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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A)

DE DIREITO DA __ VARA CÍVEL DO FORO DA COMARCA


DE GOIÂNIA – GOIÁS

MARIANA SINTRA ARANTES, brasileira, divorciada, comerciante, portador


do documento de identidade RG. N. 1254677, inscrito no CPF sob o n.
056.043.231-09, domiciliado e residente na Av. 1° de abril, n° 3439 – Goiânia,
Goiás, por meio de seu advogado que esta subscreve (procuração em
anexo), com endereço profissional à Av. Frei Serafim, n° 34, CEP 45734-839,
nesta Comarca, onde recebe intimações, vem, respeitosamente perante
Vossa Excelência, propor AÇÃO DE DANOS MORAIS

Com fundamento no artigo 319 do Código de Processo Civil,

em face de Top Moldels Goiânia, pessoa jurídica inscrita no CNPJ sob o nº


xxxxxxx, com sede instaurada no Setor Bueno, nesta comarca, pelos motivos
de fato e de Direito a seguir expostos

I. DOS FATOS

No dia 15 de abril de 2019, Mariana entrou em contato via Instagram com


(Top Moldels Goiânia - Empresa com sede no Setor Bueno em Goiânia), com
a finalidade de realizar o “BOOK” de sua primogênita de nove anos (Letícia
Sintra). Ao longo da conversa, Mariana teve que descrever todas
características de sua primogênita e tirar duas fotos da mesma, em que pese
era exigido para saber o perfil de uma modelo. Naquela ocasião, fora
marcado horário e dia para realização da aprovação do “BOOK”.

Assim, por ligação, após a realização, no dia 22 de maio de 2019, a


primogênita da Mariana fora aprovada no teste, voltada para área de moda.
Ainda no mesmo contexto após a aprovação, foi estipulado o valor de R$
1.372,00 (um mil e trezentos e setenta e dois reais) a vista, contudo, a
Mariana informou que apenas tinha R$ 500,00 (quinhentos reais) a qual ia
pensar na continuidade dos serviços. Em contrapartida o funcionário da
empresa perguntou via Whastapp se haveria possibilidade de outro membro
da família custear com as despesas da primogênita, como por exemplo o pai
da menina. Mariana por sua vez informou que apenas morava com sua filha,
e que não havia essa possibilidade de pedir isso ao seu ex.

Em atos ocorridos, o funcionário da empresa, via Whatsapp, novamente


perguntou para a Mariana se havia conseguido falar com o pai (ex-cônjuge)
de sua filha, esta por sua vez falou que não havia essa possibilidade, e que
de fato iria guardar aquela oportunidade para quando tivesse dinheiro. Após
falar isto o funcionário da empresa de forma inesperada e bastante
deselegante (a qual não se sabe o motivo de tal conduta) utilizou das
palavras “mentirosa, pobre e desonesta, você não pensa no futuro da
sua filha, tenho certeza que se fosse para comprar cerveja e cachaça
você gastaria esse dinheiro! Sua mão de vaca!!!”.

Diante da arrogância, bem como que não havia feito nenhuma promessa
ou compromisso com a empresa, a ofensa e a falta de cordialidade que se
esperava da prestação de serviço a qual ninguém é merecedor de sofrer por
tal atitude e sem motivos, procurou você, advogado, para buscar as medidas
cabíveis.

II. DO DIREITO

Trata-se de uma ação de danos morais.


A esse respeito, os artigos citados abaixo, do Código Civil e Código de
Defesa do Consumidor, afirmam que:

 Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou


imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.

 Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a
outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os
direitos de outrem.

 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer


natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação;

 Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do


ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for
verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras
ordinárias de experiências.
 Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da
existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como
por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

 Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto
ou serviço como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que
indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

 Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada.

Portanto Exa., de acordo com os artigos citados acima, pode-se notar que a
parte ré causou graves danos a moral e honra da minha cliente, juntamente
com os danos causados na relação de consumidora. Deste modo, a parte
autora deve ser responsabilizada e penalizada pelos atos praticados contra a
senhora Mariana.

Infere-se, portanto, que o Autor tem direito ao ressarcimento pelo dano moral
causado pelo reclamado.

III. DOS PEDIDOS

Por todo o exposto, requer a Vossa Excelência:


Nos moldes do Art. 319, § 1º, requer que sejam realizadas as diligências
necessárias para a obtenção de dados que possibilitem a citação do réu,
gerando ofícios para intimação da Receita Federal, do Tribunal Eleitoral e
empresas privadas de telefonia, para fornecimento do endereço para citação.

a. Citação da parte ré para responder a demanda;

b. Condenação da parte ré em honorários sucumbenciais;

c. Condenação da parte ré no pagamento das custas e despesas


processuais;

d. Condenação da parte ré em R$ 20.000 (vinte mil reais);

e. Requer a elaboração de todos os meios de provas possíveis;


f. Requer que seja feita a inversão do ônus da prova;

g. A parte autora abre mão da audiência de conciliação.

Dar-se a causa o valor de R$ 20.000 (vinte mil reais)

Termos em que,
Pede deferimento.

Carlos Daniel Barros de Araújo


OAB – 346543/GO