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Lição: 31

Pequeno Grupo: a Igreja Plena 2


Ensino para o pequeno grupo

Na lição anterior aprendemos que a igreja de Jesus não tem nada a ver
com prédios e catedrais. Ela é feita de pessoas que se relacionam em nome de
Jesus. Em Mateus 18:20 diz que “onde estiverem dois ou três reunidos em
nome Dele, Ele está presente”. Que coisa tremenda! Podemos desfrutar de
plenamente de Sua presença quando nos reunimos em Seu nome,
independentemente de onde e se somos muitos ou poucos.
Também aprendemos que a igreja por quase três séculos viveu nas
casas e que nos pequenos grupos podemos viver plenamente a vida de igreja,
tal como:

Vivendo como família de Deus.

E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos
que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um
Espírito. Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos
santos, e sois da família de Deus. (Efésios 2:17-19).

Quando alguém nasce de novo, precisa fazer parte de uma família. Há


uma necessidade no homem de construir vínculos e amizades, de ser aceito e
valorizado. Isso não é possível numa grande congregação, pois ali as pessoas
não se conhecem de verdade por não se relacionarem de perto. O melhor
contexto de família de Deus é vivido no grupo familiar, onde o número de
discípulos é pequeno e os encontros normalmente acontecem nos lares,
possibilitando assim um ambiente de aconchego.

Zelando pela comunhão entre os discípulos.

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e


nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram
feitos por intermédio dos apóstolos. Todo os que creram estavam juntos e
tinham tudo em comum. (Atos 2:42-44).

O texto acima fala de como vivia a igreja apostólica. Eles perseveravam


na comunhão. A comunhão é a associação entre pessoas, envolvendo
amizade, comprometimento e participação na vida uns dos outros. Comunhão
é permitir que as pessoas tenham acesso às nossas vidas, assim como,
também ter acesso à vida dos outros, num relacionamento de sinceridade e
verdade. Não é algo fácil de se conquistar e muito menos de se manter.
Segundo I João 1:5-7, a comunhão é o resultado da luz de Deus sendo
praticada no meio da igreja. Essa vida na luz gera a comunhão do corpo de
Cristo. No pequeno grupo, cada discípulo tem o compromisso de ser um elo de
ligação entre os demais, preservando a unidade do corpo no vínculo da paz.

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Assistindo aos necessitados.

Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras
ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam
aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que
alguém tinha necessidade. (Atos 4:34-35).

Uma característica muito marcante na igreja primitiva era como ela


cuidava dos seus necessitados. Diariamente o Senhor acrescentava a igreja
àqueles que haviam de ser salvos (Atos 2:47). Muitos discípulos eram incluídos
na família, com certeza havia muitos pobres, órfãos e verdadeiras viúvas, que
dependiam do favor de alguém para sobreviver. Nenhum necessitado havia
entre eles, pois se distribuía a qualquer um, à medida que houvesse
necessidade. Essa realidade perdurou por algum tempo, até que com o
crescimento dos discípulos, houve murmuração no meio da igreja, pois,
algumas viúvas estavam sendo esquecidas (Atos 6:1-4).
Essa experiência nos mostra que a assistência aos necessitados é mais
bem desenvolvida nos pequenos grupos, pois, é possível que na grande
congregação alguém passe despercebido. Inclusive, por se tratar de um grupo
pequeno onde as pessoas se relacionam, cada ovelha é realmente
acompanhada e isto possibilita uma melhor avaliação se tal pessoa é
verdadeiramente necessitada.

Promovendo a edificação e o crescimento do Corpo de Cristo.


Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a
cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio
de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio
aumento para a edificação de si mesmo em amor. (Efésios 4:15,16).

Uma vez que alguém nasce na família de Deus, precisa crescer e se


desenvolver até a plenitude de Cristo. Precisa deixar de ser menino, pois o alvo
de Deus para o homem é que ele se torne perfeito. Edificação e crescimento
são duas palavras que caminham juntas. Falar de um corpo edificado é dizer o
mesmo que maduro, pleno ou crescido (até a estatura de Cristo).
Não há um lugar melhor para se promover esse crescimento e
edificação do que no pequeno grupo. Ali os irmãos se relacionam como família
e nessa convivência os discípulos se conhecem e são conhecidos, onde cada
um pode cooperar na edificação do outro.

Trabalhando para a multiplicação dos discípulos.

Há uma consciência religiosa no meio evangélico que os pastores são


os únicos responsáveis pelo aumento do rebanho, isso é um engano. Todo
discípulo de Jesus tem o compromisso com a multiplicação na igreja. Quem
gera ovelha é a própria ovelha. Por muitos anos todo o trabalho na igreja se
restringiu aos pastores. Isso além de ter trazido uma sobre carga sobre os
líderes, comprometeu também o crescimento do rebanho.

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Em Efésios 4:16, Paulo diz que “segundo a justa cooperação de cada
parte, efetua o seu próprio aumento”. A multiplicação dos discípulos é o
resultado da cooperação de cada membro do corpo. No pequeno grupo, por
ser uma reunião menor, o líder pode ordenar cada discípulo na proclamação do
evangelho e o desenvolvimento de cada um.
Um outro erro que se comete é atrelar a multiplicação do rebanho
somente às reuniões de celebração. Quando isso acontece, restringimos o
alcance do evangelho. Lembre-se que Jesus nos ordenou para que fôssemos
por todo o mundo e pregássemos o evangelho a toda criatura. Ao contrário do
que acontece nas reuniões públicas, o pequeno grupo vai até as pessoas que
precisam ouvir a palavra de Deus. Ampliamos o alcance dos perdidos, de uma
reunião pública para muitas acontecendo simultaneamente.
Além do mais, há muitas pessoas que não vão a uma celebração da
igreja, pois, além de ser longe de suas casas, não se sentem atraídas a uma
reunião naqueles moldes. Isso não acontece no pequeno grupo, por ser tratar
de uma reunião informal onde normalmente o visitante tem algum tipo de
relacionamento com alguém daquele grupo (parente, vizinho ou companheiro
de trabalho e etc).

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons
despenseiros da multiforme graça de Deus. (1 Pedro 4:10).

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