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• ..

01
. Q -
Livros do autor

Instalações elétricas Instalações hidráulicas


e o projeto de arquitetura e o projeto de arquitetura
ISBN: 978·85·212-1158·7
288 páginas ISBN: 978·85·212-1159·4
374 páginas

1iOBERTO DE CARVALHO JÚNIOR Instalações prediais ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR Patologias em


hidráulico-sanitárias sistemas prediais
Princípios básicos para hidráulico-sanitários
elaboração de projetos
PATOLOGIAS EM ISBN: 978·85·212-0928·7
ISBN: 978·85·212-0837·2 SISTEMAS PREDIAIS 220 páginas
262 páginas HIDRÁULICO-SANITÁRIOS

Blucher www.b lucher.com.br


~ IOR

8.3 edição revista


Instalações elétricas e o projeto de arquitetura
© 201 7 Roberto de Carvalho Júnior
8ª ed. revista
lª edição digital - 2018
Editora Edgard Blüc her Ltda.

Dados Internacionai s de Catalogação na Publicação (CIP)


Blucher Angélica llacq ua CRB-8/705 7

Rua Pedro so Alvarenga, 1245, 4° andar Carvalho Júnior, Roberto de


045 31 -934 - São Paulo - SP - Brasil In stalações elétricas e o projeto de arquitetura
Tel. : 55 l l 30 78-5366 [livro eletrônico) / Roberto de CarvalhoJúnior. -
contato@blucher.com.br São Paulo : Blucher, 201 8.
www.blucher.com.br
288 p. ; PDF.

Segundo o Novo Aco rdo Ortográfico, conforme 5. ed. Edição revista e ampliada
do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, Bibliografia
Acad emia Brasileira de Letras, março de 2009.
ISBN 9 78-85-212-0999- 7 (e-book)

l . In stalações elétricas - Projetos e plantas 1. Título

É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer


meios se m auto ri zação escrita da edito ra. 16-0094 CDD 531

Todos os d ireitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda. Índices para catálogo sistemático :
l . In stalações e létricas - Projetos e plantas
Aos meus queridos e inesquecíveis avós
Lucato e Lucrécia
(in memoriam)

5
Tive a sorte de contar com bons professores, colegas e colabo-
radores que, direta ou indiretamente, influenciaram este trabalho.
Sou particularmente grato ao arquiteto Prof. Dr. Admir Basso, da
Escola de Engenharia de São Carlos-USP, que despertou meu in-
teresse pelo estudo das instalações prediais e suas interfaces com
a arquitetura.
Devo especiais agradecimentos ao arquiteto, professor e mes-
tre Ésio Glacy de Oliveira, que contribuiu para o desenvolvimento
das ideias que se tornaram base e enfoque deste livro; aos enge-
nheiros eletricistas Geraldo Pansiera Júnior e Sérgio Alampi Filho,
que colaboraram na revisão técnica deste trabalho; à Diretoria de
Comunicação Empresarial e Relações Institucionais-Marketing da
CPFL, que autorizou a transcrição de alguns trechos e desenhos das
normas publicadas pela CPFL; à Prysmian Cabled & Sistems, que
disponibilizou seu Manual de instalações elétricas residenciais
para a transcrição de alguns parágrafos e desenhos para fins didáti-
cos; às bibliotecárias, Marilda Colombo Liberato e Ana Paula Lopes
Garcia Antunes, que colaboraram na pesquisa sobre novos conceitos
e tecnologias em instalações elétricas prediais; ao arquiteto Virgilio
Zanqueta, que gentilmente elaborou a capa deste livro; ao arquiteto
Mário Sérgio Pini, Diretor de Relações Institucionais do Grupo Pini,
que acreditou neste trabalho, tornando-se um grande aliado na luta
para a realização do sonho de editá-lo; à Editora Edgard Blücher
pelo apoio e profissionalismo nesta parceria com o autor.

6
Até o fim do século XIX não existia iluminação elétrica nas
edificações. Do ponto de vista prático, as instalações elétricas e de
comunicações prediais são uma inovação do início do século XX.
É compreensível, portanto, que as escolas de belas-artes não se
preocupassem em dar qualquer treinamento específico aos seus
arquitetos. Mesmo na FAU/USP, fundada em meados do século XX,
as informações sobre instalações elétricas eram parte pequena do
curso de construção civil e não constituíam disciplina autônoma,
como não se constituem até hoje. O resultado desse atraso foi uma
inadequação dos formandos para se entenderem com o projetista
de instalações elétricas que deveria embutir essas instalações onde
conseguisse, isto é, no forro, nas lajes e nas paredes, causando a
menor perturbação possível à arquitetura.
Ora, ocorre que ao longo do século inicia-se um processo,
que continua até hoje, de colocar demandas cada vez maiores
de energia. As edificações são invadidas por uma diversidade de
aparelhos elétricos e eletrônicos com potências crescentes. Mais
importante, talvez, foi a introdução dos condicionadores de ar, que
chegaram a ser responsabilizados por graves incêndios ocorridos
nas edificações.
Ao par disso, as normas brasileiras e internacionais vão se
tornando mais complexas e exigentes. A tudo isso se acrescente o
desenvolvimento da luminotécnica e as exigências cada vez maiores
dos usuários.
Outro complicador nesse processo foi o desenvolvimento dos
sistemas de comunicação. No começo do século XX, tudo que se
queria era um ponto de telefone em cada residência. Hoje, os siste-
mas de comunicação interna, os porteiros eletrônicos e os sistemas
de interfone vão se tornando cada vez mais ubíquos. Mais recente-
mente a televisão a cabo e os sistemas de cabos para redes internas
de computadores vão também exigir seu espaço nos projetos.

7
~ De outro lado, as normas de proteção contra incêndio e outros
-:,
Q)
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:,
sistemas de segurança fazem-se presentes com sensores, alarmes,
câmeras de televisão e supervisão.
E"
<C A presente obra aborda essa problemática de duas formas. Na
Q)
"C Parte I, são expostos os conceitos, normas e exigências dos projetos
-...
o
Q)
·o
de instalações, desde a simbologia básica até as diretrizes para as
antenas de televisão, para-raios, telefonia etc .
Q.
o
Q) Na Parte II, a interfaces com o projeto arquitetônico são exami-
<li
nadas. O texto parte do exame dos conceitos básicos dos projetos
"'u
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<li
luminotécnicos e prossegue até as implicações para os sistemas
contrutivos mais modernos. Em particular, são abordadas as ques-
Q) tões ligadas aos sistemas de ar condicionado e aos elevadores.
'ºU"
Dessa forma, o livro se constitui em apoio fundamental ao
-
~"'
< li
e:
cotidiano do arquiteto, mas não apenas dele, como também dos
engenheiros e projetistas que com ele dialogam na sua atividade
profissional. Trata-se, pois, de importante contribuição para a
qualidade do projeto e, portanto, da própria arquitetura.

Prof. Dr. Geraldo G. Serra


Arquiteto, Mestre, Doutor e Livre-Docente em
"Estrututas Ambientais Urbanas".
Ex-Professor Titular de Tecnologia da Arquitetura da FAU/
USP, foi Pró-Reitor de Pesquisas da USP, autor de centenas de
projetos de arquitetura e urbanismo.

8
P.REFiÁC

"Arquitetura não se ensina, se aprende." Portanto, é preciso


motivar o estudante, para que ele assuma isso e se integre em um
processo de trabalho permanente, para seguir se interessando
pelo seu campo de estudo e conhecimento, autonomamente, com
independência dos programas da escola. Essa livre reflexão, sobre
a base da formação do arquiteto contemporâneo, nos remete ao
cumprimento dos currículos das matérias ditas técnicas das facul-
dades de Arquitetura e Urbanismo (FAUs), sempre penoso para
alunos e professores. No meu tempo, tirar nota 5 em Geometria
Descritiva, no primeiro ano, "valia" o diploma.
O autor e professor Roberto de Carvalho Júnior, engenheiro
civil, mestre em Arquitetura e Urbanismo, projetista de instalações
prediais, convencionais e complexas, convenceu-se de que, para o
apoio de suas atividades, junto a estudantes, futuros arquitetos,
era necessário um formato mais adequado, para a abordagem do
conhecimento técnico de sua área de dedicação.
Todo o sentido de seu trabalho foi "especializar" a questão das
instalações prediais, motivando o aluno não somente a tratar da
questão, com foco em pré-projeto e pré-dimensionamento, mas a
apreciá-la sob um novo e pertinente ângulo: a óptica da arquitetura.
É com convicção que afirmo se tratar de um novo método de ensino,
mais adequado e por isso mesmo mais efetivo, criado pelo professor
Carvalho Júnior. O sucesso dessa concepção, com a clara diretriz de
apego à vontade de formar novos e competentes profissionais, pode
ser medido pela prematura, proximamente esgotável e nova edição
do livro Instalações elétricas e o pro)eto de arquitetura, que ora
se apresenta com este honroso espaço de palavras inicias para mim.
Sobre o autor, referimo-nos à sua obra cobrindo instalações
prediais, adotada por número crescente de FAUs do Brasil, e por
meio dessa produção, com fundamento sensível e criativo, temos a
possibilidade de avaliar as grandezas pessoal e profissional de Car-
valho Júnior. Sobre a edição, temos mais um admirável trabalho da
editora Blucher, que participa do esforço em elevar a competitivi- 9
~ dade do mercado editorial brasileiro de publicações técnicas ao
-:,
Q)
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:,
plano das qualidades gráfica e editorial globais.
E" Os professores das disciplinas correlatas dispõem de um refe-
<C rencial de inestimável validade e efetividade para o ensino e o
Q)
"C aprendizado. Os professores de outras disciplinas de conhecimento
-...
o
Q)
·o
técnico dispõem de urna "fresta", nas múltiplas frentes de t raba-
lho, a ser decididamente explorada, com inovação, na consolidação
Q.
o de suas experiências pedagógicas.
Q)
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<li
Notas ao prefácio
Q) 1. O livro Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura é
'ºU" bibliografia reconhecida e consagrada, adotada por universi-
-"'
~
< li
e:
2.
dades de todo o país.
A Blucher, estrategicamente, apresenta esta nova edição: a
oitava.
3. O autor, realizou severa revisão e sensível ampliação do con-
teúdo, com fundamento em novos conceitos, inovações tecno-
lógicas e atualização de normas técnicas.
4. Tudo para apresentar a arquitetos, engenheiros, projetistas e
alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia
Civil uma visão conceitual mais didática, ainda mais simplifi-
cada e imediatamente aplicável nos campos de conhecimento
e de desenvolvimento das instalações prediais elétricas e de
telefonia.
5. O professor Roberto de Carvalho Júnior é um entusiasta da
causa e chama a nossa atenção para a necessidade de abso-
luta integração e para a mais perfeita compatibilização das
instalações elétricas com os demais subsistemas que definem
a construção de edificações contemporâneas, úteis e de plena
versatilidade.
6. Mãos à obra!!!

Mário Sérgio Pini


Diretor de Relações Institucionais
Grupo PINI

10
As instalações prediais constituem subsistemas que devem
ser integr ados ao sistema construtivo proposto pela arquitetura
de forma harmônica, racional e tecnicamente correta.
Quando não há coordenação e/ou entrosamento entre o proje-
tista de arquitetura e os profissionais contratados para a elabo-
ração dos projetos técnicos complementares, pode ocorrer uma
incompatibilização entre os projetos, o que, certamente, implicar á
inúmeras improvisações, durante a execução da obra, para solu-
cionar os conflitos surgidos.
O projeto de instalações elétricas, harmoniosamente integrado
aos demais projetos do edifício, com fiação e circuitos bem dimen-
sionados, permitirá fácil execução e manutenção das instalações,
sem riscos de acidentes, além de gerar economia na aquisição dos
materiais para sua execução e no consumo de energia.
Cabe ao responsável pelo projeto arquitetônico estudar, com
os usuários da edificação, como será a iluminação, onde estarão os
pontos fut uros de tomadas, telefonia, lógica, antenas etc.
A disposição dos móveis e, consequentemente, dos aparelhos
eletrônicos e luminárias deve ser considerada como fundamento
básico para a elaboração do projeto. Resolvidas essas questões,
entra em cena o projetista de instalações elétricas para definir os
circuitos, a bitola (seção nominal) dos fios e cabos e o dimensio-
namento e distribuição dos conduítes.
Se, por um lado, um projeto arquitetônico elaborado com os
equipamentos e mobiliário adequadamente localizados, tendo em
vista suas características técnicas e funcionais, é condição básica
para a compatibilização dos projetos de instalações e outros perti-
nentes; por outro, a área de instalações elétricas prediais é carente
de uma bibliografia que atenda às necessidades do aprendizado
acadêmico, e até mesmo dos profissionais, no que se refere às in-
terfaces físicas e funcionais com a arquitetura. Foi no decorrer de
nosso trabalho acadêmico, observando e resolvendo conflitos entre 11
as referidas interfaces, que resolvemos elaborar uma espécie de
manual de instrução, de modo a melhorar a qualidade do projeto
e da obra.
Este livro foi desenvolvido com o intuito de abordar as princi-
pais interferências das instalações elétricas prediais com o projeto
arquitetônico. Para tanto, apresenta uma visão simplificada das
instalações elétricas prediais dirigidas para o arquiteto, o engenhei-
ro civil, o designer de interiores ou os estudantes dos cursos de
Arquitetura e de Engenharia Civil, para que possam resolver essas
interfaces e, consequentemente, desenvolver projetos compatíveis
com as exigências das instalações e seu perfeito funcionamento.
É importante ressaltar que este trabalho não tem por objetivo
formar especialistas em instalações elétricas; por esse motivo, a
parte relativa a cálculos e dimensionamentos foi basicamente subs-
tituída pela abordagem direta dos conceitos, tratando somente das
instalações elétricas prediais em suas interfaces com a arquitetura.
Para a elaboração deste livro, valemo-nos da bibliografia indi-
cada e da experiência conquistada, no campo profissional, como
projetista de instalações e professor de disciplinas de instalações
prediais em cursos de graduação em Engenharia Civil e Arquite-
tura e Urbanismo.

12
PARTE 1- INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS

1 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS .............................. 21


Considerações gerais .............. ...................... ...................... 21

2 FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA ...................... 23


Limites para fornecimento ....... ............ ........... ........... ........ 25
Ligação monofásica .......... ........... ............ ........... ........ 25
Ligação bifásica ..... ........... ........... ........... ........... ......... 26
Ligação trifásica ... ........... ............ ........... ........... ......... 26
Ligações de cargas especiais..................................... 27

3 PADRÃO DE ENTRADA ..................................................... 28


Ramal de ligação................................................................. 32
Poste particular e pontalete... .. ........... ........... ........... ......... 40
Quadro de medição............................................................. 42
Centro de medição (medição agrupada)........................... 42

4 EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO DE ENERGIA


ELÉTRICA ............................................................................ 46
Instalação de equipamentos............................................... 47
Instalação de aparelhos especiais...................................... 48

5 TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA. .................................... 49


As variações de tensões e os aparelhos bivolt.................. 49

6 POTÊNCIA ELÉTRICA ........................................................ 50


Fator de potência................................................................ 51
Triângulo de potências....................................................... 52

7 POTÊNCIA ELÉTRICA TOTAL INSTALADA ...................... 53


O cálculo do consumo......................................................... 57
13
~ 8 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS............... 58
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Q)
;':
:,
Localização do quadro de distribuição no projeto
arquitetônico....................................................................... 65
E"
<C
Q)
"C 9 PRUMADAS ELÉTRICAS E CAIXAS DE PASSAGEM........ 67
-o
Q)
·o
... 10 CIRCUITOS DA INSTALAÇÃO.......................................... 70
Q.
o Circuitos de distribuição.................................................... 70
Q)
<li Circuitos terminais............................................................. 71
"'u Divisão da instalação em circuitos terminais................... 72
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<li
Potência por circuito...........................................................
Exemplo de aplicação.................................................
75
76
Q)

'ºU"
-
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< li
e:
11 ATERRAMENTO DO SISTEMA.........................................
Aterramento da entrada consumidora ............ ........... .......
Barramento equipotencial (BEP) ........... ............ ......
78
79
79
Aterramento do quadro de distribuição de energia ... ...... 82
Aterramento dos aparelhos eletrodomésticos................... 83

12 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO PARA BAIXA TENSÃO ... 84

13 COMPONENTES UTILIZADOS NAS INSTALAÇÕES..... 88


Eletrodutos......... .. ........... ........... ........... ........... ........... ........ 89
Caixas.................................................................................. 94
Condutores de eletricidade ................................................ 99

14 DISPOSITIVOS DE MANOBRA ........................................ 105


Interruptores....................................................................... 106
Interruptor simples ............ ........... ........... ........... ....... 107
Interruptor paralelo.................................................... 107
Interruptor intermediário.......................................... 108
Interruptor controlador de luz................................... 108
Minuterias. .. ........... ........... ........... ........... ........... ......... 108
Interruptores temporizados....................................... 108
Pulsadores................................................................... 109
Interruptores remotos................................................ 109
Esquemas de ligação e fiação de interruptores........ 109
Contactores e chaves magnéticas...................................... 111
Chave-boia........................................................................... 111
Campainha ou cigarra ... ........... ........... ........... ........... ......... 111
Sensor de presença............................................................. 111

15 TOMADAS DE CORRENTE ............................................... 112


Tomadas de uso geral ......................................................... 112
Tomadas de uso específico................................................. 114
14
Quantidade mínima de tomadas ....................................... . 115 o
"O
,::,
Tomadas de uso geral... ............................................. .
Tomadas de uso específico ....................................... .
116
118 -
u
<11
e
o
Esquemas de ligação e fiação de tomadas ....................... . 122

16 APARELHOS DE ILUMINAÇÃO ....................................... . 124


Tipos de luminárias segundo a forma de aplicação da luz .. 127
Luminária comum ..................................................... . 127
Luminária direcionadora de luz ............................... . 127
Luminária de luz indireta ......................................... . 127
Luminária decorativa ................................................ . 127
Luminária com refletores e ale tas parabólicos ........ . 127
Tipos de lâmpadas ............................................................. . 128
Cálculo de iluminação ....................................................... . 136
Carga mínima de iluminação exigida pela NBR 5410 ..... . 137
Condições para se estabelecer a quantidade
mínima de pontos de luz ........................................... . 137
Condições para se estabelecer a potência mínima
de iluminação ............................................................ . 137

17 INSTALAÇÕES PREDIAIS DE TELEFONIA ...................... . 141


Considerações gerais ......................................................... . 141
Entrada telefônica.............................................................. . 142
Poste particular para entrada telefônica ................. . 144
Caixa externa para entrada telefônica ..................... . 146
Aterramento ............................................................... . 147
Ramal de entrada telefônica ............................................. . 147
Entrada aérea ............................................................ . 148
Entrada subterrânea ................................................. . 149
Prumada telefônica ............................................................ . 149
Caixas de distribuição ....................................................... . 153
Caixas de saída ................................................................... . 156
Tomadas de telefonia ......................................................... . 158
Critério para previsão de pontos telefônicos ................... . 158
Critério para previsão de caixas de saída ........................ . 159
Residências ou apartamentos ................................... . 159
Lojas ........................................................................... . 160
Escritórios ................................................................. . 160
Fio telefônico ...................................................................... . 160
Canaletas de piso ............................................................... . 161
Caixas de derivação ........................................................... . 162

18 SIMBOLOGIA BÁSICA. ..................................................... . 163


Simbologia utilizada nas instalações elétricas ................. . 163
Simbologia utilizada nas instalações de telefonia ........... . 171
15
~ PARTE li - AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E SUAS INTERFACES
-:,
Q)
;':
:,
COM O PROJETO ARQUITETÔNICO

e-
<C
19 O QUADRO DE MEDIÇÃO DE ENERGIA
Q)
NO PROJETO ARQUITETÔNICO ..................................... 175
"C

-...
o
Q)
·o
20 OS EQUIPAMENTOS E SUAS INTERFACES COM
AARQUITETURA ............................................................... 179
Q.
o Selo Procel .......................................................................... 180
Q)
<li Ruídos em eletrodomésticos............................................... 181
"'
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-
·.:::
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<li
21 PREVISÃO DE PONTOS EM INSTALAÇÕES
RESIDENCIAIS .................................................................... 184
Q)

'ºU' Sala....................................................................................... 185

-
~"'
< li
e:
Escritório .............................................................................
Quarto ..................................................................................
186
186
Terraço ................................................................................ 186
Banheiros............................................................................ 186
Cozinha................................................................................ 190
Área de serviço................................................................... 193
Pontos externos.................................................................. 193

22 INSTALAÇÕES DE ANTENAS E SUAS INTERFACES


COM AS REDES ELÉTRICAS .............................................. 194

23 INSTALAÇÃO DE PARA-RAIOS E SUAS INTERFACES


COM A ARQUITETURA ..................................................... 197

24 ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES PARA


PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS ............... 200

25 LUMINOTÉCNICA. ............................................................. 202


Interfaces da iluminação com a superfície de trabalho ... 203
Interfaces da iluminação com o projeto arquitetônico ..... 206
Conceitos e grandezas luminotécnicas fundamentais ..... 207
Luz ............................................................................... 207
Fluxo luminoso........................................................... 208
Eficiência luminosa ............ ........... ........... ........... ....... 208
Intensidade luminosa................................................. 210
Iluminamento ou iluminância ................................... 211
Luminância................................................................. 212
Cálculo luminotécnico ........................................................ 213
Método dos lumens ..................................................... 213
Método ponto por ponto ............................................. 219
Iluminação residencial........................................................ 220
16 Hall de entrada ....... ........... ........... ........... ........... ........ 220
Sala de estar ............................................................... 221 o
"O
,::,
Sala de jantar ..............................................................
Cozinha .......................................................................
221
221 -
u
<11
e
o
Dormitório ................................................................... 221
Banheiro ...................................................................... 222
Iluminação comercial e administrativa ............................. 222
Iluminação industrial ......................................................... 222

26 O CONSUMO DE ENERGIA EM RESIDÊNCIAS .............. 224


Os vilões do consumo ......................................................... 225
A iluminação e o consumo de energia ............................... 229
Aquecimento de água: como gastar menos ....................... 230

27 SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR ................. 232


Dimensionamento de ar-condicionado (Splits) ................ 233
Ambientes sem exposição a raios solares .......................... 234
Ambientes com exposição a raios solares ......................... 234

28 OS REFRIGERADORES E BALCÕES FRIGORÍFICOS ...... 237

29 PREVISÃO DE CABINAS DE FORÇA NO PROJETO


ARQUITETÔNICO .............................................................. 238
Localização das cabinas ..................................................... 239
Tipos de cabinas ................................................................. 239

30 CASA DE BOMBAS NO PROJETO ARQUITETÔNICO ... 241

31 PREVISÃO DE SHAFTS E ÁREAS TÉCNICAS ................... 243

32 ELEVADOR ELÉTRICO ....................................................... 246


Novas tecnologias para o transporte vertical... ................. 247

33 NOVOS CONCEITOS E TECNOLOGIAS ......................... 249


Novos componentes e equipamentos ................................. 250
Cabeamento estruturado .................................................... 254

34 AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO SUPRIMENTO DE


ENERGIA. ............................................................................. 257
Sistemas de cogeração de energia ..................................... 258
Sistema direto de alimentação de energia ........................ 260

35 EDIFÍCIOS INTELIGENTES (COM ALTA TECNOLOGIA) ... 261


Sistema de automação predial.. ......................................... 263
Elevadores ................................................................... 267
Ar-condicionado ......................................................... 267
Transmissão de dados e telefonia ............................. 267 17
"':,... Segurança ................................................................... 267
-Q)
;':
:,
Iluminação .................................................................. 268
...
C"
<C 36 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM ALVENARIA
Q)
-e ESTRUTURAL ...................................................................... 269
-o
Q)
·o
... 37 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA DRYWALL ...... 273
Q.
o
Q) 38 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA
<li

"'u STEEL FRAME ...................................................................... 275


-
·;:
' Q/
ü:i
<li
39 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA
Q) WOODFRAME ................................................................... 279
'ºU"
-"'
~
< li
e:
40 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA
CONSTRUTIVO CONCRETO + PVC ............................... 282

41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................... 284

18
PARTE 1

- ~

INSTALAÇOES ELETRICAS
PREDIAIS
CONSIDERAÇÕES GERAIS
O projeto de instalações elétricas prediais é uma representação
gráfica e escrita do que se pretende instalar na edificação, com
todos os seus detalhes e a localização dos pontos de utilização
(luz, tomadas, interruptores, comandos, passagem e trajeto dos
condutores, dispositivos de manobras etc.).
Quando bem elaborado e corretamente dimensionado, com
materiais de qualidade comprovada e também integrado de uma
forma racional, harmônica e tecnicamente correta com os projetos
técnicos complementares, o projeto de instalações elétricas gera
significativa economia na aquisição de materiais e na execução
das instalações, além de evitar o superdimensionamento (ou sub)
de circuitos, disjuntores desarmados, falta de segurança nas ins-
talações (incêndios, perda de equipamentos, choques elétricos) e
dificuldade para a execução das instalações desconformes com as
normas vigentes.
O tempo despendido na compatibilização do projeto arqui-
tetônico com o de instalações elétricas será recuperado quando
na execução de ambos, evitando desperdício de energia e o mau
funcionamento dos aparelhos e equipamentos e permitindo fácil
operação e manutenção de toda a instalação.
Para facilitar a manutenção, o ideal é que o arquiteto propo-
nha soluções a partir do projeto. Por esse motivo, é importante
o acompanhamento dos projetistas de instalações já na fase de
criação arquitetônica.
Para a elaboração dos projetos deve ser consultada a conces-
sionária de energia elétrica, que fixa os requisitos mínimos indis-
pensáveis para a ligação das unidades consumidoras.
Além das normas da concessionária e das normas específicas
aplicáveis, também devem ser consultadas as Normas Técnicas
da ABNT, principalmente a NBR 5410 (Instalações Elétricas de 21
Baixa Tensão - Procedimentos), que contém prescrições relativas
ao projeto, à execução, à verificação final da obra e à manutenção
das instalações elétricas.

Figura 1.1 Esquema de instalação elétrica.

Rede da concessionária
em baixa tensão

Quadro de
distribuição + - - - - - -

Medidor

Fonte: Prysmian
22
A concessionária estabelece diretrizes para o cálculo de demanda,
dimensionamento de equipamentos e requisitos mínimos para os
projetos, além de fixar as condições técnicas mínimas e uniformizar
as condutas para o fornecimento de energia elétrica.
Antes do início da obra, o construtor deve entrar em contato
com a concessionária fornecedora de energia elétrica para tomar
conhecimento dos detalhes e das normas aplicáveis ao seu caso,
bem como das condições comerciais para sua ligação e do pedido
desta. Recomenda-se que as instalações elétricas internas após a
medição atendam à Norma NBR 5410 - Instalações Elétricas de
Baixa Tensão - Procedimentos, da ABNT.
O fornecimento é feito pelo ponto de entrega, até o qual a
concessionária se obriga a fornecer energia elétrica, com partici-
pação nos investimentos necessários e responsabilizando-se pela
execução dos serviços, sua operação e manutenção.
Para a rede de distribuição aérea, a localização física do ponto
de entrega é o ponto de ancoragem do ramal de ligação aéreo na
estrutura do cliente (poste particular, pontalete, fachada do prédio
etc.). De acordo com a Norma Técnica "Fornecimento em Tensão
Secundária de Distribuição" da CPFL (Companhia Paulista de For-
ça e Luz) publicada em 30/11/2009, o ponto de entrega deve estar
situado no limite com a via pública ou recuado no máximo a 1 m
do limite de propriedade do cliente com a via pública, estar livre
de obstáculos, e não cruzar com terrenos de terceiros.

23
~
-:,
Q)
;':
:,
e-
<C Rede de Alta Tensão (13,8 kV
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
Poste particular
Rede de baixa
tensão (220/127 V)

Fio ou cabo para aterramento


neutro de transformadores

Haste de aterramento Haste de aterramento


Copperweld para Copperweld com pig-tail
aterramento de linhas para aterramento de
de distribuição entrada de consumidores

íl D
Fonte: C PFL

24
LIMITES PARA FORNECIMENTO G
....
·;:
'CI/
i:i:j
As edificações são enquadradas em função da carga instalada
e demanda calculada. As concessionárias atendem a seus consumi- "'...
'So
CII
dores residenciais, fornecendo energia elétrica na classe de tensão e
I.U
mono, bi ou trifásica, de acordo com suas necessidades, em função CII
"C
da carga total instalada na edificação.
.8e
A carga total instalada é a soma das potências nominais, em CII
E
watts, de todos os aparelhos, equipamentos e lâmpadas utilizados ·o
CII
na edificação. A potência pode ser em watts ou kW; lembre-se que: ...oe
1.000 W são iguais a 1 kW. u..

Com o cálculo da carga instalada, teremos o tipo de atendi-


mento que a concessionária irá oferecer ao consumidor.
A nova ligação poderá ser solicitada pelo sistema on-line,
telefônico ou pessoalmente, a uma loja de atendimento ao cliente
da concessionária de energia.

LIGAÇÃO MONOFÁSICA
A ligação monofásica consiste de dois fios (fase e neutro). Deve
ser realizada para carga total instalada até 12 kW, para tensão de
fornecimento 127/220 V e, até 15 kW, para tensão de fornecimento
220/380 V. Não é permitida, nesse tipo de atendimento, a instalação
de aparelhos de raio X ou máquinas de solda a transformador. Para
redes de distribuição nas quais o neutro não está disponível, situa-
ção esta não padronizada, a carga instalada máxima é 25 kW, e o
fornecimento será feito por sistema monofásico, dois fios, fase-fase.

Figura 2.2 Ligação monofásica.

Monofásico

Neutro

Fase J 121v

Até 12.000 W
Fornecimento monofásico
• feito a dois fios:
uma fase e um neutro;
• tensão de 127 V.

25
~ LIGAÇÃO BIFÁSICA
-:,
Q)
;':
:, A ligação bifásica consiste de três fios (duas fases e um neutro).
E" Deve ser realizada para carga total instalada acima de 12 kW até
<C
Q)
"C
25 kW, para tensão de fornecimento 127/220 V e, acima de 15 kW

-...
o
Q)
·o
até 25 kW, para tensão de fornecimento 220/380 V.

Q.
o
Q)
<li Figura 2.3 Ligação bifásica.
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Bifásico

Q)
Neutro
'ºU"
-"'
~
< li
e:
Fase

Fase

Acima de 12.000 W até 25.000 W


Fornecimento bifásico
• feito a três fios:
duas fases e um neutro;
• tensões de 127 V/220 V.

LIGAÇÃO TRIFÁSICA
A ligação trifásica consiste de quatro fios (três fases e um
neutro). Deve ser realizada para carga total instalada acima de
25 até 75 kW, para tensão de fornecimento 127/220 V e, também
acima de 25 até 75 kW, para tensão de fornecimento 220/380 V.
Caso existam aparelhos como máquinas de solda ou de raio X,
devem ser efetuados estudos específicos para sua ligação.
Quando o cliente se enquadrar no atendimento monofásico e
desejar, por exemplo, atendimento bifásico ou trifásico, a concessio-
nária fornecedora de energia poderá atendê-lo, mediante cálculos
de demanda e ART do engenheiro responsável. Do cliente será
cobrada taxa adicional.

26
LIGAÇÕES DE CARGAS ESPECIAIS !3
....
·;:
'<11
A ligação de aparelhos com carga de flutuação brusca, como solda i:i:j

elétrica, motores com partidas frequentes, aparelhos de raio X, ou "'...


'So
outros equipamentos que causam distúrbio de tensão ou corrente, <11
e
I.U
é tratada como ligação de cargas especiais. O consumidor deverá <11
"O
contatar a concessionária antes da execução de suas instalações a
.8e
fim de fornecer detalhes e dados técnicos para análise e orientações. <11
E

<11
...oe
u..
Figura 2.4 Ligação trifásica.

Trifásico

Neutro

127 'v
Fase

Fase

220\i
127 Vo

220V
127V

220V
Fase

Acima de 25.000 W até 75.000 W


Fornecimento trifásico
• feito a quatro fios;
três fases e um neutro;
• tensões de 127 V/ 220 V.

27
É a instalação que compreende os seguintes componentes:
ramal de entrada, poste particular ou pontalete, caixas, quadro de
medição, proteção, ater ramento e ferragens, de responsabilidade
do cliente, que deve ser feita atendendo às especificações da norma
técnica da concessionária para o tipo de fornecimento. A norma téc-
nica referente à instalação do padrão de entrada e outras infor-
mações a esse respeito deverão ser obtidas na agência local da
concessionária fornecedora de energia elétrica.
Para evitar problemas no fornecimento de energia elétrica,
o padrão de entrada deve ser dimensionado pelo engenheiro ele-
tricista e executado por eletricistas capacitados. Todo poste deve
vir com um traço demarcatório que indica até que ponto o poste
deve ser enter rado. Esse traço, que fica a 1,35 m da base do pos-
te, precisa ficar ao nível do solo para garantir a estabilidade e as
alturas corretas. Uma vez pronto o padrão de entrada, compete à
concessionária fornecedora de energia fazer a sua inspeção.
Estando tudo dentro dos parâmetros da norma, a concessio-
nária instala e liga o medidor e o ramal de serviço. Dessa forma,
a energia elétrica entregue pela concessionária estará disponível
para ser utilizada na edificação. Pelo circuito de distribuição, essa
energia é levada do medidor até o quadro de distribuição, também
conhecido como quadro de luz.
Devem ser utilizados, para proteção geral da entrada consumi-
dora, disjuntores termomagnéticos unipolares, para atendimento
monofásico; bipolares, para atendimento bifásico; e tripolares, para
atendimento trifásico.
A proteção geral deve ser localizada depois da medição e
executada pelo cliente de acordo com o que estabelece a norma
da concessionária local. Toda unidade consumidora deve ser equi-
*( Norma Técnica:
pada com um dispositivo de proteção que permita inter romper o
"Fornecimento em Ten são fornecimento e assegure a adequada proteção. De acordo com a
Secundária de Di stribui ção". concessionária, além da proteção geral instalada depois da medição,
CPFL, 30/11 /2009.) o cliente tem de possuir em sua área privativa um ou mais quadros
28
ra
para instalação de proteção para circuitos parciais, conforme pres- "O
crição da NBR 5410. Devem ser previstos dispositivos de proteção
contra quedas de tensão ou falta de fase em equipamentos que, pelas -
~
e
I.U
<1l
suas características, possam ser danificados por essas ocorrências. "O
o
As caixas de medição e proteção poderão ser feitas em chapa ...
l<'a
"O
de aço pintada eletrostaticamente ou zincada, aço inoxidável, alu- ~
mínio, policarbonato, resina poliéster reforçada com fibra de vidro
ou outro material não corrosível. Em regiões litorâneas, caso as
caixas sejam fabricadas em chapa de aço, elas deverão ser zincadas.
O bom fornecimento de energia também depende muito da
conservação do padrão de entrada; por isso, é muito importante
uma manutenção periódica. Deve-se pintá-lo, para evitar ferrugens ;
vedá-lo, pois a água das chuvas pode danificar o disjuntor geral e
o medidor de energia, provocando um curto-circuito ; manter os
conduítes em bom estado, sem estarem partidos ou mal emendados;
manter o vidro do visor em ordem, sem quebras; evitar que insetos
se instalarem na caixa do medidor etc.
Os esquemas a seguir caracterizam a entrada de energia elé-
trica dentro de uma unidade consumidora.

Figura 3.1 Entrada de energia elétrica (ponto de captação


e de entrega).

TERRENO

O.D.

Caixa de
medição

Calçada

Ponto de captação Rede elétrica


29
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 3.2 Componentes da entrada de serviço.

E" Trecho AB - Ramal de ligação até 30 m


<C BC - Ramal de entrada embutido
Q)
"C CD - Circuito alimentador embutido

-...
o
Q)
·o
A DE
B
-
-
Circuito alimentador aéreo
Ponto de entrega
Condutor do circuito
alimentador aéreo
isolado
Q.
o Ponto de entrega - - - - - - - . .
Q)
<li
Rede secundária
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
de distribuição Condutor do ramal de entrada

Q)
Condutor do ramal Eletroduto do ramal de entrada - - H
'ºU" de ligação

-"'
~
< li
e: Medição e proteção - - - - - - +..aC

Poste particular ---------++••

A - Com medição em poste particular


L Cavidade para
inspeção do
aterramento

Trecho AB - Ramal de ligação até 30 m


BC - Ramal de entrada embutido
B - Ponto de entrega

Ponto de entrega - - - - - -

Rede secundária
de distribuição Condutor do ramal de entrada

Condutor do ramal Eletroduto do ramal de entrada


de ligação

Medição e proteção

Circuito
alimentador
B - Com medição em muro embutido
Cavidade para
inspeção do aterramento

30 Fonte: C PFL
~
"O
Figura 3.3 Padrão de entrada (instalação convencional).
-
~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

- Poste

E
CD

Cavidade para inspeção do


aterramento
Engastar o poste até a marca existente nele
a 1 ,35 m de sua base

Veios para retenção


de água

A pingadeira poderá ser


construída de concreto

31
~
-:,
Q)
;':
:,
E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

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-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Engastar o poste até


a marca existente nele mesmo

RAMAL DE LIGAÇÃO
O ramal de ligação e os equipamentos de medição são for-
necidos e instalados pela concessionária fornecedora de energia
elétrica. Os demais materiais da ent rada de serviço, como caixa
de medição, eletrodutos, condutores do ramal de entrada, poste,
disjuntor, armação secundária, isolador e outros, devem ser for-
necidos e instalados pelo proprietário, conforme padronização e
norma específica, estando sujeitos à aprovação da concessionária
32 de energia elétrica local.
~
O ramal deve entrar sempre pela frente do terreno, estar livre "O
de qualquer obstáculo, ser perfeitamente visível, e não cruzar
terrenos de terceiros. Em terrenos de esquina, com acesso a duas
-~
e:
I.U
<11
ruas, será permitida a entrada do ramal de ligação por qualquer "O
o
um dos lados, dando-se preferência àquele em que estiver situada ...
1~
"O
a entrada da edificação. ó:.
De acordo com a concessionária, o vão livre não deve ser supe-
rior a 30 m. Não deve ser facilmente alcançável de áreas, balcões,
terraços, janelas ou sacadas adjacentes, mantendo sempre um
afastamento desses locais acessíveis.
Os condutores devem ser instalados de forma a permitir as se-
guintes distâncias mínimas, medidas na ver tical, entre o condutor
inferior e o solo:
• 5,5 m no cruzamento de ruas e avenidas e entradas de garagens
de veículos pesados;
• 4,5 m nas entradas de garagens residenciais, estacionamentos
ou outros locais não acessíveis a veículos pesados;
• 3,5 m nos locais exclusivos para pedestres.

É permitida, como alternativa, a alimentação de duas unida-


des consumidoras vizinhas por um único ramal de ligação, em um
único poste particular na divisa das duas propriedades, sendo os
ramais de entrada e medições distintos. Nesses casos, é impor tante
consultar a concessionária, pois são estabelecidos alguns limites
para a ligação.
A conexão e a amarração do ramal de ligação na rede secun-
dária e no ponto de entrega serão executadas pela concessionária.
A ancoragem do ramal de ligação no ponto de entrega deve ser
construída pelo cliente.
A distância entre o ponto de ancoragem do ramal de ligação do
lado do cliente e o nível da calçada, quando o poste da concessio-
nária situar-se do outro lado da rua, deve ser, no mínimo, de 6 m.
A distância entre o ponto de ancoragem do ramal de ligação do
lado do cliente e o nível da calçada, quando o poste da concessio-
nária situar-se do mesmo lado da rua, deve ser, no mínimo, igual a:
• 6 m, quando o ramal de ligação cruzar garagens para entrada
de veículos pesados;
• 5 m, quando o ramal de ligação cruzar garagens residenciais
ou outros locais não acessíveis a veículos pesados;
• 4 m, quando o ramal de ligação não cruzar garagens.

33
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 3.5 Entrada aérea (alturas mínimas do ponto de entrega).

e-
<C
Q)
"C Poste particular

-o
Q)
·o...
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU' L!)

-
~"'
< li
e:
L!)

1. Passeio ,1, ,1, Passeio ,1

Poste particular

o
-~
e
.E
L!) (D
L!)
Muro

1. Passeio ~. Rua ,1, Passeio ,1

NOTA:
A altura h mínima deve ser igual a:
• 4 m , passagem de pedestres não cruzando garagens;
• 5 m , cruzando garagens residenciais ou out ro local não acessível a veículos pesados;
• 6 m , cruzando garagem de veículos pesados.

Fonte: C PFL
34
ra
"O
Figura 3.6 Afastamentos mínimos para entrada de serviço.
-
~
e
I.U
<1l
"O
o
...
l<'a
"O
~

_!

0,5
l-

2
,; _

1-1,2-1
llíH 111 11
1-1,2-1

Legenda
- - - -
1111111111111111111111111111111111111111

Local onde não é permitida a fixação dos condutores do ramal de ligação na fachada.

Fonte: C PFL
35
~ Para o fornecimento a edifícios, cuja demanda elétrica calcu-
-:,
Q)
;':
:,
lada seja até 100 kVA, o ramal de entrada será subterrâneo e da
seguinte forma:
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Figura 3.7 Ramal de entrada subterrâneo atravessando a rua.

Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:

~ - - Ponto de entrega

- Condutor do ramal de entrada Edifício


(em baixa tensão)

~ ..~ ..;··· ................................................................ [ ....................................................... ··································Quadro de medição


l Caixa de passagem do
ramal de entrada Duto do ramal de entrada

A - Ponto de entrega

36 Font e: CPFL
~
"O
Figura 3.8 Ramal de entrada subterrâneo não atravessando a rua.
-~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

Rede secundária
de distribuição

Condutor do _
ramal de entrada Edifício
(em baixa tensão)

i·À-'...................................................) - - - - - Quadro de medição


···r
Caixa de passagem
l
Duto do ramal de entrada
do ramal de entrada

A - Ponto de entrega

Fonte: C PFL
37
~ O fornecimento para edifícios, cuja demanda elétrica calculada
-:,
Q)
;':
:,
esteja compreendida entre 200 kVA até 400 kVA, será feito por ramal
de entrada subterrâneo e da seguinte forma:
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Figura 3.9 Ramal de entrada subterrâneo atravessando a rua (poste com transformador).

Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:

- Transformador

Edifício

~ ..~ ..;·-··········· Caixa de passagem· do·······[ ....................................................... -·······-·······-·······-····· Quadro de rned ição
ramal de entrada Duto do ramal de entrada
A - Ponto de entrega

38 Fonte: CPFL
~
"O
Figura 3.10 Ramal de entrada subterrâneo não atravessando a rua (poste com transformador).
-~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

1-1--- Transformador
==
}
Edifício
Condutor do __.
ramal de serviço

r· A··::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Quadro de medição


L
Caixa d~·-i:ssagem
do ramal de entrada
Duto do ramal de entrada

A ~ Ponto de entrega
'
Fonte: C PFL 39
~ POSTE PARTICULAR E PONTALETE
-:,
Q)
;':
:, O poste particular deve ser instalado na propriedade do clien-
E" te com a finalidade de fixar e (ou) elevar o ramal de ligação. De
<C
Q)
"C
acordo com a concessionária, o poste deve ser de concreto armado

-...
o
Q)
·o
seção duplo "T", ou de seção circular, ou de aço de seção circular,
ou de concreto com caixa de medição incorporada, ou compacto
Q. de concreto armado com eletroduto embut ido.
o
Q)
<li Os postes devem ser escolhidos em função da categoria de
"'u atendimento e dimensionados de acordo com tabelas específicas
-
·;:
' Q/
ü:i
da concession ária.
<li
Q) Os fabricantes de postes devem ter seus protótipos submetidos
'ºU" à aprovação da concessionária. O comprimento total mínimo do
-"'
~
< li
e:
poste particular deve ser definido de forma a atender às alturas
mínimas entre o condutor inferior do ramal de ligação e o solo,
devendo estar de acordo com as seguintes situações:
• O comprimento total do poste particular é, no mínimo, de 7,5 m,
correspondente a um engastamento de 1,35 m e altu ra livre
de 6,15 m ;
• Para ponto de entrega em poste situ ado em plano diferente da
rede de distribuição, pode ser utilizado outro comprimento,
desde que adequado às alturas mínimas especificadas pela
concessionária e engastado conforme a fórmula:
L
e =0,6+ - (m)
10
onde: L = altura tot al do poste (m)
e= engastamento (m)

O pontalete é um suporte instalado n a edificação para fixar ou


elevar o ramal de ligação. A utilização de pontalete será permitida
somente quando não existir possibilidade de instalação dos padrões
normais est abelecidos pela concessionária fornecedora de energia.
Quando há conflito da arquitetura com o poste de entrada,
deve-se fazer uma entrada subterrânea, deixando a fachada da
edificação limpa.

40
~
"O
Figura 3.11 Poste particular.
-~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

41
~ QUADRO DE MEDIÇÃO
-:,
Q)
;':
:, A localização do compartimento que abriga o equipamento de
e-
<C medição vai depender do posicionamento do ramal de entrada
Q)
"C
de energia. De qualquer maneira, deve ser localizado no projeto

-...
o
Q)
·o
arquitetônico, de modo a facilitar a leitura pela concessionária
fornecedora de energia. Assim, vale ressaltar que o ideal é o quadro
Q. de medição ter o painel de leitura voltado para o lado do passeio
o
Q) público, para que possa ser lido mesmo que a propriedade esteja
<li
fechada ou sem morador.
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
O quadro de medição possui padrões especiais que variam
conforme a concessionária fornecedora de energia e o número de
Q)
consumidores. O arquiteto e o engenheiro eletricista precisam estar
'ºU' perfeitamente inteirados desses padrões. O arquiteto deve prever
-"'
~
< li
e:
no projeto arquitetônico todas as condições para que o engenheiro
eletricista possa detalhar o quadro de medições. Falhas de projetos
podem provocar o não fornecimento de energia elétrica por parte
da concessionária.
No caso de novas ligações, em se tratando de edificação com
recuo frontal e que tenha muro ou gradil ou outro tipo de cons-
trução que impossibilite o acesso direto do leiturista à medição, a
concessionária recomenda a utilização da caixa de medição com
leitura voltada para a calçada.
O quadro de medição não deve ficar afastado mais de 1 m do
limite do terreno com a via pública. Para edificações em que houver
dificuldade na observância dessa distância de 1 m, o arquiteto deve-
rá apresentar um croqui para análise do órgão técnico competente
da concessionária. De modo geral, não são aceitáveis locais com má
iluminação e sem condições de segurança, como proximidades de
máquinas, bombas, reservatórios, escadarias etc.

CENTRO DE MEDIÇÃO (MEDIÇÃO


AGRUPADA)
No caso de edifícios (residenciais ou comerciais) as Concessio-
nárias exigem que todos os medidores de energia sejam "agrupa-
dos" em local apropriado. Portanto Centro de Medição ou Medição
Agrupada nada mais é que vários medidores de luz concentrados
em um local da edificação.
As medições agrupadas são constituídas de três a 12 medido-
res, acima de 12 medidores passa a chamar-se Centro de Medição.
Os medidores são fornecidos pelas Concessionárias e não são
cobrados. Portanto o medidor não é do proprietário do imóvel, mas
42 da Concessionária fornecedora de energia elétrica.
ra
Para "ter" uma Medição Agrupada ou Centro de Medição, um "'O
engenheiro eletricista deverá elaborar um projeto que deverá ser
apresentado à Concessionária. Esse projeto será avaliado e, caso esteja
-
~
e
I.U
<1l
dentro das Normas NBR-5410, NBR-14039 e demais "normas" da pró- "'O
o
pria Concessionária, será aprovado e liberado para que o proprietário ...
l<'a
"'O
possa construir (instalar) o Centro de Medição (Medição Agrupada).
~
,..,. • 1 • ll'im!'i~~!.lill.tl.l 1, • 1 1'"""'ê li I I '

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• • - ••.•• -
1

n------·-j

Fonte: CPFL
íJ 43
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 3.13 Esquema de ligação de central de medição agrupada.

e-
<C CPFL
Q)
r
14:n
"C

-o
Q)
·o...
Q.
o - - - - - Chave de abertura brusca com carga
Q) (sem proteção)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Caixas de medição
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
kWh
30

1 1

u
1 1

Proteção

~ =--=-=--= - - -,- - - i - - - - - - t" - - - -,- - - - 1 - - - -,


o__ 1 1 1
o- li li 1
1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1
T T "t' "t' T T

Sistema de terra T Administ.


30
Escrit.
10
Escrit.
10
Escrit.
10
Escrit.
10

NOTA:
Opcionalmente, para medição de até 5 consum idores, podem ser
utilizadas as cargas padronizadas para medição agrupada, conforme
NTU 01.

Fonte: C PFL

44
ra
"O
Figura 3.14 Caixas de medição e proteção em policarbonato.

1,5 cm
-
~
e
I.U
<1l
"O
o
...
l<'a
"O
~

- 1,5 cm

Caixa de
medição

Parafu so
de lacre ~ \ - - - - - - - , > - - ~ ~
\
\
\

'
10 cm
Vista lateral Vista frontal

Fonte: Prysmian 45
Os equipamentos de utilização de energia elétrica, como ven-
tilador, chuveiro elétrico, lâmpada etc., transformam a energia elé-
trica que os alimentam em uma outra forma de energia (mecânica,
térmica, luminosa etc.). Os equipamentos de utilização podem ser
classificados como equipamentos de iluminação, equipamentos
industriais e equipamentos não industriais*.
Os equipamentos de iluminação, por exemplo, estão presentes
em todos os tipos de instalações (residencial, comercial e indus-
trial). São constituídos pelas fontes de luz propriamente ditas (lâm-
padas) e pelos acessórios respectivos (luminárias, reatores etc.).
Os equipamentos industriais são utilizados nas áreas de
produção das indústrias como os equipamentos de força motriz
(compressores, bombas, ventiladores, guindastes, elevadores etc.).
Os equipamentos não industriais são utilizados em instalações
residenciais, comerciais etc. Podem ser classificados em: aparelhos
eletrodomésticos e de escritórios; equipamentos de ventilação e de
ar condicionado (aquecedores centrais e de ambiente, sistemas de
ventilação e aparelhos de ar condicionado centrais etc.); equipa-
mentos hidráulicos e sanitários (bombas-d'água, aquecedores de
água por acumulação, bombas de esgoto etc.); equipamentos de
transporte vertical (elevadores, monta-cargas e escadas rolantes);
equipamentos de cozinhas industriais e comerciais; equipamentos
especiais (usados em laboratórios, hospitais, centros de processa-
mento de dados etc.).
Todos os equipamentos de utilização são caracterizados por
valores nominais, geralmente garantidos pelos fabricantes como
potência nominal dada em watts (W), kilowatts (kW) ou CV,
tensão nominal dada em volts (V) e corrente nominal dada em
amper es (A).
*(COTRIM, Adernara A.M.B.
Instalações Elétricas. 3 . ed.
São Paulo: Makrom Books,
1992.)
46
Figura 4.1 Equipamentos de utilização de energia elétrica. !3
....
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Energia elétrica e
I.U
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INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS "O
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Todos os equipamentos que utilizam energia elétrica devem <11
E
ser instalados de modo a serem utilizados com segurança dentro "':::,
.9-
da edificação. Conhecer o diâmetro (bitola) dos fios elétricos que
O"
são utilizados numa edificação e as condições dessa fiação, quanto I.U

a emendas e isolação, é muito importante, para evitar defeitos e


danos às instalações e aos aparelhos elétricos.
Particularmente, em reformas ou adaptações de ambientes, o
arquiteto deve tomar alguns cuidados para evitar problemas com
a instalação de novos aparelhos e equipamentos elétricos. Por
exemplo, se, ao ser ligado, um aparelho eletrodoméstico provocar
choque, o problema pode ser falta de aterramento (fio terra) ou a
instalação estar com curto-circuito. Para evitar que isso aconteça
às instalações elétricas, estas devem ser vistoriadas periodica-
mente. Dessa forma, serão detectadas falhas na instalação.
Uma instalação é insuficiente ou inadequada quando os disjun-
tores desarmam constantement e; as tomadas e os condutores
aquecem; há uma tomada que serve para vários aparelhos; a liga-
ção de um aparelho obriga o desligamento de outro; a utilização
da extensão é necessária; a ligação de um aparelho provoca queda
de tensão etc.
Nesses casos, o arquiteto também deve providenciar uma nova
instalação elétrica, evitando maiores problemas para o futu ro.
Para prevenir acidentes comuns, e at é mais sérios, causados
por problemas com a eletricidade, são apresentadas, a seguir, al-
gumas dicas simples com r elação à utilização dos aparelhos, mas
que, se obser vadas com at enção, com certeza, evitarão alguns
aborrecimentos:
• Antes de ligar qualquer aparelho eletrodoméstico, leia com
atenção as instruções sobre seu uso.
• Nunca desligue um aparelho elétrico da tomada puxando o
condutor (fio), pois, dessa maneira, poderá parti-lo e ocasionar
um curto-circuito. 47
...
Ili
• Nunca utilize um aparelho eletrodoméstico, estando com as
-:,
Q)
;':
:,
mãos ou os pés molhados.
...
O" • Ao trocar uma lâmpada, segure-a pelo bulbo (vidro). Nunca
<C toque nas partes metálicas.
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
• Não mexa no interior de televisores, mesmo desligados. A carga
elétrica pode estar acumulada e provocar choques perigosos;
Q.
o • Nunca mude a posição da chave do chuveiro elétrico (verão-
Q)
<li
-inverno ou liga-desliga) em funcionamento. Feche, antes, a
Ili
u torneira.
-
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' Q/
ü:i
<li
• Limpe os eletrodomésticos somente após desligá-los da toma-
da; jamais insira objetos metálicos (garfos, facas etc.) dentro
Q)

'ºIliU" desses aparelhos, principalmente se estiveram ligados.

-
~
< li
e:
• Quando estiver utilizando algum aparelho elétrico, não encoste
em canos metálicos, por exemplo, canos de água. Se ocorrer
algum defeito no aparelho, poderá haver passagem de corrente
elét rica, ocasionando choque.
• O uso de "benjamim" ou "T" é uma solução caseira prática,
mas muito perigosa. Muitos aparelhos ligados em uma mesma
tomada superaquecem os fios e podem causar curto-circuito.
Evite também o uso de extensões.
• Utilize dispositivos apropriados para vedar tomadas que esti-
verem ao alcance de crianças.

INSTALAÇÃO DE APARELHOS
ESPECIAIS
Os aparelhos eletrônicos (computadores, aparelhos de fax,
scanners, impressoras, televisão etc.) usam placas de circuitos
impressos, que geram uma boa quantidade de energia estática.
Essa energia fica acumulada no ar, em torno do aparelho. Como
a proximidade entre os circuitos internos é mínima (medida em
décimos de milímetros), é grande a chance de a energia que passa
estabelecer uma ligação com a estática e, por sua vez, com outro
circuito. Dessa forma, cria-se o temido curto-circuito, que danifica
o equipamento.
Portanto, para a instalação de equipamentos eletrônicos mais
sensíveis, como microcomputadores, que precisam de proteção
especial (estabilizadores de voltagem, protetores contra descargas
elétricas etc.), sempre é importante consultar o manual do fabri-
cante e as lojas especializadas.

48
Nos fios de uma instalação elétrica, existem partículas invisí-
veis chamadas "elétrons livres" que estão em constante movimento,
de forma desordenada. Para que esses elétrons passem a se movi-
mentar de forma ordenada nos fios, é necessário haver uma força
que os empurre. A essa força é dado o nome de "tensão elétrica"(U).
Esse movimento ordenado dos elétrons livres nos fios, provo-
cado pela ação da tensão, forma uma corrente de elétrons. Essa
corrente de elétrons livres é chamada de "corrente elétrica".
Pode-se dizer então que "tensão" é a força que impulsiona os
elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida (que mede a tensão
de uma ligação elétrica) é o volt (V). A maioria das cidades brasi-
leiras usa a tensão fase -neutro, 127 V, e fase -fase, 220 V.
Por outro lado, pode-se dizer que "corrente elétrica" é o movi-
mento ordenado dos elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida,
que determina a quantidade de corrente elétrica que passa em um
circuito, é o ampere (A).
A voltagem (V) multiplicada pela amperagem (A) é igual à
potência (W). É importante lembrar-se dessa fórmula na ligação
dos aparelhos para não sobrecarregar as tomadas e não provocar
um curto-circuito em uma instalação mal dimensionada.

AS VARIAÇÕES DE TENSÕES E OS
APARELHOS BIVOLT
As variações de tensão são comuns nas redes brasileiras. Para
os aparelhos bivolt que trabalham com tensões de 90 a 240 volts, as
variações de tensão não trazem prejuízo. Mas os que operam com
apenas uma tensão podem sofrer avarias. É importante observar
os aparelhos importados que não sejam bivolt. Os japoneses, por
exemplo, operam com 100 V, o que os torna incompatíveis com o
sistema brasileiro, que quase sempre adota 127 V. Não são raros
os casos de aparelhos japoneses queimados à primeira conexão na * (In stalações Elétri cas
tomada por causa da inobservância dessa particularidade. Residenciai s. Prysmian. )
49
Como foi visto, a tensão elétrica faz movimentar os elétrons
de forma ordenada, dando origem à corrente elétrica. A corrente
elétrica, por exemplo, faz uma lâmpada acender e se aquecer com
certa intensidade.
Essa intensidade de luz e calor percebida nada mais é do que a
potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz)
e
e potência térmica calor).
Então, pode-se definir potência elétrica como a capacidade dos
aparelhos para solicitar uma quantidade de energia elétrica, em
maior ou menor tempo e transformá-la em outro tipo de energia.
Portanto, para haver potência elétrica (W), é necessário haver ten-
são e corrente elétrica. A tensão e a potência elétrica variam entre si
de maneira direta. Para entender essa relação, basta observar uma
lâmpada. Se a tensão elétrica diminuir (U), a lâmpada brilhará e
esquentará menos. Se a tensão elétrica aumentar, a lâmpada bri-
lhará e esquentará mais.
Da mesma forma, a corrente e a potência elétrica variam entre
si de maneira direta. Se a corrente elétrica diminuir, a lâmpada
brilhará e esquentará menos. Se a corrente aumentar, a lâmpada bri-
lhará e esquentará mais.
Então, conclui-se que a potência é diretamente proporcional
à tensão e à corrente elétrica. Sendo assim, pode-se dizer que
potência elétrica (P) é o resultado do produto da ação da tensão
(U) e da corrente (i):
p = u XI
A unidade de medida da potência elétrica é o volt-ampere (VA).
A essa potência dá-se o nome potência aparente, que é composta
por duas parcelas: potência ativa e potência reativa.
A potência ativa é a parcela efetivamente transformada em:
potência luminosa (lâmpada), potência mecânica (ventilador,
*( Instalações Elétricas
Residenciais. Prysmian.) liquidificador etc.) e potência térmica (chuveiro, torradeira etc.).
50
A unidade de medida da potência ativa é o watt (W). A potência
reativa é a parcela transformada em campo magnético, necessária
ao funcionamento de: motores, t ransformadores e reatores. A uni-
dade de medida da potência reativa é o volt-ampere reativo (Var).
Geralmente, todo apar elho eletrodoméstico traz o valor de
sua potência impresso em watts (W) ou quilowatts (kW). Quanto
maior a potência elétrica de um aparelho maior será o consumo de
energia elétrica. Por exemplo, um secador de cabelos de 1.000 watts
consome mais energia que outro de 600 watts, quando ligados por
um mesmo tempo. Uma lâmpada de 100 watts ilumina mais do que
outra de 60 watts, mas consome mais energia elétrica para produzir
energia luminosa (luz).

FATOR DE POTÊNCIA
Como visto no item anterior, a potência ativa é uma parcela da
potência aparente. Então, pode-se dizer que ela representa apenas
uma porcentagem da potência aparente que é transformada em
potência luminosa, mecânica ou térmica. A essa porcentagem que
efetivamente é transformada em outro tipo de energia dá-se o nome
de fator de potência.
Nos projetos de instalações elétricas prediais, os cálculos efe-
tuados são baseados apenas na potência aparente e na potência
ativa. Por essa razão, é importante conhecer a relação entre elas
para que se entenda o que é fator de potência.
Para saber o quanto da potência aparente foi transformado em
potência ativa, aplicam-se os seguintes valores de fator de potência:
• 1 - para iluminação;
• 0,8 - para tomadas de uso geral.

Exemplos de aplicação:
Potência de iluminação (aparente) = 600 VA;
Fator de potência a ser aplicado= l ;
Potência ativa de iluminação (W) = 1 x 600 VA = 600 W;
Potência de tomadas de uso geral = 6.200 VA;
Fator de potência a ser aplicado= 0,8;
Potência ativa de tomadas de uso geral = 0,8 x 6.200 VA =
4.960 W.
Quando o fator de potência é igual a 1, isso significa que toda
potência aparente é t ransformada em potência ativa. Isso aconte-
ce nos equipamentos que só possuem resistência, como chuveiro
elétrico, torneira elétrica, ferro elétrico, lâmpadas incandescentes,
fogão elétrico etc.
51
~
TRIÂNGULO DE POTÊNCIAS
-:,
Q)
;':
:, Uma forma de relacionar de forma gráfica as potências ativa (P),
E" reativa (Q), aparente (S) e o fator de potência é usando o conhecido
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Q)
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triângulo de potências.
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Q.
o Figura 6.1 Triângulo de potências.
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e:
O = potência reativa (var)

P = potência ativa (W)

cos cp = Fator de potência = P/S


Lembrando que:
Potência ativa (P): produz trabalho. A unidade é Watt (W).
Potência reativa (Q) : parcela transformada em campo mag-
nético, não produz trabalho. Potência consumida por reatâncias
(indutivas ou capacitivas) no armazenamento de energia, magné-
tica ou elétrica, para o devido funcionamento do sistema elétrico.
A unidade é Volt - Ampere reativo (var).
Potência aparente (S): potência total fornecida pela fonte
(formada pelas parcelas de potências ativa e reativa). A unidade
é Volt - Ampere (VA). Entre essas potências existe uma relação
conhecida como fator de potência (FP), determinada pelo cosseno
do ângulo entre as potências ativa (P) e aparente (S). A potência
aparente é a soma das potências ativa e reativa. Assim, conhecendo
duas dessas grandezas, dentre S, P, Q e fator de potência, é possível
determinar as grandezas restantes, utilizando a trigonometria, ou
seja, as relações trigonométricas no triângulo retângulo.

52
Para calcular a potência elétrica total instalada, é necessário
saber quantos equipamentos ser ão utilizados na edificação. É im-
portante listar todos os aparelhos eletrodomésticos e lâmpadas,
para estimar o consumo da edificação. O levantamento das potên-
cias é feito mediante uma previsão das potências de iluminação
e tomadas a serem instaladas na edificação, possibilitando, dessa
maneira, determinar a potência total prevista para a instalação
elétrica predial. A previsão de carga deve obedecer às prescrições
da NBR 5410:2004, item 9.5.2.
A partir dessas informações, o projetista pode elaborar com
maior precisão as diretrizes de trabalho. É importante que haja
uma boa sobra de potência nas tomadas, bem como em todo o
sistema predial. Dessa maneira, atende-se à nova demanda de
eletrodomésticos.
Os projetistas costumam trabalhar com alguns valores-padrão
- por exemplo, em salas, escritórios e quartos, onde predominam
as luminárias, os televisores e os DVDs (todos de potência relati-
vamente baixa), as tomadas são projetadas para a média de 100 W
cada uma.
No banheiro e nas áreas de serviço, como lavanderia e cozinha,
a potência média das tomadas é de 600 W cada uma, o suficien-
te par a alimentar equipamentos como geladeira, liquidificador,
batedeira elétrica etc. Mas, se na residência houver um forno de
micro-ondas, a potência dessa tomada deverá ser de até 1.200 W.
Vale lembrar que, de acordo com a tabela de potência média dos
aparelhos eletrodomésticos, os aparelhos de aquecimento e esfria-
mento (aparelhos de ar condicionado, chuveiros, ferros elétricos,
secadoras de roupas) geram um consumo mais elevado. Em geral,
todos os aparelhos trazem sua potência impressa; quando isso não
acontece, deve-se recorrer ao manual de instalação do aparelho
para verificar sua fi ação e proteção.
A energia elétrica pode ser solicitada em diferentes intensida-
des pelos aparelhos ou máquinas elétricas, conforme a Tabela 7.1. 53
Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos

Potência Número de Tempo médio Consumo


Aparelhos elétricos média dias no mês de utilização médio
(watts) estimado (por dia) mensal (kWh)
Abridor/afiador 135 10 5 min 0,11
Afiador de facas 20 5 30 min 0,05
Aparelho de som 3 em 1 80 20 3h 4,80
Aparelho de som pequeno 20 30 4h 2,40
Aquecedor de ambiente 1.550 15 8h 186,00
Aquecedor de mamadeira 100 30 15 min 0,75
Ar-condicionado 7.500 BTU 1.000 30 8h 120,00
Ar-condicionado 10.000 BTU 1.350 30 8h 162,00
Ar-condicionado 12.000 BTU 1.450 30 8h 174,00
Ar-condicionado 15.000 BTU 2.000 30 8h 240,00
Ar-condicionado 18.000 BTU 2.100 30 8h 252,00
Aspirador de pó 100 30 20 min 10,00
Barbeador/depilador/massageador 10 30 30 min 0,15
Batedeira 120 8 30 h 0,48
Boiler 50 e 60 L 1.500 30 6h 270,00
Boiler 100 L 2.030 30 6h 365,40
Boiler 200 a 500 L 3.000 30 6h 540,00
Bomba-d'água 1/4 CV 335 30 30mim 5,02
Bomba-d'água 1/2 CV 613 30 30 min 9,20
Bomba-d'água 3/4 CV 849 30 30 min 12,74
Bomba-d'água 1 CV 1.051 30 30 min 15,77
Bomba aquário grande 10 30 24 h 7,20
Bomba aquário pequeno 5 30 24 h 3,60
Cafeteira elétrica 600 30 1h 18,00
Churrasqueira 3.800 5 4h 76,00
Chuveiro elétrico 3.500 30 40min 70,00
Circulador de ar grande 200 30 8h 48,00
Circulador de ar pequeno/médio 90 30 8h 21,60
Computador/impressora/estabilizador 180 30 3h 16,20
Cortador de grama grande 1.140 2 2h 4,50
54 (continua)
Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos (continuação)

Potência Número de Tempo médio Consumo


Aparelhos elétricos média dias no mês de utilização médio
(watts) estimado (por dia) mensal (kWh)

Cortad o r de grama pequeno soo 2 2h 2,0


Enceradeira soo 2 2h 2,00
Escova de dentes elétrica 50 30 10 m in 0,20
Espremedor de frutas 65 20 10 min 0,22
Exaustor fogão 170 30 4h 20,40
Exaustor pared e 110 30 4h 13,20
Faca elétrica 220 5 10 min 0,18
Ferro elétrico automático 1.000 12 1h 12,00
Fogão comum 60 30 5 min 0,15
Fogão elétrico 4 chapas 9.120 30 4h 1.094,40
Forno a resistência grand e 1.500 30 1h 45,00
Forno a resistência peq ueno 800 20 1h 16,00
Forno de mi cro-ondas 1.200 30 20 min 12,00
Freezer vertical /horizo ntal 130 - - 50,00
Frigobar 70 - - 25,00
Fritadeira elétrica 1.000 15 30 mim 7,50
Furadeira elétrica 350 1 1h 0,35
Gelad ei ra 1 porta 90 - - 30,00
Geladeira 2 portas 130 - - 55,00
Grill 900 10 30 min 4,50
logurteira 26 10 30 min 0,10
Lâmpada fluorescente compacta -11 W 11 30 Sh 1,65
Lâmpad a fluorescente compacta -1 5 W 15 30 Sh 2,20
Lâmpad a fluorescente compacta - 23 W 23 30 Sh 3,50
Lâmpada incandescente - 40 W 40 30 Sh 6,00
Lâmpada incandesce nte - 60 W 60 30 Sh 9,00
Lâmpada incandesce nte -100 W 100 30 Sh 15,00
Lavado ra de lo uças 1.500 30 40 min 30,00
Lavadora de roupas soo 12 1h 6,00
Liquidificador 300 15 15 min 1,10
(con tinua) 55
~
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Q)
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:,
Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos (continuação)

Potência Número de rrempo médio Consumo


E" Aparelhos elétricos média dias no mês de utilização médio
<C
Q)
"C
(watts) estimado (por dia) mensal (kWh)

-...
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Q)
·o
Máquina de costura 100 10 3h 3,90
Q. Microcomputador 120 30 3h 10,80
o
Q) Moedor de carne 320 20 20 min 1,20
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-
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<li
Multi processador
Nebulizador
420
40
20
5
1h
8h
8,40
1,6
Q)
Ozonizador 100 30 10 h 30,00
'ºU"
-"'
~
< li
e:
Panela elétrica
Pipoqueira
1.100
1.100
20
10
2h
15 min
44,0
2,75
Rádio e létrico grande 45 30 10 h 13,50
Rádio e létrico pequeno 10 30 10 h 3,00
Rádio-relógio 5 30 24 h 3,60
Sauna 5.000 5 1h 25,00
Secador de cabelos grande 1.400 30 10 min 7,00
Secador de cabelos pequeno 600 30 15 min 4,50
Secadora de roupas grande 3.500 12 1h 42,00
Secadora de ro upas pequena 1.000 8 1h 8,00
Secretária eletrônica 20 30 24 h 14,40
Sorveteira 15 5 2h 0,10
Torneira elétrica 3.500 30 30 min 52,50
Torradeira 800 30 10 min 4,00
TV em cores -14" 60 30 5h 9,00
TV em cores -18" 70 30 5h 10,50
TV em cores - 20" 90 30 5h 13,50
TV em cores - 29" 110 30 5h 16,50
TV em preto e branco 40 30 5h 6,00
TV portátil 40 30 5h 6,00
Ventilador de teto 120 30 8h 28,80
Ventilador pequeno 65 30 8h 15,60
Videocassete 10 8 2h 0,16
Videogame 15 15 4h 0,90
56 Fonte: Eletrobrás
Exemplo de aplicação
Calcular a potência elétrica total instalada numa residência ,
cujos equipamentos estão relacionados na Tabela 7.2.

Tabela 7.2 Relação de equipamentos e potência elétrica total


instalada
Potência média
Equipamento
(W)
02 chuveiros 7.000
02 TV em cores - 20 pol. 180
01 aparelho de som pequeno 20
01 geladeira simples 90
08 lâmpadas de 60 W 480
08 lâmpadas de 100 W 800
01 forno de micro-ondas 1.200
02 torneiras e létricas 7.000
01 lavado ra de roupa 500
01 microcomputador 120
03 aparelhos de ar condicionado (7.500 BTU) 3.000
Total 20.390

Com o cálculo da carga instalada (20.390 W) a edificação será


atendida com uma ligação bifásica (veja a seção "Limites para
fornecimento").

O CÁLCULO DO CONSUMO
O quanto uma pessoa gasta de energia elétrica numa casa
depende da potência dos equipamentos instalados e do tempo de
uso de cada um deles. Como exemplo, apresenta-se o cálculo do
consumo do chuveiro, que é um aparelho que consome muita ener-
gia dentro de casa. Considerando-se um chuveiro de 4.400 W, se ele
ficar ligado por uma hora, a energia consumida será de 4.400 W x
1 h, o que representa um consumo de 4.400 Wh, ou seja, 4,4 kWh,
pois 1 kW é igual a 1.000 W. Se todos os dias do mês o chuveiro
for utilizado pelo mesmo tempo, então, no fim do mês, o consumo
com banho será de 4,4 kWh x 30 dias, que é igual a 132 kWh. Para
saber quanto, em valores monetários, gastará esse chuveiro durante
o mês, basta multiplicar 132 kWh de energia consumida pelo valor
do kWh que está na conta de luz.
57
É o local onde se concentra a distribuição de toda a instalação
elétrica e onde se reúnem os dispositivos de controle e proteção
dos circuitos, tais como: chaves com fusíveis disjuntores termo-
magnéticos ( DTM) ou disjuntores diferenciais residuais (DR). O
quadro de distribuição de circuitos recebe os condutores (fios)
que vêm do medidor ou centro de medição, e dele partem após a
proteção os circuitos terminais que vão alimentar diretamente os
circuitos de iluminação, tomadas e aparelhos elétricos da instala-
ção. São constit uídos normalmente de quadros fixados à parede,
sobrepostos ou embutidos.
O quadro de distribuição (QD) é também conhecido como
quadro de luz (QL), e dele fazem parte os seguintes componentes:
disjuntor geral; barramentos de interligação das fases; disjuntores
dos circuitos terminais; barramento de neutro e barramento de
proteção (terra).
A estrutura do quadro é composta de caixa metálica, chapa de
montagem dos componentes, isoladores, tampa (espelho) e sobre-
tampa. O tamanho pode variar de acordo com suas necessidades,
mas o material deve, obrigatoriamente, ser incombustível. Hoje em
dia, o material mais utilizado é o metal.
Nos quadros mais antigos, recomenda-se trocar as chaves de
fusíveis por disjuntores, os quais oferecem maior segurança, além
de não precisarem ser substituídos em caso de anormalidades,
pois são automáticos, isto é, desligam-se quando há sobrecarga nas
instalações elétricas. Após resolvido o problema, basta religá-los.
De acordo com NBR 5410, o quadro de distribuição (QD) ou
quadro de luz (QL) deve estar localizado em locais de fácil acesso,
com grau de proteção adequado à classificação das influências
externas, possuir identificação (nomenclatura) do lado externo e
identificação dos componentes, obedecendo ainda aos seguintes
parâmet ros:
• As placas dos equipamentos e dispositivos constituintes do
58 conjunto não devem ser retiradas.
• No interior do conjunto, a correspondência entre os compo- "'o
nentes e o circuito respectivo deve ser feita de forma clara e ·":::J'=
~
precisa. o Q)
• A designação dos componentes deve ser legível, executada de "C
o
forma durável e p osicionada de modo a evitar qualquer risco l!U

de confusão. Além disso, deve corresponder à notação adotada


-~:::J
.Q
no projeto elétrico (diagrama e memoriais). ·.:
....
é5"'
Q)
"C
Também dever á ser prevista em cada quadro de distribuição
"C
e
uma capacidade de reser va (espaço) que permita ampliações futu- !U
:::J
ras compatíveis com a quantidade e o tipo de circuitos efetivamente C/
previstos inicialmente. Essa previsão de reserva dever á obedecer
ao seguinte critério:
• Quadros com até seis circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, dois circuitos.
• Quadros de sete a 12 circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, três circuitos
• Quadros de 13 a 30 circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, quatro circuitos.
• Quadros acima de 30 circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, 15% dos circuitos.

O dimensionamento e a especificação técnica dos quadros de


distribuição deverão ser feitos de acordo com a NBR 6808 (ABNT).
A manutenção preventiva dos quadros de distribuição e painéis
é de extrema importância. De acordo com a NBR 5410, a estrutura
do(s) quadro(s) e/ou painel(is), deve ser periodicamente verificada,
observando-se seu estado geral quanto a fixação, danos na estru-
tura, pint ura, corrosão, fechaduras e dobradiças.
Também deve ser verificado o estado geral dos condutores e
cordoalhas de aterramento, bem como o estado geral de conserva-
ção e funcionamento dos componentes com partes internas móveis
como contatores, relés, chaves seccionadoras, disjuntores etc. No
caso de componentes fixos como fusíveis, condutores, barramentos,
calhas, canaletas, conectores, terminais, transformadores etc., deve
ser inspecionado o estado geral, observando-se sinais de aqueci-
mento, fixação, identificação, ressecamento e limpeza. Nos casos
de sinalizadores, deve ser verificada a integridade do(s) soquete(s),
fixação e a limpeza interna e externa.

59
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.1 Tipos de quadros de distribuição.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU" [jJ
-
~"'
< li
e:

Quadro d e d istribuição d e ferro d e embutir

ll

Quadro de distribuição
d e ferro d e sobrepor

60
Figura 8.2 Quadro de distribuição de circuitos terminais.
"'o
·":::J=
~
o Q)
"C
o
l!U
.~
:::J
..Q
....
'i:
OPS UNIC é5"'
.-
...
Os Centros e Quadros UNIC Q)
IDR UNIC _., DPS UNIC é um dispositivo de
oferecem recursos que _. "C
1 #
segurança destinado a limitar e
e
-.- -.,
otimizam sua instalação: descarregar para a terra as "C
a,
1~
flexibilidade na escolha do sobretensões transitórias de origem !U
:::J
padrão de instalação, atmosférica, protegendo as
montagem dos módulos
C/
instalações elétricas de baixa tensão
fora da caixa e regulagem dentro das normas vigentes.
de alinhamento, corrigindo
o resultado de caixas mal
De uso obrigatório
(NBR5410), os IDRs
fixadas na parede.
BARRAS
detectam qualquer fuga
De neutro
de corrente, interrom-
e terra
pendo os circuitos
elétricos e garantindo
a proteção dos usuários
contra os efeitos do BORNES DE ENTRADA
choque elétrico.
Rei. 04906
Para ligação
dos cabos de
DISJUNTORES chegada.

UNIC OIN
PENTE DE
ALIMENTAÇÃO
--~
~
.
tt .o-J
-.,
Trava biestável para
Rei. 04942
~ ~ripola~ por
q~ " fila, pre-
equipado com
facilitar a retirada do proteção nas extremidades.
disjuntor dos trilhos.
Parafusos com fenda
mista para chave de STARFIX ECAB 3
fenda ou Philips.
~ Terminais e
Conexão por pente e
cabo.
--+---1,,.,,,..,- identificadores
para
Possui porta-etiquetas •• • condutores.
para identificação dos Veja informações no s ite:
circuitos. www.piallegrand.com.br

Fonte: Piai Legrand


61
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.3 Desenho esquemático do quadro de distribuição.

E"
<C
Q)
"C N F F T

-o
Q)
·o
...
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Barra Barra
Q)
do neutro do terra
'ºU"
-"'
~
< li
e:

DTM = Disjuntor termomagnético F = Fase


IDR = Interruptor diferencial residual N = Neutro
T = Terra

62 Fonte: Prysmian
Figura 8.4 Opção de utilização de interruptor DR na proteção geral.
"'o
·":::J=
~
o Q)
"C
o
l!U
.~
:::J
..Q

F FN T ....
'i:

é5"'
' "C
Q)

e
"C
!U
:::J
C/

~ ~
-
- DTM
-
- Barra
1 1
Barra
- do neutro do terra ~
-
--
IDR --,.
,/'

,.

~ v
l...i1IIII
1
Gire. 1 1
1 1
1 Gire. 2
DTM 1 1 DTM

Gire. 3 1 1 Gire. 4
1 1
1
DTM 1 1
DTM 1

Gire. 5 1 1 Gire. 6
DTM 1 1 DTM
1 1 1 1

Gire. 7 1 1 Gire. 8
DTM 1 1 DTM
1 1 1 1

Gire. 9 1 1 Gire. 10
DTM DTM
1 1 1 1

Gire. 11 1 1 Gire. 12
1 1
1 DTM 1 1
DTM 1
1 1

-
F = Fase
DTM = Disjuntor termomagnétieo N = Neutro
T = Terra

Fonte: Prysmian 63
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.5 Exemplo de quadro de distribuição para fornecimento bifásico.

e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o Proteção Fase r Neutro
Q.
o
(terra)
1
Q)
<li Disjuntor
"'u diferencial

-
·.:::
' Q/
ü:i
r\.
residual geral

r
<li
Q) '--
'ºU'
-"'
~
< li
e: ~
T
1r
000000000 1~
N

1l(~?J T
• 1111 1
~

o o o o =:::::(" 0
• -
n
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JJ ull_ 1~
Q IQ

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01
:;.a
.... ~ 10
.... 0 ....

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i..:

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16) Ili 1~

--
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1
IC 01
-'.a

01 ....
_.. ~. . 1· r-
10

16)
Ili 1~
--
1I'-

=-~·
IC Ili

/1
~ ~ •
ra 1 IC ~ - r-
16) Ili 1~

Barramento de Disjuntores dos Barramento de Barramento de neutro.


proteção. circuitos terminais inter1igação Faz ligação dos condutores
Deve ser ligado bifásicos. das fases neutros dos circuitos
eletricamente Recebem a fase do terminais com o neutro do
caixa doQD. disjuntor geral e circuito de distribuição,
distribuem para os devendo ser isolado
circuitos terminais. eletricamente da
caixa do OD.

64 Fonte: Prysmian
LOCALIZAÇÃO DO QUADRO "'o
·":,'=
~
DE DISTRIBUIÇÃO NO PROJETO oQ)

ARQUITETÔNICO "C
o
l!U
O quadro de distribuição deve estar localizado em local de -~
:,
..Q
fácil acesso, preferencialmente, o mais próximo possível do me- ·;:
....
didor ou centro de medição. Sua localização deve ser tal que seu é:5"'
alimentador não precise fazer muita curva ou mudar de prumada. Q)
"C
Essa recomendação é para se evitar gastos desnecessários com os e
"C
fios do circuito de distribuição de energia, que são os que possuem !U
:,
diâmetros maiores de toda a instalação, sendo, portanto, mais caros. o
Deve ser colocado o mais próximo possível do centro de gra-
vidade da carga que irá atender, de modo que fique equidistante
dos pontos extremos. A distância máxima do quadro até a tomada
mais distante não deve ult rapassar 35 metros.
Quando essa condição não é satisfeita, é preferível subdividir
o quadro em dois ou mais quadros de distribuição. Essa subdivisão
de quadros de distribuição é comum quando a área construída for
superior a 250 metros.
Quando temos um edifício com vários pavimentos, os quadros
se localizam em cada unidade. A fiação que interliga o centro de
medição aos quadros é colocada individualmente dentro de um
conduíte para cada quadro de distribuição.
As posições mais recomendáveis para a localização do quadro
de distribuição de circuitos terminais dentro de uma residência
são: corredores, circulações, vestíbulos, cozinhas, áreas cobertas
etc. O QD ou QL deve ser instalado na parede de modo que seu
centro fique aproximadamente 1,5 m em relação ao piso acabado.
Nos cômodos como cozinhas e áreas de serviço, o arquiteto deve
tomar cuidado para que a instalação do QD ou QL não atrapalhe a
colocação de armários.
O quadro não deve ser localizado em ambientes reser vados
(quartos e salas específicas), privados (banheiros), ou que fiquem
trancados.

65
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.6 Localização do QD no projeto arquitetônico.

E"
<C
Q)

l}
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
-
o
Q)
<li

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Área de serviço
(-
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Cozinha
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Dormitório 2
1 1

JJ
( -
Copa
Hall

QD-r 1\
Banheiro

( =
li li

~
Dormitório 1 Sala

1\
li

66
Entende-se como prumada elétrica o conjunto de eletrodutos
que, para praticidade de execução, se localizam em um único local
de subida às edificações verticais. Na fase de projeto, deve ser pre-
visto um local para essa prumada e as caixas de passagem.
As prumadas devem ser localizadas, preferencialmente, nos
espaços com pouca ou nenhuma interferência, facilidade de acesso,
e que estejam na área comum dos pavimentos.
Na execução das prumadas é importante seguir algumas re-
comendações, tais como: manter o prumo; bloquear a ponta das
prumadas, de modo a evitar a entrada de argamassa ou resíduos;
inspecionar a qualidade dos materiais que chegam à obra; eliminar
possíveis rebarbas nas emendas dos eletrodutos; garantir estan-
queidade dos eletrodutos; passar as prumadas quando a edificação
estiver protegida da chuva; garantir que as caixas embutidas na
alvenaria irão facear seu revestimento.
Espaços livres para a passagem de tubulações elétricas nos
sentidos horizontal (forros ou dutos horizontais) e vertical (pontos
e shajts) facilitam a execução da obra, a operação e a manutenção
das instalações. Entretanto, é importante verificar a interferência
com os outros projetos (estrutural, hidráulico, telefone etc.).
As caixas de passagem, normalmente embutidas na parede, em
diversos formatos e feitas de materiais variados, são usadas para
organizar a distribuição dos cabos e dos fios nos trechos da parede
e (ou) da prumada em que mudam de direção. Deve ser colocada
pelo menos uma caixa a cada 15 metros percorridos linearmente.
O tamanho dessas caixas varia de acordo com o número de
eletrodutos que chega a elas.

67
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 9.1 Prumada elétrica.

e-
<C
Quadros de distribuições Caixa-d'água
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
íl
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Barrilete Ch.-boia
1111 01"
Q)

'ºU' OF - Bomba de
incêndio

-"'
~
< li
e:
QLF-
41

QLF-
34

QLF-
31

QLF-
24

QLF-
21
A -Caixa de passagem:
400 mm x 400 mm x 150 mm.
QLF-
B -Caixa de passagem no piso: 14
600 mm x 600 mm x 800 mm
com tampo de concreto,
dreno em pedra brita n. 2 QLF-
H = 0,20 m. 11

QJ (fJ
D QJ
(f) ....

ºº
._e)

~'B
::J QJ
o E

10 x 01 1/4"

68
Figura 9.2 Prumada de TV.

1V - FM - CJIBO >--"T"'""-c:
Antena coletiva
1V - FM Caixa-d'água

1V
l""""-------1-c----1 Central 1V coletiva
.P. (amplificado r de sinal)

#3/4 #3/4

69
N

CIRCUITOS DA INSTALAÇAO

Entendem-se como circuitos as linhas de distribuição de ener-


gia interna. Os circuitos da instalação desenvolvem-se a partir da
origem da instalação e podem ser de dois tipos: os circuitos de
distribuição e os circuitos terminais.

CIRCUITOS DE DISTRIBUIÇÃO
Os circuitos de distribuição se originam no quadro de medi-
ção e alimentam os quadros terminais ou outros quadros de dis-
tribuição. Usa-se, então, a designação de circuito de distribuição
principal (alimentador) e circuitos de distribuição divisionários
e
subalimentador).

Figura 10.1 Circuito de distribuição (liga o quadro do medidor ao quadro de distribuição).

' Ponto de
derivação
Rede pública de baixa tensão

Circuito alimentador principal


(2 F + N + PE)
Ramal de derivação
(2 F + N) Vai para o quadro
de distribuição

Ramal
de
entrada

Ponto de Medidor
entrada
Terminal de aterramento principal Dispositivo geral de proteção

70
o
CIRCUITOS TERMINAIS tn:1
\J"

Os circuitos terminais partem dos quadros de distribuição, ...."'


~
li)
e
chamados de quadros terminais, que são montagens que reúnem
chaves, fusíveis, barramentos, disjuntores e relés, que se destinam à "O"'
li)
o
concentração dos meios de proteção e seccionamento dos circuitos .-::
::::l
que deles partem para a alimentação dos pontos de iluminação e ...u
tomadas de uso geral (TUGs) e específico (TUEs). Os circuitos o
podem ser de:
• Iluminação: quando alimentam apenas aparelhos de iluminação;
• Tomadas: quando alimentam apenas tomadas de uso geral e
(ou) tomadas de uso específico;
• Motores : quando alimentam equipamentos de utilização a
motor (geralmente, são circuitos individuais, isto é, alimentam
um único equipamento).

Figura 10.2 Circuitos terminais (partem do quadro de distribuição e alimentam lâmpadas e tomadas
de uso geral e tomadas de uso específico).

(F + N)
Quadro de
distribuição

• (F + N + PE)
(B

(2 F + PE)


(F + N + PE)


• Neutro Fases Proteção (PE)
(F + N + PE)


(2 F + PE)

71
~
DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM
-:,
Q)
;':
:, CIRCUITOS TERMINAIS
E"
<C
Q) A instalação elétrica de uma edificação deve ser dividida em
"C

-...
o
Q)
·o
circuitos terminais. Isso facilita a operação e a manutenção da ins-
talação, e reduz a interferência quando da utilização de aparelhos e
equipamentos elétricos. Além disso, a queda de tensão e a corrente
Q.
o nominal serão menores, proporcionando dimensionamento de con-
Q)
<li dutores e dispositivos de proteção de menor seção e capacidade
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
nominal, o que facilita a passagem dos condutores nos eletrodutos
e as ligações deles aos terminais dos aparelhos de utilização. Para
cada circuito terminal, deverá ser previsto um dispositivo de pro-
Q)

'ºU" teção no quadro de distribuição.

-"'
~
< li
e:
Ao dividir a instalação em circuitos, e ao distribuir os circuitos
entre as fases, deve-se ter sempre presente a necessidade de equi-
librar ao máximo as diferentes fases, isto é, as potências instaladas
em cada fase devem ser muito próximas umas das outras.
A divisão da instalação elétrica em circuitos t erminais se-
gue critérios estabelecidos na NBR 5410 (Instalações Elétricas
de Baixa Tensão - Procedimentos), da ABNT. De acordo com a
norma, devem ser previstos circuitos de iluminação separados
dos circuitos de tomadas de uso geral. Os circuitos com pontos
de luz e tomadas de uso geral devem ser racionalmente divididos
p elos setores da unidade residencial (social, íntimo, serviço etc).
Recomendam-se tomadas comuns, de 100 watts de potência, em
média, para ambientes de estar, como salas e quartos. Um circuito
dimensionado com um cabo de 2,5 mm2 (a bitola mais comum em
residências) a uma tensão de 127 volts pode conduzir algo em torno
de 1.200 a 1.500 watts.
Além disso, devem ser previstos circuitos exclusivos para
tomadas de uso específico, como, por exemplo, de chuveiro, ar-
-condicionado, forno de micro-ondas etc.
Os aparelhos eletrônicos, como os computadores, mesmo que
não tenham potência tão elevada, devem ser alimentados por cir-
cuitos exclusivos e com aterramento.
Também é preciso tomar cuidado para não sobrecarregar os
circuitos. Se os circuitos ficarem muito carregados, os fios terão
uma bitola (diâmetro) muito grande, o que dificultará sua instalação
nos eletrodutos e as ligações terminais de interruptores e tomadas.

72
o
tn:1
Figura 10.3 Circuito de iluminação (FN). \J"

...."'
~
li)
e

Fase
"'
"O
li)
N F F T o
Neutro .-::
::::l
...u
o

Retorno

Barramento Barramento
de neutro de proteção

Figura 10.4 Circuitos de pontos de tomadas de uso geral (FN).

Fase N F F T
Proteção Neutro

t
Barramento Barramento
de neutro de proteção

73
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 10.5 Circuito de ponto de tomada de uso específico (FN).

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Proteção Neutro Fase

Q.
o
Q) Barramento
<li
de proteção
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li Botão de teste
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Disjuntor DR

Figura 10.6 Circuito de ponto de tomada de uso específico (FF).

Proteção Fase Fase

Barramento
de proteção
o

Botão de teste

Disjuntor DR

74
POTÊNCIA POR CIRCUITO
Ao estabelecer o número de circuitos e a potência dos circui-
tos, recomenda-se não exceder o limite de cada ramal, sob risco
de superaquecimento dos cabos, variação na tensão e desarme
constante dos disjuntores. Para que isso não aconteça, os circuitos
terminais devem obedecer aos seguintes limites:
• Tensão de 127 V:
limite de potência 1.200 W.
• Tensão de 220 V:
limite de potência 2.500 W.
Devem ser previstos circuitos individuais para equipamentos
de potência igual ou superior a 1.200 W, na tensão 127 V, e 2.500 W,
para tensão 220 V. Esses cálculos ajudarão na escolha correta da
seção (diâmetro) dos fios que devem ser utilizados na instalação
interna, evitando acidentes; na escolha correta dos disjuntores e
fusíveis; no dimensionamento da caixa de distribuição, na qual a
rede elétrica deve ser distribuída corretamente em vários circuitos.
A ocorrência excessiva de queima de fusíveis, ou desarme de
disjuntores, quando dois ou mais aparelhos elétricos estiverem liga-
dos ao mesmo tempo, deve-se basicamente a: subdimensionamento
da fiação, e, consequentemente, de seu dispositivo de proteção
(disjuntor) que os desarma para a proteção das instalações elétricas.

Tabela 10.1 Bitola mínima do fio em função da carga do


circuito para tensão de 127V
Carga instalada por circuito Bitola mín ima do fi o do ci rcu ito
(watt s) (mm 2 )

Até 1.900 1,5


1.910 a 2.600 2,5
2.610 a 3.200 4,0
3.210 a 3.900 6,0
3.910 a 5.000 10,0

75
~ EXEMPLO DE APLICAÇÃO
-:,
Q)
;':
:, Fazer a divisão de circuitos terminais, por setores (social, ínti-
E" mo e de serviço), da planta residencial representada na Figura 10.7,
<C
Q)
"C
considerando os pontos de iluminação e tomadas de uso geral e uso

-...
o
Q)
·o
específico (veja as Tabelas 15.2 e 16.4).

Q.
o
Q)
<li
Figura 10.7 Planta residencial.
"'u
-
·;:

~
' Q/ 3,40 3,05
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
L!)
I'-_
r-
Área de serviço


3,40 Cozinha

Dormitório 2 L!)
I'-
(')

3,05

L!)
r-
(')
(
_.
2,30 Copa
Hall
Banheiro

~-
r-
1· oD [
\ or -
(')

• •

~
3,40 3,05

Dormitório 1 Sala

L!)
C\J
(')

OD - quadro de distribuição
\ 1
L!)
C\J
(')

76
o
l!U
Tabela 10.2 Divisão de circuitos 1./'
!U
-;
....
Circuito Potência "'e:
Tensão Corrente !U
Local Quantidade Potência Total "O
Nº Tipo (V) (A)
de tomadas (W) (W) "'
o
.-:::,:::
1
Iluminação
127
Sala 1 100
200 1,57
...u
setor social Copa 1 100 o
Dormitório 1 1 100
Iluminação
2 127 Dormitório 2 1 100 300 2,36
setor íntimo
Banheiro 1 100

Iluminação Cozinha 2 100


3 127 200 1,57
setor se rviço Área de servi ço 1 100
4 TUG 's 127 Cozinha 2 600 1.200 9,45
1 600
5 TUG's 127 Cozinha 700 5,50
1 100
6 TUG 's 127 Copa 2 600 1.200 9,45
1 600
7 TUG's 127 Copa 700 5,50
1 100
8 TUG 's 127 Á rea de servi ço 2 600 1.200 9,45
9 TUG 's 127 Á rea de servi ço 1 600 600 4,70
10 TUG's 127 Sala 4 100 400 3,15
Dormitório 1 4 100
11 TUG 's 127 800 6,30
Dormitório 2 4 100
Banheiro
12 TUG 's 127 (secador de 1 1.200 1.200 9,45
cabe los)
Banheiro
13 TUE 220 1 3.500 3.500 15,90
(chuveiro)
Cozi nha
14 TUE 220 (forno de 1 1.200 1.200 5,45
micro-ondas)
Cozi nha
15 TUE 220 (lavadora de 1 1.500 1.500 6,81
lo uças)
Dormitório 1
16 TUE 220 1 1.350 1.350 6,13
(ar-condicionado)
Dormitório 2
17 TUE 220 1 1.350 1.350 6,13
(ar-condicionado)

Obs.: TUG's - tomadas de uso geral


TUE - tomadas de uso específico 77
A terra é um grande depósito de energia, por essa razão pode
fornecer ou receber elétrons, neutralizando uma carga positiva
ou negativa. Nas instalações elétricas prediais, o aterramento é
extremamente necessário, pois faz exatamente isso, ou seja, esta-
belece essa ligação com a terra , estabilizando a tensão em caso de
sobrecarga de energia, evitando, dessa forma, um curto-circuito
nos aparelhos da instalação.
Em instalações elétricas prediais, a ausência ou falta de ater-
ramento é responsável por muitos acidentes elétricos com vítimas.
Também é importante ressaltar que, independentemente de sua
finalidade (proteção ou funcional) , o aterramento deve ser único
em cada local da instalação.
Existem basicamente dois tipos principais de aterramento: o
aterramento por razões funcionais, que deve ser realizado para ga-
rantir o funcionamento correto dos equipamentos ou para permitir
o funcionamento seguro e confiável da instalação; e o aterramento
de proteção, que consiste na ligação à terra das massas metálicas, e
cujo objetivo é a proteção contra choques elétricos por contato in-
direto. Durante atividades de manutenção em instalações elétricas
prediais, eventualmente, também poderá ser feito um aterramento
de trabalho provisório, que deve ser desfeito no final dos trabalhos*.
De acordo com a NBR 5410, a seleção e a instalação dos com-
ponentes dos aterramentos devem ser tais que:
• O valor da resistência de aterramento obtida não se modifique
consideravelmente ao longo do tempo.
• Eles resistam às solicitações térmicas, termomecânicas e
*(CAVALIN, Geraldo; eletromecânicas.
CERVELIN, Severino.
Instalações elétricas • Sejam adequadamente robustos ou possuam proteção mecânica
prediais 4? ed. São Paulo: apropriada para fazer face às condições de influências exter-
Érica, 1998. Coleção Estude nas como: temperatura ambiente, altitude, presença de água,
e Use. Série Eletricidade.)
78 presença de corpos sólidos, presença de substâncias corrosivas
~
ou poluentes, solicitações mecânicas, presença de flora e mofo, E
presença de fauna, influências eletromagnéticas, eletrostáticas 2
.!!!
ou ionizantes, radiações solares e raios. IJ'J
o
"O
.8e:
O aterramento da caixa do medidor, bem como do quadro de <11
E
distribuição de energia e dos aparelhos eletrodomésticos que serão ...~
utilizados na edificação, é uma importante medida de segurança, 2
caso ocorram alguns defeitos. <

ATERRAMENTO DA ENTRADA
CONSUMIDORA
A entrada consumidora deve possuir um ponto de aterramento
destinado ao condutor neutro do ramal de entrada e da caixa de
medição, quando for metálica. O condutor de proteção destinado
ao aterramento da instalação interna do cliente - PE (NBR 5410)
não deve ser interligado com a haste de aterramento da entrada
consumidor a. O aterramento deve ser feito sob a caixa de medição
à distância de 0,5 m dela. O condutor de aterramento deve ser de
cobre nu, tão curto e retilíneo quanto possível, sem emenda, e não
ter dispositivo que possa causar sua interrupção. Deve ser protegido
mecanicamente por eletroduto.

BARRAMENTO EQUIPOTENCIAL (BEP)


Toda instalação elétrica deverá ter um barramento equipoten-
cial em cobre no qual interligam-se todos os terras.
Segundo a NBR 5410, equipotencialização é o procedimento
que consiste na interligação de elementos especificados, visando
obter a equipotencialidade necessária para os fins desejados. Por
extensão, se obtém também a própria rede de elementos interli-
gados resultante desse processo. A equipotencialização pode ser
principal ou local (esta ainda pode ser denominada suplementar);
diz-se que uma equipotencialização é local quando os elementos
interligados estão em uma determinada região (local) da edifica-
ção e que uma equipotencialização é principal quando interliga os
elementos de toda a edificação.

79
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 11.1 Aterramento do quadro de medição.

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Poste particular

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e:

Haste de aterramento
Copperweld com pig-tail
para aterramento de
entrada de consumidores

80
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Figura 11.2 Caixa equipotencial. E
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.!!?
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o
"O
.8e:
Caixa metálica para embutir com tampa <11
20 x 20 x 14 cm E
...~
~
Terminal de pressão #16 mm 2 <
Placa de cobre 15 x 15 x 0,2 cm Isolador de
baixa tensão

o o

o o

1 Aterramento interfone
Aterramento quadro de medição
Aterramento telefone
Aterramento 1V
Aterramento do para-raios
Aterramento geral

81
~
ATERRAMENTO DO QUADRO
-:,
Q)
;':
:, DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA
e-
<C
Q) Para realizar o aterramento, a fiação do terra deverá vir do
"C

-...
o
Q)
·o
barramento equipotencial das instalações.

Q.
o Figura 11.3 Aterramento do quadro de distribuição.
Q)
<li

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-
·.:::
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<li
Q)

'ºU'
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e:

Fio terra

Fio terra

Fase - - - -

Neutro - - - . i

Vem do

Tomada
barramento
equipotencial 1

Haste de cobre aterrada

82
~
ATERRAMENTO DOS APARELHOS E
2
.!!!
ELETRODOMÉSTICOS IJ'J
o
"O
O aterramento dos aparelhos eletrodomésticos é uma medida .8e:
de segurança em caso de defeitos, quando o fio fase, que está sempre <11
energizado, toca acidentalmente esses equipamentos. E
...~
O fio terra deve ser, no mínimo, da mesma seção (diâmetro) do 2
fio fase até a bitola 16 mm2 e metade da seção acima dessa bitola. <
Também é importante destacar que a tubulação de água não
deve ser utilizada como terra.

Figura 11.4 Aterramento de chuveiro.

Fase
Neutro

Fio terra
(interligado na barra do terra
no quadro de distribuição)

83
A sobrecarga nas redes elétricas pode ser originada tanto por
um raio como pela própria concessionária de energia, em manobras
técnicas e atividades de manutenção das redes, por exemplo. O nível
da sobrecarga pode variar e é imprevisível, e demanda soluções
de projeto para proteger as instalações elétricas nessas situações.
Porém é importante lembrar que não existe garantia total con-
tra os possíveis danos. Os dispositivos de proteção disponíveis no
mercado amenizam o risco, mas não o eliminam completamente. As-
sim, para mais eficiência no sistema de proteção, é necessário fazer
um bom dimensionamento da rede, uma especificação correta dos
dispositivos e, depois, uma manutenção periódica das instalações.
Existem, no mercado, dispositivos de proteção para as insta-
lações e de proteção para as pessoas da edificação. Normalmente,
as pessoas costumam confundir os dois tipos de proteção. O para-
-raios, por exemplo, é específico para proteção de pessoas (ver
o Capítulo 23, "Instalações de para-raios e suas interfaces com
a arquitetura"), ele não protege equipamentos, que geralmente
queimam.
Já os dispositivos de proteção para baixa tensão servem para
proteger a instalação em casos de curtos-circuitos, ou quando há
excesso de corrente elétrica (sobrecarga). Os dispositivos de pro-
teção mais comum são os disjuntores termomagnéticos.
Cada circuito terminal da instalação elétrica predial deve ser
ligado a um dispositivo de proteção, que pode ser um disjuntor
termomagnético (DTM), um disjuntor diferencial residual (DR)
ou interruptor diferencial residual (IDR).
Os disjuntores termomagnéticos de baixa tensão são os dispo-
sitivos mais usados atualmente em quadros de distribuição. Esses
disjuntores oferecem proteção aos fios do circuito, desligando-o
automaticamente quando da ocorrência de uma sobrecorrente
provocada por um curto-circuito ou sobrecarga; permitem mano-
bra manual, como um interruptor, seccionam somente o circuito
84 necessário, em uma event ual manutenção.
O DR é um dispositivo de segurança de uso recomendado pela o
l!U
NBR 5410. Trata-se de um dispositivo supersensível às menores "'e
fugas de corrente, ocasionadas, por exemplo, por fios descascados, ~
!U
ou por uma criança que introduza o dedo ou qualquer objeto numa -><~
CQ
tomada. De atuação imediata, ele interrompe a corrente assim que
identifica anomalias. É possível instalar um único DR na caixa de ...!U!U
e.
medição ou um para cada circuito da instalação, nesse caso, colo- o
l!U
cados no quadro geral de distribuição. u-
2
O IDR dever á ser utilizado em conjunto com um disjuntor e
Q.
termomagnético, pois não possui proteção contra curto-circuito Q)
"C
ou sobrecarga. "'o
>
.:;
A norma recomenda a utilização de proteção diferencial ·;;;
residual (disjuntor) de alta sensibilidade em circuitos terminais o
e.
que sirvam a:
ê5"'
• Tomadas de corrente em cozinhas, lavanderias, locais com
pisos e (ou) revestimentos não isolantes e áreas externas.
• Tomadas de corrente que, embora instaladas em áreas
internas, possam alimentar equipamentos de uso em áreas
externas.
• Aparelhos de iluminação instalados em áreas externas;
• Circuitos de tomadas de corrente em banheiros.
Os cir cuitos que não se enquadram nas recomendações e
exigências aqui apresentadas serão protegidos por disjuntores
termomagnéticos.
Na proteção com DR, deve-se tomar cuidado com o tipo de apa-
relho a ser instalado. Chuveiros, torneiras elétricas e aquecedores
de passagem com carcaça metálica e resistência nua apresentam
fugas de corrente muito elevadas, que não permitem que o DR fique
ligado. Isso significa que esses aparelhos representam um risco à
segurança das pessoas, devendo ser substituídos por outros com
carcaça de material isolante e resistência blindada*. Na escolha
do tipo de proteção, é importante considerar também o fator eco-
nômico, sempre observando e respeitando as recomendações e os
parâmetros restritivos da NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa
Tensão - Procedimento), da ABNT.
Para dimensionar o dispositivo de proteção (disjuntor) de
um circuito é necessário saber a potência a ser instalada em cada
circuito e calcular sua corrente. Para dimensionar o disjuntor ou
interruptor DR geral do quadro de distribuição, é preciso saber a
potência elétrica total instalada na edificação e calcular a corrente
do circuito de distribuição.
Para dimensionar o disjuntor aplicado no quadro de medição,
é necessário saber a potência total instalada que determinou o tipo
de fornecimento e o tipo de sistema de distribuição da companhia * (1nst alaçõ es Elétricas
de eletricidade local. De posse desses dados, consulta-se a norma de Residenciais. Prysmian .) 85
~ fornecimento da companhia fornecedora de eletricidade local para
-:,
Q)
;':
:,
saber a corrente nominal do disjuntor a ser empregado.
e-
<C
É muito importante utilizar disjuntores ou fusíveis adequados
Q)
nas instalações elétricas. A capacidade desses equipamentos é
"C dada em ampere (A), que indica a intensidade de carga elétrica que
-...
o
Q)
·o
pode passar por eles. A utilização de disjuntores com capacidade
acima do necessário poderá danificar as instalações e os aparelhos
Q.
o elétricos; por outro lado, se a amperagem desses dispositivos de
Q)
<li
proteção for abaixo do indicado, ocorrerá o desarme dos disjunto-
"'u res ou a queima excessiva de fusíveis, às vezes, sem necessidade.
-
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' Q/
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<li
Figura 12.1 Disjuntor termomagnético para circuito de luz tipo
Q)
Quicklag (norma NEMA - National Electrical Manufacturers
'ºU' Association).

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< li
e:

Figura 12.2 Tipos de disjuntores termomagnéticos (norma DIN - Deutsches lnstitut für Normung).

Monopolar Bipolar Tripolar

86 Fonte: Moeller
o
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Figura 12.3 Tipos de disjuntores diferenciais residuais (DR). li)
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Bipolar Tetrapolar

Figura 12.4 Interruptor diferencial residual (IDR).

@]

Fonte: Prysmian

87
De acordo com a NBR 5410, a escolha de qualquer componente
e sua instalação deve permitir que sejam obedecidas as medidas de
proteção para garantir a segurança e um funcionamento adequado
ao uso da instalação e as prescrições apropriadas às condições de
influências externas previsíveis (temperatura, altitude, presença
de água, presença de corpos sólidos, choques mecânicos, mofo,
vibração, influências eletromagnéticas etc.).
Todos os componentes da instalação predial elétrica devem
ser selecionados e instalados de forma a satisfazer as prescrições
da referida norma técnica, bem como das normas brasileiras que
lhe sejam aplicáveis e, na falta destas, as normas IEC e ISO. Na
falta de normas brasileiras, IEC e ISO, os componentes devem ser
selecionados por acordo especial entre o projetista e o instalador.
De modo geral, os componentes devem ser escolhidos de forma
adequada para obedecer a condições de serviço, como:
• Tensão nominal - valor eficaz em corrente alternada da
instalação.
• Corrente de projeto - valor eficaz em corrente alternada, que
possa percorrê-los em serviço normal.
• Frequência - se esta tiver influência sobre as características
dos componentes, a frequência nominal do componente deverá
corresponder à frequência da corrente no circuito pertinente.
• Potência elétrica - os componentes escolhidos segundo suas
car acterísticas de potência devem ser adequados às condições
normais de serviço, considerando os regimes de carga que
possam ocorrer.
• Compatibilidade - os componentes devem ser escolhidos de
modo a não causar, em serviço normal, efeitos prejudiciais, quer
aos demais componentes, quer à rede de alimentação, incluindo
condições de manobra. Alguns cuidados específicos devem ser
88 observados no caso do emprego de condutores de alumínio.
Segundo a NBR 5410, os componentes da instalação devem ser
dispostos de modo a facilitar sua operação, sua manutenção e o
acesso às suas conexões. A identificação dos componentes também
é importante; as placas indicativas ou outros meios adequados de
identificação devem permitir identificar a finalidade dos dispo- "'e
~

sitivos de comando e proteção, a menos que não exista qualquer "'o


"O
possibilidade de confusão. ~
N
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ELETRODUTOS -
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e
Q)
e
São condutos (aparentes ou embutidos) destinados exclusi- o
e.
vamente a conter ou abrigar os condutores elétricos, fazendo as E
o
ligações entre todos os pontos de eletricidade e os quadros de luz. u
Correspondem também a uma tubulação que protege e permite a
fácil substituição dos condutores.
Eles têm a importante função de proteger os condutores contra
ações mecânicas e contra corrosão; bem como proteger a edificação
cont ra perigos de incêndio, resultantes do superaquecimento dos
condutores.
Os eletrodutos podem ser rígidos (de aço ou PVC); semirrígidos
(de polietileno) e flexíveis metálicos. Só podem ser embutidos os
eletrodutos rígidos e semirrígidos.
Depois de det erminado o número de circuitos elétricos em
que a instalação elétrica foi dividida, e já definido o tipo de pro-
teção de cada ci rcuito, deve-se efetuar a sua ligação através de
eletroduto. Essa ligação precisa ser planejada detalhadamente,
de tal forma que nenhum ponto de ligação fique esquecido, pois
é através dele que os fios dos cir cuitos passarão.
Para o planejamento do caminho que o eletroduto irá percorrer,
fazem-se necessárias algumas orientações básicas*:
• Locar, primeiro, o quadro de distribuição em lugar de fácil
acesso e que fique o mais próximo possível do medidor.
• Partir com o eletroduto do quadro de distribuição, traçando
seu caminho de forma a encurtar as distâncias entre os pontos
de ligação.
• Utilizar a simbologia gráfica para representar, na planta resi-
dencial, o caminhamento do eletroduto.
• Fazer uma legenda da simbologia empregada.
• Caminhar, sempre que possível, com o eletroduto, de um cô-
modo para o outro, interligando os pontos de luz.
• Ligar os interruptores e tomadas ao ponto de luz de cada * (1nst alaçõ es Elétricas
cômodo. Residenciais. Prysmian .) 89
Para calcular o diâmetro do eletroduto, deve-se saber a bitola
e o número de fios que ele terá de abrigar. O tamanho nominal é
o diâmetro externo do eletroduto expresso em mm, padronizado
por norma. O dimensionamento é feito para cada trecho da ins-
talação. Deve-se evitar a concentração excessiva de fios ou cabos
dentro de um mesmo duto para que não haja aquecimento e riscos
de curto-circuito.
Os eletrodutos são caracterizados por seu diâmetro externo
(em mm), chamado tamanho nominal. O diâmetro nominal mínimo
admitido nas instalações é de 16 mm. As dimensões internas dos
eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir
instalar e retirar facilmente os condutores ou cabos, após a insta-
lação dos eletrodutos e acessórios. Para isso, é necessário que a
taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal
dos eletrodutos não seja superior a:
• 53%, no caso de um condutor ou cabo;
• 31%, no caso de dois condutores ou cabos;
• 40%, no caso de três ou mais condutores ou cabos.

Tabela 13.1 Diâmetros dos eletrodutos


Polegadas 1/2 3/4 1 11/4 11 /2 2 21 /2 3 4
Milímetros 15 20 27 35 41 53 62 76 100

Figura 13.1 Identificação de cabos passando dentro do eletroduto.

Proteção

90
Figura 13.2 Tipos de conduítes.

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Conduíte flexível "O
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Conduíte metálico roscad o com luva o
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Figura 13.3 Dimensionamento de eletroduto.

Diâmetro externo

Figura 13.4 Dutos flexíveis.

91
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Figura 13.5 Eletrodutos representados no plano horizontal.

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Sala A
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Figura 13.6 Detalhe de instalação de eletroduto aparente.

Caixa4 x 4

1
Braçadeira
tipo "D"

L Braçadeira tipo "D"

Caixa
4x2

92
Figura 13.7 Instalação aparente com eletroduto rígido.

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Quadro elétrico .
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Figura 13.8 Curvas, luva, bucha e arruela de eletrodutos rígidos.

Curva90º Luva Curva45º


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e:
Arruela Bucha

CAIXAS
São acessórios que têm várias funções nas instalações elétricas
prediais. Suas principais funções são:
• Servir de base para fixação de luminárias e/ou dispositivos
de comando;
• Enfiação, emendas e derivação de eletrodutos;
• Permitir acesso à fiação e manutenção das instalações.

As caixas retangulares e quadradas têm como finalidade prin-


cipal a fixação de interruptores e tomadas, são utilizadas também
como caixas de passagem quando o eletroduto tiver mais que 15 m
de comprimento ou fizer mais que duas curvas. As caixas hexago-
nais são frequentemente usadas para a fixação de luminárias de
parede. As caixas octogonais com fundo móvel são usadas em lajes,
para a fixação de luminárias e derivação de eletrodutos. São usadas
cinco entradas, pela dificuldade de fixação do conduíte à caixa.
Essas caixas são de ferro, esmaltadas, e têm em suas laterais
orifícios estampados, que são abertos conforme a necessidade de
94 entrada de conduítes.
As caixas de derivação ou de passagem podem ser de embutir
ou aparentes. As caixas de embutir podem ser de PVC ou de chapa
de aço (preferencialmente estampadas, que podem ser zincadas a
fogo, esmaltadas ou galvanizadas). As caixas usadas para instalação
<li
no piso devem ser de alumínio com tampas de latão removível e ra
e
regulável e podem ser simples, duplas ou triplas. <li
o
"O
As caixas para instalação aparente podem ser de alumínio ra
N
injetado ou de PVC. Também denominadas conduletes, essas cai- :;:
:::)
xas são muito utilizadas em instalações industriais, comerciais,
depósitos, oficinas etc.
De acordo com a NBR 5410, as caixas devem ser colocadas em
-
<li
QJ
e
QJ
e
o
e.
lugares facilmente acessíveis e serem providas de tampas. As caixas E
o
que contiverem interruptores, tomadas de corrente e congêneres u
devem ser fechadas pelos espelhos que completam a instalação
desses dispositivos. As caixas de saída para a alimentação de equi-
pamentos podem ser fechadas pelas placas destinadas à fixação
de tais equipamentos.
Por razões estéticas e, principalmente, por questões de segu-
rança dos usuários, os espelhos, placas e tampas devem ser colo-
cados somente e imediatamente depois de concluídos os trabalhos
de acabamento da obra.

Tabela 13.2 Tipos de caixa, dimensões, finalidades e número


máximo de condutores*
Tipos de Dimensões N. máx. de condutores
Finalidades
caixa (cm) 1,5 2,5 4,0 6,0
Interruptores,
Retangular 10 X 5 X 5 tomadas e 9 6 4 -
pulsadores
Interruptores,
Quadrada 10 x 10x 5 tomadas e 11 9 7 5
ligações
Passagem
Quadrada 10x10x10 11 9 7 5
(ligações)
Passagem
Quadrada 15x15x10 20 16 12 10
(ligações)
Ponto d e
Octogonal 10x10x5 luz no teto e 11 11 9 5
ligações
Ponto d e *(CAVALIN, Geraldo;
Octogonal 10x10x10 luz no teto e 11 11 9 5 CERVELIN, Severino.
ligações Instalações elétricas prediais
4. ed. São Paulo : Érica, 1998.
Arandelas e Coleção Estude e Use. Série
Sextavada 7,5 X 7,5 X 5 6 6 4 3
ligações Eletricidade.) 95
Figura 13.9 Caixas de derivação de eletrodutos.

Quadrada 4" x 4" Retangular 4" x 2"

Hexagonal Octogonal 4"x 4"

Figura 13.10 Caixas plásticas.

Caixa plástica 1O cm x 5 cm Caixa plástica 10 cm x 10 cm

96
Figura 13.11 Caixas de passagem para instalação aparente (conduletes).

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Figura 13.12 Medidas dos eletrodutos que descem até as caixas.

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da laje O, 15 m
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0,70 m
2,20 m
Pé-direito
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1,10m

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98
Figura 13.13 Medidas dos eletrodutos que sobem até as caixas.

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1,50 m

1,10m

Espessura do -•• 1
contrapiso •• ··-

·r!
0 ,1 m

CONDUTORES DE ELETRICIDADE
Chama-se de condutor elétrico a um corpo de formato adequa-
do, construído com material condutor e destinado a transportar
corrente elétrica. Geralmente, o material condutor é o cobre e, em
alguns casos, o alumínio. Esses metais possuem melhores carac-
terísticas condutoras que os demais a um preço mais acessível.
Os fios e os cabos são os exemplos mais comuns de condutores
nas instalações elétricas. A diferença fundamental entre eles é a
flexibilidade. Os fios são próprios para instalações que não exijam
dobras ou curvas, pois são formados por um único fio de cobre
de seção maior isolado com PVC, o que lhe confere maior rigidez.
Já os cabos são ideais para instalações em que haja curvas, pois 99
apresentam maior flexibilidade. São constituídos por inúmeros fios
finos de cobre, que também recebem isolamento em PVC.
A qualidade é um dos fatores determinantes na hora da escolha
de fios e cabos. Os condutores de segunda categoria, mais bara-
tos, que deverão ser evitados, em geral são confeccionados com a
reutilização de fios e até mesmo do material isolante, o que pode
causar rachaduras p elo aquecimento. Além de fuga de corrente,
choques, curtos-circuitos e perigos de incêndio, esses fios e cabos
mais baratos trazem em seu interior um cobre com altos índices
de impurezas, que impedem a boa passagem de corrente elétrica
e, consequentemente, aquecem, criando risco para as instalações
elétricas, perda de energia e maiores gastos na conta de luz.
Para assegurar a qualidade dos fios e cabos, existem as normas
brasileiras da ABNT. No Brasil, diversas empresas produzem fios
e cabos de alta qualidade, algumas, inclusive, até superando as
exigências da ABNT.
A corrente elétrica que passa pelos fios é medida em amperes
ou A. Para o cálculo da corrente elétrica, é necessário r elembrar
que: potência elétrica é o resultado do produto da ação da corrente
e da tensão; volt-ampere (VA) é a unidade de medida da potência
(P); volt ( V) é a unidade de medida da tensão (U); ampere (A)
é a unidade de medida da corrente. Com a fórmula P = U X I,
p ode-se calcular o valor da potência ( P), da tensão (U) e da cor-
rente (1), desde que os valores de duas delas sejam conhecidos.
A quantidade de corrente que pode passar por um fio depende
da sua seção (diâmetro), e o valor do fusível e do disjuntor deve
ser igual ao valor da corrente que o fio suporta.
A bitola (diâmetro) dos fios é determinada pela quantidade e
potência dos aparelhos que estão ou estarão ligados nesses fios.
O dimensionamento dos condutores deve ser feito pelo engenheiro
eletricista segundo a carga exigida por cada circuito. Trata-se de
um procedimento para verificar qual a seção mais adequada a fim
de permitir a passagem da corrente elétrica, sem aquecimento
excessivo, e para que a queda de tensão seja mantida dentro dos
valores limite normalizados. De modo geral, quanto mais grosso
é o fio, maior é sua capacidade de conduzir a corrente elétrica.
Além disso, os condutores devem satisfazer as seguintes
condições*:
• Limite de temperatura, em função da capacidade de condução
de corrente.
* (CAVALIN, Geraldo; • Limite de queda de tensão.
C ERVELIN , Severino.
Instalações elétricas prediai s • Capacidade dos dispositivos de proteção contra sobrecarga.
4? ed. São Paulo : Érica, 1998.
Coleção Estude e Use. Série • Capacidade de condução de corrente de curto-circuito por
100 Eletricidade.) tempo limitado.
Tabela 13.3 Capacidade de condução de
corrente
Seção (mm 2 ) Corrente máxima (A)
1 12 "'e
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1,5 16,5 "'o


21 "O
2,5 ~
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16
50
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Q)
e
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e.
25 89 E
o
35 111 u
50 134
70 171

Tabela 13.4 Seções mínimas dos condutores de cobre (cabos


isolados)
Seção mínima
Tipo de circuito
(mm2 )
Circ uitos de iluminação 1,5
Circuitos de fo rça 2,5
C ircuitos de sinalização e circuitos de contro le 0,5

A NBR 5410 especifica a cor de isolação dos condutores so-


mente para duas situações: o condutor neutro deve ser azul-claro
e o condutor de proteção (terra) deve ser verde ou verde-amarelo.
Para os demais fios e cabos (fases), não é prevista a utilização de
nenhuma cor específica. Podem ser de qualquer cor, definidas pelo
profissional eletricista para distinguir os circuitos. Os condutores
verde ou verde-amarelo só podem ser utilizados como condutor
de proteção.
Com relação à utilização de condutores de alumínio, de acordo
com a NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Proce-
dimentos) da ABNT, ela só é admitida em instalações de estabe -
lecimentos industriais e comerciais mediante algumas restrições.
O uso em instalações de estabelecimentos industriais, devem
obedecer simultaneamente às seguintes condições: que a seção
nominal dos condutores seja igual ou superior a 16 mm2 ; que a
instalação seja alimentada diretamente por subestação de trans-
formação ou transformador, a partir de uma rede de média tensão 101
~ ou que possua fonte própria; e que a instalação e a manutenção
-:,
Q)
;':
:,
sejam realizadas por pessoas qualificadas.
E" Em instalações de estabelecimentos comerciais, o uso desses
<C condutores deve obedecer simultaneamente às seguintes condi-
Q)
"C
ções: que a seção nominal dos condutores seja igual ou superior
-...
o
Q)
·o a 50 mm2 ; feita em locais de baixa densidade de ocupação e
condições de fuga , tais como áreas comuns e de circulação em
Q.
o edificações exclusivamente residenciais de até 15 pavimentos, e
Q)
<li edificações de outros tipos até seis pavimentos; a instalação e a
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas, isto é, pes-
soas com conhecimentos técnicos ou experiência suficiente para
lhes permitir evitar os perigos que a eletricidade pode apresentar
Q)

'ºU" (engenheiros e técnicos).

-"'
~
< li
e:
Em locais de alta densidade de ocupação e condições de fugas
difíceis como, por exemplo, áreas comuns e de circulação em edi-
ficações de atendimento ao público de grande altura ou em hotéis
e hospitais, o emprego de condutores de alumínio não é permitido
em hipótese alguma.

Figura 13.14 Fios e cabos.

102
Figura 13.15 Exemplos de fios e cabos.

::=±3,..________________, "'e
~

"'o
Fio d e cobre com isolamento termoplástico d o tipo Pirastic, da Prysmian. "O
~
N
:;:
:::>

-"'Q)
e
Q)
e
o
e.
E
o
u

Fios d e cobre d e têmpera m ole, com isolamento p/ 600 V e encapamento extern o d e PVC
do tipo RCC da Prysmian, indicad o para uso em locais úmid os.

~u--""""-Qi. =
Condutores d e cob re com encapamento protetor para utilização ao tempo tipo WPP.
Não é indicad o para o uso em eletrodutos.

Cabo nu d e cobre

Haste d e copperweld utilizada para eletrodo de terra, vendo-se o conector fixando um fio nu à haste.

103
...
o
Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura
.i:.
Os dispositivos de manobra, também chamados de dispositi-
vos de comando, são aqueles que interrompem os circuitos, isto é,
impedem a passagem de corrente. Apesar de parecer um detalhe
sem importância, o arquiteto deve escolher bem os lugares onde
os interruptores e as tomadas serão instalados.
Os eletrodomésticos, por exemplo, não devem ser colocados
onde existem interruptores. Na verdade, os interruptores é que de-
vem ser instalados de acordo com a colocação dos eletrodomésticos
no layout da arquitetura. Se o arquiteto não atentar a este detalhe,
os interruptores podem comprometer a estética da decoração, além
de se tornarem pouco úteis no cômodo.
Para evitar que isso ocorra, uma boa dica é planejar onde os
interruptores serão instalados e cogitar múltiplas alternativas com
antecedência. Devem ser previstos no layout do projeto arquite-
tônico os eletrodomésticos mais importantes, além de outros que
poder ão ser adquiridos pelo futuro morador.
Dessa maneira , será mais fácil decidir quantos interruptores
e tomadas serão necessários e onde eles poderão ser instalados.
Entretanto, o excesso de interruptores e tomadas espalhadas pela
casa também pode prejudicar a decoração dos ambientes.
A cor desses dispositivos também é importante. Deve-se priori-
zar a escolha de tomadas e interruptores neutros e claros, evitando
dar destaque a esses detalhes da casa. Alguns projetos de decoração
sugerem o uso de interruptores modernos, coloridos ou decorados.
Na etapa de planejamento dos pontos, o arquiteto também deve
priorizar a acessibilidade e a segurança, particularmente se entre
os moradores houver algum idoso. Se na casa houver crianças, uma
boa opção são os protetores de tomada com o intuito de aumentar
a segurança e evitar choques elétricos. A seguir apresentam-se
os principais dispositivos de manobra utilizados nas instalações
elétricas prediais.
105
~
INTERRUPTORES
-:,
Q)
;':
:, São os dispositivos mais usados para comando de circuitos.
E" A velocidade de abertura independe do operador. Podem ser de
<C
Q)
"C uma, duas ou três seções. São exemplos de interruptores as chaves
-...
o
Q)
·o
blindadas e os interruptores de luz.
Os interruptores devem ter capacidade suficiente, em am-
Q.
o peres, para suportar por tempo indeterminado as correntes que
Q)
<li transportam.
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
Os interruptores devem ser instalados em locais de fácil acesso
e próximo aos pontos de entrada e saída dos ambientes. Quando o
<li
Q) ambiente possui uma única passagem para entrar e sair, a instala-
'ºU" ção de apenas um interruptor é suficiente. Se houver duas ou mais
-"'
~
< li
e:
passagens será importante definir pontos adicionais de interrup-
tores para evita r a circulação de pessoas dentro de um ambiente
sem iluminação, o que pode ocasionar acidentes. É importante
lembrar que os interruptores também podem ser colocados em
pontos estratégicos dentro do ambiente, visando o conforto dos
usuários: próximos às camas, por exemplo, para que seja possível
apagar a luz sem se levantar.
As dependências muito grandes, com muitas luminárias, po-
dem ter o comando concentrado num quadro de distribuição. Já os
compartimentos pequenos, por exemplo, de uma residência, devem
ter os interruptores localizados junto às portas, à distância de 10
cm a 15 cm da guarnição.
A altura de instalação de interruptor varia de 0,90 m a 1,10 m
do piso. For a desse intervalo, há necessidade de se especificar no
desenho.
Os interruptores utilizados para o comando de iluminação
podem ser de três tipos: simples, paralelo e intermediário.

Figura 14.1 Interruptores de embutir de teclas simples, dupla e tripla.

CI
D CI
C0 I
106
Figura 14.2 Tipos de interruptores.
...ra
..e
o
e
ra
~
QJ
"O
li>
o
;;,.

CI '.Z
·;;;
o
e.
li>

i:5

10 • 1
ID • I o
INTERRUPTOR SIMPLES
Os interruptores simples (comuns) são os controladores de
circuito mais usados nas instalações elétricas prediais. Esses in-
terruptores p ermitem o comando de um ponto apenas e podem ser
encontrados com uma, duas ou três seções, permitindo comandar
de uma a três lâmpadas ou conjunto de lâmpadas.
Par a escolher o interruptor, deve-se saber qual sua capa-
cidade para r esistir à corrente do circuito. Por exemplo, um
interruptor de cinco amperes dever á ser escolhido até a seguinte
carga em 110 volts:
P =U X I
P = 110 X 5 = 550 watts
Isso significa que um interruptor de cinco amperes pode inter-
romper até cinco lâmpadas incandescentes de 100 watts ou nove
lâmpadas de 60 watts.

INTERRUPTOR PARALELO
O interruptor paralelo tem aspect o externo semelhante ao
interruptor simples, mas as ligações que permite são diferentes. É
utilizado quando for necessário o comando de locais distintos. São
muito usados em escadas ou dependências cujas luzes, pela extensão 107
~ ou por comodidade, se desejam apagar ou acender de pontos diferen-
-:,
Q)
;':
:,
tes (ao subir ou descer a escada de um prédio, por exemplo, a pessoa
acende a luz e, quando atinge o outro pavimento, pode apagá-la).
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
INTERRUPTOR INTERMEDIÁRIO
Q. Quando houver necessidade de comandar o circuito em vários
o
Q) pontos diferentes, é utilizado um interruptor intermediário. Como
<li
inversor do sentido da corrente, é utilizado em combinação com
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
dois paralelos e serve, por exemplo, para interromper o circuito em
quatro ou mais pontos diferentes.
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e: INTERRUPTOR CONTROLADOR DE LUZ
É um interruptor que controla o iluminamento das lâmpa-
das, desde a intensidade máxima até o seu desligamento. São
utilizados somente para luz incandescente. Podem ser dos tipos
potenciômetro ou dimmer, este baseado em circuito eletrônico.

MINUTERIAS
São dispositivos que controlam o desligamento dos circuitos
mediante certo intervalo de tempo. A minuteria comanda a ilu-
minação de vários pavimentos e um simples toque no botão de
acionamento faz acender todo o circuito. São de amplo emprego
em edifícios onde, após um determinado horário (no período no-
turno), diminui o fluxo de pessoas no prédio ; desse modo, pode-se
economizar energia.

INTERRUPTORES TEMPORIZADOS
São interruptores de luz que acendem a um leve toque e apagam
depois de um determinado tempo. Esse tipo de dispositivo resulta
também em uma considerável economia de energia elétrica. Assim
como o interruptor comum, o interruptor temporizado comanda
somente algumas lâmpadas (até 300 W em 127 V, e até 1.000 W
em 200 V).
A vantagem sobre a minuteria é que esses interruptores podem
ser instalados nos locais da utilização da iluminação (normalmen-
te, são instalados nos halls dos andares do edifício, próximo aos
elevadores e outros locais de uso rápido). Podem ser instalados em
caixas comuns (4" x 2") e possuem um indicador luminoso para
108 serem facilmente identificados no escuro.
PULSADORES ...ra
..e
o
e
São interruptores utilizados quando se deseja somente um "pul- ra
~
so" de energia, como numa campainha, cigarras, sirenes de alarme QJ
"O
etc. São especificadas para corrente de 2 A e tensão de 3.250 V. li>
o
;;,.
'.Z
'iii
o
e.
INTERRUPTORES REMOTOS li>

i:5
São interruptores que funcionam de forma similar ao controle
remoto para TV, isto é, capazes de apagar e acender lâmpadas in-
candescentes e fluorescentes a distância. Esses interruptores, de-
senvolvidos por questões de comodidade, simplicidade e economia,
também podem variar a intensidade das lâmpadas incendescentes,
do mesmo modo que o dimmer.

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO E FIAÇÃO


DE INTERRUPTORES
A seguir, apresentam-se alguns esquemas de ligação e fiação
mais comuns de interruptores.

Figura 14.3 Esquema de ligação e fiação de dois ou mais interruptores em uma mesma caixa comandando
lâmpadas ou grupos de lâmpadas. Exemplo de quadro de distribuição para fornecimento bifásico.

®
©

<D

@
®
<D ©

- @

Condutor ligação fase ;

i
-
-
-
-
Interruptor de duas ou três teclas;
Condutor retorno;
Lâmpadas ou conjunto de lâmpadas;
Condutor ligação neutro.
109
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 14.4 Esquema de ligação e fiação de interruptor paralelo
para o comando de apenas dois lugares.
e-
<C
Q)
"C F

-o
Q)
·o...
Q. N
o
Q)
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-
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Q)

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-
~"'
< li
e:
©

@
® ®

@
(D
@

r············ ® r··---····-
------- ©

............... @:
·---- .... ----
® ® ®

1 Condutor ligação fase


-
2 Interru ptor paralelo
-
3 Condutor ligação entre interru ptores
-
4 Condutor retorno
-
5 - Lâmpada ou conjunto de lâmpadas
6 - Condutor ligação neutro
- Interru ptor intermediário

Obs.: Usam-se dois paralelos e tantos intermediários quantos


forem os comandos acima de dois lugares.

110
CONTACTORES E CHAVES ...ra
..e
o
e
MAGNÉTICAS ra
~
QJ
Os contactores ou chaves magnéticas são chaves que, além da "O
li>
capacidade de interromper circuitos (comandam o desligamento e a o
;;,.
'.Z
parada) com acionamento eletromagnético, servem como proteção ·;;;
o
cont ra sobrecargas e curtos-circuitos. e.
li>

São muito utilizados para comandar motores e iluminação i:5


pesada ( estádios, ginásios, indústrias etc.).

CHAVE-BOIA
É um dispositivo que serve para controlar o nível de água ou
outro fluido. Quando utilizadas, no caso do abastecimento de água
em edifícios, as chaves-boia dos reservatórios superior e inferior
devem ser ligadas em série, de modo que o circuito da chave mag-
nética somente se complete quando o reservatório superior estiver
vazio e o inferior, cheio.

CAMPAINHA OU CIGARRA
A campainha é um equipamento que, quando energizado, emite
um sinal sonoro ou ruído. Ela tem a finalidade de atrair a atenção
dos moradores, no caso das instalações residenciais, ou chamar
pessoas. Geralmente, são instaladas em residências, anunciando
um visitante; em colégios e indústrias, alertando sobre os horários.
Para se acionar uma campainha ou cigarra, utiliza-se um inter-
ruptor especial, que por seu acionamento, restabelece a passagem
de corrente elétrica no circuito. A campainha ou cigarra deve ser
acionada apenas por um curto intervalo de tempo; por isso, os in-
terruptores utilizados para o seu acionamento são providos de um
mecanismo (mola) que força a abertura dos contatos imediatamente
após o acionamento do interruptor.

SENSOR DE PRESENÇA
Ao detectar a presença de pessoas ou animais (por meio de
variação da temper atura), liga automaticamente a iluminação
de áreas de passagem rápida. É utilizado em halls, corredores,
garagens etc. Depois de acionado, o sensor desliga em aproxima-
damente 30 segundos, após não detectar mais nenhuma variação
de temperatura. Dessa forma, economiza-se energia evitando que
as lâmpadas fiquem acesas sem necessidade.
111
As tomadas são peças que permitem a captação de tensão
alimentadora de um circuito. A maior parte dos equipamentos
de utilização é alimentada por meio de tomadas de corrente, por
exemplo, os aparelhos eletrodomésticos.
As tomadas de corrente deverão atender às normas NBR
14136/02, sendo de 2 P + T, em toda instalação elétrica. Nas ins-
talações prediais, podemos considerar dois tipos de tomadas: as
tomadas de uso geral (TUG), com capacidade até 10 A e a as to-
madas de uso específico (TUE), com capacidade de 20 A para uso
residencial ou comercial.
A localização das tomadas deve se adequar à posição em que,
em condições normais, o equipamento será instalado. Por exem-
plo, em uma cozinha, é importante que as tomadas estejam meia
altura para que seja possível ligar eletrodomésticos e manuseá-los
facilmente. Outro exemplo é o chuveiro, que necessita de um
ponto alto sem tomada.
É importante lembrar que locais como sala, cozinha e quarto,
possuem certos aparelhos elétricos que contêm fios mais curtos.
Isso significa que é preciso planejar a localização de cada tomada
e interruptor, para que esses aparelhos fiquem próximos do ponto
de acesso e não seja preciso usar extensão elét rica.
Uma tomada instalada muito próxima ao piso também pode
causar problemas: eventualmente, ela pode molhar e acabar co-
locando a segurança dos moradores em risco.

TOMADAS DE USO GERAL


São tomadas que não se destinam à ligação de equipamentos
específicos; nelas são sempre ligados aparelhos portáteis, como
enceradeiras, aspiradores de pó, abajures etc. A potência dessas
tomadas é 100 W, indistintamente. A fiação mínima para tomadas
112 de uso geral é de 2,5 mm2 .
Em geral, as tomadas são representadas em desenho, com três ~
e:
tipos de altura: ...o~
• Tomada baixa: de 20 cm a 30 cm do piso acabado; u
Cll
• Tomada média: de 100 cm a 130 cm do piso acabado; "O
li)

• Tomada alta: de 180 cm a 220 cm do piso acabado.


]"'
E
~
Figura 15.1 Tomadas e conjunto (tomada e interruptor).

1 1
g
~

Figura 15.2 Altura tomadas.

Espessura
da laje O, 15 m
--.-/.,- .........

2,20 m
Tomada
média o
0,70 m
Pé-direito
2,80 m
1,10 m
1,50m
Tomada
baixa

113
~ Essas alturas são as mais comuns. Para alturas diferentes,
-:,
Q)
;':
:,
há necessidade de indicação da altura junto da representação no
desenho. É aconselhável um resumo das alt uras de tomadas junto
E" à legenda, na folha de desenho.
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o TOMADAS DE USO ESPECÍFICO
Q.
o
Q) As tomadas de uso específico são aquelas destinadas à ligação
<li

"'u de equipamentos fixos ou estacionários com corrente nominal de


-
·;:
' Q/
ü:i
<li
20 A. São exemplos de equipamentos (aparelhos) específicos: forno
de micro-ondas, lavadora de louças, ar-condicionado etc. A fiação
Q)
mínima para as tomadas de uso específico é de 4 mm2 .
'ºU"
-"'
~
< li
e:

Figura 15.3a Equipamentos que requerem tomadas de uso geral.

114
2
Figura 15.3b Equipamentos que requerem tomadas de uso específico. e:
...o~
u
<11
"O
li)

]"'
E
~

QUANTIDADE MÍNIMA
DE TOMADAS
É muito comum, na maioria das instalações, uma deficiência de
tomadas. O arquiteto sempre deve estar atento aos novos aparelhos
eletrodomésticos, que surgem anualmente no mercado, para poder
prever uma quantidade de tomadas adequadas.
A quantidade mínima de pontos de tomadas varia de acordo
com o cômodo da residência e suas dimensões, segundo prescri-
ções da NBR 5410, mas o número pode ser maior dependendo do
perfil de consumo dos moradores. Para calcular a quantidade de
tomadas se faz necessário, inicialmente, o estudo do projeto arqui-
tetônico. Com base no layout da arquitetura, o engenheiro elétrico
pode calcular e locar no projeto de instalações elétricas prediais a
quantidade de tomadas de uso geral (TUG) em número suficiente
para atender às necessidades do local, bem como a quantidade de
tomadas de uso específico (TUE) par a os equipamentos fixos e
estacionários mais comuns. 115
~ TOMADAS DE USO GERAL
-:,
Q)
;':
:, A quantidade de tomadas de uso geral é estabelecida a partir
E" do cômodo em estudo, fazendo-se necessário ter: ou o valor da
<C
Q)
"C
área; ou o valor do perímetro; ou o valor da área e do perímetro.
-...
o
Q)
·o
Q.
o
Instalações residenciais
Q)
<li De acordo com a NBR 5410, nas unidades residenciais e nas
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
acomodações de hotéis, motéis e similares, o número de tomadas
de uso geral deve ser fixado de acordo com o seguinte critério:
Q)
• Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2 :
'ºU" no mínimo, um ponto de tomada.
-"'
~
< li
e: • Salas e dormitórios, independentemente da área, e cômodos
ou dependências com área superior a 6 m2 : no mínimo, um
ponto de tomada para 5 m ou fração de perímetro, espaçadas
tão uniformemente quanto possível.
• Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias
e locais análogos: no mínimo, um ponto de tomada para cada
3,5 m ou fração de perímetro, independentemente da área.
Acima da bancada da pia devem ser previstas, no mínimo, duas
tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos separados.
• Ha lls, corredores, subsolos, garagens, mezaninos e varandas:
pelo menos, um ponto de tomada.
• Banheiros: no mínimo, um ponto de tomada junto ao lavatório
com uma distância mínima de 60 cm do limite do boxe.

Em halls de escadaria, salas de manutenção e salas de locali-


zação de equipamentos, como casas de máquinas, salas de bombas,
barrilete e locais semelhantes deve-se prever, no mínimo, uma
tomada.
Em diversas aplicações, é recomendável prever uma quantidade
de pontos de tomadas maior do que o mínimo calculado, evitando-se,
assim, o emprego de extensões e benjamins (tês), que, além de
desperdiçarem energia, podem comprometer a segurança da ins-
talação elétrica.

116
Instalações comerciais 2
e:

Para calcular a quantidade mínima de tomadas de uso geral nas


...o~
instalações comerciais, deve-se obedecer aos seguintes critérios:
u
<11
"O
• Escritórios com áreas iguais ou inferiores a 40 m2 : uma tomada li)

para cada 3 m, ou fração de perímetro, ou uma tomada para ]"'


E
cada 4 m2 ou fração de área (usa-se o critério que conduzir ao ~
maior número de tomadas).
• Escritórios com áreas superiores a 40 m2 : dez tomadas para os
primeiros 40 m 2 ; uma tomada para cada 10 m2, ou fração de
área restante.
• Lojas: uma tomada para cada 30 m2, ou fração, não computadas
as tomadas destinadas a lâmpadas, vitrines e demonstração
de aparelhos.

Potência mínima das tomadas de uso geral


A potência mínima de tomadas de uso geral nas instalações
residenciais e comerciais deve obedecer às seguintes condições:
• Cozinha, copas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço,
banheiros e locais semelhantes: atribuir, no mínimo, 600 W
por tomada, até três tomadas. Atribuir 100 W para as exceden-
tes, consider ando cada um desses ambientes separadamente.
• Outros cômodos ou dependências (salas, escritórios, quartos
etc.): atribuir, no mínimo, 100 W para as demais tomadas.
• Instalações comerciais: atribuir 200 W por tomada.

Aos circuitos terminais que sirvam às tomadas de uso geral em


salas de manutenção e salas de localização de equipamentos (casas
de máquinas, salas de bombas, barrilete etc.), deve ser atribuída
uma potência de, no mínimo, 1.000 W.

117
~ TOMADAS DE USO ESPECÍFICO
-:,
Q)
;':
:, A quantidade de tomadas de uso específico, de acordo com a
E" NBR 5410, é estabelecida de acordo com o número de aparelhos
<C
Q)
"C
de utilização que vão estar fixos em uma determinada posição
-...
o
Q)
·o
no ambiente da edificação. Para saber o posicionamento das to-
madas de uso específico, é fundamental a observância do layout
Q. da arquitetura.
o
Q)
<li As tomadas de uso específico devem ser instaladas, no máxi-
"'u mo, a 1,5 m do local previsto para o equipamento a ser alimentado.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU" Potência mínima das tomadas de uso específico

-"'
~
< li
e:
• Às tomadas de uso específico deve ser atribuída uma potência
igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado.
• Quando não for conhecida a potência nominal do equipamento
a ser alimentado, deve-se atribuir à tomada de corrente uma
potência igual à potência nominal do equipamento mais potente
com possibilidade de ser ligado, ou à potência determinada a
partir da corrente nominal da tomada e da tensão do respectivo
circuito.

A seguir apresenta-se um exemplo de cálculo de tomadas de


uso geral e específico de acordo com o critério estabelecido pela
NBR5410.

118
Exemplo de aplicação 2
e:
Calcular a quantidade mínima de tomadas de uso geral e espe-
...o~
cífico da planta residencial: u
<11
"O
li)

]"'
E
Figura 15.4 Planta residencial.
~

I.[)
f'--_
.,..
A,ea de se,v;ço ( "
3,40

u 3,05

Cozinha
3,40

I.[)
f'-.
Dormitório 2 (')

1 1

3,05
I.[)
.,..
cri (
.lJ ~

2,30
Copa
Hall

o
CXJ_
.,..
Baohei~
e
li
oo--r 1\ li
o
.,..
cri

~
3,40 3,05

Dormitório 1 Sala

I.[)
C\J
cri 1\
li
I.[)
C\J
cri

OD - Quadro de distribuição.

119
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 15.1 Quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico
Dimensões Quantidade Mínima
e-
<C Dependência Área
Q) Perímetro (m) PTUG PTUE
"C (m2)

-...
o
Q)
·o Sala 9,91 3,25 X 2 + 3,05 X 2 = 12,6 3 -
Q.
Copa 9,45 3,10 X 2 + 3,05 X 2 = 12,3 4 -
o
Q)
1 forno de mic ro-ondas
<li
Cozinha 11,43 3,75 X 2 + 3,05 X 2 = 13,6 4
"'u 1 lavadora de louças
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Dormitório 1 11,05 3,25 X 2 + 3,40 X 2 = 13,3 3 -
Q)
Dormitório 2 10,71 3,15 X 2 + 3,40 X 2 = 13,1 3 -
'ºU'
-"'
~
< li
e:
Banho
Área de serviço
4,14

5,95
1,80 X 2 + 2,30 X

1,75 X 2 + 3,40 X 2 = 10,3


2 = 8,2
3
1 1 chuveiro elétrico
-

Hall 1,80 - 1 -

Área externa - - - -
2
Obs.: Em área inferior a 6 m , não interessa o perímetro.

Tabela 15.2 Prevendo as cargas de pontos de tomadas de uso geral e específico

Dimensões Quantidade Previsão de cargas


Dependência Área Perímetro
PTUG PTUE PTUG PTUE
(m2) (m)

Sala 9,91 12,6 4* - 4 x 100W -

3 X 600W
Copa 9,45 12,3 4 - -
1 X 100 W
1 X 1.200 W
3 x 600W (forno de micro-ondas)
Cozinha 11,43 13,6 4 2
1 X 100 W 1 x 1.500W
(lavadora de louças)
Dormitório 1 11,05 13,3 4* - 4 x 100W -

Dormitó rio 2 10,71 13,1 4* - 4 X 100 W -


Banho 4,14 8,2 1 1 1 x 600W 1 x 3.500 W (chuveiro)
Área de serviço 5,95 10,6 2 1 3 X 600W -
Hall 1,80 - 1 - 1 X 100 W -

Área externa - - - - - -

*Obs.: Nesses cômodos, optou-se por instalar uma quantidade de PTUGs maior do que a
quantidade mínima anteriormente calculada.

120
Figura 15.5 Posicionamento das tomadas em função do layout.

Área de serviço

Cozinha

Dormitório 2

Hall

.,
QD

<J
Dormitório 1

$-{> - Tomada baixa (H ~ 300 mm do piso acabado);

~ - Tomada média (H ~ 1 .300 mm do piso acabado);

~ - Tomada alta (H ~ 2.000 mm do piso acabado);


OD - Quadro de distribu ição.
121
~
ESQUEMAS DE LIGAÇÃO E FIAÇÃO
-:,
Q)
;':
:, DE TOMADAS
e-
<C
Q) A seguir, apresentam-se alguns esquemas de ligação e fiação
"C

-...
o
Q)
·o
mais comuns de tomadas.

Figura 15.6 Esquema de ligação (fiação) para uma tomada simples .


Q.
o
Q)
<li
F
"'
u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
N

Q)
T
'ºU'
-"'
~
< li
e:
© ®
@

© - Condutor ligação
® - Tomada

Obs.: É possível ter, em uma mesma caixa, um interruptor


® - Condutor ligação neutro
e uma tomada. @ - Condutor ligação terra

Figura 15.7 Esquema de ligação (fiação) para uma tomada de exaustor.

®
T

@
© @

©- Condutor ligação fase


® - Interruptor
@ - Condutor retorno
@- Tomada
® ® - Condutor ligação neutro
Obs.: A tomada deve ser comandada através de um interruptor. @- Condutor ligação terra
122
~
Figura 15.8 Esquema de ligação (fiação) para interruptor com tomada. e:
...o~
u
Cll
"O
F li)

]"'
E
N
~

CD

<D- Condutor ligação fase


®- Condutor ligação neutro
@ - Condutor retorno
® @)- Interruptor
®- Tomad a

Figura 15.9 Esquema de ligação (fiação) para tomada tripolar.

F F

F N

F
<D

CD CD CD

-o- CD- Condutor ligação fase


®- Condutor ligação neutro
@- Condutor ligação terra

123
São conjuntos destinados à instalação e alimentação das lâm-
padas, de forma a produzirem um efeito luminoso desejado.
Os aparelhos de iluminação (luminárias) visam basicamente
a: permitir a produção de luz por lâmpadas que possam ser subs-
tituídas ; filtrar ou modificar a luz emitida pelas lâmpadas; evitar
ofuscamento; dirigir a luz para onde for desejado; e ainda servir
como elemento de decoração.
A iluminação emitida pelos aparelhos de iluminação pode ser
classificada conforme a sua distribuição: para cima (iluminação
indireta) ou para baixo (iluminação direta).
As luminárias podem ser classificadas do seguinte modo: de
sobrepor; de embutir; para lâmpadas incandescentes, fluorescen-
tes, de vapor de mercúrio ou sódio ; refletores; globos; plafonier;
candelabros; luz semi-indireta etc.
Para compor a iluminação embutida, pode-se recorrer a uma
infinidade de luminárias específicas, projetadas para receber quase
todos os tipos de lâmpadas de uso residencial.
A maioria dos modelos de embutir, principalmente os de teto,
são instalados pelo sistema de encaixe sob pressão, oferecendo
luz direta ou indireta. As peças apresentam foco fixo ou regulável,
permitindo composições bastante variadas. Confeccionadas ge-
ralmente em metal (latão, alumínio e aço), essas luminárias têm
diferentes desenhos e acabamentos para acompanhar qualquer tipo
de decoração*. De acordo com as prescrições gerais da NBR 5410,
os equipamentos de iluminação instalados em locais molhados ou
úmidos devem ser especialmente projetados para esse uso, de forma
*(CAVALCANTI, Mariza. que, quando instalados, não permitam que a água se acumule em
Tire partido da iluminação condutor, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas.
embutida em todos os
ambientes. Arquitetura & Os equipamentos de iluminação devem ser firmemente fixados,
Construção, São Paulo: e a fixação de equipamentos de iluminação pendentes deve ser
Abril, n. 9 p. 96-97, set.
1990. )
tal que: rotações repetidas no mesmo sentido não possam causar
124 danos aos meios de sustentação; a sustentação não seja efetuada
por intermédio dos condutores de alimentação; um vínculo isolante
separe as partes metálicas de seu suporte.
A princípio, a quantidade de pontos de luz, suas potências e sua
distribuição num edifício devem ser obtidos mediante um projeto =Cll
"O
específico de iluminação. A potência a ser instalada é calculada li)
o
em função da área do compartimento, do tipo de luz, do modelo da ..s::.
luminária, do tipo de pintura nas paredes e do fator de manutenção. ...
Q)

"'<i::e.

Figura 16.1 Aparelhos de iluminação (pontos de luz).

Plafonier comum Plafonier tipo luminária

Alguns tipos d e globos suportados por plafonier

Tabela 16.1 Sistemas de iluminação


Evita que haja grandes perdas por absorção
Iluminação A totalidade do flu xo luminoso emitido é
no teto e paredes. Produz g randes sombras e
direta dirigido sobre a superfície a iluminar.
encadeamento.

A maior parte do fluxo é dirigido para Neste caso o contraste sombra-luz não é tão
Iluminação
a superfície a iluminar (60% a 90%), acentuado como no sistema de iluminação
semi-direta
dirigindo-se o restante noutras direções. direta.
Não h á praticamente zonas de sombra nem
Iluminação O fluxo luminoso distribui-se em todas encadeamento. Uma boa parte do flu xo
difusa ou mista as direções. luminoso chega à superfície a iluminar por
reflexão no teto e paredes.
Evita praticamente o encadeamento. Tem
Iluminação Cerca de 60% a 90% do flu xo luminoso é a desvantagem de proporcionar um baixo
semi-indireta dirigido para o teto. rendimento luminoso devido às elevadas perdas
por absorção no teto e paredes.
Anula o encadeamento. Tem um rendimento
Iluminação Neste tipo de iluminação 90% a 100% do
luminoso muito baixo devido às elevadas perdas
indireta flu xo luminoso é dirigido para o teto.
por absorção no teto e paredes.
125
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 16.2 Classificação das luminárias conforme o tipo de distribuição luminosa.

e-
<C DIRETA DIRETA-INDIRETA
Q)
"C

-...
o
Q)
·o 0%-10% 90%-100%
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
90%-100% 90%-100%
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
SEMIDIRETA SEMI-INDIRETA

10%-40% 60%-90%

60%-90% 10%-40%

DIFUSA INDIRETA

40%-60% 90%-100%

40%-60% 0%-10%

126
TIPOS DE LUMINÁRIAS SEGUNDO A
FORMA DE APLICAÇÃO DA LUZ
=Cll
LUMIN ÁRIA COMUM "O
li)
o
É a forma mais encontrada de aplicação da luz, que se dispersa ..s::.

por todo o ambiente. Dependendo da necessidade e da potência da


...
Q)

lâmpada, pode ser usada isolada ou em série.


"'<i::e.
Esse tipo de luminária deve ser evitado quando o pé-direito
do ambiente for muito baixo, pois, como não controla a direção da
luz, pode causar ofuscamento.

LUMIN ÁRIA DIRECIONADORA DE LUZ


É um tipo de aparelho muito utilizado, mas é principalmente
aplicada quando há necessidade de direcionar o foco da luz. Muitas
possuem refletores, o que melhora ainda mais a eficiência da luz
focalizada. É preciso evitar que se direcione para a altura dos olhos
das pessoas que t ransitam no ambiente.

LUMIN ÁRIA DE LUZ INDIRETA


Seu efeito estético peculiar atrai muito os projetistas. É usada
para valorizar formas arquitetônicas e objetos decorativos, e como
a luz não incide diretamente nos olhos, causa um conforto visual
muito agradável.

LUMINÁRIA DECORATIVA
Não precisa ter necessariamente a funç ão de iluminar, pois
sua função é muito mais estética que funcional.

LUMINÁRIA COM REFLETORES E ALETAS


PARABÓLICOS
Esse tipo de luminária, apesar de ter um nome bastante estranho,
é muito comum em locais de trabalho e estudo. Desenvolvidas para
lâmpadas fluorescentes, distribuem bem a iluminação pelo ambiente,
produzindo um excelente conforto visual, evitando reflexões diretas
ou indiretas nos olhos ou aparelhos como telas de microcomputador
e televisão.
127
~
TIPOS DE LÂMPADAS *
-:,
Q)
;':
:, São vários os tipos e modelos para uso residencial, e a escolha
E" vai depender exclusivamente do gosto de cada um e da linha adotada
<C
Q)
"C
pelo projeto. Porém é importante ressaltar que a escolha da lâmpada e
-...
o
Q)
·o
da luminária bem como de sua posição são prer rogativas do arquiteto.
Além da incandescente comum, existem as halógenas, dicroi-
Q.
o cas, multivapores e a nova geração de fluorescentes compactas,
Q)
<li
que substituem as incandescentes e economizam energia. Cada
"'u tipo ser ve para uma iluminação específica.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
As lâmpadas incandescentes podem ser classificadas pela
forma do bulbo, acabamento do bulbo, pelo tipo de base etc. As
Q)

'ºU" incandescentes subdividem-se em standard, vela, bolinha e globo;

-"'
~
< li
e:
têm vida útil média de 1.000 horas, aquecem os ambientes e ofere-
cem boa reprodução de cores. São encont radas também n a ver são
espelhada, com diferentes focos de convergência luminosa. No caso
de se adotar esse tipo de iluminação, pode-se optar pelas lâmpadas
comuns (ou standard, que pedem luminárias dotadas de refletor)
ou espelhadas (com várias aberturas de facho).
Em virtude de seu baixo custo, as lâmpadas incandescentes
comuns normalmente são as mais vendidas e, portanto, as mais uti-
lizadas nas instalações prediais. As lâmpadas incandescentes ainda
são muito utilizadas para iluminação geral em residências, onde a luz
fica pouco tempo ligada. Essas lâmpadas produzem luz a partir do
aquecimento de um filamento de tungstênio. Os inconvenientes são
o alto consumo de energia e a radiação de calor. Outro inconveniente
é que, com o tempo, os filamentos liberam partículas que grudam no
bulbo de vidro, deixando-o preto. Por isso, a lâmpada ilumina cada
vez menos, além de ter vida útil não muito longa.
As potências acima de 40 W não estão mais sendo comerciali-
zadas devido à pouca eficiência dessas lâmpadas.

Figura 16.3 Constituição da lâmpada incandescente.

*( COSTA, Danilo; MEDEIROS,


Edson G. Luz sob controle.
Arquitetura & Construção, São
Paulo, Abril , n. 11, p. 104-105,
128 nov. 2004.)
Figura 16.4 Tipos mais comuns de bases para lâmpadas incandescentes.

Rosca E:
e
-==== =<11
-= "O
li)
o
..r::.
...
Q)

"'e.
<

Figura 16.5 Tipos de bulbos de lâmpadas incandescentes (Philips).

Superlux

As lâmpadas halógenas, disponíveis nos modelos palito, bi-


pino, dicroica e sealed beam, são incandescentes que sofreram a
adição de gases halógenos (os gases reagem com as partículas de
tungstênio liberadas pelo filamento) . São mais duradouras (entre
2.000 e 4.000 horas) que as lâmpadas incandescentes e possuem
excelente padrão na reprodução de cores. Esse tipo de lâmpada
é ideal para ambientes que precisam de muita luz e que possuem
pé-direito alto.
As dicroicas são dotadas de um refletor capaz de reduzir o
calor excessivo produzido por esse tipo de lâmpada. Desse modo,
evita-se que o calor afete a área iluminada. Por isso, são ideais, por
exemplo, para iluminação de obras de arte. Na instalação dessas
lâmpadas, é indispensável a presença de um transformador (quase
sempre integrado à luminária) para diminuir a tensão de 110 ou
220 volts para apenas 12 volts, a potência exigida.
As de multivapor metálico combinam sódio (amarelo, usado
em ruas) e vapor metálico (branco, usado em estádios) para obter
uma cor mais bonita. Têm o inconveniente de requerer muito tempo
para acender. 129
As lâmpadas fluorescentes podem ser classificadas de acordo
com seu formato: as tradicionais lâmpadas fluorescentes tubulares e
as compactas, que gastam bem menos energia (seu consumo é 80%
menor que o da lâmpada incandescente). Por isso, uma lâmpada fluo-
rescente de 9 W ilumina tanto quanto uma incandescente de 60 W.
Elas são mais caras que as incandescentes, mas economizam
mais energia e duram em média até dez vezes mais (de 6.000 a
15.000 horas). Atualmente, as mais modernas podem ser usadas
para substituir as incandescentes convencionais, pois dispõem de
soquetes compatíveis.
Antigamente, existia certo preconceito em relação à utilização
das lâmpadas fluorescentes em residências, pois, quando se falava
em fluorescente, muitas pessoas imaginavam aquela luz azul que
deixava as pessoas parecendo doentes. Hoje, isso faz parte do
passado, pois existem várias cores. Antes de comprar, deve-se
perguntar sobre a temperatura de cor. Ela vai de 2.700 K (Kelvin),
que é a luz amarelada (que deixa o ambiente com características de
mais quente) igual à incandescente, até mais de 6.000 K, bastante
azulada (que deixa o ambiente com característica mais fria).
Em locais comerciais e industriais, geralmente são usados
aparelhos de iluminação a vapor (fluorescentes, vapor de mercúrio,
de sódio etc.).
Graças ao aumento da vida útil, as lampadas led (light emitting
diode) se colocam como opção de alto desempenho para ilumina-
ção convencional. Apesar de ter cinco décadas de vida, somente
agora em nosso país, esse tipo de iluminação está se consolidando
como principal alternativa de iluminação de alta eficiência. Com o
progressivo aumento de potência, maior vida útil, maior precisão de
cor e padrão lumínico, essa tecnologia, aos poucos, ganha espaço
também na iluminação convencional. Encont radas em três cores, no
padrão RGB (vermelho, verde e azul) , podem gerar até 16 milhões
de cores, possibilitando diferente cenários e climas, em ambientes
internos e externos. Por permitir a reprodução de mídias, esse tipo
de iluminação sempre chamou a atenção dos arquitetos, decorado-
res e técnicos de iluminação nas fachadas, espetáculos e estádios.
O desenvolvimento do led branco - que, na verdade, nada mais
é do que a cápsula (chip) azul revestida com pó de fósforo - per-
mitiu que essa tecnologia evoluísse para diversas formas geradoras
de luz, chegando à forma de lâmpadas para uso corporativo e até
doméstico.
A aplicação do led tem evoluído tanto nos aspectos técnicos
quanto no aspecto econômico. Os leds atingiram maior capacidade
de geração de luz por unidade e potência elétrica, maior estabilidade
de cor branca, maior eficiência luminosa e, principalmente, custo
mais competitivo, fatores que podem ser facilmente demonstrados
130 por um estudo de viabilidade técnico-econômica.
Porém é importante ressaltar que, apesar das informações
fornecidas pelos fabricantes, ainda não há definições básicas dos
atributos dessa fonte de luz e dos conjuntos que permitam compa-
rar, verificar e controlar os diversos fornecedores no Brasil. Neste =Cll
caso, só resta confiar na durabilidade e na eficiência apresentados "O
li)
pelo fornecedor. o
..s::.
...
Q)

"'<i::e.
Figura 16.6 Constituição de uma lâmpada fluorescente comum.

Interior do tubo revestido


com material fluorescente

Pinos de base Eletrod o

Figura 16.7 Esquema de ligações de uma lâmpada fluorescente de


até 30 W. Reator simples, para uso starter.

Starter
l

Reator

Tabela 16.2 Equivalências entre lâmpadas incandescente


comum e fluorescente compacta
Incandescente comum Fluorescente compacta

40W 9W

60W 11 Wa 15 W

75 W 18Wa 20W

100W 23 W

131
--
w
N
Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

""Tl
o
::,
~
o
V,

o
3
--
-u
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u
V,
Figura 16.9 Tipos de lâmpadas especiais (halógenas dicroicas).

=<11
"C
li)
o
.e
...
Q)

"'e.
<

Fonte: Osram / Philips 133


~
-:,
Q)
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Figura 16.10 Leds, suas aplicações em variadas necessidades de iluminação.

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<C
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"C

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o
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o
Q)
<li

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' Q/
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<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

134
Tabela 16.3 Características das lâmpadas
Vida
Potência
Tipo de lâmpada média Vantagens Desvantagens Observações
(watts)
(h)
=<11
"O
li)
Incandescente 40 1.000 Iluminação geral Baixa eficiência Ligação imediat a, o
..r::.
co mum 60 e localização d e lumin osa e, po r isso, sem necessidad e
100 inte rio res. Tamanho custo de uso eleva- de dispos itivos
...
Q)

150 reduzido e custo d o; alta pro dução au xiliares.


"'e.
<
200 baixo. d e ca lo r; v ida média
curta.
1ncandescente 36 7
especial 54
67
90
Mist a 160 6.000 Substitu em lâmpa- Custo e levado; de- Não necessita d e d is-
250 d as incandescentes mo ra cin co minutos positivos auxiliares, e
500 no rmais d e elevad a para atingir 80% d o é ligad a somente em
potência. Pequeno fluxo luminoso. 220 volts.
vo lume. Boa vid a
média.
Vapo r d e me rcúrio 80 15.000 Boa efi ciên cia Custo e levad o, que Necessita d e dis-
125 luminosa, peque no pod e ser amo rtizado positivos auxiliares
250 vo lume, lo nga vida durante o uso; de mo- (reator) e é ligad a so-
400 média. ra d e quatro /cin co mente em 220 volts.
minutos para chegar
à e missão luminosa
máxima.
Flu o rescente 15 7.500 Ó tima eficiê ncia lu- Custo e levad o d e ins- Necessita d e dis-
co mum 20 a minosa e baixo custo talação (d ep endendo positivos auxiliares
30 12.000 d e funcio namento. d o tipo de reato r). (reator mais starte r
40 Boa repro dução o u somente reato r d e
d e co res. Boa vida partida rápida).
Flu orescente 16 7.500
média.
especial 32
Flu orescente 5 3.000 Ótima eficiê ncia lu- C usto mais A v ida mediana
co mpac ta 10 a minosa. Baixo custo. elevad o que as diminui muito em
15 12.000 Boa v ida média. Boa inca ndescentes. função da frequê ncia
20 repro dução d e co res. de acendimentos e
25 desligamentos.
40
Vapo r d e sódio 50 18.000 Ó tima eficiê ncia Custo e levad o que Necessita d e dis-
alta pressão 70 luminosa, lo nga v ida é amo rtizado com o positivos auxiliares
100 út il, baixo custo d e uso. De mo ra em to r- específi cos (reato r +
150 f un cio name nto, di- n o d e cin co minutos ignito r) e é ligad a em
250 me nsões reduzidas, p ara atingir 90% d o 220 volts.
400 nenhuma limitação fluxo luminoso total.
para a posição de
f un cio name nto,
razoável rendimento
c ro máti co (apre-
senta uma luz e co r
branco-d o urada).
(continua) 135
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 16.3 Características das lâmpadas (continuação)

Potência
Vida
E" Tipo de lâmpada média Vantagens Desvantagens Observações
<C (watts)
Q) (h)
"C

-...
o
Q)
·o
Halógenas 20
35
50
2.000 Iluminação deco-
rativa (utilizada em
vários seg mentos).
Custo e cons umo
mais elevado.
Necessita de disposi-
tivos auxiliares para
sua ligação.
Q. 75
o 100
Q)
<li
Dicróica 20 2.000 Baixo custo de Consumo de energia Pode ser ligada
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
35
50
substituição devido
ao grande número
de horas de uso.
mais elevado. Lumi-
nosidade quente.
diretamente ou atra-
vés de dispositivos
auxiliares.
Q) Iluminação direcio-
'ºU" nada e decorativa

-"'
~
< li
e: Led 1,5
3,0,
45.000
(destaque).
Baixo co nsumo de
energia, maior tempo
Fiabilidade ( mui -
tas disparidades
As lâmpadas são
ligadas através de
4,0 de vida útil, robu stez na qualidade dos dispositivos eletrô-
5,0 praticamente não há dispositivos), preço nicos embutidos na
6,0 liberação de calor e mais elevado (uma própria lâmpada.
7,0 várias opções de co r. boa lâmpada é neces-
sariamente ca ra),
razoável qualidade
e projeção da luz.

CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO
A quantidade de aparelhos de iluminação, suas respectivas
potências, bem como sua distribuição num dado local de uma edi-
ficação, devem, em princípio, ser obtidas por um projeto específico
de iluminação, elaborado por um profissional capacitado.
A NBR 5410 estabelece as condições mínimas que devem ser
adotadas com relação à determinação das potências, bem como a
quantidade e a localização dos pontos de iluminação e tomadas
em unidades residenciais (casas e apartamentos) e acomodações
de hotéis, motéis ou similares.
São vários os métodos para o cálculo da iluminação (veja a
seção "Luminotécnica"). Os principais requisitos para o cálculo da
iluminação são a quantidade e qualidade da iluminação de uma
determinada área, quer seja de trabalho, quer seja lazer ou simples
circulação.
Nas instalações residenciais, não devem ser considerados pon-
tos de luz com menos de 100 Wnoteto e 60Wnaparede (arandela).
Nos banheiros, é importante a previsão de uma arandela sobre a
pia, além do ponto de luz no teto.
Em locais comerciais e industriais, geralmente são usados
aparelhos de iluminação a vapor (fluorescentes, vapor de mercúrio,
136 de sódio etc.) e não se deve dispensar o projeto de iluminação.
Com relação à previsão de carga de iluminação, a NBR 5410
(Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Procedimentos) faz as
seguintes prescrições:
• As cargas de iluminação devem ser determinadas como resul- =Cll
tado da aplicação da NBR 5413 ( Iluminação de Interiores); "O
li)
o
• Para os aparelhos fixos de iluminação, a descarga, a potên- .s::.
cia nominal a ser considerada deverá incluir a potência das ...
Q)

lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos equipamentos "'<i::e.


auxiliares (reatores e ignitores);
• Em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais e nas
acomodações de hotéis, motéis e similares, deve ser previsto
pelo menos um ponto de lu z fixo no teto, com potência mínima
de 100 W, comandado por interruptor de parede.
Nas acomodações de hotéis, motéis e similares, pode-se subs-
tituir o ponto de luz fixo no teto por tomada de corrente, com
potência mínima de 100 W, comandada por interruptor de parede,
para acender abajur.

CARGA MÍNIMA DE ILUMINAÇÃO


EXIGIDA PELA NBR 5410
Para o levantamento da carga de iluminação em residências,
a NBR 5410 faz algumas recomendações:

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER


A QUANTIDADE MÍNIMA DE PONTOS
DE LUZ
Deve-se prever, pelo menos, um p onto de luz no teto, coman-
dado por interruptor de parede. As arandelas no banheiro devem
estar distantes, no mínimo, 60 cm do limite do boxe.

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER A


POTÊNCIA MÍNIMA DE ILUMINAÇÃO
De acordo com a NBR 5410, a carga de iluminação é feita em
função da área do cômodo da residência.
• Para área igual ou inferior a 6 m2, atribuir um mínimo de
100 W.
• Para área superior a 6 m2, atribuir um mínimo de 100 Wpara
os primeiros 6 m2, acrescido de 60 W para cada aumento
de 4 m 2 inteiros. 137
~ Os valores apurados por esse método correspondem à potência
-:,
Q)
;':
:,
destinada à iluminação para efeito de dimensionamento dos cir-
cuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas.
E"
<C Também é importante ressaltar que a NBR 5410 não estabe-
Q)
"C lece critérios par a iluminação de áreas externas em residências.
-...
o
Q)
·o
Portanto, a decisão fica por conta do projetista e do cliente.
Q.
o
Q)
<li Exe mplo de aplicação
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Prever a carga de iluminação da planta residencial:
Q)
Figura 16.11 Planta residencial.
'ºU"
-"'
~

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< li
e:

r-
3,40 3,05

' ....
Area de serviço
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I'-_

3,40 Cozinha

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Dormitório 2 I'-
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3 ,05

~
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(
2,30
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-
Copa
Hall
Banheiro
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3,40 3,05

Dormitório 1 Sala

li)
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,,; 1\
li
li)
(\J
,,;

QD - Quadro de distribuição.
138
Tabela 16.4 Prevendo a carga de iluminação da planta
residencial utilizada para o exemplo

Potência de =<11
Dimensões
Dependência iluminação
área (m2 ) "O
(W) li)
o
..r::.
Sala A= 3,25 x 3,05 = 9,91 100W ...
Q)

Copa A= 3,10 x 3,05 = 9,45 100W "'e.


<
Cozinha A= 3,75 x 3,05 = 11,43 160W
Do rmitório 1 A= 3,25 X 3,40 = 11,05 160W
Do rmitório 2 A= 3,15 x 3,40 = 10,71 160W
Banho A= 1,80 x 2,30 = 4,14 100W
Área de serviço A= 1,75 x 3,40= 5,95 100W
Hall A= 1,80 x 1,00 = 1,80 100W
Área exte rna - 100W
Fonte: Instala ções Elétricas Residenciais, Prysmia n.

Observação
• Os valores da tabela correspondem à potência destinada à ilu-
minação para efeito de dimensionamento dos circuitos.
• A potência de iluminação de cada cômodo está representada
na Figura 16.12.

139
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 16.12 Interruptores e pontos de luz.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o ~
Q.
o
~
Q)
<li

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-
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' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
5 1c

5 1s

@
~

5 1A

QD - Quadro de distribuição
SA - Interru ptor (A= n. do circuito)
~ A - N. do ci rcuito
W B - Potência da lâmpada

140
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Este capítulo tem como objetivo estabelecer alguns parâmetros
que devem ser observados na compatibilização do projeto arquite-
tônico com o projeto de telefonia.
Com a proliferação dos ramais, das extensões, das ligações
para computadores, internet e dos pontos de TV a cabo, a telefonia
ganhou destaque nas obras, tornando-se um item indispensável
em qualquer projeto.
Todos os projetos de tubulações telefônicas, referentes a edi-
ficações com três ou mais pavimentos e (ou) seis ou mais pontos
telefônicos, deverão ser submetidos à aprovação da concessionária.
Em tais casos, nenhuma tubulação telefônica deverá ser executada
sem que seu projeto tenha sido aprovado.
É importante ressaltar, porém, que a entrada e as tubulações
de telefonia devem ser exclusivas, ou seja, independentes de ou-
tras instalações. Além disso, os fios telefônicos devem ser sempre
tubulados e embutidos.
As tubulações telefônicas devem ser destinadas exclusivamente
ao uso da concessionária que, a seu critério, nelas poderá instalar
os serviços de telecomunicações conectados à rede pública, como
telefonia, telex, centrais privadas de comutação telefônica de pro-
priedade da concessionária, música ambiente, transmissão de dados
ou outros serviços correlatos.
Os materiais a serem utilizados na instalação devem ser rigo-
rosamente adequados às finalidades a que se destinam e devem
satisfazer as normas aplicáveis da ABNT. Devem ser adquiridos
em lojas especializadas, e a execução dos serviços, feita, preferen-
cialmente, por profissionais habilitados. Todas as modificações
que o construtor precisar introduzir em um projeto de tubulação
já aprovado necessitarão ser analisadas e aprovadas previamente
pela concessionária. 141
~ Em função da escassa bibliografia sobre o assunto, valemo-nos
-:,
Q)
;':
:,
do Manual de instalação telefônica Telesp (atual Vivo)* e da
Norma de instalações telefônicas em edifícios, da CPFL.
E"
<C Também foi importante para a pesquisa a Norma Telebras
Q)
"C 224-3115-01 /02, que aborda as instruções relativas aos procedi-
-...
o
Q)
·o
mentos que devem ser seguidos para a apresentação e aprovação
de projetos de tubulações telefônicas em prédios, e material
Q.
o específico fornecido pela Telesp (atual Vivo), que discorre sobre
Q)
<li
os procedimentos para a instalação de tubulação telefônica em
"'u residências.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU" ENTRADA TELEFÔNICA


-
~"'
< li
e: Geralmente, a entrada telefônica segue praticamente o mesmo
critério de entrada de energia elétrica. Deve ser preservada uma
distância mínima de 20 cm entre os conduítes de telefonia, os da
eletricidade e os destinados a outros usos, como os computadores,
antena de TV, interfone e energia elétrica, para evitar interferências.
Para a entrada telefônica de uma casa, é utilizado o mesmo pos-
te particular previsto para a entrada de energia elétrica, seguindo
praticamente o mesmo critério. Esse poste pode ser de concreto
armado ou de ferro tubular, com 76 mm (3") de diâmetro.
No poste particular, a tubulação de entrada deve ser amarrada
e possuir curva de 180º na ponta (tipo "bengala"). A tubulação te-
lefônica de entrada deve ser compatível com o número de pontos
necessários na obra, conforme tabela na Norma Telebras 224-3115-
01/02, de PVC rígido, ferro esmaltado ou galvanizado, não sendo
permitido o uso de tubo flexível (corrugado).
A fixação do eletroduto no poste deve ser feita com fita de aço
inox, braçadeira ou arame galvanizado. Não é permitido o uso de
tubo flexível (corrugado).
As tubulações telefônicas devem ser embutidas em paredes
(preferencialmente) ou pisos, e as curvas utilizadas nas instalações
devem ser de 90º do tipo longa.
Por ocasião da construção ou reforma, deve-se deixar o con-
duíte embutido com arame-guia galvanizado de 16 mm para pos-
teriormente puxar o fio telefônico. O conduíte na parede externa
(sentido horizontal) deve ter sempre uma declividade em direção
à caixa de passagem para que a água condensada dentro do duto
*(Manual de Redes Telefôni-
escoe e não fique em contato com o fio telefônico.
cas Inte rnas: Tubulação Tele- A entrada direta pela fachada só é permitida em edificações
fôn ica em Préd ios - Projeto. v.
1. Departamento de Controle
sem recuo. Para casas com recuo, é necessário o poste particular de
Operacional. Telecom unica- acesso. Em qualquer situação, deve ser instalado, na fachada , um
142 ções de São Paulo S.A., 1985. suporte com abrigo e bloco XT2P, roldana para fio FE e parafuso
de fixação para conexão do fio telefônico FE. O suporte deve ficar
aproximadamente 20 cm distante da caixa de entrada, "bengala"
ou tubo de proteção, conforme o caso.
No caso de entrada telefônica pela fachada, com poste particu-
lar, devem ser instalados nele o suporte com abrigo e bloco XT2P,
roldana e parafuso, para a fixação e conexão do fio telefônico.

Figura 17.1 Entrada telefônica pelo piso.

Poste particular
Curva de 180° {bengala)
Fio telefônioo
Amarração
Tubo 19 mm (3/4'')
Caixa externa para entrada
Eletroduto de aterramente
Cavidada para inspeção
Haste de aterramente

o
Caixa de saída

Passeio

Curva longa 90º PVC rfgldo


Tubulação 19 mm (3/4'') PVC rígido

Figura 17.2 Detalhe da entrada. Figura 17.3 Curva 90º.

Tubul ação
de entrada

143
~ POSTE PARTICULAR PARA ENTRADA
-:,
Q)
;':
:, TELEFÔNICA
E"
<C Como mencionado, para a entrada telefônica de uma residên-
Q)
"C cia, é utilizado o mesmo poste particular previsto para a entrada
-...
o
Q)
·o
de energia elétrica, que pode ser de concreto armado ou de ferro
tubular, com 76 mm (3") de diâmetro .
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Tabela 17.1 Alturas mínimas para a entrada de cabos aéreos

Situações típicas
Altura mínima da ferragem
com relação ao passeio
Altura mínima do
eletroduto de entrada com
Q)
de entradas aéreas
(m) relação ao passeio (m)
'ºU"
-"'
~
< li
e:
Cabo aéreo do mesmo lado do ed ifício
Cabo aéreo do outro lado da rua
3,5
6
3
3
Edifício e m n íve l inferi or ao do passeio Estudo conjunto com a concessionári a

Os seguintes afastamentos mínimos devem ser observados


entre o cabo telefônico de entrada e os cabos de energia elétrica,
que alimentam o edifício:
• Cabos de baixa tensão: 0,6 m;
• Cabos de alta tensão: 2 m.

O poste particular para a entrada telefônica deve ser usado


sempre que houver recuo da edificação superior a cinco metros,
ou quando não for possível assegurar as alturas mínimas do fio
telefônico em relação ao piso acabado da rua.
Em edificações sem recuo, é permitida a entrada telefônica
direta pela fachada. Para imóveis com recuo, é necessário o poste
particular de acesso.
No caso de edificações já existentes, se o poste de entrada não
permitir as alturas mínimas preestabelecidas pela empresa forne-
cedora de telefonia, será necessário que se substitua o existente
ou que se instale outro poste auxiliar para que o telefone possa ser
ligado dentro dos padrões exigidos.
A distância mínima entre o fio de entrada de energia e o fio de
entrada telefônica, no poste particular, deve ser de 60 cm, e o fio
telefônico deve ficar sempre abaixo do fio de energia.

144
.!!!
e
Figura 17.4 Poste particular para entrada telefônica. .E!
<11
~
<11
Poste particular "O
li)

:~
1 XT2P
"O
...<11
Q.
li)
<11
'ºu-
-
ni
~
l i)
e

Curva de 180°
(bengala)
Fio
telefônico
FE - - - - - Tubo 19 mm (3/4")

Amarração

Caixa externa
para entrada

E
i
!
1
i Curva longa - Haste de aterramento
!i 90° PVC rígido
1 1
"4.;,.........

145
~ CAIXA EXTERNA PARA ENTRADA
-:,
Q)
;':
:, TELEFÔNICA
E"
<C A caixa externa utilizada para entrada telefôn ica deve ser de
Q)
"C chapa de ferro estampada, de 25 cm x 15 cm x 10 cm, própria para
-...
o
Q)
·o
embutir em paredes, provida de fundo de madeira de 15 mm de
espessura e porta com ventilação, tipo veneziana, a ser instalada
Q.
o próxima à base do poste.
Q)
<li
Se a tubulação de entrada do edifício for subterrânea, deverá
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
terminar em uma caixa subterrânea, que é dimensionada em função
do número total de pontos do edifício, conforme tabela:
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e: Tabela 17.2 Dimensionamento da caixa de entrada do edifício
Dimensões internas
Número total de
Tipo de caixa Comprimento Largura Altura
pontos do edifício
(cm) (cm) (cm)
Até 35 R1 650 35 50
De 36 a 140 R2 107 52 50
De 141 a 420 R3 120 120 130
Acima de 420 1 215 130 180

Figura 17.5 Caixa externa para entrada telefônica.

146
ATERRAMENTO
Objetivando aumentar a segurança do usuário e de seus equi-
pamentos telefônicos contra possíveis descargas atmosféricas, as
empresas concessionárias de telefonia exigem o aterramento do
sistema telefônico.
A haste de aterramento deve ser enterrada verticalmente e,
afastada, no mínimo, 2.500 mm de qualquer haste de aterramento
de energia elétrica e 500 mm de qualquer fundação. A haste de
aterramento de telefonia deve ser do tipo cilíndrico, de aço revestido
galvanicamente em cobre de 10 micra de espessura e dimensões
2,4 m x 15 mm (5/8") com conector apropriado para a conexão do
condutor de aterramento nela.
O condutor de aterramento deve ser de cobre, de seção mínima
de 10 mm2, isolado para 750 volts, cor verde/verde-amarelo, tão
curto e retilíneo quanto possível, sem dobras e emendas, e não ter
dispositivo que possa causar sua interrupção.
O condutor de aterramento deve ser protegido mecanicamente
por meio de eletrodutos de PVC enterrado, com diâmetro mínimo
de 20 mm (1/2").
É importante salientar que o ponto de ligação do condutor de
aterramento ao eletroduto de aterramento deve estar acessível por
ocasião da vistoria das instalações telefônicas. Somente após a sua
aprovação, a haste poderá ser coberta visando a reconstituir o piso.

RAMAL DE ENTRADA TELEFÔNICA


A tubulação de entrada telefônica de um prédio pode ser aérea
ou subterrânea. A tubulação será aérea quando: a rede telefônica
externa da concessionária no local for aérea; o número de pontos
telefônicos previsto para a edificação for igual ou inferior a 21;
for determinado pela concessionária, na aprovação do projeto de
tubulação telefônica do prédio. A tubulação de entrada deve ser
subterrânea quando: a rede externa no local for subterrânea; o
número de pontos telefônicos previsto para a edificação for supe-
rior a 21; o construtor optar pela entrada subterrânea por razões
estéticas; houver determinação da concessionária na aprovação do
projeto de tubulação telefônica da edificação.

147
~ ENTRADA AÉREA
-:,
Q)
;':
:,
e-
<C Figura 17.6 Tubulação de entrada aérea.
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Rede telefônica externa aérea
--····---{----------
Q.
o Cabo telefônico de entrada
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Tubulação de entrada

Q)

'ºU' Ali nhamento

-
~"'
< li
e:
da edificação

Caixa de distribuição -
geral ou sala de DG
1- 111 ,---:11= -=~---·--

··-----·····-----····-

Figura 17.7 Tubulação de entrada aérea com caixa de passagem.

o- f-<

- Tu bulação de entrada

• • o• • Caixa de
Caixa de
p assagem - -
• •
• • ••••
o
•~ distribuição
geral do prédio

148
ENTRADA SUBTERRÂNEA

Figura 17.8 Tubulação de entrada subterrânea.

Rede telefônica externa


(aérea ou subterrânea)
Alinhamento
......... J......... . da edificação

Caixa de distribuição
geral ou sala de DG

Tubulação de entrada

Cabo telefônico de entrada

~--··-----····-----····

PRUMADA TELEFÔNICA
Aprumada telefônica de um prédio corresponde a um conjunto
de meios físicos dispostos verticalmente, destinado à instalação de
blocos e cabos telefônicos para atendimento dos andares. Geral-
mente, é localizada em áreas comuns do prédio que apresentem a
maior continuidade vertical, do último andar até o andar térreo,
onde quase sempre está situada a caixa de distribuição geral.
Um prédio pode possuir mais de uma prumada, em razão de:
existência de obstáculos intransponíveis no trajeto da tubulação
vertical gerando desvio(s) na prumada; arquitetura da edificação
constituída por vários blocos separ ados sobre uma mesma base;
edifícios que possuam várias entradas com áreas de circulação
independentes. As prumadas telefônicas podem variar, de acordo
com as características, finalidades do prédio e o número de pontos
telefônicos acumulados.

149
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 17.9 Prumada convencional.

e-
<C Prumada
Q)
"C

-...
o
Q)
·o 11

Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:

Térreo o
Caixa de distribuição geral

Figura 17.10 Desvio de prumada.

Prumada

---
Desvio

Prumada

Térreo

150
Figura 17.11 Blocos de edifícios com prumadas independentes.

Prumada 111 Prumada 211 Prumada 311

1 1 1 1 1 1

1 1 1 1 1 1

11 11 11

11 11 11

11 11 11

1 1 1 1 1 1

1 1 1 1 1 1

11 11 11

11 11 11

11 11 11

1 1 1 1 1 1

Térreo
1

Subsolo
Bloco A Bloco B Bloco C

151
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 17.12 Esquema geral da tubulação telefônica de um edifício.

e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Prumada

Q.
o Caixa de distribuição
Q)
<li 5° andar
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU' 4° andar

-
~"'
< li
e:

3? and ar

2? andar

1º andar

Caixa de distribuição
geral
Tubulação
_é_r_re_o_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _.__
_T _____.+--secundária
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _......,_ Passeio
Rua
Tubulação de entrada
Subsolo

Caixa d e entrada
Caixa d e passagem do edifício

152
CAIXAS DE DISTRIBUIÇÃO
As caixas de distribuição (geral ou de passagem) são caixas
providas de uma ou duas portas com dobradiças, fechadura(s)
padronizada(s) e fundo de madeira compensada à prova d'água,
com espessura de 16 mm ou 19 mm. São próprias para instalações
em paredes, sendo encontradas no comércio em dois modelos: de
embutir e de sobrepor.

Figura 17.13 Caixas de distribuição geral, distribuição e de passagem (de embutir).

Moldura de acabamento
1

-
Moldura de acabamento ê ~ >- Dobradiça
1 Fechadura-
padrão -!Hr-----+•

- n- Dobradiça
•------+-11-- Fechadura-
padrão o
~ ,_ Ventilação
-

Ventilação Ventilação

Figura 17.14 Caixas de distribuição geral, distribuição e de passagem (de sobrepor).

1
Fechadura- - - Dobradiça
- padrão -----+•
- ..... Dobradiça 1
,------++-- Fechadura-padrão
~ - Ventilação o 1
- ~ f - - Ventilação

153
~ As caixas de distribuição geral, de distribuição e de passagem
-:,
Q)
;':
:,
devem ser instaladas a 130 cm do seu centro ao piso acabado e
devidamente niveladas, podendo variar de 90 cm a 130 cm quando
E" houver algum impedimento técnico, decorrente das características
<C
Q)
"C de construção do prédio.
-...
o
Q)
·o
As caixas de distribuição devem ser localizadas em áreas co-
muns, obrigatoriamente em áreas internas e cobertas da edificação
Q.
o ou em halls de serviços, se houver. Não devem ser localizadas: em
Q)
<li halls sociais, áreas que dificultam o acesso a elas, no interior de salão
"'u de festas, embutidas em paredes à prova de fogo e atrás de portas.
-
·;:
' Q/
ü:i As caixas de passagem, de distribuição e distribuição geral, ins-
<li
Q) taladas dentro do edifício, são dimensionadas em função do número
'ºU" de pontos telefônicos acumulados em cada trecho da tubulação.
-"'
~
< li
e:
Quando o porte do edifício for tal, que exigir uma caixa de
distribuição geral de grandes dimensões, será necessário projetar
uma sala especial para o distribuidor geral.
As dimensões da sala do distribuidor geral devem ser deter-
minadas em conjunto entre a concessionária e o construtor, e
sua altura deve corresponder à altura do pavimento onde estiver
localizada.
A área necessária para a sala do distribuidor geral, pode ser
determinada em função do número de pontos telefônicos. Esses
critérios não são rígidos e servem apenas como orientação:
• Edifícios com até 1.000 pontos: 6 m 2 ;
• Edifícios com mais de 1.000 pontos: 1 m 2 adicional para
cada 500 pontos ou fração que ultrapassar os 1.000 pontos
iniciais.

+
130 cm

154
j 180º
.!!!
Tabela 17.3 Dimensionamento de caixas internas e
.E!
<11
Pontos Caixa de Caixa de Caixa de
~
acumulados distribuição distribuição passagem <11
"O
na caixa geral li)

Até 5 - - N.1
:~
"O
...<11
Q.
De 6 a 21 N. 4 N .3 N .2 li)
<11
De 22 a 35 N .5 N. 4 N .3 'ºu-
-
ni
~
De 36 a 70 N. 6 N .5 N. 4 l i)
e
D e 71 a 140 N. 7 N. 6 N. 5
De 141 a 280 N. 8 N. 7 N. 6
De 281 a 240 N . 8* N . 7* N . 6*

Acima de 420 Poço d e elevação (ver item 5.9)

* A critério da concessio nária, deverá ser utilizado poço de elevação.

Tabela 17.4 Dimensões padronizadas para as caixas internas

Dimensões internas
Caixas Altura Largura Profundidade
(cm) (cm) (cm)
N. 1 10 10 5
N.2 20 20 12
N.3 40 40 12
N. 4 60 60 12
N. 5 80 80 12

N.6 120 120 12


N. 7 150 150 15
N.8 200 200 20

155
~
CAIXAS DE SAÍDA
-:,
Q)
;':
:, As caixas de saída podem ser de dois tipos: de parede ou de
e-
<C piso. A caixa de saída de parede é de chapa metálica estampada,
Q)
"C
com furações para eletrodutos, própria para instalações embuti-
-...
o
Q)
·o
das em paredes. Essa caixa mede 10 cm x 10 cm x 5 cm. A caixa
de saída de piso é metálica, e própria para instalações embutidas
Q. no piso, provida de tampa removível, medindo 10 cm x 10 cm x
o
Q) 6,5 cm. Ambas as caixas são utilizadas para passagem de fio(s)
<li
telefônico(s) ou instalação de tomada telefônica.
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
As caixas de saída de parede devem ser instaladas a 30 cm do
centro ao piso, ou 130 cm do centro do piso acabado, para telefones
Q)
de parede.
'ºU'
-"'
~
< li
e:
As caixas de saída de piso devem ser instaladas de modo que
a tampa fique nivelada com o piso acabado.

Figura 17.16 Detalhes de instalação de caixas de saída de parede.

----[I]------------------------{I]------

130cm 130 cm

TE[J------
30 cm :

1 Piso acabado

156
.!!!
e
Figura 17.17 Caixas internas de passagem ou saída de parede. .E!
<11
~
<11
"O
li)

:~
"O
...
<11
Q.
li)
<11
'ºniu-
-
~
l i)
e

Figura 17.18 Instalação de caixa de saída de piso.

1 1 1 Tomada
' 1' '
1'
1
1'
telefônica
Caixa da piso 1, _____________ .. 1 1 1,. _____________
para tomada - 1-+
Piso
'J 1 1 'J

~ ~
,

D
'-"
Caixa de saída da piso
o ~
~

Figura 17.19 Caixa de saída de piso.

Tampa d e latão
removível e
regulável

157
~
TOMADAS DE TELEFONIA
-:,
Q)
;':
:, Embora ainda se encontrem as antigas tomadas de quat ro
E" pinos chatos em um plugue quadrado, o mercado atual apresenta
<C
Q)
"C modelos mais recentes de tomadas de telefonia. Esses modelos
-...
o
Q)
·o
obedecem ao padrão norte-americano, composto por um pequeno
terminal de plástico transparente. Além de mais discreto, ele é o
Q. de uso mais comum para aparelhos importados.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li Figura 17.20 Tomada telefônica padrão.
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

CRITÉRIO PARA PREVISÃO


DE PONTOS TELEFÔNICOS
As tubulações telefônicas são dimensionadas em função do
número de pontos telefônicos previstos para o edifício, acumulados
em cada uma de suas partes. Cada ponto telefônico corresponde à
demanda de um telefone principal ou qualquer outro serviço que
utilize pares físicos e que deva ser conectado à rede pública, não
estando incluídas nessa previsão as extensões dos telefones ou
serviços principais.
Os critérios para a previsão do número de pontos telefônicos
são fixados em função do tipo de edificação e do uso a que se des-
tinam, ou seja:

Residências ou apartamentos
de até dois quartos: um ponto telefônico;
de três quartos: dois pontos telefônicos;
158 de quatro ou mais quartos: t rês pontos telefônicos.
Lojas
Um ponto telefônico para cada 50 m 2 .

Escritórios
Um ponto telefônico para cada 10 m 2 .

Indústrias
área de escritórios: um ponto telefônico a cada 10 m 2 ;
área de produção: estudos especiais, a critério do proprietário.

Cinemas, teatros, supermercados, depósitos,


armazéns, hotéis e outros
estudos especiais, em conjunto com a concessionária, respeitan-
do os limites estabelecidos nos critérios anteriores.

CRITÉRIO PARA PREVISÃO


DE CAIXAS DE SAÍDA
O número de caixas de saída previsto para uma determinada
parte de um edifício deve corresponder ao número de pontos
telefônicos mais as extensões necessárias para aquela parte do
prédio.
O número de caixas de saída e sua localização devem ser
determinados de acordo com os seguintes critérios, respeitan-
do-se sempre os valores estabelecidos na previsão de pontos
telefônicos:

RESIDÊNCIAS OU APARTAMENTOS
Prever, no mínimo, uma caixa de saída na sala, na copa ou
cozinha e nos quartos. As seguintes regras gerais devem ser
observadas na localização dessas caixas de saída:
• Sala - a caixa de saída deve ficar, de preferência, no hall
de entrada, se houver, e sempre que possível, próximo à
cozinha. As caixas previstas devem ser localizadas na
parede, a 30 cm do piso. 159
~ • Quartos - se for conhecida a provável posição das cabecei-
-:,
Q)
;':
:,
ras das camas, as caixas de saída devem ser localizadas ao
lado dessa posição, na parede, a 30 cm do piso.
E"
<C • Cozinha - a caixa de saída deve ser localizada a 1,5 m do
Q)
"C
piso (caixa para telefone de parede) e não deverá ficar
-...
o
Q)
·o nos locais onde provavelmente serão instalados o fogão, a
geladeira, a pia ou os armários .
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
LOJAS
As caixas de saída devem ser projetadas nos locais onde es-
Q)

'ºU" tiverem previstos os balcões, as caixas registradoras, as em-

-"'
~
< li
e:
pacotadeiras e mesas de trabalho, evitando-se as paredes nas
quais estiverem previstas prateleiras ou vitrines.

ESCRITÓRIOS
• Em áreas onde estiverem previstas até 10 caixas de saída,
as mesmas devem ser distribuídas equidistantemente ao
longo das paredes, a 30 cm do piso.
• Em áreas onde estiverem previstas mais de 10 caixas de saí-
da, deverão ser projetadas caixas de saída no piso, de modo
a distribuir uniformemente as caixas previstas dentro da
área a ser atendida. Nesse caso, é necessário projetar uma
malha de piso, com tubulação convencional ou canaletas.

FIO TELEFÔNICO
O fio telefônico praticamente não apresenta problema nas insta-
lações de telefonia, pelo fato de sua fabricação ser regida por normas
rígidas da Telebras, que homologa as empresas fabricantes. Os fios
para uso interno devem possuir condutores de cobre estanhado,
torcidos, isolados com PVC. Eles têm capacidade para dois ou três
condutores e sua seção deve ser de 0,6 mm, podendo ser usados
dentro de dutos ou fixados em paredes e rodapés, com presilhas
especiais. Portanto, as marcas existentes no mercado podem ser
adquiridas sem susto, pois têm a garantia de qualidade da Telebras.
A fiação telefônica deverá estar em um eletroduto separado da
fiação elétrica. Os eletrodutos que abrigam os fios devem ser rígidos,
sem costuras ou rebarbas, de ferro galvanizado, metal esmaltado
a quente, PVC ou similar.

160
.!!!
e
Figura 17.21 Fio telefônico para instalações internas (cor cinza). .E!
<11
~
<11
"O
li)

:~
"O
...<11
Q.
li)
<11
'ºu-
-
ni
~
l i)
e

CANALETAS DE PISO
São dutos de seção retangular de chapa de aço, latão ou PVC,
próprios para instalações no piso. Podem ser de dois tipos, depen-
dendo da sua utilização: duto retangular liso, utilizado para pas-
sagem de fios e/ou cabos telefônicos ou duto retangular modulado,
canaleta provida de luvas p ara saída de fios e/ou cabos telefônicos.
São utilizados dutos retangulares com seções transversais de
25 x 70 mm e 25 x 140 mm, em peças de 3 m de comprimento. As
luvas de saída dos dutos retangulares modulados devem possuir
50 mm de diâmetro, e a distância entre elas deve ser de 150 cm.

161
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 17.22 Canaletas de piso.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Luva de saída
(0 50 mm)

Distância
ent re as luvas

CAIXAS DE DERIVAÇÃO
As caixas de derivação são utilizadas para junção e derivações
de canaletas. São normalmente utilizadas nos sistemas de distri-
buição telefônica de piso.

Figura 17.23 Caixas de derivação.

o o
162
o
O projetista deve ter sempre em mente os símbolos mais usa-
dos, de modo que possa ler (interpretar) os projetos de instalação
elétrica. Existe grande diversidade de representações. Sabendo as
quantidades de pontos de luz, tomadas e o tipo de fornecimento,
o projetista pode elaborar sua simbologia e dar início ao desenho
do projeto elétrico na planta da edificação. De qualquer maneira, a
legenda completa deve abranger todos os símbolos e abreviaturas
utilizados no projeto e ser colocada em todas as pranchas para uma
perfeita interpretação dos desenhos.

SIMBOLOGIA UTILIZADA NAS


INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Os símbolos gráficos para instalações elétricas, por se tratar
de uma forma de linguagem, bem como todo o conjunto que com-
pleta um determinado projeto (esquemas, detalhes, desenhos etc.)
devem ser compreensíveis. A simbologia deve ser clara e de fácil
interpretação para os que a utilizarem. É importante ressaltar que
toda simbologia está subordinada a regras, particularmente, a NBR
5444 - símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.

Tabela 18.1 Dutos e distribuição

Símbolo Significado Observações

<e., 25 Eletroduto embutido no teto ou parede

-t_õTs"'- Eletroduto embutido no piso


Todas as dimensões e m mm.
Indicar a seção se não for de 15 mm
Telefone no teto

-·-·- Telefone no piso

(con tinua) 163


~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.1 Dutos e distribuição (continuação)
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Tubulação para campaínha, som,
Q)
"C -···---·- anunciador o u outro sistema
Ind icar, na legenda, o sistema passante

-o
Q)
·o... 1
1
Condutor de fase no interior do
Q. eletrod uto
o
Q)
<li
-, Condu tor neutro no interior do
1

"'
u eletroduto
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
1
Condutor de reto rn o no interior do
eletrod uto
Cada traço representa um condutor
Indicar seção, núme ro de condutores,
Q)
núm ero do circuito e a seção dos
'ºU' Conduto r terra no interior do condutores, exceto se forem de
-
~"'
< li
e:
+
T
eletroduto
Condutor positivo no interior do
1,5 mm 2

eletroduto

- Condu tor negativo no interio r do


eletrod uto

_ T_ T_ Ind icar a seção utilizada;


Cordoalha de terra
50. em 50. significa 50 mm 2

__,J.
Leito de cabos com um circui to
passante composto por três fases, cada 25. signifi ca 25 mm 2
, T um por dois cabos de 25 mm 2 mais dois 10. significa 10 mm 2
3 (2 X 25 .) + 2 X 10.
cabos de neutro de seção de 10 mm 2
1
1

- - ..m.. - -
Cai xa de passage m
Caixa de passagem no piso Dimensões em mm
(200 X 200 X 100)

1
1
__ ...0.... __ Caixa de passagem no teto Dimensões em mm
Caixa de passagem
(200 X 200 X 100 )

(rl)
_____jL__ Ind icar a altura e, se necessário,
Cai xa de passage m Caixa de passagem na parede
(200 X 200 X 100)
detalhar (d imensões em mm )

/ Eletroduto que sobe

/ Eletroduto que desce

164
/ Eletroduto que passa descendo

(con tinua)
ra
u
Tabela 18.1 Dutos e distribuição (continuação) 'iii
,ra
CC
Símbolo Significado Observações ra
'So
o

/ l l _l l N_
Eletrod uto que passa subindo

No desenho, aparecem quatro sistemas


õ
..e
E
i.ii

A
que são habitualmente:
1- luz e força
Sistema de calha de piso
11 - telefone (Telebrás)
Caixa de passagem
Ili -Telefone (P(A)BX, KS, ramais)
IV - Especiais (Comun icações)
Condutor seção 1,0 mm 2 , fase para
t campaínha
Condutor seção
'= 1,0 mm 2 , neutro para campaínha
Se for de seção maior, ind icá- la

Conduto r seção
! 1,0 mm 2 , retorno para campaínha

Tabela 18.2 Quadros de distribuição


Símbolo Significado Observações

~ Q uad ro parcial de luz e fo rça aparente

Quadro parcial de luz e força embutido

,1.a11..11..11J11 Quadro ge ral de luz e fo rça aparente


Indicar as cargas de luz e m watts e de
fo rça em W ou kW
,li. 1,,,. Quadro ge ral de luz e fo rça embutido

~ Caixa de telefones

1 waii, 1 Caixa para med ido r

165
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.3 Interruptores (simbologia utilizada em plantas)
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Q)
"C

-...
o o Interrupto r de uma seção
Letra minúscul a indi ca o ponto
comandado
Q)
·o
Q.
o w Interrupto r de duas seções
Letra s minú sculas indicam os pontos
comandad os

~
Q)
<li
Letras minú sculas indicam os pontos
"'u Interrupto r de três seções
-
·.:::
a
comandados


' Q/
ü:i
<li Letra minúscula indi ca o ponto
Q)
Interruptor paralelo o u Three-Way
'ºU' comandado

-"'
~
< li
e: (J Interruptor intermediário o u Four-Way
Letra minúscul a indi ca o ponto
comandado

@ Botão de minuteria

~
Botão de campainha na parede
(ou comando à distância)

~
Botão d e campainha no piso
(ou comando à distância)

Tabela 18.4 Interruptores (simbologia utilizada em diagramas)

Símbolo Significado Observações

1 1 Fusível Ind icar tensão, correntes no minais

Chave seccionadora com fusíveis, Ind icar te nsão, correntes no minais.


~o- abertura e m carga Ex.: c have tripolar

~
Chave seccionadora com fusíveis, Ind icar tensão, correntes no minais.
abertura com carga Ex.: c have bipolar
Chave seccionadora abertura se m Indicar te nsão, correntes no minais.
~o- carga Ex.: c have mo nopolar

~)-- Chave seccionado ra abe rtura em carga Indicar tensão, correntes nominais

Indicar tensão, corrente, potência,


~ Disjuntor a ó leo capacidade nominal de interrup ção e
polaridade
Indicar te nsão, corrente, potência,
,--... Disjuntor a seco capacidade nominal de interrup ção e
--0 o-
polaridade através de traços
o-
--0-- Chave reve rsara
166 o-
ra
u
Tabela 18.5 Luminárias, refletores, lâmpadas ·;;;
,ra
CC
Símbolo Significado Observações

ª
ra
'So
Ponto de luz incandesce nte no teto A letra minúscula indica o p onto de o
õ
p ara indi car o núm ero de lâmpad as e a comando, e o número entre d ois ..e
-
4
x 100W p otê ncia em w atts traços, o ci rc uito corresp o ndente E
i.ii
Ponto de luz incandesce nte na parede
D eve-se ind icar a altura d a arande la
l : Q x 60W
(arandela)

Ponto de luz incandesce nte no teto


-4 @ x 100W
(embu tid o)

Ponto de luz flu o rescente no teto A letra minúscula indica o p onto de


(ind icar o número d e lâmpadas e na comando e o núm ero entre d ois traços
-4 ~ x 20W legenda o tipo d e partida e reator o ci rcuito corresp o nde nte

JQI,,ow Ponto de luz flu o rescente na pared e D eve-se ind icar a altura d a lum inári a

Ponto de luz flu o rescente no teto


_4.[@l x20W (embutid o)

Ponto de luz incandesce nte no teto


-4-~
em ci rc uito vi gia (e mergência)

_J t, 1
Ponto de luz flu o rescente no teto
em ci rc uito vi gia (e mergência)

1 Sinalização de tráfego (rampas,


entrad as etc.)

(%) Lâmpada d e sinalização

CI Refl eto r
Indicar potência, ten são e tipo de
lâmpadas

00 Pote com du as luminárias p ara


iluminação externa
Indicar potência, ten são e tipo de
lâmpadas

® Lâmpad a o b stáculo

@ M inu teria Di âmetro igual ao do interruptor

(con tinua)

167
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.5 Luminárias, refletores, lâmpadas (continuação)
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
-$- Ponto de luz de e me rgência na parede
com alimentação inde pende nte

Q.
o
Q)
<li
© Exaustor

Moto bomba para bombeamento da


"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
1 1 1
rese rva técnica de água para combate a
incêndio
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
Tabela 18.6 Tomadas
Símbolo Significado Observações

Tomada de luz na parede, baixa


1----C:?. (300 mm do piso acabado)
A potência d everá ser indicad a ao lado

~
Tomada de luz a meia altura (1.300 mm em W (exceto se for de 100 W) como
do piso acabado também o núm ero do ci rcuito corres-
pondente e a altura da tomada, se for di-

~
Tomada de luz alta (2.000 mm do piso
ferente da no rmati zada; se a tomada for
acabado)
de força, indicar o número de W ou kW

~ Tomada de luz no piso

~
Saída para telefone exte rn o na parede
(rede Telebrás)

1 '....
Saída para telefone exte rn o na parede
Especificar "h"
a uma altura "h"

1-<J Saída para telefone interno na parede

~ Saída para telefone exte rno no piso

[(g) Saída para telefone interno no piso

~ Tomada para rádio e televisão

(9 Relógio e létrico no teto

(con tinua)

168
ra
u
Tabela 18.6 Tomadas (continuação) 'iii
,ra
CC
Símbolo Significado Observações ra
'So
o
1-(9 Re lógio elétri co na pared e õ
..e
E
i.ii

©> Saída de som, no teto

1-©) Saída de som, na parede Ind icar a altura "h"

~ Cigarra

J--0 Campaínha

® Q uadro anunciad o r
D entro do círculo, indicar o número d e
cham adas em algari smos ro manos

Tabela 18.7 Motores e transformadores


Símbolo Significado Observações

dbG
I© Ge rad o r Indi car as características no minais

t Ml<&l) M otor Indi car as características no minais

---co- Transformad or de potência


Indi car a re lação d e tensões e valo res
no minais

e Transformad or de corrente (um


núcleo)
Indi car a re lação d e esp iras, cl asse d e
exatidão e nível d e isolame nto
í Tranform ado r de potencial
A barra de prim ári o deve ter um traço
mais grosso
Transformad or de corrente (d ois
s!e núcleos)

-§-- Retificado r

169
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.8 Acumuladores
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Q)
a) O traço lo ngo representa o polo
"C positivo e o traço curto, o polo
-...
o
Q)
negativo
·o
Q.
o
~~ Acumulador o u elemento de pilha
b) Este símbo lo poderá ser usado para
representar uma bateria se não ho uver
Q) risco de dúvida. Nesse caso, a tensão
<li
ou o número e o tipo dos elementos
"'u
-
·.:::
' Q/
devem ser indicados
ü:i
<li
Q)

'ºU'
~1111~ Bateria de acumuladores o u pilhas.
Forma 1
Sem indicação do número de
elementos

-"'
~
< li
e: ~~-~~ Forma
Bateria de acumuladores o u pilhas.
2
Sem indicação do número de
elementos

170
~
SIMBOLOGIA UTILIZADA NAS INSTALAÇÕES \.1
·;;;
'~
CC
DE TELEFONIA ~
·5o
o
õ
Tabela 18.9 Simbologia básica utilizada nas instalações prediais de telefonia ..o
E
i.ii
Descrição Em planta Em elevação

Caixa de saída o u de passagem para fi os, na parede,


a 30 cm d o ce ntro ao pi so J N. 1 ou 2 <J
Caixa de saída o u de passagem para fi os, na parede,
a 130 cm do centro ao piso ~ N. 1 ou 2 ~ 0
N.1,2, 3 .. . 8

~
Caixa de di stri buição ou passagem para cabos, na
p arede

Caixa de di stribu ição geral


~~ ~D. G.

Centro d o d istribuido r geral


J[ D.G .
IC 1
D .G.
1

Cubícul o em poço d e elevação


11 11 D
Caixa subterrânea para e menda o u passagem d e
cabos (p isos) D
LJ
Caixa de saída o u de passagem, para f ios no p iso
©
Tubul ação desce
~ ~
Tubul ação sobe
~ ~
No piso
Tubul ação No teto
--------

Sumári o d e contage m (a) po ntos po r andar;


(b ) pontos acumulad os no andar
- -
ffi 171
PARTE li
Antes de iniciar o projeto, o arquiteto deve efetuar um estudo
do terreno e a posteação da rua para definir a melhor localização do
conjunto: hidrômetro, medidor de energia elétrica, caixa de cor-
respondência, campainha com interfone e câmera de TV. Os equi-
pamentos de medição de água e energia elétrica serão instalados
pelas concessionárias, em local previamente preparado, dentro da
propriedade particular, preferencialmente no limite do terreno com
a via pública, em parede externa da própria edificação, em muros
divisórios, e servirão para medir o consumo de água e energia
elétrica da edificação.
A caixa que abriga o equipamento de medição de energia elé-
trica possui uma padronização quanto a tamanho e cor, contudo,
nada impede que seja enriquecida e principalmente bem localizada.
A solução ideal é embuti-la numa parede, ao lado do poste. Com a
caixa de medição embutida na alvenaria, deve-se pensar em uma
porta para protegê-la das intempéries (sol, chuva etc.) e integrá-la,
de forma harmoniosa, à arquitetura*.
A entrada de energia e água deve sempre compor com a ideia
usada para o poste, de modo que se consiga uma coerência de pa-
drões. Assim, se o poste foi embutido numa estrutura de alvenaria,
o mesmo deve acontecer com a caixa de medição, o que facilita a
medição do hidrômetro e do relógio de medição. A caixa de medi-
ção de energia deve ser instalada de maneira que sua face superior
fique a uma altura compreendida entre 1,4 m e 1,6 m em relação
ao piso acabado. Para o padrão poste com caixa incorporada, essa
altura deve ser de 1,7 m.
Até para facilitar a medição do hidrômetro e do relógio de
medição, as três peças (entrada de energia, água e poste) devem *(CAPOZZI, Sim one. Tire
formar um só elemento no projeto arquitetônico. partido de elementos
útei s, ma s pouco estéticos.
Arquitetura & Construção,
São Paulo, Abril, n. 7, p. 102-
103, jul. 1989.)
175
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 19.1 Localização da caixa de medição.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
Quadro de medição

Muro

1
Difícil acesso para leitura Calçada

Quadro de medição
(visor virado para o
passeio público)

Muro

L Fácil acesso para leitura Calçada

176
o
Figura 19.2a Localização preferencial da caixa de medição (dentro do terreno). .=!
e
....Cll
<O

Leitura voltada para a calçada ·":,=


e-
<
....o
·e
Cll

Q.
o
e
ra
º§
Cll
e
1.1,j

Cll
"O
o
ira
u-
=-õ
Cll
~
Cll
"O
...o
"O
ra
:,
o
o

Caixa de Caixa de
medição com medição com
o visor virado o visor virado
para o passeio para o passeio
público público

Caixa de
medição

177
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 19.2b Localização preferencial da caixa de medição (dentro
do terreno).
E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
Caixa
de medição

(Lateral esquerda ou direita)

Caixa de medição
com o visor virado
para o passeio
público

________ G_ _______ _, Caixa de medição


com o visor virado
para o passeio
público
178 (Limite de propriedade sem muro com a via púb lica)
Antes de ser introduzida essa atual variedade de aparelhos
eletrodomésticos em nossas casas, a instalação elétrica se resumia
a um simples passar de fios e conduítes. O surgimento de apare-
lhos cada vez mais sofisticados fez com que a importância de uma
instalação crescesse na mesma proporção.
Ao contrário das instalações dos aparelhos sanitários, porém,
a instalação de equipamentos de utilização de energia elétrica não
interfere tanto no projeto arquitetônico do p onto de vista estético
ou funcional.
Obviamente, um projeto elétrico mal concebido e mal dimensio-
nado comprometerá a qualidade da edificação, além de possibilitar
a ocorrência de sinistros.
Como quase tudo em uma obra, a chance de evitar esses pro-
blemas se dá antes da construção, no momento em que os projetos
arquitetônicos e estruturais estão sendo definidos. Tudo deve estar
perfeitamente interligado. A disposição dos ambientes, a área cons-
truída, o pé-direito, todos esses elementos têm influência direta
sobre o tipo de instalação a ser feita e do material a ser utilizado.
Os principais ap ar elhos eletrodomésticos utili zados nas
instalações residenciais são, por exemplo: geladeiras, chuveiros,
aquecedores de água instantâneos, ferro elétrico, aspiradores de
pó, máquinas de lavar pratos e roupas, circuladores de ar e aque-
cedores de ambiente (portáteis).
Esses aparelhos facilitam muito nossas vidas e trazem muito
conforto, mas alguns consomem bastante energia. A maioria deles
possui resistência, que é um componente elétrico que produz calor,
a partir de um considerável consumo de energia elétrica para o
seu funcionamento. Como exemplos de aparelhos que consomem
uma quantidade considerável de energia elétrica, podemos citar:
aquecedor central elétrico de água, torneira elétrica, secador a de
roupas, condicionador de ar e chuveiro elétrico.
179
~
SELO PROCEL
-:,
Q)
;':
:, Na hor a de comprar um apar elho é importante verificar se
E" o equipamento tem o selo Inmetro-Procel. O Instituto Nacional
<C
Q)
"C de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)
-...
o
Q)
·o
é uma autarquia feder al brasileira, vinculada ao Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O selo Procel
Q.
o
de Economia de Energia ou simplesmente selo Procel, tem por
Q) objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os
<li

"'u produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência ener-


-
·;:
' Q/
ü:i
<li
gética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia
na sua conta de energia elétrica. Também estimula a fabricação e
Q)
a comercialização de pr odutos mais eficientes, contribuindo para
'ºU" o desenvolvimento tecnológico e a preser vação do meio ambien-
-"'
~
< li
e:
te. Para saber o valor do consumo dos equipamentos dent ro de
uma casa, basta consultar a placa atrás de cada equipamento ou
o manual do fabricante, multiplicando a potência pelas horas de
uso durante o mês.

Figura 20.1 Selo Procel.

Energia (E lé tr i ca )
RE.FRGERAOOR

Fa1>11can1e ABCOEF
l\larca XYZ(logo)

ABCiA....,;iio,
IPOR/220

Mais eficiente

Monos onclonto

CONSUMO DE ENERGIA (kWh/mes)


~mro~dntitl'011Ci1t
XY,Z
\lolumo do COMpartlmonto rohigo,ado ( 000
\lolome do~mpaltimento oocon1111ado~/) 000
r....,...~,. do cx,ngo1a<1o< ('Cl a::E:J .1$
~~ ~ P M U..dl BiMU~1.. cw.wr~..... E,_...
,......,.~,..,..,_,,.:rw;a.lff.$RO>l,fô(f
rntt""""" M lrwlfit1>•~MUM.ltlllil ,........,..1
... _tlho.

. PROCEL ..... =:."::..."':::....... I


/NMETRO
lMPORTANTlli:: A R Et.40Ç.Ji.O 01.:1.TA 11.TlQUlli:TA A NTlêS 0A VIE:NOA '=ST Â
1::.M 01!5ACOIROO COM O CÔOIGO 011!! D l!fl!!SA 00 CON SUMI~

180 Fonte: lnmetro


~
RUÍDOS EM ELETRODOMÉSTICOS
Atualmente, o consumidor está mais atento às construções
-:,
Q)
·":,
'=
com melhor desempenho acústico, reclama por apartamentos mais e-
<~
silenciosos. Isso também está acontecendo com relação a compra
E
de eletrodomésticos com menores níveis de ruído. o\.1
Desde fevereiro de 2014, alguns eletrodomésticos estão sendo "'Q)\.1
~
fabricados com um selo que visa classificar barulho emitido por ...
eletrodomésticos, o Selo Ruído. A versão atual do Selo, além de in-
formar o Nível de Potência Sonora do produto, apresenta um gráfico
-Q)
e
"'
~
:,
de cores e uma escala de 1 a 5, que representa do mais silencioso "'Q)
ao menos silencioso, mais ou menos como é a classificação no Selo
Procel para consumo de energia elétrica nos eletrodomésticos. -"'
o
e
Q)
E
Sem dúvida é uma grande evolução para popularizar o selo e ~

incentivar o consumo de produtos mais silenciosos. .9-


:::,
r::r
1.1,j

o"'

Figura 20.2 Selo Ruído.

g
4 li g
3 • • ·8
2- 11 11 -ª
XX
E
-----~
dB (A)
-~~.1 11 11111
- - 11- ·:g
Nível de
Potência Sonora

Fornecedor
~
~ PPIIOQRAM A
e,utJ!r:U,l'QClt
ET1QU'&'QGI M

Fonte: lnmet ro

181
"':,...
-Q)
;':
:,
...
O"
<C
Equipamento Marca Observações
Altura
Q)
"C Consu l 47,6 61, 8
-...
o Minigeladeira
Consu l Para hotéis 57,5 51,6
-+-
66,7

D
Q)
·o Prosdócimo Para escritórios 62, 8 54,3
-+-
90,5
Q. -+-
o Prosdócimo 62, 8 54,3 96,4
Q) +
<li
Brastemp 63, 0 54,5 89,5
"'
u
-
·.:::
'Q/
ü:i
<li
Fogão de 4 bocas
Brastemp
Brastemp
Quali ty li
DeVi lle
51,0
56,0
43,0
61,0
87,0
85,0

li
Q)
Continental 2001 - Plaza 51,0 54,0 83,0
'ºU'
-
~"'
<li
e:
o
Continental
Dako
Esmaltec
2001 - Grand Prix
Comodore
Ipanema
56,0
52,0
52,6
61,0
60,0
60,0
86,0
86,0
83, 8
Freezer vertical Brastemp 61,0 68, 2 1,40
-+-

D
Brastemp Frost Free 61,0 65,2 1,67
-+-
Consu l 62,0 65,0 1,46
-+-

Metalfrio 63,0 65,2 1,62

Freezer horizontal Consul 78,0 77,5 91,0


Metalfrio 62,6 1,33 93, 7

=
Esmaltec 65,6 77,5 91,0
Consu l 1,37 77,5 91,0
Coifas 60,0 60,0 15,0
Sistema de exaustão -+-

~
com dutos 80,0 60,0 15,0
Suggar +

Sistema de exaustão
sem dutos
60,0

80,0
60,0

60,0
- 15,0

15,0

Ge ladeira Consul 70,0 67,0 1,67

D
Brastemp Twin Sistem 75, 0 70,0 1,79
Brastemp Frost Free 71,0 66,0 1,71
(Padrão) 75,0 71,0 1,79
Freezer Consu l 61,0 65,0 1,45

D
+
Brastemp 62,0 62,0 1,44
-+-

(Padrão) 62,0 65,0 1,67

(continua )

182
"'...
-:,
Q)
·"=
:,
Equipamento Marca Observações ...C"
<!'.
Largura Altura
Fogão de seis bocas Brastemp 76,0 62,0 87,0 "'
E
o\,1
~~~ Continental 76,0 60,0 87,0 <ll
Q)

~~~
\,1
._
"'
(Padrão) 76,0 62,0 87,0 ...
Máq. de lavar roupa
Enxuta
Continental
Pa ra cima da banca 43,0 51,0 58,0 -Q)

e
<ll
60,0 62,0 87,0
"'

D
:,
<ll
Brastemp 61,0 66,0 88,0 Q)

-
<ll
Brastemp Para cima da banca 48,0 54,0 59,0 o
e
(Padrão) 61,0 66,0 88,0 Q)

E
Fogão de seis bocas "'
Sanyo 59,0 45,0 40,0 .9-
~~~
:,
C"

~rn~ 1
1.1,j

<ll
(Padrão) 60,0 49,0 40,0 o
Máq. de lavar roupa
Arno 51,0 49,0 94,0

GJ
Máq. de secar roupa
Brastemp

(Padrão)

Brastemp
Com tampa aberta 61,0

68,0

60,0
52,0

63,0

52,0
91 /1,26

94/1,30

78,0

D
Ar-condicionado
(Padrão)

Consu l 3/4 hp
60,0

47,0
52,0

56,5
83,0

31 ,5

Consu l 1 hp 66,0 70,0 40,0

Consul 3 hp 69,0 84,0 55,3

Fonte: TESC H, Nilson. Elementos e normas para desenhos e projetos de arquitetura. Rio de J anei ro: Tec noprint, 1979.

183
Durante o planejamento da obra, particularmente na etapa de
elaboração dos projetos, é preciso prever a instalação de diversos
pontos de elétrica, de hidráulica e de gás em vários ambientes.
Quem define a quantidade, a tipologia e a distribuição desses
pontos ao longo da área disponível são o arquiteto e/ou o projetista
de instalações (elétrica ou hidráulica) que, para a realização des-
se dimensionamento, toma como base a metragem da área a ser
trabalhada, as particularidades arquitetônicas do local e algumas
diretrizes definidas por órgãos municipais, concessionárias, Corpo
de Bombeiros e normas técnicas brasileiras.*
As principais condicionantes para a previsão desses pontos
são a taxa de ocupação estimada e o uso da edificação. Os pontos
de elétrica não podem ser escassos, muito menos excessivos (veja
a seção "Quantidade mínima de tomadas"). A falta de pontos pode
significar áreas desabastecidas, desconforto para o usuário final etc.
Já a quantidade exagerada de pontos nas áreas comuns propiciará
ao empreendimento maior consumo de energia e pode configurar
baixa eficiência energética. Por outro lado, é importante ressaltar que
um dos grandes desafios impostos aos projetistas, nos dias atuais, é
justamente equilibrar as necessidades dos empreendimentos e dos
usuários, cada vez mais amplas, com questões de sustentabilidade.
As normas da ABNT podem servir como uma orientação na
hora de se definir a estratégia de distribuição dos pontos de consu-
mo, ainda que essas normas nem sempre deem conta de atender a
todas as situações e possibilidades que podem existir em projetos.
Quanto à iluminação, a NBR 54143 - !luminância de interiores,
determina a iluminância mínima necessária para cada área comum
de diferentes tipos de edifícios. Em relação aos pontos de luz de
emergência, eles precisam atender de forma eficiente e racional
aos principais locais da edificação. É recomendável muita atenção
*(NAKAMURA, Juliana. às normas das concessionárias e do Corpo de Bombeiros local,
Água em áreas comuns. que podem exigir a implementação de um sistema de alimentação
Téchne, São Paulo, Pini, ininterrupta (USP), com baterias ou no-breaks, para alimentar as
n. 168, p. 54-56, mar. 2011.)
184 luzes de emergência.
A compatibilização dos projetos e uma boa comunicação entre
arquiteto, projetista de instalações elétricas e empreendedor são
fundamentais para minimizar erros no dimensionamento e distri-
buição dos pontos de elétrica. A falta de coordenação e entendi-
mento entre os profissionais envolvidos na elaboração dos projetos
pode gerar er ros na distribuição dos pontos, podendo causar a
escassez em determinados lugares ou uma quantidade excessiva
em outras áreas do edifício.
A seguir, apresentam-se algumas sugestões para a instalação
dos pontos de elétrica em projetos residenciais.

SALA
As tomadas e interruptores só costumam ser foco de atenção no
momento em que se constata sua ausência em determinado ponto
da residência. Por essa razão, alguns arquitetos e decoradores que
trabalham com designers de interiores orientam sobre a importân-
cia de se observar a quantidade e a posição desses terminais em
cada ambiente, antes de decorar.
Para as salas, deve-se obser var a localização dos pontos, de
acordo com o layout do local, e também os interruptores three-
-ways, que devem ser instalados na entrada da sala de estar, e na
porta que acesso à área íntima da casa.
Deve-se observar também se os disp ositivos (tomadas e
interruptores) estão em altura adequada e, além da quantidade
mínima necessária, é recomendável instalar tomadas a mais para
uso esporádico, como carregar celular, ligar o aspirador de pó etc.
Além da quantidade suficiente de tomadas e interruptores
outra questão importante é a harmonia entre esses dispositivos e
a decoração.
Hoje, o aspecto estético, funcional e decorativo do segmento de
interruptores e tomadas, em nosso país, é muito diversificada. As
empresas que se sobressaem buscam design arrojado, novas cores
e formas, tornando mais amplo esse item na decoração.
A seguir, apresentam-se algumas sugestões de pontos para a
instalação desses dispositivos em salas de estar e jantar:
• Interruptores em paralelo - em escadas e salas grandes,
dois interruptores para mesma lâmpada, em cantos opostos.
• Pontos de luz - as demais lâmpadas dependem de um
projeto de iluminação, mas a mesa de jantar precisa estar
sob um ponto.

185
~ ESCRITÓRIO
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Q)
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:, Em ambientes como escritórios, sugere-se:
e-
<C
Q)
• Ponto de telefone - além da linha de uso geral, uma ex-
"C clusiva para a internet, mesmo que só haja uma linha, é
-...
o
Q)
·o

recomendável deixar a tubulação pronta para a próxima.
Tomada com fio terra - instalada acima da bancada de
Q.
o trabalho para computador.
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QUARTO
Q)

'ºU' É usual que em cada ambiente, especialmente nos quartos,

-
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e:
exista somente um ponto de antena e telefone, e estes devem estar
na mesma parede da cabeceira. Ainda nos quartos, o ideal é o uso
de three-ways, ou seja, um interruptor junto à porta de entrada, e
outro a um dos lados da cabeceira da cama.
A seguir, apresentam-se algumas sugestões de pontos de elé-
trica para o quarto:
• Interruptor de luz na cabeceira - para maior comodidade;
• D immer - colocado perto da cama, se possível, permite
regular a intensidade da luz;
• O ar-condicionado requer uma tomada de 220 V, colocada a
mais de 1,5 m do chão (no caso de ar-condicionado de janela);
• Tomada no armário - para desumidificador ( contra mofo);
• Ponto de antena de TV.

TERRAÇO
Em terraços usualmente é previsto um ponto de tomada de
uso geral na varanda.

BANHEIROS
Todas as partes das instalações elétricas devem ser projeta-
das e executadas de modo que seja possível prevenir, por meios
seguros, os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de
acidentes.
Como se sabe, água e eletricidade fazem uma combinação
perigosa, portanto qualquer manejo na parte elétrica de sanitários
deverá ser feito por um profissional, usando lâmpadas, aparelhos e
186 bulbos especialmente projetados para lugares úmidos.
Como a água é boa condutora de eletricidade, é preciso ter
muito cuidado ao usar e (ou) colocar aparelhos elétricos em lu-
gares molhados (por exemplo, quando estiver no chuveiro ou na
banheira).
Outra recomendação importante é, quando estiver utilizando
algum aparelho elétrico, não encostar em canos metálicos de água.
Como eles estão em contato com a terra, a corrente elétrica poderá
passar através de seu corpo.
E
Q)
As lâmpadas de baixa voltagem podem ser usadas com segu-
rança, se os bulbos forem lacrados para a proteção contra vapor e .8"'e:
condensação. ~
Q)
"O
É importante que os circuitos que atendem aos sanitários o
estejam protegidos pelo disjuntor DR, conforme a NBR 5410 exige. '"'·s;"'
Normalmente, o b anheiro é um lugar para relaxar depois de ~
Q.
uma dia de trab alho, então a luz deve ser tênue. Luz pendente
pode ser excessiva e pr ovocar muitas sombras, por isso o pro-
jetista deve opta r por luzes de parede, colocando-as acima da
altura dos olhos para promover uma iluminação mais agradável.
O espelho do banheiro requer um cuidado especial, pois as pes-
soas irão utilizá-lo para fazer a barba, passar maquiagem etc.
Uma boa dica é usar lâmpada com filamento de t ungstênio em
volta do espelho, como nos camarins, porque ela projeta uma luz
mais quente na face, evitando o efeito depreciativo associado a
banheiros de restaurantes e ba res.
A seguir, apresentam-se sugestões para pontos de iluminação
e tomadas em banheiros:
• Ponto de luz - para uma lâmpada acima do espelho.
• Tomada- perto da pia, para barbeador e secador de cabelos.
• Ponto elétrico - para o chuveiro; mesmo se houver aqueci-
mento central, ele pode falhar.
• Ponto elétrico - de água e esgoto para banheira de hidro-
massagem.

187
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Q)
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Figura 21.1 Luminária no forro, tomada e interruptor.

Forro
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<li Tomada interna
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Figura 21.2 Arandela na parede, tomada e interruptor.

Arandela + ---- ----

127/220V
TOM/INT
190 cm

~
110 cm

188
Figura 21.3 Altura de chuveiro, tomada e interruptor para banheira.

127/220 V

Chuveiro

Obs.: acionamento de banheiras


E
ü com proteção específica
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(ver manual do fabricante).
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§
N

Banheira

Obs.: N: consultar o catálogo do fabricante.

189
~ COZINHA
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Q)
;':
:, Hoje, os eletrodomésticos estão mais funcionais, como, por
E" exemplo, os fornos de micro-ondas, as geladeiras com programação
<C
Q)
"C
digital e muitas outras inovações.
-...
o
Q)
·o
Por essa razão, o projeto de instalação elétrica da cozinha
deve ser muito bem planejado, antes da execução da obra, e estar
Q.
o harmonizado com o projeto arquitetônico e estrutural do edifício.
Q)
<li Isso vale não apenas para a cozinha, mas também para todos os
"'u ambientes da residência.
-
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' Q/
ü:i Portanto, a preocupação com a cozinha deve ser maior, pelo
<li
Q) fato de ela concentrar um grande número de eletrodomésticos
'ºU" com grande potência, como torneira elétrica,jreezers, geladeiras,
-"'
~
< li
e:
máquina de lavar louças, forno de micro-ondas etc.
Para o bom funcionamento de uma cozinha, deve-se distribuir
os seus elementos formando o que se chama de "triângulo de traba-
lho", cujos três vértices são a pia, a geladeira e o fogão, como visto
na Figura 21.4. Essa é a forma que permite que a pessoa trabalhe
com o menor número de movimentos de um ponto a outro quando
está preparando as refeições.
Entretanto, na prática, nem sempre o ambiente permite essa
distribuição, chamada "triângulo de trabalho". Por isso, considera-se
a forma do ambiente tentando distribuir os elementos (pia, gela-
deira e fogão) preservando essa ideia, da melhor maneira possível.
A seguir, apresentam-se algumas sugestões para a instalação
de pontos de iluminação e tomadas em cozinhas:
• Ponto de luz - uma bancada bem iluminada facilita o tra-
balho no fogão, especialmente à noite.
• Tomada perto da bancada de trabalho - deve haver pelo
menos um ponto (110 V ou 220 V) para ligar cafeteira, tor-
radeira, liquidificador e outros equipamentos que fiquem
sempre à mão.
• Ponto elétrico para coifa - essencial para a renovação do
ar, em geral, pede um ponto de 220 V, que deve ficar perto
do teto.
• Tomadas com fio terra - geladeira, Jreezer, máquina de
lavar, micro-ondas e outros aparelhos que consomem muita
energia devem ter circuitos independentes.

190
Figura 21.4 Triângulo de trabalho.

Pia

Cada lado com

Área até 6 m2

Geladeira Fogão

Figura 21.Sa Exemplos de formatos de cozinha.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura
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Figura 21.Sc Exemplos de formatos de cozinha.

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ÁREA DE SERVIÇO
Como já visto, a NBR 5410 estabelece a quantidade de tomadas
de uso geral a partir do cômodo em estudo, fazendo-se necessário
ter: ou o valor da área; ou o valor do perímetro; ou o valor da área
e do perímetro.
Em cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos
se estabelece, no mínimo, um ponto de tomada para cada 3,5 m
ou fração de perímetro, independentemente da área. No caso da
cozinha e da área de serviço, é preciso até mais tomadas além
desse mínimo, pois a segurança é o primeiro item a ser observado
em qualquer instalação elétrica.
A seguir, apresenta-se uma sugestão para a instalação de to-
madas em áreas de serviço:
• Tomada para máquina de lavar roupa.
• Tomada acima da bancada para fer ro elétrico.
• Tomada para secadora de roupa.

PONTOS EXTERNOS
• Pontos de luz - para iluminação no jardim ou na piscina.
193
A instalação de antenas, aparentemente, é uma tarefa bas-
tante simples, mas que exige alguns cuidados. Pode ser uma
atividade de risco quando efetuada próxima a redes elétricas, já
que os suportes dessas antenas, em geral, são metálicos e condu-
tores de eletricidade. Dessa forma, a instalação de antenas deve
ser feita por um profissional qualificado e obedecer aos seguintes
requisitos:
• Ser bem fixada para evitar a sua queda sobre as redes elétricas.
• Não ser instalada pr óxima a para-raios e nem interligar o
seu cabo aos condutores elétricos desses equipamentos de
proteção.
• Jamais ar remessar o cabo utilizado para ligação de antenas
sobre a rede elétrica, mesmo que ele seja encapado. A capa-
cidade de isolamento do cabo não é suficiente para evitar a
passagem da eletricidade existente nas redes elétricas.
• Não utilizar marquises de edifícios para a instalação de an-
tenas, pois, geralmente, ficam próximas das redes elétricas.
• Se a antena cair sobre a rede elétrica, não tentar resgatá-la.
Ligar imediatamente para a concessionária de energia local.

Existem no mercado muitos tipos de antenas que são utili-


zadas para várias finalidades, por exemplo, receber e transmitir
sinais de televisão.
As antenas parabólicas canalizam o sinal em forma de cone,
sendo indicadas para aplicações de longa distância. A antena se-
miparabólica, uma variação da parabólica, emite o sinal de forma
elíptica. Os modelosgrid (grelha) são menos suscetíveis à ação dos
ventos em razão de eles passarem através da estrutura em forma
de gaiola; seu sinal pode chegar de 40 km a 50 km em condições
eletricamente visuais.
194
As antenas setoriais têm formato amplo e plano. Normalmente,
são montadas em paredes, podendo ser internas ou externas. São
mais recomendadas para links entre prédios com distâncias de
até 8 km. Algumas podem operar até 3 km, dependendo do ganho
específico no projeto.
As antenas do tipo Yagi são rígidas e usadas externamente
em ambientes de condições hostis. Foram projetadas para resistir
a formação de gelo, chuva pesada, neve e ventos fortes. Os sinais
podem chegar a 30 km, em condições eletricamente visuais.
Nas edificações existem dois tipos de antenas para aplicações
wireless: omnidirecional e direcional.
Na escolha do modelo de antena mais adequado para a sua
aplicação wireless, alguns cuidados devem ser considerados, pois
o sucesso do projeto depende fundamentalmente do sistema irra-
diante (distância, largura da onda, ganho)*.
Nas instalações prediais, existem basicamente três tipos de
cabos para descida de antena de televisão. Os utilizados inter-
namente, para a ligação do aparelho à antena externa, possuem
condutor de cobre nu, flexível, de têmpera mole e isolação de
polietileno. Já os utilizados para a ligação externa, que vai até a
antena externa, têm capa protetora, também em polietileno, para
. . as
resistir ' mtempen
. / .es ** .

Outro tipo de cabo para a ligação do aparelho com a antena é o


coaxial. Ele é formado por um fio de cobre isolado com polietile-
no, com mais uma blindagem, em malhas de fios de cobre, e conta
ainda com uma capa externa de PVC. Pelo seu isolamento, garante
imagens mais nítidas, sem a formação de "fantasmas".

* ( Fonte: http://antenas.
com.v ia6.com.)
**( ROCHA NETO, Silvério.
Fios e cabos residenciais.
Arquitetura & Construção,
São Paulo, Abril, n. 8, p. 116-
117, ago. 1989.) 195
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Figura 22.1 Instalação de antena coletiva de rádio e televisão.

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e:

- Base para montagem das antenas de 1" de diâmetro, galvanizado


- Antena de rádio
- Antena de TV
- Tubo galvanizado para entrada dos cabos (2" de diâmetro)
- Quadro de madeira com disjuntor monofásico e duas tomadas
- Caixa de 4" x 4" ou 5 " x 5 "
- Armário de aço com os amplificadores ou caixa de madeira com porta
e fechadura de 90 x 60 x 30 cm
@- Prumada (eletroduto de 3/4")
® - Caixa de 4" x 2"ou 4" x 4" com 4 orelhas , com as tomadas de TV e rádio
Obs.: Todos os para-raios ficarão, no mínimo, a 1,5 m acima dos mastros.
Todas as partes metálicas deverão estar aterradas.

196 Fonte: C PFL


A instalação de para-raios, tecnicamente chamados de SPDA
(Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas) tem por
finalidade evitar a incidência direta dos raios (descargas elétricas
de milhões de volts que nascem entre as nuvens e descem até o solo)
sobre os prédios, ou melhor, oferecer condições técnicas adequadas
para que os raios, se caírem sobre a edificação, sejam escoados pa-
ra o solo sem causar quaisquer danos, nem à construção, nem aos
moradores em seu interior. Por isso, é de suma importância que
esses equipamentos estejam sempre em perfeitas condições de
funcionamento.
Não se encontrou ainda um sistema totalmente seguro cont ra
raios, entretanto é possível minimizar seus efeitos devastadores.
Não existe um sistema com 100% de eficiência na proteção contra
descargas atmosféricas, pois se trata de um fenômeno que ainda
não é conhecido perfeitamente pelos pesquisadores. O nível de
proteção desejável para uma edificação é definido pela NBR 5419
(Proteção de Estruturas contra Descargas Elétricas Atmosféri-
cas), que traz tabelas que classificam a edificação de acordo com
o tipo de ocupação, de construção, seu conteúdo, sua localização
e a top ografia da região. Conforme a classificação da estrutura, a
norma indicará a necessidade de haver ou não SPDA, além do nível
de proteção e respectiva eficiência.*
Os principais componentes de um SPDA são: elementos da
captação (responsável pela recepção das descargas atmosféricas);
elementos de descida (responsáveis por conduzir as correntes da
descarga até o aterramento; para edificações com mais de 20 m *(LOTURCO, Bruno.
de alt ura, também atuam como elementos de captação lateral); Descargas sob controle.
elementos de aterramento (responsáveis por dissipar as correntes Téchne. São Paulo, Pini,
no solo); equipotencialização (reduz os riscos de centelhamentos p. 54-58, maio 2008.
perigosos, preservando equipamentos, instalações e pessoas. Pode ALVES, Borges Virgilio
Normando. Si stema
ser feita de forma direta ou indireta, via DPS - Dispositivos de
externo de proteção contra
Proteção contra Surtos. descargas atmosféri cas.
Téchne. São Paulo, Pini,
Existem três métodos para cálculo de SPDAs. O sistema de
p. 61-64, fev. 2009.)
proteção mais adotado, por ser mais simples de conceber, é o do 197
tipo Franklin, que recebe esse nome em homenagem a Benjamin
Franklin. O cálculo considera que cada mastro vertical, que recebe
as descargas, protege o volume de um cone com vértice na ponta
do captor. A angulação depende do nível de proteção desejado e
da altura do mastro. Conforme aumenta a altura, diminui o ângulo
e a superfície de proteção.
Outro método é a "gaiola de Faraday", em referência ao físico
inglês Michael Faraday. Nesse método, a função de recepção de
descargas é exercida por malhas condutoras instaladas na cober-
tura. São colocadas pequenas hastes coletoras, espalhadas pelas
extremidades da edificação, interligadas por cabos de cobre ou fita
de alumínio. Quando um raio atinge a edificação, esse sistema se
encarrega de distribuir a carga pelos diferentes ramais, que vão
até o solo e mantêm a construção eletricamente neutra.
O método mais moderno de concepção e cálculo é o eletrogeo-
métrico, ou método da esfera rolante. Esse método foi desenvolvido
para proteção de linhas de transmissão e considera que, como a
eletricidade vem aos saltos da nuvem para o solo, a proteção tem
de ser feita com base no comprimento desse salto. Como o salto
pode ser em qualquer direção, a área passível de descarga direta
é esférica e definida a partir da proteção exigida, em norma, de
acordo com o tipo de edificação.
A diferença entre os métodos apresentados, em relação à
eficiência, é desprezível. Deve-se procurar sempre uma empresa
especializada para dimensionar adequadamente a sua proteção e
indicar a melhor solução técnica e econômica.
Quando se instala um SPDA externo, como no caso das edifi-
cações prontas, o projetista deve ficar atento aos detalhes arqui-
tetônicos para escolher os melhores locais a fim de posicionar os
condutores de descida e anéis de cintamento horizontal. A questão
estética também é importante e deve ser considerada. O arquiteto
pode tomar decisões de menor impacto sobre as fachadas do edifício.
É importante ressaltar que os para-raios protegem apenas a edi-
ficação. Eles não preservam eletrodomésticos nem computadores.
Portanto, se a sobrecarga vier pela rede elétrica, pelo fio do telefone
ou até mesmo pelo cabo da TV por assinatura, é possível ocorrer
uma danificação nesses aparelhos. Para proteger os equipamentos
foi criado o "supressor de surto de tensão". Esse dispositivo desvia
as sobrecargas, funcionando como uma espécie de para-raio interno.
Não ocupa espaço e pode ser instalado no disjuntor, terminando
em uma pequena caixa colocada junto ao equipamento. Mesmo
que seja instalado um para cada aparelho, é importante ter um
supressor de surto de tensão mais potente instalado no quadro de
entrada da edificação e outro na entrada do telefone.
198
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Figura 23.1 Instalação genérica de SPDA externo em prédio.
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Observações importantes:
• Para projetos de SPDA, deve ser consultada a norma NBR 5419, com revisão feita em janeiro
de 2015.
• Deve ser realizado " gerenciamento de risco", pois a norma anterior não exigia. Nesse
gerenciamento de risco são levantados dados sobre a edificação, tipos de instala ções
elétricas, dados de proteção contra inc ênd io, tip os de piso etc.
• Para elaboração de projeto, execução da instala ção e laud os é necessário recolhimento
de AR T de um profissional habilitado. 199
~E.CESS
A sociedade em geral, hoje, está mais concientizada sobre a
necessidade de proporcionar uma vida digna, confortável e in-
dependente aos portadores de necessidades especiais. Assim, o
arquiteto não pode ignorar essa realidade e deve prever, em seu
projeto, as providências a serem tomadas para garantir o conforto
e a segurança a essas pessoas.
A NBR 9050 fixa as condições exigíveis, bem como os padrões
e as medidas que visam a propiciar, às pessoas portadoras de neces-
sidades especiais, melhores e mais adequadas condições de acesso
aos edifícios de uso público e às vias urbanas.
Para a elaboração de qualquer projeto com compartimentos
adaptados ao uso do portador de necessidades especiais, em virtude
da complexidade e do detalhamento do assunto, é recomendável a
observação global das leis e normas existentes.
Esse assunto é de fundamental importância, não apenas no
aspecto arquitet ônico da edificação, mas também nos projetos
hidráulico e elét rico, pois exige adaptações significativas, princi-
palmente no caso de reformas.
Os interruptores e tomadas devem sit uar-se a uma altura do
piso que permita sua utilização pelas pessoas deficientes, conforme
mostra a Figura 24.1.
Os aparelhos telefônicos devem ter sua parte superior a 1,20 m
do piso.
Para maior segurança e comodidade, deve-se instalar sensor
de presença para acionamento da iluminação (ver Fig. 24.1).

200
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Figura 24.1 Alturas ideais para interruptores, tomadas e comandos em sanitários adaptados às ·u
condições de acessibilidade. QJ
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Figura 24.2 Sensor de presença.

201
A luminotécnica trata da disposição, quantidade e integra-
ção dos pontos de luz interno e externo em uma edificação. Para
aumentar a eficiência energética e a qualidade dos ambientes em
uma edificação, deve-se pensar na complementaridade entre a luz
natural e a artificial. O arquiteto ou projetista precisa considerar a
integração entre os dois tipos de fonte de luz e, para isso, é funda-
mental o conhecimento básico tanto da luz natural quanto dos tipos
de equipamentos de iluminação a serem utilizados na arquitetura.
No projeto de iluminação, uma de suas principais decisões é a de-
finição dos sistemas artificial e natural. Cada componente desses
sistemas (lâmpadas, luminárias, reatores, sistemas de controle,
janela etc.) tem desempenho e qualidade diferentes, que dependem
*(A pesquisa sob re novos do tipo de tecnologia empregada em sua fabricação.
co nceitos de iluminação
e suas interfaces com o Um projeto de iluminação deverá ser feito levando-se em conta
projeto arquitetônico foi as dimensões do ambiente, bem como sua função, a atividade ope-
realizada, particular e racional e a quantidade de horas que as pessoas ficarão expostas
principalmente, nas revi stas
à iluminação artificial.
Arquitetura & Construção,
da Editora Abril e Téchne Cabe ao arquiteto estudar, com o proprietário (morador) , como
(Revista Tecnológica da
será a iluminação e a disposição dos aparelhos, onde estarão os
Construção), editada
pela Editora Pini, com pontos de telefonia e antenas, que espaço será destinado aos com-
co laboração técnica do putadores etc. Com esse objetivo, ele deve elaborar uma planta
In stituto de Pesquisas humanizada da edificação, mostrando a disposição dos móveis,
Tecnológicas do Estado aparelhos eletrônicos e luminárias.
de São Paulo (IPT) e
catá logos técnicos de A distribuição uniforme dos aparelhos e das luminárias dentro
diversos fabricantes. da edificação é um fator importante. Escolher com critério os apare-
Portanto, algumas citações,
lhos de iluminação e os tipos de lâmpadas que serão utilizadas é de
desenhos, fragmentos de
parágrafos importantes, extrema importância em um projeto de iluminação, para que o am-
co lecionados durante a biente não tenha suas cores deformadas e a decoração, prejudicada.
pesquisa bibliográfica
nessas revistas, bem como
A iluminação é parte de um projeto global. Ela define, em
navegações pela internet muitos casos, as características do ambiente: se ele é alegre ou
nos sites dos fabricantes, triste, frio ou quente, comercial ou íntimo. A iluminação de cada
foram selecionados e ambiente deve ser, principalmente, projetada de acordo com sua
parcialmente tran scritos.)
202 função, valorizando sempre o conforto visual.
ra
Depois de resolvidos pelo arquiteto a disposição, o tipo e a u
forma da iluminação, o projetista de instalações elétricas definirá e
u
os circuitos, a bitola dos fios e cabos, a proteção, e a colocação ....o
'Q/

e
correta dos eletrodutos. .E
:,
...,j
Uma boa iluminação, racionalmente distribuída nos ambientes,
apresenta vários benefícios: proteção à vista, elevação do rendimen-
to do trabalho, diminuição de erros e acidentes, além de contribuir
para maior conforto, bem-estar e segurança.

INTERFACES DA ILUMINAÇÃO COM


A SUPERFÍCIE DE TRABALHO*
Para uma boa visibilidade sobre a superfície de t rabalho, é de
extrema importância o estudo da intensidade de iluminação (expres-
sa em lux). Além disso, o contraste entre a figura e o fundo também
é importante. A luminância (ou brilho) é a quantidade de luz que é
refletida para os olhos, medida em candela por m2 (cd/m2).
Para determinar a quantidade de luz, é necessário fazer dis-
tinções entre a luz ambiental, a iluminação no local de t rabalho e
a iluminação especial.
Uma luz ambiental de 10 luxa 200 lux é suficiente para lugares
onde não há tarefas exigentes. É o caso de corredores, depósitos
e outros lugares onde não há tarefa de leitura. O mínimo neces-
sário para visualizar obstáculos é de 10 lux. Para ler avisos, bem
como evitar grandes contrastes (figura/fundo), é necessária uma
intensidade maior.
Par a tar efas normais, como leitura de livros, montagen s
de peças e operações com máquinas, aplicam-se as seguintes
recomendações:
• Uma intensidade de 200 lux é suficiente para tarefas com
contrastes, como na leitura de letras pretas sobre um fundo
branco, sem necessidade de percepção de muitos detalhes.
• É necessário aumentar a intensidade luminosa à medida que o
contraste diminui e se exige a percepção de pequenos detalhes.
• Uma intensidade maior pode ser necessária para reduzir as
diferenças de brilhos no campo visual, por exemplo, quando
há presença de uma lâmpada ou uma janela no campo visual.
* (CAVALCANTI, M ariza.
• As pessoas idosas e aquelas com deficiência visual requerem Tire partido da iluminação
mais luz. embutida em todo s o s
ambientes. Arquitetura &
Quando há grandes exigências visuais, o nível de iluminação Construção, São Paulo, A bril,
deve ser aumentado, colocando-se um foco de luz diretamente n . 9, p. 96-97, set. 1990.) 203
~ sobre a tarefa. Isso ocorre, por exemplo, em tarefas de inspeção
-:,
Q)
;':
:,
de qualidade ou montagens de pequenas peças, em que detalhes
minúsculos devem ser observados, ou quando o contraste figura/
e-
<C fundo é muito pequeno. Para tarefas especiais, recomenda-se uma
Q)
"C
intensidade de 800 lux a 3.000 lux. Níveis de iluminação muito
-...
o
Q)
·o
elevados, porém, podem provocar fadiga visual.
As diferenças de brilho também podem influenciar o campo
Q.
o visual, resultando em reflexos, focos de luz e sombras. Isso também
Q)
<li
ocorre com a TV ligada em ambientes escuros. Essas diferenças são
"'u expressas pela razão entre os brilhos da figura e do fundo.
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
O campo visual pode ser dividido em três zonas: área da tarefa,
área circunvizinha e ambiente geral. A diferença de brilho entre
Q)

'ºU' a área da tarefa e a circunvizinha e o ambiente geral não pode

-"'
~
< li
e:
ultrapassar dez vezes, pois produz incômodos e fadiga visual. As
diferenças muito pequenas também devem ser evitadas, porque a
uniformidade produz monotonia e dificulta a concentração.

Tabela 25.1 Razões de brilho entre a figura e o fundo

Razão de brilho
Percepção da figura
(figura/fundo)
1 1m perceptível
2 Moderada
10 Alta
30 Bem alta
100 Exagerada, desagradável
300 Desagradável ao extremo
Obs.: Valores acima de 10 são considerad os elevados.

É importante ressaltar que a iluminação pode ser melhorada


providenciando-se intensidade luminosa suficiente sobre objetos
e evitando-se as diferenças excessivas de brilho no campo visual,
causadas por focos de luz, janelas, reflexos e sombras. Quando a
informação for pouco legível, recomenda-se melhorar a sua legibili-
dade em vez de aumentar o nível de iluminação, pois, os aumentos
da intensidade luminosa acima de 200 lux não aumentam signi-
ficativamente a eficiência visual, além de serem antieconômicos.
A iluminação localizada, sobre a tarefa, deve ser ligeiramente
superior à luz ambiental. A relação entre elas depende das diferen-
ças de brilho entre a tarefa e o ambiente, e também das preferências
pessoais. De qualquer maneira, sempre será conveniente que a
204 intensidade da luz seja regulável.
A luz natural também pode ser usada para compor a iluminação
ambiental. Diferenças excessivas de brilho, porém, podem ocor rer
nos postos de trabalho próximos de janelas. As grandes variações
da luz natural, durante o dia, podem ser reguladas com o uso de
cortinas ou persianas. As incidências diretas da luz nos olhos sem-
pre devem ser evitadas, colocando-se anteparos entre a fonte de
luz e os olhos. Contudo, algumas superfícies podem ficar mal ilumi-
nadas. Quando isso ocorre, a luz natural pode ser complementada
ou substituída pela luz artificial, convenientemente posicionada.
Como regra geral, a fonte dessa luz não deve ficar dentro do campo
visual, podendo ficar acima da cabeça ou ao lado, atrás dos ombros.
Devem ser evitados reflexos e sombras. A luz deve ser posi-
cionada, em relação à superfície de trabalho, de modo a evitar os
reflexos e as sombras conforme mostra a Figura 25.1. Nos trabalhos
com monitores, toma-se cuidado para evitar os reflexos sobre a tela.
Os reflexos e sombras podem ser diminuídos com o uso de luz
difusa no teto. Isso é feito também substituindo-se as superfícies
lisas e polidas das mesas, paredes e objetos por superfícies foscas e
difusoras, que dispersam a luz. A proporção entre a luz incidente
e a parte refletida em uma superfície chama-se refletância, que
varia de zero, para os corpos negros (totalmente absorventes),
até 1, para corpos brancos (totalmente refletores). O valor ótimo
dessa refletância depende do objetivo da superfície. A tabela a
seguir apresenta alguns valores recomendados de refletância para
diversos tipos de superfícies.

Tabela 25.2 Valores recomendados da refletância para vários


tipos de superfícies
Superfície Refletância
Teto 0,8 a 0,9 (claro)
Parede 0,4a 0,6
Tampo de mesa 0,25 a 0,45
Piso 0,2 a 0,4 (escuro)

Também é importante evitar oscilações da luz fluorescente, pois


isso pode produzir efeito estroboscópio. Desse modo, uma figura
em movimento, como um rotor ou hélice de um ventilador, pode
produzir uma imagem "parada". Essa falsa imagem parada provoca
acidentes. O problema é reduzido usando-se lâmpadas alimentadas
por duas fases diferentes.

205
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 25.1 As fontes de luz devem estar localizadas de modo a evitar reflexos e sombras na
superfície de trabalho.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Errado Certo

INTERFACES DA ILUMINAÇÃO COM


O PROJETO ARQUITETÔNICO
Alguns erros referentes à iluminação são facilmente evitados
com a elaboração de um projeto específico antes de começar a obra.
Ao elaborar um projeto de iluminação, é necessário desenhar um
layout do mobiliário, bem como estudar corretamente a funciona-
lidade da edificação.
O arquiteto deve indicar os pontos de iluminação, de comandos,
de tomadas, de som, de comunicação e de telefonia. O engenheiro
eletricista vai apenas dimensionar as fiações e os eletrodutos e
proteções no projeto de instalações elétricas.
O projetista deve começar um projeto de iluminação pensando
primeiro na iluminação geral, e completar depois com a localizada
(quadros, obras de arte etc.). Ele também deve testar as luminárias
antes da fixação. Além da posição correta, a definição da altura
também é importante.
O arquiteto pode tirar partido da iluminação em todos os
*(CAVALCANTI, Mariza. ambientes*.
Tire partido da ilum inação
As luminárias, por exemplo, podem ser embutidas diretamente
embutida em todos os
ambientes. Arquitetura &
na laje, em forros falsos rebaixados de vários materiais e também
Construção, São Paulo, em sancas (geralmente, executadas em gesso e madeira) para
Abril, n. 9, p. 96-97, set. destacar um ambiente, ou apenas parte dele. Também podem ser
206 1990.) instaladas em paredes de corredores e escadas, onde atuam como
ra
balizadores durante a noite, evitando quedas e acidentes. Quando u
instaladas em lajes e rebaixos, requerem a instalação de aloja- e
u
mentos das luminárias (a própria abertura, tubos de PVC, caixas ....o
'Q/

e
pré-moldadas etc.). .E
:,
As sancas, muito utilizadas por arquitetos e decoradores, po- ...,j

dem receber lâmpadas de qualquer tipo. De acordo com a neces-


sidade do projeto, oferecem iluminação: direta, indireta ou mista.
Além disso, camuflam a fiação e emolduram o encontro do teto
com a parede.
Também é importante ressaltar que o arquiteto sempre deve
prever no mínimo um ponto de luz no teto, comandado por inter-
ruptor de parede, que proporciona uma iluminação mais uniforme
e adequada. Esses pontos de luz no teto jamais devem ser subs-
tit uídos por arandelas (pontos de luz de parede), pois estas não
apresentam a mesma qualidade de iluminação. As arandelas podem
complementar a iluminação do ambiente, pois servem para uma
iluminação localizada, dirigida ou decorativa.
Um projeto moderno de iluminação deve ser também uma pro-
posta econômica, tanto do ponto de vista de investimento inicial
como do custo operacional, não só do usuário como para toda a
sociedade.
Um projeto integrado de iluminação natural e artificial, por
exemplo, permite a redução do consumo de energia elétrica de
uma casa em mais de 30%.

CONCEITOS E GRANDEZAS
LUMINOTÉCNICAS FUNDAMENTAIS
Antes de escolher a iluminação mais adequada a um deter-
minado ambiente, é necessário conhecer algumas grandezas e
respectivos conceitos que a ela estão relacionados, utilizando as
considerações estabelecidas na norma.

LUZ
É a forma de energia radiante que impressiona nossos olhos e
nos permite ver.
A percepção do olho humano às ondas de luz visível se encont ra
na faixa de 380 a 780 nanômetros (nm).
1 nm = 10- 9 m = 10 Â (angstróns)
Isto equivale ao limite inferior dos raios ultravioletas e ao limite
superior dos raios infravermelhos. 207
~ FLUXO LUMINOSO (0)
-:,
Q)
;':
:, É a potência de radiação total emitida por uma fonte de luz e
E" capaz de estimular a retina ocular à percepção da luminosidade.
<C
Q)
"C Símbolo: 0
-o
Q)
·o... Unidade: lúmen (Cm)
Q.
o
Q)
<li
Exemplos de fluxo luminoso:
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
• Lâmpada incandescente de 100 W: 1.470 f m
<li
Q) • Lâmpada fluorescente TLTRS 40 W: 3.150 .em (conforme a
'ºU" cor da lâmpada)
-"'
~
< li
e:
• Lâmpada fluorescente compacta de 23 W: 1.500 .em

EFICIÊNCIA LUMINOSA (ER)


É a medida da relação entre a quantidade de luz produzida e
a energia consumida.
Unidade: lúmen por watt ( fm/W)

Exemplos de eficiência luminosa:


• Lâmpada incandescente de 100 W que produz um fluxo
luminoso de 1.470 Cm:
EI =lúmen= 1.470 = 14 7 Cm/W
watt 100 '

• Lâmpada fluorescente compacta de 23 W que produz um


fluxo luminoso de 1.470 fm/w:
EI = lúmen = 1.500 = 65 2 Cm/W
watt 40 '

208
Figura 25.2 Eficiência luminosa das lâmpadas.

Lâmpadas Lúmen/Watt
O 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
400W SÓDIO 1
250W 1 1

70W
11 0W FLUORESCENTE TRIFÓSFORO 1
58W
32W 1

28W(TS) 1 1

16W 1

14W(TS) 1

400W METÁLICO
70W
150W 1

80W
36W FLUORESCENTE COMPACTA 1

26W
18W 1

9W 1

110W FLUORESCENTE COMUM 1

58W
32W 1 1

16W 1

400W MERCÚRIO 1

250W 1

80W 1

soow MISTA
250W 1

160W
sow HALÓGEN lõ. DIC ROIC~
35W
20W 1

soow HALÓGEN~ PAI ITO


300W
150W
100W INCAN E,CEN E
60W
40W B - - - - - - - -, __ ·- - - - - - - - - -

209
~ INTENSIDADE LUMINOSA (1)
-:,
Q)
;':
:, É a potência de radiação visível disponível em uma determi-
e-
<C nada direção.
Q)
"C Símbolo: I
-o
Q)
·o... Unidade: candela (cd)
Q.
o A intensidade luminosa é mostrada na forma de um diagrama
Q)
<li
polar (CDL), em termos de candelas por 1.000 lúmens do fluxo da
"'u lâmpada.
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
O que ocorre, na maioria das vezes, é que o fluxo luminoso da
lâmpada possui valores diferentes desse valor. Quando isso ocorrer,
Q)

'ºU' deve-se multiplicar o valor obtido no diagrama polar ou na curva

-"'
~
< li
e:
de distribuição luminosa (CDL) por fator correspondente

Exe mplo de apl icação :


Se o fluxo luminoso da lâmpada for 3.200 lúmens, o fator de
multiplicação será:
3.250 : 1.000 = 3,25
Essas curvas têm por finalidade determinar a característica
luminotécnica de luminárias.

Figura 25.3 Curvas de distribuição de intensidades luminosas de


uma luminária.*

.. ····~
=:// \~\.
"•.............
\~::.
•··.•.
.....•.:
- Longitudinal - Diagonal
.... Transver sal
Longitudinal Transversal Diagonal

*Fo nte: IWAS HITA, Juliana.


Luminotécn ica aplicada. O
Setor Elétrico. São Paulo,
210 p. 34 -36, fev. 2008.
ILUMINAMENTO OU !LUMINÂNCIA (E)
É a relação entre o fluxo luminosos incidente em uma superfície
pela áres dessa superfície:
Símbolo: E
Unidade: lux ( /:x)
E=_t
s
Onde:
E = iluminamento ou iluminância, em lux (ex).
</J = fluxo luminoso, em lúmen e/:m )
S = área da superfície, em metro quadrado (m 2)

Observação :
Na prática, o iluminamento ( E) corresponde ao valor médio,
porque o fluxo luminoso não se distribui uniformemente sobre a
superfície.

Figura 25.4 lluminamento médio perpendicular Figura 25.5 lluminamento a partir da fonte de
a uma superfície. intensidade luminosa.

<D
Vl
ou

"

A B

211
~ O iluminamento em um ponto A da superfície, afastada de uma
-:,
Q)
;':
:,
distância de uma luminária, é calculada por:
e-
<C E=-
I
Q) d2
"C

-...
o
Q)
·o
No caso de a incidência da luz ser oblíqua, o iluminamento no
ponto B, é calculado por:
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU' LUMINÂNCIA (L)


-
~"'
< li
e: A luminância de uma fonte de luz, em uma dada direção, em
um ponto na superfície, em um ponto a caminho do facho, provoca
no olho do observador uma sensação de maior ou menor claridade.
Símbolo: L
Unidade: cd.m2 ou nit
L=.!._
s
Onde:
L = luminância, em cd/m 2
I = intensidade luminosa, em cadelas (cd)
S = área de superfície, em metros quadrados (m 2)

Figura 25.6 Intensidade luminosa, fluxo luminoso, iluminamento e


luminância.

Intensidade (1)

Fluxo (<j>)

lluminamento (E)

212
CÁLCULO LUMINOTÉCNICO
Em alguns casos específicos não se dispensa um projeto de
iluminação. Como foi visto, para o cálculo luminotécnico, é ne-
cessário analisar quatro critérios principais: a quantidade de luz;
o equilíbrio da iluminação; o ofuscamento e a reprodução de cor.
Todos esses critérios são importantes. Por essa razão, deve ser
dada a maior atenção, pois estão diretamente relacionados com as
necessidades visuais, conforto visual e o bem-estar do ser humano.
Existem vários métodos para o cálculo da iluminação, os prin-
cipais são os seguintes:
• Pela carga mínima exigida pela norma NBR 5410 (veja seção
"Aparelhos de iluminação").
• Pelo método dos Lumens ou método do Fluxo Luminoso.
• Pelo métodos das cavidades zonais.
• Pelo método ponto por ponto.
• Pelo métodos dos fabricantes.
A seguir, apresentam-se os dois principais métodos utilizados
no cálculo luminotécnico.

MÉTODO DOS LUMENS


É o método mais utilizado par a sistemas de iluminação em
edificações. Esse método também é conhecido como método do
Fluxo Luminoso (lumens) necessário para determinado ambiente
baseado no tipo de atividade desenvolvida, cores das paredes e teto
e do tipo de lâmpada-luminária escolhidos.
A sequência de cálculo é a seguinte:
• determinação do nível da iluminância;
• escolha da luminária e lâmpadas;
• determinação do índice do local;
• determinação do coeficiente de utilização da luminária;
• determinação do coeficiente de manutenção;
• cálculo do fluxo luminoso total (lumens);
• cálculo do número de luminárias;
• ajuste final do número e espaçamento das luminárias.

213
~ Determinação do nível de iluminância
-:,
Q)
;':
:, O nível de iluminância deve ser escolhido de acordo com as
E" recomendações da NBR-5413. A Tabela 25.3 (resumida) traz um
<C
Q) exemplo de níveis de iluminância para diferentes atividades. Para
"C

-...
o
Q)
·o
mais informações é imprescindível consultar a norma.

Q.
o
Q) Tabela 25.3 !luminância para cada grupo de atividades visuais
<li
(resumida)
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Faixa !luminância
(Lux)
Tipo de atividade

Q)
A 20-baixa Á reas públicas com
'ºU" arredores escuros
-
~"'
< li
e:
Iluminação ge ral
para áreas usadas
30-méd ia
50-alta
inte rruptamente ou 50- baixa O ri entação simples para
com tarefas v isuais 75-méd ia permanência curta
simples
100 - alta
A 100 - baixa Recintos não usados
(tarefas visuais 150 - média para trabalho contínuo,
simples) depósitos
200- alta
B 200- baixa Tarefa com requisitos
300- média visuais limitados, trabalho
Iluminação ge ral bruto de maq uinaria,
para áreas de 500- alta auditórios
traballho 500- baixa Tarefas com req ui sitos
750- média visuais no rmais, trabalho
méd io de maqu inaria,
1.000 - alta escritó rios
1.000 - baixa Tarefas com req ui sitos
1.500 - média especiais, gravação
manual, inspeção,
2.000 - alta indústria de ro upas
e 2.000 - baixa Tarefas visuais exatas
3.000 - méd ia prolongadas, eletrô nica
Iluminação ge ral de tamanho pequeno
para tarefas visuais 5.000- alta
difíceis 5.000 - baixa Tarefas visuais muito
7.500 - média exatas, montagem de
microeletrô n ica
10.000 - alta
10.000 - baixa Tarefas visuais mui to
15.000 - méd ia especiais, cirurgias

20.000 - alta

214
Escolha da luminária
A luminária pode ser escolhida em função de diversos fatores:
• distribuição adequada de luz;
• rendimento máximo;
• estética e aparência geral;
• facilidade de manutenção, incluindo a limpeza;
• fatores econômicos.
Essa escolha depende basicamente do projetista e do usuário.
A tendência atual é buscar luminárias que proporcionem melhor
eficiência de luminosidade, reduzindo as necessidades de consumo
de energia.

Determinação do índice do local (K)


Esse índice é calculado relacionando-se as dimensões do local
que será iluminado. Pode ser calculado pela seguinte expressão:
K= Cx L
hx(C+ L )

sendo:
C = comprimento do recinto;
L = largu ra do recinto;
h = distância da luminária ao plano de trabalho.

Determinação do coeficiente de utilização (u) da


luminária
Parte do fluxo emitido pelas lâmpadas é perdido nas próprias
luminárias. Assim sendo, apenas uma par te do fluxo atinge o plano
de trabalho. O coeficiente de utilização (u) de uma luminária é,
pois, a relação entre o fluxo luminoso útil recebido pelo plano de
trabalho e o fluxo emitido pela luminária:
U = <púLil
<ptot.al

Esse índice pode ser obtido por meio do uso de tabelas desen-
volvidas pelo fabricantes para cada tipo de luminária a partir do
índice do local (K) e dos coeficientes de reflexão do teto e pare-
des. As Tabelas 25.4 e 25.5 mostram exemplos desses dados para
luminárias de lâmpadas incandescente e fluorescente. A Tabela
25.6 apresenta os valores de reflexão normalmente adotados para
as cores de paredes e tetos.
215
~ Nas Tabelas 25.4 e 25.5 as primeiras colunas apresentam
-:,
Q)
;':
:,
valores do índice do local (K). Na primeira linha dessas tabelas,
tem-se o índice de reflexão do teto (em porcentagem). Na segunda
e-
<C e terceiras linhas têm-se o índice de reflexão (em porcentagem)
Q)
"C da parede e do plano de trabalho respectivamente. A interseção
-...
o
Q)
·o
desses índices proporciona a obtenção do índice de utilização (u).

Q.
o
Q) Tabela 25.4 Fator de utilização (u) - luminárias de lâmpadas incandescentes
<li

"'
u Teto 70 50 30
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Parede 50 30 10 50 30 10 30 10
Q) Plano de
10 10 10
'ºU' trabalho

-"'
~
< li
e:
0,60
0,80
0, 31
0,36
0,26
0,31
0,23
0,27
0,30
0,35
0,26
0, 30
0,22
0,27
0,26
0,30
0,22
0,27
1,00 0,43 0,38 0, 34 0,42 0,37 0,34 0,37 0,3 4
1,25 0,48 0,43 0,40 0,47 0,43 0,39 0,42 0,39
1,50 0,52 0,47 0,44 0,50 0,47 0,44 0,46 0,44
K
2,00 0,57 0,53 0,50 0,56 0,53 0,50 0,53 0,50
2,50 0,61 0,58 0,55 0,60 0,57 0,55 0,57 0,55
3,00 0,63 0,61 0,58 0,63 0,60 0,58 0,60 0,58
4,00 0,67 0,65 0,63 0,66 0,64 0,63 0,64 0,63
5,00 0,69 0,68 0,66 0,69 0,67 0,66 0,67 0,66

Tabela 25.5 Fator de utilização (u) - luminárias de lâmpadas fluorescentes


Teto 70 50 30
Parede 50 30 10 50 30 10 30 10
Plano de
10 10 10
trabalho
0,60 0, 39 0,33 0,28 0,38 0,32 0,28 0,32 0,28
0,80 0,48 0,42 0,37 0,47 0,41 0, 37 0,41 0,37
1,00 0,55 0,48 0,44 0,53 0,48 0,43 0,47 0,43
1,25 0,61 0,55 0,50 0,59 0,54 0,50 0,53 0,50
1,50 0,65 0,60 0,55 0,64 0,59 0,55 0,58 0,55
K
2,00 0, 71 0,67 0,63 0,70 0,66 0,62 0,64 0,61
2,50 0, 75 0, 71 0,68 0, 74 0,70 0,67 0,69 0,66
3,00 0,78 0,75 0,71 0,76 0,73 0,70 0,72 0,70
4,00 0,82 0,79 0,76 0,80 0,77 0,75 0,76 0,74
5,00 0,84 0,81 0,79 0,82 0,80 0,78 0,78 0,77

216
Tabela 25.6 Índices de reflexão
Branco 0,7 (70 %)
Teto Claro 0,5 (50%)
Méd io 0,3 (30%)
Clara 0,5 (50%)
Parede Méd ia 0,3 (30%)
Escura 0,1 (10% )

Coefici ente de manutenção (d )


Com o passar do tempo, as luminárias acumulam poeira, resul-
tando em diminuição do fluxo emitido. Isto pode ser parcialmente
reduzido por meio de uma manutenção eficiente, porém mesmo
assim o rendimento da instalação diminuirá.
Assim, é necessário considerar essa perda na determinação do
número das luminárias. Isso é efetuado por meio da determinação
do coeficiente de manutenção (d).
Esse coeficiente deve ser calculado para cada ambiente e leva
em consideração, além do período de manutenção das luminárias,
as condições gerais de limpeza do local em estudo.
Para determinação do índice (d) lança-se mão de curvas, como
a mostrada na Figura 25.7.

Figura 25.7 Curvas para determinação do coeficiente de


manutenção.

~ ..._
100

--
", ... -
........!'-.. Ambientes limpos
80

Ambientes médios
..... r-,...... ..._
----
"'
·u
·e 60
oX
:::l
Am bientes sujos
<;::
O 40
-o
'e?-
20

o
2 6 10 14 18 22
Meses sem realização de limpeza

217
~ Cálculo do fluxo luminoso total
-:,
Q)
;':
:, A partir da determinação dos diversos índices, pode-se calcular
E" o fluxo luminoso total a ser produzido pelas lâmpadas, por meio
<C
Q)
"C
da seguinte relação:

-...
o
Q)
·o <f.>,ot.al =-
UX
E xS
-d-
Q.
o
Q) onde:
<li
<f>rotaI = fluxo luminoso total produzido pelas lâmpadas;
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
E = iluminância determinada pela norma;
S = área do ambiente (m 2);
Q)
u = coeficiente de utilização;
'ºU" d = coeficiente de manutenção.
-"'
~
< li
e:

Cálculo do número de luminárias


Conhecendo-se o fluxo luminoso total, calcula-se o número
(n) de luminárias necessárias para o local em estudo, por meio da
seguinte relação:
n= 'Ptot.al
'PJurninária

onde:
n = número de luminárias;
<f>rotal = fluxo luminoso total produzido pelas lâmpadas;
<f.>Luminária = fluxo luminoso emitido por uma luminária.

O fluxo luminoso emitido por uma luminária dependerá do tipo


e do número de lâmpadas instaladas por luminária.
O número de luminárias encontrado dificilmente será inteiro,
devendo-se, portanto, adotar o número inteiro mais próximo. Esse
número também dificilmente proporcionar á uma distribuição es-
tética e simétrica das luminárias no ambiente. Assim, o arquiteto
ou designer de interiores deve ajustar o número de luminárias de
maneira conveniente para o ambiente (área) em estudo.

Espaçamento das luminárias


Deve-se buscar um espaçamento adequado entre as luminárias.
Normalmente o fabricante fornece fatores que determinam os es-
paçamentos máximos que devem ser adotados entre as luminárias.

218
ra
MÉTODO PONTO POR PONTO u
e
u
É o método básico para o dimensionamento de iluminação. O ....o
'Q/

e
método Ponto por Ponto também chamado de método das inten- .E
sidades luminosas baseia-se nos conceitos e lei básicas da lumi- :,
...,j

notécnica e é utilizado quando as dimensões da fonte luminosa


são muito pequenas em relação ao plano que deve ser iluminado.
Consiste em determinar a luminância (lux) em qualquer ponto da
superfície, individualmente, para cada projetor cujo facho atinja o
ponto considerado. O iluminamento total será a soma dos ilumina-
mentos proporcionados pelas unidade individuais.
É um método mais empregado para a iluminação de exteriores
ou par a ajustes após o emprego de outros métodos.
Considere uma fonte luminosa puntiforme iluminando um am-
biente qualquer. Esta fonte irradia seu fluxo luminoso para várias
direções. Como visto, pode-se determinar a intensidade luminosa
dessa fonte em uma única direção. A Figura 25.8 retrata uma fon-
te puntiforme instalada em um ambiente no qual se encontra um
objeto iluminado no ponto P.

Figura 25.8 Método ponto por ponto.

Fonte luminosa
/

P - objeto
iluminado
/

A iluminação no ponto P obtida a partir da fonte luminosa


mostrada na Figura 25.8 pode ser calculada por:

E = I ( 0)xcos 0
P D2

219
~ onde:
-:,
Q)
;':
:,
EP = iluminância no ponto P derivada do fluxo luminoso da
fonte luminosa (Lux);
E" / (0) = intensidade luminosa da fonte na direção do ângulo 0;
<C
Q)
"C D 2 = distância entre a fonte luminosa e o ponto P em consi-
-...
o
Q)
·o
deração (m).
Pode-se obter as iluminâncias horizontal (Eh) e vertical (Ev)
Q.
o nesse ponto, utilizando-se as relações fundamentais da lumino-
Q)
<li técnica e empregando a trigonometria em um triângulo retângulo.
"'u Assim obtém-se:
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
E _ ! (0)xcos0
CP) - D2
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
Das relações trigonométricas:
h = D x cose
d= D x sen0
Iluminância horizontal:
3
Eh= ! (0)xcos 0
h2

Iluminância vertical:
3
Ev = / (0) xsen 0
d2

ILUMINAÇÃO RESIDENCIAL
De modo geral, em residências e apartamentos de pequeno e
médio porte, a carga de iluminação normalmente é determinada em
função da área do cômodo da edificação (veja a seção "Condições
para se estabelecer a potência mínima de iluminação").
Também é importante ressaltar que cada ambiente da residên-
cia possui uma função específica, por isso deve ser analisado o me-
lhor tipo de iluminação artificial para cada cômodo separadamente.

HALL DE ENTRADA
A intensidade de luz dentro dos elevadores e corredores dos
edifícios normalmente é baixa, portanto deve-se evitar muita ilu-
minação no hall de entrada. Uma luz geral de baixa intensidade
e um ou dois focos de lâmpada dicroica voltados para elementos
de decoração é mais que suficiente, criando um clima agradável
220 e acolhedor.
ra
SALA DE ESTAR u
e
u
O projetista não deve exagerar na utilização de lâmpadas ha- ....o
'Q/

lógenas e dicroicas, que devem ser usadas para destaque. A melhor e


.E
opção é trabalhar com circuitos diferentes para acender a iluminação :,
...,j

em várias etapas ou utilizar dimmers (interruptores que regulam


a intensidade da luz). O ideal para uma sala de estar são lâmpadas
difusas em abajures ou pedestais, podendo-se também utilizar lumi-
nárias de coluna com lâmpadas halógenas dirigidas para o teto. No
caso do living com teto rebaixado, utilizar luminárias direcionáveis
dirigidas para os quadros ou objetos de decoração.

SALA DE JANTAR
O ideal é que mesas e bares se beneficiem de uma luz superior
em sua direção. Deve-se manter uma distância de 60 a 80 cm entre
a luminária e a mesa, pois, se ela estiver muito baixa, a luz fica ex-
cessiva, e, acima dessa distância, ofusca as pessoas que ali estão.
Não se deve utilizar lâmpadas halógenas ou incandescentes, que
projetam luz marcante e irradiam muito calor.

COZINHA
A cozinha deve ser entendida como um ambiente de traba-
lho, portanto uma iluminação adequada é essencial para evitar
acidentes. Lâmpadas embutidas no vão abaixo dos móveis da
cozinha, como as halógenas, refletores e tubos fluorescentes,
criarão luz clar a, brilha nte e sem sombra. Lâmpadas de baixa
reprodução de cores podem confundir e mascarar alimentos
impróprios para o consumo. Fluorescentes são, muitas vezes,
er roneamente consider adas como fora de moda, mas são ideais
para o trabalho.

DORMITÓRIO
A luz dos quartos deve ser de conforto, pois é um local de
descanso. O ponto de luz no centro do quarto vai, invariavelmente,
ofu scar quem se deitar, além de projetar sombra de seu próprio
corpo contra o guarda-roupa e espelhos. Teremos de usar lumi-
nárias com difusor antiofu scante ou com iluminação indireta.
O ideal é distribuir iluminação por todo o cômodo, de acordo com a
utilização dos hábitos pessoais do morador. É interessante um dim-
mer para regular a luz na intensidade mais conveniente segundo a
atividade a ser exercida. Também é importante uma luminária de
221
~ cabeceira com luz suave para leitura ou para não ofuscar a pessoa
-:,
Q)
;':
:,
ao levantar no meio da noite. No closet, é melhor empregar luzes
de todos os lados em vez de sobre a cabeça, para evitar as sombras.
e-
<C Também é interessante colocar luzes dentro do guarda-roupa para
Q)
"C
ajudar na escolha do que se vai vestir.
-...
o
Q)
·o
Q.
o BANHEIRO
Q)
<li
Além de sua importância funcional, o banheiro é um lugar
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
para relaxar, por isso a luz deve ser tênue. O espelho do banheiro
requer um cuidado especial, pois é mirando-se nele que as pessoas
<li
Q) irão fazer a barba, aplicar maquiagem etc. Uma boa dica é usar
'ºU' lâmpadas com filamento de tungstênio em volta do espelho como
-"'
~
< li
e:
nos camarins, porque ela projeta uma luz mais quente na face,
evitando o efeito depreciativo.

ILUMINAÇÃO COMERCIAL
E ADMINISTRATIVA
Em locais como escritórios, lojas e bancos, supermercados e
escolas, em que as instalações funcionam várias horas por dia, é
recomendável a utilização de lâmpadas fluorescentes. Além de
serem mais econômicas, são fontes de baixa iluminação, por isso
permitem mais fácil controle do deslumbramento. Em locais onde
se instalará ar-condicionado, não devem ser utilizadas lâmpadas
incandescentes, por causa da sua grande produção de calor. As
luminárias deverão ser simples, funcionais e de alto rendimento,
fácil limpeza e manutenção.
Na iluminação geral de lojas, em que o nível de iluminação e
a reprodução correta das cores são muito importantes, dá-se pre-
ferência às cores branca fria e branca morna de luxo. Em vitrines,
poderão ser usadas lâmpadas incandescentes refletoras brancas
ou coloridas, de alto efeito decorativo para realçar determinado
produto.

ILUMINAÇÃO INDUSTRIAL
Em locais industriais, geralmente não se dispensa um projeto
específico de iluminação. Nas indústrias cujos galpões sejam de
altura pequena (3 m a 5 m) , as lâmpadas fluorescentes são as mais
indicadas. Naquelas em que o pé-direito é maior (iluminação acima
de 6 m do campo de trabalho), as lâmpadas de vapor de mercúrio
222
são as mais indicadas. Em casos especiais, de grandes alturas de
montagem, e quando não for importante o fator "reprodução das
cores", poder á ser estudada a utilização de lâmpadas de vapor de
sódio de alta pressão.
Na iluminação industrial, se houver vapores corrosivos e poeira
excessiva nos ambientes, empregam-se luminárias herméticas.

223
Cabe ao arquiteto usar a criatividade na busca por alternativas
econômicas para se obter uma significativa redução no consumo
de energia dentro de uma edificação*.
Os equipamentos que mais consomem energia elétrica em uma
residência são aqueles aparelhos como ar-condicionado, fer ro de
passar, secadora, chuveiro, torneira elétrica etc., que lidam dire-
tamente com a variação térmica, produzindo refrigeração e (ou)
aquecimento. Além desses aparelhos, uma iluminação mal conce-
bida também acaba gerando grande desperdício de energia elétrica.
Alguns estudos demonstram que é possível reduzir, pratica-
mente pela metade o consumo de energia elétrica, realizando-se
uma previsão ainda na definição do projeto. A refrigeração artificial,
por exemplo, representa uma parcela significativa no consumo de
energia elétrica. A necessidade de seu uso, porém, não está ligada
somente a razões climáticas consequentes da alta densidade de
ocupação dos espaços (aglomeração de pessoas), mas das soluções
arquitetônicas adotadas.
Dessa maneira, ao criar a proposta, o arquiteto deve estar
consciente de que cada decisão implicará maior ou menor gasto
de energia quando a obra estiver terminada.
É importante destacar que racionalizar não significa privar-se
do conforto e dos benefícios que a eletricidade proporciona. Por-
tanto, para evitar desperdícios, o arquiteto deve estar atento, ainda
na fase da elaboração do projeto, à coerência ent re seus desejos
estéticos e econômicos.
O dimensionamento correto das instalações, a escolha dos
* (RO SSO, Silvana; ALVES, aparelhos e o uso de uma energia coadjuvante - por exemplo, a
Vladimir; CAPOZZI, energia solar - são fundamentais para se economizar energia elé-
Simone. Economize trica em uma edificação.
energ ia a partir do projeto.
Arquitetura & Construção. A utilização racional de energia elétrica em uma edificação
São Paulo, Abril, n. 3, p. 96- proporciona várias vantagens, como a redução das despesas com
98, mar. 1994.)
224 a eletricidade, e o melhor apr oveitamento de sua instalação e
equipamentos elétricos. Além disso, também proporciona impor- "'
~
·o
tantes vantagens para a sociedade de modo geral, como redução e
<Q.I
dos investimentos para a construção de usinas e redes elétricas e "O
·;;;
Q)
consequente redução dos custos da energia elétrica; além de maior e:::
garantia de fornecimento de energia elétrica e de atendimento a E
Q)
novos consumidores no futuro. ~
º§
Q)
e
I.U
Q)
Figura 26.1 Consumo de energia elétrica em residências. "O
o
E
:,
Outros 6% "'e
o
u
o

Fonte: C PFL

OS VILÕES DO CONSUMO
A seguir apresentam-se os principais aparelhos elétricos que
contribuem com uma parcela significativa do valor da conta de luz
de uma edificação, bem como alguns cuidados que o usuário pode
ter para combater o desperdício de energia.

Chuveiro elétrico
O chuveiro elétrico é um equipamento que aquece a água com
uma resistência. É o aparelho que mais consome energia em uma
casa. É responsável por cerca de 25% a 35% do consumo, e sua
potência nominal varia de 4.400 watts a 7.500 watts.
Para evitar desperdícios de energia, no verão deve-se ajustar
o seletor do chuveiro elétrico com a chave na posição "verão".
O consumo na posição "inverno" é 30% a 40% maior. A mudança
de chave representa uma diminuição de até 30% no preço da água
aquecida.
O tempo ao chuveiro também deve ser limitado ao mínimo
indispensável. Além disso, os orifícios de saída de água do chuveiro
devem ser limpos periodicamente. A sujeira nos orifícios diminui
a vazão do chuveiro, obrigando o usuário a mantê-lo ligado por
mais tempo.
225
~ Geladeira
-:,
Q)
;':
:, Ageladeira é considerada um dos eletrodomésticos responsáveis
E" pelo maior consumo dentro de uma residência, cerca de 30%.
<C
Q)
"C Dependendo dos modelos, as potências variam entre 150 W e
-o
Q)
·o...
400 W. Quanto maior a capacidade em litros, maior será o consumo
em kWh. Na hora de comprar uma geladeira nova, é importante
Q.
o verificar o consumo declarado pelo fabricante e também se a gela-
Q)
<li
deira tem o selo de economia de energia Inmetro-Procel.
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Para economizar energia na utilização da geladeira, apresen-
tam-se a seguir algumas recomendações: instalar a geladeira em
lugar bem ventilado, desencostada de paredes ou móveis, longe do
Q)

'ºU" alcance de raios solares e fontes de calor; nunca utilizar a parte tra-

-"'
~
< li
e:
seira da geladeira para secar panos e roupas; ajustar o termostato de
acordo com o manual de instruções do fabricante; degelar e deixá-la
em bom estado de conservação; adquirir o hábito de retirar e colocar
os alimentos e as bebidas de uma só vez; nos dias frios, a regulagem da
temperatura interna da geladeira não precisa ser a mesma de outros
dias quentes; regular a temperatura de acordo com a estação; não
colocar alimentos quentes nem líquidos em recipientes sem tampa;
não impedir a circulação interna do ar frio, forrando as prateleiras
com tábuas, plásticos ou outros materiais; escolher um modelo de
geladeira que atenda exatamente às necessidades da família.
Além disso, o teste de vedação é muito importante. Para certi-
ficar-se de que não está havendo vazamento de ar frio da geladeira
para o exterior, provocando aumento do consumo, verificar se as
borrachas de vedação da porta estão em bom estado: abrir a porta
da geladeira e colocar uma folha de papel entre ela e o gabinete da
geladeira; fechar a porta, fazendo com que a folha fique presa;
tentar retirá-la. Se a folha sair com facilidade, é sinal de que as
borrachas não estão garantindo a vedação. Imediatamente, deve
ser providenciada a sua substituição.

Ferro elétrico
O ferro elétrico é um equipamento que funciona pelo aqueci-
mento de uma resistência. Conforme o modelo, sua potência varia
de 500 a 1.500 watts. Ele é o responsável p elo consumo mensal
entre 10 kWh e 15 kWh, cerca de 5% a 7% do consumo total de
energia de uma residência.
Para economizar energia na utilização do ferro elétrico, deve-
-se evitar ligá-lo várias vezes seguidas, pois o que mais consome
energia elétrica é o aquecimento do aparelho. Por isso, deve-se
acumular a maior quantidade possível de roupa para passá-la toda
226 de uma só vez.
<li
Com os fer ros automáticos, usa-se a temperatura indicada ra
·o
para cada tipo de tecido. É preferível passar primeiro as roupas e
<QJ
que requeiram temperaturas mais baixas. "O
·;;;
QJ
Para evitar acidentes na utilização desses aparelhos quando for e:::
E
necessário interromper o serviço, não se deve esquecer de desligar QJ
ra
o ferro, pois além de poupar energia, ainda se evitará o risco de º§
algum acidente. QJ
e
I.U
QJ
Também é preciso tomar muito cuidado para não encostar o "O
ferro elétrico no fio da tomada quando ele estiver sendo utilizado. o
E
:,
Terminado o uso do ferro, o fio não deve ser enrolado ao redor do <li
e
aparelho ainda quente. O fio do ferro elétrico jamais deve ser emen- o
dado. Caso ele arrebente, deve ser trocado por um novo.
u
o

Torneira elétrica
A torneira elétrica tem uma potência média de 3.500 watts. É
um conforto que consome muita energia. Por esse motivo, deve ser
usada somente em caso de necessidade. Deve-se evitar o seu uso
no verão, bem como em regiões de clima quente.

Máquina de lavar roupa


A máquina de lavar roupa é um equipamento que possui um
ciclo de funcionamento com operações de lavagem, enxágue e
centrifugação. Tem uma potência variável entre 500 watts e 1.000
watts e consome de 5 kWh a 10 kWh por mês, de 2% a 5% do total
de energia consumido em uma residência. Para economizar energia
e água, o usuário deve procurar lavar, de uma só vez, a quantidade
máxima de roupa indicada pelo fabricante. O filtro da máquina deve
ser limpo com frequência. Deve ser utilizada somente a dosagem
correta de sabão especificada pelo fabricante para que não haja ne-
cessidade de repetir a operação "enxaguar". Também é importante
ler com atenção o manual do fabricante para saber tirar o máximo
proveito da máquina de lavar.

Secadora de roupa
Para se economizar energia elétrica, o tempo de funcionamen-
to da secadora deve ser regulado de acordo com a temperatura
necessária à secagem dos diversos tipos de tecidos. Para tanto,
consulta-se o manual do fabricante antes de sua utilização. A má-
quina deve ser usada somente depois de juntar a quantidade de
roupa correspondente à sua capacidade máxima. 227
~ Máquina de lavar louça
-:,
Q)
;':
:, Para economia de energia, a máquina de lavar louça será uti-
e-
<C
lizada sempre em sua capacidade máxima. Deve-se evitar ligá-la
Q) com pouca louça, e manter os filtros limpos.
"C

-...
o
Q)
·o
Q. Televisor
o
Q)
<li O televisor é um eletrodoméstico muito utilizado, em média de
"'u 4 a 5 horas por dia, em cada residência. Tem uma potência de 70
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
watts a 200 watts, atingindo até mais, nos modelos mais antigos.
Consome mensalmente entre 10 kWh e 30 kWh, sendo responsável
Q)

'ºU' por cerca de 5% e 15% do consumo total de uma residência.

-"'
~
< li
e:
Entretanto, é comum o televisor ficar ligado horas seguidas,
mesmo quando não está sendo utilizado, e isso acarreta um aumento
desnecessário de consumo - o mesmo vale para computadores e im-
pressoras. Para economizar energia na utilização desses aparelhos,
existem apenas duas maneiras: não deixar o televisor ligado sem
necessidade e evitar dormir com o televisor ligado, usar o timer
para que desligue automaticamente.
Para evitar acidentes, nunca se deve mexer no interior dos tele-
visores, mesmo desligados. A carga elétrica pode estar acumulada
e provocar choques perigosos.

Aquecedores de água
São aparelhos que consomem muita energia. Por isso, deve-se
tomar cuidado para não deixá-los sempre ligados. O seu uso tem
de ser planejado, e ele deve ser ligado apenas durante o tempo ne-
cessário para que o usuário tenha a sua água aquecida. Se possível,
deve-se instalar um temporizador (timer) para controle automático
do funcionamento.
No verão, o termostato do aquecedor deve ser regulado para
uma temperatura menor. Dessa maneira, o seu tempo de funcio-
namento será menor. Por serem os termostatos dos aquecedores
elétricos normalmente regulados de modo a se obter temperaturas
excessivamente altas, muitos dos sistemas de aquecimento insta-
lados, senão a quase totalidade, sustentam níveis de consumo de
energia muito acima do efetivamente necessário. Nos pontos finais
de uso, a água, exageradamente aquecida, acaba sendo misturada
à água fria para ser usada. É essencial que se procure descobrir
as temperaturas mínimas exigíveis nos diferentes usos finais e
que se meça a temperatura efetiva com que a água está chegando
a esses terminais de uso. O termostato deverá ser regulado para
228 se obterem as temperaturas mínimas desejadas. Para o banho,
por exemplo, a literatura técnica específica e as observações "'
ra
·o
práticas recomendam uma mistura de 70% de água fria e 30% e
<QJ
de água quente, e apesar de a água ter de ser aquecida a uma "O
·;;;
temper atura mais alta, o volume final de água quente consumida QJ
e:::
é sensivelmente menor. E
QJ
ra
Em alguns casos, é possível que se mostre rentável descen- º§
tralizar o aquecimento da água, mantendo vários aquecedores QJ
e
I.U
localizados, estrategicamente, o mais próximo possível dos pontos QJ
"O
de consumo, ou modificar o layout dos pontos finais de uso da o
água aquecida, de modo a agrupá-los mais perto dos aquecedores E
:,
existentes. "'
e
o
u
o
Condicionadores de ar
O consumo de energia elétrica pelo condicionador é variável
(representa em média cerca de 2% a 5% do valor da conta de luz
de uma residência). O consumo pode variar em função da tempe-
ratura ambiente, da temperatura desejada, da umidade do ar e de
outros parâmetros, como a circulação do ar e o isolamento térmico
do local, o que possibilita uma série de medidas eficazes para a
redução nos gastos de energia.
Qualquer que seja o sistema utilizado para o condicionamento
artificial do ambiente (central ou pequenas unidades), algumas
regras devem ser seguidas, de modo que se consiga obter o máximo
de rendimento com um mínimo de energia.

A ILUMINAÇÃO E O CONSUMO
DE ENERGIA
De acordo com alguns estudos, a iluminação é responsável
por cerca de 20% do consumo total de energia elétrica de uma
residência. Por esse motivo, sempre que possível o arquiteto deve
dar preferência à luz natural.
Para economizar energia elétrica na iluminação de uma edifi-
cação, é importante escolher corretamente o tipo de lâmpada que
será utilizada. Para tanto, é preciso conhecer algumas caracterís-
ticas das lâmpadas.
Por exemplo, a vida média de uma lâmpada incandescente é de
1.000 horas. Para que isso ocorra, a lâmpada tem de ser usada na
voltagem certa. Nas concessionárias, as voltagens da rede elétrica
são 127 V ou 220 V. Lâmpadas de voltagem menor do que a da rede
duram menos e queimam com mais facilidade. Por outro lado, as
lâmpadas fluorescentes têm uma vida média dez vezes maior (de 229
~ aproximadamente 10.000 horas). Elas custam mais, porém duram
-:,
Q)
;':
:,
e iluminam mais que as incandescentes. Por isso, não precisam ser
trocadas constantemente, o que acaba diminuindo os gastos com
E" a iluminação. Portanto, uma boa dica para se economizar energia
<C
Q)
"C elétrica nas residências é estudar a viabilidade de substituição das
-...
o
Q)
·o
lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas.
Na ausência de um projeto específico de iluminação, podem
Q.
o ser tomadas algumas medidas, visando à redução do consumo de
Q)
<li energia elétrica em uma edificação, por exemplo, a utilização de
"'u lâmpadas adequadas para cada tipo de ambiente; a redução da
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
iluminação ornamental de vitrines e luminosos, no caso de estabe-
lecimentos comerciais; desligar sempre as lâmpadas de dependên-
Q)

'ºU" cias desocupadas, salvo aquelas que contribuem para a segurança;


reduzir a carga de iluminação nas áreas de circulação, garagem,
-"'
~
< li
e: depósitos etc., observando sempre as medidas de segurança.
A cor das paredes também influencia na iluminação e, conse-
quentemente, no consumo de energia elétrica. Para gastar menos com
iluminação, devem ser evitadas cores escuras nos tetos e paredes,
pois exigem lâmpadas mais fortes que consomem mais energia.
Outro ponto importante é a limpeza periódica de paredes,
janelas, forros e pisos, pois uma superfície limpa reflete melhor a
luz, de modo que menos iluminação artificial se torne necessária.
A escolha das luminárias também interfere no consumo de
energia. Por exemplo, luminárias abertas podem melhorar o nível de
iluminamento. Além disso, sempre devem ser limpos os locais onde
estão instaladas as lâmpadas, como: globos, lustres, arandelas etc.,
pois a sujeira diminui a iluminação. Também deve ser verificada a
possibilidade da instalação de timer para controle da iluminação
externa, letreiros, vitrines e luminosos.
Alguns hábitos também influenciam no consumo de energia,
como: acender lâmpada durante o dia em vez de abrir bem as
janelas, cortinas e persianas, deixando que a luz do dia ilumine a
casa, ou deixar acesas as lâmpadas dos ambientes que não estão
sendo ocupados.

AQUECIMENTO DE ÁGUA: COMO


GASTAR MENOS
Como se sabe, o aquecimento de água é responsável por gran-
de parcela do consumo de energia elétrica em uma edificação. As
residências que dispõem de aquecimento central , por exemplo,
consomem, em quilowatts, cerca de quatro vezes mais do que o
gasto médio de residências que não fazem uso de aquecimento
230 central. Para se ter uma ideia, o aquecimento central sozinho,
numa residência padrão de cinco moradores, gasta 340 quilowat ts "'
~
·o
em média, equivalendo a 42,5% do consumo total. e:
<Q)
"C
Embora consuma grande parte do total de quilowatts disponí- ·.;;
Q)
c::i::
veis mensalmente, o equipamento central responde, em contrapar-
tida, à demanda de vários serviços diferentes, do aquecimento de E
Q)
~
água para banhos e torneira até a calefação de ambientes. º§
Q)
Algumas medidas poderão ser tomadas para gerar uma sen- e:
I.U
sível economia no uso desses equipamentos: equipar o aquecedor Q)
"C
central com temporizador (timer), que, programado segundo as o
rotinas domésticas, oferece conforto e economia ao mesmo tempo. E
:,
"'e:
A substituição do chuveiro e da torneira elétrica também deve o
u
ser considerada na hora da elaboração do projeto. Uma opção é o
o aquecimento solar, que pode significar uma redução em torno
de 70% na conta de luz. Segundo alguns estudos, essa economia
propicia a amortização do investimento inicial num período de
dois anos, de acordo com o número de pessoas na casa e com a
utilização do sistema.
Em tempos de eletricidade cada vez mais escassa e cara, o
arquiteto e o engenheiro elétrico devem considerar o aproveita-
mento da energia solar como um eficiente coadjuvante no projeto
de instalação elétrica.
Ao contrário do que muita gente pensa, a energia solar não
substitui a energia convencional, pois esse sistema se aplica so-
mente ao abastecimento de água quente, o que pode representar
uma economia considerável na conta de luz.
Outra alternativa a ser considerada é o aquecedor a gás, ven-
dido a preços acessíveis, que consome o equivalente a um terço de
energia em relação à energia elétrica. Também podem ser utilizados
os aquecedores de passagem (compostos por uma resistência um
pouco mais potente que a do chuveiro elétrico). Esses equipamen-
tos são acionados automaticamente quando é aberta a torneira de
lavatórios, bidês, banheiras, chuveiros e pias.

231
Sabe-se que os sistemas de condicionamento de ar consomem
muita energia elétrica. Portanto, um dos primeiros passos para se
obter economia a partir do projeto é saber dimensionar corretamen-
te o equipamento e conhecer sua capacidade. A unidade adotada
é o BTU (British Thermal Unit).
Na etapa do projeto, o arquiteto deve verificar a real necessi-
dade de refrigeração do ambiente, pois o superdimensionamento
acar retará um gasto maior de energia do que o requerido; já o
subdimensionamento dispenderá um trabalho além da capacidade,
resultando também em desperdício de energia.
Outra coisa importante é conciliar a direção do vento com
a ent rada de luz. Como isso às vezes não é fáci l, primeiro o ar-
quiteto deve pr ojetar a entrada de luz do Sol e depois dispor as
barreiras de vento, direcionando-as. É importante r essalta r que
a estrut ura da edificação também exerce grande influência na
necessidade ou não do equipamento. Se a edificação tiver paredes
grossas, ter á maior inércia térmica eliminando ou diminuindo
o uso de condicionadores de ar. Por outro lado, se tiver muitas
ár eas envidraçadas, o ar-condicionado pode ser essencial para o
conforto do ambiente.
Os condicionadores de ar são dimensionados pela quantidade
de calor que retiram do ambiente em um determinado tempo.
Assim, a escolha do equipamento adequado depende de algumas
variáveis, das quais uma das mais importantes é a área a ser climati-
zada. Um condicionador de ar com capacidade inferior à necessária
pode, por exemplo, estar constantemente ligado, sem que o conforto
desejado seja atingido. A eficiência térmica dos condicionadores de
ar é definida como a r azão entre a quantidade de calor retirada do
ambiente e a energia elétrica gasta para isso. Na compra de novos
equipamentos, deve-se sempre dar preferência aos de eficiência
térmica mais elevada.
O mercado oferece duas categorias de produtos (ar-condi-
232 cionado): os tradicionais aparelhos de janela, compostos de um
único compartimento responsável por retirar o calor do ambiente
e transferi-lo para a atmosfera, e os splits*.
<<11
"O

O aparelho de janela deve ser posicionado em uma parede com


pouca insolação e sem obstáculos. A face externa deve ter distân-
-
o
e
<11
E
cia de, pelo menos, 92 cm de um anteparo frontal e 50 cm de um "'oe
lateral. O cano de drenagem é uma mangueira plástica de 3/8". O ·u
mesmo serve para o split.
:ae
Os splits são constituídos de uma unidade interna, a evapo-
8<11
"O
radora, encarregada da climatização do espaço, e uma externa, a
"'
condensadora, que expulsa o calor. A evaporadora deve ficar em um "'
E
local com pouca insolação e sem barreiras, respeitando a distância
mínima lateral de 50 cm. Já a condensadora (externa) deve ficar
-
<11
.!!!
IJ'J

em um ponto ventilado. A distância entre ambas varia de 3 m a 15


m, conforme a capacidade do produto.
A vantagem do split em relação ao aparelho de janela é a re-
dução do nível de ruído, pois o compressor (que é a parte mais ba-
rulhenta) fica do lado de fora. Outra vantagem é que os aparelhos
de janela podem ser instalados de uma única forma , enquanto os
splits atendem a diferentes pontos do cômodo. Quanto a renova-
ção do ar, a maioria dos modelos split não realiza a troca de ar no
ambiente, apenas determinados modelos contemplam essa função.
Independentemente da escolha, nos dois casos, a instalação
deve ser feita por um técnico credenciado, que determinará a carga
térmica necessária (medida em BTU/h) para refrescar o ambiente.
Também é importante ressaltar que a qualidade do ar e a eficiência
do aparelho dependem da limpeza periódica do filtro. Os fabrican-
tes, normalmente, recomendam a higienização do filtro a cada duas
ou quatro semanas, dependendo do nível de poluição local.

DIMENSIONAMENTO DE
AR-CONDICIONADO (SPLITS)
Para o cálculo da carga térmica (BTUs) necessárias para a
refrigeração do ambiente devem ser consideradas algumas variá-
veis, como, por exemplo, o tamanho do pé direito, a quantidade de
janelas e portas, a orientação solar, o fluxo de pessoas e a presença
de equipamentos que irradiam calor.
A seguir apresenta-se um método bastante simples para o
cálculo em residências que leva em consideração apenas a inci-
* (M ELLO, de Campos
dência ou não de luz solar no ambiente e o número de pessoas que
Raphaela. Ar-condicionado
frequentarão esse mesmo ambiente. sem entrar numa fria.
Arquitetura & Construção,
São Paulo, Abril, p. 112-114,
dez. 2008.) 233
~
AMBIENTES SEM EXPOSIÇÃO
-:,
Q)
;':
:, A RAIOS SOLARES
E"
<C
Q) O cálculo é feito da seguinte forma:
"C

-...
o
Q)
·o


para cada m 2 (metro quadrado), multiplica-se por 600 BTU
cada pessoa adicional soma 600 BTU (a primeira pessoa
Q.
o não é contabilizada)
Q)
<li
• cada equipamento eletrônico soma 600 BTU
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q) Exemplo de cálculo
'ºU"
-"'
~
< li
e:
Dimensionar um aparelho de ar-condicionado para um dormi-
tório de 12 metros quadrados, que será frequentado por duas
pessoas:
(600 x 12) + 600 = 7.800 BTUs

AMBIENTES COM EXPOSIÇÃO


A RAIOS SOLARES
Caso haja incidência de raios solares onde o ar condicionado
será instalado haverá uma maior exigência do aparelho, dessa
forma o cálculo da conta será um pouco diferente (aconselha-se
considerar 800 BTU para cada medida)

Exe mplo de cálculo


Dimensionar um aparelho para um dormitório de 12 metros
quadrados, que será frequentado por três pessoas (lembran-
do que a primeira pessoa não é compatibilizada no cálculo,
somente as demais). Levar em consideração para o cálculo à
incidência de raios solares:
(800 x 12) + 800 + 800 = 11.200 BTUs

234
Figura 27.1 Modelos de splits. <<11
"O

-
o
e
<11
E
"'oe
'ij
:ae
Split teto 4 cantos Split cassete
Posicionado no centro do cômodo, Fica embutido no forro, indicado 8<11
com saídas de ar em quatro direçôes. para quem quer deixar as paredes livres.
"O
"'
"'
E
-
<11
.!!!
IJ'J

Split comer
Fixado no canto dos ambientes.

20cm

Split
Assim como os demais membros
dessa família, exige um orfíck> de
10 cm de diâmetro na parede por
onde passam tubos de cobre e
condutores elétricos.
Aparelho
de janela
Split vertical
Exige um
Possui leiaute
recorte vertical, ideal
retangular
para paredes
na parede.
estreitas.

-
Split piso/teto
Instalado no teto e/ou apoiado no
piso, otimiza a distribuição do ar.

235
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 27.2 Instalação de um Mono Split Consul.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li A distância da parede deve ser superior a 5 cm A distância do teto deve ser
"'u superior a 15 cm

-
·;:
' Q/
ü:i
<li
A distância da parede deve ser
superior a 1 5 cm
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e: A distância do piso deve ser superior a 230 cm

A distância da entrada
de ar da parede
deve ser superior a 25 cm

~
A distância da entrada de ar
da parede deve ser superior
a 25 cm

A distância da saída de ar
da parede deve ser
superior a 50 cm

Unidade externa

Comprimento máximo
da tubula âo 15 m

A altura deve
ser inferior a 5 m
Unidade interna

Fonte: Consul
236
Um aspecto importante a se considerar, com relação à refri-
geração em um projeto arquitetônico, diz respeito ao calor cedido
pelo compressor ao meio ambiente.
Todo calor retirado da câmara frigorífica é cedido ao meio am-
biente por meio do trocador de calor existente junto ao compressor.
Quase sempre, o compressor se situa no mesmo ambiente em
que está colocado o refrigerador, que, por sua vez, necessita operar
com as portas abertas. Dessa forma, ocorre alguma transmissão de
calor do compressor para sua respectiva câmara frigorífica, o que
prejudica sensivelmente a eficiência da refrigeração. Se houver con-
dicionamento de ar no ambiente, a sua carga térmica também será
aumentada por essa fonte de calor. Para evitar esse inconveniente,
recomenda-se que os compressores sejam colocados fora do am-
biente, em local de boa ventilação e protegidos contra intempéries.
Ao comprar um refrigerador, deve-se optar por um que aten-
da às necessidades de uso. Quanto maior o refrigerador, maior o
consumo de energia. O equipamento deve ser instalado em lugar
arejado, com boa ventilação e distante de qualquer fonte de calor,
como os raios solares ou fogões. O aparelho não deve ser encosta-
do nas paredes ou móveis. Com o motor bem ventilado, melhora a
eficiência do equipamento.
Na instalação de refrigeradores e balcões frigoríficos, é im-
portante consultar o manual do fabricante para saber a regulagem
correta desses equipamentos. No inverno, recomenda-se regular
o dial em posição mais baixa, mantendo-se a temperatura nos
mesmos padrões do verão.
Na manutenção periódica, verificam-se o isolamento térmico
das tubulações de líquido e gás; a limpeza dos evaporadores e con-
densadores; as pressões de sucção e de descarga dos compressores;
a existência de vazamentos de fluido frigorígeno.

237
O arquiteto deve prever no projeto arquitetônico um compar-
timento com todas as condições para que o engenheiro eletricista
possa projetar a cabina de força de acordo com as exigências da
concessionária local. Essas cabinas servem para abrigo de transfor-
madores e equipamentos auxiliares (fusíveis, disjuntores, chaves
seccionador as etc.) e variam de dimensões conforme a potência
de carga instalada.
Na falta de espaço para a execução de cabinas convencionais,
normalmente executadas em alvenaria, adota-se uma cabina feita
em chapa de aço, denominada cabina blindada, cujas dimensões
também variam conforme a potência de carga instalada e exigências
da concessionária fornecedora de energia elétrica.
De acordo com a Norma Técnica - Fornecimento de Ener-
gia Elétrica a Edifícios de Uso Coletivo, da CPFL (publicada em
18/06/2004), é obrigatória a construção, pelo cliente, em local de
fácil acesso, com condições adequadas de iluminação, ventilação
e segurança, de cabina interna, cubículo compacto ou base de
concreto no recuo ou imediatamente após o recuo da edificação,
destinados à instalação de equipamentos de transformação, prote-
ção e outros, pertencentes à concessionária fornecedora de energia
elétrica e (ou) ao cliente, desde que obedecidas a uma ou ambas
das seguintes condições:
• Quando a demanda calculada do edifício for superior a 100 kVA
(referente somente às unidades consumidoras com carga ins-
talada abaixo de 75 kW) , calculada de acordo com as tabelas
e regras contidas na referida norma.
• Quando houver uma ou mais unidades consumidoras com carga
instalada superior a 75 kW.

Também é important e ressaltar que, se uma ou mais unida-


des de consumo tiverem cargas instaladas superiores a 75 kW,
essas unidades devem possuir transformadores e instalações
238 particulares que podem ou não ser localizados dentro do mesmo
posto de t ra nsformação, ao lado dos equipamentos e eventuais o
\.1

tran sformadores da CPFL, que alimentam as demais unidades e


....
<O
consumidoras. Nesse caso, os equipamentos são instalados em <11
·":,
=
boxes individuais. C"'

Os edifícios coletivos com capacidade de transformação acima <


.8
de 500 kVA, ou em cabinas de uso misto com os transformadores da
CPFL, devem possuir pelo menos um compartimento individual de ·e
<11

Q.

2 m x 2,6 m além do necessário, para futuros aumentos de carga o


e
dos transformadores da concessionária fornecedor a de energia ~
~
elétrica. Segundo a Norma Técnica da CPFL, no caso de unidades o
u..
consumidoras com t ransformação própria, essa previsão ficará a <11
"O
critério do particular. li)
~
e
:e
~
u
<11
LOCALIZAÇÃO DAS CABINAS "O
o
1~
li)

Segundo a Norma Técnica da CPFL (Fornecimento de Energia ·;;:


Elétrica a Edifícios de Uso Coletivo), quando a cabina for isolada do ...<11
Q.

edifício principal, sua localização deve ser no máximo a 6 m da via


pública, com acesso fácil a partir desta e podendo ser enterrada,
semienterrada ou de construção normal sob o solo.
Se a cabina for parte integrante do edifício principal, deve
se localizar no limite do edifício, o mais próximo possível da via
pública, locada no subsolo ou andar térreo. Em qualquer caso, é
obrigatória a facilidade de acesso para o pessoal da concessionária
fornecedora de energia elétrica e para eventual troca de transfor-
mador com potência prevista de até 500 kVA.
Para instalação da cabina ou base de concreto com caixa de
passagem no recuo da edificação, ou imediatamente após, o ar-
quiteto deve providenciar a aprovação do projeto pela prefeit ura
municipal antes do início da execução dos serviços.

TIPOS DE CABINAS
• Cubículo compacto: instalação externa (no recuo da edifica-
ção), classe 15 kV, ventilação natural, para acondicionamento
de transformador de uso exclusivo da CPFL.
• Cabina exclusiva para transformadores da CPFL, com potência
nominal até 500 kV, inclusive: dimensões mínimas de 3,5 m x
5 m e pé-direito recomendado de 3 m e no mínimo de 2, 7 m,
e com as demais car acterísticas da Norma Técnica da CPFL
(Fornecimento de Energia Elétrica a Edifícios de Uso Coletivo).
• Cabina exclusiva para transformadores da CPFL, com potência
nominal de 501 kVA a 1.000 kVA, inclusive: dimensões míni- 239
~ mas de 4,6 m x 9 m e pé-direito mínimo de 3 m, com divisões
-:,
Q)
;':
:,
internas e com compartimento de bar ramento.
e-
<C
• Cabina exclusiva para transformadores da CPFL, com potência
Q)
nominal acima de 1.000 kVA: deve ter as mesmas caracterís-
"C ticas do item anterior, para cada 500 kVA adicionais, porém,
-...
o
Q)
·o
acrescentar mais um cubículo mínimo de 2 m x 2,6 m.
Q. • Cabina mista (particular e CPFL) até 1.000 kVA, alimentada
o
Q) por cabo 15 kVA único.
<li

"'u • Cabina mista (particular e CPFL) acima de 1.000 kVA, alimen-


-
·.:::
' Q/
ü:i
<li •
tada por cabos 15 kVA distintos.
Cabina exclusiva do particular deve ser construída conforme NT
Q)

'ºU' 113 - Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária.

-"'
~
< li
e:
Figura 29.1 Cabina de força.

X
~1
Obs.:
Pé-d ireito
H ;;,,2,70 m
y

Figura 29.2 Cabina blindada.

Planta
íl'-----íl I
Corte

240
As bombas são equipamentos mecânicos. Dessa maneira, estão
sujeitas a problemas operacionais que vão de uma simples redução
de vazão até o não funcionamento generalizado ou colapso comple-
to. Mesmo que o equipamento tenha sido bem dimensionado pelo
projetista, instalado e operado corretamente pelo instalador, estará
sujeito a desgastes físicos e mecânicos com o tempo.
No projeto arquitetônico, as bombas deverão ser alojadas num
compartimento denominado de casa de bombas. Esse comparti-
mento deverá ter dimensões tais que tenham espaços suficientes
para permitirem, com certa comodidade, montagens e desmon-
tagens dos equipamentos e circulação de pessoal de operação e
manutenção, de acordo com as normas técnicas em vigor e com as
recomendações dos fabricantes.
Estudos sobre a disposição dos equipamentos e drenagem dos
pisos são essenciais. Na elaboração de projeto arquitetônico, é im-
portante o estudo da iluminação, ventilação e acústica. O emprego
de degraus deve ser restrito, mas, sempre que for necessário, não
poderão ser economizados corrimãos.
A casa de máquinas para piscinas, por exemplo, deve situar-se
o mais próximo possível do tanque e em nível inferior ao da água da
piscina*. Esse posicionamento evita o emprego de tubulações ex-
tensas, proporcionando menor custo na construção e escorvamento
automático das bombas. Recomenda-se que a área da casa de máqui-
nas seja, no mínimo, duas vezes e meia maior que aquela ocupada
pelos equipamentos e que o pé-direito seja no mínimo de 2,3 m.
O local deve ser bem iluminado e ter boa ventilação, com piso lavável *(CAPOZZI, Simone. Tire
dotado de sistema de drenagem e parede revestida de material não partido de elemento s
útei s, ma s pouco estéti cos.
absorvente de umidade. A área de ventilação deve ser, pelo menos, Arquitetura & Construção,
igual a 1/4 da área do piso e a iluminação, no mínimo, de 250 lux. As São Paulo, Abril, n. 4, p. 102-
portas devem abrir para fora e ter largura mínima de 0,80 m. 103, jul. 1989.)
241
~ A instalação elétrica das bombas deverá seguir as instruções da
-:,
Q)
;':
:,
NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Procedimentos)
e ser executada por um profissional habilitado, conforme recomen-
E" dação da NR 10 (Instalações e Serviços em Eletricidade). Para uma
<C
Q)
"C ligação elétrica correta é importante observar na placa de identi-
-...
o
Q)
·o
ficação do motor, o esquema compatível à tensão da rede elétrica
local. No circuito elétrico que alimenta a bomba, de acordo com a
Q. NBR 5410, é obrigatória a instalação de um interruptor diferencial
o
Q) residual (DR). Esses dispositivos possuem elevada sensibilidade,
<li
que garantem proteção contra choques elétricos.
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
Reservatório
superior

Quadro ou chave
de partida com
proteção

Registro
de gaveta ~
Válvula de
retenção _ _,._.,
Redução j
concêntrica

Válvula de pé com crivo

Distância mínima do
fundo da captação: 30 cm

Reservatório
inferior (captação)
242
Entendem-se por shajts, ou dutos verticais, os espaços livres
para passagem de tubulações. Essas aberturas, convenientemente
estudadas e previstas na fase de projeto, eliminam algumas inter-
ferências na obra, como a quebra da alvenaria para passagem das
instalações; facilitam as futuras operações de manutenção e opera-
ção do sistema, além de diminuir custos, melhorar a produtividade
e incrementar a qualidade.
Há muito tempo adotado no exterior, somente há alguns anos
o shaft visitável começou a ser adotado em prédios residenciais
brasileiros, particularmente em obras bem planejadas.
O sistema de shaft visitável requer uma tampa de fechamento,
em geral feita de prolipropileno e revestida por filme acrílico, para
esconder as t ubulações. Essas tampas são, geralmente, apara-
fusadas , com a facilidade serem de removidas para inspeção da
instalação.
Na fase de elaboração do projeto arquitetônico, os shafts e
demais áreas técnicas devem ser bem definidos, em conjunto com
todos os projetos complementares de instalações: elétrica, teleco-
municações, hidráulica, ar-condicionado e outros sistemas especiais.
Os pisos técnicos, ou pavimentos mecânicos, são opções eficientes,
principalmente em grandes áreas comerciais ou hospitais. Apesar
de permitirem grande facilidade na hora de realizar serviços de
manutenção ou melhoria, trata-se de soluções arquitetonicamente
caras. Para o caso de edifícios comerciais, o mais comum é optar por
pisos elevados, principalmente em CPD (centro de processamento de
dados). Junto com os forros removíveis, esse sistema permite maior
flexibilidade de layout e facilita a manutenção dos itens elétricos.
Já para os hospitais, os pavimentos mecânicos são de fundamental
importância em áreas de centros cirúrgicos, onde equipamentos de *(C ICHINELLI, Gisele.
elétrica ou de ar condicionado de médio e grande porte não podem Padrão internacional.
conviver no mesmo espaço em que circulam as pessoas envolvidas Téchne, São Paulo, Pini,
nas cirurgias. A manutenção, quando necessária, é feita sem inter- n. 92, p. 50-56, nov.
rupção das atividades daquele pavimento*. 2004.)
243
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 31.1 Previsão de shafts para prumadas (incêndio, gás, telefone, eletricidade etc.).

e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Elevador Elevador

Q. Telefone
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
Hidrante

Figura 31.2 Shaft para subida de instalações elétricas, telefônicas e de TV.

244
Figura 31.3 Pavimentos técnicos de manutenção.

/~
3

1,5

1,5
1

1
lnterpavimentos técnicos
3 Obs.: muito caro. Justificável
em alguns locais específicos.
1 1
1

1,5
+

1,5

1,5

..1 L

245
É um elevador que, por meio de máquinas e motores elétricos,
é tracionado para subir e descer. Fazem parte desse conjunto (ele-
vador elétrico), basicamente, a cabina com os comandos internos,
uma fiação que interliga a cabina e o quadro de comando na casa de
máquinas, guias, cabos de tração e contrapeso. Na casa de máquinas,
encontra-se o quadro de comando e a máquina de tração (num aco-
plamento de motor elétrico mais redutor mecânico). Os elevadores
elétricos estendem-se desde controlados por lógica de relés até os
mais modernos, com sistemas eletrônicos de alta tecnologia.
Antes da execução da obra civil, o arquiteto deve escolher o
tipo de elevador que será utilizado e quais as necessidades espe-
cíficas para seu uso. É importante pesquisar o que há no mercado,
por meio das empresas fabricantes e fornecedoras. Os aspectos
visuais de revestimento da cabina, embora haja muitas opções,
normalmente é a parte mais simples. Mas, os itens que envolvem
estudo de fluxo de usuários, desempenho, velocidade, consumo de
energia, segurança, acessibilidade e necessidade do que e quanto
transportar, além do contrato de manutenção pós-venda, muitas
vezes, fica de lado nas decisões, o que pode acarretar futuros pro-
blemas de uso e manutenção.
Com relação à infraestrutura necessária para a instalação
de elevador, o arquiteto deve prever, no projeto arquitetônico, o
posicionamento e dimensionamento correto da casa de máquinas,
da caixa e do poço.
A casa de máquinas é destinada à colocação das máquinas,
painéis de comandos e seletor, limitador de velocidade e outros
componentes da instalação. O arquiteto deve posicioná-la, preferen-
cialmente, na parte superior do edifício, sobre a caixa do elevador.
Quando a casa de máquinas estiver sit uada em outro local do prédio
(por exemplo: na parte inferior do edifício, ao lado do poço), obriga-
toriamente deverá ser construída uma caixa de polias sobre a caixa.
A caixa é o recinto formado por paredes verticais, fundo do
246 poço e teto, onde se movimentam o carro e o contrapeso.
O poço é o recinto situado abaixo do piso da pareda extrema o
u
·;:
inferior, na projeção da caixa. O poço deve ser impermeável, fechado ....
'<11
e aterrado, e nele não deverá existir qualquer obstáculo que dificulte i:i:j
...o
a instalação dos parelhos do elevador ( como sapatas ou vigas que "C
invadam o poço, por exemplo). Para tanto, é imprescindível uma ~
boa compatibilização entre os projetos arquitetônico, estrutural e ~
1.1,j

de instalações do edifício.
A NBR 71 92 - Elevadores elétricos- elevadores de passageiros,
elevadores de carga, monta-cargas e elevadores de maca - Projeto,
Fabricação e Instalação, da Associação Brasileira de Normas Técni-
cas - ABNT fixa as principais exigências para a casa de máquinas,
caixa e poço de elevadores no projeto arquitetônico.
É importante lembrar que, ao contrário do que parece, o eleva-
dor é considerado o meio de transporte mais seguro dentro de uma
edificação, desde que haja uso adequado, manutenção eficiente e
realizada com responsabilidade técnica.

NOVAS TECNOLOGIAS PARA O


TRANSPORTE VERTICAL
Atualmente, os equipamentos para o transporte vertical de
passageiros evoluíram muito. Entre as novidades destacam-se os
elevadores sem casa de máquinas, os acionamentos com sistemas
de regeneração de energia elétrica e os antecipadores de chamada*
A velocidade dos elevadores que muito tempo ficou estagnada
na faixa de 5 m/s, praticamente dobrou com o desenvolvimento
de controle microprocessado VVVF (variação de velocidade pela
variação de voltagem e frequência), aplicados a motores de cor-
rente alternada. De acordo com os fabricantes, o VVVF agregou
aos elevadores aproximadamente 35% de economia de energia por
permitir ao equipamento partir com uma corrente menor. Além
disso, eliminou os desagradáveis trancos e reduziu bastante o nível
de ruídos na casa de máquinas.
A nova tecnologia para o controle de acesso foi outra inovação
incorporada aos sistemas de transporte vertical. Esses dispositivos per-
mitem que o elevador seja acionado apenas por pessoas previamente
reconhecidas por um inteligente sistema de biometria, por exemplo.
Além da operação mais racional e da adição de acessórios de se-
gurança, em algumas situações a garantia de espaço para a casa de
máquinas deixou de ser uma obrigação nos projetos arquitetônicos.
Após o desenvolvimento de máquinas de tração compactadas, além
do emprego de suspensão por cintas de poliuretanos com apenas
3 mm de espessura, que dispensam lubrificação, todo o maquinário
antes situado na casa de máquinas pôde ser instalado no interior
*(NAKAM URA, Juliana. Sobe
da caixa de corrida. Para o empreendedor, essa tecnologia trouxe e desce inteligente. Téchne, São
muitas vantagens, a começar pelo ganho de área útil e pela elimi- Paulo, Pini, n. 159; p. 42-45, jun.
nação dos custos de construção da casa de máquinas. 2010.) 247
Figura 32.1 Posicionamento esquemático dos diversos componentes do elevador.

Máquina de tração

Quadro de
comando
~~1'"1f--~L- Limitador de
velocidade

Motogerador

Chapa para fixação ---<- - Contrapeso


dos cabos de tração

Fita seletora ---+---,

Longarina da
armação do carro

Viga para
fixação das guias

Guia do contrapeso

Para-choque
de mola

Fonte: Manual de transporte ver tical em edifícios, Indúst rias Villares S.A., Departamento técnico, ir ed.
São Paulo: Pini, 1994.

248
A qualidade de um sistema predial deve ser entendida como
a satisfação do usuário, o que implica a otimização de t rês va-
riáveis multifuncionais: desempenho técnico do sistema, custos
envolvidos e prazos adequados. Com esse objetivo, os avanços
conceituais e tecnológicos que vêm ocorrendo na área dos sis-
temas p rediais ( hidráulica, elétrica, telefoni a, gás etc.) têm- se
concentr ado no desenvolvimento de modelos e met odologias
que visam sobretudo à qualidade total nas várias etapas que
envolvem a impla ntação desses sist emas.
Diminuir custos, melhorar a produtividade e incrementar a
qualidade são metas que algumas construtoras começam a adotar
em suas obras, substituindo os sistemas convencionais por sistemas
alternativos, utilizando novos conceitos e tecnologias.
Dessa maneira, a adequação dos avanços observada nesse
segmento está diretamente relacionada ao nível de atendimento
das reais necessidades dos usuários. Cabe ao arquiteto planejar e
prever essas necessidades.
A instalação e a operacionalização desses novos equipamentos,
bem como a implementação desses novos conceitos, exigem do ar-
quiteto a adoção de sistemas construtivos e a previsão de espaços
adequados na concepção do projeto de arquitetura.
As revistas Téchne (Editora Pini) e Arquitetura & Constru-
ção (Editora Abril) são boas fontes para a pesquisa sobre novos
conceitos e tecnologias em sistemas de instalação elétrica predial
(ver "Referências bibliográficas").

249
~
NOVOS COMPONENTES
-:,
Q)
;':
:, E EQUIPAMENTOS*
E"
<C A NBR 5410 elevou bastante o padrão de qualidade e segurança
Q)
"C das instalações elétricas. Na escolha dos componentes e equipamen-
-...
o
Q)
·o
tos das instalações elétricas prediais, é importante a certificação
desses itens, hoje obrigatória pelo Inmetro .
Q.
o Atualmente, o mercado brasileiro busca se igualar ao que é
Q)
<li
oferecido aos consumidores estrangeiros.
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Com relação aos dispositivos de comando, por exemplo, a GE
apresenta os disjuntores Record Plus e Record, disponíveis com
Q)
três ou quatro polos termomagnéticos ou somente magnéticos,
'ºU" ambos ajustáveis, fixos ou extraíveis.
-"'
~
< li
e: Esses recursos possuem uma vasta gama de acessórios: conta-
tos auxiliares/alarme, bobinas de disparo e de mínima, comando
elétrico motorizado, manopla para montagem direta no disjuntor
e com eixo de extensão para montagem em painel.
A Siemens apresenta dispositivos residuais e contra surtos. Os
dispositivos DR 5SM1 são capazes de detectar as fugas de corrente
que possam existir em circuitos elétricos, desligando imediatamen-
te a alimentação. A instalação do dispositivo é simples, similar à
de um disjuntor. Basta um só DR após a chave geral para proteger
toda a residência.
Out ro produto é o Air-lig, composto por um disjuntor para
proteção de sobrecarga e curto-circuito e uma tomada, indicado
para suportar grandes cargas de corrente elétrica em equipamentos
especiais; deve possuir circuito exclusivo.
Para atender à recomendação da NBR 5410, a ABB comercializa
os dispositivos residuais para proteção às correntes de fuga à terra.
O equipamento é capacitado para desligar o circuito quando houver
fugas superiores ou iguais a correntes de 30 mA.
A empresa também apresenta minidisjuntores fabricados com
bobina para proteção magnética e um bimetal, para proteção de
sobrecarga. As peças também são comercializadas para a aplicação
residencial e comercial com trava e engate no trilho DIN em metal.
As tomadas foram adequadas para oferecer ao consumidor
toda a segurança possível por meio da nova norma NBR 14136
- Plugues e Tomadas para Uso Doméstico e Análogo até 20 A,
250 V. Baseada na norma internacional IEC 60906 e elaborada pela
Comissão de Estudo de Interruptores, Tomadas, Pinos e Placas
de Uso Geral pertencente ao CB-03 (Comitê Brasileiro de Eletri-
* (CI CHINELLI, Gisele.
Padrão Internacional. Téchne, cidade), da ABNT, a nova norma faz parte de uma série de ações,
São Paulo, Pini, n. 92; p. 50-5 6, no âmbito da normalização, com r espeito à segurança do usuário.
250 nov. 2004.) O mercado está buscando eliminar problemas de choque elétrico
no manuseio do plugue, de adaptação das tomadas às potências "'
~
ºSo
dos equipamentos, a redução dos maus contatos na conexão dos .2
condutores (nos plugues ou nas tomadas) e a eliminação do fio o
e:
u
verde pendurado nos equipamentos, para at ender à norma de ~
instalação elétrica NBR 5410. <11

As empresas investiram muito em novos designs de interrup-


tores e tomadas, atendendo às normas da ABNT e à certificação
-
"'
o
ºQi
u
e:
o
do Inmetro/Cepel. u
"'o
A Alumbra garante uma múltipla e versátil instalação, com >
o
várias opções de cores, com sua nova linha modular: Linha Ravelo z
Instale e Decore.
A linha Talari, da Siemens, apresenta design modular, com-
posto por módulos combináveis e placas ABS com alto brilho, nos
tamanhos 4" x 2" e 4" x 4", disponível nas cores brancas, marfim
e pérola, além de out ras cores. Por ser de concepção modular,
possibilita uma infinidade de combinações, adequando-se às ne-
cessidades de funcionalidade.
O Sistema X, da Pial Legrand, é ideal para instalações aparentes e
apresenta variedade de funções elétricas, mecanismos menores, mais
compactos e menos salientes na parede. Com formas arredondadas
e sem parafusos aparentes, a caixa e o mecanismo já vêm juntos,
em uma só peça, e a instalação pode ser feita com ou sem acoplador.
A Bticino apresenta uma linha de interruptores, tomadas,
pulsadores, tomadas e conectores para TV e sensores de presença
Living & Light, oferecendo aos consumidores a possibilidade de
ativar funções dentro de sua residência por meio de controle ou
comando diferenciado, com uma programação do horário de fun-
cionamento dos eletrodomésticos.
Para assegurar o perfeito funcionamento de todo o projeto da
rede elétrica de uma edificação, é de fundamental importância
saber escolher os fios e os cabos adequados a cada caso. As em-
presas também investiram muito em novos conceitos e modelos de
condutores de energia elétrica.
A Pirelli ( Prysmian) colocou no mercado os fios Pirastic
Super, do tipo BWF (antichama), com tensão de isolamento de
750 volts. Eles apresentam uma camada externa de composto de
PVC mais liso, com menor atrito, e outra interna, do mesmo material.
Utilizam fio sólido de cobre nu eletrolítico e oferecem resistência a
temperaturas de até 70 ºC ou 100 ºC em sobrecarga e até 160 ºC
em casos de curto-circuito. São encontrados em seções que vão de
0,5 mm2 a 16 mm2 , em rolos de 100 m, ou em carretéis econômicos
nas seções de 1,5 mm2 , 2,5 mm 2 e 4 mm 2 .
Outro exemplo são os cabos FP lançados pela Pirelli (Prys-
mian), que foram desenvolvidos par a resistirem a situações de 251
incêndios. A linha FP 100 é composta de cabos unipolares, com
seções de 1,5 mm 2 a 240 mm 2 , para serem instalados em circuitos
de alimentação de equipamentos que requerem alta potência, como
bombas de incêndio e exaustores. Já a linha FP 200, composta
por cabos multipolares, com seções de 1,5 mm 2 a 4 mm2 , deve ser
utilizada em circuitos de sistema de detecção de fumaça, alarmes
de incêndio, luzes de emergência ou outros sistemas que possam
garantir condições de fuga.

Figura 33.1 Disjuntor bipolar termomagnético.

Figura 33.2 Dispositivos residuais e contra surtos (DR).

Fonte: GE

252
Figura 33.3 Fios e cabos.
"'
~
ºSo
..2
o
e:
u
~
<11

-
"'
o
ºQi
u
e:
o
u
"'o
>
o
z

Fonte: Pry mia n

Figura 33.4 Novas tomadas padrão NBR 14136.

• •
Fonte: Btic ino

Figura 33.5 Interruptores e tomadas.

,.

D
Módulo de tomada em náilon 6.6,
autoextinguível, não propaga chama.

\ Placa em termoplástico
resistente a im pactos,
alto brilho e antiaderente
Fonte: Btic ino 253
~
CABEAMENTO ESTRUTURADO
-:,
Q)
;':
:, O cabeamento estruturado ou cables systems é utilizado para
E" interligação de sinais elétricos de baixa intensidade, tais como
<C
Q)
"C
transmissão de voz (telefonia), imagens (videoconferência), dados

-...
o
Q)
·o
(comunicação entre microcomputadores) e gestão técnica dos em-
preendimentos (automação de sistemas de segurança patrimonial,
Q. incêndio etc.).
o
Q)
<li
Trata-se de uma estrutura composta por um conjunto de co-
"'u nectores e cabos dispostos, interligados e testados segundo normas
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
técnicas de um projeto de engenharia. As fiações, prumadas e redes
de distribuição são reunidas em um único sistema, construído de
Q)
forma modular, com a utilização de componentes universais, per-
'ºU" mitindo a reconfiguração de qualquer um deles, sem a instalação
-"'
~
< li
e:
de um fio sequer, apenas com a reconexão de alguns cabos.
Basicamente, são três os atributos do sistema do cabeamento
estruturado*:
• Universalidade: capacidade de atender a qualquer sistema
ou equipamento.
• Perenidade: possibilidade de atender às necessidades atuais
e futuras com garantias de até quinze anos de equipamento e
cinco para evolução do sistema.
• Flexibilidade: atendimento a qualquer layout proposto.

Embora apresente um custo mais caro, a implantação do ca-


beamento estrut urado apresenta algumas vantagens em relação
ao sistema convencional, tais como: flexibilidade e modularidade,
evitando-se assim os inconvenientes de uma reforma no ambiente
de trabalho. Ao contrário do método convencional de distribuição de
cabos que adota sistemas rígidos e fixos, o cabeamento por sistemas
flexíveis permite tornar o layout variável conforme a necessidade
dos usuários, como, por exemplo, realizar a mudança de um posto
de trabalho (com microcomputador, telefone e até sinal de vídeo) de
forma rápida, segura e limpa.
Apesar dessas vantagens, o arquiteto deve tomar alguns cuida-
dos na elaboração do projeto arquitetônico. Por exemplo, os meios
de condução (sh ajts, dutos etc.) devem ser 50% maiores, em seção,
em relação aos sistemas convencionais de instalações. O projetista
deve criar também uma sala técnica para instalação principal do
cabeamento estruturado (distribuidor geral) e área disponível nos
andares para a distribuição nos pavimentos (distribuidor interno).
* FRANÇA, Eudes Cristiano; É importante ressaltar que o cabeamento estruturado exigirá até
BO RGES, Luc iano. A espinh a
dorsal dos edifíc ios in teligentes.
o dobro dos quadros normais para sistemas telefônicos e um sis-
Téchne, São Paulo, Pini, n. 141 , tema de aterramento independente do sistema de distribuição de
254 p. 44 -47 j an./fev. 1998. energia elétrica.
Figura 33.6 Cabeamento estruturado.
"'
~
ºSo
.2
oe:
u
~
<11

-
"'
o
ºQi
u
e:
o
u
Ar-condicionado "'o
o>
z

Fonte: Kro ne 255


~
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e-
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"C

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o
Q)
·o
Q.
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Q)
<li

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-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:

Fonte: Cegetec

Figura 33.8 Sala técnica onde se localizam os principais quadros de distribuição interligados por
cabos (ou fibra ótica), via prumada.

Sistema de controle e
gerenciamento de um edifício

Sala de
telecomunicações

Subsistema Subsistema
administração área de
i,,::;..._....;;..-4'-L-=;;;.._--------~-trabalho
Subsistema
da prumada ---+--++ segurança ~
(Backbone) >--41-------~-~--------<.. 8
- ...............- - - - - - - - - - - - - . . - - - "ü
'g
8
~
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Subsistema ·ri.
de campo ~
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(Backbone) (!)
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_gi
,.___ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _....,. $)
eo
e

Voz Dados Serviços prediais


Subsistema sala de equipamentos

256 Fonte: AT&T


Edificações que utilizam a energia com o máximo de eficiên-
cia ainda são novidade no mundo inteiro. Mas existem inúmeras
opções que já podem ser incorporadas para otimizar o suprimento
de energia elétrica.
Em razão da escassez de recursos naturais que atendem aos
centros urbanos, o que causa crescente preocupação com o uso
racional dos insumos prediais, em particular com a conservação
de água e energia nos edifícios, e também pelo alto custo da ener-
gia, foram desenvolvidos novos conceitos e tecnologias visando à
racionalização de energia.
A seguir, são descritos alguns avanços que estão acontecendo
nos sistemas prediais. Esses avanços conceituais tecnológicos
referem-se às propostas de novas metodologias e modelos de projeto
e ao desenvolvimento de novos sistemas, componentes e materiais*:
• Modelos matemáticos par a a determinação de demandas de
energia elétrica e gás combustível (balanço energético). Esses
modelos podem ser entendidos como equações (fórmulas) com
dados e informações retirados de tabelas.
• Sistemas de cogeração de energia elétrica, a partir do gás na-
tural. Nesses sistemas, parte da energia é gerada por meio do
gás natural, sendo essa energia responsável pelo suprimento
de uma parte da demanda existente.
• Equipamentos e componentes com dispositivos eletrônicos
incorporados com a finalidade de racionalizar o uso de energia
elétrica. Um exemplo desses dispositivos, programadores de
funções, são os timers, que ligam e desligam automaticamente
o equipamento nos horários programados pelo usuário.
• Equipamentos a gás combustível com maior eficiência e segu-
* (GONÇALVE S, Oreste s
rança, com dispositivos eletrônicos incorporados. Esses dispo- M. Avanços conceituais e
sitivos otimizam o sistema, evitam e detectam vazamentos de tecnológios. Téchne, São
gás, desarmando o sistema e proporcionando maior segurança Paulo, Pini, n. 12, p. 30-34,
aos usuários. set./out. 1994.)
257
~ • Racionalização dos processos executivos, com componentes e
-:,
Q)
;':
:,
elementos pré-montados, painéis, pré-cablagem (cabeamento
estruturado), chicote de fios, eletrodutos/calhas etc.
E"
<C O arquiteto também pode adotar outras estratégias para deixar
Q)
"C
o edifício energeticamente eficiente*:
-...
o
Q)
·o • Uso de brises para promover a proteção solar nas horas
Q. mais críticas.
o
Q)
<li
• Peitoris opacos, com tratamento térmico.
"'u • Uso de vidros com baixo fator solar.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
• Integração entre luz natural e artificial, por meio de senso-
res e controles que promovam o desligamento do sistema
Q)

'ºU" artifical quando a luz natural for suficiente.

-"'
~
< li
e:
• Sistemas de ar condicionado com alta eficiência e adequa-
damente dimensionado.
• Ciclos economizadores integrado aos sistemas de ar con-
dicionado, quando o clima for propício.
• Sistemas de distribuição de ar e controle mais individua-
lizados.
• Ventilação natural, quando o uso da edificação permitir.
• Simulação computacional do desempenho térmico e ener-
gético da edificação para definir as estratégias mais ade-
quadas ao clima e dimensionar adequadamente os sistemas
de ar condicionado.

SISTEMAS DE COGERAÇÃO
DE ENERGIA
Um forte candidato ao uso alternativo de energia no setor
de serviços, como shoppings e hotéis, é o sistema de cogeração,
que permite a produção combinada de energia e calor. O sistema
alimenta-se de gás natural, combustível adequado para cogera-
ção, constituído por turbinas associadas a um gerador elétrico. O
processo permite a produção de vapor, água gelada, água quente,
ar quente e gás carbônico. O sistema de ar-condicionado movido a
gás natural também é utilizado como alternativa para redução do
consumo. O equipamento, formado por uma central de água gelada,
*(H ORTA, Maurício.
Suste ntab ilidade hig h tech.
utiliza chillers adicionados pela combustão de gás natural**.
Téchne, São Paulo, Pini, n. 141, As principais vantagens na utilização dos sistemas de coge-
p. 30 -38, dez. 2008.)
**(SAYEG H, Simo n e. Força ração são:
do mada: q uilowatts de
• Desempenho energético: com o sistema convencional, a eficiên-
eco n o mia. Téchne, São Paulo,
258 Pini, n. 53, p. 56-65, ago. 2003.) cia total energética é de aproximadamente 35% (energia elé-
trica); enquanto, no sistema de cogeração, a eficiência pode "'
·5o
...
variar entre 70% e 80%. Cll
e
I.U
• Equalização da demanda de energia elétrica de pico - melhoria Cll
"C
do desempenho econômico: as demandas no período de pico do .8e
sistema elétrico dos edifícios podem ser atendidas pelo sistema Cll
de cogeração, reduzindo-se os custos de energia contratada E
·.:::
pelo nivelamento energético do edifício. e.
::::l
(J)

• Segurança do sistema predial: com a interrupção do forneci- o


e
mento convencional de energia elétrica, o sistema de cogeração li)

pode atender às cargas essenciais.


8
·00
:S!
o
e
A grande desvantagem na utilização dos sistemas de cogeração u
ainda é o alto custo de implantação, exigindo uma avaliação de ~
li)

custo total envolvendo o empreendedor e as companhias conces- o


u,
e
sionárias de eletricidade e gás, considerando-se que os benefícios
econômicos são de médio e longo prazo. ~"'

Figura 34.1 Sistema de cogeração de energia.

Caldeira de

Caldeiras
reservas

259
~
SISTEMA DIRETO DE ALIMENTAÇÃO
-:,
Q)
;':
:, DE ENERGIA*
E"
<C
Q) Esse sistema, conhecido como Busway, é um a operação
"C

-...
o
Q)
·o
inovadora de alimentação de energia condominial. Esta novidade
tecnológica no setor residencial é mais uma opção arrojada para
os empreendimentos projetados para o futuro. Ela consiste na
Q.
o passagem de um barramento blindado, no shaft da área comum do
Q)
<li prédio, recebendo a energia diretamente da concessionária livre de
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
medição de consumo. Cada apartamento é conectado ao Busway,
e a leitura de consumo de energia pode ser feita de duas formas.
Em uma delas, a comunicação acontece por meio de dados. Nesse
Q)

'ºU" caso, há um medidor instalado em cada unidade que se comunica

-"'
~
< li
e:
a um concentrador disposto no térreo com os dados de consumo. A
concessionária faz a leitura, conectando ao concentrador de dados
um equipamento que absorverá as informações.
No outro sistema de leitura, utiliza-se o cashpower, um apare-
lho que permite abastecer a unidade consumidora da mesma forma
como que se abastece o car ro com combustível.
O aparelho registra quanta energia o apartamento tem disponí-
vel. De acordo com a necessidade, o consumidor entra em contato
com a concessionária fornecedora de energia e compra determinado
valor. O morador pode ligar para a concessionária todos os dias e
comprar, por exemplo, R$ 5,00 de energia. Nesse caso, para evitar
fraudes, toda a transação é feita por meio de códigos numéricos.

Figura 34.2 Sistema Busway- barramento blindado.

* (CAPOZZI, Sim o ne.


Trabalho e m co njunto.
Téch ne, São Paulo, Pini, n. 34,
260 p. 32-34, mai./jun. 1998.)
Hoje, os usuários já dispõem de sistemas integrados em suas
casas que podem controlar cortinas e persianas, áudio, vídeo, som
ambiente, TV por assinatura, segurança ( alarmes, monitoramento,
CFTV), iluminação, ar-condicionado e aquecimento e telefonia
entre outras utilidades.
Nesse contexto, novas tecnologias estão sendo exigidas nas
moradias e no ambiente de trabalho. Mudanças conceituais na
arquitetura, no projeto das instalações e na própria utilização das
edificações estão transformando esses ambientes.
Atribui-se o nome de "edifícios inteligentes" às edificações que
incorporam esses novos conceitos tecnológicos, ou seja, agregam
recursos de alta tecnologia na gestão predial. Segundo o Intelligent
Buildings Institute, uma das principais entidades internacionais
que hoje disseminam essa conceituação, o edifício inteligente
é aquele que oferece um ambiente produtivo e econômico pela
otimização de quatro elementos básicos: estrutura, sistemas, ser-
viços e gerenciamento, bem como pelas inter-relações entre esses
elementos.
Portanto, certos edifícios são considerados inteligentes, con-
tanto que viabilizem a transferência de dados em sistemas total-
mente integrados entre si e que estejam aptos e preparados para
mudanças, sem necessidade de alteração da infraestrutura física
de conectividade.
Normalmente, os edifícios possuem instalações com multipli-
cidade de redes e cabos; redes não compatíveis entre fabricantes;
falta de uniformidade dos materiais etc. Esses edifícios também
não possuem perspectiva de evolução para rede digital de serviços
integrados - RDSI. Isso tudo acaba gerando manutenção cara e
complicada; dificuldade para integrar novos serviços; dependência
de um único fornecedor, problemas de reposições e obsolescência *(MARTE, C láudio Luiz.
Automação Predial: a
a curto prazo.
inteligê ncia distribuída nas
O que se pretende alcançar num edifício automatizado é: edifi cações. São Paulo:
integração de serviços (telemática) com redes mais simplificadas Carthago & Forte, 1995.)
261
e manutenção melhor e mais barata; mecanização dos serviços
(melhoria do controle e gestão do edifício); além da existência de
normas (encaminhamento à RDSI) e, como consequência, rede
universal para quaisquer tipos de terminais.

Figura 35.1 Edifícios inteligentes (com alta tecnologia).

262 Fonte: Ra c ional Enge nharia .


ta
"&,
o
oe:
u
Estações de ~
gerenciamento da ~
manutenção <
E
o

-~
~
li>

- Câmeras
~
e:
Cll
-~
]
e:
de CFTV

Cf)
QJ
o
ãi
'ise
o
(f)

Amplificadores

Controladoras
de acesso
Controle do Controle das
condomínio unidades

SISTEMA DE AUTOMAÇÃO PREDIAL


Consiste no gerenciamento completo e integrado de todos os
sistemas de um edifício (iluminação, persianas motorizadas, ar-
-condicionado, ventilação, aquecimento, interruptores, sensores
variados etc.), com segurança, conforto e flexibilidade, além de
instalações "leves e limpas".
O sistema de automação predial é altamente funcional e versá-
til, pois possibilita a reprogramação de funções de dispositivos peri-
féricos via software, viabilizando mudanças de leiaute na utilização
de ambientes, sem alterações físicas da instalação. Além disso, gera
economia de energia pela racionalização de consumo, harmonia e
compatibilidade com a arquitetura e decoração do ambiente.
As principais vantagens dessa tecnologia de última geração são
apresentadas pela Siemens S.A. (Sistema Instabus EIB):

263
• Instalações leves, limpas e seguras
• Economia no preço e tempo da instalação, consumo de
energia e manutenção.
• Facilidade de adaptação a mudanças de layout com grande
compatibilidade entre diferentes sistemas.
• Conforto e flexibilidade, garantidos pela interação dos
dispositivos entre si e com o meio (luz, temperatura etc.).
• Controle predeterminado do consumo das cargas do sis-
tema, incluindo função horária e calendário.
• Segurança cont ra invasores, incêndios e mau uso dos
equipamentos ou eletrodomésticos.
As principais desvantagens na adoção do sistema de automação
predial são:
• A desinformação de alguns projetistas com relação aos
novos conceitos e avanços tecnológicos.
• O alto custo dos equipamentos utilizados.
• Mão de obra difícil e pouco qualificada para a implantação
do sistema.
A simples aplicação de computadores para o controle dos pro-
cessos em uma automação predial não garante alcançar parte dos
objetivos a que se propõe um edifício automatizado. Para que isso
aconteça, é necessário fazer um gerenciamento de complexidades,
que envolve conhecimento adequado do processo e a influência da
automação no desempenho global, assim como a melhor escolha entre
as inúmeras técnicas digitais de controle e otimização disponíveis.

264
íu
Figura 35.3 Sistema de automação predial. ºSo
o
õ
e:
1.1
~
~
<
E
o
~
li)

2
e:
<11
-~
]
e:

Calefação
Climatização
Ventilação

fotoelétrica

265
Na Figura 35.4 apresenta-se uma caracterização dos principais
processos e variáveis envolvidos por áreas.
Com a automação predial, é possível integrar: elevadores,
ar-condicionado, transmissão de dados e telefonia, segurança e
iluminação*.

Figura 35.4 Caracterização dos processos em automação predial.

Controle de acesso

Sensor de fumaça
Iluminação

*(LEAL, Ubiratan, Conexões


Inteligentes. Téchne, São
Paulo: Pini, n. 60, p. 36-42,
266 mar. 2002.)
~
ELEVADORES "&,
o
A automação melhora o atendimento dos usuários e aumenta a õ
e:
1.1
eficiência energética do equipamento. Na verdade, os dois objetivos ~
estão ligados, isto é, a diminuição de deslocamentos dos carros di- ~
minui o consumo de energia. Isso pode ser feito com elevadores que <
E
atendem a determinados pavimentos, que evitam ir a andares se há o
~
outro equipamento mais próximo, por exemplo. Na parte de segu- li)

rança, podem ser instalados circuitos fechados de televisão - CFTV. 2


e:
<11
-~
]
e:
AR-CONDICIONADO
Foram desenvolvidos diversos sistemas que buscam, principal-
mente, conforto do usuário e menor gasto de energia. No primeiro
aspecto, há equipamentos que mantêm a temperatura constante
ou outros que não a deixam passar de um limite determinado pelo
usuário. Há ainda sistemas de termoacumulação, mas são menos
utilizados, pelo custo. Nesse caso, as tecnologias visam a, sobretudo,
concentrar a refrigeração fora dos horários de pico de demanda e
minimizar os gastos de energia.

TRANSMISSÃO DE DADOS E TELEFONIA


É outra área de interesse crescente, por causa da popularização
da internet e da telefonia. Como os computadores gerenciam boa
parte da automação, os sistemas de transmissão de dados não só
dão acesso a redes, como fazem o controle dos demais sistemas
que envolvem informática. Para aproveitar melhor as instalações
necessárias, deve haver uma central de cabeamento estruturada,
independentemente dos equipamentos eletrônicos.

SEGURANÇA
Com o aumento da violência urbana no Brasil, é o setor que
mais tem crescido nos últimos anos. Vale lembrar que o Brasil, os
Estados Unidos e a Colômbia são os países que mais investem em
segurança privada. Entre os sistemas automatizados, o mais co-
mum, quase que obrigatório em condomínios de padrão médio para
cima, é o CFTV. Mas mesmo esse se sofisticou. Agora, o registro de
imagens pode ser feita em local remoto, com gravação digital inin-
terrupta, e colaborar no controle de acesso de pessoas. Além disso,
os sistemas de segurança já se integram a outros, como elevadores,
prevenção de incêndio e iluminação, dificultando a circulação de
pessoas não autorizadas. 267
~ ILUMINAÇÃO
-:,
Q)
;':
:, Há sistemas que controlam a intensidade de iluminação de
E" acordo com o ambiente. Em locais mais claros, a luz apenas com-
<C
Q)
"C
plementa os raios solares, evitando desperdício de energia.

-...
o
Q)
·o
Particularmente com relação às instalações elétricas, na au-
tomação predial destacam-se algumas preocupações: controle de
Q.
o demanda, controle do fator de potência, automatismo de partida
Q)
<li
de geradores e transferência de cargas, controle de iluminação,
"'u otimização do consumo (por exemplo: programação horária) etc.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Todas as preocupações citadas levaram os sistemas de auto-
mação predial ou sistemas específicos de controle de grandezas
Q)

'ºU" elétricas - por exemplo, de softwares a se interligarem para su-

-"'
~
< li
e:
pervisionar e controlar:
• Transformadores.
• Disjuntores de alta e baixa tensão.
• Quadros de alimentação de equipamentos.
• Centrais de medição de grandezas elétricas.
• Controladores de demanda: registradores digitais de tari-
fação diferenciada - ROTO, registradores digitais de média
tensão - ROMT, registradores digitais eletrônicos - REP,
que possuem canal serial de comunicação.
• Controladores de fator de potência. Pela portaria ONA-
EE 085 de 26 de março de 1992, o fator de potência de
referência indutivo e capacitivo das instalações elétricas
consumidoras tem como limite mínimo o valor de 0,92.
• No-break's: alguns possuem microprocessadores em seu
controle e comunicação serial.
• Grupos geradores: geradores de energia autônomos, ge-
ralmente a óleo ou gás, que fornecem energia quando há
queda no fornecimento. Podem ser utilizados também
para "abastecer" de energia durante os períodos de pico
de consumo, de modo a permitir um contrato de demanda
junto aos fornecedores de eletricidade.

268
A alvenaria estrutural é um sistema construtivo racionalizado,
no qual os elementos que desempenham a função estrutural são
de alvenaria, ou seja, os próprios blocos de concreto.
No sistema construtivo convencional, as paredes apenas fecham
os vãos entre pilares e vigas, encarregados de receber o peso da
obra. No sistema de alvenaria estrutural, pilares e vigas são des-
necessários, pois as paredes - chamadas portantes - distribuem a
carga uniformemente ao longo da fundação.
As instalações prediais do edifício de alvenaria estrutural
(hidráulica, elétrica, telefonia, intercomunicação, TV etc.) devem
ser propostas de forma que possam ser executadas de maneira
totalmente independente das alvenarias.
As instalações deverão permitir fácil acesso para eventual
execução de reparos e não dever á interferir nas condições de es-
tabilidade da construção. As alternativas para o encaminhamento
das tubulações (hidráulicas e elétricas) em alvenaria estrutural
são as seguintes:
• Horizontal: pelas paredes hidráulicas (vedação); encami-
nhamento pelo forro, ou junto ao teto ou parede, encobertas
por sanca de gesso;
• Vertical: furos verticais dos blocos das paredes hidráulicas
(vedação); tubulações externas protegidas por carenagens;
tubulações em shajts;
As prumadas de alimentação dos circuitos partem da central de
medição (quadro de medidores) para alimentar os quadros de distri-
buição de circuitos das unidades do edifício. As prumadas devem ser
posicionadas dentro de um shajt e os trechos de eletrodutos podem *( VIOLANI, M.A. F.A s
instalaçõe s prediai s no
ter uma emenda a cada pé-direito. proce sso construtivo
Sendo os eletrodutos embutidos nos orifícios (vazados) dos blo- de alvenaria e strutural
Semina C i. Exatas/ Tecnol.,
cos, devem ser utilizados em comprimentos iguais a meio pé-direito,
Londrina, v. 13, n. 4, p. 242-
pois a alvenaria será executada com o eletroduto já posicionado no 255, dez. 1992.)
269
~ trecho. As tubulações devem transpor as lajes e para isso deve ser
-:,
Q)
;':
:,
utilizado o bloco "chaminé" (ver Figura 36.3). Os quadros de dis-
tribuição e caixas de passagem de telefonia, devem ser modulares
e-
<C de modo a se alojarem nas dimensões dos blocos.
Q)
"C As caixas (pontos de luz) na laje serão alimentadas por cir-
-o
Q)
·o...
cuitos que partem do quadro de distribuição e chegam até a laje
através do bloco ''J" ou o "compensador" que serão perfurados com
Q.
o ferramentas específicas permitindo a passagem do eletroduto (ver
Q)
<li Figura 36.5). Os eletrodutos que chegam até os interruptores pas-
"'u sam também através de um bloco perfurado e atingem a altura da
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
caixa do interruptor. As tomadas são alimentadas pelo piso, ou seja,
na fase de montagem da laje, o instalador deixa um trecho de ele-
Q)

'ºU' troduto de aproximadamente 30 cm subindo da laje para a parede.


Após a concretagem da laje e, a desforma do madeiramento o
-"'
~
< li
e: instalador procede aos rasgos e chumbamento das tomadas e in-
terruptores cujos eletrodutos já estavam posicionados dentro da
parede. O mesmo procedimento é aplicado às instalações de TV,
interfone e outros.

Figura 36.1 Sistema construtivo de alvenaria estrutural.

FORMA CONVENC IO NAL SISTEMA CONSTRUTIVO DE ALVENARIA


ESTRUTURAL

Pontos de

Vigas

Etapas do sistema converdonal: Etapas da alvenaria estrutural:


1. Fabricação das colunas e ligas; 1. Construção das paredes em blocos
2. Confecção de formas de madeira; cerâmicos estruturais, substituindo
3. Banas de ferro de diversas formas e espessuras; colunas e vigas de concreto armado;
4. Concreto para preencher as formas de madeira; 2. Aplicação dos revestimentos oom espessuras mínimas;
5. Retirada das formas e escorarrentos após o mínimo de 20 dias; 3. Nas paredes externas, pode- se aplicar massa tradicional ou optar por outros
6. Constn.ção das paredes com tijolos ou !:>ocos; revestimentos disponíveis no mercado;
7. Ap icação de chapisco, massa grossa e massa fina para a execução do 4. Nas paredes internas, onde não haja azulejos, pode -se aplicar gesso
rev€stimento. diretamente sobre os blocos e obter um acalbamento liso de pintura

270 Fonte: Selecta Solução em Blocos. Grupo Es trut ural.


Figura 36.2 Bloco "hidráulico" para passagem de tubulações (em perspectiva isométrica
e em planta).

C')
N

25 95 95 25

Fonte: Semina, Ci. Exatas/Tecnol., v. 13, nº. 4, p . 242-255, dez. 1992.

Figura 36.3 Detalhe do bloco chaminé usado para a transposição da laje pelas prumadas
(em perspectiva).

- - - - - - - - - - - - - - Condutor

- - + - - Bloco hidráulico

Anel pré-moldado
com saída lateral

Fonte: Semina, Ci. Exatas/Tecnol., v. 13, nº. 4, p . 242-255, dez. 1992.


271
~
-:,
Q)
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:,
Figura 36.4 Detalhe do bloco chaminé usado para a transposição
da laje pelas prumadas (em planta).
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Cham iné
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000 Prumadas
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(14,5/29,5/44,5)
Q)

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e:
000 Prumadas

Fonte : Semina, Ci. Exatas/ Tec nol., v. 13, nº. 4, p . 242-255, dez. 19 92.

Figura 36.5 Detalhe do bloco perfurado para dar passagem ao


eletroduto.

Fonte : Semina, Ci. Exatas/ Tecnol., v. 13, nº. 4, p . 242-255, dez. 1992.
272
Encontram-se à disposição, no mercado brasileiro, sistemas
construtivos de placas de gesso acartonado, fixadas sobre estrutura
metálica, para construção de paredes, forros e divisórias.
Esses sistemas são leves, de fácil instalação, resistentes ao
fogo e com características de isolamento térmico e acústico. Além
de sua utilização como forro, também substituem a alvenaria na
separação de ambientes.
Essa nova tecnologia, denominada "sistema drywall", apre-
senta algumas vantagens em relação às paredes convencionais de
alvenaria: baixo peso; ganho de área útil, em virtude de menor
espessura; montagem rápida e sem entulho; superfície de parede
mais lisa e precisa. Além disso, permite a montagem de instalações
elétricas e hidráulicas em seu interior durante a montagem. Nesse
caso, evitam-se os cortes de parede para passagem de tubulações,
com remoção de entulhos, e o enfraquecimento das paredes gerado
pelos embutidos.
Além dessas vantagens, adaptam-se a qualquer estrutura, como
aço, concreto e madeira.
O sistema drywall torna a manutenção das instalações muito
simples e prática. Em geral, prevê a utilização de shajts. A execu-
ção dos componentes da instalação elétrica no sistema drywall é
relativamente simples. As passagens de eletrodutos são feitas com
facilidade, pois os montantes (perfilados verticais) já possuem aber-
turas, permitindo que a instalação seja feita antes do fechamento
de uma das faces da parede.
Um detalhe importante, entretanto, é o alinhamento dos furos
dos montantes durante a montagem da estrutura da parede. Caso
fiquem desalinhados, o problema é faci lmente cor rigido com a
inversão ou substituição da peça.
Também existem no mercado as caixas de 4" x 2" e 4" x 4",
fabricadas com características próprias para utilização em drywall,
de fácil instalação e sem necessidade de qualquer tipo de adaptação. 273
O profissional para instalações elétricas em paredes de gesso
acartonado é o próprio eletricista. O montador pode, se for o caso
e já estiver previsto em projeto, providenciar reforços e, no caso
de forro, providenciar as aberturas para instalações de luminárias.

Figura 37.1 Caixas de 4" X 2" e 4" X 4" para utilização em drywa/1.

274
O aço é um material de versátil aplicação, alto desempenho
técnico e adaptável às mais severas condições de serviços.
Em razão de suas características técnicas e acompanhando a
evolução tecnológica, tem substituído outros materiais em vários
setores indust riais.
O steeljrame é uma proposta de construção que alia rapidez,
qualidade construtiva e habitacional, além de apresentar caracte-
rísticas mercadológicas e de negócios diferenciadas das construções
tradicionais. Embora o sistema seja mais utilizado em construções
de alto padrão, com a consolidação da tecnologia no mercado, já
estão sendo desenvolvidos alguns modelos de casas para o ramo
popular.
As instalações elétricas para edificações com sistemas cons-
trutivos steel jrame são as mesmas utilizadas em edifícios con-
vencionais e apresentam o mesmo desempenho, não variando em
razão do sistema construtivo.
Pode-se admitir que, do ponto de vista das instalações no
sistema steel jrame, de certa forma todas as paredes funcionam
como shajts visíveis, facilitando a execução e a manutenção desses
subsistemas (ver Figura 38.5).
Para a passagem das instalações pelos montantes e vigas de
piso, esses devem ser furados, de acordo com normalização existen-
te. A NBR 15253 normaliza os furos para passagem de instalações,
prevendo que aberturas sem reforços podem ser executadas nos
perfis de steel jrame, desde que devidamente consideradas no
dimensionamento estrut ural. É recomendado que a execução das
instalações ocorra após a finalização completa da montagem das * (TERNI, Antonio
estruturas das paredes, lajes e coberturas em steeljrame. Wanderley; SANTIAGO,
Alexandre Kokke;
O fato de as paredes e lajes funcionarem como sh ajts visitáveis PIANHERI, Jo sé. Casa de
permite que as interferências entre os sistemas elétrico e hidráulico steel frame - instalações.
sejam fáceis de serem visualizadas durante a execução das insta- Téchne, São Paulo, Pini,
lações, o que facilita o trabalho e diminui a chance de acidentes n. 141, p. 61-64, dez. 2008.)
275
como, por exemplo, danificar algum cano ao furar quando executa
a instalação elétrica.
O sistema steel jrame permite que se instale uma tubulação
de um ponto a outro da parede minimizando os transtornos, com
rapidez e mantendo o local limpo, o que já não ocor re com a colo-
cação pelo método t radicional em paredes de alvenaria.
Apesar da facilidade de uso dos materiais convencionais no
sistema, há disponibilidade no mercado de materiais elétricos pro-
jetados especialmente para drywall e steelframe, como as caixas
elétricas que se fixam diretamente nas placas de gesso acartonado.
Dessa forma, os materiais de instalações elétricas convencionais,
como caixas de luz plásticas e conduítes corrugados ou lisos, podem
ser usados sem problemas. No caso das caixas de luz comuns, elas
podem ser fixadas também em peças auxiliares ou nos montantes
da estrutura.
Com sua concepção racionalizada, o sistema permite a execu-
ção das instalações com o mínimo de transtorno, pouco desperdício
e grande facilidade de controle e inspeção dos serviços concluídos.
Sendo um sistema racionalizado, a discriminação do material
empregado é feito no projeto e, portanto, a perda ou desperdício é
praticamente nulo.

Figura 38.1 Sistema steel frame.

276 Fonte: www.s tee lframehousing.org


N
........
........ Instalações Elétricas em Sistema Steel Frame
N Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura
........
00
O wood jrame é um sistema construtivo constituído de es-
trut ura de perfis leves de madeira, contraventados com chapas
estruturais de madeira transformada tipo OSB (Oriented Strand
Board). A madeira mais utilizada nesse tipo de construção é a de
pinus, espécie de rápido crescimento e proveniente de florestas
renováveis.
As placas de OSB junto aos sistem asjraming- sejam os perfis
de madeira (wood), sejam os de aço (steel) - mantêm a edificação
leve e com a resistência das de alvenaria. A implementação das
placas permite a sua utilização tanto dentro quanto fora do sistema
jraming, revestindo paredes, forros, telhados e lajes.
As instalações elétricas e hidráulicas podem ser idênticas às
que são utilizadas na construção convencional. A vantagem é que no
Sistema Wood F rame as paredes funcionam como shajts visíveis,
facilitando a execução e manutenção das instalações. O mercado
também dispõe de materiais elétricos desenvolvidos especialmen-
te para drywall ejraming como caixas elétricas que são fixadas
diretamente nas chapas de fechamento.
As t ubulações e eletrodutos são instaladas no interior das pa-
redes, preparando-se previamente todas as furações necessárias.
As instalações são executadas entre os montantes das paredes
e o forro e barrotes do entrepiso. É importante evitar que os perfis
verticais sejam perfurados, de modo que toda a ligação horizontal
é feita internamente no forro.
Quando é necessário furar um montante, o furo deve respeitar
a especificação de diâmetro máximo igual a 1/3 da espessura do
montante, todavia, isso já deve ser previsto no projeto estrutural.
Em geral, as tubulações e eletrodutos são colocados verticalmente
*(SILVA, Fernando Benig no
nas paredes, entre montantes estruturais. da. " Sistemas construtivos".
Assim como em obras convencionais, o uso de shajts pode gerar ln : Revista Téchne, n. 161
São Paulo: Pini, ago. 2010.
economia de material. Após a conclusão do projeto elétrico, este
p. 78-83. Tecverde <www.
deve passar por um processo de compatibilização com o projeto tecverde.com.br>).
estrutural. 279
~
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Q)
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Figura 39.1 Projeto arquitetônico (sistema wood frame).

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e:

Fon te: Tecverde (www. tecverde.com.b r)

Figura 39.2 Detalhe da fixação entre os painéis de parede.

280
Fonte: Tecverde (www. tecverde.com.br)

Fonte: MOLINA J. C.; CALIL JUNIOR, e. Semina: Ciências Exatas e Tecnológicas, Londrina, v. 31, n. 2,
p. 143-156, jul./dez. 201 O. 281
É um sistema racional, versátil e "moderno". O sistema cons-
trutivo Concreto+ PVC foi desenvolvido no Canadá, e agora já está
disponível no Brasil. A Braskem é a empresa que fornece as resinas
de PVC, matéria-prima básica para a fabricação desses perfis, para
as duas empresas detentoras da tecnologia do sistema no país, a
Plásticos Vipal e a Royal Technologies.
O sistema construtivo Concreto+PVC é composto por perfis
leves e modulares que são preenchidos com concreto e aço. Após a
montagem dos perfis de parede vazados, são inseridos os reforços
de aço e as instalações elétricas e hidráulicas. A instalação pode ser
distribuída pela base da parede e por cômodos, entrando sempre
por um ponto no topo da parede. Por fim, executa-se a concretagem
dos perfis-formas.
Esse sistema apresenta algumas vantagens como: facilidade
de montagem, elevada resistência e produtividade, durabilidade,
baixa manutenção, facilidade de transporte, construção rápida e
limpa, baixo índice de geração de resíduos na obra, e imunidade a
fungos e bactérias (adequado para a área de saúde).
Embora exista a possibilidade de reciclar esses perfis no futu-
ro, quando se tornarem entulhos da construção civil, a desvanta-
gem é que as resinas termoplásticas são produtos petroquímicos,
provenientes do petróleo, matéria-prima não renovável. Por essa
razão, algumas empresas preferem investir em técnicas e sistemas
construtivos que não utilizem matérias-primas não renováveis.

* (FARIA, Renato.
Industrializ ação
econômi ca. Té chne. São
Paulo: Pini, n. 136, p. 42-45,
jul. 2008.)
282
Figura 40.1 Sistema Concreto+ PVC. ~
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contravergas de todas as janelas. i.ii
Montar os prés-marcos, nivelar) E
e escorar com prumo. QJ
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das paredes com \.1
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~

1 1 ]
li)
1 1 e
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1

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NORMAS TÉCNICAS ABNT


NBR 5410:2004 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Proce-
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NBR 5413 - Iluminação de Interiores.
NBR 5419:1993 - Proteção de Estruturas contra Descargas Elé -
tricas Atmosféricas.
NBR 5444:1986- Símbolos Gráficos para Instalações Prediais.
NBR 5473:1986 - Terminologias.
NORMA TELEBRAS - 224-3115-01/02 de agosto de 1976 - Série
Redes - Tubulação Telefônica.

286
MANUAIS DE FABRICANTES E NORMAS
TÉCNICAS DE CONCESSIONÁRIAS
BTICINO/PIRELLI - Proteção das Pessoas contra Choques Elé-
tricos.
CELG - Companhia Energética de Goiás.
CESP - Manual de Instalação Elétrica.
CESP/PIRELLI - Instalações Elétricas Residenciais - Informações
e Recomendações.
Companhia Paulista de Força e Luz. São Paulo-SP, 1984. Revi-
são-1989.
CPFL -Assessoria de Marketing Empresarial. Companhia Paulista
de Força e Luz.
CPFL - Como utilizar a energia elétrica com segurança e sem des-
perdício. Manual do Consumidor.
CPFL - Fornecimento de Energia Elétrica a Edifícios de Uso Co-
letivo, NT-114.
CPFL - Norma Técnica: "Fornecimento em Tensão Secundária de
Distribuição" (publicada em 30/11/2009).
TELESP - Manual de Redes Telefônicas Internas: Tubulação Tele-
fônica em Prédios - Projeto. Vol. I. Departamento de Controle Ope-
racional. Telecomunicações de São Paulo S.A. São Paulo-SP, 1985.
PHILIPS - Manual de Iluminação, Eindhoven, 1986.
PHILIPS - Os benefícios de uma boa iluminação.
PIRELLI/ED. PINI - Manual Pirelli de Instalações Elétricas, 1993.
PRYSMIAN - Instalações Elétricas Residenciais. 2006.

CATÁLOGOS
Pirelli ( Prysmian) Lorenzetti
Siemens Peterco
Philips Pial Legrand/ Bticino
General Eletric ABB
Alumbra Moeller
Osr am Tecverde

287