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Função dos Centros de Energia (chakras)

Energia é tudo o que vibra: a luz, o som, os raios do Sol, a água… Tudo o que
existe no Universo é composto de energia. Tudo o que tocamos é composto
por energia condensada, ou seja, matéria. Há energia em todo o lugar, dentro e
fora do planeta Terra. Qual a relação entre energia, aura e chakras?

Todos os seres vivos precisam de energia vital (ou prana, bioenergia, chi, qi…)
para que se mantenham vivos. As fontes desta energia estão na terra, na água,
no ar. ou na incorporação de tudo isso, nos alimentos, no toque energético de
plantas, rochas, metais e de outros seres vivos.

A Aura, reflexo energético do Corpo Subtil


A nossa origem está na energia cósmica. Cada ser vivo possui um campo de
energia etérea que o envolve, que lhe transmite vitalidade e com características
específicas que o diferencia dos demais seres. Este campo pode ser entendido
como sendo os pulmões energéticos que sustentam a vida de cada Ser.

Conhecido como corpo subtil, é constituído por diversas camadas,  como se


tratasse de uma atmosfera em relação à Terra. Este corpo subtil emana
energia, micro-descargas elétricas, em tons e  cores espiritualmente
significativas, consoante a sua frequência. Esta rede de vibrações
corresponde à aura ou ovo áurico e reflete as energias que existem em cada
Ser humano.

Intrínsecos ao campo energético do Ser humano, existem diversos remoinhos


associados ao corpo físico, “aberturas” por onde se fazem trocas energéticas
com o Universo, com outras pessoas, com outros seres, com a natureza. Esses
remoinhos são chamados de chakras, e podemos entendê-los como inúmeros
alvéolos a revestir todo o corpo e a permitir a respiração energética de um Ser
vivo!

Chakras
Os chakras são centros de energia em forma de círculo (chakra = roda, em
sânscrito) que rodam e vibram constantemente numa determinada frequência.

Os chakras não são físicos, não é possível vê-los. Estão associados ao nosso


corpo e a zonas da nossa consciência. Interagem com o corpo físico e com o
corpo subtil através de dois grandes veículos, o sistema endócrino e o sistema
nervoso. O número de chakras é infinito mas, geralmente, centramos a atenção
nos sete grandes chakras, tendo em conta a importância das suas funções.
Estes chakras estão associados a glândulas endócrinas e também a grupos
particulares de nervos, chamados plexos, o que os torna importantes num
trabalho de terapia para o equilíbrio e alinhamento dos centros
energéticos. 

Os chakras apontam para partes específicas do corpo físico e da consciência.


Mapa com os Chakras Principais
Os chakras nutrem, com energia vital, todas as células e órgãos do nosso
corpo. Os chakras “principais” existem em sete pontos, ao longo do  corpo
(diagrama em cima), cada um associado a um conjunto diferente de órgãos e
sistemas.

Não é de estranhar que as localizações dos nossos chakras correspondam aos


lugares do  corpo onde os sistemas essenciais usam muita energia. Por
exemplo, o frontal fica entre os olhos, sustém o nosso centro visual e o lóbulo
frontal do nosso cérebro. Essa localização é o epicentro da tomada de
decisões, planeamento e orientação. É necessária tanta energia nessa
zona que faz sentido que exista um vórtice nessa região. O mesmo acontece
com o chakra do coração, que envolve um campo de força eletromagnética tão
intensa que pode ser sentida a vários metros de distância. Os chakras podem
estar abertos ou fechados, hiperativos ou hipoativos, dependendo da forma
como a energia flui através deles.

Quando os seus chakras funcionam bem, dizemos que estão alinhados,


conferindo à sua aura as cores que expressam conexão, equilíbrio, plenitude e
saúde.

CHAKRA BASE OU RAIZ

Chamado pelos hindus de Muladhara, que significa suporte, em sânscrito, está


situado na base do tronco, mais exatamente na região do períneo. A sua
abertura está voltada para baixo, para a Terra. É o responsável pela absorção
da energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação
do sangue.
Está ligado às glândulas gónadas, testículos no homem, ovários na mulher,
responsáveis pela produção de hormonas que dão ao homem e à mulher as
suas características específicas. Nestas hormonas incluem-se a testosterona,
fundamental para o homem, e o estrogéneo e a progesterona, importantes para
sensibilizar a mucosa do útero para o desenvolvimento do óvulo fertilizado, na
mulher.

O chakra básico associa a cor vermelha e, como já vimos, é ligado ao elemento


Terra, e rege também os órgãos que dão estrutura ao corpo (ossos, músculos,
sistema nervoso, coluna vertebral) e as partes do corpo que nos ligam à Terra
(ancas, pernas, pés). É o chakra que assegura a vida.

Os sinais de bloqueio deste chakra traduzem-se, ao nível físico, por tendência


para a depressão, fadiga frequente e mau funcionamento
dos intestinos (geralmente “prisão de ventre“). Ao nível emocional são
sensações frequentes de insegurança, sentimentos de infelicidade e uma
tendência para acumular coisas antigas.

A missão desse chakra é fazer com que caminhemos com equilíbrio no planeta


Terra. Ele expressa a saúde do corpo físico como um todo. A cor vermelha
ativa a vibração deste chakra e a cor verde fecha-o.

CHAKRA SEXUAL

Para os hindus, é o Swadhisthana (ou cidade do prazer, em sânscrito), e


encontra-se na região do baixo ventre. Também é conhecido por chakra do
sacro. A sua energia está associada com a energia sexual. É o chakra da troca
sexual, da criatividade e da alegria. Também tem ligações com emoções como
o medo e a ansiedade.

É responsável pela reprodução e troca sexual e pelo controle de líquidos em


todo o corpo humano. O chakra sexual energiza toda a área genital e também
cuida da filtragem e circulação de líquidos nos rins e das excreções do corpo. É
regido pela Lua (por isso tão vinculado ao feminino, à sexualidade, à
maternidade e à criação) e pelo elemento água (associado ao liquido
amniótico, às relações interpessoais, à autoestima, ao amor-próprio).

Na gestação, dentro do ventre da mãe, ficamos 9 meses ligados a ela pelo


cordão umbilical. No útero fomos abrigados e envolvidos pelo líquido amniótico,
fomos nutridos por ele. Por esses motivos, a saúde desse chakra influencia a
qualidade de nossa relação com a Terra, com a família, com as pessoas em
geral, e connosco. Ele representa o nosso corpo emocional, armazena
emoções vividas em relacionamentos anteriores, e dá-nos a missão de interagir
harmoniosamente com o mundo e com tudo que está à volta.

Quando ativo, apresenta a cor laranja, roxa ou vermelha (dependendo das


circunstâncias). A cor turquesa fecha o chakra.

Quando está bloqueado, predispõe para falhas na ereção, ejaculação


prematura, infertilidade, infeções urinárias e problemas durante a
menstruação (dores, período irregular, menorragia, amenorreia).

Ao nível emocional: falta de alegria de viver, tensão e irritabilidade, problemas


recorrentes nos relacionamentos, baixa autoestima.  Quando hiperativo, causa
intenso desejo sexual e outras compulsões. Se o chakra sexual estiver
saudável, ele estimula o melhor funcionamento dos outros chakras,
proporciona as bases para um relacionamento equilibrado com as outras
pessoas e ajuda no despertar da energia kundalini.

CHAKRA UMBILICAL OU DO PLEXO SOLAR


Chamado de Manipura pelos hindus (em sânscrito, cidade das jóias), fica um
ou dois dedos acima do umbigo, e está ligado ao pâncreas. Esse chakra,
quando aberto e pleno, apresenta cor amarela, verde-forte e vermelha.

Ele influencia a nossa relação com a matéria e com o poder pessoal.


Neste chakra ficam retidas emoções densas como a raiva, a mágoa, o medo, a
tristeza, a angústia, o rancor, a ansiedade. É um dos chakras que mais
precisam de ser tratados e harmonizados. Representa o corpo mental.

O plexo solar controla a região das vísceras, e não é por acaso que todas as
emoções densas e viscerais (como a paixão e o desejo) se acumulam nessa
região. Quando está a funcionar bem, é vivida uma vida emocional forte e
positiva. Ele ativa conexões intensas – a ligação entre homem e mulher ocorre
nesse nível, assim como a ligação entre mãe e filho. Quando um
relacionamento se desintegra, e esses laços são quebrados, resulta um
“sentimento vazio”. Por isso, é um dos chakras mais críticos no nosso dia-a-dia.

Quando está bloqueado, o chakra umbilical pode implicar


más digestões, enjoos, dores na zona do estômago e diabetes. Ao nível
emocional induz a sentir-se “uma pessoa sem valor“, com
baixa autoestima, facilmente irritável e nervosa. Quando em harmonia, pelo
contrário, dá uma capacidade de realização muito grande. Este chakra impele à
ação porque proporciona muita vitalidade. Ao mesmo tempo, funciona como
um radar psíquico, identifica energias, negativas e positivas, nas presenças
que nos rodeiam.

CHAKRA DO CORAÇÃO

Os hindus deram-lhe o nome de Anahata (Câmara secreta do coração) e, pela


tradução do sânscrito, é fácil saber onde ele está, na região do coração, no
centro do peito. O chakra cardíaco apresenta cor verde e amarelo-ouro, e está
ligado à glândula timo.
É responsável pela energização do sistema cardíaco e respiratório. Como é
considerado o centro do amor e canal de expressão dos sentimentos, é um
centro energético importante na manutenção do equilíbrio, do amor, de
sentimentos altruístas e, em termos físicos, de um bom sistema circulatório e
imunológico.

O chakra do coração tem a função de equilibrar as energias de todos os


outros chakras, pois está no centro. Tem três chakras abaixo dele, associados
à Terra, e, acima, três chakras superiores, mais subtis e associados ao plano
espiritual. É o coração que conecta o Céu e a Terra, a espiritualidade com a
matéria. É o centro energético da aura.

Por outro lado, devido à sua sensibilidade, é o chakra que, numa primeira linha,
acusa o choque de um desequilíbrio emocional. Quando acontece um bloqueio,
fica-se incapaz de amar outra pessoa e, igualmente grave, não se consegue
amar a si próprio. Surge a depressão, o vazio, a incapacidade de
mostrar empatia seja com quem for, o desconforto perante a intimidade, a
desmotivação completa. Em termos físicos, é normal aparecem pontadas
dolorosas no peito e o sistema imunitário ficar debilitado. Nas mulheres, o
bloqueio persistente deste chakra poderia, segundo algumas escolas, ter
influência na génese do cancro da mama.

CHAKRA LARÍNGEO OU DA GARGANTA

Tem o nome Vishuddha (O purificador do sangue, em sânscrito) e está


associado à glândula tiróide. A tiróide tem como função “filtrar” o sangue e tem
um papel importante na normalização do sistema nervoso e dos ciclos
menstruais, nas mulheres.

Este chakra está localizado na garganta e é responsável pela comunicação,


pela expressão das ideias, verbalização e concretização de projetos.
Fisicamente, cuida da boca, garganta e vias respiratórias e, através do
sistema nervoso parasimpático, tem uma influência decisiva no funcionamento
dos órgão autónomos (coração, estômago, intestinos, aparelho geniturinário).
As mãos e os braços são extensões físicas do chakra da garganta, pois são
com eles que concretizamos as ideias no plano material.

O Laríngeo apresenta uma cor azul-celeste, lilás, branco prateado ou rosa, de


acordo com as variáveis que a pessoa estiver a viver.

Quando apresenta desequilíbrio, pode causar dor de garganta, herpes,


acentuar as dores de dente e/ou gengiva e ser um fator agravante
do hiper ou hipotiroidismo, nomeadamente nas doenças auto-imunes. Uma
pessoa com dificuldades de comunicação e em expressar o que sente, que
“aguenta tudo calada”, pode ter o chakra da garganta bloqueado.

CHAKRA FRONTAL OU 3º OLHO

O Ajna (Centro de controle, em sânscrito) é mais conhecido como chakra do


terceiro olho. Isso quer dizer que ele está na testa, entre as sobrancelhas, e
vinculado à glândula pituitária ou hipófise. Apresenta cor índigo, branco-
azulado, amarelo ou esverdeado.

Cuida do lobo frontal, que representa a nossa porção lógica, os nossos ideais,
o raciocínio e pensamentos, a nossa capacidade de observação e
aprendizagem, e a intuição. O chakra frontal, em termos físicos, também
representa é responsável pela saúde dos olhos e do nariz.

Quando está saudável, o ajna adquire capacidade de clarividência e expande a


intuição. Representa a dualidade e os dois hemisférios do nosso cérebro, pois
é desenhado com apenas duas pétalas.
Quando em desequilíbrio, provoca diversas disfunções: pensamentos
agitados, ideias que se acumulam e não são colocadas em prática,
desorganização, tristeza e falta de concentração. Fisicamente, a pessoa
pode ficar fragilizada e sofrer de sinusite, que é a somatização dessa
congestão mental. Também pode ter ataques de pânico, dores de cabeça, e
até problemas mentais. A meditação é uma boa ferramenta para proporcionar
serenidade e harmonia a este chakra.

CHAKRA DA COROA

O Sahashara (Lótus das mil pétalas, em sânscrito) possui exatamente 972


pétalas. Está no topo da cabeça, ligado à pineal ou epífise, que é a glândula
que fica no centro da cabeça. O chakra forma uma coroa de luz, por isso
também é conhecido como chakra da coroa, pois está voltado para cima.
Apresenta cor violeta, branco-fluorescente ou dourado.

Através desse chakra, podemos alcançar a compreensão de tudo e é por ele


que nos conectamos com o plano espiritual, com o Eu Superior, com Deus e o
divino em todas as coisas. Está ligado à nossa evolução espiritual.

Quando ele é trabalhado e desenvolvido, facilita a lembrança e a consciência


de vivências kármicas significativas da nossa existência. Tem muita
importância na expansão da consciência e na perceção de mensagens “de
Planos Superiores”. É o chakra por onde circula a energia cósmica que penetra
a nossa aura como uma cascata de água.

Fisicamente, este chakra tem influência nas funções mentais e na produção de


serotonina, a hormona do bem-estar que regula o sono, o apetite, o humor,
entre outras funções.
Quando está em desequilíbrio, a pessoa pode desenvolver fobias, problemas
neurológicos, depressão, problemas no sono, dificuldades em meditar.
Quando está saudável, este chakra ativa a sensibilidade, favorece a
consciência do nosso propósito de vida e sentimentos de felicidade plena

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