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Custos industriais:

Introdução, conceitos e
terminologias
Professor Tarcisio Costa Brum
Contato: tarcisiobrum@yahoo.com.br
CONTABILIDADE DE CUSTOS
TERMINOLOGIAS

GASTO

É o sacrifício feito a vista ou a prazo para a obtenção


de bens ou serviços, independente de sua destinação
dentro da empresa. O gasto sempre implica em
desembolso. Os gastos podem ser investimentos,
custos ou despesas.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
INVESTIMENTO

É a aplicação de recursos para a obtenção de bens


para a entidade que possam vir a gerar lucro
durante sua atividade.

CUSTO

É o consumo de um recurso da entidade para a


fabricação de seus produtos na prestação de serviços.
Os gastos se tornam custos a partir do momento que
são incorporados ao produto ou serviço a ser
comercializado.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
DESPESA

As despesas não são incluídas como custos dos


produtos, mas sim como recursos consumidos fora
do processo de produção ou da prestação de serviços
para a obtenção de receita.

DESEMBOLSO

Caracteriza-se pela entrega de numerários (dinheiro),


que pode ocorrer antes (pagamento antecipado),
no momento (pagamento a vista) ou depois
(pagamento a prazo) da ocorrência do gasto.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
PERDA

“Não se confunde com despesa (muito menos


com o custo), exatamente por sua característica
de anormalidade e involuntariedade; não é um sacrifício
feito com intenção de obtenção de receita”.

Martins (2003, p. 26)

Portanto as perdas não fazem parte dos


custos de produção.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
RESUMO DAS TERMINOLOGIAS

Terminologia em Características
custos
Gasto Sacrifício financeiro para se obter um bem ou serviço

Investimento Bens destinados ao uso da empresa


Custo Recurso consumido para a obtenção de bens e serviços

Despesa Recurso consumido fora do processo produtivo para a


obtenção de receita
Desembolso Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço

Perda Recurso consumido de forma involuntária


Classifique os eventos descritos a seguir em Investimento (1),
Custo (C), Despesa (D) ou Perda (P):
(C) Compra de matéria-prima
(C) Consumo de energia elétrica
(C) Utilização de mão-de-obra
(D) Consumo de combustível
(D) Gastos com pessoal do faturamento (salário)
(I ) Aquisição de máquinas
(C) Depreciação das máquinas
(D) Remuneração do pessoal da contabilidade geral (salário)
(D) Pagamento de honorários da administração
(C) Depreciação do prédio da empresa
(C) Utilização de matéria-prima (transformação)
(C) Aquisição de embalagens
(P) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente
(D) Remuneração do tempo do pessoal em greve
(C) Geração de sucata no processo produtivo
(P) Estrago acidental e imprevisível de lote de material
(I ) Gastos com desenvolvimento de novos produtos e processos
(D) Imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS)19
(D) Comissões proporcionais às vendas
(P) Reconhecimento de duplicata como não recebível
Onde terminam os custos de
produção?
A regra é simples: Basta definir o momento em que o produto
está pronto para venda
Até então, todos os gastos são custos e, a partir do momento da
venda, despesas.

O gasto com embalagem, por exemplo, pode ser tanto custo quanto
despesa, dependendo da aplicação.

Dependendo da política de cada empresa, o estoque de produtos


acabados é de responsabilidade de diferentes setores.
Você pode coloca-los como responsabilidade direta da produção (custo) ou
direta das vendas (despesas) ou em parte ,adotando critério objetivos para tal
Gastos na produção que não são
custos
Muitas vezes ocorre o uso de instalações, equipamentos e
mão-de-obra da produção para elaboração de bens ou
execução de serviços não destinados à vendas
Exemplos: Serviços de manutenção do prédio; reforma ou conserto
de equipamentos não fabris; produção de máquinas ou novos
dispositivos

O uso de pessoal ocioso da produção para ampliar as instalações do


departamento de qualidade, por exemplo.

Não se podem incluir estes gastos nos custos dos produtos


nesse período.
Devem ser realizados apontamentos de mão de obra ou materiais
para serem tratados como despesa do período.
DRE industrial
Suponhamos um caso simples de uma indústria que produza
um único produto, de forma continuada, e que tenha os
seguintes movimentos em meses seguidos:
Custos do 1º mês: Custo unitário de produção: R$15000/15un=R$1000
Custo das unidades vendidas: 12xR$1000=R$12000
Matéria-prima R$9000 Estoque final de produtos acabados: R$1000x3=R$3000
Mão de Obra R$4500
A DRE neste exemplo fica:
Energia elétrica R$1500
Vendas R$14400
Unidades produzidas no mês: 15 Custo dos produtos vendidos (R$12000)
Lucro bruto R$2400
Unidades vendidas no mês: 12
Preço de venda unitário: R$1200
DRE industrial
A mesma indústria do exemplo anterior, agora no 2º mês:
Custos do 2º mês: (CPP)
Matéria-prima R$10950
Mão de Obra R$5475
Custo de produção do período: Dos R$ 18250, R$ 250,00
Energia elétrica R$1825 são referentes ao produto em processamento.

Unidades produzidas no mês A DRE neste exemplo fica:

(a 19ª em processamento): 18 1/4 Vendas R$20400


Custo do produto vendido
Custo de produção do período R$18250
Unidades vendidas no mês: 17 (-) Estoque em elaboração (R$250)
(=) Custo de unidades acabadas R$18000
Estoque final: 4** (+) Estoque inicial de produto acabado (R$3000)
(=) Custo dos produtos disponíveis R$21000
Preço de venda unitário: R$1200 (-) Estoque final de produto acabado (R$4000)
Custo do produto vendido (R$17000)
Lucro bruto R$3400
**Unidades início 2º mês: 3 R$3000
Recebidas da fábrica no mês: 18 R$18000
Disponíveis para venda no mês: 21 R$21000
Vendas durante o mês: 17 (R$17000)
Em estoque final 4 R$4000
DRE industrial
Custo de Produção do Período (CPP):
É a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica
Custo da Produção Acabada (CPA):
É a soma dos custos contidos na produção acabada no período.
Pode conter custos de produção também de períodos anteriores
existentes em unidades que só foram completas no presente período.
Custo dos Produtos Vendidos (CPV):
É a soma dos custos incorridos na produção dos bens e serviços
que só agora estão sendo vendidos. Pode conter custos de produção de
diversos períodos, caso os itens vendidos tenha sido produzidos em
diversas épocas diferentes.
DRE industrial