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ASSISTENCIA PRÉ- NATAL, CONTROLO DA GRAVIDEZ

1. Gravidez
É o período entre a concepção até o nascimento completo do produto. A
duração habitual da gravidez nos seres humanos, é de 280 dias, nove meses
no calendário lunar
Surgem muitas alterações fisiológicas e psicológicas que podem afectar de
modo positivo ou negativo a mulher, seu feto e a família.

1.1 Objectivo primordial de qualquer gestação:

 Nascimento de uma criança saudável

O profissional de enfermagem desempenha um papel importante ao ajudar


a gestante e o seu parceiro a alcançarem esse objectivo

É necessário:

Identificar estratégias importantes para promover o auto cuidado

São essenciais: Avaliações e dar orientações contínuas a mulher e família

 A avaliação da mãe e do bem-estar fetal

 Orientações contínuas sobre cada exame, necessidades nutricionais.

Preparação para o trabalho de parto e parto

2. Objectivo dos cuidados pré-natais

 Consistem na promoção da saúde, do bem-estar da mulher e de seu


parceiro antes da gravidez

 Preparação física e psicológica para o parto e para a


paternidade/maternidade

 Aumentar a proporção de gestantes que recebem atendimento pré-


natal precoce e adequado
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 Aumentar o número de mulheres que recebem cuidados pré-natais no


início do primeiro trimestre de gestação

 Aumentar a abstinência de álcool, cigarro e drogas entre as gestantes

 Identificar problemas de saúde:

Hábitos de vida ou problemas social que podem que podem influenciar


desfavoravelmente a gravidez

 Promover a saúde da mulher para que tenha uma gestação com o


mínimo de desconforto físico e emocional e a máxima gratificação

 O estabelecimento de bons hábitos de saúde, para beneficiar a mãe e


o feto

 Um nascimento que ocorra nas melhores circunstâncias

 Uma criança normal e saudável

2.1 Importância da consulta

 Identificação precoce de problemas, levar á imediata avaliação e


tratamento

2.1.1Calendário de consulta

A mulher deve fazer pelo menos ou no mínimo 5 consultas:


1ª- Consulta no 1º trimestre- 1 consulta

2ª- Consulta no 2º trimestre- 1 consulta

3º- Consulta no 3º trimestre- 3 consultas

De acordo Ricci (2008) a mulher durante a gestação deve cumprir o


seguinte calendário de consultas:

- 1 Consulta mensalmente até 28 semanas (7 meses)

- 2 Consultas mensalmente da 29 semana até a 36ª semanas


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- 1 Consulta semanalmente da 37ª semana até ao parto

As informações acima descritas proporcionam a base a partir da qual


o profissional de enfermagem pode planificar a actividade de
promoção de saúde e orientação:

 Enfatizar a importância de tomar os antianémicos, antipaludicos e


desparasitante a fim de prevenir a anemia, malária e parasitas
intestinais.

 Estimular a mulher a alcançar um peso ideal antes da gravidez

 Assegurar que as imunizações da mulher estão actualizadas

 Abordar questões relacionadas com o resultado prejudicial a saúde, o


uso de substâncias, como tabagismo, álcool e drogas

 Identificar as vítimas da violência e orientá-las a obter ajuda

 Orientar a mulher sobre os riscos ambientais, inclusive metais e


ervas

 Oferecer aconselhamento genético para identificar as portadoras

 Sugerir a disponibilidade de sistemas de apoio, se necessário

3. Primeira visita pré-natal

É importante:

Quando existe suspeita de gravidez e, em alguns casos a confirmação do


teste de gravidez orientar a mulher procurar a assistência pré-natal

Durante a gestação, o período de maior sensibilidade ambiental e


consequente risco para o embrião em desenvolvimento encontra-se entre o
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17º e o 56º dia após a concepção por ser o momento de maior risco na
formação do feto

A consulta inicial ou a primeira consulta de pré-natal é o momento ideal


para rastrear factores que possam colocar a mulher e o seu filho em risco
ou outros desfechos nefastos

É o momento ideal para começar as orientações que influenciariam a sua


vida
Momento para o aconselhamento e a orientação da gestante e o seu
parceiro para obter bons resultados quanto a mãe e o feto

3.1Conduta de Enfermagem durante a consulta

 Obtenção do histórico de saúde da mulher, e de seu parceiro


incluem:
 Observação expressão facial e físico
 Idade

3.1.1 Primeira etapa

a) Entrevista

 Saudar a mulher
 Auto apresentação do técnico de enfermagem
 Chamar a mulher pelo seu nome
 Acomodá-la em companhia de seu companheiro caso esteja presente

 Perguntar, ouvir, olhar, verificar, sentir e registar

Inclui as seguintes questões:


História de saúde abrangente
 Motivo para procurar a assistência (consulta)

 È o momento ideal para auscultar as perguntas, informações


erróneas, conceitos inadequados sobre o comer, ganho de
peso, as queixas (os desconfortos físicos), consumo de
substâncias psicoativas e álcool, a sexualidade e o processo do
nascimento
 Idade
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 Auscultar a data da última menstruação (DUM)

Historia pregressa
b) Antecedentes pessoais e familiares:
 Distúrbios crónicos: Cardiovasculares, Hipertensão arterial;
Epilepsia; respiratórios como asma, tuberculose; diabetes mellito,
distúrbios genéticos: drepanositose, incompatibilidade sanguínea;
desnutrição, obesidade e outras doenças; complicações durante a
gravidez

 Distúrbios infecciosos: Tuberculose, ITS: citomegalovírus, sífilis,


gonorreia, Hepatite B, Herpes genital, HPV; Rubéola e
Toxoplasmose

 História de alergias a medicamentos, alimentos ou substâncias


ambientais

 Perguntar sobre sua profissão, por exemplo pode estar exposta a


teratógenos, exercícios físicos e nível de actividade, padrões de lazer

 Consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas

 Padrões de sono, uso de terapias alternativas, hábitos nutricionais e


estilo de vida em geral

 Nutrição

 Práticas de estilo de vida, como profissão e actividade de lazer

 Questões psicossociais, como níveis de estresse, exposição de maus


tratos e violência

 Sistema de apoio que inclui família, amigos e comunidade

Histórico obstétrico/ ginecológico

c) Histórico ginecológico

Pergunte a mulher:
 Histórico menstrual (data da menarca, nº de dias da menstruação ao
mês, características típicas do fluxo, desconfortos associados)
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 Uso de contraceptivos (tipo, data que iniciou e data que finalizou)

 Natureza de qualquer infertilidade ou ginecológico como por


exemplo, sistema reprodutivo por exemplo cirurgia do útero,
cesariana e porque, gravidez tubária/ectópica

 História sexual (práticas de sexo seguro e história de DTS)

 Infecção urinária

d) Histórico obstétrico

 História da gestações (Gesta Para Aborto (G P A) anteriores


incluindo a actual, pergunte sobre Convulsões ou perda de
consciência (Eclanpsia), anemia, malária, ITS. A data do último
parto :data, teve alguma hemorragias ou placenta retirada, nado
morto, causa, criança morreu com um ano de vida, qual a causa,

 Data da Ultima Menstruação (DUM) e a data esperada para o parto


(DEP) ou Data Provável do parto (DPP) e podem ser utilizados os
dois métodos de (Nagele ou MecDonald) acordo a segurança da
mulher

 Indagar sinais de presunção ou de probabilidade de gestação que ela


possa apresentar

 Solicitar ou realizar um exame de sangue ou urina para pesquisar a


presença da gonadotropina coriônica humana (hCG)

 Caso tenha 16º (quatro meses) a 20ª semanas (cinco meses) de


gestação pergunte a mulher a percepção dos movimentos fetais

 Técnica de Caddiff
A gestante sentada ou deitada deve concentra-se nos movimentos fetais
e registar o nº (10 movimentos) em pelo menos 1 hora

 Indagar sinais de presunção


Sinais atribuídos a mãe
- Fadiga (12 semanas)
- Aumento da sensibilidade mamária (três e quatro semanas)
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- Náuseas e vómitos ( 4 a 14 semanas)


- Amenorreia (4 semanas)
- Polaciúria (6 a 12 semanas)
- Hiperpigmentação da pele (16 semanas)
- Movimentos fetais sentidos pela mãe (16 a 20 semanas)
-Aumento do útero (7 a 12 semanas)
- Polaciúria

 Indagar ser sinais de probabilidade


Sinais atribuídos ao profissional
- Sinal de Hegar – Amolecimento do segmento uterino inferior ou istmo
(por volta da 6ª a 12ª semanas)
- Sinal de Goodell - amolecimento da cérvice (5ª semana)
- Sinal de Chadwick - coloração azul-arroxeada da mucosa da vagina (6º a
8ª semanas)
- Testes de gravidez (6º dia a 12ª semanas):

Diagnóstico laboratorial:
Teste de sangue (6 dias após a concepção)
Teste de urina (26 dias após a concepção)
Para identificar a presença de gonadotropina corionoica humana (hCG)
com a finalidade de confirmar a gravidez

- Contracções de Braxtom Hicks – contracções uterinas indolores que


começam no início da gravidez ou gestação (16ª semanas)

- Sinal de rebote – Movimento do feto contra dos dedos do examinador


empurrado para cima, através da vagina ou abdómen (16ª a 28ª semanas)

 Sinais positivos (de certeza)


Sinais atribuídos pelo feto

- visualização do feto por exame de ultra – sonografia (ecografia) 5ª a 6ª


semanas

- Batimentos cárdio fetais detectados por exame de ultra –


sonografia (ecografia) 6ª semanas

- Batimentos cárdio fetais detectados por estetoscópio de Dopper


(8ª a 17ª semanas)
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- Batimentos cárdio fetais detectados por estetoscópio fetal


(pinard) exame na 17ª a 19ª semanas

- Movimentos fetais palpados (19ª a 22ª semanas)

- Final da gestação (movimentos fetais visíveis)

3.1.2. Segunda etapa

Exame físico
Exame da cabeça aos pés (céfalo caudal)

È o exame físico que detecta quaisquer problemas físicos que possam


afectar o resultado da gravidez

 Explicar o que será feito

 Peça a mulher que dispa e coloque uma bata apropriada

 Peça também para esvaziar a bexiga e colete amostra da urina se


precisar

 Avalie os sinais vitais (a pressão arterial, frequência respiratória,


temperatura e frequência do pulso)

 Meça a altura da mulher e seu peso

 Lavar as mãos

 Solicite que a mulher esvazie a bexiga

 Posicionar a mulher em decúbito dorçal

 Coloque um travesseiro sob a cabeça e os joelhos levemente


flexionados

 Colocar uma toalha pequena enrolada sob o quadril

 (prevenir a síndrome de hipotensão supina)


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Cabeça

Examine a cabeça e área do pescoço á procura de lesões pregressas e


sequelas
Face – presença de hiperpigmentação da pele (cloasma)
Olhos - esclerótica (ictérica ou anictérica)
- Conjuntiva (corada ou hipocorada)
Nariz- obstruções nasais e sangramento (epistax)
Pescoço - Avalie se há limitações na amplitude da movimentação e
aumento discreto da tireóide
Palpe a procura de linfonodos aumentados (gânglios)
Boca - Observe se existe edema da mucosa bucal ou hipertrofia do
tecido gengival, deterioração dental

Tôrax
Coração - Ausculte as bulhas cardíacas e anote qualquer alteração. A
frequência cardíaca estará aumentada em 10 a 15 batimentos
cardíacos por minuto (bpm)
Tôrax Observa a simetria do movimento torácico e os padrões de
respiração torácica (existe um discreto aumentada frequência
respiratória
Mamas – Aumento do tamanho das mamas
Inspeccione as mamas (os vasos sanguíneos tornam-se mais visíveis
e aumento da mama.
Podem aparecer estrias gravídicas. Há hiperpigmentação mais escura
dos mamilos e das aréolas, aumento dos tubérculos de Montegomery
Investigar a inversão do mamilo:
- Normal ou erecto ou invertido
Ensinar o teste do beliscão
Presença de colostro tem início na 10º semana de gestação

Aproveite essa oportunidade para reforçar e ensinar sobre o ensinar o auto


- exame da mama

Abdómen
Palpe o aumento do abdómen que deve ser redondo e indolor.

Observe presença de estrias gravídicas e presença da linha nigra ou


alba.
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Medida da altura do fundo do útero

A altura do fundo do útero é a distância (cm) medida com uma fita


métrica, desde o topo do osso pubiano até o topo do útero (fundo) com
a cliente em decúbito dorsal com os joelhos levemente flexionados
(método de Mec Donald)

A altura do fundo útero é medida quando este sai da pelve.

Com 12 semanas de gestação o fundo do útero pode ser papado na


altura da sínfise pubiana

Com 16 semanas de gestação este encontra-se em um ponto entre a


sínfise púbica e o umbigo

Com 20 semanas o fundo uterino pode ser palpado na altura do umbigo


e mede cerca de 20 cm

Com 36 semanas de gestação o fundo é palpado logo abaixo da


cartilagem ensiforme e mede cerca de 36 cm

Realizar as manobras de Leopold

Definição

Manobras de Leopold.
As manobras de Leopold é um método para determinar a apresentação,
a posição e a postura do feto

Esse método envolve a inspecção, e a palpação do abdome materno


para a avaliação de rastreamento da apresentação adequada

A postura longitudinal é esperada:


Cefálica, de nádegas, ou ombros

Cada manobra responde a uma pergunta:


Que parte do feto se apresenta? (cabeça ou nádegas) está localizado no
fundo do útero

De que lado materno as costas do feto estão localizadas as bulhas


cardíacas ou batimentos cardíacos fetais BCF? (pelas costas do feto)
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Qual é a apresentação fetal? (a cabeça do feto encontra-se flexionada e


encaixada na pelve )

1ª Manobra
A mulher continua em decúbito dorsal e fique de pé ao seu lado

Identificar a parte fetal que ocupa o fundo do útero

A cabeça é sentida como uma superfície redonda, rígida, lisa movendo-se


livremente e palpável

As nádegas são macias e irregulares

Objectivo:
Identificar a situação / apresentação (cefálica ou pélvica) (longitudinal ou
transverso)

2º Manobra
Usando a superfície palmar de uma das mãos, localizar e palpar o contorno
convexo liso das costas fetais e as irregularidades que identificam as partes
(pés mãos cotovelos)

Objectivo:
Identificar a posição (dorso) fetal (direita ou esquerda)

3ª Manobra
Com a mão direita, determinar qual a parte fetal que se apresenta sobre a
entrada superior da pelve verdadeira

Prender delicadamente o polo inferior do útero entre o polegar e os demais


dedos pressionado ligeiramente para dentro

Objectivo
Determinar a atitude (flexionada encaixada ou estendida)
Para confirmar a apresentação

4º Manobra
Vire na direita dos pés da mulher
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Usando as duas mãos, delinear a cabeça do feto com a superfície palmar


das pontas dos dedos

Objectivo
Determinar a situação/apresentação fetal, a posição (D ou E) a atitude a
parte de apresentação está flexionada ou estendida, a postura se encaixada
ou flutuante livremente

Determinação: Manobras de Leopold 
                        

  2ª Manobra 4ª manobra

1ª Manobra 3ª Manobra

3.2.4 Avaliar a frequência cárdio fetal


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Auscultar a FCF (120 a 160) e registar o ponto de intensidade máxima


(dividir o abdómen em 4 quadrantes imaginários)

LINHAS PARA INDICAR OS QUADRANTES

Determinar o ponto flutuante máximo da FCF


O umbigo é o ponto de referência para o quadrante (ponto no qual as linhas
se cruzam )

QSD QSE

QID QIE

´
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ou

140

3.2.5 Exame pélvico


Proporciona informações sobre a saúde dos órgãos reprodutivos
Avaliar os sinais de probabilidade de gestação

Genitália externa
Avaliar lesões, corrimentos, hematomas, varizes ou inflamação

Genitália interna
É inspeccionada com o auxílio de um Espéculo.
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A mulher grávida há aumento de congestão pélvica (amolecimento do colo


– sinal de Goodel, o amolecimento do istmo – sinal de Hegar e o arroxeado
ou azulado da mucosa vaginal e do colo – sinal de Chadwick
Colectar material (secreção interna) para esfregaço de Papanicolau e
descartar DTS (gonorreia e clamídia e estreptococos do grupo B

3.2.6 Recto
Realiza-se o exame rectal para avaliar se existe lesões, massas, prolapso ou
hemorróidas

3.2.7 Membros inferiores


Edema dos pés e tornozelos
Inspeccione e apalpe os membros inferiores a procura de edema postural,
pulso e veias varicosas

Se houver edema no início da gestação, pode ser uma avaliação adicional


para descartar hipertensão induzida pela gravidez
Avalie se existe dor na pantorrilha (sinal de Homans) » tromboflebite

3.2.8 Formato da pelve feminina

1 2
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3 4

3.2.8 Formato da pelve


O formato e o tamanho da pelve, pode influenciar a capacidade de dar a luz
Existem tipicamente quatro tipos de pelves:

1. 3.2.8.1 Ginecóide: é o formato normal da pelve feminina. Apresenta


diâmetros ideais nos três planos pélvicos e é considerado o melhor
tipo pélvico para o parto vagina.
Esse tipo de pelve permite a rotação interna fetal precoce e completa
durante o trabalho d parto.

3.2.8.2 Andróide: é considerada a pelve de formato masculino e


caracteriza-se por ser afunilada. Ocorre em 20% de mulheres. A abertura
superior tem o formato de coração e os segmentos posteriores encontram-se
reduzidos
Desvantagem: parada do trabalho de parto, ausência da rotação da cabeça
do feto
Prognóstico: trabalho de parto sombrio, e leva consequente cesariana
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3.2.7 Andropoíde: Semelhante a pelve dos macacos. É oval, mais


larga no diâmetro Antero posterior. Cerca de 25% das mulheres
apresentam esse tipo de formato de pelve. O parto vagina é
possível em comparação ao adróide e platipeloide.

2. Platipelóide ou plana:É o formato de pelve menos comum e ocorre


em aproximadamente 5% das mulheres.
Desvantagem: É comum a parada do trabalho de parto na abertura pélvica
Prognóstico: trabalho de parto sombrio, e com frequência a necessidade de
cesariana

Medidas pélvicas

Aferição das medidas pélvicas internas na qual o feto passará

Observação: Não é necessário obter as medidas da mulher que já deu a luz


por via vaginal

Pelve
Existe uma linha imaginária (linha terminalis) é limitada anteriormente
pelos bordos superiores do osso púbico, posteriormente pelo corpo da
primeira vértebra sacra (promontório sacro).

São descritos três diâmetros


1- O ântero posterior
2- O transverso
3- Diâmetros oblíquos direito e esquerdo
O diâmetro ântero posterior tem três medidas

Três medidas
a) Diâmetro diagonal
É a distância entre a superfície ântero do promontório sacral e a
superfície da margem inferior da sínfise pubiana e mede em geral 12,5
cm ou mais. Indica a o diâmetro Antero posterior da abertura da pélvis
inferior.
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É a medida mais útil para estimar o tamanho da pelve. Se for muito


pequeno não acomodará a cabeça fetal.

b) Diâmetro verdadeiro ou conjugado obstétrico


É a medida da superfície anterior do promontório sacral até a superfície
posterior da margem inferior da sínfise pubiana.
Esse diâmetro não pode ser medido directamente. É estimado
subtraindo-se 1 ou 2 cm do diâmetro diagonal.
o valor médio é de 11,5 cm. É o menor diâmetro ântero posterior pela
qual a cabeça deve passar ao se movimentar pela abertura pélvica.

c) Tuberosidades isquiáticas
a) É o diâmetro transverso da abertura pélvica inferior.
Essa medida é feita fora da pelve na face mais inferior das
tuberosidades isquiáticas e mede 10,5 cm ou mais é considerado adequado
a passagem da cabeça do feto.

Exames Laboratoriais de Rotina

Tipagem sanguínea (grupo sanguíneo e Factor RH da mulher para descartar


qualquer incompatibilidade sanguínea)

Hemograma completo (Volemia total


Hemoglobina g/100 ml; Hematócrito % Leucócitos /mm3) detecta anemia e
infecção

Urina tipo I (albumina, proteína, corpos cetónicos, leucócitos) doença renal,


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doença hipertensiva, diabetes e infecção

Sorologia(toxoplasmose,rubéola, citomegaloviros, vírus, sífilis, HIV e hepatite B


Testes serológicos: VDRL (Venereal Disease Reserch Laboratory) ou

RPR (regina plasmática rápida)


Parasitológico de fezes

Teste de rastreamento de diabetes

Exames de Ultra-sonografia/ecografia (1º (1ºtrimestre1; 18 a 20 semanas; 34


semanas

Amniocentese (14ª 20ª semanas)

Gota espessa

10. Falciformaçao

Teste: HIV
12. Colo uterino:
Colher material para citologia oncótica: Papanicolau
Colher esfregaço para dectetar (tricomoníase, gonorreia e clamídia)

3.2.8.1 Exames laboratoriais (comparação de não gestante e gestante

Em geral os exames solicitados as gestantes são a urina e o sangue.

Valores Renal (Urina) Não Gestante Gestante


Capacidade da bexiga 1.300 ml 1.500 ml
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Proteína g/l Concentração 0,1g/l (1+ a 2+)


amostra colectada com intervalo
de 6 horas (pré-eclámpsia)

Concentração 0,3g/l (3+ ou mais )


amostra colectada em 24 horas
(eclámpsia grave)

Ureia sanguínea ml/dl 25-20 Diminui


Creatinina sérica mg/kg/24 h 20-22 Diminui
Glicose urinária Negativa Presente em 20% das grávidas
Corpos cetônicos e cilindricos Presença bacteriana; hemácias
menor que 1.000/ml.
Leucócitos deve ser menor que
3.000/ml
O microorganismo mais
frequentemente encontrado
(70%)  é a Eschericha Coli

Valor Hemograma completo Não gestante Gestante


( Sangue)
Volemia total
- sangue total 4.000ml 5.600ml
  
Hemoglobina g/100 ml 12-16 11,5-14
Hematócrito % 37-47 32-42
Volume glóbulos vermelhos ml 1.600 1.900
(eritrócito)
Hemácias (milhões/mm3 4,2 a 5,4 milhões + ou – 5%
Para detectar anemia
Leucócitos /mm3 5.000 a 10.000 Se elevado pode indicar infecção

Volume plasmático ml 2.400 3.700


Glóbulos brancos/mmm3 mm3 Presente em 20% das grávidas
Polimorfos nucleares% 54-62 60-85
Linfócitos% 38-46 15-40
Velocidade de hemossedimentação < 20 30-90
mm/h
Tipagem sanguínea/grupo Tipo ou grupo sanguíneo e Factor
sanguíneo RH da mulher para descartar
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qualquer incompatibilidade
sanguínea
Plaquetas/mm3 1.500 a 450.000 Acima de 100.000
Sem alteração importante até 3 a 5
dias após o parto (aumento
acentuado atenção)
Avaliar a capacidade de coagulação
Glicose (jejum, mg/dl 70-80 65
2h pós prandial, ml/dl 60-110 Abaixo de 140 após ingestão de
100g de carboidrato é considerado
normal
Hepatite B A mulher portadora de hepatite B
detecta o antígeno da hepatite no
sangue
Testes serológicos: VDRL Detecta sífilis
(Venereal Disease Reserch
Laboratory) ou
RPR (regina plasmática rápida)
Teste: HIV Detecta anticorpos anti - HIV
Colo uterino: Procura para detectar
Colher material para citologia anormalidades no colo uterino
oncótica: Papanicolau
Colher esfregaço para dectetar
(tricomoníase, gonorreia e
clamídia)

Observação: A enfermeira deve orientar a mulher e seu companheiro


sobre a importância da realização dos exames

3.2.9 Consultas de acompanhamento, seguintes ou de rotina

O esquema da consulta da mulher saudável é a seguinte:

A cada 4 semanas até 28 semanas (7 meses)


A cada 2 semanas da 29ª até a 36ª semana
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Semanalmente da 37ª semana até o parto

A cada consulta pré-natal subsequente, são realizados os seguintes exames:

Desde a primeira consulta até a 28º semanas, as consultas de


acompanhamento envolvem aferição da pressão arterial, peso, níveis
urinários de proteína e glicose.

 Peso e pressão arterial, são comparados com os valores basais


 Exame de urina para descartar proteína, glicose, corpos cetônicos e
nitratos
 Determinação do fundo do útero para avaliar o crescimento fetal
 Avaliação do movimento fetal para determinar o bem-estar fetal
 Avaliação da frequência cárdio fetal ( FCF) deve ser 120 a 160
batimentos por minuto ( bpm )

A cada consulta de acompanhamento, a enfermeira:


- Faz perguntas
- Proporciona orientações prévias
- Faz a educação
- Revê directrizes nutricionais
- Reveja os desconfortos comuns da gravidez
- Avalie as queixas da cliente e responda as perguntas
- Dá-se atenção especial a existência e localização de edemas
- Avalia a aderência ao tratamento vitamínico, antidisparazitante,
antipalúdico e a vacina antitetânicado do pré-natal

3.2.10 ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC)


Fornece uma estimativa acurada da gordura corporal total. É um bom
método para avaliar o excesso de peso e a obesidade das pessoas
O IMC é um cálculo do índice de peso em relação a altura que pode ser
determinado dividindo-se o peso de uma mulher (em quilogramas) pela
altura (em metros) ao quadrado

 Abaixo do peso. Inferior a 18,5


 Peso saudável: 18,5 a 24,9
 Sobrepeso: 25 a 29,9
 Obesa: 30 ou superior
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Use o seguinte exemplo:

A Deolinda tem 1,65m de altura e pesa 68kg


1. Eleve a altura em metros ao quadrado: 1,65x1,65= 2,75
2. Calcule o IMC:68/2,75=25

3.2.10.1 Durante o primeiro trimestre

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação normal, o


ganho de peso é de 1,5 a 2kg

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação abaixo do


peso, o ganho de peso- deve ser de 2kg

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação acima do peso,


o ganho de peso deve ser de cerca de 1kg

3.2.10.2 Durante o segundo trimestre

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação normal, o


ganho de peso deve ser de 500g por semana

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação abaixo do


peso, o ganho de peso deve ser de 450g ou um pouco maior

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação acima do peso,


o ganho de peso deve ser de cerca de 300g

3.2.10.3 Durante o terceiro trimestre

- No fim da gestação, as mulheres com peso pré gestação encontram-se na


variação normal, devem aumentar 12 a 17 kg s

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação abaixo do


peso, devem ganhar 14 a 20 kg

- Mulheres com peso pré gestação encontram-se na variação acima do peso


(obesas) devem ganhar pelo menos 8 kg

Promoção a nutrição

É importante assegurar a alimentação das gestantes


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Avaliar e reforçar as informações sobre a nutrição (dieta bem balanceada) e


recomendar o acréscimo dos suplementos de ferro e o acido fólico

Orientações as gestantes

- Tome sua suplementação vitamínica/mineral pré natal diariamente


- Evite dietas de redução de peso durante a gravidez
- Não pule as refeições: faça três refeições com um ou dois lanches
diariamente
- Limite a ingestão de refrigerante e bebidas ricas em cafeína
- Evite o uso de diuréticos durante a gestação
- Não restrinja o sal, a menos que instruída a fazê-lo por seu médico
- Envolva-se em actividade física razoável diariamente

Oriente a alimentação de acordo a pirâmide de nutrição

Orientações para o auto cuidado

A gestante pode cuidar melhor de si própria e do feto, se suas preocupações


forem previstas e identificadas pela enfermeira, e incorporadas nas secções
de orientação a cada visita pré-natal

1. Higiene pessoal

Durante a gestação as glândulas sebáceas (sudoríparas) de uma mulher


tornam-se mais activas sob a influência dos harmónios e a transpiração é
mais profunda
As glândulas do colo uterino e da vagina também produzem mais secreções
durante a gestação.

1.1 Conduta de enfermagem


 Aconselhe a mulher a lavar as mãos com frequência ao longo do dia
para reduzir as bactérias nas mãos e nas unhas
 Tomar banho de chuveiro para evitar escorregões, duas vezes ao dia
 Lavar com frequência os órgãos genitais e usar roupa de baixo 100%
de algodão para permitir a circulação do ar

 As gestantes devem evitar o uso de banhos quentes, saunas,


hidromassagens
ASSISTENCIA PRÉ- NATAL, CONTROLO DA GRAVIDEZ

Evitar o uso de sabonetes perfumados, loções, sprs perineais e


detergentes de lavagens com o intuito de evitar irritações e infecções

2. Cuidados dentários

Durante a gestação a placa dentária torna-se mais sensível por


influência dos hormónios que podem provocar a gengivite (infecção
oral caracterizada por inflamação e hemorragia

2.1 Conduta de enfermagem


 Encorajar a gestante escova os dentes com escova macia após
as refeições e se possível passar o fio dental diariamente ajuda
a reduzir as bactérias na boca
 Ingerir alimentos saudáveis, principalmente aqueles ricos em
vitamina

 A (leite integral, vegetais verdes folhosos, vegetais amarelos,


cenoura, frutas, fígado)

 D (peixe, fígado, leite integral, creme, manteiga, ovos e


também é adquirida na exposição do sol)
 C (frutas frescas, especialmente as cítricas, vegetais frescos,
tomate, vegetais folhosos e crus)

 D) Cálcio (queijo, leite iogurte)

 Evitar lanches açucarados

 Após vomitar, enxaguar a boca imediatamente com


bicarbonato de sódio (1/4 de uma colher de chá) e água quente
(1xícara) para neutralizar o sódio

 Aconselhar a gestante visitar o dentista no início da gravidez


(primeiro trimestre) para verificar a existência de cáries
dentárias, e realizar a limpeza completa para prevenir possível
infecção
ASSISTENCIA PRÉ- NATAL, CONTROLO DA GRAVIDEZ

 Fazer o tratamento para a dor e infecção imediatamente caso


tenha

3. Cuidados com as mamas


As mamas aumentam e tornam-se mais pesadas, os mamilos
tornam-se húmidos e pegajosos devido ao aumento das glândulas de
Montegomery durante a gravidez. Em torno da 10 a 16ª semana de
gravidez, a secreção do colostro tem início e a mulher pode observar
humidade no seu sutiã

3.1 Conduta de enfermagem


 Aconselha-se o uso do sutiã de sustentação firme com alças
largas para equilibrar o peso

 Evitar o uso do sabonete na área do mamilo, porque pode ter o


efeito ressecador

 Durante o banho deve passar somente água no mamilo e


enxaguar

 Verifique a normalidade do mamilo (normal erecto ou sem


ponta invertido)
 Orientar a realização do teste de beliscão (a mulher deve
colocar seu polegar e o dedo indicador sobre a aréola, e
pressione delicadamente para dentro. Isso provoca a erecção
ou inversão do mamilo.

 Aconselhe a mulher o uso de protectores de mama ou um pano


de algodão no sutiã e trocá-lo com frequência para evitar o
acúmulo da presença da secreção do colostro, humidade e
pode levar a escoriação

4.Vestuário
 As roupas justas são desconfortáveis e a circulação deficiente

4.1 Conduta de enfermagem


 Enfatizar a gestante, evitar o uso de roupas e cintas apertadas que
comprima o abdómen em expansão
 Aconselhar a mulher o uso de roupas largas e cintura com expansão
ASSISTENCIA PRÉ- NATAL, CONTROLO DA GRAVIDEZ

 Evitar o uso de meias acima do joelho porque podem aumentar o


risco de desenvolvimento de trombose venosa profunda
 Usos de sapatos de sola baixa minimizam a inclinação pélvica e uma
possível lombalgia
 O uso de roupas em camadas pode ser mais confortante

5.Exercícios
Os exercícios físicos são bem tolerados pela mulher saudável durante
a gestação.

Vantagens

Promovem uma sensação de bem-estar, melhoram a circulação,


causam relaxamento e repouso, aliviam o desconforto e lombalgia

Os exercícios físicos que começam no início

Desvantagens
 Os exercícios físicos estão contra indicados: quando as
mulheres estão em trabalho de parto, pré parto, apresentam
ganho de peso insatisfatório, anemia, edema facial e das mãos,
dor, hipertensão, risco de aborto, tontura, dispneia,
incompetência cervical, gestação múltipla, diminuição da
actividade fetal cardiopatias e palpitações.

6. Sono e repouso
Dormir o suficiente ajuda a pessoa a sentir-se melhor e promove os níveis
ideais de desempenho do dia

6.1 Conduta de enfermagem


6.1.1 Orientar a gestante o seguinte:
 Manter um esquema regular do sono, indo a cama e levantar-
se nas mesmas horas
 Ingerir refeições regulares em horários regulares para manter
consistentes as indicações corporais externas
 Reservar tempo para relaxar antes de ir para acama
 Estabelecer uma rotina padrão de hora de dormir
ASSISTENCIA PRÉ- NATAL, CONTROLO DA GRAVIDEZ

 Criar lugar propício para o sono, reduzindo a luz e baixando a


temperatura do ambiente
 Caso não tiver sono, ler um livro até sentir-se sonolenta
 Limitar a ingestão de líquidos após o jantar para minimizar as
idas ao banheiro
 Reduzir a ingestão de cafeína
 Usar a posição de Sims modificada para melhorar a circulação
nos membros inferiores
 Não se deitar de costas, o que pode comprometer a circulação
no útero
 Evitar dobrar muito os joelhos, o que pode promover a estase
venosa abaixo dos joelhos
 Manter as ansiedades e preocupações fora da cama

7. Actividade sexual
A gestação caracteriza-se por intensas alterações biológicas, psicológicas e
sociais.
Essas alterações têm efeitos directos e indirectos, conscientes e
inconscientes, sobre a sexualidade da mulher.
Em algumas gestantes há aumento do desejo sexual e outras o desejo
diminui

8. Trabalho
O trabalho as gestantes não provoca efeitos adversos sobre o resultado da
gestação
 A mulher pode continuar a trabalhar até ao parto se não apresentar
complicações durante a gravidez e o local de trabalho não apresente
riscos especiais (saúde, creches, laboratório, químicas, pintoras,
cabeleireiras, veterinárias e carpinteiras.
 Os trabalhos que exigem esforço físico extenuante como: Levantar
peso, escalar, transportar objectos pesados permanecer de pé por
períodos prolongados colocam a mulher em risco
 Entreviste a mulher e pergunte sobre o seu ambiente profissional
 Oriente o seguinte:
 Planeje tirar dois intervalos de 10 a 15 minutos em um período de
trabalho de 8 h
 Localizar um local disponível para seu repouso de preferência
deitada, com banheiro próximo
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 Evite ou solicite trabalhos que exijam sobrecarga extenuante


 Mude de posição, ficar de pé ou sentada ou vice versa a cada2h
 Certifique que o meio profissional não apresenta substâncias tóxicas
 Garanta que seu ambiente profissional fique sem fumaça (tabagismo)
 Evite o levantamento de objectos pesados, se associado ao
encurvamento

9. Viagens
A gestação não impede viagens de carro ou avião.
Entretanto, a gestante deve seguir algumas directrizes:

9.1 Viagem de carro de curta duração:


 Sempre usar o cinto de segurança para evitar lesão séria provocada
por colisão
 Aplicar uma faixa no ombro não acolchoado adequadamente
 Se não tiver o cinto de segurança viaje no banco de trás do veículo
 Use o cinto de colo que atravesse a pelve abaixo do útero
 Desactive o airbag e move o assento para trás o mais longo possível
para evitar ou minimizar o impacto sobre o abdómen
 Não usar o telefone celular ao conduzir para evitar distrair-se
 Não dirija tarde ou a noite, quando a visibilidade pode estar
comprometida
 Direccione o volante com inclinação para longe do abdomêm

9.2 Viagem de avião


 Viajar de avião deve-se avaliar os factores ambientais e ocupacionais
que colocam a mulher e o feto sob risco de lesão
 Leve consigo uma cópia do caderno de pré-natal que poderá justificar
o acompanhamento que tem sido feito e não receba qualquer vacina
que não esteja dentro das normas da gestação porque pode lesar o feto
 Ao viajar para o exterior, tenha em mão um dicionário de palavras ou
frases relacionadas a emergências mais frequentes que envolvam a
gestação
 Viagem sempre com pelo menos uma pessoa para promover a
segurança pessoal
 Quando em um país estranho evite consumo de frutas e vegetais
frescos e água local
 Evite o consumo de leite não pasteurizado
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 Ingira apenas carne bem cosida com finalidade de evitar


toxoplasmose
 Solicite um assento no corredor e caminhe no avião por cada2 horas
 Enquanto estiver sentada, durante o vôos longos, pratique exercícios
de contracção na pantorrilha para melhorar a circulação
 Esteja ciente que podem surgir problemas físicos enfrentados por
gestantes como fadiga, pirose, indigestão, constipação intestinal,
corrimento vaginal, cãibras nas pernas, polaciúria e hemorróidas
 Use meias elásticas para evitar o desenvolvimento de coágulos
sanguíneos
 Beba água em abundância para se manter hidratada durante o vôo

10. Conduta de enfermagem para desconfortos


10.1 Polaciúria ou incontinência urinária
 Tente exercícios de Kegel para aumentar o controle esfincteriano
 Urine assim que tiver a sensação de que a bexiga está cheia
 Evite bebidas cafeinadas, que estimulam a micção
 Reduza a ingestão de líquidos após o jantar para diminuir a micção

 Fadiga:
 Durma um pouco no início da tarde
 Quando se sentir cansada repouse
 (Tente dormir a noite inteira, sem interrupções)
 Siga uma dieta balanceada (4 grupos)

10.2 Náuseas e vômitos


 Evite ficar com o estômago vazio
 Coma bolachas cream-crackers/torradas na cama antes de se levantar
 Faça diversas refeições pequenas ao longo do dia
 Beba líquido entre as refeições
 Evite alimentos gordurosos, fritos ou aqueles com odor forte, como o
repolho

10.3 Lombalgias
 Evite ficar de pé ou sentada na mesma posição por longos períodos
 Aplique bolsa térmica (não muito quente) na região lombar
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 Apoie a região lombar com travesseiro ao sentar-se


 Permaneça de pé com os ombros para trás com o intuito de manter a
postura

10.4 Cãibras nas pernas


 Eleve as pernas para cima do nível do coração com frequência ao
longo do dia
 Envolver uma toalha quente e húmida ao redor do músculo da perna
pode ajudara musculatura a relaxar
 Evitar ficar de pé em um só lugar durante muito tempo, deve mudar
de posição a cada 2 horas, caminhando ou sentando para evitar as
cãibras
 Se sentir cãibra, estique as duas pernas e flexione os pés em direcção
ao corpo
 Caso a cãibra continue, deve-se encaminhar a consulta médica a fim
de prescrever o uso de cálcio que pode ser útil para reduzir os
espasmos

10.5 Varizes
 Caminhe diariamente para melhorar a circulação dos membros
 Eleve as pernas acima do nível do coração enquanto repousa
 Evite ficar de pé na mesma posição por longos períodos de tempo
 Não use meia calça nem meias apertadas
 Não cruze as pernas durante longos períodos ao sentar-se
 Use meias elásticas com a finalidade de promover melhor circulação

10.6 Hemorróidas
 Estabeleça um horário regular para a defecação
 Evite esforço ao defecar bebendo bastante líquido, ingerindo
alimentos ricos em fibra e exercitando diariamente
 Use banhos mornos de assento

10.7 Constipação intestinal


 Aumente a ingestão de alimentos ricos em fibra.
 Ingerir frutas frescas e secas diariamente
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 Ingerir mais frutas secas e vegetais crus inclusive as cascas


 Ingerir cereais e pães integrais, farelos, assim como flocos cereais e
passas
 Participar de actividade diariamente
 Ingerir refeições em intervalos regulares
 Estabelecer uma hora para evacuar, e elevar os pés em um banquinho
para evitar esforço
 Beber de 6 a 8 copos de água diariamente
 Diminuir a ingestão de carbohidratos refinados
 Beber líquidos quentes ao se levantar para estimular a motilidade
intestinal
 Diminuir o consumo de refrigerantes
 Não comer muito queijo e beba pelo menos 8 copos de água
diariamente
 Pratique exercícios físicos diários (caminhadas rápida) para
promover a defecação
 Reduza a quantidade de consumo de queijo

10.8 Azia /indigestão


 Evite alimentos picantes ou gordurosos e ingira pequenas refeições
 Tente bebericar água para reduzir a pirose (azia)
 Durma com vários travesseiros, de modo que a cabeça fique elevada
 Não fume, nem faça uso de bebidas alcoólicas, com cafeína
 Tome antiácidos ocasionalmente se sentir sensação de queimação
intensa
 Não se deite pelo menos durante 2 horas após as refeições

10.9 Contracções de Braxton-Hicks

 Tenha em mente que essas contracções constituis uma sensação


normal
 Tente mudar de posição ou envolver-se em actividade física leve
para ajudar a reduzir a sensação
 Beba mais líquidos se possível
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10.10 Leucorreia
 Manter a área perineal limpa e seca, lavando com água e sabão
durante o banho de chuveiro
 -Evite o use de méis e caças ou outras roupas de nylon
 - Evite o uso de duchas e o uso de absorventes íntimos

10.11 Desejos por alimentos (perversão do apetite)


 Não faça uso de alimentos com alto teor de açúcar e sódio (sal)
 Não faça uso de barro, gelo, cera, sabonete, bicarbonato de sódio,
amido
 Flatulência Associada a distensão abdominal
 Para diminuir a distensão abdominal e eliminação de flatos é
necessário o seguinte:
 Evite comer alimentos formadores de gases: feijão, repolho, cebola,
chiclete, queijo e alimentos com alto teor de açúcar (refrigerantes) e
outros

 Falta de ar
 Elevar a cabeceira do leito colocando travesseiros nas costas ou
outros
 Evitar exercícios físicos que desencadeiem dispneia

10.12 Edema postural

 Elevar os pés e as pernas acima do nível do coração


 Mudar de posição frequentemente ao longo do dia
 Caminhar em um passo razoável para ajudar a contrair os músculos
das pernas
 Ao realizar uma viagem longa, de carro, parar para caminhar a cada
2horas
 Deitar-se sobre o lado esquerdo para que o útero grávido não
comprima a veia cava
 Evitar alimentos ricos em sódio, como fritos, batatas fritas e bacon
ASSISTENCIA PRÉ- NATAL, CONTROLO DA GRAVIDEZ

 Ingerir 6 a 8 copos de água diariamente para repor os líquidos


perdidos na transpiração
 Evitar grande ingestão de açúcar e gorduras porque estes provocam a
retenção de líquidos.

LUANDA, MAIO DE 2017

PROF: MANUEL EDGAR DAVID JOSÉ