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Índice

Introdução...................................................................................................................................4
Implementação e Acompanhamento estratégico........................................................................5
Conceito da implementação estratégica..................................................................................5
Factores críticos na implementação de uma estratégia...........................................................5
Boas práticas na implementação das estratégias.....................................................................6
Importância da implementação estratégica.............................................................................7
Sucesso da implementação de uma estratégia.........................................................................7
Estrutura para implementação estratégica...............................................................................8
Sistemas para implementação da estratégia..........................................................................10
Finalidades dos SCG.............................................................................................................10
Sistemas de controlo gerencial (SCG)..................................................................................11
Uso dos sistemas para a implementação das estratégias.......................................................11
Acompanhamento do planeamento estratégico........................................................................12
Conceito de planeamento estratégico....................................................................................12
Plano estratégico...................................................................................................................12
Principais objectivos do planeamento estratégico.................................................................13
Importância do acompanhamento do planeamento estratégico.............................................14
Etapas do Planeamento Estratégico.......................................................................................16
1. Avaliação de Ambiente.................................................................................................16
2. Elaboração da Estratégia...............................................................................................16
3. Desenvolvimento do Plano de Execução....................................................................16
4. Envolvimento das Pessoas.............................................................................................16
Conclusão..................................................................................................................................18
Referência bibliográfica............................................................................................................19
Introdução

O presente trabalho debruçará sobre a Implementação e Acompanhamento Estratégico,


como sendo um sistema de gestão estratégico em qualquer ambiente organizacional, que
requer esforços colectivos e que dependem de esforços individuais. Neste caso a
implementação estratégica é um processo pelo qual as estratégias e políticas são postas
em acção através do desenvolvimento de programas, orçamentos e procedimentos
empresárias. O planeamento estratégico é um processo contínuo, de sistemática e com
maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões actuais que envolvem
riscos, organizar sistematicamente as actividades.

Para a elaboração deste trabalho, usamos a pesquisa bibliográfica, que consiste em


consultar informações de livros, artigos, e ou documentos já elaborados.

Objectivo Geral
 Analisar os aspectos organizacionais sobre a Implementação e
Acompanhamento Estratégico.

Objectivos específicos

A efectuação do objectivo geral deste estudo é operacionalizada pelos seguintes


objectivos específicos:

 Aspectos teóricos e estratégicos, sua implementação e acompanhamento;


 Analisar os aspectos que favorecem e os que desfavorecem a implementação e
acompanhamento estratégico.

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Implementação e Acompanhamento estratégico

Conceito da implementação estratégica


A implementação estratégica, é o processo pelo qual as estratégias e políticas são postas
em acção através do desenvolvimento de programas, orçamentos e procedimentos. Este
processo pode envolver alterações na cultura, estrutura e/ou no sistema de gestão de
toda a organização. Excepto quando são necessárias alterações drásticas, a
implementação da estratégia é levada a cabo pelos gestores intermediários e de base,
com a necessária supervisão do topo. Algumas vezes denominada por plano
operacional, a implementação da estratégia implica decisões do dia-a-dia com a
respectiva atribuição de recursos.

Uma empresa possui uma estratégia quando estabelece posicionamento frente ao


ambiente em que está inserida (Porter, 1996), e toma decisões sobre: quais clientes são
alvos de sua actuação, e quais não são; quais produtos serão ofertados e quais não serão;
e quais actividades serão realizados para alcançar os resultados esperados e ainda quais
não serão realizadas (Markides, 2004). Esse é o ponto de partida deste estudo: a
empresa ter uma estratégia definida. A questão que se apresenta é: então, como fazer
essa estratégia para que passe a ser realidade na organização?

Ainda segundo Markides (2004) uma estratégia por mais brilhante que seja, precisa ser
implementada adequadamente para se alcançar os resultados desejados. No entanto, a
estratégia não ocorre no vácuo e sim no ambiente empresarial criado pela liderança. A
organização deve estabelecer um ambiente apropriado para promover e apoiar a
estratégia definida. A implementação da estratégia não é uma questão trivial, sendo
influenciada por um conjunto de factores interdependentes que envolvem método, estilo
de liderança, atitude das pessoas e comunicação. É importante entender que a
implementação da estratégia não ocorre apenas pelo uso de um software ou apenas de
métricas de desempenho organizacional. Depende de um Sistema de Gestão Estratégica.

Factores críticos na implementação de uma estratégia


A elaboração de planos estratégicos não assegura a implementação adequada das
estratégias definidas, existindo um real problema em fazer com que as estratégias seja

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efectivamente praticadas pela organização. Muitas vezes o processo de formulação e
implementação da estratégia é feito de forma isolada pela alta administração que se
perde no dia-a-dia da organização. (Carvalho e Laurindo, 2003).

Segundo Tribus (1997), no desenvolvimento eficiente de políticas requer não apenas


que elas sejam comunicados sem ambiguidade, mas também entendidas por aqueles que
irão executa-la.

Argumenta que esse problema se apresenta em três conotações:

 Comunicação – As empresas não se dedicam muito a comunicação das políticas


para não perderem tempo. Depois, gastam muito tempo corrigindo problemas
causados pela má comunicação. Não escutam as pessoas e não dão retorno
(‘feed-back’).
 Atitude – Estratégias definem rumos e muitas vezes mudanças o que provoca
reacções das pessoas, seja pelo comprometimento ou pela indiferença. As
pessoas precisam estar dispostas e serem capazes de implementar estratégias.
 Processo – A definição e implementação de estratégias requerem um processo
estruturado e muitas empresas não se empenham em definir um sistema de
gestão estratégica. As políticas devem ser escritas para que as pessoas segui-las
e avaliar resultados.

Resumindo, a estratégia apresenta problemas de implementação porque: Não está


adequadamente formulada ou clara; não esta adequadamente comunicável e entendida.
A cultura empresarial não é apropriada; O processo de desdobramento e implementação
não está organizado e porque não há medição e revisão da estratégia.

Boas práticas na implementação das estratégias


A implementação de estratégias requer o estabelecimento de organização para isso,
empregando métodos adequados, criando um Sistema de Gestão Estratégica, que
consiste no mecanismo para definir e desdobrar políticas. Witcher e Butterworth
(2003) apresentam o modelo FAIR (Foco, Alinhamento, Integração e Revisão),
proposto para promover desdobramento de estratégias com quatro regras muito simples:

 Foco – Focalize as estratégias em objectivos vitais;


 Alinhamento – Alinhe as estratégias com objectivos a serem alcançados;

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 Integração – Promova a integração pela comunicação e entendimento dos
objectivos;
 Revisão – Revise periodicamente os objectivos baseado em medições.

Importância da implementação estratégica


Não e razoável afirmar que um mau plano implementado funciona melhor que um bom
plano mal implementado.

O sucesso da implementação de qualquer estratégia baseia-se num conjunto de


observações práticas:

 80% de qualquer coisa é sempre melhor do que 100% de nada. Não espere pela
oportunidade ideal ou a estratégia perfeita. Inicie, hoje, não procure razões para
adiar. Não perca tempo.
 Seja persistente. Não desista face ao primeiro problema.
 Seja flexível. Todas estratégias são baseadas em pressupostos e um bom gestor
compara as metas com os resultados, numa base trimestral a fim de manter
acompanhamento adequado. No entanto, no meio muito dinâmico, mudanças
estratégicas mais sérias devem ser feitas.
 Tudo depende do seu compromisso. Quando conhece o que quer e possui fundos
não se comprometa. Se quiser iniciar uma nova linha de produtos, encontre as
pessoas adequadas, matérias-primas, equipamentos e tecnologias. Tudo menos
comprometera a realização dos objectivos.

Sucesso da implementação de uma estratégia


O sucesso da implementação estratégica de uma empresa, está baseado nas seguintes
regras:

 Compreensão da diferença entre estratégias, táctica e acção.


 Identificação dos objectivos intermediários e monitorização do progresso.
 A implementação estratégica pressupõe uma ampla abordagem sistemática.
Identifique as relações entre projectos e fique atento sobre a sua contribuição
para a consecução dos seus objectivos.
 Identificação das tácticas para o alcance dos objectivos.
 Mudança de rotina (não tenha medo de pensar e fazer as coisas de maneira
diferente).

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 Motivação (Sem o envolvimento de todos a cada um na empresa, a
implementação da estratégia de sucesso é impossível. Motive a sua equipa e use
todo o seu potencial).
 Disponibilização de recursos adequados – humanos, financeiros e técnicos.
 Acompanhamento das tarefas e atribuição de responsabilidades.
 Avaliação dos resultados.
 Construção de uma cultura adequada na organização.

As pequenas empresas, frequentemente, não possuem os recursos necessários ao


desenvolvimento de uma boa estratégia, elas podem ter falta de conhecimento e
experiencia sobre o resultado numa má implementação estratégica. As dificuldades mais
comuns são:

 O plano não identifica as necessárias acções – os objectivos e as actividades não


são claras e mensuráveis, e os membros da equipa não conhecem as suas
responsabilidades;
 A estratégia não esta actualizada;
 Não se disponibilizam recursos suficientes para a implementação da estratégia;
 O gestor muda a sua visão demasiado rapidamente para a implementação da
estratégia;
 O gestor tenta fazer demasiado em pouco tempo;
 Falta de compromisso por parte da equipa de gestão;
 Incorrecta estimativa do tempo e do esforço requerido;
 Expectativas irrealistas em termos dos potenciais benefícios;
 Conhecimentos e competências inadequadas;
 Má comunicação.

Estrutura para implementação estratégica


Figura 1 Aspectos Estruturais para implementação da estratégia

Aspectos favoráveis Aspectos desfavoráveis

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 Definição de indicadores  Canais diversos e não
com a equipe. sistemáticos de
 Painel de indicadores e comunicação.
acções.  Empirismo e experiencia
 Metas bem definidas. como únicos critérios para a
Execução
 Descentralização. tomada de decisão.
 Priorização e prazos  Responsabilidade de
baseados em resultados. processos específicos para a
 Hierarquia bem definida. implementação estratégica.
 Divulgação formal da  Concentração do fluxo de
estratégia para todos os comunicação.
colaboradores.

 Normas e planos formais.  Distribuição geográfica sem


 Padrões externos de coordenação central.
referência.  Geração de informação sem
Apoio  Integração de meios e uso.
linguagem.
 Visão integrada entre
unidades de negócios e
projectos.

Implementação

 Alinhamento
 Indicadores
 Gerentes
 Forças e Tarefas

Figura 2 Esquema dos aspectos da estrutura organizacional que favorece a


implementação da estratégia. Neste esquema percebesse que a implementação utiliza

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como base a estrutura organizacional para transformar a estratégia planeada em
estratégia realizada. Entretanto

Estratégia Planeada  Feedbacks Estratégia Realizada


 Descentralização
 Sistemas
 Integração
 Priorização e prazos

Figura 2 Esquema dos aspectos da estrutura organizacional que favorece a


implementação da estratégia. Neste esquema percebesse que a implementação utiliza
como base a estrutura organizacional para transformar a estratégia planeada em
estratégia realizada. Entretanto na implementação e da estrutura tem se aspectos
chaves que favorecem a implementação tanto como os que não favorecem.

Sistemas para implementação da estratégia


Na implementação da estratégia as organizações utilizam os sistemas de controlo
gerencial (SCG) a fim de assegurar o alcance de seus objectivos. Os SCG podem
analisados em termos de suas características e configurações técnicas, bem como em
termos de suas finalidades nas empresas. Com base nessas duas perspectivas o objectivo
deste artigo e analisar como os SCG contribuem para a formação e implementação de
estratégias.

Finalidades dos SCG


As empresas são sistemas abertos e dinâmicos constituídos para atenderem objectivos
específicos, analiticamente entendidos como expectativas e propósitos com o desígnio
de alcançar esses objectivos. É necessário definir um conjunto de planos e acções em
uma perspectiva temporal, nos diversos níveis organizacionais. A esse conjunto de
planos, objectivos e acções denomina se estratégia organizacional. É ela que define
aonde a empresa quer chegar e como fará isso.

Entretanto, em busca de realização de seus objectivos as empresas encontram uma serie


de obstáculos, tais como: variações na demanda de produtos e serviços, falta de
integração nas diversas áreas, redução de qualidade e produtividade, desvio da força de
trabalho em relação as directrizes estratégicas, inadequação entre a demanda e a

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capacidade. Esses obstáculos podem impedir a realização da estratégia como também na
implementação bem com no desenvolvimento de competências.

Sistemas de controlo gerencial (SCG)


Ao estudarmos os SCG verifica se uma ausência de consenso em relação a definição
deste termo. Por conseguinte, é fundamental definirmos os termos sistemas, controle e
gestão para subsidiar uma definição de SCG, de forma sucinta.

 Sistema é um conjunto de elementos dinamicamente relacionados, formando


uma actividade para atingir um objectivo, operando sobre dados e energia para
fornecer informação e matéria. (CHIAVANATO, 2011, p. 391).
 Controle enquanto função administrativa busca estabelecer padrões ou critérios
que representem o desempenho ou resultado desejado.
 Gestão é a maneira de governar organizações ou parte delas. É o processo de
planear, dirigir e controlar o uso de recursos organizacionais para alcançar
determinados objectivos de maneira eficiente e eficaz. (CHIAVANATO, 2011,
p.25).

Nota: Com base nas definições acima podemos deduzir que os sistemas de controlo
gerencial é um conjunto de sistemas de controlos que os gestores utilizam para garantir
que as atitudes e decisões dos colaboradores sejam consistentes com os objectivos e
estratégias bem implementadas nas organizações.

Uso dos sistemas para a implementação das estratégias


Na implementação das estratégias os sistemas devem ser usados pelos gestores de alto
nível como alavancas de renovação estratégica. Elas devem ser usados para superar a
inércia organizacional, comunicar agenda, definir o cronograma bem como metas de
implementação, formar o aprendizado organizacional nas definições estratégicas
vinculadas a sua visão futura.

Nesta caso, o uso inadequado dos sistemas podem gerar conflitos (tensões) nas
organizações, tais como eficiência e experimentação, entre criatividade e
direcionamento, entre prestação de contas e descentralização.

Considerações finais sobre o uso de sistemas para implementação das estratégias

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Os sistemas contribuem de forma significativa para a formação e implementação das
estratégias organizacionais quando:

 Direcionam a formação das estratégias empresarias;


 Comunicam directrizes, prioridades e propósitos;
 Delimitação a actuação da empresa e de seus membros;
 Acompanham a realização dos planos;
 Fomentam a aprendizagem organizacional e consequentemente a revisão das
estratégias.

A principal contribuição dos sistemas é a aprendizagem organizacional, pois estimula a


implementação e formação das estratégias, bem como a reflexão crítica de premissas,
dados, informações gerências e planos que possibilitam a renovação.

Acompanhamento do planeamento estratégico

Conceito de planeamento estratégico


Planeamento estratégico é um processo administrativo, de responsabilidade da cópula
da organização, que visa a análise sistemática dos pontos fortes e fracos da organização,
e das ameaças e oportunidades do cenário de actuação, com o intuito de estabelecer
propósitos, objectivos, acções estratégicas que possibilitem o aumento da
competitividade da organização. (DRUCKER, 2008, p.68)

Pode ser compreendido como sendo um processo de desenvolvimento e manutenção de


estratégias de actuação entre os objectivos da organização e as oportunidades existentes
no meio em que actua.

O planeamento organizacional de uma empresa é constituído pelo planeamento


estratégico (nível estratégico) pelo planeamento táctico (nível táctico) e pelo
planeamento operacional (nível operacional).

Plano estratégico
O plano estratégico é o produto obtido com o processo de planeamento estratégico.
Pode ser considerado como ‘um conjunto coerente de grandes prioridades e de decisões
que orientam o desenvolvimento e a construção do futuro de uma organização no prazo
estabelecido’ (PORTO, 1998).

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Neste sentido, converte-se em ferramenta gerencial básica para se assegurar
racionalidade do processo decisório, fazendo convergir os esforços e as acções de uma
determinada organização.

Segundo PORTO (2001), o plano estratégico é, em última instancia, a materialização de


todo o esforço do processo de planeamento estratégico empreendido pela organização.

A transformação da estratégia em documento escrito é importante, tanto no que se refere


á difusão das ideias propostas, como na possibilidade de seu uso como ferramenta de
apoio á gestão estratégica da organização.

De acordo com (PORTO, 2001) o plano estratégico deve ser entendido como:

 Modelo de decisões coerente, unificador e integrador;


 Meio de estabelecer o propósito da organização em termos de seus
objectivos de longo prazo, programas de acção e prioridades de alocação de
recursos;
 Definição dos domínios competitivos da organização;
 Resposta consistente a oportunidades e ameaças externas e forças e fraquezas
internas, com a finalidade de alcançar e manter um alto desempenho
(competitivo);
 Critério para diferenciar as tarefas gerenciais dos níveis corporativos, de
negócios e funcionários.

Nesse sentido o plano estratégico é ferramenta fundamental para garantir á organização


sua continuidade, dando meios para que ela possa se adaptar as mudanças no meio
ambiente externo, superando suas dificuldades e maximizando o aproveitamento das
oportunidades identificadas.

Principais objectivos do planeamento estratégico


Elencamos abaixa os principais objectivos e benefícios do acompanhamento
do planeamento estratégico:

1- Garantir que as actividades estejam dentro dos parâmetros definidos


Durante o desenvolvimento do planeamento estratégico, foi pensado, para cada
actividade planejada para a organização, parâmetros necessários para a sua realização:

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 Custos;
 Tempo de execução; recursos financeiros;
 Recursos materiais;
 Talentos humanos.

Enquanto o plano está sendo colocado em prática, o gestor deve se certificar de que
todas as actividades estão sendo desenvolvidas conforme os parâmetros adequados.

Por isso, mais do que avaliar, o gestor deve observar se é necessária, alguma mudança
de curso. E também se os parâmetros para alguma actividade precisam ser repensados.

A garantia do andamento das actividades ajuda a estabelecer padrões de


desempenho que:
 Indiquem o progresso rumo aos objectivos de longo prazo;
 Avaliem o desempenho das pessoas;
 Forneçam insumos para a formulação de feedbacks e controle no planeamento
estratégico.
2- Garantir que as actividades são consistentes com o DNA da empresa
A alma da organização está intimamente ligada à sua visão, missão e valores.

O acompanhamento do planeamento estratégico também é uma forma de garantir que as


actividades estão sendo desenvolvidas de acordo com os valores que orientam a
organização e sua cultura organizacional.

Uma vez que eles estão directamente relacionados com o clima organizacional e a
imagem corporativa da empresa.
3- Avaliar a capacidade de alcançar os objectivos e identificar problemas
A análise do intercâmbio de força de trabalho e ideias tanto interna quanto externa
também é importante para mensurar o quanto a empresa é capaz de atingir o que foi
estabelecido para o período.

Importância do acompanhamento do planeamento estratégico


Quando a empresa tem um bom acompanhamento do seu planeamento estratégico,
garante que suas equipas estão fazendo um bom trabalho. Fica claro de estão

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empenhadas em manter o progresso e com registos adequados para que possam ser
avaliados.
Segundo (CHARAN, 2005) ‘Setenta por cento das estratégias fracassam por ineficácia
em sua execução… raramente fracassam por falta de inteligência e visão’.
Isso é, na hora de executar o planeamento, é determinante realizar um monitoramento
estratégico e uma avaliação do planeamento de forma sistemática e constante.

Afinal, se 70% das actividades do planeamento fracassam na execução, só o controle e


avaliação do planeamento estratégico – com métricas – permitirão detectar erros e
providenciar ajustes.

As métricas que a empresa utiliza para avaliar indicam também a qualidade do ano ou
período que a empresa está.

Se necessário, a partir do que é avaliado, é possível:

 Corrigir a rota;
 Fazer investimentos;
 Contratar pessoal;
 Buscar ferramentas tecnológicas;
 Montar parcerias.
O monitoramento faz parte do sistema de planeamento estratégico principalmente para
manter o controlo do que está acontecendo.

E isso é feito, geralmente, através de uma análise de relatórios operacionais e


financeiros regulares sobre as actividades da empresa.

Os resultados do acompanhamento do planeamento estratégico são:


 Incentivo à melhoria contínua;
 Fornecimento de dados sobre o impacto das actividades;
 Informações para a tomada de decisões.
O acompanhamento do planeamento estratégico deve ser realizado com base nos
mesmos indicadores utilizados na hora de se elaborar o planeamento estratégico.

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Isso também permite a revisão de processos, à medida que a empresa perceba que é
preciso modificar actividades, relacionamentos internos e externos, abordagens com o
cliente.

Etapas do Planeamento Estratégico


Não existe uma nomenclatura exacta sobre as etapas do planeamento estratégico, mas
há algumas etapas que são comuns à maioria das organizações. São elas:

1. Avaliação de Ambiente
Consiste na colecta de informações sobre o ambiente interno e externo da empresa.
Fornece um panorama dos desafios que a organização enfrentará por causa do mercado
e por causa de suas fragilidades de negócio.
Na avaliação de ambiente externo são analisados aspectos como cenário económico,
político e social, comportamento do público-alvo e tendências para o ramo da empresa,
mercado, concorrentes, variáveis que vão além dos muros da empresa. Já na avaliação
de ambiente interno são analisados pontos fortes e fracos da organização, recursos
disponíveis, processos, riscos de negócio,  
2. Elaboração da Estratégia
Uma das partes mais importantes do planeamento estratégico é pensar a estratégia
propriamente dita. Para isso, é preciso ter uma vantagem competitiva bem definida. A
vantagem competitiva é aquilo que diferencia uma empresa de outra. Trata-se, portanto,
do benefício percebido pelo consumidor. Ou, em outras palavras, a agregação de valor
ao cliente.
3. Desenvolvimento do Plano de Execução
O plano de execução é a lista de tudo aquilo que deverá ser feito para alcançar a
estratégia pretendida. Ele inclui objectivos, metas, indicadores e iniciativas estratégicas.

 Objectivo estratégico é o que a empresa deseja alcançar.


 Indicador estratégico é a mensuração dos resultados de um objectivo ou
aspecto do negócio.
 Meta é a quantificação de um patamar de resultados em um indicador
estratégico.
 Iniciativa estratégica é uma acção, projecto ou programa para executar um
objectivo.

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Outro ponto muito importante no plano de execução são os acordos de resultados, por
meio do qual os participantes alinham expectativas com a empresa.
4. Envolvimento das Pessoas
As pessoas permeiam todas as etapas do planeamento estratégico. Por isso, elas são
muito importantes e merecem uma atenção especial. É preciso tornar as pessoas parte da
estratégia e estabelecer um canal de comunicação efectiva e transparente com elas.
Algumas práticas interessantes para engajar os colaboradores é reforçar missão, visão e
valores da empresa, além de apostar em canais de educação, como a universidade
corporativa, por exemplo.

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Conclusão
Chegado ao fim da elaboração deste trabalho, podemos concluir, que a implementação
envolve uso de técnicas de desdobramento de objectivos da empresa, como um todo, em
objectivos mais específicos, por sector até chegar aos processos de empresa. Deve haver
uma ligação entre os níveis estratégicos, tácticos e operacional tanto para definição e
desdobramento de objectivos e metas, como também para resposta de resultados, ou
seja, obter ‘feedback’. Para isso é fundamental o papel da liderança aliado ao uso
adequado de métodos para a implementação e acompanhamento estratégico, não
garantindo que os resultados sejam obtidos em direcção ao sucesso empresarial.

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Referência bibliográfica
CARVALHO, Marly M de; LAURINDO, Fernando J.B. Estrategias para a
competividade. São Paulo; Futura: 2003.
WITCHER B.J. Policy managment of strategy (hoshin Kanri). Ram charan, co-autor de
execução.
PORTO, Claudio (org). Introdução ao Planeamento e Orçamento. Brasilia. Macroplan
Prosprctiva, 1998.
LOBATO, David M. Administração Estratégica. Rio de Janeiro. Editorarão ed., 2000.

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