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Capítulo 1

A GAROTA NOVA

Obrigado pela sua preferência, essa história conta sobre como me apaixonei de
novo… espero que você goste dessa experiência criada para você. Bota a sua
imaginação a funcionar, só assim você vai conseguir fazer parte.

Boa leitura.

Todos os direitos reservados ao autor: Kelmi Domingos Silva Diogo


Eram 5 horas da madrugada e meu pensamento soava com melancolia, não era
de se estranhar pois eu havia passado 6 meses num centro de recuperação
porque eu não estava bem, perdi um dos meus melhores amigos e isso fez com
que muita coisa muda-se, mais isso é uma outra história. Eu fiquei explicando
isso para você enquanto as horas passavam, e era meu primeiro dia de volta
aulas e isso me incomodava um pouco, eu não queria encarar ninguém, porque
eu sabia que todo mundo viria me abraçar e me perguntar como eu estava, e
como sempre eu mentiria, porque eu nunca estava bem, e eu próprio nem sabia
o porquê, e isso me irritava, eu acho que maior parte das pessoas já pensaram
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por isso, então acho que não é necessário explicar essa sensação.
Hoje vim contar para você uma história, não sobre como enfrentar a depressão,
porque isso nem eu sei, mais uma história de como algumas lembranças do
passado podem ser lindas, de como um adolescente comete besteiras quando
ama e quando erra, eu quero que você saiba que para mim também foi uma
aventura, uma coisa muito divertida, porque amar é algo lindo, pelo menos para
alguns. Preste bem a atenção em como me apaixonei pela minha melhor amiga,
será que isso já aconteceu com você?
Tal como eu disse no princípio, eu fiquei contando tanta coisa para você que
nem vi o tempo passando. E foi depois dessa reflexão que eu decidi levantar da
cama e ir para a escola, acho que não é preciso explicar que antes disso eu tomei
um banho nê? Obrigado. Como de costume peguei um táxi para ir ate meu
inferno pessoal, eu não quero que você me entenda mal, eu gosto da escola,
mais nem todo os dias são santos para todo mundo. Continuando com o que
estava dizendo, o táxi me deixou bem na porta de entrada, e eu comecei a pensar
em todos os momentos ruins que já passei dentro dessas quatro paredes, mais
antes de eu começar a contar a minha história deixe-me me apresentar. Me
chamo William Diogo, tenho 16 anos e moro em Angola um país onde todo
mundo é livre de ser o que quer, mentira. Quando eu comecei eu perguntei a
você se já te apaixonaste pela tua melhor amiga, nós os dois vamos viver uma
história durante 150 páginas, então bota a imaginação a funcionar.
Voltando ao nosso assunto, os meus 400 dias aqui dentro não foram nada
católicos, e pena que eu não sou um dos valentões da escola, se não eu daria o
troco por tudo. Subi as escadas do instituto logo apos ouvir a campanhia, e como
o diabo não espera, a louca da minha ex. namorada veio logo correndo ao meu
alcance, assim que botou os olhos em mim, começando logo com a típica
conversa:

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- Hum, William acho que você ficou mais alto e mais bonito.
- Oi para você também Jéssica. E não, eu tenho a certeza que deve ser a sua
obsessão por mim falando.
- Podes crer que não é, e olha você todo convencido dizendo que eu sou
obcecada por você. Me conta, como foi a recuperação?
- Foi legal Jéssica, ate deixaram a gente comer algodão doce.
- Isso me parece sinistro… Exclamou Jéssica com ironia
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- Nem me fales.
Vamos colocar um ponto nessa parte para mim explicar quem é Jéssica Silva.
Bom ela é uma garota legal, meio problemática, mais quem hoje em dia, não é?
Namorei com ela por 6 meses, mais tudo acabou pela mania dela de querer
controlar tudo, mais ainda partilhamos uma amizade incrível, e o mais
importante que você deve saber é que quando a Jéssica bota algo na cabeça,
nada a faz mudar de ideia. Então é isso, ao longo da história você vai poder
conhecer todo mundo.
- Me diz, onde esta todo mundo?... perguntei curioso
- O Gabriel e a Tália estão na Biblioteca, a Adjane e a Maritelma estão na sala
de informatica, o Kelson não sei e nem o Samuel, mais eu e você temos uma
aula de ciências agora. E no final de tudo, a gente vai ao cinema para comemorar
a sua volta
- Pela forma que você diz “minha volta” ate parece que eu fui internado num
hospício, e não acho que estou com clima de cinema hoje… falei melancólico
- Já esta tudo combinado, e você não tem poder de desmarcar nada.
Por esse motivo eu queria me enfiar dentro de uma sala escura e nunca mais
sair, sabe aquele momento em que você quer sorrir mais não consegue? Hê, as
vezes era o que acontecia comigo, uma parte de mim estava feliz por voltar a
escola e reencontrar meus amigos, mais a outra, me dizia corre e se esconde o
mundo todo está contra você. Mais eu não tinha escolha, e meus pais me
matariam se descobrissem que eu matei uma aula qualquer, nem que for de
educação física, então decidi confiar mais no meu primeiro pensamento.

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- Já que você e eu temos uma aula de ciência agora, o que ainda estamos fazendo
aqui?... perguntei sarcástico
- Eu estou esperando você começar a andar
- Vamos logo para a turma… disse eu.
Ate agora tudo estava bem, mais isso era uma questão de tempo ate alguém
chegar e bancar o idiota, nunca se sabe. Chegamos na turma e nos sentamos na
mesma mesa, algo que faria as pessoas pensarem que voltamos, bem la no fundo
eu não ligava, mais acho que isso atrapalharia uma nova paquera, então acho 4
que era melhor evitar os comentários, já que a Jéssica era uma líder de torcida.
Eu espero que nenhum termo que estou usando aqui complique você, só é a
maneira mais realista que eu encontrei para expressar o mundo adolescente. Tal
como eu ia dizendo, a aula não demorou tanto o que pareceu um espanto, e uma
menina morena de olhos castanhos, com cabelos longos me encarava como se
eu tivesse matado alguém, me virei para Jéssica afim de perguntar quem era
aquela garota.
- Oh Jéssica, você conhece aquela garota que esta aí olhando para mim?...
perguntei curioso
- Bom sim, ela é a garota nova veio transferida e chama-se…
A Jéssica havia dado um gelo esquecendo o nome da menina, ate um professor
chama-la de Marta e convoca-la ate a sala do diretor.
- Lembrei, ela chama-se Marta Aguinaldo. Disse Jéssica.
- Já foi tarde. Respondi.
Não tinha o que reclamar, a garota era linda, esperta, atraente e acho que não
seria mal convida-la para sair um dia. Logo pensei em chama-la para ir ao
cinema com a gente.
- Teria algum mal se eu convida-se ela para ir ao cinema com a gente hoje?
- Porque? Já esta afim dela?... Perguntou Jéssica desconfortável
- Claro que não, eu só quero é conhecer ela.
A garota saiu da turma indo em direção a sala do diretor, e eu acompanhei ela
com a esperança de encontrar uma brecha para nós conversarmos e convida-la
para ir ao cinema comigo.

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No momento em que ela ficou dentro da sala do diretor eu esperava no corredor,
e só depois de 15 minutos de conversa é que ela saiu e eu tive uma chance de
falar com ela.
- Oi, é Marta, não é?
- Sim, pelo que eu sei esse é o meu nome, e se a minha memoria não me falha,
chamaste William?
- Sim é isso mesmo, bom eu não quero ser intrometido mais queria fazer um
convite para você!... exclamei nervoso 5
- E que convite seria esse?
- Eu e os meus amigos combinamos de ir ao cinema mais logo, e gostaria que
você fosse com a gente?
- Vou pensar, você tem telefone?
Tirei o telefone do bolso e entreguei para ela, a menina apontou seu número
meteu a chamar e desligou me entregando de volta.
- Agora que eu tenho o seu número, te mando uma mensagem.
- Esta bem, ate la então.
Tome nota em uma coisa, se uma garota te der o seu número sem nenhuma luta
sua, pode haver indícios de uma conexão, basta apenas você aproveitar essa
oportunidade e saber como continuar no caminho certo. Mulher gosta de
atenção, e boa correspondência da sua parte pode resultar.
Fiquei andando a torta e a direita pelos corredores, ate me encontrar novamente
com Jéssica, que vinha do banheiro, a garota de cabelos castanhos soltou um
suspiro e perguntou se eu havia encontrado a garota que eu procurava.
- Sim, e ela me deu o seu número.
- Mais assim tão rápido? Nossa William, parece que a sua volta causou um
impacto nas garotas novas.
- Que isso Jéssica, ta com ciúme?
- É claro que não.
- Eu te conheço bem, e sei quando você esta mentindo.

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A Jéssica tinha um ótimo senso de humor, mais o que me fazia gostar bastante
dela, era que ela se preocupava com todo mundo por quem ela tinha afeto.
- Nos vemos no cinema então. Ate mais logo.
Como de costume o meu táxi me esperava na porta da escola, os meus pais
insistiam que eu não podia andar a pé ate estar 100% bem, e isso me fazia se
sentir estranho e eu não gostava daquela sensação de me sentir doente e mesmo
eu não estando. Depois de passar por tantas ruas, cheguei a casa e como sempre
não encontrei ninguém, minha mãe era contabilista e trabalhava todos os dias
ate tarde, meu pai era dono de uma empresa de telecomunicações e quase 6
sempre não estava em casa, então eramos só eu e a Teca, o nosso cachorro. Fui
ate me quarto trocar de roupa para almoçar e meu celular vibrou dentro do meu
casaco, peguei o objeto contemplando uma mensagem de Marta aceitando o
convite para o cinema.
- Foi rápido, mais estou espantado porque você não me deu uma resposta no
momento em que perguntei!
- Bom, vamos dizer que eu queria dificultar as coisas.
- Dificultar como?
- Deixando você pensativo sobre a minha resposta.
- Boa jogada.
Preste atenção, nem sempre quando conseguimos algo fácil, devemos nos
distrair, conseguir pode ser fácil, mais manter é uma luta muito maior, então se
uma garota esta afim de você, e você já possui uma vantagem, não descansa,
alguém pode vir te tirar o gostinho da boca.
- Eu vou te pegar as 16 horas se não tiver problema.
- Por mim ta bom.
- Legal então… me diz, a quanto tempo esta na cidade?
- Já faz uns 5 meses, e nesse tempo todo eu ouvi muito sobre você
Não podemos deixar de fazer uma observação nessa frase “Ouvi muito sobre
você” lembrando que estamos fazendo um diagnostico de duas culturas, então
não te estranhes com certas coisas que você ler. Voltando à análise, essa frase
pode muitas vezes ser boa e ruim ao mesmo tempo, nós como seres humanos

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teremos sempre alguém atras de nós, dizendo coisas ruins e que não são
verdades, e é ali onde você deve tomar cuidado sobre o que foi dito sobre você.
Mantenha a calma na hora da conversa, e deixa o emissor falar aquilo que foi
dito sobre você.
- Isso é algo novo, porque eu não sabia que as pessoas falavam sobre mim. E
foram coisas boas, ou ruins?
- As duas coisas para ser sincera, ninguém é visto como perfeito não é?
- Nisso tens razão. 7
- Mais não te preocupes, ainda não vi motivos para te considerar um perigo.
- Fico lisonjeado, eu acho.
Bom aquela conversa durou muito tempo, ate a hora marcada do cinema, como
eu ainda não tinha idade suficiente para conduzir, chamei um táxi e fui ate a
casa da Marta seguindo as indicações que ela havia me dado. Fiquei apavorado,
pois eu não sabia como me dirigir aos pais dela caso ela me convidasse para
entrar, não é todos os dias que você tem que encarar os pais de uma menina, e
eu sei que você concorda comigo. Sai do carro e toquei a campanhia, felizmente
era ela que abriu a porta, a menina linda de olhos castanhos e cabelos longos,
pele morena e macia, um corpo totalmente desenhado, ela era simplesmente
perfeita, dentro de um vestido azul escuro com manchas brancas dando o design
perfeito, os pés dela calçados em um ténis Nike de cor branca, completavam a
menina de 16 anos.
- Você esta linda.
- Obrigada, você também não esta mal.
- Muito obrigado.
Subimos no táxi em direção ao cinema, o motorista era veloz, e nem pareceu
que havíamos feito 12 minutos no caminho, sai do automóvel e fui abrir a porta
para a garota sair também.
- Que cavalheiro. Disse ela
Entramos em direção as lojas, e bem a vista estavam eles, os meus melhores
amigos, cochichando alguma coisa por eu ter trago a garota nova, então nos
aproximamos deles.

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- Bom vejo que todos estão bem, e fico feliz em ve-los.
Nos juntamos em abraço apertado como nos velhos tempos, nossa amizade
começou desde os 6 anos, e desde então somos inseparáveis.
- Deixe me apresentar-vos a nossa nova companheira. Marta esse é o pessoal,
pessoal ela é a Marta, a Jéssica você já conhece.
- Sim conheço, temos aulas de ciência juntas desde o primeiro semestre.
Exclamou Marta.
- Bom tenho certeza que depois todo mundo terá a oportunidade de se conhecer 8
melhor, mais agora precisamos ver um filme, e não se esqueçam que estamos
comemorando a minha volta.
- É claro que não. Disse Kelson.
Sem perder tempo, subimos as escadas em direção a sala 4 e nós nos sentávamos
sempre nas cadeiras de cima para rir das pessoas enquanto jogávamos pipocas
nelas, eu sempre me sentava ao lado da Jéssica, desde os nossos 7 anos, mais
hoje eu me sentei ao lado da Marta, e a Jéssica não ficou muito contente com
isso, mais isso ia passar. Por todo o filme eu a Marta ficamos mais conversando,
do que vendo o filme, e me pareceu que a reação da Jéssica não havia mudado,
me pareceu que ela estava com ciúmes, mais isso era apenas um fato.
No final do filme saímos do cinema e fomos comer hambúrguer na mais famosa
hamburgaria da cidade, o clima estava bom ate a Jéssica começar a lançar as
suas bombas.
- Então Marta, a quanto tempo você mora aqui?
- Me mudei já faz 5 meses.
- E onde você saiu não te ensinaram que roubar é feio?
- Eu não roubei nada porque você esta dizendo isso?. Disse Marta sem entender
- Então você não deu conta, e além de ladra é mentirosa.
Eu fiquei sem entender o porque a Jéssica estava falando aquilo, mais logo
minha memoria deu um recuo e lembrei do que aconteceu no cinema.
- Jéssica acho que é melhor você parar com isso. Exclamou Tália ao tentar
acalmar ela.

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- Eu não tenho porque me acalmar, quando tem alguém roubando o que é meu.
- Você esta falando de mim Jéssica? Perguntei curioso
- Eu não sabia que vocês estão juntos, me desculpa Jéssica. Disse Marta
- Não, fica tranquila Marta o William e a Jéssica terminaram a muito tempo.
Disse Kelson
Naquele momento uma tensão se estendeu sobre a mesa e o clima havia
mudado, de um reencontro comum de amigos, a um tribunal da justiça.
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- Bom, eu não quero estragar nada entre vocês, então acho que vou embora.
Disse Marta.
- Eu vou com você. Exclamei
Nos despedimos de todo o mundo e saímos do local.
- Vamos caminhar um pouco para eu te explicar porque a Jéssica agiu daquele
jeito.
- Eu acho que nem precisa explicar, ela ainda gosta de você isso eu percebi, e
dentro dela eu sou a vilã que veio tirar o que lhe pertence, mais tudo bem, não
é a primeira vez que isso acontece comigo.
- Queria perguntar o que aconteceu, mais acho que vou deixar o tempo decidir.
- Obrigada, você é muito compreensível, é raro encontrar alguém assim hoje em
dia.
Stop, vocês deram conta nessa frase “é raro encontrar alguém assim hoje em
dia” alguém com esse tipo de caracterização é porque já experimentou vários
relacionamentos e todos eles foram um fracasso, é nesse ponto que você deve
aplicar sua arma secreta, a tua não sei, mais a minha, é deixar que as coisas
fluem ao seu tempo.
- Fico lisonjeado pela sua observação.
A gente caminhava pela marginal, enquanto a luz das lâmpadas faziam com que
o tom de nossa pele muda-se de cor, nossos olhares se cruzavam a cada minuto,
nossas mãos dadas representavam alguma coisa, foi ai que me fez pensar em
algo louco.
- Ta afim de fazer algo louco?

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- Como o que?
- Vem comigo.
Próximo a margem havia uma enorme ponte que dava acesso a ponto mais
fundo da água, a noite as luzes acendiam e ficava tudo lindo e iluminado, e então
eu apaguei as lâmpadas e a luz da lua se resplandeceu em nós, ela estava cheia
então dava uma luminosidade maior.
- Será que os desejos pedidos a lua podem se realizar? Perguntou ela
- Porque a gente não descobre? 10

A garota fechou os olhos inspirou e expirou e fez o pedido em sua mente, eu fiz
o mesmo e encarei ela.
- O que você pediu? A perguntei
- Você quer mesmo descobrir?
- Sim quero…

Continua no cap. 2
Brevemente.

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