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Almeida Garrett

Frei Luís de Sousa


Frei Luís de Sousa
Ato I – Cenas I e II
Estrutura Externa

Ato I

Estrutura Interna

Cenas I e II – Exposição
Informação sobre as personagens e o contexto em que
vivem.
Frei Luís de Sousa

Didascália inicial do Ato I

Fornece indicações que nos permitem situar no tempo e no espaço a ação


da obra.

Espaço – “Câmara antiga…duas grandes janelas…sobre o


Tejo…Lisboa….retrato…”

Tempo – “princípios do século dezassete…É no fim da tarde”.

Didascália relativa à personagem em cena

- Dá conta do estado de espírito da personagem.


Frei Luís de Sousa

Divisão da cena I em momentos

1º momento: vai até “…pode-se morrer” – reflexão decorrente da leitura do


episódio de Inês de Castro de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões.

2º momento: inicia-se em “Mas eu!...” e vai até ao fim da cena – a reflexão


passa para um plano pessoal. A adversativa marca o início deste momento.
D. Madalena vê neste episódio similitudes com a sua situação. Tal como Inês
vive o fim do seu amor, também ela teme idêntico infortúnio.

Estado de espírito de Madalena

D. Madalena está pensativa e emocionalmente confusa, o que é percetível


pela utilização das reticências, exclamações e da interjeição “Oh!”.
Frei Luís de Sousa

Justificação para a mudança de cena

A mudança de cena deve-se à entrada de uma nova personagem - Telmo.

Tema do diálogo inicial entre Telmo e D. Madalena

O livro que D. Madalena estava a ler.

Mudança de tom de voz de D. Madalena

A evocação de um passado que ela quer esquecer, fá-la passar a um tom de


voz mais ríspido e assertivo.
Frei Luís de Sousa
Preocupações de D. Madalena e Telmo relativamente a Maria

D. Madalena teme a influência de Telmo sobre Maria.


Telmo preocupa-se com a ilegitimidade de Maria e com os juízos de valor que
possam ser feitos pela sociedade.

Sentimentos que gradualmente se vão apoderando das personagens

Telmo – receio e arrependimento.


D. Madalena – angústia e determinação.

Medidas de D. Madalena para se certificar da morte de D. João

Mandou procurá-lo durante sete anos, gastou muito dinheiro e enviou


embaixadores por toda a parte.
Frei Luís de Sousa
Reação de Telmo face a D. Madalena e à forma como esta se
comporta depois do desaparecimento do marido

Telmo é sarcástico, crítico e muito inflexível, pois acredita que D. Madalena


construiu a sua felicidade sobre a infelicidade dos outros.

Razão por que Telmo acredita no regresso do seu amo

Acredita nesse regresso, por causa de uma carta escrita pelo seu amo, na
qual garantia que regressaria “vivo ou morto”.

Dimensão patriótica desta cena

Nesta cena, faz-se referência à batalha de Alcácer Quibir (1578) e ao


desaparecimento de D. João de Portugal e de D. Sebastião.