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ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DA CALHETA


Física e Química A – 11.º Ano
Ficha formativa F1.3 - n.º 1
Nome: ____________________________________________________________ N.º: _____ Turma: _____
Unidade 1: Mecânica - Subunidade 1.3: Forças e movimentos
1.3.1. A resultante das forças e as condições iniciais
- Lançamentos e quedas na vertical; - Quedas com resistência do ar apreciável;
- Movimentos retilíneos em planos horizontais e inclinados
1.3.2. Movimento circular uniforme.
- Os satélites. - Grandezas características dos movimentos periódicos
Ainda
Aprendizagens essenciais não sei
Já sei
F.1.3.1. Interpreta, e caracteriza, movimentos retilíneos (uniformes, uniformemente variados e variados)
e circulares uniformes, tendo em conta a resultante das forças e as condições iniciais.
F.1.3.2. Resolve problemas de movimentos retilíneos (queda livre, plano inclinado e queda com efeito
de resistência do ar não desprezável) e circular uniforme, aplicando abordagens analíticas e gráficas,
mobilizando as Leis de Newton, explicando as estratégias de resolução e os raciocínios demonstrativos
que fundamentam uma conclusão.
F.1.3.3. Aplica, na resolução de problemas, a Lei da Gravitação Universal e a Lei Fundamental da
Dinâmica ao movimento circular e uniforme de satélites.
F.1.3.4. Pesquisa, numa perspetiva intra e interdisciplinar, os avanços tecnológicos na exploração
espacial.
FAL1.3. Relacionar, experimentalmente, a velocidade e o deslocamento num movimento
uniformemente variado, determinando a aceleração e a resultante das forças, avaliando
procedimentos, interpretando os resultados e comunicando as conclusões.

1. O gráfico representa o módulo da velocidade de um paraquedista,


em queda vertical, em função do tempo. Considere que o
movimento se inicia no instante t = 0 s.
1.1. Identifique o tipo de movimento adquirido pelo paraquedista
em cada um dos intervalos de tempo assinalados no gráfico.
1.2. Em que instante foi aberto o paraquedas? Fundamente a sua
resposta.
1.3. Indique o(s) intervalo(s) de tempo em que o módulo da
aceleração do paraquedista é nula.
1.4. No instante em que o altímetro regista 800 m, o paraquedista abre o seu paraquedas. A
distância de 800 m do solo é apropriada, pois no caso do paraquedas principal não abrir
corretamente, será necessário que o paraquedista tenha espaço de manobra e tempo
suficiente para acionar o paraquedas de reserva. A essa altura, estime o tempo que o
paraquedista demoraria a atingir o solo se nenhum dos dois paraquedas abrisse.

1.1. [0; 20] s ⇒ movimento retilíneo acelerado; [20; 40] s e [45; 60] s ⇒ movimento retilíneo uniforme;
[40; 45] s ⇒ movimento retilíneo retardado.
1.2. O paraquedas foi aberto no instante 40 s, uma vez que, após esse instante, o módulo da
velocidade diminuiu rapidamente em consequência do aumento da intensidade da resistência
do ar.
1.3. Nos intervalos [20; 40] s e [45; 60] s a intensidade da resistência do ar torna-se igual à
intensidade da força gravítica. As duas forças têm a mesma direção, a mesma intensidade,
mas sentidos opostos anulando-se. Sendo nula a intensidade da força resultante, o módulo da
velocidade não varia, sendo também nulo o módulo da aceleração do paraquedista.
1.4. Aos 20 s de movimento o paraquedista atinge a primeira velocidade terminal e a queda dá-se
com velocidade constante até abrir o paraquedas. Caso o paraquedista não abra o
paraquedas, atingirá o solo com velocidade de módulo 50 m s-1. Como o paraquedista se
desloca com velocidade constante: 𝑥 = 𝑥0 + v t ⇒ 0 = 800 - 50 t ⇔ t = 16 s O paraquedista
demoraria apenas 16 s a atingir o solo.

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2. Dois corpos, A e B, descrevem trajetórias retilíneas durante 5,0 s. A variação da posição no tempo
é descrita pelas equações: xA = 5,0 + 4,0 t - 2,0 t2 (SI) e xB = - 25,0 - 16,0 t (SI), respetivamente.
2.1. Identifique, justificando, o corpo que se desloca com movimento retilíneo uniforme.
2.2. Qual é a componente escalar do deslocamento de cada corpo nos 5,0 s de movimento?
2.3. Utilizando as potencialidades gráficas da calculadora, determine, para o corpo A: a) o instante
em que ocorreu a inversão do sentido da trajetória. b) o instante em que o corpo passa na
origem das posições.

2.1. O corpo B, uma vez que a equação das posições corresponde a uma equação de primeiro grau
em ordem a t que traduz a linearidade entre a posição e o tempo. Por outro lado, nessa
expressão a aceleração é nula pelo que a velocidade não varia.

2.2. Corpo A 𝑥 = 5,0 + 4,0 t - 2,0 t2 ⇒ 𝑥 = 5,0 + 4,0 x 5,0 - 2,0 x 5,02 ⇔ 𝑥 = - 25,0 m
Como o corpo inicia o seu movimento na posição 𝑥0 = 5,0 m, a componente escalar do
deslocamento será, então:
𝑥 = 𝑥f - 𝑥i ⇔ 𝑥 = - 25,0 - 5,0 = - 30,0 m
Corpo B 𝑥 = - 25,0 - 16,0 t ⇒ 𝑥 = - 25,0 - 16,0 x 5,0 ⇔ 𝑥 = - 105 m
Como o corpo inicia o seu movimento na posição 𝑥0 = - 25,0 m, a componente escalar do
deslocamento será, então:
𝑥 = 𝑥f - 𝑥i ⇔ 𝑥 = - 105 - (- 25,0) = - 80 m

2.3. a) O instante em que ocorre a inversão do sentido do movimento corresponde neste caso ao
máximo da função. Conclusão: o ponto obtido possui as coordenadas (1; 7), pelo que o corpo
inverte o sentido ao fim de 1,0 s na posição 7,0 m.
b) O corpo passa pela origem das posições quando se encontra na abcissa zero, ou seja, no(s)
zero(s) da função. Conclusão: o ponto obtido possui as coordenadas (2,87; 0), logo o corpo
passa na origem das posições no instante 2,9 s.

3. O condutor de um automóvel deslocava-se a velocidade


constante de módulo 17,0 m s-1, sobre uma trajetória retilínea
coincidente com o sentido positivo do eixo Ox de um referencial
unidimensional, quando o sensor de movimento do seu carro
indicou a proximidade a outro veículo. Para parar, aplicou uma
força de travagem, Ft, de intensidade 9,6 x 103 N.
Considere que o sistema automóvel + condutor, com 1,2 toneladas de massa, pode ser
representado pelo seu centro de massa (modelo da
partícula material).
3.1. Determine a componente escalar da aceleração
adquirida pelo automóvel.
3.2. Escreva a equação x(t), que traduz o movimento descrito
pelo automóvel, a partir do instante em que passa a
atuar a força de travagem.
3.3. A partir do gráfico velocidade-tempo esboce o gráfico
posição-tempo para o movimento descrito. Utilizando as
potencialidades da calculadora confirme o resultado
obtido, explicitando o raciocínio.
3.4. Determine a distância percorrida pelo automóvel, desde o instante em que passou a ser atuado
pela força de travagem até parar, recorrendo exclusivamente às equações do movimento.
3.5. Obtenha o resultado da alínea anterior, recorrendo exclusivamente às leis de conservação da
energia dos sistemas mecânicos.

3.1. 𝐹⃗𝑅 = 𝐹⃗𝑔 + 𝑁


⃗⃗ + 𝐹⃗𝐶 <=> 𝐹⃗𝑅 = 𝐹⃗𝐶
De acordo com a Segunda Lei de Newton e tendo em conta que o automóvel se desloca no
sentido positivo da trajetória: FR = m a ⇒ - 9,6 x 103 = 1,2 x 103 x a ⇔ a = - 8,0 m s -2
3.2. 𝑥 = 𝑥0 = v0 t + ½ a t2 ⇒ 𝑥 = 17,0 t - 4,0 t2 (SI)

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3.3. Como se trata de um MRUR, o gráfico x = f(t) deverá corresponder a um ramo de uma parábola,
com curvatura para baixo uma vez que o declive da linha do gráfico v = f(t), que indica a
componente escalar da aceleração, é negativo. 𝑥 = 17,0 t - 4,0 t2 (SI)

3.4. Recorrendo à relação v = v0 + a t, com v = 0 m s-1, é possível


encontrar o tempo que demorou a travar: v = v0 + a t ⇒ 0 = 17,0 -
8,0 t ⇔ t = 2,1 s Substituindo t por 2,1 s na equação das posições
obtém-se a posição final do corpo: 𝑥 = 17,0 t - 4,0 t2 ⇒ 𝑥 = 17,0 x 2,1
- 4,0 x 2,12 ⇔ 𝑥 = 18 m Como a posição inicial é 0 m e a posição
final é 18 m, o corpo percorreu 18 m desde o momento de atuação
da força até parar.

3.5. A força de travagem é uma força não conservativa. Como a trajetória é retilínea e não há
inversão de sentido, a distância percorrida é igual ao módulo do deslocamento, logo, d = 18 m.
Em = Ec + Epg
 Em = ½ m (vf2 – vi2) + m g (hf – hi) 
 Em = ½ x 1,2 x 103 x (02 – 17,02) + 0 
 Em = - 1,7 x 105 J

WFNC = WFr = Ec  WFt = - 1,7 x 105 J


WFr = Ft r cos   - 1,7 x 105 = 9,6 x 103 x r x cos 180º 
 r = 18 m

4. A Estação Espacial Internacional (EEI, ou ISS em inglês) funciona como um laboratório espacial
com permanência humana no espaço. A estação mantém um movimento circular uniforme numa
órbita próxima da superfície da Terra o que possibilita ser vista da Terra a olho nu.
4.1. É correto afirmar-se que num movimento circular uniforme a velocidade é constante?
Justifique.
4.2. Selecione o diagrama que representa corretamente a aceleração, 𝑎⃗ , que a EEI está sujeita e
a velocidade, 𝑣⃗ , da Estação, durante o seu movimento em torno da Terra.

4.3. Como pode a EEI deslocar-se com velocidade de módulo constante se está sujeita à força
gravítica?

4.1. Não é correto afirmar que a velocidade é constante pois, embora não varie em módulo, varia
constantemente em direção e sentido.
4.2. Opção (A).
4.3. Como a força gravítica que atua na Estação Espacial Internacional tem uma direção
perpendicular à direção da velocidade, não lhe altera o módulo, mas apenas a sua direção.

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5. Num percurso retilíneo, um ciclista desloca-se a uma velocidade de
módulo 25 km h-1, numa bicicleta com uma roda traseira de 70 cm de
diâmetro. No centro da roda traseira, presa ao eixo, encontra-se uma roda
dentada com 7,0 cm de Diâmetro.
(Note-se que o módulo da velocidade com que o ciclista se desloca na
bicicleta é igual ao módulo da velocidade linear de um qualquer ponto do
pneu da roda.)
5.1. Quanto tempo, em unidades do SI, demora a válvula de encher o
pneu a dar uma volta completa?
5.2. Determine o módulo da velocidade angular do movimento de rotação
da roda.
5.3. Um ponto da periferia da roda dentada, em relação à válvula de
encher o pneu, apresenta módulo de velocidade angular e um módulo de velocidade linear.
A. … igual … 10 vezes menor
B. … igual … 10 vezes maior
C. … diferente … 10 vezes maior
D. … diferente … 10 vezes menor
5.4. Quando a roda está em movimento a válvula de encher o pneu e um ponto da periferia da roda
dentada completam uma volta ao mesmo tempo. Conclua, justificando, se é a válvula ou o
ponto da roda dentada que tem maior módulo de aceleração.

5.1. v = 25 km h-1 = 6,9 m s-1


2𝜋𝑟 2 𝜋 × 0,35
𝑣= => 6,9 = <=> 𝑇 = 0,32 𝑠
𝑇 𝑇
2𝜋 2𝜋
5.2. 𝜔 = 𝑇 => 𝜔 = 0,32 = 20 𝑟𝑎𝑑 𝑠 −1 ou 𝑣 = 𝜔 𝑟 => 6,9 = 𝜔 × 0,35 <=> 𝜔 = 20 𝑟𝑎𝑑 𝑠 −1
5.3. Opção (A).
5.4. Se a válvula e o ponto da roda dentada completam a volta ao mesmo tempo apresentam igual
período e, consequentemente, igual módulo de velocidade angular. Como ac = 2 r, o módulo
da aceleração centrípeta é diretamente proporcional ao raio. Como o raio da circunferência
descrita pela válvula é maior, esse ponto apresenta maior aceleração centrípeta.

6. O Telescópio Espacial Hubble (HST) descreve uma órbita aproximadamente circular a uma altitude
média de 598 km acima da superfície da Terra. Raio da Terra = 6,37 x 106 m e massa da Terra =
5,98 x 1024 kg
6.1. Determine o módulo da velocidade orbital do HST, em unidades do SI, para manter a sua
órbita.
6.2. Qual é o período orbital do Telescópio Espacial Hubble (HST)?
6.3. Selecione a opção que completa corretamente a afirmação. “Aumentando a altitude de um
satélite artificial em órbita aproximadamente circular em relação à Terra, o módulo da
velocidade orbital do satélite…”
A. … aumenta.
B. … diminui.
C. … não se altera.
D. … anula-se
6.1. 6.2.

6.3. Opção (B).

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