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1 Pedro 2

11 Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se


abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma.
12 Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os
acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e
glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.
13 Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os
homens; seja ao rei, como autoridade suprema,
14 seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o
mal e honrar os que praticam o bem.
15 Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a
ignorância dos insensatos.
16 Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para
fazer o mal; vivam como servos de Deus.
17 Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e
honrem o rei.
18 Escravos, sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito, não apenas aos
bons e amáveis, mas também aos maus.
19 Porque é louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus,
alguém suporte aflições sofrendo injustamente.
20 Pois, que vantagem há em suportar açoites recebidos por terem cometido o
mal? Mas se vocês suportam o sofrimento por terem feito o bem, isso é
louvável diante de Deus.
21 Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de
vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos.
22 “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua
boca.”
23 Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas
entregava-se àquele que julga com justiça.
24 Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de
que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas
vocês foram curados.
25 Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao
Pastor e Bispo de suas almas.

1.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA POR UM VIVER JUSTO ENQUANTO
PEREGRINAMOS AQUI, v.11-12
2.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA PELA SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES CIVIS, v.13-
17
3.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA PELA SUBMISSÃO AOS CONTRATOS CIVIS QUE
NOS ENCONTRAMOS, v.18-25

A primeira carta de Pedro vinha tratando da nova realidade espiritual que temos em
Cristo. Falou da questão da nossa eleição, separação e perdão a nós dado pela obra
salvadora de toda a Trindade.
Nos falou que a esperança eterna, a proteção e a fé devem ser vividas em uma
alegria que reflita essas verdades em nossas vidas.
A sublimidade dessa salvação que recebemos já foi objeto de atenção tanto por
profetas que a anunciaram quanto por anjos que desejaram compreendê-la.
Também a nossa nova vida que agora temos, esta nova identidade que temos, deve
ser vivida em uma santidade que ama e ao mesmo tempo proclama as grandezas de Deus.

Como é muito comum nas cartas dos apóstolos, especialmente Paulo faz assim,
primeiro vem a fundamentação do que cremos, ou o ensino doutrinário. Então, há uma
mudança onde o autor se concentra mais nas consequências práticas daquilo que foi
ensinado. Este é o teor que veremos a partir do verso 11 do capítulo 2 de 1 de Pedro.

O mundo que Pedro tinha em vista refere-se às pessoas que seus leitores
enfrentavam diariamente como testemunhas, cidadãos e escravos. Pedro desafiou os
cristãos a se posicionarem contra o pecado, a se submeterem à autoridade legal e a
suportar pacientemente senhores. Esse tipo de conduta levaria os outros a crer, silenciaria
a língua das pessoas tolas e traria elogios de Deus.
1.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA POR UM VIVER JUSTO ENQUANTO
PEREGRINAMOS AQUI, v.11-12
11 Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se
abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma.
12 Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os
acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e
glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.

►V.11: Chamando os seus leitores de “amados”, Pedro os identifica como “estrangeiros e


peregrinos no mundo”, ideia já mencionada no início da carta, e que denota como cristãos
estão no mundo, mas não são mais do mundo. Somos aqueles que vivem em um lugar que
não é realmente o seu lar, mesmo que o tratemos assim por amor a ele. Isto porque somos
realmente cidadãos dos céus, tal como Paulo retrata em Filipenses 3.20, “A nossa
cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor
Jesus Cristo.”; por isso somos peregrinos, isto é, tanto temos cidadania em outro lugar,
quanto temos uma morada temporária neste lugar.
Assim, para representar nossa pátria celeste de forma honrosa e adequada,
precisamos viver aqui, como viveríamos lá. Isto é, nos abstendo dos desejos da carne, visto
que nossa morada unicamente possui desejos do Espírito.
Tais desejos guerreiam contra a nossa alma, isto é, contra a pureza espiritual em
nossas vidas.
.
►V.12: E como acontece essa abstenção? Isto, como nos mantemos constantemente
afastados disso? No verso 12, Pedro lembra que isso não acontece em algum tipo de
isolamento social cristão. Vivemos nos abstendo dos desejos carnais ainda que vivendo
entre não cristãos, aqui identificado como “pagãos”, em outras traduções, como “gentios”.
Ou seja, os não-cristãos.
Pedro também argumenta que vivendo de maneira exemplar, removemos os
argumentos reais de ataque a nós, a nossa fé e ao cristianismo em geral. Basta olhar a
história e nossa própria experiência pra saber que isso não fará os ataques cessarem, mas
em meio às suas acusações, ainda assim, eles possam ser incomodados pela postura, pelo
procedimento, pela atitude que cristãos estão tendo.
Esta é a ideia por trás do texto de Provérbios 25.21-22, “Se o seu inimigo tiver fome,
dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas
vivas sobre a cabeça dele, e o Senhor recompensará você.”
Isso tudo, traria glórias a Deus da parte daqueles que fossem alcançados por Cristo.

1.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA POR UM VIVER JUSTO ENQUANTO
PEREGRINAMOS AQUI, v.11-12

Agora, essa recomendação de Pedro não era algo fácil e leve de viver nem naqueles
dias, nem nos nossos. Mas, particularmente, pense no cenário dos dias de Pedro enquanto
escreve do verso 13 a 17.
2.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA PELA SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES CIVIS, v.13-
17

13 Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os


homens; seja ao rei, como autoridade suprema,
14 seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o
mal e honrar os que praticam o bem.
15 Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a
ignorância dos insensatos.
16 Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para
fazer o mal; vivam como servos de Deus.
17 Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e
honrem o rei.

►V.13-14: esta vida exemplar passará por diversos testes. Pessoas não são fáceis de
conviver, na maioria dos casos. E, se você acha que “aquele parente” ou o “seu chefe
exigente” são desafios à convivência, os irmãos dos dias de Pedro tinham desafios bem
peculiares.
Cristãos devem obedecer à lei. Este é o princípio geral. Vivemos em governos eleitos
democraticamente, mas este princípio era verdadeiro mesmo nos dias de Pedro onde o
“rei” era um imperador romano e democracia era uma palavra desconhecida.
Em termos gerais, concordando com o que Paulo ensina em Romanos 13, Pedro
sintetiza o papel dos governantes em punir a prática do mal e honrar a prática do bem. Vale
ressaltar que Pedro nada fala em concordar com tudo o que o governante faz. Mas, antes,
apenas se submeter “por causa do Senhor”, isto é, não por medo da punição ou desejo pela
honra, mas tendo a Cristo como real motivação.
Atos 4.19 nos deixa claro que cristãos devem se submeter às leis dos homens
enquanto tais leis não conflitam com as leis, ordenanças e princípios de Deus expressos em
Sua Palavra. Diante da ordem do Sinédrio de que não mais ensinassem sobre o nome de
Jesus... “...Pedro e João responderam: “Julguem os senhores mesmos se é justo aos olhos
de Deus obedecer aos senhores e não a Deus.”
Mas, tudo ocorre perfeitamente neste cenário? Claro que não. Cristão estavam
sendo falsamente acusados, xingados nos dias de Pedro e, mais à frente, nos dias da
segunda carta, seriam presos e mortos em grandes números.

►V.15: no verso 15, como era óbvio que o que Pedro afirmara no verso 14 não acontecia
sempre, e diante das injustiças que cristãos sofriam, ele destaca que qualquer dano ou dolo
que sofrermos, mesmo fazendo o bem, o bom procedimento sobre o qual ela falou no
verso 12 serviria para silenciar a ignorância dos insensatos.

►V.16: tal submissão não cancelaria nossa liberdade em Cristo? Não deveríamos ser leais e
submissos apenas a Ele? Eis a razão pela qual no verso 13 Pedro diz “por causa do Senhor”;
não nos submetemos por causa dos homens, mas por causa do nosso Senhor e Deus, nosso
verdadeiro Governante.
Portanto, sendo livres nEle, nos submetemos aos homens por causa dEle. E não
usamos nossa liberdade como desculpa para fazer o que quisermos.
É preciso compreender que a LIBERDADE CRISTÃ está sempre acompanhada da
RESPONSABILIDADE CRISTÃ; isto é, nossa liberdade está repleta de cercas de proteção,
chamados princípios e mandamentos da Palavra de Deus. Isso é viver como servo de Deus,
isto é, escravos de Deus. A mesma palavra grega é usada nos dois sentidos.

►V.17: No verso 17, esta seção termina com um resumo de quatro pontos da cidadania
cristã. Primeiro, os cristãos devem “tratar a todos com o devido respeito” (timēsate,
“honrar, valorizar, estimar”). Os crentes devem estar conscientes do fato de que cada
humano foi criado exclusivamente à imagem de Deus.
Segundo, os cristãos devem amar a irmandade dos crentes, seus irmãos e irmãs em
Cristo. Os membros da família de Deus devem se amar.
Terceiro, os cristãos devem temer a Deus. O verbo "temer" (phobeisthe) aqui não
significa estar aterrorizado, mas admiração e reverência que levam à obediência. Alguém
nunca respeitará e honrará as pessoas verdadeiramente até que ele tema e reverencie a
Deus.
Quarto, fechando o raciocínio onde começou, os crentes devem honrar o rei. "Honra"
é o mesmo verbo usado no início deste verso. O respeito ou "honra" devido a todos deve
ser especialmente dado àqueles que Deus colocou em autoridade.

2.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA PELA SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES CIVIS, v.13-
17
3.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA PELA SUBMISSÃO AOS CONTRATOS CIVIS QUE
NOS ENCONTRAMOS, v.18-25

18 Escravos, sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito, não apenas aos
bons e amáveis, mas também aos maus.
19 Porque é louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus,
alguém suporte aflições sofrendo injustamente.
20 Pois, que vantagem há em suportar açoites recebidos por terem cometido o
mal? Mas se vocês suportam o sofrimento por terem feito o bem, isso é
louvável diante de Deus.
21 Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de
vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos.
22 “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua
boca.”
23 Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas
entregava-se àquele que julga com justiça.
24 Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de
que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas
vocês foram curados.
25 Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao
Pastor e Bispo de suas almas.

►V.18: A compreensão deste texto é complicada por causa do hiato histórico e cultural de
quase 2.000 anos e outras culturas. Assim, Pedro irá instruir os escravos a serem submissos
por que isso acharia favor diante de Deus e seguiria o exemplo de Cristo Jesus. Vejamos
como é isso.
Primeiro, a escravidão naqueles dias em nada relembra a escravidão que
conhecíamos no Brasil colônia, por exemplo. Muitos eram servos ou escravos por questões
de pobreza ou endividamento.
Segundo, a palavra usada por Pedro aqui não é doulos, palavra usada no verso 16 e
que engloba a totalidade de servos e escravos no mundo antigo.
Terceiro, a palavra usada por Pedro é oiketai, derivada de oikos, isto é, casa.
Portanto, se tratava dos servos domésticos, alguns que até mesmo eram encarregados da
criação e da instrução dos filhos daquela casa; os chamados paidagôgós, de onde vem
nossa palavra “pedagogo”.
Quarto, a palavra “sujeitem-se” é a mesma usada no verso 13. Não é uma sujeição
maior, antes, a mesma. Debaixo de normas de relacionamento entre o servo e seu senhor
naqueles dias.

►V.19-20: Nos versos 19 e 20, Pedro estabelece um princípio que se aplica a qualquer
situação onde cristãos são injustiçados, mesmo agindo “de forma exemplar”. E tal palavra
de Pedro era extremamente relevante porque uma grande parte dos cristãos era
constituída de servos e, até mesmo, de escravos. O bom testemunho deles, mesmo diante
de senhores injustos, trazia bom testemunho ao Evangelho, como vermos no verso 19. E no
verso 20, Pedro destaca que uma punição por um mal feito em nada era vantajoso. Mas,
uma punição injusta, não apenas trazia sentido ao Evangelho que eles representavam,
como era algo louvável diante de Deus. Isto é, o Senhor nunca deixa de notar e reagir ao
nosso sofrimento.

►V.21-22: O sofrimento no verso 21 continua sendo o tema. Pedro sustenta


poderosamente sua exortação aos servos, citando nada mais, nada menos do que o
exemplo de perseverança de Cristo no sofrimento injusto.
Em “Para isso vocês foram chamados”, Pedro se refere ao sofrimento por fazer o
bem. E isso é uma expressão que adoraríamos ouvir seguida de “para viverem em vitória,
paz e alegria em Deus”; mas, não é este o caso. Pedro mantém o eco apostólico também
dito por Paulo em Filipenses 1.29, “pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer
em Cristo, mas também de sofrer por ele,” e novamente em 3.10, “Quero conhecer Cristo,
o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele
em sua morte”. O cristão é chamado ao sofrimento e à morte. Para si, para o pecado, para
a carne, para o mundo, para o diabo..., mas também em circunstâncias na vida onde
preferiríamos alguma outra alternativa. Tal como nos sujeitar a outras pessoas.
Os cristãos são chamados a seguir a Cristo, a imitar Seu caráter e conduta, porque Ele
sofreu por nós. A palavra traduzida por “exemplo” (hypogrammon, lit., "subescrever"),
aparece apenas aqui em todo Novo Testamento e refere-se a um escrito ou desenho que
um aluno reproduz. Pedro destaca o exemplo de Cristo no versículo 22 citando Isaías 53.9.
Jesus não cometeu nenhum pecado, antes ou durante o Seu sofrimento “pois não temos
um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém
que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.” (Hb 4.15). Ele era
completamente inocente, tanto em atos como em palavras: nenhum engano (dolos; cf. 1
Pedro 2.1) foi encontrado em Sua boca.
Este é o nosso exemplo supremo e nossa motivação: Cristo!

►V.23-25: e terminamos nosso texto com Pedro detalhando quem é este nosso Exemplo e
como ele se portou. E como nos envergonha olhar para ele e olhar para nós e vermos o
abismo que ainda existe entre nós. Entre o Exemplo e este “viver de maneira exemplar”
que Pedro aqui nos exorta.
Cristo Jesus foi o exemplo perfeito de submissão paciente diante do sofrimento
injusto. Ele não revidou ... Ele não fez ameaças. “Amados, nunca procurem vingar-se, mas
deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o
Senhor.” (Rm 12.19).
Humanamente falando, a provocação de retaliar durante a prisão, julgamento e
crucificação de Cristo foi extrema. E, Ele tinha os meios, o poder de retaliar como ninguém
jamais teve. No entanto, ele sofreu em silêncio, entregando-se a Deus. Pedro explicou no
verso 24 porque Aquele que poderia ter destruído Seus inimigos com uma só palavra
suportou pacientemente a dor e a humilhação da Cruz. Deus estava justamente julgando
nossos pecados que Seu Filho carregou sobre Si, “Deus tornou pecado por nós aquele que
não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.”(2 Co 5.21). No texto
original, em grego, as palavras "nossos pecados" estão perto do início do versículo e,
portanto, se destacam enfaticamente, enquanto as palavras “Ele mesmo” enfatizam o
envolvimento pessoal de Cristo. Sua morte voluntária possibilita que os crentes se libertem
da penalidade e do poder do pecado e vivam por Ele: para que possamos morrer pelos
pecados e viver pela justiça.
Cristo sofreu para que os cristãos pudessem seguir Seu exemplo, tanto no sofrimento
quanto no viver em retidão. Pedro fez uma referência geral à salvação: pelas Suas feridas
vocês foram curado (Isaías 53.5). Isso não se refere à cura física, pois o tempo passado do
verbo indica ação concluída, a "cura" é um fato consumado. A referência é à salvação. O
sofrimento de Cristo (lit., "ferida"; mōlōpi, "listra deixada por um açoite", refere-se ao
flagelo de Jesus) e a morte realizou a "cura", a salvação de todo indivíduo que confia nEle
como seu Salvador.
Finalmente, verso 25, Cristo não apenas deu o exemplo e oferece a salvação, mas
também orienta e protege aqueles que se desviaram dEle (“vocês eram como ovelhas
desgarradas”), mas que depois "se converteram", aliás, o uso da voz passiva no original
pode sugerir uma melhor tradução, “agora vocês foram convertidos ao Pastor e Bispo de
suas almas.” "Pastor" e “Bispo”, isto é, "Supervisor" enfatizam a inigualável orientação,
cuidado e gestão de Cristo para com aqueles que se comprometem com Seu cuidado.

O VIVER EXEMPLAR DA
NOSSA NOVA IDENTIDADE
SERVE PARA GLORIFICAR A DEUS.

1.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA POR UM VIVER JUSTO ENQUANTO
PEREGRINAMOS AQUI, v.11-12
2.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA PELA SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES CIVIS, v.13-
17
3.) A NOVA VIDA DEVE SER EVIDENCIADA PELA SUBMISSÃO AOS CONTRATOS CIVIS QUE
NOS ENCONTRAMOS, v.18-25