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NIVEIS DE PLANEJAMENTO

Maria Carlos António


Universidade Catolica de Mocambique- Extencao Gurue
mariacarlosantonio1@gmail.com
842016824/872016666

Introdução

Diante o processo de mudança paradigmática no processo de ensino aprendizagem contexto


ensino, principalmente, no que se refere ao modo como se aprende e ensina, os docentes devem
se atentar para a importância do planejamento de aulas e consequentemente aos processos
avaliativos. Logo, devem estar preparados para acrescentar ou mesmo readaptar o planejamento
retomando objetivos inicias, possibilitando nessa actividade, uma reflexão de sua prática
pedagógica.

Nesta actividade, todos os intervenientes são convidados a participarem e apresentarem


contribuições, questionamentos e dúvidas além de, receberem orientações específicas sobre suas
práticas pedagógicas em sala de aula.

Segundo Gil (2007) o panejamento pode ser visto no contexto de um processo que envolve:
diagnóstico, panejamento, execução e avaliação.

Definição de conceitos

Segundo PILETTI (1994:57), panejamento é assumir uma atitude séria e curiosa diante de um
problema. Diante de um problema, procura-se reflectir para decidir quais as melhores
alternativas de acção possíveis para alcançar determinados objectivos a partir de certa realidade.
Para LIBÂNEO (1994:221), panejamento é um meio para se programar as acções docentes, mas
é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado a avaliação.
Portanto, com base nas definições dos autores acima, pode entender-se de panejamento, como
uma previsão e programação dos trabalhos escolares para um uma unidade de aula.
Ainda, em conformidade com GAMA, panejamento docente É uma actividade que consiste em
definir e sequenciar os objectivos do ensino e da aprendizagem dos alunos, determinar processos
para avaliar se eles foram bem conseguidos, prever algumas estratégias de ensino/aprendizagem
e seleccionar recursos/materiais auxiliares.

NÍVEIS DE PANEJAMENTO

De acordo com Turra (1986:45), existem, pelo menos, três níveis de panejamento:
 Plano do ensino superior (traz orientações gerais que vinculam os objectivos da
instituição ao sistema educacional);

 Plano de ensino (que se divide em tópicos que definem metas, conteúdos e estratégias
metodológicas de um período lectivo);

 Plano de aula (que é a previsão de conteúdo, habilidades, estratégias de ensino e


verificação de aprendizagem de uma aula ou conjunto de aulas).

NÍVEIS DE PLANIFICAÇÃO ESCOLAR SEGUNDO PILETTI

Por seu turno, PILETTI (1994:59), fala de panejamento educacional, panejamento de currículo e
panejamento de ensino.
A panejamento educacional, segundo este autor, consiste na tomada de decisões sobre a
educação no conjunto do desenvolvimento geral do país. A elaboração desses planos requer a
proposição de objectivos a longo prazo que definam uma política de educação;
A panejamento de currículo é elaborada por cada instituição superior com a participação de
todos aqueles que, directa ou indirectamente, estão ligados a dinâmica do processo educativo;
A panejamento de ensino consiste em traduzir em termos mais concretos e operacionais o que o
docente fará na sala de aula, para conduzir os alunos a alcançar os objectivos educacionais
propostos).
Este autor diz que uma panejamento de ensino deve:
 Prever objectivos específicos estabelecidos a partir de objectivos educacionais,
conhecimentos a serem adquiridos pelos alunos no sentido determinado pelos alunos;
 Deve prever procedimentos e recursos de ensino que estimulem as actividades de
aprendizagem;
 Deve prever procedimentos de avaliação que possibilitem avaliar até que ponto os
objectivos foram alcançados.

Para este autor, o docente precisa saber a quem leccionar (o tipo de aluno a que visa o ensino),
por que leccionar (de acordo com os objectivos da educação e da escola), o que leccionar (o
conteúdo a ser leccionado deve estar de acordo com o curso), como leccionar (de acordo com os
recursos didácticos que o professor tem de utilizar para alcançar os objectivos) e como verificar
e avaliar a aprendizagem (refere-se a maneira de recolher dados a respeito da aprendizagem dos
educandos e como avalia-los, a fim de saber se o ensino está surtindo os efeitos esperados, se
está adequado a quem se destina).
O planejamento em nível de educação superior deve ser estruturado observando os aspectos
acima destacados e a função que compete à instituição, ou seja, desenvolver capacidades de
apropriação e produção do conhecimento, que capacite o aluno para sua inserção no mundo do
trabalho, instrumentalizando-o para reconhecer as demandas do mercado e desenvolver um
projeto de vida apoiado em valores éticos e de compromisso social.

Níveis de planificação segundo Libânio

Segundo Libânio a planificação tem 3 níveis:

Planificação do curso: que e a previsão do modo geral, de todas actividades escolares para o
ensino de uma actividade, área de estudo ou disciplina constante em uma serie curricular.

Planificação de unidade: é uma especificação maior do plano do curso, uma unidade de ensino
é formado de assuntos relacionados. Ela inclui objectivos e conteúdos.

Planificação de aula: é a sistematização de todas actividades que se desenvolvem no período de


tempo em que o professor e o aluno interagem numa dinâmica de ensino e aprendizagem.
Considerações finais

A educação, a escola e o ensino são os grandes meios que o homem busca para poder realizar o
seu projeto de vida. Portanto, cabe à escola e aos professores o dever de planejar a sua ação
educativa para construir o seu bem viver, o papel fundamental da escola para a sociedade por
“introduzir as crianças e jovens no mundo da cultura e do trabalho; tal objetivo social não surge
espontaneamente na experiência das crianças e jovens, mas supõe as perspectivas traçadas pela
sociedade e um controle por parte do professor, é necessário relembrar que planejamento deve
favorecer os principais envolvidos a quem se destina, professor e aluno, “através de uma ação
consciente e responsável, desconsiderando a noção de planejamento como uma receita pronta,
pois cada comunidade como também, a sala de aula são uma realidades diferentes, com
problemas e soluções diferentes” Estas contribuições fazem do planejamento um instrumento tão
importante quanto outros, que tem finalidades iguais ou semelhantes. Sendo assim parece correto
afirmar que o planejamento é um fator contribuinte para a melhoria no processo de ensino e
aprendizagem, entretanto, não resolve todos os problemas da escola.

Biblografia

GAMA, Anailton de S.; FIGUEIREDO, Sonner A. de. O Planejamento no Contexto Escolar.

Gil AC. (2006) Didática do ensino superior. São Paulo: Atlas,

LIBÂNEO, J. C. (1998) Didática. São Paulo: Cortez, 2008. VEIGA, Ilma P. A. (org.).
Repensando a Didática, São Paulo, Papirus,

PILETTI, C. (1987). Didática Geral. São Paulo, Ática,

TURRA. C. M. (1986) Planejamento de Ensino e Avaliação. Porto Alegre, Sagra