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Exercícios do livro ―Genética‖

William D. Stansfield – Genética


Exercício 2.12

Diversas cobaias pretas com o mesmo genótipo foram


cruzadas e produziram 29 descendentes pretos e 9
brancos. Que se pode dizer em relação aos genótipos
dos pais?
Exercício 2.12

Os genótipos dos pais teriam de ser heterozigóticos,


possuindo um alelo dominante (B) e um alelo recessivo
(b). Teriam portanto o genótipo Bb.

Com efeito, atendendo a que a proporção fenotípica é


de 29:9 ≈ 3:1, o xadrez mendeliano adequado teria de
ser o seguinte:
B b
B BB Bb
b Bb bb

¼ BB : ½ Bb : ¼ bb = Proporção de 3 pretos : 1
branco
Exercício 2.13

Se num cruzamento-teste uma cobaia fêmea de cor


preta produzir pelo menos um descendente branco,
determine:

a) O genótipo e o fenótipo do progenitor macho que


produziu o descendente branco.

Por definição num cruzamento-teste cruza-se um


indivíduo com genótipo desconhecido com outro
indivíduo homozigótico recessivo. Desta forma, será
possível distinguir indivíduos com genótipo
homozigótico dominante de indivíduos com genótipo
heterozigótico, mas que apresentem o mesmo fenótipo.
Exercício 2.13

Se num cruzamento-teste uma cobaia fêmea de cor


preta produzir pelo menos um descendente branco,
determine:

a) O genótipo e o fenótipo do progenitor macho que


produziu o descendente branco.
P: ♀ Bb × ♂ bb
b b
↓ B Bb Bb
b bb bb
F1: ½ Bb : ½ bb
Proporção fenotípica: ½ preto : ½ branco
O genótipo do progenitor macho é bb e o seu fenótipo
é branco.
Exercício 2.13

b) O genótipo desta fêmea?


O genótipo é Bb.
Exercício 2.15
Na Drosophila, olhos cor sépia são devidos a um alelo
recessivo (s) enquanto os olhos selvagem (olhos
vermelhos) são devidos ao alelo dominante (+). Se
fêmeas com olhos de cor sépia são cruzadas com
machos selvagem puros, que proporções fenotípicas
poderemos esperar, se os machos da geração F2 são
retrocruzados com fêmeas progenitoras de olhos sépia?
Exercício 2.15
Sépia  ss (recessivo)
Selvagem  s+s+ (dominante)

P: ♀ ss × ♂ s+s+
s s
↓ s+ s+s s+s
s+ s+s s+s
F1: 100 % s+s

F1 × F1: ♀ s+s × ♂ s+s


s+ s
↓ s+ s+s+ s+s
s s+s ss
F2: ¼ s+s+ : ½ s+s : ¼ ss
Exercício 2.15

Tipo de Frequência Descendência


cruzamento
♂ s+s+ × ♀ ss ¼×1 ¼ (1 s+s) = ¼ s+s
♂ s+s × ♀ ss ½×1 ½ (½ s+s : ½ ss) = ¼ s+s : ¼ ss
♂ ss × ♀ ss ¼×1 ¼ (1 ss) = ¼ ss

s+s = ¼ + ¼ = 1/2
ss = ¼ + ¼ = 1/2
As proporções esperadas são 1/2 sépia : 1/2 selvagem
Exercício 2.5 ‐ Stansfield  
 
As cores do pêlo da raça de gado “Shorthorn” representam um exemplo 
clássico  de  alelos  codominantes.  A  cor  vermelha  (red)  é  condicionada 
pelo genótipo CRCR, a cor ruão (uma mistura de vermelho e branco) pelo 
genótipo CRCW e cor branca pelo genótipo CWCW. 
 
a)  Quando  animais  ruão  são  cruzados  entre  si,  quais  as  proporções 
genotípicas  e  fenotípicas  que  poderemos  esperar  para  os  seus 
descendentes? 
 

  CR  CW 
CR  CRCR CRCW 
CW  CRCW CWCW
 
P: CRCW × CRCW 
↓ 
F1: ¼ CRCR : ½ CRCW : ¼ CWCW 
Proporção fenotípica: ¼ vermelho : ½ ruão : ¼ branco 
 
(Desde que cada genótipo produza um único fenótipo, a razão fenotípica 
será igual à razão genotípica) 
 
 
 
 
 
b)  Se  animais  “Shorthorn”  de  pêlo  vermelho  forem  cruzados  com 
animais  “Shorthorn”  de  pêlo  Ruão  e  se  os  descendentes  F1  forem 
posteriormente  cruzados  entre  si  para  produzirem  a  F2,  qual  a  sua 
provável percentagem para a cor ruão? 
 

  CR  CW 
CR  CRCR CRCW
CR  CRCR CRCW
 
P: CRCR × CRCW 
↓ 
F1: ½ CRCR : ½ CRCW 
Proporção fenotípica: ½ vermelho : ½ ruão 
 
Para  a  produção  da  descendência  F2  há  três  tipos  de  cruzamentos 
possíveis.  As  frequências  da  sua  ocorrência  podem  ser  calculadas 
estabelecendo a seguinte tabela de cruzamentos: 
  

  ½ CRCR  ½ CRCW 
½ CRCR  a) ¼ CRCR × CRCR  b) ¼ CRCR × CRCW 
½ CRCW  b) ¼ CRCR × CRCW  c) ¼ CRCW × CRCW 
 
↓ 
 
a) ¼ CRCR × CRCR = ¼ (1 CRCR) = ¼ CRCR 
 
 
 
b) ¼ CRCR × CRCW + ¼ CRCR × CRCW =   CR  CW 
= ½ CRCR × CRCW = ½ (½ CRCR : ½ CRCW) =  CR  CRCR  CRCW 
= ¼ CRCR : ¼ CRCW  CR  CRCR  CRCW 
 

 
c) ¼ CRCW × CRCW =    CR  CW 
= ¼ (¼ CRCR : ½ CRCW : ¼ CWCW) =  CR  CRCR  CRCW 
= 1/16 CRCR : 1/8 CRCW : 1/16 CWCW  CW  CRCW  CWCW 
 

 
 
CRCR = ¼ + ¼ + 1/16 = 9/16 
CRCW = ¼ + 1/8 = 3/8 = 6/16 
CWCW = 1/16 
 
A percentagem provável para a cor ruão será 1/4 + 1/8 = 3/8 ≈ 38 % 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exercício 2.23 ‐ Stansfield  
 
A forma dos rabanetes pode ser comprida (SLSL), arredondada (SRSR) ou 
ovalada  (SLSR).  Se  rabanetes  compridos  são  cruzados  com  rabanetes 
ovalados,  e  permitindo  que  a  F1  se  cruze  ao  acaso  entre  si,  que 
proporção fenotípica podemos esperar para a geração F2? 
 
SLSL ‐ Compridos 
SLSR ‐ Ovalados 
SRSR ‐ Arredondados 
 

  S L  S L 
S L  S LS L   S LS L  
SR   SLSR SLSR 
 
P: SLSL × SLSR 
↓ 
F1: ½ SLSL : ½ SLSR 
Proporção fenotípica: ½ compridos : ½ ovalados 
↓ 
F1 × F1 (cruzamento ao acaso) 
 
Para  a  produção  da  descendência  F2  há  três  tipos  de  cruzamentos 
possíveis.  As  frequências  da  sua  ocorrência  podem  ser  calculadas 
estabelecendo a seguinte tabela de cruzamentos: 
 
  
  ½ SLSL  ½ SLSR 
½ SLSL  a) ¼ SLSL × SLSL  b) ¼ SLSL × SLSR 
½ SLSR  b) ¼ SLSL × SLSR  c) ¼ SLSR × SLSR 
 
↓ 
a) ¼ SLSL × SLSL = ¼ (1 SLSL) = ¼ SLSL 
 
b) ¼ SLSL × SLSR + ¼ SLSL × SLSR =   S L  S L 
= ½ SLSL × SLSR = ½ (½ SLSL : ½ SLSR) =  S L  S LS L   S LS L  
= ¼ SLSL : ¼ SLSR  SR   SLSR  SLSR 
 

 
c) ¼ SLSR × SLSR =   S L  SR  
= ¼ (¼ SLSL : ½ SLSR : ¼ SRSR) =  S L  SLSL  SLSR 
= 1/16 SLSL : 1/8 SLSR : 1/16 SRSR  SR   SLSR  SRSR 
 

 
SLSL = 1/4 + 1/4 + 1/16 = 4/16 + 4/16 + 1/16 = 9/16 
SLSR = 1/4 + 1/8 = 4/16 + 2+16 = 6/16 
SRSR = 1/16 
 
Proporções fenotípicas F2: 
9/16 compridos : 6/16 ovalados : 1/16 arredondados 
 
 
 
 
 
Exercício 3.18

Sabe-se que um locus génico com alelos codominantes


determina a cor das penas de galinhas de modo que o
genótipo FPFP = preto, FBFB = salpicada de branco e
FBFP = azul. Um outro locus com alelos codominantes
determina a morfologia das penas tais que MNMN =
formato normal de penas, MNMF = penas ligeiramente
anormais designadas por ―arrepiadas‖ e MFMF = penas
grosseiramente anormais designadas por
―extremamente arrepiadas‖. Se aves azuis, arrepiadas
são cruzadas entre si, que proporções fenotípicas
poderemos esperar entre os seus descendentes?
Exercício 3.18

FPFP - vermelho
FBFP - azul
FBFB - salpicado de branco
MNMN - penas normais
MNMF - penas arrepiadas
MFMF - penas extremamente arrepiadas

P: Aves azuis arrepiadas × Aves azuis arrepiadas

P: FBFPMNMF × FBFPMNMF

F1: ?
Exercício 3.18
FB FP MN MF
FB FBFB FBFP MN MNMN MNMF
FP FBFP FPFP MF MNMF MFMF

1/4 MNMN - 1/16 FBFBMNMN


1/4 FBFB 1/2 MNMF - 1/8 FBFBMNMF
1/4 MFMF - 1/16 FBFBMFMF

1/4 MNMN - 1/8 FBFPMNMN


1/2 FBFP 1/2 MNMF - 1/4 FBFPMNMF
1/4 MFMF - 1/8 FBFPMFMF

1/4 MNMN - 1/16 FPFPMNMN


1/4 FPFP 1/2 MNMF -1/8 FPFPMNMF
1/4 MFMF - 1/16 FPFPMFMF
Exercício 3.18

As proporções fenotípicas esperadas serão as


seguintes:

1/16 salpicado de branco, normal;


2/16 salpicados de branco, arrepiado;
1/16 salpicado de branco, extremamente arrepiado;
2/16 azul, normal;
4/16 azul, arrepiado;
2/16 azul, extremamente arrepiado;
1/16 preto, normal;
2/16 preto, arrepiado;
1/16 preto, extremamente arrepiado.
Exercício 3.16 ‐ Stansfield  
Nos pêssegos,  o genótipo homozigótico GoGo produz glândulas ovais na 
base  das  folhas,  o  genótipo  heterozigótico  GoGa  produz  glândulas 
redondas  e  o  genótipo  homozigótico  GaGa  resulta  na  ausência  de 
glândulas.  Num  outro  locus,  o  gene  dominante  S  produz  pêssegos  com 
penugem  na casca e o seu alelo recessivo s produz pêssegos com casca 
lisa  (nectarina).  Uma  variedade  homozigótica  com  glândulas  ovais  e  de 
casca  lisa  é  cruzada  com  uma  variedade  homozigótica  de  casca  com 
penugem  e  sem  glândulas  na  base  das  folhas.  Que  proporções 
genotípicas se podem esperar na geração F2? 
 
GoGo – glândulas ovais  S – com penugem na casca 
GoGa – glândulas redondas  ss – com casca lisa 
GaGa – ausência de glândulas   
 
P: glândulas ovais e casca lisa × sem glândulas e casca com penugem 
P: GoGoss × GaGaSS 
↓ 
F1: GoGaSs 
↓ 
F1 × F1 (cruzamento ao acaso) 
↓ 
F2 ? 

  Go  Ga    S  s 
Go  GoGo  GoGa  S  SS  Ss 
Ga  GoGa  GaGa  s  Ss  ss 
 

 
¼ G G  : ½ GoGa : ¼ GaGa 
o o
¼ SS : ½ Ss : ¼ ss 
 
↓ 
 
 
1/4 SS ‐ 1/16 GoGoSS
1/4 GoGo 1/2 Ss ‐ 1/8 GoGoSs
1/4 ss ‐ 1/16 GoGoss
 
1/4 SS ‐ 1/8 GoGaSS
1/2 GoGa 1/2 Ss ‐ 1/4 GoGaSs
1/4 ss ‐ 1/8 GoGass
 
1/4 SS ‐ 1/16 GaGaSS
1/4 GaGa 1/2 Ss ‐ 1/8 GaGaSs
1/4 ss ‐ 1/16 GaGass
 
As proporções fenotípicas esperadas serão as seguintes: 
3/16 ovais, com penugem; 
1/16 ovais, com casca lisa; 
6/16 redondas, com penugem; 
2/16 redondas, com casca lisa; 
3/16 sem glândulas, com penugem; 
1/16 sem glândulas, com casca lisa. 
 
 
 
 
 
 
 
Exercício 3.14
Um porco branco, com cascos de burro, é cruzado com
uma porca do mesmo fenótipo. Entre os descendentes
da F1 foram encontrados 6 brancos com patas fendidas,
7 pretos com cascos de burro, 15 brancos com cascos
de burro e 3 pretos de patas fendidas.
Exercício 3.14
a) Se todos os descendentes pretos e com cascos de
burro da geração F1 deste tipo de acasalamento forem
submetidos ao cruzamento-teste, que proporção
fenotípica poderíamos prever na descendência do teste.

P: Porco branco, com cascos de burro × Porca branca,


com cascos de burro

6 brancos com patas fendidas


7 pretos com cascos de burro
F1
15 brancos com cascos de burro
3 pretos de patas fendidas

Os progenitores teriam de ser heterozigóticos.


Exercício 3.14
Brancos  6 + 15 = 21 (B)
Pretos  7 + 3 = 10 (b)
Cascos de burro  7 + 15 = 22 (C)
Patas fendidas  6 + 3 = 9 (c)

P: BbCc × BbCc

F1: ?

Bb × Bb  ¼ BB : ½ Bb : ¼ bb
Cc × Cc  ¼ CC : ½ Cc : ¼ cc
Exercício 3.14
¼ CC  1/16 BBCC  Branco, cascos de burro
¼ BB ½ Cc  1/8 BBCc  Branco, cascos de burro
¼ cc  1/16 BBcc  Branco, patas fendidas

¼ CC  1/8 BbCC  Branco, cascos de burro


½ Bb ½ Cc  1/4 BbCc  Branco, cascos de burro
¼ cc  1/8 Bbcc  Branco, patas fendidas

¼ CC  1/16 bbCC  Preto, cascos de burro


¼ bb ½ Cc  1/8 bbCc  Preto, cascos de burro
¼ cc  1/16 bbcc  Preto, patas fendidas
Exercício 3.14
Brancos, cascos de burro = 1/16 + 1/8 + 1/8 + 1/4 = 9/16
Brancos, patas fendidas = 1/16 + 1/8 = 3/16
Pretos, cascos de burro = 1/16 + 1/8 = 3/16*
Pretos, patas fendidas = 1/16

* Como os porcos pretos, com cascos de burro


correspondem a 3/16, o universo passa a ser 3.

Cruzamento-teste
P: Porcos pretos, com cascos de burro da F1 × Porcos
pretos, com patas fendidas

P: (1/3 bbCC + 2/3 bbCc) × bbcc


Exercício 3.14
Tipo de Frequência Descendência
cruzamento
bbCC × bbcc 1/3 × 1 1/3 (1 bbCc) = 1/3 bbCc
bbCc × bbcc 2/3 × 1 2/3 (½ bbCc : ½ bbcc) =
1/3 bbCc : 1/3 bbcc

bbCc = 1/3 + 1/3 = 2/3


bbcc = 1/3

R.: As proporções esperadas seriam de 2/3 pretos, com


cascos de burro para 1/3 de pretos, com patas
fendidas.
Exercício 3.14
b) Se a porca fosse submetida ao cruzamento-teste,
que proporção fenotípica poderíamos prever para
descendência?
P: ♀BbCc × bbcc

F1: ?
Bb × bb  ½ Bb : ½ bb
Cc × cc  ½ Cc : ½ cc

½ Cc  ¼ BbCc  Branco, cascos de burro


½ Bb
½ cc  ¼ Bbcc  Branco, patas fendidas

½ Cc  ¼ bbCc  Preto, cascos de burro


½ bb
½ cc  ¼ bbcc  Preto, patas fendidas
Exercício 3.14
As proporções esperadas seriam:
Brancos, cascos de burro = 1/4
Brancos, patas fendidas = 1/4
Pretos, cascos de burro = 1/4
Pretos, patas fendidas = 1/4
Exercício 3.15
Entre os galináceos, a presença da crista é produzida
pelo gene dominante C e ausência pelo seu alelo
recessivo c. A cor preta das penas V_ é dominante
sobre a cor vermelha vv. Um ave homozigótica de
penas pretas, sem crista, é cruzada com uma ave
homozigótica de penas vermelhas, com crista. Que
proporções fenotípica e genotípica poderíamos esperar
do cruzamento teste envolvendo somente aves da F2
pretas e com crista?
Exercício 3.15
C_ - Crista V_ - Preta
cc – Sem crista vv - Vermelha

P: Ave homozigótica preta, sem crista × Ave homozigótica vermelha, com crista

P: VVcc × vvCC

F1: VvCc (todos pretos, com crista)

F1 × F1


Exercício 3.15
V v C c
V VV Vv C CC Cc
v Vv vv c Cc cc

1/4 CC - 1/16 VVCC - Preta com crista


1/4 VV 1/2 Cc - 1/8 VVCc - Preta com crista
1/4 cc - 1/16 VVcc

1/4 CC - 1/8 VvCC - Preta com crista


1/2 Vv 1/2 Cc - 1/4 VvCc - Preta com crista
1/4 cc - 1/8 Vvcc

1/4 CC - 1/16 vvCC


1/4 vv 1/2 Cc - 1/8 vvCc
1/4 cc - 1/16 vvcc
Exercício 3.15
Preta com crista: 1/16 + 1/8 + 1/8 + 1/4 =
= 1/16 + 2/16 + 2/16 + 4/16 = 9/16

Mudança de universo → 9

1/9 VVCC
2/9 VVCc
2/9 VvCC
4/9 VvCc

Cruzamento-teste
Exercício 3.15
Tipo de cruzamento Frequência Descendência
VVCC × vvcc 1/9 × 1 1/9 (1 VvCc) = 1/9 VvCc
VVCc × vvcc 2/9 × 1 2/9 (½ VvCc:½ Vvcc) = 1/9 VvCc:1/9 Vvcc
VvCC × vvcc 2/9 × 1 2/9 (½ VvCc:½ vvCc) = 1/9 VvCc:1/9 vvCc
4/9 (1/4 VvCc:1/4 Vvcc:1/4 vvCc:1/4vvcc) =
VvCc × vvcc 4/9 × 1
1/9 VvCc:1/9 Vvcc:1/9 vvCc:1/9vvcc

As proporções genotípicas são:

4/9 VvCc : 2/9 Vvcc : 2/9 vvCc : 1/9 vvcc

As proporções fenotípicas são:

4/9 pretas com crista : 2/9 pretas sem crista :


2/9 vermelhas com crista : 1/9 vermelha sem crista
Exercício 3.26

Sabe-se que a cor da pelagem nos ratos é condicionada


por diversos genes. A presença de uma faixa de
pigmento amarelo nas extremidades do pêlo é
denominada padrão aguti e é produzida pelo alelo
dominante A. A condição recessiva nesse gene locus
(aa) não possui esta faixa subapical e é chamada não-
aguti. O alelo dominante de um outro locus, M, produz
pigmento preto e seu genótipo recessivo mm produz
pigmento marrom.
O genótipo homozigótico chch restringe a produção de
pigmento às extremidades do corpo a um padrão
denominado Himalaia, enquanto o genótipo C_ por seu
turno permite que o pigmento seja distribuído sobre
todo o corpo.
Exercício 3.26

a) Nos cruzamentos entre ratos puros marrom, aguti,


himalaia e ratos pretos puros, quais são as proporções
fenotípicas esperadas na F1 e F2?

A_ - aguti M_ - pigmento preto chch - himalaia


aa - não aguti mm - pigmento C_ - normal
castanho (pigmento sobre
todo o corpo)
Exercício 3.26

P: Ratos puros marrom, aguti, himalaia × Ratos pretos puros

P: mmAAchch × MMaaCC

F1: MmAaCch (todos aguti, pretos)

F1 × F1


Exercício 3.26

3/4 C_ - 27/64 M_A_C_


3/4 A_
1/4 chch - 9/64 M_A_chch
3/4 M_
3/4 C_ - 9/64 M_aaC_
1/4 aa
1/4 chch - 3/64 M_aachch
F2
3/4 C_ - 9/64 mmA_C_
3/4 A_
1/4 chch - 3/64 mmA_chch
1/4 mm
3/4 C_ - 3/64 mmaaC_
1/4 aa
1/4 chch - 1/64 mmaachch
Exercício 3.26

As proporções fenotípicas esperadas na F2 serão as


seguintes:

27/64 aguti, preto;


9/64 aguti, preto, himalaia;
9/64 pretos;
3/64 preto, himalaia;
9/64 aguti castanho;
3/64 aguti, castanho, himalaia;
3/64 marrom;
1/64 marrom, himalaia.
Exercício 3.26

b) Que proporção de aguti preto da F2 deverá ter


genótipo AaMMCc?

Há 27 aguti, preto na F2 com genótipo A_M_C_. Para


encontrar os indivíduos com o genótipo pretendido tem
de se considerar o seguinte:

1 MM → 2 Aa → 2 Cch (logo 1 × 2 × 2 = 4)

Portanto, haverá 4/27 aguti, preto com genótipo


MMAaCch.
Exercício 3.26

c) Que percentagem entre todos os himalaia da F2


deverá apresentar pigmento marrom?
Há 9 + 3 + 3 + 1 = 16 indivíduos himalaia na F2 e 3 +
1 = 4 com pigmento marrom na F2.

Logo, se

16 — 4
100 — x
x = 25 %
Exercício 3.26

d) Que percentagem entre todos os aguti da F2 deverá


apresentar pigmento preto?
Há 27 + 9 + 9 + 3 = 48 indivíduos aguti na F2 e 27 + 9
= 36 com pigmento preto na F2.

Logo, se

48 — 36
100 — x
x = 75 %
Exercício 2.25
Na raça de cães ―mexicanos sem pêlo‖, a condição de
ausência de pêlo é produzida pelo genótipo
heterozigótico (Hh). Os cães normais são
homozigóticos recessivos (hh). Filhotes homozigóticos
para o alelo H via de regra nascem mortos
apresentando anormalidades na boca e ausência de
orelhas. Se a média do tamanho da ninhada na
desmama é 6 no cruzamento entre cães sem pêlo, qual
seria a média que poderíamos prever do número de
cães sem pêlo e normais do cruzamento de cães sem
pêlo com cães normais.
Exercício 2.25
Hh  ausência de pelo
hh  normais
HH  letais
Se a média da ninhada no cruzamento entre cães sem
pêlo é igual a 6, então:
P: Hh × Hh
H h
H HH Hh
↓ h Hh hh

F1: ¼ HH (letal) : ½ Hh : ¼ hh

½ Hh : ¼ hh  ¾ da ninhada
Exercício 2.25
Se:
¾ da ninhada  6 cães
1 ninhada  x cães

x = 24/3 = 8 cães numa ninhada completa


Logo:
P: Cão sem pêlo × Cão normal
P: Hh × hh
H h
↓ h Hh hh
h Hh hh
F1: ½ Hh : ½ hh
Exercício 2.25
Se a média da ninhada completa é igual a 8, então:
½ Hh × 8 = 4 Hh
½ hh × 8 = 4 hh

4 cães sem pêlos : 4 cães normais


Exercício 2.27
Nos coelhos a anomalia de Pelger envolve uma
segmentação anormal nos glóbulos brancos do sangue.
Os coelhos Pelger são heterozogóticos (Pp); os normais
são homozigóticos (PP). O genótipo homozigótico
recessivo (pp) deforma grosseiramente o esqueleto
desses coelhos que geralmente morrem antes ou logo
depois do nascimento. Se coelhos Pelger são cruzados
entre si, que proporção fenotípica podemos prever para
a F2 adulta?
Exercício 2.27
Pp  Pelger
PP  Normais
pp  Letal
P: Pelger × Pelger
P: Pp × Pp P p
P PP Pp
↓ p Pp pp

F1: ¼ PP : ½ Pp: ¼ pp (Letal)


Mudando de universo:

F1: 1/3 PP : 2/3 Pp


Exercício 2.27
Para a produção da descendência F2 há três tipos de
cruzamentos possíveis. As frequências da sua
ocorrência podem ser calculadas estabelecendo a
seguinte tabela de cruzamentos:

1/3 PP 2/3 Pp
1/3 PP a) 1/3 PP × 1/3 PP b) 1/3 PP × 2/3 Pp
2/3 Pp b) 1/3 PP × 2/3 Pp c) 2/3 Pp × 2/3 Pp

a) 1/9 PP × PP = 1/9 (1 PP) = 1/9 PP


Exercício 2.27
b) 2/9 PP × Pp + 2/9 PP × Pp =
= 2/9 (½ PP : ½ Pp) + 2/9 (½ PP : ½ Pp)=
= 2/18 PP : 2/18 Pp + 2/18 PP : 2/18 Pp

c) 2/3 Pp × 2/3 Pp =
= 4/9 (¼ PP : ½ Pp : ¼ pp) =
= 4/36 PP : 8/36 Pp : 4/36 pp (Letal)
A proporção fenotípica podemos prever para a F2 adulta é:

PP: 1/9 + 2/18 + 2/18 + 4/36 = 1/9 + 1/9 + 1/9 + 1/9 = 4/9

Pp: 2/18 + 2/18 + 8/36 = 1/9 + 1/9 + 2/9 = 4/9

pp: 4/36 = 1/9 (Letal)


Exercício 2.27
Mudando o universo:

PP = 4/8
Pp = 4/8

4/8 PP : 4/8 Pp

1/2 PP : 1/2 Pp

1/2 Normais : 1/2 Pelger
Exercício 2.31
A genética dos grupos sanguíneos ABO foi apresentada
no Exemplo 2.15. Um homem do grupo sanguíneo B
está acusado por uma mulher do grupo sanguíneo A
como sendo o pai da sua criança. A criança em questão
é do grupo O.
Exercício 2.31
Grupo A  IAIA; IAi
Grupo B  IBIB; IBi
Grupo O  ii

Nota- O alelo IA é codominante com alelo IB e são


ambos dominantes sobre o alelo i.

IA  Reacção positiva com o antigene A


IB  Reacção positiva com o antigene B
IAIB  Reacção positiva com os antigenes A e B
i  Reacção negativa com os antigenes A e B
Exercício 2.31
a) Este homem é o pai da criança?

Homem do grupo sanguíneo B  IBIB; IBi


Mulher do grupo sanguíneo A  IAIA; IAi
Criança do grupo sanguíneo O  ii
Este homem pode ser pai da criança se tiver o genótipo
IBi.

b) Se este homem realmente é o pai da criança,


especifique os genótipos de ambos os progenitores.

Pai  IBi
Mãe  IAi
Exercício 2.31
c) Se é impossível que este homem do grupo B seja o
pai da criança do grupo O, sem considerar o genótipo
da mãe, especifique o seu genótipo.
É impossível ser pai se for IBIB.

d) Se o homem pertencesse ao grupo sanguíneo AB,


poderia ser o pai de uma criança do grupo O?
Não, porque não poderia transmitir o alelo i.
Exercício 2.32

Uma série alélica múltipla é conhecida como


condicionadora da intensidade de pigmentação dos
camundongos (ratos domésticos). D = cor normal, d =
cor diluída, dl = é letal, quando em homozigotia. A
sequência de dominância é D > d > dl. Um
camundongo de cor normal transportando o alelo letal
é cruzado com um outro de cor diluída também
transportando o alelo letal. A F1 é retrocruzada com o
progenitor de cor diluída.

a) Qual a proporção fenotípica que podemos prever


para a descendência viável do retrocruzamento?
Exercício 2.32

D = cor normal
d = cor diluída
dl = letal

D > d > dl

P: cor normal com alelo letal × cor diluída com alelo letal

P: Ddl × ddl
D dl
↓ d Dd ddl
dl Ddl dldl

F1: ¼ Dd : ¼ ddl : ¼ Ddl : ¼ dldl (letal)


Exercício 2.32

Mudando o universo, fica:


F1: 1/3 Dd : 1/3 ddl : 1/3 Ddl

Tipo de cruzamento Frequência Descendência


Dd × ddl 1/3 × 1 1/3 (Dd × ddl) = ❶
ddl × ddl 1/3 × 1 1/3 (ddl × ddl) = ❷
Ddl × ddl 1/3 × 1 1/3 (Ddl × ddl) = ❸
Exercício 2.32


D d
d Dd dd
dl Ddl ddl

1/3 (Dd × ddl) = 1/3 ( ¼ Dd : ¼ dd : ¼ Ddl : ¼ ddl)


= 1/12 Dd : 1/12 dd : 1/12 Ddl : 1/12 ddl
Exercício 2.32


d dl
d dd ddl
dl ddl dldl

1/3 (ddl × ddl) = 1/3 ( ¼ dd : 2/4 ddl : ¼ dldl (letal))

Mudando o universo, fica:


1/3 (1/3 dd : 2/3 ddl) = 1/9 dd : 2/9 ddl
Exercício 2.32


D dl
d Dd ddl
dl Ddl dldl

1/3 (Ddl × ddl) = 1/3 ( ¼ Dd : ¼ ddl : ¼ Ddl : ¼ dldl (letal))

Mudando o universo, fica:


1/3 (1/3 Dd : 1/3 ddl : 1/3 Ddl) = 1/9 Dd : 1/9 ddl : 1/9 Ddl
Exercício 2.32

Dd = 1/12 + 1/9 = 7/36

Ddl = 1/12 + 1/9 = 7/36

ddl = 1/12 + 2/9 + 1/9 = 15/36

dd = 1/12 + 1/9 = 7/36

Cor normal: 7/36 + 7/36 = 14/36 = 7/18

Cor diluída: 15/36 + 7/36 = 22/36 = 11/18


Exercício 2.32

b) Qual é a percentagem da geração de cor normal


descendente do retrocruzamento que transporta o alelo
letal?

Cor normal:

Dd = 7/36
Ddl = 7/36 → Logo, 50 % da geração normal é
portadora do alelo letal.
Exercício 2.32

c) Que fracção da geração de cor diluída transporta o


alelo letal?

Cor diluída:

dd = 7/36
ddl = 15/36 = 5/12 → Fracção da geração com cor
diluída portadora do alelo letal.
Exercício 2.33
A expressão fenotípica de um gene dominante na raça
de gado Ayrshire é uma chanfradura nas extremidades
das orelhas. No pedigree abaixo, onde os símbolos
pretos representam indivíduos com orelhas chanfradas
, determine a probabilidade de termos a indivíduos
com orelhas chanfradas produzidos pelos
acasalamentos (a) III1 × III3, (b) III2 × III3, (c) III3 ×
III4, (d) III1 × III5 e (e) III2 × III5.
Exercício 2.33

Cc cc

cc Cc cc cc Cc cc

cc Cc cc cc Cc
Exercício 2.33
Probabilidade de serem indivíduos com orelhas
chanfradas:
(a) III1 × III3

P (III1 × III3  C_) = P (cc × cc  C_) = 0

(b) III2 × III3

P (III2 × III3  C_) = P (Cc × cc  C_) = 1/2

c c
C Cc Cc
c cc cc
Exercício 2.33
(c) III3 × III4

P (III3 × III4  C_) = P (cc × cc  C_) = 0

(d) III1 × III5

P (III1 × III5  C_) = P (cc × Cc  C_) = 1/2

c c
C Cc Cc
c cc cc
Exercício 2.33
(e) III2 × III5

P (III2 × III5  C_) = P (Cc × Cc  C_) = 3/4

C c

C CC Cc

c Cc cc
Exercício 2.11

O pêlo preto dos porquinhos-da-Índia é produzido por


um gene dominante B e pelo branco por o seu alelo
recessivo b. A menos que haja evidência em contrário,
suponha que II1 e II4 não sejam portadores de alelos
recessivos. Calcule a probabilidade de um descendente
de III1 × III2 ter pêlos brancos.
Exercício 2.11
Bb Bb

BB bb B_ BB

Bb B_

B- Preto (dominante)
b- Branco (recessivo)

♂-  ou 
♀-  ou 

II1 e II4- não portadores de alelos recessivos (a mesmos que haja


evidência em contrário).
Exercício 2.11

P (III1 × III2 → bb) =


P (III1  Bb) × P (III2  Bb) (a) × P (III1 × III2  bb) =
1 × 1/3 × ¼ =
Bb Bb
1/12

B b B b
BB bb B_ BB
B BB Bb B BB Bb
B BB Bb b Bb bb Bb B_

(a) P (III2  Bb) =


P (II3  Bb) × P (II4  BB) × P (Bb × BB  Bb) =
P (I1=Bb × I2=Bb  Bb/bb) × P (II4  BB) × P (Bb × BB  Bb) =
2/3 × 1 × ½ = 1/3
Exercício 2.34
Um único gene recessivo r é grandemente responsável
pelo desenvolvimento de cabelos vermelhos na raça
humana. O cabelo preto é em grande parte devido ao
alelo dominante R. Na família cujo pedigree mostramos
abaixo, a menos que haja evidência em contrário,
supondo que todos os indivíduos que se casarem com
indivíduos desta família não são portadores do alelo r,
calcule a probabilidade máxima de surgir uma criança
de cabelo vermelho nos seguintes casamentos: (a) III3
× III9, (b) III4 × III10, (c) IV1 × IV2 e (d) IV1 × IV3. Os
símbolos pretos  representam cabelos vermelhos; os
símbolos brancos  representam cabelos pretos.
Exercício 2.34

Rr rr

Rr rr Rr RR Rr RR

Rr R_ R_ R_ R_
Rr RR

rr R_ R_
R_ R_ R_
Exercício 2.34
(a) III3 × III9

P (III3 × III9  rr) = P (Rr × R_  rr) =


P (III3  Rr) × P (III9  Rr) × P (Rr × Rr  rr) = 1 ×
½ × ¼ = 1/8

(b) III4 × III10

P (III4 × III10  rr) = P (R_ × RR  rr) = 0


Exercício 2.34
(c) IV1 × IV2

P (IV1 × IV2  rr) = P (Rr × Rr  rr) = P (IV1  Rr)


(a) × P (IV2  Rr) (b) × P (Rr × Rr  rr) = 7/12 ×
5/12 × 1/4 = 35/576
(a) P (IV1  Rr) = P (Rr × R_  Rr) =
[P (III3  Rr) × P (III4  RR) × P (Rr × RR  Rr)] +
[P (III3  Rr) × P (III4  Rr) × P (Rr × Rr  Rr/rr)] =
[1 × ½ × ½] + [1 × ½ × 2/3] = 1/4 + 2/6 = 14/24 =
7/12
Exercício 2.34
(c) IV1 × IV2

P (IV1 × IV2  rr) = P (Rr × Rr  rr) = P (IV1  Rr)


(a) × P (IV2  Rr) (b) × P (Rr × Rr  rr) = 7/12 ×
5/12 × 1/4 = 35/576
(b) P (IV2  Rr) = P (R_ × R_  Rr) =
[P (III6  RR) × P (III7  Rr) × P (RR × Rr  Rr)] +
[P (III6  Rr) × P (III7  RR) × P (Rr × RR  Rr)] +
[P (III6  Rr) × P (III7  Rr) × P (Rr × Rr  Rr/rr)] =
= [½ × ½ × ½] + [½ × ½ × ½] + [½ × ½ × 2/3] =
1/8 + 1/8 + 2/12 = 3/24 + 3/24 + 4/24 = 10/24 =
5/12
Exercício 2.34
(d) IV1 × IV3

P (IV1 × IV3  rr) = P (IV1  Rr) (a) × P (IV3  Rr) (c)


× P (Rr × Rr  rr) =
7/12 × 1/4 × 1/4 = 7/192
(a) P (IV1  Rr) = P (Rr × R_  Rr) =
[P (III3  Rr) × P (III4  RR) × P (Rr × RR  Rr)] +
[P (III3  Rr) × P (III4  Rr) × P (Rr × Rr  Rr/rr)] =
[1 × ½ × ½] + [1 × ½ × 2/3] = 1/4 + 2/6 = 14/24 =
7/12
(c) P (IV3  Rr) = P (R_ × RR  Rr) =
P (III9  Rr) × P (III10  RR) × P (Rr × RR  Rr) = ½
×1×½=¼
Exercício 2.35
Nos cachorros, uma série alélica múltipla regula a
distribuição dos pigmentos de cor da pelagem. O alelo
AS produz uma distribuição homogénea de pigmento
escuro sobre todo o corpo do cão; o alelo ay reduz a
intensidade da pigmentação e reduz a cor preta ou
bronzeada nos cães; o alelo at produz padrões
malhados tais como bronzeado e preto, bronzeado e
marrom, etc. A sequência da dominância é a seguinte;
As > ay > at. Dado o seguinte pedigree de família:
Exercício 2.35
a) Determine, se possível, os genótipos de todos os
indivíduos.

Asay atat
As ay
at Asat ayat
ayat ayat Asat ayat
at Asat ayat

As at
ay Asay ayat atat As_ atat

at Asat atat ayat


Exercício 2.35
b) Calcule a probabilidade de descendentes malhados
serem produzidos no acasalamento de III1 e III2.

P (III1 × III2  atat) =


P (III1  atat) × (a) P (III2  Asat) × P (atat × Asat 
atat) =
1 × 1/2 × 1/2 = 1/4
As at
ay Asay ayat
at Asat atat

(a) P (III2  Asat) = P (Asat × ay at  Asat) =


P (II3  Asat) × P (II4  ay at) × P [Asat × ay at 
Asat/(atat + ayat)] =
1 × 1 × 1/2 = 1/2
Exercício 2.35
c) Ache a fracção de descendentes com pigmentos
escuros do acasalamento I1 × II3, que provavelmente
será heterozigótico.

P: I1 × II3
P: Asay × Asat

As ay
As AsAs Asay

at Asat ayat

F1: ¼ AsAs : ¼ Asat : ¼ Asay : ¼ ayat


Exercício 2.35
Alterando o universo para 3/3, pois só consideraremos
os indivíduos com pigmentos escuros, o resultado será
2/3 de indivíduos heterozigóticos (Asay : Asat).
Drosophila melanogaster
é um díptero e, como em qualquer insecto, o seu corpo apresenta-se
dividido em cabeça, tórax e abdómen.

A cabeça apresenta-se coberta de pêlos e sedas. Apresenta um par


de antenas na região anterior e, lateralmente, dois olhos
compostos, de cor vermelha.

O tórax, de cor amarela-acastanhada, apresentam três pares de


patas que terminam por garras e um par de asas finas e
transparentes, que se distendem ao longo do abdómen.

O abdómen é segmentado, apresenta-se em parte pigmentado de


negro, é coberto de pêlos e isento de apêndices
Vantagens da utilização deste organismo

- Manuseamento muito simples;


- Meio de cultura barato;
- Pouco espaço ocupado;
- Curto intervalo entre gerações (10-14 dias a 25ºC e 60% de
H.R.);
- Descendências numerosas;
- Grande número de mutantes naturais e artificiais.
Ciclo de vida da Drosophila melanogaster

fêmea macho

3-5 dias 1 dia

embrião

1 dia
pupa

2 dias 1º estádio larvar

1 dia

prepupa
2 dias 2º estádio larvar
1 dia

3º estádio larvar
Distinção do sexo da Drosophila melanogaster

Tamanho do adulto
A fêmea é geralmente maior que o macho
Forma do abdómen
O abdómen da fêmea é afilado na extremidade
enquanto o do macho é arredondado e mais pequeno.
Pigmentação do abdómen (este critério só é válido em moscas adultas)
Na fêmea as bandas pigmentadas do lado dorsal do abdómen são bem distintas umas
das outras. No macho, as últimas bandas pigmentadas estão fundidas.
Pente sexual
Os machos apresentam o chamado pente sexual, uma franja de cerca de dez sedas pretas,
fortes, no segmento tarsal basal da pata anterior. Esta estrutura esta ausente nas
fêmeas.
Este é o critério mais seguro para a distinção do sexo em moscas jovens, ou sempre que
existam dúvidas quanto ao sexo de uma mosca.
Chama-se fenótipo selvagem (+) à linhagem que aparece na Natureza. A
diferenciação entre mutantes faz-se usando como padrão o fenótipo selvagem
para as seguintes características:

- Cor dos olhos-vermelhos;


- Forma dos olhos-grandes e facetados;
- Cor do corpo-creme acinzentado;
- Forma das asas-grandes com rebordo bem definido;
- Cerdas-grandes.
Selvagens Curly

Asas vestigiais Corpo dourado (Yellow)


Ébano White
Explicação do protocolo:
Dihibridismo
Introdução

O termo dihibridismo designa o cruzamento entre


indivíduos que diferem entre eles em duas
características codificadas por genes localizados nos
autossomas.
Leis de Mendel

1.ª Lei – da uniformidade dos caracteres, ou dos


híbridos da primeira geração.

Quando se cruzam duas linhas ou raças puras


(homozigóticas) que diferem num determinado
caracter, todos os indivíduos da F1 (1ª geração)
apresentam o mesmo fenótipo, independentemente da
direcção do cruzamento.
Leis de Mendel

2.ª Lei – da segregação dos caracteres.

Os factores da hereditariedade estão presentes nos


indivíduos aos pares, mas cada gâmeta é portador
apenas de um e só um dos “factores” de cada par.
Estes factores são alternativos de modo que um ou
outro mas nunca ambos estão presentes no gâmeta.

Desta forma, os caracteres recessivos mascarados na


geração F1 reaparecem na geração F2 com uma
proporção específica 9 : 3 : 3 : 1.
Leis de Mendel

3.ª Lei – da recombinação independente.

Os membros de pares de alelos diferentes distribuem-


se ou combinam-se independentemente uns dos outros
quando se formam os gâmetas de um indivíduo híbrido
para os caracteres correspondentes.
Objectivos do protocolo
- Verificar a uniformidade de caracteres na geração F1,
confirmando a 1ª Lei de Mendel;

- Confirmar as leis de Mendel para o dihibridismo, ou


seja, verificar se: a) a segregação independente dos
caracteres, e b) a recombinação dos pares de alelos de
forma independente de qualquer outro par (dado se
encontrarem em cromossomas não homólogos),
conduzem às proporções de 9 : 3 : 3 : 1 na geração F2;

-Verificar a proporção de 1 : 1 entre machos e fêmeas


nas gerações F1 e F2;

-Verificar se os resultados são independentes do


sentido de cruzamento, indicando se os genes são
autossómicos ou não.
Procedimento
Cruzamento directo Cruzamento recíproco
26/9
♀ e+e+vg+vg+ × ♂ eevgvg ♀ eevgvg × ♂ e+e+vg+vg+
P×P
♀ selvagem × ♂ ébano vestigial ♀ ébano vestigial × ♂ selvagem
↓ ↓
3/10 Retirar progenitores
↓ ↓
Procedimento
10/10
Contagem 100 % e+evg+vg 100 % e+evg+vg
F1 100 % selvagem 100 % selvagem
e ♀ e+evg+vg × ♂ e+evg+vg ♀ e+evg+vg × ♂ e+evg+vg
F1 × F1 ♀ selvagem × ♂ selvagem ♀ selvagem × ♂ selvagem
↓ ↓
17/10 Retirar progenitores
↓ ↓
9 e+_vg+_ : 3 e+_vgvg : 3 9 e+_vg+_ : 3 e+_vgvg : 3
24/10
eevg+_ : 1 eevgvg eevg+_ : 1 eevgvg
Contagem
9 selvagem : 3 ébano : 3 9 selvagem : 3 ébano : 3
F2
vestigial : 1 ébano vestigial vestigial : 1 ébano vestigial
Resultados

Cruzamento directo: Cruzamento recíproco:


♀ e+e+ vg+vg+ X ♂ ee vgvg ♀ ee vgvg X ♂ e+e+ vg+vg+

F1 Fenótipo selvagem F1 Fenótipo selvagem


♀ ♂ ♀ ♂
Grupo 1 8 9 Grupo 1 10 8
Grupo 2 17 8 Grupo 2 25 20
Grupo 3 17 5 Grupo 3 10 19
Grupo 4 13 5 Grupo 4 30 16
Total 55 27 Total 75 63
Resultados
Cruzamento directo:
♀ e+e+ vg+vg+ X ♂ ee vgvg

Ébano-
F2 Selvagem Ébano Vestigial Vestigial
♀ ♂ ♀ ♂ ♀ ♂ ♀ ♂
Grupo
1
Grupo
2
Grupo
3
Grupo
4
Total 0 0 0 0 0 0 0 0
Resultados
Cruzamento recíproco:
♀ ee vgvg X ♂ e+e+ vg+vg+

Ébano-
F2 Selvagem Ébano Vestigial Vestigial
♀ ♂ ♀ ♂ ♀ ♂ ♀ ♂
Grupo
1
Grupo
2
Grupo
3
Grupo
4
Total 0 0 0 0 0 0 0 0
Cálculos
- Teste de Χ2 para aceitar ou rejeitar a hipótese de:

1 ♀ : 1 ♂ na F1 e F2,
para o grupo e turma.

- Teste de Χ2 para aceitar ou rejeitar a hipótese de:

9 e+_vg+_ : 3 e+_vgvg : 3 eevg+_ : 1 eevgvg,


para o grupo e turma.
Cálculos
- Vão ser necessários 6 testes Χ2 para testar as
seguintes hipótese:

- 1 ♀ : 1 ♂ na F1 do cruzamento directo;
- 1 ♀ : 1 ♂ na F1 do cruzamento recíproco;
- 1 ♀ : 1 ♂ na F2 do cruzamento directo;
- 1 ♀ : 1 ♂ na F2 do cruzamento recíproco;
- 9 e+_vg+_ : 3 e+_vgvg : 3 eevg+_ : 1 eevgvg, na F2
do cruzamento directo;
- 9 e+_vg+_ : 3 e+_vgvg : 3 eevg+_ : 1 eevgvg, na F2
do cruzamento recíproco.

O cálculo do Χ2 é efectuado através da fórmula:


n oi  ei 2
Χ2 = 
i 1 ei
Cálculos

Exemplo:

Hipótese 9 e+_vg+_ : 3 e+_vgvg : 3 eevg+_ : 1 eevgvg,


na F2 do cruzamento directo;

Classes oi ei (oi-ei)2 (oi-ei)2/ei

e+_ vg+_ a 9/16.e … …

ee vg+_ b 3/16.e … …

e+_ vgvg c 3/16.e … …

ee vgvg d 1/16.e … …

Total e 16/16.e Χ2
Cálculos e sua interpretação

Como interpretar o valor determinado de Χ2:

1) Determinar os graus de liberdade:

Graus de liberdade = nº de classes – 1 = 4 - 1 = 3

2) Por exemplo:

Χ2(3) = y → Consultar a tabela da distribuição Χ2


(Stansfield, Tabela 7.2, p. 189)

3) Χ2(3) = não significativo ou significativo


Cálculos e sua interpretação

Não significativo: As diferenças entre os resultados


observados e esperados são devidas ao acaso →
Aceita-se a hipótese que se estava a testar.

Por exemplo: “Para 3 graus de liberdade e um X2 = 0.42 temos uma


probabilidade dos desvios se deverem ao acaso de 0.90 a 0.95, não sendo
por isso significativos. Desta forma, a hipótese que estávamos a testar é
aceite”

Significativo: As diferenças entre os resultados


observados e esperados não são devidas ao acaso →
Não se aceita a hipótese que se estava a testar.

Por exemplo: “Para 3 graus de liberdade e um X2 = 8.56 temos uma


probabilidade dos desvios se deverem ao acaso inferior a 0.05, sendo por
isso significativos. Desta forma, a hipótese que estávamos a testar não é
aceite”
Cálculos e sua interpretação

Tabela com a distribuição Χ2


Cálculos e sua interpretação

Explicações para as diferenças encontradas entre


os resultados observados e esperados:

1)Identificação incorrecta dos fenótipos na geração F2;


2)Erros de contagem da geração F2;
3)Perda ou morte de alguns indivíduos;
4)Nem toda a geração F2 atingiu a maturidade até ao
dia da contagem.

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