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Sistema Renal

Aula 1

O organismo é dividido em compartimentos corpóreos, e os dois principais são os fluidos intracelular e


extracelular.

O fluido intracelular, é o fluido que está dentro da célula. O volume do fluido intracelular é a soma de todo
o fluido presente em dentro de todas as células do organismo. Esse volume é cerca de 2/3 do volume
corpóreo normal.

O fluido extracelular está sempre dividido em outros compartimentos: fluido intersticial (espaço –
interstício – entre as células), o plasma e alguns outros compartimentos (espaço sinovial, peritoneal,
pericárdico...)
Desses compartimentos, o fluido intersticial é o que tem mais volume e em seguida o plasma.

Tanto entre o fluido intracelular, quanto o plasma e o espaço intersticial há toca de nutrientes.
- Entre o fluido intracelular e o fluido intersticial essa troca ocorre através do membrana celular.
- Entre o fluido intersticial e o plasma ocorre através da membrana do vaso (do endotélio).

Para ocorrer a homeostase, é preciso que haja um balanço entre aquilo que entra e sai do organismo. A
entrada é basicamente através da alimentação e a saída através dos rins, pulmões, fezes, suor...). Existe um
equilíbrio também entre esses compartimentos. Então se há a troca de nutrientes entre esse
compartimentos é sempre buscando equilíbrio da composição do fluido intracelular e o extracelular.

Equilíbrio não quer dizer quantidades iguais. O equilíbrio no organismo, não necessariamente quer dizer
concentrações iguais.
Ex.: Na, dentro da célula a concentração é maior e fora é menor. K tem as concentrações contrarias. E essa
diferença é importante, por exemplo, para o disparo do potencial de ação.

A proteína albumina é osmoticamente muito ativa, isso significa que ele tem um potencial muito grade de
deslocar água. Então a presença de albumina dentro do plasma, faz com que a água fique retida dentro do
vaso. Se houver o extravasamento de proteína, do vaso em direção ao interstício, a água geralmente vai
acompanha-la. E a água também entra no interstício e forma o edema.

A presença do albumina no sangue é para manter a água que está retida no plasma (vaso).

Osmose
- Movimento da água
- A osmose entre dois compartilhamentos, a água se desloca sempre de onde ela está mais concentrada,
para onde ela está menos concentrada. Isso quer dizer que ela sai do local de menor quantidade de soluto
para o que possui menor quantidade de soluto, até acontecer o equilíbrio entre as duas soluções.

- Importância da manutenção da composição do fluído extracelular em 280 mOsm/L:

- Serve para que a célula não perca a função, manter o fluído extracelular em 280 mOsm/L.
Osmolaridade.
Osmolaridade é soma das moléculas em um determinado compartimento e a força que essas moléculas
tem de atrair a água.

- A osmolaridade do fluido intracelular e extracelular é de 280 mOsm/L, que é o somatório das forças
osmóticas.

- Cada substancia tem seu potencial de atrair a água.


Ex.: Na – a osmolaridade de Na no plasma, ou no interstício. É a quantidade de Na compreendida naquele
liquido.
- A osmolaridade total de uma solução é dada por cada uma da sua partícula osmoticamente ativa.
- Se tiver diferença de osmolaridade entre os compartimentos, a água vai se mover. Vai migr-ar do
compartimento com menos osmolaridade (mais água), para o compartimento com mais osmolaridade
(menos água).
Então se não houver um equilíbrio osmótico entre os compartimentos vai ter sempre o movimento de
água entre eles. O movimento de água já existe, mas se houver esse desequilíbrio haverá um movimento
de água sempre e constante.

- O sódio e cloreto se somados dão 150 mOsm/L. E eles correspondem a uma boa parte da osmolaridade
do fluido extracelular.

IMPORTANTE!!!

- A célula quando colocada em uma solução hipertônica a água vai tender a sair de dentro da célula, que
tem menos soluto, em direção do compartimento que em mais soluto. Então a célula murcha.
- A célula quando colocada em uma solução hipotônica a água se movimenta para dentro da célula, por
isso a célula incha, gerando um edema intracelular. Pode até romper.
- A célula quando colocada em uma solução Isotônica/Isosmótica a célula permanece do jeito que está. E
não vai haver movimento da água e a célula fica intacta.
**Por isso é importante manter a homeostase, o equilíbrio osmótico para não comprometer a função da
células (inchar ou murchar)

- O rim tem um papel importante desse movimento de água, na regulação do que vai ser colocado para
fora ou para dentro da célula, quais substancias vão estar presentes ou ausentes do fluido extracelular.

Principais funções dos rins.

- Regulação da pressão arterial (Renina- Angiotensina- Aldosterona)

- Balanço eletrolítico

- Geração de energia (gliconeogênese)

- Regulação do equilíbrio ácido-base

- Eritropoetina (produção de hemácias)

- Reabsorção de nutrientes

- Regulação da hemodinâmica sistêmica

- Excreção de hormônios
Estrutura dos Rins.
- Os rins são órgãos pareados, cada indivíduo, em condições normais, nasce com dois.
- Dos rins saem os ureteres que vão em direção a bexiga, e carregam a urina, e a bexiga acumula a urina
que posteriormente vai ser eliminada pela uretra.
- Há uma região dentro da medula renal (pelve renal), que além dos ureteres, que tem a capacidade de
realizar movimentos peristálticos. E fazem esse movimento peristáltico que “empurram” a urina em direção
a bexiga.
- Os rins estão localizados entre a torácica 2 e a lombar 3, e está protegido pela caixa torácica. É comum
sentir dores renais mais abaixo, porque a dor é irradiada.

- Estrutura cortical é a mais externa e estrutura mais interna é a medula. Os rins são revestidos por uma
capsula fibrosa.
Essa capsula fibrosa é altamente inervada e é inextensível. Enquanto rim (parênquima renal) é capaz de se
dilatar ou contrair, essa capsula não. Então quando o indivíduo tem um inchaço renal, sente muita dor.
Porque há um inchaço, mas a capsula que é altamente inervada e não distende.

- O rim do homem e do cão é um rim multilobado. E conforme o indivíduo vai crescendo, vai perdendo a
lobação (lóbulos) externa, mas internamente e estruturalmente ele ainda é divido em lóbulos.

- A unidade funcional do rim, ou seja, o que vai garantir que o rim funcione é o NÉFRON.

Estrutura do Néfron
- Corpúsculo Renal: formado pelo Glomérulo (capilares glomerulares) e pela capsula de Bowman
- Estrutura tubular

- Os néfrons são classificados de acordo com localização do aparelho justaglomerular


- Os mais distantes da medula são chamados de corticais/superficiais, os mais próximos da medula são os
justamedulares e os intermediários são os medicorticais.
- As alças de Henle dos néfrons superficiais ou medicorticais geralmente são mais curtas e alças de henle
de néfrons justamedulares são maiores. E isso faz diferença quando o indivíduo for concentrar ou diluir
urina, pois faz diferença para absorção de água.
* Corpúsculo Renal
- Os capilares glomerulares são os capilares renais e são responsáveis pela filtração do plasma. Os capilares
glomerulares são localizados no espaço de Bowman
- As duas arteríolas que estão relacionadas com os capilares (aferente: leva o sangue/eferente: traz o
sangue)
- O sangue que vem para o capilar, cai no espaço de Bowman e vai para os túbulos renais.

Barreira de Ultrafiltração
- A primeira porção da barreira é o endotélio capilar glomerular, que possui vários buraquinhos, então é
chamado de fenestrado. E são por essas fenestras que vão passar as substancias do sangue para o espaço
de Bowman.
- Essas fenestras não deixam passar os elementos figurados do sangue (células e plaquetas não passam por
essa barreira). O que é filtrado no rim é o plasma e não o sangue, porque as células não são filtradas.
- O endotélio capilar glomerular é recoberto por um Glicocálix que é formado por glicosaminoglicanos e
glicoproteínas carregadas negativamente. Então confere a essa estrutura toda uma carga negativa.

- A segunda camada que o plasma terá que atravessar é a membrana basal, essa membrana é uma fusão
da membrana edotelial e a epitelial durante o desenvolvimento (estágio embrionário). Formada por três
camadas: 2 raras e 1 densa.
- Possui poros para a passagem de moléculas, chamada de poros funcionais.
- Os poros tem limitações de tamanho.
- Ex.: A molécula de Na, passa pelas fenestras do endotélio capilar e ao chegar na membrana basal vai
atravessar a membrana pelos poros funcionais.
- Também é revestida por glicosaminoglicanos e glicoproteínas carregadas negativamente. Então confere a
essa estrutura toda uma carga negativa.

- A albumina é pouco filtrada (ou quase nada) pelas fenestras e poros funcionais.

- A terceira camada dessa barreira são as células da parede interna da Capsula de Bowman.
- Essas células são chamados de podócitos, que possuem vários prolongamentos (os pedicélios). Entre os
pedicélios tem uma membrana fina chamada membrana diafragmática/diafragma, e essa membrana que
está ligando os pedicélios, e é através dessa membrana que as substancias vão atravessar o espaço de
Bowman. Então na verdade, as substancias vão atravessar a membrana que está unindo as células.
- Essa membrana diafragmática também contém poros.
- Esses poros são chamados de fenda de filtração. E conecta dois pedicélios adjacentes e também possui
proteínas em sua estrutura carregadas negativamente.

Barreira de Ultrafiltração é formado pelo endotélio fenestrado, membrana basal e células da parede
interna da capsula de Bowman, e elas estão bem unidas e compactadas, filtrando o plasma.
Obs.: Se tiver alguma lesão em alguma dessas estruturas, aumenta a permeabilidade dessa barreira, a
albumina por exemplo, será mais filtrada. Um dos fatores de lesões renais é a presença de albumina na
urina. Por isso, um dos marcadores de lesões renais é a presença de albumina na urina.

Aparelho Justaglomerular
- O aparelho justaglomerular é uma porção do túbulo distal, as células da mácula densa e as arteríolas
aferente e eferente.
- células mesangias são importantes para alguns processos dentro e fora da estrutura do glomérulo.
- Para o glomérulo as células mesangias são células de suporte, pois produzem a matriz extracelular na
qual as células endoteliais vão ficar aderidas, produz todas as proteínas de matriz extracelular.
- As células mesangias são capazes de fazer fagocitose.
Ex.: Uma bactéria presente na circulação sanguínea e cai nos capilares glomerulares, as células mesangias
serão capazes de fagocitar essa bactéria
- As células mesangias são responsivas aos hormônios, se contraindo ou se dilatando, podendo comprimir
ou expandir os capilares glomerulares.

Componente vascular do aparelho justaglomerular


- Porcão terminal da arteríola aferente, porção inicial da arteríola eferente é o mesângio extracelular.
Componente tubular do aparelho justaglomerular
- Mácula densa

- Presença de renina e angiostensina nos mesmos granulos das células da arteríola aferente.
- Função do aparelho justaglomerular é regular a resistência arteriolar glomerular e a filtração glomerular e
controlar a síntese e a secreção de renina.
Obs.: Regulando a filtração glomerular é possível regular outras ações, por exemplo, a pressão arterial e o
quanto de água precisa ser absorvido.

Mácula Densa
É uma região especializada do túbulo distal, então são células especializadas da região distal. São capazes
de perceber alterações no fluido dentro dos glomerulos, então conseguem sentir as variações desse fluido,
principalmente de sódio e cloreto.
Ex.: Quando elas sentem que a quantidade de sódio e cloreto que está chegando está muito baixa, ela
sinaliza paras as células da arteríolas aferente secretarem renina.

Vascularização Renal
Artéria renal em vermelho – sangue arterial em vermelho
Veia renal em azul - sangue venoso em azul

- Arteríola aferente entra no corpúsculo renal e a eferente sai.


- Quando a arteríola eferente sai do corpúsculo renal há opções de caminho para ela:
1- Pode envolver a estrutura tubular e com isso ficam em intimo contato com o túbulo renal e permitem a
troca de substancias entre o sangue e o fluido que está dentro do túbulos. Essas capilares são chamados de
capilares peritubulares.
2- Pode percorrer a alça de henle (entra na medula e percorre o parênquima renal ao lado da alça de
Henle), é chamada de vasa reta.

Esse sague conforme vai trocando substancias com a luz tubular, vai se tornando sangue venoso e volta
para a circulação sanguínea, através das ramificações, que vão se unir e eventualmente vão formar a veia
renal.

Hemodinâmica e Filtração Glomerular


- Hemodinâmica renal envolve o fluxo de sangue que chega nos rins e o quanto do plasma que está
chegando nos rins será filtrado.
- Os rins recebem cerca de 20% do débito cardíaco;
- Do total de débito cardíaco recebido 90% é enviado para o córtex e apenas 10% para medula.
- A maioria é enviada para o córtex porque a estrutura de filtração está presente no córtex. Se o principal
objetivo dos rins é a filtração do plasma para exercer as suas funções, a maioria do sangue vai para as
estruturas que realizam a filtração.
- Os 10% direcionados para medula são para irrigar as células da medula que também precisam de
oxigenação, então são vasos de irrigação da medula.

Regulação do fluxo sanguíneo que chega nos rins (não vai cobrar fórmula)
- É usado a Lei de Lavoisier, que diz que em um sistema fechado, aquilo que é adicionado ao sistema
fechado é igual aquilo que é retirado, para massa se manter em equilíbrio.
- Portas de entrada dos rins: artéria renal
- Portas de saída renal: Arteríola eferente (veia renal) e Ureter
- Para calcular o fluxo sanguíneo renal é preciso usar uma substancia que seja possível calcular a sua massa
na artéria, na veia e somar com a massa no ureter (quantidade presente na urina).
- massa entrada = massa saída
- Massa = concentração x volume/ volume ÷ tempo = fluxo/ Então, Massa = concentração x fluxo
* Concentração na artéria - Ca
Ca x FSRa = CV x FSRv + Cur x FU
* Fluxo sanguíneo da artéria – FSRa
* Concentração na veia – Cv FSR (Ca – Cv) = Cur x FU
* Fluxo sanguíneo na veia – FSRv FSR = Cur x FU
* Concentração no ureter – Cur Ca - Cv
* Fluxo urinário – Fu

* FSR – Fluxo sanguíneo renal

- O fluxo sanguíneo normal é igual a 1200 ml/min, então é essa quantidade de sangue que chega nos rins
por minuto.
- Para medir o FSR o ideal é que seja utilizada uma substancia que não seja metabolizada ou produzida
pelos rins, se não haverá um valor alterado dessa substancia.
- A estratégia que se usa para ficar mais fácil de medir FSR é eliminar um dos fatores, Ca e Cv, basta
recolher o sangue do indivíduo que se saberá a concentração plasmática. Então usa-se uma estratégia de
eliminar substancias da veia, fazendo que essa substancia não volte para a circulação através da veia renal,
então a substancia vai ficar retida nos rins ou vai sair pelo ureter. Resumindo, a estratégia é utilizar uma
substancia que seja toda eliminada pelos ureteres e não pela veia.
- Essa substancia se chama Paraamino – hipurato de sódio, é uma substancia exógena que precisa ser
infundida no indivíduo. Ao infundir essa substancia, espera até que ocorra uma situação de equilíbrio dessa
substancia, para então fazer as medições de urina (e dosar as concentrações de paraamino-hipurato na
urina) e já se tem a quantidade de concentração no plasma que já é a quantidade de substancia que está
sendo infundida. Para então se fazer o cálculo.
- O Paraamino – hipurato de sódio é secretado nos túbulos renais, sai dos vasos sanguíneos e será
direcionado para dentro da luz tubular, por isso não aparece na veia, porque será eliminado pela urina.
Essa substancia será filtrada e a parte filtrada sairá na urina e além disso o sangue que o paraamini-
hipurato não foi filtrado continuará percorrendo a estrutura renal pelos capilares peritubalares ou vasareta,
e será secretado pela luz tubular (vai sair da luz do vaso e será secretado pela luz tubular) e com isso será
eliminado pela urina e não voltará para circulação.
- Do sangue que chega nos rins, apenas 20% é filtrado. É claro que o sangue que chegou aos rins e o plasma
não foi filtrado, eventualmente retornará aos rins e a porção que não foi filtrada será filtrada, mas dos 1200
ml/min que chegam nos rins, somente 20% será filtrado na primeira passagem.
- A filtração glomerular é a primeira etapa da formação da urina, é um processo basicamente
hemodinâmico.
- A taxa de filtração glomerular, ou seja, o quanto de plasma que o rim filtra por minuto também pode ser
medida e o princípio é basicamente o mesmo que fluxo sanguíneo renal.
- Para determinar a taxa de filtração glomerular é preciso conhecer a quantidade de um substancia que
está sendo filtrada no glomérulo e quantidade de substancia não filtrada.
- Massa de entrada é substancia a ser filtrada, então é aquela substancia que está no plasma e que será
filtrada.
- Massa de saída é essa mesma substancia após a filtração. É a substancia filtrada. É a substancia que estará
no espaço de Bowman.
- Para medir a taxa de filtração glomerular existe uma estratégia, onde se usa uma substancia que no
momento em que ela for filtrada permanecerá nos túbulos renais até ser eliminada pela urina, então a
quantidade daquele substancia que for filtrada será igual à quantidade eliminada pela urina. Então basta
recolher uma amostra de urina do paciente que o profissional irá inferir a quantidade dela que está sendo
filtrada.
- A fórmula correlaciona a concentração da urina x o fluxo urinário dessa substancia ÷ pela concentração do
plasma --- TFG = (Cur . FU) (ml/min)
Cp

- Existem duas substancias que são utilizadas que são a creatinina e a inulina.
- A inulina é uma substancia também exógena que precisa ser infundida no paciente, então ela dá o cálculo,
o resultado mais preciso, por isso o que se usa na clínica (prática) é a dosagem de inulina-.
- A creatinina vem do metabolismo proteico, e é o produto metabólico da creatina.
- Indivíduos com alguma doença renal se encontra com menos creatinina na urina, porque como o rim
tem algum problema no processo de filtração, ele filtra menos plasma. Se ele filtra menos plasma, ele
elimina menos creatinina na urina, então a tendência é o indivíduo ter creatinina plasmática aumentada
e menos creatinina sendo eliminada na urina.
- A creatinina é secretada para os túbulos renais, isso quer dizer que ela sai do sangue e vai para os túbulos
renais e do túbulo renal será eliminada na urina , então a concentração dela tenderia a aumentar, a ser
mais alta do que realmente é por causa dessa secreção. Mas por “sorte”, os kit industriais para quantificar
creatinina no plasma e na urina nem sempre reconhecem só creatinina, ás vezes eles reconhecem outras
substancias como se fossem creatinina, então ocorre um falso positivo no teste.
- O teste é chamado de cromógeno, é um teste que vai reagir com a creatinina e vai gerar uma cor e essa
cor é quantificada, mas como esse teste identifica outras substancias como creatinina, aquele resultado
obtido pelo teste é superestimado. Então o superestimado da urina por causa da secreção é anulado por
causa do superestimado do plasma.
- Dieta do ovo é um dos fatores para concentração de creatina aumentada porque o metabolismo proteico
induz mais formação de creatinina. Então gera uma taxa de filtração glomerular superestimada.
- Vegetarianos tem a taxa de filtração glomerular mais baixa.
- Os valores normais da taxa de filtração glomerular é acima de 90 ml/min
- O que facilita ou limita a filtração do plasma?
1- A barreira de filtração glomerular
2- A pressão de ultrafiltração, ou seja, a pressão necessaria para aquele sangue ultrapassar aquela barreira.
3 – O coeficiente de ultrafiltração
4 – Gradiente de pressão nos vasos renais

Pressão de ultrafiltração
- é o resultante final, o balanço da pressão hidroestática e oncóticas (pressão dada pelas ptns). Dentro da
vaso sanguineo tem pressão hidroestática e pressão oncótica, dada principalmente pela albumina. No
espaço de Bowman tem pressão hidroestática pois está filtrando o plasma, filtrando liquido e há pressão
oncótica porém mais baixa e tende a 0, porque a albumina é muito pouco filtrada, porem ptns pequenas
são filtradas.
- Quanto maior a pressão do sangue dentro capilar mais fácil vai ocorrer a filtração ou mais dificil?
Mais facil. Imagine uma seringa cheia de liquido e um pote tampado com um filtro, quanto menos pressão
colocar menos cai dentro do pote, e quanto mais pressão colocar mais liquido passa pela filtro.
- Quanto maior a pressão hidroestática maior a filtração glomerular. Logo, a pressão hidroestática dentro
do capilar glomerular vai favorecer a filtração.
- A pressão hidroestática dentro do espaço de Bowman dificulta com que mais plasma seja filtrado porque
começa a exercer uma pressão hidroestática oposta aos capilares.
- Quanto a pressão oncótica, vai favorecer a saida de plasma para o espaço de Bowman ou vai dificultar a
saida?
Dificultar, porque a proteina tende a reter a água. Então, se há uma alta pressão oncótica dentro do vaso
a tendência é uma menor filtração
- A pressão oncótica dentro do espaço de Bowman vai ocorrer maior filtração, porque mais ptns dentro
espaço de Bowman, vai tender a atrair (puxar) mais água.
Resumindo: Há duas forças favoráveis a filtração do plasma: a pressão hidroestática no capilar e a
pressão oncótica dentro do espaço de bowman. E duas forças contra a filtração do plasma: a pressão
hidroestática dentro do espaço de bowman e a pressão oncótica dentro do capilar glomerular.
- Então a pressão de ultrafitração, é o somatório dessas pressões favoráveis ou desfavoráveis a filtração.
- Quanto maior a pressão arterial do indivíduo maior a tendencia de filtrar o plasma, porque a pressão
hidroestática vai chegar elevada nos capilares. Logo, quanto maior a pressão arterial, maior a pressão
hidroestática. E isso sobrecarrega os rins. Porque a filtração exarcebada dos rins, não compesa a
hipertensão. O diurético não aumenta a filtração e sim a eliminação do que foi filtrado.
- O coeficiente de ultrafiltração é uma relação entre o tamanho do vaso e a permeabilidado do vaso.
Quanto maior o vaso, maior a chance de ocorrer filtração. E quanto mais permeável o vaso, maior a chance
de filtração. Logo, o coeficente de filtração é a multiplicação dessas duas variáveis. Mas quase não afeta a
taxa de ultrafiltração glomerular.

**Regulação do FSR e do RFG


Fluxo sanguineo renal e Ritimo (taxa) de filtração glomerular.
Devem ser regulados exatamente para previnir alterações causadas por aumento ou diminuição de
pressão, com o objetivo de manter ambos constantes.

- Em vaso sem interferencia (vasoconstrição ou vaso dilatação), possui pressões normais. Tem o mesmo
calibre e a mesma quantidade de sangue em ambas as partes.

- Com uma vasoconstrição no meio desse vaso, a pressão na parte antes da vasoconstrição irá aumentar
(pois há muito sangue que não consegue passar) e a pressão na parte posterior a vasoconstrição diminui,
porque o sangue não continua a passar normalmente, mas fica escoando.

- Se o vaso for o capilar glomerular

- E houver uma vasoconstrição na ateríola aferente, a pressão na arteríola aferente aumenta, a pressão
depois da vasoconstrição diminui. Se a pressão hidroestática cair no capilar glomerular a taxa de filtração
glomerular diminui e fluxo sanguíneo renal diminui porque se há uma vasoconstrição ocorre uma inibição
da passagem de sangue para orgão.
- Se a vasoconstrição ocorrer na arteríola eferente, a pressão antes (capilar glomerular) da vasoconstrição
aumenta e depois da vasoconstrição diminui. Se aumenta a pressão hidroestática dentro do capilar
glomerular, a taxa de filtração glomerular aumenta e fluxo sanguíneo renal diminui porque se há uma
vasoconstrição (não importa se é do lado anterior ou posterior do vaso), ocorre uma inibição da passagem
de sangue para orgão.

- Em vaso sem interferencia (vasoconstrição ou vaso dilatação), possui pressões normais. Tem o mesmo
calibre e a mesma quantidade de sangue em ambas as partes.

- Se há uma vasodilatação, a pressão na parte anterior a vasodilatação diminui porque é como se o sangue
escoasse mais rápido, e em um determinado momento fica pouco sangue na parte anterior da
vasodilatação, diminuindo a pressão e mais sangue na parte posterior, aumentando a pressão.

- Se o vaso for o capilar glomerular, e houver uma vasodilatação no arteríola eferente, a pressão antes da
vasodilatação diminui e a taxa de filtração glomerular também diminui. O fluxo sanguíneo renal aumenta,
porque a vasodilatação permite que mais sangue chega aos tecidos, então o fluxo tende a aumentar.

- Se a vasodilatação ocorrer na arteríola aferente, a pressão dentro do glomerulo aumenta, a taxa filtração
glomerular aumenta e fluxo sanguíneo renal aumenta.

- Se um indivíduo sofrer um aumento de pressão aguda o rim consegue manter a taxa de filtração
glomerular e o fluxo sanguíneo renal constantes, através desse mecanismo de regulação da vasoconstrição
ou dilatação e com isso consegue regular a taxa de filtração glomerular e o fluxo sanguíneo renal.
- O problema acontece quando a hipertensão se torna crônica e causa uma lesão renal. E com a lesão renal,
os tecidos e células perdem essa regulação.
- Então a regulacão ocorre através de dois mecanismos.
- O primeiro mecanismo é o miogênico, que é uma propriedade intrínseca do musculo liso renal de se
relaxar ou contrair em resposta a um estímulo.
- Se aumenta a pressão na arteria renal, então mais sangue está chegando nos rins e existe uma pressão
arterial renal, aumenta a distensão da arteríola aferente porque está chegando mais sangue, e em um
primeiro momento o vaso tende a acomodar sangue que está chegando. Esse vaso distende, e ao distender
entra calcio na célula endotelial, de fora para dentro da célula endotelial por modificação da conformação
do transportador de cálcio, porque a célula está esticada, e com a entrada de Ca na célula ocorrerá a
contração muscular. Então a arteríola que estava se acomodando para receber mais sangue, em resposta a
entrada de Ca na célula se contrai. E se contraindo, consegue regular o fluxo de sangue que está chegando
no glomérulo para preservar a filtração glomerular. O oposto também é verdadeiro??

Balanço tubuloglomerular – segundo mecanismo de regulação


- Macula densa, sente a quantidade de cloreto de sódio que é filtrado. Se chegar mais fluido na macula
densa a célula vai perceber que a filtração está grande, então inibe a produção de renina. Se ela perceber
a filtração está baixa, está chegando pouco cloreto de sódio, ela sinaliza para estimular a produção de
renina.
- A renina tem ação também no glomérulo, levando a contração e distensão de arteríolas. Na verdade não
é a renina, é a angiotensina II.

Filtração – do sangue para a luz tubular.


Reabsorção – é a saída das substancias de dentro da luz tubular, ou seja, foi filtrada caiu na luz tubular e
volta para a circulação sanguínea. Luz tubular - circulação.
Secreção – A substância passou pelo glomérulo, não foi filtrada, continuou na arteríola eferente, foi para os
capilares peritubulares ou para vasareta e da estrutura dentro do capilares vai ser secretada para luz
tubular. Circulação – Luz tubular (para ser eliminada na urina)
- Diversas substâncias são absorvidas, diversas substâncias são secretadas, e ás vezes a mesma substância é
aborvida e secertada, como o Potássio.
- Existem um espaço entre o vaso e o tubulo renal, o intersticio renal, a reabsorção e a secreção passam
pelo instersticio.
Ex.: Glicose sendo reabsorvida – Vai sair da luz tubular, vai para o intersticio e do intersticio volta para
circulação.
Paraamino-hipurato de sódio sendo secretado – vai passar da luz do vaso para o intersticio e do itersticio
para luz tubular

Clearence Renal
- indica o volume de plasma que fica livre de uma determinada substância, em determinada unidade de
tempo (fluxo). Resumindo, é fluxo que fica livre de determinada substancia, que precisa ser eliminada do
plasma.
- É um substancia que vai sair do plasma e vai ser eliminada pela urina.
Ex.: Glicose é uma substancia que é altamente reabsorvida nos túbulos renais, quase não é excretada na
urina. Se a glicose não está excretada e volta para circulação, isso que quer dizer que aquele plasma não
está ficando livre de glicose. Então o clearence da glicose, tende a 0.
- O clearence renal é medido da mesma forma que é medido a taxa de filtração glomerular, é preciso
observar o quanto de uma substancia está no plasma e o quanto está sendo eliminada pela urina, para
saber o quanto o plasma está perdendo aquela substancia para urina.
- Fórmula clearence: Cl = (Cur x FU)/ Cp
clearence = concentração da substancia na urina x fluxo urinário ÷ concentração do plasma
- Se houver uma substancia que é livremente filtrada, ou seja, a massa que fica no plasma é igual a massa
que é que filtrada, existe um equilíbrio. Por exemplo, a glicose. Uma parte dessa substancia será eliminada
na urina e outra parte dessa substancia voltará para a circulação.

-Como é apenas filtrada, não haverá nem secreção e nem reabsorção, o que for filtrado será eliminado na
urina. A inulina e a creatinina se comportam da mesma forma. Logo, a inulina pode ser usada para medir o
clearence renal.
- Taxa de filtração glomerular = Clearence da inulina
- O clearence de uma substancia livremente filtrada será igual 1
- O clearence fracional é relacionar o clearence da substancia que está sendo analisada com o clearence da
inulina, que é a taxa de filtração glomerular. Clearence da substancia ÷ clearence da inulina.
- No caso das substancias que é livremente filtrada, como a própria inulina divide-se o valor dela por ela
mesmo, que será igual a 1
- clearence fracional de uma substancia reabsorvida pelos túbulos renais, o clearence vai ser baixa porque o
plasma não vai está sendo depurado.
- Uma substancia que é totalmente reabsorvida (ex. glicose), clearence = 0
- Uma substancia que é parcialmente reabsorvida, uma parte será eliminada na urina e outra será
reabsorvida (meio termo entre glicose e inulina) clearence= 0 a 1
- Se for uma substancia que é totalmente secretada, o clearence será alto, pois a substancia está sendo
retirado do sangue. Diz-se que clearence máximo, porque toda a substancia foi tirada do sangue.
- Se a substancia for parcialmente secretada, o valor vai variar entre o clearence máximo e o valor do
clearence da inulina (que é totalmente e livremente filtrada). Ex.: Paraamino-hipurato usado para medir
fluxo sanguíneo renal.
- O que acontece com o clearence da glicose em indivíduo com diabetes descompensada?
A inulina como passa livremente pela barreira de filtração, quanto maior a concentração dela no plasma,
maior vai ser a concentração eliminada pela urina. Então a tendência é a carga filtrada ser igual a carga que
estava presente no plasma.
A glicose em concentrações plasmáticas baixas, tem o clearence que tende a 0, porque ela é praticamente
toda reabsorvida no túbulo proximal, então o clearence é nulo. Quando a concentração plasmática de
glicose começa aumentar, ela começa a se comportar como a inulina. Porque os transportadores de glicose
vão começar a saturar, e a glicose que está sendo filtrada começa a se comportar como uma substancia que
é livremente filtrada. Todos os transportadores vão está “ocupados”, então vai chegar um determinado
momento que praticamente tudo o que estará sendo filtrado será eliminado na urina. Quanto maior a
concentração dentro do plasma, maior a carga de glicose filtrada. E o transporte fica insignificante perto da
quantidade de glicose que está sendo eliminada. Por isso a tende a chegar ao clearence fracional da inulina.

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