Você está na página 1de 23

Unidade São José/SC

Estatística

Professora: Karina Paula de Souza


Natureza histórica
 Desde a antiguidade vários povos já a
utilizavam para:
 Registrar o número de habitantes, de
nascimentos, de óbitos ;
 Fazer estimativas da riqueza individual e social;
 Distribuir equitativamente terras ao povo;
 Cobrar impostos e realizar inquéritos quantitativos
por processos que, hoje, chamaríamos de
“estatísticos”.
Natureza histórica
 Na Idade Média:
 Colhiam informações, geralmente com finalidades
tributárias ou bélicas.

 A partir do século XVI:


 Surgiram as primeiras análises sistemáticas de
fatos sociais (batizados, casamentos, funerais)
originando as primeiras tabelas e tábuas e os
primeiros números relativos.
Natureza histórica
 No século XVIII:
 Adquiriu aos poucos, feição científica. Godofredo
Achenwall, batizou a nova ciência ou método,
determinando seu objetivo e suas relações com as
ciências.
O que é Estatística?
Pode-se dividir a estatística em 3 partes:
 Análise de dados: consiste em métodos e idéias
para organizar e descrever dados mediante a
utilização de gráficos, resumos numéricos, e
descrições matemáticas mais elaboradas.

 Produção de dados: fornece métodos para


produzir dados que podem dar respostas mais
claras a questões específicas. Ex: amostras e
planejamento de experimentos.
O que é Estatística?
 Inferência estatística: vai além dos dados
disponíveis, e procurar tirar conclusões sobre um
universo mais amplo. Não apenas formula
conclusões, como também as acompanha,
indicando seu grau de confiabilidade.
O que é Estatística?

“É a ciência de dados. Envolve a coleta, a


classificação, o resumo, a organização, a
análise e a interpretação da informação
numérica.” (Vieira, 1999)
O que é Estatística?

“Conjunto de métodos e processos quantitativos


que serve para estudar e medir os fenômenos
coletivos.” (Gonçalves, Silva e Murolo, 1996)
O que é Estatística?

“É uma parte da Matemática Aplicada que


fornece métodos para coleta, organização,
descrição, análise e interpretação de dados e
para a utilização dos mesmos na tomada de
decisões.” (Crespo, 1997)
Ramos da estatística
A estatística é dividida em duas grandes áreas:
 Estatística descritiva;
 Estatística Inferencial.
Estatística Descritiva

“Utiliza métodos numéricos e gráficos para


mostrar os padrões de comportamento dos
dados, para resumir a informação contida
nesses dados e para apresentar a informação
de forma conveniente.” (Vieira, 1999)
Estatística inferencial

“Inferência estatística oferece-nos métodos para


tirarmos conclusões dos dados. Na verdade,
vimos tirando conclusões dos dados durante todo
nosso trabalho. O que é novo na inferência
formal é que recorremos à probabilidade para
expressar a força das nossas conclusões. A
probabilidade permite-nos levar em conta a
variação aleatória e, assim, corrigir nosso
julgamento com a ajuda de cálculos.” (Moore,
2000)
Campos de aplicação
Serviços de meteorologia: a navegação aérea
e marítima, são essencialmente estatísticos,
com estudos sobre temperaturas, pressão,
quedas de chuvas, umidade, ventos e etc.

Indústria e comércio: comparar volumes e


produções de vendas em relação ao total por
região, estudar a situação dos mercados e
suas tendências.
Campos de aplicação
Geografia: estudos estatísticos sobre
densidades demográficas, correntes
migratórias, censo.

Segurança do trabalho:
Variáveis

“Vamos chamar de variáveis as características da


população que podem ser observadas (ou
medidas) em cada elemento da população,
sob as mesmas condições.” (Barbetta, 2001)
Variáveis
Considerando que variável é,
convencionalmente, um conjunto de
resultados possíveis de um fenômeno, ela
pode ser:
 Qualitativa: quando seus valores são expressos
por atributos ou qualidades (sexo, cor da pele,
etc.);

 Quantitativa: quando seus valores são expressos


em números (idade, salários dos operários, etc.).
Variáveis
 Uma característica quantitativa também se
chama de variável estatística ou simplesmente
variável. Cada valor que essa variável pode
assumir chama-se dado estatístico.

 As variáveis estatísticas podem ser:


 Contínuas: quando podem assumir qualquer valor
do intervalo de variação. Por exemplo: a
determinação da altura dos adolescentes de uma
escola, a variável “altura” é contínua
Variáveis
 Discretas: quando só podem assumir valores
inteiros. Por exemplo: na determinação do
número de sócios de um certo clube, a variável
“número de sócios” é discreta.
População ou Universo
 “Conjunto de todos os itens (pessoas, coisas,
objetos) que interessam ao estudo de um
fenômenos coletivo segundo alguma
característica.” (Gonçalves, Silva e Murolo,
1999).

“Conjunto de entes portadores de, pelo


menos, uma característica comum.” (Crespo,
1997)
Amostra
 “É um subconjunto finito de uma população.”
(Crespo, 1997)

 “É todo subconjunto de elementos retirados


da população para obter a informação
desejada.” (Vieira, 2003)
População e Amostra

Fonte: Material do Prof. Luiz Peres.


Outros conceitos
Parâmetro: “É usado para designar alguma
característica descritiva dos elementos da
população.”

Estimativa: “É usado para designar alguma


característica descritiva dos elementos da
amostra.”
Referências
 Apostila Prof. Luiz Peres.
 Apostila Solução para concursos.
 BARBETA, Pedro Alberto. Estatística aplicada ás ciências sociais. Florianópolis;
Editora UFSC, 2001.
 BUSSAB, Wilton de O. ; MORETTIN, Pedro A. Estatística Básica. São Paulo: Saraiva,
2004.
 ERMES, Medeiros da Silva ; ELIO, Medeiros da Silva ; GONÇALVES, Valter;
MUROLO, Afrânio Carlos. Estatística para os cursos de: Economia, Administração,
Ciências Contábeis. São Paulo: Atlas, 1999.
 FONSECA, Simon Jairo da; MARTINS, Gilberto de Andrade. Curso de Estatística. São
Paulo: Atlas, 1996.
 FREUND, John E. Estatística aplicada: economia, administração e contabilidade.
Porto Alegre: Bookman, 2006.
 RON, Larson; FARBER, Betsy. Estatística aplicada. São Paulo: Pearson Prentice Hall,
2004.
 TOLETO, Geraldo Luciano; OVALLE, Ivo Izidoro. Estatística básica. São Paulo: Atlas,
2005.
 VIEIRA, SONIA. Princípios de estatística. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,
2003.
 CRESPO, Antônio Arnot. Estatística fácil. São Paulo: Saraiva, 1997.