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ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES REFORMADOS DE MOÇAMBIQUE

(APREMO)

ANTE PROJECTO DE ESTATUTO

PREÂMBULO

A Constituição da República de Moçambique, actualizada pela Lei n. o 1/2018, de 12 de Junho,


consagra nos nºs 1 e 2 do artigo 52, o direito a livre associação por parte dos cidadãos e das
organizações sociais. Nos termos deste preceito, as pessoas têm o “direito de prosseguir os seus
fins, criar instituições destinadas a alcançar os seus objectivos específicos e possuir património
para a realização das suas actividades, nos termos da lei”, constituindo assim um dos direitos,
deveres e liberdades fundamentais dos cidadãos.

Nesta perspectiva, e com fundamento na Lei-Mãe, um grupo de cidadãos de nacionalidade


moçambicana, viu a necessidade, à luz do disposto no nº 1 do artigo 5 da Lei nº 8/91, de 18 de
Julho, que aprova os Princípios e Regras para o Exercício do Direito a Livre Associação e do
artigo 2 do Decreto no 21/91, de 3 de Outubro, que regulamenta os Procedimentos a serem
observados para o Registo das Associações, de criar a Associação dos Professores Reformados
de Moçambique abreviadamente designada APREMO.

A APREMO, surge pela necessidade de reinvestir no capital humano constituído por


professores reformados da educação, que enfrentam uma série de dificuldades para sua
afirmação numa sociedade onde deram grande contributo como profissionais, alinhado ao facto
de não poderem satisfazer algumas necessidades básicas, que são consequência da falta de
poder económico e financeiro ao nível da conjuntura e da demanda actual.

Esta iniciativa, é resultante de uma análise conjuntural da situação socioeconómica que os


professores ultrapassam após a reforma, mesmo tendo energias e conhecimentos que podem
continuar a contribuir na edificação de iniciativas públicas e colectivas para o bem da nação, da
classe do professor e dos seus próximos.

A APREMO é uma associação de natureza social com bases de suporte alinhados a princípios
constitucionais do Estado moçambicano. Suas bases assentam nos princípios de ordem moral,
social, cultural e humanitário, que não ofendem a Lei-Mãe e demais diplomas legais que
protegem o direito de terceiros e o bem público.

1
Capitulo I

Denominação, Sede, Duração, Natureza e Objectivos

Secção I

Denominação, Sede e Duração

Artigo 1

Denominação e Natureza

1. A Associação adopta a denominação de Associação dos Professores Reformados de


Moçambique, abreviadamente designada por APREMO.

2. A APREMO é uma pessoa colectiva, de direito privado, apartidária, não de caris religiosa,
dotada de personalidade jurídica e de autonomia financeira, administrativa e patrimonial.

Artigo 2

Sede e Âmbito

A APREMO, é uma associação de âmbito Nacional, tem sua Sede na Cidade de Nampula, Av.
Eduardo Mondlane, Bairro de Namutequeliua, Unidade Comunal 25 de Setembro, Quarteirão
n° 14, Rua dos Quatro Caminhos, podendo estabelecer e manter quaisquer formas de
representação nas Províncias do País, por deliberação em Assembleia-Geral.

Artigo 3

Duração

A APREMO, tem sua duração por tempo indeterminado, contando a partir da data do seu
reconhecimento como pessoa jurídica.

Secção II

Fins e Objectivos

Artigo 4

Fins

1. A APREMO, é uma Associação sem fins lucrativos de caris social, criada com a
seguinte finalidade:
a) Reinvestir no capital humano constituído por professores reformados da educação
para continuarem dando seu contributo no processo de edificação da nação
moçambicana;
b) Estar inserida em diversos ramos da actividades de geração de renda para o seu
auto-sustento, com enfoque para a produção agrícola, pecuária, comercialização,
não obstando a prática de outras actividades desde que sejam lícitas.

2
Artigo 5

Objectivos

1. Objectivo Geral.

Empoderar os membros integrantes da Associação, através de acções de consciencialização


social, dotando-os de capacidades, habilidades, competências e conhecimentos elementares em
relação ao uso racional dos recursos naturais disponíveis no seu meio ambiente.

1.1 Objectivos Específicos

Constituem objectivos específicos da APREMO:

1. Promover e realizar projectos de desenvolvimento sustentável, através de implementação


de actividades de geração de rendimento para o auto-sustento da associação, com o enfoque
da produção agrícola, pecuária e comercialização agrícola.

2. Manter uma base financeira capaz de abrir uma linha de empréstimo financeiro interno
para os membros associados á APREMO, para implementação de projectos de geração de
rendas sustentáveis e viáveis.

3. Identificar crianças órfãs de pais membros da APREMO, vivendo em situação de


desamparo, para prestar apoio necessário de solidariedade e se possível integrá-los a
associação.

4. Fazer mapeamento dos professores reformados e respectivas famílias para inteirar-se do


seus estado.

5. Servir de elo de ligação com instituições governamentais e não governamentais


vocacionadas a assistência social, para integrar em programas sociais, os filhos menores de
professores reformados já mapeados vivendo em precárias condições.

6. Integrar em diversos grupos de interesse socioeconómico cultural para garantir sua


participação em espaços de debate.

Artigo 6

Visão da APREMO

Garantia de oportunidades iguais dos seus membros para alcançar um desenvolvimento


individual e colectivo que promova a autonomia social, financeira e económica ajustada às
necessidades básicas identificadas, contribuindo para uma sociedade mais justa e solidária,
onde cada pessoa usufrui o direito a uma vida digna.

Artigo 7

(Missão da APREMO)

Promover e incrementar o desenvolvimento associativo através de iniciativas individuais dos


seus membros, desde que estejam alinhadas ao fim último da associação, garantindo a
realização de actividades de geração de renda, prestação de ajuda humanitária e cooperação
3
com instituições governamentais e não-governamentais, visando criar o conforto e justiça social
no seio dos professores reformados, seus familiares e da sociedade em geral.

Artigo 8

(Valores da APREMO)

Constituem valores da APREMO, os seguintes:

1. Sentimento Social e humanitário, que é a razão da criação da APREMO;

2. Respeito Mútuo, que nos faz crescer e reconhecer o valor inato de todas as pessoas (que
não resulta de qualquer aprendizagem, após o nascimento);

3. Equidade e Justiça - A APREMO é pela igualdade de oportunidades a todas e todos,


independentemente da sua raça, idade, género, orientação sexual, cor, classe, etnia,
deficiência física, localização e religião;

4. Transparência e Honestidade – Os membros, no acto de realização das suas acções,


assumem a prestação de contas a todos os níveis e a manterem-se abertos em seus
julgamentos e comunicação com os outros;

5. Solidariedade com os Necessitados – é preconceito fundamental dos membros da


APREMO, o alinhamento com as pessoas necessitadas, visando combater a pobreza
absoluta, rumo ao desenvolvimento do País em geral;

6. Convicções Corajosas – que exigem dos membros, serem criativos e radicais, atrevidos e
inovadores, sem medo de fracassar no esforço de provocar o maior impacto possível sobre
as causas da sua pobreza;

7. Independência – os membros são independentes em relação à qualquer associação,


religião, partido político ou outra agremiação similar;

8. Humildade – da forma como os membros se apresentam e se comportam, reconhecem que


são parte integrantes de uma aliança mais ampla contra à pobreza absoluta.

9. Inovação - garante a inserção da associação em processos de mudanças estruturais visando


ser mais resiliente e sustentável.

Capitulo II

Princípios Gerais e Fundamentais da APREMO

Havendo necessidade de regular o exercício das suas actividades, o modo de procedimento e


como forma de garantir que a APREMO consiga alcançar os objectivos consagrados nos seus
Estatutos, estabeleceu e passa a respeitar sete (7) Princípios Gerais e Fundamentais, seguintes:

Artigo 9
4
Princípio de Livre Adesão

A APREMO, é uma associação cuja adesão é voluntária, aberta a todos professores reformados
ou seus representantes, com aptidão comprovada de usar de suas capacidades mentais,
intelectuais e físicas, e disposto a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação
social, racial, política, religiosa e de género.

Artigo 10

Princípio de Gestão Democrática pelos Sócios

1. A APREMO, é uma associação democrática, controlada por seus membros, que participam
activamente no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões.
2. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios.

Artigo11

Princípio de Participação Económica dos Membros

Os membros da APREMO contribuem de forma voluntária, equitativa e controlam


democraticamente as suas economias e os fundos financeiros da sua agremiação.

Artigo 12

Princípio de Autonomia e de Independência

1. A APREMO, é uma associação autónoma, de ajuda mútua, controlada por seus membros.

2. Em coordenação com outras entidades parceiras (privadas e públicas), recebendo apoio


externo, deve fazê-lo de forma a preservar o seu controle democrático pelos membros e
manter a sua autonomia.

Artigo 13

Princípio de Educação, Formação e Informação

1. A APREMO, deve garantir a educação e formação dos seus membros, dirigentes eleitos e
administradores, de modo a contribuir efectivamente para o seu desenvolvimento
socioeconómico individual e colectivo.

2. Os membros devem ficar informados sobre a necessidade, importância e os benefícios de


cooperação com os parceiros, para o desenvolvimento da APREMO.

Artigo 14

Princípio de Interacção

A APREMO atende seus membros de forma efectiva, e fortalece o movimento de


associativismo trabalhando juntos, em coordenação e cooperação com as estruturas locais,
nacionais, regionais e internacionais.

Artigo 15

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Princípio de Interesse pela Comunidade

A APREMO, trabalha pelo desenvolvimento, através de políticas aprovadas por seus membros,
visando contribuir para o desenvolvimento comunitário local e nacional.

Capitulo III

Fundo Social e Patrimonial, Finalidade, Emblema e seu Significado

Secção I

Fundo Social e Patrimonial e Finalidade

Artigo 16

Fundo Social e Patrimonial

Constitui fundo social e patrimonial da APREMO, os seguintes:

a) Jóias dos membros;

b) Quotas dos membros;

c) Donativos;

d) Heranças legadas ou doações;

e) Rendimentos provenientes de actividades de geração de rendimentos e/ou de prestação


de serviços a entidades singulares e colectivas;

f) Bens móveis e imóveis adquiridos ou edificados para o funcionamento da APREMO.

Artigo 17

Finalidade

O Fundo Social e Patrimonial da APREMO tem como finalidade:

a) Criar capacidades, e competências de auto-suficiência financeira para resolver os


problemas de carácter socioeconómica dos seus membros;

b) Aumentar o seu poder de planificação para ter capacidade de financiar suas próprias
iniciativas;

c) Permitir que possa definir suas próprias necessidades e prioridades;

d) Permitir que tenha possibilidades e capacidades materiais e financeiras, para garantir o


apoio aos membros que se encontram numa situação de necessitados.

Secção II
6
Emblema da APREMO e seu Significado

Artigo 18

Emblema da APREMO

1. A APREMO possui o seu Emblema, o qual simboliza no plano interno e externo o propósito
da sua criação no âmbito da implementação dos seus objectivos socioeconómicos e
humanitários.

2. O Emblema da APREMO compreende:

 Uma Estrela;
 Um Livro;
 Uma Enxada e uma Catana cruzadas entre si;
 Um Coração;
 Quatro Mãos de pessoas humanas de vários traços sociais abraçadas entre si;
 Raios solares à volta do coração;
 Uma roda dentada.

Artigo 19

O Significado dos Símbolos Mencionados

Os símbolos mencionados no ponto 2 do artigo anterior, tem os seguintes significados:

1. Estrela– Simboliza o renascimento da sabedoria dos membros da APREMO, que conduz a


renovação da esperança da construção de um futuro melhor, visando combater a pobreza.

2. Livro –Simboliza educação como instrumento de libertação de iniciativas criadoras, que


visem disseminar práticas sustentáveis, que promovam acções que favoreçam a assistência
humanizada sobre as técnicas de manutenção e preservação do bem-estar dos membros da
APREMO.

3. Enxada e Catana– Simbolizam o trabalho agrícola que a APREMO considera como o


centro das suas atenções para a geração de rendimento para o auto-sustento.

4. Coração – simboliza o manifesto de amor, carinho e sentimento comum, que os membros


da APREMO têm entre si, para com o próximo e/ou com a sociedade em geral,
caracterizados pela ajuda mútua.

5. Mãos – representam vários traços sociais, sem discriminação de raça, nem origem étnica,
abraçadas entre si, simbolizando a unidade, cooperação e solidariedade entre irmãos,colegas
e membros da APREMO.

6. Raios Solares – simbolizam a luz que ilumina a APREMO para o caminho da construção
do seu desenvolvimento socioeconómico.

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7. Roda Dentada – simboliza o sonho progressivo que reside na APREMO, para o
desenvolvimento individual e colectivo dos seus membros, no âmbito social, económico,
cultural e profissional.

Capitulo IV

Criação e Funcionamento da APREMO

Secção I

Dos Membros

Artigo 20

Constituição da APREMO

A APREMO é constituída por um número ilimitado de pessoas singulares que reúnam os


seguintes requisitos:

1. Aceitar pagar jóia e quotas mensais, estabelecidas no Regulamento Interno da APREMO;

2. Demonstrar espírito humanitário e de solidariedade no seio dos membros e simpatizantes;

3. Não ter comportamento de agitador no seio dos colegas, levando-os à desmoralização para
não aderirem aos propósitos da APREMO;

4. Não ter espírito de regionalista, tribalista, racista e individualista, que são factores
determinantes que favorecem para a prática de descriminação racial e social entre colegas
membros.

5. Ser sigiloso e aceitar defender os interesses da APREMO, protegendo a sua imagem;

6. Ter um bom comportamento moral, ético e cívico dentro e fora da APREMO.

7. Ser cidadão que tenha exercido a profissão de Professor estando actualmente em situação de
Reformado ou desligado excepto quando é membro de direcção ou membro fundador.

Artigo 21

Condições de Admissão a Membro da APREMO

1. A admissão dos candidatos a membro da APREMO, observará três momentos:

a) Leitura, compreensão e aceitação dos objectivos consagrados nos Estatutos e


Regulamento Interno da Associação;

b) Apresentação do pedido formal, por escrito, mediante o preenchimento de uma ficha


de manifesto (a ser fornecida pela direcção executiva da Associação);

c) Pagamento de jóia no momento da inscrição.

2. Ser professor reformado, podendo filiar-se seus familiares em sua representação;

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3. Ser cidadão moçambicano de reconhecida idoneidade que esteja inserido em áreas de
assistência técnica da associação;

4. Não estão vedados membros da APREMO independentemente do seu traço social, raça,
sexo, ideologia política, nível de formação académica, desde que aceitem os princípios e
Estatutos da APREMO, a prática de actividades políticas e religiosas no intervalo das
actividades da associação.

5. A admissão dos membros é proposta pelo Conselho de Direcção e ratificada pela


Assembleia-geral, no inicio de cada Sessão da Assembleia-geral.

6. Os membros fundadores da APREMO, estão isentos da obrigatoriedade do disposto no


número 1, nas alíneas a) e b) e do ponto 2 do presente artigo respectivamente.

Secção II

Classificação dos Membros da APREMO

Artigo 22

Categoria dos Membros

Os membros da APREMO subdividem-se em cinco categorias, a saber:

1. Membros Fundadores – aqueles que se envolveram e participaram activamente no


momento da idealização, concepção, criação e que subscreveram no registo da Associação.

2. Membros Efectivos – os que aderiram posteriormente, depois da criação da Associação e


estão envolvidos directamente na execução dos programas da mesma.

3. Membros Beneméritos – são pessoas singulares ou colectivas que estando a favor das
iniciativas da APREMO desejam voluntariamente apoiar e potenciar as capacidades
realizadoras, nos aspectos morais, técnicos e financeiros ao serviço da APREMO.

4. Membros Honorários – Entidades ou personalidades a quem a APREMO decida atribuir


tais distinções, que directa ou indirectamente contribuem duma forma frutuosa na realização
dos programas da Associação, para o alcance dos seus objectivos.

Secção III

Direitos e Deveres do Membro

Artigo 23

Direitos do Membro

São Direitos do membro da APREMO:

1. Participar nos encontros restritos e alargados, sempre que lhe for convocado, e em todos os
programas de actividades promovidos pela Associação ou em que ele esteja directamente
envolvido e usufruir dos seus resultados.

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2. Eleger e ser eleito para os cargos directivos da Associação.

3. Exercer o direito de voto em questões suscitadas nas sessões, salvo em questões que ele seja
directamente envolvido.

4. Solicitar a convocação da Sessão da Assembleia-geral nos termos estatuários.

5. Beneficiar-se de visitas de troca de experiências com organizações similares que estejam


dentro e fora da Província.

6. Participar seminários de capacitação em programas de desenvolvimento social e económico,


visando elevar o seu nível de gestão socioeconómica.

7. Solicitar empréstimo e/ou financiamento para a realização dos seus projectos


socioeconómicos.

8. Receber apoio solitário em caso de aflição extrema devidamente reconhecida.

9. Protestar e não acatar as decisões dos órgãos eleitos da organização, sempre que achá-los
contrários aos objectivos da Associação, da Lei e Ordem Pública.

Artigo 24

Deveres do Membro

Constituem deveres do membro da APREMO, os seguintes:

1. Aplicar, respeitar e fazer respeitar os Estatutos, Regulamentos, Programas e demais


decisões da Assembleia-geral, do Conselho de Direcção e dos restantes órgãos directivos da
APREMO.

2. Participar activamente em todos os programas de actividade da Associação.

3. Fazer parte em todas as reuniões para quais for convocado.

4. Assumir as responsabilidades pelo cargo em que for eleito.

5. Ser fiel à Associação e defender os seus interesses em qualquer circunstância.

6. Fornecer toda a informação necessária à Associação.

7. Promover a ajuda mútua no seio dos membros integrantes, sempre que for possível e
necessário.

8. Não denegrir a imagem da APREMO.

9. Não divulgar informações de carácter sigiloso a pessoas estranhas da Associação, sem a


devida autorização pelos responsáveis competentes.

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Secção IV

Implicações do Incumprimento das Normas

Artigo 25

Perda de Qualidade de ser Membro

Perde a qualidade de ser membro da APREMO:

1. Os que praticarem actos contrários aos objectivos e princípios da Associação ou os que


possam afectar gravemente o seu nome.

2. Os que promoverem actos que atentem contra a unidade nacional, inveja, intriga e outros
actos não abonatórios no seio dos membros que possam originar a prática de discriminação
racial, tribal, regional e social entre colegas membros da APREMO.

3. Os que estando obrigados, recusem em aceitar exercer quaisquer actividades da Associação,


salvo com motivo justificativo e comprovado pelos órgãos dirigentes.

4. Pela resignação do membro, através de uma carta escrita à Associação.

5. Pela expulsão do membro.

6. Os que não aceitem a subordinação aos Estatutos.

7. Pela morte.

8. Pelo não pagamento das suas quotas mensais durante doze meses consecutivos.

Secção V

Procedimento Disciplinar

Artigo 26

Infracção Disciplinar

1. Considera-se infracção disciplinar, toda conduta ofensiva aos preceitos estatuários,


regulamentos, deliberações da Assembleia-geral e as demais disposições dos órgãos
directivos da Associação.

2. O disposto no número anterior, não prejudica a aplicação do que a lei estabelece


relativamente a outros procedimentos disciplinares.

Artigo 28

Sanções a Aplicar aos Membros Infractores

1. As sanções a serem aplicadas, têm objectivo de educar o membro para um bom civismo.
Assim, o membro que não cumprir os seus deveres e abuse dos seus direitos, de acordo com
a gravidade da infracção, ser-lhe-á aplicado, as seguintes sanções:

a) Advertência/repreensão verbal.
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b) Repreensão registada.

c) Repreensão proferida em Assembleia-geral.

d) Aplicação de multa a ser definida no Regulamento Interno da Associação.

e) Expulsão.

2. A pena disciplinar não deve ser aplicada sem prévia defesa do membro notificado, o qual
tem o prazo de 5 dias para se defender e apresentar provas que julgar pertinentes.

3. As penas previstas nas alíneas a), b) e d) do número 1, do presente artigo, são da


competência da Assembleia-geral.

4. A pena de expulsão, será executada por deliberação da Assembleia-geral, mediante a


proposta do Conselho de Direcção, ouvido o Assessor Jurídico da Associação.

5. A pena de expulsão, será aplicada no caso de renitência do membro visado, nas penas
previstas nas alíneas a), b, c) e d), do número 1 deste artigo.

Artigo 28

Procedimento da Aplicação das Penas

1. O poder disciplinar é exercido pela APREMO através do seu Presidente do Conselho de


Direcção, e em casos excepcionais, pelo Assessor Jurídico da Associação.

2. Nenhuma punição poderá ser aplicada, sem obedecer os trâmites processuais legais, sendo o
procedimento disciplinar instaurado mediante a decisão do Conselho de Direcção da
APREMO.

3. Da decisão do Conselho de Direcção, cabe recurso à Assembleia-geral.

4. Da decisão da Assembleia-geral, cabe recurso aos Tribunais Judiciais da Província.

Capitulo V

Constituição Estrutural da APREMO

Secção I

Dos Órgãos Sociais da APREMO

Artigo 29

Estrutura Orgânica da APREMO

A APREMO, organicamente, está estruturada da seguinte maneira:

1. Assembleia-geral

2. Conselho de Direcção

3. Conselho Fiscal
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Artigo 30

Assembleia-geral

1. A Assembleia-geral é o órgão máximo deliberativo da Associação.

2. A Assembleia-geral é dirigida por uma mesa da Assembleia em sua Sessão.

3. A Assembleia-geral reúne-se ordinariamente uma vez por ano, sob convocação do seu
Presidente, com uma antecedência mínima de trinta dias.

4. As Sessões da Assembleia-geral realizam-se com a presença de todos ou mais de metade


dos membros constituintes, com quotas devidamente regularizadas.

5. Não se verificando o quórum numa primeira convocação, a sessão terá lugar 24 horas
depois. Com os convocados presentes, deliberarão validamente em Assembleia-geral.

6. O cumprimento das decisões da Assembleia-geral é de carácter obrigatório para todos os


membros da APREMO.

7. Em casos excepcionais, pode-se convocar Assembleia Extraordinária, para resolver


assuntos emergentes de urgência.

Artigo 31

Competência da Assembleia-geral

1. Aprovar, alterar ou reformular os presentes Estatutos e outros dispositivos regulamentares


da Associação.

2. Apreciar, discutir e votar a proposta do Orçamento e Plano de Actividades anuais da


Associação.

3. Apreciar, discutir e votar o Relatório, Balanço das Contas da Associação e o parecer do


Conselho Técnico-Jurídico.

4. Fixar, mediante a proposta do Conselho de Direcção, o valor de Jóia e da Quota Mensal.

5. Analisar, e aprovar questões relacionadas com a Associação.

6. Aprovar a estrutura orgânica da APREMO, assim como o Regulamento Interno da mesma.

7. Ratificar, sob proposta do Conselho de Direcção, novos projectos ou programas de


actividade da Associação .

8. Eleger e demitir os membros do Conselho de Direcção, da Assessoria Jurídica e da Mesa da


Assembleia-geral.

9. Aplicar a pena de expulsão aos membros que não cumpram com os seus deveres, de acordo
com o prescrito nos Estatutos e Regulamento Interno.

10. Apreciar, aprovar ou rejeitar o relatório trimestral, semestral e anual e o processo de conta
do exercício findo da Associação.
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11. Ratificar a admissão de novos membros.

12. Deliberar sobre quaisquer assuntos de interesse da Associação, não compreendidas nas
atribuições e competências de outros órgãos sociais.

13. Exercer as demais competências conferidas pela Lei, pelos Estatutos ou pelo Regulamento
Interno.

14. Decidir sobre a aquisição ou alienação de bens imóveis e sobre a aceitação de heranças,
legados e doações.

15. Deliberar sobre os documentos-chave para o funcionamento da associação. Tais como:


Plano Estratégico, Politicas e procedimentos administrativos, financeiros e dos Recursos
Humanos.

16. Apreciar e aprovar em conformidade com a legislação em vigor, sobre a extinção da


Associação e o destino a dar aos seus bens e valores.

Artigo 32

Formas de Convocação das Sessões da Assembleia-geral

1. As Sessões da Assembleia-geral, são convocadas com uma antecedência mínima de quinze


(15) dias, por meio de uma carta expedida para cada membro, devendo constar a data, a
hora do início do encontro, o local, bem como a agenda dos trabalhos da Sessão.

2. Os membros honorários, beneméritos e outras personalidades, poderão ser convidados a


participar, mas, sem direito a voto.

Artigo 33

Votação e Deliberação

1. As deliberações da Assembleia-geral, contrárias aos Estatutos, serão consideradas como


sendo uma acção irregular havida na convocação dos membros ou no funcionamento da
Assembleia-geral.

2. São anuláveis as deliberações da Assembleia-geral sobre a matéria estranha à ordem do dia,


salvo se todos os membros tiverem comparecido à reunião e concordarem com a alteração
da ordem do dia.

3. Nenhum membro da Associação poderá votar em matéria em que seja directamente


envolvido ou tenha interesse exclusivo dentro da Associação.

4. As deliberações da Assembleia-geral são válidas quando aprovadas por mais de metade dos
seus membros presentes com direito a voto.

5. As deliberações da Assembleia-geral, só podem ser alteradas, substituídas e revogadas, por


uma nova Sessão e deliberação da Assembleia-geral.

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Artigo 34

Composição e Competência da Mesa da Assembleia-geral)

1. A Mesa da Assembleia-geral é composta por: Presidente, Vice-Presidente e Secretário-


geral.

2. Compete à Mesa da Assembleia-geral dirigir as Sessões Ordinárias e Extraordinárias por ela


convocadas.

Artigo 35

Funções dos Membros da Mesa da Assembleia-geral

1. O Presidente da Assembleia-geral é o dirigente máximo da Mesa da Assembleia que


delibera validamente as decisões dos membros da Assembleia-geral em suas sessões.

2. Compete-lhe convocar a reunião da Assembleia Geral, indicando o dia, hora, local de


realização e ordem de trabalhos.

3. Investir ou dar posses aos titulares dos órgãos sociais eleitos em sessão da Assembleia
Geral.

4. Assinar com o Secretário as Actas da sessão da Assembleia Geral.

5. Cumprir e fazer cumprir na integra os estatutos da associação e as deliberações da


Assembleia Geral.

6. Na ausência do presidente da Mesa da Assembleia-geral, o seu Vice-Presidente dirige as


sessões, tomando o poder decisivo do órgão que dirige.

7. O Secretário-geral assume a função de tomar notas das discussões e deliberações das


sessões da assembleia-geral e elabora a acta final das sessões, para além da sua participação
activa nas decisões do órgão.

Secção II

Órgãos Executivos da APREMO

Artigo 36

Conselho de Direcção

1. O Conselho de Direcção é o órgão executivo da APREMO e representa a mesma no plano


interno e externo.

2. O Conselho de Direcção da APREMO é composto por: Presidente, Vice-presidente,


Secretário, Tesoureiro e dois Vogais.

3. O Conselho de Direcção é eleito em Assembleia-geral para um mandato de três anos,


podendo ser reeleito para um período igual.

4. O Presidente do Conselho de Direcção é o Presidente da APREMO.


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5. No exercício das suas funções, o Conselho de Direcção reunir-se-á em sessões de trabalho,
de três em três meses, sob convocação do seu presidente ou a pedido de ¾ dos seus
membros.

Artigo 37

Competências do Conselho de Direcção

Compete ao Conselho de Direcção:

1. Respeitar e fazer respeitar as disposições estatuárias legais assim como as decisões da


Assembleia-geral.

2. Fazer a supervisão geral da Associação e manter a disciplina.

3. Fazer a propaganda da Associação e do seu objecto social.

4. Propor à Assembleia Geral os valores de jóia e quota mensal.

5. Elaborar e submeter à apreciação do Conselho Fiscal e do Conselho Técnico-Jurídico, o


Plano Anual de Actividade e o Orçamento e apresentar à Assembleia Geral

6. Elaborar o relatório e contas de exercício do orçamento anual para a aprovação em


Assembleia-geral, mediante o parecer do Conselho Fiscal e do Conselho Técnico-Jurídico.

7. Submeter ao Conselho Fiscal e ao Conselho Técnico-Jurídico e apresentar à Assembleia


Geral, propostas de revisão do Plano de Actividade e Orçamento.

8. Solicitar a convocação da Assembleia Geral.

9. Propor à Assembleia Geral alterações aos Estatutos ou Regulamentos, fundamentando as


alterações propostas.

10. Elaborar projectos e negociá-los aos parceiros e/ou doadores, ou financiadores.

11. Dotar a cada serviço com pessoal competente e regulamentar o seu funcionamento e
atribuições.

12. Velar pela ordem e conservação dos bens existentes e providenciar tudo o que respeite a
beneficiação, manutenção e correcta fruição das instalações existentes.

13. Assinar contratos com os parceiros nacionais ou internacionais.

14. Admitir novos membros e informar à Assembleia-geral para a sua ratificação.

15. Sugerir à Assembleia-geral as novas áreas de trabalho a criar.

16. Fazer entrega ao novo Conselho de Direcção dos bens, valores, livros e documentos
importantes, logo que cesse o seu mandato, mediante o respectivo auto.

17. Apreciar e decidir sobre pedidos de suspensão de pagamento de quotas mensais.

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18. Exercer as demais competências conferidas pela Lei, Estatutos, Regulamento Interno ou
deliberação da Assembleia Geral.

19. Velar pela correcta gestão dos recursos humanos e financeiros da Associação e assegurar
que sejam geridos de forma transparente e eficiente.

20. Monitorar e fazer o acompanhamento da implementação de cada programa ou projecto e


assegurar que exista um equilíbrio adequado entre a qualidade do trabalho, a sua quantidade
e o custo-benefício.

21. Convocar e presidir as reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho de Direcção.

22. Assinar em nome da Associação todos os actos e contratos inerentes ao funcionamento da


Associação.

23. Assegurar a mobilização de recursos materiais, humanos e financeiros, em colaboração com


o executivo sénior, de forma a garantir sustentabilidade da Associação.

24. Participar no processo de elaboração dos instrumentos reguladores do funcionamento da


Associação em colaboração com o executivo sénior.

25. Assegurar para que haja uma gestão transparente e eficiente dos projectos e/ou programas,
incluindo os recursos humanos e financeiros.

Artigo 38

Competências do Vice-Presidente do Conselho de Direcção

Compete ao Vice-Presidente do Conselho de Direcção:

1. Trabalhar em conjunto com o Presidente do Conselho de Direcção e com outros membros


do mesmo órgão.
2. Representar a Associação junto do governo local, doadores e outras instituições durante as
ausências ou impedimentos do Presidente.
3. Fazer o acompanhamento das actividades do pessoal executivo.
4. Estabelecer mecanismos de prestação de contas do pessoal executivo.
5. Preparar os encontros trimestrais de prestação de contas do pessoal executivo.
6. Representar a Associação em quaisquer actos ou em juízo, incluindo o governo, doadores e
outras organizações da sociedade civil.
7. Assegurar uma gestão transparente e eficiente dos recursos alocados à associação.

Artigo 39

Competências do Secretário do Conselho de Direcção

Compete ao Secretário do Conselho de Direcção:

1. Preparar em coordenação com o Presidente, a documentação das reuniões ordinárias e


extraordinárias do Conselho de Direcção.
2. Fazer a divulgação das realizações da Associação aos membros, governo local e aos
beneficiários dos serviços da Associação.
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3. Criar e manter actualizado o banco de dados (contactos) dos membros.
4. Assinar com o Presidente os cheques bancários e outros títulos e documentos que
representem responsabilidade financeira para a Associação.
5. Lavrar e ler Actas das reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho de Direcção.
6. Analisar de forma crítica os relatórios de actividades da Associação, antes de serem
apreciados e aprovados pelo Presidente do Conselho de Direcção.
7. Fazer cobrança das quotas mensais aos membros.
8. Estar informado da posição bancária das contas da Associação.
9. Verificar regularmente as folhas de salários dos trabalhadores, prestando maior atenção ao
pagamento de impostos (INSS e IRPS) e envio dos valores às finanças.
10. Assessorar as finanças, em particular os diários de caixa e de bancos e outros documentos
contabilísticos.
11. Verificar os balancetes a serem apresentados nas reuniões ordinárias do Conselho de
Direcção.
12. Superintender os serviços gerais da tesouraria.
13. Organizar e gerir o arquivo físico e electrónico referente ao tesouro, património e outros
assuntos económicos e financeiros da Associação.
14. Elaborar anualmente o balanço patrimonial e financeiro da Associação para a aprovação da
Assembleia Geral, mediante o parecer do Conselho Fiscal.

Secção III

Conselho Fiscal

Artigo 40

Função do Conselho Fiscal

1. O Conselho Fiscal é um órgão que tem por função fiscalizar a gestão administrativa da
Associação, sem poderes deliberativos sobre as decisões que fiscaliza, mas, devendo emitir
uma opinião conjunta a respeito do desempenho do Conselho de Direcção e a sua máquina
administrativa.
2. O Conselho Fiscal é responsável pela emissão de um parecer sobre os demonstrativos
contabilísticos, devendo explicar sobre o seu parecer, sobre os lançamentos feitos pelo
contabilista, relacionados à transacção feita pelo tesoureiro por decisão da direcção
executiva.

Artigo 41

Competências do Conselho Fiscal

Compete ao Conselho Fiscal:

1. Acompanhar os actos do Conselho de Direcção, podendo os seus membros assistir as


reuniões deste, mas sem direito a voto.
2. Dar parecer sobre os orçamentos e planos de actividades anuais.
18
3. Dar parecer sobre os relatórios, balanço das contas anuais.
4. Comunicar ao Conselho de Direcção por escrito, com o conhecimento do Presidente da
Mesa da Assembleia, de todas as irregularidades que detectou e de todas as situações ante
estatuárias, anti-regulamentares ou lesivas dos interesses ou fins da Associação.
5. Pedir a convocação da Assembleia Geral quando julgue conveniente.
6. Verificar a gestão dos fundos com base nas políticas e procedimentos internos da
Associação.
7. Fazer a auditoria interna e controlo financeiro.
8. Verificar se os meios alocados à Associação estão a ser bem geridos e fazer os reajustes
necessários para corrigir as irregularidades detectadas.
9. Apresentar relatório sobre o desempenho do seu órgão à Assembleia Geral.
10. Diligenciar para que a contabilidade da Associação esteja bem organizada e arrumada
segundo os princípios contabilísticos.
11. Verificar o grau de cumprimento das decisões tomadas nas reuniões ordinárias do Conselho
de Direcção, recomendações e deliberações da Assembleia Geral.
12. Verificar o grau de cumprimento do Regulamento Interno, Politicas e Procedimentos
Administrativos, Financeiros e dos Recursos Humanos.
13. Fiscalizar o desempenho dos membros singulares do Conselho de Direcção.
14. Participar nas reuniões ordinárias do Conselho de Direcção, mas como observador e sem
direito a voto.
15. Verificar se a gestão dos fundos alocados à Associação é transparente e eficiente.
16. Solicitar a convocação da Assembleia Geral quando o julgar necessário.
17. Prestar contas nas sessões da Assembleia Geral sobre as actividades do seu órgão.
18. Orientar as auditorias internas da Associação

Artigo 42
Competência do Vice-presidente do Conselho Fiscal

Compete ao Vice-presidente do Conselho Fiscal:

1. Trabalhar em coordenação com o Presidente do Conselho Fiscal.


2. Representar ou substituir o Presidente do Conselho Fiscal nas suas ausências ou
impedimentos.
3. Substituir o Secretário do Conselho Fiscal durante as suas ausências ou impedimentos.
4. Elaborar actas e relatórios das reuniões ordinárias do Conselho Fiscal.
5. Divulgar o arquivo físico e electrónico do Conselho Fiscal.
6. Substituir os membros do mesmo órgão, nas suas ausências ou impedimentos.

Capitulo VI

Administração Interna

Artigo 43

Direcção Executiva da APREMO

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1. A Direcção executiva da APREMO é uma estrutura técnica de apoio que assume as tarefas
administrativas e é dirigida por um director executivo, nomeado pelo Presidente do
Conselho de Direcção.

2. A Direcção executiva da APREMO, presta contas das suas actividades, ao Presidente do


Conselho de Direcção.

3. Dada a especificidade e a natureza das actividades da Direcção executiva da APREMO, o


seu pessoal de apoio técnico-administrativo é admitido por contratação e por meio de um
concurso, orientado pelo Conselho de Direcção.

Capitulo VII

Eleições

Secção I

Periodicidade de Eleições, Cooperação e Alterações dos Estatutos

Artigo 44

Periodicidade das Eleições

1. As eleições para os órgãos directivos da APREMO realizam-se de três em três anos, na base
de votos secretos, pessoal e directo.

2. A lista de candidatos deverá ser proposta pelo Presidente do Conselho de Direcção cessante,
ouvido o Conselho Jurídico.

3. Os cargos directivos são preenchidos pelos membros eleitos democraticamente, em sessão


de Assembleia-geral, através de voto secreto, directo e pessoal.

4. Os cargos directivos são preenchidos pelos membros com quota em dia.

5. Os membros para os cargos directivos têm a duração de três anos, podendo renovar para
igual período, uma única vez.

Artigo 45

Cooperação Com Outras Entidades

No exercício das suas funções, a APREMO estabelecerá uma estreita parceria de cooperação
com outras entidades, quer sejam do governo, quer sejam das ONG,s nacionais e internacionais
e outras instituições similares.

Artigo 46

Alterações dos Estatutos

1. O presente Estatuto só poderá ser alterado, em Assembleia-geral, por aprovação unânime ou


por ¾ dos seus membros presentes.
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2. Quaisquer propostas de alteração do Estatuto, deverá ser do conhecimento dos membros,
trinta dias antes da realização da Assembleia-geral, convocada expressamente para o efeito.

Secção II

Dissolução, Liquidação e Destino dos Bens

Artigo 47

Dissolução

A dissolução da APREMO, será feita em Assembleia-geral, convocada expressamente para o


efeito, mediante a aprovação unânime ou por ¾ dos seus membros.

Artigo 48

Liquidação

1. A liquidação do fundo social e patrimonial e a canalização dos negócios em curso, serão


assegurados pelo Conselho de direcção que estiver em exercício.

2. Após a liquidação, a partilha terá a seguinte regra:

a) 70% Para os membros que tenham regularizado em 100% das suas quotizações.

b) 30% Para os membros que não tenham regularizado as suas quotizações.

c) Caso todos os membros tiverem regularizado com as suas quotizações, a partilha será
por igual, em 100%.

d) A partilha terá em conta a percentagem de quotização respectiva do membro se outra


não houver.

Secção III

Tratamento Especial

Artigo 49

Mortes e Transferências Imprevistas

1. Em relação ao ponto 2 do artigo anterior, quando se trate de um membro falecido, o


tratamento será objecto a regulamentar em função do disposto no artigo vigésimo Sexto do
presente Estatuto.

2. Relativamente ao membro que estiver sido transferido para fora da País, quer por sua livre
vontade, quer por necessidade de serviço, ele não está impedido de continuar de ser membro
e pagar normal e regularmente as suas quotas e gozar normalmente dos seus direitos.

3. A livre renúncia de ser membro, por quaisquer motivos, não tem direito a indemnização
nem retorno das suas quotizações.

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Secção IV

Disposições Finais e Transitórias

Artigo 50

Obrigatoriedade

1. A aplicação do presente Estatuto não deve contrariar as disposições legais do País.

2. Enquanto não estiverem criados os órgãos sociais da APREMO, compete aos membros
constituintes pronunciarem-se sobre os órgãos a criar e a sua composição até a realização da
Assembleia-geral Constituinte.

3. O presente Estatuto deverá ser completado por um Regulamento Interno da Associação, a


ser elaborado com especificidade de cada escalão da APREMO, no prazo de quatro meses
após a aprovação em Assembleia-geral do presente Estatuto.

4. Para todos os casos omissos, observar-se-ão as disposições do código civil no respeitante a


pessoas colectivas e demais legislações aplicáveis na República de Moçambique.

Nampula, aos 30 de Maio de 2020.

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