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Sistemas de Suspensão de Carga:

TEORIA SOBRE MOITÕES:


Denomina-se moitão ao conjunto de polias ativas fixas e móveis, e
possível polia de compensação, responsáveis pela sustentação de
carga e subdivisão do peso desta pelos diversos ramais de cabos
do conjunto.

NBR 9974/1987 - Talha de Cabos com Acionamento Motorizado


NBR 8400/1994 - Cálculo de Equip. para Levan. e Movimentação
Polias:
As polias podem ser fabricadas nos dois tipos:

Móveis: movimentam-se com o movimento da carga,


normalmente usada para distribuir a carga nos órgãos
flexíveis;

Fixas: não movimentam-se com a movimentação da


carga e possuem a função de mudar a direção dos
órgãos flexíveis.
Polias Fixas:
Uma extremidade do cabo, que passa sobre a polia,
é carregada com a carga Q e a outra tracionada
com a carga Z.

Desprezando-se a resistência na polia, a força de


tração Z seria igual a Q.

Porém, na realidade Z > Q por causa das


resistências na polia (resistência à flexão e
resistência ade atrito nos mancais).

A relação Z/Q é chamada de resistência da polia:

Onde o inverso recebe o nome de rendimento da


polia:
Polias Fixas:
O fator de resistência da polia pode ser calculada
pela seguinte equação empírica:

Na equação o termo

representa a resistência do cabo com a polia

e o termo

a resistência do mancal da polia.

Onde:
d - diâmetro do cabo (cm)
D – diâmetro da polia (cm)
d‘- diâmetro do eixo da polia (cm)
R – raio da polia (cm)
μ – coeficiente de atrito da polia com o cabo.
Polias Móveis:
Essas polia tem eixos móveis, sobre os quais
são aplicadas as cargas. Existem dois tipos de
configuração de polias móveis:

Para ganho em força: nesta configuração a


carga é acoplada em um gancho na polia e um
motor traciona o cabo com uma tensão Z;

Para ganho em velocidade: nesta configuração


a carga é erguida pelo cabo que passa pela
polia e o motor ergue a polia com a carga Z.
Polias Móveis – Ganho de força
Neste caso a carga é erguida a uma velocidade duas
vezes menor que a velocidade do cabo:

Quanto a resistência da polia:

Normalmente o rendimento da polia móvel é um pouco


maior que o da polia fixa.
Polias Móveis – Ganho de velocidade
Neste caso a carga é erguida a uma velocidade duas vezes maior
que a velocidade do cabo:

Quanto a resistência da polia:

Neste caso, o rendimento da polia móvel


também é maior que o de uma polia fixa.
Sistemas de Suspensão de Carga:
Sistemas de polias:
Um sistema de polias é uma
combinação de várias polias ou
roldanas fixas e móveis.

Existem sistemas para um ganho


em força e para um ganho em
velocidade.

Dispositivos de elevação
empregam, predominantemente,
talhas para ganho em força e ,
muito raramente, talhas para um
ganho em velocidade.
Sistemas de polias:
Sistema de polias para ganho de força:
Estes sistemas podem ser das seguintes configurações:
Com cabo saindo de polia fixa;
Com cabo saindo de polia móvel.
Sistemas de polias:
Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia fixa:
Se indicarmos por n o número de polias e Z a força
que suportada por cada cabo, poderemos fazer as
seguintes relações:
Desprezando-se a resistência de atrito, a força
em cada parte do cabo será:

Considerando-se a resistência, teremos:

Onde e

são rendimentos e o fator de resistência


do sistemas de polias.
Sistemas de polias:
Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia fixa:
Para um sistema de polias o rendimento e a carga
suportada por cada trecho de cabo é dado por:

Quanto a velocidade, no sistema de polias a relação


será dada pela seguinte equação:
Sistemas de polias:
Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia móvel:
Se indicarmos por n o número de polias e Z a força suportada por cada cabo,
poderemos fazer as seguinte relações:

Desprezando-se a resistência de atrito, a força em cada parte do cabo será:

Considerando a resistência, teremos:

Onde e

são rendimentos e o fator de resistência


do sistemas de polias.
Sistemas de polias:
Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia móvel:
Para um sistema de polias o rendimento e a carga suportada por cada trecho de cabo
é dado por:

Quanto a velocidade, no sistema de polias a relação será dada pela seguinte equação:
Sistemas de polias:
Com um fator de resistência a curva de rendimento, para
vários números de polias, é mostrada pelo gráfico:
Sistemas de polias:

Devido à suspensão direta das cargas nas extremidades dos cabos


ou empregos de sistemas simples de polias, para um ganho em
força, em órgãos de elevação, os seguintes problemas podem ser
salientados:

 As partes do cabo estão num plano, e isso pode provocar balanço


da carga;

 Grandes diâmetros de cabos;

 A carga elevada move-se na direção horizontal, por que o cabo,


enrolando-se no tambor, move-se ao longo de seu comprimento.
Sistemas de polias:
Um sistema múltiplo de polias com quatro partes usado para
transportar cargas até 25 t, seu rendimento é em torno de 0,94.
Sistemas de polias:
Um sistema múltiplo de polias com seis partes e rendimento em torno
de 0,92.
Sistemas de polias:
Um sistema múltiplo de polias com oito partes usado para transportar
cargas até 75 t, seu rendimento é em torno de 0,9.
Sistemas de polias:
Um sistema múltiplo de polias com dez partes usado para transportar
cargas até 100 t, seu rendimento é em torno de 0,87.
MOITÃO SIMPLES:
É aquele onde uma das extremidades do cabo é amarrada a um
ponto fixo, enquanto a outra vai para o tambor de enrolamento.
MOITÃO GÊMEO
No moitão gêmeo tem-se uma construção equivalente a dois
moitões simples trabalhando em paralelo. No caso do moitão gêmeo
sempre o cabo vai para o tambor saindo de polias móveis.
Quanto aos mancais, estes podem ser:

 escorregamento

e;

 rolamento.
O rendimento do sistema
de suspensão de carga
está tabelado em função
do número de partes de
cabo.
Sistemas de Suspensão de cargas
Na associação de polias, sendo a potência constante ao longo do sistema,
tem-se:

𝑄+𝑄𝑜
F máx. =
𝑛 𝑥 η𝑚𝑜𝑖𝑡ã𝑜

Onde:
Qo = peso do moitão + peso do gancho etc...

Obs.: Para o cálculo da força máxima, “n” é o número de ramais


(cabos), indiferente se o moitão é simples ou gêmeo.
Sistemas de Suspensão de cargas
As lingas de suspensão são usadas para dividir a carga sob ângulos que
devem ser estudados. Podem ser construídas de: cabos de aço, correntes,
fibra sintética ou natural.
A carga em cada linga [F1], considerando uma divisão homogênea da carga
será:

Q  Qo
Fl 
Z . cos( )

Onde:
Z é o número de lingas e α é o
ângulo da linga com a vertical, que
assume valores entre 0 e 60°.
Moitões ou Muflas Curtas:
Moitões ou Muflas Curtas:
Moitões ou Muflas Longas:
Exercício 01 da lista 4:
Um guincho manual (tifor) é utilizado para arraste de pesos de até 1 toneladas. Suponha que de
forma geral este equipamento não irá arrastar pesos em superfícies com coeficiente de atrito
maior que 0,4. (a) Utilizando um fator de segurança de 5, escolha um cabo 6x19 AF IPS. (b)
Determine o diâmetro mínimo da polia. (c) Sabendo que o diâmetro do eixo da polia é de 2cm,
determine sua eficiência e a força real exercida pelo cabo após esta polia, considere um fator de
atrito de 0,1 na polia.

a) Cabo 3/16” = 4,76 mm


Exercício 01 da lista 4:
Um guincho manual (tifor) é utilizado para arraste de pesos de até 1 toneladas. Suponha que de
forma geral este equipamento não irá arrastar pesos em superfícies com coeficiente de atrito
maior que 0,4. (a) Utilizando um fator de segurança de 5, escolha um cabo 6x19 AF IPS. (b)
Determine o diâmetro mínimo da polia. (c) Sabendo que o diâmetro do eixo da polia é de 2cm,
determine sua eficiência e a força real exercida pelo cabo após esta polia, considere um fator de
atrito de 0,1 na polia.

b) 39 x Ø cabo → 39 x 4,76 = 185,64 mm


Exercício 01 da lista 4:
Um guincho manual (tifor) é utilizado para arraste de pesos de até 1 toneladas. Suponha que de
forma geral este equipamento não irá arrastar pesos em superfícies com coeficiente de atrito
maior que 0,4. (a) Utilizando um fator de segurança de 5, escolha um cabo 6x19 AF IPS. (b)
Determine o diâmetro mínimo da polia. (c) Sabendo que o diâmetro do eixo da polia é de 2 cm,
determine sua eficiência e a força real exercida pelo cabo após esta polia, considere um fator de
atrito de 0,1 na polia.

0,476 2
c) ϵ = 1 + 0,1 ( ) + 0,1
18,5 −10 9,25

ϵ = 1,02

1+1,02
→ η= = 0, 99 = 99%
2 𝑥 1,02
Exercício 01 da lista 4:
Um guincho manual (tifor) é utilizado para arraste de pesos de até 1 toneladas. Suponha que de
forma geral este equipamento não irá arrastar pesos em superfícies com coeficiente de atrito
maior que 0,4. (a) Utilizando um fator de segurança de 5, escolha um cabo 6x19 AF IPS. (b)
Determine o diâmetro mínimo da polia. (c) Sabendo que o diâmetro do eixo da polia é de 2 cm,
determine sua eficiência e a força real exercida pelo cabo após esta polia, considere um fator de
atrito de 0,1 na polia.

c) Força Real:

Força de atrito = μ x N
Fat = 0,4 x 1000 = 400 Kg

1,02
Z= x 400 = 201,98 Kg.
1+1,02
Exercício 02 da lista 4:
Um pedreiro usa uma polia de 12cm de diâmetro externo e 2cm de diâmetro interno (fator de atrito
0,1) e uma corda de ¼” para erguer uma carga de tijolo de aproximadamente 40 Kg. Determine a
força exercida pelo pedreiro. Considerar 2 polias fixas.

0,635 2
ϵ = 1 + 0,1 ( ) + 0,1
12−10 6
ϵ = 1,06
𝑍
→ 1,06 = = 42,4 𝐾𝑔.
40
Exercício 04 da lista 4:
Determinar a força máxima no cabo de aço de um moitão gêmeo de 4 ramais com capacidade
para 20 ton. Considerar mancais de rolamento.

ηmoitão = cabo saindo de polia móvel = 0,99. (I)


ηmoitão = cabo saindo de polia fixa = 0,97. (II)

20.000+360
Caso (I) : Fmáx = = 5.141,41 Kg
4 ∗0,99

20.000+360
Caso (II) : Fmáx = = 5.247,42 Kg
4 ∗0,97

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