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DIREITO ADMINISTRATIVO

Lei n. 8.666/1993 – Fases da Licitação


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LEI N. 8.666/1993 – FASES DA LICITAÇÃO

1. FASE INTERNA

Apenas o órgão sabe que posteriormente será publicado o edital de licitação.


Os fornecedores não sabem ainda e nem a população para fazer um controle de
legalidade.
Há alguns requisitos:
• Tem que ser confeccionado o termo de referência
–– Onde consta as especificações do objeto
Exemplo: quando a Administração quer contratar um computador, tem que
constar, por exemplo, computador de 8GB de processador tal, ou seja, todas as
especificações que interessam para a Administração Pública.

 Obs.: O responsável já tem que colocar a estimativa de contratação (projeto


básico/executivo).

–– Tem que ter a justificativa


O porquê que a licitação pretende contratar aquele objeto.
–– Autorização da reserva do recurso
Esse termo de referência tem que passar pelo controle financeiro do órgão
para que ele ateste se realmente tem o dinheiro reservado para realizar a con-
tratação posteriormente.

• Confecção do edital da licitação (modalidade)


O edital (simples ato administrativo) tem várias informações, como a modali-
dade a ser adotada e o tipo de licitação (importante na fase da escolha).
–– Tem que constar a estimativa de contratação (o valor mais ou menos que
a Administração pretende pagar pelo bem)

 Obs.: O TCU exige pelo menos três orçamentos. Com isso, a pessoa que quer
licitar envia e-mails para representantes e empresas que fornecem o
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equipamento e, a partir do recebimento, o responsável pela confecção


do termo de referência realiza uma média e coloca estimativa de contra-
tação pela média das propostas recebidas. Exemplo: Empresa A: 1.000,
Empresa B: 900, Empresa F: 1.100. Somando, tem-se 3.000 e a média
corresponde a 1.000. O termo de referência constará o valor de estimati-
va de contratação, nesse exemplo será de R$1.000,00 reais por unidade.
Assim, a Administração não vai pagar um valor superior a R$ 1.000,00
porque no mercado o valor é esse. O menor preço ofertado também pode
constar no termo de referência (R$900,00).

2. FASE EXTERNA

Os fornecedores já ficam sabendo da licitação, bem como toda a população


para realizar inclusive o controle popular.
É composta por subfases:

2.1 Publicação do instrumento convocatório


• Edital

2.2 Recebimento dos envelopes

A Administração marca uma data e horário para receber os envelopes com


a documentação da empresa e contendo as propostas (dia da própria licitação).
Exemplo: uma licitação do INSS que vai ocorrer no dia 14 de setembro, 13
horas na sede do órgão em Brasília. Nesse dia, os interessados têm que apare-
cer para entregar os envelopes. Com isso, o representante da empresa tem que
entregar um envelope para a comissão com toda a documentação da empresa
e outro envelope contendo as propostas e as especificações do objeto que a
empresa pretende oferecer para a Administração Pública. A Administração não
vai contratar qualquer empresa, ela tem que verificar se a empresa existe legal-
mente, se tem a técnica necessária para realizar o objeto da licitação. A Admi-
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nistração não vai contratar com a empresa que estiver devendo o fisco, ou seja,
ela exige a regularidade fiscal da empresa bem como o pagamento do FGTS e
do INSS dos funcionários.
Há a exigência de uma vasta documentação para avaliar se a empresa é
idônea ou não para contratar com a Administração Pública.

2.3 Habilitação (documentação)


A comissão abrirá o envelope com a documentação das empresas e é certo
que algumas empresas serão habilitadas e outras inabilitadas. Se a Administra-
ção tira o direito de algum participante continuar na licitação pública, tem que
atender aos princípios do contraditório e da ampla defesa.
Exemplo: em um processo licitatório com dez participantes, cinco licitantes
foram habilitados e cinco não foram. Assim, quem foi inabilitado não pode con-
tinuar na licitação (a Administração devolve os envelopes dos participantes que
foram inabilitados), se o participante quiser pode recorrer. Mas se não houver
recurso, a licitação continua e tem a fase de classificação, acabando o procedi-
mento licitatório no mesmo dia.
Se algum licitante motivar a intenção de recorrer, a Administração tem que
parar a licitação e só voltar o procedimento licitatório ao fim da decisão daquele
recurso administrativo. O recurso tem efeito suspensivo, pois suspende o proce-
dimento licitatório.
• Recurso suspensivo: prazo de cinco dias úteis.

 Obs.: Convite: prazo até dois dias úteis.

Depois desse prazo, abre o prazo de cinco dias úteis para qualquer outro lici-
tante apresentar contrarrazões ao recurso principal.
Exemplo: um participante que já foi habilitado pode recorrer se achar que na
documentação de um outro participante estejam faltando certidões e tenha sido
habilitado mesmo assim (questiona habilitação de um outro licitante).
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Depois, abre o prazo de mais cinco dias úteis para o administrador julgar e
responder os recursos administrativos.

2.4 Julgamento/Classificação

 Obs.: A comissão não julga o recurso, pois o recurso é um ato praticado por ela
mesma. Assim, o recurso é endereçado a uma autoridade superior.

Nesse momento, a comissão abre o envelope contendo as propostas dos lici-


tantes. Fará o julgamento das propostas e a verificação se as especificações do
objeto são as exigidas.
Exemplo: a Administração vai desclassificar o licitante se, por exemplo, o
valor estimado para a contratação do computador foi de R$ 1.000,00 e a empresa
colocou o valor de R$ 1.200,00. Ou se for um valor inexequível e a empresa não
comprova que tem como cumprir aquele valor, como vender o computador por
R$ 200,00 sendo que no mercado está R$ 1.000,00.
A Administração também vai observar a especificação dos bens e todas as
vezes que retirar o direito de alguém terá que atender ao contraditório e à ampla
defesa; com isso, há uma nova fase recursal.
• Recurso (efeito suspensivo): prazo de cinco dias úteis

 Obs.: Convite: prazo até dois dias úteis.

2.5 Homologação (confirmar)


A Administração confirma a licitação.

 Obs.: A comissão trabalha até a fase de julgamento/classificação, depois o pro-


cesso é encaminhado à autoridade competente para realizar a homologa-
ção. Vai homologar se não tiver fraude e se foi tudo legal. Se a autoridade
perceber alguma ilegalidade, vai anular toda a licitação pública ou a fase
que contenha o vício para aproveitar as demais fases.
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2.6 Adjudicação
A Administração Pública vai declarar o vencedor da licitação. Segundo a lei,
adjudicar significa entregar o objeto da licitação ao licitante vencedor.

 Obs.: Ainda é fase da licitação. A Administração publica no Diário Oficial que


a empresa vencedora foi a X, de CNPJ Y, com o valor de contrato Z e o
objeto do contrato é W (motiva/declara o vencedor).

Depois, a Administração convida o licitante vencedor para assinar o contrato


administrativo.

 Obs.: Adjudicação é ato vinculado, pois, se a Administração homologar a licita-


ção, automaticamente, terá que adjudicar. A Administração não é obrigada
a contratar, mas se contratar tem que contratar com o primeiro colocado.
Se a Administração não realizar o contrato, tem que indenizar o primeiro
colocado da licitação pelos prejuízos sofridos.

Aquele que foi adjudicado não tem direito à contratação, ele tem uma mera
expectativa de direito de ser contratado, mas não há nenhum direito subjetivo
para a contratação.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Rodrigo Cardoso.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela
leitura exclusiva deste material.
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