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Técnico Superior de Higiene e

Segurança no Trabalho
Barcelos, Outubro de 2016

Mod.DFRH.110/03
Formador: Osvaldo Machado

MÓDULO: ORGANIZAÇÃO DA
EMERGÊNCIA

Mod.DFRH.110/03
Temas

• Entidades e organismos responsáveis;


• Enquadramento legal
• Metodologias, meios e equipamentos necessários à construção de planos
de segurança internos.
• Critérios de dimensionamento de recursos humanos
• Critérios de localização e dimensionamento de vias e saídas de
emergência
• Sistemas de combate a incêndios e respetivos critérios de localização e
dimensionamento.

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Avaliação
INSTRUMENTOS
CRITÉRIOS / PONDERAÇÃO (Identificar quais os instrumentos a utilizar, p.ex. teste, trabalho
de grupo, observação, etc)

Domínio dos assuntos Aferição de conhecimentos em aula – exercícios


Aplica os conhecimentos adquiridos em exercícios ou casos concretos
Criatividade e Autonomia
Demonstra capacidade de análise dos temas e situações, autonomia na Partcipação e exercícios
pesquisa de informação e criatividade na abordagem dos assuntos
Generalização dos saberes
Exercícios
Transfere ou generaliza os saberes adquiridos a novas situações
Participação e Relações Interpessoais
Mostra interesse e intervêm a propósito, colaborando na dinamização Em aula / contínuo
das atividades formativas; comunica com os colegas e formadores
demonstrando tolerância e espírito de equipa
Responsabilidade
Demonstra sentido de responsabilidade, em termos de cumprimento Em aula / contínuo
dos tempos, horários e das atividades propostas
Assiduidade/Pontualidade Folhas de Presença
Reflete a presença e pontualidade nas sessões presenciais e as Acesso ao Moodle, quando aplicável
estatísticas de acesso à Plataforma MOODLE, quando aplicável

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
INTRODUÇÃO

 Ao longo dos séculos, milhares de pessoas têm sofrido as consequências de grandes


incêndios, e outros eventos, que ocorrem em diversos tipos de edifícios.

 Muitos desses eventos devem-se ao facto de não existir uma cultura de segurança
preventiva, consequente adequada organização da emergência e os seus ocupantes
não estarem familiarizados com os procedimentos de atuação em caso de emergência.

 Necessário planear, implementar e controlar as atividades de promoção da segurança


contra incêndio das organização.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
INTRODUÇÃO

 Dotar instalações com estrutura interna de comportamentos e meios adequados de


prevenção e capaz de responder em situação de emergência;

 Prevenir e minimizar as consequências de eventuais sinistros;

 Planear a emergência;

 Formar, informar, testar e rever procedimentos.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
ENTIDADES E ORGANISMOS RESPONSÁVEIS

 Autoridade Nacional de Proteção Civil - ANPC:

 Previsão e gestão de riscos;


 Planeamento de emergência;
 Proteção e socorro;
 Regular as atividades dos bombeiros;
 Promover a aplicação e fiscalização do cumprimento das leis, regulamentos, normas
de SCIE.

 Entidades Licenciadoras:

 Câmaras Municipais – Serviço Municipal de Proteção Civil;

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ENTIDADES E ORGANISMOS RESPONSÁVEIS

 Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)

 Forças de Segurança (PSP e GNR)

 Cruz Vermelha

 Corporações de bombeiros

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
ENQUADRAMENTO LEGAL E NORMATIVO
 Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro: Estabelece o regime Jurídico de
Segurança Contra Incêndio em Edifícios (RJ-SCIE)
 Decreto-Lei nº 224/2015 – primeira alteração do Decreto-Lei n.º 220/2008
 Portaria n.º 1532/2008, 29 de dezembro: Aprova o Regulamento Técnico de Segurança
Contra Incêndio em Edifícios (RT-SCIE)
 Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga
de incêndio modificada.
 NP 4386:2014 – Plantas de emergência.
 NP 4513:2012 – Comercialização, instalação e manutenção de equipamentos, produtos
e sistemas de combate a incêndios.
 Notas técnicas ANPC
 ….

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ENQUADRAMENTO LEGAL E NORMATIVO
 Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro / Lei nº 3/2014

Artigo 15.º Obrigações gerais do empregador


“O empregador deve estabelecer em matéria de primeiros socorros, de combate a
incêndios e de evacuação as medidas que devem ser adotadas e a identificação dos
trabalhadores responsáveis pela sua aplicação, bem como assegurar os contactos
necessários com as entidades externas competentes para realizar aquelas operações e as
de emergência médica.”

Artigo 19.º Informação dos trabalhadores


“As medidas de emergência e primeiros socorros, de evacuação de trabalhadores e de
combate a incêndios, bem como os trabalhadores ou serviços encarregues de as pôr em
prática.”

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
ENQUADRAMENTO LEGAL E NORMATIVO
 Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro - Lei nº 3/2014

Artigo 20.º Formação dos trabalhadores


“… o empregador deve formar, em número suficiente, tendo em conta a dimensão da
empresa e os riscos existentes, os trabalhadores responsáveis pela aplicação das medidas
de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação de trabalhadores, bem
como facultar-lhes material adequado.

Artigo 75.º Emergência e primeiros socorros, evacuação de trabalhadores e combate a


incêndios
“A empresa ou o estabelecimento, qualquer que seja a modalidade do serviço de
segurança e saúde no trabalho, deve ter uma estrutura interna que assegure as atividades
de emergência e primeiros socorros, de evacuação de trabalhadores e de combate a
incêndios a que se refere o n.º 9 do artigo 15.º….”

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
ENQUADRAMENTO LEGAL E NORMATIVO
 Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro

Artigo 98.º Atividades principais do serviço de segurança e de saúde no trabalho

“O serviço de segurança e de saúde no trabalho deve tomar as medidas necessárias para


prevenir os riscos profissionais e promover a segurança e a saúde dos trabalhadores,
nomeadamente:
…d) Participar na elaboração do plano de emergência interno, incluindo os planos
específicos de combate a incêndios, evacuação de instalações e primeiros socorros;”.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
ENQUADRAMENTO LEGAL E NORMATIVO

 Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro

• Objeto: Estabelece o regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (RJ-


SCIE)
• Âmbito:
- Os edifícios, ou as suas frações autónomas, qualquer que seja a utilização e
respetiva envolvente.
- Os edifícios de apoio a instalações de armazenamento de produtos de petróleo e
a instalações de postos de abastecimento de combustíveis.
- Recintos

- Exceções: estabelecimentos prisionais e os espaços classificados de acesso restrito


das instalações das forças armadas ou de segurança.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
DECRETO-LEI N.º 220/2008 ALTERADO PELO DECRETO-LEI Nº 224/2015

PRINCÍPIOS GERAIS

 Preservação da vida humana;

 Preservação do ambiente;

 Preservação das instalações – garantir continuidade atividade;

 Preservação do património cultural.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
DECRETO-LEI N.º 220/2008 ALTERADO PELO DECRETO-LEI Nº 224/2015

PRINCÍPIOS GERAIS

 Reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios;

 Limitar o seu desenvolvimento;

 Facilitar a evacuação e o salvamento dos ocupantes;

 Permitir a intervenção eficaz e segura dos meios de socorro.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
DECRETO-LEI N.º 220/2008

 Medidas de autoproteção:

- São procedimentos de utilização dos espaços e têm como finalidade a


prevenção de incêndios, a manutenção das condições de segurança e a adoção
de medidas para fazer face a uma situação de emergência.

- Garantia da manutenção das condições de segurança definidas no projeto e a


garantia de uma estrutura mínima de resposta a emergências.

- Salvaguardar que os equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios


estão em condições de ser operados permanentemente e que, em caso de
emergência, os ocupantes abandonam o edifício em segurança

- Evitar as situações que podem dar origem a uma situação de emergência;


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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
DECRETO-LEI N.º 220/2008 - MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO - OBJETIVOS

 Dispor de pessoas organizadas, treinadas e capacitadas, de forma a garantir rapidez e


eficácia nas ações a empreender para o controle de situações de emergência:
intervenção e evacuação;

 Informar e formar todos os utentes e utilizadores do edifício sobre os procedimentos


descritos nas respetivas Medidas de Autoproteção implementadas.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 MAP exigíveis não são iguais para todos os edifícios/recintos:

I. UT – Utilização tipo;

II. CR – Categoria de risco

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO
 Utilização-tipo: Classificação do uso dominante de qualquer edifício ou
recinto, incluindo os estacionamentos, os diversos tipos de estabelecimentos
que recebem público, os industriais, oficinas e armazéns:

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo I: Habitacionais

a) Edifícios de habitação unifamiliar;

b) Edifícios de habitação multifamiliar.

• Incluindo os espaços comuns de acessos e as áreas não residenciais reservadas ao uso


exclusivo dos residentes.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo II: Estacionamentos

a) Garagens para recolha de veículos;


b) Parques de estacionamento cobertos automáticos, públicos ou privados;
c) Parques de estacionamento cobertos, abertos ou fechados, e ao ar livre, públicos ou
privados;
d) Silos auto, abertos ou fechados, públicos ou privados.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo III: Administrativos

a) Balcões de atendimento; Centros de atendimento;


b) Escritórios de empresas e outras entidades públicas ou privadas;
c) Repartições públicas;
d) Centros de atendimento;
e) ….

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo IV: Escolares

a) Centros de apoio aos tempos livres;


b) Centros de formação profissional e outros
c) Colégios privados e públicos, externos e internos;
d) Jardins de infância;
e) Escolas de condução;
f) Jardins de infância;
g) Infantários;

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo V: Hospitalares e lares de idosos

a) Centros de saúde;
b) Centros de tratamentos termais;
c) Clínicas privadas e públicas;
d) Consultórios médicos;
e) Dispensários médicos;
f) Hospitais privados e públicos;
g) Laboratórios de análises clínicas;
h) …

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UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo VI: Espetáculos e reuniões públicas

a) Anfiteatros;
b) Auditórios;
c) Bares com instalações para música ao vivo;
d) Pavilhões multiusos;
e) Praças de touros;
f) Salas de conferência;
g) Salas e salões de jogos;
h) Salões de dança;
i) …

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo VII: Hoteleiros e restauração

a) Estalagens;
b) Hotéis;
c) Restaurantes;
d) Snack-bares;
e) Tabernas;
f) Turismo de aldeia;
g) Turismo de habitação;
h) …

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UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo VIII: Comerciais e gares de transportes

a) Aerogares
b) Centros comerciais;
c) Cabeleireiros;
d) Gares (estações) rodoviárias;
e) Mercearias;
f) Minimercados;
g) Hipermercados;
h) …

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UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo IX: Desportivos e de lazer

a) Piscinas;
b) Estádios;
c) Ginásios;
d) Autódromos;
e) Spas;
f) …

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UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo X: Museus e galerias de arte

a) Aquários;
b) Galerias de arte;
c) Museus;
d) Oceanários;
e) Pavilhões exposição científica;
f) …

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo XI: Bibliotecas e arquivos

a) Arquivos (documentos, jornais, livros, microfilmes, revistas, etc.);


b) Bibliotecas;
c) Cinematecas;
d) Mediatecas
e) .…

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo XII: Industriais, oficinas e armazéns

a) Armazéns (de materiais, produtos, etc.) não acessíveis ao público;


b) Oficinas de reparação e manutenção
c) Estabelecimentos industriais;
d) Ecocentros;
e) .…

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Utilização-tipo:

Notas:

- Os edifícios e recintos podem ser de utilização exclusiva: UT única;

- Os edifícios e recintos podem ser de utilização mista, quando integrem diversas UT´s;

- Os edifícios de UT mista devem respeitar as condições técnicas gerais e específicas


definidas para cada UT.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO
Aplicam-se as condições da UT onde se inserem, aos seguintes espaços:

- Espaços administrativos, de arquivo documental e de armazenamento das UT IV a XII,


desde que não sejam acessíveis ao público e respeitem determinados limites em
termos de áreas de ocupação:
• 10 % da área bruta afeta as utilizações-tipo III a VII, IX e XI
• 20 % da área bruta afeta as utilizações-tipo VIII, X e XII

- Espaços de reunião, culto religioso, conferências e palestras, formação, desportivos e


de lazer ou de restauração desde que geridos sob responsabilidade das entidades
exploradoras das UT III a XII, com efetivo < a 200 pessoas em edifícios ou 1000 pessoas
ao ar livre.

- Espaços comerciais, oficinas, bibliotecas, exposição e postos médicos ou de socorro


desde que geridos sob responsabilidade das entidades exploradoras das UT III a XII, e
tenham área útil não superior a 200 m2.
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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
UTILIZAÇÃO TIPO

 Exercício 1

- Defina a UT dos seguintes exemplos.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

500 m2 600 m2

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

< 200 pessoas

< 200 pessoas

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS

 Os edifícios compreendem:

• Locais – espaços de permanência de pessoas, materiais, produtos ou


equipamentos que apresentam riscos (nº pessoas e capacidades físicas e
psicológicas, produtos ou equipamentos).

• Vias e caminhos de evacuação

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO

 Classificação dos Locais de risco:

• Locais de Risco A
• Locais de Risco B
• Locais de Risco C
• Locais de Risco D
• Locais de Risco E
• Locais de Risco F

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CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco A

• Presença dominante de pessoal afeto ao estabelecimento, que não apresenta riscos


especiais em que:
o O efetivo total não exceda 100 pessoas;
o O efetivo de público não exceda 50 pessoas;
o Mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas
capacidades de perceção e reação a um alarme;
o As atividades nele exercidas ou os produtos, materiais e equipamentos que contém
não envolvam riscos agravados de incêndio.
• Exemplos: Gabinetes, salas de aula, auditórios, salas de espera, átrios, …

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CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco B

• Presença dominante de pessoas (pessoal e público), em razoável ou grande


quantidade, que não apresenta riscos especiais em que:
o O efetivo total exceda 100 pessoas;
o O efetivo de público exceda 50 pessoas;
o Mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas
capacidades de perceção e reação a um alarme.

• Exemplos: átrios, auditórios, salas de aula, salas de espera, …

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco C
• Local que apresenta riscos agravados de eclosão e de desenvolvimento de incêndio
devido, quer às atividades nele desenvolvidas, quer às características dos produtos,
materiais ou equipamentos nele existentes, designadamente à carga de incêndio
modificada, à potência útil e à quantidade de líquidos inflamáveis e, ainda, ao volume
dos compartimentos.
• Nota: De entre os locais de risco C existem alguns que, pelas características, impõem
restrições particulares, designando-se usualmente por local de risco C «agravado».

• Exemplos: arquivos e depósitos (volume > 600m3), laboratórios e oficinas (volume >
100 l líquidos inflamáveis), instalações técnicas (potência instalada > 250kW – local
de risco C agravado),…

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CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco C

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco C

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco D

• Permanência de pessoas acamadas ou destinado a receber crianças com idade inferior


a seis anos ou pessoas limitadas na mobilidade ou nas capacidades de perceção e
reação a um alarme.

• Exemplos: blocos operatórios, cuidados intensivos, enfermarias, locais ensino


especial, quartos hospitais, locais de salas de estar e dormida em creches, lares, …

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CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco E

• Local de um estabelecimento destinado a dormida, em que as pessoas não


apresentem as limitações indicadas nos locais de risco D.

• Exemplos: Espaços turísticos destinados a alojamento, quartos e suites de hotéis, …

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO
 Locais de risco F

• Local que possua meios e sistemas essenciais à continuidade de atividades sociais


relevantes, nomeadamente os centros nevrálgicos de comunicação, comando e
controlo.

• Exemplos: Centrais de bombagem para serviço de incêndio, Postos de segurança, …

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CLASSIFICAÇÃO LOCAIS DE RISCO

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS
 Caminho de evacuação

• Caminho de evacuação ou caminho de fuga, percurso entre qualquer ponto, suscetível


de ocupação, num recinto ou num edifício até uma zona de segurança exterior,
compreendendo, em geral, um percurso inicial no local de permanência e outro nas
vias de evacuação;

 Vias de evacuação:

• Qualquer comunicação horizontal ou vertical do edifício que apresente condições de


segurança para a evacuação dos ocupantes do edifício. Espaços de circulação
horizontal (corredores, átrios,…) ou verticais (escadas, rampas).

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO LOCAIS

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

DECRETO-LEI N.º 220/2008 - MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

Medidas Simulacros
preventivas

MAP
PSI
Registos Medidas de
segurança intervenção Formação

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

Medidas  Procedimentos de prevenção (art. 202º Port. 1532/2008)


preventivas
 Plano de prevenção. (art. 202º Port. 1532/2008)

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
Identificação do edifício
 Plano de prevenção Morada
Telefone
E-mail
• Identificação da UT – Utilização Tipo Actividade
• Data de entrada em funcionamento Ano de construção
• Identificação do RS e DS Ano de entrada em funcionamento
• Plantas de prevenção Altura do Edifício
Horário de funcionamento
Utilização-Tipo do Edifício
Categoria de Risco
Responsável de Segurança (RS)
Delegado de Segurança (DS)
• Consultar NT nº 21.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
• Planta de Prevenção:
o Obrigatoriedade: Todos as UT´s que exijam Planos de Prevenção.

• Planta de Prevenção: elementos


o Classificação do local de risco e efetivo;

o Vias horizontais e verticais de evacuação;

o Dispositivos e equipamentos de SCI.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Plano de prevenção / Procedimentos de prevenção


• Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da UT;

• Acessibilidade dos mesmos meios à rede de água de SI;

• Eficácia dos meios passivos de resistência ao fogo;

• Praticabilidade dos caminhos de evacuação;

• Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção;

• Vigilância dos locais de maior risco e desocupados.

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MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Plano de prevenção / Procedimentos de prevenção

• Conservação dos espaços limpos e arrumados;

• Segurança na utilização de matérias perigosas;

• Segurança nos trabalhos de manutenção ou alteração das instalações;

• Procedimentos de exploração das instalações técnicas e equipamentos SCI;

• Programas de manutenção das instalações técnicas e equipamentos SCI.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

Medidas de  Procedimentos de emergência (artigo 204º P 1532/2008)


intervenção
 Plano de emergência (artigo 205º P 1532/2008)

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MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Procedimentos em caso de Emergência / Plano de Emergência

• Incorporar a organização de segurança, as atribuições e os procedimentos de


atuação em situação de emergência;

• Simples, preciso e realista: sistematizar a evacuação enquadrada dos


ocupantes (ou parte) e limitar a propagação e respetivas consequências dos
incêndios.

• Deverá igualmente ser pensado para atuação perante as ocorrências de


outros riscos, quer naturais, quer tecnológicos, quer sociais – identificar e
definir níveis de gravidade.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Plano de emergência - secções

• Identificação dos riscos e níveis de gravidade;

• Pontos perigosos (C, D, F) e pontos nevrálgicos.

• Organização da segurança em situação de emergência.

• Entidades a contactar em situação de emergência.

• Plano de atuação.

• Plano de evacuação.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Plano de emergência – identificação dos riscos e níveis de gravidade


Níveis de Gravidade

Situação
NÍVEL I NÍVEL II NÍVEL III

Incêndio   
Sismo  
Ameaça de Bomba 
Explosão/Rebentamento   
Fuga de gás   
Inundação   
Tempestade / Raio   

Acidente no exterior com possibilidade


  
de afetar o edifício

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
 Plano de emergência: organização da segurança

Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
 Plano de emergência: Entidades a contactar em situação de emergência

Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
 Plano de emergência: Plano de Atuação

Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO
DA EMERGÊNCIA

Mod.DFRH.110/03
Detecção automática Detectado por
EMERGÊNCIA
do sinistro ocupante

Posto de Segurança é
informado sobre a situação

Verifica NÃO
Veracidade Repõe normalidade

SIM

Informa-se sobre o
sucedido e notifica o Informa o DS
DS

DS avalia a situação
e estabelece o nível
de emergência

Nível I - Incidente Nível II - Emergência Parcial Nível III - Emergência Total

Informa Equipas de Informa Equipas de


1ª Intervenção e Segurança e Meios
1os Socorros de Socorro Externos

NÃO Situação NÃO


Situação
Resolvida Resolvida

SIM
SIM

Delegado de
Segurança declara
fim de emergência

Iniciam-se
procedimentos de
pós-emergência Mod.DFRH.110/03
(ponto 6.3)
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
 Plano de emergência: Plano de Evacuação

Mod.DFRH.110/03
Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Plano de emergência - secções

• Plano de intervenção interna;

• Prestação de primeiros socorros.

• Apoio à intervenção externa.

• Reposição da normalidade.

• Instruções gerais, particulares e especiais.

• Plantas de emergência.

Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Plano de emergência – identificação dos riscos e níveis de gravidade

NÍVEL I NÍVEL II NÍVEL III

• Acidente de proporções • Acidente de proporções • Acidente de grandes


reduzidas; médias; proporções;
• Sob controlo; • Não estar sob controlo; • Estar fora de controlo;
• Não ameaça áreas ou locais • Não ameaça áreas ou locais • Ameaçam áreas ou locais
circundantes. circundante. circundantes.

NÃO É NECESSÁRIA A
ATIVAÇÃO PARCIAL DO PEI ATIVAÇÃO GERAL DO PEI
ATIVAÇÃO DO PEI

Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Relatórios de vistorias ou inspeções;

Registos  Ações de manutenção de instalações técnicas e


segurança sistemas de segurança contra incêndio;

 Ocorrências/eventos relacionados com SCIE.

Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Registos de Segurança – art. 201º

• Garantidos pelo RS / DS.

• Destinados ao registo de ocorrências relevantes e arquivo de relatórios


relacionados com a segurança contra incêndio.

• Conservados por 10 anos (mínimo);

• Consultar NT nº 21.

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Registos de Segurança – art. 201º

• Relatórios de vistoria e de inspeção ou fiscalização de condições de


segurança realizadas por entidades externas.

• Relatórios de anomalias observadas nas operações de verificação,


conservação ou manutenção das instalações técnicas, dos sistemas e dos
equipamentos de segurança.

• Relatórios de ações de manutenção efetuadas em instalações técnicas, dos


sistemas e dos equipamentos de segurança.

Mod.DFRH.110/03
ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Registos de Segurança – art. 201º

• Relatórios de modificações, alterações e trabalhos perigosos efetuados nos


espaços da UT.

• Relatórios ocorrências, direta ou indiretamente relacionados com a


segurança contra incêndio.

• Relatórios de intervenção dos bombeiros, em incêndios ou outras


emergências na entidade.

• Relatórios de ações de formação e simulacros.

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MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Registos de Segurança – instalações técnicas

• Instalações de energia elétrica:


a) Posto de transformação;
b) Grupo Gerador de Emergência;
c) UPS.
d) …

• Instalações de aquecimento:
a) Centrais térmicas;
b) Aparelhos de produção de calor;
c) Aparelhos de aquecimento autónomo.

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MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Registos de Segurança – instalações técnicas

• Instalações de confeção e conservação de alimentos:


a) Aparelhos de confeção e conservação de alimentos;
b) Aparelhos de evacuação de efluentes de combustão.
• Instalações:
a) Ventilação e condicionamento de ar.
b) Elevadores e monta-cargas.
c) Instalações de Armazenagem de líquidos e gases combustíveis.

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MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Registos de Segurança – Equipamentos e Sistemas de Segurança

• Sinalização;
• Iluminação de emergência;
• Deteção alarme e alerta;
• Controlo de fumos;
• Meios de intervenção;
• Sistemas fixos de extinção automática de incêndios;
• Cortina de água;
• Controlo da poluição do ar;
• Posto de segurança

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MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Teste do PEI e treino dos ocupantes com objetivo de criar


Simulacros rotinas de comportamento e aperfeiçoamento de
procedimentos.

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PLANO DE SEGURANÇA INTERNO – ESTRUTURA (CAPÍTULOS)
• Simulacros
o Treino dos ocupantes e verificação da operacionalidade das medidas de
autoproteção implementadas;

o Teste do Plano de Evacuação;

o Teste dos Planos de Atuação (deteção, reconhecimento, alarme, alerta);

o Deteção de situações não previstas inicialmente, dificuldades das equipas, …

o Teste dos equipamentos de SCI

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
PLANO DE SEGURANÇA INTERNO – ESTRUTURA (CAPÍTULOS)
• Simulacros
o Interligação com os agentes de proteção civil adequados ao simulacro a realizar.

o Aviso prévio aos ocupantes.

o Parciais/totalidade das Equipas.

o Obrigatório a realização da avaliação do simulacro (falhas ocorridas, dificuldades,


tempos de evacuação, necessidade de reforço de equipamentos, EPI´s, eficácia do
controlo no ponto de reunião,

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA

MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO

 Ações destinadas a todos os funcionários e colaboradores;


Formação
 Formações específicas: RS, Delegado de Segurança e
restantes elementos da Equipa de SCIE

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ORGANIZAÇÃO DA EMERGÊNCIA
MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO
• Formação – art. 226º: obrigatoriedade
o Funcionários e colaboradores das entidades exploradoras dos espaços afetos às UT.

o Todos as pessoas que exerçam atividades profissionais por períodos superiores a


30 dias por ano nos espaços afetos às UT.

o Elementos com atribuições nas UT.

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