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O termo referente a Didática surge na Grécia, cuja etimologia sugere a Técnica

de ensinar (techné didaktiké- técnica ou arte de ensino). Para os gregos a arte de ensinar
era algo inato a pessoa, como um dom, uma determinação desde o nascimento. Por
outro lado, a pedagogia moderna rompe o determinismo grego, baseando-se na Didática,
onde está presente a prática e a teoria, buscando a investigação e a descoberta do
método eficiente para a docência, ideia abordada por Jan Amos Komensky (Comenius),
criando assim a Didática Magna. Nela apresenta a ideia de ensinar tudo a todos, de
possuir escolas para todas as pessoas, ler e escrever era essencial para o povo e o ensino
para grupos de alunos. Segundo Comenius, essas ações tornariam o povo capaz de ler os
dois livros deixados por Deus: a Bíblia e a Natureza. É importante ressaltar que já
existia escolas jesuítas com princípios semelhantes, mas voltada para a classe dominante
e não para o povo.
Comenius então abre um caminho para teorias modernas as quais engloba a
ideologia de que tudo pode se tornar ensinável. Dessa forma começa-se a pensar na
concepção de uma teoria educacional moderna relacionada com a contribuição de Jean
Jacques Rousseau sobre a importância da criança e a sua liberdade e sobre o valor de
conhecer os alunos.
Mesmo assim, a industrialização e o capitalismo mudaram as ideias desses
pensadores, a alta demanda por funcionários com determinados conhecimentos fizeram
com que as crianças fossem preparadas para suprir essa necessidade ensinando-os a ler,
escrever e contar, instaurando a mão de obra infantil. Nesse contexto se cria o sistema
público de escola.
Nesse sentido, os países reformaram os meios de produção, mas não mudaram a
cultura de ensino, repassando para as novas gerações as mesmas ideias. Por exemplo, a
educação na Colônia Brasileira foi baseada totalmente na educação ultrapassada de
Portugal através da Companhia de Jesus que utilizou o chamado Ratio Studiorom,
modelo pedagógico voltado para sistema de ensino português que foi muito mais
usufruído do que a Didática Magna no Brasil colônia, a qual ficou quase impossível de
ser expandida. Dessa forma, com o decorrer dos anos apenas há a alteração de matrizes,
partindo da matriz pedagógica jesuíta, continuando com a matriz positivista, matriz
autoritária e a matriz proletária.
Para romper essas tendências é preciso usar a concepção de Didática relacionada
a concepção de educação, partindo de eixos da escola moderna, profissionalização do
professor e melhorando a capacidade investigativa e de criação.
A concepção de Didática é uma área pedagógica voltada para a docência, ao
ensino e ao trabalho dos professores. É importante ressaltar que a Didática pode se
basear nos conhecimentos adquiridos, no modo de ensino, de ser e de comportar na sala
de aula. Desse modo a expressão “ter didática” refere-se ao reconhecimento dos alunos
em relação ao professor acerca do seu modo de ensinar bem. Essa forma de pensar é
consequência do uso do termo didática para ligar ao termo instrução ao longo do tempo,
assim seria voltada para a ação prática.
Professores considerados em ter didática, pode significar que os seus
conhecimentos podem ter vindos dos seus professores que ensinaram bem. Por outro
lado, professores ruins de didática podem ter convivido com professores que não
passaram boas formas de se comportar ou como executar uma boa aula.
Situações, como professores não possuírem boa didática, podem permear a ideia
do uso da Didática Tradicional, onde os mesmos princípios sistematizados de diversas
gerações passadas são transmitidos para os novos professores, os quais não conhecem
novos métodos e técnicas de ensino.
Entretanto, com novas pesquisas e estudos sobre desenvolvimento e
aprendizagem relacionadas a crianças em idade escolar, foi impulsionado o surgimento
de novos procedimentos didáticos, tais como o estudo do meio (conhecer lugares da
sociedade), estudo dirigido (o aluno recebe orientações e estímulos do professor),
método de projetos (professor e alunos planejam projetos para atingir um objetivo) e
fichas didáticas (os alunos trabalham de acordo com suas condições e ritmo). Porém a
presença desses procedimentos na sala de aula ainda não é totalmente expandida.
No entanto, com o passar dos anos, houve um crescimento de evasão e
repetência, foi percebido então que não só o ensino nas escolas, mas também o ensino
de Didática nos cursos devia mudar. Desse modo o professor precisa dominar os
conteúdos escolares e também dominar os conhecimentos pedagógicos, sendo assim
responsável pela didática das suas aulas.
Outrossim, é importante ressaltar as concepções da educação na escola moderna
como as relações pedagógicas (relação professor- aluno, saber-conhecimento), onde há
a relação social entre o educador(conhecimento) e o alunado(saber). É importante para o
professor nessa relação valorizar os saberes e o interesse do aluno em aprender,
buscando atender as suas dúvidas para algo que lhes é importante. Caso não o fazem
deixam a sua função importante de lado e impede a evolução escolar e social do
alunado. Tais ações são bastante, influenciadoras na vida dos alunos podendo fazer com
que eles continuem buscando conhecimento ou a continuarem com dúvidas.
Por fim, é importante conhecermos que com o aumento da quantidade de alunos
em uma sala haverá características socias distintas que precisam ser enfrentadas e
superadas. Concepções como o professor tem dificuldade de manter os alunos quietos,
tem problemas com a origem dos alunos e não acham necessário fornecer os
conhecimentos básicos são, em parte, a causa de problemas para a crise da escola. Para
superar essas e mais questões a Didática se mantém como um importante pilar.

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