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Lucas Lourenço

Onória Basílio Augusto


Rocha Carlos Sandifolo

A Necessidade de Reflexão sobre a Educação e sua Prática no Campo da Pedagogia:


Função Social da Educação e Função Cultural da Educação
(Licenciatura em Ensino de Português)

Universidade Rovuma
Extensão de Niassa
2020
1

Lucas Lourenço

Onória Basílio Augusto

Rocha Carlos Sandifolo

A necessidade de Reflexão sobre a Educação e sua Prática no Campo da


Pedagogia: Função Social da Educação e Função Cultural da Educação

Trabalho da Disciplina de
Fundamentos de Pedagogia, para
fins avaliativos, sob orientação do
Dr: Edgar Manuel.

Universidade Rovuma

Extensão de Niassa

2020
2

Índice
1.Introdução ................................................................................................................................ 3

1.1. Objectivo Geral ................................................................................................................ 3

1.2. Objectivos Específicos ..................................................................................................... 3

2. Breve conceitualização da Educação ..................................................................................... 4

2.1. A função Social da Educação .......................................................................................... 4

2.3. Um olhar sobre Função Social da Educação.................................................................... 6

3. A Importância do Professor na Socialização do aluno. ...................................................... 6

4. Função Cultural da Educação ................................................................................................. 7

4.1. A Escola ........................................................................................................................... 7

4.2. Cultura ............................................................................................................................. 9

4.1.1.Cultura das Normas ou Cultura Política................................................................... 10

4.1.2. Cultura estruturalista ............................................................................................... 10

4.1.3. Cultura Integracionista ............................................................................................ 10

4.1.4. Cultura científica ou pedagógica ............................................................................. 10

5. O Professor ........................................................................................................................... 10

6. Relação entre Educação e Cultura ........................................................................................ 11

7. Conclusão ............................................................................................................................. 14

8. Referências Bibliográficas .................................................................................................... 15


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1. Introdução

A Educação ocorre quando ela consegue assegurar a todos os envolvidos a condição de


participes reais, com poder de tomar parte na actividade comum e não só assumi-la por temor,
como algo imposto pela acção externa, quer seja do educador ou do educando.

Que educador e educando tornem-se participes da actividade comum é uma tarefa central da
educação e uma das mais difíceis. Tal tarefa pressupõe, no entanto, que os sujeitos
educacionais envolvidos, principalmente a criança, sejam afectados pela actividade comum.
Dewey deposita grande peso na linguagem humana que, segundo ele, faz a diferença no
processo formativo. É por meio dela que se compartilha a construção de um mundo em
comum.

Este artigo, faz menção sobre a necessidade de reflexão sobre a educação e a sua pratica no
campo da pedagogia, do ponto de vista, da função cultural da educação e função social da
educação. Para a realização deste trabalho usamos algumas obras que abordam sobre os
conteúdos acima apresentado. Cujas obras estão apresentadas na referencia bibliográfica do
trabalho. O nosso trabalho traça um objectivo geral e três específicos:

1.1. Objectivo Geral


 Conhecer a Necessidade da Função Social e Cultural da Educação no Campo da
Pedagogia.

1.2. Objectivos Específicos


 Identificar as distinções entre Função Social e Cultural da Educação no Campo da
Pedagogia;
 Descrever os princípios que o diferencias;
 Localizar no tempo e no Espaço a importância da Educação no campo da pedagogia.
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2. Breve Conceitualização da Educação

Educação é o processo de facilitar o aprendizado ou a aquisição de conhecimentos,


habilidades, valores, crenças e hábitos. No entanto a educação deve assumir o seu papel mais
amplo que é o de construir um cidadão mais consciente e completo. Sem preconceitos e
responsável. Sabedor, mas também capaz de transmitir conhecimento para a construção de
uma sociedade melhor. (SACRISTÁN & GÓMEZ, 2007: 14).

Ainda os mesmos pensadores, o seu ponto de partida consiste em afirmar que todo o ser que
possui suas actividades associadas aos outros tem um ambiente social. O que ele faz depende
também das expectativas, exigências, aprovações e condenações dos demais. A dimensão
social do ser humano significa que a construção de si mesmo – depende em última instância
da aprovação dos outros. Ninguém pode construir sua própria identidade sozinha, como
alguém completamente isolado no tempo e no espaço.

2.1. A função Social da Educação


A função social da Educação na perspectiva de BRANDÃO (1996, s/p.) é o desenvolvimento
das potencialidades físicas, cognitivas e afectivas do indivíduo, capacitando-o a tornar um
cidadão, participativo na sociedade em que vivem, passando a esse aluno a importância da
inclusão e não só no âmbito escolar e sim em toda a sociedade.

Segundo PILETTI (2004), A função da Educação é ‟Socializar o conhecimento acumulado


pela humanidade, Preparar as novas gerações para a inserção no mundo, Adaptar as crianças e
jovens ao mundo gerado pelas gerações que os antecederam Contribuir para o processo de
humanização Preparar os jovens para o mercado de trabalho Formar cidadãos críticos e
conscientes.

O que demonstra o quanto o processo educativo é complexo, abrangente e historicamente


determinado. Isto significa que a ênfase em um ou outro aspecto do educar é determinado
socialmente. Nas diferentes épocas da história, as sociedades impõem seus valores às novas
gerações e, assim, geram determinadas expectativas sobre a educação. Através desta, as
sociedades transmitem conhecimentos e normas de conduta padrões às crianças e jovens. O
sucesso destes depende da assimilação e internalização do padrão considerado normal.
Quanto mais adaptado, maior as possibilidade de que o indivíduo seja plenamente integrado.

Por muito tempo, o espaço familiar, o grupo, a comunidade, etc., foram suficientes para
proporcionar o processo de socialização. Contudo, a complexidade e a extensa diversificação
das funções nas sociedades modernas debilitaram sua capacidade em promover a integração
social das novas gerações. A socialização das novas gerações no mundo do trabalho e na
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sociedade em geral passou a exigir a intervenção de instituições específicas. Paulatinamente,


recaiu sobre a escola a função socializadora, ainda que a família e outras esferas da vida em
sociedade também contribuam nesta direcção. Não obstante, a escola passou a ser
caracterizada pela função peculiar de promover o processo de socialização.

A escola enquanto instância específica para socializar as novas gerações tem uma
característica essencialmente conservadora. Sua função é garantir a reprodução social e
cultural dos valores e conhecimentos necessários à manutenção do vocabulário, à
conservação da sociedade de acordo com a expectativa predominante. Esta função também é
assumida por outras instituições e grupos da vida social: família, meios de comunicação,
religião, mundo do trabalho.

Porém, a sociedade é repleta de contradições e também a escola, enquanto expressão desta.


Além disto, a sociedade não é estática, ela se transforma pela acção dos homens e mulheres
que fazem a história. O desenvolvimento social produz mudanças que exigem a
reconfiguração das expectativas e exigem novas atitudes. A escola vê-se, então, diante do
desafio de se adequar às novas exigências.

A função reprodutora da Educação é projectada pela tendência em “modificar os caracteres


desta formação que se mostram especialmente desfavoráveis para alguns dos indivíduos e
grupos que compõem o complexo e conflituante tecido social”. Educa-se, portanto, para
conservar a ordem social, mas também para transformá-la. Ainda que prevaleça a educação
conservadora
2.2. Função Social e Cultural da Educação
Ninguém escapa a educação, em casa, na rua, na escola, de um modo ou de muitos, todos nós
envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar e para aprender e ensinar.
Para saber, para fazer ou para viver todos os dias misturamos a vida com a educação. Com
uma ou com várias educação ou educações.
A educação se associa há processos de comunicação, é interacção pelos quais os membros de
uma sociedade assimilam saberes, habilidades, técnicas, atitudes, valores existentes no meio
culturalmente organizados e com isso, ganham o patamar necessário para produzir outros
saberes, técnicas e valores. BRANDÃO (1996).

Como forma de clarificar o conteúdo, e pela extensão do tema, sentimos a obrigação de falar
de, Função social da educação e Função Cultural da educação, de forma distinta. Começando
desta feita falando de Função social da educação e de seguida, Função Cultural da educação
6

2.3. Um olhar sobre Função Social da Educação


A criança quando entra na escola já trás de casa uma bagagem de informações construídas
nos seus primeiros anos de vida, a primeira noção de socialização é transmitida para criança
através da família.

Para dar início ao diálogo produtivo, ideias prontas devem ser desconstruídas. É essencial que
os professores entendam o público para o qual prestam serviço (como está organizada a
família contemporânea, Por outro lado, a família deve compreender amissão e as propostas
da escola e conhecer formas de contribuir com ela. PALATO (2009, p. 106).

Nos dias de hoje, o educar está cada vez mais difícil, está sendo atribuído ao professor tarefas
que antigamente eram exclusivas da família, devido ao fato das mudanças na sociedade, onde
as mães precisam sair de casa para trabalhar e assim mais cedo colocam seus filhos nas
escolas de educação infantil, ficando ao professor o compromisso de educar está criança.

3. A Importância do Professor na Socialização do aluno.


O papel do educador, sua função de orientador e mediador é fundamental. O educador deve
criar uma harmonia entre a apresentação de conteúdos teóricos e as práticas sociais do
educando, auxiliando-o assim na formação de seu carácter.

Segundo CÉSAR COLL SALVADOR et al. (1999, p.146), De maneira bastante geral, o
processo de desenvolvimento das crianças inicia-se na família, sendo os pais os primeiros
cuidadores educadores ao mesmo tempo, é o primeiro contexto de desenvolvimento, que em
todas as culturas é visto, mais cedo ou mais tarde, progressivamente ampliado. As crianças
participam, assim, de outros contextos e interagem com outras pessoas em uma diversidade de
modalidades. Continuando, o autor enfatiza que, é na escola que estas informações são
amadurecidas e transformadas em conhecimentos para o resto de sua vida. Portanto o
professor é o eixo de ligação da criança com a sociedade, junto com a família. A aquisição do
saber vai desde o nascimento até a morte o processo de socialização.

Adquirimos hábitos conforme os costumes da sociedade em que vivemos, ao interagir com


outras pessoas é que adquirimos o conhecimento para nossa sobrevivência e na escola
obtemos o posicionamento crítico para nossas escolhas. Cuidadosamente podemos perceber
que o autor procura explicar que é muito comum o jogo de empurra entre família e escola, um
tentando passar para o outro as suas responsabilidades e ambos esquecendo o objectivo
principal que é o aluno. Para evitar estes transtornos escola e família devem procurar acções
coordenadas para solucionar estes problemas.
7

O educador é ferramenta fundamental na transformação do educando em ser social.


Preocupando-se em auxiliar este aluno e sua família na aquisição do saber, na interpretação
dos problemas para assim juntos formarem um indivíduo de conscientização crítica e capaz de
responder por seus actos e decisões na sociedade da qual faz parte PALATO (2009), A escola
precisa aproximar a família do convívio escolar numa tentativa de reforçar o interesse dos
pais pelo futuro de seu filho, oferecer oportunidades de acesso à cultura enão só a
preocupação com a indisciplina na sala de aula, oportunizar a reflexão de questões.

Para contornar problemas de comportamento, família e escola acabam


seguindo caminhos distintos, por vezes equivocados. Se os pais usam
estratégiasambíguas, por exemplo, os professores apelam para métodos autorit
ários e querem que a família os reproduza. É preciso estabelecer práticas com
uns o que pode ser articulado num encontro entre coordenação pedagógica,
docentes e familiares, fora da reunião de pais. PALATO (2009, p. 106)

4. Função Cultural da Educação

De acordo com BRANDÃO (1996, p. 47), educação é todo o conhecimento adquirido com a
vivência em sociedade seja ela qual for. Sendo assim o acto educacional ocorre no chapa, em
casa, na igreja, na família e todos nós fazemos parte deste processo.

Não existe um modelo para se educar, não existe uma única maneira. A educação ocorre a
partir do momento em que se observa, entende, emita se aprende; esse processo não ocorre
somente dentro de uma sala de aula onde existe o professor, formado para educar.

Ao ser assim, a educação é um (fenómeno plurifacetado, ocorrendo em muitos lugares,


institucionalizados ou não, sob vários modalidades). Identifica a
prática pedagógica em seus variados modos de ocorrência. BRANDAO & LIBANIO (1985,
p. 56).

A função cultural da Educação é a transmissão dos valores morais, normas sociais de uma
sociedade. Exemplo: Ritos de iniciação, o Loboló. BRANDAO (1985, p. 62), a educação e
acultura estão em paralelo, isto é, nem a educação assim como a cultura não encontram-se
uma dentro da outra. Estas agem em simultâneo actuando a um fim único que é a instrução
complementa a cultura.

4.1. A Escola
A escola está associada a moral e a ética, há um conceito pré-estabelecido que a educação
escolar ajude a formar sujeitos cultos e dignos.
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Segundo LIBANIO (2006), a escola é uma cultura organizacional o funcionamento dela é o


fruto das relações estabelecidas entre seus membros, essa cultura pode ser modificada pelas
próprias pessoas, ela pode ser discutida, avaliada, planejada, num rumo que responda aos
propósitos da direcção, da coordenação pedagógica escolar. É certo que a escola possui a sua
cultura, mas ela é também um lugar de mediação entre as diferentes culturas. Ela é a
esperança da formação cultural, do progresso, da conquista, da dignidade, da emancipação,
continua sendo o caminho para igualdade e inclusão social, pois propicia aos alunos
conhecimento, estratégias e procedimentos de pensar sobre valores e critérios de modos de
decidir e agir.

No entanto, o interesse pelo desenvolvimento organizacional, aplicado às escolas com


objectivo de alcançar a melhoria das instituições escolares em termos de funcionamento
técnico administrativo e gestão pedagógica. LIBANIO (2006, p. 71-72).

Como nota GÓMEZ (2007), “A escola por seus conteúdos, por suas formas e por seus
sistemas de organização, introduz nos alunos/as, paulatina, mas progressivamente, as ideias,
os conhecimentos, as concepções, as disposições e os modos de conduta que a sociedade
adulta requer. Dessa forma, contribui decisivamente para a interiorização das ideias, valores e
normas da comunidade, de maneira que mediante este processo de socialização prolongado a
sociedade industrial possa substituir os mecanismos de controlo externo da conduta por
disposições mais ou menos aceitas de auto controlo”.

Porém, a sociedade é repleta de contradições e também a escola, enquanto expressão desta.


Além disto, a sociedade não é estática, ela se transforma pela acção dos homens e mulheres
que fazem a história. O desenvolvimento social produz mudanças que exigem a
reconfiguração das expectativas e exigem novas atitudes. A escola vê-se, então, diante do
desafio de se adequar às novas exigências.

A função reprodutora da educação é tencionada pela tendência em “modificar os caracteres


desta formação que se mostram especialmente desfavoráveis para alguns dos indivíduos e
grupos que compõem o complexo e conflituante tecido social”. Ou seja, a lógica conservadora
da instituição que educa é desafiada constantemente por outra lógica, a da mudança. Educa-
se, portanto, para conservar a ordem social, mas também para transformá-la. Ainda que
prevaleça a educação conservadora.

Ao se considerar a escola como um sistema social composto de partes ou segmentos que


formam um todo orgânico, faz-se necessário reflectir sobre a dinâmica do quotidiano escolar
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em seus múltiplos aspectos, pois o pensamento pedagógico contemporâneo não pode se


esquivar dessa importante tarefa sob pena de cair na superficialidade.

A escola contribui para a reprodução da ordem social. No entanto, ela também participa de s
ua transformação, às vezes intencionalmente. Outras vezes, as mudanças se dão, apesar da
escola. PILETTI (2004, p. 84).

Nesse contexto, o dirigente escolar, o professor, os pais de alunos e a comunidade em geral


precisam entender que a escola é um espaço contraditório e, portanto, se torna fundamental
que ela construa seu Projecto Político-Pedagógico. Cabe resultar, nessa direcção, que
qualquer acto pedagógico é um ato dotado de sentido e se vincula a determinadas concepções
(autoritárias ou democráticas), que podem estar explicitas ou não. Assim pensar a função
social da educação e da escola implica problematizar a escola que temos na tentativa de
construirmos a escola que queremos. Nesse processo, a articulação entre os diversos
segmentos que compõem a escola e a criação de espaços e mecanismos de participação são
prerrogativas fundamentais para o exercício do jogo democrático, na construção de um
processo de gestão democrática.

4.2. Cultura
A cultura é definida como um sistema de signos e significados criados pelos grupos sociais.
Ela se produz (através da interacção social dos indivíduos, que elaboram seus modos de
pensar e sentir, constroem seus valores, manejam suas identidades e diferenças e estabelecem
suas rotinas). A cultura é parte do que somos, nela está o que regula nossa convivência e
nossa comunicação em social. José Luís dos Santos apresenta duas concepções básicas da
cultura.

A primeira preocupa-se com todos os aspectos de uma realidade social, ou seja, cultura é tudo
aquilo que caracteriza a existência social de um povo ou nação.

A segunda concepção refere-se ao conhecimento, as ideias e crianças de um povo, assim


como eles existem na vida social. Dessa forma, cultura diz respeito a uma esfera, ou domínio
da vida social e adverte que, se a cultura não mudasse, não haveria o que fazer senão aceitar
como naturais as suas características e estarem.

Cultura é um conjunto dos traços característicos do modo de vida de uma sociedade, uma
comunidade ou um grupo, aí compreendidos os aspectos que se podem considerar como os
mais quotidianos, triviais ou inconfessáveis. Para CARDOSO (2001, p. 16),
metodologicamente, a cultura da escola pode ser identificada por quatros (4) diferentes
subculturas, a saber:
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4.1.1.Cultura das Normas ou Cultura Política


Se manifesta nas formas de normalização da educação, e se materializa nas normas, regras de
funcionamento e na organização formalizada em burocracias institucionais. Constitui assim
uma subcultura da cultura nacional que se expressa nas políticas de educação, sendo, pois,
mediadora entre o poder instituído, os alunos e os professores;

4.1.2. Cultura estruturalista: Se expressa nos modelos instituídos de funcionamento da


escola, esse concretiza na escola real, resultado das práticas pedagógicas construídas pela
experiencia e prática profissional dos actores escolares;

4.1.3. Cultura Integracionista


Nasce das interacções sociais e integra os actores escolares (professores, alunos e famílias),
numa cultura própria, invisível e distinta da escola real;

4.1.4. Cultura científica ou pedagógica


Diz respeito ao conhecimento produzido pelas Ciências da Educação, aos corpos de saberes
que se expressam nas publicações científicas, nos manuais e nas práticas pedagógicas.

5. O Professor

O professor é o mediador do conteúdo transmitido, ele deve propor actividades que conduzam
o educando para a condição de sujeito activo da própria aprendizagem no processo de
transmissão e assimilação do conhecimento, o professor precisa estar atento aos aspectos
cognitivos e subjectivos do aluno para desenvolver o aprendizado e torna-lo mais
significativo.

 Função Social da Educação

Na perspectiva de ARANHA (1996, p. 166), a obra principal da educação consiste em levar o


educando a atingir a maturidade e a liberdade ou em educar para a liberdade. Para esta
educação deve contribuir em grande parte a autoridade, apesar de paradoxalmente ambos os
termos parecerem antagónicos. Educar para a liberdade e em liberdade não exclui, antes torna
necessária, a autoridade, indispensável para (fazer crescer), o educando em todas as
dimensões, particularmente na liberdade.

Para GADOTTI (1981, p. 103), a educação, como lugar de prolongamento de uma sociedade,
deve ser um problema do inacabado, do transitório e do não permanente. É naturalmente
importante que o futuro professor passe por um processo de formação que irá prepará-lo para
uma actividade docente onde todos nós buscamos um mesmo propósito, uma sociedade mais
11

justa e humana com melhor qualificação, que irá contribuir na formação do futuro
profissional.

SAVIANI (1992, P. 23), deixa-nos entender que a relação professor e aluno ou vice-versa têm
a finalidade de que, a relação professor/aluno nesse processo de Ensino-Aprendizagem gira
em torno da concepção da educação, tendo uma perspectiva de que quando todos se unirem na
essência da educação como prática de liberdade, ambos abrirão novos horizontes culturais de
acordo com a realidade e imaginação de todos os indivíduos, seguido das diferentes culturas
de cada um.

 Função Social da Educação

Na perspectiva de ARANHA (1996, p. 166), a obra principal da educação consiste em levar o


educando a atingir a maturidade e a liberdade ou em educar para a liberdade. Para esta
educação deve contribuir em grande parte a autoridade, apesar de paradoxalmente ambos os
termos parecerem antagónicos. Educar para a liberdade e em liberdade não exclui, antes torna
necessária, a autoridade, indispensável para (fazer crescer), o educando em todas as
dimensões, particularmente na liberdade.

Para GADOTTI (1981, p. 103), a educação, como lugar de prolongamento de uma sociedade,
deve ser um problema do inacabado, do transitório e do não permanente. É naturalmente
importante que o futuro professor passe por um processo de formação que irá prepará-lo para
uma actividade docente onde todos nós buscamos um mesmo propósito, uma sociedade mais
justa e humana com melhor qualificação, que irá contribuir na formação do futuro
profissional.

6. Relação entre Educação e Cultura

É no processo da educação e pedagogia que são promovidas as mais importantes formulações


teóricas sobre o desenvolvimento cultural e social de todas as civilizações.

A cultura é todo um complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte,


amoral, a lei, os costumes e todos hábitos e capacidades adquiridos pelo
homem como membro da sociedade (civilização). Muitas vezes com noções de
desenvolvimento, educação, bons costume, etiqueta e comportamentos.
VEIGA (2002, P. 23.

A civilização será um padrão que depende da cultura. É o estágio de desenvolvimento cultural


em que se encontra um determinado povo. Este desenvolvimento cultural é representado pelas
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técnicas dominadas, relações sociais, crenças, factores económicos e criação artística. O


desenvolvimento de uma civilização ocorre lentamente, logo é um processo, e o principal
factor que pode influenciá-lo é o da educação.

Em relação ao sentido social a educação é o processo de transmissão ou mediação da


experiencia social acumulada pelas gerações mais velhas para as mais novas, com vista a
prepara-las para a vida e para o trabalho na civilização onde vivem. Respectivamente
Relacionando-se com o aspecto pedagógico a educação pode ser entendida como uma
actividade organizada, orientada para o desenvolvimento integrar da personalidade, isto é, um
sistema estreitamente organizado virado para a formação da personalidade, dentro de uma
civilização, com cultura (manias), que sejam comuns neste ambiente.

Contudo, o aspecto cooperativo e comum da dimensão social da educação ocorre quando ela
(a educação) consegue assegurar a todos os envolvidos a condição de partícipes reais, com
poder de tomar parte na actividade comum e não só assumi-la por temor, como algo imposto
pela acção externa, quer seja do educador ou do educando.

Que educador e educando tornem-se partícipes da actividade comum é uma tarefa central da
educação e uma das mais difíceis. Tal tarefa pressupõe, no entanto, que os sujeitos
educacionais envolvidos, principalmente a criança, sejam afectados pela actividade comum.
Mas em que sentido o são? Dewey deposita grande peso na linguagem humana que, segundo
ele, faz a diferença no processo formativo. É por meio dela que se compartilha a construção
de um mundo em comum.

Para esclarecer o papel de socialização cooperativa da linguagem Dewey recorre ao exemplo


do chapéu. Ele é resultado de um processo educativo que a mãe desempenha em relação à
criança, quando lhe diz que ao sair para a rua em dia de sol quente precisa colocá-lo na
cabeça. Como o som “chapéu” é resultado da acção da qual participam duas ou mais pessoas,
faz com que os participantes sejam afectados não só fisicamente, mas também culturalmente,
pelo som que é produzido socialmente.

DEWEY conclui seu pensamento da seguinte forma: “Entender-se uns aos outros significa
que os objectos, incluindo os sons, têm o mesmo valor para ambos com respeito à realização
de uma finalidade comum”. O poder da linguagem consiste então em tornar comum aos
sujeitos educacionais os sentido diferente que os objectos possuem. Ela manifesta este poder
porque é parte de uma experiência compartilhada ou de uma acção conjunta.
13

Em síntese, a educação para o ser humano não é simplesmente um adestramento porque ele (o
ser humano) possui disposições intelectuais, entre elas principalmente a linguagem, as quais
permitem que suas acções sejam compartilhadas. Ou seja, a linguagem permite aos seres
humanos serem participes de uma actividade em comum, dando-lhes o poder de dizer sim ou
não à interferência em suas vidas de acções externas. Sem este poder os seres humanos se
tornariam simples joguetes das forças provindas do meio, incluindo, principalmente, as forças
do meio social.
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7. Conclusão

Em jeito de conclusão, podemos constatar de essencial importância a participação de todos,


família e escola, na socialização do aluno. Somente quando todos se conscientizarem que
trabalhando juntos teremos um resultado satisfatório na preparação da criança para a vida. A
escola deve ser um local de enriquecimento cultural, intelectual e social. O sujeito desse
ambiente é ensinado de acordo com os costumes da sua civilização, a fim de servi-la. Mas,
essa relação tem seu processo de maneira linear, visto que em uma sociedade civilizada,
poderão ocorrer desvios.

A educação fundamenta a socialização bem como reconhecimento das nossas Culturas, onde
por sua vez, semeia a ousadia da participação activa no crescimento da comunidade a qual
estamos inseridos e não apenas na reprodução de conteúdos didáticos propostos em seu
currículo anual. Preocupação com a socialização de seus alunos deve prevalecer em todas as
suas disciplinas e não somente em conversas extra classe. Importa afirmar que, a socialização
nas escolas é de essencial importância para as crianças e adolescentes, mas só será completa
quando todos, família e escola, trabalharem juntas em busca de soluções para os problemas da
comunidade e nunca esquecendo que o maior interessado nessa conquista é o aluno. Somos
nós pais e educadores que estamos formando a sociedade de amanhã, não podemos deixar
para depois esta nossa responsabilidade. Vamos começar já, principalmente nós, futuros
professores, que escolhemos esta tarefa tão importante, vamos ser conscientes de nossas
responsabilidades e cumpridores de nossos deveres.
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8. Referências Bibliográficas

ALVES, Luís Alberto Marques.História da Educação. Faculdade de Letras da Universidade


doPorto, 2012.

AMADO, Casimiro Manuel Martins. História da Pedagogia e da Educação Universidade de


Évora, 2007.

ARANHA; Maria Lúcia Arruda. Filosofia da Educação 2ª ed. São Paulo: moderna, 1996.

BRANDÃO. C. R,O que é educação, São Paulo, Brasil, 1985.

CARDOSO, T. M. A cultura da Escola e a profissão docente: inter-relações. 2001

GADOTTI, Moacir. Perspectivas Actuais da Educação. Revista São


Paulo Perspectiva. Vol.14,no.2. São Paulo, 2000.

GADOTTI; Moacir. A educação contra a educação . Rio de Janeiro: Paz e terra, 1981

LIBANEO, José Carlos; Didáctica, São Paulo, Cortez, 2006.

PILETTI, Claudino, Didáctica geral, 23 ed. Arica, São Paulo, 2004.

PALATO, Amanda.Sem cul par o outro. Nova Escola, São Paulo, n.225, p.102-106, set.

SALVADOR, César Coll (Org.) Psicologia da Educação. Porto Alegre: Artemed, 1999.

SANTOS, J.L. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

SAVIANI, D.Pedagogia histórico-critica: primeiras aproximações, 3ª ed. São Paulo,


Cortez,1992.VEIGA, Gynthia Greive, A escolarização como projecto de civilização. Brasil,
2002.

SACRISTÁN, J. Gimeno; GÓMEZ, A. I. Pérez. Compreender e transformar o ensino. 4ª ed.


Porto Alegre: Artmed, 2007,

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