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A Tuberculose

No séc. XVII:
“Seria nos séculos XVII e XVIII que se verificaria um aumento
substancial de casos de tuberculose, e nos 200 anos que se
seguiriam, tornar-se-ia a principal causa de morte na Europa e na
América do Norte; nesses séculos, a doença assolava Portugal,
facto para o qual em muito contribuíam as deficientes condições
higiénicas e sanitárias, maioritariamente nos centros urbanos onde
não existiam redes de esgotos e os despejos eram diretamente
realizados para a rua; a ausência de formação científica dos
médicos desse tempo era um fator facilitante da rápida propagação
da doença.”
In “Tuberculose, um problema de saúde pública”, Ana Carolina Paisano dos Santos Rodrigues,
2015.

Atualmente:
Portugal continua a ter uma redução anual de 5% no número de
novos casos de tuberculose, mas precisava de duplicar esta
diminuição para cumprir as metas da Organização Mundial da
Saúde (OMS).
Dados oficiais apresentados, no dia 22 de março, em Lisboa
mostram que a taxa de incidência foi em 2018 de 15,4 casos por
100 mil habitantes, com um total de 1.703 casos notificados.
A Diretora do Programa Nacional para a Tuberculose, Isabel
Carvalho, assume que a redução anual de 5% dos novos casos,
que se tem verificado nos últimos anos, não é suficiente para atingir
as metas definidas pela Organização Mundial da Saúde em 2030.
Portugal precisaria de ter uma redução de 10% de novos casos por
ano para ter em 2030 uma redução de 80% dos casos da doença
em comparação com valores de 2015.
In https://www.sns.gov.pt/noticias/2019/03/25/tuberculose-reducao-de-casos/