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FACULDADE PITÁGORAS DE BACABAL

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL


ALUNO: MARCOS SANTOS SOUSA
DISCIPLINA: ESTRADAS
PROFESSOR REMERSON

ELEMENTOS DE SEGURANÇA EM ESTRADAS PARA PREVENÇÃO DE


ACIDENTES

Existem alguns conselhos que poderá seguir no seu dia-a-dia de forma a melhorar a sua
condução e evitar acidentes de carro, tornando-se, assim, num agente ativo
na prevenção rodoviária de acidentes.
 Não faça apenas ponto de embraiagem quando estiver numa subida íngreme,
poderá impedir o funcionamento correto de alguns elementos do motor, provocará
um maior desgaste das peças da embraiagem e como consequência uma maior
propensão para acidentes rodoviários. Como alternativa, utilize o travão de mão
enquanto estiver parado e faça o ponto de embraiagem apenas quando tiver que
arrancar
 Não conduza com um braço de fora do veículo, ou com o banco excessivamente
deitado. Utilize sempre uma postura correta na condução pois se não o fizer irá
diminuir o seu tempo de resposta.
 Não lave o motor com água, especialmente nos novos veículos que possuem
muitos componentes elétricos que poderão deixar de funcionar corretamente com
o acumular de água.
 Para falar ao telefone ou enviar mensagens, utilize sempre equipamentos de alta
voz que evitem perdas de concentração ou distrações desnecessárias. No entanto,
deverá evitar o máximo este tipo de comunicação, faça-o apenas se for
estritamente necessário.
 Não utilize nem excesso de iluminação nem iluminação insuficiente, se conduzir
com os máximos ligados poderá encandear outros condutores e se conduzir sem
luzes poderá impossibilitar a sua visualização em locais escuros.
 Não conduza “colado” ao veículo da frente, caso contrário poderá não ter tempo de
reação para evitar uma colisão em caso de alguma alteração na condução.
Respeite sempre a distância de travagem.
Acima de tudo evitar um acidente de carro passa por ter sempre atenção à sua
condução e das situações ao seu redor, respeitando o próximo, quer seja automobilista,
peão, ciclista ou motociclista. Introduza estes comportamentos e dicas de prevenção de
acidentes na sua condução e passe a circular com maior segurança.
MONITORAMENTO DA SEGURANÇA
Cada órgão rodoviário deve possuir um programa de segurança capaz de
orientar a aplicação dos recursos disponíveis, com vistas a proporcionar o máximo de
benefícios, tanto para as rodovias novas ou reconstruídas, quanto para os
melhoramentos a introduzir nas já existentes.
O monitoramento da segurança deve incluir:
− Coordenação e integração dos programas de segurança dos órgãos
envolvidos com a segurança: comunidade, administração das rodovias, e responsáveis
pela regulamentação dos veículos rodoviários;
− Identificação, localização e investigação de problemas potenciais de
segurança, inclusive nas travessias de ferrovias; estabelecimento de medidas de
correção e prioridades para atuação;
− Garantia da consideração da segurança em todos os programas e projetos de
transporte;
− Identificação das necessidades de grupos especiais de usuários (motoristas
idosos, ciclistas, motociclistas, veículos comerciais, transportadores de produtos
perigosos) no planejamento, projeto, construção e operação do sistema de rodovias;
− Manutenção adequada da rodovia e execução de melhoramentos dos
equipamentos de segurança (incluindo os dispositivos de aviso aos motoristas nas
travessias de ferrovias).
O monitoramento da segurança deve identificar os responsáveis pelos
procedimentos de manutenção, para sua notificação oportuna, e reparo ou substituição
de equipamento de segurança danificado, atualização periódica das especificações
padronizadas e planos para construção e manutenção das vias, análise dos acidentes,
consideração dos problemas de segurança e inclusão das necessidades de melhorias no
processo de estimativa de custos.

Sinalização Vertical e Horizontal

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dispõe, em seu artigo 88, o seguinte:


“Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao
trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente
sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de
segurança na circulação” (BRASIL, 1997). O Conselho Nacional de Trânsito
(CONTRAN) possui um conjunto de manuais, chamados Manuais Brasileiros de
Sinalização de Trânsito, que normatizam as sinalizações verticais e horizontais
responsáveis por orientar e regulamentar o deslocamento dos diversos veículos nas ruas
e estradas do país. Todas essas sinalizações existem para mostrar zonas onde há algum
perigo que possa incorrer em acidentes e podem permitir ou proibir certas
movimentações a fim de oferecer mais segurança aos motoristas.

Sinalização Vertical
A sinalização vertical é um subsistema da sinalização viária que se utiliza de
sinais apostos sobre placas fixadas na posição vertical, ao lado ou suspensas sobre a
pista, transmitindo mensagens de caráter permanente ou, eventualmente, variável,
mediante símbolos e/ou legendas preestabelecidas e legalmente instituídas. Ela também
tem a finalidade de fornecer informações que permitam aos usuários das vias adotarem
comportamentos adequados de modo a aumentar a segurança, ordenar os fluxos de
tráfego e orientar os usuários da via (CONTRAN, 2007).

Sinalização vertical de regulamentação


Em vigor pela resolução 180 do CONTRAN, a sinalização vertical de
regulamentação tem por função regulamentar as obrigações, limitações e proibições que
governam o uso da via.
Formas e cores A forma padrão é a circular, e as cores são vermelha, preta e
branca. Existem, entretanto, duas exceções quanto à forma: as sinalizações de “Parada
Obrigatória” e “Dê a Preferência” são, respectivamente, octogonal e triangular, e que
não serão usadas neste estudo. Após uma análise preliminar de riscos dos trechos das
rodovias, foi verificado que os sinais verticais de regulamentação, podem ser aplicados
aos objetos de estudo.

Sinalização Vertical de Advertência


Em vigor pela resolução 243 do CONTRAN, a sinalização vertical de
advertência alerta aos condutores sobre as condições com potencial de risco existentes,
obstáculos ou restrições na via ou nas suas proximidades, tais como curvas, passagens
de pedestres e condições da pista. Este tipo de sinalização deve ser usado sempre que o
perigo não se 20 evidencie por si só. Normalmente está associada com redução de
velocidade para que se aumente o nível de segurança (CONTRAN, 2007). Da mesma
forma que a existência da sinalização é importante para orientar os usuários da via, seu
uso indiscriminado ou excessivo deve ser evitado, pois compromete a confiabilidade e a
eficácia da mesma. Tão logo as situações adversas deixarem de existir a sinalização de
advertência deve ser retirada (CONTRAN, 2007).

Sinalização Horizontal
A sinalização horizontal também é um subsistema da sinalização viária
composta de marcas, símbolos e legendas apostos sobre o pavimento da pista de
rolamento (CONTRAN, 2007). Ela tem por objetivo fornecer informações que
permitam aos usuários das vias adotarem comportamentos adequados que aumentem a
segurança e a ordem no trânsito (CONTRAN, 2007). A sinalização horizontal é
classificada de acordo com a sua função (CONTRAN, 2007):
• Marcas longitudinais: ordenar e canalizar o fluxo de veículos;
• Marcas transversais: orientar deslocamento frontal dos veículos e disciplinar
o fluxo de pedestres;
• Marcas de canalização: orientar os fluxos de tráfego em uma via; 21
• Marcas de delimitação e controle de parada/estacionamento: delimitam e
permitem controle das áreas onde é proibido ou regulamentado o estacionamento e/ou a
parada de veículos;

Dispositivos de Contenção Viária


Os dispositivos de segurança têm a finalidade de reconduzir à pista os veículos
desgovernados, com desaceleração suportável pelo ser humano e com um mínimo de
danos ao veículo. Além disso, outras características dos dispositivos são (ARTESP,
2014):
• Impedir a transposição de pista e o tombamento do veículo;
• Ausência de penetração de elementos do dispositivo no veículo;
• Desacelerações limitadas no veículo e no motorista; • Deformações limitadas
do veículo;
• Fazer o redirecionamento do veículo. A instalação destes dispositivos é
determinada de acordo com diretrizes da NBR 15486 – Segurança no Tráfego –
Dispositivos de Contenção Viária – Diretrizes. Adicionalmente, podem-se utilizar as
diretrizes e dispositivos da publicação da AASHTO, Roadside Design Guide, 2002. Os
dispositivos de contenção podem ser necessários (ARTESP, 2014):
• Em função da existência de obstáculos fixos;
• Em função da existência de taludes (terrenos inclinados) críticos, não
recuperáveis e não transpassáveis;
• Em função das estruturas de drenagem lateral;
• Em função da presença de usuários vulneráveis (pedestres e ciclistas);
• Em função de qualquer outra situação que exija a contenção de veículos
errantes. Devem-se levar em consideração os seguintes fatores na hora de se escolher o
tipo de sistema de contenção:(ARTESP, 2014)
Velocidade operacional do trecho;
Porcentagem de veículos pesados na composição do tráfego;
Condições geométricas adversas como curvas e rampas acentuadas, geralmente
combinadas com distancia de visibilidade baixa;