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Física Quântica – Teoria do

professor Laércio Fonseca,


por Charles Guimarães Filho

PREFÁCIO...................................................................................................................04(05)

Física Quântica Introdução........................................................................................06(375)

● Catástrofe do ultravioleta na radiação do corpo negro ..............................................06 (375)


● Quantidade discreta e Constante de Planck ................................................................11(380)
● Espectros quantizados ................................................................................................ 14(383)
● O efeito fotoelétrico .................................................................................................... 18(387)
● A teoria quântica de Einstein (estado corpuscular da energia) .................................. 20(389)
● Prêmio Nobel de Einstein ........................................................................................... 22(391)

Mecânica Quântica .................................................................................................. 26(395)

● Ela e a física clássica....................................................................................................26( 395)


● Dualidade partícula-onda (estado ondulatório da matéria) ..................................... 27(396)
● A experiência da dupla fenda e característica ondulatória do elétron ...................... 30(399)
● O princípio da incerteza de Heisenberg ..................................................................... 33(402)
● Densidade de probabilidade ....................................................................................... 36(405)
● O gato de Schrödinger e o colapso da função da onda .............................................. 39(408)
● Papel do observador e primeiro passo para consciência e espírito ........................... 41(410)
● Perguntas básicas 414
Inseparabilidade Quântica ....................................................................................... 50(419)

● Paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen e a não-localidade .............................................. 50(419)


● Teorema Bell (trocas de informações sem sinal trocado ............................................ 54(423)
● O experimento de Alan Aspect – interconectividade .................................................. 54(423)
● O colapso da função de onda de probabilidade .......................................................... 55(424)
● Teletransporte e teletransporte quântico .................................................................. 57(426)

Salto Quântico ..................................................................................................... 64(433)

● O modelo atômico de Thompson ............................................................................ 64(433)


● O modelo atômico de Ernest Rutherford ................................................................ 65(434)
● Espectros atômicos ................................................................................................. 67(436)
● O modelo atômico do átomo de hidrogênio de Bohr .............................................. 70(439)
● Movimento descontínuo ......................................................................................... 71(440)
● A teoria de Schrödinger .......................................................................................... 73(442)
● A interpretação de Born para a função de onda ..................................................... 74(443)

Teoria dos campos unificados ............................................................................... 78(447)

● O núcleo atômico ..................................................................................................... 78(447)


● Forças nucleares ....................................................................................................... 78(447)
● O caráter quântico de prótons e nêutrons ............................................................... 81(450)
● Unificação dos campos ............................................................................................. 82(451)

PONTE ENTRE A FÍSICA E A ESPIRITUALIDADE ........................................................ 88(457)

Modelo quântico da matéria .................................................................................. 88(457)

● A quantização do “campo de energia oscilante” [ponto central da nova teoria] ...... 88(457)
● Espectros atômicos nucleares e níveis quânticos nucleares ...................................... 89(458)

Múltiplos universos quânticos ................................................................................. 92(461)

● O que são? .................................................................................................................. 94(463)


● Distribuição das matérias dos planos espirituais nas formações de estrelas e planetas ........ 100(469)
● A matéria dos orbes astrais e espirituais ao redor da Terra ..................................... 101(470)
● A vida nos múltiplos universos ................................................................................. 102(471)
● A teoria da unidade cósmica da matéria .................................................................. 106(475)

Modelo quântico da consciência ............................................................................ 108(477)

● O experimento da consciência não-local .................................................................. 108(477)


● O modelo da consciência quântica ........................................................................... 111(480)
● A consciência cósmica e a idéia quântica de Deus .................................................... 118(487)
● Níveis quânticos da consciência ................................................................................ 123(492)
● Saltos quânticos da consciência e iluminação orientais ............................................ 126(495)

CIÊNCIA ESPIRITUALISTA ........................................................................................ 132(501)


Prof. Laércio Fonseca .............................................................................................. 132(501)

Projeção astral ........................................................................................................ 132(501)

● Experiências fora de corpo ........................................................................................ 132(501)


● Mas, o que é a projeção astral? ................................................................................. 133(502)
● O cordão de prata e o psicossoma ............................................................................. 137(506)
● Como acontece a projeção astral ............................................................................ 138(507)
● Os sintomas da projeção astral ............................................................................... 142(511)
● Por que devemos dormir? ....................................................................................... 142(511)

Médiuns e paranormais ....................................................................................... 144(513)

● Telepatia, cura a distância e psicografia ................................................................. 144(513)


● Incorporação ........................................................................................................... 147(516)
● Encosto .................................................................................................................... 153(522)

Vida fora da matéria e planos astrais à luz ........................................................... 154(523)

● Subuniversos quânticos da matéria e sua relação com os planos espirituais ......... 154(523)
● Umbral, Penumbral e Planos da Luz sob a ótica dos planos dimensionais quânticos ........... 156(525)
● Subníveis quânticos e os planos espirituais intermediários .................................... 159(528)
● As cidades astrais e as comunidades astrais ............................................................ 159(528)

Projeto Terra ......................................................................................................... 174(543)

● Matéria escura e Energia escura e a relação com a matéria dos níveis espirituais .. 174(543)
● As grandezas físicas do universo de estrelas e galáxias ........................................... 177(546)
● Uma relação dessa visão de como Deus se manifesta no mundo ............................ 181(550)
● Relação dessa visão espiritualista com nosso modelo quântico de subuniversos .... 182(551)
● A Terra e o seu projeto ............................................................................................. 186(555)
● Reencarnação e vida após a morte vista pelo nosso modelo quântico .................... 187(556)

Deus ...................................................................................................................... 194(563)

● Quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Quem veio primeiro o corpo ou o espírito? .......... 194(563)
● Como Deus atua no mundo? .................................................................................... 198(567)
● Deus intervêm em nossas vidas e no curso das coisas no universo? ....................... 204(573)
● Nossa consciência pode mudar nosso destino? ....................................................... 206(575)
● Podemos criar nossa própria realidade? .................................................................. 207(576)

Quem somos nós e o segredo ............................................................................... 212(581)

● Discussão sobre os filmes “Quem somos nós?” e “O segredo” ............................... 212(581)


● Colocações da física quântica para a atuação em nossos dias? ............................... 213(582)
● Como na verdade o cosmos conspira a favor? ......................................................... 218(587)
● Como Deus interfere em nossas vidas e em nossos desejos? .................................. 220(589)
● Qual o verdadeiro segredo do sucesso? ................................................................... 221(590)
● O que deve ser buscado primeiro: o sucesso material ou o espiritual? ................... 223(592)
● Ciência e Espiritualidade: a verdadeira ciência do terceiro milênio ......................... 224(593)
PREFÁCIO

Neste preâmbulo se expõe ordinariamente e sucintamente a


evolução do tema “Física Moderna e Ciência Espiritualista” no
mundo, no autor deste trabalho e na maioria das pessoas, e se
conclui com o que se pretende com este livro.
Antes de iniciar tal esclarecimento se afirma que evolução é
o desenvolvimento que se dá em cinco passos consecutivos: criação
das premissas, crescimento, formação, progresso e extinção das
falsas verdades.

Evolução do tema no mundo


A criação das premissas da “Física Moderna e Ciência
Espiritualista”, segundo o livro “Quantum Questions: Mystical
Writings of the World’s Great Physicists.” de Ken Wilber (ed. 1984.),
começa expondo a existência do misticismo nos escritos de muitos
dos físicos proeminentes do principio do século XX como, por
exemplo, Albert Einstein: “A ciência sem a religião é manca, a
religião sem a ciência é cega”.
O crescimento principia com a publicação do “Tao da Física
— Uma análise dos paralelos entre a física moderna e o misticismo
oriental” de Fritjof Capra (1975). Este Ph.D em física afirma nesta
edição que a física moderna confirmou os ensinamentos tradicionais
dos místicos orientais: de que a consciência humana e o universo
formam um todo interconectado e irredutível.
A formação ocorre com a aplicação da física quântica em
diversas áreas do conhecimento, como o livro “A Cura Quântica. O
poder da mente e da consciência na busca da saúde integral” de
Deepak Chopra (1989).
O progresso advém com a obra de dois espiritualistas
oriental. Um o indiano Amit Goswami - Ph.D em física quântica -, no
seu livro “Física da Alma: A explicação científica para a
5
reencarnação, a imortalidade e a experiência de quase-morte”
(2001). Outro o brasileiro Laércio Fonseca - físico com especialização
em astrofísica e cosmologia -, no “Curso Completo de Física
Quântica e Espiritualidade” (2012).
A extinção das falsas verdades ou “falsas verdades” também
tem surgido como foi realizado no trabalho de Alexandre Fontes da
Fonseca, intitulado “Uma análise espírita da obra ‘A física da alma’
de Amit Goswami”. Este espírita apregoa haver vários pontos desta
obra que estão em desacordo com os principais ensinamentos
espíritas: “Uma análise científica do argumento básico de Goswami
de que a alma, a reencarnação e a mediunidade são fenômenos
não-locais, em termos do que a Física considera um fenômeno não-
local, mostra que o modo pelo qual esse argumento foi proposto é
arbitrário e não satisfaz os rigores que a Física determina para
qualquer trabalho de pesquisa na área. Dessa forma, a obra “A
Física da alma” não tem respaldo científico da Física. O espiritismo,
por estar baseado em fatos, tem muito mais valor científico do que
a proposta de Goswami.”
Um fenômeno local é quando há sinais locais. Estes são
quaisquer trocas de forças e informações entre dois corpos ou
sistemas através da propagação de ondas ou partículas, pelo
espaço-tempo, com velocidade limite de 300 mil quilômetros por
segundo (a velocidade da luz). Se existisse uma forma instantânea
de interação entre dois corpos, logo, ou tal interação deveria
ocorrer em uma velocidade muito superior à velocidade da luz, o
que não é possível de acordo com a estrutura do espaço-tempo
postulada pela teoria relativística de Einstein, ou, resta imaginar que
tal sinal, não sendo possível no espaço-tempo, só pode viajar por
fora do espaço-tempo, além dele, ou seja, em outra forma de
realidade mais sutil. Obviamente, se tais sinais têm um limite de
velocidade, logo não são instantâneos. Se dois sistemas estão
separados por 600 mil quilômetros, logo, o mais veloz que podem
trocar influências, é em um lapso de 2 segundos, ou seja, o tempo
que a luz demora em percorrer a distância entre os dois sistemas.

6
Física Quântica

Introdução
● Catástrofe do ultravioleta na radiação do corpo negro
● Quantidade discreta e Constante de Planck
● Espectros quantizados
● O efeito fotoelétrico
● Teoria quântica de Einstein (estado corpuscular da energia)
● Prêmio Nobel de Einstein

No final do séc. XIX, os cientistas de todo o mundo


acreditavam que os conhecimentos sobre as leis físicas tinham
chegado ao fim. Até então, as leis do eletromagnetismo, propostas
por James Clerck Maxwell e Michael Faraday, eram consideradas o
ponto final do conhecimento físico, e nada mais poderia ser
descoberto na ciência da natureza.
Porém, uma série de descobertas na física exigiu uma
mudança na visão do mundo. Começaram a surgir anomalias que a
física clássica não conseguia explicar, abrindo a porta para uma
revolução no pensamento científico. Assim, o nascimento da física
quântica se deu com a s anomalias: catástrofe do ultravioleta e
efeito fotoelétrico.

● Catástrofe do ultravioleta na radiação do corpo


negro
Uma delas foi relacionada à termologia. Mas, o que
termologia? Ela é a parte da física que estuda o calor, ou seja, a
energia térmica que está sempre em constante movimento, sempre
sendo transferida de um corpo para outro. (não confundir com
temperatura que é a grandeza que caracteriza o estado térmico de
um corpo ou sistema, isto é, o grau de agitação das moléculas).
375
Os diferentes processos de propagação do calor são a
condução, convecção e irradiação. No entanto, para que ocorra
transferência de calor entre dois corpos é necessário que ambos
possuam diferentes temperaturas, pois dessa forma, o calor irá fluir
sempre do corpo de maior temperatura para o corpo de menor
temperatura.

A condução e a convecção são formas de propagação de


calor que para ocorrer é necessário que haja meio material,
contudo, existe uma forma de propagação de calor que não
necessita de um meio material (vácuo) para se propagar, esta é a
irradiação térmica. Esse tipo de propagação do calor ocorre através
dos raios infravermelhos que são ondas eletromagnéticas em
determinadas frequências. É dessa forma que o Sol aquece a Terra
todos os dias, como também é o meio que a garrafa térmica
mantém, por longo tempo, o café quentinho em seu interior. É
desse modo que uma pessoa fica aquecida diante do fogo numa
lareira.
Os físicos queriam compreender: Como corpos quentes,
como o Sol, emitem radiação? Qual é a lei da emissão de radiação
por corpos quentes, como o da madeira queimada na lareira?
Mas, afinal qual foi a anomalia relacionada com a
termologia? Foi o da catástrofe do ultravioleta na radiação do corpo
negro, que se explicita a seguir.
Havia uma experiência que era fazer a luz passar por um
prisma e as cores serem divididas aparecendo num espectro
colorido que começa no vermelho e termina no violeta.
376
O grande astrônomo Willian Hershel começou a fazer uma
simples experiência da quantidade de radiação em função da
temperatura do corpo que emite essa radiação. Mais
detalhadamente: ele esquentava um corpo, como uma barra de
ferro, e percebia que ela começava a brilhar, a ficar vermelha.
Esquentando mais, ela ia mudando de cor e passava para o laranja
depois para o amarelo, até chegar ao branco.
Observa-se fenômeno semelhante quando se acende uma
lâmpada incandescente. O filamento de tungstênio (tem o mais alto
ponto de fusão: 3422º C) modifica sua cor enquanto sua
temperatura aumenta.
Porém, no espectro o colorido não era contínuo, apareciam
manchas escuras nas emissões e absorções de radiação, isto é,
sumiam algumas frequências.

A radiação numa superfície pode ser parcialmente emitida,


absorvida ou refletida. Um corpo negro absorve e emite toda a
radiação que nele incide, e a sua refletividade é nula. Assim, ele é

377
um corpo ideal na Física, na realidade, tal corpo não existe, existem
corpos que se assemelham, sendo bons emissores, bons
absorventes e maus refletores da radiação. Independentemente do
material com que ele é confeccionado, emite radiações
electromagnéticas com a mesma intensidade, para cada
comprimento de onda a uma dada temperatura. A temperatura de
um corpo pode diminuir ou aumentar dependendo do corpo com
que está em contacto. Todos os corpos estão continuamente a
emitir e a receber energia, dos corpos que os rodeiam.
Após experiência (1879) e estudos (1884), se chegou à Lei de
Stefan-Boltzmann que estabelece: o poder emissivo da energia (E)
por unidade de área superficial de um corpo negro (cn) na unidade
de tempo é proporcional à quarta potência de sua temperatura
absoluta (T). Em termos matemáticos, se expressa como: Ecn = σ .T4,
onde σ (sigma) é a constante de proporcionalidade cujo valor, no
SI, é: σ ≅ 5,7x10-8 W/(m2.K4), pois W/m2 = σK4. Com esta lei se
determinou as temperaturas da superfície do Sol (5505 °C) e da
Terra (14 °C).
No gráfico abaixo com o eixo horizontal indicando o
comprimento de onda da radiação e o eixo vertical a energia
correspondente a cada comprimento de onda, mostra-se a energia
em função do comprimento de onda para quatro temperaturas
diferentes, onde se observa que os picos estão sobre uma curva
decrescente da esquerda para a direita.

378
Nota-se que determinada temperatura vai ter o pico em uma
determinada cor, embora tenha outras cores também, mas em
menor intensidade. O pico vai se deslocando com o aumento da
temperatura a ponto de alcançar o violeta.

Os físicos da época não conseguiam explicar que diminuindo


a temperatura, mesmo depois que a barra deixou de ser vermelha,
deixou de emitir luz, mesmo escura, ela continuava ainda emitindo
radiação que hoje se conhece como radiação infravermelha que é
quente. Como um corpo escuro emitia radiação, então ficou
conhecido como radiação de corpo negro, também conhecida por
radiação térmica. Exemplos de corpo negro são um pedaço de
carvão (normalmente preto, ou seja, não reflete a luz, mas ao
alcançar uma temperatura suficientemente alta, isto é, absorver,
passa a emitir na parte visível do espectro uma quantidade de
radiação suficiente para observação), a Terra (que está na faixa do
infravermelho) e o Sol (na faixa da luz visível, com temperatura
superior a do planeta azul em 400 vezes).
Por outro lado, alguns cientistas tentavam e não conseguiam
explicar essa curva quando em alta energia chegava ao violeta e
tudo escurecia. Eles chamavam esse fenômeno de catástrofe do
ultravioleta ou colapso do violeta.
Embora, soubessem que a luz era uma radiação
eletromagnética do espectro eletromagnético, mas o que gerava
essas ondas naqueles comprimentos (ou frequências) característicos
era algo desconhecido. Todavia, imaginavam que deveria ter algum
oscilador por saberem que oscilando o campo magnético ele gerava
uma onda eletromagnética.
379
Ondas ≈≈≈≈≈≈≈≈ ≈≈≈≈≈≈≈≈
Eletro ≈≈≈≈≈≈≈≈ ≈≈≈≈≈≈≈≈
magnéticas ≈≈≈≈≈≈≈≈ ≈≈≈≈≈≈≈≈
≈≈≈≈≈≈≈≈ ≈≈≈≈≈≈≈≈
oscilador

Uma outra descoberta foi que oscilando a mola com a mão


se provoca uma onda eletromagnética. Porém, as ondas de rádio
que são frequências baixas dão oscilações de cerca de 10 mil vezes
por segundo. Imagina-se frequências muito altas. Obviamente que
não dá para ficar fazendo isso com a mão. E essas no átomo são
altíssimas, então tem que ter um oscilador, para provocar a onda
eletromagnética.
Hertz havia feito um oscilador eletrônico para emitir ondas
eletromagnéticas, então pensaram que deveria existir osciladores
gerando essa radiação, essa onda. Mas, se tivesse ele iria emitir em
todas as frequências na mesma quantidade, mas isso não dava
certo. Já que quando se ia ver o gráfico, uma temperatura gerava
verde, na outra temperatura produzia violeta, na outra um
vermelho.

● Quantidade discreta e constante de Planck


Em fins do século XIX, numerosos físicos se sentiam
frustrados, até que um deles rompeu as fileiras: o alemão Max
Planck. No início do século XX, Planck deu um ousado salto
conceitual e disse que o que a velha teoria precisava era de um salto
quântico. O que emitia a luz de um corpo incandescente - madeira
em chamas, por exemplo, ou o sol - era minúsculas cargas
oscilantes, os elétrons. Os elétrons absorvem energia de um
ambiente quente, como uma lareira, e em seguida a emitem de
volta, sob a forma de radiação. Embora esta parte da velha física
estivesse correta, ela prognosticava também que a radiação emitida
deveria ser rica em ultravioleta, o que as observações desmentiam.
380
Planck declarou que se supusesse que os elétrons emitem ou
absorvem energia apenas em certas quantidades específicas,
descontinuamente separadas - o que ele denominou “quanta” de
energia - poderia ser solucionado o problema da emissão de graus
variáveis de ultravioleta.
Para se compreender melhor o significado do quantum de
energia, compare o caso de uma bola em uma escada com outra
bola em uma rampa. A bola na rampa pode assumir qualquer
posição e a posição pode mudar em qualquer valor. Ela é, por
conseguinte, um modelo de continuidade e representa a maneira
como se pensa na física clássica. Em contraste, a bola na escada só
pode ficar neste ou naquele degrau. Sua posição (e sua energia, que
se relaciona com a posição) é “quantizada”.

O salto quântico. Na rampa, o movimento clássico da bola é


contínuo; na escada, o movimento quântico ocorre em etapas
descontínuas (salto quântico).

Pode-se objetar: o que acontece quando a bola cai de um


degrau para o outro? Ela não estará, na queda, assumindo uma
posição intermediária? Neste ponto é que surge a estranheza da
teoria quântica: no caso da bola numa escada, a resposta é
obviamente sim, mas, no de uma bola quântica (um átomo ou um
elétron), a teoria de Planck responde que não. A bola quântica
jamais será encontrada em qualquer lugar intermediário entre dois
degraus: ela ou está neste ou naquele. Isso é o que se denomina
descontinuidade quântica.

381
Às vezes se usa pessoa em vez de bola. Aí se diz que a pessoa
pode dar qualquer tamanho de passo para subir/descer o plano
inclinado e o tamanho do passo pode variar continuamente. No
entanto, para subir uma escada, se pisar na meia-altura do degrau
não se sobe nem desce a escada, donde os nossos passos numa
escada são números naturais, não existindo meio passo.
Em vista disso, por que não se consegue pegar um
bronzeado com a madeira que queima na lareira? A radiação de
baixa frequência surge de pequenos saltos quânticos, ao passo que
a de alta frequência exige grandes saltos. Um grande salto quântico
precisa ser alimentado por um grande volume de energia no
ambiente do elétron. A energia existente em uma lareira que
queima madeira simplesmente não é forte o suficiente para criar
condições ate mesmo para a luz azul, quanto mais para a
ultravioleta. Esta é a razão por que não se pode pegar um
bronzeado em frente a uma lareira.
Em outras palavras.
No ano de 1901, Max Planck, tentando explicar esses
fenômenos da radiação térmica, revolucionou a física, fazendo
nascer assim a Mecânica Quântica que será posteriormente
desenvolvida pelo trabalho de muitos outros cientistas como Niels
Bohr, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Einstein, Louis de
Broglie, Max Born, Wolfgang Pauli ou Paul Dirac, citando apenas os
mais importantes.
Para isso, Max Planck postulou que o oscilador emite não
espectros contínuos, mas sim pacotes de energia E = nhf, onde: n =
0,1,2,3,... são os números quânticos; f é a frequência da oscilação; h
é a constante de Planck cujo valor é 6,63 × 10-34 m2 kg / s.
Este valor de h não foi determinado por nenhuma teoria,
mas sim obtido através de dados experimentais. Ele é uma das
constantes fundamentais da física e estabelece uma escala absoluta
para o que é grande e o que é pequeno, isto é, ela determina
quando um fenômeno pode ser explicado pela física clássica e
quando um fenômeno pode ser explicado pela física quântica.

382
Assim, enquanto para Einstein os corpos emitem radiações
de uma forma contínua E = mc2, para Planck as radiações são de
uma forma totalmente descontínua se chegando que os corpos
emitem energia em quantidades definidas, em pacotes definidos, e
esses pacotes foram chamados de quanta ou estados quânticos. Se
emitir um pacote, um só pacotinho de energia hf esse é chamado de
um quantum porque, no latim, quantum é singular e quanta é
plural. Então se fala um quantum de energia eletromagnética E = hf,
dois quanta de energia eletromagnética E = 2hf, assim por diante
até n quanta de energia eletromagnética E = nhf. Não se tendo nada
que não seja natural como 1,5 quanta de energia eletromagnética E
= 1,5hf, ou meio pacote E = 1/2hf. O número quântico é que dá a
quantização da energia emitida por um corpo negro.
Por isso a física foi batizada de física das quantidades, física
dos quantas, e chegou-se assim ao nome de física quântica.
Mais tarde, Niels Bohr vai explicar o porquê a coisa é assim,
por que esses pacotes são emitidos quando o elétron salta de um
nível para outro no orbital do átomo. Este foi o início da trajetória
da Mecânica Quântica, que estuda os eventos que transcorrem nas
camadas atômicas e subatômicas, ou seja, entre as moléculas,
átomos, elétrons, prótons, pósitrons, e outras partículas.

● Espectros quantizados
Fazendo-se um diagrama clássico da distribuição da energia
em relação à frequência o gráfico seria contínuo.

____________

x0 f

383
Já no caso da física quântica a distribuição de energia é esse
espectro descontínuo. A energia fica quantizada ela só pode saltar
de um lugar para outro, pular de um estado quântico de energia
para outro sem intermediário porque a natureza desses corpos
negros aquecidos não admite que haja energia nesses intervalos. A
energia só pode ser emitida e absorvida em determinadas
quantidades definidas então vai aparecer buracos no espectro de
emissão de energia, no gráfico de energia (vide as próximas figuras
deste tópico).

n hf
...
2 hf
1 hf
0 hf
f

A partir daí ficou fácil para Niels Bohr construir todo o seu
modelo do átomo de hidrogênio e os astrofísicos a determinarem à
composição química que existe na atmosfera de Marte, de Júpiter,
do Sol, de estrela muito distante. De fato, chegando-se num
laboratório com uma cúpula de vidro e colocando um gás dentro
dela, como o hidrogênio a certa temperatura. Com uma fonte de luz
que tenha todo espectro se faz essa luz passar por dentro desse gás
e coloca adiante um prisma e se nota que a luz ao sair sofre um
desvio. Os cientistas vão observar que se não tiver o gás a luz passa
direto e vai acontecer que tem esse espectro no anteparo todo
colorido com a cor do arco íris desde o vermelho até o violeta.
Porém, quando faz passar por dentro de um gás vai aparecer umas
linhas escuras no meio, isso significa que algumas frequências foram
absorvidas pelo gás. O interessante é que cada gás só absorve
determinadas frequências. É como se fosse a impressão digital do

384
gás, se pôr nitrogênio, oxigênio ou outros gases vão dar linhas de
absorção, mas vão ser em lugares diferentes no espectro.

Com esse espectro de absorção se consegue determinar a


velocidade com que o astro está se afastando, se consegue
determinar uma série de coisas em astrofísica. A pergunta é: por
que ele não absorve todas as cores, isto é, só absorve algumas
cores? A resposta é porque o processo é quântico e assim tem
certas energias que ele não se interessa, só se interessa por aquele
pacote de energia naquela frequência. Essa explicação vai ser
possível quando se entender a estrutura do átomo, os seus níveis
quânticos atômicos, para saber que o átomo só absorve energias
discretas também, o elétron absorve uma energia discreta
descontínua que vai acontecer os saltos quânticos do elétron de um
nível para outro, de energia de um orbital para outro no átomo.
Considerando-se a luz da estrela e fazendo-a passar no
espectroscópio vai ver que ela tem linhas de absorção e se tem
hidrogênio, oxigênio, carbono, dióxido de carbono.
No caso de um pêndulo numa casa, ao soltá-lo vai se ver que
ele vai parando por causa do atrito. Por isso que no relógio do cuco
inventaram um pêndulo com mola que tem corda para ele continuar
385
batendo sempre para ele não parar. Essa diminuição de energia é
contínua ou descontínua? Max Planck afirmou que o pendulo perde
um pacote, ele não perde de forma contínua.
Exemplificando: no movimento de um pêndulo se supõe que
a massa desse pêndulo é de exatamente 0,01 kg e está suspenso por
uma corda de comprimento 0,1m, com amplitude máxima de 0,1
radianos.

1 g
Como a frequência de oscilação do pêndulo é f =
2 l
então, fazendo-se as contas, f = 1,6 hertz. Já a energia do pêndulo é
igual a sua energia potencial máxima: E = mgh = 5x10 -5 J. Como a
energia do pêndulo é quantizada, logo a diminuição de energia deve
ocorrer de forma quantizada em saltos de valor E = hf = (como a
constante de Planck é h = 6,63 x 10–34) = 10–33 J. A diferença
quântica dos níveis de energia entre um nível e outro para objeto
macroscópico que é o pêndulo, vai perdendo em pacotinhos da
ordem de 10–33 J, ou seja, é muito pequeno, não existem aparelhos
na tecnologia existente atualmente com precisão para detectar esse
pulso. Então, por isso, praticamente é como se fosse perdendo de
forma contínua no caso do macrocosmo, donde o efeito quântico a
nível macro cósmico não é percebido.
No nível atômico onde se tem massa muito pequena e
velocidade altíssima, os níveis de energia vão fazer diferença e o
quantum é significativo.

386
● O efeito fotoelétrico
Cientistas perceberam que em alguns materiais quando certa
luz incidia sobre eles, ela arrancava elétrons da superfície desses
materiais.

E mais do que isso. Eles mostraram que luz ultravioleta


incidindo sobre corpos metálicos fazia estes ficarem com carga
positiva, pois deles eram arrancados elétrons. Foi feito na época
uma experiência assim.
Num tubo de vidro a vácuo, ligaram-no a uma pilha e
colocaram um amperímetro. Na placa negativa [devido à pilha] se
injetava luz e acontecia o seguinte: quando a placa negativa liberava
elétrons e como eles estavam polarizados por causa da pilha eles
vinham tudo para a placa positiva e começavam a correr produzindo
uma corrente elétrica e esse amperímetro marcava essa corrente
elétrica. Esse é processo da célula fotoelétrica, o mesmo que ocorre
com o Sol batendo em plaquetas gerando energia elétrica,
iluminando o ambiente.

387
Agora, se jogasse luz vermelha, nada de ocorrer corrente, e
podia jogar uma quantidade enorme de luz vermelha, um farol de
luz vermelha, aquele holofote de luz vermelha, que não tirava
nenhum elétron. No entanto, uma lanterninha fraquinha, mas de luz
violeta o elétron já estava na corrente. Não é intensidade de luz
(brilho) e sim a frequência da luz (cor), tinha que ter a frequência de
luz certa, ou seja, os elétrons só eram arrancados com um tipo
especifico de frequência que era incidido. Na época, os cientistas
não conseguiam construir um modelo teórico do por que isso
acontecia, por que a luz vermelha não arranca elétrons e a
intensidade da luz não adianta. Este efeito era conhecido como o
efeito fotoelétrico, ou seja, a capacidade que a luz tem de arrancar
elétrons ou gerar uma corrente elétrica. Ninguém tinha explicação
porque se imaginava que o elétron era uma bolinha dura, uma
partícula que tem massa.
Como é que uma onda eletromagnética como a luz, que é
uma onda espalhada no espaço, que não é uma bolinha dura, ao se
chocar com o elétron, uma partícula dura, uma bolinha, pode
arrancar o elétron? Se a luz não tem massa, então não pode
transferir quantidade de movimento, não pode transferir uma
energia para um corpo sair andando, voando.

● Teoria quântica de Einstein (estado corpuscular


da energia)
Em 1905, Einstein para resolver o problema do efeito
fotoelétrico utiliza o mesmo postulado de Planck e afirma que a
energia da luz não tem um espectro contínuo, mas pelo contrário é
discreta, ou em outras palavras quantizada.
Esse físico imaginou que essa luz que sai emitindo um pacote
vai ter um volume definido no espaço, ela não é uma coisa
espalhada. Em outras palavras, ele imaginou que esse pacote de
energia eletromagnética que foi emitido, esse quantum que foi
emitido tinha um volume definido como se fosse uma partícula
388
mesmo que não tivesse massa. Mas, teria inércia porque carrega
uma energia e toda energia carrega uma inércia com ela. E essa
energia como é cotizada pode ser pensada como pacotes de energia
andando no espaço, a luz passou a ter o caráter dual.
Agora o Einstein vai criar a ideia de que a luz pode ser
partícula em determinadas situações. Ela interage na hora de emitir
e na hora de ser absorvida, como um pacote, e a esse pacote num
volume definido ele vai chamar de fóton. Esse fóton é o quantum de
energia eletromagnética, vai ser o caráter corpuscular da luz, o
caráter da luz não mais em forma de ondas se propagando, mas em
forma de um pacote de ondas, em forma muito de um volume
definido que se propaga como se fosse uma partícula.
Pensando o fóton como uma partícula, quando ele se
chocava com um elétron que estava na superfície do metal
ocasionava uma energia através desse choque como se fosse de
duas partículas sólidas com massa e ele podia então transferir uma
quantidade de movimento. No entanto para que pudesse acoplar
ele tinha que explicar que só pacote com energia suficiente pode ser
absorvido pelo elétron. O elétron não absorve qualquer tipo de
pacote, por isso que se podia jogar luz vermelha e o elétron não se
interessava por aquele pacote, por aquele tipo de energia. Ele só
aceitava quando a frequência era exatamente acoplável, o pacote
de energia do fóton era acoplável com o elétron e o elétron
absorvia aquela energia e era arrancado da superfície.
Então Einstein escreveu a sua equação do efeito fotoelétrico
Ec= hf-w, que é a energia cinética gerada do elétron que sai é igual a
constante de Planck vezes a frequência do fóton que incidiu, menos
um w que será explicado adiante. O fóton vem com uma energia hf,
na hora que bate transfere toda essa energia para o elétron porque
o elétron absorve tudo, mas ele seleciona: com frequência violeta
ele absorve e é arrancado, saí com uma energia e uma velocidade.
Atraí-se aquele elétron e se cria uma corrente. Para isso se
faz uma aparelhagem, a célula fotoelétrica, aquele aparelho, mas
existe um problema. Como não se transfere toda energia, ou seja,

389
parte da energia é perdida porque esse elétron está preso
eletricamente a outros elétrons na superfície do material e quando
ele começa a sair vai chocar com outros elétrons ali, vai chocar com
outras superfícies, vai perdendo energia e depois sai. Então aquele
w é o trabalho necessário, a energia perdida para retirar ele porque
ele vai atritar com outros elétrons, outras moléculas, outros objetos
que tenha ali até ficar livre e sair. Portanto, a energia cinética é a
que entrou hf menos o trabalho w que ele teve para sair.
Einstein fez o seguinte: com uma luz, onda eletromagnética,
algo totalmente ondulatório, disse que no caso do efeito
fotoelétrico se comportava como uma partícula porque arrancava
elétrons, se chocava como uma partícula, então neste momento
começava a se criar uma ideia da famosa dualidade partícula-onda,
uma coisa que vai permear toda a física quântica, uma coisa que
não existia até então. Significa a luz quando se criava um
determinado experimento para ela, por exemplo, fizer a radiação
luminosa, onda eletromagnética passar por um prisma então ela
difratava como uma onda. Mas certos experimentos a qual a luz era
submetida como essa do efeito fotoelétrico ela se comportava como
bolinhas sólidas. Então, ora a luz se apresentava como uma onda
como um fenômeno que se espalhava como uma onda, e ora ela se
apresentava como pacotes duros e rígidos capaz de transferir
quantidade de movimento, capaz de carregar consigo uma inércia.
Então Einstein foi o que discutiu e criou essa ideia pela primeira vez
de que a luz tinha esse comportamento estranho dual.
Mais tarde, o físico francês Louis De Broglie vai criar ondas
de matéria, ou seja, vai fazer o contrário. Ele vai pegar um elétron,
que é uma partícula, e falar que o elétron em certas circunstâncias
se comporta como uma onda, um fenômeno ondulatório.
Em resumo:
Luz : onda ⇒ partícula (fóton)
Elétrons : partícula ⇒ onda

390
● Prêmio Nobel de Einstein
Em 1905 é considerado o ano da vida científica de Albert
Einstein. Ele publicou 5 artigos 3 dos quais revolucionaram a física
entre esses se encontra a sua abordagem ao problema do efeito
fotoelétrico. Einstein tem contribuições importantes em quase
todas as áreas da física, mas sem qualquer dúvida suas
contribuições mais impactantes foram àquelas relacionadas com a
teoria relatividade restrita e com a teoria geral da relatividade.
No entanto ao escolher o prêmio Nobel no ano de 1921 o
comitê Nobel para física da Academia Real de Ciências da Suécia deu
mais importância ao trabalho sobre o efeito fotoelétrico. No
discurso de apresentação o coordenador do comitê fez apenas uma
pequena referência à teoria da relatividade enfatizando que a
principal discussão em torno do assunto restringia-se a área
epistemológica e filosófica, e mencionou também que as
implicações astrofísicas estavam sobre rigorosos exames. Embora,
seja importante chamar atenção que já em 1909 no eclipse solar
observado em Sobral no Ceará ou em outras partes do mundo
comprovava os principais resultados da teoria geral da relatividade
de Einstein.
Essa teoria era tão impactante para os físicos da época que
eles acreditavam que precisava muito mais descobertas astrofísicas
para comprová-la e que não poderiam dar um prêmio Nobel por
coisas que ainda não fossem confirmadas. Eles pensavam assim
“vamos que se dê um prêmio Nobel e daqui a um mês, dois anos,
prova-se que estava tudo errado”.
Einstein não foi receber o prêmio Nobel na cerimônia de
entrega porque estava no Japão. Tantas pessoas já ganharam o
prêmio Nobel mais por questões políticas do que por merecimento.
Os ganhadores não só recebem um troféu como cerca de um milhão
de reais.

391
Observações:

1ª) sobre as dificuldades da pesquisa em Física Espiritualista


Muitos físicos espiritualistas estão sendo altamente
rechaçados por essa cúpula que dirige a ciência hoje em dia porque
a espiritualidade é uma coisa não admitida na ciência. Deste modo,
estão criando dificuldades para que essas ideias possam eclodir. No
entanto físicos que viveram experiências pessoais no campo da
espiritualidade passam a se interessar e a trabalhar nessa área.
Em 1983 houve na Unicamp um congresso internacional
sobre esse assunto intitulado “Interação: Mente, Espírito e Matéria”
onde cientistas discutiram espiritualidade não de uma forma
mística, mas tentaram entender porque todos os fenômenos que
existe no universo têm uma explicação física razoável.
Quanto mais o cientista tiver liberdade para expressar aquilo
que realmente quer pesquisar não aquilo que o sistema impõe para
que ele pesquise. Pois, às vezes certas coisas não são interessantes
para uma universidade pesquisar porque quem patrocina é o
sistema político, a indústria, e se não houver interesse por parte
deles não há verba, o departamento não funciona.
Fazer ciência de uma maneira a investigar questões
espirituais não tem apoio financeiro, filosófico, estrutural e a maior
parte dos físicos que fazem essa física espiritualista faz nas horas
vagas, ou seja, não fazem dentro de sua carreira real, dentro do seu
trabalho, dentro da universidade. Eles fazem à parte porque
acreditam naquilo. É muito difícil ter um laboratório para investigar
fenômenos espirituais, ninguém paga a montagem dessa
aparelhagem toda que pode custar um milhão de dólares. Por outro
lado, o reator nuclear que custa bilhões está sendo montado na
Suécia.
Se em vez de investir para fazer pesquisas atômicas se
investisse em pesquisa esotérica ia se descobrir tanta coisa. Todavia,
muitos físicos reacionários combatem essa pesquisa falando que
isso tudo é uma bobagem, não tem nada haver com ciência. Eles
estão fazendo isso porque são pessoas bloqueadas, não tem uma
392
abertura para ver que os fenômenos espirituais são fenômenos
reais ocorrendo em inúmeros centros espíritas pelo Brasil como o
da operação cirúrgica.

2ª) sobre esse tópico


A diferença entre as duas anomalias é que: enquanto a
radiação do corpo negro, Planck quantizou as energias dos
osciladores; o efeito fotoelétrico, Einstein quantizou a luz em
pacotes, ela viajaria discretamente em corpúsculos e não continua
em energia. O nascimento da física quântica se daria, além destas
duas anomalias, a quantização dentro do átomo para explicar a
estabilidade das órbitas dos elétrons.

3ª) sobre o próximo tópico


Aborda-se a Mecânica Quântica, começando com as ondas
de matéria e as teorias do Deblugli, ou seja, a consolidação da
dualidade onda-partícula. Vai se ver que esses comportamentos
duais é que vão desencadear grandes discussões como o da
verdadeira realidade do universo, bem como abrir portas para a
espiritualidade.
Depois, as medições como o princípio da incerteza, a
densidade de probabilidade e o princípio da superposição com o
gato de Schrödinger. Ainda no problema da medida porque se
precisa criar um aparato experimental ou uma interação para que
essas coisas se comportem dessa ou daquela maneira. E a pergunta
clássica era: quando não é feito medidas do elétron, não se está
observando ele, como ele é? Como ele esta existindo? Então o
observador vai ter um papel importante na física quântica. Enfim, o
colapso da função de onda com o papel do observador.
Fica para outro tópico a não-localidade no colapso, isto é, a
inseparabilidade quântica.

393
394
Mecânica Quântica
● Ela e a física clássica
● A dualidade partícula-onda (estado ondulatório da matéria)
● A experiência da fenda dupla e característica ondulatória do
elétron
● O princípio da incerteza de Heisenberg
● Densidade de probabilidade
● O gato de Schrödinger e o colapso da função de onda
● O papel do observador na física quântica – primeiro passo para
teorizar a consciência e o espírito
● Perguntas básicas

● Ela e a física clássica


A Física Quântica envolve conceitos como os de partícula –
objeto com uma mínima dimensão de massa, que compõe corpos
maiores – e onda – a radiação eletromagnética, invisível para o ser
humano, não necessita de um ambiente material para se propagar,
e sim do espaço vazio. Enquanto as partículas tinham seu
movimento analisado pela mecânica de Newton, as radiações das
ondas eletromagnéticas eram descritas pelas equações de Maxwell.
No início do século XX, porém, algumas pesquisas apresentaram
contradições reveladoras (como o prêmio Nobel de Einstein
comentado anteriormente), demonstrando que os comportamentos
de ambas podem não ser assim tão diferentes uns dos outros.
Foram essas ideias que levaram Max Planck à descoberta dos
mecanismos da Física Quântica, embora ele não pretendesse se
desligar dos conceitos da Física Clássica.
Os físicos clássicos deterministas vão começar a questionar:
Por que só se consegue detectar essas duas características quando
se observa: partícula ou onda? Por que para observar o mundo
atômico se tem que montar um aparato experimental? Por que não
se pode ficar aqui olhando e aparecer algo? Por que só se tem
informação de como o mundo atômico é e como ele se comporta
395
quando se observa? Todas as experiências até hoje montadas só
teve essas duas situações ou o elétron se comportava como uma
partícula ou se comportava como uma onda não tem uma terceira
situação.
A mecânica quântica integrou o conceito de onda ao
conceito de partícula como sendo uma única coisa integrada. Algo
parecido com o que Einstein fez em pegar o espaço e conectar com
o tempo criando a ideia de espaço-tempo. As duas coisas eram
separadas e ele percebeu que na teoria da relatividade tinham que
integrar essas duas coisas para o mundo funcionar. No mundo
quântico a integração foi feita por dois conceitos que antigamente
eram separados e que agora tem que ser unidos. Então o mundo
subatômico se tornou um ambiente muito estranho, tem uma frase
dos grandes cientistas que diz assim: “Se você não achar a mecânica
quântica um absurdo é porque você não a entendeu”.
Porém, essa física “absurda” que se voltou para o mundo
microscópico, onde passou a estudar os fenômenos subatômicos,
mais tarde possibilitou grandes avanços tecnológicos, como o
desenvolvimento das telecomunicações, os avanços na eletrônica,
aparelho de CD, o controle remoto, os equipamentos hospitalares
de ressonância magnética, o famoso computador e até mesmo uma
explicação mais eficiente sobre a evolução do universo.

● A dualidade partícula-onda (estado ondulatório


da matéria)
Em 1905, Albert Einstein, um jovem e desconhecido físico
alemão, publicou a Teoria Especial da Relatividade e a teoria do
Efeito Fotoelétrico, que revolucionou a mentalidade científica para
o estudo dos fenômenos atômicos.
Com o desenvolvimento da Mecânica Quântica, através dos
trabalhos de Albert Einstein, Niels Bohr, Werner Heisenberg,
Wolfgang Pauli, Erwin Schrödinger, entre outros, descobriu-se o
comportamento dual dos elementos atômicos e das ondas
396
eletromagnéticas, que ora se manifestavam como partículas, tendo
massa e dimensões definidas, ora se manifestavam como ondas.
Lembrando-se que Einstein propôs que as ondas
eletromagnéticas como a luz, algo considerada energia, contínua,
poderiam em determinados casos serem encaradas como
partículas, como fótons, isso no efeito fotoelétrico.
Em 1924, um físico francês chamado Louis De Broglie publica
um artigo propondo que a matéria, a partícula, o elétron, também
se comportaria como uma energia, onda [onda de matéria]. Até
então não havia nenhuma experiência, nenhuma situação que
pudesse levá-lo a acreditar nisso.
No entanto, ele imaginava que: se o Max Planck escreveu a
famosa equação de quantização da energia dizendo que a energia
emitida por uma onda eletromagnética era E = nhf onde n são
elementos da sequencia de números naturais. Pois, numa corda
estacionária como é o caso da mola quando oscilada só coloca
ondas inteiras ali, números naturais de ondas, não se conseguem
colocar frações da onda. Bem como também ocorre o mesmo com o
pêndulo que tem característica ondulatória.
Então, De Broglie pensou que provavelmente a matéria
também pudesse ser associada a uma característica ondulatória, ou
melhor, relacionou o comprimento de onda λ com a quantidade de
movimento mv da partícula, mediante a fórmula λ = h/mv. Vendo-se
a equação se percebe facilmente, que à medida que a massa do
corpo ou sua velocidade aumenta, diminui consideravelmente o
comprimento de onda.
Por exemplo, uma bola de beisebol com velocidade de 10
m/s e massa de 1 kg, o comprimento de onda associado a essa bola
é λ = h/mv = (6,6x10 -34)/1x10 = 6,6x10 -35 metros [muito menor que
o comprimento de onda do raio gama de no máximo 10 -14 metros.
Donde, se conclui que esse comprimento de onda é extremamente
curto, não se tendo instrumento para medir, daí praticamente para
um corpo macroscópico o caráter ondulatório desaparece. Por
outro lado, se aventar em calcular a frequência dessa entidade aqui

397
(f = 1/λ) ela vai dar tão alta, 1,52 x 10 34 Hz que nem os raios gama
têm essa frequência de tão alta [vai de 1020 Hz a 1022 Hz] que o
objeto parece sólido de tanto que oscila a onda associada a ela.
No entanto, fazendo a mesma conta para um elétron com
energia cinética de 100 eV (onde 1 eV, isto é, 1 elétron volt é uma
medida de energia que pode ser convertida em joule, ou seja: 1 eV =
1.60217646 × 10-19 J) se tem λ = h/p = h/ 2mk = 1,2 x 1010 = 1,2
angström = 1,2 A. Angström é a unidade de comprimento de ondas
muito curtas, essa medida é coerente com a própria estrutura do
mundo atômico. As radiações de alta frequência se acham nessa
faixa de comprimento de onda. No exemplo, o comprimento de
onda de 1010 está na faixa do raios-X que é de 108 a 1012.
Assim, De Broglie prevê o comprimento de onda para o
elétron. Mais tarde é feita acidentalmente uma experiência
injetando feixe de elétrons em cristais. E se descobre que os
elétrons difratam na rede cristalina, monta-se um aparato
experimental e calcula-se o comprimento de onda associado ao
elétron nessa experiência de difração, achando-se o valor
extremamente igual ao previsto por De Broglie.
Estava assim provado experimentalmente que Louis De
Broglie estava certo que as partículas subatômicas se comportam
em determinadas circunstâncias como uma onda. Porém, no
começo quando ele publicou esse artigo ninguém deu muita
atenção para ele foi Einstein que percebeu a importância do que De
Broglie tinha realizado: “Ela [a tese de Broglie] levanta uma ponta
do grande véu.”
Observação: mais tarde o professor Laércio da Fonseca vai
criar um modelo quântico da matéria, uma teoria, um postulado
associando a massa de uma partícula à frequência de onda da
partícula. Mas só que vai caracterizar quando uma partícula está em
deslocamento porque se a partícula estiver parada não se teria
onda.

398
● Experiência da dupla fenda e característica
ondulatória do elétron
No filme “Quem somos nós” tem o Dr. Quantum que mostra
essa experiência com animação gráfica [Internet em “Dr. Quantum e
a experiência da fenda dupla”]
Esta experiência já era conhecida nos inícios do século XIX.
Faziam essas experiências com luz e percebiam esse caráter
ondulatório da luz da onda eletromagnética.
Num ponto de um lago e se fazendo uma perturbação de
maneira que a partir dele se começa a soltarem ondas circulares.
Estas ao chegarem à fenda, diante dela, elas vão passar para o outro
lado em expansão como se na fenda fosse semelhante aquele ponto
e começasse a abrir de novo. Isso é uma onda.

De fato, pois, se fosse feita experiência com partículas, não


com onda, colocado um anteparo aqui, se fosse jogado feixe de
bolinhas, daria apenas pontos intensivos porque as outras partículas
que batiam iam refletir e voltar, não iria passar.

399
Numa dupla fenda. Jogar uma onda eletromagnética quando
ela chega a um dos furos começa a sair uma onda, e no outro furo
começa a sair também outra onda. Quando essas ondas começarem
a se juntar vão fazer interferência construtiva e destrutiva. Pondo-se
um anteparo vai se ver projetada nele uma figura que tem parte
brilhante, parte escura, parte brilhante, parte escura, conhecida por
figura de interferência. Vão aparecer linhas assim, o espectro não é
contínuo, ele fica cheio de interferências. Isso ocorre para luz e para
todo tipo de onda quando passa por fenda dupla.

Alguns cientistas pensaram: se fizer o mesmo para o elétron


ele vai se comportar como uma bolinha ou como uma onda?
Quando jogaram um feixe de elétrons passando por uma fenda ele
abria também do outro lado causando um foco e manchando tudo
isso aqui com a parte do centro mais intensa, um brilho mais
intenso no centro. Logo, se concluiu que também se comportava
como onda.

400
Se jogassem um feixe de elétrons por duas fendas
novamente a situação ia ser semelhante àquela que aconteceu com
a luz.

O resultado disso é que o feixe de elétron que na verdade


era imaginado como partículas se comportaram exatamente como
um fenômeno ondulatório. Por causa disso ficou mais uma vez
comprovado e evidenciado a teoria de De Broglie.
Isso gerou um problema muito sério na questão da natureza
das coisas. Como que as coisas são na realidade? Como o universo
quântico é na realidade? Essa é a questão: montando-se um
experimento essas entidades do mundo atômico aparecem como
partículas; numa outra experiência montada essas mesmas
entidades aparecem como ondas não de probabilidades, mas sim de
ondas reais, causando interferência. Como elétron pode ser num
momento uma partícula que é uma coisa que ocupa um volume
muito definido do espaço, e em outro ele se comporta como uma
coisa extensa que se espalha no espaço que é uma onda?
Esse comportamento dual nunca foi até hoje realmente
explicado porque é assim. Os físicos não têm ideia dessa situação,
isso é uma constatação experimental do mundo atômico, é assim e
pronto, tem que se acostumar com isso.

401
● O princípio da incerteza de Heisenberg
Partindo dessas experiências um físico experimental
chamado Heisenberg costumava investigar e pesquisar o mundo
atômico para tentar medir valores no mundo atômico como, por
exemplo, medir alguns parâmetros do elétron. Isso porque
fundamentalmente quando se quer escrever uma mecânica para o
mundo atômico, no fundo se quer na verdade é criar a chamada
famosa equação de movimento.
Supondo-se o elétron navegando por aqui com certa
velocidade e se queira escrever a equação de movimento dele para
se poder prever o futuro. Analogamente, como no caso do sistema
solar que tendo a equação de movimento dos planetas se consegue
prever eclipse daqui a 100 anos.
Retomando o caso do elétron e se imaginado ele se
deslocando ao longo desse eixo x com certa velocidade v. Para que
se possa escrever a equação de movimento se tem que medir duas
variáveis importantes, é só lembrar-se da equação do movimento
uniforme s = s0 + vt que aqui é x = x0 + vt.

x0 v x

As duas variáveis são: x0 que é a posição inicial dele, isto é, a


posição que ele se encontra no instante do medir em relação ao
sistema de referência adotado; v, ou seja, é preciso medir a
velocidade dele. Tendo esses dois fatores se monta uma equação de
movimento dele e tudo está resolvido. Só que, a rigor, os físicos não
medem velocidade diretamente eles medem o momento
(quantidade de movimento) que é p = mv.

402
Suponha-se que nessa sala tem um elétron e se quer medir a
sua posição e a sua velocidade. Como não se consegue ver o elétron
então se monta um aparato experimental. Torna-se essa sala
fechada e totalmente escura onde dentro dela se coloca uma bola
de plástico sem que se saiba onde ela se encontra.

____________

x0 x

Se o sistema de referência for à parede a bola fica localizada


com duas coordenadas x e y. A técnica é fazer o seguinte: se pega
uma luz e acende de modo quando ela bate na bola e volta para
pessoa que observa está determinada onde a bola se encontra, se
tendo o x0. Para medir a velocidade é só pegar o relógio e ver se
essa bola está andando, quanto tempo ela demora em passar numa
outra posição x, aí se olha e mede. O que se registra é que para
detectar a presença dessa bola e medir a velocidade dela se precisa
jogar alguma coisa nela e ela refletir.
Agora, trocando-se essa bola por elétron como se faz para
observá-lo? Como o elétron é muito pequeno, tem reduzido
tamanho e massa, se precisa jogar um raio de luz com comprimento
de onda muito curto, na faixa do tamanho dele, se não for assim
não acontece nada com o elétron, pois o fóton não bate nele.
Todavia, se o λ é muito pequeno então a frequência é muito alta,
donde a energia (E = hf) que esse fóton está incidindo é muito alta.
E aí quando esse fóton bater no elétron e quiser voltar para o
observador, ele bate com tanta energia, com tanta força, que ele
pega esse elétron e manda a quilômetros de distância. Assim, na
hora em que o observador receber a informação ele não vai saber
onde o elétron está.

403
Por outro lado, montando-se um aparato para medir a
velocidade vai dar o mesmo problema em relação à informação.
Pois, como marcar duas posições se não consegue medir nenhuma.
Para melhorar o entendimento do que está sendo dito ao
invés de jogar um raio de luz na bola de plástico se jogue jato de
água de uma mangueira de bombeiro. A bola ia espirrar para tudo
quanto é lado. Quando se vai medir, interfere e interferindo muda a
realidade e não se consegue escrever uma equação de movimento
precisa para qualquer partícula do mundo atômico.
Quem já fez curso de mecânica sabe que quando alguém
pede para fazer uma peça como, por exemplo, de 20 milímetros de
comprimento. Tem que saber qual a precisão que se quer nessa
medida porque a máquina que vai fazer isso aí necessita da
tolerância como, por exemplo, erro na medida de 0,001. Em caso de
dúvida medir com a régua e vê se consegue pegar no olho meio
milímetro na régua.
Heisenberg sabendo que as medidas dessas variáveis
importantes para escrever uma equação de movimento tinham
muita imprecisão, isto é, erro na medida. Mais especificamente, ele
percebeu que todas as vezes que ia medir a posição de uma
partícula subatômica se tinha um erro e esse erro era na ordem de
x. No caso do exemplo anterior x igual a mais ou menos 0,001. E
todas as vezes que se montava um aparato para medir o momento
ou a quantidade de movimento p se tinha um erro também de p.
Concluiu que todas as vezes que se for fazer uma experiência
h
quântica esses dois erros vão ter essa relação x. p ≥ onde h é
2
h
o h normalizado valendo . Essa aqui é a famosa lei da incerteza
2
nas medidas do Heisenberg.
O produto das duas incertezas é da ordem de grandeza de h
que é muito pequeno: 6,6 x 10-34. Não se consegue precisão menor
que isso, então sempre vai ter um erro na medida da posição e um
erro na medida do momento (ou simplesmente da velocidade) e
404
quando dá um produto das duas essa equação diz o seguinte: todas
as vezes que se tenta diminuir a precisão na posição se perde a
precisão na velocidade, no momento; e toda vez que se monta um
aparato para melhorar a medida da velocidade se perde precisão na
posição. [sem perda de generalidade supõe-se que se queira uma
boa precisão que não a excelente Δx=0, como Δx=10-34.000.000. Logo,
h
x. p ≥ , donde aproximadamente, 10-1.000.000.034. p ≥ 10-34, o
2
que implica Δp≥101.000.000.000, ou seja, “sem precisão” nenhuma.
Uma ideia é a de se querer precisar onde está uma bola
preta no escuro em velocidade. Lança-se uma bola branca, quando
ela se chocar é conhecida à posição da bola preta, no entanto esta
se deslocou com o impacto sem que se conheça o momento.
Isso causou um problema muito sério na física porque como
é que se vai escrever uma equação de movimento não se tendo
nenhuma precisão. Montando-se um experimento para o elétron e
fizer a seguinte pergunta: “o elétron está em repouso?” e a resposta
“pode estar e pode não estar”? Não se sabendo se o elétron está
em repouso ou movimento como escrever uma equação futura?
Supondo-se precisar dessa informação com muita precisão
porque se esse elétron estiver em movimento ele vai passar por
uma fenda e ao chocar-se com o dispositivo eletrônico vai explodir
uma bomba capaz de dizimar de 5 a 10 milhões de pessoas. Se o
elétron suposto estiver parado a bomba nunca vai explodir. Mas,
nenhum físico, segundo Heisenberg, consegue dizer com precisão o
que está acontecendo. Se as pessoas vão morrer ou não, isso é um
paradoxo que se vai discutir daqui a pouco com o nome do
paradoxo do gato de Schrödinger. É uma tentativa de trazer efeitos
quânticos do mundo subatômico para o mundo macro-cósmico.

● Densidade de probabilidade
Por este motivo a teoria quântica abandonou parcialmente a
noção de trajetória e da localidade, em função do princípio da
405
incerteza de Heisenberg. E a noção da trajetória de natureza
determinista, substituída pela noção de função de onda, de
natureza probabilística. Essa interpretação da função de onda, como
medida da potencialidade de localização de uma partícula, foi dada
pela análise e correta interpretação de Max Born.
Resumindo, o fato de ser impossível atribuir ao mesmo
tempo uma posição e um momento exatas a uma partícula,
renunciando-se assim ao conceito de trajetória, vital em Mecânica
Clássica. Em vez de trajetória, o movimento de partículas em
Mecânica Quântica é descrito por meio de uma função de onda, que
é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda
é interpretada por Max Born como uma medida da probabilidade de
se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado
tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no
conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela
Escola de Copenhagen. Para descrever a dinâmica de um sistema
quântico deve-se, portanto, achar sua função de onda, e para este
efeito usam-se as equações de movimento, propostas por Werner
Heisenberg e Erwin Schrödinger independentemente. A função de
onda está na fronteira entre o determinismo e o indeterminismo.
Dessas imprecisões começaram a trazer para a física as
probabilidades. Pois, no mundo atômico como não se tem os
parâmetros iniciais conhecidos não se pode afirmar como o sistema
vai evoluir, só se pode afirmar que há certa possibilidade do elétron
estar em repouso e certa possibilidade de ele estar em movimento.
Ou seja, ao invés de falar que a posição do elétron é exatamente
essa no espaço em relação a uma coordenada, se diz que: existe
certa probabilidade de encontrar esse elétron numa região.
Assim, física passou a não ser mais uma coisa extremamente
exata, objetiva e perfeita. Perguntando-se “com que velocidade o
elétron está?”, responde-se que “existe uma probabilidade de ele
estar com uma velocidade entre esse valor e esse”.
Um físico vai criar uma matemática para criar essa ideia de
densidade de probabilidade de modo que ao invés de querer achar

406
exatamente onde o elétron está, ele vai criar uma ideia exatamente
de densidade de probabilidade que vai definir uma região aonde há
maior probabilidade de encontrar o elétron e sempre com certa
incerteza. Então a probabilidade está extremamente associada à
incerteza nas medidas.
Einstein não aceitava isso e contestava dizendo que deve
haver algum erro nessas coisas aí porque “Deus não joga dados”.
Isso porque ele vinha de uma classe de físicos de uma época que é
chamada de determinismo, donde, todas as equações
determinavam com precisão a evolução de um sistema físico,
obtinham-se todos os valores exatos das medidas dos planetas. Mas
no mundo atômico começou a dar esse problema de incerteza. Esse
físico questionou se isso é real ou são os físicos que não estão
montando o equipamento correto, tem algumas variáveis ocultas aí
que eles não descobriram ainda e que vai destruir esse erro e se vai
poder medir com precisão esses dois valores.
Desta maneira, na época havia uma grande discussão.
Existiam os físicos que estavam fazendo essas experiências e
aceitavam um pouco essa coisa; e havia aquele grupo de físicos que
vinha da escola antiga e acreditava num determinismo na física e
não num probabilismo porque probabilismo é como se Deus
estivesse jogando dados. Qual é o verdadeiro destino de um sistema
físico? Pode-se prevê-lo com precisão? O mundo quântico fala que
só se pode dar uma densidade de probabilidade de como isso vai
evoluir no futuro.
O princípio da incerteza de Heisenberg tem duas partes: 1ª)
trata exatamente na incerteza na medida da posição e na incerteza
na medida no momento; 2ª) associa exatamente quando for medir a
energia E e o intervalo de tempo. Então na verdade toda vez que for
medir a energia de um sistema se tem um erro na medida e esse
erro vai se chamar E, pela mesma razão se for medir o intervalo de
tempo se tem um erro Δt. Logo, da mesma forma que na primeira
h
parte, E x t  . Portanto, as duas partes do princípio da
2
407
incerteza de Heisenberg são: uma para o momento e a posição, e
outro para a energia e o intervalo de tempo.
Essas incertezas vão levar o mundo atômico ao mundo das
possibilidades. A pergunta de alguns cientistas é se o mundo
atômico é regido por probabilidades, desconhecendo-se quando o
fenômeno vai acontecer, como fica? Por exemplo, existe certa
probabilidade de certo núcleo radioativo decair em 30 anos não é
uma afirmação de que algo vai acontecer. Basta fazer analogia com
a probabilidade de alguém ganhar na mega sena ser de uma em 50
milhões, mas ele pode jogar e não ganhar, ou seja, a probabilidade
nunca acontece, o fenômeno nunca acontece, ter uma
probabilidade não significa que ele vai acontecer.

● O gato de Schrödinger e o colapso da função de


onda
Para discutir essa questão Schrödinger, um dos pais da
mecânica quântica, vai escrever uma equação de momento nessa
mecânica levando em consideração a incerteza e a probabilidade da
onda associada. No entanto, no princípio da incerteza, ele cria um
paradoxo e esse paradoxo era para provar na época o quanto a
física quântica era incompleta, o quanto faltava coisas para se
entender. Então ele criou o paradoxo do gato de Schrödinger.

Ele construiu a seguinte experiência hipotética. Pegou uma


caixa e colocou dentro dessa caixa um gato e também um
dispositivo que contém um núcleo radioativo e um frasco de gás
venenoso. Quando o núcleo dessa substância radioativa decai emite
408
uma partícula que aciona o dispositivo e o frasco mata o gato. Só
que tudo isso foi colocado numa caixa fechada e este átomo tem a
probabilidade de emitir essa partícula num intervalo de tempo,
então a pergunta é: quando a caixa for aberta o gato vai estar morto
ou o gato vai estar vivo? Então a discussão é a seguinte: antes de se
abrir a caixa as duas possibilidades são possíveis, porém quando a
caixa é aberta o experimentador vê um gato morto e um núcleo
decaído ou um núcleo não decaído e o gato vivo? A questão é saber
quando é que o sistema deixa de ser uma mistura de estado e se
torna um ou outro.
O objetivo da experiência é ilustrar que a mecânica quântica
é incompleta se não existirem regras que descrevam quando é que a
função de onda colapsa e o gato se torna vivo ou morto, em vez de
uma mistura de ambos. Na verdade se quer interrogar que a
realidade depende do observador. Se não observar não se sabe o
que vai acontecer? Quem é que decide se o gato vai morrer ou vai
viver? Será que o observador interfere na realidade do mundo
atômico?
O que a mecânica quântica diz é que ninguém pode afirmar
se aquele gato está morto ou vivo, só é possível afirmar quando for
tirar medidas. E o que é tirar medidas? Tirar medidas é observar.
Logo quem é que dirige essa realidade aqui dentro do mundo
atômico? Quem decide se esse átomo vai desintegrar e essa
desintegração vai causar uma morte? Com isso se tentou trazer uma
problemática probabilística no mundo quântico. Não se consegue
afirmar quando esse átomo vai desintegrar, será que tem uma
consciência por trás que decide o fluxo do universo e decide se esse
gato vai viver ou morrer. Para mecânica quântica enquanto não se
abrir a caixa as duas possibilidades estão superpostas.
Um físico fez uma previsão que deveria existir uma física
quântica de vários mundos ou de n mundos chamados de universos
paralelos. Segundo ele não é que exista o gato vivo ou o gato morto,
existem os dois universos, onde num universo o gato está vivo e no

409
outro universo o gato está morto. Essas duas possibilidades
coexistem.
Quando se abre a caixa há um colapso na função de onda,
porque deixa de existir a onda, e se acha a partícula aqui que é a de
se ver se o gato está vivo ou está morto, ou seja, aí sim uma
realidade é criada, mas é criada porque o observador participou.

● Papel do observador e primeiro passo para


consciência e espírito
Na física clássica havia aqueles parâmetros imutáveis: tempo
absoluto, onde universo fluía e o tempo transcorria igual para todo
mundo, não mudava nada; o espaço absoluto, ou seja, o espaço não
era influenciado por nada; o “observador absoluto”, isto é, na física
de Newton qualquer observador não tinha outro papel do que
apenas observar, ou seja, de apenas tirar medidas sem interferir em
nada do que estava acontecendo. O observador podia tirar as
medidas de um planeta com telescópio, medir posição, fazer tudo,
só que em nada interferia no que estava acontecendo, não tinha
nenhuma importância no processo.
É aquela velha história: o sistema solar funciona a milhões de
anos, quando eu cheguei aqui não mudou nada, a minha presença
não ocasionou em nada no universo.
A única coisa que o físico vai dizer é que há uma
probabilidade de algo ser onda ou partícula. O mundo fica
indefinido enquanto não se observar. Então não há uma realidade
porque onda e partícula são duas coisas completamente diferentes,
elas são como se fosse cara e coroa, duas faces diferentes da
mesma moeda. Olha-se de um lado da moeda aparece uma cara,
olha a moeda do outro lado aparece uma coroa, mas no fundo se
está olhando a mesma moeda. Portanto, é como se o elétron fosse
um objeto assim.
O novo paradigma que surgiu é: como é a realidade quando
não se observa? Quem decide como o mundo atômico vai se
410
comportar quando não se interage? Por que o mundo atômico está
acontecendo, os átomos estão acontecendo, os prótons, enfim todo
o universo está acontecendo? E aconteceu. E se pergunta: Como
aconteceu? Quem tomou as decisões para que tudo isso
acontecesse dessa maneira? Por que quando uma consciência tenta
criar uma realidade para entender como é o universo lá fora se tem
que observar? Esse observador interfere e quando interfere cria
uma realidade no meio de muitas possibilidades, porque enquanto
não se observa o mundo atômico existe uma série de possibilidades,
quando se monta um experimento e determina alguma coisa se
colapsa a função de onda e cria uma realidade.
As questões cruciais são: Quem é o observador que observa?
Ou então, o que é o observador que observa? Quem observa é uma
mente, é você, sou eu, são seres vivos que observam e nós tiramos
conclusões, nós criamos uma realidade e na verdade quem observa
é a consciência. Portanto, o observador é uma consciência. A
consciência do homem interage com a matéria e essa interação com
a matéria cria uma realidade, essa é a chave importante nesse
ponto da física quântica que vai abrir as portas para os físicos que
estão querendo criar uma ponte entre o espírito e a matéria.
Não há como admitir que sempre duas pessoas observam
uma mesma coisa de uma única maneira.
Meishu-Sama
“Não adianta apenas ter fé, rezar, acreditar em algo. É
preciso sabedoria. (...) [Sakyamuni] chamava de kakusha ao homem
despertado, que já trabalha num certo nível de consciência; ou seja,
um bodhisattva; e denominava daikakusha, ao homem que atingiu
um grau superior, inteiramente despertado. (...) o homem
iluminado tem sabedoria.”
Mas, o que é a consciência? Aí se vai entrar num universo
não mais de um físico propriamente dito, vai se entrar no universo
de um psicólogo, de um psiquiatra, de um terapeuta. Quem é esse
ser que observa essa consciência que interage? Os esotéricos usam
um sinônimo dessa palavra consciência que é o espírito. Então na

411
verdade é um espírito que observa, é uma alma que observa, é uma
consciência. O meio científico não usa a palavra espírito porque dá
uma conotação religiosa. Mas, qual é o papel real da consciência na
construção da realidade no universo? Como essa consciência foi
gerada?
Os biólogos darwinistas introduzem o modelo da evolução
do processo evolutivo da consciência, da geração da consciência,
que é chamada de uma teoria de ascensão. Ela diz o seguinte: lá no
oceano se tinha apenas átomos, moléculas, essas moléculas por um
acaso foram criando moléculas mais complexas chamadas de
moléculas orgânicas e criando os primeiros microorganismos. E
novamente por acaso esses organismos vão se tornando cada vez
mais complexos que criam um sistema onde eles viveram na água e
por si só eles resolvem, não se sabe como nem porque, quem é que
decide isso, criar pernas, criar pulmão e passar para terra. E depois
ninguém sabe já que tudo é probabilidade no mundo atômico,
quem é que define qual probabilidade que vai fazer com que as
moléculas cheguem a uma espécie animal, criar asas e sair voando.
E no final dessa escala evolutiva vem o homem com um cérebro e
esse cérebro vai gerar uma consciência e essa consciência que é o
próprio ser chamado de espírito.
A pergunta é a seguinte: como que a natureza a partir de
átomos simples que seguem leis probabilísticas decidiu tomar esse
curso, criar essa realidade conectada até chegar ao homem e na
consciência do homem? Então, para essa visão a mente é fruto de
todo uma intrincada escolha que o mundo atômico fez para no final
de tudo criar a consciência.
Muitos cientistas não conseguem acreditar nisso, não
conseguem acreditar nessa teoria evolucionária, alguns físicos
começam a pensar que a consciência ou o espírito necessariamente
deve ser anterior a tudo isso, eles dizem que na verdade uma
consciência é que decidiu criar esse fluxo de realidade até chegar a
onde os seres humanos estão.

412
Isso vai levar a uma discussão que a consciência age na
matéria, determina o fluxo dos sistemas quânticos e
necessariamente deve existir fora da matéria. Todas essas
conjecturas serão feitas daqui para frente.
A porta para se introduzir a consciência como parte
integrante das experiências físicas ou das equações físicas está na
medida porque com ela se introduz a consciência e a consciência
pode tomar decisões. E desde quando a consciência está tomando
decisão no universo? Aí se vai discutir Deus ou uma coisa que se vai
chamar de consciência cósmica. Quando você e o cientista não
existiam, quando essa consciência não existia, quem é que decidia
como que o universo ia fluir?
Amit Goswami e outros grandes físicos dessa área vão dizer
que não existe outra possibilidade a não ser uma consciência maior
atuando fora de tudo, da própria matéria, decidindo qual a
probabilidade que vai realmente acontecer, que vai colapsar a
função de onda e essa consciência ele vai chamar de consciência
cósmica e que os comuns aí pode chamar de Deus. Uma inteligência
criando e determinando que a própria matéria, os próprios elétrons,
interaja desta ou daquela maneira.
Cientificamente esta consciência cósmica é que geraria os
números quânticos porque eles são tão precisos se variarem um
pouco o universo colapsa, o átomo colapsa, então uma consciência
muito inteligente teve que projetar tudo, como o universo deveria
fluir, como deveria andar desde as partículas mais elementares até
as moléculas e as estruturas mais complexas que existe nesse
universo, nessa natureza. Só nesse conjunto de átomos se tem
estrelas, planetas, sistemas planetários e a vida como ela se forma
na Terra em moléculas altamente complexas e os seres humanos
usando um corpo que é altamente complexo, biologicamente
complexo, pensando, amando, angustiando, entristecendo, sendo
alegre, feliz, o que é essa coisa que fica feliz, essa consciência, esse
ser.

413
O papel chave que desempenham as observações na física
quântica leva indubitavelmente a questões sobre a natureza da
mente e da consciência e suas relações com a matéria.
Então nesse momento em especial se está começando a abrir uma
porta para integrar a consciência e o espírito como parte inevitável
das relações com o universo, com a matéria, com o mundo atômico.
Resumindo: a descoberta de que a dualidade partícula-onda
leva a um problema sério de não se saber qual a verdadeira
realidade da matéria e da natureza do mundo atômico se é onda ou
partícula. As duas coisas ao mesmo tempo elas nunca aparecem
porque são feitos experimentos diferentes. Mas, quando não se
está observando não se sabe qual é a verdadeira realidade das
coisas. O problema fundamental da medida que levou ao princípio
da incerteza de Heisenberg, a imprecisão vai levar as ideias
probabilísticas na física quântica e não mais um determinismo
clássico que vinha da física newtoniana e até da física relativística.
Agora, se tem a introdução da consciência-observador como parte
importante integrante de toda a realidade das experiências do
mundo atômico.

● Perguntas básicas
“A física das possibilidades!”; “Matéria e todas as suas
interações são ondas de possibilidades. Possibilidades de quê? De
escolha. Escolha de quem? da ‘Consciência’.”

1ª) Qual é a diferença entre uma onda comum e uma onda


de possibilidade?
Resposta: Ondas são perturbações periódicas que podem
tanto percorrer o espaço (onda em movimento) como oscilar num
só local (onda estacionária).
Uma onda comum – uma onda em movimento do mar, por
exemplo – oscila no espaço e no tempo manifesto; é possível ver a
perturbação, o deslocamento da água da posição de superfície
414
mudando com o tempo, as linhas da crista progredindo, e assim por
diante.
Uma onda estacionária são as notas musicais que você
escuta, vindas de um violão, começam como ondas estacionárias; se
você observar a corda, verá que ela vibra, oscilando enquanto
permanecer no mesmo lugar.
Uma onda quântica de possibilidades, ao contrário, não pode
ser vista na manifestação. Nossa tentativa de vê-la faz com que a
onda se desintegre numa partícula, por assim dizer.
2ª) Por gentileza, dê um exemplo de onda de possibilidade.
Resposta: Considere um elétron livre para se mover no
espaço. Em questão de segundos, a onda desse elétron pode se
espalhar por toda a cidade, assim como se expande uma onda do
mar, mas somente em possibilidade. É alta, certamente, a
probabilidade de que o elétron vá para alguns lugares e baixa a de
que apareça em alguns outros lugares. Na verdade, essas
probabilidades (calculada pelo instrumental matemático da
mecânica quântica) compõem uma distribuição, em curva de sino.

415
3ª) Por gentileza, dê um exemplo de onda de possibilidade
estacionária.
Resposta: Considere a onda de possibilidade de um elétron
no mais baixo estado de energia (o estado fundamental) de um
átomo de hidrogênio. Como o átomo confina o elétron, o elétron é
descrito por uma onda de possibilidade estacionária. Na física
newtoniana que você aprendeu na escola, supõe-se que o elétron
orbite em torno do próton. Na nova concepção, você pode imaginar
o comprimento de onda do elétron dando uma volta em torno da
órbita (figura anterior). Mas a diferença entre o modelo clássico e o
modelo quântico é assombrosa. No modelo quântico, o elétron
compõem uma distribuição de probabilidade; a órbita apenas
descreve lugares em que é mais provável que o elétron apareça.
Mais uma vez, se fizermos várias observações, descobriremos que o
modelo quântico está de acordo com os dados experimentais.
4ª) Você diz que a observação causa a desintegração da onda
em partícula, e que, portanto, o objeto quântico será encontrado
sempre num só lugar, e não espalhado por toda a parte. Sendo
assim, como você sabe que existe uma onda de possibilidade antes
da observação?
Resposta: Quando fazemos uma grande quantidade de
observações de elétrons em situações idênticas, encontramos os
elétrons aparecendo em todos os diferentes lugares previstos pela
mecânica quântica, de acordo com a distribuição em curva de sino.
Essa é a resposta mais genérica a pergunta: a teoria é verificada
pelo experimento, e, por isso, nós confiamos na teoria, que diz que
o elétron é uma onda de possibilidade antes que nós o vejamos.
Em algumas situações, podemos dizer que o elétron tem
uma natureza de onda mesmo sem passarmos pelo trabalho de
estudar a distribuição inteira. Veja, por exemplo, o experimento da
fenda dupla (figura abaixo). O próprio fato de que os elétrons
aparecem na placa fluorescente em outros pontos além daqueles
que se encontram diretamente atrás das fendas denuncia a
natureza de onda subjacente no elétron.

416
5ª) Por falar em experimento da fenda dupla, o que constitui
uma fonte de elétrons?
Resposta: Os elétrons estão em toda parte. Eles são partes
constitutivas dos átomos que formam o grosso da matéria que
existe na Terra. Encontram-se, sobretudo nos metais, onde alguns
deles têm a liberdade para se movimentar no metal todo. Para
obter elétrons livres de um metal, lançamos luz sobre ele, o que nos
dá fotoelétrons. Os alarmes contra roubo funcionam com base
nesse princípio. É possível também libertar os elétrons de suas
cadeias metálicas esquentando o metal. Se você já viu, alguma vez,
um tubo termiônico, ele funciona com base nesse princípio.
6ª) Voltemos, por um instante, para o experimento da fenda
dupla. Por que o elétron não pode causar o colapso de sua própria
onda de possibilidade?
Resposta: Um sem-número de experimentos já demonstrou
que o comportamento médio do elétron é completamente
determinado pela mecânica quântica. Cada elétron, em cada
evento, revela-se dotado de livre-arbítrio, na sua escolha de um ato
entre as possibilidades? Nos primeiros tempos, até mesmo Niels
Bohr ponderou sobre a questão do livre-arbítrio do elétron.
Dificilmente algum físico de hoje concordaria com esse tipo de ideia.
Mas ela é, em última análise, uma questão experimental, e está
provavelmente excluída experimentalmente.

417
7ª) Por que não podemos dizer que a placa fluorescente
mede os elétrons e, ao fazê-lo, causa o colapso da onda de
possibilidade do elétron?
Resposta: Isso estaria em contradição com a mecânica
quântica, segundo a qual até mesmo a placa fluorescente deve ser
descrita como uma onda de possibilidade. O agente do colapso
precisa estar totalmente fora da jurisdição da mecânica quântica.
8ª) É difícil, para mim, aceitar que os resultados do
experimento da fenda dupla na placa fluorescente permaneçam no
limbo da possibilidade até que eu decida observar.
Resposta: Pense em um elétron de cada vez. Cada elétron
aparece em uma das franjas brilhantes (com probabilidades um
tanto variáveis). A placa fluorescente amplifica o sinal do elétron em
cada posição possível; é a sua função. A onda de possibilidade total
compreende, agora, a superposição de todos esses elétrons
possíveis, amplificados pela placa fluorescente em sinais possíveis.
Mas, quando nós observamos, somente um desses sinais possíveis
se manifesta; é nesse ponto que nós detectamos o elétron.
Note que a observação desintegra automaticamente todas
as coisas relacionadas com o evento. O ponto que é iluminado, por
exemplo, faz parte do todo da placa. Note também que um aparato
de observação tem uma segunda função: devido a sua massa, sua
onda de possibilidade se expande um tanto lentamente, de modo
que vários observadores podem compartilhar dos resultados da
mesma observação.

Observação:
Após mais alguns estudos se retoma a esse aspecto da
consciência porque o professor Laércio da Fonseca vai criar um
modelo quântico da consciência e vai dizer que a consciência
interage com a matéria dentro dos padrões e das leis da física
quântica. Desse modo, a consciência deve ser um objeto quântico
também para interagir de forma clara e objetiva com o mundo
atômico.

418
Inseparabilidade Quântica
● O Paradoxo EPR e a não-localidade
● O Teorema de Bell – Troca de informações sem nenhum sinal
trocado
● O experimento de Alain Aspect – Interconectividade
● O colapso da função de onda de probabilidade
● Teletransporte e teletransporte quântico

● O Paradoxo EPR e a não-localidade


Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta
desde a década de 1930, a interpretação da Mecânica Quântica foi
objeto de estudos por várias décadas. O principal é o problema da
medição em Mecânica Quântica e sua relação com a não-localidade
e causalidade. Já em 1935, Einstein, Podolski e Rosen publicaram
mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo
de Medida em Mecânica Quântica.
Em 1930 Einstein e mais os amigos Podolski e Rose
propuseram um experimento hipotético que poderia quebrar o
h
princípio da incerteza de Heisenberg: x.p  . Qual seja: sempre
2
haveria erros na medida e nunca se poderia medir com precisão as
duas grandezas ao mesmo tempo, isto é, teria que avaliar uma e
depois montar outro experimento para avaliar a outra, e quando se
media uma com precisão se perdia a medida da outra.
Eis o experimento hipotético. Considerando-se uma partícula
que vai se desintegrar em dois elétrons e1 e e2 que são espirrados
diametralmente opostos para as posições A e B.

419
Como os elétrons são considerados gêmeos iguais e a quantidade de
movimento é sempre conservativa, ou seja, nesse caso o momento
p1 vai ser igual ao momento p2 porque os elétrons são expulsos
praticamente com a mesma velocidade já que a mesma energia é
dada a eles. Consequentemente, as posições são B = -A, ou x2 = -x1.
Aí o Einstein disse que conseguia medir o momento e a posição
desse elétron com extrema precisão, o que derruba o princípio da
incerteza. Para isso quando o elétron espirra se monta um
experimento para medir, por exemplo, p1. Porém, como não se
pode medir a posição desse x1, então se mede a posição desse outro
lado x2. Como x2 = -x1, então se tem p1 e x1.
Na época em que foi proposto esse exercício não havia
tecnologia e nem aparato experimental para fazer esse tipo de
experiência, para confirmar se estava certo ou não. Mas, é daqui
que saí uma das chaves da física quântica como porta para a
espiritualidade.
Niels Bohr disse que após o afastamento dessas partículas
elas vão continuar ainda correlacionadas, interligadas, conectadas.
Pode afastá-las de 10 km, 100 km, 1000 km, até de um ano luz, aí
quando se mede uma das partículas instantaneamente vai perturbar
a outra. Einstein não aceitou assegurando para saber alguma coisa
tem que receber informação e esta tem que atravessar espaço,
certa distância, só que isso demora um tempo e não existe, segundo
a teoria da relatividade, nenhum sinal que pode viajar com
velocidade superior a da luz.
Einstein chamava esse entrelaçamento de “ação
fantasmagórica à distância”. Dizia que gostava de pensar que a Lua
estava lá, mesmo que não estivesse olhando para ela. Ele dava
exemplo de um par de luvas, onde cada uma das luvas seria
guardada numa caixa. Uma das caixas seria levada para bem longe.
Abrindo-se uma delas e vendo que a luva era a da mão direita, não
seria preciso abrir a outra caixa para saber que ali estava a luva da
mão esquerda. Assim, tudo estaria decidido antes que se olhasse.

420
Retomando o elétron se sabe que quando o spin de elétron
roda no espaço cria um campo magnético igual ao da Terra, isto é,
um campo magnético norte e sul. Se ele girar de um lado, o norte e
sul ficam de um jeito, se ele girar do outro lado, inverte a
polaridade. Para acoplar dois elétrons, fazer dois elétrons
correlacionar, na mesma camada e para preencher as camadas do
elétron tem sempre que colocar o spin invertidos, basta para isso
imaginar duas engrenagens rodando.
Supondo-se os dois elétrons aqui no eixo x, um com o spin
para cima e outro com o spin para baixo. [Lá na frente se vai pegar
dois paranormais e colocar eles com a mente conectada e depois
separá-los, mostrando que a consciência age de forma quântica.] De
maneira análoga se pega esses dois elétrons e separa-os, um com o
spin para cima e outro com o spin para baixo.


● ●


● ●

Segundo o Einstein, se fizer qualquer medida, se for medir o


spin desse aqui, se invertê-lo nada acontece com esse outro porque
eles estão separados, estão distantes. Qualquer interação, qualquer
perturbação que se faça nesse elétron, esse aqui não pode saber
por que para saber ele teria que receber um sinal, uma informação
que viajasse no máximo com a velocidade da luz.
Toda interação que precise de um sinal em física é chamado
de interação local, e com esta se pode localizar exatamente como
eles interagiram. O sinal trocado pode ser um sinal de luz.
Mas, o Niels Bohr falou o seguinte: virar esse spin aqui, não
importa se está anos luz de distância, consequentemente vira esse
outro spin instantaneamente. A pergunta é como que esse aqui
soube que aquele lá virou e reagiu como se estivesse acoplado
421
ainda. E Niels Bohr ia mais longe e falava assim: não tem nenhum
sinal trocado, uma vez em estado correlacionado eles continuaram
correlacionados. Esse tipo de interação sem nenhum sinal trocado
se chama interação não local porque é como se ocorresse
instantaneamente, ou seja, t = 0, ou ainda como se tivesse alguma
coisa levando informação numa velocidade infinita.
Na época houve uma discussão de como acertar os relógios
para dizer que as medidas foram simultâneas se elas tiverem
separadas por ano luz, como é que se passa a informação para o
observador que está aqui tendo ela que vir na velocidade da luz.
Contudo, se argumentava que ao desenvolver tecnologias mais
modernas se poderiam fazer essas medidas num curto espaço de
tempo. Quem é que vai sair ganhando nessa história, quem é que
está certo Einstein ou Niels Bohr?
A pergunta é quando se separa dois objetos será que eles
estão separados de verdade, será que não existe alguma coisa que
os conecta? Imagina que o que conecta seja uma barra de aço, se
virar esse elétron instantaneamente o outro vira, por eles estarem
grudados na barra.
Outra ideia a respeito é pensar que um objeto fosse uma
ilha, e o outro objeto fosse outra ilha, com o oceano preenchendo o
espaço entre elas. Olhando-se de cima se vê uma ilha aqui (ou seja,
um ponto) e outra ilha aqui (outro ponto) e o mar a sua volta.
Parece que essas duas coisas são duas coisas completamente
isoladas e separadas, mas numa outra dimensão, numa outra
realidade ou numa outra forma de ver certas forças que não estão
aparecendo, algo como o Niels Bohr fala que o Einstein não
consegue ver onde está à conectividade, o que está conectando as
duas partículas na realidade. No caso é a “continuação” das ilhas.
O que é que pode estar fazendo essa conexão? Mas, para
frente, se vai ver que é o campo. Ele que foi uma das grandes
criações de Einstein e que foi posta de lado infelizmente pelos
físicos. Todavia, o professor Laércio Fonseca acha que essa criação
tem muita coisa ainda para dar é só dar uma modificada em alguns

422
pontos e essa criação de Einstein pode voltar com uma força e ter
uma saída inesperada para outra direção onde Einstein ficou
barrado e não conseguiu ir para frente.

● O Teorema de Bell – Troca de informações sem


nenhum sinal trocado
Nos anos 60 J. S. Bell publicou uma série de relações que
seriam respeitadas caso a localidade — ou pelo menos como a
entendemos classicamente — ainda persistisse em sistemas
quânticos. Tais condições são chamadas desigualdades de Bell e
foram testadas experimentalmente em favor da Mecânica Quântica.
Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto
entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que
estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.

● O experimento de Alain Aspect –


Interconectividade
Alain Aspect, em 1982, montou um aparato experimental em
cima do teorema do Bell e conseguiu fazer o experimento. Assim, o
resultado desse experimento: ou iria aprovar o princípio da
incerteza de Heisenberg e aí a mecânica quântica está correta; ou
iria derrubar a mecânica quântica e falar que Einstein está correto.
Essa experiência foi feita e repetida muitas vezes, só que ao
invés de usar um par de elétrons para fazer a medida se usou um
par de fótons para fazer a medida.
Ele montou um sistema com uma fonte de luz onde emitia
um par de fótons, um para um lado e outro para o outro lado. Mas,
o que se vai medir no fóton se ele não tem spin? Todavia ele tem
algo muito interessante que é a polarização (lembrar-se do
polarizador de máquina fotográfica para tirar reflexo). Supondo-
se que esses dois fótons sejam emitidos de modo que um passe por
423
um polarizador e muda-se a sua polarização para ver se esse outro
fóton também muda. E foi exatamente o que Alain fez, mediu e para
o espanto da maioria esse aqui virou a polarização também, ou seja,
a não localidade foi provada experimentalmente em laboratório,
isto é, não existe mesmo nenhum sinal trocado. Isso é uma maneira
de dizer que de alguma forma todas as partículas do universo estão
conectadas.
Aceitando a teoria do Big Bang de que toda matéria estava
no ponto e que no começo era só um mar de fótons que foi se
transformando, criando as partículas e subpartículas. Nesse ponto
elas estavam correlacionadas, aí explode, vai expandir, vai dar as
galáxias. Será que até hoje toda matéria que existe no universo e
toda energia que existe no universo também não estão ainda
correlacionados, ou seja, qualquer mudança que se faz num elétron
aqui não afeta o sistema como um todo. Isto é as teorias sobre
todos somos um, as filosofias orientais, as religiões, que estão
constantemente pregando essas questões de colocar a unidade de
todas as coisas. Parece que a física está restabelecendo esta
unidade novamente, esta interconectividade novamente,
mostrando de uma forma ainda desconhecida do ser humano que a
humanidade está conectada, todas as partículas do corpo humano
estão conectadas, por isso que qualquer coisa altera um processo
maior. [se fizer o bem ou mal o outro recebe o bem ou mal,
respectivamente, mesmo que aparentemente não seja].

● O colapso da função de onda de probabilidade


Bohr contribui decisivamente também para esse
desenvolvimento ulterior da mecânica quântica. Ele e seus
seguidores (incluindo Heisenberg) ajudaram a formar a chamada
Interpretação de Copenhague. Nessa interpretação, dá-se a
explicação quântica da medida. Uma medida realizada sobre um
sistema quântico resulta da interação do observador. Como a
medida resulta numa certeza sobre um valor de uma grandeza
424
(observável) ao passo que a função de onda associada representa
uma função de probabilidades em termos da posição e tempo, tal
conjectura implica dizer que o ato de medir acarreta um colapso da
função de onda: o ato de medir destrói um possível
emaranhamento quântico e literalmente cria a realidade
experimentalmente mensurada.
Havia em verdade três correntes a respeito da realidade
subjacente e da medida quando em âmbito da física quântica: 1ª) a
corrente realista - a que contava com Einstein como um de seus
defensores -, 2ª) a agnóstica, e 3ª) a ortodoxa.
Os realistas defendiam uma realidade sempre existente,
consistindo-se o ato de medir, pois em uma simples inspeção de tal
realidade.
Os ortodoxos afirmavam que não haveria uma realidade
tangível associada ao sistema quântico até o momento em que se
realiza alguma medida sobre o mesmo, momento no qual a
realidade mensurada seria literalmente "criada" com a redução da
função de onda associada. A interpretação dos ortodoxos é, pois a
denominada Interpretação de Copenhague, sendo esta a vitoriosa
frente às experiências - a saber, o paradoxo EPR e o teorema de Bell
- pelo menos até o momento.
Entre os dois, os agnósticos recusavam-se simplesmente a
responder tal questão afirmando tratar-se de uma pergunta
intangível por meios experimentais, contudo as mesmas
experiências citadas demonstram que esta posição não era
admissível, e que um dos outros dois grupos deveriam estar com a
razão - e o outro não. Einstein, contudo morreu sem aceitar a
Interpretação de Copenhague.
Enfim, quando se monta um experimento e se encontra a
partícula em algum lugar se diz que essa onda de probabilidade
colapsa, ou melhor, a função probabilidade que colapsa porque se
encontrou, não há mais probabilidade nenhuma.
O professor Laércio Fonseca pega uma tábua ou uma chapa
de aço e a coloca no meio de uma caixa preta fechada. O elétron só

425
pode estar em um dos dois lados então é como se diminuísse a
probabilidade em 50%. No momento que se observa, que se tira a
medida e achar ou não o elétron aqui, colapsa essa onda.
Separando-se as duas metades de um ano luz, ante de se observar
não se sabe em qual das duas partes está o elétron. Porém, no
momento que se observa, é feito uma medida, se achar o elétron
aqui essas ondas todas aqui matematicamente colapsa a função de
onda. De forma instantânea, sem ser um sinal que está sendo
trocado, apenas um argumento matemático que acontece
infinitamente rápido que colapsa imediatamente a função de
probabilidade.

● Teletransporte e teletransporte quântico


O teletransporte seria o processo de moção de objetos de
um lugar para outro com a transformação da matéria em alguma
forma de energia e sua posterior reconstituição em outro local,
baseado na famosa lei E = mc2. É importante ressaltar que
teletransporte como definido aqui e na ficção científica, não tem
relação com teletransporte quântico, um termo técnico-científico
utilizado na Física quântica para denotar transporte de informação.
Teletransporte quântico é uma tecnologia que permite o
teletransporte de informação, como o spin ou a polarização (não
existe transporte de energia ou de matéria) por meios
exclusivamente quânticos, que independem de meios de
transmissão.
Teletransporte de informações.
Proposto pela primeira vez em 1993 por físicos teóricos que
trabalhavam para a empresa IBM, utiliza um efeito da mecânica
quântica chamado de entrelaçamento quântico, pelo qual partículas
subatômicas que passam por processos quânticos mantêm um tipo
de associação intrínseca mesmo depois de separadas, à semelhança
do fenômeno de ressonância, mas teoricamente independente da
distância.
426
O exemplo mais citado é o de duas partículas criadas
conjuntamente que assumem spins opostos, e ao se determinar o
spin de uma, o spin da outra fica instantaneamente determinado,
mesmo que elas estejam separadas.
A tecnologia tenta usar esse efeito para telecomunicações
ou armazenamento de informação num possível computador
quântico [neste se trabalha com 0 e 1 ao mesmo tempo, sendo
capaz de fazer previsões variadas, como de tempo, terremotos, etc.]
Uma questão colocada é a de a realização de um
teletransporte quântico destruir o original ou não

A seguir se faz seis observações importantes:


1ª) Duas coisas significativas para abrir uma ponte para a
espiritualidade.
A primeira é que a consciência causa o colapso da função de
onda de probabilidade. Na verdade, não é uma consciência
individual do observador, mas sim uma consciência expandida desse
observador que ele não percebe as vezes que de alguma forma
estaria conectada com a consciência cósmica. O que nada mais é do
que uma ideia mais moderna, mais científica de Deus. Isso será
discutido mais adiante quando se tiver todas as bases teóricas da
matemática e da física quântica necessária para que se possa
compreender devidamente.
Mas, isso não impede que se enfatize que consciência
cósmica ou divina ou simplesmente Deus é a consciência que atua
no mundo subatômico definindo as realidades, e não a consciência
do observador individual quando vai olhar um experimento, montar
um experimento, não é o observador que decide.
No filme “O segredo” por achar que se pode mudar tudo, o
destino do universo, se registra aqui neste livro que a situação não é
bem assim. Pode transformar sim, desde que se esteja conectado e
consciente com a consciência cósmica. Em poucas palavras: saber se
Deus também quer. Por exemplo, alguém quer ganhar uma

427
Mercedes, ganhar na mega sena, qual é o segredo: ver se na
experiência cármica do desejoso, Deus também quer isso porque é
uma inter-relação. No filme, o cosmos conspira, mas como é que ele
vai conspirar a favor, que regras Ele vai usar, como esse Deus vai
realmente atuar, será que às vezes um desejo não estaria
desrespeitando algumas leis? Essa consciência cósmica realiza
sonho se este estiver em harmonia porque, às vezes, o desejo de
um pode ser a desgraça do outro. Supondo-se que se deseje uma
vitória e se o cosmos conspirar a favor do pedinte significa que ele
está conspirando contra os outros. Então que raio de Deus é esse
que favorece um em detrimento do outro?
Vai se criar um conceito novo para a consciência. Saber o
que é a consciência, do que ela é feita, o que são as emoções,
sentimentos, tristezas e angústias. A consciência existe como fruto
de uma evolução cerebral ou existe antes do próprio cérebro? Será
que a consciência só existe por causa do cérebro, ou o cérebro
existe por causa da consciência? Aí se vai falar de vida após a morte,
consciência existindo fora desse corpo biológico completamente
independente desse cérebro, desse corpo.
Num tópico adiante se vai ver melhor o que é a consciência.
A segunda coisa importante é exatamente a
interconectividade de tudo, ou seja, tudo está quanticamente
conectado pela ideia da interação não local.
2ª) Um outro ponto é a causalidade descendente e a
causalidade ascendente.
Causalidade ascendente significa a lei de causa e efeito, ou
seja, a ideia de que a consciência existe por causa do cérebro, ou
seja, precisou milhares de anos de evolução para que a biologia
construísse um cérebro desses, com essas características, para que a
consciência pudesse estar ai. Chama ascendente porque vem desde
o átomo, a célula, molécula, organismos, o homem.
Causalidade descendente mostrando que a consciência não
poderia ser fruto do cérebro porque como o cérebro iria causar o
colapso da função de onda se a consciência só existisse no cérebro?

428
A ideia central é de que se vai inverter o princípio, na verdade os
primeiros microrganismos lá no oceano só se organizaram para
formar o organismo mais complexo porque antes disso tudo uma
determinada consciência que existia antes de tudo isso, dirigiu,
influenciou as probabilidades. E fez com que os átomos dispersos
que provavelmente a escala da onda de probabilidade para formar o
meio complexo que é o homem mesmo em um bilhão de anos
nunca ia existir.
Messias ensina:
“Vejamos, primeiramente, como foi criado o ser humano.
Segundo as religiões, ele é uma criação do Criador de todas as
coisas. A Ciência baseia-se na teoria da evolução pregada por
Darwin: diz que a ameba transformou-se em lagarto, depois em
lagarto gigante, em macaco, semelhante ao homem, e finalmente
em homem. Deixemos de lado, porém, a veracidade ou falsidade
dessas teorias.”
Assim, antigamente todo mundo achava que Deus era o
criador de tudo. Quando veio Darwin ele falou que não se precisa de
Deus, a natureza faz isso tudo sozinha, ela vai se adaptando, vai se
transformando. Muitos cientistas e biólogos estão questionando
profundamente a teoria de Darwin.
Mais na frente se vai discutir muito melhor como Deus tem
que existir para que a vida possa acontecer do jeito que ela está
hoje. Vai se entender como a ciência pode abrir portas para a
espiritualidade, mas não para uma espiritualidade de fanáticos, mas
sim uma espiritualidade consciente, lógica e profundamente
racional. Por isso que se está dizendo que Deus vai ser objeto da
ciência e não somente das religiões.
3ª) A conexão da Mecânica Quântica com conceitos como a
não-localidade e a causalidade, levou esta disciplina a uma ligação
mais profunda com conceitos filosóficos, psicológicos e espirituais.
Hoje há uma forte tendência em unir os conceitos quânticos às
teorias sobre a Consciência.

429
Físicos como o indiano Amit Goswami se valem dos conceitos
da Física moderna para apresentar provas científicas da existência
da imortalidade, da reencarnação e da vida após a morte. Suas
ideias aparecem no filme Quem somos nós? e em obras como A
Física da Alma, O Médico Quântico, entre outras. Ele defende a
conciliação entre física quântica, espiritualidade, medicina, filosofia
e estudos sobre a consciência. Seus livros estão repletos de
descrições técnicas, objetivas, científicas, o que tem silenciado seus
detratores.
Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, revela a
importância do observador na produção dos fenômenos quânticos.
Ele [o observador] não só testemunha os atributos do evento físico,
mas também influencia na forma como essas qualidades se
manifestarão. A consciência do sujeito que examina a trajetória de
um elétron vai definir como será seu comportamento. Assim,
segundo o autor, a partícula é despojada de seu caráter específico
se não for submetida à análise racional do observador, ou seja, tudo
se interpenetra e se torna interdependente, mente e matéria, o
indivíduo que observa e o objeto sob análise.
Outro renomado físico, prêmio Nobel de Física, Eugen
Wingner, atesta igualmente que o papel da consciência no âmbito
da teoria quântica é imprescindível.
4ª) A física não está completa tendo muitas coisas para ser
descoberta ou criada, principalmente na física quântica e na teoria
geral da relatividade. Uma delas é fazer uma teoria unificada dos
campos, das forças unificadas, ou seja, teoria einsteiniana de campo
(campo gravitacional e campo eletromagnético) e teoria quântica do
campo (campo nuclear com suas forças forte e fraca).
Mas não adianta se não for colocada a consciência como
parte integrante. Alguns acham que fazer isso é bobagem, algo que
não existe. Por isso que existe hoje uma divisão na física, onde os
físicos mais espiritualistas querem colocar a consciência e o espírito
envolvendo a parte da física, da ciência. Ainda, é um grupo
pequeno, mas que está crescendo. Daqui a 300 anos como é que vai

430
estar a física? Será que a física não vai estar muito mais
espiritualista do que essa velha física materialista?
O professor Laércio Fonseca acredita que essa física
espiritualista vai crescer, não há outra saída porque a realidade é
definida por uma consciência e a realidade só pode ser definida
segundo a física quântica depois que é medida. Isto é, depois que o
observador vê, pois enquanto ele não olha não se sabe nada sobre a
realidade, nem sobre os destinos dela.
A ideia de livre arbítrio leva o elétron a ter probabilidade no
mundo atômico. No entanto, por que o universo está sempre
acontecendo desse mesmo jeito? Se fosse probabilidade então a
cada hora o elétron tomava uma decisão diferente lá no mundo
atômico e isso afetaria todo o universo e o universo a cada dia seria
um universo diferente. Porém, existe uma ordem nas galáxias, nos
sistemas solares, nos seres, que mantém o universo funcionando
dentro de certo equilíbrio.
Agora quem é que decide isso? Os físicos materialistas não
conseguem dizer que os físicos espiritualistas estão errados, mas,
por enquanto, estes também não conseguem dizer que estão
certos, então se está num impasse. Para novas ideias se
estabelecerem na física demora. Basta recordar que Einstein não
ganhou o prêmio Nobel com a teoria da relatividade que ele havia
criado, mesmo 20 anos depois as pessoas ainda ficavam reticentes
em relação à relatividade.
5ª) No próximo tópico se vai abordar o que é o salto
quântico, aquele movimento descontínuo onde a coisa some aqui e
aparece ali, não tem trajetória. Este é a terceira condição
importante para a espiritualidade, pois: a primeira foi o problema da
medida que leva a consciência; e a segunda foi a interconectividade
de tudo através das interações não locais.
6ª) Meishu-Sama emprega o conceito de elo espiritual.
“Até agora pouco se tem falado sobre elo espiritual, porque
ainda se desconhece a sua importância. Entretanto, embora os elos
espirituais sejam invisíveis e mais rarefeitos que a atmosfera,

431
através deles todos os seres são influenciados consideravelmente.
(...) Primeiramente desejo advertir que isso é Ciência, é Religião e
também preparação para o futuro. O princípio da relatividade, os
raios cósmicos e os problemas referente à sociedade ou ao
indivíduo, tudo se relaciona com os elos espirituais. (...) Tomemos
como exemplo um homem qualquer; pode ser o próprio leitor. Ele
não sabe quantos elos espirituais estão ligados a ele; (...) Portanto,
não é absurdo dizer que este se mantém vivo graças aos elos
espirituais. (...) Recentemente, começaram a fazer pesquisas
científicas sobre os chamados raios cósmicos, os quais, a meu ver,
são os elos espirituais que unem a Terra aos outros astros. Desde
que foi criada, a Terra mantém o equilíbrio no espaço graças aos
elos espirituais dos astros ao seu redor, que a atraem.”

432
Salto Quântico
● O modelo atômico de Thompson
● O modelo atômico de Ernest Rutherford
● Espectros atômicos
● O modelo atômico do átomo de hidrogênio de Bohr
● Movimento descontínuo
● A teoria de Schrödinger
● A interpretação de Born para a função de onda

● O modelo atômico de Thompson


Para entender completamente o que é salto quântico se
começa com a discussão do modelo atômico no início do século XX.
Em 1910 se queria compreender como o átomo estava
distribuído. Os físicos conseguiam medir mais ou menos a massa de
um átomo como, por exemplo, a do hidrogênio. Eles também
sabiam que o átomo continha elétrons (carga elétrica negativa) e
que a massa do elétron era muito pequena em relação à massa do
átomo em si. No entanto, o átomo era neutro eletricamente, então
deveria existir uma carga positiva nele.
Eles começaram a intuir que as cargas eram bolinhas e o
átomo com n elétrons teria n de carga positiva. Não havia a ideia de
um sistema planetário com núcleo no centro, como o sol, e nem se
conhecia o próton. E a questão passou a de como essas n de cargas
elétricas negativas e as n positivas estariam distribuídas.
Com o passar do tempo se achou que a distribuição era
esférica com raio da ordem de 10-10 metros. Devido à repulsão
mútua dos elétrons e da carga positiva, imaginou na esfera carga
positiva ao lado de elétron negativo, nunca um positivo (negativo)
perto de outro positivo (negativo) senão eles iam se repelir, e aí
fazendo à somatória dava neutro. Não tinha elétron em movimento,
nem a ideia da carga positiva em movimento. Esse modelo foi
vulgarmente conhecido como pudim de passas.

433
● O modelo atômico de Ernest Rutherford
Em 1911, Rutherford vai fazer experiências interessantes
para contestar esse modelo de pudim. Ele pegou uma lâmina muito
fina de ouro e começou a jogar partículas alfas que são núcleo de
hélio, isto é, dois prótons, logo positivas, e colocava um anteparo do
outro lado.

Eles perceberam uma concentração na parte central. Pois, de


acordo com o que se sabe atualmente, toda carga positiva do átomo
e o nêutron estão concentrados no núcleo, e os elétrons estão
muito distante em órbita numa eletrosfera, ou melhor, num orbital
da eletrosfera. Só para dar uma ideia dessa distância, basta levar em
conta o tamanho da bola de futebol no centro do Maracanã seria o
núcleo e o primeiro elétron a ser encontrado estaria orbitando nas
arquibancadas do estádio, os demais no átomo é vazio.
434
Na medida em que foram jogadas cargas positivas de
partículas alfa e estas chegavam ao núcleo que também é positivo,
elas voltavam; se passasse próximo sofreria desvio; se passasse no
vazio existente entre o núcleo e a eletrosfera ia reto e não batia em
nada.

Aí Rutherford postulou: 1. toda carga positiva está localizada


no núcleo; 2. toda carga negativa (portanto, os elétrons) estão
girando ao redor do núcleo, exatamente como os planetas giram ao
redor do sol. Esse foi o primeiro modelo simplificado do átomo
chamado modelo planetário.
De fato, pois se os elétrons não estivessem girando, eles com
carga negativa, e o núcleo com a carga positiva, aconteceria atração
e o elétron cairia no núcleo em 10-12 segundos. Por isso é que se
postulou que ele estava girando ao redor do átomo.

435
Mas, aí teve um problema com esse postulado. Exatamente
nesse ponto que vai conflitar com a física clássica porque a teoria do
eletromagnetismo de Maxwell diz que: uma carga elétrica acelerada
emite radiação. Se os elétrons se movem em torno do núcleo então
eles têm aceleração centrípeta, donde emitia radiação, perderia
energia e assim a órbita dele seria de se esperar que fizesse uma
espiral ao ir perdendo energia e caindo, perdendo energia e caindo,
até ele cair no núcleo e o átomo colapsar.

Esse problema da instabilidade do átomo ficou em aberto


até que Niels Bohr através de alguns experimentos vai criar o
primeiro modelo quântico do átomo que depois mais tarde ainda
vai ser aperfeiçoado. Antes se vai falar sobre ...

● Espectros atômicos
Pegando-se um recipiente com gás de hidrogênio (H2). Isso
porque o hidrogênio é o átomo de carga um com um elétron apenas
na eletrosfera e assim seria o átomo mais simples de se construir
um modelo dele. Continuando, se criava um dispositivo de jogar
uma descarga elétrica no gás (análogo, ao que acontece
basicamente com as lâmpadas de vapor de mercúrio no cotidiano
do ser humano; só que ao invés de usar o hidrogênio se usa o vapor
de mercúrio). Eles faziam isso por acreditar que os elétrons da
descarga ficavam excitados por causa do choque com os elétrons do
hidrogênio e ganhavam energia indo para uma órbita mais alta,
significando ampliar, aumentar a distância do núcleo.

436
Quando o átomo não estava excitado, estava normal, ele tinha uma
distância de um r mínimo, simbolizado por r0, de modo que para
mais baixo ele não iria.
Quando passava essa corrente isso aqui ficava iluminado, o
hidrogênio irradiava luz, para emitir luz tinha que emitir ondas
eletromagnéticas.

Fazendo-se essa luz passar por uma fenda e um filamento


dessa luz passar por um prisma e se colocar no fundo um filme
fotográfico para se tirar o espectro eletromagnético. É óbvio que
essa luz sofre desvios no prisma, porém o interessante é que não vai
ficar todo espectro colorido, iluminado, ao contrário, vai ficar todo
preto e aparecem só algumas linhazinhas assim, ou seja, cada linha
uma frequência. Isso aqui se chama espectro de emissão do gás
quando ele está excitado, quando ele não está excitado ele emite
mais não emite tudo.

437
O gás estaria entre a fonte de luz e a fenda. Essa parte escura
no espectro (ali ameixa escura) entre as frequências são
comprimentos de onda que ficam faltando, ou seja, o espectro não
está continuo. Tendo-se uma frequência aqui e outra ali e como E =
hf então, se tem uma energia aqui e outra ali. Pode-se criar um
diagrama de níveis de energia possível no átomo de hidrogênio. O
espectro do hidrogênio atômico com esse espaçamento das linhas
sugere alguma coisa quântica.
n2
Assim, foi escrita a fórmula  = 3.646 x 2 que dá esses
n 4
comprimentos de onda característicos, consequentemente, a
fórmula para distribuição do espectro de energia. A partir disso se
percebe construir uma coisa mais ou menos. O primeiro
comprimento de onda dá um nível de energia aqui, depois dá outro,
ou seja, o espectro de energia não é contínuo. Isso significa que o
elétron fundamental estaria aqui com nível de energia E0, enquanto
os excitados com nível maiores do que zero.
[E0 = hf e E = n E0]

En ______________●_________________

...

E2 ______________●________________

E1 ______________●________________

E0 ______________●________________

O elétron girando ao redor do núcleo de um átomo, a


energia não se troca de modo contínuo, mas sim de modo discreto
(descontínuo), em transições cujas energias podem ou não ser
iguais umas às outras.

438
● O modelo atômico do átomo de hidrogênio de
Bohr
Bohr imaginou que o elétron quando excitado salta para
níveis de energia e quando não está excitado ele desce emitindo um
fóton com energia E = En – En-1. Aí ele começou a perceber
exatamente porque o Max Planck havia quantizada a energia que o
corpo negro emite, pois os átomos de qualquer material quando
excitados saltam. [quantização dentro do átomo]
A partir desse estudo de que o elétron dá saltos para poder
emitir esse tipo de espectro de energia, Niels Bohr vai criar o
modelo do átomo dele. Em 1913 ele faz os seguintes postulados ao
modelo que ele cria do átomo de hidrogênio, este que só tem um
próton e um elétron.
1º) um elétron em um átomo se move em órbita circular em
torno do núcleo sobre a influência da força da atração elétrica
colombiana entre o elétron e o núcleo obedecendo às leis da
mecânica clássica. A força de atração que existe aqui parecida com a
gravitacional é a força elétrica que vai ser igual à força centrípeta,
isto é: Kq1q2/r2 = mv2/r.
2º) invés da infinidade de órbitas que seriam possíveis
segundo a mecânica clássica devido ao seu momento angular l = mw
onde w é a velocidade angular, se tem que um elétron só pode
mover-se em uma órbita na qual seu momento angular é um
múltiplo inteiro de h cortado, isto é: l = nħ, onde n é igual 1, 2, 3, ...
Isso aqui significa quantizar o momento angular donde as órbitas
que são possíveis não são qualquer uma, por causa desses níveis de
energia então ele vai postular exatamente isso o que é muito
importante para se entender salto quântico. O elétron só pode estar
numa órbita, a próxima órbita que ele pode assumir é uma outra
distante e assim por diante ele vai assumindo órbitas não contínuas.
Falava-se que isso é devido ao caráter ondulatório do elétron
porque o elétron como onda só se pode pôr um número de ondas
inteiro não consegue colocar meia onda, um terço de onda. As
439
ondas exigem quantificação. Colocar mais uma onda inteira aqui no
processo força ele a dar um salto, a órbita não pode ser contínua,
ela vem num outro nível e assim por diante ela vai subindo. Então,
os físicos até calculam essa órbita do elétron mais baixa cujo raio
mínimo é r0 e a energia fundamental do elétron é E0, e depois qual é
o segundo raio, terceiro raio, quarto raio que ele pode estar. Isso
significa quantizar o momento angular. Ele vai estar em algumas
órbitas específicas para completar o número de ondas que ele vai
espalhar dentro como se fosse uma mola ou corda fechada.
3º) vai contrariar profundamente a física clássica do
eletromagnetismo, ao dizer: apesar do elétron estar
constantemente acelerado (ou seja, tem aceleração centrípeta), ele
não irradia e, portanto a energia total permanece sempre
constante.

● Movimento descontínuo
Aqui se encerra com a ideia de trajetória da partícula. Um
elétron no ponto A e um ponto B do espaço sem nada, esse elétron
para ir de A para B simplesmente some em A e aparece em B e
ninguém sabe como ele atravessou esse espaço entre A e B. E diz-se
mais: ele faz isso instantaneamente, com t = 0, donde a velocidade
é infinita. Porém, Einstein na sua teoria havia formulado que
nenhuma matéria pode viajar com a velocidade superior a da luz.
Mas, Bohr diz: só é emitida radiação eletromagnética se um elétron
que se move inicialmente em uma dessas órbitas de energia total E n
muda seu movimento descontinuamente de forma a se mover em
uma órbita de energia total outra menor ou maior que En, onde a
frequência da irradiação emitida é igual.
Niels Bohr só diz que ele sai de um nível e vai para outro
nível, ele ganha energia e vai para outra órbita. Mas, aí tem uma
probabilidade, ele pode aparecer em qualquer lugar dessa órbita.
Ele dá um salto e aparecer aqui instantaneamente sem gastar
nenhum segundo, tecnicamente ele atravessou o núcleo. Não existe
440
trajetória, ninguém sabe por onde o elétron foi, ele fez o que se
chama em física de movimento descontinuo.
É como se ele se desmaterializasse e instantaneamente
materializasse em outro ponto do espaço é isso que postula a física
quântica. Aqui só tem uma onda de probabilidade que garante ele
estar nessa outra órbita. Passar da órbita da energia fundamental E 0
para outra órbita de energia E1 ele tem que ganhar uma quantidade
de energia. Para voltar ele perde um fóton que tem energia E = E1 –
E0 medida em forma de radiação eletromagnética e salta deste nível
para esta outra órbita. Mas, aonde na órbita?
Ele pode daqui saltar para cá como pode daqui saltar para cá
e continuar girando. Bohr postulou que o elétron não tem realidade
material entre as órbitas. Ou seja, não existe realidade material do
elétron, ele salta de um nível para outro e esse salto de um nível
para outro se chama salto quântico. Ele é exatamente esse
movimento descontínuo que o elétron faz na estrutura do átomo.
Isso está acontecendo todos os dias, toda hora, cada minuto e
nunca foi explicado, até hoje a física quântica nesse aspecto é uma
coisa em aberto. Fica pior porque esse é o modelo da física de pré-
quântica, esse é o modelo mais simples do átomo mais simples.
Quando se vão preencher as camadas eletrônicas no átomo
se têm não mais órbitas, mas sim orbitais. Orbital nada tem haver
com esse modelo planetário dos átomos, os elétrons num orbital
não gira em órbita circular ao redor do átomo. Se o elétron pode
sair de um ponto até espacialmente falando, no salto quântico
espacialmente ele muda de lugar mesmo, é real, não é virtual, não é
matemático, é medição. Ora o elétron está aqui, ora está ali, ele não
existe no meio. É instantaneamente como naqueles filmes da
feiticeira onde ela balança o nariz, dá uma piscadinha e some e
aparece aqui do outro lado instantaneamente.

441
● A teoria de Schrödinger
Quem vai escrever uma equação de movimento que possa
reger todos esses fenômenos quânticos, possa descrever os
movimentos das partículas no mundo quântico, foi Schrödinger.
Para isso associou cada partícula quântica a uma função de onda.
Alguns físicos dizem que é só uma interpretação matemática,
que a onda não é real. Mas, se ela não é real então como se mede a
difração de elétrons que é uma experiência real? Onde o elétron se
comporta como uma onda e o comprimento de onda esperado é
exato. O professor Laércio Fonseca defende a ideia de que o elétron
realmente oscila, ele vibra, é real como uma entidade ondulatória.
Mas, quando se faz um experimento se detecta ele como
partícula. O professor vai explicar isso mais para frente. A teoria das
cordas que é uma das teorias mais modernas na física quântica
atual, para tentar integrar todas as interações da física e criar uma
teoria do todo, teoria do campo unificado mesmo, ela prevê que o
elétron e o quark vibram como se fosse uma corda fina. Então os
físicos estão indos por esse lado agora, achando que é uma coisa
real que vibra, o professor também tem essa intenção.
Porém, como escrever uma função oscilatória, ondulatória,
cíclica, como um movimento harmônico simples? Uma função
matemática que descreve muito bem uma onda é a função y = sen x
com o gráfico daquela “minhoca” bonitinha.

442
Uma função de onda de uma partícula se deslocando vai ter
duas variáveis: a posição e o intervalo de tempo. A função
construída é: Ψ(x,t) = sen2π (x/λ – vt), onde λ é o comprimento de
onda. Isso seria uma equação que associaria a um elétron em
movimento. Essa função pode ser escrita desta outra forma: Ψ(x,t) =
cos(kx-vt) + isen(kx-vt), onde i é um número complexo, o número
imaginário  1 .
A equação de Schrödinger que vai descrever o movimento de
uma partícula vai ser esta equação: (- ħ2/2π) ƏΨ(x,t)/Əx2 + V(x,t)
Ψ(x,t) = iЋ ƏΨ(x,t)/Ət. Ele achava que era uma função de onda real
associada ao elétron, que governava o movimento do elétron.
Então, se tem o elétron em movimento com uma velocidade v e
associada a ele uma onda que governa e que ele era uma onda se
deslocando.

● A interpretação de Born para a função de onda


David Born fazendo envolvimentos matemáticos com Ψ(x,t)
terminou encontrando como resultado uma função real p(x,t) que é
exatamente a função densidade de probabilidade. Algo matemático
onde se vai entender como colapsa a função de onda. Em outras
palavras, a função de onda que colapsa é essa função densidade de
probabilidade. Tendo-se ao longo do eixo x um elétron que se
desloca associado ele uma onda de probabilidade, quando se
desenhasse essa onda daria uma coisa assim.

443
Quanto maior a amplitude da onda existe a probabilidade maior de
encontrar o elétron entre x1 e x2. À medida que essa intensidade
aqui diminui, nunca vai achar o elétron ali porque a probabilidade
cai para zero. A partir do momento que se tem essa função
probabilidade andando junto, quando o elétron mais oscila mais ele
tem um caráter de objeto real, se pode achá-lo como partícula
nessa região aqui entre x1 e x2, então essa função é chamada função
densidade de probabilidade. Logo, quando o físico faz uma medida e
acha a posição do elétron aqui, ele colapsa essa função porque
encontra, mas a probabilidade já dizia que dá para encontrar ele
nessa região entre x1 e x2, a probabilidade maior de achar ele ali.
Por causa dessa função densidade probabilidade quando vai
aplicar ao elétron na órbita, não se tem mais as órbitas ao redor do
átomo, mas sim os orbitais s, p, d, f.
Para o orbital s a região de probabilidade de encontrar o
elétron dava um 8 deitado (∞) no espaço em três dimensões. Ou
seja, na interseção é o núcleo do átomo donde nessa formulação
aqui do orbital s jamais o elétron está numa órbita circular ao redor
do núcleo atômico porque não dá para definir trajetória.
A física quântica não permite definir a trajetória que o
elétron faz. Com o avanço da mecânica quântica aquele modelo
planetário dos átomos deixou de existir. Jamais um físico pode dizer
como que o elétron anda ao redor do núcleo, segundo essa
444
probabilidade do orbital s ele pode ficar andando aqui nessa parte
do símbolo do infinito e jamais passar para o outro lado da outra
parte do oito deitado, ou seja, do átomo. Como que um elétron que
está no orbital s, ora está desse lado ora está do outro, pelo que se
vê, ele chega a atravessar o núcleo, passar por dentro. É claro que
perto do núcleo a probabilidade cai para zero, pois não vai achar o
elétron no núcleo. Contudo, como que essa função densidade
probabilidade o faz aparecer do outro lado?
Esta é uma questão tão complicada que a física quântica se
torna muito complexa. De modo que até hoje os próprios físicos não
a entende direito e ela é uma física aberta, não é uma física
acabada. No entanto, o público leigo pensa que tudo está resolvido
e às vezes nem sabe o que está falando.
Nesse trabalho pelo menos se procura mostrar para o
esotérico, para o místico, de onde os físicos estão tirando essa
linguagem, essas ideias como, por exemplo, o colapso da função de
onda.

Observações:
1ª) Se o elétron pode saltar porque uma pessoa inteira
também não pode? Será que os extraterrestres, as civilizações
extremamente avançadas, não conseguem construir uma tecnologia
de transportar sua nave inteira sem navegar espaço algum? A
matéria tem a propriedade de dar esses saltos quânticos sem se
preocupar com o espaço, só tem energia envolvida é como se o
espaço não existisse. As ciências mais avançadas no futuro ou
entrando em contanto com inteligências extraterrestre que
dominam toda essa física avançada no universo tornaria isso viável.
Os terráqueos aprenderiam exatamente como construir o Stargate,
o portal estelar, que é exatamente o lugar onde se passa todos os
átomos e partículas de uma pessoa que recebem uma excitação
energética de tal maneira ao sair do outro lado dá um salto
quântico. Entra num outro ponto sem gastar tempo. Se a Enterprise
445
pode dobrar o espaço que é muito mais complicado, por que não se
podem fazer deslocamentos quânticos que é mais fácil? Nada de
buracos de minhocas no espaço, máquina do tempo, porque aqui
não tem problema com o tempo, não tem problema de velocidade,
não precisa nem de foguete na nave, a tecnologia é outra. Aperta o
botão e salta.

2ª) O salto quântico é algo extremamente complexo e


importante. Pois, ele vai abrir portas para se entender como o plano
espiritual se conecta, como o espírito se desloca, como que o
espírito pode estar em uma outra dimensão da realidade e vir para
cá, o que separa uma dimensão de outra, onde a cidade dos
espíritos fica, o que está impedindo a interação do ser humano com
essa outra dimensão? Como explicar a iluminação por meio do salto
quântico da consciência.

3ª) O professor Laércio Fonseca vai colocar a teoria dele de


quantização da massa, algo que só ele fez até agora. É uma hipótese
que tem de bater com algumas expectativas físicas e esotéricas
espirituais.

446
Teoria do Campo Unificado
● O núcleo atômico
● As forças nucleares
● O caráter quântico dos prótons e nêutrons
● Unificação dos campos

● O núcleo atômico
O átomo, embora praticamente vazio, tem noção de sólido
porque os elétrons estão se movimentando muito rápido. Eles não
chegam mais perto do núcleo por terem uma energia mínima na
qual se mantém estável nessas órbitas onde o número de
comprimento de ondas tem que encaixar.
Os cientistas começaram a fazer experiências para tentar
entender mais sobre o núcleo atômico e descobriram que ele tinha
carga positiva. E que, no caso do hidrogênio existia apenas uma
carga positiva; no caso do átomo de hélio tinha duas cargas
positivas, no entanto, quando se ia pesar a massa atômica dava 4,
ou seja, existia algo mais no núcleo além dessas cargas positivas.
Eles teorizaram a existência de uma partícula positiva com
carga positiva e a batizaram com nome de próton. Aí surgiu uma
pergunta intrigante: como que no átomo do hélio onde existiam
dois prótons no núcleo, com carga positiva, se mantinha estável?
Quando se sabe que colocada duas cargas positivas numa distância
muito curta entre eles, a tendência é existir uma força elétrica
muito forte de repulsão devido à fórmula eletrostática F =
(kq1.q2)/r2.

● As forças nucleares
Foi a partir desta observação que os cientistas tiveram que
reformular a estabilidade nuclear. Como que o núcleo não explodia
jogando prótons para tudo quanto é lado? Então eles tiveram que

447
postular a existência da maior de todas as forças até agora
observada na natureza, a existência da força nuclear. Uma força
apenas de atração que só atua a curtas distâncias fora do raio do
núcleo atômico ela não atua. Ela vence a força elétrica funcionando
assim. Querendo-se aproximar esses dois prótons a força de
repulsão começa aumentar assustadoramente, mas se vencendo
uma distância x se entra num raio de ação da força nuclear onde
eles grudam. É como se cada próton tivesse um gancho amarrado
nele que quando se engancham ficam grudados, mesmo com a
repulsão eletrostática.
Essa poderosíssima força de atração que apareceu no mundo
atômico foi a que trouxe dificuldades para Einstein por ser um novo
tipo de força, um novo tipo de interação entre dois corpos, que não
era eletromagnética nem tão pouco gravitacional e era algo
extremamente poderoso que o homem jamais tinha visto na vida.
Nessa ocasião, o físico alemão estava tentando criar uma equação
de campo unificado, unificar as forças da natureza, mas ele só tinha
eletromagnetismo e gravitação para fazer a conta. Com a
descoberta dessa força nuclear ficou um problema de como iria
considerar essa força agora no seu campo unificado. A dificuldade
em parte era também porque Einstein não gostava muito da teoria
quântica, ele não teve tempo para absorver tudo isso e morreu
antes que toda a sua teoria fosse construída. Por isso as teorias de
campo de Einstein soam como uma sinfonia inacabada.
O número atômico é dado pelo número de prótons no
núcleo do átomo, e é ele que caracteriza o elemento químico, ou
seja, é a carga nuclear que caracteriza o elemento químico. Por
exemplo, o hidrogênio tem carga nuclear +1 por ter apenas um
próton no núcleo do átomo de hidrogênio donde o elemento
químico hidrogênio tem número atômico 1. O hélio tem carga
nuclear 2 por ter 2 prótons então seu número atômico é 2. O lítio é
3, e assim por diante. Os pesquisadores descobriram que na
natureza existiam apenas 92 elementos químicos, sendo que há

448
entre estes os que não existem na natureza, são feitos
artificialmente.
Retomando a questão de o elemento químico ter número
atômico 2 e peso atômico 4. Os cientistas encontraram uma
partícula nova no núcleo que tinha a mesma massa do próton,
porém sua carga elétrica era nula, e a ela batizaram com o nome de
nêutron. Isso gerou a pergunta crucial no começo da física que era:
o que esses nêutrons estão fazendo no núcleo? Qual é o papel do
nêutron dentro do núcleo? Isso foi uma incógnita no começo das
pesquisas.
Todavia, quando foram estudar o elemento químico de
número atômico 92, ou seja, o urânio, ele tinha peso atômico de
238, começaram a perceber que quanto mais prótons no núcleo
mais instável era o átomo. E assim concluíram que não existia
átomo com cerca de 100, muito menos acima de 100 no núcleo
exatamente porque o átomo começa a ficar instável. A razão disso é
a seguinte: ao se chegar a colocar num núcleo um próton, outro
próton, eles querem se repelir e a força nuclear segura. Aí se for
colocando mais um próton, mais um, mais um, até quando ela
suporta?
Na física quântica existe a lei de que todas as vezes que se
reduz a região onde uma partícula tem que estar ela reage
movimentando-se com velocidade imensa e o núcleo é muito ativo.
Então, se percebeu que à medida que esses prótons iam
aumentando apareciam os nêutrons lá no meio para estabilizar o
núcleo, porém, chega à uma hora que o núcleo não aguenta mais a
instabilidade e começa a pôr próton para fora e a isso se chama de
radioatividade.
Os cientistas perceberam que o nêutron é moderador, uma
das atividades dele é moderar a força nuclear, é segurar a
instabilidade do núcleo. Os isótopos de urânio são iguais no sentido
de terem 92 prótons, só que tem menos nêutron lá no núcleo e
quanto menos mais instável ele fica a ponto de explodir. Na
natureza existe muito pouco do urânio 235 que é o bom para fazer

449
bomba atômica. Quando juntam uma quantidade desse urânio
chamado de urânio enriquecido, basta uma quantidade de 1 kg para
a energia liberada romper a força nuclear e os elétrons e os prótons
que estão sob ação da força eletrostática muito poderosa espirra e
esse espirrar rápido é uma explosão, é a bomba atômica lançada em
Hiroshima e Nagasaki. Hoje se consegue obter energia térmica no
reator atômico controlado para fazer energia elétrica que move
submarino nuclear e ilumina cidades.
O que interessa a esse curso é entender que no núcleo
atômico os cientistas descobriram duas forças novas que não são de
natureza eletromagnética e nem gravitacional: a chamada força
nuclear forte que é a de atração entre prótons; e uma força nuclear
fraca que é uma interação entre os nêutrons. Portanto nêutron e
nêutron se atraem não com uma força tão poderosa quanto à força
nuclear forte que tem de superar a repulsão eletrostática. Os
nêutrons não têm nenhuma força de repulsão entre eles, por isso
necessita apenas de uma força nuclear fraca a fim de mantê-los
próximos.

● O caráter quântico dos prótons e nêutrons


Mas, essa união ocorre exatamente porque no núcleo
atômico existem níveis quânticos também, isto é, os nêutrons e os
prótons estão em níveis quânticos da mesma forma que a
eletrosfera. Existem regras no núcleo para os prótons que lá estão
só que elas não estão muito bem definidas. Os prótons ficam se
movimentando só que não se tem noção de como, mas seguem leis
probabilísticas muito específicas, vai ter níveis quânticos nucleares.
Sabe-se que no mundo quântico não tem fotografia, não tem uma
foto das coisas, tudo é criado. Por exemplo, se cria um modelo
hipotético para entender as interpretações das medidas, então esse
é um dos problemas do mundo atômico ele não é observável
diretamente.

450
● Unificação dos campos
O professor Laércio Fonseca vai fazer uma fusão entre a
teoria de campo de Einstein e a teoria quântica de campos para
construir o modelo que ele quer construir para falar sobre matéria
do plano astral e modelo quântico da consciência do próprio
espírito.
O renomado físico alemão começou a estudar o campo
gravitacional e o campo eletromagnético, a interação que essas
duas forças podiam ter. Ele tinha certa filosofia, certa religiosidade e
sempre conduziu internamente um Deus monoteísta, ou seja, uma
entidade que governa todo o universo, que conectaria todas as
coisas do universo. Isaac Newton também tinha essa visão, basta
recordar que ele criou a ideia de éter, uma substância conectando
todas as partículas do universo, permeando todo o universo, e ele
achava que Deus tinha que fazer parte dessa coisa toda. Muito dos
filósofos que discutem Einstein dizem que ele insistiu na teoria de
campo mesmo quando ela não começou a funcionar para a física
quântica em alguns aspectos. Contudo, ele insistiu, não abandonou
essa sua teoria de campo até o final de sua vida, exatamente por
causa da sua visão monoteísta de Ser Supremo.
O professor defende a ideia de que talvez Einstein estivesse
certo, o que ele não estava acertando é com o jeito de fazer a coisa.
Os físicos materialistas abandonaram essa ideia de Deus e foram
fazer suas pesquisas, suas medidas e agora no final da década de 80
para frente alguns começaram a perceber que é inevitável não
deixar de fora a consciência e nem uma coisa chamada consciência
cósmica que é um modelo muito mais avançado de Deus. Um Ser
Supremo diferente do Deus religioso, do Deus imperador que do
alto dirige o mundo ditando regras e leis. Pois, isso levou o homem
e a própria ciência há uma barreira entre ao que se chama de
ciência propriamente dita e a metafísica, religião e espiritualidade.
Essas duas coisas sempre caminharam juntas no passado, os

451
cientistas nunca tiveram medo de andar junto, Deus nunca foi
absurdo para a ciência, para Newton e para Einstein.
O campo gravitacional onde tem uma massa, e o espaço-
tempo que circunda tudo isso passa a ter uma textura real, aqui não
tem nada de virtual. O espaço-tempo pode ser encarado como um
fluído onde que se chama de vazio e vácuo não existe fisicamente.
Inexistência de matéria na verdade é preenchido pelo chamado por
Einstein de campo. Este vai ser o tecido básico de construção do
universo e que o professor Laércio Fonseca vai por numa linguagem
matemática dentro de um modelo.
Quando Einstein começou a aperfeiçoar essa teoria de
campo para mostrar que o campo eletromagnético é de mesma
natureza do que o espaço-tempo, ele queria dizer o seguinte.
Imaginando-se esse ponto aqui ser o elétron que gera ao redor dele
um imenso campo elétrico que se estende até o infinito. E se
movimentar esse elétron ele gera campo magnético. Então a ideia é
relativística, essa mesma partícula além de ela ter carga elétrica que
gera o campo elétrico e o campo magnético, ela tem massa que
poderia criar o campo gravitacional.
Só que Einstein falava que o campo é único. Todavia, a física
abandonou essa ideia. O professor acha que ela vai voltar nesse
Terceiro Milênio com toda a força e quem vai trazê-la vão ser os
espiritualistas, não vão ser os físicos de partículas que estão aí
muito materialistas.
Os físicos pensavam que a partícula gera o campo, ou seja,
pelo fato do elétron ter massa ele gera um campo gravitacional, e
pelo fato de ter carga elétrica ele gera um campo eletromagnético.
Einstein mudou isso para “não será que é o campo que cria a
partícula?”. E convidava para se imaginar que exista só o campo,
sem nada. De repente acontece alguma coisa nele e ele cria a
partícula com a característica de carga ou com a característica de
massa, então o campo é um só, esse campo é que tem
características. Então essa partícula criada pelo campo o Einstein

452
chamou de campo condensado, ou seja, quando o campo se
condensa num ponto vira uma partícula.
O universo para o Einstein não é senão o campo. As
chamadas partículas todas elas são manifestação do campo. O
elétron seria uma manifestação local, uma condensação local do
campo, e o próton seria outra condensação local do mesmo campo.
O que dá característica de carga positiva ou negativa de massa é
como esse campo vai se adensar. E se vai ter que construir
matemática para mostrar que o campo condensando de um jeito
cria as propriedades de carga, de massa e até as propriedades
nuclear como o nêutron.
Mas, o que é o campo? O campo é uma forma de energia
que existe no universo aonde tudo vai surgir a partir daí. O que
conecta dois elétrons é o campo, eles fazem parte do mesmo
tecido, o tecido nunca foi rompido. Portanto, não só os elétrons,
mas todas as partículas do universo estão conectadas pelo campo, o
campo é substância única, portanto tudo é de mesma natureza.
O livro clássico do Taoismo diz que todo universo é
constituído de Chi que é a substância primordial, todas as coisas do
universo se condensam a partir do Chi e elas se dissolvem
novamente para formar o grande Chi. Substituindo Chi pela palavra
campo e ler o texto deste livro clássico e ler o texto do Einstein se
notam que as teorias são idênticas: tudo que existe no universo são
condensação e manifestação do campo e quando essa partícula se
dissolve ela se desintegra e vira novamente o campo.
Por isso que pode existir aquela coisa chamada não
localidade, que pode ser explicada porque as partículas estão
conectadas, nunca vão ser possível pela teoria do campo
desconectar as partículas, elas sempre vão interagir conectadas pelo
campo. O campo é o tecido, ele é a partícula, a partícula é campo
condensado, essa é a chave do trabalho do professor Laércio
Fonseca e isso já cheira a unidade cósmica dos antigos
espiritualistas: tudo é um, somos um, eu e o pai somos um, tudo é,
eu sou um com as plantas, eu sou um com a cadeira, com os

453
átomos, com a matéria, com o universo. Mas, por que eu sou um,
nunca foi explicado direito.
Até que Einstein dizia que a partícula quando se desloca no
mundo quântico ninguém sabe o que ela é. Isso porque as pessoas
não percebem o deslocamento de uma partícula no mundo
atômico, ela não é como aqui, a partícula se dissolve no campo, dilui
e condensa, dilui e condensa, dilui e condensa. Por isso que ela
pode se diluir aqui e condensar lá, e para nós a partícula saltou, mas
ela não saltou, apenas se dissolveu e apareceu lá.
Para ilustrar tal situação se simplificar o campo como algo
linear, a partícula como a saliência na reta apontada pelo dedo, e a
dissolução da partícula com o apertar do dedo em cima daquela
saliência. Feito isto a partícula espirra para o outro lado de modo
que ela surge do lado esquerdo e desaparece do lado direito, sem
que haja deslocamento. É só pensar em potenciais de energia, esse
potencial se dissolve, como tem que ter conservação de energia, o
universo tem que se conservar, então em outro ponto do universo
esse tecido vai ter que ondular-se novamente.

Uma oscilação do próprio campo seriam movimentos de


vaivém numa reta, como grosso modo na figura a seguir.

454
Assim, essa textura fluídica do campo oscilaria e com essa
oscilação acontece a presença da partícula. E quando não oscila o
campo é neutro, não tem massa, não existe carga, não existe nada,
existe um campo neutro, o campo sem oscilar. Se o campo oscilar
naquela região surge às partículas, e elas são os resultados da
oscilação do campo.
As duas fórmulas de campo que existiam eram g = GM/r2
(módulo do vetor campo gravitacional) e E = kQ/d2 (módulo do
vetor campo elétrico), cujo gráfico é a seguinte figura.

Nesta figura g pode estar em E, assim como r em d. Quando o r


cresce o campo diminui, mais quando se aproxima de zero o valor
do campo tende a ser infinitamente grande, ou seja, existe algo que
está sendo concentrado naquela região e essa concentração nada
mais é que a própria partícula, ela é uma concentração do próprio
campo. Os físicos modernos estão trabalhando com partículas
isoladas, esqueceram o campo porque matematicamente ficou
complicado usar essa ideia de campo.

Laércio Fonseca vai simplificar colocando a linha


monodimensional como o campo

_____________________________________________

e vai imaginar que uma partícula (ilustrada como aquele ponto


negro)

455
________________________●____________________
x

surja proveniente de uma corda oscilando (daí se pode ver que a


teoria do professor vai encaixar um pouco na teoria das super-
cordas) aonde a amplitude da oscilação é mais intensa daí se pode
até aplicar a onda de densidade de probabilidade.

456
PONTE ENTRE A FÍSICA E A
ESPIRITUALIDADE

Modelo quântico da matéria


● A quantização do “campo de energia oscilante” [ponto central da
nova teoria]
● Espectros atômicos nucleares e níveis quânticos nucleares

● A quantização do “campo de energia oscilante”


De Broglie empregou a equação do Einstein E = mc2 e a
equação do Planck E = hf e as igualou, donde mc2 = hf, o que implica
m = hf/c2. Como h e c são constantes, então h/c2 é uma constante k,
logo m = kf.
O professor Laércio Fonseca vai fazer uma coisa que
ninguém fez que foi quantizar a massa. As três chamadas partículas
materiais fundamentais da natureza ou partículas fundamentais do
campo atômico são elétron, próton e nêutron (esquece-se que estes
dois últimos são formados por quark, bem como também não se
leva em conta agora os fóton e gráviton, que são partículas
fundamentais dos campos eletromagnético e gravitacional,
respectivamente). A massa do próton é 1,672 x 10-27 quilogramas, a
massa do nêutron é muito parecida 1,675 x 10 -27 quilogramas, a
massa do elétron é muito pequena 9,109 x 10 -37 quilogramas, o
fóton teoricamente teria massa 0 e o gráviton ninguém sabe.
A matéria que mais existe no universo é hidrogênio, todo o
universo é composto de 99,99999% de hidrogênio. O hidrogênio
mais simples tem um próton e um elétron. Como não existe um
elemento com meio próton, meio elétron ou uma fração do elétron.
O próximo elemento que existe na natureza é o hélio que tem 2
prótons, 2 nêutrons e 2 elétrons. Isso aponta para uma quantização.
Os elementos químicos são múltiplos inteiros, isto é, ou tem 1
457
próton, 2 prótons, 3 prótons, 4 prótons, 5 prótons, não tem meio
próton, um terço de próton, a natureza não trabalha frações.
Nenhum físico neste mundo consegue diferenciar um elétron
de outro, eles são clones idênticos um do outro, a mesma coisa no
próton e no nêutron. Eles sempre são formados na natureza
iguaizinhos com a mesma massa, mesma carga, a carga idêntica
uma do outro não tem uma carga de um próton que seja menor do
que a carga do outro próton, a natureza ela só faz as coisas uma
igualzinha a outra.
A partícula sendo uma oscilação desse campo então no
estado fundamental a massa de qualquer uma dessas partículas são
desses valores iguais, ou seja, m = kf. Desta forma, o elétron tem
que oscilar sempre com esse valor de frequência, se algo oscilar
diferente pode dar um próton, pode dar outra coisa, mas elétron
não.

● Espectros atômicos nucleares e níveis quânticos


nucleares
No entanto, o professor Laércio Fonseca criou a hipótese que
existiriam outras frequências em que o elétron poderia existir, tanto
mais altas quanto mais baixas, mas com uma energia quantizada. O
elétron não pode assumir qualquer frequência ele vai ter um
espectro de energia interna em níveis quânticos. Ou seja, a
frequência do elétron designada por fe se subdividisse em fe1, fe2,...,
feN. A fim de simplificar se retira os índices “e” da letra “f”, isto é, f
se subdivide em f1, f2,..., fN.
Então, o professor vai propor a seguinte teoria. Para o
elétron aqui no Mundo Material se chama de N = 1, nível quântico
1, nível de massa igual a m1 = kf1. Num nível quântico mais baixo de
energia o campo oscile num modo de energia quantizado onde se
terá um nível quântico N = 2 onde existe uma massa m2 = kf2. E
assim por diante até N = n, mn = kfn, no caso de N = máximo mmáx =
kfmáx = k.0 = 0, que é o campo.
458
N = máximo mmáx. = kfmáx = k.0 = 0
.
.
.

N=n mn = kfn
.
.
.

N=2 m2 = kf2

N=1 m1 = kf1

Frequência mais baixa o comprimento da onda associada a


esse elétron mais expande, ele vai ficar invisível, pois os fótons vão
atravessá-lo, ele não vai refletir fóton, onda eletromagnética. Já
frequências mais baixas, menos expansão e o caráter de solidez
aumenta. E assim por diante até a ideia de Mundo Material em N=1.
Gráfico abaixo há dois erros: 1º) o último f2 deve ser um f3;
2º) f1 e f2 estão trocados.

Grosso modo, apenas para dar uma ideia, imaginem uma


plantação de roseira. A rosa seria de N=1, sua raiz de N=2, a
semente de N=3, e o campo de N=n.
Einstein postulou a equivalência entre massa e energia ao
escrever E = mc2, assim como energia é quantizada, então massa
459
também é. O elétron pode baixar a frequência até zero, onde a
corda, o campo, fica sem vibrar, fica reto, aí praticamente é um
espaço vazio como se não tivesse nada ali, só tendo um campo sem
oscilar. Então, o professor criou níveis quânticos para a massa cada
vez mais sutil e também pôde fazer para níveis mais densos, para os
números inteiros negativos como n = -1, -2, -3, etc., onde pode ter
matéria muito mais densa, elétrons muito mais densos do que esse
elétron comum, estrela de nêutrons, buracos negros.
Observações:
1ª) Aqui abre portas para algo que se vai abordar em
próximos tópicos, como: prótons, elétrons e nêutrons formando
átomos de matéria muito menos densa. Então a matéria neste plano
mais sutil constitui a matéria dos planos espirituais. Por isso que o
espírito feito dessa matéria muito sutil pode atravessar parede,
andar no Mundo Material e não ser visto porque ele não reflete
ondas eletromagnéticas, a onda de um fóton passa através dele e
vai embora, ele não choca e oticamente os olhos dos encarnados só
enxergam a reflexão luminosa. Assim, não se vê a matéria das
cidades astrais.
Enfim, se está postulando uma coisa tão simples e tão real
de que a matéria que existe no plano espiritual é a mesma matéria
daqui, só que numa outra densidade quântica mais sutil. Isso
corrobora com a visão de paranormal, de sensitivo, com a visão
espiritualista de que falam os grandes espíritos das cidades astrais,
do mundo astral, da matéria. No livro de Kardec um espírito fala
para ele que no universo tudo é fluídico, existe um fluido cósmico
que a física não descobriu ainda que permeie tudo isso que é, para o
professor: o campo.
2ª) Campo que gera tudo não tem energia material, vide que
E=0. Meishu-Sama ensina que: “meu propósito é falar sobre a
energia espiritual, que a Ciência e os cinco sentidos do homem
ignoram (...) quanto mais rarefeito (puro) é o espírito, maior é o seu
poder de atuação.” Caso contrário, o campo seria de urânio, pois
1kg dele gera de energia o que o carvão precisa de 3000 toneladas.

460
Múltiplos Universos Quânticos
● O que são?
●Como estão distribuídas às matérias dos planos espirituais nas
formações de estrelas e planetas
●A matéria dos orbes astrais e espirituais ao redor da Terra
● A vida nos múltiplos Universos
● A teoria da unidade cósmica da matéria

O professor Laércio Fonseca relembrando a sua contribuição


dentro da física quântica e da espiritualidade que é a teoria sobre a
massa quantizada. Ele diz que dessa maneira se vai poder teorizar
sobre a matéria do plano espiritual, como ele está constituído,
como está formado, o que é o orbe planetário, como são as cidades
astrais, de que matéria elas são feitas, qual a localização geográfica
delas, o próprio espírito de que matéria é feito. A ideia é tentar
entender e conversar sobre isso da mesma forma como muitos
espíritas e espiritualistas falam que vão a Vênus e veem que lá tem
comunidades espirituais, porém sem vida no mundo físico deste
planeta.
A proposta da massa quantizada foi exatamente criar uma
ideia de que o campo é uma entidade oscilante que vibra formando
a partícula. Na região do campo onde a vibração é muito intensa
[onda mais abaixo] tem um caráter de solidez da partícula muito
maior. E se a partícula tem uma vibração menor [onda mais acima]
o caráter da partícula nessa região é menos adensado.

461
Então, foi criada a ideia de que a massa de uma partícula pode ser
escrita por m = kf e aí se criou à quantização da massa fazendo a
seguinte hipótese. A massa poderia estar definindo padrões de
adensamento da matéria no universo: o nível quântico N = 1 onde a
massa neste nível seria m1 = kf1 (onde os elétrons, prótons e
nêutrons possuem a massa tradicional criando todo este nicho de
densidade do universo, desse universo físico, ou seja, mundo físico
da matéria); aí um outro nível quântico bem mais acima que seria
chamado de N = 2 com massa m2 = kf2, onde f2 é muito menor do
que f1; dando sequencia N = 3, m3 = kf3, sempre em níveis quânticos,
sempre quantizados, nunca um espectro contínuo, até o nível mais
genérico N = n, mn = kfn. Esta frequência só pode variar até zero e
quando não oscilar, donde um nível N = máximo, ou seja, não
haveria nenhuma solidez, nenhuma densidade de matéria, o campo
estaria sem oscilar.

N = máximo mmáx. = kfmáx = k.0 = 0

N=n mn = kfn

.
.
.

N=2 m2 = kf2

N=1 m1 = kf1

Nesta postulação se tem a seguinte relação m1>m2>m3> ...


>mn> ... >mmáx e f1>f2>f3> ... >fn> ... >0 e assim se teria o grau de
rarearmento. É óbvio que podem existir níveis de densidade de

462
matéria muito maior do que o nosso N = 1, aí se pode criar uma
escala negativa para falar sobre regiões do universo como buracos
negros, estrelas de nêutrons, regiões extremamente densas onde a
matéria se comportaria com um caráter muito mais denso.
Partindo-se dessa hipótese do fracionamento quântico da
massa, associando-a partícula. Considerando-se o elétron como
ponto de partida, então a massa do elétron seguiria exatamente
esse contexto e todos os outros objetos também. Assim, se teria
uma teoria de múltiplos universos, onde em N = 1 se tem o nosso
universo denso, físico; em N = 2, o universo espiritual, o plano
espiritual; e a partir de N ≥ 3, níveis mais superiores. Ainda se vão
subdividir esses níveis em subníveis.

● O que são?
Supõe-se que existe um único universo, anotado por U. U1
seria o subuniverso de U, anotado por N = 1. U2 seria o anotado por
N = 2. E assim por diante.

● ●
U1 U2

● ●
U3 ... Un

Essa teoria é completamente diferente da teoria de


universos paralelos porque para esta os universos paralelos estão
ocorrendo ao mesmo tempo, mas paralelo ao nosso, com a mesma
densidade de matéria, só o tempo é que seria diferente. Na
463
literatura e ficção científica chegam a considerar finais alternativos
para eventos históricos.
Mas, na teoria do professor Laércio Fonseca os universos não
são paralelos, eles se interpenetram e estão aqui cujas massas mais
densas se concentram e vão para o núcleo. Afastadas delas estão às
massas menos densas por uma questão até de física simples: o mais
pesado vai para o fundo e o menos denso flutua.
Por isso que as cidades astrais e a matéria astral estão lá
para cima, por isso que todo mundo aponta o céu para o alto.
Regiões umbralinas pesadas são apontadas para baixo da terra, nas
cavernas. Os espíritos mais iluminados procuram estar nas alturas.
Toda definição da espiritualidade fala da luz que vem do céu, os
espíritos querem subir, ninguém quer descer. Eles coexistem ao
lado do ser humano, a única coisa que faz com que o homem não
perceba a sua presença, essa matéria m2 do N = 2, é por ela ser tão
sutil, o elétron tão estendido, a frequência tão mais baixa que faz
com que a matéria pareça vapor, não refletindo luz, não interagindo
diretamente com o ser humano.
Todo este universo é feito de uma mesma substância e todos
os sub-universos estão conectados. Eles estão conectados porque
toda a fonte de qualquer partícula não importa a que nível quântico
ela esteja, o que está quantizado é a energia, é a energia oscilatória
que a oscila. Mais precisamente, tudo está conectado porque tudo
vem do campo, só tem uma substância que gera todos esses níveis
quânticos: o campo. E este está distribuído espacialmente.
Na verdade só existe uma dimensão que é o espaço-tempo.
Isto aqui de N = 1, N = 2,..., não são outras dimensões, mas sim
outros níveis quânticos. O tempo no plano espiritual não é igual ao
tempo aqui, pois o tempo nunca foi igual em lugar nenhum. Ele é
apenas um conceito, não algo real no universo, da mesma forma
que a energia não é algo real, é uma invenção de físico. Massa
também é um conceito criado por Newton. Usam-se esses conceitos
para se poder teorizar, criar modelos fundados em cima desses
conceitos para se poder raciocinar o universo.

464
Voltando-se a tratar de provar que todos os planos estão
conectados. Imaginem que o campo seja uma única linha que não
vibra cuja frequência de oscilação é zero.

__________________________________________
campo

Não se esqueçam de que nesta mesma linha do campo,


nesse mesmo material, irão surgir todas as partículas, em diferentes
níveis quânticos, mas elas vão aparecer dessa substância, então a
única diferença que vai ter é a descrita a seguir.

Para isso imaginar estas duas ondas uma ao lado da outra na


reta e em vez do escrito “Elétron Veloz” se põe “Elétron de N = 1 e
em vez de “Elétron Lento” pôr “Elétron de N = 2”.
Embora essas massas sejam frequências quânticas diferentes
elas estão no mesmo tecido. Só que a energia envolvida em f 1 é E1 =
hf1; em f2 é E2 = hf2; e assim por diante. Mas, todos estão vibrando
no mesmo universo, a mesma substância que é o campo está
gerando partículas na dimensão 1, 2, 3, ...
Posto isto é fácil entender uma citação do livro dos espíritos
de Kardec quando se pergunta “mas do que é feito o universo?” se
ouve a resposta “o universo é feito de uma única substância que se
modela para se formar todas as coisas.” O professor Laércio Fonseca
está tendo o cuidado de criar um modelo dentro da física quântica
que estivesse em profunda harmonia com os textos espiritualistas,
465
espíritas, orientais, porque aí se estaria falando a mesma língua,
pelo menos nos princípios fundamentais.
Kardec na sua grande síntese, na pesquisa com os espíritos,
ele fez um trabalho científico interessante que não é simplesmente
para tratar de problemas, como a de saúde. Ele fazia uma reunião
com os espíritos para saber de todas as áreas do conhecimento a
fim de tentar criar uma visão profunda de como a vida e o universo
estavam razoavelmente organizados. No tempo de Kardec não
existia física quântica, mas sim eletromagnetismo, bem como toda a
física clássica. Os espíritos não tinham muita linguagem para
conversar e dar respostas destacadamente para pessoas que não
eram físicos e que estavam na roda. Hoje os espíritos na
mediunidade do professor Laércio Fonseca conversam com ele e o
aconselham a seguir certos rumos para poder criar ideias e teorias,
formular um caminho de modo a criar uma espiritualidade mais
lógica e racional e não uma espiritualidade fanática baseada em
princípios religiosos ultrapassados.
Deste modo os acontecimentos são vivenciados de acordo
com percepção. Quando morre um parente a pessoa chora
simplesmente porque não interage diretamente mais com ele, não o
vê. Imagina se continuasse vendo perfeitamente o espírito dele
aqui, não ia chorar, ia é fazer festa. Tudo é uma questão de
percepção deste outro universo. O corpo biológico apenas ganhou
sensores para interagir com este universo físico ele não ganhou
sensores para interagir com essas outras frequências menos densas,
ou seja, com esses níveis quânticos maiores do que um. Os ouvidos
do ser humano interagem com os sons daqui, os olhos interagem
com a radiação eletromagnética densa que é refletida por essa
matéria densa.
Partindo-se sempre do elétron que é a partícula fundamental
depois se generaliza para todas as outras coisas. Se esse elétron e1
em N = 1 quiser passar para o universo de nível quântico 2, ou seja,
N = 2? Basta entender que E1>E2> ... >En e tem que se dar aquele
salto quântico enigmático que não tem trajetória. A onda do elétron

466
e1 (na última figura é a que tem frequência f1) para saltar para outro
nível quântico N = 2 (não é para outra dimensão) tem que perder
energia quanticamente num pulso, ou seja, tem que perder uma
quantidade de energia ΔE = E2 – E1. Esse ΔE no caso vai dar negativo
porque E1>E2. Ganhar seria positivo. Então, esse elétron vai perder
uma quantidade de energia ΔE = E2 – E1 = hf2 – hf1 = h (f2 – f1) = hf
onde f é uma frequência intermediária. Agora o que sai do elétron?
Quando se estudou o caso quântico do átomo hidrogênio ele
tinha uma energia cinética, quando saltava para um nível de maior
energia a velocidade aumentava; e quando retornava ele emitia um
fóton, uma onda eletromagnética.
Contudo, neste caso, será que o elétron perdendo energia
ele emite fótons, ele pode emitir partículas, neutrino, enfim uma
série de coisas que os seres humanos desconhecem. Este é o ponto
em aberto na teoria do professor Laércio Fonseca. Ela necessita de
experimento físico, calibrar exatamente os níveis quânticos,
encontrar esse espectro de energia entre essas duas matérias,
procurar uma radiação ou um tipo de partícula que é emitida na
transição.
O elétron vai perder energia, mas ele vai perder uma energia
interna, ele não vai perder uma energia cinética. É o campo neste
ponto que vai perder uma energia quântica, ele vai dar um pulo.
Quando faz isso o que a onda faz instantaneamente é expandir, se
ela expande é como se esse elétron sumisse daqui na frente do
observador, ele faz puff e desaparece, foi para outro nível quântico,
mas daqui ele não saiu. Tem-se que entender que o elétron não saiu
geograficamente desse lugar, o campo continua aqui, ele só some
da visão da pessoa. Aliás, isso é o que acontece em alguns
fenômenos espirituais.
Fazendo-se o inverso. Para isso se supõe que aqui tenha um
espírito, um espírito no N = 2, isto é, ele tem uma matéria menos
densa, ninguém o vendo. O que esse espírito tem que fazer para
materializar aqui, ficar bem denso aqui? Ele tem que ganhar
energia, isso pode ser feito com alta tecnologia da outra dimensão,

467
os espíritos dotados de grande ciência e tecnologia podem criar
uma máquina que faz com que toda essa estrutura espiritual dele
adense ganhando energia e instantaneamente ele materialize aqui.
Ele simplesmente aparece aqui do nada, mas na verdade ele sempre
esteve aqui nessa posição. Alguma tecnologia ou a partir da sua
própria energia ele adensou os seus átomos e se torna visível a
ponto de em algumas reuniões espirituais algum encarnado tocar
nele. Quando se despede ele some, vai esfarelando como nesses
efeitos de cinema ou some de uma vez.
O que ocorre é que perdeu energia e voltou. Tem algumas
desmaterializações que acontece com emissão de luz, dá aquele
facho de luz assim e o espírito some. Isso pode dar alguma dica para
o ser humano de quando o espírito volta o que está sendo emitido é
fóton, alguma coisa que o fez brilhar. Nas experiências ufológicas os
ET’s trataram com luz densa fazendo curva, é jogado um facho de
luz e o ET desce andando nesse facho como se a luz fosse um sólido.
É como se os ET’s tivesse uma tecnologia para pegar fótons e fazer o
fóton virar partícula densa e usar como matéria para ele andar em
cima.
Neste curso os fenômenos ufológicos e espirituais podem ser
explicados tecnicamente através da teoria do professor Laércio
Fonseca. Ela pode explicar materializações de coisas, de objetos. O
grande guru indiano Sai Baba era um fenomenal materializador. Ele
ao passar perto da pessoa mexia com a mão e tirava do nada um
broche, um colar. Agora para quem é vidente, paranormal, vai ver
os espíritos andando em volta com uma bandeja cheia dos objetos.
O que o Sai Baba apenas fazia era pegar esse colar que está nessa
dimensão e trazer para cá. Um fenômeno quântico ocorre, e este
colar aparece.
Mas, esse colar já existia, o guru indiano não fazia mágica,
ele fazia ciência. É que nem aquela propaganda da feiticeira na
televisão, isso não é feitiçaria, é tecnologia. Pode-se entender que
existe uma equipe de espíritos dotados de tecnologia, de aparelho,
que na hora que o Sai Baba coloca na mão um objeto, um tipo de

468
máquina fornece energia para todos os átomos desse objeto e ele
simplesmente adensa e aparece no mundo físico, fica material e ele
então dá de presente. Isso explicaria materializações de objetos que
seriam tecnicamente trazidos a essa realidade física através de
adensamento quântico.

● Distribuição das matérias dos planos espirituais


nas formações de estrelas e planetas
Agora se vai mostrar o modelo de como essas dimensões
quânticas estão aglutinadas em um planeta com os corpos celestes.
Na verdade ele é chamado de modelo da organização dos corpos
celestes. Os espiritualistas querem entender como é que o Mundo
Espiritual está organizado dentro desse universo.

orbe planetário
gás
superfície

Imaginando-se que esse aqui fosse o núcleo denso da Terra


onde a massa se aglutina por forças gravitacionais. Os físicos
acreditam que o núcleo da Terra é composto de ferro e níquel e que
469
os elementos mais pesados que possam existir na superfície da
Terra estão concentrados mais no núcleo. Os cientistas acham que o
planeta Terra tem um núcleo, depois tem uma parte toda
incandescente de lava quente que eles chamam de manto. (não dá
para fazer uma viagem ao núcleo da Terra porque lá tem uma
temperatura de 6.000 graus centígrados que é a temperatura do Sol
em algumas partes. Nenhuma substância consegue suportar 6.000
graus centígrados, ela derrete. Então qualquer foguete, qualquer
nave, que quisesse ir para o centro da Terra teria que ter um super
material que até hoje não foi descoberto, que aguentasse
temperaturas superiores a 10.000 graus centígrados). Depois do
manto se teria a chamada crosta terrestre, a parte rígida da Terra.
Os oceanos estariam flutuando aqui em cima na superfície da Terra
e se pode notar que acima tem uma camada de gás que é menos
denso, muito leve, por isso ele está acima e fica na atmosfera. À
medida que se vai subindo na atmosfera ela vai rareando até que
chega numa altura e não tem mais ar nenhum, não tem mais gás,
estando-se no espaço vazio.

● A matéria dos orbes astrais e espirituais ao


redor da Terra
Da mesma forma se raciocina para construir a distribuição de
massa quantizada na esfera planetária. Vai-se dizer que a matéria
do N = 1 é essa matéria densa que os seres humanos estão
acostumados, é o m1, uma matéria física. A matéria da dimensão N
= 2 se concentra num ponto bem alto onde se teria uma camada
que também está sendo atraída pela Terra por forças gravitacionais.
Por isso que a maior parte dos espíritos no N = 2 mais densos são
espíritos que andam e tem casa.
Embora tenha certos espíritos que conseguem flutuar, não
ser absorvido pela gravidade. Porém, na literatura espírita os
espíritos são densos e às vezes tem que abrir porta para passar,
bem como anda e não voa. A não ser que ele aprenda depois a
470
técnica, aí ele consegue volatilizar, consegue voar. Mais acima se
encontra uma distribuição de matéria m3. Assim as cidades astrais
que necessariamente precisariam ser constituídas de matéria m2 e
m3 não poderiam ser construídas aqui dentro da Terra. Elas
naturalmente são espirradas, pode até encontrar em alguns locais
aqui na Terra um pouco dessas matérias que se infiltram [nos solos
sagrados, altares etc.], mas a tendência delas não é permanecerem
lá, a tendência delas por serem menos densa é flutuar.
Nas cidades astrais sendo construídas no orbe planetário que
faz parte dessa região do planeta. E as cidades num nível mais
elevado (N = 3) de matéria mais sutil (m3) estariam os mestres
ascencionados circundando o planeta numa distância maior da
Terra. Aí daria para explicar melhor porque os grandes mosteiros
(como o do Tibet) estão nos pontos mais altos da Terra, eles não
constroem mosteiros na beira da praia porque quanto mais próximo
da superfície, maior é a densidade vibratória até da frequência
psíquica. Um bom médium não consegue morar em São Paulo, não
tem como ele absorver toda aquela vibração intensa, os elétrons e
os prótons menos densos não se concentram aqui e sim distante.

● A vida nos múltiplos Universos


Por isso que se ouve falar que existem comunidades
espirituais morando no Sol. É óbvio que não na superfície dessa
estrela porque lá não está o seu plano espiritual. Seres morando lá,
não têm condições, a própria estrutura de formação que o professor
Laércio Fonseca está criando faz com que os orbes astrais do Sol se
localizem muito distante da parte extremamente quente dele. Então
se teria halos muito distantes da estrela formados de matéria
menos densa. Esses locais quanticamente divididos poderiam gerar
condições de se criar cidades astrais porque tem a matéria astral.
Por conseguinte, tudo vai depender de qual radiação que essa
estrela (no caso o Sol) está emitindo, se ela vai perturbar ou não a
matéria m2 do Sol nesse outro nível N = 2 do Sol.
471
Deste modo se tem um modelo assim. O orbe do Sol, aí os
planetas muito distantes orbetando o Sol e cada um desses planetas
com a sua distribuição de matéria menos densa, os planetas criando
o seu orbe astral, de material astral.

Por isso que o livro do Ramatis fala sobre vida no planeta


Marte. É óbvio que ele não estava falando de uma vida no plano
físico deste planeta porque todas as constatações técnicas não
permitem uma vida na superfície de Marte. Mas sim no orbe
marciano, neste se poderia ter comunidades astrais em cidades
astrais onde os espíritos estariam morando. Talvez a vida seja muito
mais intensa nos planos dos orbes astrais do planeta do que em
superfícies planetárias. Toda a vida que existe na superfície de
planetas são elaboradas e implantadas por tecnologias e
engenharias superiores que advém desses planos dos orbes dos
planetas.
Tendo-se um elétron no nível quântico N = 1 para ele passar
para o nível N = 2, ele tem que perder energia. Ao contrário tem que
ganhar energia.

N = 2________________________●__________

N = 1_________●_________________________

472
Recordando-se o salto quântico de Niels Bohr. Para isso,
sejam o núcleo atômico e duas possíveis órbitas [O1 como a mais
próxima do núcleo, e O2 a mais afastada]. Um elétron se ganhar
energia ele salta para outra órbita, mas ele some daqui de O2 e pode
aparecer em qualquer lugar de O1. Aí entra as equações da
mecânica quântica sobre a probabilidade no qual lugar ele vai surgir.
O Niels Bohr disse que não existe trajetória, ele sai de um ponto e
aparece num outro ponto do espaço instantaneamente. Ou seja,
isso aqui é um movimento descontínuo.

O2

O professor Laércio Fonseca vai considerar esse movimento


descontínuo na sua teoria. Pondo-se dois pontos A e B no nível
quântico N = 1 e um ponto C em N = 2. O elétron para sair de A e vir
no ponto C ele tem de perder energia. Então, ele perde energia e
instantaneamente aparece em C. O elétron salta, mas não é um
salto comum, é um salto quântico, não existe trajetória. Agora o que
impede desse elétron ganhar energia e saltar novamente e aparecer
em B. Quanto tempo ele demorou em sair de A, vir para C e depois
para B? Nenhum: t = 0. Para todos os efeitos esse elétron
desapareceu aqui em A e apareceu aqui em B e essa distância AB
pode ser até de ano-luz.

473
C
N=2____________________●__________________

N=1_________●______________________●_______
A B

Agora é ficção científica baseada nessas novas ideias que o


professor Laércio Fonseca está introduzindo aqui. Se na Jornada nas
Estrelas pôde usar teoria de dobras espaciais por que o professor
não pode usar agora uma nova teoria chamada transporte
quântico? Transporte quântico de matéria pelo universo.
Supondo-se que um ET tenha uma nave com alta tecnologia
e que ele queira ir desse ponto A até esse ponto B do universo. Mas,
ele quer levar a nave inteira dele do planeta dele para outra estrela
da galáxia. O ET pode marcar um ponto C no nível quântico N = 2,
apertar o botão da nave e ao invés da nave sair voando ela começa
a perder densidade quântica e ele lá dentro também. Nada se
desmaterializa, nenhum átomo sai lugar. O transporte de luz do
Enterprise é que é problemático, pois se der um defeito o fóton dele
espalha e tudo vai pelo espaço com destino ignorado. Aqui nada é
espalhado, nenhum átomo, nenhuma molécula é desconectada nem
transformada em luz. Só se dá uma leve mudança na vibração
interna e eles saltam quanticamente de A para C sem ser percebido.
Salta novamente só que de C para B e tudo isso no mesmo instante.
Essa nave está aparentemente sumindo em A e já está aparecendo
em B, sem voar.
Agora, se mudar a tecnologia e em vez de uma nave
construir um portal estelar A, um portal quântico, uma máquina que
pode ser muito especial de alta tecnologia. E se construir outros
dois portais B e C de modo que os três estejam conectados entre si.
Então, quando entrar nesse portal A a única coisa que esse aparelho
vai fazer com todos os seus átomos é baixar a frequência um
pouquinho fazendo-os saltar quanticamente. O processo inverso
basta ganhar energia e aparecer em outro planeta.
474
Tudo isso de uma forma quântica ou explicada de uma forma
como as grandes tecnologias do espaço possam fazer transportes a
grandes distâncias. Ninguém tem que desmaterializar e nem violar a
teoria de Einstein porque aqui não envolve uma coisa chamada
velocidade, houve apenas transformações quânticas.

● A teoria da unidade cósmica da matéria


Teoricamente como é que isso acontece no nível do campo?
Supondo-se simplificadamente que o campo seja uma reta.
Imaginem um único elétron aqui vibrando nesse nível quântico e
que toda vez que mudar a frequência desse elétron ele salta para
qualquer ponto do próprio campo. É como se a energia daqui fosse
transferida para outro ponto, e esse elétron simplesmente salta
quanticamente. No entanto, o tecido é o mesmo, é como se o
elétron deixasse de existir aqui nessa região, o campo se plana e
instantaneamente essa energia é transferida pelo próprio campo e
quando chega lá essa energia expande o campo nessa região. E
nunca foi rompido nenhum laço entre eles, aqui dá para provar que
esses dois elétrons sempre estiveram conectados.


__●___________ ____________ __________●__

Por isso se troca o nome desse deslocamento quântico ou


salto quântico para o nome que está na mídia “deslocamento não
local”. Não teve nenhum sinal trocado no espaço-tempo, nenhuma
matéria viajou no espaço-tempo simplesmente saltou daqui para lá
dessa forma quântica entre dois níveis quânticos, onde a realidade
da trajetória e a realidade do próprio espaço e do próprio tempo
não existem. O professor Laércio Fonseca usa a teoria de campo de
Einstein para mostrar que existe uma interconectividade entre essas
partículas sempre e a interconectividade é a sua própria estrutura
que é o campo. Portanto, nunca uma partícula pode ser
desconectada uma da outra.
475
E isso leva às ideias mais profundas para explicar fenômenos
espirituais.

476
Modelo Quântico da Consciência
● O experimento da consciência não-local
● O modelo da consciência quântica
● A consciência cósmica e a ideia quântica de Deus
● Níveis quânticos de consciência
● Saltos quânticos da consciência e a iluminação dos orientais

● O experimento da consciência não-local


Este experimento é idêntico à experiência de dois pares de
fótons ou de dois pares de elétrons correlacionados, que mesmo
depois de separados, continuam conectados por aquela interação
não-local. Ou seja, que a consciência age e atua através da não-
localidade.
Para isso pegaram dois sensitivos e os deixaram juntos
interagindo, meditando, de modo que as consciências deles
pudessem se entrelaçar como se fossem pares de elétrons ou de
fótons correlacionados. Depois, os separaram e colocaram em
gaiolas de Faraday.

Mas, o que vem a ser uma gaiola da Faraday? É uma gaiola


inventada por Faraday isolada de radiações eletromagnéticas, ou
seja, nenhuma radiação eletromagnética pode sair dessa caixa nem
entrar. É o famoso bloqueio no celular, que querem fazer nas
prisões para os prisioneiros não poderem se comunicar com o
exterior.

477
No caso da experiência narrada é para garantir que nenhum
sinal eletromagnético possa ser trocado entre essas duas pessoas,
nenhuma informação seja trocada do ponto de vista físico, não se
vai trocar nenhum sinal.
Aí foram colocadas outras pessoas numa dessas câmaras que
não tiveram nenhuma relação com os dois sensitivos, que é para
fortalecer o teste de prova.

Todos são submetidos aos aparelhos de


eletroencefalograma, ou seja, aos aparelhos que medem as ondas
cerebrais, que são impulsos elétricos. Então, em todos eles estava
sendo mostrada a onda gerada por cada indivíduo. Geralmente, as
ondas cerebrais são características de uma pessoa, é como se fosse
à impressão digital, não tem duas iguais, cada um tem a sua onda, e
o especialista sabe diferenciar.
Em seguida se pega uma luz que pisca, dá uns pulsos, tipo
flash de máquina fotográfica. Toda vez que a luz acendia o sujeito
que está só na gaiola tomava um susto, no eletroencefalograma
dele aparecia um pico. No mesmo instante, na outra gaiola,
exatamente no sujeito que tinha sido correlacionado com ele,
também registrava o mesmo pico.
O que foi transferido de um para o outro? Um conseguiu
gerar no outro um potencial elétrico, esse pulso elétrico foi
registrado, então este passou uma mensagem para aquele. Mas,
não foi nenhum sinal eletromagnético, porque eles estavam
isolados, não podia sair nada. E os outros que estavam lá não
acusaram nenhum sinal, somente aquele que estava correlacionado.
Isso vai demonstrar que as duas consciências, as duas mentes, os

478
dois espíritos, trocam informações capazes de estimular um
potencial elétrico do outro lado.
Então é possível montar um equipamento que quando esse
pulso acontecer, explode uma bomba. Imaginem esse aqui e o
parceiro dele bem longe sendo um homem bomba, ele dá o pulso e
dispara. E não seria uma coisa sutil, metafísica, mas sim um
potencial elétrico real.
Essa experiência mostra a inseparabilidade, a
impossibilidade de separar mentes correlacionadas, espíritos
correlacionados. Mas, esse tipo de correlação é típico de objetos
quânticos como os prótons, elétrons, nêutrons e fótons que são
capazes de interagir de forma não local, ou seja, sem nenhum sinal
trocado. Com base nessa experiência, se pode concluir que a
consciência é um objeto quântico e, portanto, ela segue as leis da
física quântica.
A palavra consciência é utilizada pelos físicos, mas até hoje
nenhum físico conseguiu definir o que é a consciência, muito menos
que tipo de estrutura, como que ela é, sempre foi algo totalmente
abstrato. Essa mesma coisa chamada de consciência é utilizada
pelos esotéricos com o nome de espírito, e muitos psicólogos, ou
terapeutas ou médicos usam esse mesmo conceito usando a palavra
mente.
O professor Laércio Fonseca vai criar uma desvinculação
total dessa entidade com o que se chama cérebro porque se pode
fazer essa consciência e esse espírito existirem fora do cérebro,
desconectado do cérebro, e aí se pode discutir e falar sobre vida
fora da matéria.
O professor vai tentar criar um modelo mais sólido e mais
real para a consciência idêntico ao modelo que ele elaborou para os
estados quânticos da matéria. Da mesma maneira que fez a
quantização da massa, ele vai fazer uma quantização da consciência.
O potencial elétrico que foi transferido de uma consciência
para outra explica a telepatia, a interação à distância, cura à
distância, passe à distância. Porque mesmo estando separado, um

479
indivíduo com capacidade, treinado para isso, pode influenciar
energeticamente outra pessoa ao longe. Portanto, não há distância.
Constrói-se um modelo quântico da consciência e depois,
mais à frente, se faz uma discussão sobre ‘’o que é alma, espírito,
períspirito’’. Tudo que se discute por aí apenas se dando nomes as
coisas sem saber “a que” ou “em que” estão dando nomes, isso cria
muita confusão. Principalmente quando se conversa com físico,
médico, psicólogo, psiquiatra, que usam outras palavras e tem uma
visão diferente. Às vezes, todos estão falando a mesma coisa, mas
usando vocábulos diferentes, de uma forma completamente
diferente e isso atrapalha muito as pesquisas.

● O modelo da consciência quântica


Laércio Fonseca vai partir de alguns postulados, hipóteses,
porque, toda teoria quando se vai desenvolvê-la, a primeira coisa é
postular, formular uma hipótese e verificar se ela é consistente
matematicamente e depois se ela é consistente experimentalmente.
É sabido que os astronautas da Apolo 11, em viagens
espaciais, fizeram testes e experiências com telepatia. Se isso fez
parte do projeto Apolo é porque essas experiências eram levadas
muito seriamente pelos cientistas. Os Estados Unidos e muitas das
grandes potências no mundo estudam o fenômeno paranormal, as
faculdades paranormais e as faculdades de percepção
extrasensorial. Isso é chamado de física de fronteira, medicina de
fronteira ou psiquiatria de fronteira e quando esses objetos de
estudo podem ser utilizados como armas de guerra, como os
sensitivos que eram usados na Guerra Fria, então esses mecanismos
são estudados sob extrema rigidez do exército e controle
operacional secreto dentro de um nível de segurança nacional.
O primeiro postulado, a primeira hipótese: é que a
consciência deve ser tratada como um objeto quântico sujeita,
portanto, a todas as regras que regem a mecânica quântica. Isso
porque, como foi visto na experiência, ela se comportou como um
480
objeto quântico fazendo uma interação não local, como os elétrons
e os fótons o fazem.
Segunda suposição: duas consciências interagem entre si
como dois elétrons interagem entre si.
Terceira: duas consciências podem ser correlacionadas
tratadas como objetos quânticos correlacionados, como pares de
elétrons ou fótons correlacionados como foi visto anteriormente ao
estudar o Paradoxo EPR e o teorema de Bell.
Quarta: as consciências, sendo tratadas como objetos
quânticos correlacionados, devem interagir entre si através da não
localidade, ou seja, sem a troca de nenhum sinal através do espaço-
tempo. Se tiver que se comunicar com um espírito, com seu guia ou
com outra consciência, não existem barreiras para isso, não importa
onde se esteja pode, de alguma forma, entrar em contato.
Quinta: as mensagens podem ser transmitidas a qualquer
ponto do universo material sem a troca de nenhum sinal
eletromagnético, sendo, portanto, uma interação instantânea, como
se as consciências jamais pudessem ser isoladas ou separadas umas
das outras, da mesma forma que pares de elétrons correlacionados
não podem ser separados.
Sexta: através deste modelo, podem-se explicar muitos
fenômenos, tais como a telepatia entre duas pessoas, a percepção
de imagens à distância, pessoas que tem visão à distância, que
consegue encontrar pessoas perdidas.
Aliás, muitos sensitivos e médiuns são utilizados pela polícia
dos Estados Unidos para encontrar pessoas desaparecidas. Na
televisão, no canal Discovery, há um programa chamado Detetives
Psíquicos, que trabalham constantemente ajudando a polícia a
desvendar casos, encontrar armas do crime.
São fenômenos extremamente muitos usados, só que não
tem uma explicação científica para eles. Ou seja, é como se a ciência
estivesse há mil anos, os fenômenos estão aqui e a física, por
exemplo, não dava atenção para isso. Quem estudou muito isso
foram os psicólogos e psiquiatras, são pessoas que não tinham

481
formação de física. Quem se interesse demais por esses fenômenos
é a Psicologia Transpessoal, uma das mais avançadas em estudar a
consciência por esse aspecto do sensitivo e do paranormal.
No entanto, nenhum físico se aventurava a criar teorias e
modelos nessa área. A partir do advento da nova física, esses físicos
começaram a abrir essa porta. Para se dar uma noção, o maior
público que o professor Laércio Fonseca tem é de médicos,
terapeutas e psicólogos. O público dele não é formado por físicos.
Existe uma barreira muito grande na física, os físicos não têm
interesse pela consciência, porque acham que isso é para
terapeutas e psicólogos. Eles se preocupam apenas com os elétrons,
partículas, fótons, reator nuclear, altas energias ou com estrelas e
cosmos. Eles estão numa viagem denominada de ‘’distante do eu’’,
‘’distante de si mesmo’’. Ou seja, o físico foi viver a máxima do
Arquivo X: ‘’A verdade está lá fora’’, contrariando completamente
todas as visões dos mestres orientais, da filosofia oriental, que fala
que a verdade está dentro do sujeito. A ciência, em certo momento,
baniu essa integração consciência e matéria e ela simplesmente foi
fazer uma viagem para o exterior.
Fazendo-se um desenho da situação atual, os físicos
começaram a fazer uma jornada para um lado e os religiosos foram
para o outro. Chegou um ponto em que eles ficaram tão distantes
que não conseguiram se comunicar mais. Esses físicos se tornaram
tão materialistas e esses religiosos excessivamente espiritualistas,
que não havia mais comunicação, entendimento.
É realmente muito difícil para um físico que está aqui tentar
falar ou discutir coisas que estão no lado religioso, no lado
espiritual, é preciso que este físico tenha uma mente muito aberta,
tenha uma visão psíquica muito transcendente, porque hoje se vive
numa sociedade de androides. Engenheiros, físicos, matemáticos,
todos não passam de androides, ou seja, o condicionamento é
muito forte, as pessoas são especialistas, só sabem aquilo dentro da
sua área, não tem uma visão holística do mundo, não tem uma
integração de todas as áreas.

482
O professor conta uma história interessante. Umas amigas
na cidade de Limeira, na faixa dos seus 20 anos, assistiam á algumas
de suas palestras e debatiam muito consigo. Como ele sempre foi
uma pessoa muito mística, elas nunca concordavam. Uma dessas
meninas foi para o Paraná fazer o curso de Ciências Sociais. Um belo
dia ela liga para Laércio porque ela recebeu um trabalho de
Antropologia para fazer em grupo sobre uma religião. O grupo dela
pegou a Umbanda e os integrantes tinham que ir num terreiro de
Umbanda para fazer uma pesquisa in loco. Eles foram com a postura
de que tudo não passava de uma grande bobagem. Só que quando
começa a tocar o atabaque, dois desses integrantes do grupo
incorporaram e entraram em transe. Ela ligou desesperada para o
professor explicar o que estava acontecendo. Ele explicou que o
fenômeno está aí e a ciência sempre tapou os olhos dizendo que
isso tudo é uma bobagem, tudo religião, tudo loucura.
Mas, agora, se vai ver o modelo quântico da consciência.
Primeiramente, se tinha aquelas quatro partículas
fundamentais, por elas serem os blocos básicos da construção do
universo dos seres humanos. Tem-se o elétron, o próton (sendo
rígido se pode pensar nos quarks), os nêutrons (também, mas os
quarks se juntam para formar prótons e nêutrons ou não são nada
sozinhos ficando totalmente instáveis) e os fótons.
Até hoje, nenhum experimento demonstrou teoricamente o
gráviton. Então, se supõe que essas fossem as partículas. É claro,
tem os neutrinos, bem como as subpartículas que não se vai levar
em conta. Tem mais de 180 subpartículas no núcleo atômico, mas
são partículas que são muito instáveis vivendo em bilionésimos de
segundo, se desintegram em outras coisas e vão virar próton,
elétron e nêutron novamente.
O professor vai criar agora a hipótese fundamental: uma
nova partícula, e a ela vai lhe dar o nome de consciência. Da mesma
forma que tem um elétron, e este quando unido a outras partículas,
formam um átomo. E quando essas partículas se unem novamente
formam os 92 elementos. E quando esses 92 elementos se juntam

483
para criar uma molécula e depois se juntam para criar um
organismo, todas essas são combinações de uma entidade básica.
Laércio Fonseca vai dizer que o espírito, esse ser inteligente
que pensa, todos os seres vivos que carregam uma consciência em
si é, na verdade, uma integração de muitas partículas de
consciência. Esta partícula c está para o organismo humano assim
como o elétron está para esse organismo. É preciso de quantos
elétrons, prótons e nêutron para formar esse organismo? Quantas
partículas de consciência precisam se integrar e se harmonizar para
formar um ser pensante e inteligente que atua? É mais ou menos
por esse caminho que se vai raciocinar. Começa-se do mais simples
para depois generalizar.
Primeiras perguntas: Essa partícula c vem de onde? Ou seja,
qual sua origem? Ela é feita do quê? De onde vem o elétron, próton
e nêutron? O elétron é feito do quê? O que o elétron carrega?
Para responder a esta última questão se relembra que uma
onda carrega só energia. E como foi postulado na mecânica quântica
de campo que o elétron pode ser uma entidade do campo oscilante.
Então, ele sendo uma onda real, o elétron só carrega energia.
O modelo do professor apregoa que matéria e consciência é
a mesma coisa, não são duas coisas diferentes. A origem deles só
pode vir de um único lugar de onde vêm todas as partículas e todas
as matérias do universo, qual seja: o campo. Aquele mesmo campo
que Einstein teorizou e que o professor quantizou. Esse campo de
uma forma atrelada à massa (fragmentada), porque ele considerou
que as partículas são ondas reais geradas por uma oscilação, por
introdução de energia do próprio campo. E o nosso campo vai ser
considerado como um fluido. Em resumo, o professor está criando
uma consciência e a colocando no campo.
Imaginando-se a linha do campo, como foi feita para o
elétron. Quando o elétron vibra muito, esse elétron está em um
nível quântico N = 1, ele aparece como matéria para os seres
humanos. Quando o elétron vibra um pouco mais alongado, ela cai
para o nível quântico N = 2. E assim vai decaindo quanticamente até

484
o campo não vibrar, e se o campo não vibra, não existe o que é
chamado de matéria. Pois matéria só tem realidade como massa,
sendo uma oscilação do campo, uma perturbação energética do
próprio campo.

N=1 N=2

Agora, a partícula consciência vai ter que sair daí também,


ela terá que vir do mesmo tecido. Como se vai colocar essa partícula
aí? Ela não é objeto quântico? Se ela é um objeto quântico, ela deve
ter também um caráter ondulatório, ou seja, esse campo tem que
oscilar de um jeito que vai dar as características da partícula
chamada consciência.
O professor não foi tão longe ainda para criar uma
matemática, para diferenciar quando uma partícula vibra e cria, por
exemplo, o elétron com carga negativa. Para se resolver essa
problemática se tem que entender a dificuldade. Pois, em três
dimensões existem milhões de tipos e formas de ondas. Quem já
estudou eletrônica, fez engenharia elétrica, pegou um osciloscópio
‘’para brincar’’ e criava ondas”.

Um grupo de físicos da Inglaterra mandou para o professor


uma pergunta pela internet: “Toda entidade que oscila cria uma
solidez, e essa solidez garante massa, mas a consciência é um objeto
que até hoje não é palpável, não se consegue perceber massa, como

485
que se explicaria isso?’’ O professor tinha duas saídas para explicar a
questão.
Primeira saída.
Se for uma onda estacionária, ela não se desloca, não anda,
fica vibrando perpendicularmente ao comprimento da mola. Essa
sim criaria uma densidade.

À medida que a frequência vai caindo, o caráter de solidez se torna


cada vez menos perceptível. Então, ele pôde dar uma primeira saída
dizendo que a consciência tem uma propriedade extremamente
alongada e que vibra muito pouco, tem uma frequência muito baixa,
donde, ela está muito próxima do campo em si.
Segunda saída.
Quando foi ensinada ondulatória empregou-se uma mola e
foi dito que tem dois tipos clássicos de onda: uma chamada
longitudinal onde a oscilação se movimenta na mesma direção e
sentido da mola; e outra chamada transversal, onde a oscilação é
perpendicular à mola.

486
A consciência seria uma onda não transversal, mas sim longitudinal.
Ela está vibrando, mas não apresenta propriedade de massa, são
ondas de compressão e não ondas de oscilação.
Daqui para frente se pode classificar a consciência como um
objeto real e não mais como algo fictício que só tem origem dentro
de interações elétricas do cérebro. E mostrar que a consciência é
um fenômeno completamente independente da matéria, a ponto
de o elétron poder estar aqui e a consciência ali.
Se o campo pode gerar a matéria e também pode gerar
partículas de consciência que é uma vontade inteligente atuante no
universo, então, o campo em si pode ser batizado agora de
consciência cósmica.

● A consciência cósmica e a ideia quântica de


Deus
O campo todo, além de ser a fonte de todas as partículas, de
toda a matéria do universo, vai ser também a fonte da consciência,
do espírito ou das ações inteligentes. O campo é a grande
consciência cósmica e se pode chamar esse campo de Deus. Desse
Deus surge toda a matéria, toda vida e toda inteligência do
universo.
Imaginando-se o campo na terceira dimensão como uma
esfera. O Einstein falava que as partículas eram concentrações locais
onde o campo era mais intenso? Esquecendo-se as partículas
matérias e se coloca a consciência aí. Cada ponto que irá aparecer
na esfera seja uma consciência, uma partícula que a consciência
manifesta por oscilação do campo.
Segundo a teoria de conjunto, cada consciência que aparecer
aqui, c1, c2, c3, ... , cn, estão contidas no campo. O universo contém
c1 U c2 U c3 ... U cn, e a consciência uma concentração local do
campo. A consciência só pode se dissolver para formar mais uma
vez o campo e quando o campo se adensa, de uma forma específica,
cria a partícula consciência.
487
● ●
C1 C2

● ●
C3 ... Cn

Assim foi criado o modelo do Universo autoconsciente, este


campo que gera todas as partículas (próton, elétron, nêutron, fóton,
gráviton) e todas as subpartículas, agora vai criar a partícula
consciência também. O universo todo é criado e todo gerado por
uma ação inteligente.
Essa é a visão de todos os grandes filósofos orientais mestres
da humanidade como Buda, Jesus, Krishna, Zaratustra: Deus é o
grande gerador e criador de tudo. Mas, não aquele Deus imperador
lá do alto, mas um Deus que se manifesta em tudo. Todas as coisas
que existem no universo é a manifestação de Deus, por isso que o
Indiano tem milhões de Deuses, pois tudo para eles são Deuses, que
se manifestam no gato, na vaca, na árvore, na planta, na flor. Todo
indivíduo mais autoconsciente se sintoniza com a grande
consciência, com a grande síntese.
Um físico francês chamado Jean Charon tem um livro
publicado no Brasil em português chamado ‘’O espírito esse
desconhecido’’. Nele com física e matemática mostra que quando se
joga elétrons naquela fenda dupla, chega uma hora em que o
elétron tem que decidir por qual lado vai passar, é como se o
elétron tivesse uma consciência, e se decidisse.
Com a tese do professor Laércio Fonseca da teoria de campo
se pode dizer que cada uma dessas partículas carrega também um
pouco de consciência. E é por isso que a ação de uma força
488
inteligente, de um Deus, de uma consciência que atua de fora pode
dizer à matéria o que ela tem que fazer. É como se as propriedades
criadas do próprio próton, elétron e nêutron fosse uma criação
extremamente inteligente e não do acaso apregoado pelo Big Bang.
Mas sim energias se juntaram para criar essas unidades tão precisas,
que é sempre tudo igual, tudo clonado. Esses números quânticos
tão definidos e que juntos dariam essa harmonia fantástica que é o
nosso universo atual, podendo criar essas unidades biológicas e
afinal criar esse ser pensante que está tentando entender o que ele
está fazendo aqui.
No programa Roda Viva do qual Amit Goswami participou há
tempos atrás no Brasil, os entrevistadores o questionaram
indagando: ‘’quem causa o colapso da função de onda?’’ e ‘’o que
causa o colapso quando o observador vai observar?’’ Eles ignoram
que quem causa o colapso da função de onda não é o observador
com sua consciência, mas sim ela atrelada a uma consciência
cósmica maior que dirige a ordem e o fluxo do universo.
Agora, surge outra discussão: ‘’Deus intervém quando se
pede e reza ou se tem que usar aquele princípio de livre arbítrio de
que Ele não atua e a pessoa faz o que quer? Deus intervém e os
orientais chama esse fluxo de Tao, o caminho, o curso do universo.
A única coisa que o homem tem que fazer é estar em harmonia com
o Tao. Se não estiver em harmonia irá sofrer, vão vir o caos,
sofrimento, doença e tudo mais.
Vai-se chegar num momento desse trabalho em que o
assunto vai ser muito filosófico, sair-se-á um pouco da matemática e
da física. Por exemplo: Quem somos nós? Os seres são uma mistura,
aqui neste plano, de matéria e consciência. O corpo é composto de
prótons, elétrons e nêutrons e de uma consciência integrada. Então,
é a matéria e a consciência caminhando juntas, modulando um
processo, um destino [lei da identidade espírito e matéria]. Abre-se
uma rosa cheirosa e linda se vai dizer que foi por acaso; os pássaros
voam com suas asas magníficas e foi por acaso. Há um padrão de
inteligência operando. O homem que é muito egoísta e acredita que

489
só ele é a única criação maior que Deus fez na Terra, mas isso não é
verdade.
Uma sociedade de formigas, por exemplo, é muito mais
organizada e funcional do que a civilização humana. Às vezes se
pega um enxame com um milhão de abelhas e encontra tudo
funcionando direito. Enquanto, o homem aqui só se mata, só
guerra, só conflito. Se juntar dois em uma casa já dá encrenca,
casam, tem filhos, e a confusão começa ali, de tão inteligente que o
homem é.
Todos os elementos da natureza são interações dessa
consciência, podem ter um agrupamento específico de partículas de
consciência que dão o padrão de um ser, como uma formiga. Um
acoplamento de várias partículas em número e na forma como elas
interagem e obtêm um felino. E um padrão de consciência
conectado de tal forma que daria um humano. Mas todas as
criaturas são idênticas e unas, como um único Deus, uma única
energia, é como são agrupadas essas coisas.
Uma vez um aluno chegou para o professor e perguntou: “O
que são os ETs?” Ele retrucou: “Quem é você? O dia que responder
ficará mais fácil de saber quem são eles. Se não entende quem você
é, como vai querer entender a inteligência de seres que estão lá em
outro mundo distante. É muito mais fácil estudar as coisas que
estão aqui. Quando conhecê-las ficará mais fácil de entender
questões mais sofisticadas.”
É óbvio que esse padrão de inteligência que os seres
humanos têm aqui, com essa visão que se tem de si próprio e da
própria natureza, é claro que ninguém vai entender ET ou qualquer
manifestação de inteligência de outras dimensões da realidade.
O professor conta que quando era aluno na Unicamp, tinham
aquelas passeatas, as pessoas entravam na classe e faziam aqueles
discursos políticos como se soubessem de tudo. Como se política
bastasse, não precisasse de religião, de física, matemática. Na
verdade, existe um universo tão misterioso aí fora, tão gigantesco e
vasto, e que todos os seres terrestres fazem parte dele.

490
A humanidade é tão atrasada nas suas visões de mundo que
todo mundo está chorando em velório. É difícil apontar um homem
feliz, realizado como ser. Só se vai encontrar gente deprimida,
angustiada, perturbada e, por isso, nas grandes capitais de qualquer
cidade do mundo o que mais tem é farmácia, tem mais farmácia do
que ‘botequim.
Numa sociedade com uma estrutura na qual se tem um
imperador lá no topo, que são os presidentes e políticos do mundo,
tem uma pirâmide com 90% da população na parte de baixa e meia
dúzia de intelectual dirigindo o mundo, de acordo com as suas
convicções. O resto é androide, é escravo.
Universidade é fábrica de androides, serve para fabricar
pessoas para um sistema de consumo, para servir à indústria e ao
financeiro. É por isso que a única coisa que o indivíduo procura na
vida é emprego. As pessoas não procuram a sua alma, seu ser, elas
procuram emprego. As universidades formam apenas para procurar
emprego, elas não formam indivíduos pensantes, questionadores,
para buscar respostas profundas da sua existência. Isso não é
permitido.
Qualquer sistema político é tão idiota que acha que se
arrumarem empregos e der casa e comida, será o sistema mais
realizado do planeta. Tem-se que acabar com isso. No terceiro
milênio tem que ter uma busca verdadeira do papel do homem
como consciência, como espírito, como alma no contexto do
universo, no contexto cósmico. Aí sim se estaria preparando para
receber inteligências do plano espiritual e inteligências desse vasto
universo.
Por que o universo é tão grande? Por que existem tantos
bilhões de galáxias? Ou será apenas que Deus tinha mania de
grandeza quando resolveu criar o universo?

491
● Níveis quânticos de consciência
O professor Laércio Fonseca teorizou para a matéria, para a
massa, o seguinte: no nível quântico N=1 se tem uma massa m 1 =
kf1, no nível N=2 se tem uma massa muito menos densa m 2 com
uma frequência muito mais baixa f2, isto é, m2 = kf2, assim por
diante até o nível quântico zero onde a frequência é zero, onde
nada oscila.

N = máximo mmáx. = kfmáx = k.0 = 0

N=n mn = kfn

N=2 m2 = kf2

N=1 m1 = kf1

A partir do momento que o professor postulou a hipótese do


conceito de partícula c ele também pôde fazer uma conjectura para
um tipo de massa para c ou então não teria um caráter de
adensamento.
492
N = máximo mamas. = kfcmáx = k.0 = 0

N=n mcn = kfcn

N=2 mc2 = kfc2

N=1 mc1 = kfc1

Porém, como foi mencionado anteriormente, que se poderia


teorizar a partícula consciência também como uma condensação
local do campo de uma forma especial, ondulando com
características especiais, geraria um padrão para partícula
consciência. E à medida que ela interagisse com outras partículas
consciência ocasionaria organismos inteligentes cada vez mais
avançados e operacionais.
Imaginando-se que essa seja a linha do campo, foi visto que
à medida que a partícula vai oscilando mais intensamente nesta
região central onde a amplitude da onda é maior, a partícula como
elétron ou próton tem um caráter de solidez nessa região sem
nunca deixar de ser uma entidade vibratória.

493
Como a consciência também é uma partícula quântica então
da mesma forma o conceito da individualidade está associada à
frequência com que a consciência oscila. Isto é, quanto maior a
frequência, maior é a consciência adensada, gerando um caráter de
solidez da consciência que cria uma entidade chamada de indivíduo.
Um indivíduo é uma pessoa que se julga sozinha existindo
apenas dentro da sua consciência, ele perde a relação com o meio.
Todavia, da mesma forma que as partículas parecem estar isoladas e
separadas umas das outras, mas que, de acordo, com não
localidade, não há inseparabilidade das partículas, vão se aplicar à
consciência: elas estão sempre conectadas e não podem jamais
serem separadas umas das outras.
Supondo-se uma consciência c1 vibrando no N=1, isto é, no
nível quântico 1, ela teria uma amplitude muito alta e um
adensamento também. Agora, no mesmo campo, outra consciência
C2 que esteja vibrando em N=2, ela é mais expandida. C3 é muito
mais expandida do que a C1 e a C2. À medida que a consciência é
muito adensada essa consciência se sente um indivíduo isolado.
No entanto, ao contrário, à medida que essa frequência da
consciência diminui, ela expande e causa a sensação de estar
crescendo e estar interagindo com tudo que está a sua volta. Ou
seja, começa a perder o caráter de solidez e de individualidade. E
num outro nível quântico a consciência é muito mais expandida, tão
expandida que esse indivíduo C3 não se sente mais um ser isolado
porque ele começa a se identificar de uma forma muito maior com
494
as coisas. Todas as faculdades paranormais (telepatia, clarividência,
etc.) começam a acontecer em níveis expandidos de consciência,
não em níveis densos da consciência.

C1 C2 C3

● Saltos quânticos da consciência e a iluminação


dos orientais
Uma energia da consciência Ec1 no nível 1, outra energia da
consciência Ec2 no nível 2, bem como Ec3 no nível 3, e assim por
diante. Uma consciência em Ec1 está vibrando muito, em Ec2 é um
pouco mais alongada, e em Ec3 é extremamente mais alongada. Mas
para essa consciência sair de Ec1 e vir para Ec2 tem que dar um salto
quântico. Do mesmo modo de Ec2 para Ec3 também tem de dar um
salto quântico para poder vir operar nesse nível N=3. Isso se chama
salto quântico da consciência, ela tem que perder energia para
poder operar em N=3, como se ela operasse numa outra dimensão.
Mas, na verdade, a única coisa que está acontecendo é que ela está
expandindo, a pessoa continua sendo a própria pessoa.
A energia que ela tem que perder para saltar do nível 1 para
o nível 2 é de ΔE1,2 = E2 – E1, se o sinal der negativo é porque ela tem
que perder energia. Para ela ir do nível 2 para o nível 3 ela tem que
perder energia ΔE2,3 = E3 – E2.
O indivíduo consciente a mente dele está agitada, aí os
mestres falam: ”Relaxe, faça ioga, faz Tai chi chuan, faça meditação,
controle a sua mente, esvazie a sua mente de instintos”. Ao fazer
isso a mente relaxa, vai perdendo energia de agitação, a frequência
começa a cair e se fizer um controle legal a consciência consegue
dar um salto. E quando ela começa a operar em outro nível ela
495
expande e centenas de percepções extras sensoriais, de insight, que
não se manifestavam na ação consciente começam a aparecer.

N = 3, EC3, inconsciente, como a onda C3 na figura anterior

N = 2, EC2, subconsciente, como a onda C2 na figura anterior

N = 1, EC1, consciente, como a onda C1 na figura anterior

Freud sempre acreditava que muitas informações


traumáticas que aconteciam na vida das pessoas, elas acabavam
jogando esses traumas para uma área da mente que só poderia
acessar em sonhos. Mais tarde outros terapeutas vão construir esse
modelo de consciente, subconsciente e inconsciente. Mas, Freud
tinha certeza que coisas que aconteciam aqui poderiam ser
reprimidas e jogadas para cá e só poderia ter acesso a essa região
através do sonho quando o indivíduo estivesse relaxado e a mente
mais expandida.
Uma experiência empregando hipnose feita por psicólogos e
terapeutas mostram estados diferentes da consciência. Eles
pegavam uma plateia e colocavam umas cinquenta pessoas. Com
um projetor de slide jogava numa tela o texto de uma página de um
livro. Só que eles projetavam essa página por apenas três segundos
e tiravam do ar. E perguntavam para plateia: “Quem seria capaz de
dizer o que estava escrito?” Alguns lembravam só o título, uma
palavra ou outra, mas jamais lembravam de todo aquele texto, a
mente não tinha essa capacidade operacional nesse nível 1 (N=1).
Aí vinha um sujeito e tentava hipnotizar elementos da
plateia. Ao hipnotizar um deles fez a mente dele relaxar, ir para
outro nível chamado de subconsciente e fala para o indivíduo:
“Vamos voltar para trás, lembre-se daquela imagem que foi
projetada na parede? Vamos ler o que estava escrito?” O
hipnotizado lê a página inteira sem errar uma vírgula. Por quê?
Porque a consciência funciona assim.
496
O ser humano vê imagens quando está caminhando pela rua,
seu ouvido está captando sons. Porém, o cérebro não é seletivo, ele
processa tudo, pega essas informações e vai jogando para certa área
do cérebro, lá atrás, se não ele fica louco de tantas informações.
Quando as pessoas se perguntam “Por que não me lembro
de vidas anteriores, de reencarnações passadas? Onde está
armazenada esta informação?” Todos os grandes mestres do
passado falavam assim: “Se você quer conhecer a Deus e a Verdade,
conhece a Ti.” Porque essa informação está em si própria e não nas
estrelas, no cosmos. Não adianta pensar em foguete ou disco
voador e ir para o espaço a resposta não está lá, está dentro da
pessoa. Precisa compreender que é uma alma, um espírito
transcendente e que está na Terra por muitas encarnações.
“O que a pessoa faz entre uma encarnação e outra? Onde
você está? Onde está vivendo? Quanto tempo em média o indivíduo
vive fora da matéria entre uma encarnação e outra? Por que ele não
se lembra desses dados? E às vezes quando se faz regressão numa
pessoa por que ela se lembra de vida anterior numa regressão
hipnótica e não se lembra da entre vida? Do que estava fazendo no
plano astral?” Exatamente por causa das áreas onde essas
informações estão armazenadas. Numa vida anterior operam neste
mesmo nível (N=1), as informações são gravadas numa área da
consciência. Porém, quando está fora da matéria, morto ou em
projeção astral, opera quase sempre nesse nível N=2 [Yukon].
Partes das informações são gravadas no consciente, parte no
subconsciente e parte no inconsciente. Então querendo acessar as
suas encarnações passadas, tudo que fez fora da matéria entre uma
encarnação e outra, tem que acessar o inconsciente. Todavia, para
acessar as informações que estão aqui precisa expandir a sua
consciência, o que significa baixar a frequência ou perder energia da
consciência. Por isso os taoistas têm a frase: “O homem que procura
conhecimento cresce a cada novo dia, mas aquele que busca o Tao
decresce a cada novo dia”.
Para o filósofo ocidental, cientista ocidental, conhecimento é

497
encher o cérebro de informações e quanto mais informação, mais
estudar, mais quebrar a cabeça, o que acontece com a frequência
mental? Ela vai estar cada vez mais agitada. Para o oriental aquele
que busca o Tao, ou seja, o caminho taoista, decresce a cada novo
dia. Por que decresce? Porque ele esvazia e a sua consciência vai
expandir e naturalmente vai acessar áreas do seu próprio ser que
detêm um conhecimento do cosmos e de si próprio que vai revelar a
identidade dele com Deus. Quanto mais agitado se é, mais
individualizado se é. Quanto mais expandido mais se identifica e se
conecta com o campo que é Deus.
Iluminação para o oriental é aquele ser que conhece a si
mesmo, é um ser que ao invés de estar operando a sua consciência
em N=1, está operando a sua consciência mesmo acordado, em
N=3. Um ser que elevou a sua energia num chacra superior e
expandiu de tal forma a sua consciência que ele tem não só
memória do que ele é, como informação das suas vidas anteriores.
Se ele foi chinês ele começa a falar mandarim fluentemente, se em
outra vida foi boliviano começa a falar espanhol, começa a falar um
monte de línguas fluentemente sem nunca ter estudado. Começa a
falar sobre outros mundos, sobre outras vivências que teve na
galáxia, toda experiência que vivenciou quando estava fora da
matéria. E nesse meio tempo não só essas informações chegam,
mas surgem também todas as faculdades paranormais sensitivas, a
percepção de ver espíritos, a clarividência, a clariaudiência, a
consciência da projeção astral, quando se lembra de tudo que fez
quando dormiu a noite?
As pessoas que não se lembram de nada o que fazem ou
fizeram em outras vidas é porque está com a consciência muito
densa. Contudo, um mestre, um espiritualista, um médium com
grande capacidade, ou Jesus, Buda ou aqueles chamados de
iluminados, operam um grande salto quântico em suas consciências.
Iluminação é como um salto quântico da consciência. Isso tudo se
faz baixando a frequência por isso que os mestres de Ioga, os
mestres de Tai chi e todos os mestres orientais criavam técnicas de

498
relaxamento e de meditação. Nessas posturas se tinham
experiências transcendentais.
Em linhas gerais, Jesus dizia que o seu reino não é esse reino,
estava aqui de passagem e a melhor coisa que tinha a fazer é viver
sua experiência ao máximo e não se apegar a nada. Por isso que
Jesus e Buda não paravam em nenhum lugar porque achavam que
as suas vidas era uma passagem, então viviam em constante
peregrinação. Não são iguais aqueles que compram uma casa,
entram nela e o resto da vida fica ali preso e amarrado.
Assim, um iluminado é o indivíduo que em N=1 consegue
conectar ou fazer sua consciência vibrar nessa área N=3 e trazer
todas as informações que estão aqui em N=3. Então um ser supra-
humano e paranormal ao extremo ou mestre iluminado, mestres da
luz, operam suas consciências neste nível 3. Deste modo, se um dia
um ET se materializar na frente de alguém ou um espírito de luz
surgir, basta saber que esses espíritos são seres cujas consciências
não estão operando num nível de consciência 1, mas sim que
operam num outro padrão de consciência.
Logo, segundo o modelo e a teoria de Iluminação do
professor nada mais é do que perder energia na consciência e
operar um salto quântico nela. Agora os grandes mestres do
passado sabiam como trabalhar a mente para fazer esse salto. Toda
ciência ocidental é uma ciência que enche a cabeça com cálculos,
com matemática, disso, daquilo e faz com que não se consiga entrar
nessa zona N=3. Essa é uma grande discussão que grandes físicos já
estão fazendo que é a seguinte: Qual a melhor forma no futuro para
se fazer ciência?
Será que se fazer ciência de verdade, fazer física de verdade,
é realmente criar gigantescos aceleradores de partículas? Gastar
bilhões de dólares em instrumentação para tentar verificar a
estrutura íntima da matéria ou criar gigantescos telescópios para
olhar o infinito do universo? Ou será que fazer ciência não é
exatamente transformar o homem para que seu grau de percepção
seja completamente diferente de antes? Será que se investir numa

499
transformação do cientista, do homem como ser não se vai
provocar um cientista altamente paranormal, iluminado e que vai
ver o universo de outro ângulo, a sua consciência e o seu espírito de
outra forma?
Outra discussão profunda: Qual é a linguagem que se vai
utilizar nessa nova ciência? A matemática? A matemática é
extremamente primitiva, extremamente restrita e como prova na
teoria das cordas já começam a criar onze dimensões, treze
dimensões. Uma coisa que começa a se tornar tão absurda, pois a
consciência nesse padrão não tem capacidade de abstração para
entender. No espaço de Hilbert para escrever a mecânica quântica
fica uma física totalmente virtual, uma coisa totalmente aleatória.
Vai chegar a um ponto que quando a consciência evoluir não
se vai precisar de uma linguagem primitiva como essa para
transferir informações e trocar ideias. A própria consciência pode
chegar ao átomo e perceber como é a natureza da física quântica
das partículas e tudo mais porque tudo é questão de grau de
percepção.
O papel da matemática está com os dias contados. Quando
se chega e diz "prova matematicamente que o espírito existe", isso
é bobagem porque a matemática não prova salto quântico. Pede
para o Niels Bohr equacionar o que acontece com o elétron entre
um nível quântico e outro. Não tem matemática para isso, não tem
trajetória, não tem modelo nenhum, então a matemática tem
limites. Chega certo ponto ela não explica mais nada, nem dá para
escrever as coisas. Na maioria dos casos a matemática é um bom
quebra cabeças só isso. Os matemáticos começam a criar mil teorias
fictícias, teorias virtuais, ideias da linguagem, por isso que às vezes a
busca filosófica apenas relaxando, meditando e o caminho do
taoista pode revelar um universo muito mais avançado e sofisticado
do que a física, do que a matemática.

500
CIÊNCIA ESPIRITUALISTA

Laércio Fonseca

Projeção Astral
● Experiência fora do corpo
● Mas, o que é projeção astral?
● O cordão de prata e o psicossoma
● Como acontece a projeção astral
● Os sintomas da projeção astral
● Por que todos devem dormir?

● Experiência fora do corpo


Uma vez, veio um velhinho indiano de 106 anos de idade, um
Yogi lá das montanhas. Ele veio aqui para São Paulo, o trouxeram
para um congresso. Uma repórter foi entrevistá-lo, a pergunta dela
foi assim: “O senhor deve ter visto tanta coisa nesse mundo. Há 100
anos o mundo não tinha nada, hoje nós temos um avanço tão
grande, temos televisão, computadores, hoje nós podemos falar
com qualquer parte do mundo através dos celulares.” O velhinho
olhou para ela e disse: “É minha filha, um dia vocês vão aprender a
fazer como fazemos, nós nos comunicamos sem usar celular
nenhum. A gente se comunica só com a mente.” Avanço para ele é
progredindo a consciência, investindo na sua espiritualidade, um ser
que começa a ver espíritos, interagir com outras dimensões, com
seres avançadíssimos do universo, usar sua telepatia de forma
avançada, sair do seu corpo e viajar para lua para as estrelas ou para
qualquer lugar.
É aí que se mudam os parâmetros: “O que é a tecnologia?
Para que ela serve? E até que ponto se deve tornar escravos dela? E
501
acreditar que esta tecnologia, que essa ciência, é a dona da
verdade? O caminho do taoismo, do orientalismo, do Yogi, do
espírito, pode trazer respostas e transformações tão profundas no
ser?” Porque essa é a única filosofia que encara o ser, enquanto as
outras encaram a sociedade. Elas são feitas para a sociedade, e o
homem continua aquele androide, aquele escravo, produzido em
massa pelas universidades, pelas empresas, pelos sistemas
ideológicos e políticos para servir o sistema.
Mas, se as pessoas alcançassem a transcendência, a
iluminação, aí sim faria a diferença. Pois, o que tem que ser mudado
é o foco do homem, centrá-lo no espírito, criar uma escola não para
ensinar matemática, física, química, mas para ensinar a desenvolver
o espírito, a baixarem suas frequências e encontrar uma entidade
avançada dentro de nós. Aí se vai realmente conectar com Deus
porque enquanto se está vibrando intensamente, não tem a noção
de que é parte integrante do campo; mas quando a consciência vai
expandindo, e cada vez se aproximando mais do zero, se é o próprio
Deus manifesto.

● Mas, o que é projeção astral?


Projeção astral ou projeção da consciência é a consciência
fora do corpo ou fora da matéria. Quando se tem o indivíduo e em
sua volta o campo extremamente adensado, ele não tem noção de
fazer parte do próprio campo e tudo que está em sua volta faz parte
da consciência, e ele não tem consciência de que um indivíduo
dentro do campo também faz parte dele próprio. Por isso Jesus
falava: “Eu e você somos um, eu e o pai somos um”. O pai nesse
caso é o campo, é a grande consciência cósmica, o conceito da
unidade de todos nós.
Quando a consciência está acoplada ao cérebro biológico se
cortar as duas pernas se continua pensando e sentindo, se cortar os
dois braços, continua pensando e sentindo; se cortasse o pescoço,
arrancasse a cabeça do tronco e criasse uma máquina que
502
mandasse sangue para o cérebro, oxigênio para o cérebro e que
mandasse alimento para o cérebro não precisaria do tronco, então o
cérebro continuaria existindo e pensando. A conclusão a que se
chega é que tudo que existe da cabeça para baixo só serve como
transporte do cérebro para onde ele quer ir, é uma máquina de
transportar o cérebro daqui para lá, fazer coisas, pegar coisas. Então
a verdadeira consciência está em algum ponto dessa entidade
biológica chamada cérebro.
Pois bem, o professor criou para a consciência acoplar no
cérebro, ela vai funcionar como uma onda estacionária dentro de
um tubo fechado ou caixa, enfim, o cérebro. A consciência quântica
ganha energia, salta quanticamente e entra aqui dentro, ela vai ficar
acoplada aqui dentro. E os seres superiores que projetaram o
cérebro biológico fizeram de um jeito que a coisa vai funcionar
assim: a medida dessa caixa de ressonância para a onda consciência
só permite que quando acoplada ela opere em uma frequência
característica dada pelas dimensões dessa caixa. Pelas dimensões
até físicas dessa caixa faz com que essa frequência seja muito alta.

O que acontece quando a frequência é muito alta? Todos os


níveis de percepção extrassensorial e superior desaparecem. Então
esse cérebro, essa consciência só vai receber informação do mundo
externo através dos olhos, dos ouvidos, do mecanismo biológico, ele
503
não vai ter acesso a outro tipo de mecanismo, pois ele bloqueou.
Operando nessa frequência o sujeito não tem capacidade de
lembrar-se de absolutamente nada, de quem era, de onde veio ou o
que está fazendo aqui. Então quando se cria essas condições para a
consciência a condena a viver nas trevas, a bloqueia dentro dessa
caixa dentro do cérebro. O indivíduo que fica muito tempo assim, só
tem consciência dele como existindo dentro do cérebro ou dentro
desse corpo, ele não tem uma consciência de viver fora desse corpo,
sem esse corpo porque ele está vibrando numa frequência quântica
extremamente característica dessa caixa que tem uma frequência
de ressonância para uma onda estacionária.
Quem quiser entender um pouco mais disso procure à
acústica e vão entender mais o que é uma onda estacionária. Pega
um tubo, coloca uma corda de violão nele e a estica, quando tocar
nela vai vibrar só até a capacidade da sua extensão, ela não
consegue vibrar frequências que estejam além desse limite de
corda. Ela entra em ressonância e só permite frequências de acordo
com as dimensões do tubo, então o cérebro funcionaria assim, a
consciência funcionaria assim. O indivíduo preso a essas condições
não teria capacidade extrassensorial e nem teria a capacidade de
entender o que vem a ser consciência fora da matéria ou a
experiência da projeção astral consciente.
Quando o indivíduo começa a fazer Ioga, a relaxar, a
meditar, num determinado momento a consciência dele dá um salto
quântico. A onda está presa dentro da caixa, se diminuir a
frequência ela vai sair caixa. Contudo, ela só perde energia em
quantidades definidas, então é aquela história: imagine uma pessoa
relaxando, mas não salta, tentando, tentando, faz exercícios, passa
anos, vai para o monastério, fica lá, deixa de fazer sexo, tudo para
tentar e nenhuma experiência transcendental acontece. Isso porque
a coisa funciona assim: é mais fácil de entender com dois elétrons,
um no nível quântico superior e o outro no nível quântico inferior.
Para o elétron saltar do inferior para o superior ele só salta se
ganhar a quantidade de energia certa, se para saltar ele precisa de

504
um ΔE=10J, e se dá 9J ele não pula, não sai desse lugar.
Imaginando-se que esse elétron, essa consciência, que salta
daqui para lá seria ir para uma iluminação ou um nível mais alto de
consciência, uma expansão, então o sujeito começa a trabalhar, a
fazer tai chi, Ioga, ele muda a alimentação, lê, estuda, mas mesmo
com todo esse esforço só conseguiu 2J, resultado: nada aconteceu.
Ele faz tudo isso, mas a vida dele é uma droga, toda conturbada, é o
sujeito que ganha 2J e perde 2J. Por um lado ele ganha 2 pela Ioga,
tai chi etc. e pelos seus desequilíbrios todo ele perde 2, ele não sai
do lugar. As práticas estão erradas, a vida dele está errada, é toda a
energia dele canalizada de um jeito errado. E tem aquele que
trabalha, trabalha e vai ganhando, ele consegue 9,5J, mas mesmo
assim não salta. É como se ele não recebesse e nada acontecesse,
ele continua com a mesma consciência no mesmo plano.
Por isso que na Índia e na China existe uma coisa que os
mestres chamam de “iluminação abrupta do discípulo”. Eles
percebem que de uma hora para outra o discípulo pode se iluminar
porque na verdade o mestre que o acompanha sabe que ele está à
beira da iluminação, o discípulo está com 9,7 de energia, só faltam 3
décimos. Logo, a consciência dele vai dar um salto e
inexplicavelmente hoje a vida dele está de um jeito e amanhã ele vê
o mundo de uma forma completamente diferente.
Várias pessoas já chegaram e disseram: “faz 20 anos que
estou nesse centro espírita, há 20 anos que faço meditação, mas eu
nunca vi um espírito, não tenho faculdade paranormal nenhuma,
não faço projeção astral, me explique, por quê?”. A sua consciência
não está respondendo, está dando energia, mas não chegou lá
ainda, não foi suficiente.
Olha o que vai acontecer com alguns indivíduos cuja
consciência salte. Quando conseguir perder energia suficiente a
consciência dele instantaneamente vai operar em um salto quântico
e ela escapa da caixa. Escapar da caixa significa exatamente a
sensação de sair corpo, se deslocou, está livre daquele cérebro. A
morte faz isso e a projeção astral também faz isso. Como a

505
frequência mudou, o comprimento de onda expandiu, a caixa não é
mais o objeto de ressonância, ele saiu da prisão cerebral porque
essa prisão biológica foi projetada por inteligências superiores para
o espírito vivenciar essa experiência cármica na matéria.

Mas os Budas sempre ensinaram que se pode libertar


vibrando amor, vibrando a identidade com outras pessoas, porque
não é só exercício que vai fazer isso. Os mestres espirituais disseram
que não é meditação, não é exercício, esse salto vai acontecer
quando se tornar um ser melhor, quando se tornar um ser que vai
aprender a amar, um ser que vai aprender a tomar consciência das
coisas, dos animais, da natureza, se tornar um homem bom do
ponto de vista cósmico.
Aí naturalmente forças ocultas conspiram para que a energia
do seu cérebro expanda, a iluminação não é uma atitude individual,
porque a pessoa nunca foi um indivíduo, é um ser que sempre
esteve conectado com Deus, precisa deixar Deus se manifestar na
sua vida, na sua consciência. Mas enquanto estiver trabalhando
igual um louco, buscando dinheiro, neurótico por causa de mulher,
por causa de sexo, pode esquecer que isso não vai acontecer nunca,
vai estar alojado dentro da sua prisão cerebral e nunca vai viver uma
experiência de expansão da consciência.

506
● O cordão de prata e o psicossoma
Quando a consciência expande, aí sim quem vai operar são
os sentidos superiores, aí vai ter clarividência, clariaudiência, vai ver
espíritos e nesse estado vai fazer projeção astral consciente e se
lembrar do que era e do que faz fora da matéria. Isso desloca o
espírito do cérebro, mesmo que ele esteja com o cordão de prata
ainda conectado. Mas ele vai dar esse salto e vai ficar para fora do
corpo. Esse salto quântico quando operado é um insight superior da
consciência, é um momento que muitos médiuns, muitos
espiritualistas em meditações profundas, em exercícios de jejum
muito profundos conseguem dar um salto, mas não permanece
muito tempo ali.
De repente ele é puxado pelo cérebro e volta ao seu estado
normal, mas ele experimentou aquele insight, viveu na memória
aquele estado de êxtase tendo a sensação de que está crescendo.
Inclusive é muito interessante que se lerem relatos de todos os
mestres, de todos os yogis que passaram por essas experiências,
eles relatam assim: eu tive a sensação de que meu corpo estava
crescendo, se expandindo, que minha consciência estava se
expandindo, se tornando maior que a casa.
Se vai se fazer uma fusão entre ciência e espiritualidade a
pergunta é: “o que a espiritualidade vai trazer para a ciência
avançar? E o que a ciência vai trazer de bom para a
espiritualidade?” É uma simbiose, não pode achar que a ciência vai
virar matemática, que a espiritualidade vai virar matemática, pode
ocorrer um processo inverso, pode ocorrer algo que a ciência jamais
esperou, a ciência se tornar puramente espiritualista, sem
matemática, sem equações.

507
● Como acontece a projeção astral
Por que a maior parte dessas experiências acontece quando
se vai dormir? Porque quando se vai dormir, naturalmente está
muito cansado, aí deita e acontece um relaxamento total, parece
que desconecta do corpo mesmo, parece que o seu corpo não tem
mais realidade. Na hora que realmente dorme a consciência
expande, salta e sai matéria. Aí seu corpo astral saiu, vai passear, vai
a cidades astrais ou algum espírito vem buscar, mas sua consciência
está operando em outro nível quântico, então todas as informações
captadas nessa experiência fora da matéria estão sendo
armazenadas e gravadas nesse nível quântico. Quando acorda,
automaticamente, na hora que essa consciência é puxada para o
cérebro ela se fecha e volta, e quando volta e acorda, sua memória
passar a operar em outro nível quântico, no N=1 de novo.
Resultado: nada dessa experiência é trazida para a caixa, não se
lembra de nada.
No entanto, a informação está aonde? Está em algum lugar
da pessoa mesmo que para ela acessar tem que operar um salto
quântico da consciência acordado. Aqui, consciente, se agora der
um salto quântico vai lembrar-se de tudo que fez enquanto dormia,
porque está tudo armazenado em uma área dentro do sujeito.
As pessoas quando estão voltando para o corpo existem
vários tipos de experiências. Uns tem a sensação de queda, parece
que estão caindo num abismo, acordam assustados com o coração
batendo acelerado. Isso porque a consciência expandiu e está longe
do corpo físico só atrelado por um cordão de prata, quando esse
corpo tem um estímulo ele puxa a consciência com tudo. Essa volta
é uma volta que está trazendo espacialmente de longe, seu corpo
astral está longe, por estar lá na China, na Lua, ele dá uma puxada e
ao mesmo tempo a consciência vai fechando, ela vem saltando
níveis quânticos e as pessoas têm a sensação de que estão entrando
num funil. Elas vão afunilando e acordam com sensações estranhas,
mas sem nenhuma memória do que vivenciou. Ela pode trazer uma
508
imagem, pode lembrar-se de estar em um lugar, pode lembrar-se de
ter visto alguém, mas não se lembra de nada que aconteceu, de
nada que falou, é normal. E não vai lembrar enquanto essa questão
não for resolvida, porque isso aqui é a prisão humana.
Projeção astral é a capacidade natural que todo ser humano
tem de projetar a sua consciência para fora do corpo físico. Esse
fenômeno tem recebido diversas nomenclaturas dependendo da
doutrina ou corrente filosófica espiritual ou científica que a estuda.
Por exemplo: viagem astral, para os esotéricos; projeção astral, para
a teosofia; experiência fora do corpo, parapsicologia; emancipação
da alma, espiritismo; viagem da alma, “ehconkah”; projeção do
corpo psíquico e emocional, Rosa Cruz; projeção da consciência,
projeciologia; experiência fora do corpo, americanos; e vídea para
os indianos, e assim por diante.
O que vem a ser psicossoma astral ou corpo astral? Quando
é falado em projeção astral tem uma coisa muito interessante que
acontece. Os relatos são assim: o indivíduo percebe que quando sai
do corpo, a consciência dele vê um corpo operando, um corpo
muito parecido com aquele que está deitado. Então, a maior parte
das culturas espirituais e esotéricas chama esse corpo que se
deslocou de corpo astral.
O corpo biológico é feito de que matéria? É feito de átomos,
prótons, nêutrons, moléculas sofisticadas, um sistema organizado e
toda matéria do nível quântico N=1 e mais a partícula consciência
operando no N=1 também. Agora, o que acontece quando a
consciência desloca e também um corpo se desloca ao mesmo
tempo? Na verdade o que se pode imaginar são dois níveis
quânticos: o corpo físico e a consciência acoplada. Quando ele deita
e faz a experiência da projeção astral, o que sai é um outro corpo
feito de matéria do N=2, esse corpo estaria acoplado ao corpo físico,
junto com a consciência. Então este corpo seria o corpo astral ou
corpo espiritual ou até mesmo psicossoma, isso vai depender de
quem está falando, se é espírita, Rosa Cruz etc.

509
Aqui se está falando em dois níveis quânticos, mas a coisa
está acontecendo paralelamente. Imaginar assim: a pessoa está aqui
dentro desse corpo, ele tem uma consciência e um corpo astral
conectado, tudo junto. Quando ocorre o sono ou a projeção astral,
ficou um corpo de matéria N=1 e saiu um corpo de matéria N=2,
uma massa tão expandida que ninguém o vê, a luz o atravessa, ele
reflete luz, tem a mesma densidade de qualquer espírito que já
morreu, que está vagando entre os encarnados.
Então, esse corpo espiritual vai viajar, levando a consciência
mais expandida dentro do seu corpo astral. Por isso que ele vai
passear, tem perna, tem corpo, esse corpo é moldado com a
estrutura do corpo que carregava fisicamente. Isso explicaria que se
agora na Índia um morador num corpo físico deita lá, sai do corpo e
vem aqui para o Brasil visitar alguém, o médium vidente olha e o vê
com a forma como se estivesse vendo qualquer outro espírito.
Mesmo ele estando conectado com o corpo físico em outra parte do
mundo, ele não tem nada de diferente dos espíritos que já
morreram.
Então a morte é apenas a separação dessas duas estruturas
(corpo astral e corpo físico) de forma definitiva. Porque todos os
dias durante o sono essa separação acontece, mas existe uma
conexão chamada de cordão de prata que conecta o corpo astral ao
físico e faz com que ele retorne e esteja ainda ligado e mantém
510
todas as funções biológicas funcionando. O dia que ele se romper
vai ser a morte. É muito importante que se entenda esse conceito
da projeção astral, podendo explicá-lo com o modelo do professor a
matéria com o que o espírito é feito e essa tem que ser uma matéria
do N=2.

● Os sintomas da projeção astral


O primeiro sintoma que o indivíduo tem quando está tendo
uma projeção astral consciente é de sensação de crescimento,
expansão do corpo, conhecido como balonamento. Mas, na
verdade, o que está se expandindo é o seu comprimento de onda da
consciência.
O segundo é a sensação de oscilação, de algo vibrando,
porque quando ele está acostumado com a vibração corpórea dele,
não sente, mas na hora que a vibração está mudando é comum ele
estar deitado e sentir o corpo virando, se deslocando.
O terceiro é de paralisia temporária ou catalepsia projetiva
onde se tem a sensação de estar dormindo sem controle. Porque
ele está meio fora, meio dentro do corpo, pode até tentar mexer
um braço, mas não consegue, pois a onda já está se desconectando
do cérebro, ela não controla mais o cérebro nem os impulsos
motores do corpo físico. A consciência para controlar o corpo
precisa estar acoplada. O professor tentou fazer essa experiência
consigo mesmo, quando esteve fora do corpo e viu o seu corpo
dormindo, dava uma ordem para ele chutar, mas ele não obedecia,
não havia mais relação com aquele corpo.

● Por que todos devem dormir?


Por que o ser humano, todas as noites têm que dormir? Em
média dorme 8 horas por dia, então ele passa 1/3 da sua vida
dormindo. Analisando-se pelo princípio da energia: imagine o seu
corpo espiritual e a sua consciência, eles operam numa frequência e
511
como todo sistema gasta energia.
O professor, em trabalhos espirituais, perguntou para os
espíritos e eles disseram que o corpo espiritual tem uma quantidade
de energia e quando ele entra em um corpo biológico muito denso é
como vestir uma roupa de escafandro, pesada e entrar no oceano.
Fazem-se movimentos lentos e garantem não aguentarem mais do
que 4 horas dentro daquela roupa.
Fisicamente se esgota tanto que não se vê a hora de tirar
aquela roupa do corpo e quando tira sente um alívio, deita e relaxa.
Então eles dizem que a coisa funciona assim: quando o corpo astral
entra num corpo físico, a sensação é tão ruim para o espírito e a
perda de energia é tão grande que os mentores cósmicos quando
projetaram a experiência planetária do homem na Terra tiveram
que prever exatamente esse desgaste de energia que o espírito iria
sofrer usando a matéria. Assim eles calcularam quanto tempo o
corpo astral poderia suportar para programá-lo para dormir em
intervalos consecutivos.
Por isso que a rotação do planeta tinha de ser adequada
porque o corpo astral não pode ficar em média, mais que 12 horas
dentro de um corpo físico. Todo cientista sabe que ninguém
consegue ficar sem dormir por mais que 3 ou 4 dias, a pessoa
morre, tem que dormir. E acontece que o ato de dormir é um
programa natural instalado no próprio conceito físico do espírito: a
sua relação com o corpo material que ele tem de todos os dias a
noite sair do corpo material. Isto é, tirar a roupa de escafandro para
poder recuperar essa energia, captar essa energia para no dia
seguinte, quando voltar o seu corpo espiritual estar com uma carga
de energia suficiente para continuar vivendo. Isso prova que esse
corpo biológico não é natural, ele é projetado por inteligências
avançadas.

512
Médiuns e Paranormais
● Como funcionam os paranormais na telepatia, cura a distância e
psicografia
● Incorporação
● Encosto

● Telepatia, cura a distância e psicografia


Supondo-se dois indivíduos A e B operando no plano
material estando separados espacialmente por uma distância D, que
pode ser anos-luz. Como a fonte primordial de suas consciências cA
e cB é o próprio campo, então elas, necessariamente, estão
conectadas, nunca estarão separadas. A experiência da telepatia
(comunicação entre duas pessoas à distância) é facilitada se A e B
tiverem uma ligação energética, psíquica, afetiva, emocional mais
próxima. Por exemplo, se forem casal, irmãos, gêmeos,
paranormais. Embora, tecnicamente falando qualquer pessoa pode
gerar um fenômeno telepático, a experiência da telepatia funciona
melhor se cada um dessas cA e cB forem mais expandidas.
Considerando-se pessoas comuns como uma A pensando
profundamente numa outra B e, de repente, o telefone toca e é B
que está chamando A. Antes de tudo se deixa bem claro que
telepatia não é conversar com uma outra pessoa, como se fosse um
telefonema, aí já seria um grau muito avançado de telepatia.
Existem vários níveis em que se podem expressar sentimentos, de
repente se começa a sentir saudade de uma pessoa e ela vem na
sua memória e, às vezes, naquele momento exato, a outra pessoa
também está pensando em quem lhe está vibrando a sua energia.
Capta em forma de uma emoção, em forma de um pensamento,
uma imagem, não capta uma comunicação como se fosse um
telefonema, a experiência não chega a esse ponto.
Se dois objetos quânticos, anteriormente, tiveram afinidade,
como pai e mãe então eles estão correlacionados automaticamente.
Por isso que às vezes a telepatia é um fenômeno mais observável
513
nas pessoas que tem essas conexões afetivas, emocionais, mãe e
filho, irmãos gêmeos, que desde o útero viveram conectados.
Então se vai dizer que, a priori, esses indivíduos têm um
relacionamento muito poderoso entre eles, donde, essas duas
consciências vão interagir pela não-localidade, sem nenhuma troca
de sinal eletromagnético entre os dois. Portanto, não importa a
distância, a interação vai acontecer, postulada no teorema de Bell e
pelo próprio Bohr quando diz que dois elétrons correlacionados
jamais podem ser separados, uma inseparabilidade quântica.
Sendo criada a hipótese de que a partícula consciência
operaria de uma forma quântica, então, mais uma vez as
consciências estariam correlacionadas, podendo interagir trocando
sentimentos, vibrações de vários tipos. Com base nisso, se vai
imaginar que uma vibração energética, psíquica é trocada entre
duas pessoas, ela coloca um potencial, manda uma emoção, só que
não pelo método local, troca de sinal, onda eletromagnética, ela
interage através de um processo não-local, onde não vê o sinal
trocado. Parece que o potencial de energia é trocado através do
próprio campo instantaneamente, não importa a distância, essa
então seria uma poderosa interação quântica.
Da mesma forma que se explica telepatia, se vai explicar a
cura à distância pelo mesmo método. Pelo experimento de Jacob,
Grinberg Zylberbaum, uma consciência conseguiu gerar um
potencial elétrico numa outra consciência e isso significa criar uma
mudança no padrão vibratório da consciência e gerar até um
potencial elétrico medível. Então, se pode imaginar que todos os
fenômenos da cura podem ser explicados, também, através deste
modelo. Um indivíduo cA e um outro indivíduo com a consciência cB
ele cA pode, intencionalmente, em sua mente, mentalizar que ele
está emitindo uma energia de cura e instantaneamente a este
indivíduo cB. Todo o campo energético, astral e a própria
consciência, que coordena todo o sistema biológico desse indivíduo
vai receber diretamente essa influência.

514
Por isso, Jesus Cristo, Buda e grandes mestres ensinaram que
a coisa só fica boa para a pessoa e a Humanidade quando se
aprender a amar os outros e, principalmente, a amar o seu inimigo.
Pois, a inimizade acaba. Aí se vão aprender por que tudo que deseja
de ruim para os outros retorna para si.
Imaginando-se o voodoo, aquele malvado que faz até o seu
bonequinho, sua assinatura, sua fotografia e começa a espetar
agulha para que o “espetado” fique doente porque ele deseja o seu
mal. Então, é óbvio que essa assinatura vai quanticamente e, sem
distância, esse potencial lhe atinge. Agora, vai lhe fazer mal se tiver
um campo vibratório alto, vai destruir se não tiver um apoio
espiritual que bloqueie isso, outras energias que possam bloquear.
Sofre-se o impacto dessa vibração que vem de forma não-local,
porque a consciência atua sobre a matéria.
Por que a consciência atua sobre a matéria? Porque, como
elas são de mesma natureza, elas podem interagir, então influencia
o sistema orgânico, células. Quando se joga uma energia negativa
ela envolve a pessoa, o chacras, o coração, todos os órgãos que
dependem de um pulso de equilíbrio de energia começam a
funcionar mal. Ao contrário, como um passe espiritual à distância,
isso vai fazer muito bem.
Imaginando-se o campo, um indivíduo A com a consciência
cA e outro indivíduo B com consciência cB. Quando se joga uma
energia ruim para o outro, é exatamente como se estivesse
jogando-a para si próprio porque se faz parte do mesmo tecido. O
seu crescimento depende da evolução do outro também. Só se
pode evoluir se for criado um campo vibratório de energia onde as
pessoas que estão à volta também começam a crescer, porque
todos estão conectados na Terra.
Existem muitas maneiras de se colocar amor no mundo, o
professor deposita amor no mundo com o seu trabalho, como
alguém que quer ensinar às pessoas a transformar suas vidas, suas
almas, espírito, jogando para elas uma energia na consciência. Não
é só pegar a mão e colocar uma energia áurica para transformar e

515
curar. Pois, a pior doença é a ignorância. A maior de todas as
doenças é emocional, não é física, são aquelas pessoas que são
escravas no trabalho por um salário e posição, robotizadas por um
sistema diário de poder.
A mensagem do professor Laércio Fonseca é a tentativa de
cada vez mais libertar o espírito trazendo-lhes informações,
estudos, para que ele possa despertar a sua própria consciência.
Todo o seu trabalho do campo das artes orientais, do tai chi chuan,
da meditação zen, do yoga, da física, da ciência, todos os seus DVDs,
no seu site com mais de cem conferências gravadas sobre temas dos
mais diversos possíveis, na área espiritualística, na área holística. O
único desejo que ele tem é transformar o homem, ajudar o mundo a
dar um salto quântico na consciência dos indivíduos para que eles
alcancem um estado melhor.
Se vibrar isso, vai-se criar um potencial de energia nesse
planeta e é isso que Jesus queria dizer, ‘’amai-vos uns aos outros’’.
Porque quando aprender a vibrar esse amor, cria um campo, e
quando o outro aprender, não vai mais existir doença na Terra.
Agora, esse sistema altamente capitalista, em que os países
competem, em guerra, bomba atômica, os países vivem vibrando
ódio um para com o outro e isso cria uma energia chamada de
carma coletivo. As pessoas estão trocando tiros psíquicos com suas
armas mentais. Vai se ver agora que a paranormalidade pode ser
usada como uma arma psíquica.
Chico Xavier era o mestre da psicografia que incorporava
espíritos e escreviam mensagens. Raramente dava uma mensagem
vocal, o grande trabalho dele sempre foi mensagem psicografadas
com assinatura, às vezes, até real do indivíduo que tinha falecido.

● Incorporação
Imaginando-se o campo com um médium M e sua
consciência cM e um espírito E com sua consciência cE. A consciência
de E, devido ao fato dele estar fora da matéria, pode vibrar um
516
pouco mais alongada. Já um espírito iluminado EI teria consciência
cEI, então, haveria uma grande diferença. Quando o médium M está
normal, a frequência está ali, mas quando ele vai receber um
espírito E, ele primeiro relaxa, faz as suas orações, sua meditação, e
a sua consciência se expande, então, é como se ele deixasse essa
caixa do cérebro vazia para que outra consciência possa conectar-se
ali. Vem, o espírito E chega próximo e faz com que sua consciência
cE entre na caixa e assuma o controle de M.
Este corpo não é meu, nem seu, nem de ninguém, é de todos
nós. Nós não somos uma unidade? Nós não somos um? E se nós
somos um, quem é, realmente, o dono desta ‘’cachola’’? Eu posso
dividi-la. E aí esse outro ser que quer se comunicar, usar o meu
corpo para se comunicar com vocês ou com qualquer pessoa, acopla
a frequência dele à frequência do meu cérebro. Por isso que os
médiuns têm seus guias específicos, tem médium que não recebe
qualquer espírito, tem médiuns que são preparados para receber só
aquele espírito. Porque foram preparados para fazer essa conexão
com a frequência dele.
É como se a consciência cM, dona do médium M, dormisse,
entra em transe. E a outra consciência cE vem e assume aquela
‘’cachola’’. Entra no controle do cérebro. Só que há um problema: O
espírito E não pode ficar muito tempo ali porque gasta energia, ele
não está conectado com o corpo efetivamente, pois ele não tem o
cordão de prata conectado, ele liberou só o cérebro para o espírito
conectar.
Geralmente a conexão se dá na nuca, é aqui por trás que os
espíritos entram e entram na ‘’cachola’’. Desse modo a partir do
momento em que essa consciência cE conectou-se ao cérebro de M,
é E que coordena o corpo. É como se a consciência cM do médium
‘’saísse para fora’’. Então, aqui se tem o fenômeno da incorporação
explicado desse jeito, dentro de um modelo, talvez até quântico.
Feita a incorporação por esse método, este espírito E pode
controlar qualquer parte do corpo de M, inclusive falar. O corpo
biológico é apenas uma roupa, e o cérebro apenas uma interface

517
entre o espírito e a matéria, ou seja, entre a consciência e a matéria
biológica, corpo biológico. Com o espírito no controle se pode dar
mensagem, conversar com as pessoas. Se ele não deseja conversar e
sim escrever, ele passa a dominar o braço com mais eficiência e
escreve.
O bom médium é aquele que não intervém, não fica
participando porque ele pode interferir e parte da mensagem filtra
na mente dele. O mau médium é exatamente essa confusão entre
as duas consciências. O médium bom é aquele que ‘’sai fora’’ e
deixa que o espírito opere 100%.
Os espíritos falam que quando entram nos corpos dos
médiuns, é como se carregassem uma tonelada em suas costas,
porque ele sai de uma vibração muito suave e entra em um corpo
altamente denso, pesado, que não estão mais acostumados a
carregar, a mexer.
Uma vez quando o Gasparetto estava pintando
mediunicamente, o espírito que incorporava nele dizia assim: ‘’Olha,
é tão difícil fazer isso que se assemelha a tentar pintar usando patas
de cavalo. Fazemos esse esforço apenas para demonstrar aos seres
humanos que o espírito existe e que a realidade após a morte é uma
coisa totalmente viva e real, e que ninguém morre, as consciências
jamais morrem. Apenas o corpo biológico para de funcionar e há a
desconexão da consciência, do espírito com a matéria. Todos
continuam existindo numa outra realidade, dimensão.”
Através deste método os espíritos podem escrever, falar,
pintar, tocar um instrumento. Existem médiuns que incorporam e
tocam violão, piano, fazem composições clássicas. Aqui no Brasil, o
irmão do Luiz Gasparetto, o Irineu Gasparetto é um médium que
incorpora os espíritos músicos, cantores que já morreram, como Elis
Regina e Vinícius de Moraes. Ele incorpora e faz de tudo, canta,
recita poemas, compõe músicas inéditas. Um médium pode fazer
outras coisas que não arte, ele pode operar cirurgicamente como o
Doutor Fritz, um médico que está ali no corpo do médium.

518
Agora o professor quer mostrar uma visão mais teórica, do
ponto de vista quântico, qual seja. Tendo-se o campo com duas
consciências, uma de um espírito e a outra de um médium, entre
eles só há uma pseudo-distância. À medida que o médium
concentra e alonga a sua onda e na hora que o espírito relaxa e
também alonga a sua onda, poderá haver um momento em que,
exatamente, as duas ondas expandidas se conectam. E aí é difícil
definir qual é a fronteira entre ser um e ser o outro, porque se
perde o caráter de individualidade quando há expansão. Aquela
personalidade individualizada começa a se fundir, se interpenetrar,
então não se sabe onde começa uma e termina a outra, as barreiras
da individualidade começam a ser quebradas quando há expansão.
Uma experiência profunda de grandes médiuns e cientistas
são de que interagir com outros espíritos como uma forma
simbiótica, uma forma de interconectividade da sua própria
consciência, perda da individualidade, do seu ego ou da
personalidade objetiva. Acontece exatamente nessa experiência de
insight de expansão da consciência, onde sente que não só o outro
que está se conectando consigo, mas se tiver um gato aqui, a
consciência dele passa a se conectar também. Se tiver uma planta a
pessoa a sente como se ela fizesse parte do seu próprio ser.
Sensitivos muito bons têm percepções desse modo.
Aí vão entender a explicação do por que com São Francisco
de Assis os animais como os passarinhos vinham sentar no braço
dele, inclusive bichos selvagens sentavam e ele acariciava. Nunca foi
atacado. A vibração que ele tinha criava uma simbiose, uma sintonia
de amor, onde os animais se sentiam um com ele.
Este fator mede o quanto o ser humano cresceu, expandiu,
se tornou bom. Cada um pode analisar quantos passarinhos atrai ou
se sua vibração é tão ruim que o cachorro quer lhe morder, a aranha
atacar, vizinho matar, todo mundo lhe odeia. Jamais vai estar no
estado de um só com o mundo, com as plantas, com os animais,
porque se irrita com tudo, é aquele que acorda de manhã chutando
o cachorro, mal humorado com a vida, com o mundo, com a

519
namorada, com a esposa, com os filhos. É esse o tipo de ser humano
que existe em quantidade, é claro que um ser humano assim jamais
vai viver uma experiência sensível dessa.
O indivíduo que é só racional, só científico não vai entender
nada do que se está falando sobre espiritualidade. Por isso que esse
livro é para pessoas mais abertas, mais sensíveis, que estão
vibrando uma personalidade de amor, espiritualizada. Se tiver uma
personalidade técnica, racional, científica, não vai entender nada do
que se está falando aqui e vai achar tudo uma grande bobagem. As
pessoas que acham isso são aquelas que nunca tiveram uma
experiência mais profunda.
Pode-se perguntar para todos os físicos que estão nessa área
da ‘’Nova Física’’, que são pichados por críticos, se eles tiveram ou
não tiveram uma experiência esotérica profunda que os colocaram
nesse caminho. Eles sabem que não adianta ficar em seu laboratório
achando que sabem tudo do universo, da física, com esse ego
‘’desse tamanho’’.
Quem quiser conhecer um pouco mais vai ao centro espírita,
fica pesquisando, investe em bons médiuns e verá cada coisa que o
deixará espantado. Considerem os astrônomos, essas pessoas que
são fechadas, e peçam que eles comecem a pesquisar a sério sobre
ufologia e disco voador, para ver se em um ano eles não vão se
convencer de que o fenômeno extraterrestre exista.
Com o fenômeno espiritual é a mesma coisa, ele existe e
cabe aos cientistas, explicá-los. Não adianta dizer que os fenômenos
não existem e que só no seu laboratório há fenômenos de física.
Tem inúmeros de fenômenos acontecendo na natureza, nos centros
espíritas todos os dias, centro de umbanda. Algo está acontecendo e
precisa ser explicado. Equipes de cientistas americanos têm vindo
ao Brasil para pesquisar João de Deus, esse médium que opera igual
ao Doutor Fritz, peregrinações do mundo inteiro vem até ele.
O universo é um dos grandes mistérios e o homem está
engatinhando, rastejando ainda na superfície desse planeta, não
tem a mínima consciência do cosmos e do que está dentro dele

520
próprio. Quando se fica trancado dentro das grandes cidades,
faculdades, laboratórios, não se têm essa conectividade, se é um
androide, um robô. Mas quando se entende o que os grandes
mestres espiritualistas ensinam: “Vá lá ter uma harmonia com a
natureza, respire o ar puro da montanha, sinta o mar, sinta as
criaturas, sinta essa vibração que está aí, quanta vida existe ao seu
redor, como o planeta é belo, como a vida é maravilhosa.”
Então, quando se começa, realmente, a estabelecer
conexões deste porte, começa a se tornar um ser mais puro, mais
amoroso, porque sente, realmente, que tudo é um, que o seu
semelhante faz parte de você mesmo e que os animais fazem parte
de você mesmo. Duvida-se que um ser nesse estágio vá matar outro
ser humano, vá matar seres vivos como uma vaca que sofre tantas
dores, tanta angústia como ele próprio.
Desta maneira, quando duas consciências se interconectam
através de uma expansão quântica, de um insight, se vai perceber
como os mestres ascensionados, os chamados espíritos de luz, os
iluminados, os avatares que vieram na Terra interagiam entre si.
Eles com suas consciências tão expandidas jamais sabiam quando
terminava o seu ser e quando começava o outro. Esses seres, nesses
estados de consciência mais amplos e mais avançados vivem,
realmente, uns estados de amor, um estado de interconexão
inseparável entre todos os seres da natureza.
Por isso, não existe ET, seres superiores, espíritos superiores
que façam o mal, porque eles seriam os maiores idiotas que existe
no cosmos, porque se eles fizerem o mal, estarão tramando contra
si mesmos. Por isso que o mal não existe vindo do alto, dos planos
superiores, o mal só acontece nos níveis mais inferiores da
consciência. Por isso, a maior bobagem de todas é achar que existe
ET mau, seres muito avançados que vem a Terra para fazer o mal.
Fazer o mal para quem? Para essa raça doente, sofrida,
decadente, que já está em uma desgraça total? Qualquer ser mais
avançado que olhe lá de cima para cá vai morrer de pena. Não há o
que ele possa fazer para desgraçar a vida do ser humano mais do

521
que já está. Qualquer ser um pouco mais inteligente que olhe isso
aqui verá que a vida do ser humano já sofre demais, é escravo, é
androide, vive doente e infeliz o tempo todo.
É muito fácil entender como que seres avançados atuam.
Mas quando o ser não é avançado, quando um espírito ruim morre,
se ele tiver sua vibração densa, ele continua com essa consciência
adensada, mesmo fora da matéria, aí ele continua odiando, irritado,
angustiado, triste. Por isso que tem encosto perturbador, porque
são duas consciências vibrando, não importa se essa consciência
que esteja vibrando seja viva ou morta, a interação correlacionada
irá acontecer do mesmo jeito.

● Encosto
Está aqui o campo, o ouvinte aqui vibrando, e o espírito
morto. Só que este só perdeu o corpo físico, mas a consciência dele
continua a mesma idiota de sempre, continua o mesmo indivíduo
perdido, não acreditando em nada, depressivo, angustiado, aquele
que se suicidou, que foi drogado. Ele morre com todas essas
doenças da personalidade e, se bobear, ele leva a doença do corpo
físico, porque o astral dele fica doente também, ele sente dores,
mal estar.
Então, esse ser, quando se aproxima de alguém que tenha
afinidade quântica com ele, uma correlação quântica mais próxima,
ele vai influenciar esse ser da mesma forma que duas consciências
correlacionadas. Só que, ao invés dele estar transmitindo uma
energia boa, ele irá passar tudo de ruim dele para o indivíduo. E
esse indivíduo pode não ser sensitivo, pode não ser paranormal e
ele começa a se sentir mal, angustiado, deprimido e não sabe de
onde vem essa sensação, esse sentimento. E essa vibração está
sendo exatamente porque alguém morto está próximo. No entanto,
energeticamente, morto ou vivo não faz nenhuma diferença para a
consciência, a conexão existe porque o campo é o mesmo.

522
Vida fora da matéria e planos astrais à luz
● Subuniversos quânticos da matéria e sua relação com os planos
espirituais
● Umbral, Penumbral e Planos da Luz sob a ótica dos planos
dimensionais quânticos
● Subníveis quânticos e os planos espirituais intermediários
● As cidades astrais e as comunidades astrais

● Subuniversos quânticos da matéria sua relação


com os planos espirituais
Hoje se fala sobre a relação que existe entre essa teoria
criada pelo professor Laércio Fonseca sobre dimensões quânticas da
matéria e os modelos que o esoterismo tem com relação a outras
dimensões espirituais da realidade. Ou ainda, se faz um paralelo
entre o conhecimento esotérico que existe na Índia, na China, no
Tibet e tentar ver se tem algo a ver com os modelos criados pelo
professor. Ele criou aquele modelo dos subuniversos quânticos:

N = máximo mmáx. = kfmáx = k.0 = 0 campo

N=n mn = kfn

N=2 m2 = kf2

N=1 m1 = kf1

Superfície terrestre

O esoterismo oriental diz que o universo está dividido em


sete grandes níveis espirituais. O primeiro nível eles chamam de
523
‘’plano físico’’, o segundo de ‘’plano astral’’, terceiro de ‘’mental’’,
quarto de ‘’intuicional’’, quinto de ‘’búdico’’ e o sexto de ‘’crístico’’.
Existem algumas literaturas em que, entre o plano físico e o astral,
teria um plano intermediário, que eles chamam de ‘’plano etérico’’.
Eles dizem que o plano mais denso é o plano físico e o plano
astral seria o plano dos espíritos. Os demais seriam os planos
superiores no universo, onde só habitaria consciências
extremamente elevadas, seres de outra ordem evolutiva.
Este modelo fundado na frequência, quanto mais ela for
subindo mais vai se aproximando dos níveis superiores até o
crístico, até estar em uma dimensão onde é um com Deus, onde não
há vibração, onde é o campo, o indivíduo se dilui no campo.
Um mestre espiritual explicitou a relação do ser humano
com Deus: ‘’imagine que você é uma bola de plástico cheia de água,
boiando no oceano. Ele pensa que é um indivíduo, mas na hora em
que a bola estoura, se dissolve no oceano’’. O conceito de indivíduo,
de ego, é exatamente essa casca, que faz com que a consciência
pareça individualizada e separada do todo. Mas, na verdade, um
processo evolutivo dissolveria isso e tornaria os homens um, a
mesma essência, diluindo-se em Deus, ou seja, no campo.
É muito prático se poder associar que a matéria do plano
físico, neste conceito, seria do N=1. O plano astral do N=2, uma
matéria muito mais sutil. No plano mental, uma matéria do N=3. No
plano intucional, N=4. Búdico, N=5. Crístico, N=6. Por fim, a fusão
com o divino, seria frequência zero, donde, N=7.

524
● Umbral, Penumbral e Planos da Luz sob a ótica
dos planos dimensionais quânticos
Na tradição esotérica e espírita no Brasil ou em várias partes
do mundo tem a ver com alguns modelos orientais. Eles dizem que
existe o plano físico, plano da matéria. Depois o umbral, em seguida
o penumbral, adiante o plano da luz, isso numa visão bastante
espírita. Unindo essa visão espírita com a visão da teosofia se teria,
mais acima, o plano dos ascencionados. Por fim, por cima disso um
outro plano chamado de ‘’plano de comando’’, do comando
espiritual da Terra.
O professor vai chamar todo este segmento de umbral,
penumbral, luz e ascencionados de N=2, tudo isso integrando N=2.

Comando

Ascensionado

N=2 Luz

Penumbral

Umbral

N=1 Físico

No entanto, como que no N=2 há essas referências de


níveis? Funcionaria mais ou menos assim: na teoria do átomo de
hidrogênio de Bohr ele divide os níveis quânticos do átomo de
hidrogênio em camadas de energia, as famosas camadas K, L e M.
Na camada K se tinha os subníveis de energia, que eram os orbitais,
linhas estreitas de energia que apareciam no espectro. Essas

525
subdivisões quânticas eles chamavam de s, p, d e f, são os
suborbitais do átomo. Em cada camada os elétrons tinham que
estar em subníveis de energia da seguinte maneira a seguir.

_____________________ f
_____________________ d
_____________________ p
_____________________ s
M ________________________________________________
_____________________ d
_____________________ p
_____________________ s
L __________________________________________________
_____________________ d
_____________________ p
_____________________ s
K _________________________________________________

O professor faz a situação dizendo que o plano N=2 está


dividido em um subnível s, p, d e f. Ele subdividiu em níveis
quânticos mais próximos, mas mesmo assim estão longe da matéria.
Entre a matéria de N=1 e esse subnível s tem um salto quântico
grande, tem um ΔE que é o primeiro orbital s, o primeiro subnível
do plano astral. Quem estaria habitando a matéria do umbral seria
um elétron, uma matéria mais densa, e esse adensamento indo à
subníveis, indo a saltos; é como o elétron faz no átomo, ele vai
saltando em níveis, até saltar de uma camada para outra. Aqui se
poderia pensar que um ser ascencionado vai adensando em
subníveis até chegar ao físico.

526
Comando

Ascensionado f

N=2 Luz d

Penumbral p

Umbral s

N=1 Físico

Por isso, se pode pensar em fazer transporte de matéria sem


mudar totalmente de um nível para outro mais avançado (como do
Físico para o Ascensionado), poderia fazer um salto quântico no
primeiro subnível s e depois retornar (Físico para Umbral e deste
novamente para o Físico), sem afetar demais, sem fazer uma
transformação muito grande nas moléculas e tudo mais. Ter-se-ia
uma matéria no umbral bastante densa, no penumbral menos
densa, no plano da luz uma matéria mais sutil e nos ascencionados
muito sutil. No plano superior aos ascencionados, nos planos de
comando viriam as grandes consciências controladoras do projeto
Terra, muito sutis, que coordenariam toda a vida nesses planos mais
densos.
Através deste modelo se pode entender como o universo
está organizado numa relação entre a visão espírita e essa nova
visão científica matemática que o professor está proporcionando.

527
● Subníveis quânticos e os planos espirituais
intermediários
Organizando esses subníveis s,p,d,f de uma forma melhor. A
matéria nesse orbital s, a massa no nível s é ms = kfs. Em p é mp =
kfp. E assim por diante, donde, se está fazendo uma subdivisão da
subdivisão, ou seja, detalhando mais ainda como os níveis quânticos
estão organizados. A matéria deste subnível s pode estar
razoavelmente próxima deste subnível p, mas através de
informações espirituais e esotéricas é que se o espírito sair do plano
dos ascencionados e descer no umbral sem mudar a sua frequência,
essas entidades em s não o veem, por não estar compatível com
aquela densidade.
Estando-se no plano físico da matéria, para que se possa ver
um espírito, ele deve sair de s e adensar, ele tem que mudar a
densidade, porque se vier com a matéria de como ele é não se vai
vê-lo em N=1. A matéria dele está em s, ela é tão estendida que os
raios de luz o atravessam totalmente sem refletir nada, ele não tem
uma solidez, então não reflete luz, fica invisível aos encarnados.
Para que pudesse ser visível teria que adensar a tal ponto que as
ondas eletromagnéticas pudessem ser refletidas, não atravessasse
mais esse ser, essa matéria.

● As cidades astrais e as comunidades astrais


Quando um indivíduo vai fazer uma viagem ao umbral, ele
sai do corpo físico e vem visitar as cidades que são parecidas com a
da Idade Média, sem tecnologia aparente.
Todavia, quando as pessoas vão visitar a cidade da luz,
comentam sobre templos de cristal, aqueles templos belíssimos que
irradiam luz, mas não queima. Eles têm uma aura brilhante
fantástica, ou seja, uma matéria muito mais sutil, maleável por uma
inteligência superior, por espíritos que estão em capacidade de

528
compreensão das leis físicas de universo mais avançada. As cidades
com uma arquitetura de alto nível, construída e habitada por
inteligências muito mais expandidas, próximas à verdadeira
realização do amor.
Meishu-Sama comenta de diversas maneiras:
“Quanto mais subimos para as camadas superiores do
Paraíso, mais bonito e magnífico ele se apresenta. As instalações do
Terceiro Paraíso são construídas de vários tipos de materiais; as do
Segundo Paraíso são de pedra, e no Primeiro Paraíso, todas são de
madeira. Os templos do Primeiro Paraíso são construídos de hinoki
(pinheiro japonês). (...) Construídas de ouro, prata e pedras
preciosas, as instalações do Paraíso Supremo são extremamente
magníficas. São feitas principalmente de ouro. Os habitantes do
Paraíso Supremo vivem praticamente nus. Nas pinturas, os entes
celestiais geralmente se apresentam com a pele exposta, de roupas
leves. Vestem-se assim quando voam pelo espaço. Ademais, quanto
mais próximo do Paraíso Supremo, maior é a quantidade de flores."
“’Terra Pura' é um termo budista e situa-se no mundo
búdico. O local mais nobre da Terra Pura do budismo corresponde
ao Segundo Paraíso do mundo divino. Segundo as explicações do
budismo, a Terra Pura é o Tossotsuten. É aí que se localiza
o"Shibikyu" (Palácio Purpúreo). Aí existem templos, mosteiros e
pagodes, onde flores de todas as espécies florescem plenamente,
exalando fragrâncias por todos os cantos, e pássaros fabulosos
voam. Há um lago enorme, em cujas águas flutuam folhas de loto e
alegremente nada a tartaruga de pêlos verdes.”
“O máximo do mundo búdico, chamado de Gokuraku,
corresponde ao Segundo Reino Divino. É também denominado
Tossotsu Ten onde se encontra o Shibikyu, (palácio de cor roxa
suavíssima) em torno do qual existem vários outros templos
importantes. Entre eles, destaca-se o Hitchido Garan (pagode dos
sete salões) onde as divindades realizam reuniões de trabalho. Em
lugar de destaque, está o Tahooto (a torre dos inúmeros tesouros).
Nos arredores, imensos jardins com centenas de flores cujo perfume

529
inebria o ambiente. No céu azulado voa a Ave-do-paraíso
(Karyobinga ou Kalavinka, em sânscrito).”
“Há também um grande templo onde fiéis budistas, com a
cabeça raspada, se divertem compondo poemas, tocando vários
instrumentos, ou dançando, pintando, esculpindo, exercitando
caligrafia, jogando go ou shoogui. De vez em quando, ouvem alguns
sermões, atividade que eles consideram das mais prazerosas. Quem
os faz são os iniciados das várias manifestações do Budismo. Dentre
eles, destacam-se alguns mestres que, às vezes, sobem ao ponto
mais alto do Shibikyu onde se encontram com Shakuson
(Sakyamuni) para receberem orientação e ensinamentos mais
profundos.”
Na dimensão dos ascencionados, estariam todas aquelas
entidades espirituais que não mais vivem uma experiência do plano
físico da matéria, nem mais estariam sujeitas a lei do carma ou a lei
da reencarnação. São espíritos que cessaram profundamente a sua
jornada cármica no plano denso da matéria e não mais encarnam.
São chamados de espíritos que ascenderam, e eles vão viver de uma
forma muito mais sutilizada porque, um espírito que vive em s não
flutua, não atravessa porta, anda muito denso como se estivesse no
plano físico, como se tivessem matéria carregando um corpo do
plano físico. Além disso, seriam espíritos cheios de ódio, de ego,
parecidos com as pessoas comuns da sociedade. Não são indivíduos
que apresentam grandes sabedorias, nível de consciência elevado.
Com base nesta visão se observa e acredita que esta matéria
pode ser moldada pelas inteligências que estão no comando
espiritual da Terra construindo e habitando tudo isso. Pode-se ter
uma noção de que existe um universo acima do ser humano.
Os espíritas, os esotéricos orientais sempre ensinaram que
existe uma cidade-astral chamada Shambhala, Nosso Lar. Existe uma
sociedade onde as pessoas, entre uma vida e outra, vivem sua
existência ali, seus sentimentos, suas emoções como se vivessem
aqui na superfície desse planeta. Tendo, de vez em quando, sob

530
controle de inteligências mais superiores, acesso a tecnologia e
assim por diante.
Como explicar agora, através da teoria do professor Laércio
Fonseca, que esses modelos esotéricos e espirituais estão corretos?
Num tópico anterior se expôs como que essa matéria mais sutil
estaria em relação ao planeta qual seja.
Aqui estaria o planeta Terra, algo extremamente denso. Ao
redor dele no orbe terrestre, a matéria cada vez mais sutil o
envolve. É como se em cada nível existisse uma superfície, uma
matéria sólida que fosse semelhante à superfície da Terra. Para um
espírito desse nível de matéria, ele pode achar que a superfície do
planeta Terra é essa. Mas, no fundo, é como se a Terra tivesse várias
superfícies: superfície do N=1, do N=2, etc.

N=3

N=2

N =1

Poderiam ser construídas casas, objetos como se estivessem


no solo, que é a matéria estendida para outras dimensões do orbe
terrestre. Essa cidade não estaria flutuando assim no nada. O núcleo
da Terra tem a matéria mais densa, porque a pressão que está sobre
ele o aquece e gera muito calor. A superfície delimita o N=1, a
matéria do N=1 só está colocada até a superfície planetária, até a
crosta. Lá em cima é invisível, mas existe a matéria do N=2, N=3,
N=4, N=5 e assim por diante. Essas matérias estariam em nível de
adensamento tais que, em determinado momento, se teria uma
superfície dessa matéria, ou seja, cada vez mais rarefeita.
531
Superfícies em que um ser poderia andar como se estivesse no solo
daquela dimensão.
Uma casa dessa matéria N=2 é fundada numa superfície
sólida para ela, por isso que o espírito anda, ele está em uma
cidade-astral, no alto, longe da superfície terrestre, mas tudo ali é
matéria densa, para o seu nível de densidade. Pode-se pensar que
num nível superior se teria matéria dessa densidade como se fosse
uma superfície para as coisas serem construídas e os espíritos que
estariam aqui, estariam andando, como se fosse um plano mesmo.
No livro de Enoque ou no próprio apocalipse da Bíblia,
quando São João é arrebatado e elevado aos céus pelos anjos, a
mesma descrição vai fazer o Enoque, nas suas viagens com os anjos.
Ambos estavam dormindo ou em transe, os anjos os retiraram de
seus corpos e arrebataram aos céus. E aí eles chegam numa dessas
cidades desses níveis um pouco superiores. Olham para cima para
ver o céu e veem um colorido diferente, flores belíssimas, campos
maravilhosos e aquelas colunas de cristal. O Enoque entra e vê os
querubins pegando fogo até ele, na verdade está vendo a aura
deles. Ele vê uma parede toda queimando, coloca a mão nela e
sente que é um fogo frio, um fogo que não queima. Ele não entende
a matéria desse universo, desse plano superior, a matéria do plano
espiritual, bem como tudo está estruturado e organizado.
A força gravitacional que atrai massa seria bem menor em
níveis superiores porque o nível de inércia que essa massa
apresentaria seria muito pequeno. Por isso que alguns espíritos de
níveis superiores conseguem flutuar com relação a essa superfície.
Em suma, existe a vida após a morte, organizada vivendo agora
nessas dimensões acima de N=1. Portanto, é possível haver grandes
cidades onde moram milhões de habitantes, sociedades mais sutis
onde espíritos muito mais inteligentes habitam. Dá para imaginar o
nível de tecnologia e de ciência que esteja presente neste orbe
devido à contribuição desses seres de grandes inteligências que
faleceram.

532
Consciências que habitam níveis muito sutis são geralmente
espíritos de grande luz e de grande sabedoria. Aqueles que habitam
o plano mais denso do orbe planetário são criaturas com menos
grau de percepção de realidade e consciência. A maior parte das
pessoas que habitam a superfície da Terra tem suas consciências e
níveis de percepção tão adensados que existe toda uma sociedade
gigantesca existindo aqui e agora funcionando, e eles não tem a
mínima noção disso.
Agora se pode entender quando os místicos dizem que vão
em sonho ou em projeção astral noturna visitar cidades astrais
como o ‘’Nosso Lar’’, a Shambhala, a Garta, bem como as grandes
cidades coordenadoras. Essa visão, que era extremamente esotérica
e subjetiva, tem algo de concreto. Segundo o modelo quântico,
essas questões espirituais passaram a ser palpáveis, basta construir
uma tecnologia e passar a detectar isso.
O maior de todos os passos que a ciência pode dar não é
fazer nenhuma viagem para Marte, e sim ela descobrir o seu próprio
espírito e tudo isso que se está falando. Aquilo que sempre existiu
ao lado e nunca foi preciso fazer viagens interestelares para
descobrir isso. O que os grandes mestres do passado utilizaram para
descobrir isso foi à prática de yoga, de meditação. Qual o grande
conselho dos grandes mestres senão o do ‘’Conhece-te a ti mesmo’’.
Quando se tornar um sensitivo, um paranormal, ampliar o seu
próprio potencial psíquico, vai interagir com essas comunidades que
existem aqui, com um espírito que sai dessa densidade e vem aqui.
Por isso que é muito ruim para um espírito que opera nesse
nível de luz, que está envolvido com a matéria sutil, de repente ter
que vir à superfície da Terra conversar com o homem. Ele vai ter
que atravessar camadas de alta densidade de matéria para estar
próximo ao ser humano e isso é como se começasse a descer no
fundo do oceano em que a pressão vai aumentando. Para eles
saírem e chegarem a essas dimensões tem que usar equipamentos e
roupas especiais para adensar, para se aproximar dos planos mais

533
densos da matéria. Por isso que, às vezes, os espíritos de luz não
estão muitos ao nosso lado.
Faça a seguinte experiência com seu corpo astral, tente
atravessar essa montanha sólida de granito de um quilômetro de
espessura e verá o desespero em que vai se encontrar. Na hora que
entra com todo o seu corpo nessa matéria astral e começa a andar,
sente uma pressão violenta, entrando em colapso, em crise, e pior,
perde a total noção de direção, fica cego ali dentro por instantes.
Enfim, se perde na densidade material do planeta. Não é fácil
atravessar grandes montanhas com o corpo espiritual.
Um espírito que vem visitar alguém em N=1 é como se ele
tivesse que penetrar uma rocha sólida, uma pedra. O corpo astral
dele, naquela dimensão, naquela estrutura que ele está vivendo
com os chacras todos acionados, quando se envolver com essa
matéria, vai ficar perturbado e desequilibrado. Então vai ter que
usar uma tecnologia, uma roupa especial, uma máquina especial
para trazê-lo até aqui, interagir com os encarnados e retornar.
É uma forma de interpretar e dar uma visão científica às
experiências que muitos esotéricos têm relatado ao longo da
experiência espiritualista no mundo, principalmente os projetores
astrais. Por isso que muitos espíritos também falam que quando
incorporam se sentem muito mal porque entram em um corpo
muito pesado que não estão mais acostumados.
Por isso se percebe os grandes templos, os grandes locais
esotéricos que os monges costumam achar com o maior nível de
vibração espiritual são os locais mais altos da Terra. Por isso que o
topo das montanhas e os lugares altos são onde se sintoniza com
mais facilidades os planos superiores.
Seis bilhões de almas encarnadas na superfície terrestre são
bilhões de consciência que se agregam em grandes cidades. A
dificuldade disso pode ser observada por meio do modelo do campo
quântico que é capaz de descrever os campos de forma quantizada.
Com efeito, quando tem inúmeras mentes de indivíduos vibrando
no mesmo campo, o que acontece quando, em um pequeno espaço

534
reúne milhões de consciências vibrando? Isso cria uma oscilação
psíquica no campo.
Continuando: se tem milhões de pessoas vibrando ódio,
poder, sofrimento, angústia, depressão e o conflito entre elas se
manifestando. Isso cria uma onda psíquica somatória vibracional de
todas essas consciências oscilando junto, isso causa uma
perturbação coletiva no campo. Isso faz com que cada indivíduo que
esteja morando numa metrópole fique envolvido por essa
ondulação, que o prende, porque o força a entrar em consonância
com os demais, e isso perturba. Sabendo disso, as cidades-astrais
não podem ser construídas em lugares de baixa altitude.
Os espíritos preparam o local em grande altitude, eles
procuram construir cidades-astrais nos Andes, nas montanhas
tibetanas do Himalaia, onde não tem nenhuma cidade embaixo para
criar essa onda psíquica. É por isso que um indivíduo que se
espiritualiza percebe que tudo que está na metrópole atrapalha
essa busca por elevação espiritual. Deste modo procurar uma
sintonia com forças e níveis superiores é ‘’sair fora’’ de grandes
cidades. Por isso que o projeto do professor também é nas
montanhas, porque o seu objetivo é fazer uma pesquisa espiritual,
uma pesquisa ufológica mais profunda, criar mecanismos para
entrar em contato com os planos superiores.
Numa civilização avançada do futuro, em que a base seria
espiritual e não material, não pode existir perturbação
metropolitana, pois é coisa de civilização primitiva e atrasada onde
se estabelece a vibração harmônica do conflito, da frequência da
disputa, da competição, e todos os cérebros e consciências vão
vibrar de acordo com esse padrão, seguem o padrão da mídia, da
dominação. As pessoas se viciam tanto nisso que não conseguem
sair, ela sabe que é o inferno, sabe que é o caos, aquele
congestionamento, aquela poluição no ar, poluição sonora, poluição
da água, tudo converte para o abismo. Pessoas inteligentíssimas,
professores universitários, mestres, doutores, médicos, cientistas,
inteligentes ao extremo, não conseguem enxergar isso, continuam

535
morando, vivendo e construindo suas vidas lá e não consegue
construir um novo padrão de sociedade, baseada em outro
argumento.
Por isso que esse tipo de civilização existente não tem
futuro, quando constrói um padrão desses, ele só pode gerar o caos.
Uma cidade como São Paulo, Nova Iorque, grandes cidades no
mundo, só podem vibrar o caos espiritual, o conflito, guerras
internacionais, nucleares, a humanidade está fadada a um caminho
grotesco. Isso porque não se entendia direito como o Mundo
Espiritual estava organizado em relação aos encarnados.
Mas agora, aos poucos, se pode compreender, até com base
na física quântica, que para que a consciência possa operar em um
nível superior as mudanças devem ser profundas no interior do
homem. Querendo-se alterar o nível quântico de consciência e
começar a perceber outros níveis da realidade, se tem que fazer
mudanças até geográficas, bem como de padrão, hábitos, como
viver na sociedade, o conceito do que seja trabalho, emprego, do
que seja servir à sociedade. Servir a uma sociedade não é ser
escravo, androide em uma firma produzindo ‘’abobrinha’’.
Como um espírito que opera nessa dimensão superior olha a
humanidade vivendo naquelas guerras, bombas explodindo todo dia
no Oriente Médio, ódio, instabilidades, não há paz para se viver
porque o conflito está instalado. O planeta Terra e ao seu redor, até
certa altura, se tem uma ondulação do campo psíquico da Terra que
é resultado, quanticamente, da somatória de todas as consciências
que estão vibrando.
O famoso psicólogo Wilhelm Reich criou um modelo de
energia dentro da psicoterapia em que a emoção era um potencial
de energia que se deslocava primeiramente através do seu corpo e
depois expandia, da mesma forma que um orgasmo, uma
experiência orgástica. Ele dizia que era um potencial de energia que
estava sendo consumido e emanado.
Sendo energia também pode ser quântica. Ela pode estar
operando exatamente nos padrões de consciência, a consciência

536
está atuando na forma como essa energia é emitida, essa energia
tem uma assinatura. Essa é a assinatura psíquica de uma energia, de
uma onda energética que a pessoa opera. Se somar os seis bilhões
de habitantes que vivem hoje na Terra dá uma somatória para o
planeta. Onde estão as grandes cidades há uma concentração maior
da vibração dessa energia mais densa, mas ela se espalha pelo
planeta, ondulando ao redor dele, é uma vibração de matéria
psíquica que se estabiliza em certa altitude.
Entidades mais avançadas olhando de certa altura o planeta
Terra veem uma assinatura de cor que é chamada de aura do
planeta. E as pessoas percebem que essa aura de campo do planeta
Terra não é muito boa, é uma aura densa, porque vivem ali espíritos
muito densos, em conflito, em sofrimento, em angústia. Assim, é
um planeta cármico, onde uma experiência de uma alma na
superfície é cármico. Quem é paranormal, vidente ou quem opera
nessas dimensões superiores com instrumentação muito mais
avançada, tem a sensibilidade de perceber.
Os mestres orientais, dos professores de Tai Chi, dos sábios
Shaolin, dos teosofistas, falam o seguinte: ‘’O que aconteceu com o
ser humano?’’ ‘’Por que o homem perdeu totalmente a sua noção
de espírito?’’ Eles respondem que foi porque ele construiu uma
selva de pedra totalmente desarmônica com as leis da natureza e
isso fez com que os espíritos ficassem ainda mais adormecidos, mais
embrutecidos dentro da matéria. E toda a relação com o mundo,
com a sociedade é uma relação de poder, de ego.
Por isso que a grande advertência dos seres de luz, dos
mestres espirituais é que os seres humanos estão muito
desequilibrados com o Tao, em desarmonia com o verdadeiro curso
da natureza. A natureza tem um ciclo, que é o tempo. Os maias
respeitavam o tempo de uma forma extremamente poderosa,
enquanto o ser humano despreza a ideia de tempo. Pois, ele só quer
saber de produzir e colher rápido. Para isso usam agrotóxicos
porque ele só quer ganhar dinheiro. Com a mesma visão do lucro da

537
cidade ele vai com uma visão materialista para o campo, pronto
para destruir, poluir, seu objetivo é apenas o de faturar.
As fazendas de hoje são verdadeiras agroindústrias, donde o
homem vem destruindo, desmatando, desequilibrando o
ecossistema do planeta. Isso gera no planeta e no mundo um
desequilíbrio profundo e isso tem um preço: o aquecimento global,
o aparecimento de epidemias, doenças em massa, uma série de
situações que fazem com que o homem esteja profundamente
desintonizado consigo mesmo, que é o seu próprio espírito.
Por isso que um homem de cidade, um homem dessa ciência
que está aí, quando ouve falar de espírito diz que é bobagem, que
não existe. É muito difícil um homem estar nesta vibração densa das
grandes cidades e perceber o sutil, o invisível, que sempre existiu e
sempre esteve ao seu redor.
O modelo do professor Laércio Fonseca é um modelo mais
técnico, um pouco científica, um pouco mística, pois é uma fusão
entre o místico e o científico. Ele está tentando associar a visão
científica com a esotérica. A ciência do futuro será espiritualista.
Como que fica nesse modelo as civilizações intraterrenas?
Existe uma teoria da ‘’Terra oca’’, em que no núcleo da Terra tem
um sol central com toda uma sociedade vivendo numa grande
caverna. Ele ilumina, se tendo dia e noite. O professor,
particularmente, não acredita nisso. Como cientista, jamais poderia
imaginar que a estabilidade de um planeta se daria desse jeito. Não
tem lógica pela questão das forças centrais gravitacionais, pois toda
matéria vai para o centro, que é muito quente e não teria alguma
força conhecida que poderia criar um espaço oco, equilibrado e
harmônico, com água, com riacho, com oceano.
A hipótese aventada pelo professor é que entre a crosta
terrestre e o núcleo da Terra, se tem o magma que é a camada de
rocha derretida. A matéria mais densa sempre indo para o centro.
Comunidades muito inteligentes que no passado, após o
afundamento da Atlântida, teriam construído em locais inacessíveis
para próxima civilização que viria. Na Cordilheira do Andes, Alpes e

538
Himalaia, se fariam nessas regiões cavernas bem próximas à
superfície, onde abrigariam um núcleo de civilização avançada, que
estaria em intercâmbio direto com os planos espirituais superiores e
com toda civilização extraterrestre do espaço. Seria uma civilização
completamente diferente da humana conhecida, não faz parte
desta civilização cármica, é um bolsão de alta tecnologia, construída
artificialmente por uma civilização inteligente para operar
conjuntamente neste planeta aqui. O professor acha que esta é
visão mais avançada de mundos intraterrenos.
Muitos líderes esotéricos com muitos livros escritos falam
sobre cidades intraterrenas de matéria astral que poderiam vir à
tona e adensar em um terceiro milênio. Tem um grande esotérico
afirmando que tem certas regiões do planeta onde existem cidades-
astrais muito próximas à superfície do planeta construídas de uma
matéria especial, de alta tecnologia. E, após a grande transição
planetária, essas cidades se materializariam e se instalariam na
superfície da Terra como uma coisa pronta. É como se o plano
espiritual viesse à superfície de uma forma totalmente avançada,
intervindo em uma próxima etapa, em um próximo processo de
civilização, após uma reestruturação planetária de grande porte, e é
isto que os esotéricos falam.
Tudo isso é muito possível dentro das ideias do professor
porque a matéria pode ser convertida, sua frequência pode ser
mudada de uma forma tecnológica e transferir matéria do plano
físico para o astral e vice-versa. Esta tecnologia pode ser dada de
presente para o homem do terceiro milênio de modo que ele não
precise mais procurar alimentos, nem fontes de energia, não precisa
poluir o planeta para produzir. Teria várias tecnologias avançadas
intervindas e o homem teria todo o tempo do mundo para buscar o
seu espírito, para buscar sua ascensão.
A Jerusalém astral se instalou na Terra na visão de São João.
Quando ele fala disso, provavelmente está falando de uma cidade
astral acima de Israel que coordena a própria civilização espiritual

539
de Israel. No mundo físico se têm, segundo Chico Xavier, dez bilhões
de almas no orbe astral e seis bilhões encarnados.
A Kabbalah, que é uma interpretação mística, simbólica,
criada por grandes rabinos tem uma discussão interessante sobre
Adão e Eva no paraíso. Qual é a interpretação da Bíblia? É a que
Deus expulsou Adão e Eva do paraíso por terem cometidos pecados.
Por que até hoje a ciência não achou esse paraíso? A visão dos
kabbalísticos disse que essa história é errada. O homem está
vivendo no paraíso que é a Terra e que ela sempre foi paradisíaca. O
ser humano é que expulsou Deus do paraíso terrestre e o tirou de
sua vida. Hoje se vive em uma sociedade em que não cabe a
espiritualidade, não cabe à religião, não cabe Deus. Essa é uma visão
mais inteligente.
Todos os humanos das grandes cidades expulsaram Deus do
paraíso onde eles se encontram, mas expulsaram o Deus que existe
dentro do ser humano [alma = centelha divina] e se vive o demônio.
A tentação, o símbolo do demônio, é algo que está dentro do
homem [espírito secundário], não existe um demônio externo
tentando a humanidade e também não existe um Deus externo que
expulsou o ser humano de um lugar hipotético. A humanidade
expulsou Deus do paraíso e o expulsou de dentro dela. À medida
que a humanidade adensou, perdeu o contato com o seu verdadeiro
eu interior, que é o Deus que está dentro da consciência, dentro de
cada um. O homem perdeu o contato com o campo, com o divino.
O professor tem uma experiência de um mestre esotérico
que lhe ensinou a seguinte verdade. Ao fazer a pergunta ‘’Mestre,
qual é o papel da mente, da razão no caminho espiritual?’, obteve a
resposta: “imagine que a verdade e a sabedoria suprema estejam no
alto de uma montanha e o seu objetivo é chegar até lá, mas você
mora em uma cidade muito grande distante e distante. A primeira
coisa que você faz é pegar um carro, mas esse só consegue levá-lo
até a base da montanha, então você desce do carro e começa a
subir a pé. Assim é a nossa mente na nossa jornada pelo
conhecimento superior. A nossa mente é como um carro, ela só

540
pode nos levar até um ponto da jornada, após chegar a esse ponto,
necessariamente, você tem que abandoná-lo se quiser ir adiante”.
A linguagem da matemática e da ciência, a visão racional que
a ciência tem do universo da matéria tem certo nível de
aplicabilidade. Depois de um determinado ponto se tem que
abandonar essa ferramenta e lançar mão de outras ferramentas
mais poderosas, que são a intuição, ser mais interno e penetrar em
dimensões da própria consciência que a razão jamais conseguiria
penetrar.
Nos Upanishads tem uma frase interessante ‘’Lá, o teu olho
não alcança, nem tampouco a tua mente pode alcançar’’. Então,
como pode alguém ensinar isso para outra? Isso significa que, em
determinado ponto, a jornada é solitária, tem que ir sozinho. Pode-
se conversar, debater, dialogar, ensinar muitas coisas e passar uma
experiência de vida, mas vai chegar um momento que não adianta,
a pessoa tem que ir só e a mente, a razão, a lógica do experimento
cotidiano, do concreto, é uma parte do universo. Mostra-se que
existe outro universo sutil e além, e para se dar esse salto quântico
na consciência, tem que abandonar essa mente lógica, essa razão.
Quando assim fizer, seguir esse conselho dos grandes mestres
superiores, quem sabe não se abrirá a porta para Deus fazer parte
da vida do homem, para Deus voltar a viver com o ser humano.

Observações:
1ª) No próximo tópico se aborda sobre o projeto Terra, se vai
criar este modelo e espalhá-lo para o sistema solar, a via Láctea e o
universo como um todo. Vai-se dizer que todas as dimensões sutis
das matérias existem e perceber que o universo inteiro pode crescer
assustadoramente. Isso porque além da forma material que já foi
delineada, se tem outro universo que são subuniversos de matérias
mais sutis em que vivem civilizações. Também se trata da
reencarnação, da experiência no projeto Terra, tudo o que os
esotéricos têm ensinado. Aí se vai ver que coincide com o modelo
quântico apresentado pelo professor.
541
2ª) Quando se constrói o modelo científico ele tem que
corroborar com algum modelo empírico lá atrás. Por exemplo,
quando Kepler construiu as suas três leis empíricas, sem nenhuma
comprovação matemática, aí veio Isaac Newton e cria o cálculo
diferencial e prova que a visão empírica de Kepler estava correta. Da
mesma forma, neste livro se está fazendo isso. Tem-se um modelo
empírico, que é o modelo espírita, o modelo esotérico, que é uma
visão empírica do mundo, e se está através de um modelo
matemático um pouco mais sólido, tentando associar isso para ver
se isso explica ou pelo menos tem uma sintonia com essas ideias
esotéricas e espiritualistas.

542
Projeto Terra
● Matéria escura e Energia escura e a relação com a matéria dos
níveis espirituais
● As grandezas físicas do universo de estrelas e galáxias
● Uma relação dessa visão de como Deus se manifesta no mundo
● Relação dessa visão espiritualista com nosso modelo quântico de
subuniversos
● A Terra e o seu projeto
● Reencarnação e vida após a morte vista pelo nosso modelo
quântico

● Matéria escura e Energia escura e a relação com


a matéria dos níveis espirituais
Em “Física de Partículas” foi dito o seguinte:
“O Modelo Padrão (MP) estabelece: toda a matéria de que
se tem notícia é composta de três tipos de partículas elementares:
léptons, quarks e as mediadoras, e que um punhadinho de 61
partículas basta para construir toda a matéria observada neste
universo (incluindo, é claro, as observadas em laboratórios)”.
Se só existissem estas partículas as galáxias teriam uma
rotação bem mais rápida. Por isso os físicos especulam que imensa
parte do universo conteria também grandes quantidades de matéria
invisível, indetectável e imperceptível, dando a elas mais massa do
que se pode ver, detectar e perceber de modo que rotação seja de
fato mais lenta. A essa matéria, nestas condições, ela foi designada
de matéria escura.
Em particular na galáxia onde habita o ser humano - Via
láctea –os cientistas perceberam que havia uma discrepância muito
grande entre o numero de 200 milhões de estrelas com sua massa e
a rotação registrada. Existindo 90% de uma massa que os cientistas
não sabem o que é e nem onde é que está.

543
Nas palavras técnicas do cientista: sabe-se agora que 90% do
universo são constituídos de matéria escura. Assim designada, por
ela não emitir radiação, não refletir luz e ninguém saber onde está.
Teoricamente está na galáxia, mas como ela está distribuída, como
ela aparece, ninguém sabe. Só se sabe que permeia todo universo e
sua massa oculta influência a galáxia como um todo.
Os cientistas dividiram se em dois grupos: os que consideram
que a matéria escura é algo que não foi detectado, orbitando entre
as galáxias no meio do espaço interestelar; e os que por outro lado
acham que a matéria escura tem de ser alguma coisa nova, nunca
vista antes pelos homens, um conjunto de hipotéticas partículas que
vários físicos teóricos sonham há muitos anos, mas que ainda não
foram detectadas em laboratórios.
O professor Laércio da Fonseca cria a seguinte hipótese:
matéria escura seria toda a matéria dos níveis quânticos superiores
com massas m2= kf2, m3= kf3, ... , mn= kfn, e assim por diante. Seria a
matéria do plano espiritual e de todos os demais planos, aquela
massa que envolve os planetas, cometas e estrelas. Mesmo que
fosse pequena em termos de medida em relação a esta matéria
densa, a quantidade dela em relação à matéria densa seria muito
maior.
O professor levanta a tese de que 90% do universo da
matéria do universo estão nas outras dimensões, na forma de massa
dos níveis quânticos superiores. Matéria escura que é uma matéria
real, ela é medível, tem massa e está dentro deste mesmo universo
e sendo detectada desse jeito. Só que teoricamente, ninguém sabe
o que é. Existem mil propostas e ela só é detectável no efeito de
rotação, no efeito gravitacional. Mas não é detectável em forma de
carga elétrica, em forma de emissão de radiação, nada. É a mesma
coisa de quando se fala do plano espiritual e do espírito que
ninguém consegue detectar.
A matéria conhecida é concentrada em estrelas e planetas. O
espaço vazio que existe entre uma estrela e outra, entre um planeta
e outro, aqueles milhares de anos luz seria apenas de um pseudo

544
vácuo, pois, a galáxia inteira estaria preenchida com esta matéria
escura. As galáxias têm rotação e os sistemas solares têm
movimentos. O sistema solar da humanidade é localizado e tem
uma velocidade de 220 quilômetros por segundo, ou seja, em um
segundo ele anda 220 km.

Os pesquisadores concluíram, devido esta matéria ser diluída


e indetectável, que ela deve ser constituída de alguma partícula
desconhecida, que interagiria com os átomos. Afirmam que a
galáxia esta imersa em um véu de matéria escura e o efeito é como
o de correr e sentir o vento sobre a pele. Isto é, não se sente o
efeito deste bombardeio porque as partículas atravessam como se
fossem fantasmas. Só muito escassamente ocorre uma colisão entre
uma partícula de matéria escura e de uma matéria normal. No
máximo, uma colisão de 10 quilos de matéria por dia. São estas
colisões que podem ser detectadas fornecendo prova ou não da
existência de partículas de matéria escura. Todavia, mesmo quando
ocorrem, elas são muito fracas. Existem vários detectores
espalhados pelo mundo tentando caçá-las, ou seja, perseguir os
neutralinos. No entanto, na verdade, os pesquisadores nem sabem
o que estão procurando, eles sabem que estas partículas não têm
carga elétrica porque se tivessem já teriam reagido eletricamente,
mas se tiver é uma carga elétrica fraquinha.
Na tese de Laércio Fonseca se poderia chamar que existem
estruturas no universo onde só existem mundos funcionando até
como uma galáxia somente da matéria m2 para cima (isto é, m3,...,

545
mn) sem matéria do plano físico, onde possivelmente só poderiam
habitar espíritos.
Astrônomos publicaram um intrigante artigo apontando para
a curiosa possibilidade de o universo conter numerosas galáxias que
não possuam uma estrela se quer, mas apenas matéria escura. E
mais: as galáxias normais feitas de estrelas brilhantes seriam uma
minoria em relação às galáxias escuras numa proporção de 100 para
1. Eles estão postulando que existe em relação uma galáxia
brilhante convencional como a Via Láctea, 100 de galáxias escuras.
Ou seja, estão encontrando um universo muito maior e uma
matéria estranha em muito maior numero do que o estado da
matéria é conhecido. Talvez estas teses astronômicas estejam
apontando para uma descoberta revolucionária que os físicos
espiritualistas estejam tentando propor de outro jeito e às coisas
comecem a convergir. Para isso, basta os astrônomos deixarem de
pensar materialmente e a pensar de uma forma mais espiritual.
Agora se vai dar uma ideia do numero de estrelas, galáxias,
do tamanho do universo conhecido. Depois se vão postular as ideias
tibetanas para mostrar, segundo os tibetanos, como Deus se
manifesta no mundo, como Ele cria universos, como Ele se
manifesta em nível de galáxias. Finalmente, se compara com o
modelo do professor.

● As grandezas físicas do universo de estrelas e


galáxias
A maior parte das coisas que os olhos veem quando olham
para cima são conjuntos de estrelas que fazem parte de
aglomerados de estrelas que não estão dispersas no universo
aleatoriamente. Isso porque as forças gravitacionais reúnem, como
o Sol faz os planetas ficarem girando em torno de si. Todas as
estrelas também se aglomeram de forma a obedecer a um conjunto
maior, uma lei maior gravitacional e a esses conjuntos gigantescos
chamados galáxias.
546
As galáxias conhecidas têm 80% delas na forma espiral e 20%
restante possui formas das mais variadas possíveis. As galáxias
espirais seguem um padrão, elas têm um núcleo e ao redor dele tem
braços. O núcleo gira um pouco mais rápido do que os braços que
acabam sendo arrastados gravitacionalmente nesse processo,
dando a forma chamada espiralada.
Esses conjuntos são gigantescos em tamanho. A Via Láctea,
por exemplo, tem um diâmetro aproximado de cerca de 100 mil
anos luz de diâmetro. O sistema solar está num dos braços a uma
distancia de 30 mil anos luz do centro, o que é muito longe.
As galáxias espirais vistas de cima têm esta forma já
desenhada aqui, mas vistas de perfil elas são estruturas onde se vê
o núcleo e os braços muito achatados. O que tem a ver com o
estado de mínima energia das forças que operam
gravitacionalmente.

Da mesma forma que tem o Sol e os planetas todos girando no


mesmo plano não tendo um planeta que fica girando diferente.

Então com o passar dos anos as galáxias vão tendendo a formar esta
coisa espichada, onde não vai ter matéria, fora daquela linha. Isso
ocorre porque a tendência da matéria em estados de mínima
energia é ela se condensar num anel. Deste modo, a Via láctea vista
de perfil tem um núcleo de 16 mil anos luz de diâmetro com braços
de 5 mil anos luz de espessura.
O numero de estrelas da Via láctea é da ordem de 200
bilhões de estrelas sendo que 98% estão na região do núcleo. Logo,
547
o grande agito da galáxia do ser humano é próximo ao núcleo. O Sol
da Terra está bem longe do agito da população estelar.
Para se entender o tamanho da Via láctea e se conscientizar
o que é essa história de pegar a Enterprise (nave do Spock) e sair
viajando pela galáxia achando que vai conhecer o universo, basta
supor a seguinte situação.
Imaginando-se a construção de uma máquina fantástica e
convidando uma pessoa Z para entrar nela e apertar um botão e se
deslocar de uma estrela para outra instantaneamente, sem nenhum
tempo na viagem. O que, aliás, é o sonho de qualquer transportador
porque não é necessário ficar viajando no espaço com aquele tempo
enorme. Sem gastar nem um segundo nessas viagens se permite
que Z fique um dia terrestre em cada estrela. Sendo que ficar na
estrela tem que entender que ela é um sistema solar, donde, pode
ter dezenas de planetas de mundos orbitando em torno dessa
estrela. Porém, só se vai ficar 24 horas em cada sistema. Olha que o
ser humano há tanto tempo aqui na Terra e não aprendeu quase
nada do sistema solar, do universo e da própria Terra ainda tem
milhões de coisas para serem descobertas.
Se o homem tiver de visitar todas as estrelas da sua galáxia
quantos dias ele vai gastar? Sem levar em conta o tempo de viagem,
são 200 bilhões de dias, que divididos por 365 dias daria para fazer
esta viagem em torno de 600 milhões de anos. Nem espírito depois
de morto com disco voador de ET vai poder conhecer a galáxia, não?
Mas, supondo-se que Z tenha feito esta viagem por toda a
Via Láctea, e que a sua vontade de conhecer o Universo tenha
permanecido. Logo, é bom saber quantas outras galáxias têm no
universo. Relevando-se que a distancia entre a Via láctea e a sua
vizinha, a galáxia de Andrômeda, é de 5 milhões de anos, a
existência de galáxias com cerca de 3 trilhões de estrelas, se
responde que foram catalogadas e estimadas o numero de galáxias
no universo em 100 milhões até agora. Provavelmente com o
aumento da observação dos telescópios mais modernos esses
números tendem a dobrar, quadruplicar e assim vai embora. Isso só

548
no universo físico observável sem contar que tudo isso que foi
contado é 10% da matéria, porque tem 90% da matéria escura.
Deus tinha ou não tinha mania de grandeza? As pessoas
ocidentais têm uma visão religiosa do mundo de que Jesus é o
senhor Deus do universo, muitas orações diz isso. Onde ele está
sentado ao lado do trono de Deus que é seu pai, um homem
barbudo que cuida de 6 bilhões de habitantes aqui na Terra, mais
uma galáxia de 200 bilhões de estrelas, um universo de muitos
milhões de outras galáxias. Aí se pede a Ele para arrumar um
automóvel, uma namorada. Ao se pedir tais coisas: Que Deus se tem
na cabeça? Quando pensar Nele tem de pensar num Ser cuidando,
harmonizando e criando um universo de numerosos mundos para
administrar. Não esquecer que Ele não só tem a Terra para se
preocupar.
A espiritualidade do 3º milênio tem de ser avançada,
consciente e preparada. Ela tem de preparar para se encontrar um
universo cheio de vida e interagir com inteligências avançadíssimas
que operam em todo este universo vasto. E esse universo se
estende até onde? Os cientistas conseguiram até hoje criar um raio
de percepção do universo físico composto de galáxias, estrelas,
planetas e mundos.
Este raio do universo esférico com centro hipotético na Via
láctea tem aproximadamente em torno de 15 bilhões de anos luz.
Só que até hoje os cientistas não conseguiram mapear o universo
em todas as direções a distribuição de galáxias. Existem grupos de
cientistas especializados criando um mapa do universo tentando
inserir 100 milhões de galáxias aí dentro. Então, o telescópio faz
assim, dá uma olhada nessa direção e tenta ver quantas galáxias
tem e qual a distancia que elas estão. Coloca-as no mapa e vai
marcando por setor até onde o telescópio enxerga. Isso dá um
trabalho imenso, pois, ainda por cima, não se tem telescópio aqui
no hemisfério sul. É trabalho até de séculos. E cada vez que a
tecnologia aumenta se pode ampliar esse horizonte e encontrar
mais objetos para lá. Com essa noção de um universo vasto se

549
precisa criar um modelo de Deus mais palpável com a realidade da
astrofísica, com a realidade de um universo conhecido hoje pela
raça humana.

● Uma relação dessa visão de como Deus se


manifesta no mundo
Agora se vai tentar fazer uma simbiose desta visão de
universo vasto e a visão oriental tibetana de como o universo
estaria organizado até chegar numa ideia de colocar dentro desse
universo a inteligência, a consciência.
Parte-se que toda esta matéria, essa ordem galáctica
universal, é controlada por uma grande inteligência que ordenou
toda a energia e toda a matéria do universo a fim de que o fluxo
seguisse dessa maneira. E que para vida, para o homem, para a
presença humana aqui dentro de este universo ser algo dentro de
uma ordem muito grande, estabelecida há bilhões de anos atrás.
Imaginando-se que no principio, antes da criação desse
universo de galáxias, estrelas e matérias, existia uma energia que
era apenas o campo. Que gerou todas as partículas. A este campo se
chama de Deus, Brahma, Jeová, Tao, Chi, Alá, o nome que se vai dar
não importa. O que importa é que se postula este Deus de um jeito
diferente. Um Deus que resolve criar universos e vai começar a criar
do mais sutil para o mais denso.

550
Deus

N=7

N=6

N=5

N=4

N=3

N=2

N=1

● Relação dessa visão espiritualista com nosso


modelo quântico de subuniversos
Imaginando-se Deus como o campo sem vibrar. Aí quando
começa a vibrar numa frequência quântica característica forma o
primeiro universo, que se vai chamar N = 7, com massa m7 = kf7 só
para considerar o que diz os tibetanos que falam de 7 universos,
mas pode ser completamente diferente. Aí se cria outro nível
quântico, outro universo com a matéria do N = 6, isto é, m6 = kf6. Em
seguida para N = 5 indo até N = 1. Isso sem esquecer que as
matérias de todos estes níveis vieram do campo. Posto que esteja
tudo cheio de matéria, registra-se que o universo foi criado aqui em
baixo com N = 1, no qual aparece um universo de milhões de
galáxias.
Toda esta matéria que está aqui na Terra, desde N = 7 até N
= 2, envolve esse universo que é de N = 1. Ela permeia esse universo
físico porque toda esta matéria que está aqui nessa sala, está
551
contida pela matéria do plano astral, os espíritos andam no nosso
meio com a matéria de N = 2, bem como das matérias de N = 3 até
N = 7.
Aí Deus resolve introduzir nesses níveis quânticos a
consciência. Ele se manifesta aqui em N = 7 com uma consciência
bastante ampliada, não é um ser, um individuo, mas sim parte da
sua inteligência manifestada. Que começa a subdividir essa
consciência em partes cada vez menores. Ai ele vai descendo e vai
dividindo e cada universo é mais denso até chegar ao universo físico
onde a consciência vai alcançar um numero inimaginável por que
ela tem de habitar milhões de galáxias e podem fazer parte de uma
linhagem que nada tem a ver com a linhagem humana: como os
devas, os elementais da natureza, os espíritos dos animais.
É isso que se manifestam na Terra, nos planos densos da
matéria, de uma forma completamente diferente da linhagem
humana, do padrão de inteligência do homem, e assim muitas
outras formas de manifestação da inteligência estão ocorrendo.
Nem todas as inteligências se manifestam em planos físicos da
matéria e ai então os espíritos vão escolher galáxias para descer.
Cada objeto que está aqui, cada partícula, é manifestação de Deus.
Cada ser vivo, cada inteligência, cada espírito, é manifestação do
mesmo Deus. Esta é a forma como os antigos mestres sempre
ensinaram para encarar todas as coisas com amor e como se fosse a
si mesmo.
Imaginando-se a seguinte forma de como o universo está
organizado.
Deus sempre esta na coordenação de tudo, mas esse Deus
não é o imperador que está sentado no trono. Ele está manifesto
em cada essência de N = 7 até um espírito totalmente
individualizado em N = 2, e quando desce num encarnado em N = 1.
Por isso que o conceito de iluminação no oriente é o de ampliar a
consciência para perceber essas conexões. Ascensionar significa
retornar as hordas de origem, voltar ao se fundir com Deus, para

552
isso cada vez mais subindo nos níveis superiores. Desce-se e
retorna, é uma ordem divina, um projeto universal.
Então se pode imaginar que cada uma das galáxias teria uma
inteligência como responsável, isto é, um comando de galáxia, mas
isso tudo operando em dimensões superiores espirituais.
Fazendo-se um diagrama de bloco para ficar mais fácil de
entender. Ter-se-ia inteligências coordenando a vida em todas as
dimensões.

Deus

Governante Governante
Governante
Galáxia Galáxia Galáxia

Terra

Grosso modo, Deus coordenaria os chefes das galáxias. Cada


um destes supervisionaria os chefes dos sistemas solares. Cada um
destes os responsáveis pelos planetas. E por fim se chegaria ao
planeta Terra onde se teria um comando espiritual que responderia
ao chefe do sistema solar, que responderia ao chefe da galáxia, que
responderia a Deus, sobre tudo o que acontece na Terra. Então
todas as vezes que se pensar em Deus, em quem comanda a Terra,
como Jesus, talvez Jesus seja apenas um individuo que sirva ao
comando da Terra, mas acima dele tem uma vastidão de
manifestações.
O universo é tão grande que os seus números não cabem na
cabeça do ser humano. Ela perde a noção de grandeza com muita
facilidade. Se falar em 2 milhões de galáxias no universo, adiantou
alguma coisa? Se falar que tem 3 milhões ou 800 milhões, melhora?
Essa ideia grandiosa é só para aprofundar a noção de para quem o
553
homem está rezando, para ver se o Deus que ele imagina é o
verdadeiro Deus que realmente existe e coordena o universo.
Depois de pensar toda essa hierarquia, se pode pensar na
Terra em especial e o papel dela envolto nessa imensidão do
universo. O que fica até facilitado pensar em extraterrestre, pensar
que a vida não é uma exclusividade só da superfície desse planeta.
No planeta Terra existe uma civilização na superfície
terrestre. Bem como nos planos dimensionais superiores se têm um
plano astral dividido em subníveis, como umbral (plano das trevas),
penumbral, luz, ascensionado, com cidades astrais, e acima se teria
o comando planetário da Terra que são inteligências que estariam
se reportando ao comando solar e o comando solar reportando ao
comando galáctico e assim até se ir a Deus.

Deus

__________________________________________________
Comando do Planeta Terra

__________________________________________________
Ascensionado
Astral Luz Cidades astrais
Penumbral
Umbral

__________________________________________________
Vida terrestre

O plano do penumbral é onde estariam os grupos de almas


que viriam de outras estrelas ou de outras experiências pela galáxia,
primeiro viveriam nessas comunidades espirituais e depois
554
desceriam até a encarnar em superfícies planetárias em projetos
muito bem organizados.

● A Terra e o seu projeto


É uma ideia totalmente metafísica, não tem nada de física,
de ponto de vista cientifico.
O que se vai falar agora é uma tese esotérica baseado nas
ideias tibetanas. O professor Laércio da Fonseca pede que se faça
uma comparação com aquilo que ele postulou nos universos
quânticos para ver se tem uma lógica.
Este projeto viria daqueles comandos onde toda a vida na
superfície física da Terra seria manifestação destes. Toda a criação
do universo é uma intervenção de uma consciência superior. Ao
redor desse planeta da Terra existiriam então as dimensões de
matéria astral, inteligências construiriam cidades astrais e elas
preparariam na superfície da Terra dentro desse eco sistema um
corpo biológico especifico para a chegada dos humanos.
A tese que está sendo apresentada é que toda manifestação
da vida que existe na superfície de um planeta é artificial, ela é
calculada, projetada e acompanhada constantemente por uma
inteligência que opera acima. A alma, o espírito, não se origina na
matéria, ele não se origina dentro do corpo biológico, ele é algo que
existe muito anterior em outras dimensões da realidade e
experimenta manifestações em corpos biológicos num projeto
extremamente programado por inteligências avançadas. Essas tais
inteligências preparam uma unidade biológica onde o espírito que
está no plano astral em determinado momento pode se acoplar a
uma unidade biológica e viver uma experiência nesta superfície
planetária.
Esse modelo de organização seria o modelo padrão para a
maioria dos mundos na galáxia. Contudo, haveria grande parte de
mundos pelo universo onde apenas as comunidades astrais
existiriam, vidas em superfície não existiriam. No caso se poderia
555
pensar que os planetas Marte, Vênus e Júpiter teriam cidades
astrais, mas não habitações na parte densa do N = 1. Isso vem
colaborar com muitas das visões espiritualistas de pessoas que
falam de comunidades em Vênus e de comunidades em Marte com
civilizações não habitando plano material, mas sim planos
espirituais.
Com este ponto de vista se vai ter uma visão completamente
diferente de ET porque se pode imaginar outro planeta X, como
Capela. As associações espíritas falam muito dos exilados de Capela
a chegada à Terra para viver a experiência no orbe terrestre, de
almas oriundas de outros mundos mais avançados em experiências
planetárias. Então as almas estariam navegando e vivendo pelo
universo experiências em orbe planetários não necessariamente às
vezes em mundos físicos da matéria.
Assim, a origem da alma humana não é como Darwin e a
biologia assinalam, ou seja, a consciência não é fruto do cérebro,
mas sim o cérebro é fruto da consciência. Uma inteligência maior
cria, organiza e intervém, o universo não é um caos. É bom se
pensar quando os taoistas chineses dizem que se tem de entrar em
harmonia com o Tao, com esta inteligência que cria um padrão de
como tudo se opera no universo, como tudo está harmonizado, de
como tudo está moldado no universo.

● Reencarnação e vida após a morte vista pelo


nosso modelo quântico
Quando um projeto desses é constituído, quando uma alma
vem de outra galáxia, de outro sistema solar ou de plano astral
terreno onde sempre esteve, é a sua primeira encarnação na Terra
(não é uma reencarnação).
O Buda tinha uma pergunta interessante que ele fazia para
os seus discípulos. Como o budismo é reencarnacionista então Buda
levantava uma de suas mãos e indagava para os seus discípulos:

556
“Vamos supor que meu dedo polegar é esta encarnação que
você está vivendo agora, você tem um rosto, um corpo, uma
personalidade, um nome. E vamos imaginar que o dedo indicador
representa a sua encarnação anterior, então você tinha outro rosto,
outro corpo, outro nome. Vamos supor que o dedo médio
represente a encarnação anterior da anterior, você também tinha
outro nome, outro rosto, outro corpo. E o espaço que existe entre
meus dedos é o tempo que você vivencia entre o nascimento e
morte, ou seja, o tempo que você vive no Mundo Espiritual entre
duas reencarnações. Aí Buda continua, o dedo anelar seria a
anterior da anterior da anterior. E o dedo mínimo representa a sua
primeira encarnação na Terra, você tinha um corpo, você tinha um
rosto e você tinha um nome. Agora pergunto eu a vocês qual era o
seu nome, o seu rosto e o seu corpo original, aquele que você
possuía antes da primeira encarnação na Terra?”
A resposta é: era um espírito, uma alma, uma manifestação
de Deus do campo, do Tao, apenas uma divisão da consciência de
Deus, de Brahma, que está aqui vivendo uma experiência, mas que
deve retornar.
Deus é tão sábio que quando ele cria milhões de galáxias e
seres, como os humanos que, segundo o cálculo feito
anteriormente, jamais conhecerão o universo, diz mais ou menos
assim:
“Não é preciso sair para conhecer o universo Eu me divido e
tem uns 10100 numero de espíritos que vão viver experiências em
todas as galáxias do universo. Passado um tempo Eu começo a
chamar de volta e à medida que estes espíritos estão voltando
trazendo a experiência que eles vivenciaram naquele lugar, naquele
projeto especifico. As pessoas vão se integrando e as suas mônadas
vão se tornando uma, e aí percebem que não precisaram viajar para
conhecer o universo, só precisaram conectar para conhecer o
universo, então a jornada é outra.”
A verdadeira viagem não seria uma viagem para as estrelas.
Tolo é o homem que fica construindo foguetes e naves espaciais

557
para viajar para as estrelas com o corpo físico. O objetivo não é
esse. Porque a hora que desperta o espírito, a primeira coisa
percebida é que fora da matéria é mais fácil deslocar, é mais
inteligente contatar com essas inteligências que sabem das coisas
do que querer descobrir. Com uma visão mais espiritualizada se tem
a certeza que a ciência muda de rumo.
No 3º milênio, ao invés de gastar bilhões de dólares para se
pôr um foguete em órbita, correndo o risco de ele explodir, se
investe no espírito, sem perigo nenhum, contatando as grandes
inteligências que comandam.
Ao se fazer isso se destrói a máxima do arquivo X que diz “a
verdade está lá fora”. A verdade pode estar em todo o universo,
mas só que a forma mais fácil de atingir aquilo que está lá fora é
voltando se para dentro e não construindo foguetes e naves
espaciais para ir lá fora. Voltar significa essa jornada interior.
Uma vez uma jovem aluna do professor Laércio Fonseca lhe
disse ”O senhor fica falando que tudo está aqui dentro de nós, mas
me explica como é que eu não consigo encontrar, eu olho para
dentro de mim e não vejo nada?”. O professor assinala que ao se
assistir a uma palestra de Amit Goswami, um dos papas da nova
física, constata que ele começa tudo com essa física quântica e
termina falando em yoga.
Pode-se criar o modelo de Deus e ser um homem bomba
matando milhares de pessoas, simplesmente para agradar a Deus.
Mas, o que é agradar a Deus? Que atitudes o homem tem de ter na
vida para agradar a Deus? Será que Deus precisa ser agradado? Qual
a importância do riso e da alegria no caminho espiritual? Existem
religiões antigas que pregam que Deus gosta de penitencia,
austeridade, resignação, toda aquela atitude de deixar o individuo
mais infeliz, mais angustiado. Um Deus de sofrimento que gosta que
a pessoa sofra, que a pessoa se enclausure, se feche para o mundo,
para a felicidade, o prazer, por que isso seria uma vida espiritual.
O professor Laércio Fonseca vai mostrar outro modelo de
vida espiritual, uma vida espiritual alegre e feliz onde se pode ser

558
um guru, um mestre, um sacerdote, e estar dando risada, curtindo,
brincando, dançando, pulando, cantando, e mostrando que se é
feliz.
Existe uma frase na bíblia, que o professor não concorda
“Deus criou o homem a sua imagem e semelhança”. Na verdade são
os homens que criam Deus a sua própria imagem e semelhança de
acordo com a sua conveniência. Se as vacas pensassem e fossem
criaturas inteligentes, elas certamente criariam Deuses com chifres.
As pessoas sempre têm a mania de criar Deus onde não tem a cara
de um gato, de um cachorro, mas sim tem de um homem barbudo,
bonito. E os seus avatares como Jesus, o pintam de olho azul, onde
se viu judeu a dois mil anos atrás de olho azul?
O Deus que está se “desenhando” nesta aula não é um Deus
das religiões, talvez um Deus da ciência seja melhor por ser um
pouco mais coerente em teores de raciocínio. Ele é mais cósmico,
não é um Deus pessoal que gostava só de um povo em detrimento
dos outros, um Deus que lutava por um lado. Onde um povo pode
matar e destruir por estar fazendo uma guerra santa, lutando contra
satanás a favor de Deus, como se Deus estivesse em guerra lá em
cima com alguém. Então esses modelos talvez estejam atrapalhando
e atrapalhou o progresso espiritual da humanidade durante
milênios.
Agora no 3º milênio com a razão da ciência interferindo e
trazendo novas visões se pode ter uma religião mais sã. Um Deus
mais são com menos fanatismo, menos sofrimento para servir a Ele.
Todos os povos criavam os seus Deuses, criava sacrifício para Deus,
pegava uma virgem linda e sacrificava por que Deus quer ver sangue
da virgem. Sacrificar criança, sacrificava animais, sacrifica cordeiro,
galinha, porco, em homenagem a Deus. Como se Deus estivesse
interessado nessas porcarias. Tem de se fazer é uma reformulação,
olhar realmente para os grandes mestres do passado e na essência
de seus pensamentos tentarem entender o que eles queriam
ensinar.

559
O taoismo clássico de Lao Tse abre seu livro de 81 poemas
dizendo: “O homem em seu estado de trevas e ignorância,
habitando os planos mais densos da matéria, com seu nível de
consciência extremamente condicionado, andróidizado, jamais
poderá imaginar Deus. Todo modelo que ele criar de Deus
certamente vai estar errado, toda forma de Deus que ele criar em
sua mente certamente estará errado. Então o mais sensato a fazer é
não criar nenhum modelo de Deus.”
O taoismo indica para não se possuir um modelo de Deus.
Não que eles não acreditem que Deus exista. Eles sabem que Deus
existe de alguma forma e que comanda o universo, porém o que
eles não ousam é criar em suas mentes um modelo de Deus. E pior
do que isso é criar o modelo de Deus e depois passar para massa,
revelar esse Deus para massa, como muitas outras religiões o faziam
criando seitas, colocando na boca de sacerdotes palavras como se
fosse Deus falando e dando ordens. Dizendo-se intermediarias entre
Deus e o homem na Terra a ponto de colocar regras, leis, dizendo
que Ele gosta, o que Deus quer, o que não quer.
Os grandes sacerdotes de grandes tribos, de grandes
civilizações fizeram isso, eram esses sacerdotes que chegavam para
os fiéis e falavam ter conversado com Deus e que Ele exigia arrancar
de uma pessoa viva o seu coração, pedindo sangue para amenizar,
para Ele não mandar tempestade, não mandar terremoto. Mas, de
onde estas pessoas tiravam este modelo de Deus? Da física
quântica? Ou da cabeça deles mesmo, da neurose que eles tinham
da sua própria estrutura na Terra.
A partir do momento que a sabedoria dos chineses, do
budismo clássico, não cria este modelo do divino, não vai existir
nenhum Deus ditando regras e leis, não vai existir nenhum Deus
ditando o certo e o errado para a pessoa, ela mesma vai ter de
descobrir na sua jornada interior o que é certo e o que errado.
Obviamente que esses povos e essas culturas também não criam
um modelo de demônio. Por que o que seria o demônio senão uma
contra partida do modelo divino que o homem criou?

560
Observação:

No próximo tópico o centro do debate vai ser Deus, se vão


discutir os modelos antigos de Deus e o que os novos físicos estão
trazendo. Que tipo de discussão sobre Deus a física quântica está
trazendo e como se pode chegar através das ideias do professor
colocar aqui sobre o campo, sobre uma energia vibrante, a
consciência sendo a manifestação do campo. Como Deus intervém
na vida? Se rezar para Deus ele muda a vida? Se pedir um carro a
Deus, Ele dá? Os discursos das igrejas por aí na televisão
prometendo que fazendo uma oração para Deus e a vida vai
melhorar e se é salvo, vai ganhar muito dinheiro, empresa vai
crescer. Isso funciona? É assim mesmo que Deus opera no mundo?

561
562
Deus
● Quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Quem veio primeiro o
corpo ou o espírito?
● Como Deus atua no mundo?
● Deus intervém em nossas vidas e no curso das coisas no universo?
● Nossa consciência pode mudar nosso destino?
● Podemos criar nossa própria realidade?

● Quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Quem


veio primeiro o corpo ou o espírito?
Hoje se vai discutir sobre Deus, como Ele está organizado na
mente do ser humano e da humanidade, e qual a contribuição que a
física quântica dá para trazer Deus novamente à superfície.
Na Idade Média e no Renascimento, no mundo ocidental, a
igreja dominava com sua ideologia toda a sociedade. Ela era a única
que ditava o que eram as verdades para o mundo. A partir do
momento em que os indivíduos fizeram observações mais atentas
sobre o universo começaram a contrariar as verdades pregadas por
ela.
Isso começou a incomodar profundamente a igreja e, nesta
época, o tribunal da inquisição iniciou a atuar de forma
profundamente poderosa. Levando Galileu ao seu julgamento
clássico, Giordano Bruno à fogueira. Realmente, o ser humano,
naquela época, não tinha liberdade para buscar a verdade, esta era
imposta à força pelo poder dos Papas e, em contrapartida, com a
colaboração do sistema imperial de poder, o qual era conivente com
essa estrutura da igreja.
A visão do mundo era: Deus imperador que lá do alto, dirigia
o mundo. A igreja, através do Papa e de seus sacerdotes, era a única
intermediária entre Deus e o homem na Terra. O homem em si,
sozinho aqui em baixo, jamais poderia chegar à salvação, entrar no
reino dos céus se não fosse por meio da doutrina da igreja. Dessa

563
maneira, a igreja dominava porque tinha o poder de Deus nas mãos,
fazia o papel de Deus a ponto de julgar as pessoas sobre o que era
verdade e até chegar a queimar as pessoas na fogueira porque eram
contrárias às suas ideias.
Esse domínio avassalador da igreja com um conhecimento
falso, primitivo e decadente fez com que a comunidade científica
que estava brotando no Renascimento contrariasse profundamente
os interesses e o modelo da igreja. Modelo onde a Terra era
considerada o centro do universo, tudo que existia no universo ao
redor da Terra como os planetas, as estrelas, o sol, era uma criação
divina, simplesmente com o único intuito de servir ao homem no
seu habitat.
Esse era o famoso sistema geocêntrico adotado desde a
Antiguidade, por muitos povos, acreditando que tudo girava ao
redor da Terra. Isso era muito bom para a igreja e, na verdade, a
relação que a humanidade tinha com esse Deus, principalmente
esse ocidental, era a base da divisão entre a ciência e a religião.
O homem, na superfície terrestre, era apenas alguém abaixo
do céu, que estava além. Se perguntasse o que eram as estrelas, o
que era o sol, o que era a lua, para que serviam, não havia resposta.
A partir do momento em que os indivíduos começaram a
observar com mais profundidade o céu, o movimento dos planetas,
das estrelas, a estrutura do espaço, tudo começou a convergir para
um ponto onde a Terra não poderia ser o centro onde todas as
coisas giravam ao seu redor. Isso criou um grande impacto, uma
divisão profunda entre a ciência e a igreja. Esta que impunha um
tipo de religiosidade e um tipo de Deus extremamente vingativo,
punidor, que dava direito aos Papas e aos sacerdotes de queimar as
pessoas na fogueira em qualquer ideia herege que contrariava esse
modelo estabelecido.
Galileu pleiteava a ideia profunda de que a Terra girava ao
redor de seu eixo, provocando o movimento do dia e da noite, bem
como o sistema heliocêntrico de Copérnico, em que ele
descentralizou a Terra e colocou os planetas girando ao redor do

564
sol. Foi a primeira descentralização da Terra e do homem como
centro do universo.
O professor Laércio Fonseca chama o modelo geocêntrico de
egocentrismo ou teocentrismo porque, na verdade, o homem é que
se coloca na frente de tudo, no centro do universo, com esse
aspecto religioso. Então, os cientistas renascentistas começaram a
se rebelar contra a igreja e contra esse Deus pregado por ela porque
contrariava profundamente as observações feitas pelos cientistas
em relação à natureza.
Uma delas foi quando Galileu começou a utilizar, pela
primeira vez, a luneta, o telescópio, que ampliaram profundamente
a visão com relação às coisas do universo. Quando Galileu apontou
sua luneta para o planeta Júpiter enxergou quatro luas que giravam
ao redor desse planeta. Significando ter encontrado astros que não
giravam em torno da Terra. Ele foi sagaz quando batizou esses
astros de jovinianos, pois o nome do rei era Jovino, dizendo
‘’Majestade, eu descobri astros novos e os batizei em seu nome’’,
deixando o rei todo orgulhoso. A igreja, mesmo contrariada, não
pôde condená-lo, pois ele tinha a proteção do rei.
Essa repressão da igreja começou a afastar os cientistas e
fazer com que eles, na medida em que fossem buscar o
conhecimento lá fora, descobrissem tudo novo, contrariando o
modelo do divino estabelecido pela igreja e pela sua própria
doutrina de dominação. Esse foi um dos grandes motivos pelos
quais os cientistas da época começaram uma grande revolução e
uma divisão profunda entre ciência e religião. Para a ciência
moderna que estava surgindo, Deus não era necessário.
No entanto, para alguns físicos, como o próprio Isaac
Newton o universo era uma grande máquina desconhecida em seu
funcionamento e do seu construtor. A ação à distância dos campos
gravitacionais, ele jamais conseguiu entender como isso acontecia,
parecia uma coisa divina mesmo, uma força fora da lógica racional.
Isaac Newton era um indivíduo bastante preocupado com Deus, só

565
que sua visão sobre Ele era completamente diferente desse Deus
poderoso da igreja.
A razão pela qual o ser humano fez uma divisão profunda e
começou a afastar-se da igreja, da religião decorreu à medida que a
mecânica foi tendo muito sucesso em explicar o movimento
planetário, o funcionamento de eclipses e o movimento das águas.
O homem começou, cada vez mais, a afastar-se da igreja e afastar-
se desse modelo de Deus imperador.
Os filósofos da época, como Descartes, por exemplo, vai criar
uma profunda divisão entre o espiritual e o material. Isso porque a
igreja sempre pregou um Deus e um homem como espírito. A
relação que se tinha com Deus era uma relação de alma porque se
iria buscar a salvação e a entrada no reino de Deus após a morte. O
corpo apodrecia, mas o que ia, então? O que permanecia era a
alma, o espírito. Muitos acreditavam na ideia da ressurreição do
corpo de Cristo e que todos iriam ressuscitar novamente em corpo
para entrar nos céus em corpo. Assim, a igreja pregava Deus,
espírito, alma e homem.
Uma divisão profunda no pensamento da época. Pois,
começou uma divisão cartesiana, reforçada pelo filósofo Descartes,
associada à mente, ou seja, se eu penso, logo eu existo. Sua
existência era simplesmente conectada ao seu ato de pensar. Houve
uma separação entre mente e espírito, e este completamente
separado de seu corpo. Mente e matéria foi separada. Matéria era
uma coisa que podia ser tratada como objeto morto, as partículas, a
lua, as estrelas. A parte viva, a parte da mente só existe dentro do
cérebro, sem nenhuma relação com o mundo exterior.
Filosoficamente, houve uma divisão muito grande entre
mente e corpo, espírito e matéria e a ciência negou toda a questão
dita religiosa que cuidava do espírito, que cuidava da alma e passou
a cuidar, simplesmente, da matéria. A ciência voltou-se
profundamente a investigar a matéria. E essa matéria era tratada
como algo morto, completamente separado do ‘’eu’’ e essa foi a
grande divisão filosófica da época da ciência, que a fez ir para um

566
lado e a religião continuou seu caminho para outro lado, outra
direção. Quanto mais o tempo passava, mais distantes elas iam
ficando a ponto de em gerações seguintes, não terem nenhuma
relação uma com a outra.
Isso vai caminhar até, exatamente, este momento que se
está agora tentando ressuscitar Deus dentro da ciência, fazer com
que a espiritualidade, a religião ou o próprio conceito de Deus sejam
novamente objetos da ciência. Mas, que tipo de Deus se quer trazer
à tona? Que tipo de Deus a ciência vai trazer à tona?

● Como Deus atua no mundo?


Todos os povos da Antiguidade ao observar o céu ou o
infinito procuravam uma resposta para “Quem somos nós?” “O que
é tudo isso que cerca? Quem criou tudo isso?’’
Todas as tribos tinham seus Deuses. Eram raras as
civilizações em que se tinha um Deus único, era muito comum às
pessoas associarem Deuses às coisas. O sol era algo sem explicação
para os povos primitivos. O que é aquilo gigantesco brilhando
mandando calor com uma força descomunal? O sol só poderia ser
um Deus, mas como Ele atuava no mundo? As pessoas percebiam
que, na hora em que esse Deus ia embora, escurecia tudo, virava
um caos e quando aparecia no horizonte, no dia seguinte, era graças
ao bom Deus. Vai que um dia ele resolve não aparecer? Quantas
tribos primitivas não faziam orações, cultos e até mesmo sacrifícios
ao Deus sol para Ele manter a vida aparecendo todos os dias?
O outro astro gigantesco e brilhante era a lua, aquele astro
marcante das noites, não se explicava o que era aquilo, só podia
advir de um Deus também. Mas como o mundo já estava dividido
entre macho e fêmea, se eu coloco Deus como uma entidade
masculina, que era o dominante na época, a lua só poderia ser
feminina.
Por não se poderem compreender com profundidade as
forças marcantes da natureza, elas eram encaradas como seres,
567
entidades, espíritos de grande poder, de grande força, a ponto de
interferir em suas vidas. Eles não entendiam as secas, as
tempestades, os terremotos e acabavam acreditando que tudo isso
era obra de forças divinas, que estavam de mal com o homem. Os
sacerdotes e essas tribos sempre criaram uma relação pessoal com
Deus, um Deus que tem características muito humanas projetadas
por eles. Um Deus que fica irado, um Deus que se vinga, mandando
tempestades, terremotos, cataclismos, um Deus que,
constantemente, pede adoração dos seus súditos, que é o homem.
Esse modelo simples e primitivo de Deus foi passando desde
a pré-história, todo esse modelo de religião vem de uma
Antiguidade muito distante e parece que, ninguém mudou nada,
ninguém teve coragem de sentar, rediscutir e avaliar esses
conhecimentos antigos, criados em uma época extremamente
primitiva, onde o homem não tinha condições de entender nem o
que ele era naquele mundo.
As pessoas ficam lendo livros de cinco mil anos atrás
achando ‘’o máximo’’, sem abrir a mente para questionar esses
ensinamentos, essas visões, esses modelos que aí estão. Com base
nesses modelos, a maior parte das religiões foi se desenvolvendo e
a gente percebia que na maioria das vezes elas eram instrumentos
de poder e dominação dentro de uma sociedade e muito pouco
esclarecia sobre a natureza de Deus, sobre a natureza do divino,
sobre como realmente Deus era, como ele atuava no mundo.
As pessoas foram doutrinadas com medo de estudar outras
religiões. A doutrina da igreja coloca terror. ‘’Fora da igreja, não
existe salvação’’. O instrumento de poder da igreja colocou a
seguinte condição para o homem: ‘’Você está condenado pela
expulsão de Adão e Eva do paraíso. Você já nasceu um pecador.”
Isso significa que, desde criança, as pessoas já vão sendo
condicionadas a se colocar aos pés da igreja e seguir tudo aquilo que
ela manda senão não será salvo. E como todo pecador, no final de
sua vida eterna, irá receber sua condenação que é o inferno. Só que
esse inferno não tem reencarnação, não tem segunda chance, é

568
uma chance só. Se Ele cria uma condenação e cria um lugar onde as
almas vão sofrer eternamente, esse lugar tem que ter um nome.
Alguém tem que trabalhar, alguém tem que manter o inferno
funcionando, alguém tem que cuidar dos prisioneiros lá. Aí se cria
uma figura totalmente antagônica a Deus, que é um pensamento
dual. A partir do momento em que Descartes cria a mente e o
espírito, Deus e matéria, se cria uma dualidade. Não se cria mais
uma unidade.
Todo pensamento religioso ocidental, que vinha dos gregos
antigos, vem de uma visão dualista do mundo. Tem Deus que está
no céu, e tem que criar uma figura que coordene o inferno, que é o
demônio ou o satã. E aí tem dois lugares, um onde habita Deus,
geograficamente, que é o céu e um lugar geográfico para o
demônio, que é o inferno. O homem se encontra no meio dos dois,
decidindo se sobe ou desce.
Esse é o modelo opressor de um condicionado, qual seja:
colocar o homem diante de uma condenação. Aí se cria uma religião
do pavor. As pessoas passam a seguir as religiões, não pela
consciência e sabedoria, e sim pelo medo. O pensamento dual cria
coisas paradoxais.
Uma vez, um sacerdote ocidental foi conversar com um
mestre zen, para saber o que ele pensava, e começou: “porque o
meu Deus é o único criador do universo, é o todo poderoso, é o que
realmente tem o poder nas mãos para criar tudo e todas as coisas,
porque só Deus tem o poder da criação. O senhor concorda com
isso?’’ O mestre zen balança a cabeça afirmativamente e faz uma
pergunta: ‘’Quem criou o pecado?”. Qual era a afirmação do
sacerdote? ‘’Só Deus tem o poder da criação’’, então é claro que só
Ele pode ter criado o pecado. Mas o sacerdote sai pela tangente. ‘’É
óbvio que foi o demônio, porque é ele que incita o homem ao
pecado, ao mal’’. O mestre zen faz uma nova pergunta: ‘’Mas quem
criou o demônio?’’. A afirmação ‘’só Deus tem o poder da criação’’,
o sacerdote terá que dar o braço a torcer porque quem criou o
demônio foi Deus. O mestre Zen complementa o seu paradoxo:

569
‘’Então me diga quem é mais pecador, o demônio que cria o pecado
ou Deus que cria o demônio para criar o pecado?’’. E completa: “Se
Deus é o todo poderoso, é o único que tem o poder da criação,
certamente Ele terá o poder da destruição. Se Ele tem esse poder,
não gostou do demônio, Ele poderia destruí-lo totalmente.” O
pensamento dual onde há uma divisão profunda cria esses
paradoxos sem sentido.
Cria-se um monoteísmo, mas esse Deus é um homem, um
imperador, é alguém sentado controlando o universo. O
interessante é que esses modelos do divino vêm em harmonia com
a única forma de organização social que os povos antigos, primitivos
conheciam. Eles organizavam sua sociedade de uma forma muito
simples, eles não conheciam formas mais avançada de estabelecer
uma organização social, era sempre uma organização imposta pelo
poder. Na Grécia, tentou-se criar uma democracia, uma república,
mas foi tudo uma grande fantasia. E até hoje as pessoas tentam
achar que essa é a melhor forma, no entanto só tem bandido e
corrupto.
Os seres humanos conheciam a seguinte forma de
organização social em suas épocas: eles tinham um rei lá em cima,
no poder, abaixo dele vinha o exército, que servia ao rei, mantendo
a lei e a ordem e lá em baixo se tinha o povo, que era sempre
mantido pela forma mais pobre possível, a classe trabalhadora que
servia ao rei. Todos tinham que servir ao rei, ele era considerado um
Deus na Terra. Em Roma sempre foi esse modelo imperial, o que
César falava tinha que ser cumprido. Quando Israel e Jerusalém
contrariaram Roma foi a maior carnificina da história, não se podia
contrariá-la política, religiosa e socialmente.
Óbvio que esses indivíduos não conheciam nenhuma outra
forma de organização sociopolítica, então vai criar um Deus
semelhante, um Deus administrador. O Deus das pessoas é
exatamente igual, só que Ele estava no céu, era o todo poderoso e
criava uma falange de anjos que era o seu exército; e em baixo se
tinha a humanidade, que só podia viver com um único objetivo de

570
servir a Deus. Contrariando as leis de Deus, irá para o calabouço
será torturado e morto. Quando alguém vem trazer uma ideia nova,
dizem ‘’não, Deus não é assim’’.
Jesus começou a quebrar todo esse esquema, pois ele falava
para esquecer o Deus que estava lá em cima, não há ninguém lá em
cima, não há nenhum imperador lá em cima ditando regras e leis.
Jesus pregava um Deus que existia dentro das pessoas e apenas um
rei que as pessoas deviam servir, que eram elas mesmas. Isso
detonava o poder de Roma, pegar toda essa plebe e fazê-la não
servir mais a esse rei. A comunidade de Israel tinha esse mesmo
pensamento de que Deus estava no céu e todas as escrituras, todos
os rituais, toda a organização religiosa de Israel na época era para
servir a esse Deus com toda aquela classe. Jesus contrariava isso.
Quantas frases ele não passou dizendo aos seus discípulos ‘’como
entrar no reino dos céus?’’. E a resposta que ele dava era ‘’buscai o
reino de Deus e todo o resto lhe será dado’’. ‘’Onde está esse Deus,
onde eu devo buscá-lo mestre?’’. E ele apontava para dentro, ele
não apontava para um Deus imperador, um ser distante. É
interessante que esse modelo que Jesus pregava de Deus era um
modelo bem diferente dos israelitas e dos romanos e do próprio
César, que era considerado um Deus na Terra.
A Índia tem um modelo de Deus um pouco estranho, que é
um Deus panteico, um Deus manifesto em tudo e em todas as
coisas. Esse Deus indiano tem características interessantes porque
ele não vai partir do princípio de que Deus é o imperador. A ideia é
de que existe Brahman e ele manifesta-se no mundo, tudo que
existe na natureza é Brahman. Não existe uma localização central de
Brahman, nesse sentido, ele não pode ser encarado como um
homem, um indivíduo, uma personalidade que domina e que
controla. Esse é um Deus que controla e administra a partir de
dentro.
É um modelo difícil de entender racionalmente, a lógica da
mente humana não consegue conceber um Deus assim, é
complicado olhar para uma cadeira, olhar para uma planta e ver

571
Deus, porque daí não pode matar um animal. As pessoas ficam
indignadas porque na Índia não se mata vaca, começa a dar uma
pane na cabeça dos ocidentais, que tem esses animais para uso,
porque os animais não têm nenhuma relação com o divino, os
únicos indivíduos que tem relação com o divino são os humanos e o
resto está aí para ser usado.
Um dos modelos interessantes é o taoismo chinês, ele é a
filosofia mais antiga da China, cinco mil anos atrás. Ela começa com
um princípio cosmológico de que no início existia uma energia
primordial chamada Chi e esta se manifesta no mundo através de
duas forças chamadas Yin e Yang. A combinação dessas duas forças
irá gerar todas as coisas que existem no universo. O modelo indiano
é semelhante, em que se tem Brahman (Chi), que se manifesta
através de Shakti (Yin) e Shiva (Young), Shiva sendo o varão
masculino e Shakti sendo o varão feminino.
A religião judaico-cristã cria um modelo de Deus e a primeira
forma de manifestação é Adão e Eva.
Fazendo-se um estudo mais profundo da simbologia antiga
se nota que tem uma semelhança entre eles. Os modelos religiosos
partem do princípio de que toda a matéria que existe no mundo
vem de um princípio inteligente e que existência dos seres é a
própria manifestação dessas forças. A ciência tem uma visão
semelhante só para a criação da matéria, ela não explica a vida, a
consciência manifesta, nem Deus como um ser pensante e
inteligente.
É exatamente isso que o professor está tentando introduzir
com os conceitos da física: manifestação primordial na criação do
próprio universo, na teoria do Big Bang, é introduzir uma
consciência que dirige inteligentemente todos os mecanismos da
evolução do universo.
Lao Tse diz o seguinte: “A condição humana em que o
homem se encontra é tão ínfima que qualquer ideia, ou qualquer
modelo, ou qualquer nome ou forma que se possa conceber para o
grande criador, certamente será o modelo errado. Qualquer modelo

572
que se tentar criar, certamente estará errado porque não se tem
base para entender e imaginar Deus.”
Tudo funcionava através de um modelo mental de como o
homem via o mundo, aquela ideia do Deus imperador era como o
homem via sua sociedade, ele projetava Deus dessa maneira.
Qualquer modelo projetado estará errado e viver uma vida assim irá
conduzir ao sofrimento, nem vai aproximar ninguém de Deus. O
taoismo parte do princípio fundamental da inexistência de um
modelo de Deus.
O taoismo se baseia no Tao e as pessoas pensam que essa
palavra significa Deus para o taoismo, mas não tem nada a ver. A
palavra Tao significa caminho, curso, o fluxo de todas as coisas no
universo, como ele está funcionando. A pessoa, simplesmente, tem
que seguir esse fluxo: nasceu, encarnou, cresceu e certamente vai
morrer. Lao Tsé pensava da seguinte maneira ‘’pode-se não saber
nada, nem imaginar algo sobre Deus, mas se tenha a certeza de uma
coisa: Deus sabe sobre esse que ignora’’.

● Deus intervém em nossas vidas e no curso das


coisas no universo?
O próprio curso natural irá conduzir ao um estado de maior
compreensão do divino, não é preciso criar nenhum modelo,
somente viver em harmonia como as plantas e os animais vivem. O
taoismo tem uma ideia muito clássica que significa ‘’agir não
agindo’’, deixar que a força do universo conduza. Se Deus colocou
de alguma forma Ele conduzirá também.
Todas as vezes que o ser humano tentou, através de um
intelecto, criar um Deus, ele cometeu barbáries, cruzadas, muitas
guerras em nome de um Deus para combater o Deus do outro. Até
hoje, no mundo moderno, se tem uma luta de ideais religiosos. No
oriente médio se vê pessoas lutando por aquele Deus e olhando o
outro como inimigo, como um grande Satã. Elas ficam se
digladiando intelectualmente, cada uma defendendo a sua visão de
573
Deus, a sua visão de força, a sua visão da realidade. Isso cria
conflito.
Essas visões estão muito distantes da verdadeira energia, da
verdadeira força cósmica que se pode imaginar como Deus. O
taoismo não é dualista, ele não cria os antagonismos. Logo, não há o
demônio, não há nada a temer. O ser humano não sabe como que o
Deus quer que ele aja, então ele vai agir de acordo com a sua
própria natureza interior lhe conduzir. A natureza, por si só,
estabelece o equilíbrio.
Os ocidentais não conseguem entender o taoismo, vai dizer
que são ateus. A primeira visão que se tem sobre o taoismo é que
ele é uma religião de ateus. Porém, nessa religião, não se nega
Deus, nunca se negou à existência de uma forma superior, mas ela
não cria o modelo de como Deus seja, como Ele atua no mundo,
deixando o homem completamente livre para encontrar o seu
caminho pela vida e esse caminho é que irá levar a uma maior
compreensão do divino. Ou seja, não tem nenhuma doutrina, a
única que existe é aprender a entrar nesse fluxo naturalmente e, a
partir da sua própria experiência de vida, irá encontrar, ao longo da
jornada, algo divino. Uma vez encontrado, não tem como ensinar,
não há como ser o mestre de uma nova doutrina.
Qual é o Deus que a física quântica aponta? Que Deus a
ciência está trazendo de volta, que se rebelou no início do
Renascimento? Será que ela está trazendo o mesmo Deus?
Certamente que não.
A física quântica tem três questões fundamentais: Primeira, a
interconectividade, a interação não-local, a não-localidade,
estabelecendo que todas as partículas de todas as coisas no
universo estavam interligadas e conectadas, não se podia separá-
las. Segunda, a importância do observador. Terceira, o salto
quântico ou movimento descontínuo.
O papel do observador vai trazer à tona uma coisa muito
interessante. A ciência quando começou a se separar da igreja, ela
simplesmente criou uma visão de que Deus, espírito, alma não eram

574
necessários, ou seja, a mecânica newtoniana e as próprias leis da
natureza poderiam explicar o funcionamento do universo com
grande perfeição. No entanto, quando a física quântica percebe que
o observador se torna um indivíduo atuante novamente, ou seja, ele
é responsável por criar o colapso da função de onda. Novamente a
ideia de que uma coisa, que agora foi batizada de consciência, fazia
toda a diferença.

● Nossa consciência pode mudar nosso destino?


A consciência pode mudar o destino da Terra, da
humanidade e de um indivíduo. Se a pessoa quiser mudar essa
condição, essa realidade, ela tem poder para isso.
Quando foi criada a não-localidade para a consciência, criou-
se novamente uma conexão com tudo, uma interconexão. As
consciências estavam interconectadas. Quando as conecta,
impossível de separá-las também do mesmo objeto quântico, se cria
um tecido onde todas as consciências estão conectadas e a chama
de consciência cósmica. E quando se discuti como é que essa
consciência interage na matéria, se cria a ideia também de que
matéria e consciência advêm de uma mesma manifestação
energética do campo. E esse campo passou a gerar a consciência,
passou a ser enxergado e observado pelo ser humano. Agora, se
está começando a criar essa visão de que o campo gerando a
consciência e as partículas têm muito de parecido com Deus.

● Podemos criar nossa própria realidade?


Como é esse Deus da ciência? Como esse Deus intervém no
mundo? Como Ele dirige o mundo? O homem pode modificar o
curso, pode interagir com Deus? O ser humano pode interagir com a
matéria, pode construir e dirigir as regras do universo? Até que
ponto a mente humana pode criar uma realidade, um novo curso?

575
Porque parece que a consciência está tão condicionada a ver
o mundo desse jeito, a viver como empregado, como androide, que
se está conformado com essa realidade, ninguém faz nenhum
esforço para mudá-la por se estar condicionado a ela. Esse
condicionamento faz com que o homem crie todos os dias, uma
mesma realidade. Como mudar isso? Essa é a grande discussão que
a física quântica está fazendo.
Amit Goswami e outros cientistas da nova física estão
colocando a ideia central de que existe a consciência do observador,
só que como essa consciência está conectada com a consciência
cósmica, quando se observa essas duas conectividades, a pessoa
pergunta ‘’Quem é que realmente causa o colapso da função de
onda que dirige o universo de uma determinada forma?’’.
Vai-se perceber que quem causa o colapso, segundo esses
grandes cientistas, não é a consciência do observador, e sim uma
parte de sua consciência conectada a uma consciência cósmica
maior, que poderia se chamar de Deus. Deus é quem age no mundo,
criando uma realidade e esse observador conectado acaba vivendo
essa realidade.
Como que a consciência de um indivíduo pode fazer a
diferença? Buda dizia que ‘’nós somos as consequências daquilo que
pensamos’’. Ou seja, se eu pensar mal de mim, esse pensamento
será uma ação no Mundo Espiritual, no Mundo Material, eu vou me
destruir. O filme ‘’Quem somos nós?’’, em toda sua essência, mostra
alguém se autodestruindo, criando a sua própria doença. O filme
tenta mostrar que a pessoa precisa mudar a sua realidade, precisa
mudar o seu foco, mudar o seu pensamento, porque ele é a ação da
matéria. A pessoa cria a forma de pensar, a forma de ver o mundo,
de colocar essa energia consciente no mundo, de colocar a
consciência para funcionar e vai ver como a consciência vai atuar no
seu organismo, na vida e vai mudar os padrões da sua consciência e
vai mudar os padrões de tudo que está à volta.
O indivíduo atraí para a sua vida exatamente aquilo que ele
pensa, essa é a chave. Por que atraí aquilo que pensa? Porque o que

576
o indivíduo pensa é uma consciência individualizada, mas a ação é
realizada pela consciência cósmica. Por isso que se diz que o cosmos
conspira a favor [Meishu-Sama tem o ensinamento “O homem
depende de seu pensamento”].
A ciência está trazendo à tona uma nova forma de pensar
sobre Deus. Não mais um Deus imperador, ditador, que as religiões
possam assumi-lo e ensinar para o ser humano, um Deus
monopolizado por instituições ou entidades que se colocam como
intermediárias e vendem Deus para o homem. Todas as instituições
religiosas vendem Deus se não levar dinheiro, não pagar o dízimo, é
excluído das orações, dos benefícios que aquela coisa pode trazer.
São Deuses tão primitivos que exploram a humanidade, exploram o
seu semelhante.
Não é esse Deus que a ciência está querendo trazer.
Certamente, ela está querendo trazer um Deus que libertará a
humanidade dessa opressão religiosa e materialista. A humanidade
está tão condicionada ao trabalho, ao dia-a-dia, que não existe mais
espaço para Deus, para o espírito em suas vidas. Ela é formada por
indivíduos andróidizados programados nessa sociedade para
consumir. Essa sociedade colocou de tal forma o condicionamento
nas mentes humanas que para ser feliz e se realizar, precisa ser o
melhor, o primeiro, o famoso, o vencedor e, para vencer, tem que
lutar e, para lutar, tem que derrotar, destruir inimigo.
É essa a filosofia empregada todos os dias no trabalho, no
dia-a-dia: “eu preciso de sucesso, eu preciso de fama para ser feliz,
eu preciso de dinheiro”. Nas ruas se vê os jovens com carros
bonitos, roupas bonitas, querendo desfilar para as meninas, mostrar
o quão poderoso ele é, o quanto tem poder. Todas as pessoas estão
atrás desse poder, o poder da matéria. E aí se aprende que tem que
competir nos esportes, no trabalho, na faculdade, na escola. Uma
sociedade formada de guerreiros, as pessoas lutam digladiam-se
constantemente e não há mais o espírito, não há mais Deus nessa
comunidade.

577
Um filósofo escreveu, não faz muito tempo, a seguinte frase
‘’Deus está morto’’. É claro, ninguém mais precisa Dele, a sociedade
criou modelos de existência em que não se precisa de Deus, ela se
serve de tudo. O que o professor quer deixar claro para os leitores é
que se está no começo de um processo científico, é muito novo na
ciência essa questão de trazer Deus à tona. É óbvio que são poucos
os físicos que estão trabalhando com isso e que a maioria deles está
contra esse retorno, eles acham que Deus não é necessário, não
precisa colocar Deus na física e na ciência.
E o leitor que está lendo, tire a sua própria opinião, ouça os
dois lados, vá ouvir uma palestra de um cientista cético que
massacra os adeptos da nova física. Tira as suas conclusões e vê de
que lado fica, como quer conduzir a sua vida. No início tudo é
discussão, tudo é apontar direções. O único intuito é criar uma nova
ciência, no terceiro milênio, uma ciência baseada no espírito, trazê-
lo novamente à tona, trazer a alma à tona, a consciência como algo
importante na concepção de um novo mundo.
O professor como físico se defrontava com questões
filosóficas profundas, com questões que eram inexplicáveis e são
até hoje. Ele encontrava um conforto quando ia para o lado do
místico, ia buscar as respostas em um livro taoista, teosofista,
espírita, encontrava consolo para as ansiedades, os anseios de
resposta, porque a física não dá todas as respostas.
O professor não vê nada de mal nisso. Einstein tinha uma
frase muito importante em que ele dizia ‘’Quanto mais eu observo o
universo, mais ele se parece a um grande pensamento do que a
uma grande máquina’’, ou seja, o próprio Einstein percebia que
todo o funcionamento do universo parecia com um ser inteligente,
como alguém que pensa, uma consciência atuando no universo, na
ordem deste universo.
A base fundamental do pensamento monista é que a parte
central, realmente importante, é a consciência e não a matéria.
Quando se faz uma redução de tudo e chega a uma energia, tem
que chamá-la de consciência, ou de consciência cósmica, ou Deus. É

578
inevitável, para a filosofia monista, que é fundamental dentro da
nova física quântica e da nova física, trazer Deus ou a consciência
como base fundamental de tudo. É a consciência que gera todas as
forças do universo e essa consciência é uma ação inteligente, talvez
se esteja mais próximos de uma visão do divino.

579
580
Quem somos nós e o segredo
● Discussão sobre os filmes “Quem somos nós?” e “O segredo”
● Colocações da física quântica para a atuação em nossos dias?
● Como na verdade o cosmos conspira a favor?
● Como Deus interfere em nossas vidas e em nossos desejos?
● Qual o verdadeiro segredo do sucesso?
● O que deve ser buscado primeiro: o sucesso material ou o
espiritual?
● Ciência e Espiritualidade: a verdadeira ciência do terceiro milênio

● Discussão sobre os filmes “Quem somos nós?” e


“O segredo”
Estes dois filmes foram os que realçaram a ideia da física
quântica aplicada à espiritualidade para uma sociedade mais
diversificada. Antes disso era algo muito restrita a alguns físicos e
grupos de espiritualista. Estes filmes popularizaram acarretando
interesse das pessoas em conhecer a física quântica. Só que ela é
algo complexo e difícil. Para se dar uma ideia ela é estudada
somente por físicos, quem faz engenharia só aprende a física
clássica. Para os graduados ela é uma física aplicada no mundo das
partículas, ao universo do átomo, e geralmente as partes mais
avançadas são dadas em curso de pós-graduação de física.
A intenção da aula de hoje é fazer o que os filmes fizeram
como, por exemplo, considerar aonde a física quântica chegou e
quais os postulados que ela desenvolveu no sentido da consciência
interagir.
O filme “O segredo” enfocou extremamente a parte material
do processo, ou seja, como obter sucesso. Já o filme “Quem somos
nós?” inicia ensinando física quântica, as bases desta ciência e
mostra o papel do observador.

581
● Colocações da física quântica para atuação em
nossos dias
O observador na física quântica é na verdade uma
consciência, ou seja, esta ciência começa a dar importância para o
observador por ele interferir no mundo atômico e causar o colapso
da função de onda, mais especificamente, da função de onda da
densidade da probabilidade. Dito de uma forma mais popular: a
consciência cria realidade, ou seja, a física quântica trouxe a
consciência como parte integrante da criação da experiência física
da própria realidade do universo.
Este aspecto se tornou totalmente novo e um grupo de
físicos chamado “Nova Física” estão tentando introduzir a
consciência como parte integrante das teorias físicas. Eles querem
retornar com a palavra espírito como parte integrante das teorias
físicas, porque elas empregam na sua linguagem acadêmica a
palavra consciência, mas consciência e espírito são as mesmas
coisas. Os espiritualistas utilizam à palavra espírito e a ciência
emprega consciência, da mesma forma que a psicologia trabalha
com a palavra mente.
A Física quântica também fez uma discussão interessante
que foi abordada ao longo do curso, que consciência e cérebro são
duas coisas completamente diferentes, consciência existindo fora da
matéria.
Nos modelos religiosos de Deus, Ele é apresentado como o
criador de todas as coisas, a forma geradora de todo o universo.
Quando a ciência começou a evoluir no Renascimento os cientistas
começaram a buscar o conhecimento fora. Este contrariou os
princípios cosmológicos da igreja, como a Terra ser o centro do
universo, tudo existente ser para enfeitar o céu da humanidade e o
homem ser o ponto máximo da criação divina. A ciência começou a
ver que não era nada: a Terra não era centro de coisa alguma,
visualizando que o universo era uma coisa fantástica e gigantesca,
uma maquina funcionando com uma perfeição estrutural segundo
582
as leis da gravidade e do eletromagnetismo. Ela concluiu que não
precisava de Deus para explicar o universo.
Assim, a ciência abandonou totalmente os princípios
religiosos, a ideia de espírito e provocou uma divisão profunda entre
corpo e mente, espírito e matéria, donde uma cisão muito grande
com as pessoas que estudavam o universo material lá fora e as
pessoas que estudavam o espírito. Os religiosos estavam de um lado
com suas teses, suas teorias, sua visão de mundo espiritual; e os
cientistas andando nesta outra direção, criando sua visão de mundo
materialista através de pesquisa. E quanto mais à ciência fluía mais
as distancias se tornavam enormes, ao ponto de chegar numa época
em que a ciência trouxe a tecnologia, a revolução industrial,
maravilha que fez com que grande parte da humanidade negasse
qualquer religião, e ai o materialismo tornou-se o alicerce da
sociedade moderna.
A industrialização, fama, poder, dinheiro que fez com que os
países de primeiro mundo fossem os grandes lideres econômicos e
ditassem as regras e as leis para a sociedade. A partir daí se
começou a construir uma sociedade matrix, uma sociedade de
androides, uma sociedade de indivíduos que servem padrões, que
servem lideres políticos e ideológicos. As universidades estão ai para
formar androides, pode-se passar dez anos em uma universidade
que ninguém vai falar em espírito, ela nunca estará preocupada com
as emoções e sentimentos da humanidade. Professores, alunos e
funcionários são preparados para o consumo e a servir uma
sociedade sem alma.
A grande revolução, o novo paradigma, que esta nova ciência
quer trazer novamente é Deus e a espiritualidade com nova face.
Deus é o tecido original de onde todas as coisas fluem, ou seja, Ele é
o campo de energia onde brota tudo, todas as partículas
elementares, prótons, elétrons e nêutrons e as demais sub-
partículas, bem como também brota a consciência. Einstein dizia
que quanto mais ele estudava o universo, mais ele acreditava que o
universo é mais parecido com um pensamento do que como uma

583
máquina que era a ideia da física newtoniana. Observando o
universo como uma máquina, ai só precisa saber as leis que regem
esta máquina para dominar o universo. Por isso que se estuda muito
a mecânica newtoniana porque mecânica é que entende de
máquina.
Neste caminho, os psicólogos é que entendem de mente, os
religiosos de espírito e ficou tudo totalmente desconectado. A
sociedade passou a ser uma sociedade de especialistas, daquele que
pensa que sabe tudo. Deste modo, se tem o que apenas entende de
computador, outro só entende de coração, outro só de perna, não
se tendo mais um indivíduo holístico. A ciência tem que ser holística,
o físico tem que saber filosofia, medicina, porque antigamente não
tinha essas divisões. Leonardo da Vinci era escultor, pintor, físico,
matemático, engenheiro; Isaac Newton conhecia diversas áreas do
conhecimento.
Hoje não, os seres humanos criaram uma sociedade de
especialistas, de verdadeiros idiotas, vivendo numa matrix do
condicionamento onde se pensa que pensa, que se é alguém, mas
se é apenas um seguidor de um modelo de regras sociais e políticas.
E este sistema fez o que com o mundo? Por isso a pergunta do filme
“Quem somos nós?”.
Para responder a esta questão o professor Laércio Fonseca
se desenha um triangulo onde no topo coloca a palavra “Poder” e
na base a palavra “Povo”, onde este da base está condicionado por
quem está no topo. O povo continuando sempre na condição de
empregado no sentido de sustentar quem está no poder. Rico
compra uma casa de um milhão de dólares e contrata uma
empregada e paga um salário irrisório para fazer o serviço. Isto é, no
fundo ela é que vai manter o sucesso do milionário.
Se todo mundo fosse imperador, quem iria lavar os
banheiros? É por isso que numa sociedade capitalista jamais se
pode vender o sucesso para todo mundo, porque o sistema não
permite. Jamais, cientificamente, os países do Terceiro Mundo vão
chegar ao nível de consumo do Primeiro Mundo porque isso

584
significa poluir o planeta vinte vezes mais do que ele já está. Na
busca de recursos para este consumo os cientistas dos povos de
Primeiro Mundo sabem disto e estes controlam economicamente
para que aqueles nunca atinjam este nível de consumo. Quem está
no poder usa o poder com armas, tecnologias e comunicações para
não permitir que este povo cresça.
Já se pensou em apregoar o que o filme “O segredo” faz?
Dizer para um homem comum que ele pode mudar a realidade que
ele vive, que pode atrair toda a riqueza que o universo pode
oferecer?
De acordo com a física quântica ela traz três aspectos: 1º)
Consciência = espírito; 2º) interconectividade = todas as coisas em
não localidade; 3º) teoria ascendente e a nova teoria descendente.
Teoria ascendente é a pregada pela ciência evolucionista
biológica, onde a consciência é fruto da evolução biológica, ou seja,
a consciência veio naturalmente, não precisa de Deus, ela veio por
milhões de anos se desenvolvendo, é o que pensa a ciência. Darwin
foi aquele que demoliu o castelo de areia da igreja ao trazer uma
teoria evolucionista mais acertada, mais organizada, dizendo que
todas as espécies se transformam a partir da adaptabilidade do
meio, causando mutações e variedades de espécies que tem no
mundo.
Contudo, a física quântica vai contestar que a consciência só
existe por causa do cérebro evoluído do homem, que ela jamais
existiria fora da matéria e sendo criada pelo cérebro.
Teoria Descendente é ao contrario. A consciência é o
elemento primordial do universo, anterior à matéria, ou seja, antes
de qualquer partícula eletrônica aparecer como o fóton, elétron,
próton e nêutron. Como a consciência cósmica sendo Deus, ela
criava um universo de partículas e toda uma ordem a partir daí. Por
isso, os grandes mestres espiritualistas do passado como Jesus e
Buda diziam “conhece-te a ti mesmo que vais conhecer a Deus”.
Deus não é algo que se vai achar ai fora, que está em algum lugar,

585
que está num trono, a própria consciência humana é a manifestação
de Deus na pessoa.
Ai se vai perceber que consciência é um fenômeno que não
depende do organismo biológico nem cérebro para existir. E quando
se postula isso se afirma que a consciência é uma entidade que está
antes e depois deste corpo biológico, ela não precisa deste corpo
para existir, na verdade ela usa este corpo para se manifestar nesta
dimensão física da matéria, logo é ao contrario, é este organismo
biológico que é fruto da construção e da idealização desta
consciência. Este é o processo inverso, na verdade, se está
descobrindo que é este cérebro biológico que faz com que ela não
se lembre de nada, o cérebro é o limitador da consciência, as
pesquisas dizem que raramente as pessoas usam 4% do cérebro
então ele é o grande limitador, então quando se está fora do
cérebro isso não vai atrapalhar.
Então este é o grande paradigma novo, mostrar que a coisa
mais poderosa que o homem traz é a consciência, aquela que o faz
pensar, inclusive em si próprio. A maioria das pessoas pensa o que
foram condicionados para pensar. Um exemplo típico disso é o de
um professor de filosofia formado na Europa, que tem mestrado e
doutorado, e vai querer estudar o Zen. Então ele vai para Índia para
ter um dialogo com o mestre Zen. Este pergunta para o ocidental
“Quem é você?”. Óbvio que ele vai dizer para o mestre: “eu sou o
professor, doutor formado etc.”. Ou seja, ele despeja todo o
pedigree dele, após isso o mestre Zen pergunta: “tirando tudo isso
que você falou, quem é você?” Ou seja, as pessoas acham que são
os seus rótulos atribuídos pela sociedade que chega a tal ponto que
a pessoa fica tão idiota que dá o seu cartão. O professor Laércio
Fonseca inventou um cartão em branco.
As pessoas acham que são médicos, advogados, doutores,
desde que acordam com o despertador, levantam, vestem o seu
uniforme de androide, volta para casa, liga a TV e vai ver novela até
às 23h, desliga e vai dormir. Depois de 50 anos vê o filme “Quem
somos nós?” e fica se perguntando quem é, claro que vai aparecer

586
um monte de coisa sem nexo porque ela viveu sem realmente viver,
ela viveu um programa, viveu exatamente aquilo que ela pensava
que ela era. Buda tem uma frase fantástica “Somos exatamente
aquilo que pensamos que somos”.

● Como na verdade o cosmos conspira a favor?


Entrando numa parte mais pratica do filme “Quem somos
nós?”. Aquela protagonista que tem depressão vibra os seus
pensamentos de forma negativa, ai pensa: “como eu estou gorda,
como eu sou feia, meu marido me traiu etc.” Então ela começa
constantemente a criar um pensamento, uma vibração sobre si
mesma, e esta vibração se torna ação no mundo real, ou seja, ela
materializa os seus pensamentos. Neste filme, a física quântica
reforça a ideia de que o pensamento no mundo quântico decide a
realidade, através da ação do pensamento se colapsa a ação de
onda. E ao se começar a pensar positivamente, ela vibra o campo
quântico e ai as forças cósmicas conspiram a favor. Ai se entra na lei
da atração que diz o seguinte: “você atrai aquilo que você pensa”.
O professor Laércio Fonseca explica isso de uma forma muito
simples: se alguém adora futebol, pensa nele o tempo todo, quais os
lugares que ele frequenta? Quais são os seus amigos? Aquelas
pessoas que vibram aquele mesmo desejo, é a resposta. E quem
curte rock? Aí criam as tribos, vão se aglutinando, atrai que nem a
força da gravidade que vai atraindo a partícula com massa. E só se
vai ver aquele bando todo igual de camisa vermelha e preta,
ouvindo as mesmas musicas ,vibrando as mesmas coisas. E quem
gosta de drogas? Quem vão ser seus amigos? Que pessoas vão estar
do seu lado?
Agora, se a pessoa for depressivo tipo a vida é uma merda,
ninguém me ama, certamente ninguém vai gostar mesmo. Vai atrair
pessoas drogadas, confusas, doentes, olha para o lado só vai ver
isso, liga a televisão só vai escutar noticia que não presta, é só
desgraça, roubou, matou, guerra etc. E se pode ir mais longe
587
atraindo o invisível e é por isso que todo mundo tem o encosto que
merece. Os espíritos que chegam ao campo da pessoa, perturbam o
campo dela, porque vem atraído por uma coisa que ele achou boa
nela, então ele vai se aproximar e ficar ao seu lado ou atrás.
A fundamentação do filme “Quem somos nós?” mostrou
claramente que quando se pensa negativamente, estes
pensamentos são uns bombardeios para as células. As emoções são
umas emanações de uma energia que se propaga em forma de
onda; o Reich, um dos grandes terapeutas americanos, descobriu
isso, muito melhor dos que os psicólogos que só pensam em mente.
Passando-se a ter vontade de não fazer mais nada, de não querer
viver a ponto de se suicidar, as células também começam a se
matar. Tudo reage à forma do pensamento, ela vai vibrando, vai
expandindo e esta reação vai começando a tocar todas as células do
corpo que entram em depressão.
Além disso, começa a atrair coisas externas porque esta
onda de energia vai além do corpo por se estar conectado com o
campo. Na teoria da física quântica foi explicado que toda a
consciência está no tecido quântico, então ela vibra, espalha e toda
matéria é afetada, todo elétron é afetado, todo organismo é
afetado e acaba atraindo esta reação para si e o seu circulo de
parentes, amigos e conhecidos. Esta é uma das partes do filme
muito bem retratada da depressão da mulher que se autodestrói e
na hora que ela descobre, ela reverte os pensamentos.
Até existe uma experiência no filme apresentado por um
japonês sobre a força do pensamento em relação à molécula da
água, e como isso altera a estrutura dela. E como o organismo do
ser humano é quase 80% feito de água, o quanto isso não o afeta.
Portanto, se chega a uma conclusão através de um principio
fundamental que a física quântica vem trazendo, o filme diz o
seguinte “saúde tem tudo haver com o pensamento, é uma
mudança de vibração. Ao começar a perceber que aquilo que pensa
irradia e transforma, então se começa a colocar uma energia de
alegria na vida, no prazer.” A saúde tem haver com o prazer.

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O que as religiões vêm trazendo, principalmente as
ocidentais, é que ninguém tem vontade de rir dentro de uma igreja.
Basta observar que o primeiro símbolo que se vê nela é uma
imagem de Jesus todo destroçado na cruz, todos os santos e
imagens estão com aquela face angustiada, triste. Se alguém der
uma risada na igreja é capaz de padre expulsar.

● Como Deus interfere em nossas vidas e em


nossos desejos?
Agora num culto dos Hare Krishina os adeptos entram todos
dançando, cantando, felizes porque tem que vibrar em nome de
Deus e Ele é alegria, este é o principio fundamental deles. O mantra
cantado é o nome de Deus, porque para eles o nome Dele é
Krishina. E eles ficam pulando e cantando o mantra “Salve Deus”
durante uma hora, porque acreditam que precisam vibrar o nome
de Deus com alegria e assim Ele vai transformar. Eles vão entrar em
sintonia com a energia superior que é a energia de Deus. Por que o
fundamento básico do mantra é a pessoa vibrar constantemente um
som que transforma a emoção e deixa curado por que Deus age na
pessoa. Não é um Deus de fora que atua, mas sim a pessoa que tem
de agir transformando a realidade que ela criou.
Se ela criou uma realidade que é pobre, favelado, mendigo, é
só notar que elas ficam mendigando o tempo todo e não sai dali,
não tem energia para sair dali, e ninguém ensina algo diferente,
como ela sair dali. Atualmente só se sabe mesmo é procurar
emprego porque isso foi condicionado. Saí da faculdade procurando
emprego, ninguém sai procurando criar uma coisa para si sem ter
patrão, porém com controle do destino.
A civilização do Terceiro Milênio não pode ser uma
civilização com base no capitalismo, isso é o maior câncer da
sociedade, onde as pessoas são fabricadas em série e não vivem os
seus pensamentos e suas vontades que vem de dentro.

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Se a pessoa atrai tudo que pensa, então se faz uma lista do
que atraí mais as pessoas.
1ª) Temor. Se tiver medo de ladrão pode ter certeza que vai
ser assaltado. Por isso que o mosteiro shaolin treina as pessoas a
não ter medo. O medo é uma vibração e vai acontecer aquilo que se
teme porque o cosmos não entende positivo e negativo, ele
entende vibração e se está vibrando medo, atrai medo. Se você tem
medo de ficar doente, hipocondríaco que compra remédio antes de
ficar doente, pode ter certeza vai ficar doente.
2ª) Doença. Tem que pensar em saúde. Não em plano de
saúde, pois, se não tiver, acaba mentalizando que não pode ficar
doente por não ter plano de saúde, então não fica doente.
3ª) Lamúria. Sempre se atraí aquilo que se queixa. Estando
queixoso de estar sem dinheiro, vai continuar a ficar sem.
Queixando-se que não arruma um namorado, vai continuar solteira.
Primeira posição importante é parar de reclamar, não transformar
isso em palavra porque a palavra é ação no mundo físico, o verbo e
mantrico. No mosteiro de shaolin uma das questões fundamentais é
treinar o discípulo para despertar a sua força interior que não é só
para quebrar um monte de tijolo, mas sim para o discípulo aprender
a se concentrar intensamente naquilo que deseja criar. Bêbado não
fica doente porque é o individuo mais desligado que existe, claro
que depois de 50 anos ele vai morrer de cirrose no fígado.
4ª) Relacionamento afetivo. As pessoas não amam pelo
corpo que elas apreciam no outro, elas se apaixonam pelo que o
outro pensa, vibra. Pode até olhar uma mulher bonita, aquela
gostosura, mas meia hora de conversa e já melou tudo porque
paixão é diferente de excitação.

● Qual o verdadeiro segredo do sucesso?


5ª) Sucesso, isso é algo que se precisa tomar muito cuidado,
não esquecer que se está vibrando na consciência cósmica. O filme
“O segredo” diz que se pôr na cabeça o que deseja, que o cosmos
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vai conspirar a favor, vai trabalhar para trazer isso. O filme não
mostra é como as forças ocultas operam. Suponha que se é um
esportista que quer chegar em 1º lugar, e que para isso vai ter que
deixar um monte de concorrentes, seus familiares e torcedores
angustiados e até depressivos. Veja a Copa do Mundo de Futebol
um monte de gente torcendo pelo Brasil, só que o argentino
também está torcendo, acha que Deus vai ser parcial? É por isso que
muitas pessoas não conseguem o que elas querem, por que o
sucesso delas implica na destruição e no rebaixamento de muitas
outras pessoas, então quando vibrar “eu quero ter sucesso”
verifique se este sucesso não vai destruir pessoas. Quer atrair
dinheiro para sua vida, pode vibrar, mas como é que este dinheiro
pode e deve ser ganho? Crie uma forma honesta. Ai você cria esta
energia e o cosmo traz para você.
As religiões antigas criaram uma vibração contraria. De modo
que para servir a Deus tem que fazer penitencia, tem que sofrer, se
não sofrer não entra no reino dos céus, tem que se resignar como se
Deus gostasse disto. Se Ele o colocou na Terra foi para um viver
vivamente e não para um viver morto, Deus colocou a capacidade
de sentir este prazer e não para negar a isso. A pessoa é o Deus
criador e cria esta força no universo.
Meishu-Sama explicita:
“Quando falo em “segredo da felicidade”, parece que me
refiro a algo mágico e misterioso. Nada disso, porém. O “segredo da
felicidade” é muito simples. Tão simples, que poucos conseguem
descobri-lo.
Quantas pessoas felizes conhecemos? Talvez nenhuma. Isso
mostra que o mundo está cheio de sofrimento. Todos vivem sob o
risco de fracasso, dúvida, desespero, desemprego, doença, pobreza
e conflito, acorrentados pelas dificuldades, como se estivessem
numa prisão. (...)
Mas, como obter a felicidade neste mundo em que se
empreende tal batalha? Deixando de lado todas as suposições com

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que temos tentado compreender a vontade de deus, procuremos
descobrir o meio de sermos felizes.
Como venho afirmando há muito tempo, nossa felicidade
depende apenas de fazer os outros felizes. Esse é o meio mais
seguro para alcançá-la, e eu o venho aplicando há muitos anos com
resultados maravilhosos. Foi por isso que escrevi este ensinamento.
Simplificando o conselho, pratiquemos o maior número possível de
boas ações, pensemos em dar alegria às outras pessoas.”

● O que deve ser buscado primeiro: o sucesso


material ou espiritual?
Ao invés da pessoa vibrar “eu quero ficar rico, quero ter
aquele carro” é preferível usar padrão vibratório mental para
conquistar uma coisa chamada sabedoria. Como é raro encontrar
alguém jogando energia profunda na mente para se tornar um
sábio, para se tornar um iluminado, para tornar um espírito de luz.
Porque tudo é energia no mundo mental, quanto de energia é gasto
para despertar o espírito. É só ver quanto de energia é gasto no
trabalho, e quando chega final de semana a pessoa está cansada,
esgotada e não quer fazer nada por que tem que trabalhar na
segunda feira. É isso que o sistema faz com a gente. Shaolin
ensinava que a pessoa é o criador, o poder está nela, então se tem
que despertar esta força interior dentro do ser humano.
Por que certa parte das religiões combate o espiritismo?
Simplesmente por ele tirar o poder delas que se colocaram como
única intermediaria entre o homem e o divino. No espiritismo a
própria experiência abre o contato para falar com o invisível sem
nenhum intermediário da Igreja.
Uma mudança total de paradigmas do mundo, o capitalismo
tem que ser destruído, mas ele vai ser destruído por ele mesmo por
ter criado a competição, o ódio que sempre volta. Ele vai lá com
suas forças militares e aniquila todo mundo com seu poder, as
coisas acabam vibrando de volta, a historia sempre mostrou que os
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grandes impérios caíram algum dia. O maior medo dos americanos é
ser bombardeado em seu próprio país, o que exatamente tem medo
é aquilo que atrai: World Trade Center. A esse acontecimento é o
que se chama de carma coletivo, é o que uma nação vibra, o que os
seus políticos vibram, é o que faz as coisas acontecerem mais cedo
ou mais tarde. É muito fácil jogar bomba nos outros e não receber
bomba nenhuma, porém ...
Se a pessoa vibrar amor, é exatamente amor que vai atrair.
Por isso, Jesus ensinava ter que aprender a amar semelhante, mais
longe ainda ter que amar o inimigo, porque quando ama o inimigo
rompe a barreira do ódio e ele tende a não vibrar ódio. As pessoas
têm que aprender a chamada revolução aquariana que não tem um
líder, um dirigente, onde cada um vai dirigir a própria vida, onde a
pessoa é o senhor do próprio sucesso e do próprio fracasso.
Existe uma frase que se tem de tirar da cabeça “se Deus
quiser”. Não é se Ele quiser, mas sim se a pessoa quer. Jogar para
Deus é tirar a responsabilidade de si, pois se não acontecer é
porque Deus não quis. As pessoas que não fazem nada, só pedem e
espera cair do céu, como ganhar na loteria, na Mega Sena. O filme
“O segredo” não esclareceu quem são estas forças que vão operar
do lado para fazer com que aquilo que foi vibrado venha a
acontecer. Não se pode esquecer de que estas forças são de seres
inteligentes que conspira a favor, são seres de luz que acompanham
as vidas, as experiências humanas aqui na Terra. Tem que entender
que se está dialogando com o universo, quando se deseja alguma
coisa.

● Ciência e Espiritualidade: A Verdadeira Ciência


do Terceiro Milênio.
Resumindo.
A física quântica mostrou que há espaço para Deus neste
universo, para entender o que nós somos dentro deste cosmos,
para compreender que somos parte integrada atuante dentro do
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universo cósmico. O fato de não se compreender é porque a
consciência está muito adensada dentro de um cérebro. Mas os
grandes mestres ensinaram que com determinados exercícios como
yoga, relaxamento e meditação se conseguem ter uma experiência
de expansão da consciência e perceber que se está conectado, que
se pode sair fora deste corpo em projeção astral, bem como
experimentar a consciência fora da matéria, a grandiosidade imensa
deste universo.
Ela ensinou que nós estamos conectados com tudo que
existe no universo, com toda a matéria do cosmos. Então o nosso
pensamento, a nossa consciência interage com a matéria, ela
movimenta o universo, ela cria o nosso universo, temos que
compreender que somos parte integrante do divino, nós somos uma
parte integrante do cosmos que jamais pode ser desfeita, jamais
pode ser destruída, ela só pode ser transformada como uma energia
que muda de forma.
Por isso que os nossos mestres sempre disseram que nós
somos criaturas eternas porque somos parte integrante da mesma
energia de criação do próprio divino, nós somos partículas divinas
manifestada na Terra. Se pensarmos assim as nossas vidas vai
mudar de hoje em diante aqui na Terra. Se pensar que é um
pecador, já se destruiu, mas se pensar que é um Deus, está se
elevando.
Esta é a mensagem que o professor Laércio Fonseca deixa: a
partir daí cada um que está lendo, assistindo, escutando, vai
procurar buscar a sua visão de mundo, todo este trabalho foi uma
dica para que possam pensar melhor sobre sua vida e decidir
melhor sobre o seu próprio destino, sobre sua própria existência na
Terra e sua própria busca como ser humano como alma, como
espírito. E que cada um busque a sua verdade, a sua consciência, é o
que se deseja.

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