Você está na página 1de 56

TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

I. PARTE

CARACTERIZAÇÃO HIDRGRÁFICA DO DISTRITO DE GUVURO

(Salomão, Eurico 2006 – Departamento de Geologia da UEM)

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

1
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

1. Introdução
1. 1 Objectivo do trabalho

O presente trabalho tem como objectivo destacar exemplos práticos dos métodos eléctricos, no
qual será destacado apenas exemplos práticos de desistividade eléctrica (Método Geoeléctrico)
aplicado com a configuração de Schlumberger.

2. Informação da base da área de estudo


2. 1 Localização geográfica da área de estudo

O distrito de Guvuro, localiza-se na região norte da província de inhambane, no Sul de


Moçambique entre 21º15` e 21º37` de latitude Sul e 34º14` e 34º57` de longitude leste, limitado
a norte pelo rio Save, a Oeste pelo distrito de Mabote, a Sul pelo distrito de Inhassouro e a leste
pelo Oceano Índico.

2. 2 Geomorfologia

A geomorfologia da área de estudo é caracterizada por plancies de erosão principalmente de


acumulação de depósitos marinhos e eólicos na região leste e a oeste por zonas onduladas
resultantes da presença de afloramentos de depósitos de calcário, asssim como de cavidades e
depressões provenientes de fenómenos cársticos e tectónicos.

2. 3 Clima e rede hidrográfica

O clima da região de Guvuro é de ar quente com temperaturas médias anuais de 23º c - 24ºc, com
humidades altas junto ao litoral do que nas zonas do interior. Dados pluviométricos indicam uma
pluviosidade média de 800 mm, com humidade relativa de 84% (INAM, 1983) e as chuvas são
regulares ao longo do ano.

A rede hidrográfica da região é geralmente secundária com níverl de drenagem, o que torna
lamacenta no tempo chuvoso. Destacam-se rios Guvuro, Save eCoa, que compreendem os
principais rios e pequenos cursos de água sazonais (rios Davetve, Inhavumalala e Maurungane).

2. 4 Enquadramento Geológico
2. 4. 1 Geologia regional
Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

2
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

A área em estudo no contexto geológico enquadra-se ou está inserida na Bacia Sedimentar de


Moçambique a Sul de Save, com uma área de ~ 170.000 km2 (Ferro e Boumen, 1987). Esta bacia
apresenta uma estrutura complexa caracterizada por sedimentos continental e marinha desde
Cretácico inferior até Paleozóico, e é composta de formações de maputo, Sena, Domo, Grujda,
Cheringoma, Inharime, Temane, Mazamba e Jofane ou Morrumbene.

Aprovíncia de Inhambane , na qual localiza-se Guvuro, têm apenas uma expressão superficial
das formações Terciárias de Jofane-Morrumbene e as formações Quaternárias de grés costeiro,
dunas interiores e depósitos aluvionares recentes.

2. 4. 2 Geologia local

Sob o ponto de vista geológico, a área de estudo pertence ao sedimento Pós-Karoo (Pinna et al,
1986) as quais cobrem toda bacia sedimentar do Baixo Zambeze e do Save/Limpopo.

A cobertura superior é composta por areias, argilas aluvionares e depósitos eólicos do


Quaternário (depósitos Barrocoso, 1968), e na base por sedimento terciários das formações de
Jofane/Morrumbene.

2. 4. 3 Hidrogeologia

A hidrogeologia da área de estudo apresenta duas regiões distintas e todas sobre a formação de
Jofane. Elas compreendem a planície de Urrongas que cobre uma faixa desde o Sul do rio Save
numa extensão de 30 a 50 km(after Sami et al, 2003).

Esta planície faz parte da formação de Jofane, com características muito favoráveis para o
aproveitamento das águas subterrâneas, é constituído por grés calcários e calcários (Ferro e
Bouman, 1987) conferindo-lhe um potencial aquíferoregonal. A sua productividade varia desde
caudais na ordem dos 2.3 m3/h a 50 m3/h. A productividade dos aquíferos à medida que avança-
se para oeste onde a plan´cie de Urrongas transita para a planície do interior, de baixo índice de
pluviosidade com elevado índice de salinidade (CE entre 2000 a 5000 µs/cm) e elvada
concentração de cloro. Para além da formação de Jofane nesta região hidrogeológica também
ocorrem formações quaternárias não consolidadas com areias argilosas e sedimentos aluvionares.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

3
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

3. Metodologia e Métodos usados


3. 1 Metodologia
 Fez-se pesquisa bibliográfica;
 Trabalho de campo nos meses de Julho e Agosto de 2006;
 Análise e interpretação dos dados das SEV`s e resultantes da perfuração.

A interpretação dos dados geofísicos foi feita usando o programa IPI2 Win Lite, onde as
resistividades foram introduzidas no programa usando o arranjo de Schlumberger com os
respectivos espaçamentos (AB/2) e posteriorimente processados. As curvas resultantes do
processamento foram interpretadas com base em modelos geoeléctricos procurando-se o óptimo
ajuste dos dados de campo à curva teórica.

3. 2 Métodos usados
I. Métodos geofísicos

Este método consiste basicamente na análise e interpretação do parâmetro geofísico denominado


resistividade aparente, conduz a resistência que as informações geológicas oferecem à passagem
da corrente eléctrica. Na execução de uma SEV em trabalhos de campo são colocados quatro
eléctrodos na suprefície do terreno, dispostos simetricamente em relação ao ponto central ``O´´ e
sobre a mesma linha recta. Estes eléctrodos podem obedecer a vários arranjos entre os quias o de
Wenner e o de Schlumberger.

Para este trabalho foi realizado o arranjo de Schlumberger, o qual foi usado para a aquisiçãp dos
dados que formam processados. Com este arranjo foi medidoa resistência que as diferentes
camadas oferecem à passagem de corrente eléctrica para várias profundidades.
Tabela 1: Resistividade aprente de algumas litologias (Carrara et al, 199).
Notou-se que a resistência aparente do terreno é influênciada pela presença de água e do seu
conteúdo em sais dissolvidos. Assim, conhecendo-se as resistividades aparentes das diferentes
unidades geológicas, prevem-se a ocorrência ou não de água subterrânea nessas mesmas
unidades. A tabela apresenta resistividades aparentes de algumas litologias:

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

4
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Litologia Resistividade aparente (Ω.m)


Granito 3×102-106
Lavas 102-5×104
Basalto 10-1.3×107 (seco)
Xistos 20-104
Gneisses 6.8×104 (húmido)-3×106 (seco)
Mármores 102-2.5×102
Quartzitos 10-2×108
Argilitos 10-8×102
Conglomerados 2×103 -104
Grés 1-6.4×108
Calcários 50-107
Dolomites 3.5×102 - 5×103
Margas 3-7
Argila 1-100
Aluvião e areia 10-100

A Sondagem Eléctrica vertical (SEV) neste trabalho foi aplicada com vista a:

 Identificar pontualmente e numa direcção vertical (profundidade) a distribuíção da


resistividade nas camadas geológicas (aquíferas), sua profundidade e espessura;
 Identificar a profundidade de ocorrência de água subterrânea;
 Determinar a qualidade de água;
 Auxiliar na descrição de sequência litológica das camadas que compôem o sistema
hidrogeológico até a base do aquífero.

Configuração de Schlumberger

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

5
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Esta configuração permitte a realização de Sondagens Eléctricas Verticais (SEV`s) concebidas


para a investigação vertical da resistividade eléctrica, Ua SEV resulta do aumento progerssivo do
afastamento dos eléctrodos de corrente de modo a fazer variar a contribuíção das formações mais
profundas para a diferença de potencial medida nos eléctrodos de potencial. Nesta configuração
os eléctrodos de potencial e os de corrente são afastados simetricamentedo ponto central ´´O``. A
distãncia AB/2 aumenta geralmente em escala logarítmica de modo a ter-se 3, 6 ou10 pontos por
década. A distãncia MN deve ser tal que MN<<AB/10. Os valores de resistividade aparente
obtidos numa SEV são apresentados, em função das distâncias AB/2, num gráfico logarítmico.

Com este arranjo a resistividade aparente pode ser calculada apartir da expressão:

ρa = Onde: K factor de configuração (m), diferença do potencial, I corrente e ρa é a resistividade aparente.

K=π/2l · (L2-l2)

II. Métodos de perfuração rotativa com injecção de ar comprimido

Neste método de perfuração é usado o ar comprinido para retirar os fragmentos /partículas


escavadas no interior do furo e são utilizadas duas tecnologias, sendo uma usando brocas
normais e a outra usando brocas tricónicas ou martelos pneumáticos. Neste método os
aquíferosm estão livres da lama de perfuração e é fácil fazer-se limpeza, a penetração é rápida e
permite estimativas do caudal durante a perfuração. Deste modo facilita a determinação da
profundidade de perfuração necessária para a quantidade da água desejada (Smidt e Sonneville,
1991).

III. Métodos hidrogeológicos

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

6
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

O comportamento dum aquífero é a consequência das características hidrogeológicas baseadas


na transmissiviadade, porosidade, permeabilidade e as condições de recarga na região. Mas os
elementos usados neste método são as características litológicas das camadas perfuradas, os
caudais de ensaio e caudais específicos dos furos, profundidades de sondagem, níveis
hidrostáticos e hidrodinámicos.

4. Apresentação dos dados

Dados geofísicos

Os resultados que em seguida se apresentam, são o culminar de um processamento de dados


geofísicos e tiveram como objectivo principal encontrar as áreas mais promissoras ou favoráveis
à captação de água subterrânea e orientar os trabalhos de perfuração. Com tal fim, foram
interpretadas 11 SEV`s das comunidades onde estavam programadas as actividades de abertura
de furos.

A interpretação destes dados utilizando um prgrama computacional IPI2Win Lite a partir de


modelos teóricos da camadas horizontais, permitiu recomendar as profundidades para a
perfuração e qualidade de água nestes pontos que é apresentada na tabela abaixo. Nesta tabela, a
recomendação das profundidades para a perfuração teve-se como base o comportamento da
resisitividade aparente e a estanilidade que esta apresentou neste intervalo de camadas e,
consequentemente esta profundidade segundo a tabela corresponde a camada aquífera.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

7
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Neste intervalo do estrato houve uma ewstabilização da resistividade aparente. Para a


recomendação na qualidade de água foram tomadas valores de resistividade no intervalo de 150
Ω.m a 30 Ω.m como sendo de boa qualidade e abaixo de 30 Ω.m preveu-se água de qualidade
razoável ou salobra consoante os valores apresentados.

Nome da Prof. Rec. ρa Observações


comunidade Perf (m)
(Ω.m)
Pande sede (F1) 60 50 Indicação de água de boa qualidade.

Igreja católica (F2) 60 20 Indicação de água ligeiramente salobra.

Machovo (F3) 65 30 Indicação de água ligeiramente salobra.

Chimedge (F4) 60 50 Indicação de água de boa qualidade.

Bhungue (F5) 60 40 Indicação de água de boa qualidade.

Chicuire (F6) 70 30 Indicação de água ligeiramente salobra.

Luido sede (F7) 70 50 Indicação de água de boa qualidade.


Cubime (F8) 50 20 Indicação de água ligeiramente salobra.
Quizamane (F9) 70 30 Indicação de água ligeiramente salobra.
Ziombe (F10) 40 20 Indicação de água ligeiramente salobra.
Singaril III (F11) 60 50 Indicação de água de boa qualidade.
Tabela 2: Resultados do processamento das SEV`s e sua interpretação.

Dados geológicos

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

8
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Os dados da litilogia colhidos no campo durante os trabalhos de perfuração foram plotados e


produzidos perfis geológicos de sondagem ou logs geológicos.

A caracterização litológica das camadas foi feita com base numa interpretação visual do material
colhido durante a perfuração, auxiliada pela lupa binocular 10X-conston. As amostras da
litologia foram colhidas em cada dois metros ao longo da coluna de perfuração o que a
identificação das camadas aquíferas a partir da granulometria e a côr dos sedimentos.

Dados hidrogeológicos

Os dados hidrogeológicos aqui apresentados são resultantes do trabalho de campo e refletem as


condições locais para cada comunidade onde foi aberto o furo para a captaçãode água. Os dados
do ensino do caudal apresentados na tabela abaixo e o rebaixamento dizem respeito apenas ao
caudal do furo e não do aquífero e não reflectem as reais potencialidades dos aquíferos visto que
as electrobombas utilizaddas tinham uma capacidade limitada não se podendo ter o caudal que se
esperava para a formação de Jofane.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

9
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Localidad comunidade Prof( NH (m) ND (m) Caudal Rebaixament Caudal


e m) (m3/h) o (m) específic
o
(m3/h/m)
Pande sede (F1) 58 24 27.10 1.333 3.0 0.44
Igreja católica 60 30.8 33.51 4.500 2.71 1.66
(F2)
Pande Machovo (F3) 57 28.15 30.45 1.440 2.3 0.63
Chimedge (F4) 58 3.60 34.02 4.340 0.96 4.52
Bhungue (F5) 57 35.78 37.07 4.400 1.29 3.41
Chicuire (F6) 62 36.70 37.71 1.300 1.01 1.30
Ziombe (F10) 36 15.06 16.06 1.846 1.0 1.846
Luido Singaril III (F11) 64 41.78 42.78 1.384 1.0 1.384
Luido sede (F7) 70 54.75 59.33 0.800 4.58 0.17
Cubime (F8) 42 18.20 23.87 1.800 5.67 0.32
Jofane Quizamane (F9) 75 - - - - -
Tabela 3: Resumo das características hidráulicas dos furos abertos para as 11 comunidades de Guvuro.

Dados de análises físico-químicas de água

Em apoio aos estudos hidrogeológicos e geofísicos desenvolvidos neste trabalho, foi feita a
medição da conductividade eléctrica no campo e colhidas amostras de água dos furos para
análises químicas.

As amostras foram colhidas durante o ensaio de caudal e colocadas em frascos plásticos de água,
com a capacidade de 1.5 litros e seladas de modo que a água não tivesse contacto com o
oxigénio atmosférico e enviadas ao LNHAA-maputo, num limite de 24 horas.

As análises químicas envolveram a derterminação de alguns parâmetros tais como o pH, a


conductividade eléctrica, a concentração dos cloretos, nitratos, amoníaco, turvação, côr e dureza
total.

Os elementos acima referidos para análise química, a sua escolha teve como base analisar a
potabilidade da água dos furos abertos para o consumo humano.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

10
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

A conductividade eléctrica foi medida com o recurso a um conductivimétro portáctil. Os dados


das análises químicas feitas no laboratório.

Do ponto de vista da amostragem e análise química da água não se poderá fazer uma análise
detalhada da origem dos altos teores de salinidade na água da área de estudo, uma vez que, os
elementos chaves para esta compreensão não foram analisados e trá-se apenas o cuidado de tratar
em separa a conductividade eléctrica e a dureza total.

Parâmetros físicos e químicos


comunidade Cl- NO2 NO3 Dureza NH+ pH Turv Côr CE
(mg/l) (mg/l) (mg/l) total(mg/l) (mg/l) (NTU) (µs/cm)
Pande sede (F1) 62.04 <0.03 5.1 186 0.13 7.32 3.5 Inc 745
Igreja católica 265.9 <0.04 1.93 400 0.04 7.0 5 Inc 1280
(F2)
Machovo (F3) 68.14 <0.03 7.2 560 0.16 7.56 4.5 Inc 2460
Chimedge (F4) 83.31 <0.03 3.9 130 0.12 7.61 5 Inc 1890
Bhungue (F5) 333.2 <0.03 7 580 0.18 7.45 2 Inc 2000
Chicuire (F6) 88.62 <0.03 4.1 162 0.08 7.7 0.1 Inc 3050
Luido sede (F7) 114.6 <0.03 23.7 84.0 0.02 7.78 2.3 Inc 7500
Cubime (F8) 195 <0.03 13.4 130 0.05 7.63 7 Inc 2950
Quizamane (F9) - - - - - - - - -
Ziombe (F10) 83.31 <0.03 4.1 124 0.12 7.67 5.5 Inc 1700
Singaril III (F11) 94.32 <0.03 16.4 390 0.15 7.42 5.9 Inc 2510
Tabela 3: dados dos parâmetros físico-químicos anlisados.

5. Interpretação e discussão dos resultados dos dados geofísicos

Na Interpretação dos dados geofísicos , as curvas de campo obtidas a partir da introdução das
resistividades aparentes no programa computarizado IPI2Win Lite, foram ajustadas à curva
teórica usando-se o modelo de 5 a 9 camadas resistivas. Nesta fase as SEV`s foram divididas e
interpretadads ao nível de cada localidade como se segue.
Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

11
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

 Localidade de Pande

Situada na zona letse do distrito e atravessada pela estrada N1, apresenta cotas mais baixas da
área de estudo e uma heterogeniedade litológica. As SEV`s nesta localidade foram feitas nas
comunidades de Pande sede, Igreja Católica, machovo, Chimedge, Bhungue, Ziombe e Chicuire.

O modelo de camadas obtido no processamento dos dados a partir do ajuste a curva teórica,
resultou em 6 camadas para as comunidades de Pande sede, Igreja Católica e Chicuire e 7
camadas para as comunidades de Machovo, Chimedge, Bhungue e Ziombe. Asimm, com esta
interpretação foi possível identificar as seguintes camadas litológicas mais representativas e com
uma difernça em resistividade aparente mais notório duma camada a outra: 1- areia fina seca, 2 –
grés conglomerático com humidade, 3 – calcário seco, 5 – grés calcário com água.

Embora a partir dos modelos teóricos se tenha as camadas acima referidas, não foi possível
detectar e visualizar a camada de argila menos espessa através da identificação da sua
resistividade aparente, e aqui o princípio de supressão é válido. Esta camada de argila só foi
possível ser identificada nos trabalhos de perfuração através da interpretação litológica.

A interpretação das SEV`s permitiu identificar potenciais locais para a perfuração e a


profundidade da camada com água subterrânea em qualidade. Ao procurar o óptimo ajuste
daccurva de campo à curva teória alguns valores da resistividade aparente foram corrigidos, uma
vez considerados altos ao salto apresentado na mudança do potencial para o mesmo ponto.

O comprtamento das SEV`s nos pontos pesquisados revela agrande e real situação pontual do
extrato rochoso, que dada a situação geológica da região não é fácil a sua interpretação.

A resistividade aparente nestes pontos é influenciada por níveis argilosos e a existência de água
ligeiramente salobra, e por se tratarem de depósitos sedimentares de ambientes marinhos, difícil
ainda foi identificar com nitidez os limites transitórios entre as camadas a partir da resistividade
aparente.

As curvas que são apresentados de água salobra e os que se encontram no intervalo entre 30 a 50
Ω.m, representam possivelmente água de boa qualidade, enquanto que estratos com uma.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

12
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

13
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

14
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

15
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

16
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

17
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

18
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

19
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

 Localidade de Luido

Localizada na zona oeste no interior do distrito de Guvuro, faz limite com o distrito de Mabote e
Jofane a oeste e com a localidade de Machacame a norte. Nesta localidade, as SEV`s foram
feitas nas comunidades de Luido sede, Singaril-III e Cubime.

A complexidade do modelo de camadas interpretadas para esta região sugerem uma zona de
transição em termos de unidades geológicas, com 6 camadas para a comunidade de Luido sede, 7
para Singaril-III e 9 para Cubime, e as resistividades aparentes têm um comportamento
diferenciado. Para a comunidade de Luido sede, a transição de camada de calcário para grés
calcário não ao é notória apresentando similaridades na resistividade.

Depois de uma análise exaustiva das curvas e do modelo de interpretação, conclui-se que
qualquer que seja o trabalho de pesquisa geofísica a ser feito nesta localidade, é necessário ter
em conta que os afloramentos de calcários existentes interferem nas medições da resistência das
camadas geológicas mais profundas. De notar também que é difícil diferenciar as duas camadas
acima citadas e, por vezes, não informação das profundidades reais.

As profundidades recomendadas para os trabalhos de perfuração são apresentados na tabela 5. A


camada aquífera na região de Luido sede ocorre a uuma profundidade que vai dos 36 aos 70
metros. Em Cubime esta camada aquífera entre20 e 45 m, e em Singaril-III entre 32 a 60 m.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

20
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

21
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

 Localidade de Jofane

Localizada na região oeste, no interior do distrito, faz limite com a reserva do Zinave e distrito
de Mabote a oeste, o rio Save a norte, a localidade de Luido e Machacane a leste. Nesta
localidade a SEV foi feita na comunidade de Quizamane. É a região mais crítica da área de
estudo e da província em termos de abastecimento de água.

O processamento dos dados desta comunidade, resultou num modelo de 5 camadas resistivas,
prevendo-se a ocorrência da água a pequenas profundidades. A grande variedade de
resistividade abaixo de 10 m, sugere à priori uma complexa situação nas condições geológicas da
região e devido aos afloramentos de calcários logo à suprefície, dificultou a execução e a
penetração da corrente no subsolo no substrato. A litologia prevista foi: 1 – areia fina seca, 2 -
calcário 3 – areia fina a média húmida, 4 – areia média com água ligeiramente doce.

Do perfil litológico de sondagem do furo aberto neste ponto da localidade as camadas


constituíntes apresentaram tal complexidade na transição duma a outra do que o previsto na
sindagem geofísica.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

22
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

23
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

II PARTE

PESQUISA GEOFÍSICA

NO DISTRITO DE MONTEPUEZ

(PROVÍNCIA DE CABO DELGADO)

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

24
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

PESQUISA GEOFÍSICA

1. Generalidades
A geofísica é um método de pesquisa superficial apartir do qual se pode determinar
indirectamente as características do subsolo. Portanto, é um método de prospecção e os modelos
do subsolo que dele se obtêm são resultados duma interpretação de dados de campo aliados à
ocorrência geológica da zona em estudo.

Na hidrogeologia o método mais utilizado é o geoeléctrico, concretamente na delimitação de


camadas sêcas e saturadas, na distinção entre água doce e salgada que satura essas camadas e
ainda, na estimação da profundidade em que essas camadas ocorrem.

2. Método geoeléctrico
O método geoeléctrico constituiu a base de pesquisa. Este tem como base a lei de Ohm e consiste
na medição da resistividade do subsolo após sujeitá-la à um campo eléctrico. Esta técnica consiste
na injecção de corrente eléctrica contínua no subsolo através de dois eléctrodos de corrente (A e
B) e na medição da diferença de potencial através de um outro par de eléctrodos (M e N),
colocados perto do centro do dispositivo.

Conhecendo-se a intensidade da corrente (I) e a diferença de potencial (V) pode-se calcular a


resistividade apartir da relação segunte:

V

 = ------- Onde: = resistividade aparente [Ohm.metrs]

V = diferença de potencial [mVolts]

I = intensidade de corrente [mAmperes]

A resistividade calculada, resistividade aparente, representa a média até uma certa profundidade.
Só após sua interpretação é que se obtém a resistividade verdadeira a nessa profundidade.

A configuração usada foi a de Schulumberger. Os levantamentos de resistividade foram feitos com


o auxílio de um resistivímetro concebido para o efeito.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

25
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

3. Técnica aplicada

No presente estudo foi aplicada a Sondagem Eléctrica Vertical (SEV). Durante a SEV e ao longo de
um alinhamento com azimute constante, aumenta-se sucessivamente a distância de separação
dos eléctrodos de corrente em relação a um ponto fixo considarado Centro do dispositivo. Assim,
o campo eléctrico atinge profundidades cada vez maiores e obtém-se destas, uma curva de campo
representando as resistividades aparentes com as profundidades correspondentes.

A interpretação das SEV's é feita com o auxílio de um programa computarizado. Desta


interpretação resulta um modelo teórico que consiste em um número de camadas, suas
respectivas resistividades e profundidades em que as mesmas ocorrem.

4. INTERPRETAÇÄO DE DADOS

Na sequência da pesquisa foram realizadas inúmeras Sev’s em cada local onde foi atribuido o furo
até se conseguir a Sev favorável para a marcação do furo, assim, apresentamos simplesmente as
curvas junto com as tabelas que culminaram na marcação dos furos:

Anexamos os gráficos das sondagens feitas com as respectivas resistividades que foram
interpretados por meio de um programa computarizado.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

26
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Monjane 1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 99.28 2.59

2 4.92 3.58

3 82.51 31.33

4 9820 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

27
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Namahaca 1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 490.9 3.28

2 164.9 22.46

3 279.8 Infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

28
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Nansume 1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ H

1 259 3.87

2 23 25

3 10755 Infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

29
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Nceue 1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ H

1 124.9 3.80

2 68.75 48.42

3 26659 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

30
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Nceue 3

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 215.7 0.72

2 45.24 5.67

3 72.63 50.9

4 4790 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

31
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Nacuje 1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 3374 0.64

2 148.2 3.05

3 29.29 17.64

4 4.25 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

32
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Nseve 6

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 11916 0.44

2 73.13 5.90

3 39.02 29.44

4 442.2 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

33
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Ntapata2_1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 210 4.59

2 32.13 13.95

3 9570 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

34
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Ntapata 5

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 271.4 3.11

2 32.54 17.88

3 831 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

35
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Ntapata 9

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 787 3.23

2 63.5 6.08

3 909 12.11

4 69.8 25.96

5 14070 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

36
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Povoado de Mute 1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 407.3 2.01

2 1667 2.27

3 36.95 63.66

4 1.49 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

37
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Povoado de Ntapata1_1

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 515.1 3.41

2 14.63 4.16

3 151.4 44.77

4 8258 infinita

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

38
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Ficheiro: Povoado de Ntapata1_2

Local: MONTEPUEZ – CABO DELGADO

No ρ h

1 447.1 1.8

2 290.5 2.53

3 31.38 6.07

4 90.11 14.6

5 25974 infinita

5. Conclusões e recomendações
Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

39
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Das interpretações feitas aos modelos matemáticos resultantes da pesquisa, foram identicados
os locais apresentados no quadro a baixo como sendo os favoráveis para a abertura de furos
bem como as profundidades máximas indicativas

Locais Profundidade estimada

Monjane SEV 1 30 m

Namahaca SEV 1 22 m

Nansume SEV 1 25m

Nceue SEV 1 48m

Nceue SEV 3 5m

Neceue SEV6 29m

Nacuje SEV 1 18m

Ntapata 2 SEV 1 14m

Ntapata 2 SEV5 18m

Ntapata 2 SEV 9 26m

Povoado de Mute SEV 1 64m

Povoado de Ntapata SEV 1 45m

Pooviado de Ntapata SEV2 15m

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

40
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

III.PARTE
CONSTRUÇOES NASSER – OBRAS HIDRAULICAS

RELATORIO DE PESQUISA GEOFISICA

(PROVÍNCIA DE NAMPULA)

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

41
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

1. Introdução
A empresa Construções Nasser através do ramo de Obras Hidráulicas tem vindo a realizar obras
de abertura de furos mecânicos equipados com bombas manuais solicitados pelo programa do
Governo assim como de Congregações religiosas nas comunidades dos distritos de Angoche,
Muecate, Monapo e Nampula e em algumas Paróquias da congregação religiosa Cristã.

Assim, dada complexidade da ocorrência deste precioso líquido que caracteriza a maior parte
desta província devido à situação geológica, foi solicitada a realização de pesquisa geofísica
para ajudar na redução do índice de resultados negativos.

Os trabalhos de pesquisa foram mais desenvolvidos nos distritos de Angoche e Monapo onde
abrangia maior número de furos sendo os restantes contemplados por furos solicitados pela
Congregação Religiosa Cristã através da Missão dos Padres.

Os sítios visados pela pesquisa estão assim distribuídos:

Angoche

- Sede 2 (Centro Internato Malatane e Nanawa);

- Namaponda 1 (EP1 Napuala);

- Aube 2 (Namagula “A” e Mazica);

- Namitória 2 (Nantuto e Muthupo);

Monapo

- Itoculo 4 (Rubuzine, Marrupe, Napalaca II e Nacololo);

- Sede 5 (25 Junho, Beira, Napila, Ponte Dias e Anticuane “A”);

- Canaco 3 (Ampacane, Najal-sede, Nicupa);

- Metucheria 3 (Mutawanha, Micazua “A” e “B”);

Meconta

- Sede 1 (Santuário de Meconta);

- Nacavala 2 (Nassuruma, Viveiro da Cincaju);

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

42
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Muecate

- Sede 1 (Santuário da Sede);

- Imala 1 (Paróquia de Imala);

Mecuburi

- Sede 1 (Missão de Mecuburi-Lar Femenino);

2. Localização
A Província de Nampula situa-se na parte Setentrional de Moçambique, a N da Província da
Zambézia. As linhas extremas do território da Província estão compreendidas entre 13º29'00" e
16º54'10" Latitude Sul, e 40º47'57" e 36º41'51" de Longitude Este. Confina ao Norte com a
Província de Cabo Delgado e Niassa, ao Sul e a Oeste com a Província da Zambézia e ao Leste
com o Oceano Índico. A superfície é de 81.606 Km² e a população está estimada em 2.889.500
habitantes, com uma densidade de 35.4 hab/Km². A população rural na Província representa
86,2%.

O pico mais alto da Província encontra-se na Cordilheira dos Montes Inago, com 1.801 m de
altitude, que engloba os Montes Lema que alcançam a altitude de 1.610 metros na região de
Malema. Os rios que atravessam o território são muitos: destacam-se o Lúrio, que separa a
Província da do Niasssa e de Cabo Delgado, o seu afluente o Malema, que nasce próximo dos
picos de Namúli, o Mecubúri que desagua na baía de Memba, o Monapo que desagua na baía
de Mocambo. Administrativamente está dividida em 18 Distritos.

Os locais seleccionados constam nos esboços em anexo.

3. Enquadramento geológico e hidrogeológico da área


3.1 Características morfológicas

Na área de Ancoche, a morfologia da região apresenta-se geralmente como uma superfície


aplanada sulcada por algumas hastes fluviais e numerosas zonas pantanosas. A maior parte do
relevo é constituída por cobertura arenosa. A zona costeira está formada principalmente por
formações sedimentares doTerciário e Quaternário.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

43
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

A área é caracterizada por um bom desenvolvimento do sistema hidrográfico. A drenagem está


sobretudo submetida pela composição litológica da estrutura do terreno. Os principais rios, que
correm de NE a SW são: o Mafamede e o Melúli, com os seus afluentes drenam a maior parte
da superfície do distrito.

A área de Muecate constitue um planalto granítico-migmatítico, vertente progressivamente de


W a E, passando da altitude de 550 a 350 metros. O planalto está fortemente erodido pelos
Rios Muecate e Mecuburi, separados por uma dorsal orientada W-E que passa para Imala.
Características da área é a presença de Inselberg e relevos montanhosos, de composição
gnáisso-granítico. Os topos maiores, com direcção de W para E, atingem a altitude entre 1.088
e 742 metros, em corrispondência do Monte Cognee e do Monte Mocorro, respectivamente. A
rede hidrográfica está desenvolvida, sendo drenada pelos dois rios principais.

3.2 Sequência litológica

Os terrenos que afloram na Província pertencem ao Complexo de Base Pré-Câmbrico e às


Formações da Bacia Sedimentar do Rovuma.

O Complexo de base Pré-Câmbrico é um conjunto mais ou menos heterogénio de gnaísses,


xistos, metassedimentos, quartzites e intrusões básicas muito alteradas. Os gnaisses
representam primitivos sedimentos altamente metamorfizados e rochas graníticas. Os xistos,
metassedimentos e quarzites são, na sua maior parte, rochas sedimentares que sofreram
metamorfismo menos intenso. As intrusões tipo dique ou filão camada, de rochas básicas e
ultra-básicas, provavelmente de idade arcaica, apresentam-se agora como xistos básicos.

São geralmente duas as formações do Pré-Câmbrico presentes na Província: o Grupo de


Nampula (complexo granítico-gnaíssico basal) e Grupo do Lúrio (complexo granítico-granulítico
de cobertura). O Grupo do Lúrio jaze sobre o Grupo de Nampula, em discordância cartográfica.
O Grupo de Nampula apresenta um metamorfismo mais marcado com fortes sinais de
anatexes, a qual pelo contrário é muito mais discreta no Grupo do Lúrio.

 Grupo de Nampula
Deste grupo fazem parte a Série de Nampula e a Série de Mecuburi (BhM 2, BhM3, B²ng1-2, da
Carta Geológica de Moçambique).

A Série de Nampula, constituída por gnaísses de grau elevado e granitóides-migmatíticos, aflora


ao Sul de uma linha imaginária que passa por Nacaroa, Imala e o Monte Mepapué, com
direcção NE-SW. Morfologicamente, apresenta características de Peneplano, a N e E de
Muecate, com numerosos Inselberg e maçissos montanhosos com altitudes de 700 a 1182
metros.
Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

44
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

A Série de Mecuburi extende-se ao N da Série de Nampula, tendo como eixo o rio Mecuburi. A
importância geográfica é análoga à da Série de Nampula, traduzindo-se numa depressão
relativa, testemunhada pelo rio Mecuburi. Os Inselberg e os massiços montanhosos localizam-
se a N de Mecuburi, com altitude entre 700 e 1083 metros.

A Bacia Sedimentar do Rovuma situada na zona costeira da Província é constituída por


sequências de séries sedimentares continentais de grés arcósicos e marinhas. Na zona de
Memba afloram as séries sedimentares do Cretácico, predominantemente marinhas, e do
Quaternário que são constituídas por grés e grés calcários (Ks), calcario (Tk) e sedimentos
aluvionais e aluviais (al), respectivamente.

3.2.1 Características estruturais

Os terrenos do Complexo de Base apresentam estructuras dobradas e fracturadas pela


tectónica. Existem dois sistemas dominantes de fracturas: o primeiro, com direcção NS e o
secundo NW-SE. A tectónica regional está influenciada sobretudo pelo Complexo de Base. A
maior parte da área está migmatizada e granitizada, fenómeno este regional.

O Contacto entre as formações da Bacia Sedimentar do Rovuma e as do Complexo de Base é


tectónico. As falhas apresentam direcção N-S. Os sedimentos arenosos e gresosos arenosos
terminam geralmente em zonas de abrasão. Constituem terraços de diferentes níveis: os mais
jovens com uma altura entre 5 a 20 metros, os mais antigos com uma altura de 30 até 180
metros. São testemunhas de Transgressões marinhas.

3.2.2 Características hidrogeológicas

Todos, ou a maior parte, dos locais abrangidos pela abertura das fontes de água estão situados
nos terrenos pertencentes ao Complexo de Base (Cristalino). Nestas formações, os aquíferos
estão ligados à espessura e composição da camada de alteração meteórica e às
discontinuidades estruturais (falhas e fracturas). De acordo com a literatura internacional, o
perfíl de alteração do Cristalino compreende três zonas, a saber: Regolito; Rocha alterada;
Rocha mãe.

O Regolito, que representa a zona directamente abrangida pelos processos químico-físico de


meteorização, é subdividido, por sua véz, em duas zonas: a Zona colapsada e o Saprolite. A zona
colapsada constitue uma faixa superficial, geralmente de pequena espessura, constituída por
material de natureza arenosa que pode passar a arenoso-argilosa, em corrispondência das
depressões. O Saprolite é constituído por uma camada da rocha desagragada em sito.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

45
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

A espessura e a litologia do Regolito depende das características químicas, mineralogicas,


petrográficas e estruturais da rocha mãe, da idade, do clima, do relevo, entre outros. A
permeabilidade é geralmente baixa quando o Regolito deriva da decomposição de rochas ricas
em minerais ferro-magnesianos que facilmente podem dar lugar à formação de minerais
argilosos secundários.

A rocha mãe é subdivida, por sua vez, em duas zonas, nomeadamente: alterada e inalterada. A
separação entre as duas zonas pode ser regular ou com a presença de faixas de transição.

A origem da formação dos aquíferos está na fragmentação e desintegração em blocos da rocha-


mãe, limitados por juntas, fracturas e diaclases. Estas zonas de fraqueza estão relacionadas com
estruturas geológicas tais como dobras, falhas e fracturas, cuja permeabilidade é relativamente
alta. Os aquíferos são essencialmente de tipo freático mas podem tranformar-se em semi-
confinados em correspondência de horizontes argilosos de baixa permeabilidade, com
dimensões médias que podem variar entre 1 até 2 Km de comprimento e 25 até 40 m de
espessura. A ocorrência de água subterrânea está limitada a caudais <3m 3/h com água, em
geral, de boa qualidade (mineralização < 600 mg/l).

Água com mineralização excessiva, da ordem dos 2.500 e 4.000 mg/l, está, por vezes,
relacionada com tipos particulares de rochas, como anfibolítos, piroxenitos e gnáisses
anfibólico, ricos em minerais ferromagnesianos.

4. PESQUISA GEOFÍSICA

Generalidades

A pesquisa geofísica é um método superficial apartir do qual se pode determinar indirectamente


as características do subsolo. Portanto, é um método de prospecção e os modelos do subsolo que
dele se obtêm são resultados duma interpretação de dados de campo aliados à ocorrência
geológica da zona em estudo.

Na hidrogeologia o método mais utilizado é o geoeléctrico, concretamente na delimitação de


camadas sêcas e saturadas, na distinção entre água doce e salgada que satura essas camadas e
ainda, na estimação da profundidade em que essas camadas ocorrem.

Método geoeléctrico

O método geoeléctrico constituiu a base de pesquisa. Este tem como base a lei de Ohm e consiste
na medição da resistividade do subsolo após sujeitá-la à um campo eléctrico. Esta técnica consiste
na injecção de corrente eléctrica contínua no subsolo através de dois eléctrodos de corrente (A e

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

46
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

B) e na medição da diferença de potencial através de um outro par de eléctrodos (M e N),


colocados perto do centro do dispositivo.

Conhecendo-se a intensidade da corrente (I) e a diferença de potencial (V) pode-se calcular a


resistividade apartir da relação segunte:

V

 = ------- Onde: = resistividade aparente [Ohm.metrs]

V = diferença de potencial [mVolts]

I = intensidade de corrente [mAmperes]

A resistividade calculada, resistividade aparente, representa a média até uma certa profundidade.
Só após sua interpretação é que se obtém a resistividade verdadeira a nessa profundidade.

A configuração usada foi a de Schulumberger. Os levantamentos de resistividade foram feitos com


o auxílio de um resistivímetro concebido para o efeito.

Técnica aplicada

No presente estudo foi aplicada a Sondagem Eléctrica Vertical (SEV). Durante a SEV e ao longo de
um alinhamento com azimute constante, aumenta-se sucessivamente a distância de separação
dos eléctrodos de corrente em relação a um ponto fixo considarado Centro do dispositivo. Assim,
o campo eléctrico atinge profundidades cada vez maiores e obtém-se destas, uma curva de campo
representando as resistividades aparentes com as profundidades correspondentes.

A interpretação das SEV's é feita com o auxílio de um programa computarizado. Desta


interpretação resulta um modelo teórico que consiste em um número de camadas, suas
respectivas resistividades e profundidades em que as mesmas ocorrem.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

47
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

5. INTERPRETAÇÄO DE DADOS
Na sequência da pesquisa foram realizadas inúmeras Sev’s em cada local onde foi atribuido o furo
até se conseguir a Sev favorável para a marcação do furo, assim, nas tabelas seguintes
apresentamos simplesmente as que culminaram com a marcação dos furos:

Angoche Sede

Malatane (coord: 16º11´ 43" - 39º56´ 05")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Nanawa (coord: 16º00´ 14" - 40º01´ 51")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 80 1,3 areias finas

2 230 3,8 areias compactadas

3 86 10,0 sequência de areias

4 21 32 grés

5 9,0 infinita grés argiloso

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

48
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Namaponda

Napuala EP1 (coord: 15º57´ 57" - 39º54´ 42")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Aube

Namagula “A” (coord: 16º13´ 03" - 39º42´ 23")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Mazica (coord: 16º16´ 04" - 39º38´ 16")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

49
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Namitória

Nantuto (coord: 16º12´ 07" - 39º34´ 09")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Muthupo (coord: 16º03 59" - 39º33´ 26")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Moma

Missão de Chalaua (coord: 16º05´ 38" - 39º10´ 14")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

50
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Nampula Cidade

Momola EPC Aldeia Esperança (coord: 15º11´ 51" - 39º22´ 20")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Mecuburi

Missão de Mecuburi (coord: 14º39´ 26" - 38º53´ 57")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

51
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Muecate

Muecate Comunidade Stº António (coord: 14º53´ 01" - 39º37´ 58")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Paróquia de Imala (coord: 14º35´ 10" - 39º34´ 37")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

5 11 infinita grés argiloso

Meconta

Santuário de Meconta (coord: 14º58´ 07" - 39º52´ 34")


N.o Resistividade Profundidade provável litologia

1 65 1,5 areias finas

2 160 5,0 areias compactadas

3 35 7,0 sequência de areias

4 14 30 grés

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

52
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

5 11 infinita grés argiloso

O tipo de curva é KH(), com quatro camadas principais: a superficial com


resistividade baixa (70 .m); A segunda, com resistividade pouco alta (230 m), podendo
representar a camada formada pelas areias amareladas compactadas; a penúltima com (35 Wm),
denunciando a presença da camada saturada na base desta sequência de areias e o topo do grés;
e a última, com 11 Wm, correspondendo ao grés de natureza argiloso.

Por razões aliadas ao nível de concentração de materiais ferrosos e linhas de transporte de energia
eléctrica de média e alta tensão no local, não foi possível estender o AB/2 até atingir a base do
grés todavia foi possível verificar o seu topo.

Assim sendo, a interpretação das SEV's, teve que ser correlata com os dados dos furos existentes
na área.

Anexamos os gráficos das sondagens feitas e interpretados por meio de um programa


computarizado de Schlumberger.

6. RECOMENDAÇÕES

Na área objecto de estudo, nota-se a existência duma camada gresosa no fim das areias, sendo
parte constituínte do aquífero principal que vai-se tornando argiloso com a profundidade,
portanto, aconselha-se que a perfuração seja controlada apartir dos 40 m por recear o aumento
de condutividade. O local a perfurar é resultado de interpolação de resultados de duas Sev's feitas
ao longo do muro exterior, todavia o furo poderá ser feito no interior sem que no entanto haja
divergência nas recomendações resultantes destas Sev's, pois foram feitas abarcando o recinto
(ver esboço). O furo poderá ser feito do lado da agroalf1, bastando adequar melhor o
equipamento.

Pela pesquisa realizada, correlada com os dados disponíveis sobre a zona em epígrafe, a
camada que pode constituir o principal aquifero, localiza-se apartir dos 30 metros de
profundidade.

Devido aos factores acima referidos, nao se pode determinar a espessura da camada, sabendo-
se, que é argilosa na base, o que eventualmente poderá comprometer o maior rendimento do
furo. Contudo o caudal não será inferior a 1m3/h.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

53
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

Recomenda-se especial atenção no processo de desenvolvimento do furo, de modo a habilitar-


se ao fornecimento mínimo de 3m3/h.

Caso a escolha recaia para o método hidráulico rotativo, será necessário controlar a eficácia da
mistura do fluído utilizado para a cimentação das paredes do furo de modo a favorecer o seu
posterir desenvolvimento.

O aquífero freático que ocorre na zona não é aconselhàvel a sua exploração por motivos de
insegurança na sua potabilidade uma vez que no tempo chuvoso a água será imprópria para o
consumo humano. Daí a necessidade de se atingir o aquífero de base >30m de profundidade.

No distrito de Muecate, os dados de algumas perfurações efectuadas no Cristalino mostram


uma espessura média da camada de alteração de 12 metros, sendo a camada de gnáisse
fracturado de espessura muito variável. Os níveis hidrostáticos são muito superficiais entre 2 e
7 metros e os caudais não ultrapassam os 2.5 m³/h.

LOCALIDADE PROF NH Q LAT LONG

(m) (m) (m³/h)

Imala 46.00 7.50 0.40 143442 393430

Imala 38.00 9.35 0.80 143443 393431

Imala 12.00 6.98 0.87 143430 393430

Mascote 28.50 12.70 2.00 145435 393416

Muecate 23.50 2.50 1.00 145205 393837

Muecate 25.00 3.50 2.40 145235 393837

Muecate 34.00 3.50 0.50 145310 393837

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

54
TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE GEOFÍSICA Departamento de Geologia - UEM

IV. PARTE

BIBLIOGRAFIAS:
SALOMÃO, Eurico Alfredo.Tese de licenciatura-2006 “Caracterização
Hidrogeologica do Distrito de Govuro”. Departamento de Geologia da Universidade
Eduardo Mondlane.
HMR – Engenharia Hidráulica e Geologia, Relatorio de pesquisa geofísica 2008
“Pesquisa Geofísica no Distrito de Montepuéz - Cabo Delgado”.
CONSTRUÇOES NASSER – OBRAS HIDRAULICAS, “Relatório de pesquisa Geofísica-
Nampula”, 2007.

Maulate, Uqueio, Baloi e Aminosse.

55

Você também pode gostar