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PRÁTICAS PEDAGOGICAS OPORTUNIZADAS PELO PIBID NO EMEI TARSILA DO

AMARAL: RESGATE DAS BRINCADEIRAS ANTIGAS

Educação Infantil
RESUMO

Este projeto de como objetivo oportunizar para as crianças da Escola Municipal de Educação
Infantil Tarsila do Amaral, momentos de socialização, por meio do resgate das brincadeiras
antigas as crianças, atendendo as propostas do Projeto Político Pedagógico da instituição que
visa o desenvolvimento integral da criança por meio das interações nos aspectos físicos,
emocionais, afetivos, cognitivos, linguísticos e sócias, tendo como práxis as interações e
brincadeiras. O regate das brincadeiras antigas, é importante pois com a globalização, as
crianças estão inseridas em um universo tecnológico, não convivem e socializam entre si
como antigamente, os celulares, videogames, tablets, televisão e computadores são as
principais ferramentas de diversão delas. Com as práticas desenvolvidas no decorrer do ano
de 2016 oportunizadas pelo do Programa de Iniciação a Docência – PIBID, foi possível
desenvolver está pesquisa destacando a importância do resgate das brincadeiras antigas na
educação infantil.

Palavras chaves: Educação Infantil. Crianças. Brincadeiras Antigas.

1 INTRODUÇÃO

Na infância a criança aprende por meio das brincadeiras e interações, com o brincar
ela consegue expressar sentimentos, emoções, experiências e suas vivencias. Na escola o
professor assume o papel de mediador investigativo, considerando as particularidades e
especificidades de cada criança. A turma não pode ser considerada unitária.

Com as brincadeiras as crianças aprendem a socializar e a compartilhar experiências.


Permitindo que por meio das experiências a aprendizagem tenha contextos significativos que
valorizam o processo de desenvolvimento da criança.

Para que as aprendizagens sejam significativas é preciso que o ambiente escolar seja
acolhedor para a criança, permitindo que ela desenvolva por meio das brincadeiras,
respeitando as diferenças, construindo valores, sendo autoconfiante para posteriormente ser
um cidadão consciente, crítico e social.
2 O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A criança inicia sua aprendizagem utilizando a imaginação através de brincadeiras


com os pais, amigos e brinquedos. Recordo-me de como era bom brincar quando criança,
com era bom participar de todo tipo de atividade lúdica. Elas assimilam facilmente as
habilidades educativas por meio do lúdico. Acredito que a sala de aula deve ser um espaço
que proporcione para a criança uma aprendizagem onde a imaginação seja uma das
ferramentas para o processo ensino-aprendizagem.

É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma


criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera
cognitiva, ao invés de agir numa esfera visual externa, dependendo
das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos
por objetos externos (VYGOTSKI, 1989, p.109).

Considerando que é na Educação Infantil que as crianças têm os sentidos mais


receptivos a novas vivencias, o professor tem que mediar aprendizagens que possibilitem a
criança aprender brincando, e o lúdico é o início para uma relação de conhecimento e
aprendizagem entro o professor e a criança.

A aprendizagem começa com o nascimento. Isto implica cuidados


básicos e educação inicial na infância, proporcionando seja através de
estratégias que envolvam as famílias e comunidades ou programas
institucionais, como for mais apropriado. (BRASIL, 1998, s.p.).

Planejar as aulas utilizando as atividades lúdicas é uma estratégia metodológica


utilizada pelo professor para se trabalhar os conceitos necessários para a formação integral
das crianças na Educação Infantil. O conhecimento das crianças nessa faixa etária se faz com
mais tranquilidade por meio das brincadeiras.

O professor precisa uniformizar suas práticas pedagógicas dentro da perspectiva de


formação integral da criança, seus estudos e estratégias devem ir ao encontro da realidade
da criança, levando em consideração o seu conhecimento prévio, o meio em que está inserida
para ampliar as condições de aprendizagem. É preciso oportunizar momentos para que a
criança esteja em constante aprendizado, que possa manifestar suas ideias, que seja possível
construir o seu conhecimento.

A escola deve apresentar as crianças outras referências, para que possam construir
conceitos, atitudes e competências, de forma crítica, consciente e autônoma.
O lúdico é um importante elemento, capaz de contribuir no processo de ensino-
aprendizagem fazendo com que o desenvolvimento da criança ocorra da melhor forma
possível.

CONCLUSÃO

Com as brincadeiras antigas que foram resgatadas, conseguimos mostrar para as


crianças que faz parte da cultura delas, herdadas dos pais, avós, tios e irmãos, passada de
geração em geração.

Com o resgate das brincadeiras antigas, foi possível oportunizar para as crianças da
Escola Municipal de Educação Infantil Tarsila do Amaral, momentos de diversão e
aprendizado. O professor é o mediador do conhecimento e das interações, com as atividades
propostas, existe a troca de conhecimentos, onde ambos aprendem e ambos ensinam.

Por meio das brincadeiras é possível observar que os métodos e abordagens do


professor estão diretamente relacionados com a aprendizagem e significação da criança. O
processo de construção do conhecimento nestes momentos nota-se uma relação estreita
entre o professor e a criança, cumplicidade, afeto e especificidades.

As brincadeiras para ter importância na formação da criança, precisa ser significativa,


deve ser atrativa, tendo a criança com foco central. A criança é um sujeito construtor de
significados e significações.

REFERENCIAS

ALARCÃO, I. e TAVARES, J.. Supervisão da Prática Pedagógica, uma perspectiva de


desenvolvimento e aprendizagem. Coimbra: Livraria Almedina, 1987.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Adaptações Curriculares de Pequeno


Porte. Brasília: MEC, 2000. Disponível em: < http://www.dominiopublico.gov.br /dow
nload/texto/me000448.pdf>. Acesso em: 13/06/2016.

GARCIA, R. M. R.; MARQUES, L. A. B. Aprendendo a brincar. Porto Alegre, RS: Novak


Multimídia, 2001.

MINAYO, M. C. S, org. Pesquisa Social. Petrópolis-RJ, Vozes, 1994.


MOROZ, M. & GRANFALDONI, M.. O Processo de pesquisa: iniciação. Brasília, Editora
Plano, 2002.

TRIVIÑOS, Augusto Nilbaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais. São


Paulo: Atlas, 1987.

VYGOTSKY, L. 1989. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.

WINNICOTT.D.W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.