístico.


RA

6. (CESPE/ POLÍCIA CIENTÍFICA – PCPE/ 2016) A coação física e a coação

moral irresistível excluem a conduta do agente, pois eliminam totalmente a vontade


EI
RR

pelo emprego da força, de modo que o fato passa a ser atípico.

7. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJM-SP) Um dos critérios apontados pela


FE

doutrina para diferenciar a omissão própria da omissão imprópria é o tipológico,


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DO
segundo o qual, havendo norma expressa criminalizando a omissão, estar-se-ia

diante de uma omissão imprópria.

RA
8. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJM-SP) Nos termos do Código Penal, possui

EI
posição de garantidor e, portanto, o dever de impedir o resultado, apenas quem, por

RR
lei, tem a obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.

FE
9. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJM-SP) A ingerência, denominação dada à

A
posição de garantidor decorrente de um comportamento anterior que gera risco

VI
de resultado, não está positivada no ordenamento brasileiro, tratando-se de uma

IL
construção dogmática.

-S
10. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJM-SP) O crime praticado por omissão,

80
segundo o Código Penal, é apenado de forma atenuada ao crime praticado por ação.
71
11. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJM-SP) Segundo o Código Penal, a omissão
86

imprópria somente terá relevância penal se, além do dever de impedir o resultado,
47

o omitente tiver possibilidade de evitá-lo.


13

12. (MPE-SC/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2016) O Código Penal, ao tratar da


-0

relação de causalidade, consignou que a superveniência de causa relativamente


O

independente somente afasta a imputação quando, por si só, produziu o resultado,


AD

excluindo outras considerações quanto aos fatos anteriores ocorridos.


PR

13. (FAURGS/ JUIZ SUBSTITUTO – TJRS/ 2016) Adamastor, tomado por ciúmes

e agindo com animus necandi, desferiu três disparos de arma de fogo calibre .38
DO

contra Bento, que atualmente namora sua ex-companheira Catarina. O primeiro

tiro atingiu a região lateral esquerda do pescoço da vítima, enquanto os demais se


RA

alojaram na região inferior de sua perna esquerda, próximo ao joelho. Logo após os
EI

disparos, contudo, o próprio autor, assustado com o desfecho de sua ação, contatou
RR

o SAMU e o Hospital de Pronto Socorro, a fim de que a vítima fosse socorrida e


FE

recebesse atendimento médico de urgência, o que efetivamente veio a ocorrer em

face do pronto atendimento de uma ambulância. Em que pese não ter corrido risco
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de vida, Bento recebeu alta médica após permanecer internado durante 45 dias. Pelo

exposto, é correto tipificar a conduta de Adamastor como um crime de lesão corporal

RA
grave.

EI
14. (MPDFT/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2015) Por aplicação direta da teoria da

RR
causalidade adequada, adotada como regra pelo Código Penal brasileiro, “Télamon”,

FE
operário da mina de extração de ferro, agindo sem dolo ou culpa, não pode ser

responsabilizado pelo homicídio praticado com a arma de fogo produzida com aquele

A
VI
minério.

IL
15. (MPDFT/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2015) “Páris”, com ânimo de matar, fere

-S
“Nestor”, o qual, vindo a ser transportado em ambulância, morre em decorrência de

80
lesões experimentadas em acidente automobilístico a caminho do hospital, sendo o

acidente, no caso, causa superveniente e relativamente independente, respondendo


71
“Páris” por homicídio consumado.
86
47

16. (MPDFT/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2015) “Aquiles”, sabendo que “Heitor”

é hemofílico, fere-o, com intuito homicida, ocorrendo efetivamente a morte, em


13

virtude de hemorragia derivada da doença da qual “Heitor” era portador, situação


-0

essa que leva à punição de “Aquiles” por homicídio tentado, sendo a hemofilia, nesse
O

caso, considerada concausa.


AD

17. (MPDFT/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2015) “Menelau”, inimigo do condenado


PR

à morte “Tideu”, presenciando os instantes anteriores à execução, antecipa-se ao


carrasco e mata o sentenciado, caso em que sua conduta não é punível, por falta de
DO

configuração jurídica de causa do resultado morte, que se daria de qualquer maneira.


RA

18. (MPDFT/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2015) “Pátroclo”, com o intuito de matar


EI

“Eneas”, dispara contra ele com arma de fogo, ferindo-o, sobrevindo a morte de
RR

“Eneas”, exclusivamente por intoxicação causada por envenenamento provocado

no dia anterior por “Ulisses”, devendo “Pátroclo”, nessa situação, responder por
FE

homicídio tentado, porque o envenenamento é considerado causa absolutamente


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independente preexistente.

RA
19. (CESPE/ ADVOGADO DA UNIÃO/ 2015) Como a relação de causalidade

constitui elemento do tipo penal no direito brasileiro, foi adotada como regra, no CP,

EI
a teoria da causalidade adequada, também conhecida como teoria da equivalência

RR
dos antecedentes causais.

FE
20. (CONSESP/ PROCURADOR JURÍDICO – DAE-Bauru/ 2015) A omissão é

A
penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.

VI
21. (FCC/ CONSELHEIRO – TCE-CE/ 2015) O Código Penal adota no seu art. 13

IL
a teoria conditio sine qua non (condição sem a qual não). Por ela,

-S
a) imputa-se o resultado a quem também não deu causa.

80
71
b) a causa dispensa a adequação para o resultado.
86

c) a ação e a omissão são desconsideradas para o resultado.


47

d) tudo que contribui para o resultado é causa, não se distinguindo entre causa e
13

condição ou concausa.
-0

e) a omissão é penalmente irrelevante.


O

22. (CESPE/ ANALISTA JUDICIÁRIO – TRE-GO/ 2015) A mãe que, apressada


AD

para fazer compras, esquecer o filho recém-nascido dentro de um veículo responderá


PR

pela prática de homicídio doloso no caso de o bebê morrer por sufocamento dentro

do veículo fechado, uma vez que ela, na qualidade de agente garantidora, possui a
DO

obrigação legal de cuidado, proteção e vigilância da criança.


RA

23. (CESPE/ ANALISTA JUDICIÁRIO – TRE-GO/ 2015) Aquele que for fisicamente

coagido, de forma irresistível, a praticar uma infração penal cometerá fato típico e
EI

ilícito, porém não culpável.


RR

24. (PREFEITURA DE FORTALEZA – CE/ ADVOGADO/ 2015) A superveniência


FE

de causa relativamente independente não exclui a imputação quando, por si só,


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DO
produziu o resultado.

RA
25. (PREFEITURA DE FORTALEZA – CE/ ADVOGADO/ 2015) O resultado de que

depende a existência do crime somente é imputável a quem lhe deu causa.

EI
RR
26. (PREFEITURA DE FORTALEZA – CE/ ADVOGADO/ 2015) A omissão não é

penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.

FE
27. (FUNDATEC/ PROCURADOR DO ESTADO – RS/ 2015) A superveniência de

A
causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o

VI
resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. 

IL
-S
28. (CESPE/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-PE/ 2015) A coação física irresistível

configura hipótese jurídico-penal de ausência de conduta, engendrando, assim, a

atipicidade do fato.
80
71
29. (VUNESP/ INSPETOR DE POLÍCIA – PCCE/ 2015) Nos termos do Código
86

Penal considera-se causa do crime a ação ou omissão sem a qual o resultado não
47

teria ocorrido.
13

30. (MPE-GO/ PROMOTOR DE JUSTIÇA/ 2015) Nas ações em curto-circuito e


-0

nos atos reflexos inexiste conduta por ausência de voluntariedade.


O
AD

31. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJSP/ 2014) A superveniência de causa

relativamente independente, que, por si só, produz o resultado, exclui a imputação


PR

original, mas os fatos anteriores são imputados a quem os praticou.


DO

32. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJSP/ 2014) A relação de causalidade

relevante para o Direito Penal é a que é previsível ao agente. A cadeia causal,


RA

aparentemente infinita sob a ótica naturalística, é limitada pelo dolo ou pela culpa
EI

do agente.
RR

33. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJSP/ 2014) As concausas absolutamente


FE

independentes excluem a causalidade da conduta.


IA
LV

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34. (VUNESP/ JUIZ SUBSTITUTO – TJSP/ 2014) A relação de causalidade tem

relevância nos crimes materiais ou de resultado e nos formais ou de mera conduta.

RA
35. (VUNESP/ DEFENSOR PÚBLICO – DPE-MS/ 2014) O Código Penal Brasileiro

EI
adotou a teoria da equivalência dos antecedentes causais, segundo a qual tudo o

RR
que contribui para o resultado é considerado causa, exceto a concausa relativamente

FE
independente, mesmo que venha a interferir no resultado.

A
36. (CESPE/ TITULAR DE CARTÓRIO – TJSE/ 2014) De acordo com a teoria da

VI
equivalência dos antecedentes, nem todos os antecedentes do resultado podem ser

IL
considerados na relação de causalidade, já que as causas relativamente independentes

-S
da conduta excluem o nexo de causalidade.

80
37. (CESPE/ TITULAR DE CARTÓRIO – TJSE/ 2014) Segundo a teoria da
71
equivalência dos antecedentes, o agente que esteja diante de causa preexistente
86

absolutamente independente e já a conheça ou, embora não a conheça, possa prevê-


47

la, responde pelo resultado.


13

38. (UESPI/ DELEGADO DE POLÍCIA – PCPI/ 2014) Segundo a teoria da


-0

tipicidade conglobante proposta por Eugenio Raúl Zaffaroni, quando um médico, em

virtude de intervenção cirúrgica cardíaca por absoluta necessidade corta com bisturi
O
AD

a região torácica do paciente, é CORRETO afirmar que


PR

a) responde pelo crime de lesão corporal.

b) não responde por nenhum crime, pois está albergado pela causa de exclusão de
DO

ilicitude do exercício regular de direito.


RA

c) não responde por nenhum crime, carecendo o fato de tipicidade, já que não

podem ser consideradas típicas aquelas condutas toleradas ou mesmo incentivadas


EI

pelo ordenamento jurídico.


RR

d) não responde por nenhum crime, pois estará agindo em erro de tipo provocado
FE

por terceiro.
IA
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DO
e) não responde por nenhum crime, pois está albergado pela causa de exclusão de

ilicitude do estado de necessidade.

RA
39. (CESPE/ TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJSE/ 2014) Considere que Alfredo, logo

EI
depois de ter ingerido veneno com a intenção de suicidar-se, tenha sido alvejado por

RR
disparos de arma de fogo desferidos por Paulo, que desejava matá-lo. Considere,

FE
ainda, que Alfredo tenha morrido em razão da ingestão do veneno. Nessa situação,

o resultado morte não pode ser imputado a Paulo.

A
VI
40. (FCC/ ASSESSOR JURÍDICO – TCE-PI/ 2014) A causalidade, nos crimes

IL
comissivos por omissão, não é fática, mas jurídica, consistente em não haver atuado

-S
o omitente, como devia e podia, para impedir o resultado.

80
71
86
47
13
-0
O
AD
PR
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RA
EI
RR
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GABARITO – LISTA III

RA
EI
RR
1. E 11. C 21. d 31. C

FE
2. E 12. E 22. E 32. C

3. E

A
13. C 23. E 33. C

VI
4. C 14. E 24. E 34. E

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5. E 15. E 25. C 35. E

80
6. E 16. E 26. E 36. E
71
7. E 17. E 27. C 37. E
86

8. E 18. C 28. C 38. c


47

9. E 19. E 29. C 39. C


13

10. E 20. C 30. E 40. C


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DIREITO PENAL
Teoria do Crime | Fato típico – Parte II
Professores Carlos Alfama e Paulo Igor

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